quinta-feira, 25 de junho de 2026

7 erros em hábitos saudáveis que podem prejudicar sua saúde


Nem tudo que parece saudável faz bem. Descubra 7 hábitos comuns que podem estar sabotando sua saúde sem você perceber.

 

Resumo

Muitos hábitos considerados saudáveis podem, na verdade, sabotar sua saúde. Exageros em alimentos industrializados, confiança excessiva em rótulos e alguns comportamentos durante treinos podem gerar resultados indesejados. Este guia explora sete erros comuns e como evitá-los, mostrando que equilíbrio e escolhas conscientes são essenciais para um estilo de vida saudável.

Manter um estilo de vida saudável exige atenção constante às escolhas do dia a dia. No entanto, nem tudo que parece correto realmente faz bem. Muitos hábitos comuns podem estar sabotando sua saúde.

Isso acontece porque algumas decisões criam uma falsa sensação de equilíbrio. Você acredita estar no caminho certo, mas comete excessos. Esses erros são mais comuns do que parecem.

Segundo estudos recentes, comportamentos considerados positivos podem gerar efeitos opostos. Por isso, entender esses padrões é essencial. Assim, você evita armadilhas e melhora seus resultados.

 

1. Confiar demais na sensação de "merecimento" por se considerar saudável

Muitas pessoas associam atitudes positivas a recompensas alimentares. Esse comportamento pode gerar excessos. Mesmo escolhas saudáveis podem abrir espaço para deslizes.

Segundo a "Associação Americana de Marketing", consumidores que usam sacolas reutilizáveis compram mais alimentos saudáveis. Porém, também tendem a consumir mais fast food.

Isso ocorre porque a pessoa se sente "virtuosa". Como resultado, acredita que merece uma recompensa. Esse ciclo prejudica a consistência.

Para evitar esse erro, é importante manter equilíbrio. Um hábito saudável não compensa outro negativo. Consistência é mais importante que compensação.

 

2. Exagerar em alimentos "fit"

Produtos rotulados como fitness podem enganar facilmente. Barras, shakes e snacks parecem saudáveis. No entanto, muitas vezes são calóricos.

De acordo com a "Revista de Pesquisa de Marketing", pessoas consomem mais quando o alimento é rotulado como fitness. Isso cria uma falsa sensação de segurança.

Além disso, esses produtos não substituem uma refeição equilibrada. Eles devem ser consumidos com moderação. Caso contrário, podem prejudicar resultados.

O ideal é priorizar alimentos naturais. Produtos industrializados, mesmo fitness, devem ser complementares. Assim, você mantém um padrão realmente saudável.

 

3. Acreditar cegamente na palavra "saudável" nos rótulos

Termos como "natural" e "orgânico" influenciam decisões. Muitas pessoas associam esses rótulos a produtos realmente saudáveis. Porém, nem sempre isso é verdade.

Segundo pesquisa da "Universidade de Houston", consumidores avaliam alimentos como mais saudáveis apenas pelo rótulo. Isso acontece mesmo sem analisar a composição.

Esse comportamento pode levar ao consumo excessivo de produtos inadequados. Açúcar, gordura e sódio ainda podem estar presentes. Por isso, é essencial ler os ingredientes.

Evite confiar apenas no marketing. Analise informações nutricionais com atenção. Isso garante escolhas mais conscientes.

 

4. Beber água em excesso durante o treino

A hidratação é fundamental para o corpo. No entanto, o excesso também pode causar problemas. Beber água sem necessidade pode desequilibrar o organismo.

Segundo a "Revista Clínica de Medicina do Esporte", o ideal é beber conforme a sede. Isso evita a diluição excessiva de sódio no sangue.

Esse problema é mais comum em treinos longos. Atletas de resistência devem ter atenção redobrada. O excesso pode afetar o desempenho.

Manter o equilíbrio é essencial. Nem pouca, nem muita água. O corpo costuma indicar a quantidade necessária.

 

5. Consumir bebidas esportivas sem necessidade

Bebidas esportivas são úteis em treinos intensos. No entanto, nem todo exercício exige esse tipo de reposição. O consumo inadequado pode trazer prejuízos.

Essas bebidas contêm açúcar e calorias extras. Para treinos leves, elas não são necessárias. Isso pode dificultar a perda de peso.

Segundo estudo publicado na revista "Obesidade", o consumo frequente está ligado ao ganho de peso. Isso acontece pelo excesso calórico.

Prefira água na maioria dos casos. Reserve bebidas esportivas para atividades intensas. Assim, você mantém um padrão mais saudável.

 

6. Usar adoçantes artificiais em excesso

Adoçantes parecem uma alternativa saudável ao açúcar. Porém, o consumo excessivo pode gerar efeitos negativos. Isso inclui alterações metabólicas.

Estudos da Purdue University indicam que adoçantes podem afetar a relação entre sabor e metabolismo. Isso pode contribuir para ganho de peso.

Além disso, esses produtos são extremamente doces. Isso altera a percepção do paladar ao longo do tempo. O corpo passa a desejar mais açúcar.

O ideal é reduzir o consumo geral de doces. Substituições devem ser moderadas. Equilíbrio é sempre a melhor escolha.

 

7. Comer fora com frequência, mesmo parecendo saudável

Comer fora parece prático, mas pode ser prejudicial. Mesmo restaurantes sofisticados oferecem refeições mais calóricas. Isso impacta diretamente a saúde.

Segundo pesquisadores da Universidade de Illinois, refeições fora de casa têm mais gordura e colesterol. Isso ocorre mesmo em opções consideradas saudáveis.

Além disso, o controle de ingredientes é menor. Isso dificulta manter uma alimentação equilibrada. Pequenos excessos se acumulam.

Sempre que possível, prepare suas próprias refeições. Isso garante maior controle nutricional. E ajuda a manter hábitos realmente saudáveis.

 

Checklist: como manter um estilo de vida saudável de verdade

Para evitar esses erros, algumas práticas simples ajudam no dia a dia.

 

Leia rótulos com atenção.

Evite excessos, mesmo em alimentos saudáveis.

Prefira alimentos naturais.

Ouça os sinais do seu corpo.

Mantenha equilíbrio nas escolhas.

 

Essas atitudes ajudam a construir um estilo de vida consistente. Pequenas mudanças geram grandes resultados. E evitam armadilhas comuns.

 

Ser saudável vai além de seguir tendências. Envolve consciência e equilíbrio. Assim, suas escolhas realmente fazem diferença.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/7-erros-em-habitos-saudaveis-que-podem-prejudicar-sua-saude,ebeef533bd11df6e2ee571cf3ac25fd1ym5kwo35.html?utm_source=clipboard - Foto: Aja Koska/Canva

Inclusão pela metade: avanço dos direitos das minorias e o esquecimento da população idosa na era digital


Enquanto o Brasil se prepara para mais um ciclo eleitoral, os discursos dos candidatos voltam a girar em torno de temas como saúde, educação, segurança pública, desenvolvimento econômico e inclusão social. No entanto, uma questão cada vez mais urgente continua ocupando pouco espaço no debate público: o envelhecimento da população brasileira e a exclusão silenciosa enfrentada por milhões de idosos.

 

Nas últimas décadas, a sociedade brasileira avançou significativamente na promoção dos direitos humanos e na inclusão de grupos historicamente marginalizados. Conquistas importantes ampliaram o reconhecimento da diversidade e fortaleceram a luta por igualdade de oportunidades. Esses avanços são legítimos, necessários e representam uma evolução democrática que merece ser celebrada.

 

Entretanto, em meio a tantas pautas de inclusão, uma pergunta se impõe: quem está olhando para os idosos? Nunca se falou tanto em acessibilidade, respeito às diferenças e cidadania. Paradoxalmente, milhares de brasileiros com mais de 60 anos enfrentam dificuldades crescentes para exercer direitos básicos. Em muitos casos, não por falta de leis, mas pela forma como os serviços públicos e privados passaram a funcionar.

 

A transformação digital trouxe inúmeros benefícios para a sociedade. Hoje é possível marcar consultas, solicitar documentos, pagar contas, abrir contas bancárias e resolver diversas questões sem sair de casa. Para grande parte da população, a tecnologia representa praticidade e rapidez.

 

Mas existe um outro lado dessa realidade.

 

Para milhões de idosos, a digitalização excessiva tem se transformado em uma nova forma de exclusão social. O atendimento presencial vem desaparecendo de bancos, repartições públicas, operadoras de saúde, empresas de telefonia e concessionárias de serviços essenciais. Em seu lugar, surgem aplicativos, plataformas digitais, centrais automatizadas e sistemas que exigem conhecimentos tecnológicos nem sempre acessíveis a todos.

 

O resultado é que muitos idosos encontram dificuldades para realizar tarefas simples do cotidiano. Alguns dependem de familiares para acessar serviços. Outros enfrentam obstáculos por limitações visuais, auditivas ou cognitivas naturais do envelhecimento. Há ainda aqueles que simplesmente não tiveram oportunidade de desenvolver familiaridade com as novas tecnologias.

 

Quando o atendimento humano desaparece, desaparece também uma parte da autonomia dessas pessoas. O problema torna-se ainda mais preocupante diante de uma realidade demográfica incontestável: o Brasil está envelhecendo. A expectativa de vida aumentou e a participação da população idosa cresce a cada ano. Ainda assim, a estrutura de muitos serviços parece caminhar na direção oposta, ignorando as necessidades de quem mais precisa de acolhimento e atenção.

 

A questão vai além da tecnologia. Trata-se de cidadania. Uma sociedade verdadeiramente inclusiva não pode considerar moderno um sistema que exclui justamente aqueles que ajudaram a construir o país. Quando uma pessoa idosa não consegue acessar um serviço essencial porque não domina um aplicativo ou porque não existe alternativa presencial, o problema não está apenas na tecnologia. Está na falta de planejamento, de sensibilidade e de compromisso com a inclusão real.

 

Especialistas já alertam para um fenômeno crescente: a invisibilidade digital da pessoa idosa. Trata-se de uma exclusão silenciosa, muitas vezes ignorada pelas estatísticas, mas presente diariamente na vida de milhões de brasileiros. Nesse contexto, o período eleitoral deveria representar uma oportunidade para que candidatos e gestores públicos assumam compromissos concretos com o envelhecimento da população.

 

Não basta defender inclusão de forma genérica. É necessário apresentar propostas específicas para garantir que os idosos continuem exercendo plenamente seus direitos. Entre as medidas urgentes estão a manutenção do atendimento presencial nos serviços essenciais, a criação de programas permanentes de alfabetização digital, a ampliação de centros de convivência, o fortalecimento das políticas de saúde voltadas ao envelhecimento e a implantação de mecanismos que identifiquem e acolham adequadamente esse público.

 

Também é fundamental que empresas e instituições compreendam que modernização não pode significar exclusão. A tecnologia deve ampliar direitos, e não criar barreiras para quem mais necessita deles.

 

A preocupação com a população idosa não é apenas uma questão de sensibilidade social. É uma obrigação legal.

 

A Constituição Federal estabelece, em seu artigo 230, que a família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e garantindo seu bem-estar. O Estatuto da Pessoa Idosa reforça esses princípios ao reconhecer direitos específicos destinados à proteção e à inclusão desse segmento da população.

 

Mais do que uma pauta social, trata-se de uma questão de justiça e respeito. As eleições passarão. Os discursos serão substituídos pela rotina da administração pública. Mas a pergunta continuará presente: os idosos permanecerão invisíveis ou finalmente ocuparão o espaço que merecem nas políticas públicas?

 

O futuro de uma nação não pode ser construído ignorando aqueles que construíram seu passado. O envelhecimento da população brasileira não é um problema do amanhã. É uma realidade do presente que exige planejamento, responsabilidade e ação imediata.

 

Uma sociedade verdadeiramente inclusiva não é aquela que apenas reconhece direitos. É aquela que garante que todos possam exercê-los. Quando um idoso encontra barreiras para acessar serviços básicos, não é apenas um cidadão que está sendo excluído. É a própria ideia de cidadania que está sendo colocada à prova. O idoso não pode ser deixado para trás.

 

Fonte: https://jlpolitica.com.br/colunas/aparte/posts/em-carmopolis-evento-de-fabio-mitidieri-faz-uma-verdadeira-salada-de-frutas-com-politicos-da-situacao-e-da-oposicao/notas/opiniao-inclusao-pela-metade-avanco-dos-direitos-das-minorias-e-o-esquecimento-da-populacao-idosa-na-era-digital – por Gilson Doria

quarta-feira, 24 de junho de 2026

A dor de cabeça virou rotina? Veja o que pode estar por trás do problema


Dor de cabeça constante pode ter causas que passam despercebidas no dia a dia. Veja quando o sintoma merece mais atenção.

 

Você acorda com dor de cabeça, trabalha com dor de cabeça e vai dormir com a sensação de que ela nunca desaparece completamente?

 

Quando a dor de cabeça constante passa a fazer parte da rotina, é natural surgir a preocupação. Afinal, o que está causando esse sintoma?

 

Muitas vezes, a explicação está em situações que passam despercebidas no dia a dia. Noites mal dormidas, excesso de estresse, longos períodos sem se alimentar ou até o uso frequente de medicamentos podem contribuir para o problema.

 

Mas nem sempre é tão simples. Em alguns casos, a dor persistente pode indicar a necessidade de uma avaliação médica.

 

Entender os possíveis gatilhos é o primeiro passo para encontrar alívio e saber quando procurar ajuda.

 

Estresse e ansiedade estão entre as causas mais comuns

O estresse e a ansiedade figuram entre os fatores mais frequentemente associados às dores de cabeça recorrentes.

Quando estamos sob pressão, é comum ocorrer aumento da tensão muscular, especialmente na região do pescoço, ombros e couro cabeludo.

Esse quadro pode favorecer a chamada cefaleia tensional, caracterizada por uma sensação de aperto ou pressão ao redor da cabeça.

Além disso, a ansiedade pode prejudicar a qualidade do sono, aumentar o estado de alerta do organismo e influenciar a forma como o cérebro processa a dor.

 

O uso frequente de analgésicos pode piorar o problema

Pode parecer contraditório, mas remédios usados para aliviar a dor também podem contribuir para sua manutenção quando consumidos com muita frequência.

Esse quadro é conhecido como cefaleia por uso excessivo de medicação. Nesses casos, a pessoa passa a ter dores recorrentes e sente necessidade crescente de utilizar analgésicos para obter alívio.

Segundo diretrizes internacionais, o risco aumenta quando determinados medicamentos são utilizados repetidamente por vários meses.

Dependendo do remédio, o alerta pode ocorrer quando o uso acontece em 10 a 15 dias ou mais por mês.

Se você precisa tomar medicamentos para dor de cabeça com frequência, vale a pena conversar com um médico para investigar a causa do problema.

 

Outros hábitos e fatores que podem favorecer a dor de cabeça

Nem sempre a origem do desconforto está em uma doença. Muitas vezes, hábitos aparentemente simples ajudam a explicar por que a dor se torna frequente.

Ficar muitas horas sem comer, dormir mal, consumir álcool em excesso, exagerar na cafeína ou não beber água suficiente são fatores frequentemente associados ao surgimento de dores de cabeça.

 

A má postura também merece atenção.

Passar horas em frente ao computador ou olhando para o celular pode sobrecarregar a musculatura do pescoço e dos ombros, favorecendo dores tensionais.

Além disso, algumas pessoas são mais sensíveis a fatores ambientais, como cheiros fortes, mudanças bruscas de temperatura, ambientes muito iluminados ou longos períodos diante de telas.

Observar quando a dor aparece e o que aconteceu nas horas anteriores pode ajudar a identificar possíveis gatilhos.

 

Dor de cabeça constante pode ser enxaqueca?

Nem toda dor de cabeça frequente é enxaqueca.

A diferença é importante porque o tratamento costuma ser diferente.

Enquanto algumas cefaleias provocam apenas uma sensação de pressão ou aperto, a enxaqueca geralmente vem acompanhada de sintomas que interferem significativamente na rotina.

 

Os sinais mais comuns incluem:

 

sensação de latejamento ou batidas dentro da cabeça;

dor que costuma atingir mais um lado da cabeça do que o outro;

intensidade moderada a forte;

piora durante atividades físicas simples, como caminhar rapidamente ou subir escadas;

náuseas ou vômitos;

incômodo maior com luzes, sons e cheiros;

episódios que podem durar horas ou até alguns dias.

Algumas pessoas também apresentam alterações visuais temporárias, conhecidas como aura.

 

Se você suspeita de enxaqueca, manter um diário das crises pode ajudar a identificar padrões e facilitar a avaliação médica.

 

Quando a dor de cabeça pode ser sinal de alerta?

Na maioria dos casos, a dor de cabeça frequente está relacionada a condições benignas. Ainda assim, alguns sinais exigem avaliação médica imediata.

 

Procure atendimento médico o quanto antes se a dor:

 

surgir de forma repentina e muito intensa;

for muito diferente das dores de cabeça que você costuma ter;

estiver ficando mais frequente ou mais forte com o passar do tempo;

vier acompanhada de febre e rigidez no pescoço;

causar confusão mental;

provocar dificuldade para falar ou enxergar;

vier acompanhada de fraqueza, formigamento ou perda de sensibilidade em alguma parte do corpo;

aparecer após uma pancada na cabeça;

começar do nada depois dos 50 anos, especialmente em quem nunca teve histórico de dores de cabeça frequentes.

Embora essas situações sejam menos comuns, elas podem indicar problemas que exigem investigação urgente.

 

O que pode ajudar a aliviar a dor de cabeça?

Quando não há uma condição grave associada, algumas medidas podem ajudar a reduzir a frequência e a intensidade das crises:

 

manter horários regulares para dormir e acordar;

evitar longos períodos em jejum;

beber água ao longo do dia;

praticar atividades físicas regularmente;

realizar alongamentos para pescoço e ombros;

reduzir o excesso de cafeína e álcool;

utilizar técnicas de relaxamento, como meditação e exercícios respiratórios;

observar e evitar gatilhos individuais quando identificados.

Compressas frias ou mornas também podem proporcionar alívio em algumas pessoas, embora os resultados variem conforme o tipo de cefaleia.

 

Fontes consultadas: Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe) | Academia Brasileira de Neurologia (ABN) | International Headache Society (IHS) | NICE Guideline - Headaches in over 12s | American Migraine Foundation

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/a-dor-de-cabeca-virou-rotina-veja-o-que-pode-estar-por-tras-do-problema,855def7098f5049710296ea71b46506dh7buqn91.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / SaúdeLAB - Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

terça-feira, 23 de junho de 2026

Como reduzir gordura visceral e cuidar da saúde, segundo especialista


Acúmulo de gordura na região abdominal vai além da estética e pode aumentar o risco de diversas doenças

 

Resumo

A gordura visceral, que se acumula entre órgãos abdominais, está ligada a sérios riscos à saúde, como diabetes e problemas cardíacos. Para reduzi-la, especialistas recomendam hábitos saudáveis, como consumir mais frutas e vegetais, praticar exercícios aeróbicos e musculação regularmente, e optar por carboidratos de qualidade.

Quando o assunto é gordura abdominal, nem toda ela é igual. Enquanto parte da gordura fica localizada logo abaixo da pele, existe outro tipo que merece ainda mais atenção: a gordura visceral.

Ela se acumula entre os órgãos da região abdominal e está associada a um maior risco de problemas como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e alterações metabólicas. Por isso, reduzir esse tipo de gordura não é apenas uma questão estética, mas também de saúde.

Segundo o químico, educador físico e atleta IFBB Pro Renato Cariani, alguns hábitos podem ajudar a combater o acúmulo de gordura visceral e melhorar a composição corporal. Confira.

 

O que é gordura visceral?

A gordura visceral é aquela armazenada profundamente na cavidade abdominal, envolvendo órgãos como fígado, pâncreas e intestino.

 

Diferentemente da gordura subcutânea, que fica logo abaixo da pele, ela está mais relacionada ao desenvolvimento de doenças metabólicas e cardiovasculares.

 

Entre os fatores que favorecem seu acúmulo estão o sedentarismo, a alimentação inadequada, o excesso de calorias, o estresse e a falta de sono.

 

1. Aumente o consumo de frutas

As frutas costumam ser ricas em fibras, vitaminas e compostos antioxidantes que ajudam no funcionamento do organismo.

Segundo Cariani, algumas opções podem ser especialmente interessantes para quem busca reduzir a gordura visceral, como maçã, abacaxi e frutas vermelhas.

Além de contribuírem para a saciedade, elas ajudam no controle da glicemia e da qualidade da alimentação.

 

2. Inclua mais legumes e vegetais

Os vegetais são importantes fontes de fibras, que auxiliam o sistema digestivo e ajudam no controle do apetite.

Uma alimentação rica em legumes, verduras e hortaliças também favorece o déficit calórico necessário para a redução da gordura corporal.

Por isso, vale a pena garantir esses alimentos em diferentes refeições ao longo do dia.

 

3. Não elimine os carboidratos

Muitas pessoas acreditam que cortar completamente os carboidratos é o caminho mais rápido para perder barriga. No entanto, essa estratégia nem sempre é a mais adequada.

Segundo o especialista, o ideal é reduzir o consumo de açúcares e alimentos ultraprocessados, mas manter fontes de carboidratos de qualidade, como arroz, aveia e batata.

Esses alimentos fornecem energia para os treinos e ajudam a preservar a massa muscular.

 

4. Aposte nos exercícios aeróbicos

Atividades como caminhada, corrida, ciclismo e natação aumentam o gasto calórico e ajudam na utilização da gordura como fonte de energia.

Os exercícios aeróbicos são importantes aliados no processo de emagrecimento e na redução da gordura visceral.

A recomendação é encontrar uma modalidade que seja prazerosa e possa ser praticada regularmente.

 

5. Faça musculação regularmente

A musculação desempenha um papel importante no combate à gordura visceral porque ajuda a aumentar e preservar a massa muscular.

Quanto maior a quantidade de músculos, maior tende a ser o gasto energético do organismo ao longo do dia.

Por isso, combinar treinos de força com atividades aeróbicas costuma ser uma estratégia eficiente para quem deseja melhorar a composição corporal e reduzir a gordura abdominal.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/como-reduzir-gordura-visceral-e-cuidar-da-saude-segundo-especialista,c493094e9f7e3d80d121ac7c16f6fe67j1hxi9ky.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Sport Life

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Saúde feminina: 5 atividades físicas que ajudam a prevenir doenças


Manter uma rotina ativa pode favorecer não apenas o funcionamento do organismo, mas também a qualidade de vida e o bem-estar

 

A prática regular de atividade física é uma das principais aliadas da saúde feminina. Além de contribuir para o condicionamento físico e a manutenção do peso corporal, o movimento desempenha um papel importante na prevenção de diversas doenças, como problemas cardiovasculares, osteoporose, diabetes e condições relacionadas ao sedentarismo.

 

Exercícios adaptados às necessidades e características de cada mulher podem ajudar a fortalecer músculos e articulações, melhorar a mobilidade e reduzir fatores de risco para diversas condições de saúde. Para Maria Lua Marques de Mendonça, doutora em Ciências da Saúde e professora do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, pequenas mudanças na rotina já podem trazer impactos positivos.

 

"A atividade física contribui para o fortalecimento muscular, melhora da circulação sanguínea e linfática, do equilíbrio hormonal e do bem-estar emocional. O mais importante é encontrar uma prática prazerosa, compatível com a realidade e as necessidades de cada mulher", explica.

 

Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomende entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física moderada, a especialista destaca que começar com pequenas mudanças no dia a dia, como caminhadas e alongamentos, já pode trazer benefícios importantes para a saúde.

 

Confira cinco atividades físicas recomendadas pela fisioterapeuta:

 

1. Caminhada

Trata-se de uma atividade aeróbica simples, acessível e indicada para mulheres de diferentes idades. Pode ser realizada ao ar livre ou em esteiras, com ritmo moderado e duração média entre 30 e 40 minutos. A caminhada melhora o condicionamento cardiovascular, auxilia no controle do peso, reduz o estresse e contribui para a prevenção de hipertensão, diabetes e doenças cardíacas.

A prática ao ar livre ainda estimula a produção de serotonina, hormônio relacionado à sensação de bem-estar, favorecendo também o equilíbrio emocional, especialmente em mulheres que enfrentam rotinas intensas e sobrecarga diária. Quando realizada em percursos inclinados, a atividade se torna mais intensa, aumentando o gasto calórico e exigindo maior ativação muscular e cardiovascular.

 

2. Fortalecimento muscular

Atividades como musculação ou treino funcional ajudam no fortalecimento dos músculos e na estabilização das articulações. Para garantir segurança e melhores resultados, é importante que os exercícios sejam realizados com orientação profissional e progressão gradual de carga, respeitando o condicionamento físico individual.

Entre os benefícios, estão a prevenção da osteoporose, doença que atinge cerca de uma a cada três mulheres após a menopausa, melhora da postura, redução de dores corporais e aumento da resistência física para as atividades diárias, favorecendo também um envelhecimento mais saudável. Esse cuidado torna-se ainda mais importante a partir dos 30 anos, fase em que ocorre a redução gradual da massa muscular e óssea.

 

3. Alongamentos

Os alongamentos trabalham a flexibilidade corporal e ajudam a reduzir tensões musculares causadas pelo estresse ou por longos períodos na mesma posição, situação comum entre mulheres que conciliam trabalho, casa e cuidado com a família. Os movimentos devem ser feitos lentamente, respeitando os limites do corpo e mantendo cada posição por pelo menos 30 segundos.

A prática melhora a mobilidade, alivia dores musculares e articulares, e contribui para uma melhor consciência corporal. Além disso, o alongamento pode ser feito combinado a outras atividades, como a caminhada e a musculação.

 

4. Exercícios para o assoalho pélvico

Também conhecidos como exercícios de Kegel, esses movimentos consistem na contração e relaxamento dos músculos do assoalho pélvico. Podem ser realizados em diferentes posições, como sentada, em pé ou deitada, e ajudam no fortalecimento da musculatura responsável pela sustentação da bexiga, do útero e do intestino.

A prática auxilia na prevenção da incontinência urinária, auxilia na recuperação pós-parto e contribui para a saúde íntima feminina, com benefícios especialmente importantes durante a gestação e o climatério. Além disso, os exercícios podem melhorar a percepção corporal e favorecer o bem-estar sexual em diferentes fases da vida.

 

5. Yoga e exercícios de respiração

O yoga combina posturas corporais, alongamentos e técnicas de respiração que promovem equilíbrio físico e emocional. A prática pode ser adaptada para diferentes níveis de condicionamento físico e ajuda no controle da ansiedade, melhora da postura, flexibilidade e qualidade do sono. Além disso, favorece o relaxamento e reduz sintomas relacionados ao estresse e à tensão do cotidiano, incluindo desconfortos comuns no período pré-menstrual e nos sintomas do climatério.

 

Crie uma rotina de cuidado e movimento

Segundo a professora Maria Lua Marques de Mendonça, a constância é um dos principais fatores para que os benefícios da atividade física sejam percebidos ao longo do tempo. "O mais importante é manter uma rotina de cuidados e movimento. Na correria do dia a dia, muitas vezes a mulher acaba sendo a última a cuidar de si mesma. Mover o corpo, ouvir os sinais que ele dá e reservar um tempo para si são atitudes que representam prevenção, mas também autocuidado. A saúde não se constrói em um único dia, e sim nas pequenas escolhas feitas ao longo da vida", finaliza.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/saude-feminina-5-atividades-fisicas-que-ajudam-a-prevenir-doencas,d7e241a312994e534febb7822741ddf1h58xg8jg.html?utm_source=clipboard - Por Luana Figueiredo - Foto: PeopleImages | Shutterstock / Portal EdiCase