quarta-feira, 17 de junho de 2026

Pedalar, nadar ou caminhar: qual dessas atividades oferece mais benefícios para a saúde?


Entre as inúmeras formas de se movimentar, caminhada, ciclismo e natação aparecem com frequência nas recomendações de médicos, fisiologistas do exercício e cardiologistas. Veja quais benefícios cada uma das atividades traz.


Essas três atividades figuram em diretrizes internacionais de saúde justamente por combinarem segurança, bom gasto calórico e potencial de serem mantidas por muitos anos. A discussão sobre qual delas seria a "melhor" costuma surgir em consultórios, academias e conversas do dia a dia. Em especial, quando alguém deseja melhorar a saúde geral.

 

Profissionais da área ressaltam que cada modalidade provoca adaptações específicas no organismo. Todas ajudam o coração, os pulmões, a circulação e o controle do peso. Porém, com intensidades e características diferentes. Estudos com publicação em revistas científicas indicam que a escolha da prática ideal depende de fatores como idade, condição clínica, histórico de lesões, gosto pessoal, facilidade de acesso e rotina. Assim, em vez de buscar um vencedor absoluto, a análise recai sobre qual exercício se encaixa melhor em cada perfil.

 

Benefícios da caminhada para o coração, peso e articulações

A caminhada costuma ser o ponto de partida que médicos indicam para quem está sedentário. Trata-se de uma atividade aeróbica de baixo impacto e que eleva a frequência cardíaca de forma gradual. Segundo sociedades de cardiologia, ela contribui para reduzir a pressão arterial, melhorar o colesterol e diminuir o risco de eventos cardiovasculares. Pesquisas mostram que caminhadas com moderação acumulando cerca de 150 a 300 minutos por semana já associam-se a queda na mortalidade por doenças do coração.

 

No controle do peso, a caminhada apresenta gasto calórico mais modesto em comparação ao ciclismo intenso ou à natação vigorosa. Porém, se destaca pela facilidade de adesão. Para grande parte das pessoas, é mais simples encaixar deslocamentos a pé no dia a dia do que reservar horários longos para outras modalidades. Não exige equipamento complexo nem local específico. Afinal, um par de tênis adequado e um trajeto seguro já permitem iniciar. Além disso, por ser de baixo impacto, é muitas vezes recomendada para idosos, indivíduos com sobrepeso importante e pessoas com dores articulares leves. Porém, desde que autorizadas por um profissional de saúde.

 

Em relação às articulações, a caminhada em ritmo moderado geralmente é bem tolerada por joelhos, quadris e coluna. Em especial, nas superfícies regulares e com calçado adequado. Ortopedistas costumam alertar apenas para o aumento progressivo da carga. Afinal, elevar distância e velocidade de forma brusca pode provocar dores em pés, tornozelos e joelhos. Portanto, a orientação técnica ajuda a definir volume, ritmo e períodos de descanso.

 

Ciclismo é melhor que caminhada e natação para o condicionamento?

O ciclismo, seja em bicicleta tradicional ou ergométrica, é considerado por fisiologistas uma atividade de excelente retorno cardiovascular, com forte estímulo à capacidade respiratória e ao condicionamento físico geral. Por permitir variação ampla de carga, a pedalada pode ser leve para iniciantes e bastante exigente para praticantes treinados. Estudos indicam melhora significativa no consumo máximo de oxigênio (VO₂máx), parâmetro que se associa à longevidade e à redução de risco de morte por causas cardiovasculares.

 

No gasto calórico, a bicicleta tende a superar a caminhada quando se pratica em intensidade moderada a alta por tempo semelhante. Isso torna o ciclismo uma opção frequentemente sugerida para pessoas que buscam auxiliar o emagrecimento, desde que combinado a alimentação ajustada. Em comparação à corrida, o movimento é mais amigável para as articulações, porque grande parte do peso corporal é sustentada pelo selim, o que reduz a carga direta em joelhos e tornozelos. Por essa razão, fisioterapeutas frequentemente indicam o pedal para indivíduos com excesso de peso importante ou histórico de dor articular, desde que o ajuste da bicicleta seja feito de maneira correta.

 

No entanto, o ciclismo apresenta limitações específicas. O risco de quedas no trânsito ou em trilhas exige atenção à segurança, uso de capacete e, muitas vezes, investimento em equipamentos. O custo de bicicletas, manutenção e acessórios também pode ser uma barreira para parte da população. Além disso, a musculatura do tronco superior e dos braços é pouco exigida, o que faz com que, do ponto de vista de força global, a atividade precise ser complementada com exercícios de resistência muscular para ombros, costas e abdômen.

 

Principais benefícios da natação para pulmões, músculos e articulações

A natação é frequentemente citada por pneumologistas e cardiologistas como uma modalidade completa, graças à combinação de trabalho aeróbico, ativação muscular ampla e baixo impacto articular. O ambiente aquático reduz a carga sobre coluna, joelhos e quadris, o que torna o esporte especialmente interessante para pessoas com artrite, dor lombar crônica ou limitações de mobilidade. A resistência da água exige esforço constante dos músculos, o que gera ganho de força e resistência muscular, principalmente em costas, ombros, tronco e membros inferiores.

 

Do ponto de vista respiratório, a natação oferece um estímulo particular. O controle do ritmo respiratório dentro d'água, alternando inspirações e expirações coordenadas com o ciclo de braçadas e pernadas, é associado em estudos a aumento da capacidade pulmonar e melhora da eficiência ventilatória. Em indivíduos com certas condições respiratórias leves e estáveis, alguns especialistas indicam a prática como parte de um programa de reabilitação, sempre com acompanhamento e liberação médica prévia.

 

Entre as limitações, aparecem fatores de acessibilidade e custo. A necessidade de piscina, estrutura adequada, manutenção da água e, muitas vezes, a presença de professor ou salva-vidas encarece o acesso. Além disso, a natação exige adaptação ao meio aquático, o que pode gerar insegurança em quem não sabe nadar ou teve experiências negativas prévias. Em termos de gasto calórico, as sessões podem ser bastante eficientes, sobretudo em estilos mais intensos, mas a duração e a regularidade da prática determinam o impacto real sobre o controle do peso.

 

Como escolher entre caminhada, ciclismo e natação para cada perfil?

Médicos e fisiologistas costumam orientar a escolha da atividade física de acordo com objetivos, condição clínica e contexto de vida. De forma geral, as três modalidades trazem ganhos importantes para a saúde cardiovascular, controle ou manutenção do peso, força muscular, capacidade respiratória e qualidade de vida. A diferença está em como esses benefícios se distribuem entre grupos distintos de pessoas. Sempre considerando acessibilidade, custo, risco de lesão e adesão a longo prazo.

 

Idosos: frequentemente se beneficiam de caminhada em terreno plano ou ciclismo em bicicleta ergométrica, com foco em equilíbrio, mobilidade e segurança. Natação pode ser vantajosa quando há dor articular intensa ou limitação de movimento, desde que haja supervisão adequada.

Pessoas com excesso de peso: caminhada em ritmo confortável e pedal leve em bicicleta bem ajustada costumam ser alternativas iniciais. A natação é apontada como opção protetora para articulações, porém depende da disponibilidade de piscina.

Indivíduos com dores articulares: reumatologistas e ortopedistas tendem a valorizar modalidades de menor impacto, como natação e ciclismo ergométrico. Caminhada também pode ser indicada, com ajustes de intensidade e avaliação do tipo de dor.

Quem busca melhorar rapidamente o condicionamento: ciclismo e natação, em treinos intervalados controlados, costumam proporcionar aumento mais acelerado da capacidade cardiorrespiratória, desde que programados e monitorados.

 

Ao analisar qual exercício seria "superior", as diretrizes internacionais de atividade física indicam um ponto em comum: a atividade mais vantajosa, na prática, é aquela que a pessoa consegue manter com constância, pelo maior tempo possível, sem gerar sobrecarga ou risco relevante de lesão. Caminhada, ciclismo e natação podem ser combinados ao longo da semana, explorando as qualidades de cada um e respeitando preferências e limitações. A orientação especializada, aliada a escolhas realistas e sustentáveis, tende a oferecer o melhor cenário para preservar a saúde e a autonomia ao longo dos anos.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/pedalar-nadar-ou-caminhar-qual-dessas-atividades-oferece-mais-beneficios-para-a-saude,a99dc2789d6978690b0451ea54dd2377p2fwxz5w.html?utm_source=clipboard - Por: Valdomiro Neto* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / tonodiaz

terça-feira, 16 de junho de 2026

Gordura no fígado: condição comum pode ser reversível com mudanças no estilo de vida


A chamada gordura no fígado, ou esteatose hepática, aparece com frequência nos consultórios médicos e nos exames de rotina. Estimativas recentes indicam que cerca de 30% da população brasileira apresenta algum grau dessa alteração. Muitas pessoas, porém, não percebem o problema. Em grande parte dos casos, a condição permanece silenciosa. No entanto, ajustes consistentes no estilo de vida costumam reverter esse quadro antes que ele evolua para formas mais graves.

 

De acordo com hepatologistas que atuam em diferentes serviços de saúde, a esteatose não se restringe a pessoas com obesidade ou alto consumo de álcool. Ela também aparece em indivíduos com sobrepeso discreto, sedentarismo ou alterações metabólicas, como colesterol alto e resistência à insulina. Assim, a orientação predominante entre especialistas permanece clara: alimentação equilibrada, atividade física regular e perda de peso sustentada formam pilares essenciais para reduzir a gordura acumulada no fígado.

 

O que é a gordura no fígado e por que ela preocupa?

A esteatose hepática ocorre quando o fígado acumula gordura acima do considerado normal, geralmente acima de 5% do órgão. Esse excesso surge por diferentes mecanismos, como resistência à insulina, ingestão calórica elevada, consumo de bebidas alcoólicas ou combinação de fatores. Em estágio inicial, o fígado ainda desempenha suas funções. Contudo, a agressão contínua favorece inflamação e cicatrizes, o que abre caminho para esteato-hepatite, cirrose e até câncer de fígado.

 

Hepatologistas destacam que muitas pessoas descobrem a gordura hepática por acaso, em exames de ultrassom abdominal solicitados por outros motivos. Como o problema geralmente não causa sintomas, ele permanece despercebido até que exames de sangue ou de imagem indiquem alterações. Por isso, serviços de atenção primária reforçam a importância de monitorar peso, circunferência abdominal, perfil lipídico e glicemia, especialmente em pessoas com fatores de risco.

 

Entre os fatores mais associados ao surgimento da gordura no fígado estão:

 

Sobrepeso e obesidade, principalmente com acúmulo de gordura abdominal;

Sedentarismo e baixa prática de atividade física regular;

Diabetes tipo 2 e resistência à insulina;

Colesterol e triglicerídeos elevados (dislipidemia);

Consumo de álcool, mesmo em quantidades consideradas moderadas para algumas pessoas sensíveis;

Uso prolongado de certos medicamentos, quando a pessoa já apresenta outros fatores metabólicos;

Histórico familiar de doenças hepáticas ou síndrome metabólica.

 

Gordura no fígado é reversível?

Especialistas em fígado explicam que, em muitos casos, a gordura no fígado é reversível, especialmente quando o diagnóstico ocorre em fases iniciais, sem inflamação intensa ou fibrose avançada. A reversão depende principalmente de mudanças de comportamento mantidas ao longo do tempo. Portanto, medidas isoladas e pontuais geralmente não bastam. Até o momento, nenhum remédio específico cura a esteatose sozinho. Dessa forma, o foco recai sobre o controle dos fatores que alimentam o acúmulo de gordura.

 

Hepatologistas ressaltam que o fígado costuma responder de forma relativamente rápida às mudanças. Em alguns meses de intervenção adequada, exames de imagem já mostram redução da gordura hepática. No entanto, a velocidade dessa melhora varia conforme o grau de esteatose, a presença de outras doenças e a adesão ao plano alimentar. A regularidade na prática de exercício físico também interfere diretamente no resultado. Nesse contexto, a recomendação indica que qualquer ajuste ocorra com acompanhamento médico e, quando possível, de nutricionista e educador físico.

 

Quais mudanças de estilo de vida ajudam a reverter a esteatose hepática?

Entre as orientações mais frequentes em consultório, destacam-se:

 

Ajustes na alimentação

Priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais e leguminosas.

Reduzir produtos ultraprocessados, ricos em açúcar, gorduras saturadas, sódio e aditivos.

Limitar o consumo de bebidas açucaradas, como refrigerantes e sucos industrializados.

Dar preferência a fontes de gordura considerada mais saudável, como azeite de oliva, oleaginosas e peixes gordurosos.

Adequar o tamanho das porções para favorecer a perda de peso gradual e sustentável.

Distribuir melhor as refeições ao longo do dia, evitando longos períodos em jejum seguidos de grandes volumes de comida.

Prática regular de exercícios físicos

Incorporar atividades aeróbicas, como caminhada rápida, corrida leve, bicicleta ou natação, ao menos 150 minutos por semana, conforme diretrizes de saúde.

Associar exercícios de fortalecimento muscular, que ajudam no controle glicêmico e no aumento do gasto energético.

Ajustar a intensidade do treino à condição clínica de cada pessoa, com avaliação prévia quando existir alguma doença associada.

Incluir mais movimento diário, como subir escadas e caminhar curtas distâncias, para complementar o treino formal.

Perda de peso e controle metabólico

Meta de redução de 7% a 10% do peso corporal em pessoas com sobrepeso ou obesidade, pois essa faixa se associa à melhora significativa da esteatose.

Controlar de forma rigorosa o diabetes, o colesterol e os triglicerídeos, com apoio medicamentoso quando o médico indicar.

Rever o consumo de álcool, incluindo redução ou suspensão, conforme orientação médica individualizada.

Monitorar regularmente a pressão arterial e a circunferência abdominal, para acompanhar a resposta ao tratamento.

Por que o diagnóstico precoce da gordura no fígado é tão importante?

A identificação da esteatose hepática em estágios iniciais permite interromper ou reduzir a progressão para doenças mais complexas. Essas doenças podem exigir tratamentos invasivos e acompanhamento constante. O diagnóstico geralmente inclui avaliação clínica, exames laboratoriais e ultrassonografia. Em alguns casos, o médico também solicita métodos mais sofisticados, como elastografia hepática, para avaliar melhor a rigidez do fígado.

 

Profissionais de saúde recomendam atenção redobrada a pessoas com histórico de síndrome metabólica, hipertensão arterial, diabetes e obesidade. Nesses grupos, exames regulares auxiliam na detecção precoce tanto da gordura no fígado quanto de outras complicações associadas. Além disso, consultas periódicas permitem ajustes rápidos no plano alimentar e no uso de medicamentos. A orientação indica que qualquer alteração em exames precisa de discussão em consulta, evitando a interrupção do acompanhamento sem investigação adequada.

 

Ao reforçar medidas cotidianas como alimentação equilibrada, prática de exercícios e controle de peso, especialistas mostram que a gordura hepática deixa de representar apenas um achado de exame. Ela passa a funcionar como uma oportunidade concreta de reorganizar hábitos. Dessa forma, a pessoa previne desdobramentos mais sérios para o fígado e para a saúde geral, com impacto positivo também na qualidade de vida e na longevidade.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/gordura-no-figado-condicao-comum-pode-ser-reversivel-com-mudancas-no-estilo-de-vida,4848b5a097eda704cea9aa91758ed621rv69vim4.html?utm_source=clipboard - depositphotos.com / Tharakorn

segunda-feira, 15 de junho de 2026

7 alimentos que ajudam a preservar a massa muscular após os 40 anos


Especialista revela o que deve entrar no prato de quem quer combater a sarcopenia e envelhecer com qualidade de vida

 

A sarcopenia, condição caracterizada pela redução gradual da massa e da força muscular ao longo do envelhecimento, atinge entre 10% e 40% das pessoas com mais de 50 anos em todo o mundo, de acordo com a Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN). No Brasil, estima-se que esse processo pode ter início ainda mais cedo. A partir dos 40 anos, a perda anual de massa muscular pode variar de 1% a 2% quando não são adotadas medidas preventivas.

 

Além de comprometer a mobilidade, a condição aumenta o risco de quedas, fraturas e problemas metabólicos, impactando diretamente a independência e a qualidade de vida na terceira idade. Diante desse cenário, a alimentação se apresenta como uma das ferramentas mais acessíveis e eficazes na prevenção.

 

O Dr. Sandro Ferraz, nutrólogo e especialista em emagrecimento e longevidade, aponta sete alimentos essenciais que devem integrar a dieta de quem deseja preservar a musculatura e envelhecer com saúde e vitalidade. Confira!

 

1. Frango e proteínas magras 

Nenhuma conversa sobre preservação muscular começa sem proteína. O peito de frango é uma das fontes mais completas de aminoácidos essenciais, com alto teor de leucina, principal gatilho da síntese proteica muscular.

Segundo o Dr. Sandro Ferraz, após os 40 anos, o processo de síntese proteica começa a perder eficiência. Por isso, não basta consumir proteína; é preciso distribuí-la corretamente ao longo do dia, com pelo menos 25 g a 30 g por refeição principal. Além do frango, outras opções magras como peru, peixe e cortes bovinos grelhados também cumprem esse papel fundamental. 

 

2. Ovos 

Os ovos são considerados uma das proteínas de mais alta qualidade biológica disponíveis. A clara fornece albumina, rica em aminoácidos essenciais, enquanto a gema concentra vitamina D, colina e gorduras saudáveis que contribuem para o ambiente hormonal favorável à manutenção muscular. 

"O ovo inteiro é um alimento quase perfeito para quem quer preservar a massa magra. O receio em relação à gema já foi superado pela ciência: para a maioria das pessoas saudáveis, consumir de dois a três ovos por dia é seguro e altamente benéfico", complementa o Dr. Sandro Ferraz. 

 

3. Salmão 

O salmão reúne dois atributos raros em um único alimento: proteína de alta qualidade e ômega 3 em abundância. Os ácidos graxos EPA e DHA presentes no peixe têm efeito anti-inflamatório comprovado e demonstraram capacidade de desacelerar a perda muscular associada ao envelhecimento.

De acordo com o médico, o ômega 3 não apenas protege o músculo da degradação, como também potencializa a resposta anabólica ao exercício. Portanto, para quem está acima dos 40 anos, incluí-lo duas a três vezes por semana faz diferença real na composição corporal. 

 

4. Feijão e leguminosas  

Presença tradicional do prato brasileiro, o feijão vai muito além do simples acompanhamento. Rico em proteína vegetal, ferro, zinco e fibras solúveis, ele colabora tanto para a construção muscular quanto para o controle glicêmico, fator crítico após os 40 anos, quando a resistência à insulina começa a comprometer o aproveitamento de nutrientes pelo músculo.

O Dr. Sandro Ferraz destaca que a combinação de feijão com arroz integral forma uma proteína com perfil de aminoácidos muito mais completo. É a sabedoria popular comprovada pela ciência da nutrição. Lentilhas, grão-de-bico e ervilha também se enquadram nessa categoria. 

Uma mulher de meia-idade com traços asiáticos e cabelos curtos e grisalhos aparece sorrindo e olhando para o lado direito da imagem. Ela está sentada em um sofá branco, veste uma blusa regata lilás e segura um pote pequeno de iogurte branco em uma das mãos, enquanto usa uma colher com a outra mão. O ambiente ao fundo é uma sala iluminada pela luz natural que entra através de uma janela com persianas.

 

5. Iogurte grego  

Com o dobro de proteína do iogurte comum, o iogurte grego natural é um aliado estratégico, especialmente quando consumido antes de dormir. Sua proteína predominante, a caseína, tem digestão lenta e fornece aminoácidos de forma contínua durante o sono, período em que ocorre boa parte da recuperação e do crescimento muscular.

Para o especialista, o sono é o momento de maior secreção de hormônio do crescimento, e nutrir o músculo nesse período com proteína de liberação lenta é uma estratégia inteligente e subestimada. Os probióticos presentes no iogurte também favorecem a saúde intestinal, melhorando a absorção de nutrientes essenciais. 

 

6. Aveia  

Para manter a massa muscular, não basta ingerir proteína. O corpo precisa de energia suficiente para que essa proteína não seja desviada como combustível. A aveia, com seu índice glicêmico moderado e alto teor de betaglucana (fibra solúvel), fornece energia de liberação gradual e evita picos de insulina que podem acelerar a degradação muscular.

O Dr. Sandro Ferraz define a aveia como um carboidrato inteligente. Ela mantém o glicogênio muscular abastecido sem promover inflamação ou acúmulo de gordura, o que é fundamental para quem treina e quer preservar a musculatura após os 40 anos. 

 

7. Espinafre e folhas verde-escuras 

O espinafre e outras folhas verde-escuras, como couve, rúcula e agrião, trazem um conjunto de nutrientes diretamente ligados à função muscular. Como magnésio, nutriente essencial para contração e relaxamento muscular; nitratos naturais, que melhoram a eficiência muscular e o desempenho físico; e vitamina K, que está relacionada à saúde óssea e muscular.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/7-alimentos-que-ajudam-a-preservar-a-massa-muscular-apos-os-40-anos,babee4a2c7ee833e3478440eb57cfb257o3jiv9g.html?utm_source=clipboard - Por Carla Baptista - Foto: Inside Creative House | Shutterstock / Portal EdiCase

domingo, 14 de junho de 2026

Dormir menos de 7 horas pode reduzir anos de vida


Pessoas com sono insuficiente - classificado como menos de 7 horas de sono por noite - podem ter menos tempo de vida. É o que indica estudo realizado na Universidade de Ciência e Saúde do Oregon, nos Estados Unidos.

 

Os pesquisadores cruzaram dados de expectativa de vida com pesquisas detalhadas de saúde pública, realizadas entre 2019 e 2025, e concluíram que o sono insuficiente superou a dieta e os exercícios físicos como preditor do tempo de vida de uma pessoa, sendo que apenas o tabagismo influenciou negativamente a longevidade em relação ao sono.

 

Os autores explicam que o sono desempenha funções na saúde cardiovascular, no sistema imunológico e no desempenho cerebral. Logo, os resultados do estudo reforçam a necessidade de priorizar o descanso no mesmo nível que as recomendações médicas para nutrição e atividade física. Além disso, eles aconselham aos formuladores de políticas públicas o desenvolvimento de campanhas de incentivo à higiene do sono.

 

Fonte: SLEEP Advances. DOI: 10.1093/sleepadvances/zpaf090.

 

Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/22514/dormir-menos-de-7-horas-pode-reduzir-anos-de-vida.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral#google_vignette

sábado, 13 de junho de 2026

De Pelé a Messi, veja a lista de maiores lendas das Copas


Lista divulgada pela BBC reúne nomes que marcaram época nos Mundiais e três brasileiros aparecem no top 10

 

Resumo

A BBC divulgou um ranking com as 10 maiores lendas da história das Copas do Mundo; Pelé lidera como o único tricampeão, seguido por Maradona e Ronaldo Nazário.

 

A Copa do Mundo é palco de momentos inesquecíveis. Ao longo da história do torneio, alguns jogadores deixaram marcas tão profundas que se transformaram em verdadeiras lendas do futebol.

 

Pensando nisso, a BBC divulgou uma lista com os dez maiores nomes da história dos Mundiais. O ranking reúne atletas que brilharam em diferentes gerações e ajudaram a construir o legado da competição.

 

O Brasil aparece com três representantes entre os dez primeiros colocados.

 

Pelé lidera ranking das maiores lendas das Copas

No topo da lista está Pelé. O Rei do Futebol segue como o único jogador a conquistar três títulos mundiais. As taças vieram em 1958, 1962 e 1970.

Para a BBC, esse feito coloca o brasileiro acima de qualquer outro nome da história da competição.

Além dos títulos, Pelé se tornou um dos maiores símbolos do esporte em todos os tempos.

 

Ronaldo aparece no top 3

Outro brasileiro presente entre os primeiros colocados é Ronaldo Nazário.

O ex-atacante ocupa a terceira posição do ranking. A BBC destacou principalmente sua trajetória na Copa do Mundo FIFA de 2002.

Após enfrentar uma grave lesão no joelho, Ronaldo chegou ao torneio cercado de dúvidas. No entanto, terminou a competição como artilheiro, com oito gols.

Dois deles foram marcados na final contra a Alemanha, garantindo o pentacampeonato para o Brasil.

 

Messi e Mbappé seguem em atividade

Na quarta posição aparece Lionel Messi. Já Kylian Mbappé ocupa o sexto lugar.

Os dois são os únicos atletas da lista que ainda estão em atividade. Por isso, poderão aumentar ainda mais seus legados na próxima edição do Mundial.

 

Cafu também representa o Brasil

O terceiro brasileiro presente no ranking é Cafu.

O ex-lateral ficou na nona colocação. Cafu é o jogador que mais disputou finais consecutivas de Copa do Mundo, participando das decisões de 1994, 1998 e 2002.

Sua regularidade e liderança ajudaram a consolidar seu nome entre os maiores da história do torneio.

 

As 10 maiores lendas das Copas do Mundo

A lista reúne jogadores que marcaram diferentes épocas da Copa do Mundo. Confira o ranking.

 

1. Pelé (Brasil)

 

2. Diego Maradona (Argentina)

 

3. Ronaldo Nazário (Brasil)

 

4. Lionel Messi (Argentina)

 

5. Franz Beckenbauer (Alemanha)

 

6. Kylian Mbappé (França)

 

7. Zinedine Zidane (França)

 

8. Paolo Rossi (Itália)

 

9. Cafu (Brasil)

 

10. Geoff Hurst (Inglaterra)

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/de-pele-a-messi-veja-a-lista-de-maiores-lendas-das-copas,440591230344f2666e80ebb4e5e8d093yea5rhwz.html?utm_source=clipboard - Por: Kevilin Alves / Sport Life - Foto: Reprodução/Instagram / Sport Life