terça-feira, 15 de setembro de 2026

Principais fatores e sinais de alerta antes de um AVC: saiba como agir


O AVC é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido dos sinais. Muitas pessoas confundem informações ou acreditam em mitos sobre avisos que surgem horas antes do ataque. Compreender a verdade pode evitar atrasos no socorro e salvar vidas.

 

O AVC decorre de doenças vasculares crônicas, mas gatilhos agudos, como picos de pressão, infecções e arritmias, podem precipitá-lo em pessoas vulneráveis. Sinais temporários, como fraqueza unilateral, assimetria facial ou fala alterada, indicam um Ataque Isquêmico Transitório (AIT), que eleva muito o risco de um evento definitivo a curto prazo. Mesmo que esses sintomas desapareçam rapidamente, o atendimento médico imediato é essencial para evitar sequelas graves por meio do tratamento precoce.

 

Embora o AVC (Acidente Vascular Cerebral) seja conhecido por surgir de forma repentina, o evento costuma estar associado a um processo de alteração vascular que se desenvolve silenciosamente no organismo ao longo do tempo.

 

No entanto, em pessoas que já possuem vulnerabilidade, certas situações ocorridas poucas horas antes do episódio podem funcionar como fatores precipitantes.

 

Segundo o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, é essencial diferenciar esses gatilhos da condição de base do paciente. "É importante fazer uma distinction: na maioria dos casos, o AVC é resultado de uma doença vascular que vem se desenvolvendo ao longo de anos, e não de um único acontecimento ocorrido algumas horas antes", explica o especialista.

 

O que pode desencadear um AVC horas antes?

As doenças cardiovasculares crônicas são a base para o surgimento do problema. Fatores como hipertensão arterial, aterosclerose, diabetes, tabagismo, colesterol elevado e arritmias cardíacas (como a fibrilação atrial) constroem o cenário ideal para o evento vascular.

Sobre essa condição preexistente, eventos agudos de saúde podem atuar como gatilhos nas horas que antecedem o quadro.

De acordo com o Dr. Victor Hugo Espíndola, entre as situações que podem contribuir para o desencadeamento do AVC estão:

 

Picos acentuados de pressão arterial;

Arritmias cardíacas súbitas;

Infecções agudas;

Uso de substâncias estimulantes (como cocaína e anfetaminas);

Quadros de desidratação severa ou alterações hemodinâmicas em indivíduos vulneráveis.

 

O especialista ressalta que o impacto desses fatores varia conforme o tipo da complicação. No AVC hemorrágico, uma alta repentina e severa da pressão arterial costuma ter grande impacto.

Já no tipo isquêmico, o quadro geralmente decorre do bloqueio súbito de uma artéria provocado pela formação ou deslocamento de um coágulo.

 

Sinais de alerta podem surgir antes do quadro definitivo

Apesar de o sintoma definitivo se manifestar de repente, alguns sinais de alerta neurológicos podem dar as caras momentos antes do problema grave se instalar. Trata-se do Ataque Isquêmico Transitório (AIT).

"Algumas pessoas apresentam episódios neurológicos transitórios antes de um AVC definitivo. O principal exemplo é o ataque isquêmico transitório, o AIT", aponta o neurocirurgião.

No AIT, os sintomas imitam os de um AVC, mas duram apenas alguns minutos antes de desaparecerem por completo. Essa melhora temporária ocorre porque a interrupção da circulação sanguínea no cérebro é passageira.

 

Sintomas do Ataque Isquêmico Transitório (AIT)

Fique atento aos sintomas mais comuns que exigem atenção médica imediata:

 

Fraqueza ou dormência repentina em um lado do corpo;

Assimetria ou "boca torta" na face;

Dificuldade repentina para falar ou compreender a fala;

Perda ou alteração súbita da visão;

Perda de equilíbrio, tontura ou vertigem abrupta.

 

O desaparecimento dos sintomas não significa que o risco passou. Dados da American Heart Association revelam que o risco de ocorrência de um AVC definitivo nos 90 dias posteriores a um AIT pode chegar a cerca de 18%, sendo que uma parcela expressiva desses quadros ocorre nas primeiras 48 horas.

 

"Por isso, um déficit neurológico súbito que desapareceu deve ser valorizado tanto quanto aquele que permanece", adverte Espíndola.

 

Qual a diferença entre AIT e AVC isquêmico?

A diferenciação precisa entre um Ataque Isquêmico Transitório e o AVC isquêmico é feita por meio de exames de imagem no pronto-socorro.

De acordo com o médico, a definição médica atual não analisa apenas o tempo de duração das manifestações clínicas. "Quando os sintomas desaparecem e não existe evidência de infarto cerebral nos exames apropriados, podemos estar diante de um AIT; se a ressonância demonstra uma área de infarto, mesmo que o paciente já esteja assintomático, o quadro é considerado um AVC isquêmico", pontua.

Investigar o AIT permite tratar condições ocultas — como o estreitamento de artérias carótidas ou alterações no coração — antes que ocorra um episódio com sequelas graves ou incapacitantes.

 

Mitos sobre desidratação e exercícios físicos

Embora situações extremas possam atuar como fatores de risco pontuais, o neurocirurgião esclarece que desidratação e exercícios físicos intensos não devem ser encarados como causas diretas do problema.

Desidratação: Pode diminuir o volume de sangue circulante e aumentar a viscosidade sanguínea, afetando principalmente idosos ou pessoas com obstruções vasculares prévias. No entanto, isoladamente, não é uma causa habitual.

Exercício físico: A prática regular de atividades é uma das principais formas de proteção cardiovascular e prevenção ao AVC. Esforços muito intensos geram elevações temporárias na pressão arterial que podem exigir cautela em cenários específicos, mas o hábito do exercício é benéfico.

 

O que fazer ao notar os primeiros sinais de AVC?

Diante de qualquer sinal suspeito, a orientação é buscar socorro médico imediatamente em um pronto-socorro. Não se deve aguardar o sintoma passar, tentar dormir ou esperar por uma consulta posterior.

Para ajudar no reconhecimento rápido, utilize a mnemônica BE-FAST (Equilíbrio, Visão, Face, Braços, Fala e Tempo):

 

B (Balance/Equilíbrio): Perda súbita de equilíbrio ou coordenação.

E (Eyes/Olhos): Alteração visual repentina.

F (Face/Rosto): Rosto caído ou assimétrico ao sorrir.

A (Arms/Braços): Fraqueza ao tentar levantar os dois braços.

S (Speech/Fala): Dificuldade ou incapacidade de articular as palavras.

T (Time/Tempo): Chame o serviço de emergência (SAMU 192) sem hesitar.

 

O tempo de atendimento é determinante. Em episódios de AVC isquêmico, intervenções como a administração de medicamentos trombolíticos e a trombectomia mecânica podem restabelecer o fluxo sanguíneo cerebral, reduzindo o risco de sequelas graves.

 

"Mesmo que os sintomas desapareçam completamente depois de alguns minutos, a orientação permanece a mesma: procurar imediatamente um serviço de emergência, porque pode ter ocorrido um AIT e o período de maior risco para um novo evento pode ser justamente nas horas e nos primeiros dias seguintes", conclui Espíndola.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/principais-fatores-e-sinais-de-alerta-antes-de-um-avc-saiba-como-agir,7df75b219d3c4693ed3c9a282c85670822o6k3aq.html?utm_source=clipboard - Foto: Andrea Piacquadio/Pexels

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Setembro Amarelo: o papel dos exercícios físicos na saúde mental


Atividade física pode contribuir para o bem-estar emocional, mas não substitui acompanhamento profissional em casos de sofrimento psíquico

 

No contexto do Setembro Amarelo, a prática regular de exercícios físicos destaca-se como importante aliada do bem-estar mental, auxiliando na redução do estresse, na melhora do humor e na socialização. Embora caminhar, nadar ou dançar contribua para o autocuidado mesmo em intensidades leves, o movimento não substitui o tratamento médico ou psicológico. Diante de sofrimento emocional persistente e sinais de alerta, a busca por apoio profissional especializado continua sendo indispensável.

 

Setembro é marcado pelo Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio e a importância de cuidar da saúde mental. O tema também chama atenção para hábitos que podem contribuir para o bem-estar.

 

Entre eles está a prática de exercícios físicos.

 

Caminhar, correr, pedalar, nadar ou fazer musculação não são tratamentos isolados para problemas de saúde mental. Porém, manter o corpo ativo pode fazer parte de uma rotina de autocuidado e contribuir para diferentes aspectos do bem-estar.

 

Qual é a relação entre exercício físico e saúde mental?

Durante a atividade física, o organismo passa por mudanças que podem influenciar o humor e a sensação de bem-estar.

O exercício também pode ajudar a reduzir o estresse e favorecer o sono. Além disso, criar uma rotina de movimento pode contribuir para a disposição e para a percepção de qualidade de vida.

Esses efeitos variam de pessoa para pessoa. A intensidade e a frequência dos exercícios também precisam considerar o condicionamento físico de cada indivíduo.

 

Não precisa começar com um treino pesado

Quem está parado há algum tempo não precisa começar com exercícios intensos.

Uma caminhada de alguns minutos já pode ser uma forma de inserir movimento na rotina. Com o tempo, a duração e a intensidade podem aumentar de acordo com a adaptação do corpo.

Outras opções também podem funcionar:

 

Caminhada.

Corrida leve.

Bicicleta.

Dança.

Natação.

Musculação.

Pilates.

Esportes coletivos.

 

O mais importante é encontrar uma atividade que seja possível manter com regularidade.

 

A rotina de exercícios também pode ajudar na socialização

A atividade física não envolve apenas o movimento do corpo.

Treinar em uma academia, participar de um grupo de corrida ou praticar um esporte coletivo também pode criar oportunidades de convivência.

Para algumas pessoas, esses momentos ajudam a diminuir o isolamento e a manter vínculos sociais.

Isso não significa que o exercício sozinho seja capaz de resolver problemas emocionais. A socialização é apenas um dos possíveis benefícios associados a uma rotina mais ativa.

 

Exercício não substitui tratamento

Esse é um ponto importante durante o Setembro Amarelo.

Atividade física pode fazer parte de uma rotina saudável, mas não deve ser apresentada como tratamento para depressão, ansiedade ou outros transtornos.

Quem apresenta sofrimento persistente, perda de interesse pelas atividades, alterações importantes no sono ou no apetite, isolamento ou dificuldade para realizar tarefas do dia a dia deve procurar ajuda profissional.

Psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde podem avaliar cada situação e indicar o cuidado adequado.

 

Como começar a se movimentar?

Não existe necessidade de transformar a rotina de uma hora para outra.

Começar aos poucos pode facilitar a adaptação. Uma caminhada curta, por exemplo, pode ser um primeiro passo para quem ainda não pratica exercícios.

Também vale escolher horários que sejam compatíveis com a rotina. Ter companhia pode ajudar algumas pessoas a manter a regularidade.

E, se houver alguma condição de saúde ou dúvida sobre qual exercício praticar, é importante buscar orientação profissional.

 

Atenção aos sinais de sofrimento

O Setembro Amarelo também reforça a importância de prestar atenção a mudanças no comportamento.

Falas sobre morte, desesperança ou desejo de desaparecer devem ser levadas a sério. Nessas situações, não é indicado minimizar o sofrimento ou dizer simplesmente para a pessoa "pensar positivo".

Escutar sem julgamentos e incentivar a busca por ajuda profissional são atitudes importantes.

Em uma situação de risco imediato, a pessoa não deve ficar sozinha. É necessário buscar atendimento de emergência.

 

Movimento é parte do cuidado

Cuidar da saúde mental envolve diferentes aspectos. Sono adequado, alimentação, relações sociais, acompanhamento profissional quando necessário e atividade física podem fazer parte desse cuidado.

No Setembro Amarelo, falar sobre exercícios também é uma oportunidade para lembrar que saúde não é apenas desempenho, peso ou aparência.

O objetivo não precisa ser correr mais rápido ou levantar mais peso. Às vezes, simplesmente sair do lugar já pode ser um começo.

Mais do que buscar um treino perfeito, vale construir uma relação possível e sustentável com o movimento. E, quando existe sofrimento emocional, pedir ajuda também faz parte de cuidar de si.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/setembro-amarelo-o-papel-dos-exercicios-fisicos-na-saude-mental,0ff71466b3787162efef29d336694dc4qoos4m74.html?utm_source=clipboard - Por: Maria Eduarda Vieira / Licenciado de Sport Life - Foto: Shutterstock / Sport Life

domingo, 13 de setembro de 2026

Dor de cabeça diária: causas, sinais de alerta e quando buscar ajuda


Ter dor de cabeça com frequência pode estar relacionado a hábitos, enxaqueca, tensão muscular ou até ao uso excessivo de medicamentos

 

Dores de cabeça diárias não são normais e exigem avaliação médica. Suas causas incluem estresse, desidratação, noites mal dormidas, enxaqueca e até o uso excessivo de analgésicos, que pode piorar o quadro. Sinais como dor súbita e intensa, febre, rigidez no pescoço ou fraqueza demandam atendimento de urgência. Em vez de insistir na automedicação, é essencial buscar apoio profissional para identificar as causas e estabelecer o tratamento adequado.

 

Sentir dor de cabeça todos os dias não deve ser encarado apenas como algo normal da rotina.

 

O sintoma pode ter diferentes causas. Em alguns casos, está relacionado a fatores simples, como noites mal dormidas, estresse, desidratação ou tensão muscular. Em outros, pode indicar um tipo específico de cefaleia que precisa de acompanhamento.

 

Também existe uma situação que pode manter ou aumentar as crises: o uso frequente de medicamentos para aliviar a dor.

 

Por isso, observar a frequência, a intensidade e as características da dor ajuda a entender quando é necessário procurar atendimento.

 

O que pode causar dor de cabeça frequente?

Existem diversos fatores associados às dores de cabeça recorrentes.

Entre os mais comuns estão:

 

Estresse e tensão emocional.

Sono insuficiente ou irregular.

Desidratação.

Jejum prolongado.

Excesso de cafeína ou retirada repentina da bebida.

Alterações hormonais.

Problemas de visão.

Tensão muscular no pescoço e nos ombros.

Enxaqueca.

Uso frequente de medicamentos para dor.

 

A chamada cefaleia tensional, por exemplo, costuma provocar uma sensação de pressão ou aperto na cabeça. Já a enxaqueca pode causar dor mais intensa, muitas vezes acompanhada de náusea e sensibilidade à luz ou ao som.

 

Tomar remédio todos os dias pode piorar a dor?

Pode.

Um dos pontos importantes para quem sofre com dor de cabeça todos os dias é observar a frequência com que utiliza analgésicos.

O uso frequente de medicamentos para tratar crises pode levar à chamada cefaleia por uso excessivo de medicamentos. Nesse quadro, a própria utilização repetida de remédios pode contribuir para a manutenção das dores.

Isso não significa que analgésicos não possam ser utilizados. O problema está no uso frequente sem acompanhamento adequado.

Se a pessoa precisa tomar remédios constantemente para conseguir controlar a dor, é importante procurar avaliação médica.

 

Como identificar quando a dor precisa ser investigada?

A frequência é um dos principais pontos.

Também é importante observar se a dor mudou de padrão ou está ficando mais intensa.

Manter um registro das crises pode ajudar. Anote quando a dor aparece, quanto tempo dura, sua intensidade, possíveis gatilhos e quais medicamentos foram utilizados.

Essas informações podem facilitar a avaliação do profissional de saúde.

 

Quando procurar atendimento médico?

Algumas características exigem atenção.

Procure atendimento de urgência quando a dor surgir de forma súbita e muito intensa, especialmente se for diferente de tudo o que você já sentiu.

Também é importante buscar atendimento rapidamente se a dor vier acompanhada de:

 

Fraqueza ou dormência em um lado do corpo.

Dificuldade para falar.

Confusão mental.

Desmaio.

Convulsão.

Alterações importantes na visão.

Febre e rigidez no pescoço.

Vômitos persistentes.

Uma dor de cabeça depois de um trauma na cabeça também merece avaliação.

 

O que fazer quando a dor é frequente?

O primeiro passo é evitar a automedicação contínua.

Também vale observar hábitos que podem favorecer as crises. Ter horários regulares para dormir e comer, manter uma boa hidratação e identificar possíveis gatilhos pode ajudar.

Porém, essas medidas não substituem a investigação quando as dores são recorrentes.

Um médico pode avaliar o histórico dos sintomas, realizar o exame físico e, quando necessário, solicitar exames para investigar outras causas.

 

Dor de cabeça todos os dias não deve ser ignorada

Uma dor ocasional pode estar relacionada a fatores passageiros. Já a dor de cabeça todos os dias merece atenção, principalmente quando persiste, interfere na rotina ou exige medicamentos frequentes.

Identificar a causa é importante para escolher o tratamento adequado e evitar que o problema se torne recorrente.

Por isso, se as crises fazem parte da rotina, procure avaliação profissional em vez de apenas tentar controlar a dor com analgésicos.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/dor-de-cabeca-diaria-causas-sinais-de-alerta-e-quando-buscar-ajuda,b3a075823d804b22ce2580b5578945b2p12ezy3q.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sábado, 12 de setembro de 2026

Estudo aponta que manchas amareladas nos olhos podem indicar risco de AVC


Placas e protuberâncias amareladas nas pálpebras ou na proximidade do globo ocular são chamadas de xantelasma

 

Um estudo indicou que placas e protuberâncias amareladas nas pálpebras e nos cantos internos dos olhos, chamadas de xantelasma, podem estar associadas a um risco maior de AVC, infarto e ataque isquêmico transitório, conhecido como "mini-AVC".

 

O estudo publicado na revista científica Atherosclerosis acompanhou 17.925 pessoas com xantelasma ao longo de dez anos e comparou os resultados obtidos com análises feitas com o mesmo número de pacientes com presbiopia, pessoas com uma dificuldade de enxergar de perto, que não têm xantelasma.

 

Ao longo do primeiro ano do estudo, 1% dos pacientes com xantelasma tiveram um infarto, enquanto apenas 0,35% das pessoas do grupo de comparação tiveram o mesmo problema de saúde. Essa diferença também esteve presente nos outros fatores analisados. Quanto ao AVC, 0,95% das pessoas com xantelasma tiveram a intercorrência ante 0,3% do grupo de comparação. Em relação ao mini-AVC, as porcentagens foram de 0,6% e 0,19% respectivamente.

 

Segundo os pesquisadores, essa associação se manteve presente ao longo dos dez anos de acompanhamento do estudo, o que indica um risco maior dessas intercorrências a curto e a longo prazos.

 

Entretanto, essa associação não significa que a manchas e protuberâncias provoquem um infarto ou um AVC. A hipótese levantada é que elas podem ser um sinal de alterações no sistema cardiovascular.

 

A pesquisa explica que o xantelasma pode ser inofensivo, mas que também podem ter relação com níveis elevados de colesterol. É comum que elas surjam quando há acúmulo de colesterol e outras gorduras sob a pele.

 

O colesterol também é apontado como um fato de risco para infartos e AVCs, pois ele participa da formação de placas de gordura que podem dificultar a circulação de sangue nas artérias. Quando não há fluxo de sangue, o coração para, ocasionando um infarto. Se isso ocorrer no cérebro, pode causar um AVC.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/estudo-aponta-que-manchas-amareladas-nos-olhos-podem-indicar-risco-de-avc,d28f1d62e342d14288bc7948f23c56c9j5w53egs.html?utm_source=clipboard - Foto: Wikimedia

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Infartos que ocorrem durante o dia são mais perigosos


Um estudo espanhol revelou que infartos ocorridos durante o dia são mais perigosos que os noturnos devido ao relógio biológico dos neutrófilos. Essas células do sistema imunológico tornam-se menos agressivas à noite, migrando com maior precisão para o tecido lesionado e reduzindo danos colaterais ao coração. A descoberta é promissora para o desenvolvimento de novas terapias que regulem a resposta inflamatória pós-infarto sem comprometer a imunidade do paciente contra infecções.

 

O horário em que um infarto ocorre pode afetar sua gravidade, com aqueles que ocorrem à noite sendo menos danosos ao coração. Contudo, os pesquisadores ainda não sabiam o motivo disso.

 

Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisas Cardiovasculares, na Espanha, descobriram que a resposta pode estar no relógio interno dos neutrófilos, células do sistema imunológico que atuam na inflamação pós-infarto.

 

Segundo a pesquisa, os neutrófilos obedecem a um relógio circadiano, tornando-se menos agressivos durante a noite. Ou seja, a ativação do sistema imunológico é modulada de acordo com a hora do dia.

 

Os pesquisadores analisaram dados de milhares de pacientes e confirmaram que os infartos ocorridos durante a noite são realmente menos severos. Eles descobriram que, à noite, os neutrófilos migram de forma mais precisa para o tecido lesionado, minimizando os dados colaterais aos músculos cardíacos saudáveis.

 

Os autores classificaram essas descobertas como promissoras, e esperam que possam abrir caminhos para o desenvolvimento de novas terapias que modulem a resposta inflamatória em situações crítica, sem comprometer a capacidade do corpo de combater infecções.

 

Fonte: Journal of Experimental Medicine. DOI: 10.1084/jem.20250240.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/infartos-que-ocorrem-durante-o-dia-sao-mais-perigosos,a18b486fe3978faef27008a170bdea8bi35d60n3.html?utm_source=clipboard - Foto: RATTANAKUN/Evanto / Boa Saúde