segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Infarto: sinais de alerta e a importância do socorro imediato


Cardiologista explica por que a suspeita de infarto exige atendimento imediato e quais sinais devem acender o alerta

 

O socorro imediato é vital na suspeita de infarto, pois quanto mais rápido o fluxo sanguíneo for restabelecido, menor será o dano ao coração. Além do aperto no peito, os sinais incluem dores nos braços, costas ou mandíbula, falta de ar, náuseas e suor frio, que costumam ser subestimados. Diagnosticado por eletrocardiograma e exames de sangue, o quadro pode exigir angioplastia e medicamentos. Os sintomas não devem ser ignorados, mesmo por pessoas jovens ou sem histórico de fatores de risco.

 

Quando há suspeita de infarto, não é recomendado esperar para ver se os sintomas passam. A orientação é procurar atendimento médico imediatamente, principalmente diante de dor, pressão ou desconforto persistente no peito, com ou sem outros sinais.

 

Segundo a cardiologista intervencionista Dra. Denise Pellegrini, diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), o ideal é buscar socorro nos primeiros minutos.

 

"O ideal é procurar socorro nos primeiros minutos. No infarto, quanto mais tempo a artéria permanece obstruída, maior é a quantidade de músculo cardíaco que pode ser lesionada. Por isso, diante de sintomas sugestivos, não devemos esperar para ver se eles desaparecem espontaneamente."

 

O infarto agudo do miocárdio acontece, na maioria dos casos, quando uma artéria que leva sangue ao coração fica obstruída. Isso geralmente ocorre pela formação de um coágulo sobre uma placa de gordura.

 

Com a redução ou interrupção do fluxo sanguíneo, o músculo cardíaco deixa de receber oxigênio adequadamente e pode começar a sofrer lesões.

 

Quais são os principais sinais de um infarto?

O sintoma mais conhecido é a dor, pressão ou desconforto no peito. A sensação pode ser descrita como aperto, peso ou compressão no centro do tórax.

No entanto, o infarto não se manifesta da mesma maneira em todas as pessoas. Outros sinais podem aparecer, como:

 

dor ou desconforto que se espalha para um ou ambos os braços;

dor ou desconforto na mandíbula, queixo, pescoço, ombros ou costas;

desconforto na região do estômago;

falta de ar;

suor frio;

náuseas ou vômitos;

tontura ou sensação de desmaio;

cansaço intenso e desproporcional ao esforço;

mal-estar, inquietação ou ansiedade.

 

A especialista destaca que alguns desses sintomas podem ser confundidos com problemas menos graves, o que pode atrasar a procura por atendimento.

"Um dos grandes problemas é que alguns sintomas são pouco reconhecidos como manifestações cardíacas. A pessoa pode pensar que está com indigestão, estresse, ansiedade ou apenas cansada e acaba postergando a busca por atendimento", explica Dra. Denise.

 

Quando é hora de pedir ajuda?

A orientação é não esperar a dor ficar intensa ou insuportável. Diante de sintomas sugestivos de infarto, principalmente quando surgem de forma súbita ou são diferentes do habitual, a avaliação médica deve acontecer o mais rápido possível.

O atendimento de emergência é importante porque o tempo influencia diretamente a quantidade de músculo cardíaco que pode ser preservada.

"O tempo para o tratamento de um infarto com uma artéria obstruída é muito importante. Quanto mais cedo o paciente chega a um serviço de emergência, recebe o diagnóstico e, quando indicado, tem a artéria desobstruída, maiores são as chances de limitar o dano ao coração e reduzir complicações", reforça a cardiologista.

 

Como o infarto é identificado?

No hospital, a avaliação começa pela história clínica e pelo exame físico. Um dos primeiros exames realizados é o eletrocardiograma (ECG), que ajuda a identificar alterações características de determinados tipos de infarto e a orientar a estratégia inicial de tratamento.

Também são feitos exames de sangue, especialmente a dosagem de troponina, marcador de lesão do músculo cardíaco.

Dependendo do quadro, outros exames de imagem e avaliações da circulação das artérias coronárias podem ser necessários.

É importante lembrar que nem todo infarto apresenta alterações típicas no primeiro eletrocardiograma. Por isso, diante de uma suspeita clínica, a avaliação médica e, quando necessário, a repetição dos exames são fundamentais.

 

Como o infarto é tratado?

O tratamento depende do tipo de infarto e das características de cada paciente. Quando existe uma obstrução aguda de uma artéria coronária e há indicação de reperfusão imediata, uma das principais estratégias é a angioplastia coronária.

O procedimento é realizado por cateterismo para identificar e tratar a obstrução, restabelecendo o fluxo sanguíneo. Em muitos casos, é implantado um stent.

Medicamentos também podem fazer parte do tratamento, incluindo antiagregantes plaquetários, anticoagulantes e outras terapias, conforme o tipo de infarto e a avaliação da equipe médica.

"A prioridade é restabelecer o fluxo de sangue para o coração o mais rapidamente possível quando há uma artéria obstruída. Cada minuto de atraso pode representar mais músculo cardíaco lesionado", destaca Dra. Denise.

 

Fatores de risco não são os únicos responsáveis

Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar estão entre os fatores associados ao aumento do risco de doença cardiovascular.

Ainda assim, não ter esses fatores conhecidos não significa estar livre do risco de sofrer um infarto.

Por isso, sintomas sugestivos não devem ser minimizados apenas porque a pessoa é jovem, pratica atividade física ou nunca recebeu um diagnóstico de doença cardiovascular.

"O infarto é uma emergência médica em que a informação pode salvar vidas. Reconhecer os sintomas, não minimizar os sinais e procurar ajuda imediatamente são atitudes simples, mas fundamentais. A mensagem é clara: diante da suspeita, não espere", conclui a cardiologista.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/infarto-sinais-de-alerta-e-a-importancia-do-socorro-imediato,8a5f1948882cd5120f068a121d08efab3mdbv2bs.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

domingo, 20 de setembro de 2026

Vitaminas, minerais e antioxidantes: 11 alimentos aliados da imunidade na primavera


Veja como o cuidado com a alimentação ajuda a manter as defesas do organismo nesta época do ano

 

Para combater o ressecamento das vias aéreas e as variações climáticas da primavera, uma dieta rica em vitaminas, minerais e antioxidantes é fundamental para a imunidade. A nutricionista Jéssica Benazzi recomenda onze opções acessíveis: frutas cítricas e vermelhas, tomate, vegetais verde-escuros, fontes de betacaroteno e ômega 3, cebola, gengibre, oleaginosas, iogurte e leguminosas. Esses alimentos fornecem nutrientes essenciais que fortalecem o organismo contra infecções típicas da estação.

 

Com a chegada da primavera, as variações de temperatura e os períodos de baixa umidade do ar podem favorecer o ressecamento das vias respiratórias e aumentar o desconforto nessa época do ano. Logo, manter uma alimentação equilibrada é um dos cuidados que contribuem para o bom funcionamento do sistema imunológico, especialmente quando o cardápio inclui alimentos variados e fontes de vitaminas e minerais.

 

Para transformar esse cuidado em algo prático, é possível recorrer a escolhas simples na rotina alimentar. Pensando nisso, a nutricionista Jéssica Benazzi, do Divino Fogão, lista 11 alimentos para reforçar a imunidade na primavera. Confira!

 

1. Frutas cítricas

Clássicas quando o assunto é imunidade, as frutas cítricas são ricas em vitamina C e antioxidantes. Nesta época, laranja-lima, kiwi e abacaxi são boas pedidas.

 

2. Frutas vermelhas

Além do sabor marcante, as frutas vermelhas trazem vitamina C e ácido elágico, com ação antioxidante e anti-inflamatória. O destaque da temporada é o morango.

 

3. Tomate

Fonte de licopeno, que dá a cor vermelha ao fruto e combate radicais livres, além de vitamina C, o tomate é um reforço extra contra gripes e resfriados.

 

4. Folhosos verde-escuros

Brócolis, couve e espinafre fornecem ácido fólico (vitamina B9), essencial para a formação de glóbulos brancos, além de propriedades anti-inflamatórias.

 

5. Alimentos ricos em betacaroteno

Cenoura, abóbora, batata-doce e batata-baroa se transformam em vitamina A no organismo, um potente antioxidante que fortalece as defesas.

 

6. Fontes de ômega 3

Peixes como sardinha, salmão e atum, além de azeites de boa qualidade, oferecem gorduras boas que agem como anti-inflamatórios naturais.

 

7. Cebola

Rica em quercetina, a cebola ajuda a prevenir infecções bacterianas e fúngicas, além de proteger contra radicais livres.

 

8. Gengibre

Rico em vitamina B6 e C, o gengibre fortalece a imunidade e tem ação antimicrobiana, sendo um aliado no combate a gripes e resfriados.

 

9. Oleaginosas

Nozes, castanhas, amêndoas, pistache e avelãs são fontes de vitamina E e selênio, antioxidantes que protegem as células do organismo.

 

10. Iogurte

Com probióticos que equilibram a flora intestinal, onde se concentra grande parte das células de defesa do organismo, o iogurte é essencial para manter a imunidade em alta.

 

11. Leguminosas

Feijão, lentilha e grão-de-bico oferecem zinco, mineral que auxilia na prevenção de doenças respiratórias típicas da estação.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/vitaminas-minerais-e-antioxidantes-11-alimentos-aliados-da-imunidade-na-primavera,66311f4d4be00c6fb37513399bbe9349hcmulvlr.html?utm_source=clipboard - Por Juliana Beletato - Foto: New Africa | Shutterstock / Portal EdiCase

sábado, 19 de setembro de 2026

Prática esportiva e cuidados: como proteger a pele e prevenir sinais de envelhecimento


Exposição solar, vento, baixo percentual de gordura e emagrecimento podem influenciar a aparência do rosto

 

Embora o exercício físico não cause rugas diretamente, fatores como sol, vento e a perda de gordura facial decorrente de treinos intensos ou emagrecimento aceleram o envelhecimento da pele. Para prevenir danos e flacidez em atividades ao ar livre ou piscinas, especialistas recomendam hidratação constante, barreiras físicas e fotoproteção resistente ao suor. Além do skincare diário, a indicação é monitorar as mudanças do rosto para intervir com procedimentos estéticos apenas quando necessário.

 

Praticar exercícios traz benefícios para a saúde, mas algumas características da rotina esportiva exigem atenção com a pele. Exposição solar, vento e alterações no volume facial podem influenciar a aparência do rosto.

 

Segundo Daiany Rodrigues Freire, enfermeira estética e biomédica estética, o exercício não deve ser considerado uma causa direta das rugas. Porém, alguns fatores associados à prática podem contribuir para alterações na face.

 

"Quem pratica muito esporte, principalmente quando mantém baixo percentual de gordura ou passa por emagrecimento importante, pode perceber mais rapidamente a perda de volume e sustentação da face", explica. Por isso, além do skincare, alguns cuidados podem ajudar a preservar a qualidade e a proteção da pele.

 

1. Reforce a proteção solar na corrida

Quem corre ao ar livre acumula muitas horas de exposição à radiação ultravioleta. O uso de protetor solar resistente ao suor, além de boné ou viseira e óculos, ajuda a proteger a pele. Em treinos prolongados, também é importante reaplicar o produto.

 

2. Proteja a pele durante o ciclismo

Pedais longos combinam sol, vento e calor. Por isso, fotoproteção, óculos, capacete e hidratação devem fazer parte da rotina. Em casos de perda de sustentação, uma avaliação profissional pode indicar cuidados específicos para a pele.

 

3. Tenha atenção aos esportes de areia

Beach tennis e vôlei de praia podem representar várias horas semanais de exposição solar. Além do protetor e das barreiras físicas, vale manter a pele hidratada após os treinos.

 

4. Cuide da pele depois da natação

O contato frequente com a água da piscina pode favorecer ressecamento e desconforto em algumas pessoas. Após o treino, tomar uma ducha e usar hidratante pode ajudar. Em piscinas descobertas, a fotoproteção também é importante.

 

5. Observe mudanças durante treinos de endurance

Maratonas, triatlo e outras modalidades de endurance podem reunir alto volume de treino, exposição solar e baixo percentual de gordura.

Com a redução do volume facial, algumas estruturas podem ficar mais marcadas. "Acompanhar e tratar de maneira preventiva pode ajudar a gerenciar melhor esse envelhecimento", afirma Daiany.

 

6. Não abandone a musculação por medo de rugas

Franzir a testa ou contrair a face durante séries pesadas é comum. Porém, isso não significa que seja necessário reduzir os treinos por medo do envelhecimento facial.

O envelhecimento é multifatorial e envolve fatores como genética, exposição solar, qualidade da pele e alterações de volume. "A prevenção não significa começar a fazer vários procedimentos porque você treina. Significa entender o que está acontecendo naquele rosto e intervir apenas quando houver indicação", ressalta a enfermeira.

 

7. Atenção ao emagrecimento rápido

Grandes perdas de peso podem reduzir o volume facial e deixar sulcos e flacidez mais aparentes. Nesses casos, manter exercício, alimentação adequada, fotoproteção e skincare continua importante. Uma avaliação profissional pode indicar outras estratégias quando necessário.

 

Skincare e procedimentos têm funções diferentes

O skincare ajuda na proteção e na manutenção da qualidade da pele, mas não consegue corrigir sozinho alterações de volume e sustentação. "O skincare é indispensável, mas atua principalmente na qualidade e proteção da pele. Ele não consegue sozinho repor estruturas que perderam sustentação", afirma Daiany.

 

Por isso, a especialista defende que qualquer procedimento seja definido individualmente, considerando as características e necessidades de cada pessoa.

 

A ideia, segundo Daiany, é acompanhar as mudanças ao longo do tempo, sem abandonar a prática esportiva. "Não é fazer tudo, nem fazer demais. É acompanhar, prevenir e tratar aquilo que realmente precisa ser tratado em cada fase", finaliza.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/pratica-esportiva-e-cuidados-como-proteger-a-pele-e-prevenir-sinais-de-envelhecimento,d4f40fe01b19a37d2c6e14f32022675b4lftawfg.html?utm_source=clipboard - Por: Gabriela Bita / Licenciado de Sport Life - Foto: Magnific / Sport Life

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Hábitos comuns do dia a dia podem acelerar o envelhecimento sem você perceber


Autocrítica, excesso de notícias e isolamento podem afetar o bem-estar, mas não existe um hábito único capaz de acelerar o envelhecimento.

 

Hábitos como autocrítica excessiva, consumo exagerado de más notícias, preocupação contínua, isolamento, respiração bucal e negligência com a higiene interdental afetam a saúde e o bem-estar, mas não definem sozinhos a velocidade do envelhecimento, que é um processo complexo. Em vez de buscar fórmulas milagrosas contra o tempo, especialistas recomendam ajustes graduais na rotina e apoio profissional, priorizando a redução do estresse, a qualidade do sono e os vínculos sociais reais sem autocobrança.

 

O dia termina, mas a cabeça continua trabalhando: uma preocupação reaparece, a tela oferece outra notícia ruim e até um pequeno erro vira motivo para se cobrar. Nenhuma dessas cenas acrescenta anos ao rosto de uma hora para outra. Ainda assim, certos padrões da rotina merecem atenção quando o objetivo é envelhecer com saúde. Autocrítica constante, consumo excessivo de notícias negativas, preocupação repetitiva, isolamento, descuido com a limpeza entre os dentes e respiração frequente pela boca têm implicações diferentes. Entendê-las ajuda mais do que reunir tudo sob a promessa de desacelerar o envelhecimento.

 

Esses hábitos realmente fazem o corpo envelhecer mais rápido?

Não é possível medir o envelhecimento de alguém apenas pelo número de notícias que lê ou pela maneira como enfrenta um erro. O que se pode discutir são efeitos sobre aspectos concretos da saúde, como estresse, sono, vínculos e condição bucal. Envelhecer envolve processos biológicos, ambiente, doenças, condições de vida e acesso a cuidados. Transformar seis hábitos em uma explicação única simplifica demais uma questão complexa.

 

Essa distinção evita culpa: pressões, isolamento e noites difíceis não se resolvem com uma frase otimista. Mudanças podem oferecer apoio, mas não substituem tratamento. Observe o que se repete e prejudica o cotidiano, sem procurar um comportamento culpado por todo desconforto.

 

Como a tela e a autocrítica podem ocupar mais espaço do que deveriam?

A tela ocupa espaço demais quando a consulta deixa de informar e passa a interromper tarefas, descanso ou conversas. Com a autocrítica, o sinal aparece quando reconhecer um erro vira repetir uma acusação contra si. Não se trata de abandonar notícias ou responsabilidade. A diferença está entre usar uma informação para agir e permanecer preso a um ciclo que não acrescenta uma decisão útil ao problema.

 

Uma saída prática é criar limites observáveis: consultar notícias em momentos definidos, silenciar alertas desnecessários e descrever o erro de modo específico. Esquecer um compromisso não significa ser incapaz de cumprir qualquer tarefa. Separar fato e julgamento torna mais fácil pensar na correção. Para testar essas mudanças sem transformar o autocuidado em outra cobrança, experimente ajustes pequenos e compatíveis com sua rotina:

 

Defina momentos para consultar notícias, sem alerta contínuo.

Descreva um erro específico antes de julgar a si mesmo.

Reserve espaço para um contato que ofereça apoio.

Inclua a limpeza interdental na rotina diária.

 

O que fazer com preocupações repetitivas e afastamento social?

Com preocupações repetitivas, tente distinguir o que exige uma providência do que está sendo revisto sem solução nova. Anotar a próxima ação possível pode ajudar a organizar a situação. Já o afastamento social merece uma pergunta diferente: existe contato e apoio suficientes para você? Ficar sozinho por escolha em alguns momentos não é o mesmo que sentir falta de companhia e não encontrar alguém com quem conversar.

 

Relações de qualidade oferecem apoio, e uma aproximação pode começar por uma mensagem, uma caminhada acompanhada ou uma atividade regular. Não há necessidade de construir uma agenda lotada. Quando a preocupação prejudica o sono, o trabalho ou a convivência, procure ajuda profissional. Entender como o estresse aparece no cotidiano permite reconhecer limites antes de exigir de si uma solução imediata para todos os desconfortos.

 

Por que dentes e respiração também entram nessa conversa?

A limpeza entre os dentes alcança áreas que a escova não limpa adequadamente. O National Institute on Aging recomenda escovar duas vezes ao dia com creme dental fluoretado e limpar os espaços interdentais diariamente. O método pode ser ajustado por um dentista às condições da pessoa. O benefício principal é cuidar da boca; não há motivo para apresentar o fio dental como uma técnica capaz de rejuvenescer o organismo.

 

Respirar frequentemente pela boca, por sua vez, merece avaliação quando acompanha obstrução nasal, ronco, boca seca ou dificuldade para dormir. A causa precisa ser identificada, não presumida a partir de um vídeo. Não tape a boca para tentar corrigir o problema. Dor ou sangramento gengival, desconforto bucal e sintomas respiratórios persistentes são razões para procurar atendimento, sem substituir o diagnóstico por uma rotina caseira.

 

Como mudar a rotina sem perseguir uma promessa de juventude?

Escolha um ajuste que possa ser mantido: um horário para encerrar a consulta de notícias, a limpeza entre os dentes ou um contato semanal com alguém próximo. Observe o efeito sobre o dia, e não sobre uma suposta idade biológica que você não está medindo. Se a tentativa aumentar a cobrança ou não resolver o desconforto, reveja o plano e busque orientação adequada ao problema.

 

Envelhecer bem não exige eliminar preocupações ou cumprir uma rotina perfeita. Os seis hábitos abrem perguntas sobre descanso, vínculos e saúde bucal, sem oferecer uma fórmula contra o tempo. O cuidado ganha sentido quando atende necessidades reais, não quando transforma cada dificuldade em prova de envelhecimento acelerado.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/habitos-comuns-do-dia-a-dia-podem-acelerar-o-envelhecimento-sem-voce-perceber,78504a156191c5db4f961776f6cab484b03n6ucy.html?utm_source=clipboard - Por: Gabriel Correa / Licenciado de Catraca Livre - Foto: Imagem gerada por inteligência artificial / Catraca Livre

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Atividade física pode proteger o cérebro contra o Alzheimer? Entenda o que se sabe


Hábitos relacionados ao estilo de vida estão entre os fatores estudados por seu papel na manutenção da saúde cerebral ao longo dos anos

 

O Alzheimer, demência que pode atingir 5 milhões de brasileiros até 2050, é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta a memória e a cognição. Embora não tenha cura, o diagnóstico precoce viabiliza tratamentos que preservam a autonomia do paciente. A prática regular de exercícios físicos, especialmente aeróbicos, surge como importante aliada na prevenção e desaceleração do transtorno, somada a estímulos cognitivos, vida social ativa e controle de doenças crônicas como a hipertensão.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença de Alzheimer está entre os tipos mais comuns de demência e representa cerca de 60% a 70% dos casos em todo o mundo. No Brasil, a estimativa também chama a atenção: de acordo com o "Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia, (re)conhecimento e projeções futuras", do Ministério da Saúde, mais de 5 milhões de brasileiros poderão ser diagnosticados com demência até 2050.

 

Diante desse cenário, a conscientização sobre a doença se torna cada vez mais importante. A campanha nacional Setembro Lilás reúne ações ao longo do mês para chamar a atenção para o Alzheimer e outros tipos de demência. Embora o Alzheimer ainda não tenha cura definitiva, a doença conta com tratamentos que podem contribuir para a qualidade de vida dos pacientes.

 

Mas o que é a doença de Alzheimer?

A doença de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo que provoca alterações no cérebro. Ao longo do tempo, esse transtorno compromete a memória, o raciocínio, a linguagem e a capacidade de realizar as atividades do dia a dia. Apesar de ainda não ter uma causa definida, alguns fatores de risco já são associados à doença de Alzheimer, como idade avançada e histórico familiar.

"A idade é o principal fator de risco, mas envelhecer não significa necessariamente desenvolver Alzheimer. Também estão associados ao risco fatores genéticos e familiares, além de hipertensão, diabetes, colesterol elevado, sedentarismo, tabagismo, perda auditiva não tratada, isolamento social e baixa estimulação cognitiva, entre outros", explica a professora da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG), Dra. Elisa de Paula França Resende.

Segundo o Ministério da Saúde, o quadro clínico desse transtorno costuma ser dividido em quatro estágios:

 

Estágio 1 (forma inicial): com alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais dos pacientes;

Estágio 2 (forma moderada): dificuldade na fala, na realização de tarefas simples e na coordenação de movimentos, além de agitação e insônia;

Estágio 3 (forma grave): dificuldade para realizar tarefas diárias, incontinência urinária e fecal, dificuldade para comer e deficiência motora progressiva;

Estágio 4 (terminal): restrição ao leito, mutismo, dor ao engolir e infecções intercorrentes.

 

Principais sinais de alerta

O avanço do Alzheimer acontece de forma gradual e irreversível. Um dos principais sinais de alerta dessa doença silenciosa é a perda de memória recente. "Quando a pessoa esquece de acontecimentos recentes, passa a repetir perguntas ou histórias e não consegue se lembrar depois, mesmo recebendo pistas", reforça a professora da FCM-MG.

Mas há outros sinais, como dificuldade para encontrar palavras; organizar tarefas que antes eram simples; lidar com dinheiro ou medicamentos; orientar-se em lugares conhecidos e tomar decisões. Mudanças de comportamento, apatia ou maior dificuldade para acompanhar conversas também podem ocorrer.

"Pequenos esquecimentos fazem parte do envelhecimento normal. A preocupação é quando as alterações são progressivas, mais frequentes e começam a interferir no funcionamento habitual da pessoa", enfatiza a Dra. Elisa de Paula França Resende.

 

Como funciona o diagnóstico?

O início da investigação da doença de Alzheimer conta com uma avaliação clínica, que inclui conversas com o paciente e seus familiares, a avaliação da memória e de outras funções cognitivas, além da verificação do impacto dos sintomas nas atividades cotidianas. Exames de sangue e exames de imagem, como a ressonância magnética, também ajudam a investigar outras possíveis causas. Entre os profissionais que podem conduzir essa investigação estão neurologistas, geriatras e psiquiatras.

"O diagnóstico precoce permite que o tratamento seja iniciado no momento mais adequado e, principalmente, que a pessoa participe das decisões sobre seu próprio futuro enquanto ainda mantém autonomia. É possível planejar questões familiares, financeiras e de cuidados, orientar familiares e cuidadores e tratar condições que podem piorar a cognição", explica a especialista.

 

Hábitos que ajudam no tratamento

Apesar de ainda não ter uma cura definitiva, a doença de Alzheimer possui, além dos tratamentos medicamentosos, alguns hábitos e estratégias que podem auxiliar na manutenção da autonomia e das funções cognitivas da pessoa afetada.

A prática regular de atividade física está associada a uma menor incidência de demência e pode contribuir para reduzir a progressão da doença. "Pessoas que praticam exercícios físicos regularmente, especialmente atividades aeróbicas que elevam a frequência cardíaca, apresentam menor incidência de demência. Esse tipo de exercício está relacionado tanto à prevenção da doença quanto à redução da sua progressão em pessoas que já foram diagnosticadas com demência", destaca a professora da FCM-MG.

Além das atividades físicas, a Dra. Elisa de Paula França Resende recomenda manter uma vida social ativa, estimular o cérebro por meio de atividades prazerosas e significativas, cuidar da saúde auditiva e visual e adotar uma alimentação equilibrada.

"É essencial controlar adequadamente pressão arterial, diabetes e colesterol, além de garantir um sono de boa qualidade. Para quem já apresenta comprometimento cognitivo, rotinas estruturadas, calendários, lembretes e adaptações no ambiente podem ajudar a preservar a independência e a segurança. O mais importante é estimular a pessoa sem infantilizá-la e permitir que continue realizando, com segurança, tudo aquilo que ainda consegue fazer", finaliza a especialista.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/atividade-fisica-pode-proteger-o-cerebro-contra-o-alzheimer-entenda-o-que-se-sabe,c1f0975fd6c9359c221f3903337b10749slyf6a5.html?utm_source=clipboard - Por Maristela Chaves - Foto: pics five | Shutterstock / Portal EdiCase