quarta-feira, 13 de maio de 2026

Temperaturas baixas: 6 cuidados importantes com a saúde


Especialistas alertam para problemas comuns do inverno e explicam como prevenir complicações

 

A chegada das temperaturas mais baixas costuma alterar não apenas a rotina das pessoas, mas também o funcionamento do organismo. Durante o outono e o inverno, aumentam os casos de doenças respiratórias, problemas de pele e desconfortos circulatórios. Além disso, hábitos típicos da estação — como tomar banhos muito quentes, usar roupas apertadas e reduzir a ingestão de água — podem agravar quadros já existentes.

 

Por isso, especialistas reforçam que os cuidados com a saúde precisam ser adaptados nessa época do ano. Pequenas mudanças na rotina ajudam a prevenir complicações e garantem mais conforto durante os meses mais frios. A seguir, confira 6 cuidados essenciais para proteger o organismo das baixas temperaturas!

 

1. Evite permanecer muito tempo com roupas apertadas e abafadas

Durante o frio, "o uso frequente de calças muito apertadas e tecidos que abafam a região íntima cria um ambiente quente e úmido, favorecendo o crescimento de fungos como a Candida. No inverno, isso se torna ainda mais comum porque as pessoas passam mais tempo com roupas fechadas e muitas vezes negligenciam a ventilação adequada da região íntima. O ideal é priorizar tecidos leves sempre que possível e evitar permanecer longos períodos com roupas úmidas ou muito justas", explica o ginecologista Dr. César Patez.

 

2. Redobre os cuidados com a pele no inverno

O clima seco, os ventos frios e os banhos quentes comprometem diretamente a barreira de proteção da pele. "No frio, a pele precisa de reposição lipídica e não apenas de água. Hidratantes mais potentes ajudam a restaurar a barreira cutânea e evitar o ressecamento. A água muito quente agride a barreira de proteção da pele, favorecendo o ressecamento, a coceira e até o surgimento de lesões", alerta o dermatologista Dr. Gustavo Saczk.

 

3. Não ignore sintomas respiratórios persistentes

Com a queda da umidade do ar, problemas respiratórios costumam se intensificar durante o inverno. Quadros de obstrução nasal, dificuldade para respirar e piora da qualidade do sono podem indicar alterações estruturais que passam despercebidas em outras épocas do ano.

"No inverno, a mucosa nasal fica mais ressecada e sensível, o que pode acentuar sintomas em quem já tem alterações estruturais no nariz. Corrigir a respiração nasal melhora a oxigenação do organismo e contribui para uma série de funções essenciais, incluindo a qualidade do sono", explica o cirurgião plástico Guilherme Scheibel.

 

4. Saiba diferenciar gripe e resfriado

Com o aumento dos casos de doenças respiratórias, muitas pessoas têm dificuldade para identificar quando estão diante de um resfriado comum ou de um quadro gripal mais intenso. Apesar de parecidos, os sintomas apresentam diferenças importantes, principalmente na intensidade e no impacto sobre o organismo.

"O resfriado geralmente causa coriza, espirros e desconforto leve na garganta. Já a gripe se manifesta com febre alta, dores no corpo e grande prostração. A febre alta é um dos principais sinais de alerta para gripe, principalmente quando surge de forma repentina", afirma a otorrinolaringologista Dra. Renata Mori.

 

5. Cuidado com a saúde cardiovascular

O frio também traz impactos importantes para o sistema cardiovascular, especialmente em idosos e pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade ou histórico de doenças cardíacas. Durante temperaturas mais baixas, o organismo reage provocando contração dos vasos sanguíneos para conservar calor, aumentando a pressão arterial e sobrecarregando o coração.

"Durante temperaturas mais baixas, o organismo reage provocando contração dos vasos sanguíneos para conservar calor, o que aumenta a pressão arterial e sobrecarrega o coração. Isso ajuda a explicar por que infartos, AVCs e crises hipertensivas tendem a aumentar no inverno", alerta o cardiologista Vitor Bruno Teixeira de Holanda.

O especialista também destaca a importância de adotar hábitos saudáveis durante o inverno. "É fundamental manter a pressão arterial controlada, evitar excesso de sal e álcool, continuar praticando atividades físicas mesmo em dias frios e manter boa hidratação", orienta.

 

6. Aproveite o inverno para cuidar da saúde vascular

As temperaturas mais amenas tornam o inverno uma das melhores épocas para iniciar tratamentos vasculares, especialmente para varizes e vasinhos. O clima frio favorece a recuperação, reduz o desconforto pós-procedimento e melhora a adaptação ao uso de meias compressivas.

"Tratar varizes no inverno permite não só uma recuperação mais confortável, mas também resultados mais completos e naturais até os meses mais quentes. O tratamento não é apenas estético. Ele melhora a circulação, alivia sintomas e previne a progressão da doença", destaca a cirurgiã vascular Dra. Nayara Cioffi Batagini.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/temperaturas-baixas-6-cuidados-importantes-com-a-saude,697d87c49a7329703f7833b0f8e133c79x6r5ahx.html?utm_source=clipboard - Por Sarah Monteiro - Foto: Impact Photography | Shutterstock / Portal EdiCase

terça-feira, 12 de maio de 2026

Quer reduzir o consumo de açúcar? Essas são as quatro dicas infalíveis de Harvard que vão te ajudar nessa missão


Pequenas mudanças na rotina podem ajudar a reduzir o consumo de açúcar sem radicalismos

 

Reduzir o consumo de açúcar pode parecer um desafio enorme, especialmente para quem não consegue resistir a um docinho depois das refeições. Mas especialistas da Harvard Health explicam que pequenas mudanças na rotina já podem fazer diferença no controle da vontade de comer açúcar.

 

O segredo não está em cortar tudo de uma vez ou transformar a alimentação radicalmente. Na prática, estratégias mais leves e graduais costumam funcionar melhor a longo prazo. Isso porque o excesso de açúcar pode trazer impactos importantes para a saúde, aumentando o risco de problemas como Diabetes Tipo 2, obesidade, doenças cardiovasculares e até alterações relacionadas ao humor e à saúde mental.

 

A seguir, veja quatro hábitos recomendados por especialistas para reduzir o açúcar sem sofrimento.

 

1. Aposte em um café da manhã mais equilibrado

Começar o dia com alimentos nutritivos pode ajudar a evitar picos de fome e reduzir a vontade de doces ao longo das horas. Segundo especialistas, refeições com proteínas, fibras e carboidratos de boa qualidade favorecem mais saciedade.

 

Opções como ovos, aveia, frutas e iogurte natural podem ajudar o organismo a manter níveis mais estáveis de energia, diminuindo aquela busca constante por açúcar durante o dia.

 

2. Tire os doces do campo de visão

A facilidade de acesso influencia diretamente no consumo. Quando chocolates, bolachas recheadas e sobremesas ficam sempre à vista, a tendência é comer por impulso com mais frequência.

 

Por isso, uma dica simples é deixar frutas, castanhas ou lanches saudáveis em locais mais acessíveis da cozinha. Com o tempo, o paladar também tende a se adaptar a sabores menos doces.

 

3. Priorize alimentos naturais e menos processados

Produtos ultraprocessados costumam conter grandes quantidades de açúcar escondido, mesmo quando não têm sabor extremamente doce.

 

Montar refeições com legumes, verduras, proteínas e carboidratos integrais ajuda a manter o corpo nutrido e reduz a necessidade de buscar doces para compensar a fome ou o cansaço.

 

Além disso, alimentos mais naturais oferecem fibras e nutrientes importantes para o funcionamento do organismo.

 

4. Aprenda a identificar o açúcar escondido nos rótulos

Nem sempre o açúcar aparece de forma óbvia nos alimentos. Molhos prontos, pães industrializados, cereais matinais e até iogurtes podem conter grandes quantidades de açúcar adicionado.

 

Por isso, vale observar a lista de ingredientes e a tabela nutricional antes da compra. Quanto menor a quantidade de ingredientes artificiais e aditivos, melhor tende a ser a escolha.

 

Fonte: https://www.minhavida.com.br/materias/materia-28699 - Escrito por Ellie Sasi – Redatora - Shutterstock

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Alzheimer silencioso: doença pode dar sinais 20 anos antes dos sintomas


Alterações biológicas podem surgir décadas antes do esquecimento; entenda por que o diagnóstico ainda é demorado

 

O Alzheimer é a maior causa de demência no mundo. No Brasil, mais de 1 milhão de pessoas vivem com a condição.

 

Estudos mostram que a doença dá sinais biológicos muito cedo. Essas alterações surgem até 20 anos antes dos sintomas clínicos aparecerem.

 

Nesta fase, chamada de pré-clínica, o cérebro já sofre mudanças. Porém, o paciente ainda não apresenta falhas de memória evidentes.

 

Apesar disso, o diagnóstico no país costuma ser tardio. Muitas vezes, a descoberta só ocorre quando a autonomia já está comprometida.

 

Por que o diagnóstico do Alzheimer ainda é demorado?

O atraso ocorre porque muitos sinais são vistos como “normais”. As famílias tendem a banalizar pequenos esquecimentos do envelhecimento.

 

O neurologista Diogo Haddad alerta que o esquecimento recorrente não é normal. Ter dificuldade para organizar tarefas habituais também merece investigação.

 

“A identificação precoce depende de uma avaliação estruturada”, afirma o médico. O uso de biomarcadores ajuda a detectar a doença nessa janela estratégica.

 

As três fases da evolução da doença

Entender como o Alzheimer progride ajuda a identificar o problema cedo. A evolução costuma ocorrer em três estágios principais:

 

Fase pré-clínica: alterações silenciosas no cérebro e sem sintomas.

Fase leve: falhas de memória recente e mudanças de comportamento.

Fase moderada a avançada: perda de autonomia e dependência total.

 

Papel da genética e dos novos exames

 

A ciência avançou muito no diagnóstico de casos precoces. Isso é fundamental para quem apresenta sintomas antes dos 60 anos.

 

O médico geneticista de Doenças Raras da Dasa Genômica, Roberto Giugliani, explica que alguns casos possuem origem genética. Para esse grupo, a investigação do DNA é essencial.

 

Atualmente, o Brasil já conta com o Painel NGS para Alzheimer. O exame analisa genes ligados às formas hereditárias da doença.

 

O teste utiliza uma coleta simples de sangue ou saliva. Ele identifica mutações associadas à predisposição genética de forma precisa.

 

Sinais de alerta para famílias e profissionais

 

O Alzheimer não é uma consequência natural do envelhecimento. É uma doença que exige cuidado, planejamento e tratamento adequado.

 

Identificar os sinais iniciais permite intervenções mais oportunas. Além disso, ajuda a família a se preparar para o futuro.

 

Fique atento a mudanças de humor sem explicação clara. Dificuldade em reconhecer compromissos recentes também é um alerta importante.

 

A busca por um especialista deve acontecer aos primeiros sinais. O diagnóstico precoce é uma prioridade estratégica de saúde pública.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/alzheimer-silencioso-doenca-pode-dar-sinais-20-anos-antes-dos-sintomas.phtml - Foto: Shutterstock

domingo, 10 de maio de 2026

Infarto em mulheres nem sempre causa dor no peito; veja os sinais de alerta


O público feminino apresenta um risco de mortalidade 30% maior após um infarto; aprenda a identificar os sintomas atípicos e saiba como agir

 

O Infarto Agudo do Miocárdio é uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil.

 

Embora a doença seja estatisticamente mais frequente em homens, o cenário para o público feminino é mais crítico.

 

As mulheres apresentam um risco cerca de 30% maior de mortalidade após sofrerem um ataque cardíaco.

 

O grande desafio está no diagnóstico. Muitas vezes, o infarto feminino não segue o padrão clássico da dor intensa que irradia para o braço esquerdo.

 

Por isso, conhecer os sinais atípicos é fundamental para salvar vidas.

 

Sintomas que podem ser confundidos

Diferente dos homens, as mulheres podem manifestar sinais que facilmente se confundem com outros problemas, como crises de ansiedade ou mal-estar digestivo. Fique atenta se sentir:

 

Cansaço extremo e sem explicação.

 

Falta de ar e náuseas.

 

Tontura ou desmaios.

 

Dor nas costas, no pescoço ou na mandíbula.

 

Sensação de pressão ou desconforto no peito (mesmo que leve).

 

O papel da menopausa no risco cardíaco

 

A Dra. Denise Pellegrini, cardiologista intervencionista e Diretora de Comunicação da SBHCI, explica que a menopausa é um divisor de águas na saúde da mulher.

 

A queda do estrogênio, que funciona como um “escudo” natural, altera a saúde vascular.

 

“A queda do estrogênio faz com que os vasos sanguíneos endureçam, o que aumenta o risco de doenças do coração. Dessa forma, o acúmulo de gordura nas artérias acontece de forma mais rápida”, ressalta a especialista.

 

Cerca de dez anos após a menopausa, o risco cardiovascular da mulher se iguala ao do homem.

 

Outros fatores de risco importantes

Além das questões hormonais, outros hábitos e condições potencializam o risco de infarto. O tabagismo, a hipertensão arterial e o diabetes são grandes vilões.

 

O colesterol elevado, a obesidade e o estresse crônico também contribuem para o entupimento das artérias coronárias.

 

Como prevenir o infarto feminino

A prevenção passa obrigatoriamente por mudanças no estilo de vida. A Dra. Denise Pellegrini recomenda a prática regular de atividades físicas: no mínimo 5 vezes na semana, por pelo menos 30 minutos.

 

A alimentação deve ser rica em carnes magras, peixes, fibras e vegetais. É essencial evitar alimentos ultraprocessados.

 

“Manter uma boa qualidade do sono é importante, assim como o controle da obesidade e evitar o tabagismo”, reforça a cardiologista.

 

Quando procurar ajuda imediata?

 

No infarto, o tempo é o seu maior aliado. Se você sentir dor no peito persistente por mais de 15 a 20 minutos, não ignore. Ligue imediatamente para o SAMU (192).

 

O sinal de alerta máximo inclui suor frio, náusea e dor irradiada para as costas ou mandíbula.

 

“O tempo ideal para tratamento é de até 90 minutos após o início dos sintomas. Não espere para ver se passa”, alerta a Dra. Denise.

 

Um atendimento rápido reduz drasticamente as chances de sequelas graves e óbito.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/infarto-em-mulheres-nem-sempre-causa-dor-no-peito-veja-os-sinais-de-alerta.phtml - Foto: Shutterstock

sábado, 9 de maio de 2026

Estudo com 15 mil brasileiros comprova que atividade física é o melhor investimento para o envelhecimento


Em 2024, a cada 15 minutos, o Brasil registrou quatro mortes que poderiam ser evitadas se a prática de atividade física fizesse parte da rotina dessas pessoas. Esse dado reforça o que pesquisadores já alertam: a inatividade física não é apenas uma escolha individual, mas uma pandemia com impactos profundos na saúde coletiva e custos humanos e econômicos.

 

No cenário de um país que envelhece a um ritmo acelerado, o movimento corporal surge não como um luxo, mas como uma estratégia essencial de sobrevivência e de dignidade.

 

O Brasil que envelhece e se imobiliza

O Brasil passa por uma transição demográfica acelerada. Enquanto nações europeias enriqueceram antes de envelhecerem, estamos envelhecendo em um contexto de desigualdades sociais persistentes.

 

Os dados do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto, ELSA-Brasil, oferecem um retrato fiel desse desafio. Há mais de 15 anos, a pesquisa acompanha 15 mil adultos em seis estados brasileiros. O projeto é financiado pelo Ministério da Saúde e conta também com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

 

Epidemiologicamente, a prevalência de atividade física insuficiente no Brasil ainda é preocupante. O boletim do ELSA-Brasil revela que o comportamento sedentário — o tempo gasto sentado ou deitado com baixo gasto energético — torna-se um hábito ainda mais comum em fases críticas, como a aposentadoria.

 

Ao contrário do que muitos pensam, parar de trabalhar muitas vezes reduz o nível de movimento: a inatividade física aumenta em 65% entre homens e 55% entre mulheres após a saída do mercado de trabalho.

 

O movimento como pilar para a longevidade

A prática regular de atividade física, definida como qualquer movimento voluntário com gasto de energia acima do repouso, atua como um “polifármaco” natural. Os benefícios para o envelhecimento saudável, evidenciados nos diversos artigos publicados pelo ELSA-Brasil, são multissistêmicos:

 

Saúde metabólica e cardiovascular: Atingir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 150 minutos semanais de atividade moderada a vigorosa está associado a um risco de mortalidade 25% menor em cinco anos. Na prática, a estatística mostra que, para cada quatro mortes registradas entre sedentários, ocorrem apenas três entre indivíduos ativos. Ou seja: a atividade física regular é capaz de evitar uma em cada quatro mortes que ocorreriam.

 

Preservação cognitiva: O exercício é fundamental para a manutenção de domínios centrais da cognição, como memória, linguagem e atenção, além de reduzir o risco de declínio cognitivo.

 

Proteção do Coração: Manter-se ativo ao longo da vida reduz a rigidez das artérias e a incidência de hipertensão e diabetes.

 

Bem-estar e Qualidade de Vida: Pequenas mudanças, como acumular cerca de 7 mil passos por dia, podem reduzir a mortalidade pela metade.

 

Políticas públicas

Para que o exercício não seja apenas uma recomendação clínica, o ambiente deve ser favorável. O Brasil possui ferramentas robustas, como o Guia de Atividade Física para a População Brasileira. Este documento orienta que “todo passo conta” e que a atividade física pode ocorrer no lazer, no deslocamento ou em tarefas domésticas.

 

No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o programa Academia da Saúde destaca-se como uma política essencial para democratizar o acesso ao movimento. Além disso, o ELSA-Brasil demonstra que o ambiente urbano influencia diretamente o comportamento: pessoas que vivem perto de áreas verdes e parques praticam exercícios com mais frequência. Morar em uma vizinhança com boa infraestrutura para caminhar e sombra de árvores aumenta em 69% a probabilidade de o indivíduo praticar atividade física no lazer.

 

A ciência que sai do laboratório: o papel da divulgação

Para que dados complexos como os do ELSA-Brasil se transformem em mudanças de hábito, a comunicação precisa ser clara e acessível. A divulgação científica atua como essa ponte vital, traduzindo evidências estatísticas em orientações práticas que a população pode compreender e aplicar no dia a dia.

 

O ELSA-Brasil tem investido sistematicamente em estratégias para devolver seus achados à sociedade. Uma dessas iniciativas é a criação de boletins informativos periódicos, como o que fundamenta este artigo. Estes documentos utilizam uma linguagem visual e direta para explicar desde conceitos básicos — como a diferença entre atividade física (movimento voluntário) e exercício físico (planejado e repetitivo) — até os resultados mais recentes sobre prevenção de doenças.

 

Esses boletins temáticos, disponíveis no site do ELSA-Brasil, fazem parte de um ecossistema de divulgação que busca democratizar o conhecimento produzido em mais de 15 anos de estudo. Ao apresentar de forma lúdica que substituir apenas 10 minutos de comportamento sedentário por movimento pode salvar vidas, a ciência deixa de ser um gráfico em um artigo acadêmico e se torna um incentivo real para o cidadão que está sentado no sofá. Mais do que informar, essa iniciativa visa empoderar o brasileiro a tomar decisões baseadas em evidências para o seu próprio envelhecimento.

 

Nunca é tarde para começar

Um dos achados mais encorajadores da ciência moderna é a quebra do mito do “tempo perdido”. O papel protetor da atividade física é resiliente, independentemente da idade de início. Substituir apenas 10 minutos diários de sofá por movimento moderado já reduz o risco de morte em 10% no curto prazo.

 

O corpo humano mantém sua capacidade de adaptação em qualquer estágio da vida. Se o benefício acumulado de uma vida ativa é inegável, o benefício imediato da mudança de hábito é o que garante que o idoso de hoje seja o protagonista de sua própria história amanhã. O movimento é, sem dúvida, a forma mais eficiente de transformar os anos que ganhamos em vida plena e independente.

 

Fonte: https://theconversation.com/estudo-com-15-mil-brasileiros-comprova-que-atividade-fisica-e-o-melhor-investimento-para-o-envelhecimento-281083