A celulite aparece pelas ondulações e furinhos na pele, especialmente em áreas como coxas, glúteos, quadris e abdômen. Embora muitas pessoas associem o quadro apenas à estética, trata-se de uma alteração natural do tecido subcutâneo. Além disso, ela surge em pessoas de diferentes pesos, idades e estilos de vida. Em termos simples, ocorre quando a gordura localizada abaixo da pele se reorganiza, junto com mudanças nas fibras que sustentam essa região.
Do ponto de vista da saúde, a celulite não representa
uma doença grave. Ainda assim, ela costuma chamar a atenção de quem nota
alterações na textura da pele. A aparência característica surge quando as
células de gordura aumentam de volume e pressionam a pele. Ao mesmo tempo, as
fibras que prendem a pele aos tecidos mais profundos mantêm alguns pontos
fixos. Isso cria relevos e depressões e gera o conhecido aspecto de "casca
de laranja".
O que é a celulite e como ela se forma na pele?
Em termos mais técnicos, a celulite se relaciona a um
processo chamado panniculopatia edemato-fibroesclerótica. Esse processo
envolve alterações na gordura, na circulação local e nas fibras de colágeno. O
organismo acumula gordura em determinadas regiões como uma reserva de energia.
Quando ocorre desequilíbrio entre armazenamento e gasto energético, essas
células adiposas aumentam de tamanho.
Ao mesmo tempo, a circulação sanguínea e linfática
naquela área pode ficar prejudicada. Com menos oxigênio e nutrientes chegando
aos tecidos, e com eliminação mais lenta de toxinas e líquidos, o ambiente se
torna mais propício à retenção de líquidos. Além disso, surgem mudanças nas
fibras de sustentação. Essas fibras tendem a ficar mais rígidas e repuxam a
pele em alguns pontos. Enquanto isso, a gordura empurra de baixo para cima em
outros pontos. O resultado consiste em relevo irregular que muitas pessoas
associam à celulite.
Esse processo não aparece de um dia para o outro. Em
geral, ele se desenvolve ao longo do tempo. Inicialmente, surgem fases menos
visíveis, em que a pele parece lisa em repouso. Depois, com a progressão,
aparecem fases em que as ondulações se tornam visíveis mesmo sem apertar a
região. Portanto, a intensidade da celulite varia bastante entre as pessoas.
Essa variação depende de uma combinação de fatores internos e externos.
Quais fatores influenciam o surgimento da celulite?
Os principais fatores envolvidos no aparecimento
da celulite costumam atuar em conjunto. Alguns fatores não podem ser
modificados, como genética e características hormonais. Em contrapartida,
outros fatores se relacionam diretamente ao estilo de vida, como rotina
alimentar, nível de atividade física e hábitos diários. Entender esses
elementos ajuda a compreender por que a celulite aparece com tanta frequência,
especialmente entre mulheres.
Genética: a estrutura da pele, a tendência a
acumular gordura em certas áreas e o funcionamento da circulação podem vir de
herança familiar.
Hormônios: hormônios sexuais, principalmente o
estrogênio, participam da distribuição de gordura e da retenção de líquidos.
Hábitos de vida: alimentação, sedentarismo,
tabagismo e consumo de álcool impactam diretamente o tecido subcutâneo.
Na prática, duas pessoas com rotina semelhante podem
apresentar graus bem diferentes de celulite. Isso ocorre porque cada organismo
responde de forma específica. Ainda assim, conhecer os fatores de risco permite
ajustes na rotina. Esses ajustes tendem a favorecer a saúde da pele e do corpo
como um todo.
Hormônios, genética e estilo de vida: como tudo se
conecta?
Os hormônios exercem papel central no
surgimento da celulite. O estrogênio, por exemplo, influencia a circulação, o
metabolismo das gorduras e a retenção de líquidos. Por isso, fases da vida como
puberdade, gestação, uso de anticoncepcionais hormonais e perimenopausa
frequentemente coincidem com aumento ou alteração da celulite. Nessas fases, as
oscilações hormonais favorecem o acúmulo de gordura em áreas típicas, como
quadris e coxas.
A genética também exerce grande impacto.
Características como espessura da pele, quantidade e distribuição das células
de gordura, padrão de colágeno e tendência à má circulação costumam ter
componente hereditário. Em famílias em que várias mulheres apresentam celulite
mais acentuada, outras integrantes costumam manifestar o quadro. Isso ocorre
mesmo com cuidados regulares com alimentação e exercícios.
Já o estilo de vida pode potencializar ou
amenizar essa predisposição. Situações comuns do dia a dia, como passar horas
sentado no trabalho, subir poucas escadas ou fazer deslocamentos apenas de
carro, contribuem para o sedentarismo. Esse padrão reduz o gasto calórico e
prejudica a circulação. Como consequência, o corpo acumula mais gordura
localizada e cria um cenário favorável ao aparecimento ou agravamento da
celulite. Além disso, níveis altos de estresse e sono irregular influenciam
hormônios ligados ao apetite e ao armazenamento de gordura.
Alimentação, sedentarismo e circulação influenciam a
celulite?
A alimentação aparece entre os pontos mais
comentados quando o assunto é celulite. Cardápios muito ricos em açúcar,
gorduras saturadas, ultraprocessados e excesso de sal colaboram para o ganho de
peso. Além disso, aumentam o tamanho das células de gordura e favorecem a
retenção de líquidos. Em situações do cotidiano, como consumo frequente de
refrigerantes, fast-food e lanches industrializados, esse efeito se torna mais
perceptível ao longo do tempo.
O sedentarismo também representa fator
relevante. A prática regular de atividades físicas estimula a circulação
sanguínea e fortalece a musculatura. Ao mesmo tempo, auxilia na redução de
gordura corporal. Quando o corpo permanece longos períodos parado, especialmente
sentado ou em pé na mesma posição, o retorno venoso sofre prejuízo. Isso
favorece sensação de peso nas pernas, inchaço e agravamento das irregularidades
na pele.
A circulação sanguínea e linfática mantém
relação direta com o aspecto da pele. Quando o fluxo funciona de forma
eficiente, o corpo oferece melhor aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos.
Ao mesmo tempo, a remoção de resíduos metabólicos ocorre com maior rapidez. Já
uma circulação mais lenta favorece o acúmulo de líquidos e substâncias na
região. Esse cenário contribui para o aspecto acolchoado ou ondulado. Por isso,
medidas simples, como fazer pequenas pausas para caminhar durante o dia, podem
gerar impacto positivo no bem-estar das pernas.
Qual o papel da retenção de líquidos e de pequenos
cuidados diários?
A retenção de líquidos ocorre quando o corpo
acumula água nos tecidos. Esse processo resulta em inchaço, principalmente em
extremidades como pernas e tornozelos. Fatores como excesso de sal na dieta,
poucas pausas ao longo do dia, uso de roupas muito apertadas e alterações
hormonais estimulam esse acúmulo. Quando o inchaço se soma à gordura localizada
e à predisposição genética, o quadro de celulite tende a ficar mais visível.
Alguns cuidados cotidianos se associam com frequência
à melhora da circulação e à redução da sensação de peso. Entre eles,
destacam-se ingerir água ao longo do dia, variar as posições do corpo e incluir
caminhadas na rotina. Além disso, quando um profissional de saúde indicar, o
uso de meias de compressão pode ajudar. Esses hábitos não eliminam a causa
genética ou hormonal. Porém, eles contribuem para um ambiente mais favorável
nos tecidos e reduzem o impacto da retenção hídrica.
De forma geral, a celulite resulta da interação entre
hormônios, herança familiar, alimentação, nível de atividade física, circulação
e retenção de líquidos. Compreender esses fatores ajuda na escolha de
estratégias mais realistas de cuidado com o corpo. Dessa forma, torna-se
possível construir uma relação mais informada e tranquila com as mudanças
naturais da pele ao longo da vida.
Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/celulite-principais-fatores-que-influenciam-seu-surgimento,c0ab8e440891561884cb14c7e6b4f064f5rigwkk.html?utm_source=clipboard
- Por: Jonasmoura* *com uso de inteligência artificial / Giro 10 - celulite_depositphotos.com
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