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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Descubra os benefícios das artes marcais

Na prevenção e no tratamento de vários problemas de saúde, essas práticas têm se mostrado úteis. Conhecer mais sobre elas pode ajudá-lo a adotar a modalidade que lhe trará alívio para incômodos sintomas, melhorando sua qualidade de vida

As artes marciais vivem seu auge na vida dos brasileiros. A razão para isso não se limita apenas à busca da boa forma física. Na verdade, elas podem atuar na prevenção e até ser coadjuvantes no tratamento de várias patologias. Não importa o tipo de luta escolhida, pois cada uma delas possui suas características e apresentam uma lista de benefícios para a sua saúde. O médico Páblius Braga, coordenador do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho (SP) diz que elas “oferecem disciplina aos movimentos, melhoram o condicionamento aeróbio, evitando doenças como o diabetes e a hipertensão arterial". 

E acrescenta que essas práticas também fazem com que se evite o desgaste das articulações (osteoartrite). Braga afirma ainda que as artes marciais podem ser indicadas como agente de melhora do estilo de vida, porque naturalmente leva à perda de peso e à diminuição do percentual de gordura corporal. “Isso auxilia na luta contra a hipertensão arterial, o diabetes, problemas de colesterol e doenças cardíacas”, fala o médico.

POR QUE PRATICAR?

O grande diferencial das lutas do oriente em relação aos esportes tradicionais é que a modalidade exige muita disciplina para a execução de golpes e precisão extrema. “A repetição deste tipo de treinamento pode levar à melhora de condicionamento físico e uma maior adesão ao esporte, que se prolonga no tempo, chegando até à idade madura. Em esportes como o futebol, o basquete ou o vôlei, dadas as suas peculiaridades, a idade pode limitar suas práticas”, explica Braga.

Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/bem-estar/descubra-os-beneficios-das-artes-marciais/2720/ - Texto: Letícia Ronche/ Foto: Shutterstock/ Adaptação: Letícia Maciel 

sábado, 5 de outubro de 2013

As 10 melhores artes marciais para autodefesa

As artes marciais são um excelente esporte para assistir e uma boa maneira de entrar em forma, mas assumem um valor maior quando são usadas para autodefesa. Nesta lista, vamos dar uma olhada nas melhores artes marciais para quem estiver interessado em se proteger de atacantes.

10. Kickboxing
Existem vários estilos de kickboxing. O mais famoso chama-se Muay Thai, que significa algo como “arte dos oito membros”. O kickboxing para autodefesa possui um ritmo rápido que busca confundir o oponente e procurar todas as aberturas possíveis. Se o atacante tem uma faca e você está no alcance dela, é isso que ele vai usar. Quem está se defendendo possui mais armas: mãos, pés, joelhos, cotovelos e cabeça.
Por exemplo, se o oponente não tiver uma arma de fogo, você pode caminhar em sua direção e chutar seu queixo com toda força. Com a técnica de kickboxing, o praticamente deve ser capaz de executar o chute com rapidez e sem risco de “movimentos desengonçados”.
Se o chute for executado corretamente, o atacante provavelmente vai quebrar a mandíbula ou os dentes, ou fazer com que ele morda a língua, entre outras possibilidades. Você também pode dar um passo para o lado, agarrar o braço em que ele segura a arma, e golpear o seu nariz com a testa. Esse golpe não vai te machucar tanto quanto você pode pensar, mas o nariz do oponente será esmagado.

9. Caratê
A maior parte dos socos e facadas dos atacantes são feitos retos em direção à vítima, não em arco. O movimento de caratê sugerido aqui se concentra em desviar os ataques. O que se pode fazer é dar um passo e ficar de lado, criando uma linha lateral em direção ao braço do atacante, e em seguida acertar seu punho ou a mão que segura a faca, para rapidamente atacar sua barriga.
Um avanço e uma joelhada no quadríceps vai doer bastante. Atingir o rosto e a cabeça é importante, mas o atacante vai esperar isso, então deve-se bloquear o golpe da mão direita do atacante com a mão esquerda (ou vice-versa) e atacar com a outra mão o ponto macio logo abaixo do esterno, girando a cintura. O alvo é o plexo solar, e vai incapacitar o atacante tão efetivamente quanto um golpe na virilha.
Ou, se o atacante avançar, é possível acertar um chute frontal com a “bola do pé” com toda a força no estômago ou plexo solar, não na virilha. Se o estômago ou o plexo solar forem atingidos, o atacante vai dar um passo para trás, em agonia, pelo deslocamento do centro de gravidade. Se a virilha for atingida, como o atacante está inclinado para a frente, ele vai acabar voando para cima de quem está se defendendo.

8. Aikido
O Aikido é uma arte interessante reconhecida rapidamente pelos seus movimentos. Ela tem alguns golpes, mas é baseada principalmente no fato que quando um atacante golpeia, ele deixa alguma parte do seu corpo vulnerável. Quem não ataca permanece defensivamente invulnerável. O praticante de Aikido não faz nada para impedir o ataque, mas usa o momento do atacante contra ele.
Steven Seagal é o praticante de Aikido mais famoso no ocidente, e pode ser um ator horrível, mas é um faixa preta 7° Dan em Aikido. O movimento chave que ele usa é absolutamente essencial a qualquer arsenal de autodefesa: o “kote gaeshi”. O atacante dá um passo à frente e lança um soco direto. Quem defende dá um passo ao lado, agarra o punho do atacante, e gira junto com o soco.
Se o movimento for executado corretamente, o atacante perde o equilíbrio por causa da inércia, ao mesmo tempo em que o defensor rodopia, e torce o punho do atacante para fora. É pouco provável que o oponente vai girar como nos filmes do Seagal, mas provavelmente seu punho vai quebrar, deixando-o fora de combate.
A maior parte dos críticos dizem que é quase impossível para um faixa-preta normal agarrar o punho de alguém e girar com velocidade suficiente para executar este movimento, mas isto não é verdade; este é um movimento fácil de aprender e aperfeiçoar. O Aikido usa bastante os bloqueios de articulação, que não precisam de muita velocidade para serem executados quando comparados ao kote gaeshi, e são muito efetivos para imobilizar e incapacitar o atacante.

7. Wing Chun
Wing Chun Kung Fu é a arte que Yip Man ensinou a Bruce Lee, e que Lee achou ser muito lenta e formal para autodefesa. Pode ser verdade no caso de Bruce Lee lutando contra especialistas em artes marciais, como Wong Jack Man: o primeiro derrotou o segundo em 3 minutos, quando a maioria dos outros lutadores no mundo precisaria de mais tempo e se machucaria mais.
Como Lee alcançou a façanha? Usando seu próprio estilo de luta, desenvolvido a partir da percepção dos pontos fracos do Wing Chun. Mas o golpe que ele usou para derrotar Wong — um soco que não usa movimentos da cintura, mas é bem rápido, com sequências rápidas de direita e esquerda ao peito do oponente, em direção ao esterno ou o plexo solar — é próprio do Wing Chun.
Com uma mão, o ataque é bloqueado, enquanto a outra ataca direto o peito, seguido pelo outro punho, novamente avançando para o atacante enquanto o golpeia. O avanço aumenta o poder dos golpes, e a única coisa a praticar é a velocidade em que isto é feito. Não é incomum um atacante receber 15 golpes antes esboçar alguma reação. Estes golpes também tem a vantagem de manter o cotovelo junto do corpo, impedindo que o atacante agarre um dos braços que esteja golpeando.
Além disso, há a defesa da linha do centro versus os ataques circulares, como um gancho ou chute lateral. A menor distância entre dois pontos é uma linha reta, e, em vez de gastar energia extra girando e torcendo a cintura, o praticante de Wing Chun bloqueia o ataque e ao mesmo tempo atinge um chute direto na barriga do oponente. Se o oponente for golpeado rapidamente, será desequilibrado logo no primeiro chute.
Os métodos de combate à curta distância favorecem uma pessoa de pequena estatura, como uma mulher se defendendo de uma tentativa de estupro. Quanto mais perto duas pessoas estiverem, mais fácil é para a menor delas invadir o espaço do atacante e penetrar suas defesas.

6. Jiu-Jitsu
O estilo mais universal nesta lista, é um híbrido verdadeiro, incorporando elementos de agarramentos, golpes fortes, dedos nos olhos, estrangulamentos, mordidas, travamento de articulações, bem como o controle do centro de gravidade do defensor versus o do atacante.
É possível arremessar seu atacante para longe se você baixar o centro de gravidade abaixo do centro de gravidade do oponente, desequilibrando-o sobre você, ou em torno de você. Isso é simples e efetivo e, se o atacante vier com uma arma, você pode prender seu braço e aplicar um golpe na clavícula, ao mesmo tempo que o empurra para trás e para baixo, prendendo o punho que tem a arma, e quebrando-o.
Se o atacante usar um chute frontal ou lateral de qualquer tipo, vai ter que ficar em pé sobre uma perna. Você pode desviar do chute e prender sua perna, desferindo seu próprio chute no joelho de apoio, arremessando o oponente para o lado com a perna que está elevada. Ele vai cair, incapacitado.
Se ele avançar e agarrar sua camisa, não vá para trás, e sim para frente: se abaixe, projete seu quadril contra o meio do corpo dele, agarre um de seus ombros com uma mão e com a outra prenda suas costas, jogando-o sobre seu ombro. Uma mulher de 45 kg pode fazer isto facilmente contra um homem de 110 kg. E, quando ele estiver no chão, você pode torcer o braço do atacante.

5. Jeet Kune Do
Bruce Lee idealizou “um estilo sem estilo”, o que parece ser um contra-senso, até que você começa a entender o conceito de adaptação. Lee enfatizava que “a pior coisa que você pode fazer é tentar antecipar o resultado de uma luta. Você não deve estar pensando em nada além do ataque do oponente e a sua defesa. Limpe a mente de outros pensamentos, ou eles vão te deixar mais lento”.
Lee usava a posição do esgrima ocidental “en garde”. Nesta posição, deve-se ficar saltitando na ponta dos pés para trocar a perna da frente da direita para a esquerda, para se retirar ou avançar, e para chutar com qualquer perna. O trabalho de pés é importante em uma luta real, já que vai determinar a distância ao atacante.
Esse estilo de Lee também combina elementos do Wing Chun, que incluem segurar mãos e prender pés a curta distância, e nenhum chute acima do peito, já que chutar mais alto vai deixar a virilha e a perna de apoio vulneráveis. Outro ponto são ataques e defesas simultâneos. Os elementos do Jiu-Jitsu incorporados incluem arremessos e o desvio de golpes. A ênfase é na velocidade da combinação de golpes; praticantes treinados podem acertar a garganta do atacante até 10 vezes em um segundo.

4. Boxe ocidental
Todos já ouviram histórias de assaltantes escolhendo o velho errado para roubar. O velho era provavelmente um boxeador. Eles golpeiam rápido, com força e com muito mais precisão que qualquer outro lutador treinado. A razão é que um boxeador treina em média 4 anos só para socar de forma correta. Eles não têm permissão para chutar, então as mãos são tudo que precisam.
Boxeadores também treinam todos os dias para aumentar a resistência e durabilidade de seus músculos. Eles não ficam com uma aparência de um bodybuilder, mas têm músculos tão duros e poderosos quanto um fisiculturista.
Em seu treinamento, também aprendem a se proteger: as mãos ficam ao lado da cabeça, a postura encolhida de forma que o corpo esteja pronto para uma explosão de força, e a frente do torso protegida pelos antebraços.
O alvo de quem usa boxe para autodefesa é o lado do queixo, que ao ser golpeado torce a cabeça do atacante para o lado, e desliga seu cérebro ao prensar o cordão espinhal no pescoço. A força e raiva não importam: o oponente deve desmaiar na hora.

3. Jiu-Jitsu brasileiro
Esta arte híbrida mistura os golpes e movimentos do Jiu-jitsu com ênfase sobre as juntas e o controle total do oponente, terminando uma briga rapidamente. Quanto maior o atacante, mais facilmente ele pode ser agarrado pelos pés e o seu centro de gravidade pode ser usado contra ele, sendo forçado a se render (ou desmaiar).
Uma vez no chão, a primeira coisa que o jiu-jitsu brasileiro ensina é bloquear um membro e quebrar o mesmo na articulação. Além disso, envolve estrangulamentos e o uso das pernas para imobilizar o torso do oponente enquanto ele é finalizado com punhos ou cotovelos no rosto.

2. Método de luta Keysi
Este é método de luta que se vê nos filmes de Batman feitos por Chris Nolan, e foi desenvolvido por Justo Dieguez e Andy Norman, baseado na experiência de Dieguez em brigas de rua na Espanha. Segundo as revistas em quadrinhos, os métodos de luta de Batman requerem eficiência máxima, já que ele é um gênio do combate ao crime e não desperdiça tempo ou energia ao neutralizar criminosos. Atacar dez ou vinte bandidos é rotina para ele, e Dieguez e Norman desenvolveram o estilo que permite se defender de um grupo deste tamanho. Parece impossível, mas depois de 6 ou 7 anos de treino, o que não é um tempo muito grande, qualquer um pode fazer todos os movimentos necessários, se tornando uma máquina de autodefesa.
Nolan procurava um estilo de luta nunca visto antes no cinema, algo que tivesse um ritmo rápido, a pequenas distâncias, e que fosse sujo e brutal. O Método de Keysi praticamente não tem chutes, se dedicando ao combate próximo usando todas as armas que o corpo pode fornecer nestas situações: punhos, cabeça, pescoço, joelhos e especialmente os cotovelos.
Só há uma posição de luta para aprender, e quando ela é vista uma vez, pode ser repetida facilmente: “o homem pensativo”, com as mãos pressionadas contra a cabeça, e os cotovelos levantados para protegê-la, bem como o pescoço e a parte de cima do peito. Parece com um homem segurando a cabeça enquanto está pensativo. O objetivo é atacar com os cotovelos, e dar marteladas com as mãos, que são muito mais poderosas e devastadoras que socos, por que empregam o corpo todo para usar o músculo mais externo, da raiz do mindinho ao pulso, em um golpe para baixo como um martelo contra o alvo.
Este também é um estilo híbrido, que usa elementosdo Jiu-jitsu e do Aikido, luta no solo como no Jiu-jitsu brasileiro, usa golpes próximos e defesa do centro do Wing Chun, e apresamento do Jeet Kune Do. O Método Keysi ensina seus praticantes a se defender contra qualquer número de atacantes com um ângulo de agressão de 360 graus, para observar todos os objetos na vizinhança em busca de armas potenciais.

1. Krav Maga
Esta é a arte marcial nacional de Israel, desenvolvida por Imi Lichtenfeld e dedicada a incapacitação sem limites, com o objetivo de sobreviver na rua.
O Krav Maga incorpora o box ocidental, chutes e joelhadas do karatê, golpes da luta greco-Romana, luta no solo do Jiu-jitsu brasileiro, arremessos e agarramentos do Jiu-jitsu, e o mais importante: golpes explosivos adaptados do Wing Chun. Ele é ao mesmo tempo defesa e ataque: em vez de bloquear um ataque e então responder com outro, o praticante bloqueia e ataca ao mesmo tempo. Por exemplo, com o braço esquerdo é feito o bloqueio e o avanço, enquanto o defensor ataca com o punho direito na garganta do oponente.
O método também visa atacar partes vulneráveis do corpo: olhos, garganta e virilha. Os agressores vão sofrer ruptura do testículo quase que certamente. A ênfase é dada no desarme dos atacantes usando facas e armas de fogo, para “virar” estas armas contra o atacante. Treina-se exclusivamente a coordenação olho-mão, até que a defesa se torna uma segunda natureza e não exige pensamento. Um bom professor de Krav Maga pode ensinar tudo que sabe a qualquer um, independente da forma física, em um período curto, de 3 a 6 meses.

Bônus: armas não letais
O ranking das artes marciais acima não leva em conta o tempo necessário para dominar cada uma. O Krav Maga é a número 1, por que pode ser aprendida em um período de 3 a 6 meses.
Para quem quer se defender e não tem tempo de aprender uma luta, uma boa opção são armas não letais. No Brasil, o porte de arma é proibido para a maior parte dos cidadãos, mas boas alternativas são o aparelho de choque e o spray de gás pimenta, que são fáceis de utilizar e é possível aprender rapidamente como usá-las para neutralizar um atacante de forma efetiva. [Listverse]