domingo, 22 de fevereiro de 2026

Já pensou em dançar? Veja 5 benefícios para a saúde


Atividade melhora o condicionamento, reduz o estresse e fortalece o corpo de forma divertida

 

Os benefícios da dança vão muito além da diversão. O que antes era associado apenas a festas e musicais hoje faz parte da rotina de academias e estúdios.

 

E o melhor: é uma atividade acessível para diferentes idades e níveis de condicionamento.

 

Segundo a especialista Ludmilla Marzano, a dança é dinâmica, trabalha o corpo todo e ainda fortalece a autoestima.

 

1. Dançar ajuda a queimar calorias

A dança funciona como um "exercício disfarçado". A pessoa se diverte e, ao mesmo tempo, se movimenta intensamente.

Dependendo da intensidade aplicada nos movimentos, é possível ter alto gasto calórico. Em aulas como a zumba, por exemplo, esse número pode ser expressivo.

Como qualquer prática física, a frequência faz diferença. O ideal é manter pelo menos três aulas por semana.

Pouco treino ainda é treino. Mas constância é o que traz resultado.

 

2. Combate o estresse do dia a dia

O estresse tende a deixar o corpo rígido e tenso. Ao começar a dançar, o movimento ajuda a liberar essa tensão acumulada.

A atividade estimula a liberação de substâncias associadas à sensação de prazer e bem-estar. A música também influencia o humor.

Segundo Ludmilla, muitas pessoas já chegam à aula sorrindo ao ouvir os primeiros acordes.

Movimento e música formam uma combinação poderosa.

 

3. Tonifica os músculos

A dança trabalha diferentes grupos musculares ao mesmo tempo. Ritmos variados exigem deslocamentos, giros, agachamentos e movimentos de braços.

Aulas como a zumba combinam estilos como salsa, merengue, cumbia e reggaeton. Essa variação amplia o estímulo muscular.

O resultado é fortalecimento global, especialmente em pernas, abdômen e braços.

 

4. Ajuda a reduzir a ansiedade

Para acompanhar a coreografia, é preciso atenção no momento presente. Esse foco ajuda a diminuir pensamentos repetitivos e preocupações excessivas.

Durante a aula, o corpo se movimenta e a mente se concentra na sequência de passos.

Essa combinação favorece sensação de leveza mental.

 

5. Estimula a socialização

As aulas costumam ser realizadas em grupo. Isso cria ambiente de troca e incentivo coletivo.

Ver outras pessoas evoluindo motiva. Compartilhar desafios aproxima.

A dança também fortalece autoestima. Cada nova coreografia aprendida reforça sensação de conquista.

 

Dançar é para todos

A dança pode ser adaptada a diferentes níveis de preparo físico. Não exige experiência prévia nem padrão corporal específico.

Se o objetivo é se movimentar, melhorar o condicionamento e cuidar da saúde mental, a dança é uma opção eficiente e prazerosa.

Não existe exercício perfeito. Existe aquele que você consegue manter.

Se dançar faz você voltar na próxima aula, já é um ótimo começo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/ja-pensou-em-dancar-veja-5-beneficios-para-a-saude,7de040581392c8a340149a8c370f53c8i5sepen6.html?utm_source=clipboard -  Foto: Shutterstock / Sport Life

sábado, 21 de fevereiro de 2026

7 problemas causados pela respiração que podem prejudicar o sono


Alterações nas vias aéreas interferem no descanso noturno e explicam noites mal dormidas e cansaço constante

 

Dormir bem não depende apenas da quantidade de horas na cama. Para que o sono seja realmente restaurador, o corpo precisa atingir fases profundas de relaxamento, o que só acontece quando a respiração flui de forma livre e contínua. Quando existe qualquer tipo de bloqueio ou esforço respiratório, o organismo entra em um estado de alerta involuntário. A pessoa até dorme, mas não descansa.

 

Problemas respiratórios durante o sono costumam ser subestimados porque nem sempre provocam dor ou sintomas evidentes durante o dia. Ainda assim, eles fragmentam o sono, reduzem a oxigenação adequada do organismo e impactam diretamente a disposição, a concentração, o humor e até a saúde a longo prazo.

 

De acordo com a médica Renata Mori, otorrinolaringologista especialista em doenças nasais, a qualidade da respiração é determinante para um sono reparador. "Durante o sono, o corpo precisa reduzir o ritmo, mas, quando há dificuldade para respirar, o cérebro entende que existe um risco e se mantém em estado de vigilância. Isso impede que a pessoa atinja as fases mais profundas do sono, mesmo sem perceber", explica.

 

A seguir, confira os principais problemas respiratórios que podem comprometer diretamente a qualidade do sono.

 

1. Desvio de septo nasal

O desvio de septo não causa apenas nariz entupido. Ele altera a dinâmica da respiração ao longo da noite, criando um fluxo de ar irregular que exige esforço constante do sistema respiratório. Com o corpo deitado, essa assimetria se intensifica, favorecendo congestão de um lado do nariz e sobrecarga do outro, impactando diretamente a estabilidade do sono.

"Quando o septo está desviado, o organismo precisa compensar essa dificuldade respiratória durante toda a noite. O resultado é um sono fragmentado, com microdespertares que impedem o descanso profundo, mesmo que a pessoa não acorde completamente", explica Renata Mori.

 

2. Rinite alérgica

Mais do que espirros e coriza, a rinite provoca um estado inflamatório contínuo dentro do nariz. Durante a noite, essa inflamação tende a aumentar por fatores hormonais e pela posição deitada, tornando a respiração mais difícil justamente no momento em que o corpo deveria relaxar.

"A rinite faz com que o nariz funcione mal à noite. O paciente passa a respirar com dificuldade, alterna a respiração entre as narinas e acorda várias vezes ao longo do sono, o que compromete a recuperação física e mental", afirma a médica.

 

3. Sinusite crônica

Na sinusite persistente, o problema não está apenas na obstrução nasal, mas na qualidade do ar que circula pelas vias respiratórias. A presença constante de secreção e inflamação interfere na ventilação adequada dos seios da face, gerando desconforto silencioso durante a noite.

"Mesmo sem dor intensa, a sinusite crônica impede uma respiração plena. O cérebro interpreta essa limitação como um fator de estresse, o que mantém o sono superficial e pouco restaurador", detalha Renata Mori.

 

4. Respiração pela boca

Dormir respirando pela boca altera completamente a fisiologia do sono. Além de reduzir a eficiência da oxigenação, essa condição favorece o ressecamento das vias aéreas, inflamações recorrentes e maior instabilidade respiratória durante a noite.

"A respiração bucal é sempre um sinal de alerta. Ela indica que o nariz não está cumprindo seu papel e isso faz com que o sono seja mais leve, agitado e menos eficiente do ponto de vista reparador", ressalta a médica.

 

5. Ronco frequente

O ronco não é apenas um som incômodo. Ele revela vibração excessiva dos tecidos da garganta causada pela passagem dificultada do ar. Essa resistência cria turbulência respiratória e impede que o fluxo de oxigênio seja constante ao longo da noite.

"O ronco frequente mostra que a respiração está sendo feita com esforço. Mesmo quando não há apneia, ele já indica prejuízo na qualidade do sono e aumento do risco de cansaço diurno", alerta Renata Mori.

 

6. Apneia obstrutiva do sono

Na apneia, a respiração é interrompida repetidamente durante a noite, levando a quedas na oxigenação do sangue. Cada pausa obriga o cérebro a sair do sono profundo para garantir a sobrevivência, quebrando o ciclo natural do descanso.

"O paciente com apneia pode passar a noite inteira dormindo e, ainda assim, acordar exausto. O corpo nunca entra em um estado contínuo de recuperação porque está sempre reagindo às pausas respiratórias", explica a especialista.

 

7. Aumento das adenoides e das amígdalas

Especialmente em crianças, o aumento dessas estruturas reduz o espaço para a passagem de ar, forçando uma respiração ruidosa e ineficiente durante o sono. Isso interfere diretamente no desenvolvimento físico e cognitivo.

"Quando a criança dorme mal por dificuldade respiratória, isso reflete no comportamento, na atenção e até no crescimento. O sono é fundamental nessa fase, e a respiração inadequada compromete todo esse processo", observa Renata Mori.

 

Sinais de alerta que não devem ser ignorados

Para a especialista, sintomas como ronco persistente, sono agitado, boca seca ao acordar e cansaço frequente não devem ser considerados normais. "Respirar bem é um dos pilares do sono saudável. Identificar e tratar alterações respiratórias é essencial para recuperar a qualidade do descanso e, consequentemente, de vida", conclui.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/7-problemas-causados-pela-respiracao-que-podem-prejudicar-o-sono,c91836ae3b7b57d0510c595d0c53dca3fc579ctu.html?utm_source=clipboard - Por Sarah Monteiro - Foto: AJR_photo | Shutterstock / Portal EdiCase

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Envelhecer com saúde: hábitos que desaceleram o tempo


Envelhecer é inevitável, mas como você envelhece depende dos seus hábitos. Veja os pilares do envelhecimento saudável, segundo especialista.

 

O processo de envelhecer faz parte da vida. O que muda é como esse envelhecimento acontece.

 

Alimentação equilibrada, sono de qualidade, exercícios regulares, controle do estresse e um ambiente emocional saudável são pilares que desaceleram o desgaste físico e emocional.

 

Como resume o nutrólogo e geriatra Dr. Adriano Faustino:

 

"Você não pode mudar seus genes, mas pode mudar seus hábitos.

Alimentação equilibrada, sono de qualidade, exercícios regulares e uma mente saudável são os pilares que desaceleram o envelhecimento celular".

Estilo de vida: o verdadeiro segredo para envelhecer bem

Mais do que genética, é o estilo de vida que determina como vamos envelhecer.

 

Segundo o Dr. Adriano Faustino, o envelhecimento saudável depende de escolhas diárias que:

 

preservam o metabolismo.

reduzem a inflamação.

mantêm a vitalidade das células.

Ele define isso como ver o estilo de vida como terapia:

Alimentação inteligente.

Sono reparador.

Atividade física regular.

Equilíbrio emocional.

Propósito de vida.

Isso não impede o envelhecimento, mas desacelera seu impacto sobre o corpo e a mente.

"Você não pode mudar sua genética, mas pode mudar a forma como ela se expressa.

Seus hábitos determinam se os genes da longevidade serão ativados ou silenciados", explica o médico.

 

Alimentação: muito além de contar calorias

Na geriatria funcional, envelhecer bem não é só "comer menos". É nutrir melhor.

 

O foco não é apenas o "combustível energético", e sim a densidade nutricional dos alimentos.

 

Micronutrientes como:

 

vitaminas.

minerais.

fitoquímicos.

 

são cofatores essenciais para:

 

produzir energia.

equilibrar hormônios.

manter a memória e a cognição.

fortalecer a imunidade.

 

Quando eles faltam por muito tempo, aumentam:

 

inflamação crônica.

disfunções das mitocôndrias (as "usinas" das células).

perda de massa muscular.

 

Princípios básicos de alimentação para envelhecer melhor

Priorize alimentos naturais e integrais: frutas, verduras, legumes, proteínas magras e gorduras boas (como ômega-3, azeite e abacate).

 

Reduza ultraprocessados, açúcar em excesso e gorduras hidrogenadas.

Mantenha boa hidratação, essencial para detoxificação e regeneração celular.

Sempre que possível, avalie com seu médico níveis de micronutrientes como vitamina D, B12, magnésio, zinco e selênio, importantes no envelhecimento saudável.

"Não se trata apenas de comer menos, mas de nutrir melhor.

A longevidade está nos detalhes microscópicos: os micronutrientes que sustentam cada célula", reforça Dr. Adriano Faustino.

 

Movimento: o estímulo vital que não pode parar

Para envelhecer com autonomia, o corpo precisa se mover. E com regularidade.

 

Treinos esporádicos não geram o mesmo efeito que uma rotina constante, equilibrando:

 

força.

mobilidade.

resistência cardiovascular.

 

Benefícios dos principais tipos de exercício:

 

Musculação: preserva a massa magra e previne sarcopenia (perda de músculo típica do envelhecimento).

Caminhada e exercícios aeróbicos: melhoram a circulação, a oxigenação e a função das mitocôndrias.

Alongamentos e exercícios de equilíbrio: reduzem risco de quedas e melhoram coordenação motora.

"Movimento é medicina. O corpo envelhece mais rápido quando para de se mover", explica o especialista.

 

Sono: o horário nobre da regeneração

Não dá para falar em envelhecer bem sem falar de sono.

 

O sono profundo é o momento em que o corpo:

 

libera hormônio do crescimento.

repara tecidos.

reorganiza neurotransmissores.

consolida memória.

Sem isso, nenhum protocolo de saúde fica completo.

 

Dicas básicas:

 

Tente manter horários fixos para dormir e acordar.

Evite luzes fortes e telas (celular, TV, computador) antes de dormir.

Crie um ambiente escuro, silencioso e confortável no quarto.

Dormir bem não é luxo; é estratégia para envelhecer com menos desgaste.

 

Estresse: o acelerador oculto do envelhecimento

O excesso de estresse mantém o corpo em alerta constante.

 

Isso gera hipercortisolismo (cortisol alto), inflamação sistêmica e acelera o envelhecimento celular.

 

Estratégias simples ajudam a reduzir esse impacto:

 

Respiração consciente.

Oração ou espiritualidade, se fizer sentido para você.

Meditação.

Momentos de lazer.

Convívio social equilibrado.

Tudo isso fortalece a resiliência emocional e protege o corpo por dentro.

 

Ambiente e propósito: os nutrientes invisíveis

Não é só comida que alimenta quem quer envelhecer bem. Relacionamentos saudáveis, vínculos afetivos e um ambiente emocional positivo funcionam como nutrientes invisíveis da longevidade.

 

Já o isolamento e ambientes tóxicos estão ligados a:

 

maior risco de depressão.

declínio cognitivo.

pior qualidade de vida em idosos.

 

"Corpo, mente e ambiente formam um triângulo inseparável. Cuidar do que se sente e de quem se cerca é tão importante quanto o que se come", diz Dr. Faustino.

 

Resumo dos pilares para envelhecer com saúde

Pilar: Alimentação rica em micronutrientes.

Impacto: modula inflamação, melhora metabolismo, protege o DNA.

 

Pilar: Sono reparador.

Impacto: equilibra hormônios, restaura energia celular.

 

Pilar: Exercício regular.

Impacto: mantém massa magra, força e cognição.

 

Pilar: Gestão do estresse.

Impacto: reduz cortisol, previne inflamação sistêmica.

 

Pilar: Ambiente e mentalidade positiva.

Impacto: fortalece imunidade e saúde emocional.

 

"Envelhecer com saúde não é desafiar o tempo, mas respeitá-lo com sabedoria", resume o médico.

 

Cuidar de como você vive hoje é, em grande parte, decidir como vai envelhecer amanhã. E, segundo o Dr. Adriano Faustino, isso passa muito menos pela genética e muito mais pelos hábitos que você escolhe repetir todos os dias.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/degusta/alimentacao-com-saude/envelhecer-com-saude-habitos-que-desaceleram-o-tempo,3bc1745d14d1002fbffc08c72ea05d570v9h2i0e.html?utm_source=clipboard - Foto: Reprodução/Shutterstock

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

4 coisas que afetam seu coração sem você perceber


Descubra 4 hábitos do dia a dia que afetam o coração em silêncio e veja como proteger sua saúde cardíaca.

 

Todo mundo sabe que boa alimentação e exercício ajudam o coração. Mas nem sempre é aí que mora o perigo.

 

Segundo o cardiologista Dr. Roberto Yano, muitos hábitos considerados "inofensivos" no dia a dia podem prejudicar a saúde cardíaca sem que a pessoa perceba.

 

O coração é um órgão nobre: ele bombeia sangue e oxigênio para todo o corpo, mantendo órgãos e tecidos funcionando bem e garantindo nossa vitalidade e bem-estar.

 

O problema é que o nosso estilo de vida pode fortalecer ou desgastar esse sistema de forma direta e, muitas vezes, silenciosa.

 

"Muitas pessoas acabam subestimando os impactos dos seus hábitos na saúde do coração, negligenciando cuidados preventivos. Isso acontece porque muitas coisas são tidas como banais ou com pouco impacto, mas que, principalmente com o passar do tempo, acabam gerando grandes impactos", afirma o especialista.

 

Pensando nisso, ele destaca 4 coisas que afetam seu coração sem você perceber.

 

1. Saúde mental: ansiedade e depressão também pesam no coração

A saúde emocional e a saúde do coração andam juntas. Não é "drama", é fisiologia.

De acordo com o Dr. Roberto Yano, problemas como ansiedade, depressão e estresse crônico podem prejudicar diretamente a saúde cardiovascular, aumentando o risco de doenças cardíacas e complicações.

Além disso, comportamentos como solidão e isolamento social também impactam o coração, mesmo que não doa no peito de imediato.

Cuidar da mente com terapia, apoio social, lazer e autocuidado é também uma forma de proteger o coração.

 

2. Sono de má qualidade: noites ruins, risco maior

Dormir mal não "só" deixa você cansado. Afeta o coração de verdade.

Segundo o cardiologista, a insônia crônica, privação constante de sono e rotina de sono de má qualidade podem aumentar o risco de infarto e AVC, além de estimular ansiedade e estresse.

Isso cria um ciclo perigoso: a pessoa dorme mal, fica mais tensa, e isso pesa ainda mais sobre o coração.

Priorizar o sono com horário regular, ambiente adequado, menos telas à noite também é uma medida de saúde cardíaca.

 

3. Ficar sentado demais: o perigo de passar horas parado

Passar boa parte do dia sentado não é só desconfortável. É ruim para a circulação e para o coração.

Roberto Yano lembra que estudos já mostram: ficar muitas horas sentado prejudica a circulação sanguínea e, consequentemente, a saúde cardíaca.

 

Isso vale para:

 

Quem trabalha o dia todo na frente do computador.

Quem passa muitas horas seguidas no sofá.

Quem quase não se levanta durante o dia.

Para reduzir esses riscos, o médico recomenda pausas regulares:

Levantar a cada 1 ou 2 horas.

Caminhar alguns minutos.

Fazer alongamentos ou movimentos leves.

 

Essas pequenas quebras já ajudam a estimular o sangue a circular melhor e aliviam a carga sobre o coração.

 

4. Só procurar médico quando aparecem sintomas

Esse é um dos erros mais comuns e mais perigosos.

Em muitas doenças cardiovasculares, os primeiros sintomas aparecem quando a situação já está avançada. Nessa fase, as chances de recuperação podem ser menores.

Por isso, consultar um médico apenas quando algo está doendo, apertando ou incomodando muito não é o ideal.

"É importante realizar exames de rotina, mesmo sem sintomas, como forma de identificar precocemente quaisquer doenças que surjam e tratá-las de forma mais eficaz", explica o Dr. Roberto Yano.

Check-ups, avaliação da pressão, exames de sangue e acompanhamento regular são aliados importantes para proteger seu coração ao longo dos anos.

 

Como começar a cuidar melhor do seu coração hoje

Você não precisa mudar tudo de uma vez. Mas pode começar com passos simples:

 

Observar como anda sua saúde mental.

Cuidar melhor do horário e da qualidade do sono.

Levantar mais durante o dia e se movimentar.

Marcar uma consulta de rotina, mesmo sem sintomas.

 

Seu coração sente o impacto desses gestos todos os dias, para o bem ou para o mal. Cuidar dele agora é uma forma de garantir mais saúde, energia e qualidade de vida no futuro.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/4-coisas-que-afetam-seu-coracao-sem-voce-perceber,938ab24334fa2c7ada03a0bc6282aea1xexu0k1w.html - Foto: Reprodução/Shutterstock

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Campanha da Fraternidade da CNBB foca no direito à moradia digna


Igreja Católica defende habitação como porta de entrada à cidadania

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou nesta Quarta-feira de Cinzas (18), em Brasília, a Campanha da Fraternidade (CF) de 2026, com o lema "Ele veio morar entre nós" (João 1,14).

 

Com o tema “Fraternidade e Moradia”, a Igreja católica trata da realidade de milhões de brasileiros que ainda não têm acesso a uma casa adequada.

 

A CNBB esclarece que esta edição da campanha foi inspirada em uma sugestão da Pastoral da Moradia e Favelas. O objetivo é provocar uma reflexão sobre a habitação como um direito fundamental e a "porta de entrada" para outros direitos, como saúde, segurança, educação e dignidade.

 

Na abertura, o secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoerpers, destacou que ter moradia segura não é um privilégio.

 

“Não podemos naturalizar que alguém viva sem teto e aceitar que crianças cresçam em áreas de risco. Não podemos considerar inevitável que a desigualdade determine quem tem direito a morar com dignidade. A moradia não é privilégio, é condição básica para o exercício de outros direitos”, defendeu o secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoerpers.

 

O secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre da Diocese da Campanha (MG), Jean Poul Hansen, leu a mensagem do Papa Leão XIV para a campanha. Ele recordou que a Sagrada Família viveu o drama da falta de abrigo em Belém e o menino Jesus nasceu em uma manjedoura presépio, o que o identifica com aqueles que não têm um teto digno.

 

O padre Jean Poul Hansen também convocou a sociedade e o poder público a debater e garantir o direito à habitação, não apenas em períodos de campanha.  “Deve ser uma atitude constante que nos compromete a ir ao encontro de Cristo presente naqueles que não tem onde morar.”

 

Durante a cerimônia, também foi apresentada a experiência da comunidade católica de Trindade em Salvador (BA) de conquista da moradia digna para pessoas em situação de rua.  O responsável pela iniciativa local, Irmão Henrique Peregrino, destacou os avanços obtidos.

 

“Não é apenas oferecer muros e teto, mas é oferecer o aconchego de um lar, um sentir-se em casa, em família; de poder continuar a acompanhar a saúde, ajudar a pessoa a administrar seus recursos, estar presente na geração de renda, ajudar a pessoa a se encontrar.”

 

Números do déficit habitacional

A Campanha da Fraternidade de 2026 chama atenção para a realidade habitacional, sendo que cerca de 328 mil pessoas vivem em situação de rua. Os dados são de 2022.

 

O sacerdote Jean Poul Hansen, cobrou o cumprimento do papel do Estado na redução do déficit habitacional brasileiro.

 

"A política é a forma mais excelente da caridade. [...] Nós devemos também fazer ações sociopolíticas em todos os âmbitos de governo e da sociedade, no município, no estado, na nação. O Brasil espera de nós ações que promovam políticas públicas de habitação em todos os âmbitos."

 

O secretário-geral Dom Hoerpers também reforçou que as políticas públicas habitacionais não são concessões, mas deveres do Estado.

 

“A crise habitacional deve mobilizar a sociedade com um todo. Primeiro as autoridades públicas, nos âmbitos municipal, estadual e federal, que a moradia digna seja prioridade nas agendas e nos orçamentos."

 

Dados do Ministério das Cidades apontam que, entre 2022 e 2023, houve recuo de 3,8% na quantidade de famílias sem imóvel próprio para morar. Com isso, o déficit habitacional absoluto teria baixado de 6,21 milhões de domicílios para 5,97 milhões, no período.

 

O governo federal destaca que o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) contratou mais de 1,9 milhão de unidades desde 2023, com investimento público superior a R$ 300 bilhões.

 

Atualmente a meta do programa é chegar a 3 milhões de moradias contratadas no fim de 2026, 50% a mais que a meta original.

 

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-02/campanha-da-fraternidade-da-cnbb-foca-no-direito-moradia-digna - Foto: CNBB/Divulgação - Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil