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terça-feira, 5 de maio de 2026

Pressão alta em jovens cresce e tem relação com hábitos comuns; entenda


Estudo aponta aumento de casos entre adolescentes e jovens adultos e reforça impacto do estilo de vida na saúde cardiovascular

 

A hipertensão, conhecida popularmente como pressão alta, deixou de ser um problema restrito a adultos e idosos. Nos últimos 20 anos, o número de adolescentes e crianças com a condição quase dobrou em todo o mundo.

 

Os dados são de um estudo publicado na revista científica The Lancet Child & Adolescent Health, em novembro de 2025. A pesquisa estima que cerca de 114 milhões de jovens convivem atualmente com a doença.

 

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a hipertensão atinge cerca de 30% da população.

 

Estilo de vida influencia diretamente

Embora fatores genéticos tenham importância, especialistas apontam que o estilo de vida tem grande impacto no desenvolvimento da doença.

 

De acordo com o cardiologista dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Gustavo Lenci, há uma combinação de fatores que vem preocupando a área da saúde.

 

Entre eles estão sedentarismo, obesidade, alimentação industrializada, estresse e até questões sociais.

 

"Além dos fatores clássicos, como sedentarismo e obesidade, devemos considerar desde a poluição e o estresse da vida moderna até a alimentação industrializada. A própria falta de segurança no local de moradia, por exemplo, é um fator que contribui para o aumento do estresse", explica o médico.

 

Jovens estão mais expostos a riscos cardiovasculares

Um estudo publicado em março de 2026 pelo Centro Universitário Assunção (UNIFAI), sobre determinantes socioambientais e hábitos de risco para hipertensão em jovens, reforça essa preocupação.

 

A pesquisa aponta que pessoas entre 15 e 29 anos estão apresentando maior antecipação dos riscos cardiovasculares.

 

O levantamento também destaca a importância do diagnóstico precoce.

 

Segundo o estudo, identificar a hipertensão ainda na juventude permite intervenções mais eficazes e ajuda a reduzir complicações futuras, além de incentivar hábitos mais saudáveis desde cedo.

 

Sintomas da hipertensão exigem atenção

A hipertensão é considerada uma doença silenciosa. Isso porque, na maioria dos casos, não apresenta sintomas claros no início.

 

Quando eles aparecem, podem incluir:

 

Dor de cabeça.

Tontura.

Zumbido no ouvido.

Visão embaçada.

Fraqueza.

Sangramento nasal.

Dor no peito.

Como os sinais podem surgir apenas em fases mais avançadas, o acompanhamento médico é essencial.

 

Quando procurar atendimento médico

Segundo o cardiologista Vinícius Oro Popp, do Hospital São Marcelino Champagnat, a persistência dos sintomas é um sinal de alerta.

 

"A combinação de sinais que não melhoram e se intensificam ao longo do tempo indica a necessidade de avaliação médica. Também há situações que exigem atendimento imediato, como dor de cabeça muito intensa, alterações visuais, confusão mental ou dor no peito. Mesmo sem sintomas, níveis de pressão muito elevados de forma persistente devem ser investigados precocemente", explica.

 

O especialista também reforça que pessoas com histórico familiar ou fatores de risco devem redobrar a atenção.

 

Mesmo sem sintomas, a medição regular da pressão é fundamental para o diagnóstico precoce.

 

Prevenção ainda é o melhor caminho

A boa notícia é que a hipertensão pode ser prevenida e controlada com mudanças no estilo de vida.

 

Entre as principais recomendações estão:

 

Reduzir o consumo de sal.

Evitar excesso de álcool.

Manter alimentação equilibrada, rica em frutas e fibras.

Praticar atividade física regularmente.

Controlar o peso corporal.

Evitar o tabagismo.

Em alguns casos, o tratamento também pode incluir o uso de medicamentos.

 

A aferição periódica da pressão arterial, inclusive em consultas de rotina, é uma das formas mais eficazes de identificar alterações precocemente e prevenir complicações.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/pressao-alta-em-jovens-cresce-e-tem-relacao-com-habitos-comuns-entenda,a07e07272117d8daf001e608a6f64817g85qmaf1.html?utm_source=clipboard - Foto: Saúde em Dia

terça-feira, 28 de abril de 2026

9 coisas que comprovadamente ajudam a reduzir o risco de câncer


O câncer é uma das doenças crônicas não transmissíveis que mais provoca morte no mundo. Mas você sabia que quase 40% dos tumores estão associados a fatores de risco evitáveis? Essa foi a conclusão de uma pesquisa conduzida por cientistas da OMS e publicada este ano na revista científica Nature, que analisou pacientes com 36 tipos de câncer em 185 países.

 

A seguir, listamos algumas medidas que você deve adotar para minimizar o risco de desenvolver um câncer. “Vale lembrar que essa é uma doença multifatorial. Então, toda vez que a gente fala de mecanismo de prevenção é sempre uma redução de risco. Tem que juntar várias medidas para você reduzir o risco ao longo da vida”, afirma a oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sboc (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica).

 

Não fumar

O consumo de tabaco é um dos principais fatores evitáveis da doença. Ele é responsável por 15% dos novos casos de tumores, mostra o estudo publicado na Nature. O tabaco está ligado a 20 tipos de câncer, como de pulmão, boca, garganta, esôfago e estômago.

Um estudo identificou 83 substâncias cancerígenas no tabaco e em sua fumaça.

Baldotto explica que os tumores são fruto de uma mutação no DNA de uma célula, que altera seu funcionamento. E substâncias contidas no tabaco provocam danos ao material genético das células. “Por isso, quanto mais exposto, quanto maior a quantidade, teoricamente, maior o risco da célula sofrer mutações.” O calor gerado pelo cigarro também é outro fator para alterações celulares.

Apesar de menos impactados do que os fumantes ativos, aqueles que inalam constantemente a fumaça do cigarro também sofrem as consequências do tabagismo e têm maior risco de desenvolver câncer do que quem não é exposto frequentemente à fumaça.

Walter da Costa, gerente médico do A.C.Camargo Cancer Center, acrescenta que usuários de cigarro eletrônico (conhecido também como vape) podem estar sujeitos a um maior risco de alguns tipos de câncer, embora faltem estudos de longo prazo que avaliem a relação entre vape e câncer, já que esse é um hábito recente da população.

 

Evitar bebidas alcoólicas

Bebidas alcoólicas estão associadas a 3% dos novos casos da doença, segundo a OMS, o que as coloca em terceiro lugar entre os fatores de risco modificáveis de câncer —em segundo lugar estão as infecções, responsáveis por 10,2% dos casos.

O álcool pode provocar câncer de boca, garganta, esôfago, fígado, intestino e mama. Também há evidências de que está envolvido na formação de tumores no esôfago e no pâncreas.

A presidente da Sboc conta que, ao ser metabolizado, o álcool resulta em substâncias que inflamam o organismo e lesionam as células de forma crônica, o que, eventualmente, pode gerar uma célula cancerosa.

 

Praticar exercícios físicos

A atividade física reduz a inflamação do corpo e ajuda no controle hormonal. Além disso, fortalece o sistema imunológico, melhora o metabolismo e ajuda a evitar o ganho de peso (fator de risco para vários tipos de tumores);

Para Baldotto, é possível que a ciência não tenha identificado ainda todos as formas pelas quais o exercício físico previne o câncer, “mas a gente tem evidências de que o impacto existe”.

A OMS recomenda a prática de pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de intensidade alta por semana para adultos e idosos.

 

Manter uma alimentação saudável

Diversas pesquisas associam o consumo de alimentos ultraprocessados a um maior risco de câncer. Fazem parte desse grupo biscoitos, salgadinhos, bolos, sorvetes, refrigerantes, comidas congeladas industrializadas (lasanhas, pizzas), sucos artificais, alguns tipos de pães, embutidos e carnes processadas (salsicha, nuggets, hambúrguer).

Roger Akira, oncologista clínico do Hospital Universitário da UFPR (Universidade Federal do Paraná), explica que carnes ultraprocessadas e embutidos contêm nitrito e nitrato, substâncias que elevam o risco de alteração no material genético das células

Walter da Costa, do A.C. Camargo, acrescenta que o câncer de reto está vinculado a uma alimentação com poucas fibras (presentes em frutas, verduras e legumes). Esse tipo de tumor tem ocorrido em populações cada vez mais jovens.

Costa diz que as fibras diminuem o tempo do trânsito intestinal, o que limita o contato de algumas substâncias com potencial cancerígeno com a parede do intestino. A fermentação das fibras pela microbiota (bactérias que habitam a parede do intestino) também gera substâncias com propriedades anti-inflamatórias, que auxiliam na saúde da parede intestinal.

Uma alimentação saudável é composta por verduras, legumes, frutas, ovo, carnes, peixes, castanhas, leite e derivados.

 

Evitar o sobrepeso

A obesidade é um fator claro de risco de câncer de próstata, de mama e colorretal, que estão entre os tumores mais comuns no Brasil, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer).

O excesso de gordura corporal gera uma inflamação crônica no organismo e o aumento no nível de determinados hormônios, o que traz um ambiente mais propício à instabilidade do material genético.

 

Use protetor solar

Os raios solares ultravioletas também podem provocar danos ao material genético das células. Para se proteger, as pessoas devem evitar exposição solar das 10h até o fim da tarde e utilizar filtro solar, que deve ter pelo menos FPS 30.

 

Vacinação

Costa explica que existem duas vacinas comprovadamente capazes de prevenir câncer: a de HPV (papilomavírus humano) e a de hepatite B.

O HPV é sexualmente transmissível e um dos principais fatores para câncer de colo de útero, de vulva e de pênis. “A vacinação dos pré-adolescentes ou adolescentes dos dois sexos antes do início da vida sexual ajuda bastante na redução de risco desses tumores”, diz.

Já o imunizante contra hepatite B contribui para a prevenção de cirrose, que, por sua vez, é um fator de risco para o câncer de fígado.

 

Manter os exames em dia

Fazer check-up regularmente, conforme indicação para sua idade, não serve apenas para ter um diagnóstico precoce da doença. Alguns exames ajudam a diagnosticar e tratar lesões antes que elas evoluam para um câncer, como é o caso dos exames que detectam o HPV.

Além disso, a colonoscopia permite identificar pólipos —lesões pré-malignas que crescem na parede do intestino. Com isso, os pólipos podem ser removidos antes de se tornarem um tumor. A colonoscopia costuma ser indicada a partir dos 45 anos.

 

Respirar ar puro

De acordo com o estudo da OMS, a poluição do ar é responsável por 15,8% dos casos evitáveis de câncer de pulmão, atrás apenas do tabaco —que acumula 69,4% dos casos.

Há também evidências de que a poluição do ar está relacionada ao câncer de bexiga. “Partículas nocivas entram pelo pulmão, mas atingem a corrente sanguínea. E o tecido que está mais suscetível para toxinas da poluição é a bexiga”, esclarece Roger Akira.

Em 2013, a Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (Iarc), da OMS, classificou a poluição atmosférica como cancerígena. A agência também concluiu que a poluição do ar é a principal causa ambiental para mortes por câncer.

O oncologista da UFPR reconhece que é difícil evitar tal fator de forma individual, já que muitas pessoas vivem expostas à poluição. Mas recomenda atividades ao ar livre em locais arborizados, como parques e praça.

 

Fonte: https://jovembarrafm.com.br/9-coisas-que-comprovadamente-ajudam-a-reduzir-o-risco-de-cancer/

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Infarto em jovens: caso da Miss Paraná reacende alerta


Especialista aponta que sedentarismo, estresse, má alimentação e falta de acompanhamento médico antecipam riscos cardiovasculares

 

A morte repentina da candidata ao Miss Paraná Maiara Cristina de Lima Fiel, aos 31 anos, após um infarto, reacendeu um alerta importante: problemas cardíacos, tradicionalmente mais ligados ao envelhecimento, têm atingido cada vez mais jovens. Segundo dados do Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no Brasil, com um óbito a cada dois minutos.

 

Nas últimas décadas, o número de infartos em pessoas com menos de 40 anos cresceu de forma expressiva. Estima-se aumento de até 180% entre 2000 e 2024 nessa faixa etária, além de alta nas internações de jovens por infarto. Entre mulheres de 15 a 49 anos, as mortes também cresceram, o que reforça que o problema não se limita a um único perfil.

 

Para a cardiologista Fernanda Weiler, do Sírio-Libanês e diretora do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, esse avanço está ligado ao acúmulo precoce de fatores de risco. Segundo ela, hoje é cada vez mais comum encontrar pacientes jovens com hipertensão, colesterol elevado, resistência à insulina e obesidade, condições que antes costumavam aparecer mais tarde.

 

A especialista aponta como fatores centrais desse cenário o sedentarismo, a alimentação rica em ultraprocessados, o estresse crônico, o tabagismo, inclusive com cigarro eletrônico, o consumo de álcool e outras substâncias, além do excesso de peso, hipertensão e diabetes em idades mais precoces. De acordo com a médica, a combinação entre rotina sedentária, sono inadequado, alimentação inflamatória e sobrecarga emocional favorece processos inflamatórios e acelera a formação de placas nas artérias.


Outro desafio é que o infarto em jovens pode ser mais silencioso. Como muitos não fazem acompanhamento médico regular e não se veem no grupo de risco, sintomas como dor no peito, falta de ar, cansaço extremo e palpitações acabam subestimados. “O jovem tende a interpretar os sintomas como algo passageiro: ansiedade, cansaço ou estresse”, afirma Fernanda no material.

 

A cardiologista ressalta que há sinais que exigem avaliação médica o quanto antes, como desmaios durante exercício ou emoção intensa, dor no peito ao esforço, palpitações acompanhadas de mal-estar, tontura ou quase desmaio, falta de ar desproporcional à atividade e histórico familiar de morte súbita antes dos 50 anos ou de doenças cardíacas hereditárias.

 

Apesar do avanço dos casos, a especialista destaca que a maior parte dos fatores de risco é modificável. Prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do estresse, redução do consumo de álcool, abandono do cigarro e check-ups periódicos estão entre as principais recomendações. Para ela, a prevenção cardiovascular não deve começar apenas depois dos 50 anos, mas ser construída ao longo da vida.

 

O aumento dos casos entre jovens, segundo a médica, mostra que as doenças cardiovasculares deixaram de ser um problema restrito à terceira idade e passaram a refletir também o estilo de vida contemporâneo. O recado, diz ela, é claro: cuidar do coração precisa começar cedo.

 

Fonte: https://www.correiodopovo.com.br/bellamais/saudefeminina/infarto-em-jovens-caso-da-miss-parana-reacende-alerta-1.1707105 - Foto: Reprodução @mundomissbrasil / CP

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Infarto em mulheres: Os sintomas podem ser diferentes dos homens, entenda


O coração feminino dá sinais próprios. Identificar os sintomas atípicos é o primeiro passo para salvar vidas e garantir um tratamento ágil

 

O infarto do miocárdio ainda é visto por muitos como um "problema masculino". No entanto, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres no Brasil e no mundo.

 

O grande perigo reside na desinformação. Muitas vezes, as mulheres não reconhecem os sinais de um ataque cardíaco porque esperam pelo clássico sintoma da dor aguda no peito.

 

Diferente dos homens, o organismo feminino costuma apresentar sintomas mais sutis e difusos.

 

Isso faz com que muitas mulheres demorem a procurar ajuda médica, acreditando tratar-se de mal-estar passageiro ou estresse.

 

Por que os sintomas variam?

A fisiologia feminina influencia a forma como a obstrução das artérias se manifesta.

 

Nas mulheres, é mais comum o comprometimento de vasos menores (microcirculação), enquanto nos homens a obstrução ocorre frequentemente nas artérias coronárias principais.

 

Além disso, fatores hormonais desempenham um papel protetor até a menopausa.

 

Após esse período, com a queda do estrogênio, o risco cardíaco feminino sobe drasticamente, igualando-se ao dos homens.

 

Os sinais de alerta no corpo feminino

Enquanto o homem sente aquela pressão forte no peito que irradia para o braço esquerdo, a mulher pode sentir desconfortos que parecem problemas digestivos ou musculares. Fique atenta aos seguintes sintomas:

 

Cansaço extremo: Uma fadiga inexplicável, que surge de repente e não passa com o repouso.

Falta de ar: Dificuldade para respirar mesmo em repouso ou realizando esforços leves.

Náuseas e tonturas: Sensação de estômago embrulhado, que pode ser confundida com gastrite ou intoxicação alimentar.

Dor nas costas ou mandíbula: O desconforto pode se concentrar na região entre as escápulas, no pescoço ou no queixo.

Suor frio e ansiedade: Uma sensação de "morte iminente" ou um suor repentino sem causa aparente.

É importante ressaltar que a dor no peito também pode ocorrer nas mulheres. Porém, ela costuma ser descrita como uma queimação ou um peso, e não necessariamente uma dor lancinante.

 

Fatores de risco específicos para mulheres

Além dos riscos comuns a todos — como tabagismo, sedentarismo e hipertensão —, as mulheres possuem agravantes próprios:

 

Diabetes: O diabetes aumenta o risco de infarto em mulheres de forma mais agressiva do que nos homens.

Estresse e depressão: O impacto emocional afeta o coração feminino com maior intensidade, podendo causar a "Síndrome do Coração Partido".

Menopausa: A falta de hormônios altera o perfil lipídico, aumentando o colesterol ruim (LDL).

Complicações na gravidez: Histórico de pré-eclâmpsia ou diabetes gestacional eleva o risco cardiovascular a longo prazo.

 

O que fazer em caso de suspeita?

O tempo é o músculo cardíaco. Se você ou alguém próximo apresentar esses sintomas de forma súbita, não espere passar.

Ligue para o 192 (SAMU): O socorro especializado é a melhor opção.

Não dirija até o hospital: Em caso de desmaio, o risco de acidente é alto.

Mantenha a calma: Repousar ajuda a diminuir a carga sobre o coração enquanto a ajuda não chega.

 

Prevenção é o melhor remédio

A conscientização é a maior arma contra o infarto em mulheres. Realizar check-ups regulares, controlar a pressão arterial e manter uma alimentação equilibrada são passos essenciais.

Ouça o seu corpo. Sintomas "estranhos" que persistem devem sempre ser investigados por um cardiologista.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/infarto-em-mulheres-os-sintomas-podem-ser-diferentes-dos-homens-entenda,7c6d8a02cc7ae0004d05544c84dfb749slcrl3ij.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sexta-feira, 10 de abril de 2026

11 formas naturais de aliviar a sinusite e respirar melhor no dia a dia


Descubra como hidratar as vias aéreas, reduzir a inflamação e eliminar o catarro com métodos caseiros comprovados

 

A sinusite é uma inflamação dos seios nasais que causa dor de cabeça, pressão no rosto e congestão.

 

Ela pode ser causada por alergias ou vírus, como o da gripe. O portal Tua Saúde reuniu alguns métodos simples para aliviar os sintomas da sinusite.

 

Felizmente, métodos naturais ajudam a fluidificar o muco e acalmar as mucosas. Essas dicas complementam o tratamento médico e aceleram a recuperação.

 

Confira como aliviar o desconforto de forma simples e segura.

 

1. Umidificar o ambiente

O ar seco irrita as vias respiratórias. Coloque uma bacia com água morna nos cômodos ou use um umidificador elétrico.

Isso hidrata as mucosas e facilita a saída do catarro. É ideal para usar à noite e garantir um sono melhor.

 

2. Lavagem nasal com soro fisiológico

Use soro fisiológico 0,9% para limpar as secreções. Incline a cabeça, insira o soro com uma seringa em uma narina e deixe sair pela outra.

Mantenha a boca aberta durante o processo. Isso reduz a dor no rosto e desentope o nariz.

 

3. Solução salina caseira

Não tem soro em casa? Misture uma colher de sopa de sal em um copo de água filtrada ou mineral. Aplique no nariz com uma seringa. Essa mistura retira impurezas e ajuda a desentupir as narinas rapidamente.

 

4. Fazer nebulização

Respirar vapor é excelente para hidratar o sistema respiratório. Use um nebulizador com soro fisiológico por cerca de 20 minutos.

Se não tiver o aparelho, tome um banho morno com a porta fechada e inspire o vapor do chuveiro.

 

5. Inalar vapor de eucalipto

O eucalipto tem propriedades expectorantes e anti-inflamatórias. Pingue 5 gotas de óleo essencial em uma bacia com água quente.

Cubra a cabeça com uma toalha e respire o vapor por 10 minutos. Isso limpa os seios nasais de forma imediata.

  

6. Aplicar compressas mornas

Molhe uma toalha em água morna e aplique sobre o nariz, testa e bochechas. Deixe agir por 15 minutos. O calor ajuda a reduzir o inchaço interno e alivia a pressão dolorosa no rosto.

 

7. Beber mais água

A hidratação vem de dentro para fora. Beber 2 litros de água por dia deixa o catarro mais líquido. Isso facilita a eliminação natural e alivia a sensação de nariz pesado.

 

8. Tomar chás mornos

Chás de gengibre ou tomilho são ótimos aliados. Eles possuem ação anti-inflamatória e mantêm o corpo hidratado. Refeições mornas, como sopas e caldos, também ajudam a desobstruir as vias aéreas.

 

9. Comer alho e cebola

Estes alimentos são potentes antimicrobianos naturais. Eles combatem bactérias e ajudam a reduzir a inflamação. Inclua-os em suas receitas ou faça chás para fortalecer o sistema imunológico durante a crise.

 

10. Descansar o suficiente

O corpo precisa de energia para combater a inflamação. Durma de 8 a 9 horas por noite. Evite treinos pesados ou esforços exagerados enquanto estiver com os sintomas da sinusite.

 

11. Mudar o estilo de vida

Para quem tem sinusite crônica, pequenas mudanças fazem diferença. Evite fumar e fuja de locais poluídos. Mantenha a casa livre de poeira e mofo para evitar crises alérgicas recorrentes.

 

Quando procurar um médico?

Se os sintomas durarem mais de 10 dias, procure um clínico geral ou otorrinolaringologista.

Caso surja febre alta ou você tenha asma, o uso de remédios como antibióticos ou corticoides pode ser necessário. Nunca se automedique.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/11-formas-naturais-de-aliviar-a-sinusite-e-respirar-melhor-no-dia-a-dia,1d849da7b9637f5003654658d2d81620aztc0zpw.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

 


segunda-feira, 6 de abril de 2026

Hábitos saudáveis ajudam a prevenir o AVC, diz neurocirurgião


Dr. Victor Hugo Espíndola destaca hidratação, alimentação equilibrada, exercícios e controle de fatores de risco

 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil. No entanto, muitos casos podem ser prevenidos com mudanças simples no dia a dia. Para o neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola, adotar hábitos de vida saudáveis é essencial para proteger a saúde cerebral e reduzir o risco da doença.

 

Entre os principais cuidados, o especialista destaca a hidratação adequada. “Beber água regularmente mantém o sangue fluido, reduz a formação de coágulos e favorece uma circulação eficiente. A desidratação, por outro lado, eleva a pressão arterial e agrava as condições como hipertensão e diabetes, que aumentam o risco de AVC”, explica.

 

A alimentação equilibrada também desempenha papel crucial. O consumo de frutas, verduras, legumes e alimentos ricos em fibras ajuda a controlar o colesterol e a pressão arterial. Já o excesso de sal, açúcar e carnes processadas pode contribuir para o aumento do risco da doença.

 

A prática regular de exercícios físicos é outro fator de prevenção. Caminhadas, corridas leves, natação ou atividades que envolvam resistência muscular ajudam a manter o peso saudável, reduzir a pressão arterial e melhorar a circulação sanguínea.

 

O especialista reforça ainda a importância de evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, que estão diretamente relacionados ao aumento do risco de AVC. “Aliados a uma alimentação saudável, à hidratação e à atividade física, esses hábitos reduzem significativamente a probabilidade de derrame”, afirma Dr. Espíndola.

 

Por que a celulite ainda afeta a autoestima de muitas mulheres

Por fim, ele lembra que consultas regulares e o acompanhamento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e problemas cardíacos, são fundamentais. “O diagnóstico precoce e o controle dessas condições aumentam muito a proteção contra o AVC e melhoram a qualidade de vida”, conclui.

 

O neurocirurgião reforça que adotar essas medidas simples no dia a dia pode salvar vidas, prevenindo o AVC e fortalecendo a saúde cerebral a longo prazo.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-03-31/habitos-saudaveis-ajudam-a-prevenir-o-avc--diz-neurocirurgiao.html - Por Roberta Nuñez

terça-feira, 31 de março de 2026

Exercícios físicos podem ajudar no tratamento da depressão


Praticar exercícios físicos regularmente pode ajudar a reduzir sintomas de depressão, com efeitos semelhantes aos da terapia psicológica. Essa é a conclusão de uma revisão científica publicada na Cochrane Database of Systematic Reviews.Saúde

 

O estudo reuniu dados de 73 ensaios clínicos que envolveram quase 5 mil adultos com diagnóstico de depressão. Os resultados indicaram que pessoas que participaram de programas de atividade física apresentaram melhora moderada dos sintomas em comparação com aquelas que não receberam tratamento específico.

 

Quando comparado diretamente com terapia psicológica, o exercício apresentou eficácia semelhante na redução dos sintomas depressivos. Em relação aos antidepressivos, os efeitos também pareceram comparáveis, embora as evidências ainda sejam consideradas limitadas.

 

Os pesquisadores observaram que exercícios de intensidade leve a moderada tende a trazer mais benefícios do que treinos muito intensos. Programas que combinam diferentes tipos de atividade física também mostraram resultados promissores.

 

Os especialistas destacam que o exercício não substitui necessariamente outros tratamentos, mas pode ser uma estratégia complementar segura e acessível, adaptada às preferências e condições de cada pessoa.

 

Cochrane Database of Systematic Reviews. DOI: 10.1002/14651858.CD004366.pub7/full.

 

Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/22222/exercicios-fisicos-podem-ajudar-no-tratamento-da-depressao.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral#google_vignette

sábado, 28 de março de 2026

Dor de cabeça: neurologista lista os sinais de alerta e explica quando o sintoma exige procurar ajuda médica


Especialista explica a diferença entre crises crônicas e agudas, e alerta para o perigo da automedicação

 

A dor de cabeça, ou cefaleia, é um dos sintomas mais prevalentes do mundo. A OMS estima que 40% das pessoas terão, em algum momento da vida, a experiência de enfrentar o incômodo. No entanto, embora grande parte dos casos não represente gravidade e envolva doenças crônicas conhecidas, como a enxaqueca e a cefaleia tensional, saber diferenciar uma dor de cabeça comum de uma emergência médica é fundamental para evitar complicações graves.

 

De acordo com a neurologista do Hospital Orizonti, Josemary Sucupira, existem critérios claros que indicam a necessidade imediata de avaliação médica. “É preciso ficar atento à cefaleia com sinais de alarme. A dor de cabeça que vem subitamente, com grande intensidade, ou que venha associada a outros sintomas, como alteração visual, alteração da força, perda de sensibilidade, desequilíbrio ou confusão mental”, explica a especialista.

 

Dentre os principais sinais de alerta que exigem uma visita imediata ao Pronto Atendimento estão as dores súbitas e de forte intensidade, que começam de forma explosiva, em questão de segundos, além dos quadros que pioram progressivamente a cada dia ou que surgem após algum trauma na cabeça.

 

O sintoma também é considerado de urgência se vier acompanhado de febre, rigidez na nuca, convulsões, desmaios ou confusão mental. Sinais neurológicos associados, como fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar e alterações visuais, como perda de visão ou visão dupla, também são indicativos de gravidade.

 

A neurologista ressalta que o surgimento de uma dor nova exige atenção redobrada e avaliação médica caso ocorra em pessoas com mais de 50 anos ou em pacientes oncológicos e imunossuprimidos. Pessoas que já sofrem com dores crônicas, como a enxaqueca, também precisam ficar atentas.

 

A ida ao hospital é recomendada quando o controle com a medicação em casa falha, quando há vômitos que impedem a ingestão dos comprimidos ou, principalmente, quando a característica da crise se altera. “O paciente que tem enxaqueca, mas sente que a dor de cabeça dele mudou, também deve buscar o pronto atendimento. É o que chamamos de mudança de padrão da dor”, destaca a coordenadora do Hospital Orizonti.

 

Os perigos da automedicação

 

Um dos grandes desafios no combate às cefaleias é o uso indiscriminado de remédios por conta própria. A coordenadora de neurologia do Hospital Orizonti alerta que o ideal é ter um diagnóstico prévio, feito por um médico especialista, para tratar as crises de forma direcionada. “Muitas pessoas que têm o costume de se automedicar com analgésicos simples. O uso inadequado de analgésicos sem orientação médica pode levar a outros problemas de saúde, como a cefaleia por abuso de analgésico”, adverte.

 

A médica reforça ainda que mascarar uma dor desconhecida pode trazer riscos. “Se é uma dor que a pessoa nunca teve, com grande intensidade, é melhor ir ao pronto atendimento do que se automedicar e de repente estar diante de um quadro que pode trazer complicações maiores, como sangramentos intracranianos. O uso de medicamentos deve ser sempre sob orientação médica, mesmo que seja um simples analgésico”, conclui a neurologista.

 

Fonte: https://www.correio24horas.com.br/brasil/dor-de-cabeca-neurologista-lista-os-sinais-de-alerta-e-explica-quando-o-sintoma-exige-procurar-ajuda-medica-0326 - Perla Ribeiro - (Imagem: giggsy25 | Shutterstock)

sexta-feira, 27 de março de 2026

Sedentarismo: 5 sinais de que sua saúde pode estar em risco


Especialistas alertam sobre os efeitos da inatividade no corpo e quais exames ajudam a identificar problemas precocemente

 

Passar muitas horas sentado, negligenciar a atividade física e manter uma rotina com pouco movimento pode parecer inofensivo no dia a dia. No entanto, o sedentarismo está entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares.

 

Dados do sistema de vigilância Vigitel, do Ministério da Saúde, mostram que, em 2024, 62,6% dos adultos brasileiros estavam acima do peso, reflexo de mudanças no estilo de vida da população, como alimentação inadequada e baixos níveis de atividade física. O excesso de peso associado ao sedentarismo aumenta significativamente o risco de desenvolver doenças metabólicas e cardiovasculares.

 

De acordo com a dra. Flávia Pieroni, endocrinologista do São Marcos Saúde e Medicina Diagnóstica, da Dasa, o corpo costuma dar sinais de que algo não está funcionando bem antes mesmo do surgimento de doenças mais graves.

 

"O sedentarismo afeta diretamente o metabolismo. Quando o organismo permanece por muito tempo sem atividade física regular, podem surgir alterações na glicemia, no colesterol, na pressão arterial e até na composição corporal. Muitas dessas mudanças começam de forma discreta, mas podem ser identificadas em exames laboratoriais e clínicos", explica.

 

A seguir, confira cinco sinais que podem indicar que o sedentarismo já está impactando a saúde.

 

1. Cansaço frequente e perda de condicionamento

Sentir cansaço ao subir escadas ou caminhar pequenas distâncias pode ter várias causas, mas uma das mais comuns é a falta de preparo físico. A ausência de atividade regular reduz a capacidade cardiorrespiratória, tornando tarefas do dia a dia mais cansativas.

Para o dr. Breno Giestal, cardiologista do Alta Diagnósticos, da Dasa, no Rio de Janeiro, esse cansaço pode ser um importante sinal de alerta. "Quando a pessoa perde condicionamento, atividades simples tornam-se muito mais difíceis, o que impacta a qualidade de vida e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares".

Segundo o especialista, o condicionamento físico está diretamente ligado ao VO₂ máximo, indicador da capacidade do organismo de utilizar oxigênio durante o exercício. "Hoje sabemos que o VO₂ máximo é um dos marcadores mais importantes de saúde e longevidade na medicina", afirma.

Ele explica que exames como teste ergométrico e ergoespirometria ajudam a avaliar essa capacidade de forma objetiva. "A ergoespirometria é considerada padrão-ouro, pois mede diretamente o consumo de oxigênio durante o esforço".

"O condicionamento cardiorrespiratório é um marcador biológico fundamental. Diferente de fatores como colesterol ou glicose, não existe medicamento capaz de aumentar o VO₂ máximo; assim, a verdadeira 'pílula' é o exercício físico", comenta o dr. Breno Giestal.

 

2. Ganho de peso e aumento da gordura abdominal

A redução do gasto energético favorece o aumento do tecido adiposo na região abdominal. Parte desse acúmulo ocorre na forma de gordura visceral, que se deposita ao redor de órgãos como fígado, pâncreas e intestino, e está associada ao maior risco de doenças cardiovasculares, resistência à insulina e diabetes tipo 2.

"O acúmulo de gordura na região abdominal também pode afetar o fígado e levar à esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado. Exames de sangue como TGO, TGP e Gama GT ajudam a avaliar possíveis alterações hepáticas, e o ultrassom abdominal pode identificar o acúmulo de gordura no órgão", explica a dra. Flávia Pieroni.

 

3. Alterações nos níveis de colesterol e nos triglicerídeos

Mesmo sem sintomas aparentes, o sedentarismo pode contribuir para o aumento do colesterol LDL (considerado o "colesterol ruim") e dos triglicerídeos, além da redução do HDL, que tem papel protetor para o coração.

 

4. Aumento da glicemia e risco de diabetes

A falta de atividades físicas reduz a sensibilidade do organismo à insulina, hormônio responsável por controlar os níveis de açúcar no sangue. Com o tempo, isso pode favorecer o desenvolvimento de resistência à insulina e diabetes tipo 2.

 

5. Dores musculares e rigidez corporal

A ausência de movimento regular pode levar à perda de massa muscular, redução da flexibilidade e maior incidência de dores articulares ou musculares.

 

Avaliação médica e exames recomendados

Após a identificação desses sinais, a avaliação médica e a realização de exames ajudam a entender como o organismo está respondendo ao estilo de vida. "Entre os exames que costumam ser solicitados, estão a glicemia de jejum e a hemoglobina glicada, que avaliam o metabolismo da glicose, e o perfil lipídico, que mede o colesterol e os triglicerídeos, além de exames clínicos e cardiológicos, quando necessário", destaca a dra. Flávia Pieroni.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sedentarismo-5-sinais-de-que-sua-saude-pode-estar-em-risco,b938ebddf832c874ab39503ae227dfe2l3ri7lbj.html?utm_source=clipboard - Por Mariana Bego - Foto: Studio Romantic | Shutterstock / Portal EdiCase

quinta-feira, 26 de março de 2026

Celulite: principais fatores que influenciam seu surgimento


A celulite aparece pelas ondulações e furinhos na pele, especialmente em áreas como coxas, glúteos, quadris e abdômen. Embora muitas pessoas associem o quadro apenas à estética, trata-se de uma alteração natural do tecido subcutâneo. Além disso, ela surge em pessoas de diferentes pesos, idades e estilos de vida. Em termos simples, ocorre quando a gordura localizada abaixo da pele se reorganiza, junto com mudanças nas fibras que sustentam essa região.

 

Do ponto de vista da saúde, a celulite não representa uma doença grave. Ainda assim, ela costuma chamar a atenção de quem nota alterações na textura da pele. A aparência característica surge quando as células de gordura aumentam de volume e pressionam a pele. Ao mesmo tempo, as fibras que prendem a pele aos tecidos mais profundos mantêm alguns pontos fixos. Isso cria relevos e depressões e gera o conhecido aspecto de "casca de laranja".

 

O que é a celulite e como ela se forma na pele?

Em termos mais técnicos, a celulite se relaciona a um processo chamado panniculopatia edemato-fibroesclerótica. Esse processo envolve alterações na gordura, na circulação local e nas fibras de colágeno. O organismo acumula gordura em determinadas regiões como uma reserva de energia. Quando ocorre desequilíbrio entre armazenamento e gasto energético, essas células adiposas aumentam de tamanho.

Ao mesmo tempo, a circulação sanguínea e linfática naquela área pode ficar prejudicada. Com menos oxigênio e nutrientes chegando aos tecidos, e com eliminação mais lenta de toxinas e líquidos, o ambiente se torna mais propício à retenção de líquidos. Além disso, surgem mudanças nas fibras de sustentação. Essas fibras tendem a ficar mais rígidas e repuxam a pele em alguns pontos. Enquanto isso, a gordura empurra de baixo para cima em outros pontos. O resultado consiste em relevo irregular que muitas pessoas associam à celulite.

Esse processo não aparece de um dia para o outro. Em geral, ele se desenvolve ao longo do tempo. Inicialmente, surgem fases menos visíveis, em que a pele parece lisa em repouso. Depois, com a progressão, aparecem fases em que as ondulações se tornam visíveis mesmo sem apertar a região. Portanto, a intensidade da celulite varia bastante entre as pessoas. Essa variação depende de uma combinação de fatores internos e externos.

 

Quais fatores influenciam o surgimento da celulite?

Os principais fatores envolvidos no aparecimento da celulite costumam atuar em conjunto. Alguns fatores não podem ser modificados, como genética e características hormonais. Em contrapartida, outros fatores se relacionam diretamente ao estilo de vida, como rotina alimentar, nível de atividade física e hábitos diários. Entender esses elementos ajuda a compreender por que a celulite aparece com tanta frequência, especialmente entre mulheres.

 

Genética: a estrutura da pele, a tendência a acumular gordura em certas áreas e o funcionamento da circulação podem vir de herança familiar.

Hormônios: hormônios sexuais, principalmente o estrogênio, participam da distribuição de gordura e da retenção de líquidos.

Hábitos de vida: alimentação, sedentarismo, tabagismo e consumo de álcool impactam diretamente o tecido subcutâneo.

 

Na prática, duas pessoas com rotina semelhante podem apresentar graus bem diferentes de celulite. Isso ocorre porque cada organismo responde de forma específica. Ainda assim, conhecer os fatores de risco permite ajustes na rotina. Esses ajustes tendem a favorecer a saúde da pele e do corpo como um todo.

 

Hormônios, genética e estilo de vida: como tudo se conecta?

Os hormônios exercem papel central no surgimento da celulite. O estrogênio, por exemplo, influencia a circulação, o metabolismo das gorduras e a retenção de líquidos. Por isso, fases da vida como puberdade, gestação, uso de anticoncepcionais hormonais e perimenopausa frequentemente coincidem com aumento ou alteração da celulite. Nessas fases, as oscilações hormonais favorecem o acúmulo de gordura em áreas típicas, como quadris e coxas.

A genética também exerce grande impacto. Características como espessura da pele, quantidade e distribuição das células de gordura, padrão de colágeno e tendência à má circulação costumam ter componente hereditário. Em famílias em que várias mulheres apresentam celulite mais acentuada, outras integrantes costumam manifestar o quadro. Isso ocorre mesmo com cuidados regulares com alimentação e exercícios.

Já o estilo de vida pode potencializar ou amenizar essa predisposição. Situações comuns do dia a dia, como passar horas sentado no trabalho, subir poucas escadas ou fazer deslocamentos apenas de carro, contribuem para o sedentarismo. Esse padrão reduz o gasto calórico e prejudica a circulação. Como consequência, o corpo acumula mais gordura localizada e cria um cenário favorável ao aparecimento ou agravamento da celulite. Além disso, níveis altos de estresse e sono irregular influenciam hormônios ligados ao apetite e ao armazenamento de gordura.

 

Alimentação, sedentarismo e circulação influenciam a celulite?

A alimentação aparece entre os pontos mais comentados quando o assunto é celulite. Cardápios muito ricos em açúcar, gorduras saturadas, ultraprocessados e excesso de sal colaboram para o ganho de peso. Além disso, aumentam o tamanho das células de gordura e favorecem a retenção de líquidos. Em situações do cotidiano, como consumo frequente de refrigerantes, fast-food e lanches industrializados, esse efeito se torna mais perceptível ao longo do tempo.

O sedentarismo também representa fator relevante. A prática regular de atividades físicas estimula a circulação sanguínea e fortalece a musculatura. Ao mesmo tempo, auxilia na redução de gordura corporal. Quando o corpo permanece longos períodos parado, especialmente sentado ou em pé na mesma posição, o retorno venoso sofre prejuízo. Isso favorece sensação de peso nas pernas, inchaço e agravamento das irregularidades na pele.

A circulação sanguínea e linfática mantém relação direta com o aspecto da pele. Quando o fluxo funciona de forma eficiente, o corpo oferece melhor aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Ao mesmo tempo, a remoção de resíduos metabólicos ocorre com maior rapidez. Já uma circulação mais lenta favorece o acúmulo de líquidos e substâncias na região. Esse cenário contribui para o aspecto acolchoado ou ondulado. Por isso, medidas simples, como fazer pequenas pausas para caminhar durante o dia, podem gerar impacto positivo no bem-estar das pernas.

 

Qual o papel da retenção de líquidos e de pequenos cuidados diários?

A retenção de líquidos ocorre quando o corpo acumula água nos tecidos. Esse processo resulta em inchaço, principalmente em extremidades como pernas e tornozelos. Fatores como excesso de sal na dieta, poucas pausas ao longo do dia, uso de roupas muito apertadas e alterações hormonais estimulam esse acúmulo. Quando o inchaço se soma à gordura localizada e à predisposição genética, o quadro de celulite tende a ficar mais visível.

Alguns cuidados cotidianos se associam com frequência à melhora da circulação e à redução da sensação de peso. Entre eles, destacam-se ingerir água ao longo do dia, variar as posições do corpo e incluir caminhadas na rotina. Além disso, quando um profissional de saúde indicar, o uso de meias de compressão pode ajudar. Esses hábitos não eliminam a causa genética ou hormonal. Porém, eles contribuem para um ambiente mais favorável nos tecidos e reduzem o impacto da retenção hídrica.

De forma geral, a celulite resulta da interação entre hormônios, herança familiar, alimentação, nível de atividade física, circulação e retenção de líquidos. Compreender esses fatores ajuda na escolha de estratégias mais realistas de cuidado com o corpo. Dessa forma, torna-se possível construir uma relação mais informada e tranquila com as mudanças naturais da pele ao longo da vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/celulite-principais-fatores-que-influenciam-seu-surgimento,c0ab8e440891561884cb14c7e6b4f064f5rigwkk.html?utm_source=clipboard - Por: Jonasmoura* *com uso de inteligência artificial / Giro 10 - celulite_depositphotos.com / AllaSerebrina