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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Estudo associa oito aditivos alimentares comuns a maior risco de pressão alta e doenças cardíacas


Um estudo apresentado pela European Society of Cardiology (ESC) e divulgado pelo portal ScienceDaily analisou a relação entre aditivos alimentares e saúde cardiovascular.

 

Um estudo apresentado pela European Society of Cardiology (ESC) e divulgado pelo portal ScienceDaily analisou a relação entre aditivos alimentares e saúde cardiovascular. A pesquisa acompanhou mais de 112 mil adultos na França por até oito anos e encontrou associação entre o consumo frequente de determinados aditivos, presentes em alimentos ultraprocessados, e maior risco de hipertensão arterial e de doenças cardiovasculares. Os resultados não mostram uma ligação de causa e efeito. Ainda assim, levantam dúvidas importantes sobre o padrão alimentar atual e reforçam alertas já feitos por sociedades médicas.

 

Os participantes registraram, em um contexto de vida real, o que comiam ao longo do tempo. Com base nessas informações, os cientistas cruzaram a ingestão de aditivos específicos com o surgimento de novos casos de pressão alta, infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outros problemas cardíacos. Dessa forma, o trabalho reforça o debate sobre o papel dos alimentos ultraprocessados na rotina. Além disso, mostra como rótulos aparentemente inofensivos podem esconder substâncias associadas a maior risco para o coração.

 

Como o estudo foi conduzido e quem participou da pesquisa?

O estudo analisado pela ESC utilizou dados de uma grande coorte francesa de base populacional, com voluntários adultos que aceitaram registrar de forma detalhada o que consumiam. No total, mais de 112 mil pessoas permaneceram em acompanhamento por até oito anos. Ao longo desse tempo, os participantes informavam, em vários momentos, sua alimentação diária, incluindo marcas, tipos de produtos e frequência de consumo.

 

Com essas informações, pesquisadores cruzaram cada item registrado com bancos de dados de composição de alimentos e identificaram quais produtos continham determinados aditivos. Em seguida, eles calcularam a quantidade média consumida de cada substância ao longo do acompanhamento. Paralelamente, os cientistas monitoravam a saúde dos participantes e verificavam o surgimento de hipertensão arterial e de eventos cardiovasculares, como infarto do miocárdio, AVC e necessidade de procedimentos de revascularização coronariana.

 

Os pesquisadores também consideraram fatores que poderiam interferir nos resultados, como idade, sexo, tabagismo, prática de atividade física, índice de massa corporal, histórico familiar de doença cardíaca e outros aspectos de estilo de vida. Desse modo, a análise estatística buscou isolar, dentro do possível, o papel de grupos específicos de aditivos. Mesmo assim, os autores ressaltam que o estudo utilizou um desenho observacional, no qual os cientistas apenas observam a vida real sem intervenção direta. Esse formato impede a confirmação de que os aditivos causem de forma direta os problemas detectados.

 

Quais são os oito aditivos associados a maior risco cardiovascular?

O foco principal do estudo recaiu sobre um conjunto de oito aditivos alimentares, amplamente usados pela indústria para conservar, realçar cor ou sabor e evitar a deterioração de produtos. São eles:

 

Sorbato de potássio

Metabissulfito de potássio

Nitrito de sódio

Ácido ascórbico

Ascorbato de sódio

Eritorbato de sódio

Ácido cítrico

Extrato de alecrim

 

Essas substâncias costumam aparecer de forma combinada em muitos alimentos ultraprocessados. Em geral, o nitrito de sódio entra na composição de carnes processadas, como salsichas, linguiças, presuntos e embutidos em geral, pois ajuda a conservar a cor rosada e impede o crescimento de bactérias. Já o sorbato de potássio surge com frequência em queijos industrializados, produtos de panificação, molhos prontos e bebidas adoçadas. Por sua vez, o metabissulfito de potássio aparece em muitos vinhos, frutos secos embalados, sucos industrializados e alguns produtos enlatados.

 

Os compostos relacionados à vitamina C, como ácido ascórbico, ascorbato de sódio e eritorbato de sódio, funcionam como antioxidantes, pois evitam o escurecimento de alimentos, melhoram a aparência e prolongam a validade. O ácido cítrico, por sua vez, atua como regulador de acidez e aparece em refrigerantes, doces, balas, sobremesas prontas, iogurtes saborizados e sucos em pó. Além disso, o extrato de alecrim também exerce função antioxidante e entra na composição de óleos, snacks salgados, carnes processadas e pratos prontos congelados. Em muitos rótulos, essas substâncias surgem com nomes técnicos ou códigos. Assim, a identificação por parte do consumidor torna-se mais difícil.

 

O que o estudo encontrou sobre pressão alta e doenças do coração?

Ao comparar grupos com maior e menor ingestão desses aditivos, os pesquisadores observaram que o consumo mais elevado se associou a um risco estatisticamente maior de desenvolver hipertensão e eventos cardiovasculares ao longo do período de acompanhamento. Em outros termos, pessoas que ingeriam com frequência alimentos ricos nesses aditivos tiveram mais episódios de problemas cardíacos do que aquelas que consumiam quantidades menores. Além disso, o risco parecia aumentar de forma gradual conforme o consumo de ultraprocessados crescia.

 

A análise indicou que a relação não se restringe a um alimento isolado, mas ao conjunto da dieta com alto teor de alimentos ultraprocessados. Esse padrão alimentar geralmente inclui itens com muito sódio, gorduras saturadas e açúcares adicionados e, ao mesmo tempo, menos fibras, frutas, legumes e preparações caseiras. Assim, o estudo sugere que o pacote completo da alimentação industrializada, incluindo os aditivos, pode contribuir para o aumento do risco de pressão alta e doenças do coração. Portanto, os resultados dialogam com outras pesquisas que já relacionam ultraprocessados a obesidade, diabetes tipo 2 e maior mortalidade.

 

Os autores reforçam, porém, que a pesquisa encontrou uma associação estatística. Isso significa que os dados mostram uma ligação observada, mas não provam que os aditivos atuem, por si só, como causa direta dos problemas. Outros elementos presentes na dieta ou no estilo de vida também podem participar dessa relação. Ainda assim, os resultados se mostraram consistentes o suficiente para motivar novas investigações e discussões regulatórias, especialmente sobre rotulagem e limites seguros de uso desses ingredientes.

 

Em que tipos de alimentos esses aditivos aparecem no cotidiano?

Os oito aditivos avaliados aparecem combinados em uma ampla gama de produtos disponíveis em supermercados e lojas de conveniência. Entre os exemplos mais comuns, destacam-se:

 

Carnes processadas: salsichas, presuntos, peito de peru, salames e linguiças, geralmente com nitrito de sódio, extrato de alecrim e antioxidantes como ascorbato e eritorbato de sódio.

Bebidas industrializadas: refrigerantes, sucos prontos, bebidas adoçadas e energéticos, frequentemente com ácido cítrico e, em alguns casos, metabissulfito de potássio.

Produtos de panificação e confeitaria: pães de forma industrializados, bolos prontos, sobremesas e recheios, que podem conter sorbato de potássio, ácido ascórbico e ácido cítrico.

Snacks e alimentos prontos: batatas fritas de pacote, salgadinhos, pratos congelados e molhos prontos, com uso de extrato de alecrim, sorbato de potássio e outros conservantes.

Frutas secas e enlatados: uvas-passas, damascos, alimentos em conserva e alguns vegetais enlatados, com metabissulfito de potássio e antioxidantes.

 

Nesse cenário, consumidores que baseiam grande parte da alimentação em produtos prontos ou semiprontos costumam ingerir diversos aditivos ao longo do dia, muitas vezes sem perceber. Por isso, a leitura atenta dos rótulos, incluindo a lista de ingredientes, ajuda a identificar a presença dessas substâncias e a frequência com que elas aparecem na rotina alimentar. Além disso, comparar marcas, escolher versões com listas menores de ingredientes e priorizar opções com menos aditivos são estratégias práticas para reduzir a exposição.

 

O que os cientistas concluíram e quais são os próximos passos?

Os pesquisadores envolvidos no estudo destacaram que os resultados reforçam a necessidade de atenção ao consumo regular de alimentos ultraprocessados, especialmente entre pessoas com risco maior de doença cardiovascular. A associação observada sugere que reduzir a ingestão de produtos ricos em conservantes, antioxidantes sintéticos e estabilizantes podem representar uma estratégia relevante de saúde pública. Essa medida deve atuar ao lado de outras ações já consolidadas, como evitar o tabagismo, manter atividade física regular e controlar a pressão arterial.

 

Ao mesmo tempo, o grupo responsável pelo trabalho afirma que a comunidade científica ainda precisa de mais estudos, incluindo pesquisas experimentais e ensaios clínicos, para esclarecer o papel específico de cada aditivo no organismo humano. Os pesquisadores também ressaltam a importância de avaliar o efeito combinado dessas substâncias, já que elas costumam aparecer juntas no mesmo produto e podem interagir entre si. Além disso, defendem investigações em diferentes países, a fim de verificar se os resultados se repetem em outros padrões alimentares.

 

Em termos práticos, a pesquisa reforça orientações que sociedades médicas e entidades de nutrição já discutem com frequência: priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, dar preferência a preparações caseiras quando possível e reservar itens ultraprocessados para consumo ocasional, e não diário. Ao trazer dados de um grupo numeroso, acompanhado por vários anos, o estudo apresentado pela European Society of Cardiology amplia o debate sobre a qualidade da alimentação atual e o impacto desse padrão sobre a pressão arterial e a saúde do coração ao longo da vida. Dessa maneira, ele oferece mais um argumento para que consumidores, profissionais de saúde e formuladores de políticas públicas revisem a relação com produtos industrializados.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/estudo-com-mais-de-112-mil-pessoas-associa-oito-aditivos-alimentares-comuns-a-maior-risco-de-pressao-alta-e-doencas-cardiacas,af614028fbb7035c6b6339d273c76760wt4gzgxb.html?utm_source=clipboard - Por: Jonasmoura* *com uso de inteligência artificial / Giro 10 - depositphotos.com / VitalikRadko

domingo, 17 de maio de 2026

Do nada? Estudo revela 4 fatores por trás dos casos de infarto


Pesquisa com cerca de 10 milhões de pessoas mostra os pontos em comum entre infartados

 

Embora percebido como um evento repentino, o infarto costuma ser o desfecho de um processo silencioso, que se desenvolve ao longo de anos. É o que indica um estudo internacional publicado no Journal of the American College of Cardiology, com dados de mais de 9,3 milhões de pessoas na Coreia do Sul e de 6.803 indivíduos nos Estados Unidos.

 

A pesquisa investigou quais condições estavam presentes antes do primeiro evento cardiovascular — como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), doença arterial coronariana ou insuficiência cardíaca — e encontrou um padrão consistente: em mais de 99% dos casos, havia ao menos um fator de risco prévio, e entre 93% e 97% dos pacientes apresentavam dois ou mais fatores combinados.

 

Os pesquisadores avaliaram quatro vilões clássicos: pressão arterial acima do ideal, colesterol elevado, glicemia alterada e histórico de tabagismo. E foram além dos diagnósticos formais: mesmo níveis considerados limítrofes, como pressão “normal-alta” ou pré-diabetes, entraram na conta, porque também aumentam o risco ao longo do tempo. Na prática, o estudo desmonta a ideia popular do “infarto do nada.”

 

Também chama atenção para um ponto crítico: o problema, muitas vezes, está no risco não identificado ou não tratado, mesmo quando as alterações parecem discretas. Pressão “normal-alta” (aquela que marca 120x80 mmHg, ou 12x8), glicemia em estágio de pré-diabetes e colesterol moderadamente elevado já demandam acompanhamento e, em muitos casos, intervenção. “O infarto deixa de ser visto como um evento súbito e imprevisível e passa a ser entendido como o desfecho de um processo crônico, progressivo, que evolui ao longo dos anos e, na maioria das vezes, pode ser prevenível”, avalia a cardiologista Juliana Tranjan, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

 

Ataque silencioso às artérias

 

Por trás dessa progressão está a aterosclerose, o acúmulo gradual de gordura e inflamação na parede das artérias, levando à formação de placas. Se uma delas rompe, o organismo pode formar um coágulo no local, bloqueando a circulação. Quando isso acontece nas coronárias, surge o infarto. “Diabetes, obesidade e outros distúrbios metabólicos atrapalham a parede do vaso e facilitam o acúmulo de gordura, levando ao entupimento”, detalha o endocrinologista Márcio Weissheimer Lauria, coordenador do departamento de Dislipidemia e Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e professor de Endocrinologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

A pressão alta lesa o endotélio, camada interna dos vasos. O colesterol LDL elevado favorece o depósito de gordura nas artérias. Por sua vez, a glicose em excesso aumenta a inflamação vascular. Já o cigarro, além de inflamação, causa estresse oxidativo e pode levar à instabilidade da placa ateromatosa. “Esses fatores associados levam a um maior risco de ruptura e trombose de placa aterosclerose, ocasionando o infarto agudo do miocárdio”, pontua Tranjan.

 

Esse processo é lento e gera adaptações no organismo ao longo dos anos. Por isso, em alguns casos, é assintomático. Quando aparecem sintomas, os alertas podem ser discretos demais para chamar atenção: cansaço fora do habitual, queda no desempenho físico, falta de ar ao fazer esforço e desconforto torácico. Sinais facilmente atribuídos também ao estresse, à idade ou ao sedentarismo.

 

A boa notícia é que esses fatores são, em grande parte, modificáveis. Mudanças no estilo de vida conseguem reduzir risco, desacelerar a progressão da doença aterosclerótica e até promover remissão de alterações metabólicas. Perda de peso, alimentação equilibrada, atividade física regular, abandono do cigarro, sono adequado e controle medicamentoso, quando necessário, fazem diferença.

 

“Poucos meses de intervenção com perda de peso e exercício físico consistentes já têm repercussão positiva e você consegue ver resultados em novos exames”, ressalta Lauria. Quanto antes essa intervenção começar, maior a chance de reversão. Em fases mais avançadas, o foco passa a ser estabilizar o problema e evitar a progressão.

 

Exames simples ainda são poderosos

 

Apesar do interesse crescente por marcadores sofisticados, boa parte do rastreamento cardiovascular continua dependendo de ferramentas bastante acessíveis, como medição da pressão arterial, da glicemia, do colesterol e dos triglicérides, além do monitoramento de peso e circunferência abdominal. “Os exames de rotina devem ser individualizados de acordo com história clínica, comorbidades e história familiar de cada paciente. Dessa forma, conseguimos fazer um rastreio mais refinado e prevenção da doença cardiovascular”, reforça a cardiologista do Einstein em Goiânia.

 

Marcadores adicionais, como apolipoproteína B e lipoproteína(a), podem ajudar em casos específicos, especialmente em pessoas com histórico familiar forte ou eventos cardiovasculares sem explicação clara. A lipoproteína(a), por exemplo, é um fator genético e sua dosagem é recomendada ao menos uma vez na vida por algumas diretrizes internacionais. Outro exame relevante para medir o risco cardiovascular é o escore de cálcio coronariano, exame de tomografia para quantificar placas de gordura calcificadas nas artérias do coração.

 

A prevenção cardiovascular não começa quando surge dor no peito, mas sim muito antes, no acompanhamento médico regular, nos exames de rotina e no controle de alterações aparentemente pequenas. “A doença aterosclerótica se desenvolve ao longo de décadas. O evento agudo é a manifestação tardia de algo que já estava acontecendo silenciosamente, por isso é tão importante a prevenção”, conclui Juliana Tranjan.

 

Fonte: https://www.correio24horas.com.br/saude/do-nada-estudo-revela-4-fatores-por-tras-dos-casos-de-infarto-0526 - Foto do(a) author(a) Agência Einstein - (Imagem: mentalmind | Shutterstock) por Imagem: mentalmind | Shutterstock

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Consumo moderado de café pode reduzir risco de AVC; entenda


Pesquisa realizada no Reino Unido mostra resultados promissores

 

Pesquisa com mais de 365 mil pessoas associa o consumo moderado de café e chá à redução do risco de doenças neurológicas

 

O consumo moderado da bebida pode contribuir para a prevenção de doenças neurológicas, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e a demência. A evidência vem de um estudo publicado na revista PLOS Medicine, que acompanhou mais de 365 mil pessoas entre 50 e 74 anos no Reino Unido. Os resultados indicam que o consumo diário de 2 a 3 xícaras de café, 3 a 5 xícaras de chá ou a combinação de até 6 xícaras das duas bebidas está associado a uma redução significativa no risco dessas condições.

 

"São bebidas ricas em compostos antioxidantes e substâncias que estimulam a atividade cerebral, como a cafeína. Elas podem favorecer a circulação cerebral e reduzir processos inflamatórios ligados a danos no sistema nervoso", explica o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola Ala.

 

Café + chá = - risco de AVC

A combinação entre café e chá apresentou resultados ainda mais expressivos, com redução de 32% no risco de AVC e de 28% no risco de demência. "Esse é um achado relevante, que reforça o impacto de hábitos simples no dia a dia. A alimentação tem papel fundamental na saúde neurológica ao longo da vida", afirma o especialista.

 

Além da prevenção, o estudo também sugere que o consumo regular dessas bebidas pode diminuir o risco de demência em pessoas que já sofreram um AVC. Ainda assim, o médico ressalta que a prevenção é multifatorial. "Dormir bem, praticar atividade física, controlar a pressão arterial e manter estímulos cognitivos frequentes também são medidas essenciais", destaca.

 

Como identificar um AVC (método SAMU):

Sorria: peça para a pessoa sorrir. Se um lado do rosto estiver torto ou sem movimento, pode ser sinal de AVC.

Abrace: solicite que levante os dois braços. Se um deles cair ou não responder, é um alerta.

Música: peça para repetir uma frase simples. Dificuldade ou fala arrastada são sinais importantes.

Urgente: diante de qualquer um desses sintomas, ligue imediatamente para o 192. Cada segundo faz diferença.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/consumo-moderado-de-cafe-pode-reduzir-risco-de-avc-entenda,d6e563913b70b459ea09e00a6ce2718af2ibjt1a.html?utm_source=clipboard - Por: Gabrielle Aguiar / Foto: Revista Malu

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Ouvir música pode diminuir o risco de demência


Ouvir seus cantores favoritos pode fazer mais do que melhorar seu humor: também pode proteger seu cérebro. Um estudo realizado por pesquisadores australianos descobriu que adultos mais velhos que ouviam música regularmente apresentavam um risco 39% menor de desenvolver demência em comparação com aqueles que não incluíam música em seu cotidiano.

 

A pesquisa, realizada na Universidade Monash, na Austrália, acompanhou mais de 10.000 adultos com 70 anos ou mais durante cerca de uma década para explorar diferentes fatores de estilo de vida ligados ao envelhecimento saudável.

 

Dos 10.893 participantes, cerca de 7.000 afirmaram ouvir música quase todos os dias, e esses ouvintes frequentes apresentaram a maior redução no risco de demência. O estudo não especificou qual tipo de música era mais benéfico.

 

Os pesquisadores enfatizam que o estudo não pode provar que ouvir música previne diretamente a demência, mas os resultados foram suficientemente fortes para sugerir uma possível ligação. Além disso, a música tem demonstrado melhorar o humor e estimular diversas áreas do cérebro. O estudo também descobriu que tocar música proporcionava um benefício pequeno, mas ainda significativo, reduzindo o risco de demência em cerca de 35%.

 

Fonte: International Journal of Geriatric Psychiatry. DOI: 10.1002/gps.70163.

domingo, 19 de abril de 2026

Quer viver mais? Chocolate, queijo e iogurte podem te ajudar


Pesquisa aponta que compostos fermentados presentes nesses alimentos podem contribuir para a saúde e a longevidade

 

Uma nova pesquisa de grande escala indica que alimentos como iogurte, queijo e até chocolate podem estar ligados a uma maior longevidade. A análise aponta que determinados itens podem se associar a um menor risco de morte, segundo o estudo publicado na revista científica Frontiers in Nutrition.

 

No artigo, os pesquisadores descreveram que "um maior consumo de chocolate, queijo e leites fermentados (incluindo iogurte) foi associado a uma menor mortalidade por todas as causas e por doenças cardiovasculares".

 

Eles chegaram a esse resultado após reunirem dados de 50 estudos que, juntos, envolveram mais de 3 milhões de participantes. O objetivo foi investigar a relação entre o consumo de alimentos fermentados --produzidos com microrganismos benéficos, como bactérias e leveduras-- e o risco de morte em geral, além de óbitos por doenças cardíacas e câncer.

 

Os resultados mostraram que alguns alimentos fermentados estavam associados à redução do risco de mortalidade, enquanto outros não apresentaram associação significativa. Por exemplo, produtos lácteos fermentados, incluindo iogurte, apresentaram forte associação com a redução da mortalidade.

 

Uma ingestão mais elevada desses produtos foi relacionada a uma redução de cerca de 6% no risco de mortalidade por todas as causas. O consumo frequente também apareceu ligado à diminuição de mortes por doenças cardiovasculares e por câncer. Esses efeitos podem estar ligados a mecanismos como a modulação da microbiota intestinal, ação anti-inflamatória e melhora da saúde metabólica.

 

Quando analisado isoladamente, o iogurte foi associado à redução da mortalidade geral, embora não tenha apresentado relação estatisticamente significativa com mortes por doenças cardiovasculares ou câncer. Já o queijo mostrou uma redução discreta no risco de morte por todas as causas, sem associação relevante com doenças cardíacas ou câncer de forma geral, embora tenha sido observado um possível efeito protetor em casos de câncer de pulmão.

 

No caso do chocolate, derivado de grãos de cacau fermentados, os dados indicaram associação com menor mortalidade geral e cardiovascular. Esse efeito pode estar relacionado aos polifenóis presentes no cacau, substâncias que ajudam a melhorar a função vascular e reduzir o estresse oxidativo, ainda que não se possa descartar a influência de outros fatores.

 

Por outro lado, nem todos os alimentos fermentados apresentaram os mesmos resultados. Produtos como o missô, feito de soja fermentada, e pães de fermentação natural não demonstraram associações consistentes com redução da mortalidade. "A fermentação é um dos métodos de processamento de alimentos mais antigos e continua sendo fundamental para a alimentação humana em todo o mundo", ressaltaram os pesquisadores.

 

Além de prolongar a conservação dos alimentos, o processo de fermentação gera compostos que podem trazer benefícios à saúde, o que sugere uma possível proteção a longo prazo contra doenças e morte. Segundo os autores, este é o primeiro trabalho do tipo a avaliar de forma abrangente a relação entre alimentos fermentados e mortalidade.

 

Os pesquisadores destacam, no entanto, que os resultados se baseiam em dados observacionais, o que permite identificar associações, mas não comprovar relações de causa e efeito. Fatores como dieta geral, estilo de vida e hábitos de saúde também podem influenciar os achados, mesmo com tentativas de controle estatístico.

 

A análise também encontrou variações entre os estudos incluídos, possivelmente explicadas por diferenças entre populações, padrões alimentares e formas de preparo e consumo dos alimentos. Diante disso, os autores ressaltam a necessidade de pesquisas mais rigorosas, como ensaios clínicos, para esclarecer se esses alimentos contribuem diretamente para o aumento da longevidade.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quer-viver-mais-chocolate-queijo-e-iogurte-podem-te-ajudar,8bcff11718f0ebfbed2457bad37908d3dew1n6w1.html?utm_source=clipboard - Por: Isabella Lima - Foto: Gemini

sexta-feira, 20 de março de 2026

Sono ruim impacta fome e saúde; veja dicas para dormir melhor


Pesquisa revela que 20% dos brasileiros dormem pouco, prejudicando o controle do peso e o equilíbrio hormonal

 

Dormir bem é um fator determinante para o equilíbrio hormonal e o controle do apetite. Uma boa noite de sono ajuda na prevenção de diversas doenças crônicas no organismo.

 

Dados do Vigitel mostram que 20,2% dos brasileiros dormem menos de seis horas por noite. Além disso, 31,7% dos adultos relatam sintomas frequentes de insônia no país.

 

Relação entre sono, fome e peso

A privação de sono impacta diretamente o metabolismo e a regulação da saciedade. Segundo Gisele Pavin, da Nestlé Brasil, dormir pouco aumenta a produção de grelina.

 

A grelina é o hormônio responsável por estimular a sensação de fome no indivíduo. Ao mesmo tempo, ocorre a redução da leptina, que controla a saciedade.

 

Na prática, isso gera um consumo maior de alimentos ao longo do dia. O risco de ganho de peso e o desenvolvimento de doenças aumentam consideravelmente.

 

Alimentos que ajudam a dormir melhor

A alimentação é uma aliada importante para quem busca noites mais restauradoras. Alguns itens favorecem a produção de melatonina e serotonina no corpo humano.

 

Frutas como banana e cereja ajudam na preparação do corpo para o descanso. O consumo de aveia e abacate também contribui para o ritmo circadiano.

 

Nutrientes essenciais para o descanso

Fontes de triptofano, como ovos e grão-de-bico, promovem relaxamento e bem-estar. Sementes de chia e linhaça também auxiliam nessa sensação de conforto.

 

O magnésio, presente em folhas verdes escuras e no cacau, ajuda no relaxamento muscular. Chás de camomila e erva-cidreira são ótimas opções para a transição ao sono.

 

Práticas de higiene do sono

Além da nutrição, organizar a rotina noturna é fundamental para o descanso. A chamada higiene do sono inclui práticas simples para aplicar em casa.

 

Reduzir a intensidade das luzes ao anoitecer ajuda o cérebro a relaxar. Evitar o uso de telas antes de deitar respeita o seu ritmo biológico.

 

Dicas práticas para a noite:

Estabeleça horários fixos para dormir e acordar todos os dias.

 

Mantenha o quarto escuro e com temperatura agradável para o corpo.

 

Evite refeições muito pesadas ou cafeína no período da noite.

 

Priorize o descanso

Priorizar o descanso é uma estratégia essencial de saúde e nutrição diária. O sono de qualidade favorece escolhas alimentares mais equilibradas e conscientes.

 

Cuide da sua rotina noturna para garantir mais energia e disposição. Consultar um especialista ajuda a tratar distúrbios crônicos que prejudicam o seu repouso.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sono-ruim-impacta-fome-e-saude-veja-dicas-para-dormir-melhor,386cc61fc069d363529096d4b1265b52lz4w3nnr.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Alerta: 6 tipos de câncer crescem entre jovens, segundo Harvard


Estudo internacional aponta aumento dos tipos de câncer em pessoas com menos de 50 anos e acende alerta para fatores de risco

 

Um estudo internacional coordenado pela Universidade de Harvard acendeu um alerta importante.

 

A pesquisa identificou crescimento de seis tipos de câncer em pessoas com menos de 50 anos.

 

Os dados foram publicados em novembro de 2025 na revista da National Library of Medicine.

 

Quais tipos de câncer estão aumentando?

O levantamento aponta alta mais acelerada nos seguintes tumores:

 

Câncer colorretal.

Câncer cervical.

Câncer pancreático.

Câncer de próstata.

Câncer renal.

Mieloma múltiplo.

 

Entre eles, os casos de câncer colorretal chamam atenção especial.

 

Isso porque, além do aumento no número de diagnósticos, também há crescimento na mortalidade.

 

Câncer colorretal preocupa especialistas

O câncer colorretal aparece como um dos principais focos da pesquisa.

A estimativa é de que, até 2030, os casos aumentem:

90% entre jovens de 20 a 34 anos.

46% na faixa de 35 a 49 anos.

Atualmente, cerca de 10% dos diagnósticos globais desse tumor já ocorrem em pessoas com menos de 50 anos.

Para os pesquisadores, o número é considerado significativo.

 

O que o estudo analisou?

Os cientistas avaliaram dados registrados entre 2000 e 2017.

Foram examinados 13 tipos de câncer que apresentaram aumento em adultos jovens em pelo menos 10 países.

O crescimento foi mais evidente em nações com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) muito alto.

América do Norte, Europa e Oceania concentram parte importante desse avanço.

 

Qual pode ser a causa?

Os pesquisadores apontam que a obesidade pode ter papel central nesse cenário.

O aumento global do excesso de peso está associado a vários tipos de câncer.

Tumores relacionados ao metabolismo e à inflamação crônica tendem a crescer em populações com maior índice de obesidade.

Outro fator relevante é a ampliação dos programas de rastreamento.

Países como Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul investiram em diagnóstico precoce.

Isso pode ter elevado o número de casos identificados, especialmente em estágios iniciais.

Em alguns tumores, como próstata e tireoide, houve aumento na incidência, mas não na mortalidade.

Esse dado pode indicar detecção mais precoce e maior acesso a exames.

 

Ainda há limitações

Apesar dos resultados, os autores reconhecem limitações importantes.

Os bancos de dados analisados não incluíram partes da Ásia, África e América Latina.

Isso significa que o cenário global pode ser ainda mais complexo.

 

O que esse alerta significa?

O aumento de câncer em jovens reforça a importância de:

 

Manter hábitos saudáveis.

Controlar o peso corporal.

Realizar exames preventivos quando indicados.

Buscar avaliação médica diante de sintomas persistentes.

A comunidade científica defende novos estudos para compreender melhor as causas desse crescimento.

Identificar fatores de risco é essencial para desenvolver estratégias de prevenção mais eficazes.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/alerta-6-tipos-de-cancer-crescem-entre-jovens-segundo-harvard,055492f431cc6c310b905d8da6459a0fbld1asmt.html?utm_source=clipboard - Foto: Reprodução/Instagram/@harvard/Freepik / Saúde em Dia

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Estatinas poderiam prevenir dezenas de milhares de ataques cardíacos e derrames


A estatina, um medicamento para baixar o colesterol, pode ajudar na prevenção de ataques cardíacos e acidente vascular cerebral (AVC), sugere estudo realizado na Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, nos Estados Unidos. De acordo com o estudo, mais de 39.000 mortes, quase 100.000 ataques cardíacos não fatais e até 65.000 AVCs nos EUA poderiam ser evitados se as pessoas elegíveis para estatinas e outros medicamentos para baixar o colesterol estivessem tomando-os.

 

Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados de quase 5.000 adultos americanos com idades entre 40 e 75 anos que participaram de uma pesquisa anual de saúde dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA entre 2013 e 2020. A pesquisa incluiu dados sobre os níveis de colesterol LDL ("colesterol ruim") dos participantes e seu perfil geral de risco para a saúde cardiovascular. Os pesquisadores usaram essas informações para determinar se eles seriam elegíveis para tomar medicamentos para baixar o colesterol, de acordo com as diretrizes atuais.

 

Os pesquisadores descobriram que mesmo pessoas que já sofreram um ataque cardíaco e um AVC — e, portanto, apresentam maior risco de um evento subsequente — nem sempre recebem prescrição de estatinas. Apenas cerca de dois terços (68%) estão tomando estatinas, embora todos sejam elegíveis para esses medicamentos de acordo com as diretrizes, mostram os resultados. Além de prevenir ataques cardíacos e derrames, as estatinas, quando prescritas corretamente, também podem evitar cerca de 88.000 cirurgias de ponte de safena e procedimentos para desobstruir artérias bloqueadas ou entupidas por ano, estimaram. Se todos os elegíveis para o uso de estatinas as tomassem, os pesquisadores estimam que os níveis médios de colesterol LDL cairiam drasticamente e o risco de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral diminuiria em até 27%.

 

Segundo pesquisadores, metade dos americanos (47%) que nunca sofreram um ataque cardíaco ou um AVC são elegíveis para tomar estatinas de acordo com as diretrizes dos EUA, descobriram pesquisadores. Mas, segundo os resultados, menos de um quarto (23%) deles receberam prescrição dos medicamentos que salvam vidas. Um número substancial de sobreviventes de ataques cardíacos ou derrames também não está tomando os medicamentos, embora todos sejam elegíveis para eles de acordo com as diretrizes dos EUA. Para os autores, uma melhor educação do paciente e métodos de triagem aprimorados poderiam garantir que as pessoas certas estejam tomando as estatinas de que precisam.

 

Fonte: Journal of General Internal Medicine DOI: 10.1007/s11606-025-09625-0.

 

Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/21964/estatinas-poderiam-prevenir-dezenas-de-milhares-de-ataques-cardiacos-e-derrames.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral#google_vignette

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Estudo aponta seis hábitos comuns entre pessoas que chegam aos 100 anos


Pesquisa com 100 pessoas que passaram dos 100 anos revela práticas simples do dia a dia, como alimentação equilibrada, exercícios físicos e contato com a natureza, que ajudam a envelhecer com mais saúde e autonomia.

 

Longevidade

Viver mais e envelhecer de forma saudável e ativa é um dos grandes objetivos da sociedade atual. Embora não exista uma fórmula mágica para a longevidade, um estudo da UnitedHealthcare com 100 centenários identificou seis hábitos recorrentes entre pessoas que chegaram aos 100 anos com qualidade de vida. As conclusões foram divulgadas pelo site Health.

 

Alimentação equilibrada

Comer bem foi apontado como essencial por 67% dos centenários entrevistados. Apesar de nenhum alimento específico ter sido citado, pesquisas indicam que dietas ricas em ultraprocessados aumentam, no longo prazo, o risco de doenças cardíacas, AVC, declínio cognitivo e mortalidade. Em contrapartida, frutas, legumes e oleaginosas contribuem para a saúde do coração e do cérebro, ajudam a reduzir inflamações, melhoram o controle da glicose e fornecem nutrientes que protegem as células do estresse oxidativo, explica o professor Jordan Weiss ao Health.

 

Exercícios para manter a massa muscular

A prática de atividades para fortalecimento muscular apareceu na rotina de 46% dos centenários. Manter os músculos ativos ajuda a preservar a mobilidade e reduz o risco de quedas, comum com o avanço da idade. Um dos participantes resumiu o impacto do exercício ao afirmar que a atividade física fortalece o coração, mantém a mente ativa, o corpo em movimento e a saúde estável.

 

Caminhadas regulares

Cerca de 42% dos entrevistados relataram fazer caminhadas ou trilhas semanalmente. Um estudo publicado na revista The Lancet associou a média de 7 mil passos por dia a um menor risco de doenças cardíacas, câncer e morte precoce. Além do exercício em si, caminhar ao ar livre traz benefícios extras, como o contato com a natureza, que está ligado à redução do estresse, melhora do humor e fortalecimento do sistema imunológico.

 

Práticas para reduzir o estresse

Atividades voltadas ao controle do estresse, como meditação e exercícios de respiração, faziam parte da rotina de 36% dos centenários. Segundo Weiss, o estresse crônico acelera o envelhecimento biológico, aumenta o cortisol, prejudica o sono e afeta a saúde cardiovascular. Técnicas simples de relaxamento ajudam a acalmar o organismo e a reduzir esses efeitos.

 

Jardinagem

Quase 29% dos participantes disseram cuidar de um jardim regularmente. A atividade reúne movimento físico, contato com a natureza, exposição ao sol, rotina e sensação de propósito, fatores associados a um envelhecimento mais saudável.

 

Exercícios cardiovasculares

Atividades aeróbicas como corrida, natação e ciclismo faziam parte da rotina de 28% dos centenários. Esses exercícios melhoram a circulação sanguínea, aumentam a capacidade respiratória e ajudam a manter a resistência física ao longo dos anos.

 

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2342394/estudo-aponta-seis-habitos-comuns-entre-pessoas-que-chegam-aos-100-anos - © Shutterstock

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Qual o tempo diário mínimo de exercício para manter a saúde? Veja


Pesquisadores de Edimburgo afirmam que poucos minutos de exercício físico por dia já são suficientes para afastar problemas de saúde

 

O exercício físico é essencial para manter a saúde e o bem-estar. Afinal, se manter em movimento regularmente previne o surgimento de doenças crônicas, afasta o sobrepeso e também contribui para a saúde mental. Mas quanto tempo do seu dia você deve separar para dedicar aos exercícios? Um estudo recente parece ter encontrado a resposta.

 

Uma pesquisa publicada na revista Jama Network sugere que 20 minutos diários de atividades físicas, entre moderadas a intensas, são suficientes para reduzir os problemas de saúde que levam as pessoas às internações hospitalares mais comuns.

 

"A substituição de 20 minutos por dia de tempo sedentário por 20 minutos por dia de atividades físicas foi associada a reduções significativas no risco de uma ampla gama de condições", afirmaram os autores do estudo. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Eleanor Watts, da Universidade de Edimburgo.

 

De acordo com os resultados, a prática regular de atividades físicas foi capaz de diminuir os riscos para 9 das 25 razões mais comuns de internação. As enfermidades que mais diminuíram em riscos com uma rotina de exercícios foram a doença da vesícula biliar, a diabetes e as infecções do trato urinário.

 

Para mensurar o impacto das atividades físicas na saúde das pessoas, os pesquisadores avaliaram o histórico de saúde de 81 mil moradores da Inglaterra com idades entre 42 e 78 anos. Os participantes também receberam monitores de pulso, que rastrearam a frequência cardíaca deles pelo período de uma semana.

 

Benefícios do exercício físico

Para ter mais ânimo para treinar, é interessante saber como a atividade física regular impacta no seu organismo. "O exercício físico estimula a circulação sanguínea e contribui para a queima de gordura. Dessa forma, a prática ajuda a desenvolver os músculos e também fortalecer o sistema imunológico", explica a cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV).

 

Além disso, ele também é uma importante atividade para um envelhecimento saudável, destaca a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e membro da Sociedade Brasileira para o Estudo do Envelhecimento.

 

"Ele é capaz de prevenir o desenvolvimento de doenças hepáticas, proteger o metabolismo das consequências do envelhecimento. Também beneficia o cérebro e a saúde mental, ajudar a tratar a ansiedade crônica e promover alterações epigenéticas no nosso DNA. Tudo isso diminui o risco de doenças", explica a especialista.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/qual-o-tempo-diario-minimo-de-exercicio-para-manter-a-saude-veja,ce878816415cb3546ea9219d07528bedgrz8gzq6.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

domingo, 19 de outubro de 2025

Mais de 99% das pessoas que sofrem infarto ou AVC apresentam ao menos um de 4 fatores de risco, diz pesquisa


Entre os fatores preocupantes, estão a pressão alta, o colesterol, o açúcar no sangue e o tabagismo

 

Mais de 99% das pessoas que sofrem infarto, AVC ou insuficiência cardíaca apresentam ao menos um dos quatro fatores de risco principais: hipertensão, colesterol alto, glicose elevada ou tabagismo, segundo estudo internacional.

 

Não acontece "do nada". Quase todas as pessoas que têm um infarto, AVC ou insuficiência cardíaca já carregam sinais de alerta. Pelo menos é o que aponta uma pesquisa publicada no periódico científico Journal of the American College of Cardiology. De acordo com o estudo, 99% apresentam ao menos um fator de risco elevado, como pressão alta, colesterol elevado, açúcar no sangue ou tabagismo.

 

O levantamento foi realizado por pesquisadores da Universidade de Yonsei, na Coreia do Sul, e da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos. O resultado foi fruto de estudo e observação por cerca de duas décadas. Neste período, as instituições analisaram os históricos médicos de mais de 9,3 milhões de adultos sul-coreanos maiores de 20 anos e 6.800 norte-americanos entre 45 e 84 anos. 

 

Os pesquisadores avaliaram a presença de quatro principais fatores de risco cardiovascular nos pacientes: pressão arterial, colesterol, glicose no sangue e tabagismo, verificando se estes estavam em níveis considerados indesejáveis.

 

Segundo a Associação Americana do Coração (American Heart Association), os patamares de risco são:

 

Pressão arterial: igual ou maior que 120 por 80 mmHg, ou em tratamento (tomando medicamento);

Colesterol total: igual ou maior que 200 mg/dL, ou em tratamento;

Glicose de jejum: igual ou maior que 100 mg/dL, com diagnóstico de diabetes ou em tratamento;

Tabaco: paciente fuma atualmente ou fumou no passado

 

O resultado surpreendeu. Entre os que já desenvolveram alguma doença coronariana, insuficiência cardíaca ou AVC, mais de 99% tinham algum destes fatores de risco. Já cerca de 93% dos observados tinham dois ou mais alertas.

 

O fator de risco mais frequente foi a hipertensão arterial. Mais de 95% dos pacientes sul-coreanos que tiveram algum problema cardíaco já tinham histórico de pressão alta. Entre os norte-americanos, foram mais de 93%.

 

Em território nacional, um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) em 2024 chama a atenção para um dado alarmante: cerca de 400 mil brasileiros morrem por ano em decorrência de doenças cardiovasculares, como o AVC. Isso significa que, ao menos, uma pessoa morre a cada 90 segundos por essas razões.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/mais-de-99-das-pessoas-que-sofrem-infarto-ou-avc-apresentam-ao-menos-um-de-4-fatores-de-risco-diz-pesquisa,011cde7c3725b719d007b5b82001c8d13lrake4o.html?utm_source=clipboard - Foto: Freepik

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Problemas de sono têm associação com 172 doenças


Sono ruim, saúde ruim

 

Existem associações significativas entre as características do sono das pessoas e nada menos do que 172 doenças.

 

Esta é a conclusão de uma pesquisa internacional que analisou dados objetivos do sono de 88.461 adultos em vários países.

 

Segundo os pesquisadores, esses resultados destacam que a regularidade do sono - como a consistência na hora de dormir e a estabilidade do ritmo circadiano - é um fator crítico, de uma intensidade muito maior do que estimada até agora, no risco de um número incrivelmente grande de doenças.

 

Os dados, coletados ao longo de uma média de 6,8 anos, foram gerados por actigrafia, um exame não invasivo que utiliza um pequeno aparelho, do tamanho de um relógio de pulso, para monitorar os ciclos de atividade e repouso de uma pessoa por longos períodos - dias ou semanas de cada vez. Esses são dados objetivos, não dependendo da lembrança das pessoas de quanto tempo ou quão bem elas teriam dormido.

 

Sono e doenças

 

Os dados revelaram que 92 doenças tiveram mais de 20% do risco atribuído a maus hábitos de sono. Notavelmente, horários irregulares de dormir (após 00:30) foram associados a um risco 2,57 vezes maior de cirrose hepática, enquanto a baixa estabilidade interdiária aumentou o risco de gangrena em 2,61 vezes. Nenhuma dessas doenças é tipicamente associada a problemas de sono.

 

Além disso, o estudo contesta conclusões de estudos anteriores de que um "sono longo" (9 horas ou mais) seja prejudicial à saúde. Embora relatos subjetivos tenham associado sono longo a derrames e doenças cardíacas, os dados objetivos não confirmaram a larga maioria dessas associações anteriores.Medicamentos inovadores

 

A classificação incorreta pode ser a culpada: 21,67% dos que "dormiam muito" na verdade dormiram menos de 6 horas, sugerindo que o tempo passado na cama é frequentemente confundido com o tempo real de sono.

 

Conexão entre sono e doenças

 

Este estudo não tem dados suficientes para se tentar uma definição da causalidade e nem para avaliar o impacto de intervenções do sono nos desfechos das doenças.

 

Mas a equipe suspeita que vias inflamatórias representem uma possível ligação biológica entre o sono e as doenças.

 

"Nossas descobertas ressaltam a importância negligenciada da regularidade do sono," disse o professor Shengfeng Wang, coordenador do estudo. "É hora de ampliarmos nossa definição de sono de qualidade para além da mera duração."

 

Checagem com artigo científico:

 

Artigo: Phenome-wide Analysis of Diseases in Relation to Objectively Measured Sleep Traits and Comparison with Subjective Sleep Traits

Autores: Yimeng Wang, Qiaorui Wen, Siwen Luo, Lijuan Tang, Siyan Zhan, Jia Cao, Shengfeng Wang, Qing Chen

Publicação: Health Data Science

DOI: 10.34133/hds.0161

 

Fonte: https://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=problemas-sono-associacao-172-doencas&id=16989&nl=nlds#google_vignette - Imagem: Jess Foami/Pixabay