terça-feira, 12 de maio de 2026

Quer reduzir o consumo de açúcar? Essas são as quatro dicas infalíveis de Harvard que vão te ajudar nessa missão


Pequenas mudanças na rotina podem ajudar a reduzir o consumo de açúcar sem radicalismos

 

Reduzir o consumo de açúcar pode parecer um desafio enorme, especialmente para quem não consegue resistir a um docinho depois das refeições. Mas especialistas da Harvard Health explicam que pequenas mudanças na rotina já podem fazer diferença no controle da vontade de comer açúcar.

 

O segredo não está em cortar tudo de uma vez ou transformar a alimentação radicalmente. Na prática, estratégias mais leves e graduais costumam funcionar melhor a longo prazo. Isso porque o excesso de açúcar pode trazer impactos importantes para a saúde, aumentando o risco de problemas como Diabetes Tipo 2, obesidade, doenças cardiovasculares e até alterações relacionadas ao humor e à saúde mental.

 

A seguir, veja quatro hábitos recomendados por especialistas para reduzir o açúcar sem sofrimento.

 

1. Aposte em um café da manhã mais equilibrado

Começar o dia com alimentos nutritivos pode ajudar a evitar picos de fome e reduzir a vontade de doces ao longo das horas. Segundo especialistas, refeições com proteínas, fibras e carboidratos de boa qualidade favorecem mais saciedade.

 

Opções como ovos, aveia, frutas e iogurte natural podem ajudar o organismo a manter níveis mais estáveis de energia, diminuindo aquela busca constante por açúcar durante o dia.

 

2. Tire os doces do campo de visão

A facilidade de acesso influencia diretamente no consumo. Quando chocolates, bolachas recheadas e sobremesas ficam sempre à vista, a tendência é comer por impulso com mais frequência.

 

Por isso, uma dica simples é deixar frutas, castanhas ou lanches saudáveis em locais mais acessíveis da cozinha. Com o tempo, o paladar também tende a se adaptar a sabores menos doces.

 

3. Priorize alimentos naturais e menos processados

Produtos ultraprocessados costumam conter grandes quantidades de açúcar escondido, mesmo quando não têm sabor extremamente doce.

 

Montar refeições com legumes, verduras, proteínas e carboidratos integrais ajuda a manter o corpo nutrido e reduz a necessidade de buscar doces para compensar a fome ou o cansaço.

 

Além disso, alimentos mais naturais oferecem fibras e nutrientes importantes para o funcionamento do organismo.

 

4. Aprenda a identificar o açúcar escondido nos rótulos

Nem sempre o açúcar aparece de forma óbvia nos alimentos. Molhos prontos, pães industrializados, cereais matinais e até iogurtes podem conter grandes quantidades de açúcar adicionado.

 

Por isso, vale observar a lista de ingredientes e a tabela nutricional antes da compra. Quanto menor a quantidade de ingredientes artificiais e aditivos, melhor tende a ser a escolha.

 

Fonte: https://www.minhavida.com.br/materias/materia-28699 - Escrito por Ellie Sasi – Redatora - Shutterstock

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Alzheimer silencioso: doença pode dar sinais 20 anos antes dos sintomas


Alterações biológicas podem surgir décadas antes do esquecimento; entenda por que o diagnóstico ainda é demorado

 

O Alzheimer é a maior causa de demência no mundo. No Brasil, mais de 1 milhão de pessoas vivem com a condição.

 

Estudos mostram que a doença dá sinais biológicos muito cedo. Essas alterações surgem até 20 anos antes dos sintomas clínicos aparecerem.

 

Nesta fase, chamada de pré-clínica, o cérebro já sofre mudanças. Porém, o paciente ainda não apresenta falhas de memória evidentes.

 

Apesar disso, o diagnóstico no país costuma ser tardio. Muitas vezes, a descoberta só ocorre quando a autonomia já está comprometida.

 

Por que o diagnóstico do Alzheimer ainda é demorado?

O atraso ocorre porque muitos sinais são vistos como “normais”. As famílias tendem a banalizar pequenos esquecimentos do envelhecimento.

 

O neurologista Diogo Haddad alerta que o esquecimento recorrente não é normal. Ter dificuldade para organizar tarefas habituais também merece investigação.

 

“A identificação precoce depende de uma avaliação estruturada”, afirma o médico. O uso de biomarcadores ajuda a detectar a doença nessa janela estratégica.

 

As três fases da evolução da doença

Entender como o Alzheimer progride ajuda a identificar o problema cedo. A evolução costuma ocorrer em três estágios principais:

 

Fase pré-clínica: alterações silenciosas no cérebro e sem sintomas.

Fase leve: falhas de memória recente e mudanças de comportamento.

Fase moderada a avançada: perda de autonomia e dependência total.

 

Papel da genética e dos novos exames

 

A ciência avançou muito no diagnóstico de casos precoces. Isso é fundamental para quem apresenta sintomas antes dos 60 anos.

 

O médico geneticista de Doenças Raras da Dasa Genômica, Roberto Giugliani, explica que alguns casos possuem origem genética. Para esse grupo, a investigação do DNA é essencial.

 

Atualmente, o Brasil já conta com o Painel NGS para Alzheimer. O exame analisa genes ligados às formas hereditárias da doença.

 

O teste utiliza uma coleta simples de sangue ou saliva. Ele identifica mutações associadas à predisposição genética de forma precisa.

 

Sinais de alerta para famílias e profissionais

 

O Alzheimer não é uma consequência natural do envelhecimento. É uma doença que exige cuidado, planejamento e tratamento adequado.

 

Identificar os sinais iniciais permite intervenções mais oportunas. Além disso, ajuda a família a se preparar para o futuro.

 

Fique atento a mudanças de humor sem explicação clara. Dificuldade em reconhecer compromissos recentes também é um alerta importante.

 

A busca por um especialista deve acontecer aos primeiros sinais. O diagnóstico precoce é uma prioridade estratégica de saúde pública.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/alzheimer-silencioso-doenca-pode-dar-sinais-20-anos-antes-dos-sintomas.phtml - Foto: Shutterstock

domingo, 10 de maio de 2026

Infarto em mulheres nem sempre causa dor no peito; veja os sinais de alerta


O público feminino apresenta um risco de mortalidade 30% maior após um infarto; aprenda a identificar os sintomas atípicos e saiba como agir

 

O Infarto Agudo do Miocárdio é uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil.

 

Embora a doença seja estatisticamente mais frequente em homens, o cenário para o público feminino é mais crítico.

 

As mulheres apresentam um risco cerca de 30% maior de mortalidade após sofrerem um ataque cardíaco.

 

O grande desafio está no diagnóstico. Muitas vezes, o infarto feminino não segue o padrão clássico da dor intensa que irradia para o braço esquerdo.

 

Por isso, conhecer os sinais atípicos é fundamental para salvar vidas.

 

Sintomas que podem ser confundidos

Diferente dos homens, as mulheres podem manifestar sinais que facilmente se confundem com outros problemas, como crises de ansiedade ou mal-estar digestivo. Fique atenta se sentir:

 

Cansaço extremo e sem explicação.

 

Falta de ar e náuseas.

 

Tontura ou desmaios.

 

Dor nas costas, no pescoço ou na mandíbula.

 

Sensação de pressão ou desconforto no peito (mesmo que leve).

 

O papel da menopausa no risco cardíaco

 

A Dra. Denise Pellegrini, cardiologista intervencionista e Diretora de Comunicação da SBHCI, explica que a menopausa é um divisor de águas na saúde da mulher.

 

A queda do estrogênio, que funciona como um “escudo” natural, altera a saúde vascular.

 

“A queda do estrogênio faz com que os vasos sanguíneos endureçam, o que aumenta o risco de doenças do coração. Dessa forma, o acúmulo de gordura nas artérias acontece de forma mais rápida”, ressalta a especialista.

 

Cerca de dez anos após a menopausa, o risco cardiovascular da mulher se iguala ao do homem.

 

Outros fatores de risco importantes

Além das questões hormonais, outros hábitos e condições potencializam o risco de infarto. O tabagismo, a hipertensão arterial e o diabetes são grandes vilões.

 

O colesterol elevado, a obesidade e o estresse crônico também contribuem para o entupimento das artérias coronárias.

 

Como prevenir o infarto feminino

A prevenção passa obrigatoriamente por mudanças no estilo de vida. A Dra. Denise Pellegrini recomenda a prática regular de atividades físicas: no mínimo 5 vezes na semana, por pelo menos 30 minutos.

 

A alimentação deve ser rica em carnes magras, peixes, fibras e vegetais. É essencial evitar alimentos ultraprocessados.

 

“Manter uma boa qualidade do sono é importante, assim como o controle da obesidade e evitar o tabagismo”, reforça a cardiologista.

 

Quando procurar ajuda imediata?

 

No infarto, o tempo é o seu maior aliado. Se você sentir dor no peito persistente por mais de 15 a 20 minutos, não ignore. Ligue imediatamente para o SAMU (192).

 

O sinal de alerta máximo inclui suor frio, náusea e dor irradiada para as costas ou mandíbula.

 

“O tempo ideal para tratamento é de até 90 minutos após o início dos sintomas. Não espere para ver se passa”, alerta a Dra. Denise.

 

Um atendimento rápido reduz drasticamente as chances de sequelas graves e óbito.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/infarto-em-mulheres-nem-sempre-causa-dor-no-peito-veja-os-sinais-de-alerta.phtml - Foto: Shutterstock

sábado, 9 de maio de 2026

Estudo com 15 mil brasileiros comprova que atividade física é o melhor investimento para o envelhecimento


Em 2024, a cada 15 minutos, o Brasil registrou quatro mortes que poderiam ser evitadas se a prática de atividade física fizesse parte da rotina dessas pessoas. Esse dado reforça o que pesquisadores já alertam: a inatividade física não é apenas uma escolha individual, mas uma pandemia com impactos profundos na saúde coletiva e custos humanos e econômicos.

 

No cenário de um país que envelhece a um ritmo acelerado, o movimento corporal surge não como um luxo, mas como uma estratégia essencial de sobrevivência e de dignidade.

 

O Brasil que envelhece e se imobiliza

O Brasil passa por uma transição demográfica acelerada. Enquanto nações europeias enriqueceram antes de envelhecerem, estamos envelhecendo em um contexto de desigualdades sociais persistentes.

 

Os dados do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto, ELSA-Brasil, oferecem um retrato fiel desse desafio. Há mais de 15 anos, a pesquisa acompanha 15 mil adultos em seis estados brasileiros. O projeto é financiado pelo Ministério da Saúde e conta também com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

 

Epidemiologicamente, a prevalência de atividade física insuficiente no Brasil ainda é preocupante. O boletim do ELSA-Brasil revela que o comportamento sedentário — o tempo gasto sentado ou deitado com baixo gasto energético — torna-se um hábito ainda mais comum em fases críticas, como a aposentadoria.

 

Ao contrário do que muitos pensam, parar de trabalhar muitas vezes reduz o nível de movimento: a inatividade física aumenta em 65% entre homens e 55% entre mulheres após a saída do mercado de trabalho.

 

O movimento como pilar para a longevidade

A prática regular de atividade física, definida como qualquer movimento voluntário com gasto de energia acima do repouso, atua como um “polifármaco” natural. Os benefícios para o envelhecimento saudável, evidenciados nos diversos artigos publicados pelo ELSA-Brasil, são multissistêmicos:

 

Saúde metabólica e cardiovascular: Atingir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 150 minutos semanais de atividade moderada a vigorosa está associado a um risco de mortalidade 25% menor em cinco anos. Na prática, a estatística mostra que, para cada quatro mortes registradas entre sedentários, ocorrem apenas três entre indivíduos ativos. Ou seja: a atividade física regular é capaz de evitar uma em cada quatro mortes que ocorreriam.

 

Preservação cognitiva: O exercício é fundamental para a manutenção de domínios centrais da cognição, como memória, linguagem e atenção, além de reduzir o risco de declínio cognitivo.

 

Proteção do Coração: Manter-se ativo ao longo da vida reduz a rigidez das artérias e a incidência de hipertensão e diabetes.

 

Bem-estar e Qualidade de Vida: Pequenas mudanças, como acumular cerca de 7 mil passos por dia, podem reduzir a mortalidade pela metade.

 

Políticas públicas

Para que o exercício não seja apenas uma recomendação clínica, o ambiente deve ser favorável. O Brasil possui ferramentas robustas, como o Guia de Atividade Física para a População Brasileira. Este documento orienta que “todo passo conta” e que a atividade física pode ocorrer no lazer, no deslocamento ou em tarefas domésticas.

 

No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o programa Academia da Saúde destaca-se como uma política essencial para democratizar o acesso ao movimento. Além disso, o ELSA-Brasil demonstra que o ambiente urbano influencia diretamente o comportamento: pessoas que vivem perto de áreas verdes e parques praticam exercícios com mais frequência. Morar em uma vizinhança com boa infraestrutura para caminhar e sombra de árvores aumenta em 69% a probabilidade de o indivíduo praticar atividade física no lazer.

 

A ciência que sai do laboratório: o papel da divulgação

Para que dados complexos como os do ELSA-Brasil se transformem em mudanças de hábito, a comunicação precisa ser clara e acessível. A divulgação científica atua como essa ponte vital, traduzindo evidências estatísticas em orientações práticas que a população pode compreender e aplicar no dia a dia.

 

O ELSA-Brasil tem investido sistematicamente em estratégias para devolver seus achados à sociedade. Uma dessas iniciativas é a criação de boletins informativos periódicos, como o que fundamenta este artigo. Estes documentos utilizam uma linguagem visual e direta para explicar desde conceitos básicos — como a diferença entre atividade física (movimento voluntário) e exercício físico (planejado e repetitivo) — até os resultados mais recentes sobre prevenção de doenças.

 

Esses boletins temáticos, disponíveis no site do ELSA-Brasil, fazem parte de um ecossistema de divulgação que busca democratizar o conhecimento produzido em mais de 15 anos de estudo. Ao apresentar de forma lúdica que substituir apenas 10 minutos de comportamento sedentário por movimento pode salvar vidas, a ciência deixa de ser um gráfico em um artigo acadêmico e se torna um incentivo real para o cidadão que está sentado no sofá. Mais do que informar, essa iniciativa visa empoderar o brasileiro a tomar decisões baseadas em evidências para o seu próprio envelhecimento.

 

Nunca é tarde para começar

Um dos achados mais encorajadores da ciência moderna é a quebra do mito do “tempo perdido”. O papel protetor da atividade física é resiliente, independentemente da idade de início. Substituir apenas 10 minutos diários de sofá por movimento moderado já reduz o risco de morte em 10% no curto prazo.

 

O corpo humano mantém sua capacidade de adaptação em qualquer estágio da vida. Se o benefício acumulado de uma vida ativa é inegável, o benefício imediato da mudança de hábito é o que garante que o idoso de hoje seja o protagonista de sua própria história amanhã. O movimento é, sem dúvida, a forma mais eficiente de transformar os anos que ganhamos em vida plena e independente.

 

Fonte: https://theconversation.com/estudo-com-15-mil-brasileiros-comprova-que-atividade-fisica-e-o-melhor-investimento-para-o-envelhecimento-281083

7 estratégias para manter o peso após uso das "canetas emagrecedoras"


Especialistas explicam como reduzir o risco de efeito rebote e consolidar resultados a longo prazo

 

Manter o peso após o uso dos medicamentos análogos de GLP-1, popularmente conhecidos como "canetas emagrecedoras", pode representar um desafio para muitas pessoas. Isso porque, após a interrupção do tratamento, o organismo tende a voltar gradualmente aos padrões anteriores de fome, saciedade e metabolismo, favorecendo o reganho de peso.

 

No caso do sobrepeso e da obesidade, isso acontece porque são condições crônicas, influenciadas por fatores metabólicos e genéticos, que favorecem a recuperação do peso perdido. "Em muitos casos, no entanto, conseguimos reduzir a dose [do medicamento] para fazer manutenção", explica a Dra. Deborah Beranger, endocrinologista, com pós-graduação em Endocrinologia e Metabologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.

 

Além disso, quando não há manutenção dos hábitos saudáveis após o uso dos medicamentos, o corpo tende a recuperar o peso perdido. "Para evitar isso, é fundamental trabalhar a reeducação alimentar, manter atividade física regular e, em alguns casos, adotar estratégias de manutenção com acompanhamento médico e nutricional", acrescenta a Dra. Marcella Garcez, nutróloga, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

 

De acordo com a Dra. Patricia Magier, ginecologista com especialização em Medicina Integrativa e Funcional, as mudanças no estilo de vida podem atuar para impedir o reganho de peso. "A obesidade, como uma doença crônica, requer controle contínuo; por isso, modificações dietéticas, prática regular de atividade física e melhora do sono são mudanças inegociáveis para manutenção do peso perdido", ressalta.

 

A seguir, confira 7 estratégias para manter o peso após uso das "canetas emagrecedoras"!

 

1. Ajuste nutricional

O cuidado com a alimentação é essencial durante e após o uso dos medicamentos para emagrecer. "A dieta deve ser adaptada para manter a saciedade e evitar oscilações glicêmicas. É recomendável o aumento da ingestão proteica, que pode compensar a queda na saciedade induzida pelo GLP-1. Além disso, uma dieta rica em fibras mantém o efeito positivo do GLP-1 na microbiota intestinal", diz a Dra. Patricia Magier.

 

2. Desmame gradual

Caso haja realmente a necessidade de retirar o medicamento, o ideal é fazer isso gradativamente. "A retirada abrupta pode causar hiperfagia compensatória. Reduzir progressivamente a dose ao longo de algumas semanas pode minimizar esse efeito. Alternar para medicamentos com meia-vida mais longa (como tirzepatida) pode ser uma opção para uma transição mais suave", explica a ginecologista.

 

3. Suplementação estratégica

Prebióticos e probióticos têm se destacado como suplementação após o uso das "canetas emagrecedoras". Segundo a Dra. Patricia Magier, o uso deles pode contribuir para preservar os efeitos positivos promovidos pelos medicamentos no organismo. Além disso, uma alimentação rica em fibras, que favoreça a fermentação intestinal e a produção de ácidos graxos de cadeia curta, pode ajudar na manutenção do metabolismo energético e no controle do peso.

 

4. Melhorar a relação com os alimentos

Não é estratégico ser tão cruel consigo mesmo após comer um bolo ou um doce. "Isso gera culpa. E nossa relação com os alimentos não deve ser de culpa nem de compensação. Quando alguém está buscando emagrecer, pode parecer que a restrição é a única maneira de permanecer firme em busca do objetivo. Mas, na verdade, se você quer perder peso, ser rigoroso demais com cada pedacinho que passa pelos lábios pode sabotar seus objetivos — sem mencionar sua autoestima. Uma das respostas mais comuns à culpa dos alimentos é sair do controle", alerta a Dra. Marcella Garcez.

Dessa maneira, não é necessário excluir completamente os alimentos que gosta da dieta. "Você pode incorporar tudo com moderação, que não é apenas uma maneira sustentável de viver, mas também uma maneira mais gentil de se tratar", completa a Dra. Deborah Beranger. 

 

5. Monitoramento frequente

Monitorar regularmente o peso pode ajudar a manter os ganhos obtidos com os medicamentos. "Alguns estudos descobriram que quanto mais as pessoas monitoram seus esforços para perder peso, mais peso elas tendem a perder de forma consistente. Vimos esse aumento das ferramentas digitais de saúde na última década, e elas fornecem uma ótima maneira para as pessoas acessarem intervenções para melhorar sua saúde", explica a Dra. Marcella Garcez.

A rotina de montar uma espécie de diário alimentar online com esses aplicativos ajuda a ter noção das calorias na dieta (claro, sem que isso prejudique a relação com a comida).

 

6. Estímulo da atividade física

Exercícios resistidos ajudam a manter a taxa metabólica basal elevada e evitam perda de massa muscular, um fator crítico para evitar o efeito rebote. "Exercícios aeróbicos também são indicados, pois melhoram a capacidade cardiovascular e ajudam a aumentar o gasto energético", diz a Dra. Deborah Beranger.

 

7. Suporte comportamental e psicológico

Segundo a Dra. Patricia Magier, terapias cognitivas-comportamentais ajudam na reeducação alimentar e controle do apetite, enquanto o monitoramento contínuo evita deslizes e ajusta estratégias.

Por fim, a ginecologista lembra que a obesidade é uma doença crônica e multifatorial. "O sucesso no controle do peso vai além de qualquer medicamento isolado, e a abordagem personalizada e multidisciplinar é essencial para evitar o efeito rebote", finaliza.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/7-estrategias-para-manter-o-peso-apos-uso-das-canetas-emagrecedoras,c97877c29f705be54ed5d7f2ca187e29qyuxr5r7.html?utm_source=clipboard - Por Maria Paula Amoroso - Foto: Alones | Shutterstock / Portal EdiCase