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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Alerta: 6 tipos de câncer crescem entre jovens, segundo Harvard


Estudo internacional aponta aumento dos tipos de câncer em pessoas com menos de 50 anos e acende alerta para fatores de risco

 

Um estudo internacional coordenado pela Universidade de Harvard acendeu um alerta importante.

 

A pesquisa identificou crescimento de seis tipos de câncer em pessoas com menos de 50 anos.

 

Os dados foram publicados em novembro de 2025 na revista da National Library of Medicine.

 

Quais tipos de câncer estão aumentando?

O levantamento aponta alta mais acelerada nos seguintes tumores:

 

Câncer colorretal.

Câncer cervical.

Câncer pancreático.

Câncer de próstata.

Câncer renal.

Mieloma múltiplo.

 

Entre eles, os casos de câncer colorretal chamam atenção especial.

 

Isso porque, além do aumento no número de diagnósticos, também há crescimento na mortalidade.

 

Câncer colorretal preocupa especialistas

O câncer colorretal aparece como um dos principais focos da pesquisa.

A estimativa é de que, até 2030, os casos aumentem:

90% entre jovens de 20 a 34 anos.

46% na faixa de 35 a 49 anos.

Atualmente, cerca de 10% dos diagnósticos globais desse tumor já ocorrem em pessoas com menos de 50 anos.

Para os pesquisadores, o número é considerado significativo.

 

O que o estudo analisou?

Os cientistas avaliaram dados registrados entre 2000 e 2017.

Foram examinados 13 tipos de câncer que apresentaram aumento em adultos jovens em pelo menos 10 países.

O crescimento foi mais evidente em nações com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) muito alto.

América do Norte, Europa e Oceania concentram parte importante desse avanço.

 

Qual pode ser a causa?

Os pesquisadores apontam que a obesidade pode ter papel central nesse cenário.

O aumento global do excesso de peso está associado a vários tipos de câncer.

Tumores relacionados ao metabolismo e à inflamação crônica tendem a crescer em populações com maior índice de obesidade.

Outro fator relevante é a ampliação dos programas de rastreamento.

Países como Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul investiram em diagnóstico precoce.

Isso pode ter elevado o número de casos identificados, especialmente em estágios iniciais.

Em alguns tumores, como próstata e tireoide, houve aumento na incidência, mas não na mortalidade.

Esse dado pode indicar detecção mais precoce e maior acesso a exames.

 

Ainda há limitações

Apesar dos resultados, os autores reconhecem limitações importantes.

Os bancos de dados analisados não incluíram partes da Ásia, África e América Latina.

Isso significa que o cenário global pode ser ainda mais complexo.

 

O que esse alerta significa?

O aumento de câncer em jovens reforça a importância de:

 

Manter hábitos saudáveis.

Controlar o peso corporal.

Realizar exames preventivos quando indicados.

Buscar avaliação médica diante de sintomas persistentes.

A comunidade científica defende novos estudos para compreender melhor as causas desse crescimento.

Identificar fatores de risco é essencial para desenvolver estratégias de prevenção mais eficazes.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/alerta-6-tipos-de-cancer-crescem-entre-jovens-segundo-harvard,055492f431cc6c310b905d8da6459a0fbld1asmt.html?utm_source=clipboard - Foto: Reprodução/Instagram/@harvard/Freepik / Saúde em Dia

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Estatinas poderiam prevenir dezenas de milhares de ataques cardíacos e derrames


A estatina, um medicamento para baixar o colesterol, pode ajudar na prevenção de ataques cardíacos e acidente vascular cerebral (AVC), sugere estudo realizado na Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, nos Estados Unidos. De acordo com o estudo, mais de 39.000 mortes, quase 100.000 ataques cardíacos não fatais e até 65.000 AVCs nos EUA poderiam ser evitados se as pessoas elegíveis para estatinas e outros medicamentos para baixar o colesterol estivessem tomando-os.

 

Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados de quase 5.000 adultos americanos com idades entre 40 e 75 anos que participaram de uma pesquisa anual de saúde dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA entre 2013 e 2020. A pesquisa incluiu dados sobre os níveis de colesterol LDL ("colesterol ruim") dos participantes e seu perfil geral de risco para a saúde cardiovascular. Os pesquisadores usaram essas informações para determinar se eles seriam elegíveis para tomar medicamentos para baixar o colesterol, de acordo com as diretrizes atuais.

 

Os pesquisadores descobriram que mesmo pessoas que já sofreram um ataque cardíaco e um AVC — e, portanto, apresentam maior risco de um evento subsequente — nem sempre recebem prescrição de estatinas. Apenas cerca de dois terços (68%) estão tomando estatinas, embora todos sejam elegíveis para esses medicamentos de acordo com as diretrizes, mostram os resultados. Além de prevenir ataques cardíacos e derrames, as estatinas, quando prescritas corretamente, também podem evitar cerca de 88.000 cirurgias de ponte de safena e procedimentos para desobstruir artérias bloqueadas ou entupidas por ano, estimaram. Se todos os elegíveis para o uso de estatinas as tomassem, os pesquisadores estimam que os níveis médios de colesterol LDL cairiam drasticamente e o risco de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral diminuiria em até 27%.

 

Segundo pesquisadores, metade dos americanos (47%) que nunca sofreram um ataque cardíaco ou um AVC são elegíveis para tomar estatinas de acordo com as diretrizes dos EUA, descobriram pesquisadores. Mas, segundo os resultados, menos de um quarto (23%) deles receberam prescrição dos medicamentos que salvam vidas. Um número substancial de sobreviventes de ataques cardíacos ou derrames também não está tomando os medicamentos, embora todos sejam elegíveis para eles de acordo com as diretrizes dos EUA. Para os autores, uma melhor educação do paciente e métodos de triagem aprimorados poderiam garantir que as pessoas certas estejam tomando as estatinas de que precisam.

 

Fonte: Journal of General Internal Medicine DOI: 10.1007/s11606-025-09625-0.

 

Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/21964/estatinas-poderiam-prevenir-dezenas-de-milhares-de-ataques-cardiacos-e-derrames.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral#google_vignette

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Estudo aponta seis hábitos comuns entre pessoas que chegam aos 100 anos


Pesquisa com 100 pessoas que passaram dos 100 anos revela práticas simples do dia a dia, como alimentação equilibrada, exercícios físicos e contato com a natureza, que ajudam a envelhecer com mais saúde e autonomia.

 

Longevidade

Viver mais e envelhecer de forma saudável e ativa é um dos grandes objetivos da sociedade atual. Embora não exista uma fórmula mágica para a longevidade, um estudo da UnitedHealthcare com 100 centenários identificou seis hábitos recorrentes entre pessoas que chegaram aos 100 anos com qualidade de vida. As conclusões foram divulgadas pelo site Health.

 

Alimentação equilibrada

Comer bem foi apontado como essencial por 67% dos centenários entrevistados. Apesar de nenhum alimento específico ter sido citado, pesquisas indicam que dietas ricas em ultraprocessados aumentam, no longo prazo, o risco de doenças cardíacas, AVC, declínio cognitivo e mortalidade. Em contrapartida, frutas, legumes e oleaginosas contribuem para a saúde do coração e do cérebro, ajudam a reduzir inflamações, melhoram o controle da glicose e fornecem nutrientes que protegem as células do estresse oxidativo, explica o professor Jordan Weiss ao Health.

 

Exercícios para manter a massa muscular

A prática de atividades para fortalecimento muscular apareceu na rotina de 46% dos centenários. Manter os músculos ativos ajuda a preservar a mobilidade e reduz o risco de quedas, comum com o avanço da idade. Um dos participantes resumiu o impacto do exercício ao afirmar que a atividade física fortalece o coração, mantém a mente ativa, o corpo em movimento e a saúde estável.

 

Caminhadas regulares

Cerca de 42% dos entrevistados relataram fazer caminhadas ou trilhas semanalmente. Um estudo publicado na revista The Lancet associou a média de 7 mil passos por dia a um menor risco de doenças cardíacas, câncer e morte precoce. Além do exercício em si, caminhar ao ar livre traz benefícios extras, como o contato com a natureza, que está ligado à redução do estresse, melhora do humor e fortalecimento do sistema imunológico.

 

Práticas para reduzir o estresse

Atividades voltadas ao controle do estresse, como meditação e exercícios de respiração, faziam parte da rotina de 36% dos centenários. Segundo Weiss, o estresse crônico acelera o envelhecimento biológico, aumenta o cortisol, prejudica o sono e afeta a saúde cardiovascular. Técnicas simples de relaxamento ajudam a acalmar o organismo e a reduzir esses efeitos.

 

Jardinagem

Quase 29% dos participantes disseram cuidar de um jardim regularmente. A atividade reúne movimento físico, contato com a natureza, exposição ao sol, rotina e sensação de propósito, fatores associados a um envelhecimento mais saudável.

 

Exercícios cardiovasculares

Atividades aeróbicas como corrida, natação e ciclismo faziam parte da rotina de 28% dos centenários. Esses exercícios melhoram a circulação sanguínea, aumentam a capacidade respiratória e ajudam a manter a resistência física ao longo dos anos.

 

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2342394/estudo-aponta-seis-habitos-comuns-entre-pessoas-que-chegam-aos-100-anos - © Shutterstock

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Qual o tempo diário mínimo de exercício para manter a saúde? Veja


Pesquisadores de Edimburgo afirmam que poucos minutos de exercício físico por dia já são suficientes para afastar problemas de saúde

 

O exercício físico é essencial para manter a saúde e o bem-estar. Afinal, se manter em movimento regularmente previne o surgimento de doenças crônicas, afasta o sobrepeso e também contribui para a saúde mental. Mas quanto tempo do seu dia você deve separar para dedicar aos exercícios? Um estudo recente parece ter encontrado a resposta.

 

Uma pesquisa publicada na revista Jama Network sugere que 20 minutos diários de atividades físicas, entre moderadas a intensas, são suficientes para reduzir os problemas de saúde que levam as pessoas às internações hospitalares mais comuns.

 

"A substituição de 20 minutos por dia de tempo sedentário por 20 minutos por dia de atividades físicas foi associada a reduções significativas no risco de uma ampla gama de condições", afirmaram os autores do estudo. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Eleanor Watts, da Universidade de Edimburgo.

 

De acordo com os resultados, a prática regular de atividades físicas foi capaz de diminuir os riscos para 9 das 25 razões mais comuns de internação. As enfermidades que mais diminuíram em riscos com uma rotina de exercícios foram a doença da vesícula biliar, a diabetes e as infecções do trato urinário.

 

Para mensurar o impacto das atividades físicas na saúde das pessoas, os pesquisadores avaliaram o histórico de saúde de 81 mil moradores da Inglaterra com idades entre 42 e 78 anos. Os participantes também receberam monitores de pulso, que rastrearam a frequência cardíaca deles pelo período de uma semana.

 

Benefícios do exercício físico

Para ter mais ânimo para treinar, é interessante saber como a atividade física regular impacta no seu organismo. "O exercício físico estimula a circulação sanguínea e contribui para a queima de gordura. Dessa forma, a prática ajuda a desenvolver os músculos e também fortalecer o sistema imunológico", explica a cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV).

 

Além disso, ele também é uma importante atividade para um envelhecimento saudável, destaca a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e membro da Sociedade Brasileira para o Estudo do Envelhecimento.

 

"Ele é capaz de prevenir o desenvolvimento de doenças hepáticas, proteger o metabolismo das consequências do envelhecimento. Também beneficia o cérebro e a saúde mental, ajudar a tratar a ansiedade crônica e promover alterações epigenéticas no nosso DNA. Tudo isso diminui o risco de doenças", explica a especialista.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/qual-o-tempo-diario-minimo-de-exercicio-para-manter-a-saude-veja,ce878816415cb3546ea9219d07528bedgrz8gzq6.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

domingo, 19 de outubro de 2025

Mais de 99% das pessoas que sofrem infarto ou AVC apresentam ao menos um de 4 fatores de risco, diz pesquisa


Entre os fatores preocupantes, estão a pressão alta, o colesterol, o açúcar no sangue e o tabagismo

 

Mais de 99% das pessoas que sofrem infarto, AVC ou insuficiência cardíaca apresentam ao menos um dos quatro fatores de risco principais: hipertensão, colesterol alto, glicose elevada ou tabagismo, segundo estudo internacional.

 

Não acontece "do nada". Quase todas as pessoas que têm um infarto, AVC ou insuficiência cardíaca já carregam sinais de alerta. Pelo menos é o que aponta uma pesquisa publicada no periódico científico Journal of the American College of Cardiology. De acordo com o estudo, 99% apresentam ao menos um fator de risco elevado, como pressão alta, colesterol elevado, açúcar no sangue ou tabagismo.

 

O levantamento foi realizado por pesquisadores da Universidade de Yonsei, na Coreia do Sul, e da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos. O resultado foi fruto de estudo e observação por cerca de duas décadas. Neste período, as instituições analisaram os históricos médicos de mais de 9,3 milhões de adultos sul-coreanos maiores de 20 anos e 6.800 norte-americanos entre 45 e 84 anos. 

 

Os pesquisadores avaliaram a presença de quatro principais fatores de risco cardiovascular nos pacientes: pressão arterial, colesterol, glicose no sangue e tabagismo, verificando se estes estavam em níveis considerados indesejáveis.

 

Segundo a Associação Americana do Coração (American Heart Association), os patamares de risco são:

 

Pressão arterial: igual ou maior que 120 por 80 mmHg, ou em tratamento (tomando medicamento);

Colesterol total: igual ou maior que 200 mg/dL, ou em tratamento;

Glicose de jejum: igual ou maior que 100 mg/dL, com diagnóstico de diabetes ou em tratamento;

Tabaco: paciente fuma atualmente ou fumou no passado

 

O resultado surpreendeu. Entre os que já desenvolveram alguma doença coronariana, insuficiência cardíaca ou AVC, mais de 99% tinham algum destes fatores de risco. Já cerca de 93% dos observados tinham dois ou mais alertas.

 

O fator de risco mais frequente foi a hipertensão arterial. Mais de 95% dos pacientes sul-coreanos que tiveram algum problema cardíaco já tinham histórico de pressão alta. Entre os norte-americanos, foram mais de 93%.

 

Em território nacional, um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) em 2024 chama a atenção para um dado alarmante: cerca de 400 mil brasileiros morrem por ano em decorrência de doenças cardiovasculares, como o AVC. Isso significa que, ao menos, uma pessoa morre a cada 90 segundos por essas razões.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/mais-de-99-das-pessoas-que-sofrem-infarto-ou-avc-apresentam-ao-menos-um-de-4-fatores-de-risco-diz-pesquisa,011cde7c3725b719d007b5b82001c8d13lrake4o.html?utm_source=clipboard - Foto: Freepik

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Problemas de sono têm associação com 172 doenças


Sono ruim, saúde ruim

 

Existem associações significativas entre as características do sono das pessoas e nada menos do que 172 doenças.

 

Esta é a conclusão de uma pesquisa internacional que analisou dados objetivos do sono de 88.461 adultos em vários países.

 

Segundo os pesquisadores, esses resultados destacam que a regularidade do sono - como a consistência na hora de dormir e a estabilidade do ritmo circadiano - é um fator crítico, de uma intensidade muito maior do que estimada até agora, no risco de um número incrivelmente grande de doenças.

 

Os dados, coletados ao longo de uma média de 6,8 anos, foram gerados por actigrafia, um exame não invasivo que utiliza um pequeno aparelho, do tamanho de um relógio de pulso, para monitorar os ciclos de atividade e repouso de uma pessoa por longos períodos - dias ou semanas de cada vez. Esses são dados objetivos, não dependendo da lembrança das pessoas de quanto tempo ou quão bem elas teriam dormido.

 

Sono e doenças

 

Os dados revelaram que 92 doenças tiveram mais de 20% do risco atribuído a maus hábitos de sono. Notavelmente, horários irregulares de dormir (após 00:30) foram associados a um risco 2,57 vezes maior de cirrose hepática, enquanto a baixa estabilidade interdiária aumentou o risco de gangrena em 2,61 vezes. Nenhuma dessas doenças é tipicamente associada a problemas de sono.

 

Além disso, o estudo contesta conclusões de estudos anteriores de que um "sono longo" (9 horas ou mais) seja prejudicial à saúde. Embora relatos subjetivos tenham associado sono longo a derrames e doenças cardíacas, os dados objetivos não confirmaram a larga maioria dessas associações anteriores.Medicamentos inovadores

 

A classificação incorreta pode ser a culpada: 21,67% dos que "dormiam muito" na verdade dormiram menos de 6 horas, sugerindo que o tempo passado na cama é frequentemente confundido com o tempo real de sono.

 

Conexão entre sono e doenças

 

Este estudo não tem dados suficientes para se tentar uma definição da causalidade e nem para avaliar o impacto de intervenções do sono nos desfechos das doenças.

 

Mas a equipe suspeita que vias inflamatórias representem uma possível ligação biológica entre o sono e as doenças.

 

"Nossas descobertas ressaltam a importância negligenciada da regularidade do sono," disse o professor Shengfeng Wang, coordenador do estudo. "É hora de ampliarmos nossa definição de sono de qualidade para além da mera duração."

 

Checagem com artigo científico:

 

Artigo: Phenome-wide Analysis of Diseases in Relation to Objectively Measured Sleep Traits and Comparison with Subjective Sleep Traits

Autores: Yimeng Wang, Qiaorui Wen, Siwen Luo, Lijuan Tang, Siyan Zhan, Jia Cao, Shengfeng Wang, Qing Chen

Publicação: Health Data Science

DOI: 10.34133/hds.0161

 

Fonte: https://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=problemas-sono-associacao-172-doencas&id=16989&nl=nlds#google_vignette - Imagem: Jess Foami/Pixabay

quarta-feira, 30 de julho de 2025

Adolescentes que dormem mais têm melhor desempenho cerebral


Um novo estudo realizado por pesquisadores das universidades de Cambridge e Fudan revelou que adolescentes que dormem mais horas - e vão para a cama mais cedo - apresentam melhor funcionamento cerebral e têm desempenho superior em testes cognitivos. A pesquisa, publicada na revista Cell Reports, analisou dados de mais de 3.200 jovens de 11 a 14 anos nos Estados Unidos, usando pulseiras inteligentes (Fitbits) para monitorar padrões reais de sono.

 

Apesar das pequenas diferenças de tempo de sono entre os grupos analisados - cerca de 15 minutos -, os efeitos foram notáveis. O grupo que dormia mais cedo e por mais tempo (em média, 7h25 por noite) teve maior volume cerebral e se saiu melhor em testes de vocabulário, leitura, resolução de problemas e atenção. Por outro lado, o grupo que dormia mais tarde e menos (em média, 7h10) apresentou menor volume cerebral e desempenho inferior.

 

Mesmo assim, nenhum dos grupos atingiu a recomendação de 8 a 10 horas de sono para essa faixa etária, feita por especialistas em medicina do sono.

 

Além disso, adolescentes com melhor qualidade de sono apresentaram frequência cardíaca mais baixa durante o descanso, o que é um indicador de boa saúde.Compre vitaminas e suplementos

 

O estudo reforça a importância de uma boa noite de sono durante a adolescência - fase crítica para o desenvolvimento do cérebro - e sugere que mudanças simples nos hábitos podem fazer grande diferença no aprendizado e bem-estar.

 

Fonte: Cell Reports. DOI: 10.1016/j.celrep.2025.115565.

 

Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/21160/adolescentes-que-dormem-mais-tem-melhor-desempenho-cerebral.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral#google_vignette

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Estudo indica as 10 atividades físicas mais buscadas por brasileiros


Se você quer começar a praticar esporte, mas não sabe por onde começar, veja quais são as possíveis tendências no Brasil

 

Mais de 60% da população brasileira deixou de praticar qualquer tipo de atividade física, como aponta um estudo feito pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz). Abandonar os exercícios abriu portas para diferentes problemas de saúde física e mental. Com a crise sanitária controlada, os brasileiros agora estão correndo atrás do prejuízo.

 

Quem pensa que a musculação é a única atividade procurada está enganado. De acordo com o GetNinjas, aplicativo para contratação de serviços, as pessoas estão explorando outros esportes e exercícios. Confira, abaixo, a lista com as dez aulas mais buscadas na plataforma:

 

1. Dança de salão

A dança de salão possibilita um casal se exercitar e se divertir juntos, o que faz com que ela venha ganhando cada vez mais adeptos. De acordo com o GetNinjas, a demanda por aulas de dança de salão aumentou 154% no mês de março em comparação com o mesmo período do ano passado. Além dos benefícios físicos que a prática oferece, a dança também estimula a cumplicidade e sintonia entre os praticantes.

 

2. Forró

Ritmo característico do Brasil e especial das festas juninas, o forró tem sido uma das atividades físicas cada vez mais procuradas na plataforma. Segundo os dados, a procura pelas aulas de forró aumentou 132% em comparação com março do ano passado. Além de aprender uma nova dança, é possível queimar calorias, tonificar os músculos das pernas e exercitar o equilíbrio.

 

3. Funk

Da mesma forma que vem ganhando o cenário internacional, o funk também está se destacando como modalidade de exercício físico. Segundo o GetNinjas, a busca por aulas do estilo musical aumentou 88% em março de 2022; em comparação com mês anterior, o crescimento foi de 36%. Dançar funk um exercício de alto impacto que tonifica os músculos do abdômen e das costas.

 

4. Futebol

Tão querido pelos brasileiros, dificilmente o futebol estaria de fora dessa lista. De acordo com o aplicativo, o número de solicitações para prática de futebol aumentou 42% em relação ao mês de março do ano passado. O aumento também pode ser explicado por esse ano se tratar de um ano de Copa.

 

5. Natação

Segundo a plataforma, o volume de pedidos para professores de natação aumentou mais de 66% no comparativo entre março de 2022 e o mesmo período do ano passado. Apesar de ser uma atividade física de baixo impacto, o esporte aumenta a capacidade pulmonar e proporciona a perda de peso.

 

6. Boxe

Inspirados em grandes personagens do cinema como Rocky Balboa, muitos usuários do GetNinjas tem demonstrado interesse em aulas de boxe. De acordo com a plataforma, os professores da luta viram a demanda crescer em 65% em março de 2022. Praticar boxe fortalece a musculatura e o sistema cardiorrespiratório.

 

7. Muay Thai

A arte milenar tailandesa rompeu as fronteiras da Ásia e conquista cada vez mais adeptos ao redor do mundo. No Brasil, o GetNinjas identificou um acréscimo de 36% na procura por aulas de Muay Thai em comparação com março de 2021. Assim como o boxe, a arte marcial asiática é um exercício de alta intensidade que fortalece a musculatura e o sistema cardiorrespiratório.

 

8. Tênis

O tênis é uma ótima opção de atividade física para casais e famílias, já que pode ser praticado em duplas. O esporte proporciona um melhor condicionamento físico, aprimora a coordenação motora, estimula a flexibilidade e a queima de calorias. Segundo a plataforma de prestação de serviços, a busca por aulas de tênis aumentou 15% em março.

 

9. Patins

Assim como algumas tendências dos anos 80, o patins voltou com tudo. Esta é uma atividade física bastante democrática, já que pode ser praticada por adultos e crianças. Mesmo com a possibilidade de aprender a patinar sozinho, é possível contar com uma ajuda especializada. No Getninjas, o número de pedidos por aulas de patins cresceu 27% em relação a março de 2021.

 

10. Skate

Depois da medalha de prata conquistada por Rayssa Leal, a nossa fadinha, na última Olimpíada, o skate se tornou uma febre entre as crianças. Quem pensou na época que se tratava de um hype passageiro se enganou. Desde a competição o volume de solicitações por professores de skate continua a crescer; em comparação com março do ano passado, a demanda aumentou 107% em março de 2022, segundo o GetNinjas.

 

Fonte: https://sportlife.com.br/as-10-atividades-fisicas-mais-buscadas-pelos-brasileiros/ - Foto: Shutterstock

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Pesquisa aponta combinação de fatores que aumenta em 83% o risco de morte após os 50 anos


Estudo também mostra que é possível diagnosticar as condições com medidas simples, abrindo caminho para o maior acesso ao diagnóstico

 

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em parceria com a University College London, no Reino Unido, concluiu que o acúmulo de gordura abdominal associado à perda de massa muscular representa um aumento de 83% no risco de morte em comparação a pessoas que não apresentam as duas condições.

 

A combinação é tão perigosa que, de acordo com o estudo, identifica um problema ainda maior, conhecido como obesidade sarcopênica e caracterizado pela perda de massa muscular, ao mesmo tempo em que ocorre o ganho de gordura em todo o corpo. Trata-se de uma condição difícil de ser diagnosticada e está relacionada à perda de autonomia e piora na qualidade de vida da pessoa idosa, à chamada síndrome da fragilidade e ao aumento do risco de quedas, entre outras comorbidades.

 

"Além de avaliar o risco de morte associado à obesidade abdominal e à baixa massa muscular, conseguimos comprovar que com métodos simples é possível detectar a obesidade sarcopênica. Isso é importante, pois a falta de consenso sobre critérios diagnósticos dessa doença dificulta sua detecção e tratamento", afirma Tiago da Silva Alexandre, professor do Departamento de Gerontologia da UFSCar e um dos autores do estudo, apoiado pela Fapesp. "Dessa forma, nossos achados permitem ampliar o acesso das pessoas idosas a intervenções antecipadas, como acompanhamento nutricional e exercícios físicos, garantindo melhora na qualidade de vida."

 

Os resultados, publicados na revista Aging Clinical and Experimental Research, foram obtidos a partir do acompanhamento durante 12 anos de 5.440 participantes do English Longitudinal Study of Ageing (ELSA) com 50 anos ou mais de idade.

 

Dispensando o diagnóstico dispendioso

A obesidade sarcopênica costuma ser diagnosticada por meio de exames complexos, como ressonância magnética, tomografia computadorizada, bioimpedância elétrica ou densitometria, que identificam o excesso de gordura corporal e a redução da massa e função muscular. No entanto, apesar da alta precisão, eles são onerosos e estão restritos a poucos serviços de saúde, o que torna o diagnóstico da doença um grande desafio na prática clínica.

 

"Ao correlacionar os dados dos participantes do Estudo ELSA verificamos que medidas simples, como medir a circunferência abdominal e estimar a massa magra (por meio de uma equação consolidada que utiliza variáveis clínicas como idade, sexo, peso, raça e estatura), mostraram pela primeira vez que é possível triar esses indivíduos precocemente", celebra Alexandre.

 

A relação entre perda de massa muscular e obesidade abdominal tem um efeito amplificado sobre o metabolismo. "O estudo revelou que indivíduos com ambas as condições apresentaram um risco de morte 83% maior em comparação àqueles que não as possuíam. Constatamos também que o risco de morte foi reduzido em 40% entre aqueles com baixa massa muscular e sem obesidade abdominal, dado que reforça o potencial perigo da coexistência das condições. Curiosamente, indivíduos com obesidade abdominal, mas com massa muscular adequada não foram associados ao maior risco de morte", detalha Valdete Regina Guandalini, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), pesquisadora do Departamento de Gerontologia da UFSCar e primeira autora do artigo.

 

Guandalini explica que o excesso de gordura intensifica processos inflamatórios que desencadeiam alterações metabólicas e catabólicas, agravando ainda mais a perda muscular. "Além de uma condição interferir na outra, a gordura infiltra-se no músculo, ocupando seu espaço. Trata-se de uma inflamação sistêmica e progressiva que afeta diretamente o tecido muscular, comprometendo suas funções metabólicas, endócrinas, imunológicas e funcionais", afirma.

 

Como a definição de obesidade sarcopênica ainda não é um consenso entre os pesquisadores da área em todo o mundo, o estudo utilizou medidas mais simples para definir o que é obesidade abdominal e perda de massa muscular. Dessa forma, para predizer o risco de obesidade sarcopênica, os pesquisadores identificaram obesidade abdominal como circunferência abdominal maior que 102 centímetros para homens e 88 centímetros para mulheres. Simultaneamente, a baixa massa muscular foi definida a partir de um índice de massa muscular esquelética (obtida pela equação) menor que 9,36 kg/m2 para homens e menor que 6,73 kg/m2 para mulheres.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/pesquisa-aponta-combinacao-de-fatores-que-aumenta-em-83-o-risco-de-morte-apos-os-50-anos,bc24d88cf13ac5632b8b166388eb6b70iayn73d4.html?utm_source=clipboard - Maria Fernanda Ziegler - Foto: missty/Adobe Stock

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Exercício físico pode aumentar chance de sobrevivência de pacientes com câncer, indica pesquisa


Um programa de exercícios para pacientes com câncer colorretal pode reduzir o risco de morte em um terço, revela um grande estudo internacional.

 

Um programa de exercícios voltado a pacientes com câncer colorretal pode reduzir o risco de morte em um terço, revela um importante estudo internacional.

 

Os pesquisadores disseram que "não se trata de uma grande quantidade" de exercícios e que qualquer tipo de atividade física, desde natação até aulas de salsa, já conta pontos positivos.

 

Os resultados podem mudar a forma como esse tipo de tumor é tratado em todo o mundo, avaliam especialistas.

 

Cientistas já investigam se programas de exercícios também poderiam melhorar a sobrevida de pessoas com outras doenças, como o câncer de mama.

 

"Trata-se de uma mudança de mentalidade, de pensar no tratamento como algo que você faz, não apenas algo que você toma", avalia a pesquisadora Vicky Coyle, da Queen's University, em Belfast, na Irlanda do Norte.

 

No estudo, o programa de exercícios começou logo após a quimioterapia e os pacientes foram acompanhados por anos.

 

O objetivo era fazer com que as pessoas praticassem pelo menos o dobro da quantidade de exercícios estabelecida nas diretrizes para a população em geral.

 

Isso significa de três a quatro sessões de caminhada rápida por semana, com duração de 45 a 60 minutos, estima a professora Coyle.

 

Os participantes também tiveram acesso sessões semanais de treinamento presencial durante os primeiros seis meses. Posteriormente, esses encontros foram reduzidos a uma vez por mês.

 

O estudo, que envolveu 889 pacientes, incluiu metade dos voluntários no programa de exercícios.

 

A outra parcela apenas recebeu folhetos que traziam informações sobre um estilo de vida saudável.

 

Os resultados publicados no periódico acadêmico New England Journal of Medicine revelaram que em cinco anos:

 

80% das pessoas que se exercitaram permaneceram livres do câncer;

No grupo que só recebeu os folhetos, essa taxa foi de 74%;

Essa diferença representa uma redução de 28% no risco de recidiva ou de formação de um novo tumor.

Enquanto isso, oito anos após o início do tratamento contra o câncer:

 

10% das pessoas no programa de exercícios morreram;

No grupo que recebeu os folhetos, essa porcentagem foi de 17%;

Essa diferença representa um risco de morte 37% menor na parcela dos voluntários que fez o programa de treinamentos.

 

Como exercícios físicos ajudam a combater o câncer?

Não se sabe exatamente por que o exercício tem esse efeito benéfico, mas especialistas suspeitam que ele pode influenciar em fatores como a produção de hormônios do crescimento (que podem acelerar a multiplicação das células tumorais), nos níveis de inflamação e no funcionamento do sistema imunológico — que patrulha todo o corpo em busca de células doentes.

 

O pesquisador Joe Henson, da Universidade de Leicester, no Reino Unido, classifica os resultados como "empolgantes".

 

"Vi em primeira mão como os treinos reduziram a fadiga, melhoraram o humor e aumentaram a força física das pessoas", conta ele.

 

"Sabemos que a atividade física regula diversos processos biológicos importantes que podem explicar esses resultados, e pesquisas futuras nos ajudarão a descobrir por que o exercício tem um impacto tão positivo", conclui ele.

 

O câncer colorretal é o quarto tipo de câncer mais comum no Brasil (atrás dos tumores de pele não melanoma, de mama e de próstata), com cerca de 45,6 mil pessoas diagnosticadas com a doença a cada ano.

 

A enfermeira Caroline Geraghty, da Cancer Research UK, uma associação britânica que fomenta pesquisas em oncologia no Reino Unido, entende que o estudo "tem o potencial de transformar a prática clínica".

 

"Mas isso apenas acontecerá se os serviços de saúde tiverem o financiamento e a equipe necessários para tornar isso uma realidade para todos os pacientes", conclui ela.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/exercicio-fisico-pode-aumentar-chance-de-sobrevivencia-de-pacientes-com-cancer-indica-pesquisa,7fbd58bbbcce937701e4a1f2b3a0d0d08zxx4xrv.html?utm_source=clipboard - James Gallagher - Correspondente de Saúde e Ciência da BBC News - Foto: Getty Images / BBC News Brasil

terça-feira, 27 de maio de 2025

Entenda como ficar no celular antes de dormir pode prejudicar o sono


Estudo com quase 40 mil jovens mostra que cada hora extra de tela antes de dormir reduz o tempo de sono e compromete a qualidade do descanso

 

Pegar o celular para dar aquela última olhadinha nas redes sociais ou assistir a um vídeo antes de dormir parece inofensivo — mas pode estar sabotando seu sono. Um estudo publicado recentemente no periódico Frontiers Psychiatry reforça o alerta: o tempo de tela à noite tem impacto direto na qualidade do descanso e eleva significativamente o risco de insônia.

 

A pesquisa, realizada por cientistas da Noruega, Austrália e Suécia, analisou os hábitos de quase 40 mil pessoas com idades entre 18 e 28 anos. Para cada hora adicional de uso de dispositivos eletrônicos na cama, o risco de insônia aumenta em 59%, conclui a investigação. Além disso, a prática provoca uma redução média de 24 minutos no tempo total de sono.

 

De acordo com Leticia Soster, neurofisiologista clínica e médica do sono do Hospital Israelita Albert Einstein, as conclusões apresentadas pelo estudo confirmam o que os especialistas têm observado na sua prática clínica. Isso se deve, principalmente, a dois fatores: o primeiro deles é a luz azul, emitida por dispositivos eletrônicos, que afeta a produção de melatonina, hormônio que sinaliza para o nosso corpo que é hora de dormir.

 

"O segundo é comportamental: o conteúdo consumido, muitas vezes estimulante ou emocionalmente carregado, gera uma ativação cerebral que dificulta o relaxamento necessário para iniciar o sono. Ou seja, tanto a luz quanto o tipo de atividade acabam retardando e afetando o descanso", explica.

 

A curto prazo as consequências são mais leves. "O sono de má qualidade desencadeia problemas como irritabilidade, menor poder de concentração diurna, falhas de memória e dificuldade de aprendizado", diz a pneumologista e especialista em medicina do sono Luciane Impelliziere Luna de Mello, médica do Instituto do Sono, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

 

Depois de um tempo, os efeitos podem ser mais sérios. "Aumenta o risco de ansiedade e depressão e de questões físicas, como ganho de peso e maior predisposição a doenças metabólicas, como diabetes. O sono é fundamental para a manutenção geral da saúde", acrescenta Leticia.

 

A privação crônica de sono não afeta apenas o humor e o rendimento diário: a longo prazo, ela eleva o risco de doenças cardiovasculares — como infarto e acidente vascular cerebral — e compromete a saúde óssea, favorecendo o desenvolvimento de osteoporose. Além disso, o sono inadequado está ligado ao declínio cognitivo, aumentando o risco de demências como o Alzheimer, e enfraquece o sistema imunológico, reduzindo a capacidade do organismo de se defender contra infecções.

 

"Mas é importante reforçar que o impacto das telas não se mede apenas pelo tempo de uso, mas também pelo momento e pelo tipo de atividade. Às vezes, poucos minutos de uma atividade muito estimulante no celular antes de dormir já são suficientes para prejudicar o sono", diz Leticia.

 

Colocar limites para o uso de telas, especialmente no período da noite, é a única forma de se proteger desses prejuízos. "O ideal é evitar a exposição às telas duas horas antes de ir para a cama", orienta Luciane. Além disso, atualmente existem configurações nos celulares e tablets para reduzir a emissão de luz azul à noite, o que pode ajudar, mas não substitui a necessidade de reduzir o uso.

 

Para garantir noites mais reparadoras, a orientação é adotar uma rigorosa "higiene do sono". Isso inclui estabelecer horários fixos para dormir e acordar — sem abrir exceções em fins de semana ou feriados — e evitar, pelo menos três horas antes de se deitar, bebidas com cafeína (café, chás e refrigerantes) ou álcool. Também é importante optar por refeições leves à noite, manter o quarto o mais escuro e silencioso possível e regular a temperatura do ambiente para ficar agradável, sem calor ou frio excessivo.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/entenda-como-ficar-no-celular-antes-de-dormir-pode-prejudicar-o-sono,93722599b83b4302f8b6946b7a572bb0jfd9c5yo.html?utm_source=clipboard - Thais Szegö

domingo, 25 de maio de 2025

Pesquisa aponta os nutrientes que o cérebro humano mais precisa


Mais um trabalho que contribui para o envelhecimento saudável

 

Há muito tempo que a ciência defende a alimentação com ácidos graxos específicos, antioxidantes e alguns tipos de vitaminas para o bem-estar diário. Além disso, pesquisadores das Universidades de Nebraska-Lincoln e Illinois, dos Estados Unidos, indicaram os nutrientes ideais para o cérebro.

 

Saiba mais sobre os nutrientes ideais para o cérebro

Pesquisadores dessas instituições analisaram o perfil nutricional, marcadores sanguíneos e parâmetros do cérebro coletados por ressonância magnética nuclear de 100 pessoas saudáveis com idade entre 65 e 75 anos.

 

Assim, os sujeitos que consumiam mais verduras e frutas in natura apresentaram uma perda menor de cognição. E, além disso, eventuais diferenças de condicionamento físico não foram responsáveis pelos resultados. Soja, abacate, linhaça, noz, óleo de canola e alguns peixes são fontes de ácidos graxos insaturados foi o grupo de nutrientes ressaltado por este estudo.

 

Acréscimo

A Universidade de Harvard, dos Estados Unidos, mostrou em 2021 o estudo com 49,4 mil mulheres e 27,8 mil homens, que o maior consumo de antioxidantes, compostos encontrados principalmente em verduras e frutas in natura, associou-se a um pequeno risco de perdas cognitivas.

 

Fontes: Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e Neurology, 7 de setembro de 2021; Nature Aging, 21 de maio de 2024

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/pesquisa-aponta-os-nutrientes-que-o-cerebro-humano-mais-precisa,1913be6c783a1952ffe5e9ad21830beec1b70vdg.html?utm_source=clipboard  - Foto: Shutterstock / Sport