Mostrando postagens com marcador Exercício físico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Exercício físico. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de abril de 2026

Exercício físico: saiba reconhecer os sinais de infarto durante o treino


Praticar exercícios é vital, mas o corpo dá sinais quando algo vai mal. Aprenda a identificar sintomas de infarto durante o treino e saiba quando buscar ajuda.

 

A prática regular de atividades físicas é um dos pilares para uma vida longa e saudável. No entanto, é fundamental entender que o esforço intenso exige uma atenção redobrada com o coração.

 

Sentir um desconforto muscular após o treino é algo comum e esperado por quem se exercita. Mas, em alguns casos, o corpo emite alertas que podem indicar um princípio de infarto iminente.

 

Vamos detalhar como diferenciar o cansaço normal de um problema cardíaco grave e urgente. Aprenda a ouvir os sinais do seu organismo e saiba exatamente como agir em emergências.

 

Como diferenciar a dor muscular do risco cardíaco

A dor muscular costuma ser localizada e aparece especificamente durante o movimento ou após a sobrecarga. Geralmente, esse incômodo tende a diminuir de forma rápida assim que você interrompe a atividade física.

 

Já o sinal de alerta para o coração envolve sensações de pressão, aperto, queimação ou peso. Esses sintomas costumam se concentrar no centro do peito e podem ser acompanhados de outros sinais.

 

De acordo com o Dr. Daniel Petlik, cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, a atenção deve ser total. O médico afirma que a dor merece avaliação imediata quando apresenta um padrão novo ou persistente.

 

Sintomas de infarto que exigem atenção imediata

Muitas vezes, o problema não se manifesta apenas como uma dor aguda e insuportável no peito. O corpo pode dar sinais mais sutis, mas que são igualmente perigosos durante o esforço físico.

 

A falta de ar torna-se preocupante quando é desproporcional à intensidade do exercício que você realiza. Se ela surge de forma súbita ou impede a fala, o risco de infarto aumenta consideravelmente.

 

"Não é a 'respiração ofegante normal' do exercício, mas uma dispneia fora do padrão", explica o Dr. Daniel Petlik em entrevista ao portal Drauzio Varella.

 

Fique atenta aos sinais de alerta do seu corpo

 

Sensação de peso ou queimação constante que irradia para os braços, mandíbula ou costas.

Suor frio excessivo que aparece de repente, mesmo que o treino não esteja tão intenso.

Náuseas, tonturas ou uma sensação súbita de desmaio durante ou logo após o esforço.

Falta de ar progressiva que não melhora mesmo após alguns minutos de repouso total.

 

O que fazer ao sentir desconforto durante o treino

Ao notar qualquer um dos sintomas mencionados, a primeira atitude deve ser interromper o exercício imediatamente. Não é recomendável "insistir para ver se melhora" ou tentar finalizar a série de movimentos.

 

Se o desconforto persistir por mais de alguns minutos, a situação exige o acionamento do socorro médico. O serviço de emergência deve ser chamado pelo número 192 para um atendimento profissional e rápido.

 

Segundo o cardiologista Daniel Petlik, a avaliação precoce é determinante para reduzir danos permanentes ao músculo cardíaco. Quanto mais rápido o atendimento, maior a chance de evitar complicações graves e salvar a vida.

 

Guia de ação rápida em caso de suspeita

 

Pare o que está fazendo na mesma hora e procure um lugar ventilado para sentar.

Afrouxe as roupas para facilitar a respiração e tente manter a calma enquanto observa os sintomas.

Peça ajuda para alguém que esteja por perto, informando exatamente o que está sentindo no momento.

Se os sintomas incluírem náusea e suor frio, ligue para a emergência sem qualquer hesitação.

Evite dirigir o próprio carro até o hospital; aguarde a ambulância ou peça um transporte.

 

Quem faz parte do grupo com risco aumentado?

Embora o infarto possa ocorrer com qualquer pessoa, alguns fatores aumentam as chances de eventos cardíacos. O histórico familiar e o estilo de vida atual são pontos determinantes para a saúde do coração.

 

Pessoas com pressão alta, colesterol elevado, diabetes ou obesidade devem ter um acompanhamento médico mais rigoroso. O tabagismo e o sedentarismo prolongado também colocam o sistema cardiovascular em uma posição de vulnerabilidade.

 

O problema costuma aparecer no exercício intenso e abrupto praticado por quem não possui preparo físico prévio. A atividade física bem orientada reduz o risco a longo prazo, mas exige cautela no início.

 

Dicas para um treino seguro e saudável

Antes de iniciar qualquer modalidade esportiva, realize uma avaliação médica completa para checar sua saúde cardíaca. Exames de rotina ajudam a identificar problemas silenciosos que poderiam causar um infarto durante o esforço.

 

Respeite sempre o seu ritmo e evite comparar o seu desempenho com o de outras pessoas. A progressão da carga e da intensidade deve ser gradual e, preferencialmente, acompanhada por um profissional especializado.

 

Mantenha-se bem hidratada e evite treinar em ambientes com temperaturas muito extremas, como calor ou frio excessivos. O descanso adequado entre as sessões de treino também é vital para a recuperação do seu coração.

 

A importância da prevenção e do check-up regular

Muitas doenças do coração não apresentam sintomas claros até que o esforço físico atinja um nível crítico. Por isso, as consultas regulares com um cardiologista são a melhor forma de prevenir sustos graves.

 

Mulheres que já tiveram histórico de arritmias ou insuficiência cardíaca precisam de protocolos de treino personalizados e seguros. A saúde é um equilíbrio entre movimento consciente e monitoramento constante dos sinais vitais básicos.

 

Como reforça a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o exercício é um aliado, desde que praticado com responsabilidade. Ouça o seu coração, respeite seus limites e garanta uma vida ativa livre de riscos desnecessários.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/exercicio-fisico-saiba-reconhecer-os-sinais-de-infarto-durante-o-treino,e089fe64d69318f99c9df758250ece29i0hnn98u.html?utm_source=clipboard - Foto: Reprodução/Shutterstock

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Descubra qual o tempo ideal de atividade física para cada faixa etária


Especialista explica quanto se exercitar em cada idade para manter a saúde

 

A prática de atividade física é essencial para manter a saúde e prevenir doenças. Mas o tempo ideal de exercício varia conforme a idade e as condições de cada pessoa.

 

Saiba o tempo ideal de atividade física para cada faixa etária

Especialistas reforçam que não existe uma única regra para todos. A quantidade e a intensidade das atividades físicas devem respeitar a faixa etária e as limitações individuais.

 

Segundo a diretora técnica da Cia Athletica, Mônica Marques, é importante adaptar a rotina. “A atividade física vai depender das individualidades de cada pessoa”, explica.

 

Além disso, dados do Ministério da Saúde mostram um cenário preocupante. Cerca de 60% dos adultos estão acima do peso e 25% são obesos.

 

Tempo ideal de atividade física por idade

 

As recomendações variam conforme a fase da vida. Veja as orientações gerais para cada grupo.

 

5 a 17 anos

Crianças e adolescentes devem praticar cerca de 60 minutos de atividade física por dia. Os exercícios podem variar entre intensidade moderada e intensa.

Também é importante alternar as atividades ao longo da semana. O foco deve ser o movimento e o desenvolvimento saudável.

 

18 a 64 anos

Para adultos, o tempo varia conforme a intensidade do exercício. Atividades moderadas devem somar entre 150 e 300 minutos por semana.

Já atividades intensas podem variar entre 75 e 150 minutos semanais. A recomendação inclui musculação pelo menos duas vezes por semana.

 

Acima de 65 anos

Idosos devem seguir orientações semelhantes às dos adultos, respeitando seus limites. Exercícios moderados também podem variar entre 150 e 300 minutos semanais.

Além disso, é importante incluir atividades de fortalecimento muscular. Isso ajuda a manter a autonomia e prevenir quedas.

 

Exercício não é tudo

Apesar dos benefícios, a atividade física sozinha não garante emagrecimento. Outros fatores também influenciam diretamente a saúde.

 

“Para emagrecer, é necessário estar em déficit calórico”, explica a especialista. Isso significa consumir menos calorias do que o corpo gasta.

 

Uma alimentação equilibrada, boas noites de sono e hidratação adequada são fundamentais. Esses hábitos ajudam a potencializar os resultados dos exercícios.

 

Fonte: https://sportlife.com.br/descubra-qual-o-tempo-ideal-de-atividade-fisica-para-cada-faixa-etaria/ - Foto: SHutterstock


segunda-feira, 30 de março de 2026

Atividade física: 7 razões para se movimentar e transformar sua rotina


Mais do que estética ou desempenho, a prática está diretamente ligada à prevenção de doenças e à garantia do bem-estar

 

Um olhar mais atento para escolhas cotidianas faz diferença a longo prazo. Em meio a rotinas aceleradas, longas horas sentadas e altos níveis de estresse, a atividade física surge como uma das ferramentas mais acessíveis e poderosas para promover equilíbrio e bem-estar.

 

Mais do que estética ou desempenho, o movimento está diretamente ligado à prevenção de doenças, ao controle emocional e até à forma de lidar com desafios diários. Segundo o preparador físico Ricardo Neves Fernandes, do Studio Vowi, o maior erro ainda é enxergar o exercício como algo secundário.

 

"As pessoas costumam esperar tempo, motivação ou um cenário ideal para começar, mas o corpo precisa de estímulo constante. A atividade física não entra na rotina quando sobra tempo, ela precisa ser prioridade para que a saúde não cobre essa conta depois", explica.

 

A seguir, o especialista destaca 7 benefícios da atividade física que vão além do óbvio e ajudam a entender por que se movimentar é essencial. Confira!

 

1. O corpo cobra a falta de movimento

Ficar muitas horas parado impacta a circulação sanguínea, a postura e até a saúde hormonal. Pequenas pausas ativas ao longo do dia ajudam a reduzir dores e a aumentar a disposição. "Quando você se movimenta, seu corpo responde rápido. Menos dor, mais energia e mais vontade de continuar", comenta Ricardo Neves Fernandes.

 

2. Exercício não é só físico, é mental

A prática regular de atividade física ajuda a reduzir sintomas de ansiedade e melhora o foco. Isso acontece porque o exercício regula neurotransmissores ligados ao humor e à sensação de recompensa. "Muita gente começa a treinar pelo corpo e continua pela cabeça. O impacto na saúde mental é um dos maiores ganhos", afirma.

 

3. Mais energia ao longo do dia

Ao contrário do que muitos pensam, se exercitar não "cansa mais". Pelo contrário, melhora a oxigenação e faz o corpo funcionar melhor, resultando em mais disposição. "O sedentarismo cansa mais do que o exercício. O corpo parado entra em um ciclo de baixa energia", explica o especialista.

 

4. Sono de qualidade começa durante o dia

A atividade física ajuda a regular o ciclo do sono, facilitando o descanso profundo. Isso impacta diretamente a memória, o humor e a produtividade. "Dormir melhor não começa à noite, começa com o que você faz ao longo do dia, incluindo se movimentar", diz Ricardo Neves Fernandes.

 

5. Prevenção silenciosa de doenças

Doenças como diabetes, hipertensão e obesidade se desenvolvem aos poucos. O exercício atua de forma preventiva, regulando funções metabólicas e reduzindo riscos. "A atividade física é um investimento invisível. Você não vê na hora, mas sente a diferença ao longo dos anos", reforça.

 

6. Fortalecer o corpo é ganhar autonomia

Músculos e ossos fortes significam mais independência, menos dores e menor risco de lesões, principalmente com o passar do tempo. "Treinar hoje é garantir mobilidade e qualidade de vida no futuro. Isso é algo que muita gente só percebe tarde demais", alerta.

 

7. Consistência vale mais que intensidade

Não é preciso treinar pesado todos os dias. O mais importante é manter uma rotina possível e sustentável. "O melhor treino é aquele que você consegue manter. Não adianta intensidade por uma semana e parar depois", finaliza Ricardo Neves Fernandes.

 

Comece de onde dá, com o que é possível. Caminhar, subir escadas, fazer pausas ativas ou incluir treinos na rotina já são passos importantes. Afinal, cuidar da saúde não é sobre grandes mudanças de uma vez, mas sobre escolhas consistentes todos os dias.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/atividade-fisica-7-razoes-para-se-movimentar-e-transformar-sua-rotina,0231b4b16b817992a895a89b68100f0b6on3xt87.html?utm_source=clipboard - Por Gabriela Andrade - Foto: PeopleImages | Shutterstock / Portal EdiCase

domingo, 11 de janeiro de 2026

Caminhada: uma boa opção de atividade física no verão


     Com o início da estação de verão, a época é propícia para fazer caminhada entre várias atividades físicas. Ela pode ser realizada por crianças, jovens, adultos e idosos, individualmente ou em grupos, de acordo com as condições físicas de cada um.

 

     Os exercícios físicos e, em especial, a caminhada fazem bem para o corpo e a mente. Segundo estudos, caminhar reduz o risco de morte por doenças cardíacas, derrame, hipertensão e diabetes. Também ajuda no controle do peso e emagrece, combate a osteoporose, melhora a circulação, afasta a depressão, aumenta a sensação de bem-estar e, além disso, ela pode ajudá-lo a ter um sistema imunológico mais forte, minimizando os riscos de doenças e reduzindo suas consequências.

 

     A caminhada é uma excelente atividade física quando feita sob certas condições: antes de iniciar um programa de caminhada, a pessoa deve procurar um médico para fazer uma bateria de exames e testes de aptidão física; feito isso, inicie suas caminhadas com regularidade, o mínimo são três dias por semana em dias intercalados, iniciando por trinta minutos e aumentando gradativamente; e antes e após de cada caminhada faça alguns alongamentos.

 

     O horário ideal é pela manhã até às 10 horas ou pela tarde a partir das 17 horas, mas mantendo o mesmo horário. Procure locais poucos poluídos e menos perigosos como: praças, parques, praias e espaços esportivos. Evite caminhar nas avenidas e nos acostamentos das rodovias, que além da poluição dos carros, motos e caminhões tem o perigo de atropelamento por estes veículos.

 

     Use shorts e camisetas folgadas, leves, de algodão e cores claras; tênis macio com palmilhas amortecedoras e meias de algodão. Podem ser usados boné e óculos escuros. Procure evitar tecidos sintéticos, sapatos, chinelos e agasalhos.

 

     A postura do corpo deve ser ereta e com a cabeça erguida, os braços devem estar descontraídos com movimentos rítmicos durante as passadas.

 

     A caminhada deve ser em velocidade rápida, porém confortável dentro do seu limite. Respire sempre pelo nariz. Nas primeiras semanas, o ritmo inicial deve ser de 100 metros em 1 minuto, ou seja, caminhar 3 km em 30 minutos e aumentar gradativamente até uma hora, chegando aos 8 km. Uma hora de caminhada se gasta em torno de 300 a 400 calorias, de acordo com a intensidade.

 

     Não pratique exercícios em jejum. Procure tomar um copo de suco ou coma uma fruta antes da caminhada. Para se reidratar nos dias de exercícios, tome de preferência água, sucos ou água de coco, no mínimo de 2 a 3 litros.

 

     Em caso de dúvida, procure um professor de educação física habilitado, para poder lhe orientar sob os benefícios das atividades físicas.

 

     Se você ainda não pratica a caminhada, tome esta decisão agora e melhore sua qualidade de vida, o corpo e a mente agradecem.

 

Por Professor José Costa

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Qual o tempo diário mínimo de exercício para manter a saúde? Veja


Pesquisadores de Edimburgo afirmam que poucos minutos de exercício físico por dia já são suficientes para afastar problemas de saúde

 

O exercício físico é essencial para manter a saúde e o bem-estar. Afinal, se manter em movimento regularmente previne o surgimento de doenças crônicas, afasta o sobrepeso e também contribui para a saúde mental. Mas quanto tempo do seu dia você deve separar para dedicar aos exercícios? Um estudo recente parece ter encontrado a resposta.

 

Uma pesquisa publicada na revista Jama Network sugere que 20 minutos diários de atividades físicas, entre moderadas a intensas, são suficientes para reduzir os problemas de saúde que levam as pessoas às internações hospitalares mais comuns.

 

"A substituição de 20 minutos por dia de tempo sedentário por 20 minutos por dia de atividades físicas foi associada a reduções significativas no risco de uma ampla gama de condições", afirmaram os autores do estudo. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Eleanor Watts, da Universidade de Edimburgo.

 

De acordo com os resultados, a prática regular de atividades físicas foi capaz de diminuir os riscos para 9 das 25 razões mais comuns de internação. As enfermidades que mais diminuíram em riscos com uma rotina de exercícios foram a doença da vesícula biliar, a diabetes e as infecções do trato urinário.

 

Para mensurar o impacto das atividades físicas na saúde das pessoas, os pesquisadores avaliaram o histórico de saúde de 81 mil moradores da Inglaterra com idades entre 42 e 78 anos. Os participantes também receberam monitores de pulso, que rastrearam a frequência cardíaca deles pelo período de uma semana.

 

Benefícios do exercício físico

Para ter mais ânimo para treinar, é interessante saber como a atividade física regular impacta no seu organismo. "O exercício físico estimula a circulação sanguínea e contribui para a queima de gordura. Dessa forma, a prática ajuda a desenvolver os músculos e também fortalecer o sistema imunológico", explica a cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV).

 

Além disso, ele também é uma importante atividade para um envelhecimento saudável, destaca a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e membro da Sociedade Brasileira para o Estudo do Envelhecimento.

 

"Ele é capaz de prevenir o desenvolvimento de doenças hepáticas, proteger o metabolismo das consequências do envelhecimento. Também beneficia o cérebro e a saúde mental, ajudar a tratar a ansiedade crônica e promover alterações epigenéticas no nosso DNA. Tudo isso diminui o risco de doenças", explica a especialista.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/qual-o-tempo-diario-minimo-de-exercicio-para-manter-a-saude-veja,ce878816415cb3546ea9219d07528bedgrz8gzq6.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Atividade física está associada à melhoria da saúde mental e cerebral


Um estudo da Universidade Fudan em Xangai, na China, sugere que movimentar o corpo ajuda o cérebro. Pessoas que se exercitam regularmente têm melhor saúde mental e cerebral. Pesquisadores descobriram que atividades físicas moderadas a vigorosas reduzem o risco de demência, AVC, ansiedade, depressão e distúrbios do sono.

 

Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados de mais de 73.000 residentes do Reino Unido, com idade média de 56 anos, que usaram dispositivos de rastreamento de movimento por sete dias. Os dispositivos monitoraram atividade física, a energia gasta nessas atividades e o tempo que passavam sentados a cada dia. A equipe usou esses dados para quantificar a atividade física de cada pessoa como equivalentes metabólicos (METs).

 

Eles disseram que atividades físicas moderadas, como caminhar ou limpar, queimam cerca de três METs, enquanto exercícios mais intensos, como andar de bicicleta, podem queimar cerca de seis METs, dependendo da velocidade. Os resultados mostram que pessoas que praticavam atividades moderadas a vigorosas tinham de 14% a 40% menos probabilidade de desenvolver as condições de saúde mental e cerebral monitoradas. Por outro lado, passar mais tempo sentado aumentou o risco dessas condições em 5%, a 54%.

 

Segundo os autores, esses resultados destacam o papel da atividade física e do comportamento sedentário como fatores modificáveis que podem melhorar a saúde do cérebro e reduzir a incidência dessas doenças. Para eles, é promissor pensar que incentivar as pessoas a fazerem essas mudanças no estilo de vida pode potencialmente diminuir o peso dessas doenças no futuro.

 

Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/21250/atividade-fisica-esta-associada-a-melhoria-da-saude-mental-e-cerebral.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral - American Academy of Neurology Annual Meeting.

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Exercício físico pode aumentar chance de sobrevivência de pacientes com câncer, indica pesquisa


Um programa de exercícios para pacientes com câncer colorretal pode reduzir o risco de morte em um terço, revela um grande estudo internacional.

 

Um programa de exercícios voltado a pacientes com câncer colorretal pode reduzir o risco de morte em um terço, revela um importante estudo internacional.

 

Os pesquisadores disseram que "não se trata de uma grande quantidade" de exercícios e que qualquer tipo de atividade física, desde natação até aulas de salsa, já conta pontos positivos.

 

Os resultados podem mudar a forma como esse tipo de tumor é tratado em todo o mundo, avaliam especialistas.

 

Cientistas já investigam se programas de exercícios também poderiam melhorar a sobrevida de pessoas com outras doenças, como o câncer de mama.

 

"Trata-se de uma mudança de mentalidade, de pensar no tratamento como algo que você faz, não apenas algo que você toma", avalia a pesquisadora Vicky Coyle, da Queen's University, em Belfast, na Irlanda do Norte.

 

No estudo, o programa de exercícios começou logo após a quimioterapia e os pacientes foram acompanhados por anos.

 

O objetivo era fazer com que as pessoas praticassem pelo menos o dobro da quantidade de exercícios estabelecida nas diretrizes para a população em geral.

 

Isso significa de três a quatro sessões de caminhada rápida por semana, com duração de 45 a 60 minutos, estima a professora Coyle.

 

Os participantes também tiveram acesso sessões semanais de treinamento presencial durante os primeiros seis meses. Posteriormente, esses encontros foram reduzidos a uma vez por mês.

 

O estudo, que envolveu 889 pacientes, incluiu metade dos voluntários no programa de exercícios.

 

A outra parcela apenas recebeu folhetos que traziam informações sobre um estilo de vida saudável.

 

Os resultados publicados no periódico acadêmico New England Journal of Medicine revelaram que em cinco anos:

 

80% das pessoas que se exercitaram permaneceram livres do câncer;

No grupo que só recebeu os folhetos, essa taxa foi de 74%;

Essa diferença representa uma redução de 28% no risco de recidiva ou de formação de um novo tumor.

Enquanto isso, oito anos após o início do tratamento contra o câncer:

 

10% das pessoas no programa de exercícios morreram;

No grupo que recebeu os folhetos, essa porcentagem foi de 17%;

Essa diferença representa um risco de morte 37% menor na parcela dos voluntários que fez o programa de treinamentos.

 

Como exercícios físicos ajudam a combater o câncer?

Não se sabe exatamente por que o exercício tem esse efeito benéfico, mas especialistas suspeitam que ele pode influenciar em fatores como a produção de hormônios do crescimento (que podem acelerar a multiplicação das células tumorais), nos níveis de inflamação e no funcionamento do sistema imunológico — que patrulha todo o corpo em busca de células doentes.

 

O pesquisador Joe Henson, da Universidade de Leicester, no Reino Unido, classifica os resultados como "empolgantes".

 

"Vi em primeira mão como os treinos reduziram a fadiga, melhoraram o humor e aumentaram a força física das pessoas", conta ele.

 

"Sabemos que a atividade física regula diversos processos biológicos importantes que podem explicar esses resultados, e pesquisas futuras nos ajudarão a descobrir por que o exercício tem um impacto tão positivo", conclui ele.

 

O câncer colorretal é o quarto tipo de câncer mais comum no Brasil (atrás dos tumores de pele não melanoma, de mama e de próstata), com cerca de 45,6 mil pessoas diagnosticadas com a doença a cada ano.

 

A enfermeira Caroline Geraghty, da Cancer Research UK, uma associação britânica que fomenta pesquisas em oncologia no Reino Unido, entende que o estudo "tem o potencial de transformar a prática clínica".

 

"Mas isso apenas acontecerá se os serviços de saúde tiverem o financiamento e a equipe necessários para tornar isso uma realidade para todos os pacientes", conclui ela.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/exercicio-fisico-pode-aumentar-chance-de-sobrevivencia-de-pacientes-com-cancer-indica-pesquisa,7fbd58bbbcce937701e4a1f2b3a0d0d08zxx4xrv.html?utm_source=clipboard - James Gallagher - Correspondente de Saúde e Ciência da BBC News - Foto: Getty Images / BBC News Brasil

quinta-feira, 22 de maio de 2025

Atividade física pode aumentar anos de vida saudável, especialmente para grupos vulneráveis


Um estudo publicado no The Lancet Public Health revelou que a prática regular de atividade física no tempo livre pode aumentar os anos de vida sem doenças crônicas, com benefícios ainda mais evidentes para pessoas de grupos socioeconômicos mais vulneráveis ou com hábitos prejudiciais à saúde.

 

A pesquisa analisou dados de mais de 500 mil pessoas na Europa e no Reino Unido, acompanhando seus níveis de atividade física e a incidência de doenças como diabetes tipo 2, doenças cardíacas, câncer e doenças respiratórias crônicas. Os participantes foram divididos em três grupos: aqueles que praticavam pouca ou nenhuma atividade, os que realizavam exercícios em níveis intermediários e os que cumpriam as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) — pelo menos 2h30min de atividade moderada ou 1h15min de atividade intensa por semana.

 

Os resultados mostraram que as pessoas que seguiam as recomendações da OMS ganharam de 1,1 a 2 anos a mais sem doenças crônicas. Os maiores benefícios foram observados entre fumantes, pessoas com baixa escolaridade e aqueles com sintomas depressivos, indicando que a atividade física pode ajudar a reduzir desigualdades na saúde.

 

Os pesquisadores destacam que promover a atividade física em larga escala pode ser uma estratégia eficaz para melhorar a qualidade de vida da população, especialmente para aqueles com fatores de risco à saúde. A inclusão do exercício físico em políticas de saúde pública voltadas para grupos mais vulneráveis pode ampliar significativamente seus efeitos positivos.

 

Fonte: The Lancet Public Health. DOI: 10.1016/S2468-2667(25)00001-5.

 

Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/20846/atividade-fisica-pode-aumentar-anos-de-vida-saudavel-especialmente-para-grupos-vulneraveis.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral

domingo, 4 de maio de 2025

5 benefícios da dança para a saúde do corpo


A atividade é uma excelente forma de exercício físico, contribuindo para o bem-estar geral

 

Em 29 de abril foi celebrado o Dia Internacional da Dança. A data foi instituída pelo Comitê Internacional da Dança da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) em 1982, em homenagem ao criador do balé de ação, o mestre francês Jean-Georges Noverre.

 

A prática é considerada uma expressão cultural e artística no Brasil e no mundo, sendo a cidade de Joinville, em Santa Catarina, reconhecida, inclusive, como a Cidade da Dança, por ter o maior Festival de Dança do mundo e por sediar a única Escola Bolshoi fora da Rússia — o Teatro Bolshoi de Moscou é a maior companhia de balé do mundo, com mais de 200 bailarinos.

 

A dança é considerada uma forma de atividade física que contribui para a saúde e bem-estar geral. "A utilização da dança como técnica de reabilitação na fisioterapia é conhecida como dançaterapia ou dançafisio. Esta técnica alia exercícios de cinesioterapia com passos básicos de todos os ritmos de dança, oferecendo uma abordagem inovadora e eficaz para a promoção da saúde e reabilitação", explica Mariana Wiest Schroeder, coordenadora do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera.

 

Segundo a profissional, a prática favorece a saúde de variadas formas. "Incorporando movimentos rítmicos e expressivos, a dança pode melhorar a flexibilidade, a força, a coordenação motora e o equilíbrio, além de promover a saúde mental e emocional dos pacientes", comenta.

 

Abaixo, Mariana Wiest Schroeder compartilha os benefícios da dança para o corpo. Confira!

 

1. Melhora da flexibilidade

A dança envolve uma variedade de movimentos que contribuem para o aumento da flexibilidade dos músculos, prevenindo lesões e melhorando a amplitude de movimento.

 

 

2. Fortalecimento muscular

Diferentes estilos de dança exigem o uso de diversos grupos musculares, contribuindo para o fortalecimento muscular global, especialmente nas pernas, abdômen e costas.

 

3. Melhora da coordenação e equilíbrio

A dança exige coordenação entre diferentes partes do corpo e movimentos precisos, o que ajuda a melhorar o equilíbrio e a coordenação motora.

 

4. Aumento da resistência física

Praticar dança regularmente pode aumentar o condicionamento cardiorrespiratório, permitindo que o corpo suporte atividades prolongadas sem se cansar rapidamente.

 

5. Reabilitação de lesões

A dança pode ser utilizada como uma forma de reabilitação, contribuindo para a recuperação de lesões ao promover movimentos controlados e fortalecendo áreas específicas do corpo.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/5-beneficios-da-danca-para-a-saude-do-corpo,d21fde2d714114877c1d8ef9d25c5fd6n1mucnyr.html?utm_source=clipboard - Por Leticia Zuim Gonzalez - Foto: Studio Romantic | Shutterstock / Portal EdiCase

quinta-feira, 17 de abril de 2025

Para emagrecer, dieta ou exercício?


Perder peso não é a mesma coisa que perder gordura. O pessoal do exercício perde gordura e preserva massa muscular

 

Eu sempre falo — contrariando a maior parte das pessoas — que a proporção num programa de emagrecimento que diz que a dieta é 80% e o exercício 20%, está errada e pode ser o contrário. Na verdade, esse percentual vai variar de pessoa para pessoa, mas o que eu garanto é que o processo de emagrecimento com atividade física é mais eficiente e muito mais sustentável no longo prazo. E estudos mostram isso.

 

Recentemente, um estudo feito pela Universidade de Copenhagen, que acompanhou 82 participantes com diabetes tipo 2 por 16 semanas, comprovou aquilo que sempre acreditei. O grupo foi dividido da seguinte forma: grupo 1 fez apenas dieta, grupo 2 fez dieta e exercício 3 vezes por semana, grupo 3 fez dieta e exercícios 6 vezes na semana. O que se achou no final? Claro, você já sabe... quem fez mais exercício, emagreceu mais. Bastante óbvio, já que todos estavam fazendo dieta também.

 

Então o resultado ficou assim: grupo 1 perdeu 3,5 kg de massa gorda, grupo 2 perdeu 6,3 kg de massa gorda, grupo 3 perdeu 8 kg de massa gorda. Uma diferença bastante considerável de perda de gordura. Mas os grupos também perderam massa muscular: grupo 1 perdeu 2,7% de músculo, grupo 2 perdeu 1,9%, e o grupo 3 preservou praticamente toda a massa muscular.

 

Então, o que o estudo nos mostra, realmente? Que apenas dieta faz com que se perca muita massa magra. Em 10 kg, cerca de 20 a 30% de massa magra. E dessa massa magra perdida, 50% são músculos. O que daria em 10 kg, perda de 1,5 kg de músculos.

 

Mas, o outro grande ponto em questão é o quanto é difícil ganhar massa muscular, desenvolver musculatura. Uma pessoa que começa a fazer exercício de força leva entre 2 a 4 meses de musculação diária pra ganhar 1 quilo de músculos. E isso fazendo tudo certinho: consumindo proteína, malhando diariamente, dormindo bem. Se falarmos de pessoas já condicionadas, esse tempo se estica bem mais...

 

E por que é tão ruim perder massa muscular? Porque perdemos força, capacidade física de realizar tarefas do dia a dia, como subir uma escada, carregar sacolas. Nosso metabolismo passa a trabalhar no modo econômico porque ele gasta menos energia para se manter vivo, ou seja, qualquer brigadeiro a mais, esse metabolismo econômico sente mais do que um metabolismo mais ativo, num corpo com mais músculos. As articulações também sofrem, sem poder contar com a proteção que a musculatura oferece.

 

Enfim, não é nada bom.

 

Um outro grupo foi dividido em 2 partes: um fazia dieta, a outra fazia exercício. Apenas. Mas, ambos tinham que alcançar um deficit calórico de 500 calorias por dia. Isso significa, gastar 500 calorias a mais do que se consome. O que é bastante! Então, a pessoa podia comer o que quisesse, desde que comesse 500 calorias a menos do que gastasse. O segundo grupo, podia comer o que quisesse e se exercitar como quisesse, desde que, ao final do dia, tivesse gastado 500 calorias a mais. Perceba a diferença: um deixa de comer, o outro gasta mais. O resultado foi que a perda de peso foi igual. Claro, e sempre será, porque é uma questão matemática. Mas, e muito atenção a esse mas, perder peso não é a mesma coisa que perder gordura. Portanto, o pessoal da dieta, perdeu gordura e massa muscular, na mesma proporção. O pessoal do exercício, perdeu mais gordura e preservou massa muscular.

 

Proporcionalmente, duas pessoas de 60 kg, em que ambas perdem 5 quilos de peso na balança, sendo que a primeira perde 3 quilos de gordura e 2 kg de massa magra, e a segunda perde 6 kg de gordura, mas ganha 1 kg de músculo, quem será que ficou melhor na fita?

 

No final das contas combinar os dois é sempre melhor. Mas, se você se tiver que optar por um dos dois...

 

Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/espiritualidade-e-bem-estar/post/2025/04/para-emagrecer-dieta-ou-exercicio.ghtml - Por Marcio Atalla - Foto: Freepik

sexta-feira, 11 de abril de 2025

7 dicas para se exercitar com segurança estando acima do peso


Alguns cuidados são importantes para evitar lesões durante a atividade física

 

A obesidade é uma condição que tem gerado preocupação entre os especialistas no Brasil. Projeções do Congresso Internacional sobre Obesidade (2024) indicam que, se o ritmo atual continuar, até 2044 cerca de 48% dos adultos brasileiros poderão estar obesos, enquanto 27% estarão com sobrepeso. Atualmente, 56% da população adulta já enfrenta um desses quadros.

 

Em busca de uma vida mais saudável e fora das estatísticas, muitas pessoas têm recorrido à prática de atividades físicas. Segundo o fisioterapeuta Cristoph Enns, professor do UniCuritiba, o hábito é essencial no processo de emagrecimento e na melhoria da qualidade de vida. No entanto, ele alerta que mudanças na rotina devem ser feitas com acompanhamento profissional. "Pessoas obesas ou com sobrepeso correm risco de sofrer lesões ou sobrecarregar o sistema cardiovascular se não forem bem orientadas durante os exercícios", destaca.

 

De acordo com Glenda Naila de Souza, coordenadora dos cursos de Saúde do UniCuritiba, o ideal é contar com o apoio de uma equipe multidisciplinar. "Para tratar a obesidade, além de vencer o sedentarismo, é preciso ter o acompanhamento de profissionais especializados, como nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas, que vão auxiliar em todo o processo — envolvendo aspectos físicos, mentais e sociais", reforça a fisioterapeuta.

 

Para evitar lesões e começar a se movimentar com segurança, os fisioterapeutas compartilham algumas orientações. Confira!

 

1. Faça uma avaliação médica 

Consulte um médico para checar seu estado geral de saúde, principalmente cardiovascular, articular e metabólico.

 

2. Comece de forma gradual

Inicie com atividades de baixo impacto e intensidade moderada, como natação, hidroginástica ou caminhadas em superfícies planas. Esses exercícios reduzem o impacto nas articulações que já estão sob maior pressão devido ao excesso de peso.

 

3. Aumente a intensidade e a duração dos exercícios progressivamente

À medida que o condicionamento físico melhorar, aumente a intensidade e a duração dos exercícios. Depois, inclua exercícios para o fortalecimento muscular, como musculação ou pilates. Eles melhoram a postura, aumentam o metabolismo basal e protegem as articulações.

 

4. Fique atento à postura e à técnica

Pessoas obesas tendem a ter alterações posturais e dificuldades de equilíbrio. Fazer os exercícios com a técnica correta é essencial para evitar lesões.

 

5. Acompanhe a frequência cardíaca

No início, evite exercícios muito intensos que podem sobrecarregar o sistema cardiovascular. Pessoas obesas têm mais dificuldades para controlar a frequência cardíaca durante o exercício.

 

6. Use roupas confortáveis e calçados adequados

Peças leves facilitam a transpiração, enquanto os calçados com bom amortecimento reduzem o impacto nas articulações e evitam lesões.

 

7. Respeite os limites do corpo

É normal sentir algum desconforto no início, mas dores intensas ou persistentes são um sinal de alerta. Se for o caso, pare o exercício e peça orientação profissional.

 

Consulte um especialista

Além dos cuidados com a postura, a intensidade e o tipo de exercício, o tratamento contra a obesidade pode exigir também acompanhamento psicológico. Isso acontece, segundo a psicóloga Alexia S. M. Lopes, porque a doença, em muitos casos, está associada a questões emocionais como ansiedade, depressão ou compulsão alimentar.

 

"Pesquisas recentes indicam que a regulação emocional tem um papel crucial no controle do peso e intervenções psicológicas têm demonstrado eficácia na mudança de hábitos alimentares e na adesão à prática de atividades físicas", explica a professora do UniCuritiba.

 

O equilíbrio emocional também tem um papel fundamental na nossa relação com a comida. Momentos de tensão, ansiedade ou frustração, por exemplo, podem desencadear o consumo excessivo de alimentos, especialmente aqueles ricos em gordura e açúcar. "O suporte psicológico auxilia na identificação dos gatilhos emocionais que levam ao consumo excessivo de alimentos e contribui para o desenvolvimento de estratégias mais saudáveis de enfrentamento", acrescenta a especialista.

 

Atividade física e alimentação saudável caminham lado a lado

De acordo com Jhonathan Andrade, professor do curso de Nutrição, outro aspecto importante para promover a perda de peso de forma eficaz e sustentável é combinar a atividade física com uma alimentação saudável e balanceada.

 

"No processo de emagrecimento é fundamental que a pessoa se mantenha hidratada antes, durante e após os exercícios. A alimentação também deve ser equilibrada, com alimentos que forneçam a energia suficiente para a prática da atividade física, mas sem exageros calóricos", conclui.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/7-dicas-para-se-exercitar-com-seguranca-estando-acima-do-peso,4334d373f8d548e4892cc8db39626690wkwtucyb.html?utm_source=clipboard - Por Marlise Groth Mem - Foto: Inside Creative House | Shutterstock / Portal EdiCase

quarta-feira, 12 de março de 2025

Entenda os riscos da desidratação para quem faz atividade física


Com as intensas ondas de calor, é essencial se atentar ao consumo de água diário

 

Os termômetros têm registrado temperaturas elevadas em todo o país, principalmente no Rio Grande do Sul. E os dias ensolarados são um convite para viajar, relaxar e também praticar atividades física ao ar livre. Entretanto, manter a hidratação se torna ainda mais crucial para garantir o bem-estar, especialmente para aqueles que praticam atividades físicas ao ar livre. Por isso, o nutricionista clinico e esportivo Dereck Oak explica os riscos da desidratação e dicas de como manter-se hidratado.

 

Durante o verão, as temperaturas elevadas aumentam a transpiração e exigem uma maior ingestão de líquidos. Para pessoas que não praticam atividades físicas, a desidratação pode se traduzir em cansaço excessivo, dor de cabeça e até confusão mental.

 

Já para atletas e praticantes de diferentes esportes, a situação pode ser ainda mais crítica. A falta de hidratação adequada pode prejudicar a performance, aumentar o risco de lesões e até causar sérios problemas de saúde, como a desidratação severa.

 

“A hidratação adequada é essencial não apenas para o bom funcionamento do organismo, mas também para garantir que o corpo tenha a energia necessária para enfrentar as altas temperaturas e o aumento da atividade física", destaca Dereck.

 

A quantidade ideal de água varia de pessoa para pessoa, segundo o nutricionista. Segundo o nutricionista, a recomendação básica para adultos é consumir aproximadamente 2,5 a 3 litros de água por dia. Entretanto, no verão, pode ser necessária uma adaptação para repor o que é perdido pelo suor.

 

A ingestão de água é fundamental para a manutenção de várias funções corporais, como a regulação da temperatura, o transporte de nutrientes e a remoção de toxinas. Durante a prática de atividades físicas, principalmente em ambientes externos, a transpiração aumenta, o que pode levar a uma rápida perda de líquidos e sais minerais. Resultando em fadiga, dificuldade de concentração e, em casos extremos, em condições mais graves, como câimbras ou desidratação severa.

 

Para os atletas, a hidratação não deve ser apenas uma preocupação antes e depois do treino, mas durante toda a atividade.

 

“Em treinos prolongados ou intensos, é importante realizar a reposição não só de água, mas também de eletrólitos, como sódio, potássio e magnésio, que são perdidos pelo suor", completa.

 

O nutricionista traz orientações importantes que podem ajudar na manutenção da hidratação no verão:

1) Beba água: não espere sentir sede para se hidratar. A sede é um sinal de que seu corpo já está começando a se desidratar;

2) Prefira bebidas isotônicas para atividades intensas: para quem pratica atividades físicas, especialmente por longos períodos ou em climas muito quentes, as bebidas isotônicas ajudam a repor os líquidos e os eletrólitos perdidos;

3) Incorpore alimentos ricos em água: frutas como melancia, laranja, pepino e morango são ótimas fontes de hidratação.

4) Evite bebidas alcoólicas: elas podem promover a perda de líquidos e dificultar a hidratação;

5) Preste atenção aos sinais do corpo: Se sentir fadiga excessiva, tontura ou cãibras, é sinal de que o corpo precisa de líquidos e eletrólitos imediatamente.

 

Fonte: https://www.correiodopovo.com.br/bellamais/saudefeminina/entenda-os-riscos-da-desidrata%C3%A7%C3%A3o-para-quem-faz-atividade-f%C3%ADsica-1.1585642 - Foto: Freepik