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sábado, 11 de novembro de 2023

6 medidas simples para prevenir-se da rinite alérgica em casa


Arrumação e higiene adequadas nos ambientes da casa, em especial nos quartos, ajudam a controlar a alergia

 

Na rinite alérgica, é comum que a mucosa nasal fique irritada por diversos motivos, como uma mudança brusca de temperatura, variações na umidade relativa do ar, qualquer cheiro mais forte ou mesmo estresse. No entanto, o primeiro passo para cuidar da mucosa nasal começa nos cuidados da casa.

 

“Já está mais que comprovado que o controle ambiental no quarto onde o paciente com rinite alérgica dorme é o que tem maior impacto na redução de suas queixas. Muitas vezes não podemos evitar o ar condicionado do escritório, cujo filtro pode ter sido limpo pela última vez há muito tempo, mas podemos controlar o ambiente de nossa casa, em especial, o quarto onde dormimos”, afirma o otorrinolaringologista Krishnamurti Sarmento Junior.

 

O que pode desencadear rinite alérgica

Um dos principais fatores desencadeantes da rinite alérgica, especialmente em casa, é o acúmulo de pó, ácaros, pelos de animais, mofo e perfumes. Mas algumas medidas simples podem ser tomadas para ajudar a evitar que os sintomas da rinite alérgica se manifestem, são elas:

 

Evitar carpetes e tapetes e dar preferência a pisos que possam ser limpos com um pano úmido pelo menos uma vez por dia

Tirar do guarda-roupas e colocar para ventilar roupas de inverno, cobertores e tudo que não é utilizado com frequência e que pode acumular poeira

Trocar a roupa de cama uma a duas vezes por semana

Manter o quarto arejado e ventilado, com janelas e portas abertas durante o dia, sempre que possível

Retirar e evitar os bichos de pelúcia do aposento

Limitar o acesso dos bichos de estimação ao quarto

 

Como tratar rinite alérgica?

Embora evitar os fatores desencadeantes das crises de rinite alérgica seja importante, nem sempre resolve. Caso os sintomas persistam, é preciso procurar um médico otorrinolaringologista, que fará uma avaliação, além de indicar o tratamento adequado para cada caso, que pode envolver o uso de antialérgicos ou orais nasais e até de imunoterapia.

 

Por fim, o especialista faz um alerta quanto ao uso de descongestionantes nasais. “Usá-los durante as crises é uma péssima ideia, principalmente se elas são frequentes. Essas medicações podem viciar o paciente e, quando usadas de forma repetida, aumentam as chances de hipertensão e outras doenças”, sinaliza o médico.

 

Fonte: https://www.minhavida.com.br/materias/materia-23482 - Ananda Silva - Redação MinhaVida - GettyImages/simonlong


Ele cura os corações partidos e fecha suas feridas. (Salmos 147: 3)

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Por que alguns alimentos causam alergias? Nova teoria surpreende


Alergias alimentares

 

Hoje temos acesso a milhares de diferentes tipos de alimentos, mas sabemos que alguns são mais problemáticos do que outros.

 

Por exemplo, laticínios, mariscos, trigo, e especialmente amendoim, estão no topo da lista de alimentos com alto potencial de causarem alergias.

 

Mesmo sendo o caso mais comum, contudo, ainda é um enigma para a ciência por que os amendoins parecem ser alérgenos tão fortes.

 

Para a professora Araceli Díaz-Perales, da Universidade Politécnica de Madrid (Espanha), a resposta a esse enigma é muito simples: "Você sofre de alergias contra os alimentos que come com mais frequência," defende ela.

 

É uma nova teoria, ainda a ser discutida pela comunidade científica, mas que pode explicar por que as alergias alimentares tendem a ser específicas da geografia: Além dos amendoins, os países que consomem mais nozes tendem a ter níveis mais altos de alergias a nozes, e assim por diante.

 

É claro que não é só quantidade: O primeiro elemento a ser considerado é que os alimentos de vegetais são mais alergênicos do que os alimentos de origem animal, especialmente plantas ricas em proteínas. E como eles são preparados e consumidos também faz diferença.

 

E há outros fatores envolvidos, diz a pesquisadora citando o Reino Unido, que tem taxas mais altas de alergia ao amendoim do que a Espanha, apesar de ambos consumirem grandes quantidades do alimento. Ela suspeita que isso ocorra porque o Reino Unido consome mais amendoim em uma forma processada com alto teor de gordura, como manteiga, óleo, confeitos e salgadinhos. De fato, já se confirmou que amendoins torrados causam mais alergia.

 


As proteínas são elementos importantes no aparecimento das alergias.

 

Por que um alimento causa alergia?

 

Uma nova teoria sobre o que faz um alimento causar alergia é bem-vinda porque as pesquisas mais recentes têm mostrado que a sensibilidade a certos alérgenos não começa necessariamente no intestino, podendo ser desenvolvida através do trato respiratório, ou mesmo da pele - os óleos vegetais são uma base comum em cosméticos. Depois de ficarem sensibilizadas, quando as pessoas consomem o alimento, elas sofrem de sintomas alérgicos.

 

"A saúde da sua pele é muito relevante na prevenção de alergias alimentares," acrescenta a pesquisadora. Produtos de limpeza agressivos podem prejudicar não só o microbioma - o conjunto de microrganismos que vivem em todo o nosso corpo - mas também a camada protetora mais superficial da pele. "Isso permite a entrada de alérgenos e leva à sensibilização a certos alimentos," completa Araceli.

 

O estresse também pode desempenhar um papel: Os cientistas estão aprendendo que o sistema hormonal, o sistema imunológico e o desenvolvimento neuronal estão todos intimamente interligados - qualquer mudança em um tem um efeito indireto nos outros. Então, é possível que nossas vidas cada vez mais agitadas estejam nos tornando mais suscetíveis a reações alérgicas.

 

Exame amplo de alergias

 

Para monitorar todas essas possibilidades, Araceli e sua equipe está desenvolvendo um novo equipamento que mede rapidamente a quantidade de anticorpos presentes no sangue capazes de desencadear uma resposta alérgica.

 

Ao contrário dos testes cutâneos convencionais, o novo exame pode detectar anticorpos para mais de 20 proteínas diferentes, presentes em pelo menos 12 alimentos causadores de alergias. Isso torna o diagnóstico de pacientes com histórias clínicas raras muito mais fácil.

 

No entanto, ressalva a pesquisadora, combater o aumento das alergias alimentares ainda levará tempo, exigindo uma compreensão mais completa de como nosso ambiente, dieta, microbioma e sistema imunológico interagem. Quando tivermos essa compreensão, poderemos ajustar nossas dietas (ou até mesmo nossa rotina de cuidados com a pele) para evitar o desenvolvimento de alergias, enquanto ainda desfrutamos de todos os alimentos que o mundo tem a oferecer.

 

Checagem com artigo científico:

 

Artigo: Lipid Ligands and Allergenic LTPs: Redefining the Paradigm of the Protein-Centered Vision in Allergy

Autores: Zulema Gonzalez-Klein, Diego Pazos-Castro, Guadalupe Hernandez-Ramirez, Maria Garrido-Arandia, Araceli Diaz-Perales, Jaime Tome-Amat

Publicação: Frontiers in Allergy

DOI: 10.3389/falgy.2022.864652

 

Fonte: https://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=por-alguns-alimentos-causam-alergias-nova-teoria-surpreende&id=15617 - Redação do Diário da Saúde - Imagem: Pexels/Pixabay


Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor. 1 Coríntios 15:58


sábado, 1 de maio de 2021

9 principais remédios caseiros para alergia natural


De acordo com a Allergy and Asthma Foundation of America, uma em cada cinco pessoas, ou cerca de 50 milhões de americanos, sofre de algum tipo de alergia. As chances são altas de que você ou alguém que você conhece lide com alergias em curso, sejam elas alergias sazonais , alimentares ou outro tipo, e possa usar o alívio da alergia pelo menos de vez em quando.

 

A maioria das pessoas que lutam para encontrar o alívio da alergia vão ao médico para serem tratadas e / ou recebem medicamentos de rotina que variam de paracetamol a anti-histamínicos, os quais podem na verdade agravar ainda mais os sintomas para os quais foram administrados. Se você prefere não tomar remédios para controlar os sintomas, o que pode ajudar as alergias em casa?

 

Remédios caseiros para alergias - incluindo sintomas como seios da face congestionados , dores de cabeça e olhos lacrimejantes ou coceira - incluem o uso de óleo essencial de olíbano, óleo de eucalipto e quercetina. Abaixo, você aprenderá sobre nove incríveis remédios caseiros totalmente naturais para alergias que podem ajudar a fornecer um alívio rápido da alergia.

 

O que são alergias?

Uma alergia é definida como um tipo de " reatividade corporal (hipersensibilidade) a um antígeno em resposta a uma primeira exposição" ou " reações imunológicas exageradas ou patológicas (como espirros, respiração difícil, coceira ou erupções cutâneas) a substâncias, situações ou estados físicos. ”

Em outras palavras, as alergias são devidas à hipersensibilidade do sistema imunológico que causa respostas prejudiciais que podem afetar todo o corpo. Algumas das causas mais comuns de alergias são coisas como pólen encontrado ao ar livre, pelos de animais, poeira ou alimentos específicos.

Os sintomas de alergia ocorrem quando seu corpo responde aos alérgenos produzindo uma substância química chamada histamina, que age ajudando a neutralizar o alérgeno. O sistema imunológico causa reações alérgicas ao produzir anticorpos imunoglobulina E (IgE) que causam sintomas generalizados.

 

Existem várias categorias amplas de alergias, que incluem:

Alergias sazonais (também chamadas de rinite ou febre do feno), geralmente piorando quando os níveis de pólen aumentam ou mudam, como durante a primavera ou outono

Alergias perenes, ocorrendo durante todo o ano

Alergias alimentares, como alergia a marisco

Alergias a drogas / medicamentos

Alergias internas, como mofo ou poeira

Alergias de pele ou olhos

Alergias a animais de estimação / animais, como cães / gatos, insetos, etc.

Anafilaxia, que é uma reação alérgica grave com risco de vida em resposta a vários alérgenos diferentes

 

Sintomas / Causas

Os sintomas causados por alergias variam de pessoa para pessoa, dependem do que causa a reação alérgica e variam de acordo com a gravidade da alergia. Os sintomas comuns associados a alergias podem incluir:

Nariz escorrendo, coceira no nariz, congestão e entupimento

Erupção cutânea, vermelhidão, urticária, secura, descamação ou coceira

Sensações de formigamento ou coceira na boca e nos lábios

Inchaço da língua, lábios, garganta ou rosto

Nausea e vomito

Diarreia e cólicas abdominais

Tosse, respiração ofegante e dificuldade para respirar ( os sintomas de asma  às vezes podem ser desencadeados por alergias)

Tonturas, vertigens e, em casos graves, perda de consciência

 

O que causa alergias?

Existem tantas coisas diferentes que podem causar alergias que pode ser difícil identificar o que está contribuindo para os seus sintomas. Algumas das causas mais comuns de alergias incluem:

Pólen de árvores, plantas e grama

Poeira, incluindo os tipos encontrados em sua casa

Certos alimentos, especialmente aqueles conhecidos por causar a maioria das alergias alimentares, como glúten, laticínios, nozes (especialmente amendoim), ovos, soja e marisco

Picadas e picadas de insetos

Pêlo de animal e caspa

Mofo

Certos medicamentos, como antibióticos

Látex, como o tipo usado para fazer luvas ou preservativos de látex

Produtos de beleza ou cuidados pessoais perfumados (causa das chamadas "sensibilidades a fragrâncias ")

Fumar, incluindo maconha, que está associada à asma em alguns casos


Tratamentos convencionais para alergias

As alergias são normalmente tratadas das seguintes maneiras:

Produtos de venda livre que atuam como descongestionantes

Anti-histamínicos, que são medicamentos que impedem a liberação de substâncias químicas que causam reações alérgicas

Medicamentos para imunoterapia

Colírio

Cremes para a pele, incluindo aqueles que contêm compostos anti-histamínicos ou esteróides

Corticosteroides para controlar a inflamação

Dietas de eliminação (como dieta sem glúten ou sem laticínios) para gerenciar alergias alimentares

Alguém com alergias graves também pode carregar um autoinjetor de epinefrina de emergência (Epipen) em caso de um ataque

Alguns especialistas acham que as abordagens convencionais de tratamento acima (além de uma dieta de eliminação) não são as melhores maneiras de controlar as alergias, porque não corrigem as causas subjacentes.

Quando se trata de alergias, o que é importante entender é que, quando seu sistema imunológico produz uma reação alérgica a algo, é porque sente que algo não está certo dentro de seu corpo. Em vez de abordar apenas os sintomas de alergias (coceira na pele ou olhos lacrimejantes, por exemplo), você precisa descobrir a causa raiz e construir seu sistema de defesa natural para o verdadeiro alívio da alergia.

Quando tomamos medicamentos prescritos ou produtos sem receita para alergias, eles podem perturbar os processos naturais do seu sistema imunológico e ter outros efeitos deletérios, como alterar o equilíbrio do nosso pH. Para evitar os sintomas, você sempre terá que tomar um medicamento porque seu corpo não aprende a se adaptar aos alérgenos.

Remédios para alergia, colírios, cremes e outros produtos podem aliviar e ocultar os sintomas, mas não abordam o fato de que o problema ainda existe.

 

Opções naturais de alívio de alergia

O que ajuda a aliviar as alergias rapidamente? Observar o que você come, respirar ar fresco e beber bastante água são alguns dos remédios naturais que podem aliviar as alergias ao melhorar as funções do sistema imunológico.

Pode levar várias semanas para que os sintomas diminuam, mas é provável que sejam mais bem mantidos sob controle quando você enfrentar as causas profundas. Aqui estão nove maneiras de obter alívio natural da alergia.

 

1. Coma uma dieta alcalina antiinflamatória

Em primeiro lugar, comece a seguir uma dieta antiinflamatória para reduzir o risco de alergias e muitos outros problemas de saúde. Cuidar do seu corpo com alimentos ricos em nutrientes dá ao seu sistema imunológico a capacidade de se auto-regenerar, trazendo-o de volta ao equilíbrio para que possa combater alergias comuns em seu ambiente.

Aqui estão alguns dos melhores alimentos e ingredientes para incorporar em sua dieta para ajudá-lo a vencer as alergias:

Alho  - o que há de tão fantástico no alho? O alho é um antibiótico natural que ajuda a evitar infecções, vírus e até alergias. Comer ou espremer dois cravos-da-índia crus desse poderoso antioxidante pode literalmente manter o médico longe. Algumas pessoas optam por tomar suplementos de alho porque não querem cheirar a alho, mas os suplementos não funcionam tão bem quanto a erva real, então não se deixe enganar por isso. O alho cru comido todos os dias ajuda a combater todos os tipos de alergias porque estimula imensamente o sistema imunológico.

Limões  - como a maioria de nós sabe, um corpo alcalino significa melhor equilíbrio e função imunológica. Limões e limas são frutas excelentes para aumentar o sistema imunológico e usadas para várias doenças, incluindo alergias. Ambas as frutas são carregadas com vitamina C e antioxidantes que aumentam o sistema imunológico. Beber água com limão ao longo do dia desintoxica o corpo e o livra de impurezas. Misture o suco de um ou dois limões ou limas com azeite para fazer um molho saboroso para saladas e sanduíches vegetarianos.

Vegetais com folhas verdes - as verduras (incluindo espinafre, couve, couve, alface, rúcula e agrião) são ótimas fontes de vitaminas, minerais, antioxidantes e enzimas essenciais que auxiliam na desintoxicação e ajudam a reduzir a inflamação.

Alimentos ricos em probióticos - os alimentos probióticos apoiam a saúde imunológica e podem ajudar a reparar um revestimento intestinal danificado. Os exemplos incluem kefir, chucrute, kimchi, natto, iogurte, queijo cru, missô e kombuchá.

Caldo ósseo - o caldo ósseo, feito de caldo de carne e frango, é rico em muitos minerais e aminoácidos que auxiliam no tratamento do intestino gotejante, ajudando assim a fortalecer o sistema imunológico.

Leite de coco - A melhor alternativa para o leite de vaca é o leite de coco, que é isento de laticínios, lactose, soja, nozes e grãos.

Manteiga e sementes de amêndoa - para pessoas alérgicas a amendoim e manteiga de amendoim, a manteiga de amêndoa é uma alternativa segura e saudável que fornece ácidos graxos insaturados saudáveis, fibras, minerais como riboflavina e magnésio e até mesmo alguns antioxidantes. Sementes de linhaça, sementes de chia, sementes de abóbora e sementes de girassol também são ótimas fontes de fibras e gorduras saudáveis.

Farinhas / grãos sem glúten - em vez de usar farinha de trigo ao cozinhar ou assar, experimente farinha de coco, farinha de amêndoa, farinha de espelta, farinha de aveia e farinha de arroz, que são todas sem glúten.

Leite materno - Estudos mostram que o aleitamento materno exclusivo parece ter efeito preventivo no desenvolvimento precoce de asma e dermatite atópica.

Embora não seja abundante em muitos alimentos, a vitamina D também é importante para a função imunológica e pode ajudar a controlar os sintomas de alergia . Na verdade, alguns estudos mostraram que crianças que moram mais longe do equador têm maior probabilidade de desenvolver alergias e sofrer maiores taxas de internações hospitalares devido a reações alérgicas.

Você pode obter vitamina D suficiente passando cerca de 15 minutos ao sol na maioria dos dias sem protetor solar e comendo alimentos como leite integral e alguns cogumelos para o alívio natural da alergia.

 

2. Mel cru local (pólen de abelha)

Considerando o quão bom é o gosto, tomar um pouco de mel cru todos os dias para ajudar a controlar as alergias sazonais pode parecer fácil demais para funcionar bem, mas não descarte esse remédio antigo. Tomar uma colher de sopa de mel cru local todos os dias ajuda seu corpo a construir uma tolerância ao pólen local que está correndo solto em seus seios da face.

Os pesquisadores envolvidos em um estudo publicado no International Archives of Allergy and Immunology  descobriram que os pacientes que tomam mel “relataram uma pontuação total de sintomas 60% menor, o dobro de dias assintomáticos e 70% menos dias com sintomas graves”. Eles também usaram 50% menos anti-histamínicos em comparação com o grupo de controle que tomou medicamentos convencionais.

Experimente tomar uma colher de sopa de mel local cru diariamente, mexendo um pouco no chá, adicionando um pouco à aveia junto com a canela ou colocando um pouco nos seus smoothies.

O que torna o mel cru tão poderoso na redução de alergias? Uma das razões é porque contém pólen de abelha, que é conhecido por afastar infecções e alergias e aumentar a imunidade.

As abelhas que vivem em sua região vão de flor em flor coletando o pólen do qual você está sofrendo. Faz sentido, então, que comer mel cru local ajudará a aumentar sua imunidade ao pólen local.

O mel também contém muitas enzimas que apoiam a função imunológica geral, o que ajuda no alívio da alergia.

 

3. Vinagre de maçã (ACV)

Agora você pode encontrar vinagre de maçã de alta qualidade na maioria dos supermercados, o que é ótimo, considerando que pode  ajudar a quebrar o muco e auxiliar a drenagem linfática.

Beber um copo d'água com uma colher de chá de ACV e um pouco de suco de limão fresco é uma das melhores maneiras de acordar todas as manhãs. Ao primeiro sinal de um ataque de alergia, coloque uma colher de chá de ACV na solução de seu pote neti para uma “irritação dos seios da face” natural.

 

4. Quercetina

A quercetina é um antioxidante polifenol encontrado naturalmente em alimentos vegetais, como vegetais crucíferos (como brócolis ou couve-flor), cebolas / chalotas, chá verde e frutas cítricas. Considerado um bioflavonóide que estabiliza a liberação de histaminas, ajuda a controlar naturalmente os sintomas da alergia.

De acordo com um estudo de 2020, a quercetina tem funções antialérgicas conhecidas por inibir a produção de histamina e mediadores pró-inflamatórios. Outro estudo encontrou evidências de que a quercetina é eficaz na redução da congestão porque ajuda a acalmar a hiperatividade das vias aéreas.

É tão poderoso que os pesquisadores encontraram evidências sugerindo que a quercetina pode ajudar a controlar as alergias ao amendoim , a principal causa de ataques de alergia fatal / com risco de vida. Várias fontes sugerem que é melhor usar a quercetina como um remédio de longo prazo, uma vez que pode levar vários meses para começar a fazer efeito.

Pessoas propensas a alergias sazonais devem começar a tomá-lo algumas semanas antes da chegada da primavera, quando as árvores e plantas começam a florescer.

 

5. Neti Pot

Qual é o melhor alívio da alergia para o nariz escorrendo?  Os potes lota são um remédio natural para alergias e muitos problemas respiratórios, porque ajudam a limpar os seios da face e a remover a congestão.

Foi demonstrado que o uso de lota ajuda a melhorar a qualidade de vida em pessoas que sofrem de doenças respiratórias e causa poucos ou nenhum efeito colateral .

Limpando as passagens nasais de alérgenos e irritantes, essa forma de “irrigação dos seios da face” se originou na tradição da medicina ayurvédica há centenas de anos. As pessoas que vivem na Índia têm recebido resultados surpreendentes com o uso de lota durante séculos, e agora você também pode.

Felizmente, essa abordagem “alternativa” para prevenir congestionamentos e alergias agora se tornou mais comum. David Rabago, MD, conduziu vários estudos sobre o assunto e provou clinicamente que o uso de um lota é benéfico para prevenir e tratar várias doenças respiratórias superiores, incluindo sinusite crônica e aguda, resfriado comum e alergias sazonais.

Ao usar um lota, certifique-se de que a água seja destilada e o mais esterilizada possível. A água da torneira está cheia de cloro e flúor e pode realmente agravar os seios da face, por isso não deve ser usada.

Se não quiser usar um lota, você também pode tentar enxaguar os seios da face com água salgada, misturando sal marinho com água morna e sugando-o pela narina.

 

6. Urtiga

A pesquisa mostrou especificamente que a folha da urtiga controla naturalmente as histaminas , razão pela qual um número crescente de médicos recomenda tomar uma preparação liofilizada antes do início da temporada de febre do feno. Também pode ser usado como chá ou em forma de tintura.

De acordo com especialistas em alergia sinusal, outros remédios à base de ervas que podem ajudar a controlar os sintomas  , apoiando o sistema imunológico e reduzindo o congestionamento incluem:

Ruivo

Cúrcuma

Yarrow

Cogumelos Reishi

Astralagus

Perilla ( Perilla frutescens )

Espinheiro-mar ( Hippophae rhamnoides)

Carrapicho ( Petasites hybridus)

Horehound ( Marrubium vulgare )

 

7. Óleo de Eucalipto e Óleo de Olíbano

Um estudo interessante avaliou o efeito de vários óleos essenciais em matar os ácaros domésticos altamente alérgicos e descobriu que o óleo de eucalipto estava entre os mais potentes.  Os óleos essenciais para alergias atuam reduzindo a inflamação e melhorando a desintoxicação de bactérias, parasitas, microrganismos e toxinas que podem desencadear ataques.

Você pode usar óleo de eucalipto para o alívio da alergia sazonal de várias maneiras:

Você pode colocar várias gotas de óleo de eucalipto no lota, inalá-lo por meio de um difusor ou usá-lo no detergente para a roupa como um agente antimicrobiano.

Para uma adição ecológica e biodegradável aos seus detergentes naturais, adicione 25 gotas de óleo de eucalipto a cada lavagem durante a temporada de alergia, especialmente se você ou as crianças estiverem correndo fora de casa.

Se seus sintomas de alergia estiverem intensos, misture óleo de eucalipto com óleo de coco, esfregue-o no peito e atrás das orelhas e espalhe-o no ar durante o dia e durante o sono.

Outro óleo essencial poderoso para controlar alergias é o óleo de olíbano. A capacidade quase inacreditável de matar o câncer de olíbano indiano está bem estabelecida na literatura científica há vários anos, mas seu poder de dar vida não termina aí.

Em um estudo publicado pela Phytotherapy Research , quando os ratos ingeriram de 1 a 10 miligramas de olíbano por via oral, descobriu-se que vários níveis de seus sistemas imunológicos foram estimulados, incluindo IgG, IgM e interferon. Isso significa que o olíbano tem efeitos muito poderosos quando se trata de apoiar o sistema imunológico.

Para implementá-lo em seu regime natural de saúde, simplesmente esfregue olíbano atrás das orelhas e no peito várias vezes por dia, ou espalhe o óleo essencial de olíbano em sua casa e no escritório por cerca de três horas diárias.

 

8. Probióticos

Agora é do conhecimento comum que um sistema imunológico forte começa com um intestino saudável. Mais de 80% da função imunológica é armazenada no trato gastrointestinal (GI). Não é de se admirar que continuem surgindo pesquisas que relacionam o uso de suplementos probióticos à redução do risco de alergias.

Os probióticos são “bactérias boas” benéficas que vivem dentro do seu trato gastrointestinal e ajudam a defendê-lo contra infecções, vírus, alergias e muito mais. Eles estão cada vez mais sendo empregados para corrigir a disbiose intestinal (um desequilíbrio de bactérias no microbioma) e, por sua vez, para modular doenças alérgicas.

Eles são tão eficazes que um estudo publicado na revista Pediatrics descobriu que as mulheres que tomam probióticos regularmente durante a gravidez reduzem significativamente o risco de seus filhos desenvolverem alergias.

Eu recomendo fortemente obter seus organismos baseados no solo por meio de probióticos em forma de suplemento ou de alimentos probióticos, que são vendidos em mercados de agricultores e podem até mesmo ser feitos de alimentos cultivados em seu próprio jardim local.

 

9. Limpando sua casa para remover irritantes

Há muitas coisas que você pode fazer para limitar a quantidade de irritantes e gatilhos aos quais está exposto, como poeira, fragrâncias, etc. Aqui estão algumas das mudanças mais eficazes para fazer em sua casa, limpeza e rotinas de beleza para alergia natural alívio:

Evite queimar velas perfumadas em sua casa ou usar perfume.

Use produtos de beleza hipoalergênicos, como loções, xampus, etc.

Use sabão em pó sem perfume e sem corante (ou hipoalergênico). Evite secar folhas e amaciantes.

Use um umidificador para ajudar a limpar o ar em sua casa. Você também pode usar um filtro de ar particulado de alta eficiência (HEPA).

Aspire o aspirador regularmente para remover a poeira e lave coisas como lençóis, toalhas e cobertores com frequência.

Durante as épocas do ano em que os alérgenos ao ar livre são altos, mantenha as janelas fechadas.

Tenha cuidado sobre como as plantas de interior e os animais de estimação podem afetar suas alergias.

 

Riscos e efeitos colaterais

Embora a maioria dos suplementos e dicas descritos acima possam fornecer alívio natural da alergia com segurança, há algumas precauções a serem lembradas.

Quando as alergias são leves ou moderadas, geralmente não são muito ameaçadoras e desaparecem com o tempo. No entanto, reações alérgicas graves podem ser perigosas e requerem atenção médica.

Anafilaxia é o termo que designa uma reação alérgica grave, que pode ocorrer devido ao contato com alérgenos alimentares, drogas / medicamentos ou picadas de insetos. Os sintomas geralmente afetam os pulmões, vasos sanguíneos ou coração e podem incluir:

Problemas respiratórios

aperto nos pulmões

dores no peito

mudanças de pressão arterial

tontura

desmaio

irritação na pele

vomitando

Se você ou seu filho apresentarem esses sintomas, vá ao médico ou ao pronto-socorro imediatamente para evitar complicações.

O que você pode fazer para alergias graves? Seu médico pode precisar prescrever injeções para alergia ou medicamentos para asma, como broncodilatadores e corticosteroides inalatórios.

Discuta essas opções com seu médico e considere tentar os remédios naturais para alergia descritos acima, além de usar medicamentos.

 

Conclusão

As alergias são devidas à hipersensibilidade do sistema imunológico que causa a liberação de histaminas prejudiciais. Isso pode afetar todo o corpo, especialmente a pele, os olhos, as vias nasais e os pulmões.

Quer saber como ajudar a se livrar das alergias? Milhões de americanos recorrem ao Benadryl, Claritin e outros produtos para tentar encontrar algum alívio para seus sintomas de alergia. A boa notícia é que talvez você não precise necessariamente tomar nenhum medicamento, uma vez que existem muitos remédios naturais para alergia que você pode experimentar primeiro.

Os remédios naturais para as alergias incluem evitar os gatilhos e comer uma dieta antiinflamatória, entre outras opções naturais para o alívio da alergia.

Algumas das causas mais comuns de alergias / gatilhos incluem pólen, pele de animal, poeira, mofo, picadas de insetos, medicamentos ou alimentos específicos.

Para obter ajuda no alívio natural da alergia, você pode consumir mel cru e vinagre de cidra de maçã, tomar suplementos de quercetina e urtiga e usar óleos essenciais como olíbano e eucalipto.

 

Fonte: https://draxe.com/health/8-natural-allergy-relief-remedies/ - Por Dr. Josh Ax, DC, DMN, CNS

domingo, 17 de maio de 2020

Aprenda a diferenciar sintomas do coronavírus, gripe, resfriado e alergia


Ficou doente? Descubra a diferença entre as principais enfermidades do outono e evite ir ao hospital desnecessariamente

A chegada do outono/inverno marca o aparecimento de enfermidades respiratórias como gripes, resfriados e alergias. Afinal, as temperaturas ficam mais baixas e o tempo bem mais seco. E com a pandemia de COVID-19 este ano, fica mais difícil identificar essas doenças e até diferenciá-las dos reais sintomas do coronavírus.

Saber analisar o que você realmente está sentindo é muito importante para evitar idas desnecessárias ao hospital e até uma sobrecarga no sistema de saúde. Sem contar que, se percebidos rapidamente, você evita que os sinais se agravem e pode fazer o tratamento adequado para seu caso. Saiba mais:

1. Qual a diferença entre gripe e resfriado?
Resfriado: contagioso durante os primeiros 3 dias, é mais leve, dura menos tempo e não costuma causar febre, exceto em crianças. Os principais sintomas são coriza, tosse seca, espirros, dor na garganta e indisposição, e costuma durar de 5 a 7 dias, porém alguns sintomas podem perdurar por duas semanas. “Dificilmente evolui para um quadro mais grave”, diz Horácio Cardoso Salles, pneumologista e gerente da área de Medicina Ambulatorial do Seconci-SP (Serviço Social da Construção).
Gripe: causa febre, normalmente acima de 38ºC, principalmente nas crianças e deixa a pessoa prostrada, com dor de cabeça, dores pelo corpo, mal estar e perda o apetite. Pode durar duas semanas, mas o período de contágio, em geral, perdura por 1 a 2 dias após o final da febre. É causada pelo vírus Influenza e pode evoluir para pneumonia. “Em qualquer um dos casos, a hidratação é muito importante, já que a água contribui para fluidificar as secreções e tem função expectorante”, recomenda Salles.

2. Como evitar gripes e resfriados?
O resfriado e a gripe são causados por vírus altamente contagiosos. “Cultivar hábitos simples de higiene, como lavar as mãos com frequência e usar álcool-gel, evitar ambientes com pouca circulação de ar e muita concentração de pessoas são atitudes eficientes para a prevenção de ambas”, garante o especialista. Do mesmo modo, é importante evitar o contato próximo com enfermos, mantendo uma distância de pelo menos dois metros. A vacina, no caso da gripe, é a melhor forma de prevenção.

3. Muitos dizem que nunca tiveram gripe e depois da vacina começaram a ter frequentemente. Isso pode acontecer?
De acordo com Salles, trata-se de um mito. Aproximadamente 10% dos subtipos do vírus Influenza não são cobertos pelas vacinas, por isso alguns pacientes, mesmo sendo imunizados, podem pegar gripe. “É comum as pessoas apresentarem resfriados e acabarem confundindo com gripe”, explica.

4. Quais os principais problemas alérgicos que surgem durante o inverno?
São as doenças como amidalite, asma, bronquite, faringite, meningite e sinusite, além das alergias de pele, chamadas de dermatite tópica, que ocorrem com muito mais frequência devido ao tempo seco

5. Quais os principais agentes causadores de alergias no inverno?
Os ácaros (presentes no pó ou poeira) e os pelos e penas de animais são os principais causadores do problema. Ao entrarem no sistema respiratório ou em contato com os olhos ou outra mucosa podem desencadear a hipersensibilidade. O pneumologista recomenda evitar tapetes e cortinas em casa, além de utilizar panos úmidos para a limpeza dos ambientes, uma vez que vassoura e espanador levantam pó. Outra dica é lavar as roupas guardadas há muito tempo antes de colocá-las em uso.

6. Quais os principais sintomas do coronavírus e quando procurar ajuda médica?
De acordo com o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), a COVID-19 é uma doença respiratória nova que foi identificada pela primeira vez em Wuhan, na China. Os sintomas do coronavírus mais comuns são febre, cansaço e tosse seca. Já os considerados mais graves são febre alta e dificuldade de respirar. “Alguns pacientes podem ter dores, congestão nasal, corrimento nasal, dor de garganta ou diarreia. Esses sintomas geralmente são leves e começam gradualmente”, afirma o relatório.
Como existem pouquíssimos estudos a respeito da enfermidade, outros problemas também podem ser sinais da doença, mas a ciência ainda não conseguiu comprovar a relação. É o caso da perda de olfato e paladar, bem como tonturas e dores de cabeça.
Em todo caso, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) recomendam que só deve ir ao hospital quem estiver se sentindo muito mal, com os sintomas mais graves (febre alta e dificuldade para respirar).

7. Como evitar o contágio do coronavírus?
De acordo com a OMS:

Lave as mãos com água e sabão ou higienizador à base de álcool, para matar vírus que podem estar nas suas mãos;
Mantenha pelo menos 1 metro de distância entre você e qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando. Quando alguém tosse ou espirra, pulveriza pequenas gotas líquidas do nariz ou da boca, que podem conter vírus. Se você estiver muito próximo, poderá inspirar as gotículas – inclusive do vírus da COVID-19 se a pessoa que tossir tiver a doença;
Evite tocar nos olhos, nariz e boca. As mãos tocam muitas superfícies e podem ser infectadas por vírus. Uma vez contaminadas, as mãos podem transferir o vírus para os olhos, nariz ou boca. A partir daí, o vírus pode entrar no corpo da pessoa e deixá-la doente;
Certifique-se de que você e as pessoas ao seu redor seguem uma boa higiene respiratória. Isso significa cobrir a boca e o nariz com a parte interna do cotovelo ou lenço quando tossir ou espirrar (em seguida, descarte o lenço usado imediatamente). Gotículas espalham vírus. Ao seguir uma boa higiene respiratória, você protege as pessoas ao seu redor contra vírus responsáveis por resfriado, gripe e COVID-19;
Fique em casa se não se sentir bem. Siga as instruções da sua autoridade sanitária nacional ou local, porque elas sempre terão as informações mais atualizadas sobre a situação em sua área;
Pessoas doentes devem adiar ou evitar viajar para as áreas afetadas por coronavírus. Áreas afetadas são países, áreas, províncias ou cidades onde há transmissão contínua – não áreas com apenas casos importados;
Os viajantes que retornam das áreas afetadas devem monitorar seus sintomas por 14 dias e seguir os protocolos nacionais dos países receptores; e se ocorrerem sintomas, devem entrar em contato com um médico e informar sobre o histórico de viagem e os sintomas.

Fonte: https://boaforma.abril.com.br/saude/gripe-resfriado-ou-alergia-saiba-identificar-os-sintomas/ - Por Mariana Amorim (colaboradora) - Matthew Henry, Unsplash/Reprodução

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

É por isso que algumas pessoas são alérgicas a exercícios físicos

Existem dois casos que exercícios físicos podem causar reações alérgicas em alguém: a urticária colinérgica e a anafilaxia induzida pelo exercício. Na primeira, aparecem pequenas erupções na pele que são causadas pelo aumento de temperatura do corpo. Elas aparecem alguns minutos depois do exercício, normalmente na região do pescoço e tórax, espalhando-se pelo corpo depois. Uma simples compressa fria ajuda a aliviar a coceira. Esta reação é mais comum e raramente evolui para algo mais sério como queda da pressão e alteração respiratória, segundo a BVS APS Atenção Primária à Saúde.

Já a anafilaxia induzida pelo exercício é muito mais grave, mas apenas 2% da população mundial sofre com o problema. Nele, acontece coceira generalizada, inchaço nos lábios, olhos ou região genital, sintomas gastrointestinais, falta de ar, chiado no peito. Quem sofre com essa reação alérgica pode chegar ao choque anafilático.

Na anafilaxia causada pelo exercício, os sintomas também aparecem poucos minutos da movimentação, e podem durar até três horas. Adultos jovens sofrem mais com ela, e alguns pacientes só têm a reação depois de ingerir algum alimento específico, geralmente o aipo, trigo e frutos do mar. Nesses casos, a pessoa deve evitar esses alimentos entre quatro e seis horas antes do exercício.

Confira sintomas leves da anafilaxia induzida pelo exercício:
– pele avermelhada
– urticária
– inchaço da pele em qualquer parte do corpo
– inchaço dos lábios
– dor abdominal, náusea ou vômito

Sintomas severos:
– inchaço da língua
– voz rouca
– dificuldade em engolir
– dificuldade em respirar, chiado ou tosse persistente
– sensação de fraqueza ou tontura

Veja algumas combinações que podem desencadear a anafilaxia induzida pelo exercício, segundo dados da Campanha Anafilaxia, do Reino Unido:

Alimento + exercício
Este tipo de reação se chama anafilaxia induzida pelo exercício dependente de alimento (FDEIA). Os sintomas acontecem quando um alimento ao qual a pessoa é alérgica é ingerido antes do exercício, normalmente trigo ou frutos do mar. Pessoas diagnosticadas com FDEIA devem evitar exercícios quando ingerem esses alimentos.

Aspirina + exercício
Sintomas acontecem quando aspirina é tomada no mesmo dia que os exercícios acontecem.

Alimento + exercício + aspirina (ou anti-inflamatório não-hormonal)
A combinação de aspirina, alergia a alimento e exercício pode causar sintomas severos. Um estudo analisou um paciente que tinha reações alérgicas quando ingeria alimentos feitos com trigo e tomava aspirina, e essa reação se tornava ainda pior se ele se exercitasse no mesmo dia. Apenas a ingestão do trigo não causava problemas ao paciente. Em outros casos, anti-inflamatórios não-hormonais causavam a mesma reação.

Exercício + exposição ao frio ou calor extremos
Pesquisadores relatam um caso de um menino japonês de 16 anos que sofria há 4 anos com reações alérgicas toda vez que se exercitava no inverno. Testes mostraram que a combinação de frio e exercício causavam os sintomas.

Como é o tratamento?
É muito importante que quem suspeite tenha anafilaxia induzida pelo exercício procure um médico o quanto antes.

Quem sofre com esse tipo de alergia normalmente tem que carregar uma EpiPen, injeção de adrenalina que ajuda a controlar os sintomas de fortes reações alérgicas. Depois da aplicação da adrenalina, a pessoa deve ser levada rapidamente ao hospital.

Como a reação tem sido estudada há apenas 30 anos, ainda não se sabe se os pacientes superam o problema naturalmente conforme ficam mais velhos ou se sofrem com ele a vida toda.

O ideal é que quem sofre com a alergia nunca se exercite sozinho, e que faça exercícios mais leves.

[BVS APS Atenção Primária à Saúde, Anaplylaxis Campaign, Science Alert]


terça-feira, 11 de julho de 2017

Os 7 alimentos que mais causam alergia

Juntos, os itens que você verá nesta matéria são responsáveis por 90% dos casos de alergia alimentar

Ainda não se sabe ao certo por que as proteínas de alguns alimentos causam respostas alérgicas. Apesar de não termos dados oficiais sobre a incidência do problema no Brasil, vale a pena ficar de olho, já que indícios apontam que ele está em ascensão. E pior: as manifestações do quadro, que aflige cerca de 5% das crianças e 2% dos adultos, andam mais variadas e graves. Veja abaixo quais são as comidas que mais causam reações adversas. 

Leite e derivados
São os maiores causadores de alergia no Brasil - basicamente por causa das proteínas caseína, alfa-lactoalbumina e beta-lactoglobulina. Em geral, até os 5 anos de idade a criança passa a tolerá-los. Enquanto isso, é importante contar com acompanhamento para ajustar a dieta e não sofrer com a ausência de cálcio, vital para os ossos. Segundo Renata Pinotti, nutricionista especializada em alergia alimentar, não adianta optar pelo leite de cabra - as proteínas são semelhantes e a chance de reação é de 92%. Ainda de acordo com ela, é raro ver essa alergia em adultos. "Acompanhei só dois casos em 15 anos", relata.

Ovo
As proteínas ovomucoide e ovoalbumina costumam ser a pedra no sapato dos alérgicos ao alimento. E não tem parte segura - é preciso excluir a clara e a gema. "Há quem reaja apenas ao ovo cru ou levemente cozido", informa Renata Pinotti. Mas só o médico pode liberar os assados. "Vale lembrar que o ovo está em certas vacinas, como as da febre amarela e da gripe", diz a expert. Mais um tema para debater no consultório.

Soja
A alergia a essa leguminosa tende a dar as caras entre bebês e crianças. Até os 10 anos, espera--se que a reação não ocorra mais. Embora não tenhamos o hábito de consumi-la sozinha, sua proteína surge em um monte de produtos, a exemplo de temperos e congelados. Convém esclarecer que ter alergia à soja não representa maior risco de ter o mesmo tipo de resposta imunológica a feijão, amendoim...

Castanhas
De acordo com a alergista Renata Cocco, aumentou significativamente a quantidade de gente alérgica às oleaginosas. "A reação pode surgir em qualquer fase da vida e é tipicamente persistente", destaca. Um alento: existe a chance de uma pessoa com alergia à avelã não ter efeitos adversos ao comer amêndoas, por exemplo. "Só que isso deve ser muito bem avaliado", diz a médica.

Frutos do mar
O destaque é o camarão. Como ele entra em nossa vida de vez em quando, é possível que o sistema imune o encare com hostilidade, produzindo respostas alérgicas. Normalmente, indica-se evitar outros frutos do mar, como caranguejo e lagosta. Os peixes não fazem parte do grupo, mas também podem gerar alergia. Quem reage ao salmão precisa avaliar com o médico se consegue comer atum.

Amendoim
Há estimativas de que o número de crianças com alergia a essa leguminosa triplicou nos Estados Unidos entre 1997 e 2008. Aqui, ela não chega a atormentar tanto assim - mas a incidência claramente vem subindo. "Especialmente em idades mais precoces", nota Renata Cocco. O amendoim está no time dos alimentos capazes de provocar reações persistentes.

Trigo
"A alergia ao trigo não é a mesma coisa que doença celíaca", adianta a nutricionista Renata Pinotti. Porém, ela ensina que as proteínas do cereal são bem similares às proteínas formadoras do glúten - essas, sim, um perigo para os celíacos. "Então, por uma possibilidade de reatividade cruzada, recomenda-se excluir os alimentos que possuem tais substâncias." Centeio, cevada e malte estão nessa lista.

Juntos, os itens que você verá nesta matéria são responsáveis por 90% dos casos de alergia alimentar

Ainda não se sabe ao certo por que as proteínas de alguns alimentos causam respostas alérgicas. Apesar de não termos dados oficiais sobre a incidência do problema no Brasil, vale a pena ficar de olho, já que indícios apontam que ele está em ascensão. E pior: as manifestações do quadro, que aflige cerca de 5% das crianças e 2% dos adultos, andam mais variadas e graves. Veja abaixo quais são as comidas que mais causam reações adversas. 

Leite e derivados
São os maiores causadores de alergia no Brasil - basicamente por causa das proteínas caseína, alfa-lactoalbumina e beta-lactoglobulina. Em geral, até os 5 anos de idade a criança passa a tolerá-los. Enquanto isso, é importante contar com acompanhamento para ajustar a dieta e não sofrer com a ausência de cálcio, vital para os ossos. Segundo Renata Pinotti, nutricionista especializada em alergia alimentar, não adianta optar pelo leite de cabra - as proteínas são semelhantes e a chance de reação é de 92%. Ainda de acordo com ela, é raro ver essa alergia em adultos. "Acompanhei só dois casos em 15 anos", relata.

Ovo
As proteínas ovomucoide e ovoalbumina costumam ser a pedra no sapato dos alérgicos ao alimento. E não tem parte segura - é preciso excluir a clara e a gema. "Há quem reaja apenas ao ovo cru ou levemente cozido", informa Renata Pinotti. Mas só o médico pode liberar os assados. "Vale lembrar que o ovo está em certas vacinas, como as da febre amarela e da gripe", diz a expert. Mais um tema para debater no consultório.

Soja
A alergia a essa leguminosa tende a dar as caras entre bebês e crianças. Até os 10 anos, espera--se que a reação não ocorra mais. Embora não tenhamos o hábito de consumi-la sozinha, sua proteína surge em um monte de produtos, a exemplo de temperos e congelados. Convém esclarecer que ter alergia à soja não representa maior risco de ter o mesmo tipo de resposta imunológica a feijão, amendoim...

Castanhas
De acordo com a alergista Renata Cocco, aumentou significativamente a quantidade de gente alérgica às oleaginosas. "A reação pode surgir em qualquer fase da vida e é tipicamente persistente", destaca. Um alento: existe a chance de uma pessoa com alergia à avelã não ter efeitos adversos ao comer amêndoas, por exemplo. "Só que isso deve ser muito bem avaliado", diz a médica.

Frutos do mar
O destaque é o camarão. Como ele entra em nossa vida de vez em quando, é possível que o sistema imune o encare com hostilidade, produzindo respostas alérgicas. Normalmente, indica-se evitar outros frutos do mar, como caranguejo e lagosta. Os peixes não fazem parte do grupo, mas também podem gerar alergia. Quem reage ao salmão precisa avaliar com o médico se consegue comer atum.

Amendoim
Há estimativas de que o número de crianças com alergia a essa leguminosa triplicou nos Estados Unidos entre 1997 e 2008. Aqui, ela não chega a atormentar tanto assim - mas a incidência claramente vem subindo. "Especialmente em idades mais precoces", nota Renata Cocco. O amendoim está no time dos alimentos capazes de provocar reações persistentes.

Trigo
"A alergia ao trigo não é a mesma coisa que doença celíaca", adianta a nutricionista Renata Pinotti. Porém, ela ensina que as proteínas do cereal são bem similares às proteínas formadoras do glúten - essas, sim, um perigo para os celíacos. "Então, por uma possibilidade de reatividade cruzada, recomenda-se excluir os alimentos que possuem tais substâncias." Centeio, cevada e malte estão nessa lista.