Nesta época do ano, alguns cuidados são importantes para prevenir gripes e resfriados
No outono, cresce o número de pessoas com doenças
respiratórias, como gripe e resfriado. A combinação entre temperaturas mais
baixas, ar seco e maior circulação de vírus favorece a transmissão. No entanto,
hábitos simples do dia a dia também podem contribuir para o aumento das
infecções.
Segundo o pneumologista do Hospital Santa Catarina -
Paulista, Dr. Alberto Cukier, muitos desses comportamentos passam
despercebidos, mas têm impacto direto na disseminação dos vírus respiratórios.
Além disso, favorecem a transmissão em cadeia entre diferentes faixas etárias,
com consequências especialmente sérias para grupos de risco.
Veja, abaixo, quais são os 7 erros mais comuns e como
evitá-los para se proteger de doenças respiratórias nesta época do ano.
1. Contato próximo mesmo com sintomas de gripe
Um dos erros mais comuns é manter o convívio com
outras pessoas, mesmo apresentando sintomas como coriza, febre ou dor de
garganta. "É bem comum que crianças levem vírus da escola para casa
e, na rotina das famílias, acabem sendo cuidadas pelos avós. Esse contato,
embora natural, aumenta a possibilidade de transmissão para pessoas que estão
fragilizadas e que podem desenvolver quadros mais graves, assim como amplia o
raio de contaminação", explica o Dr. Alberto Cukier.
2. Continuar a rotina normalmente, mesmo doente
Seguir trabalhando, estudando ou circulando
socialmente durante um quadro gripal também favorece a
transmissão. "Muitas pessoas continuam a trabalhar gripadas ou a
circular socialmente, sem proteção, o que aumenta a disseminação. São
comportamentos que parecem inofensivos, mas têm impacto direto na alta dos
casos nesta época do ano", completa o pneumologista.
3. Não utilizar máscara ao apresentar sintomas
respiratórios
O uso de máscara continua sendo uma medida eficaz para
evitar a transmissão de vírus respiratórios, especialmente em ambientes
compartilhados.
4. Manter ambientes fechados e com pouca ventilação
Locais sem circulação de ar favorecem a permanência de
vírus no ambiente, aumentando o risco de contágio. Manter janelas abertas é uma
medida simples e eficaz.
5. Negligenciar a higiene das mãos
A higienização frequente das mãos ajuda a reduzir a
transmissão de vírus causadores de gripe, resfriado e outras infecções
respiratórias.
6. Uso inadequado de antibióticos
O uso de medicamentos sem orientação médica é um erro
frequente e perigoso. "O uso indiscriminado de medicamentos,
especialmente antibióticos, é um ponto de atenção. A maioria das infecções
respiratórias nessa época é causada por vírus, e antibióticos não têm resultado
nesses casos. O uso inadequado, além de não trazer benefício, pode causar
efeitos colaterais e contribuir para a resistência bacteriana, um problema
crescente de saúde pública", alerta o Dr. Alberto Cukier.
O médico explica que não é preciso comprar medicamento
forte — principalmente sem orientação adequada de um especialista. "Em
situações como dor de garganta, nariz escorrendo ou desconforto, a adoção de
medidas caseiras, como lavagem nasal ou uso de antitérmico, já é suficiente.
Fora isso, ficar em repouso e se manter hidratado e alimentado, seja com chá,
canja, o que for natural. Medicação em excesso piora a situação e ajuda a
mascarar sintomas", acrescenta.
7. Não se vacinar contra a gripe (influenza)
A vacinação contra a gripe é uma das principais formas
de prevenir casos graves e reduzir a circulação do vírus. "A
população toda deveria se vacinar contra influenza. Mesmo que não impeça 100% a
infecção, a vacina diminui a circulação do vírus e reduz significativamente o
risco de complicações. Assim, conseguimos diminuir os quadros gripais",
afirma o pneumologista.
Quando a gripe pode indicar algo mais grave?
Na maioria dos casos, gripe e resfriado são leves e
melhoram em poucos dias. Ainda assim, é fundamental observar a evolução dos
sintomas. "Alguns sinais, no entanto, indicam a necessidade de avaliação
médica. Quando o paciente apresenta falta de ar, chiado no peito, febre
persistente ou piora progressiva após os primeiros dias, é recomendado procurar
atendimento. Esses podem ser indícios de complicações, como pneumonia, que
exigem investigação e, em alguns casos, até internação", alerta o médico.
Quem faz parte do grupo de risco deve ter atenção
redobrada
Idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas,
como asma ou Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), têm maior risco de
complicações. "Pessoas que já têm dificuldades respiratórias, tendência a
ter falta de ar, desconforto ao fazer atividades, podem piorar se forem
acometidas por qualquer um desses fenômenos infecciosos", lembra o Dr.
Alberto Cukier.
Como recomendação, vale intensificar medidas simples e
já incorporadas durante a pandemia de covid-19, como lavar ou higienizar as
mãos com frequência, usar máscaras e, ao tossir ou espirrar, evitar que essas
gotículas fiquem pelo ar e contaminem outras pessoas.
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- Por Nadja Cortes - Foto: Pixel-Shot | Shutterstock / Portal EdiCase




