quarta-feira, 29 de julho de 2026

Sinais de que seu cachorro pode precisar de cuidados veterinários


Mudanças no comportamento, no apetite e na rotina podem indicar que algo não vai bem com o seu pet

 

Cuidar da saúde do seu cachorro é essencial para garantir o bem-estar dele. Mudanças no apetite, comportamento ou níveis de energia podem indicar problemas. Atenção redobrada para sinais como dificuldade para respirar, vômitos frequentes ou coceira intensa. Consulte um veterinário em caso de sintomas persistentes ou graves e mantenha as consultas de rotina.

 

Quem tem um cachorro em casa sabe como é fácil perceber quando ele está diferente. Afinal, os pets fazem parte da família e, com o tempo, aprendemos a reconhecer seus hábitos e comportamentos.

 

Por isso, uma mudança na rotina pode chamar a atenção. Falta de apetite, cansaço e alterações no comportamento são alguns exemplos.

 

Mas será que esses sinais indicam que o cachorro está doente?

 

Nem sempre. Algumas mudanças podem ser passageiras. Outras, porém, merecem atenção.

 

Por isso, é importante observar o pet. Também vale procurar um veterinário quando os sinais persistirem ou aparecerem de forma intensa.

 

Confira alguns sintomas que não devem ser ignorados!

 

1. Falta de apetite

Seu cachorro sempre corre para o pote de comida? Então, uma mudança nesse comportamento merece atenção.

A perda de apetite pode acontecer por diferentes motivos. Estresse e mudanças na rotina são alguns exemplos.

Porém, ela também pode estar relacionada a problemas de saúde. Por isso, observe se o pet apresenta outros sinais.

Se a falta de apetite persistir, procure orientação veterinária.

 

2. Cansaço fora do normal

Todo cachorro precisa descansar. No entanto, uma mudança repentina na disposição pode ser um sinal de alerta.

Se o pet que costumava brincar e passear passa a ficar muito quieto, vale observar.

O cansaço também pode vir acompanhado de outros sintomas. Falta de apetite, dificuldade para respirar ou alterações no comportamento são alguns deles.

Nesses casos, a avaliação de um veterinário é importante.

 

3. Vômitos ou diarreia

Um episódio isolado pode acontecer. Porém, vômitos e diarreia frequentes não devem ser ignorados.

Esses sintomas podem ter várias causas. Entre elas estão mudanças na alimentação e ingestão de algo inadequado.

Também podem estar relacionados a problemas que precisam de tratamento.

Se os sintomas forem intensos ou persistirem, procure atendimento veterinário.

 

4. Mudanças no comportamento

Você conhece o jeito do seu pet melhor do que ninguém. Por isso, uma mudança repentina pode ser um sinal importante.

Um cachorro que fica mais agressivo pode estar sentindo dor. O mesmo vale para um animal que se esconde mais ou evita contato.

Ficar mais quieto também pode indicar que algo não está bem.

Observe essas mudanças. Se elas continuarem, converse com um veterinário.

 

5. Dificuldade para respirar

A respiração do cachorro também merece atenção.

Se o pet apresenta dificuldade para respirar, respiração muito acelerada ou esforço para puxar o ar, procure atendimento veterinário.

Esse tipo de sinal pode indicar um problema que precisa de avaliação rápida.

Por isso, não espere o sintoma piorar para buscar ajuda.

 

6. Coceira ou queda de pelos excessiva

Todo cachorro pode se coçar de vez em quando. A queda de alguns pelos também é normal em muitos animais.

Porém, quando a coceira fica intensa, algo pode estar errado.

O pet também pode apresentar vermelhidão, feridas ou falhas na pelagem.

Esses sinais podem estar relacionados a diferentes problemas de pele. Apenas um veterinário pode identificar a causa e indicar o tratamento adequado.

 

7. Mudanças na ingestão de água ou na urina

Você percebeu que seu cachorro está bebendo muito mais água do que o normal? Ou que começou a urinar com mais frequência?

Essas mudanças também merecem atenção.

Alterações na quantidade de água ingerida e na frequência da urina podem estar relacionadas a diferentes condições de saúde.

Por isso, observe a rotina do pet. Se notar uma mudança persistente, procure orientação veterinária.

 

Quando levar o cachorro ao veterinário?

Conhecer os hábitos do seu pet ajuda a identificar mudanças. Por isso, observe a alimentação, a disposição e o comportamento dele no dia a dia.

Alguns sinais exigem atenção imediata. Procure atendimento veterinário o quanto antes se o cachorro apresentar:

 

Dificuldade para respirar.

Desmaios.

Convulsões.

Sangramentos.

Sinais de dor intensa.

 

Nessas situações, não espere o sintoma passar ou piorar para buscar ajuda.

 

Além disso, não espere o cachorro apresentar sintomas para cuidar da saúde dele. Consultas de rotina também são importantes.

 

O acompanhamento profissional ajuda a prevenir problemas. Também permite identificar alterações antes que elas se agravem.

 

Afinal, nossos pets não conseguem dizer quando estão sentindo alguma coisa. Cabe a nós observar os sinais e oferecer os cuidados que eles precisam.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sinais-de-que-seu-cachorro-pode-precisar-de-cuidados-veterinarios,c56bcccd27416e2fb2a2107279cd361epwm0s3rn.html?utm_source=clipboard - Por: Kevilin Alves / Licenciado de Alto Astral - Foto: Shutterstock / Alto Astral

terça-feira, 28 de julho de 2026

Café faz bem para o coração? Quantas xícaras por dia? Entidade de cardiologia responde


Café faz bem para o coração? Antes de mudar seus hábitos, veja o que a American Heart Association concluiu sobre a bebida.

 

Durante anos, o café foi apontado como um possível vilão para o coração. Mas, à medida que novas pesquisas surgiram, essa ideia começou a mudar.

 

Agora, um novo posicionamento da American Heart Association (AHA), uma das principais entidades de cardiologia do mundo, reforça que, para a maioria dos adultos, o consumo moderado de café não faz mal ao coração e está associado a um menor risco de algumas doenças cardiovasculares.

 

Mas isso não significa que vale exagerar. A quantidade consumida, a sensibilidade à cafeína e até a forma de preparar o café podem fazer diferença.

 

Quanto café pode ser consumido?

Um dos temas avaliados foi a relação entre o café e a pressão arterial.

 

Embora os estudos tenham apresentado resultados diferentes, a American Heart Association considera seguro, para a maioria dos adultos saudáveis, consumir entre três e cinco xícaras por dia, o equivalente a até 400 mg de cafeína.

 

A exceção são pessoas com hipertensão grave ou maior sensibilidade à cafeína, que podem apresentar aumento da pressão após consumir a bebida.

 

Nesses casos, a orientação é conversar com o médico para definir a quantidade mais adequada.

 

O que os estudos mostram

Ao revisar as pesquisas, a American Heart Association encontrou uma associação entre o hábito de tomar café e um menor risco de AVC, insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana e diabetes tipo 2.

 

A entidade faz uma ressalva importante. Esses resultados não significam que o café seja o responsável por reduzir esse risco, apenas que as pesquisas observaram essa associação.

 

Em parte dos estudos, o café descafeinado também foi associado a um menor risco de algumas doenças cardiovasculares. Isso indica que outros compostos presentes na bebida, além da cafeína, também podem contribuir para esses efeitos.

 

A forma de preparo também faz diferença

Nem todo café é igual.

 

Segundo a American Heart Association, o café não filtrado, como o preparado na prensa francesa, contém mais cafestol, uma substância presente naturalmente nos óleos do café que pode elevar os níveis do colesterol LDL, conhecido como colesterol "ruim".

 

Também é importante observar o que acompanha a bebida. Muito açúcar, xaropes, chantilly e outros ingredientes aumentam as calorias e podem reduzir os possíveis benefícios do café puro.

 

As bebidas energéticas também exigem cuidado. Por concentrarem grandes quantidades de cafeína, elas têm sido associadas a um maior risco de problemas cardiovasculares, principalmente entre pessoas com hipertensão grave ou maior sensibilidade à substância.

 

O que fica de lição?

No fim das contas, a principal mensagem é de equilíbrio.

 

Quem já toma café e não sente efeitos como palpitações, insônia ou aumento importante da pressão arterial não precisa abandonar esse hábito por receio de prejudicar o coração.

 

Por outro lado, pessoas com hipertensão grave, maior sensibilidade à cafeína ou alguma doença cardiovascular devem conversar com o médico para saber qual quantidade é mais indicada para o seu caso.

 

E, antes de culpar o café, vale observar o que costuma acompanhar a bebida. Em muitos casos, o excesso de açúcar e outros ingredientes pesa mais para a saúde do que a cafeína em si.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafe-faz-bem-para-o-coracao-quantas-xicaras-por-dia-entidade-de-cardiologia-responde,c426999b8e1a7e6de445927f7d02df7arxhmn3gu.html?utm_source=clipboard - Por: Michele Azevedo / Licenciado de SaúdeLAB - / Magnific (Freepik)

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Saúde ocular: como proteger a visão em cada fase da vida, da infância aos 40 anos


Miopia, excesso de telas e presbiopia estão entre os principais desafios para a saúde dos olhos

 

O Mês da Saúde Ocular é uma oportunidade para lembrar que cuidar da visão vai muito além das consultas periódicas. Ao longo da vida, os olhos passam por mudanças naturais e cada etapa exige atenção e soluções específicas para preservar o conforto, a nitidez e a qualidade visual.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,2 bilhões de pessoas vivem com algum tipo de deficiência visual ou cegueira no mundo. Pelo menos 1 bilhão desses casos poderiam ter sido evitados ou tratados com diagnóstico precoce e acesso aos cuidados oftalmológicos. Além da prevenção, a evolução das tecnologias ópticas permite hoje oferecer soluções cada vez mais precisas, considerando as características individuais de cada pessoa.

 

Para Hugo Motta, CEO da Rodenstock Brasil, empresa de tecnologia médica e fabricante de lentes para óculos, a saúde visual deve ser acompanhada de forma contínua, já que as demandas dos olhos se transformam com a idade.

 

“A visão acompanha todas as fases da vida e, por isso, as necessidades visuais também evoluem. Hoje, a tecnologia permite desenvolver lentes baseadas na biometria de cada olho, proporcionando uma experiência visual muito mais precisa e confortável em qualquer idade. Essa individualização faz diferença desde a infância até a fase em que surgem as alterações naturais da visão relacionadas ao envelhecimento “, afirma.

 

Infância e adolescência (5 a 14 anos): atenção ao avanço da miopia

Nos primeiros anos de vida, o desenvolvimento visual merece acompanhamento constante. Nessa fase, cresce a preocupação com a progressão da miopia, que pode se desenvolver por questões genéticas, mas também impulsionada pelo aumento do tempo em ambientes internos e pelo uso intenso de telas.

 

Jovens e adultos (15 a 30 anos): proteção e conforto para a rotina digital

Na vida adulta, a visão costuma ser estável, mas a exposição prolongada a computadores, celulares e outros dispositivos digitais aumenta o cansaço visual.

Nesta fase, lentes de visão simples – ou monofocais – individualizadas através da inserção dos dados biométricos de cada olho do usuário, associadas à revestimentos como os de proteção contra os raios ultravioleta e a luz azul nociva proporcionam maior segurança, nitidez, contraste que culminam em aumentar o conforto durante o uso diário dos óculos.

 

Adultos (30 a 40 anos): conforto para quem passa horas olhando de perto

Entre os 30 e 40 anos, muitas pessoas começam a perceber maior dificuldade para focar em objetos próximos, especialmente durante o trabalho ou o uso contínuo de dispositivos digitais.

Lentes com uma pequena adição para perto, oferecem uma transição mais confortável especialmente no campo de perto, reduzindo o esforço visual e favorecendo uma experiência mais natural durante atividades de leitura, trabalho e direção, mesmo para usuários monofocais.

 

A partir dos 40 anos: adaptação às novas necessidades visuais

Com o avanço da idade, uma condição normal para aqueles que apresentam erros refrativos, é o surgimento da presbiopia. Nesta etapa as lentes progressivas – ou multifocais – tornam-se a principal alternativa para garantir uma visão confortável em diferentes distâncias.

 

Para jovens présbitas que podem apresentar uma dificuldade maior na adaptação com lentes progressivas e que atuam em atividades rotineiras que exigem longos períodos em espaços com maior foco, como ao usar smartphones, computadores ou mesmo interagir em uma sala de reunião mais ampla, lentes chamadas ocupacionais, se mostram como uma alternativa adequada.

 

Quando desenvolvidas a partir da biometria individual de cada olho, essas lentes proporcionam campos de visão mais amplos, adaptação mais rápida e uma percepção visual mais natural, respeitando as características únicas de cada usuário.

 

Fonte: https://diariodorio.com/saude-ocular-como-proteger-a-visao-em-cada-fase-da-vida-da-infancia-aos-40-anos/?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral - Por Renata Granchi

domingo, 26 de julho de 2026

Pilates: benefícios para o corpo e mente em qualquer idade


Da melhora da postura ao fortalecimento do core, a prática promove benefícios que vão muito além da flexibilidade

 

Resumo

O Pilates é uma prática que combina força, equilíbrio e consciência corporal, proporcionando benefícios como melhora da postura, fortalecimento do core, aumento da flexibilidade e alívio de dores musculares. Adaptável para todas as idades, este método é uma ótima opção para quem busca qualidade de vida com exercícios de baixo impacto.

O Pilates conquistou espaço entre as atividades físicas mais procuradas por quem deseja melhorar a qualidade de vida sem recorrer a exercícios de alto impacto. Criado pelo alemão Joseph Pilates, o método combina força, equilíbrio, controle da respiração e consciência corporal, trazendo benefícios que podem ser percebidos tanto no dia a dia quanto durante outras práticas esportivas.

 

Embora muitas pessoas associem o Pilates apenas ao ganho de flexibilidade, a modalidade vai muito além disso. Quando praticado regularmente e com orientação profissional, o método pode promover mudanças importantes no funcionamento e na percepção do próprio corpo.

 

1. Melhora da postura

Uma das mudanças mais conhecidas proporcionadas pelo Pilates é a melhora da postura. Os exercícios fortalecem a musculatura responsável por sustentar a coluna, ajudando a reduzir compensações e desalinhamentos que surgem ao longo da rotina.

Com o tempo, é comum perceber mais facilidade para permanecer sentado ou em pé por longos períodos, além de uma postura mais ereta e confortável.

 

2. Fortalecimento do core

O chamado core reúne os músculos do abdômen, da região lombar, da pelve e do quadril. Eles são fundamentais para a estabilidade do corpo durante praticamente todos os movimentos.

Como o Pilates trabalha constantemente essa musculatura, a prática contribui para um abdômen mais fortalecido, melhora o equilíbrio e oferece mais estabilidade durante atividades do dia a dia.

 

3. Mais flexibilidade e mobilidade

Os movimentos realizados no Pilates estimulam o alongamento muscular e aumentam a amplitude das articulações. Isso significa que o corpo ganha mais mobilidade para executar tarefas simples, como abaixar para pegar um objeto ou alcançar algo em uma prateleira.

Além disso, músculos mais flexíveis podem contribuir para a prevenção de lesões e para uma maior sensação de leveza durante os movimentos.

 

4. Redução de dores musculares

Quem sofre com dores nas costas, nos ombros ou no pescoço pode encontrar no Pilates um importante aliado. Ao fortalecer músculos estabilizadores e corrigir padrões de movimento, a prática ajuda a diminuir sobrecargas em diferentes regiões do corpo.

Por isso, o método costuma ser indicado como parte de programas de reabilitação, sempre com acompanhamento de profissionais capacitados.

 

5. Mais equilíbrio e consciência corporal

Outro benefício marcante é o desenvolvimento da chamada consciência corporal, ou seja, a capacidade de perceber melhor a posição e os movimentos do próprio corpo.

Isso melhora a coordenação motora, o equilíbrio e o controle dos movimentos, reduzindo o risco de quedas e tornando atividades cotidianas mais seguras e eficientes.

 

Pilates é indicado para todas as idades?

Na maioria dos casos, sim. O Pilates pode ser adaptado para diferentes faixas etárias e níveis de condicionamento físico, desde jovens até idosos. Também é uma opção para quem está retomando a prática de exercícios após um período de sedentarismo ou em processos de recuperação física.

 

Antes de iniciar qualquer atividade, no entanto, vale a pena realizar uma avaliação com um profissional de saúde e buscar um instrutor qualificado para que os exercícios sejam adaptados às necessidades individuais.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/pilates-beneficios-para-o-corpo-e-mente-em-qualquer-idade,a4b7bde03235119d624c8384ef4fc779ibh7lyhy.html?utm_source=clipboard - Por: Redação / Licenciado de Saúde em Dia - Foto: estar físico e mental - Shutterstock / Saúde em Dia

sábado, 25 de julho de 2026

Emagrecer com saúde exige mais do que perder peso: veja dicas práticas


Entenda como emagrecer preservando músculos, por que dietas extremas atrapalham e como combinar proteína, treino e hábitos saudáveis na rotina.

 

Resumo

Emagrecer não é apenas ver o peso na balança cair: é essencial preservar a saúde e a musculatura. Médicos alertam que a perda de músculo durante o emagrecimento aumenta riscos de saúde, especialmente após os 40 anos. Uma combinação de dieta equilibrada, proteínas e exercícios de força é fundamental para um emagrecimento saudável.

Em vez de olhar só para a balança, você precisa olhar para o espelho da saúde. Emagrecer rápido pode até animar no começo, mas, se junto com a gordura você perde músculos, força e disposição, o preço vem depois. Por isso, emagrecer com saúde é menos sobre "quantos quilos" e mais sobre "o que você está perdendo".

 

Emagrecer não é só perder peso

Você pode ver o número cair e, ainda assim, não estar mais saudável. Emagrecer só na balança não conta a história completa do seu corpo.

Durante o processo, você pode perder gordura, mas também massa muscular. Isso significa menos força, pior metabolismo e mais risco no futuro, principalmente depois dos 40 anos.

Segundo o nutrólogo e médico do esporte Dr. Thiago Viana, o ideal é reduzir o percentual de gordura preservando ao máximo a musculatura. Observar apenas o peso não basta, porque a balança mostra quanto o corpo pesa, mas não revela do que esse peso é formado.

 

Emagrecer com qualidade: o que realmente importa

Para avaliar se você está conseguindo emagrecer com qualidade, é preciso ir além do peso. Dr. Thiago traz um exemplo prático: duas pessoas com a mesma altura podem pesar 80 quilos e ter corpos totalmente diferentes.

"Uma pode ter mais musculatura e menor percentual de gordura. A outra pode apresentar pouca musculatura e excesso de gordura visceral. Por essa razão, além do peso, precisamos observar medidas como circunferência abdominal, percentual de gordura, massa muscular, força, desempenho físico, exames metabólicos e evolução clínica", explica o médico.

Ou seja, emagrecer de verdade passa por olhar barriga, composição corporal, exames e até como você se sente no dia a dia.

 

Por que perder músculo ao emagrecer é perigoso

Pesquisas recentes mostram que perder músculo enquanto tenta emagrecer pode ser um problema sério. Um estudo conduzido pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a University College London, constatou que a combinação de obesidade abdominal e perda de massa muscular aumenta em 83% o risco de morte após os 50 anos.

 

Os músculos fazem muito mais do que "desenhar" o corpo. Eles ajudam no controle do açúcar no sangue, na proteção das articulações, na postura, no equilíbrio e na autonomia para tarefas simples, como subir escadas ou carregar compras.

Quando você emagrece perdendo muita massa muscular, pode até ficar mais leve, mas também mais frágil.

 

Dietas muito restritivas: quando o preço é alto demais

Dietas extremas, com poucas calorias e pouca proteína, são campeãs em derrubar músculos. Elas até podem fazer você emagrecer rápido, porém boa parte desse resultado vem de perda de água e tecido muscular.

De acordo com o Dr. Viana, reduzir demais as calorias parece eficiente no início, mas cobra a conta depois. "Emagrecer de forma saudável exige um déficit calórico moderado, ingestão adequada de proteínas, prática regular de musculação ou exercícios de resistência, sono de qualidade e acompanhamento da composição corporal. O objetivo não deve ser apenas perder quilos, mas perder gordura preservando músculos", aponta o médico.

Ou seja, não é sobre passar fome, e sim sobre ajustar. Comer menos, mas também comer melhor, com proteína suficiente e treino certo.

 

Emagrecer depois dos 40: o jogo muda

Após os 40 anos, o corpo naturalmente tende a perder massa muscular, em um processo chamado sarcopenia. Isso torna ainda mais delicado emagrecer sem cuidado, porque a perda muscular vem com mais facilidade.

O especialista lembra que esse declínio pode ser retardado com hábitos saudáveis. "A musculação, uma alimentação rica em proteínas, sono adequado e tratamento das condições clínicas ajudam a preservar força e autonomia. Envelhecer é inevitável. Perder qualidade de vida por falta de cuidado com a musculatura não precisa ser", afirma o Dr. Thiago.

Em outras palavras, depois dos 40, perder músculo não é só questão estética; é questão de independência.

 

Proteína e exercício: dupla que protege seus músculos

Para emagrecer sem "secar" os músculos, você precisa da combinação certa: alimentação adequada e exercícios de força. As proteínas fornecem os aminoácidos que reconstroem o músculo, principalmente quando associadas ao treinamento de resistência, como musculação.

"Costumo dizer que a proteína fornece os tijolos, mas é o exercício que dá a ordem para construir. Consumir proteína sem estimular a musculatura não produz o mesmo efeito", explica Thiago Viana.

 

Entre as principais fontes de proteína estão:

 

Carnes e peixes.

Ovos.

Leite e derivados.

Feijão, lentilha, grão-de-bico, soja e tofu.

 

Suplementos só entram quando a alimentação não dá conta de atingir a quantidade adequada, e sempre com orientação profissional.

 

Emagrecer usando canetas: onde mora o risco

O uso de medicações para emagrecer, como as chamadas "canetas emagrecedoras", cresceu muito. Com elas, a perda de peso pode ser expressiva. Porém, parte dessa redução pode incluir massa magra se você não ajustar o estilo de vida.

"As canetas emagrecedoras não causam perda muscular diretamente. O problema acontece quando a pessoa passa a comer muito pouco, não ingere proteína suficiente e deixa de praticar exercícios de resistência. A medicação é uma ferramenta, mas não substitui alimentação adequada nem atividade física", explica o médico.

Ou seja, o remédio pode ajudar, mas não faz o trabalho sozinho. Sem proteína e sem treino, o risco é você emagrecer ficando mais fraco.

 

Como emagrecer com saúde na prática

Para transformar essa teoria em rotina, alguns pontos ajudam muito:

 

Buscar um déficit calórico moderado, sem cortes radicais.

Priorizar fontes de proteína em todas as refeições.

Incluir musculação ou outro exercício de força pelo menos duas a três vezes por semana.

Dormir bem, porque o sono também influencia ganho e perda de músculo.

Acompanhar não só o peso, mas medidas corporais, exames e como você se sente.

 

No fim, o consenso entre especialistas é claro: mais importante do que emagrecer rápido é emagrecer com saúde, preservando músculos, energia e qualidade de vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/emagrecer-com-saude-exige-mais-do-que-perder-peso-veja-dicas-praticas,00d03bafbd4a3fd5da26afdf7bf025007qelnm8g.html?utm_source=clipboard - Por: Flavia Magalhães / Licenciado de Sport Life - Foto: charliepix