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sábado, 27 de dezembro de 2025

Veja exercícios e hábitos saudáveis contra a gordura no fígado


Transforme sua saúde: exercícios e hábitos saudáveis contra a gordura no fígado, reduzindo riscos e melhorando seu bem-estar diário

 

A preocupação com a gordura no fígado tem crescido nos últimos anos, especialmente entre pessoas com rotina sedentária e alimentação desbalanceada. Esse acúmulo de gordura, conhecido como esteatose hepática, muitas vezes não causa sintomas no início, mas pode avançar de forma silenciosa. Por isso, mudanças no estilo de vida, como prática de exercícios físicos e adoção de hábitos saudáveis, são estratégias frequentemente recomendadas por profissionais de saúde.

 

Quando se fala em cuidar do fígado, muitos associam o problema apenas ao consumo de álcool, mas a chamada gordura no fígado não alcoólica está diretamente ligada ao excesso de peso, resistência à insulina e até ao estresse diário. A boa notícia é que ajustes na rotina, mesmo que graduais, tendem a ter impacto significativo na redução da gordura hepática e na melhora geral do metabolismo.

 

O que é gordura no fígado e por que merece atenção?

A gordura no fígado ocorre quando as células hepáticas passam a armazenar mais lipídios do que o órgão é capaz de processar. Em estágios iniciais, a esteatose costuma ser reversível com mudanças de hábitos. No entanto, se não houver intervenção adequada, esse quadro pode evoluir para inflamação, fibrose e outras complicações hepáticas.

 

Entre os principais fatores associados estão: alimentação rica em ultraprocessados, consumo exagerado de açúcares e gorduras saturadas, sedentarismo, sobrepeso, obesidade abdominal e algumas alterações hormonais. Pessoas com diabetes tipo 2, colesterol elevado ou síndrome metabólica apresentam risco maior de desenvolver gordura no fígado e por isso são frequentemente orientadas a acompanhar o fígado por meio de exames periódicos.

 

Nesse contexto, incorporar exercícios e hábitos saudáveis contra a gordura no fígado torna-se uma medida preventiva e também terapêutica. A combinação entre movimento regular, alimentação equilibrada e sono de qualidade costuma ser a base das recomendações médicas e nutricionais em 2025.

 

 

Mudanças simples na rotina ajudam a reduzir a esteatose hepática, mesmo sem perda de peso significativa, apontam especialistas – depositphotos.com / blasbike

Foto: Giro 10

Como os exercícios ajudam a diminuir a gordura no fígado?

Atividades físicas atuam diretamente no metabolismo da gordura e da glicose, o que favorece a redução da gordura hepática. Exercícios aeróbicos, como caminhada rápida, corrida leve, ciclismo e natação, aumentam o gasto calórico e estimulam o organismo a utilizar a gordura acumulada como fonte de energia. Já o treinamento de força contribui para ganhar massa muscular, o que melhora a sensibilidade à insulina.

 

Estudos recentes indicam que tanto a atividade aeróbica moderada quanto o treino resistido são benéficos no controle da esteatose hepática, mesmo sem perda de peso expressiva. A regularidade, porém, é apontada como um dos pontos mais importantes. Sessões esporádicas têm efeito limitado quando comparadas a uma rotina estável de exercícios ao longo da semana.

 

De forma geral, orientações comuns incluem:

 

 

Realizar ao menos 150 minutos semanais de exercício aeróbico moderado, divididos em 3 a 5 dias.

Incluir 2 a 3 sessões de treino de força, trabalhando grandes grupos musculares.

Adicionar atividades leves ao dia a dia, como subir escadas e caminhar em deslocamentos curtos.

Reduzir o tempo sentado, fazendo pequenas pausas ativas a cada 1 ou 2 horas.

Quais exercícios são mais indicados contra a gordura no fígado?

Não existe um único exercício obrigatório, mas algumas modalidades são frequentemente sugeridas por serem acessíveis e eficazes para combater a gordura no fígado. A caminhada rápida, por exemplo, pode ser realizada em espaços públicos, esteiras ou até em percursos próximos de casa. Para quem não está habituado, é comum iniciar com tempos menores e progredir week a week, de acordo com a orientação profissional.

 

Já a musculação e o treino funcional são aliados importantes, pois aumentam a massa muscular e favorecem o gasto energético mesmo em repouso. Exercícios com peso do próprio corpo, como agachamentos, flexões em variações adaptadas e pranchas, podem ser incluídos na rotina doméstica, desde que respeitando limitações individuais.

 

Alguns exemplos de exercícios úteis no combate à esteatose hepática incluem:

 

Caminhada acelerada: 30 a 40 minutos, de 3 a 5 vezes por semana.

Bicicleta ou bicicleta ergométrica: opção de baixo impacto para articulações.

Natação ou hidroginástica: indicadas para quem tem dores articulares ou sobrepeso importante.

Treino de força: musculação em academia ou circuitos com elásticos, halteres e peso corporal.

Alongamentos e mobilidade: complementam o treino, auxiliando na postura e prevenindo lesões.

 

Quais hábitos saudáveis ajudam a proteger o fígado?

Além dos exercícios, alguns hábitos diários são considerados fundamentais para reduzir a gordura no fígado e preservar a função hepática. A alimentação costuma ser um dos pilares centrais. Planos alimentares que priorizam frutas, legumes, verduras, grãos integrais, proteínas magras e gorduras boas, como azeite de oliva e oleaginosas, estão entre as abordagens mais indicadas por especialistas.

 

Ao mesmo tempo, recomenda-se limitar o consumo de bebidas açucaradas, doces, frituras, fast food e produtos ultraprocessados. Bebidas alcoólicas, mesmo em quantidades moderadas, precisam ser avaliadas individualmente, especialmente quando já existe diagnóstico de esteatose. A hidratação regular com água também auxilia o funcionamento do organismo como um todo.

 

Outros hábitos saudáveis relevantes incluem:

 

Manter horário regular de sono, favorecendo de 7 a 9 horas por noite para a maioria dos adultos.

Monitorar peso corporal e circunferência abdominal, quando possível com acompanhamento multiprofissional.

Realizar exames periódicos de sangue, como avaliação de enzimas hepáticas, colesterol e glicemia.

Gerenciar o estresse com práticas como respiração guiada, meditação, leitura ou hobbies relaxantes.

Evitar automedicação e uso indiscriminado de suplementos sem orientação.

 

Como colocar em prática uma rotina sustentável contra a gordura no fígado?

Para que os exercícios e hábitos saudáveis contra a gordura no fígado sejam mantidos a longo prazo, muitas pessoas optam por mudanças graduais. Em vez de alterar toda a rotina de uma vez, costuma ser mais efetivo estabelecer metas simples, como incluir uma caminhada curta após o trabalho ou substituir refrigerantes por água em parte dos dias da semana.

 

Ter acompanhamento profissional, quando disponível, ajuda a ajustar o plano de acordo com condições pré-existentes, como hipertensão, problemas articulares ou doenças metabólicas. Em diferentes países, diretrizes atuais reforçam a importância de combinar atividade física, alimentação balanceada e acompanhamento médico na prevenção e no tratamento da esteatose hepática.

 

Com ajustes consistentes no dia a dia, o fígado tende a responder de forma positiva, e exames de imagem e laboratoriais ao longo do tempo costumam refletir essa melhora. A adoção de um estilo de vida mais ativo e equilibrado, portanto, aparece como uma das principais estratégias para controlar a gordura no fígado em 2025 e nos próximos anos.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/veja-exercicios-e-habitos-saudaveis-contra-a-gordura-no-figado,b4125ed8a012c3e0b403f1316afe1a0bbeq7i1as.html?utm_source=clipboard - Por: Carlos Vieira* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / blasbike

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Ronco não é normal: veja dicas simples para dormir melhor


O ronco é um problema comum em diferentes faixas etárias e costuma afetar não apenas quem emite o som durante a noite, mas também quem divide o mesmo ambiente; Veja dicas para dormir melhor!

 

O ronco é um problema comum em diferentes faixas etárias e costuma afetar não apenas quem emite o som durante a noite, mas também quem divide o mesmo ambiente. Esse barulho é resultado da passagem do ar por vias respiratórias parcialmente obstruídas, o que faz tecidos da garganta vibrarem. Embora muitas pessoas encarem o ronco como algo cotidiano, especialistas destacam que ele pode ser um sinal de alerta para alterações no sono e na respiração.

 

Nos últimos anos, clínicas do sono e otorrinolaringologistas observaram um aumento na busca por orientações para reduzir o ronco. Entre os motivos estão a interferência na qualidade do descanso, o impacto na produtividade diária e até problemas de relacionamento. No entanto, a boa notícia é que, em muitos casos, mudanças simples na rotina e em alguns hábitos ajudam a diminuir o problema ou, ao menos, a torná-lo menos frequente.

 

O que causa o ronco e por que ele merece atenção?

O ronco costuma surgir quando há estreitamento ou relaxamento excessivo das vias aéreas superiores durante o sono. Fatores como sobrepeso, consumo de álcool à noite, desvio de septo, rinite alérgica e posicionamento inadequado ao dormir estão entre as causas mais relatadas em consultórios. Em outros casos, o ronco está ligado à apneia obstrutiva do sono, condição em que a respiração é interrompida por alguns segundos diversas vezes ao longo da noite.

 

Quando o ronco é intenso, diário e vem acompanhado de pausas respiratórias, sono agitado, dor de cabeça ao acordar ou cansaço excessivo durante o dia, médicos recomendam investigação detalhada. Nesses cenários, a avaliação pode incluir exame físico e análise do histórico de saúde. Em alguns casos, também há o procedimento da polissonografia, que monitora o sono em laboratório ou com equipamentos portáteis.

 

Como diminuir o ronco no dia a dia?

Especialistas em medicina do sono apontam que a mudança de hábitos é uma das principais estratégias para diminuir o ronco. Assim, pequenas ações, repetidas de forma consistente, ajudam a reduzir a vibração dos tecidos da garganta e a melhorar a passagem do ar. Em muitos casos, essas medidas funcionam como primeira linha de cuidado antes de intervenções mais complexas.

 

Entre as recomendações mais comuns para reduzir o ronco estão:

 

Controle do peso corporal: a redução de gordura na região do pescoço diminui a compressão das vias respiratórias;

Evitar álcool e sedativos à noite: essas substâncias relaxam demais a musculatura da garganta;

Jantar leve e não comer em grande quantidade próximo da hora de dormir;

Parar de fumar, já que o cigarro irrita e inflama as vias aéreas;

Manter rotina de sono, com horário regular para deitar e acordar.

 

O ambiente também influencia. Quartos muito secos favorecem irritação da mucosa nasal. Por isso, muitas pessoas se beneficiam do uso de umidificadores ou de um recipiente com água no quarto, principalmente em períodos de tempo seco. A limpeza frequente de cortinas, tapetes e roupas de cama reduz poeira e ácaros, importantes gatilhos para crises alérgicas que agravam o ronco.

 

Posição ao dormir ajuda mesmo a reduzir o ronco?

A posição ao dormir é um dos fatores que os especialistas costumam citar quando o assunto é "dicas para diminuir o ronco". Em geral, deitar de barriga para cima favorece o deslocamento da língua para trás, estreitando o espaço por onde o ar passa. Por isso, dormir de lado costuma ser uma orientação recorrente em consultórios.

 

Algumas estratégias simples são utilizadas para estimular essa postura lateral durante a noite:

 

Uso de travesseiro adequado: modelos que mantêm o alinhamento da cabeça com a coluna ajudam a evitar a obstrução nas vias aéreas;

Travesseiro entre os joelhos para quem dorme de lado, o que oferece mais conforto e facilita manter a posição;

Ajuste da altura da cabeceira da cama, levemente elevada, para facilitar a passagem do ar;

Evitar colchões muito moles, que favorecem posição corporal inadequada e pioram o ronco.

Existem ainda dispositivos vendidos no mercado, como tiras nasais externas, clipes que se apoiam na região do septo e travesseiros anatômicos, com o objetivo de facilitar a respiração. Ademais, profissionais de saúde recomendam avaliar caso a caso, já que esses recursos podem trazer alívio para alguns perfis de roncadores, mas não substituem avaliação médica quando o problema é persistente.

 

Exercícios e cuidados com a respiração podem fazer diferença?

Exercícios voltados à musculatura da língua, do palato e da região da garganta vêm ganhando espaço como alternativa complementar para quem deseja reduzir o ronco. Conhecidos como exercícios orofaríngeos ou de "terapia miofuncional", eles visam fortalecer músculos que, durante o sono, tendem a relaxar em excesso. Em muitos casos, esses treinos são orientados por fonoaudiólogos ou fisioterapeutas especializados.

 

Além disso, a respiração nasal livre é apontada como um dos pilares no controle do ronco. Quando há obstrução por rinite, sinusite ou desvio de septo, a tendência é respirar pela boca, o que favorece vibrações na região da garganta. Medidas como lavagem nasal com soro fisiológico, tratamento de alergias com orientação médica e, quando indicado, cirurgias corretivas, podem contribuir para um sono mais silencioso.

 

Para quem já recebeu diagnóstico de apneia do sono, o uso de aparelhos como o CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas) pode ser recomendado por profissionais de saúde. Esse tipo de recurso, porém, exige acompanhamento especializado, ajustes periódicos e orientação sobre uso correto, sendo indicado principalmente em quadros moderados ou graves.

 

Quando procurar ajuda especializada para o ronco?

Embora muitas dicas para diminuir o ronco possam ser aplicadas em casa, há situações em que a orientação profissional se torna essencial. Sinais como engasgos noturnos, pausas na respiração observadas por terceiros, sonolência excessiva durante o dia, irritabilidade, dificuldade de concentração e pressão arterial elevada estão entre os motivos mais citados para busca de atendimento.

 

Otorrinolaringologistas, clínicos gerais e especialistas em medicina do sono costumam ser os profissionais de referência nesses casos. O objetivo principal é identificar a causa do ronco e definir a melhor combinação de medidas: mudanças de hábito, dispositivos orais, tratamentos para alergias, ajustes de peso, terapias respiratórias ou aparelhos específicos para apneia. Com acompanhamento adequado, a tendência é que a qualidade do sono e o bem-estar diário sejam favorecidos, tanto para quem ronca quanto para quem convive com o problema.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/ronco-nao-e-normal-veja-dicas-simples-para-dormir-melhor,b713958eb2c4cf1042ca51e482d534efyavc611b.html?utm_source=clipboard - Por: Valdomiro Neto* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / Milkos

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Câncer de pele: 5 pontos essenciais para prevenção e alerta


Especialista explica tipos de câncer de pele, sinais de risco, impacto do sol e avanços no tratamento da doença mais comum no Brasil

 

Com a chegada do verão, a exposição ao sol aumenta de forma significativa e, com ela, os riscos associados ao câncer de pele, o tipo de tumor mais frequente no Brasil.

 

Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) mostram que a condição responde por cerca de 30% de todos os diagnósticos oncológicos no país, com mais de 220 mil novos casos registrados anualmente — número que tende a crescer nos meses mais quentes.

 

Para esclarecer dúvidas comuns da população, o oncologista Mateus Marinho, da Croma Oncologia, rede especializada em tratamentos oncológicos integrados e humanizados, reúne cinco pontos essenciais sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da condição.

 

1. Existem dois grandes tipos de câncer de pele

O câncer de pele é dividido em dois grupos principais: melanoma e não melanoma.

O tipo não melanoma, que inclui os carcinomas basocelular e espinocelular, é o mais comum e geralmente está relacionado à exposição solar acumulada ao longo da vida. Quando identificado precocemente, as chances de cura ultrapassam 90%.

Já o melanoma é menos frequente, porém mais agressivo, com maior risco de metástases. Por isso, qualquer lesão nova ou mudança em manchas já existentes deve ser investigada por um dermatologista, com confirmação diagnóstica feita por biópsia.

 

2. A regra do ABCDE ajuda a identificar lesões suspeitas

Uma das ferramentas mais eficazes para o autoexame da pele é a regra do ABCDE, que avalia assimetria, bordas irregulares, variação de cor, diâmetro maior que 6 milímetros e evolução da lesão.

Além disso, manchas que sangram, coçam, doem ou não cicatrizam em até quatro semanas merecem atenção imediata.

O especialista alerta que melanomas podem surgir em áreas menos óbvias, como couro cabeludo, unhas, palmas das mãos e solas dos pés, reforçando a importância da avaliação completa da pele.

 

3. A exposição solar acumulada é o principal fator de risco

A radiação ultravioleta não se limita aos momentos de lazer. Ela está presente em atividades cotidianas, como caminhar na rua ou dirigir.

Pessoas de pele clara, idosos, quem tem histórico familiar ou já teve câncer de pele apresentam risco aumentado.

O bronzeamento artificial também é desaconselhado, pois utiliza radiação intensa e eleva significativamente a chance de tumores.

 

4. Protetor solar não impede a produção de vitamina D

O uso diário de protetor solar, associado a chapéus, roupas com proteção UV e óculos escuros, é uma das medidas mais eficazes de prevenção.

Ao contrário de um mito comum, o protetor não bloqueia totalmente a produção de vitamina D. Evitar exposição solar entre 10h e 16h também é fundamental, especialmente no verão.

 

5. Diagnóstico precoce permite tratamentos mais eficazes

Quando descoberto no início, o câncer de pele pode ser tratado com procedimentos simples e menos invasivos.

Em casos mais avançados, especialmente no melanoma, os avanços da medicina trouxeram terapias-alvo e imunoterapia, que estimulam o sistema imunológico a combater o tumor. "Com diagnóstico precoce e tratamentos modernos, muitos pacientes alcançam controle duradouro e melhor qualidade de vida", afirma Marinho.

 

Por fim, a informação, prevenção e acompanhamento médico regular seguem sendo as principais armas contra o câncer de pele.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cancer-de-pele-5-pontos-essenciais-para-prevencao-e-alerta,bdaf9a3e99b487cc1d44c9a30a67026aqm77vc63.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Saiba quais sãos os cinco tipos de insônia segundo a ciência


Pesquisadores costumam falar em cinco tipos principais de insônia. Eles são classificados de acordo com o momento em que surgem os sintomas, a frequência e a relação com outros transtornos. Veja o que diz a ciência.

 

Estudos clínicos e epidemiológicos sobre sono indicam que a insônia não é um problema único, mas um conjunto de quadros diferentes. Em linhas gerais, pesquisadores costumam falar em cinco tipos principais de insônia. Eles são classificados de acordo com o momento em que surgem os sintomas, a frequência e a relação com outros transtornos. Assim, essa divisão ajuda a orientar o diagnóstico e o tratamento em serviços de saúde no mundo todo.

 

Ao longo das últimas décadas, universidades na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil passaram a investigar a insônia com mais detalhe. Essas investigações combinando entrevistas clínicas, exames de polissonografia e questionários padronizados. Ademais, elas alimentaram classificações internacionais, como a International Classification of Sleep Disorders (ICSD-3), da American Academy of Sleep Medicine, amplamente utilizada em centros de pesquisa e ambulatórios especializados desde 2014.

 

Quais são os cinco tipos de insônia descritos na literatura científica?

Embora existam variações entre manuais diagnósticos, muitos trabalhos científicos agrupam a insônia em cinco categorias principal. São elas: insônia inicial, insônia de manutenção, insônia terminal, insônia aguda e insônia crônica. Assim, essa forma de organização aparece em estudos de grupos de sono de instituições como a Universidade de Stanford (Estados Unidos), a Universidade de Zurique (Suíça) e a Universidade de São Paulo (USP), entre outras.

 

Esses tipos não são doenças à parte, mas descrições dos padrões de dificuldade para dormir. Afinal, em muitos pacientes, mais de um tipo pode surgir ao mesmo tempo. Por exemplo, dificuldade para pegar no sono (insônia inicial) combinada com despertares durante a madrugada (insônia de manutenção). Porém, a classificação facilita a escolha de estratégias terapêuticas que se adequem mais em ambulatórios de medicina do sono.

 

Insônia inicial, de manutenção e terminal: como os pesquisadores diferenciam?

A chamada insônia inicial caracteriza-se pela dificuldade para iniciar o sono. Estudos do Stanford Center for Sleep and Circadian Sciences descrevem esse tipo em indivíduos que levam mais de 30 minutos para adormecer, em pelo menos três noites por semana. Assim, esse padrão é avaliado por diários de sono e escalas como o Pittsburgh Sleep Quality Index, utilizados em pesquisas com adultos e adolescentes.

 

Já a insônia de manutenção caracteriza-se por despertares frequentes ou prolongados ao longo da noite. Pesquisas conduzidas pelo Sleep and Health Research Program, da Universidade do Arizona, mostraram que esse tipo está ligado a maior sonolência diurna e dificuldades de atenção. Os trabalhos frequentemente associam a insônia de manutenção a condições como apneia obstrutiva do sono, dor crônica e uso de determinadas medicações.

 

A insônia terminal, por sua vez, tem como característica o despertar precoce, com dificuldade em voltar a dormir, mesmo quando ainda seria importante permanecer na cama. Estudos observacionais da Universidade de Zurique e do Max Planck Institute of Psychiatry, na Alemanha, descrevem esse padrão sobretudo em indivíduos com quadros depressivos. Neste caso, usam entrevistas estruturadas e polissonografia para documentar a interrupção do sono nas últimas horas da noite.

 

Insônia aguda e insônia crônica: o que dizem os principais estudos?

A insônia aguda é aquela que dura pouco tempo, geralmente associada a eventos específicos, como estresse intenso, mudanças no trabalho, viagens ou doenças passageiras. Pesquisas da Harvard Medical School, especialmente do Division of Sleep Medicine, definem esse quadro como sintomas que se estendem por dias ou poucas semanas. Muitos desses estudos mostram que uma parte dos casos desaparece quando o fator desencadeante é resolvido, sem necessidade de tratamento medicamentoso prolongado.

 

Em contraste, a insônia crônica é um quadro persistente. De acordo com a ICSD-3 e com estudos multicêntricos coordenados pela Universidade de Stanford e pela Universidade de Oxford, considera-se crônica a insônia que ocorre pelo menos três vezes por semana, por três meses ou mais, acompanhada de prejuízo em áreas como trabalho, estudo ou relações sociais. Essa definição foi utilizada, por exemplo, em ensaios clínicos sobre terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I) publicados em revistas como Sleep e JAMA Psychiatry.

 

No Brasil, grupos de pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da USP também adotam essa distinção entre formas agudas e crônicas em seus estudos populacionais. Dados coletados em grandes centros urbanos apontam que a insônia crônica tende a se associar a outros problemas de saúde, como hipertensão arterial e transtornos de ansiedade, reforçando a necessidade de avaliação médica estruturada.

 

Quais estudos ajudaram a consolidar essa classificação da insônia?

Além da ICSD-3, publicada pela American Academy of Sleep Medicine, diferentes projetos colaborativos internacionais ajudaram a consolidar a divisão em cinco tipos de insônia. Entre eles, destacam-se:

 

Stanford Sleep Cohort, coordenado pela Universidade de Stanford, que acompanhou adultos por vários anos, descrevendo padrões de dificuldade para iniciar, manter e finalizar o sono.

Zurich Cohort Study, da Universidade de Zurique, que investigou a relação entre insônia terminal, sintomas depressivos e cronobiologia.

Estudos do Harvard Work, Health and Well-being Program, que analisaram insônia aguda associada a estresse ocupacional, uso de telas à noite e jornadas de trabalho prolongadas.

Pesquisas brasileiras da Unifesp e da USP, como o Estudo Epidemiológico do Sono na Cidade de São Paulo, que aplicaram questionários validados para medir insônia inicial, de manutenção e terminal na população adulta.

Esses trabalhos, somados a ensaios clínicos conduzidos em universidades como Oxford, Toronto e Melbourne, forneceram base para protocolos de tratamento direcionados ao tipo de insônia predominante. Assim, a classificação em cinco tipos de insônia funciona hoje como um guia prático para profissionais de saúde, permitindo abordagens mais específicas e alinhadas às recomendações de sociedades internacionais de medicina do sono.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/saiba-quais-saos-os-cinco-tipos-de-insonia-segundo-a-ciencia,af1722c2049443fc85e372912c7fba794zdnyykj.html?utm_source=clipboard - Por: Valdomiro Neto* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / HayDmitriy

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Por que os homens têm mais infartos após os 65 anos?


O risco de infarto aumenta de forma significativa após os 65 anos, especialmente entre os homens. Essa diferença por faixa etária e sexo não ocorre por acaso. Afinal, ela está ligada a um conjunto de fatores biológicos, hormonais, comportamentais e sociais que se acumulam ao longo da vida. Assim, ao chegar à terceira idade, muitos desses elementos se somam e elevam a chance de um evento cardíaco.

 

Entre os principais motivos, estão o envelhecimento natural das artérias, o histórico de hábitos pouco saudáveis mantidos por décadas e a menor proteção hormonal masculina em relação às mulheres. Além disso, doenças como hipertensão, diabetes e colesterol alto costumam estar mais presentes nessa faixa etária, contribuindo para o aumento dos infartos em homens idosos.

 

Uma das explicações mais aceitas para homens terem mais infarto após os 65 anos é o impacto diferenciado dos hormônios ao longo da vida

 

Por que os homens têm mais infartos após os 65 anos?

A palavra-chave nesse tema é infarto em homens acima de 65 anos. Uma das explicações mais aceitas é o impacto diferenciado dos hormônios ao longo da vida. As mulheres, até a menopausa, contam com maior proteção oferecida pelo estrogênio, que ajuda a manter as artérias mais saudáveis. Por outro lado, os homens não contam com esse mesmo nível de proteção, o que favorece o desenvolvimento gradual de placas de gordura nos vasos sanguíneos desde mais cedo.

 

Com o passar dos anos, essas placas podem crescer e endurecer, causando a aterosclerose. Assim, quando uma dessas placas se rompe, forma-se um coágulo que pode bloquear a passagem de sangue para o coração, provocando o infarto agudo do miocárdio. Em homens acima dos 65 anos, essa combinação entre envelhecimento vascular e acúmulo de fatores de risco torna o cenário mais propenso a eventos cardíacos graves.

 

Fatores de risco mais comuns em homens idosos

Ao analisar o infarto em homens idosos, percebe-se que muitos fatores de risco são conhecidos, mas nem sempre controlados ao longo da vida. Entre os principais, destacam-se:

 

Hipertensão arterial: pressão alta não tratada ou mal controlada danifica as paredes das artérias.

Colesterol elevado: excesso de LDL favorece o acúmulo de gordura nos vasos.

Diabetes tipo 2: altera a estrutura dos vasos e acelera a aterosclerose.

Tabagismo atual ou passado: o histórico de cigarro deixa marcas duradouras no sistema cardiovascular.

Sedentarismo: falta de atividade física reduz a capacidade circulatória e aumenta o peso corporal.

Obesidade ou sobrepeso: especialmente quando associado à gordura abdominal.

Estresse crônico: pode elevar hormônios ligados à pressão e à inflamação.

 

Em homens com mais de 65 anos, é comum que vários desses fatores coexistam. Além disso, alguns sintomas leves, como cansaço ou dor no peito esporádica, podem ser atribuídos apenas à idade, o que atrasa a busca por avaliação médica e favorece o aparecimento de infartos mais graves.

 

Como o estilo de vida ao longo da vida influencia o infarto na terceira idade?

O padrão de vida adotado desde a juventude tem impacto direto na saúde do coração na velhice. Muitos homens, por questões culturais e de trabalho, passam anos com alimentação rica em gordura, sal e ultraprocessados, consumo de álcool acima do recomendado e rotina com pouco exercício. Esses hábitos, mantidos por décadas, contribuem para a formação silenciosa de doenças cardiovasculares.

 

Mesmo quando um homem decide mudar o estilo de vida após os 65 anos, parte dos danos já pode estar instalada. Isso não impede benefícios com a mudança de comportamento, mas ajuda a entender por que o infarto após os 65 anos em homens é tão frequente. A soma de escolhas passadas, predisposição genética e envelhecimento dos órgãos cria um terreno mais frágil para o coração.

 

Dietas pobres em frutas, verduras e fibras favorecem colesterol alto.

Jornadas longas de trabalho e pouco descanso aumentam o estresse.

Falta de acompanhamento médico regular atrasa o diagnóstico de hipertensão e diabetes.

Esses elementos, em conjunto, explicam por que muitos casos de infarto em homens idosos surgem sem aviso aparente, embora o processo tenha sido construído aos poucos.

 

Em idosos, pode ocorrer um quadro chamado de infarto silencioso, com sintomas pouco específicos, como cansaço extremo, desconforto leve no peito ou apenas queda do estado geral

 

Os sintomas de infarto podem ser clássicos ou discretos, principalmente em pessoas mais velhas. Em homens com mais de 65 anos, é comum que haja uma combinação de sinais. Entre os mais frequentes, estão:

 

Dor ou pressão forte no peito, que pode irradiar para braço esquerdo, costas, mandíbula ou pescoço.

Sensação de aperto, queimação ou peso no centro do tórax.

Falta de ar, mesmo em repouso ou com esforço mínimo.

Suor frio, palidez, náuseas ou mal-estar intenso.

Tontura ou desmaio súbito.

Em idosos, pode ocorrer um quadro chamado de infarto silencioso, com sintomas pouco específicos, como cansaço extremo, desconforto leve no peito ou apenas queda do estado geral. Por isso, qualquer mudança repentina no padrão de saúde de um homem nessa faixa etária merece avaliação médica rápida, sobretudo se já houver histórico de doença cardíaca, pressão alta ou diabetes.

 

Medidas importantes para reduzir o risco de infarto em homens idosos

Embora o envelhecimento não possa ser evitado, é possível reduzir a probabilidade de infarto em homens acima de 65 anos com medidas preventivas ao longo da vida e, principalmente, com acompanhamento regular na terceira idade. Entre as estratégias mais citadas por profissionais de saúde, estão:

 

Controle rigoroso da pressão arterial e do diabetes, com uso correto de medicamentos.

Adequação do colesterol por meio de dieta equilibrada e, quando indicado, medicação.

Prática de atividade física compatível com a idade e com orientação profissional.

Abandono definitivo do cigarro e redução do consumo de álcool.

Consultas periódicas com cardiologista ou clínico, mesmo na ausência de sintomas.

Monitoramento do peso corporal e da circunferência abdominal.

 

Ao entender por que os homens têm mais infartos após os 65 anos e quais fatores contribuem para isso, torna-se mais fácil reconhecer sinais de alerta e valorizar o acompanhamento médico contínuo. A combinação entre informação, vigilância e cuidados diários ajuda a diminuir o impacto dos problemas cardíacos nessa fase da vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/por-que-os-homens-tem-mais-infartos-apos-os-65-anos,eff890b515a04525c2475bb8c4f00837eq1vwwo5.html?utm_source=clipboard - Por: Valdomiro Neto* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / Kzenon

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Por quais motivos está ocorrendo um aumento de jovens com AVC?


O aumento de casos de AVC em jovens passou a chamar a atenção de médicos e serviços de saúde. Saiba por que isso está acontecendo.

 

O aumento de casos de AVC em jovens passou a chamar a atenção de médicos e serviços de saúde. Afinal, o que antes era mais associado à população idosa hoje aparece com frequência em pessoas na faixa dos 20, 30 e 40 anos. Essa mudança de cenário liga-se a um conjunto de fatores de risco, muitos deles presentes no dia a dia e, em geral, negligenciados nessa faixa etária.

 

Ao mesmo tempo em que houve melhora no diagnóstico, com maior acesso a exames de imagem e atendimento de urgência, também se observam hábitos de vida que favorecem o surgimento do acidente vascular cerebral mais cedo. Assim, condições como descontrole da pressão alta, uso de drogas, sedentarismo e alimentação pobre em nutrientes formam um ambiente propício para que o cérebro sofra uma interrupção do fluxo sanguíneo ou um sangramento.

 

O que é o AVC em jovens e por que preocupa?

O AVC em jovens corresponde ao acidente vascular cerebral que ocorre antes dos 45 ou 50 anos, a depender do critério adotado pelos estudos. Ele pode ser isquêmico, quando um vaso sanguíneo é obstruído. Ou então hemorrágico, quando há ruptura de uma artéria cerebral. Assim, a preocupação é maior porque atinge pessoas em plena fase produtiva, com impacto em trabalho, estudo e organização familiar.

 

Entre os motivos para maior atenção ao acidente vascular cerebral em jovens estão a tendência de subestimar sintomas, a demora em procurar ajuda e a ideia de que se trata de uma doença "de idosos". Afinal, isso pode atrasar o atendimento, reduzindo as chances de recuperação. Além disso, algumas causas são diferentes das encontradas na população mais velha, envolvendo problemas genéticos, alterações de coagulação e malformações dos vasos.

 

Quais fatores de risco explicam o aumento do AVC em jovens?

Os especialistas apontam que o crescimento do AVC em jovens adultos relaciona-se diretamente ao estilo de vida atual e ao controle insuficiente de doenças crônicas. Portanto, pressão alta, diabetes e colesterol elevado aparecem cada vez mais cedo, muitas vezes sem diagnóstico. Esses quadros, somados ao tabagismo e ao consumo abusivo de álcool, aceleram o desgaste dos vasos sanguíneos.

 

Entre os principais fatores de risco para o acidente vascular cerebral em pessoas jovens destacam-se:

 

Hipertensão arterial: um dos fatores mais importantes, frequentemente silencioso e sem monitoramento regular.

Tabagismo e uso de narguilé:

Sedentarismo e obesidade:

Uso de drogas ilícitas:

Consumo excessivo de álcool:

Alimentação rica em ultraprocessados:

 

Além desses fatores adquiridos, existem causas menos visíveis, como alterações de coagulação do sangue, doenças autoimunes, enxaqueca com aura em associação com tabagismo, e uso de certos anticoncepcionais hormonais em pessoas com risco aumentado. Essas condições podem atuar isoladamente ou combinadas aos hábitos de vida, elevando a probabilidade de um evento cerebral agudo.

 

Doenças silenciosas e condições específicas em jovens

Muitos jovens com AVC apresentam alguma doença prévia que não havia sido identificada ou tratada. Doenças cardíacas congênitas, como o forame oval patente, podem permitir que pequenos coágulos formados em outras partes do corpo cheguem ao cérebro. Arritmias cardíacas, mesmo transitórias, também podem contribuir para a formação de trombos.

 

Outra situação observada é a presença de trombofilias, condições que tornam o sangue mais propenso a coagular. Essas alterações podem ser genéticas ou adquiridas ao longo da vida. Em mulheres, o uso de anticoncepcionais combinados com tabagismo ou enxaqueca com aura aumenta o risco de acidente vascular cerebral, sobretudo quando há histórico familiar de trombose.

 

Doenças inflamatórias crônicas, como lúpus e outras enfermidades autoimunes, também têm participação no cenário do AVC precoce. Elas podem afetar diretamente a parede dos vasos ou interferir na coagulação. Em alguns casos, o primeiro evento grave da doença é justamente um AVC, o que reforça a importância de acompanhamento médico em quadros crônicos.

 

Estresse, sono e rotina moderna contribuem para o AVC em jovens?

O ritmo acelerado de trabalho e estudo, comum entre jovens adultos, é frequentemente associado a noites mal dormidas, excesso de estímulos digitais e dificuldades para manter uma rotina saudável. O estresse crônico está ligado ao aumento da pressão arterial, à piora da alimentação e ao maior consumo de álcool, cigarro e outras substâncias.

 

A privação de sono é outro ponto de atenção. Dormir pouco ou mal de maneira contínua interfere no metabolismo, eleva o risco de obesidade, diabetes e hipertensão e pode favorecer episódios de arritmia cardíaca. Todos esses elementos se somam na construção de um cenário mais propício ao surgimento do acidente vascular cerebral em idade jovem.

 

Nesse contexto, pequenas mudanças de hábito podem fazer diferença: monitorar a pressão arterial, buscar avaliação médica diante de sintomas persistentes, organizar horários de descanso e, sempre que possível, reduzir a exposição a fatores de risco conhecidos. A combinação entre informação, acesso a cuidados de saúde e atenção aos sinais do corpo é considerada essencial para diminuir a ocorrência de AVC entre os mais jovens e reduzir as sequelas quando o evento acontece.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/por-quais-motivos-esta-ocorrendo-um-aumento-de-jovens-com-avc,1b7ad9f5f17b0bf1d5a907e2c081dc39pew9vy78.html?utm_source=clipboard - Por: Valdomiro Neto* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / pressmaster

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Dezembro Laranja: 5 informações importantes sobre o câncer de pele


Reconhecer os sinais precocemente pode facilitar o diagnóstico e o tratamento da doença

 

O câncer de pele é o tipo de tumor mais comum no Brasil e representa cerca de 30% de todos os diagnósticos oncológicos do país, conforme o Ministério da Saúde. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a estimativa anual ultrapassa 220 mil novos casos da doença, número que cresce nos meses de verão devido ao aumento expressivo da exposição solar. 

 

Neste cenário, a campanha "Dezembro Laranja" reforça a necessidade de reconhecer precocemente alterações suspeitas, compreender os riscos e adotar medidas de proteção eficazes para evitar danos cumulativos causados pela radiação ultravioleta.

 

Abaixo, o oncologista Mateus Marinho, da Croma Oncologia, rede especializada em tratamentos oncológicos integrados e humanizados, reúne cinco informações essenciais sobre a doença, com foco na prevenção, diagnóstico e as opções de tratamento disponíveis atualmente. Confira! 

 

1. Existem dois grupos principais de câncer de pele

O câncer de pele é dividido em dois grandes grupos: o melanoma e o não melanoma. O subtipo não melanoma, que inclui o carcinoma basocelular e o espinocelular, é o mais comum no Brasil. Ele costuma aparecer em pessoas de pele clara, idosos ou quem passou muitos anos exposto ao sol. A boa notícia é que, quando descoberto no início, as chances de cura ultrapassam 90%, reforçando a importância de reconhecer mudanças na pele.

O câncer de pele do subtipo melanoma, por sua vez, é menos comum, mas muito mais agressivo, com maior chance de gerar metástases, ou seja, espalhar para outros órgãos. Novas lesões de pele ou lesões que mudam seu comportamento com o tempo podem ser consideradas suspeitas. Neste cenário, é sempre importante procurar um dermatologista para investigação.

A confirmação do tipo de tumor é feita por meio de uma biópsia, analisada em laboratório de patologia, o que garante um diagnóstico preciso e possibilita iniciar o tratamento o mais precoce possível.

 

2. Regra do ABCDE para identificar pinta suspeita

A regra ABCDE ajuda a diferenciar uma pinta comum de uma lesão suspeita:

 

A: significa assimetria, quando uma metade da pinta é diferente da outra; 

B: representa bordas irregulares ou mal definidas; 

C: indica variação de cor dentro da mesma pinta; 

D: se refere ao diâmetro, geralmente maior que 6 milímetros;

E: aponta para evolução, que é qualquer mudança rápida em tamanho, forma, cor ou sintomas. 

 

Além disso, existem sinais que merecem atenção imediata: manchas que sangram sem motivo, doem, ardem, coçam persistentemente ou simplesmente não cicatrizam em até quatro semanas. 

Muitos melanomas podem surgir em áreas pouco lembradas no dia a dia, como couro cabeludo, unhas, palmas das mãos e sola dos pés, o que reforça a importância do autoexame completo e da avaliação dermatológica sempre que algo parecer fora do padrão.

 

3. Exposição solar acumulada é o principal fator de risco

A radiação ultravioleta não vem apenas de momentos de lazer na praia ou na piscina; ela está presente no dia a dia, durante caminhadas curtas, no trajeto até o trabalho e até dentro do carro, quando a pele fica próxima às janelas. Com o passar dos anos, esse somatório silencioso de exposição repetida danifica as células e favorece o surgimento de lesões.

 

Alguns grupos merecem atenção ainda maior: 

 

Pessoas de pele e olhos claros;

Idosos;

Quem tem histórico de câncer de pele na família;

Indivíduos diagnosticados muito jovens ou com episódios recorrentes da doença. 

Em todos esses casos, o risco é amplificado porque a pele pode ser mais sensível aos efeitos da radiação ou porque há uma predisposição genética envolvida. 

O bronzeamento artificial também entra nessa lista de cuidados. As câmaras de bronzeamento utilizam radiação ultravioleta em intensidade elevada, o que acelera o dano celular e aumenta de maneira significativa a probabilidade de aparecimento de tumores. Por isso, especialistas reforçam que esse método não é recomendado e pode trazer prejuízos importantes para a saúde da pele.

 

4. Uso de protetor solar é essencial

O uso diário de protetor solar é uma das medidas mais eficazes para reduzir o risco de câncer de pele, principalmente quando combinado com barreiras físicas como bonés, chapéus, roupas com proteção UV e óculos escuros. Essa proteção forma um conjunto que bloqueia boa parte da radiação ultravioleta, responsável pelos danos acumulados ao longo dos anos.

Outra dúvida comum é sobre a vitamina D. O protetor solar não impede a produção do nutriente, já que a pele continua recebendo radiação suficiente para mantê-la em níveis adequados durante a rotina normal. 

Além disso, evitar a exposição solar entre 10h e 16h é fundamental. Nesse período, principalmente no verão, o índice UV fica muito elevado, aumentando o risco de queimaduras, danos celulares e o surgimento de alterações suspeitas na pele.

 

5. Diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento

Quando o câncer de pele é descoberto no início, as chances de cura são muito altas, ultrapassando 90% nos casos de tumores não melanoma. Nessas situações, o tratamento costuma ser simples, geralmente por meio de cirurgia para remover totalmente a lesão. 

Em regiões delicadas, como rosto e orelhas, pode ser indicada a cirurgia de Mohs, um procedimento que retira o tumor camada por camada, analisando cada parte no microscópio durante a operação. Isso permite remover exatamente o que é necessário, preservando o máximo de pele saudável e garantindo um resultado mais preciso. 

No melanoma, que é o subtipo mais agressivo, o acompanhamento precisa ser mais cuidadoso porque existe risco maior de o tumor se espalhar para outros órgãos, ou seja, gerar metástases. Para avaliar isso, podem ser solicitados exames de imagem como a tomografia ou um exame que combina a tomografia computadorizada com a medicina nuclear (PET-CT), que permitem uma avaliação completa do corpo e identificar possíveis áreas suspeitas.

 

Avanços no tratamento ampliam as chances de controle da doença

Os tratamentos também evoluíram muito nos últimos anos. As chamadas terapias alvo são medicamentos que agem em mutações específicas das células cancerígenas, como a mutação BRAF, que é uma alteração genética presente em parte dos melanomas e faz as células se multiplicarem de forma descontrolada. Quando essa mutação é identificada no exame, existem medicamentos capazes de bloquear esse "motor" da célula tumoral, reduzindo o avanço da doença. 

 

Outra grande revolução é a imunoterapia, que funciona estimulando o próprio sistema imunológico a reconhecer e atacar as células do câncer. Ela pode ser usada tanto em casos mais avançados quanto após a cirurgia, individualizando cada caso, e assim reduzir uma possível recorrência do tumor. Com esses avanços, somados ao diagnóstico precoce, grande parte dos pacientes consegue resultados duradouros e tratamentos menos agressivos.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/dezembro-laranja-5-informacoes-importantes-sobre-o-cancer-de-pele,f9a470d65eacc5f9fe9d0822fce9f5cbzmfdcqaf.html?utm_source=clipboard - Por Pamela Moraes - Foto: RysaVector | Shutterstock / Portal EdiCase

sábado, 22 de novembro de 2025

Quais os principais sintomas de um início de Alzheimer?


Identificar os sintomas iniciais do Alzheimer pode facilitar o acesso rápido a profissionais de saúde, permitindo assim um melhor manejo da doença. Saiba quais são eles.

 

O Alzheimer é uma condição neurológica que, ao longo do tempo, compromete diversas funções cognitivas. Os primeiros sinais podem ser sutis e muitas vezes passam despercebidos, o que reforça a importância do reconhecimento precoce. Assim, identificar os sintomas iniciais pode facilitar o acesso rápido a profissionais de saúde, permitindo assim um melhor manejo da doença.

 

Atualmente, estima-se que mais de 1,2 milhão de brasileiros convivam com algum tipo de demência, sendo o Alzheimer o diagnóstico mais frequente. Ademais, o envelhecimento da população tende a aumentar esses números, o que traz ainda mais relevância para o conhecimento dos sintomas principais dessa condição.

 

Quais são os sintomas iniciais do Alzheimer?

A palavra-chave "sintomas de início de Alzheimer" está diretamente associada a alterações de memória e comportamento. Dentre os primeiros sinais, a perda de memória recente se destaca como o mais comum, afetando a capacidade de lembrar de eventos, conversas ou compromissos recentes. Outra característica importante é a dificuldade em encontrar palavras ou em nomear objetos conhecidos, impactando a comunicação diária.

 

A doença também pode se manifestar com mudanças na capacidade de julgamento, levando a decisões incomuns ou menos cuidadosas. Além desses sintomas, pode ser observada uma maior desorientação temporal e espacial, fazendo com que a pessoa se perca em locais familiares ou esqueça datas importantes. Em alguns casos, alterações de humor e comportamento, como irritabilidade e apatia, surgem sem motivo aparente.

 

Como diferenciar sinais do envelhecimento dos sintomas do Alzheimer?

Muitos confundem as manifestações do Alzheimer com o processo natural do envelhecimento. Porém, enquanto é comum o idoso esquecer um nome, mas lembrar logo depois, no Alzheimer o esquecimento tende a ser persistente e progressivo. Assim, o diagnóstico médico é essencial para distinguir pequenas falhas de memória das alterações associadas à doença.

 

Esquecimento contínuo: Ao contrário do esquecimento ocasional, o Alzheimer dificulta a recuperação de informações recentes.

Dificuldade para executar tarefas cotidianas: Atividades anteriormente simples, como cozinhar ou gerenciar finanças, passam a ser um desafio.

Repetição de perguntas ou histórias: Repetir temas já conversados no mesmo dia pode ser um sinal de alerta.

Desorientação em ambientes conhecidos: A pessoa pode não reconhecer locais familiares ou perder-se facilmente.

 

Quais cuidados adotar ao perceber sintomas de Alzheimer?

Quando identificados sintomas compatíveis com o início do Alzheimer, é recomendável procurar avaliação médica especializada. O especialista poderá conduzir testes neuropsicológicos e exames para descartar outras condições. O diagnóstico precoce aumenta a possibilidade de intervenção, com orientações adequadas para o paciente e familiares.

 

Agendar consulta com neurologista ou geriatra.

Anotar e relatar episódios de esquecimento ou confusão.

Realizar exames laboratoriais e de imagem, conforme orientação médica.

Iniciar acompanhamento psicológico e social, se necessário.

 

Com a progressão do Alzheimer, é indispensável uma rede de apoio, composta por familiares, amigos e equipes multidisciplinares de saúde. Medidas simples, como etiquetas em objetos e organização da rotina, contribuem para o conforto e segurança do indivíduo. A informação e a observação atenta dos sintomas, desde os primeiros estágios, são fundamentais para promover uma vida mais digna e assistida àqueles diagnosticados com a doença.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quais-os-principais-sintomas-de-um-inicio-de-alzheimer,4e9a2d8899c125c72b6f0a1541e132472d03gajk.html?utm_source=clipboard - depositphotos.com / AndrewLozovyi - Por: Valdomiro Neto com uso de Inteligência Artificial / Giro 10