terça-feira, 29 de setembro de 2026

3 bebidas naturais para fortalecer o sistema imunológico durante a primavera


Nutricionista indica alimentos que fornecem nutrientes importantes para o organismo e explica como incluí-los no preparo de sucos e shots

 

Para enfrentar as oscilações térmicas da primavera e prevenir infecções, a nutricionista Clariana Colaço indica três bebidas para fortalecer a imunidade: o chá de limão com gengibre, rico em vitamina C e antioxidantes; o suco verde com folhas escuras, fontes de magnésio e ácido fólico; e um shot matinal em jejum à base de limão, própolis e gengibre. Ela reforça que essas opções devem ser combinadas com hidratação constante e hábitos saudáveis para garantir a absorção adequada dos nutrientes.


Com mudanças bruscas de temperatura durante a primavera, alguns cuidados com a saúde ganham ainda mais atenção. Entre eles está manter uma alimentação variada e equilibrada, que ajuda a fornecer nutrientes importantes para o funcionamento adequado do sistema imunológico.

 

"Quando nosso sistema imunológico está fortalecido e funcionando bem, ele protege o corpo contra infecções causadas por bactérias, vírus e fungos, por isso a boa alimentação se faz tão importante. Ele também é responsável pela boa recuperação do organismo, depois de uma grande gripe, por exemplo", explica a nutricionista Clariana Colaço.

 

Ela lembra que alguns shots, sucos e até a água podem fazer parte de uma alimentação equilibrada e contribuir para a ingestão de nutrientes importantes para o funcionamento adequado do sistema imunológico. "Não podemos esquecer que todas essas dicas só funcionam com uma vida saudável 360 graus, com uma rotina de exercícios e boa hidratação. A água é fundamental para o bom funcionamento do organismo, para a absorção dos nutrientes e para a boa saúde intestinal que tem relação direta com a imunidade", diz.

 

1 - Chá de limão com gengibre

O limão é fonte de vitamina C, que tem um importante papel no fortalecimento da imunidade. Já o gengibre é um superalimento que tem efeito anti-inflamatório e imunomodulador. Na hora do preparo, a nutricionista recomenda acrescentar também raspas da casca do limão. "Além de usar a fruta por inteiro, aumentamos a vitamina C no preparo".

 

2 - Suco verde

O famoso suco verde, já colocado na rotina diária de muitas pessoas, é uma boa opção para aumentar a imunidade. "Os vegetais verdes-escuros são fontes de ferro, isso todo mundo sabe, mas eles também são fontes de magnésio, cálcio e ácido fólico, que são muito importantes para imunidade", lembra Clariana Colaço.

Aqui, você pode unir também, na preparação, uma fonte de vitamina C, como laranja, kiwi, acerola ou limão, eles podem até ser à base do suco. E use e abuse da couve inteira, até o talo. Pode acrescentar ou variar com espinafre e até salsinha. Também pode fazer um grande combo, acrescentando gengibre. Se preferir coar, sem problemas, só lembre de tomar imediatamente.

 

3 - Shot matinal

Voltando a falar do limão e do gengibre, os dois costumam ganhar espaço na alimentação quando o assunto é o cuidado com o sistema imunológico "Aqui, podemos fazer um shot matinal com 1 limão espremido, 15 gotas de própolis, 1 colher de café de gengibre em pó ou ralado fininho e 50 ml de água. Tome em jejum".

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/3-bebidas-naturais-para-fortalecer-o-sistema-imunologico-durante-a-primavera,12c978719fe90b8970c0b5c5cd91b408nyqi2137.html?utm_source=clipboard - Por Ana Carolina Baili - Foto: Estrada Anton | Shutterstock / Portal EdiCase

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Consagração a Nossa Senhora Aparecida


“Ó Maria Santíssima, pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, em vossa querida imagem de Aparecida, espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil.

 

Eu, embora indigno de pertencer ao número de vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado a vossos pés, consagro-vos o meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis; consagro-vos a minha língua, para que sempre vos louve e propague a vossa devoção; consagro-vos o meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas.

 

Recebei-me, ó Rainha incomparável, vós que o Cristo crucificado deu-nos por Mãe, no ditoso número de vossos filhos e filhas; acolhei-me debaixo de vossa proteção; socorrei-me em todas as minhas necessidades, espirituais e temporais, sobretudo na hora de minha morte.

 

Abençoai-me, ó celestial cooperadora, e com vossa poderosa intercessão, fortalecei-me em minha fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda eternidade.

 

Assim seja!”

Festa da Padroeira 2026: confira a programação completa de missas, novena e shows em Aparecida


A poucos dias da Festa da Padroeira de 2026, o Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo, já se prepara para receber milhares de fiéis.

 

A programação oficial é realizada entre os dias 3 e 12 de outubro, com novena e outras celebrações litúrgicas, atividades culturais, entre outros.

 

Neste ano, o tema da Festa é “Com Maria, em comunidade, conhecer e praticar a Palavra”.

 

O g1 separou a programação com os horários das missas e outras celebrações durante os dias da festa.

 

Confira a programação completa abaixo:

 

03/10 — Sábado

Tema: “Com Maria, a Palavra de Deus nos faz participar da história da salvação!”

05h30 — Toque dos Sinos

06h — Missa

07h30 — Escola de Maria

08h — Concentração para o Passeio Ciclístico — Tribuna Dom Aloísio Lorscheider

08h30 — Passeio Ciclístico

09h — Missa

10h30 — Missa

12h — Missa

14h30 — Acolhida no Altar Central

15h — Novena da Tarde

16h30 — Missa

18h30 — Acolhida no Altar Central

19h — Novena Solene

 

04/10 — Domingo

Tema: “Com Maria, discípula perfeita, cuidamos da vida de cada um e da Casa Comum!”

05h — Toque dos Sinos

05h30 — Missa

06h45 — Escola de Maria

08h — Missa

10h — Missa

12h — Missa

14h30 — Acolhida no Altar Central

15h — Novena da Tarde

16h30 — Missa

18h30 — Acolhida no Altar Central

19h — Novena Solene

 

05/10 — Segunda-feira

Tema: “Com Maria, construímos a paz e a união pela reconciliação!”

06h — Toque dos Sinos

06h45 — Missa

09h — Missa

10h30 — Missa

12h — Missa

14h30 — Acolhida no Altar Central

15h — Novena da Tarde

16h30 — Missa

18h30 — Acolhida no Altar Central

19h — Novena Solene

 

06/10 — Terça-feira

Tema: “Com Maria, Mãe discípula, somos redimidos pela Palavra encarnada!”

06h — Toque dos Sinos

06h45 — Missa

09h — Missa

10h30 — Missa

12h — Missa

14h30 — Acolhida no Altar Central

15h — Novena da Tarde

16h30 — Missa

18h30 — Acolhida no Altar Central

19h — Novena Solene

 

07/10 — Quarta-feira

Tema: “Com Maria, levamos o Terço e a Bíblia na mão e no coração!”

06h — Toque dos Sinos

06h45 — Missa

09h — Missa

10h30 — Missa

12h — Missa

14h30 — Acolhida no Altar Central

15h — Novena da Tarde

15h30 — Concentração para a Carreata — Pátio das Palmeiras

16h — Carreata

16h30 — Missa

18h30 — Acolhida no Altar Central

19h — Novena Solene

 

08/10 — Quinta-feira

Tema: “Com Maria, praticamos a piedade popular, iluminada pela Palavra de Deus!”

06h — Toque dos Sinos

06h45 — Missa

09h — Missa

10h30 — Missa

12h — Missa

14h30 — Acolhida no Altar Central

15h — Novena da Tarde

16h30 — Missa

18h30 — Acolhida no Altar Central

19h — Novena Solene

 

09/10 — Sexta-feira

Tema: “Com Maria, somos Igreja de irmãos, reunidos pela Palavra e pelo pão da vida!”

06h — Toque dos Sinos

06h45 — Missa

09h — Missa

10h30 — Missa

12h — Missa

14h30 — Acolhida no Altar Central

15h — Novena da Tarde

16h30 — Missa

18h30 — Acolhida no Altar Central

19h — Novena Solene

20h45 — Festival da Padroeira — Tribuna Papa Bento XVI

 

10/10 — Sábado

Tema: “Com Maria, praticamos a justiça social como compromisso de amor e de paz!”

05h30 — Toque dos Sinos

06h — Missa

07h30 — Escola de Maria

09h — Missa

10h30 — Missa

12h — Missa

14h30 — Acolhida no Altar Central

15h — Novena da Tarde

16h30 — Missa

18h30 — Acolhida no Altar Central

19h — Novena Solene

 

11/10 — Domingo

Tema: “Com Maria, em família, a Jornada Bíblica do Santuário nos envia a evangelizar!”

05h — Toque dos Sinos

05h30 — Missa

06h45 — Escola de Maria

08h — Missa

10h — Missa

12h — Missa

14h30 — Acolhida no Altar Central

15h — Novena da Tarde

16h30 — Missa

18h30 — Acolhida no Altar Central

19h — Novena Solene

20h30 — Procissão Memória para a Capela São Geraldo

23h — Vigília Mariana

 

12/10 — Segunda-feira

Tema: “Nossa Senhora Aparecida: solenidade da Rainha e Padroeira do Brasil!”

00h — Vigília Mariana

04h45 — Toque dos Sinos

05h — Missa

07h — Missa

09h — Missa Solene

12h — Toque dos Sinos

12h — Missa das Crianças

14h — Missa

15h — Consagração Solene — Basílica Histórica

16h — Missa

18h — Missa de Encerramento

19h30 — Procissão Solene e Show Pirotécnico

 

Fonte: https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/festa-da-padroeira/noticia/2026/09/23/festa-da-padroeira-2026-confira-a-programacao-completa-de-missas-novena-e-shows-em-aparecida.ghtml - Santuário Nacional de Aparecida — Foto: Lucas Tavares/g1

domingo, 27 de setembro de 2026

O que causa o autismo? Especialistas explicam o papel da genética e outros fatores


Autismo é genético? Entenda o que a ciência já sabe sobre os genes, a família, a gravidez e outros fatores ligados à condição.

 

O autismo tem como base primária uma arquitetura genética complexa, envolvendo múltiplas combinações genéticas herdadas ou espontâneas, e não um gene único. Fatores gestacionais, como infecções ou uso de ácido valproico, podem elevar os riscos, mas em menor grau e sem agir isoladamente. A ciência descarta mitos como a influência de vacinas ou da criação familiar, reforçando que essa heterogeneidade genética e biológica faz com que cada indivíduo no espectro se desenvolva de maneira única.


Quando uma criança recebe o diagnóstico de autismo, é comum que a família tente entender por que isso aconteceu.

 

Pare de tentar adivinhar. Aprenda a entender o autismo, reconhecer os sinais e agir com segurança no dia a dia, mesmo que você ainda esteja perdido ou sem apoio profissional.

 

A dúvida pode levar a perguntas sobre a gravidez, o parto, doenças, medicamentos ou até mudanças percebidas nos primeiros anos de vida.

 

Uma revisão recente da National Autistic Society, baseada em dezenas de trabalhos científicos, reforçou uma informação importante sobre essa pergunta. A entidade passou a afirmar de forma explícita que o autismo é genético.

 

Mas o que isso significa na prática? Se os genes têm um papel tão importante, por que nem sempre existe outra pessoa autista na família? E por que irmãos, inclusive gêmeos, podem apresentar desenvolvimentos tão diferentes?

 

O que significa dizer que o autismo é genético

A resposta não está em um único ponto do DNA.

"Não há um único gene que possa prever ou explicar o autismo", afirma Fabricia Signorelli, psiquiatra especialista em TEA, TDAH e outros transtornos do neurodesenvolvimento.

Segundo a médica, o autismo envolve uma combinação de diferentes características genéticas. Algumas são comuns e podem atuar juntas. Outras são mais raras e podem ser herdadas da família ou surgir durante o desenvolvimento.

"O autismo tem uma arquitetura genética complexa", explica.

Em linguagem simples, isso significa que diferentes combinações de genes podem participar do desenvolvimento do autismo, e essa combinação não é igual em todas as pessoas.

É por isso que não existe um exame genético simples capaz de dizer se uma criança terá autismo.

Em algumas situações, porém, a investigação genética consegue identificar uma alteração específica. O resultado pode ajudar os médicos a compreender melhor aquele caso, acompanhar possíveis condições associadas e orientar a família.

A National Autistic Society ressalta que a ciência ainda não identificou todos os genes envolvidos no autismo. Portanto, afirmar que o autismo é genético não significa que já exista uma fórmula capaz de prever quem será autista.

 

E quando ninguém na família é autista

Se não há outro caso conhecido na família, ainda assim pode haver uma participação genética no autismo.

Algumas alterações genéticas surgem durante a formação do óvulo ou do espermatozoide ou nas primeiras etapas do desenvolvimento. São as chamadas alterações de novo, que não foram herdadas diretamente dos pais.

A National Autistic Society inclui essas alterações entre as possibilidades relacionadas ao autismo, embora sejam menos comuns.

Já ter um familiar autista aumenta a possibilidade de outro membro da família também estar no espectro. Isso não significa, porém, que o diagnóstico necessariamente se repetirá.

"Uma investigação genética bem indicada pode ajudar a refinar o aconselhamento sobre o risco de recorrência", afirma Fabricia.

A especialista cita uma estimativa média de recorrência entre irmãos de cerca de 10%. O risco pode ser maior quando já existem dois ou mais filhos autistas.

Isso significa que ter um filho autista aumenta a possibilidade de outro também estar no espectro, mas não permite prever o que acontecerá em uma próxima gestação.

 

Por que irmãos e gêmeos podem ser diferentes

Se a genética tem um papel tão importante no autismo, por que irmãos da mesma família podem ter desenvolvimentos tão diferentes?

Os gêmeos idênticos ajudam a entender essa questão. Eles compartilham praticamente todo o material genético, mas isso não significa que terão exatamente o mesmo desenvolvimento.

A National Autistic Society destaca que, mesmo entre eles, um pode ser autista e o outro não.

Mayra Gaiato, psicóloga e neurocientista especializada em autismo e desenvolvimento infantil, chama atenção para essa diferença. Segundo ela, mesmo quando a genética é praticamente a mesma, cada pessoa tem experiências e formas próprias de se desenvolver.

"Eles são pessoas diferentes, pensamentos diferentes, ações diferentes. E mesmo sendo criados pelos mesmos pais no mesmo lugar, o ambiente de cada um, a experiência de cada um, a forma como cada um recebe os estímulos também é diferente", afirma.

Em outras palavras, os genes têm um papel importante, mas não funcionam como um roteiro que determina sozinho como cada criança vai se desenvolver.

 

A gravidez também pode aumentar o risco?

A genética é a principal peça dessa história, mas alguns fatores relacionados à gestação também podem aumentar a probabilidade de autismo.

Isso não significa, porém, que esses fatores provoquem o autismo de forma isolada.

Entre os fatores com evidências mais fortes estão a rubéola durante o primeiro trimestre e a exposição ao ácido valproico durante a gravidez. A National Autistic Society destaca especificamente essas duas situações.

O ácido valproico, também chamado de valproato, é usado no tratamento de algumas condições, como epilepsia.

Segundo Fabrícia Signorelli, a associação entre a exposição ao medicamento durante a gestação e o aumento do risco de autismo é consistente nos estudos.

"A exposição ao valproato durante a gravidez está associada a cerca de três vezes mais risco de autismo", aponta.

Isso não significa que uma gestante deva interromper o medicamento por conta própria. Qualquer mudança no tratamento precisa ser discutida com o médico, considerando os riscos e benefícios para mãe e bebê.

Outros fatores também aparecem nas pesquisas, como prematuridade, baixo peso ao nascer, algumas infecções, idade parental mais avançada e determinadas complicações no nascimento.

Nesses casos, a relação é mais complexa. A presença de um desses fatores não permite afirmar que ele tenha causado o autismo.

A National Autistic Society ressalta que a contribuição desses fatores é muito menor do que a genética e que, na maioria das situações, eles não podem ser apontados isoladamente como responsáveis pelo autismo.

 

Vacina causa autismo?

Não há evidências científicas de que vacinas causem autismo.

A National Autistic Society inclui essa associação entre os mitos sobre as causas do autismo e destaca que a preocupação ganhou força nos anos 1990 a partir de uma pesquisa que posteriormente foi considerada fraudulenta.

 

Por que os sinais podem ficar mais claros por volta dos 2 anos?

Algumas crianças apresentam sinais desde os primeiros meses de vida. Em outras, as diferenças ficam mais perceptíveis conforme aumentam as expectativas sobre fala, interação social e desenvolvimento.

Também existem casos de regressão, quando a criança perde habilidades que já havia adquirido.

Quando isso acontece, os pais podem tentar encontrar uma explicação para a mudança.

"Muitas vezes, eles procuram um acontecimento para explicar aquilo que estão vendo naquele momento", afirma Mayra Gaiato.

É nesse contexto que entra a chamada poda sináptica. Durante o desenvolvimento, o cérebro fortalece algumas conexões entre as células nervosas e elimina outras. Esse processo faz parte da reorganização cerebral ao longo do crescimento.

Mayra relaciona esse período às mudanças que podem ficar mais evidentes por volta de 1 ano e meio a 2 anos. Na explicação da especialista, a poda não cria o autismo naquele momento, mas pode tornar mais visíveis dificuldades que já estavam presentes.

"Essa não é a causa, a poda só mostrou mais as dificuldades que já existiam", explica.

A regressão no autismo é reconhecida, mas os mecanismos envolvidos ainda são estudados. Por isso, essa explicação deve ser entendida dentro desse contexto.

Perceber os sinais com mais clareza nessa idade, portanto, não significa necessariamente que o autismo tenha começado naquele momento.

 

Os pais podem causar o autismo?

Não. A ideia de que a criação dos filhos provocaria autismo já foi abandonada pela ciência. Uma das teorias mais conhecidas do passado, a chamada "mãe-geladeira", chegou a atribuir a condição à falta de afeto materno.

Essa explicação não tem respaldo científico, mas a culpa familiar pode aparecer de outras formas até hoje.

Lucelmo Lacerda de Brito, doutor em Educação e pesquisador na área de autismo, chama atenção para esse problema.

"A ideia de que o autismo está relacionado diretamente à criação da família é um mito que historicamente produziu muita culpa", afirma.

Segundo o pesquisador, essa interpretação também pode aparecer no ambiente escolar, quando comportamentos de uma criança autista são atribuídos simplesmente à falta de limites ou de atenção dos pais.

"Muitas vezes, comportamentos considerados problemáticos acabam sendo atribuídos à família, especialmente quando a criança apresenta maiores necessidades de apoio", diz.

Para Lucelmo, essa interpretação pode dificultar a relação entre escola e família. Em vez de procurar o que está por trás de determinado comportamento e quais apoios podem ajudar, a discussão acaba concentrada na maneira como a criança é criada.

 

O que a genética explica sobre o autismo?

A ciência não aponta uma causa única para todos os casos.

O que a pesquisa recente reforça é o peso da genética. Não existe um único gene responsável, mas uma combinação complexa de características genéticas pode participar do desenvolvimento do autismo. Algumas são herdadas e outras podem surgir durante o desenvolvimento.

Alguns fatores relacionados à gestação também podem aumentar o risco, mas não devem ser confundidos com causas isoladas.

Essa complexidade ajuda a explicar por que pessoas autistas podem apresentar características e necessidades muito diferentes.

"O autismo é altamente heterogêneo", resume Lucelmo.

Em outras palavras, não existe uma única forma de ser autista. A genética ajuda a explicar como a condição se desenvolve, mas não permite prever exatamente como ela vai se manifestar em cada pessoa.

Por isso, entender a origem do autismo não deveria levar a família a procurar um culpado. O conhecimento sobre a genética é mais útil quando ajuda a compreender a condição e a identificar as necessidades específicas de cada criança.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-que-causa-o-autismo-especialistas-explicam-o-papel-da-genetica-e-outros-fatores,3cdd1c34c4a64b62f2d8dccd0d788ee9wjo2z2z3.html#google_vignette - Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

sábado, 26 de setembro de 2026

Primavera e saúde ocular: cuidados para evitar alergias e irritações


Com a chegada da estação das flores, o aumento do pólen e os dias mais ensolarados exigem atenção redobrada com a saúde ocular

 

A primavera eleva o risco de conjuntivite alérgica e ressecamento ocular devido ao pólen, poeira e variações climáticas, gerando coceira e vermelhidão. Especialistas alertam para não esfregar os olhos, hábito que pode causar lesões ou ceratocone, recomendando compressas frias para alívio. Medidas preventivas incluem usar óculos com proteção UV, manter ambientes limpos e evitar a automedicação com colírios. Havendo dor, secreção purulenta ou baixa visual, a consulta oftalmológica é indispensável.

 

A chegada da primavera traz temperaturas mais agradáveis, mas também aumenta a exposição a pólen, poeira e partículas presentes no ar. As variações de temperatura e umidade também podem favorecer irritações e ressecamento nos olhos. 

 

"Os olhos, por serem mucosas expostas, reagem rapidamente a esses estímulos", explica Larissa Bowens, médica oftalmologista do hospital Oftalmos. Entre as queixas mais comuns está a conjuntivite alérgica sazonal. A condição costuma provocar coceira intensa, vermelhidão, lacrimejamento, inchaço nas pálpebras e sensação de areia nos olhos.

 

Geralmente, os sintomas aparecem nos dois olhos. Já as conjuntivites infecciosas podem apresentar mais secreção e começar em apenas um deles. "Na dúvida, a avaliação com um oftalmologista é o caminho mais seguro para diferenciar os casos", orienta a médica.

 

Evite esfregar os olhos

Esfregar os olhos pode proporcionar alívio momentâneo, mas tende a piorar a inflamação. O hábito também pode provocar lesões na córnea e aumentar a predisposição ao desenvolvimento ou progressão do ceratocone. Por isso, uma alternativa para aliviar o desconforto são as compressas frias.

 

Atenção ao ressecamento

O clima mais seco e a presença de poeira podem aumentar a evaporação da lágrima e irritar a superfície ocular.

 

Ardência, sensação de corpo estranho, vermelhidão persistente, visão embaçada intermitente e sensibilidade à luz são sinais que merecem atenção. "Esses elementos favorecem a evaporação da lágrima natural e irritam a superfície ocular", explica Dra. Larissa.

 

Proteja os olhos do sol

Os dias mais longos também aumentam a exposição à radiação ultravioleta. Por isso, a oftalmologista recomenda o uso de óculos escuros com proteção UV adequada.

 

"A exposição solar cumulativa está ligada à catarata precoce, ao pterígio e a outras lesões na superfície ocular", alerta. Além de reduzir o desconforto provocado pela luminosidade, os óculos ajudam a diminuir o contato dos olhos com pólen e poeira.

 

Cuidado com colírios por conta própria

Colírios de venda livre nem sempre resolvem a causa do desconforto. Alguns podem apenas mascarar os sintomas e, quando utilizados por períodos prolongados, piorar a vermelhidão.

 

Por isso, o ideal é buscar orientação profissional antes de iniciar um tratamento. Colírios lubrificantes sem conservantes também devem ser usados conforme recomendação.

 

Quando procurar um oftalmologista?

Alguns sinais indicam que o quadro pode não ser apenas uma alergia sazonal. Dor, secreção purulenta, redução da visão ou sintomas em apenas um olho precisam de avaliação especializada.

 

"Quando os sintomas persistem mesmo com cuidados básicos, quando há dor, secreção purulenta, redução da visão ou manifestações em apenas um olho, é necessária avaliação especializada", finaliza Dra. Larissa.

 

Checklist para cuidar dos olhos na primavera

Lave as mãos antes de tocar o rosto ou os olhos;

Higienize o rosto e a região dos olhos ao chegar em casa;

Evite esfregar os olhos e prefira compressas frias;

Use óculos escuros com proteção UV;

Mantenha os ambientes limpos e ventilados;

Evite correntes de ar direcionadas ao rosto;

Higienize e troque as roupas de cama com frequência.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/primavera-e-saude-ocular-cuidados-para-evitar-alergias-e-irritacoes,88ffc08814ea249fc9c47ee1d75b21e30topbxnb.html?utm_source=clipboard - Foto: Magnific / Saúde em Dia