terça-feira, 28 de abril de 2026

9 coisas que comprovadamente ajudam a reduzir o risco de câncer


O câncer é uma das doenças crônicas não transmissíveis que mais provoca morte no mundo. Mas você sabia que quase 40% dos tumores estão associados a fatores de risco evitáveis? Essa foi a conclusão de uma pesquisa conduzida por cientistas da OMS e publicada este ano na revista científica Nature, que analisou pacientes com 36 tipos de câncer em 185 países.

 

A seguir, listamos algumas medidas que você deve adotar para minimizar o risco de desenvolver um câncer. “Vale lembrar que essa é uma doença multifatorial. Então, toda vez que a gente fala de mecanismo de prevenção é sempre uma redução de risco. Tem que juntar várias medidas para você reduzir o risco ao longo da vida”, afirma a oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sboc (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica).

 

Não fumar

O consumo de tabaco é um dos principais fatores evitáveis da doença. Ele é responsável por 15% dos novos casos de tumores, mostra o estudo publicado na Nature. O tabaco está ligado a 20 tipos de câncer, como de pulmão, boca, garganta, esôfago e estômago.

Um estudo identificou 83 substâncias cancerígenas no tabaco e em sua fumaça.

Baldotto explica que os tumores são fruto de uma mutação no DNA de uma célula, que altera seu funcionamento. E substâncias contidas no tabaco provocam danos ao material genético das células. “Por isso, quanto mais exposto, quanto maior a quantidade, teoricamente, maior o risco da célula sofrer mutações.” O calor gerado pelo cigarro também é outro fator para alterações celulares.

Apesar de menos impactados do que os fumantes ativos, aqueles que inalam constantemente a fumaça do cigarro também sofrem as consequências do tabagismo e têm maior risco de desenvolver câncer do que quem não é exposto frequentemente à fumaça.

Walter da Costa, gerente médico do A.C.Camargo Cancer Center, acrescenta que usuários de cigarro eletrônico (conhecido também como vape) podem estar sujeitos a um maior risco de alguns tipos de câncer, embora faltem estudos de longo prazo que avaliem a relação entre vape e câncer, já que esse é um hábito recente da população.

 

Evitar bebidas alcoólicas

Bebidas alcoólicas estão associadas a 3% dos novos casos da doença, segundo a OMS, o que as coloca em terceiro lugar entre os fatores de risco modificáveis de câncer —em segundo lugar estão as infecções, responsáveis por 10,2% dos casos.

O álcool pode provocar câncer de boca, garganta, esôfago, fígado, intestino e mama. Também há evidências de que está envolvido na formação de tumores no esôfago e no pâncreas.

A presidente da Sboc conta que, ao ser metabolizado, o álcool resulta em substâncias que inflamam o organismo e lesionam as células de forma crônica, o que, eventualmente, pode gerar uma célula cancerosa.

 

Praticar exercícios físicos

A atividade física reduz a inflamação do corpo e ajuda no controle hormonal. Além disso, fortalece o sistema imunológico, melhora o metabolismo e ajuda a evitar o ganho de peso (fator de risco para vários tipos de tumores);

Para Baldotto, é possível que a ciência não tenha identificado ainda todos as formas pelas quais o exercício físico previne o câncer, “mas a gente tem evidências de que o impacto existe”.

A OMS recomenda a prática de pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de intensidade alta por semana para adultos e idosos.

 

Manter uma alimentação saudável

Diversas pesquisas associam o consumo de alimentos ultraprocessados a um maior risco de câncer. Fazem parte desse grupo biscoitos, salgadinhos, bolos, sorvetes, refrigerantes, comidas congeladas industrializadas (lasanhas, pizzas), sucos artificais, alguns tipos de pães, embutidos e carnes processadas (salsicha, nuggets, hambúrguer).

Roger Akira, oncologista clínico do Hospital Universitário da UFPR (Universidade Federal do Paraná), explica que carnes ultraprocessadas e embutidos contêm nitrito e nitrato, substâncias que elevam o risco de alteração no material genético das células

Walter da Costa, do A.C. Camargo, acrescenta que o câncer de reto está vinculado a uma alimentação com poucas fibras (presentes em frutas, verduras e legumes). Esse tipo de tumor tem ocorrido em populações cada vez mais jovens.

Costa diz que as fibras diminuem o tempo do trânsito intestinal, o que limita o contato de algumas substâncias com potencial cancerígeno com a parede do intestino. A fermentação das fibras pela microbiota (bactérias que habitam a parede do intestino) também gera substâncias com propriedades anti-inflamatórias, que auxiliam na saúde da parede intestinal.

Uma alimentação saudável é composta por verduras, legumes, frutas, ovo, carnes, peixes, castanhas, leite e derivados.

 

Evitar o sobrepeso

A obesidade é um fator claro de risco de câncer de próstata, de mama e colorretal, que estão entre os tumores mais comuns no Brasil, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer).

O excesso de gordura corporal gera uma inflamação crônica no organismo e o aumento no nível de determinados hormônios, o que traz um ambiente mais propício à instabilidade do material genético.

 

Use protetor solar

Os raios solares ultravioletas também podem provocar danos ao material genético das células. Para se proteger, as pessoas devem evitar exposição solar das 10h até o fim da tarde e utilizar filtro solar, que deve ter pelo menos FPS 30.

 

Vacinação

Costa explica que existem duas vacinas comprovadamente capazes de prevenir câncer: a de HPV (papilomavírus humano) e a de hepatite B.

O HPV é sexualmente transmissível e um dos principais fatores para câncer de colo de útero, de vulva e de pênis. “A vacinação dos pré-adolescentes ou adolescentes dos dois sexos antes do início da vida sexual ajuda bastante na redução de risco desses tumores”, diz.

Já o imunizante contra hepatite B contribui para a prevenção de cirrose, que, por sua vez, é um fator de risco para o câncer de fígado.

 

Manter os exames em dia

Fazer check-up regularmente, conforme indicação para sua idade, não serve apenas para ter um diagnóstico precoce da doença. Alguns exames ajudam a diagnosticar e tratar lesões antes que elas evoluam para um câncer, como é o caso dos exames que detectam o HPV.

Além disso, a colonoscopia permite identificar pólipos —lesões pré-malignas que crescem na parede do intestino. Com isso, os pólipos podem ser removidos antes de se tornarem um tumor. A colonoscopia costuma ser indicada a partir dos 45 anos.

 

Respirar ar puro

De acordo com o estudo da OMS, a poluição do ar é responsável por 15,8% dos casos evitáveis de câncer de pulmão, atrás apenas do tabaco —que acumula 69,4% dos casos.

Há também evidências de que a poluição do ar está relacionada ao câncer de bexiga. “Partículas nocivas entram pelo pulmão, mas atingem a corrente sanguínea. E o tecido que está mais suscetível para toxinas da poluição é a bexiga”, esclarece Roger Akira.

Em 2013, a Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (Iarc), da OMS, classificou a poluição atmosférica como cancerígena. A agência também concluiu que a poluição do ar é a principal causa ambiental para mortes por câncer.

O oncologista da UFPR reconhece que é difícil evitar tal fator de forma individual, já que muitas pessoas vivem expostas à poluição. Mas recomenda atividades ao ar livre em locais arborizados, como parques e praça.

 

Fonte: https://jovembarrafm.com.br/9-coisas-que-comprovadamente-ajudam-a-reduzir-o-risco-de-cancer/

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Consumo moderado de café pode reduzir risco de AVC; entenda


Pesquisa realizada no Reino Unido mostra resultados promissores

 

Pesquisa com mais de 365 mil pessoas associa o consumo moderado de café e chá à redução do risco de doenças neurológicas

 

O consumo moderado da bebida pode contribuir para a prevenção de doenças neurológicas, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e a demência. A evidência vem de um estudo publicado na revista PLOS Medicine, que acompanhou mais de 365 mil pessoas entre 50 e 74 anos no Reino Unido. Os resultados indicam que o consumo diário de 2 a 3 xícaras de café, 3 a 5 xícaras de chá ou a combinação de até 6 xícaras das duas bebidas está associado a uma redução significativa no risco dessas condições.

 

"São bebidas ricas em compostos antioxidantes e substâncias que estimulam a atividade cerebral, como a cafeína. Elas podem favorecer a circulação cerebral e reduzir processos inflamatórios ligados a danos no sistema nervoso", explica o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola Ala.

 

Café + chá = - risco de AVC

A combinação entre café e chá apresentou resultados ainda mais expressivos, com redução de 32% no risco de AVC e de 28% no risco de demência. "Esse é um achado relevante, que reforça o impacto de hábitos simples no dia a dia. A alimentação tem papel fundamental na saúde neurológica ao longo da vida", afirma o especialista.

 

Além da prevenção, o estudo também sugere que o consumo regular dessas bebidas pode diminuir o risco de demência em pessoas que já sofreram um AVC. Ainda assim, o médico ressalta que a prevenção é multifatorial. "Dormir bem, praticar atividade física, controlar a pressão arterial e manter estímulos cognitivos frequentes também são medidas essenciais", destaca.

 

Como identificar um AVC (método SAMU):

Sorria: peça para a pessoa sorrir. Se um lado do rosto estiver torto ou sem movimento, pode ser sinal de AVC.

Abrace: solicite que levante os dois braços. Se um deles cair ou não responder, é um alerta.

Música: peça para repetir uma frase simples. Dificuldade ou fala arrastada são sinais importantes.

Urgente: diante de qualquer um desses sintomas, ligue imediatamente para o 192. Cada segundo faz diferença.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/consumo-moderado-de-cafe-pode-reduzir-risco-de-avc-entenda,d6e563913b70b459ea09e00a6ce2718af2ibjt1a.html?utm_source=clipboard - Por: Gabrielle Aguiar / Foto: Revista Malu

domingo, 26 de abril de 2026

Exercício físico: saiba reconhecer os sinais de infarto durante o treino


Praticar exercícios é vital, mas o corpo dá sinais quando algo vai mal. Aprenda a identificar sintomas de infarto durante o treino e saiba quando buscar ajuda.

 

A prática regular de atividades físicas é um dos pilares para uma vida longa e saudável. No entanto, é fundamental entender que o esforço intenso exige uma atenção redobrada com o coração.

 

Sentir um desconforto muscular após o treino é algo comum e esperado por quem se exercita. Mas, em alguns casos, o corpo emite alertas que podem indicar um princípio de infarto iminente.

 

Vamos detalhar como diferenciar o cansaço normal de um problema cardíaco grave e urgente. Aprenda a ouvir os sinais do seu organismo e saiba exatamente como agir em emergências.

 

Como diferenciar a dor muscular do risco cardíaco

A dor muscular costuma ser localizada e aparece especificamente durante o movimento ou após a sobrecarga. Geralmente, esse incômodo tende a diminuir de forma rápida assim que você interrompe a atividade física.

 

Já o sinal de alerta para o coração envolve sensações de pressão, aperto, queimação ou peso. Esses sintomas costumam se concentrar no centro do peito e podem ser acompanhados de outros sinais.

 

De acordo com o Dr. Daniel Petlik, cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, a atenção deve ser total. O médico afirma que a dor merece avaliação imediata quando apresenta um padrão novo ou persistente.

 

Sintomas de infarto que exigem atenção imediata

Muitas vezes, o problema não se manifesta apenas como uma dor aguda e insuportável no peito. O corpo pode dar sinais mais sutis, mas que são igualmente perigosos durante o esforço físico.

 

A falta de ar torna-se preocupante quando é desproporcional à intensidade do exercício que você realiza. Se ela surge de forma súbita ou impede a fala, o risco de infarto aumenta consideravelmente.

 

"Não é a 'respiração ofegante normal' do exercício, mas uma dispneia fora do padrão", explica o Dr. Daniel Petlik em entrevista ao portal Drauzio Varella.

 

Fique atenta aos sinais de alerta do seu corpo

 

Sensação de peso ou queimação constante que irradia para os braços, mandíbula ou costas.

Suor frio excessivo que aparece de repente, mesmo que o treino não esteja tão intenso.

Náuseas, tonturas ou uma sensação súbita de desmaio durante ou logo após o esforço.

Falta de ar progressiva que não melhora mesmo após alguns minutos de repouso total.

 

O que fazer ao sentir desconforto durante o treino

Ao notar qualquer um dos sintomas mencionados, a primeira atitude deve ser interromper o exercício imediatamente. Não é recomendável "insistir para ver se melhora" ou tentar finalizar a série de movimentos.

 

Se o desconforto persistir por mais de alguns minutos, a situação exige o acionamento do socorro médico. O serviço de emergência deve ser chamado pelo número 192 para um atendimento profissional e rápido.

 

Segundo o cardiologista Daniel Petlik, a avaliação precoce é determinante para reduzir danos permanentes ao músculo cardíaco. Quanto mais rápido o atendimento, maior a chance de evitar complicações graves e salvar a vida.

 

Guia de ação rápida em caso de suspeita

 

Pare o que está fazendo na mesma hora e procure um lugar ventilado para sentar.

Afrouxe as roupas para facilitar a respiração e tente manter a calma enquanto observa os sintomas.

Peça ajuda para alguém que esteja por perto, informando exatamente o que está sentindo no momento.

Se os sintomas incluírem náusea e suor frio, ligue para a emergência sem qualquer hesitação.

Evite dirigir o próprio carro até o hospital; aguarde a ambulância ou peça um transporte.

 

Quem faz parte do grupo com risco aumentado?

Embora o infarto possa ocorrer com qualquer pessoa, alguns fatores aumentam as chances de eventos cardíacos. O histórico familiar e o estilo de vida atual são pontos determinantes para a saúde do coração.

 

Pessoas com pressão alta, colesterol elevado, diabetes ou obesidade devem ter um acompanhamento médico mais rigoroso. O tabagismo e o sedentarismo prolongado também colocam o sistema cardiovascular em uma posição de vulnerabilidade.

 

O problema costuma aparecer no exercício intenso e abrupto praticado por quem não possui preparo físico prévio. A atividade física bem orientada reduz o risco a longo prazo, mas exige cautela no início.

 

Dicas para um treino seguro e saudável

Antes de iniciar qualquer modalidade esportiva, realize uma avaliação médica completa para checar sua saúde cardíaca. Exames de rotina ajudam a identificar problemas silenciosos que poderiam causar um infarto durante o esforço.

 

Respeite sempre o seu ritmo e evite comparar o seu desempenho com o de outras pessoas. A progressão da carga e da intensidade deve ser gradual e, preferencialmente, acompanhada por um profissional especializado.

 

Mantenha-se bem hidratada e evite treinar em ambientes com temperaturas muito extremas, como calor ou frio excessivos. O descanso adequado entre as sessões de treino também é vital para a recuperação do seu coração.

 

A importância da prevenção e do check-up regular

Muitas doenças do coração não apresentam sintomas claros até que o esforço físico atinja um nível crítico. Por isso, as consultas regulares com um cardiologista são a melhor forma de prevenir sustos graves.

 

Mulheres que já tiveram histórico de arritmias ou insuficiência cardíaca precisam de protocolos de treino personalizados e seguros. A saúde é um equilíbrio entre movimento consciente e monitoramento constante dos sinais vitais básicos.

 

Como reforça a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o exercício é um aliado, desde que praticado com responsabilidade. Ouça o seu coração, respeite seus limites e garanta uma vida ativa livre de riscos desnecessários.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/exercicio-fisico-saiba-reconhecer-os-sinais-de-infarto-durante-o-treino,e089fe64d69318f99c9df758250ece29i0hnn98u.html?utm_source=clipboard - Foto: Reprodução/Shutterstock

sábado, 25 de abril de 2026

Tempo de vida: genes explicam metade da variação na longevidade humana: estudo


Durante muito tempo, a ciência estimou que a influência do DNA na nossa expectativa de vida era pequena, algo entre 10% e 20%. Acreditava-se que o estilo de vida e o ambiente eram os verdadeiros protagonistas do envelhecimento. No entanto, uma pesquisa liderada por Ben Shenhar, doutorando em física no Instituto Weizmann de Ciência, sob supervisão do professor Uri Alon, propõe uma mudança radical nessa visão. Publicado no periódico Science o estudo indica que fatores genéticos explicam cerca de metade da variação na longevidade humana.

 

Para chegar a esse número, a equipe analisou bases de dados de gêmeos na Suécia e Dinamarca, incluindo irmãos que cresceram separados. O diferencial desse estudo foi o uso de modelos matemáticos para isolar a mortalidade extrínseca — mortes por acidentes ou infecções — da mortalidade intrínseca, que é o envelhecimento biológico real. Os pesquisadores perceberam que estudos anteriores falhavam ao misturar fatalidades externas com o desgaste natural do corpo. Ao “limpar” esses dados, a herança biológica saltou de coadjuvante para protagonista.

 

É como se a vida fosse uma maratona onde alguns correm com tênis de alta performance herdados, enquanto outros enfrentam obstáculos imprevisíveis descalços. Se focarmos apenas em quem tropeça em um buraco, nunca entenderemos a eficiência do calçado. Ao remover o ruído dos acidentes, a genética mostrou-se tão influente quanto é para outras características complexas, como a altura. Esse novo cenário dá fôlego extra para a busca de variantes genéticas que possam ser usadas em terapias futuras contra o envelhecimento.

 

O peso do DNA e a influência do acaso biológico

A pesquisa utilizou um framework inovador com “gêmeos virtuais” para simular como o ambiente impacta irmãos com o mesmo código genético. Percebeu-se que, ao longo do século XX, conforme a saúde pública reduziu as mortes por causas externas, a biologia interna tornou-se mais evidente. A biogerontologista Austin Argentieri, do Massachusetts General Hospital, reforça que, embora o tabagismo e a condição socioeconômica pesem muito, eles não anulam a base genética intrínseca de cada indivíduo.Ciência

 

Outro ponto curioso é que a longevidade não depende de um único “gene da imortalidade”, mas de um conjunto de pequenas variações em genes como o APOE e o CDKN2B. Estudos em populações de centenários revelam que essas pessoas costumam carregar um mosaico de variantes que protegem o organismo por mais tempo. No Brasil, por exemplo, o estudo de supercentenários com mais de 110 anos sugere que a miscigenação pode criar combinações genéticas únicas e protetoras.

 

Mesmo com 50% da variação vindo dos genes, a outra metade da moeda ainda pertence ao estilo de vida e ao que os cientistas chamam de estocasticidade biológica — o puro acaso. Isso significa que, embora o roteiro inicial esteja no DNA, a forma como a história se desenrola depende da interação constante com o ambiente. Entender que o envelhecimento biológico tem um ritmo próprio ajuda a desviar de determinismos simples: os genes não são um destino absoluto, mas um mapa de possibilidades.

 

Limites celulares e a evolução da velhice

A biologia celular oferece explicações para esse limite genético através de conceitos como o limite de Hayflick. Ele determina quantas vezes uma célula pode se dividir antes de parar, um processo conhecido como senescência. Esse esgotamento celular acumulado é o que acaba afetando a funcionalidade dos tecidos. Além disso, a teoria da pleiotropia antagonista sugere que alguns genes que nos ajudam a sobreviver e reproduzir quando jovens podem se tornar prejudiciais na velhice, contribuindo para o declínio natural do organismo.História

 

A descoberta de Shenhar e Alon incentiva a catalogação de variantes que estendem a vida, o que pode transformar a farmacogenômica. Se sabemos que metade da longevidade é herdável, a medicina personalizada pode focar em mecanismos moleculares específicos para cada perfil genético. No entanto, é fundamental lembrar que esses 50% referem-se a variações dentro de uma população, não a uma garantia individual. Alguem pode herdar ótimos genes, mas ainda assim sofrer os impactos de um ambiente insalubre ou de escolhas ruins.

 

Ao observar esses dados, fica claro que a busca por uma vida longa é uma parceria entre o que recebemos e o que construímos. A ciência está finalmente separando o que é “sorte” ambiental do que é engenharia biológica. Isso me traz um conforto lógico: não somos apenas vítimas das circunstâncias, nem apenas escravos do DNA. A longevidade saudável surge justamente no equilíbrio de mitigar riscos externos enquanto aprendemos a trabalhar com as ferramentas que nossas células já possuem.

 

Fonte: https://hypescience.com/tempo-de-vida-genes-explicam-metade-da-variacao-na-longevidade-humana-estudo/ - Por Marcelo Ribeiro

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Descubra qual o tempo ideal de atividade física para cada faixa etária


Especialista explica quanto se exercitar em cada idade para manter a saúde

 

A prática de atividade física é essencial para manter a saúde e prevenir doenças. Mas o tempo ideal de exercício varia conforme a idade e as condições de cada pessoa.

 

Saiba o tempo ideal de atividade física para cada faixa etária

Especialistas reforçam que não existe uma única regra para todos. A quantidade e a intensidade das atividades físicas devem respeitar a faixa etária e as limitações individuais.

 

Segundo a diretora técnica da Cia Athletica, Mônica Marques, é importante adaptar a rotina. “A atividade física vai depender das individualidades de cada pessoa”, explica.

 

Além disso, dados do Ministério da Saúde mostram um cenário preocupante. Cerca de 60% dos adultos estão acima do peso e 25% são obesos.

 

Tempo ideal de atividade física por idade

 

As recomendações variam conforme a fase da vida. Veja as orientações gerais para cada grupo.

 

5 a 17 anos

Crianças e adolescentes devem praticar cerca de 60 minutos de atividade física por dia. Os exercícios podem variar entre intensidade moderada e intensa.

Também é importante alternar as atividades ao longo da semana. O foco deve ser o movimento e o desenvolvimento saudável.

 

18 a 64 anos

Para adultos, o tempo varia conforme a intensidade do exercício. Atividades moderadas devem somar entre 150 e 300 minutos por semana.

Já atividades intensas podem variar entre 75 e 150 minutos semanais. A recomendação inclui musculação pelo menos duas vezes por semana.

 

Acima de 65 anos

Idosos devem seguir orientações semelhantes às dos adultos, respeitando seus limites. Exercícios moderados também podem variar entre 150 e 300 minutos semanais.

Além disso, é importante incluir atividades de fortalecimento muscular. Isso ajuda a manter a autonomia e prevenir quedas.

 

Exercício não é tudo

Apesar dos benefícios, a atividade física sozinha não garante emagrecimento. Outros fatores também influenciam diretamente a saúde.

 

“Para emagrecer, é necessário estar em déficit calórico”, explica a especialista. Isso significa consumir menos calorias do que o corpo gasta.

 

Uma alimentação equilibrada, boas noites de sono e hidratação adequada são fundamentais. Esses hábitos ajudam a potencializar os resultados dos exercícios.

 

Fonte: https://sportlife.com.br/descubra-qual-o-tempo-ideal-de-atividade-fisica-para-cada-faixa-etaria/ - Foto: SHutterstock