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segunda-feira, 23 de março de 2026

6 alimentos para reforçar a imunidade no outono


Veja como incluir ingredientes da estação no cardápio pode fortalecer as defesas do organismo

 

O outono chegou no dia 20 de março e, com ele, as temperaturas começam a cair e a umidade do ar tende a diminuir, fatores que favorecem quadros respiratórios. Nesse período de transição para o inverno, adaptar a alimentação é uma estratégia importante para manter a energia e fortalecer a imunidade.

 

Segundo a professora e coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, Dra. Waleska Nishida, priorizar alimentos típicos da estação contribui para uma dieta mais nutritiva e equilibrada. "Os alimentos da safra do outono são naturalmente ricos em vitaminas antioxidantes e compostos que auxiliam na proteção do organismo, além de combinarem com preparações mais quentes e reconfortantes", explica.

 

A seguir, a nutricionista destaca alimentos do outono que podem fazer a diferença no cardápio para melhorar a imunidade. Além de promover saúde, optar por ingredientes da estação também garante melhor qualidade nutricional e custo-benefício, já que esses produtos tendem a estar mais frescos e acessíveis. Confira!

 

1. Tangerina

A tangerina é rica em vitamina C e antioxidantes, o que contribui para fortalecer a imunidade no outono

Rica em vitamina C e antioxidantes, a tangerina auxilia no fortalecimento do sistema imunológico e na prevenção de infecções respiratórias comuns nesta época do ano.

 

2. Abóbora

A abóbora é fonte de betacaroteno, que contribui para a saúde da pele e das mucosas, importantes na defesa do organismo

A abóbora é fonte de betacaroteno, que se transforma em vitamina A no organismo, contribuindo para a saúde da pele e das mucosas, primeira barreira de defesa do corpo.

 

3. Batata-doce

Com absorção lenta, a batata-doce contribui para níveis estáveis de energia e melhor desempenho diário

A batata-doce é um carboidrato de absorção gradual, que ajuda a manter níveis estáveis de energia ao longo do dia, evitando picos de glicemia.

 

4. Couve

A couve concentra ferro, vitamina C e fibras, nutrientes que apoiam o sistema imunológico

A couve contém ferro, vitamina C e fibras, nutrientes importantes para a disposição e o funcionamento adequado do sistema imunológico.

 

5. Kiwi

Com compostos antioxidantes, o kiwi contribui para o equilíbrio intestinal e para o fortalecimento da imunidade

O kiwi é rico em fibras e compostos antioxidantes, o que contribui para a saúde intestinal, fundamental para uma boa resposta imunológica.

 

6. Alho e cebola

Com ação anti-inflamatória e antimicrobiana, o alho e a cebola ajudam a fortalecer as defesas do organismo

O alho e a cebola têm compostos bioativos com ação anti-inflamatória e antimicrobiana, auxiliando na proteção contra vírus e bactérias.

 

Como adaptar a alimentação no outono

De acordo com a Dra. Waleska Nishida, investir em sopas, caldos e preparações quentes com esses ingredientes é uma forma prática de adaptar o cardápio à estação. "O fortalecimento da imunidade é resultado de um conjunto de hábitos. Alimentação equilibrada, boa hidratação, sono adequado e atividade física regular são essenciais, especialmente no outono", reforça.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/6-alimentos-para-reforcar-a-imunidade-no-outono,d76773a1c2df25e69ee061a2b8f1e708p01faily.html?utm_source=clipboard - Por Leticia Zuim Gonzalez - Foto: udra11 | Shutterstock / Portal EdiCase

domingo, 22 de março de 2026

Cansaço no dia a dia? Veja 6 alimentos que ajudam a dar mais energia


Nutricionista explica quais alimentos ajudam a aumentar a energia e melhorar o ânimo na rotina

 

Alguns alimentos possuem nutrientes que ajudam o organismo a produzir mais energia, melhorar o estado de alerta e até favorecer o humor.

 

Sentir cansaço ao longo do dia é algo comum para muitas pessoas. Rotina intensa, estresse e poucas horas de sono podem influenciar diretamente na disposição.

 

E a alimentação também tem papel importante nesse processo.

 

De acordo com a nutricionista e atleta fitness Dani Borges, incluir alimentos estratégicos no cardápio pode ajudar a aumentar a disposição no dia a dia.

 

Isso acontece porque certos nutrientes estimulam o sistema nervoso, ajudam na hidratação e participam da produção de substâncias relacionadas ao bem-estar.

 

A seguir, veja seis alimentos que podem ajudar a combater o cansaço e aumentar a energia.

 

1. Chá verde ajuda a aumentar a energia

O Green tea é uma bebida conhecida por ajudar a aumentar a energia e a disposição.

Ele contém cafeína, uma substância estimulante que atua diretamente no sistema nervoso central.

Esse efeito pode aumentar o estado de alerta e reduzir a sensação de fadiga.

Além disso, o chá verde possui compostos que contribuem para o bem-estar e para o equilíbrio do humor.

 

2. Guaraná em pó é fonte natural de energia

O Guaraná powder é um ingrediente muito utilizado para aumentar a energia.

Ele é naturalmente rico em cafeína, o que ajuda a estimular o sistema nervoso.

Esse efeito pode melhorar a disposição física e mental ao longo do dia.

Quando consumido com moderação, o guaraná em pó pode ser incluído em vitaminas, sucos ou shakes.

 

3. Café preto aumenta o estado de alerta

O Coffee é um dos alimentos mais populares quando o assunto é energia.

A cafeína presente na bebida ajuda a reduzir a sonolência e aumentar o estado de alerta.

Isso pode melhorar a disposição para trabalhar, estudar ou treinar.

Consumido com moderação, o café também pode contribuir para melhorar o humor.

 

4. Água de coco ajuda na hidratação e disposição

Nem sempre a energia vem apenas de alimentos estimulantes.

A Coconut water é um exemplo de bebida que ajuda na disposição por outro motivo: a hidratação.

Ela é rica em minerais e ajuda a repor líquidos perdidos ao longo do dia.

Manter o corpo hidratado é essencial para evitar fadiga, dor de cabeça e queda de rendimento físico.

 

5. Açaí fornece energia para o organismo

O Açaí é conhecido por ser um alimento energético.

Ele é rico em carboidratos e gorduras boas, nutrientes que ajudam a fornecer energia para o corpo.

Além disso, o açaí contém vitaminas do complexo B, vitamina C e antioxidantes.

Esses compostos ajudam no funcionamento do organismo e na proteção das células.

 

6. Chocolate amargo também pode aumentar a energia

O Dark chocolate é outra opção que pode ajudar a melhorar a disposição.

O alimento possui pequenas quantidades de cafeína e compostos antioxidantes.

Essas substâncias ajudam a estimular o sistema nervoso e podem aumentar o estado de alerta.

Além disso, o cacau está associado à produção de substâncias ligadas ao bem-estar.

 

Alimentação equilibrada é essencial para manter a energia

Incluir alimentos que ajudam a aumentar a energia pode fazer diferença na rotina.

 

No entanto, eles não substituem hábitos saudáveis.

 

Dormir bem, manter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos regularmente continuam sendo fatores essenciais para evitar o cansaço.

 

Quando combinados com um estilo de vida saudável, esses alimentos podem ajudar a manter mais energia e disposição ao longo do dia.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cansaco-no-dia-a-dia-veja-6-alimentos-que-ajudam-a-dar-mais-energia,dd8def1b23664aee60c09c1f4bb46f26enn4ajbr.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Sport Life


sexta-feira, 13 de março de 2026

Alimentos que protegem: nutrientes essenciais para um sistema imunológico forte


A relação entre alimentação e sistema imunológico tem sido tema constante em estudos na área de saúde, especialmente diante do aumento de doenças infecciosas e crônicas. Afinal, a forma como uma pessoa se alimenta influencia diretamente a capacidade do organismo de reagir a vírus, bactérias e outros agentes agressores. Por isso, um cardápio equilibrado, com nutrientes variados, tende a favorecer a manutenção das defesas naturais do corpo e a reduzir o risco de infecções recorrentes.

 

Especialistas apontam que não existe um alimento isolado capaz de "blindar" a imunidade, mas sim um conjunto de hábitos alimentares. Somados, eles contribuem para o bom funcionamento do sistema imunológico. Vitaminas, minerais, proteínas, gorduras de boa qualidade e compostos antioxidantes atuam em etapas diferentes da resposta imune, desde a formação de células de defesa até o controle de processos inflamatórios.

 

Qual é o papel da alimentação na imunidade?

A alimentação tem função central na produção e na renovação das células de defesa, como linfócitos e anticorpos. Para que esse sistema funcione de forma adequada, o organismo depende de um suprimento constante de vitaminas (especialmente A, C, D e do complexo B), minerais (como zinco, selênio, ferro e magnésio), além de proteínas de boa qualidade. Assim, a ausência prolongada de nutrientes pode enfraquecer barreiras físicas, como pele e mucosas, e comprometer respostas imunes rápidas frente a agentes infecciosos.

 

Os antioxidantes também desempenham papel importante ao reduzir o estresse oxidativo, processo que pode prejudicar o funcionamento das células de defesa. Nutrientes como vitamina C, vitamina E, carotenoides e compostos fenólicos, presentes em frutas, verduras, legumes e oleaginosas, ajudam a proteger as células imunes contra danos causados por radicais livres.

 

Melhores alimentos para fortalecer o sistema imunológico

Entre os alimentos associados a um sistema imunológico mais equilibrado, destacam-se as frutas ricas em vitamina C, como laranja, acerola, kiwi, goiaba e limão. Afinal, esse nutriente participa da produção de células de defesa e contribui para a integridade das mucosas respiratórias. Ademais, vegetais coloridos, como cenoura, abóbora, espinafre, brócolis e couve, fornecem vitaminas A, C, K e ácido fólico, além de fibras e compostos bioativos que colaboram com a resposta imune.

 

As oleaginosas — castanha-do-pará, amêndoas, nozes e castanha de caju — são fontes relevantes de vitamina E, selênio e gorduras insaturadas, nutrientes relacionados à proteção das células do sistema imunológico. Já os peixes ricos em ômega-3, como salmão, sardinha, atum e cavalinha, contribuem para o equilíbrio dos processos inflamatórios, o que favorece uma resposta imune mais organizada e menos agressiva aos próprios tecidos.

 

Frutas cítricas e frutas vermelhas: fornecem vitamina C e antioxidantes.

Verduras escuras e legumes variados: concentram vitaminas, minerais e fibras.

Oleaginosas: oferecem selênio, zinco, vitamina E e gorduras boas.

Peixes gordurosos: são fontes de ômega-3, importante para modulação da inflamação.

Alho e gengibre: apresentam compostos com ação antimicrobiana e anti-inflamatória.

 

Por que intestino, alimentos fermentados e hidratação importam tanto?

A saúde intestinal é considerada peça-chave na imunidade, já que grande parte das células de defesa está localizada no trato gastrointestinal. Um intestino em equilíbrio depende de uma microbiota diversa, formada por bactérias benéficas que auxiliam na digestão, na produção de vitaminas e na proteção contra micro-organismos nocivos. Alimentos fermentados, como iogurte natural, kefir, chucrute e kombucha, podem contribuir para esse equilíbrio ao fornecer microrganismos vivos ou substâncias que favorecem o crescimento das bactérias benéficas.

 

A ingestão adequada de fibras, presentes em frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico), também é essencial para a microbiota intestinal. Essas fibras servem de substrato para as bactérias boas, ajudando na produção de ácidos graxos de cadeia curta, que fortalecem a barreira intestinal e, por consequência, impactam positivamente o sistema imunológico.

 

A hidratação adequada é outro ponto relevante. A água participa do transporte de nutrientes, da circulação das células de defesa e da eliminação de toxinas. Manter uma boa ingestão de líquidos ao longo do dia contribui para o funcionamento adequado das mucosas respiratórias e intestinais, que atuam como primeira linha de defesa contra agentes infecciosos.

 

Redução de ultraprocessados e organização da rotina alimentar

Estudos recentes associam o consumo frequente de alimentos ultraprocessados — como refrigerantes, salgadinhos de pacote, embutidos, biscoitos recheados e produtos prontos congelados — a maior inflamação sistêmica e a desequilíbrios na microbiota intestinal. Esses produtos costumam ser ricos em açúcares adicionados, gorduras saturadas ou gorduras trans, sódio e aditivos químicos, e pobres em fibras e micronutrientes, o que pode prejudicar a eficiência do sistema imunológico ao longo do tempo.

 

Para manter a imunidade em bom funcionamento, profissionais de saúde costumam sugerir uma alimentação baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, com variedade de cores no prato e atenção à qualidade das proteínas, dos carboidratos e das gorduras. Entre as estratégias apontadas estão:

 

Priorizar frutas, verduras, legumes e leguminosas em todas as refeições.

Incluir fontes de proteína magra, como peixes, ovos, aves e laticínios com pouco açúcar.

Consumir oleaginosas e sementes em pequenas porções diárias.

Adicionar alimentos fermentados regularmente ao cardápio.

Manter hidratação constante, com água e outras bebidas sem excesso de açúcar.

Reduzir ao máximo o consumo de ultraprocessados e bebidas açucaradas.

 

Dessa forma, a alimentação passa a ser vista não apenas como fonte de energia, mas como ferramenta diária para a manutenção da imunidade, auxiliando na prevenção de doenças e no suporte às defesas naturais do organismo ao longo da vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/alimentos-que-protegem-nutrientes-essenciais-para-um-sistema-imunologico-forte,9312ac928bf54342d20faa3ca03535a06s35rn80.html?utm_source=clipboard - Por: Valdomiro Neto* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / sumners

segunda-feira, 9 de março de 2026

O que você deve comer em cada fase da vida


Manter uma alimentação saudável é importante em qualquer idade, mas as necessidades de nutrientes variam ao longo da vida. Por isso, é preciso adaptar os nossos pratos à medida que envelhecemos.

 

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo do Reino Unido criou uma política de racionamento, que oferecia provisões semanais às famílias britânicas.

 

A ideia era permitir que as pessoas satisfizessem suas necessidades nutricionais, garantindo que os alimentos fossem distribuídos igualmente em todo o país.

 

Um dos alimentos racionados foi o açúcar. Cada indivíduo podia receber cerca de 227 g do produto por semana. Mas, para sua tristeza, crianças abaixo de dois anos de idade não tinham esse direito.

 

Com o fim do racionamento de açúcar, em 1953, a ingestão média do produto dobrou entre os adultos britânicos.

 

Na época, as pessoas mal sabiam, mas este fato histórico ofereceu aos cientistas do futuro uma ótima oportunidade de determinar os efeitos do consumo de açúcar para a saúde na fase inicial da vida.

 

Em um estudo de 2025, uma equipe global de pesquisadores vasculhou os registros médicos de 63 mil pessoas nascidas no Reino Unido entre 1951 e 1956, quando o racionamento de açúcar estava em vigor.

 

Eles descobriram que as crianças expostas a menos açúcar no útero e nos primeiros 1 mil dias de vida apresentaram 20% menos propensão a desenvolver doenças cardiovasculares com mais idade; 25% menos de desenvolver paradas cardíacas; e 31% menos de ter AVC do que crianças que se alimentaram com doces após o fim do racionamento.

 

Provavelmente não surpreende que esta forte relação entre a ingestão de açúcar e a saúde persista depois que nascemos. Resumidamente, comer muitos doces faz mal para nós, independentemente da idade.

 

Mas, como ocorre com outros alimentos, os benefícios nutricionais dependem do estágio da vida. Bebês e crianças precisam muito da gordura presente no leite integral e seus derivados, por exemplo, mas essa alimentação não seria considerada tão saudável para alguém na casa dos 20 ou 30 anos de idade.

 

Para a cientista nutricional Federica Amati, do Imperial College de Londres, as grandes necessidades de energia das crianças fazem com que elas precisem de alimentos ricos em nutrientes.

 

"Na infância, os alimentos estão literalmente construindo o corpo e o cérebro", explica ela.

"Além das calorias saudáveis, as crianças também precisam de ferro, iodo e uma ampla variedade de vitaminas para aumentar a imunidade, o desenvolvimento cerebral e o crescimento dos músculos."

Isso significa muitas frutas e legumes, grãos integrais, feijões e lentilhas, gorduras de boa qualidade como nozes e sementes e o mínimo de alimentos ultraprocessados.

"Da concepção até os primeiros 1 mil dias de vida e na idade escolar, as crianças crescem rapidamente e formam a maior parte da sua massa óssea futura", prossegue Amati.

"É por isso que o cálcio e a vitamina D são nutrientes prioritários nesta fase. Eles são essenciais para o desenvolvimento normal dos ossos e para atingir um pico saudável da massa óssea, o que reduz o risco de osteoporose e fraturas em idade avançada."

Na prática, segundo Almati, isso significa fontes regulares de cálcio, como leite, iogurte, queijo, tofu enriquecido com cálcio ou bebidas vegetais fortificadas, além de vitamina D da exposição ao sol e de alimentos como peixes e ovos.

Existem boas evidências de que comer os alimentos certos na infância pode beneficiar a saúde na idade adulta.

Em um estudo de 2023, pesquisadores analisaram a alimentação de crianças e a compararam com sua saúde, tanto na infância quanto ao se tornarem adultos.

Eles concluíram que as crianças que atenderam a três ou mais recomendações alimentares do Guia Coma Bem do NHS (o serviço público de saúde britânico) aos sete anos de idade apresentaram menos marcadores de risco de doenças cardíacas aos 24 anos, em comparação com as que não seguiram nenhuma das orientações.

 

Adolescentes e jovens adultos

A infância é uma fase importante, mas os alimentos que ingerimos na adolescência e na casa dos 20 anos de idade também formam a base para a saúde no futuro.

Segundo Amati, é nesta etapa da vida que terminamos de construir os ossos e os músculos e começamos a passar horas estudando, trabalhando e nos socializando. Todas estas atividades aumentam a necessidade de nutrientes.

"A adolescência e o início da idade adulta formam outra grande janela de oportunidades para a nutrição", afirma ela.

"Na casa dos 20 anos, o crescimento perde a velocidade, mas esta ainda é uma década fundamental para estabelecer hábitos que irão proteger a saúde do coração e do cérebro com mais idade. Observamos que grande parte das bases para doenças cardiovasculares já se forma nesta faixa etária, embora os sintomas só apareçam muito depois."

Na adolescência, o corpo precisa de vários nutrientes em maior quantidade, em comparação com a idade adulta.

Eles incluem cálcio, vitamina D e ferro, que é especialmente importante para a menstruação. Proteínas e vitaminas do complexo B também são importantes, destaca Amati.

 

Mas que forma tem essa alimentação?

Amati explica que os adolescentes e jovens adultos devem seguir uma dieta, em grande parte, à base de plantas e evitar alimentos ultraprocessados. Ou seja, com muitas frutas, verduras, cereais integrais, feijões, nozes, lentilhas e sementes.

Também é importante incluir uma quantidade apropriada de proteína em cada refeição, que pode ser de origem vegetal, segundo ela.

Estudos demonstram que essa alimentação não beneficia apenas o corpo. Ela também pode influenciar a saúde mental.

"Existem cada vez mais evidências de que os padrões alimentares da adolescência podem influenciar o risco de problemas de saúde mental", explica Amati.

"Dietas com alto teor de alimentos ultraprocessados e poucos alimentos vegetais integrais são associadas a maiores índices de depressão e ansiedade, enquanto os padrões no estilo mediterrâneo parecem oferecer proteção."

A dieta mediterrânea é rica em verduras, legumes, nozes e azeite de oliva, com pequenas quantidades de aves, peixes e laticínios.

A dieta mediterrânea também pode beneficiar homens e mulheres que desejem formar família, o que costuma acontecer na casa dos 20, 30 e 40 anos.

Estudos demonstram que a dieta mediterrânea pode influenciar positivamente a fertilidade. Já a dieta ocidental (que tende a ser rica em gorduras saturadas, carne e carboidratos brancos) é correlacionada à infertilidade masculina e feminina.

Para as mulheres, estudos também demonstram que uma dieta rica em folato pode ajudar no tratamento da fertilidade. Alimentos com alto teor de folato incluem folhas verdes e escuras, brotos, brócolis e grão-de-bico.

 

Meia-idade

Na meia-idade, devemos começar a pensar em otimizar nossa alimentação para termos saúde na idade avançada, segundo a professora de nutrição humana Elizabeth Williams, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido.

Isso vale principalmente para as mulheres perto da menopausa, "quando há perda acelerada de densidade óssea, sarcopenia [perda muscular relativa à idade] e osteoporose", explica ela.

Além da osteoporose, a menopausa é associada ao aumento do risco de obesidade, doenças cardíacas e diabetes tipo 2.

Nas mulheres em idade reprodutiva, o estrogênio age sobre o sistema nervoso central para reduzir o apetite. Ele também aumenta a sensibilidade à insulina e a absorção de glicose nos músculos.

Mas, na menopausa, o fluxo de estrogênio no corpo é menor. Por isso, o peso e a gordura visceral tendem a aumentar.

Mas este risco pode ser significativamente reduzido seguindo-se uma boa alimentação.

Em um estudo populacional recente, pesquisadores examinaram a alimentação e a saúde de mais de 100 mil homens e mulheres americanos com pelo menos 39 anos de idade.

Eles concluíram que uma dieta saudável, consistindo de frutas, verduras, cereais integrais, gorduras insaturadas, nozes, legumes e laticínios com baixo teor de gordura, é fortemente associada ao envelhecimento saudável, definido como viver até pelo menos 70 anos sem doenças crônicas, boas funções físicas e cognitivas e com boa saúde mental.

"À medida que as mulheres chegam à casa dos 40 e 50 anos de idade, surgem duas grandes prioridades nutricionais: a saúde cardíaca e a saúde dos ossos e músculos", segundo Amati.

"A transição da menopausa é associada a um forte aumento do risco cardiovascular, em parte porque a perda de estrogênio afeta os lipídios do sangue, os vasos sanguíneos e a distribuição da gordura do corpo."

As gorduras ômega-3 são úteis, especialmente os tipos encontrados em peixes gordurosos, como salmão e cavalinha. Elas reduzem os fatores de risco de doenças cardíacas, segundo Almati, e apresentam efeitos anti-inflamatórios.

Paralelamente, Amati recomenda leve aumento da ingestão de proteínas, para combater os efeitos da perda de massa muscular, e seguir dieta em estilo mediterrâneo, para melhorar a saúde cardiometabólica — e, possivelmente, também a saúde intestinal e mental.

Por fim, ela orienta que é importante buscar uma alimentação em estilo mediterrâneo variada e rica em vegetais, com quantidades suficientes de proteína, cálcio, vitamina D e ômega-3 para manter a saúde do coração, ossos e cérebro, limitando a ingestão de alimentos ultraprocessados.

 

Idade avançada

À medida que envelhecemos, a composição do nosso corpo se altera e as necessidades de energia diminuem. Por isso, necessitamos de menos calorias.

Mas ainda precisamos garantir a ingestão de nutrientes em quantidade suficiente para manter nossa resistência óssea e muscular.

Segundo Williams, os dois principais nutrientes na terceira idade são o cálcio e a vitamina D. Idosos que não conseguem esses dois nutrientes em quantidade suficiente apresentam risco maior de osteoporose e fraturas por fragilidade.

O cálcio é encontrado no leite e em bebidas fortificadas alternativas, queijo curado, iogurte, sardinhas, tofu e espinafre. Alimentos ricos em vitamina D incluem peixes gordurosos, gema de ovo e alimentos fortificados.

A ingestão de proteínas com qualidade suficiente também é muito importante à medida que envelhecemos, segundo a nutricionista Jane Murphy, uma das líderes do Centro de Pesquisa em Envelhecimento e Demência da Universidade de Bournemouth, no Reino Unido.

"À medida que envelhecemos, a nossa forma e as funções se deterioram, perdemos força e massa muscular e precisamos de proteína para evitar a sarcopenia", explica ela.

Mas, para garantir que o nosso corpo use a proteína adequadamente, ela deve fazer parte de uma dieta equilibrada, que inclua carboidratos, gorduras de boa qualidade (como gorduras insaturadas, incluindo azeite de oliva, abacate, nozes e peixes gordurosos), vitaminas e sais minerais, destaca Murphy.

Conforme envelhecemos, nossa microbiota também muda. Ela é marcada pela perda de bactérias benéficas, como Firmicutes e Bifidobacterium, e pelo aumento de espécies potencialmente prejudiciais, como Clostridium.

Este desequilíbrio é associado a diversas condições de saúde, como Alzheimer, AVCs e doenças cardíacas.

Os pesquisadores ainda não sabem ao certo a relação entre a microbiota intestinal e cada processo de doença específico. Mas podemos aprender muito com os centenários, segundo a professora de medicina geriátrica Mary Ni Lochlainn, do King's College de Londres.

"As pessoas que vivem até os 100 anos parecem desafiar muitos outros aspectos do envelhecimento que são comuns às demais pessoas", explica ela. "Elas têm microbiota diversa, que parece diferente dos outros idosos."

De forma geral, não existe uma definição de bactérias intestinais saudáveis ou não saudáveis. É mais questão de ter um equilíbrio de micróbios que trabalham juntos para promover a saúde.

Mas foram identificadas algumas espécies bacterianas específicas que parecem proteger a saúde, como Faecalibacterium prausnitzii.

As pessoas que envelhecem bem são muito mais propensas a ter F. prausnitzii, segundo Ni Lochlainn. Os pesquisadores determinaram que esta espécie tem qualidades protetoras positivas, mas eles não entendem ao certo como ela funciona.

Se você quiser incentivar F. prausnitzii a viver no seu intestino, a melhor forma é consumir uma alimentação rica em fibras e polifenóis, que são abundantes em frutas e verduras.

O intestino saudável também pode ajudar a gerenciar algumas das deficiências de nutrientes que podem ser associadas à idade avançada, pois os idosos têm menos capacidade de absorver as vitaminas dos alimentos que as pessoas mais jovens.

Estudos demonstram que bactérias intestinais saudáveis podem ser capazes de produzir vitamina B12 em quantidade suficiente para as necessidades da pessoa, enquanto certas bactérias podem produzir ácido fólico.

Uma microbiota intestinal saudável também pode ajudar a evitar o risco de perda muscular e sarcopenia entre os idosos.

 

Por fim, certos suplementos podem ser benéficos na terceira idade.

As pesquisas de Ni Lochlainn indicam que suplementos pré-bióticos — compostos naturais que incentivam o crescimento de micro-organismos benéficos — podem melhorar a cognição em idosos após um período de 12 semanas.

Os pré-bióticos de Ni Lochlainn contêm inulina (um tipo de fibra alimentar) e fruto-oligossacarídeos, que são açúcares encontrados nas plantas.

Outras pesquisas indicam que as pessoas idosas podem se beneficiar de suplementos de vitamina D, especialmente os que moram em casas de repouso.

 

Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Health.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-que-voce-deve-comer-em-cada-fase-da-vida,e0a88d2e746230b94e442ee127e8b3fbshh4os7r.html?utm_source=clipboard - Por: Jessica Bradley - BBC Future - Foto: Getty Images / BBC News Brasil

sábado, 7 de março de 2026

6 alimentos que ajudam a conquistar uma barriga chapada


O consumo ajuda a reduzir o inchaço, melhorar a digestão e contribui para a perda de gordura abdominal

 

Muita gente associa barriga chapada apenas a exercícios abdominais. Porém, a alimentação tem papel fundamental quando o objetivo é reduzir o inchaço e a gordura abdominal.

 

Alguns alimentos ajudam a melhorar a digestão, equilibrar o intestino e reduzir a retenção de líquidos. Esses fatores fazem diferença tanto na saúde quanto na aparência da região abdominal.

 

Isso não significa que existe um alimento milagroso. Mas incluir opções estratégicas no cardápio pode contribuir para um abdômen mais definido.

 

Veja alguns exemplos.

 

1. Abacate

O abacate é rico em gorduras boas, especialmente as monoinsaturadas. Esse tipo de gordura ajuda a promover saciedade e pode contribuir para o equilíbrio metabólico.

Além disso, a fruta também contém fibras, que favorecem o funcionamento do intestino.

Um intestino regulado é um dos fatores que ajudam a evitar inchaço abdominal.

 

2. Aveia

A aveia é conhecida pelo alto teor de fibras solúveis, especialmente o betaglucano.

Essas fibras ajudam a melhorar o trânsito intestinal e aumentam a sensação de saciedade ao longo do dia.

Quando o sistema digestivo funciona bem, o desconforto abdominal tende a diminuir, o que favorece uma aparência de barriga menos inchada.

 

3. Iogurte natural

O iogurte natural contém probióticos, micro-organismos que contribuem para o equilíbrio da microbiota intestinal.

Quando a flora intestinal está equilibrada, a digestão costuma funcionar melhor. Isso ajuda a reduzir sintomas como gases, distensão abdominal e inchaço.

 

Por isso, alimentos com probióticos são frequentemente associados à saúde digestiva.

 

4. Pepino

O pepino é composto majoritariamente por água. Por isso, é considerado um alimento leve e hidratante.

Além de ajudar na hidratação, ele também pode contribuir para reduzir a retenção de líquidos.

Essas características fazem do pepino uma opção interessante para quem busca diminuir o inchaço abdominal.

 

5. Gengibre

O gengibre é bastante conhecido por suas propriedades digestivas.

Ele pode ajudar a estimular a digestão e reduzir desconfortos como gases e sensação de estômago pesado.

Esse efeito contribui para diminuir a distensão abdominal ao longo do dia.

 

6. Folhas verdes

Verduras como espinafre, rúcula e couve são ricas em fibras, vitaminas e minerais.

Além de serem pouco calóricas, essas folhas ajudam a aumentar o volume das refeições sem elevar muito o consumo energético.

Isso pode favorecer o controle do peso e contribuir para a redução de gordura corporal, incluindo a região da barriga.

 

Hábitos também fazem diferença

Mesmo com alimentos que ajudam na digestão e na saciedade, conquistar uma barriga chapada depende de um conjunto de hábitos.

 

Alguns fatores que fazem diferença incluem:

 

Alimentação equilibrada.

Prática regular de exercícios.

Boa hidratação.

Sono adequado.

Controle do estresse.

 

Quando esses pilares estão alinhados, o organismo tende a funcionar melhor. Como consequência, a redução de gordura e do inchaço abdominal se torna mais possível.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/6-alimentos-que-ajudam-a-conquistar-uma-barriga-chapada,3e592cfcf5c585f331208495b15c0b12sswyy7bk.html?utm_source=clipboard

segunda-feira, 2 de março de 2026

O segredo para ganhar massa muscular pode estar nestes 8 alimentos


O aumento de massa muscular deve ser obtido aliando a prática de atividade física, como musculação a uma dieta equilibrada e saudável. Alguns alimentos são indispensáveis por quem pretende alcançar esse objetivo.

 

Segundo o Dr. Ronan Araújo, médico especializado em nutrologia pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia), com uma estratégia alimentar bem elaborada e a combinação de outros pilares essenciais, é totalmente possível construir um físico forte e definido sem recorrer a suplementos.

 

O segredo para a hipertrofia muscular, na visão do especialista, reside na organização da alimentação. "O fator mais importante é atingir a ingestão adequada de proteína diária (geralmente entre 1,6 a 2,2g por quilo de peso corporal), além de energia suficiente (calorias) para sustentar o crescimento", diz.

 

O corpo precisa receber os nutrientes necessários para reparar e construir tecido muscular, e essa demanda pode ser totalmente suprida por alimentos. Entre as fontes naturais de proteína que são mais do que suficientes estão: 

 

Ovos

Frango

Carnes magras

Peixe

Laticínios

Leguminosas

Arroz 

Feijão

 

“O consumo desses alimentos é completamente capaz de oferecer o que o corpo precisa, sem a necessidade de whey protein ou outros produtos industrializados", afirma.

 

O médico ressaltou que além da alimentação, o treino de força bem estruturado, o sono de qualidade, a hidratação adequada e o controle do estresse são fundamentais para que o corpo se adapte e cresça.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/degusta/alimentacao-com-saude/o-segredo-para-ganhar-massa-muscular-pode-estar-nestes-8-alimentos,3f11d7b2955fe4dfcdab2f16f7aac37awaozzgkx.html?utm_source=clipboard - Foto: Freepik

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Retenção de líquidos: 7 alimentos que ajudam a desinchar rápido


Conheça opções naturais que combatem a retenção de líquidos, equilibram o sódio no organismo e promovem o bem-estar através de propriedades diuréticas e nutritivas

 

A sensação de inchaço é um desconforto comum na rotina de muitas pessoas. Ela pode estar ligada diretamente à alimentação e ao consumo excessivo de sal. O calor intenso e uma rotina sedentária também contribuem para o problema.

 

A boa notícia é que alguns alimentos específicos auxiliam o corpo na eliminação do excesso de líquidos. Eles contribuem para uma sensação mais rápida de leveza e bem-estar. Pequenas escolhas no prato podem mudar a forma como o organismo lida com o acúmulo de água.

 

O que é a retenção de líquidos

A retenção de líquidos é o acúmulo excessivo de água nos tecidos do corpo. O fenômeno ocorre quando os fluidos não são devidamente drenados ou eliminados pelo organismo. A percepção visual mais comum é o inchaço em áreas específicas.

 

Pernas, pés, mãos e abdômen costumam ser as regiões mais afetadas. Em alguns casos o inchaço pode causar marcas na pele após o uso de roupas apertadas. Esse processo está frequentemente relacionado a hábitos alimentares e ao estilo de vida atual.

 

Por que a alimentação influencia no inchaço

A dieta desempenha um papel fundamental no equilíbrio hídrico do corpo humano. O excesso de sódio é o principal vilão nesse processo químico. O sal favorece a retenção de água nas células para manter o equilíbrio osmótico.

 

Além disso a baixa ingestão de água pura dificulta a eliminação natural desses líquidos acumulados. O corpo entende a falta de hidratação como um sinal para estocar o que já possui. Alguns alimentos possuem efeito diurético natural e ajudam a reverter esse quadro de estagnação.

 

7 alimentos que ajudam a desinchar

1. Pepino

O pepino possui um alto teor de água em sua composição. Ele apresenta um baixo teor de sódio e ajuda na hidratação das células. O vegetal atua como um estimulante natural para o funcionamento dos rins. Consumir pepino em saladas auxilia na eliminação de toxinas acumuladas no sistema excretor.

 

2. Abacaxi

Esta fruta ajuda na digestão devido à presença de enzimas específicas. O abacaxi contribui para o equilíbrio geral do organismo e reduz inflamações leves. Ele auxilia no processamento de proteínas e facilita o trânsito intestinal. O consumo regular favorece a redução do inchaço abdominal após as refeições.

 

3. Melancia

A melancia é composta majoritariamente por água e nutrientes essenciais. Ela contribui diretamente para a hidratação profunda e a eliminação de líquidos retidos. Sua ação no corpo é refrescante e depurativa. A fruta estimula a produção de urina sem causar desidratação ou perda de minerais importantes.

 

4. Aspargos

O aspargo é mundialmente conhecido pelo seu efeito diurético natural. Ele contém aminoácidos que ajudam o corpo a liberar o excesso de água. O consumo deste vegetal auxilia na redução da pressão sobre os tecidos inchados. É uma opção nutritiva e funcional para acompanhar as refeições principais.

 

5. Salsa

A salsa pode ajudar a estimular a eliminação de líquidos de forma eficiente. Ela possui propriedades que beneficiam a filtragem renal. O uso da erva como tempero ou em sucos verdes potencializa a excreção de sódio. É um ingrediente simples que faz diferença na redução da congestão hídrica.

 

6. Chá verde

O chá verde auxilia o metabolismo e a redução do inchaço corporal. Ele contém substâncias antioxidantes que melhoram a circulação sanguínea. A bebida favorece a quebra de toxinas e estimula a atividade renal constante. Beber o chá ao longo do dia ajuda a manter o corpo em movimento interno.

 

7. Banana

A banana é rica em potássio e essencial para o equilíbrio celular. O potássio ajuda a neutralizar os efeitos negativos do excesso de sódio no corpo. Ao equilibrar esses minerais o organismo libera a água que estava retida desnecessariamente. A fruta é uma aliada prática para combater o inchaço matinal.

 

Dicas para potencializar o efeito desincha

Não basta apenas incluir alimentos específicos na dieta diária. Beber água regularmente ao longo do dia é fundamental para sinalizar ao corpo que ele pode liberar o estoque retido. A redução do consumo de alimentos ultraprocessados é outro passo vital.

 

Esses produtos costumam conter doses elevadas de conservantes e sal escondido. Evitar o excesso de sal no preparo das refeições caseiras também protege o sistema cardiovascular. Manter uma rotina de movimento físico ajuda a bombear os líquidos pelos vasos linfáticos.

 

Quando o inchaço merece atenção especial

O inchaço persistente deve ser observado de forma responsável e cuidadosa. Se o sintoma for frequente e não diminuir com mudanças na dieta o alerta deve ser ligado. Casos acompanhados de dor intensa, vermelhidão ou febre local exigem cuidado imediato.

 

O inchaço unilateral apenas em uma das pernas também é um sinal de risco. Nestas situações a importância de procurar um profissional de saúde é absoluta. O médico poderá avaliar se o problema está ligado ao coração, rins ou sistema circulatório.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/retencao-de-liquidos-7-alimentos-que-ajudam-a-desinchar-rapido,d3bde039029f40458f35e37d9fe74edanbl4768c.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Comida de rua e bebida no Carnaval: especialista dá dicas para evitar riscos


Carnaval chegou e, com ele, agitação, euforia e alegria. Mas, mesmo sendo um período intenso, alguns alertas devem ser lembrados, principalmente que envolvam comida de rua e bebida - que são itens encontrados em grande e larga escala ao redor de bloquinhos e festas.  Segundo o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Rodrigo Barbosa a ingestão de alimentos preparados sem os devidos cuidados pode resultar em intoxicações alimentares, infecções gastrointestinais e outros problemas que podem acabar com a folia.

 

Manipulação inadequada e alimentos expostos são perigos no Carnaval

Os perigos não se restringem aos alimentos, é preciso ainda atenção as bebidas já que gelo de origem duvidosa pode causar viroses e diarreias severas. Para aproveitar o Carnaval sem contratempos, Dr. Rodrigo Barbosa recomenda dar sempre preferência a embalagens fechadas seja de bebidas ou de alimentos industrializados, já que oferecem menor risco de contaminação. "Com as altas temperaturas previstas para os próximos dias em todo o Brasil ainda é importante manter a hidratação, mas sempre com água mineral lacrada e de procedência confiável", diz. Além disso, a má conservação dos alimentos, a manipulação inadequada e os condimentos expostos ao calor podem levar à contaminação por bactérias como Salmonella e Escherichia coli, causando vômito, diarreia e febre. Além disso, carnes e ovos de espetinhos e lanches devem ser bem cozidos para evitar infecções intestinais graves.

 

Ressaca e dor de barriga: o que realmente funciona para evitar o mal-estar e o que é mito

Depois de horas de bloco, festas e poucas horas de sono, muita gente acorda no dia seguinte achando que a ressaca se resume à dor de cabeça. Mas o sistema digestivo também paga a conta — e às vezes com juros: enjoo, diarreia, dor abdominal, estufamento e queimação estão entre as queixas mais comuns no pós-Carnaval. Para o Dr. Rodrigo Barbosa, o mal-estar gastrointestinal é parte frequente da ressaca, mas também pode ser sinal de irritação importante do estômago e do intestino, ou até de infecção alimentar. "Não é só o cérebro que sofre com o excesso de álcool. O estômago produz mais ácido, o intestino pode acelerar demais e a mucosa digestiva fica irritada. Por isso, dor de barriga e diarreia são tão comuns depois da folia", explica.

 

Beber água entre as doses evita a ressaca?

VERDADE (parcial). Beber água ao longo da festa ajuda a reduzir a desidratação, que é um dos fatores da dor de cabeça, tontura e fraqueza. "Intercalar bebida alcoólica com água é uma das atitudes mais eficazes para diminuir o impacto geral da ressaca. Mas isso não impede a irritação do estômago nem os efeitos tóxicos do álcool no organismo", alerta o médico.

 

Comer antes de beber protege o estômago?

VERDADE (com ressalvas). Alimentar-se antes de consumir álcool ajuda a retardar a absorção da bebida, reduzindo a agressão imediata ao estômago. "O problema é que muita gente exagera na fritura achando que está 'forrando o estômago'. Comida muito gordurosa pode piorar náusea, refluxo e sensação de estufamento depois", explica.

 

Comer algo pesado no fim da festa "cura" a ressaca?

MITO. Aquela parada no fast food de madrugada pode até dar sensação momentânea de conforto, mas não resolve o problema. "Comida gordurosa demora mais para ser digerida. Se a pessoa já está com o estômago irritado pelo álcool, isso pode piorar a náusea, o refluxo e a dor abdominal", explica.

 

Quando a "ressaca" deixa de ser normal?

O especialista orienta procurar avaliação médica se houver:

 

Dor abdominal forte e localizada

Vômitos persistentes ou com sangue

Diarreia intensa ou com sangue

Febre

Sinais de desidratação (boca muito seca, tontura ao levantar, pouca urina)

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/comida-de-rua-e-bebida-no-carnaval-especialista-da-dicas-para-evitar-riscos,7607441983376211b2033622b9af85ecnboymio2.html?utm_source=clipboard - Por: Vivi Pettersen / Vibe Mundial - Foto: Vibe Mundial