A estatina, um medicamento para baixar o colesterol, pode ajudar na prevenção de ataques cardíacos e acidente vascular cerebral (AVC), sugere estudo realizado na Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, nos Estados Unidos. De acordo com o estudo, mais de 39.000 mortes, quase 100.000 ataques cardíacos não fatais e até 65.000 AVCs nos EUA poderiam ser evitados se as pessoas elegíveis para estatinas e outros medicamentos para baixar o colesterol estivessem tomando-os.
Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados de
quase 5.000 adultos americanos com idades entre 40 e 75 anos que participaram
de uma pesquisa anual de saúde dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças
dos EUA entre 2013 e 2020. A pesquisa incluiu dados sobre os níveis de
colesterol LDL ("colesterol ruim") dos participantes e seu perfil
geral de risco para a saúde cardiovascular. Os pesquisadores usaram essas
informações para determinar se eles seriam elegíveis para tomar medicamentos para
baixar o colesterol, de acordo com as diretrizes atuais.
Os pesquisadores descobriram que mesmo pessoas que já
sofreram um ataque cardíaco e um AVC — e, portanto, apresentam maior risco de
um evento subsequente — nem sempre recebem prescrição de estatinas. Apenas
cerca de dois terços (68%) estão tomando estatinas, embora todos sejam
elegíveis para esses medicamentos de acordo com as diretrizes, mostram os
resultados. Além de prevenir ataques cardíacos e derrames, as estatinas, quando
prescritas corretamente, também podem evitar cerca de 88.000 cirurgias de ponte
de safena e procedimentos para desobstruir artérias bloqueadas ou entupidas por
ano, estimaram. Se todos os elegíveis para o uso de estatinas as tomassem, os
pesquisadores estimam que os níveis médios de colesterol LDL cairiam
drasticamente e o risco de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral
diminuiria em até 27%.
Segundo pesquisadores, metade dos americanos (47%) que
nunca sofreram um ataque cardíaco ou um AVC são elegíveis para tomar estatinas
de acordo com as diretrizes dos EUA, descobriram pesquisadores. Mas, segundo os
resultados, menos de um quarto (23%) deles receberam prescrição dos
medicamentos que salvam vidas. Um número substancial de sobreviventes de
ataques cardíacos ou derrames também não está tomando os medicamentos, embora
todos sejam elegíveis para eles de acordo com as diretrizes dos EUA. Para os
autores, uma melhor educação do paciente e métodos de triagem aprimorados
poderiam garantir que as pessoas certas estejam tomando as estatinas de que
precisam.
Fonte: Journal of General Internal Medicine DOI:
10.1007/s11606-025-09625-0.
Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/21964/estatinas-poderiam-prevenir-dezenas-de-milhares-de-ataques-cardiacos-e-derrames.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral#google_vignette

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