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terça-feira, 16 de junho de 2026

Gordura no fígado: condição comum pode ser reversível com mudanças no estilo de vida


A chamada gordura no fígado, ou esteatose hepática, aparece com frequência nos consultórios médicos e nos exames de rotina. Estimativas recentes indicam que cerca de 30% da população brasileira apresenta algum grau dessa alteração. Muitas pessoas, porém, não percebem o problema. Em grande parte dos casos, a condição permanece silenciosa. No entanto, ajustes consistentes no estilo de vida costumam reverter esse quadro antes que ele evolua para formas mais graves.

 

De acordo com hepatologistas que atuam em diferentes serviços de saúde, a esteatose não se restringe a pessoas com obesidade ou alto consumo de álcool. Ela também aparece em indivíduos com sobrepeso discreto, sedentarismo ou alterações metabólicas, como colesterol alto e resistência à insulina. Assim, a orientação predominante entre especialistas permanece clara: alimentação equilibrada, atividade física regular e perda de peso sustentada formam pilares essenciais para reduzir a gordura acumulada no fígado.

 

O que é a gordura no fígado e por que ela preocupa?

A esteatose hepática ocorre quando o fígado acumula gordura acima do considerado normal, geralmente acima de 5% do órgão. Esse excesso surge por diferentes mecanismos, como resistência à insulina, ingestão calórica elevada, consumo de bebidas alcoólicas ou combinação de fatores. Em estágio inicial, o fígado ainda desempenha suas funções. Contudo, a agressão contínua favorece inflamação e cicatrizes, o que abre caminho para esteato-hepatite, cirrose e até câncer de fígado.

 

Hepatologistas destacam que muitas pessoas descobrem a gordura hepática por acaso, em exames de ultrassom abdominal solicitados por outros motivos. Como o problema geralmente não causa sintomas, ele permanece despercebido até que exames de sangue ou de imagem indiquem alterações. Por isso, serviços de atenção primária reforçam a importância de monitorar peso, circunferência abdominal, perfil lipídico e glicemia, especialmente em pessoas com fatores de risco.

 

Entre os fatores mais associados ao surgimento da gordura no fígado estão:

 

Sobrepeso e obesidade, principalmente com acúmulo de gordura abdominal;

Sedentarismo e baixa prática de atividade física regular;

Diabetes tipo 2 e resistência à insulina;

Colesterol e triglicerídeos elevados (dislipidemia);

Consumo de álcool, mesmo em quantidades consideradas moderadas para algumas pessoas sensíveis;

Uso prolongado de certos medicamentos, quando a pessoa já apresenta outros fatores metabólicos;

Histórico familiar de doenças hepáticas ou síndrome metabólica.

 

Gordura no fígado é reversível?

Especialistas em fígado explicam que, em muitos casos, a gordura no fígado é reversível, especialmente quando o diagnóstico ocorre em fases iniciais, sem inflamação intensa ou fibrose avançada. A reversão depende principalmente de mudanças de comportamento mantidas ao longo do tempo. Portanto, medidas isoladas e pontuais geralmente não bastam. Até o momento, nenhum remédio específico cura a esteatose sozinho. Dessa forma, o foco recai sobre o controle dos fatores que alimentam o acúmulo de gordura.

 

Hepatologistas ressaltam que o fígado costuma responder de forma relativamente rápida às mudanças. Em alguns meses de intervenção adequada, exames de imagem já mostram redução da gordura hepática. No entanto, a velocidade dessa melhora varia conforme o grau de esteatose, a presença de outras doenças e a adesão ao plano alimentar. A regularidade na prática de exercício físico também interfere diretamente no resultado. Nesse contexto, a recomendação indica que qualquer ajuste ocorra com acompanhamento médico e, quando possível, de nutricionista e educador físico.

 

Quais mudanças de estilo de vida ajudam a reverter a esteatose hepática?

Entre as orientações mais frequentes em consultório, destacam-se:

 

Ajustes na alimentação

Priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais e leguminosas.

Reduzir produtos ultraprocessados, ricos em açúcar, gorduras saturadas, sódio e aditivos.

Limitar o consumo de bebidas açucaradas, como refrigerantes e sucos industrializados.

Dar preferência a fontes de gordura considerada mais saudável, como azeite de oliva, oleaginosas e peixes gordurosos.

Adequar o tamanho das porções para favorecer a perda de peso gradual e sustentável.

Distribuir melhor as refeições ao longo do dia, evitando longos períodos em jejum seguidos de grandes volumes de comida.

Prática regular de exercícios físicos

Incorporar atividades aeróbicas, como caminhada rápida, corrida leve, bicicleta ou natação, ao menos 150 minutos por semana, conforme diretrizes de saúde.

Associar exercícios de fortalecimento muscular, que ajudam no controle glicêmico e no aumento do gasto energético.

Ajustar a intensidade do treino à condição clínica de cada pessoa, com avaliação prévia quando existir alguma doença associada.

Incluir mais movimento diário, como subir escadas e caminhar curtas distâncias, para complementar o treino formal.

Perda de peso e controle metabólico

Meta de redução de 7% a 10% do peso corporal em pessoas com sobrepeso ou obesidade, pois essa faixa se associa à melhora significativa da esteatose.

Controlar de forma rigorosa o diabetes, o colesterol e os triglicerídeos, com apoio medicamentoso quando o médico indicar.

Rever o consumo de álcool, incluindo redução ou suspensão, conforme orientação médica individualizada.

Monitorar regularmente a pressão arterial e a circunferência abdominal, para acompanhar a resposta ao tratamento.

Por que o diagnóstico precoce da gordura no fígado é tão importante?

A identificação da esteatose hepática em estágios iniciais permite interromper ou reduzir a progressão para doenças mais complexas. Essas doenças podem exigir tratamentos invasivos e acompanhamento constante. O diagnóstico geralmente inclui avaliação clínica, exames laboratoriais e ultrassonografia. Em alguns casos, o médico também solicita métodos mais sofisticados, como elastografia hepática, para avaliar melhor a rigidez do fígado.

 

Profissionais de saúde recomendam atenção redobrada a pessoas com histórico de síndrome metabólica, hipertensão arterial, diabetes e obesidade. Nesses grupos, exames regulares auxiliam na detecção precoce tanto da gordura no fígado quanto de outras complicações associadas. Além disso, consultas periódicas permitem ajustes rápidos no plano alimentar e no uso de medicamentos. A orientação indica que qualquer alteração em exames precisa de discussão em consulta, evitando a interrupção do acompanhamento sem investigação adequada.

 

Ao reforçar medidas cotidianas como alimentação equilibrada, prática de exercícios e controle de peso, especialistas mostram que a gordura hepática deixa de representar apenas um achado de exame. Ela passa a funcionar como uma oportunidade concreta de reorganizar hábitos. Dessa forma, a pessoa previne desdobramentos mais sérios para o fígado e para a saúde geral, com impacto positivo também na qualidade de vida e na longevidade.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/gordura-no-figado-condicao-comum-pode-ser-reversivel-com-mudancas-no-estilo-de-vida,4848b5a097eda704cea9aa91758ed621rv69vim4.html?utm_source=clipboard - depositphotos.com / Tharakorn

terça-feira, 9 de junho de 2026

Infarto envolve mais órgãos do que o coração


Quando se fala em infarto, pensa-se logo no coração. Contudo, estudo realizado na Universidade da Califórnia de San Diego, nos Estados Unidos, mostrou que o infarto do miocárdio é um processo sistêmico que envolve o sistema cardiovascular, o cérebro e o sistema imunológico.

 

Segundo os autores, o dano cardíaco é amplificado por uma resposta nervosa que faz com que as defesas do organismo atuem de forma desordenada e leva a uma resposta imune autodestrutiva.

 

Como no caso do infarto não existem patógenos ou bactérias a serem destruídas, as células de defesa liberadas acabam atacando o próprio tecido cardíaco, agravando a lesão original.

 

Em testes os pesquisadores conseguiram minimizar os danos do infarto bloqueando os sinais sensoriais e imunológicos que viajam entre o cérebro e o coração, reduzindo os danos após o infarto. Segundo os autores, esses resultados abrem caminho para que novas terapias mais abrangentes e menos invasivas possam ser desenvolvidas.

 

Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/22370/infarto-envolve-mais-orgaos-do-que-o-coracao.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral – imagem da internet

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Frio e fibromialgia: cuidados para aliviar dores intensas nessa época


A queda das temperaturas agrava a tensão muscular e a sensibilidade. Entenda por que isso ocorre e aprenda hábitos para proteger o corpo

 

A fibromialgia é uma síndrome crônica e dolorosa. Ela causa dores por todo o corpo e muita fadiga diária. A queda das temperaturas exige uma atenção redobrada dos pacientes.

 

Por que o frio piora a fibromialgia?

O corpo humano reage naturalmente às baixas temperaturas do ambiente. O organismo tenta reter calor para manter os órgãos em funcionamento. Esse processo afeta diretamente a nossa musculatura.

 

Pessoas sem a síndrome apenas sentem um leve desconforto físico. Já os pacientes com fibromialgia possuem uma percepção alterada da dor. O cérebro processa os estímulos de forma muito mais intensa.

 

Contração muscular e sensibilidade

O frio causa a contração involuntária e constante dos músculos. Essa tensão contínua gera muita rigidez nas articulações do paciente. O esforço para manter o corpo aquecido também provoca fadiga.

 

Os vasos sanguíneos ficam mais estreitos durante o tempo frio. A circulação de sangue nas extremidades do corpo diminui bastante. Isso reduz a oxigenação muscular e acaba agravando as dores.

 

Cuidados práticos para o dia a dia

Algumas mudanças na rotina ajudam muito a enfrentar os dias gelados. O objetivo principal é manter o corpo relaxado e bem quente. Hábitos simples fazem toda a diferença no conforto diário.

 

Evite a exposição prolongada aos ventos gelados sempre que possível. Mantenha os ambientes da casa bem fechados e confortáveis. O aquecimento do corpo deve ocorrer de fora para dentro.

 

Roupas adequadas e banhos quentes

Vestir-se em camadas é a melhor estratégia de proteção térmica. A técnica retém o calor corporal com muita eficiência. Proteja sempre as extremidades, usando luvas, meias grossas e toucas.

 

Os banhos mornos são grandes aliados nesse período do ano. A água quente ajuda a relaxar a tensão profunda dos músculos. O alívio da rigidez articular costuma ser quase imediato.

 

Exercícios e alongamentos suaves

Ficar totalmente parado na cama piora o quadro de rigidez. O movimento leve e constante ajuda a lubrificar as articulações. Caminhadas curtas já trazem ótimos benefícios para o corpo todo.

 

Faça alongamentos suaves ao acordar ou antes de dormir. O foco deve ser a mobilidade, sem nunca forçar os limites. A prática regular previne o enrijecimento severo da musculatura.

 

Importância do acompanhamento médico

O tratamento da fibromialgia exige um cuidado médico contínuo. As dicas caseiras apenas ajudam a aliviar os sintomas mais pontuais. Elas não substituem o uso de medicamentos já prescritos.

 

Reumatologistas e fisioterapeutas são essenciais no controle dessa doença crônica. O profissional pode ajustar as doses dos remédios durante o inverno. Nunca mude o seu tratamento sem uma orientação especializada.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/frio-e-fibromialgia-cuidados-para-aliviar-dores-intensas-nessa-epoca,e37128206ca4c34d485536e9258b2d464170q9ht.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Tipos de dor de cabeça: como identificar e quando procurar ajuda médica


Descubra os principais tipos de dor de cabeça, suas causas e sintomas. Saiba quando é hora de procurar ajuda médica e como aliviar.

 

Nem toda dor de cabeça é igual. Às vezes, ela aparece como uma pressão na testa depois de um dia estressante.

 

Em outras situações, vem em forma de dor latejante, enjoo, sensibilidade à luz e vontade de ficar em silêncio.

 

Há ainda dores menos comuns, mas muito intensas, que exigem atenção médica.

 

Entender os principais tipos de dor de cabeça ajuda a reconhecer padrões, evitar o uso inadequado de remédios e saber quando o sintoma merece avaliação profissional.

 

Vale lembrar que nem sempre a dor se encaixa perfeitamente em uma única categoria.

 

Algumas pessoas podem ter mais de um tipo de dor de cabeça ao longo da vida. Por isso, quando as crises são frequentes, mudam de padrão ou atrapalham a rotina, a avaliação médica é o caminho mais seguro.

 

A seguir, veja os tipos mais comuns de dor de cabeça, como eles costumam se manifestar e quais sinais indicam que é hora de procurar ajuda.

 

Resumo rápido

Nem toda dor de cabeça é igual: algumas parecem uma pressão na testa ou na nuca; outras latejam, vêm com enjoo ou pioram com luz e barulho.

Os principais tipos incluem cefaleia tensional, enxaqueca, cefaleia em salvas e dor por uso excessivo de remédios.

O padrão da dor importa: onde dói, quanto tempo dura, como começa e quais sintomas aparecem junto ajudam a entender quando procurar ajuda.

Alguns sinais exigem atenção: dor súbita e muito intensa, alteração na visão, fraqueza, confusão mental, febre ou dor após pancada na cabeça não devem ser ignorados.

A ideia não é fazer autodiagnóstico, mas ajudar você a reconhecer quando a dor parece passageira e quando merece avaliação médica.

 

Cefaleia tensional: a dor que aperta

A cefaleia tensional é um dos tipos mais comuns de dor de cabeça.

Ela costuma ser leve ou moderada e, geralmente, é descrita como uma sensação de pressão ou aperto na testa, nas têmporas ou na nuca.

Muitas pessoas comparam essa dor à sensação de uma faixa apertando a cabeça. Diferente da enxaqueca, ela costuma ser mais constante e não necessariamente vem acompanhada de enjoo ou sensibilidade intensa à luz.

 

Entre as causas e fatores associados mais comuns estão:

estresse e ansiedade;

má postura, especialmente ao usar celular ou computador por muito tempo;

tensão muscular no pescoço e nos ombros;

sono ruim ou poucas horas de descanso;

jejum prolongado;

desidratação.

 

O que pode ajudar?

Na maioria dos casos, medidas simples podem aliviar o desconforto, especialmente quando a dor é ocasional:

descansar em um ambiente tranquilo;

beber água;

fazer pausas durante o trabalho;

alongar pescoço, ombros e costas;

melhorar a postura ao usar telas;

evitar longos períodos sem comer.

Analgésicos podem ser usados em algumas situações, mas o uso frequente sem orientação médica não é recomendado.

Quando a dor se repete muitas vezes, é importante investigar a causa em vez de apenas mascarar o sintoma.

 

Enxaqueca: a dor que lateja e pode incapacitar

A enxaqueca é um tipo de dor de cabeça mais intensa e, em muitos casos, incapacitante.

Ela costuma ser pulsátil, como se a dor "latejasse", e pode afetar apenas um lado da cabeça.

 

Além da dor, a enxaqueca pode vir acompanhada de:

náuseas;

vômitos;

sensibilidade à luz;

incômodo com barulhos;

intolerância a cheiros fortes;

piora com esforço físico ou movimento.

Para algumas pessoas, uma crise de enxaqueca pode durar horas. Em outros casos, pode se prolongar por mais tempo e prejudicar atividades simples do dia a dia, como trabalhar, estudar, cuidar da casa ou manter uma conversa.

 

Principais gatilhos da enxaqueca

Os gatilhos variam de pessoa para pessoa. Entre os mais relatados estão:

alterações no sono, como dormir pouco ou dormir demais;

estresse emocional;

jejum prolongado;

mudanças hormonais, especialmente em mulheres durante o ciclo menstrual;

luzes fortes;

cheiros intensos;

barulho excessivo;

bebidas alcoólicas;

alguns alimentos, como queijos envelhecidos, embutidos, chocolate ou excesso de cafeína.

Nem todo mundo terá os mesmos gatilhos. Por isso, observar quando a dor aparece pode ajudar muito na conversa com o médico.

 

Diferença entre enxaqueca e cefaleia tensional

A cefaleia tensional costuma causar uma dor em pressão, mais constante e geralmente menos incapacitante.

Já a enxaqueca tende a ser mais intensa, latejante e pode vir acompanhada de náuseas, sensibilidade à luz, ao som ou a cheiros.

Algumas pessoas também apresentam aura antes ou durante a crise.

A aura pode incluir alterações visuais, como pontos brilhantes, flashes de luz ou manchas no campo de visão. Em alguns casos, também pode haver formigamento ou dificuldade temporária para falar.

Esses sintomas devem ser avaliados por um profissional, principalmente quando aparecem pela primeira vez ou mudam de padrão.

 

Como é o tratamento?

O tratamento da enxaqueca depende da frequência, intensidade e características das crises.

Pode envolver medicamentos para aliviar a dor no momento da crise, remédios preventivos em casos recorrentes e mudanças de hábitos para reduzir gatilhos.

Entre as medidas que podem ajudar durante uma crise estão:

repousar em ambiente escuro e silencioso;

evitar estímulos fortes, como luz, barulho e cheiros;

manter hidratação;

fazer alimentação leve, se houver tolerância;

usar medicamentos apenas conforme orientação profissional.

Quando a enxaqueca é frequente ou limita a rotina, vale procurar um médico para avaliar um plano de tratamento mais adequado.

 

Cefaleia em salvas: dor intensa ao redor de um olho

A cefaleia em salvas é menos comum, mas costuma causar uma dor muito intensa.

Ela recebe esse nome porque aparece em períodos de crise, que podem durar semanas ou meses, seguidos por fases sem dor.

A dor geralmente fica concentrada em um lado da cabeça, principalmente ao redor de um olho. Muitas pessoas descrevem como uma dor profunda, forte e difícil de suportar.

Ela pode vir acompanhada de sintomas no mesmo lado da dor, como:

olho vermelho;

lacrimejamento;

nariz entupido;

coriza;

suor no rosto;

queda da pálpebra;

inquietação durante a crise.

 

Características comuns

A cefaleia em salvas costuma ter algumas características marcantes:

dor muito intensa;

duração de 15 minutos a 3 horas por episódio;

crises que podem acontecer mais de uma vez ao dia;

dor quase sempre de um lado só;

maior frequência em homens, embora também possa afetar mulheres.

Por ser uma dor muito intensa e com características específicas, precisa de avaliação médica.

 

O tratamento pode incluir oxigênio em alta concentração em alguns casos, medicamentos para interromper a crise e opções preventivas indicadas pelo médico.

Álcool e cigarro também podem atuar como desencadeadores em algumas pessoas, especialmente durante os períodos de crise.

 

Dor de cabeça por uso excessivo de remédios

A dor de cabeça por uso excessivo de medicamentos pode acontecer quando remédios usados para aliviar crises passam a ser tomados com frequência elevada.

Em vez de resolver o problema, o uso repetido pode manter a dor em um ciclo quase diário, principalmente em pessoas que já têm enxaqueca ou outro tipo de cefaleia recorrente.

Esse quadro também é conhecido popularmente como "efeito rebote", embora o mecanismo seja mais complexo do que simplesmente "o remédio parar de fazer efeito".

 

Como ela costuma aparecer?

Alguns sinais podem levantar suspeita:

dor de cabeça em muitos dias do mês;

necessidade frequente de tomar analgésicos;

alívio temporário após o remédio, com retorno da dor depois;

sensação de que a dor está ficando cada vez mais constante;

dificuldade de passar o dia sem medicação.

O ponto principal é: quando a pessoa precisa tomar remédio para dor de cabeça com muita frequência, isso não deve ser tratado como algo normal.

 

Como evitar esse ciclo?

A melhor forma de prevenir esse problema é evitar o uso repetido de analgésicos ou medicamentos para enxaqueca sem acompanhamento.

Se a dor aparece vários dias por semana, ou se o remédio se tornou parte da rotina, é importante procurar um médico.

Nesses casos, pode ser necessário investigar o tipo de dor, ajustar o tratamento e, em algumas situações, iniciar uma estratégia preventiva.

 

Quando dor de cabeça pode ser sinal de alerta?

A maioria das dores de cabeça não está ligada a algo grave. Mesmo assim, alguns sinais exigem atenção, principalmente quando a dor foge do padrão habitual.

Procure atendimento médico com urgência se houver:

dor repentina e muito intensa, como um "trovão" na cabeça;

dor acompanhada de febre, rigidez no pescoço ou confusão mental;

perda de visão, visão dupla ou alteração neurológica;

fraqueza em um lado do corpo;

dificuldade para falar;

desmaio;

dor após queda, pancada ou traumatismo na cabeça;

dor que piora progressivamente;

dor que acorda durante a noite;

dor nova e intensa em pessoas que nunca tiveram esse tipo de sintoma.

Também é importante procurar avaliação se a dor de cabeça se tornou frequente, se está atrapalhando atividades diárias ou se mudou de comportamento de forma clara.

 

Hábitos que ajudam a prevenir dores de cabeça

Nem toda dor de cabeça pode ser evitada, mas alguns hábitos ajudam a reduzir a frequência e a intensidade das crises em muitas pessoas.

Entre eles:

manter horários regulares de sono;

beber água ao longo do dia;

evitar longos períodos em jejum;

fazer pausas durante o uso de computador e celular;

cuidar da postura;

reduzir excesso de cafeína e álcool;

praticar atividade física de forma regular, quando possível;

observar possíveis gatilhos;

controlar o estresse com estratégias realistas para a rotina.

Um diário de dor também pode ajudar.

 

Anotar quando a dor aparece, quanto tempo dura, onde dói, o que foi consumido no dia e quais sintomas vieram junto pode facilitar o diagnóstico e orientar melhor o tratamento.

 

O padrão da dor importa

A dor de cabeça pode ser apenas um incômodo passageiro, mas também pode revelar um padrão que merece atenção.

Observar onde dói, como a dor começa, quanto tempo dura, o que piora e quais sintomas acompanham a crise faz diferença.

Conhecer os principais tipos de dor de cabeça ajuda o leitor a entender melhor o próprio corpo, mas não substitui a avaliação profissional.

Se a dor é frequente, intensa, diferente do habitual ou limita atividades simples do dia a dia, procurar um médico é a atitude mais segura.

Em muitos casos, identificar corretamente o tipo de dor de cabeça ajuda tanto no alívio das crises quanto na prevenção de novos episódios.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/tipos-de-dor-de-cabeca-como-identificar-e-quando-procurar-ajuda-medica,4adc7d59abe6ecd73a75dfcddd0f4180ekqynsyr.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / SaúdeLAB - Foto: SaúdeLAB

sábado, 23 de maio de 2026

8 fatores do dia a dia que podem desencadear crises de asma (e como se proteger)


Crises de asma podem surgir por gatilhos comuns do dia a dia. Veja sinais de atenção e cuidados simples para se proteger melhor.

 

Se você convive com a asma, provavelmente já percebeu que algo aparentemente inofensivo, como um perfume marcante, um ambiente empoeirado ou até uma risada longa, pode se tornar um gatilho para crises respiratórias.

 

A falta de ar, a tosse insistente, o chiado no peito ou a sensação de aperto podem aparecer quando menos se espera, transformando situações simples do cotidiano em verdadeiros desafios.

 

Muita gente associa a asma apenas à genética ou a alergias mais óbvias, como pelos de animais.

 

Mas as crises também podem ser provocadas por fatores comuns do dia a dia: poeira, fumaça, mudança brusca de temperatura, infecções respiratórias, esforço físico, cheiros fortes, refluxo e até emoções intensas.

 

Identificar esses gatilhos é um passo importante para controlar melhor a doença e reduzir o risco de novas crises.

 

Veja 8 fatores comuns que podem desencadear crises de asma e o que fazer para se proteger.

 

1. Poeira doméstica: o esconderijo dos ácaros

Travesseiros, colchões, sofás, tapetes e cortinas podem acumular poeira e ácaros. Para quem tem asma alérgica, essa exposição pode irritar os brônquios e favorecer tosse, chiado no peito e falta de ar.

Como se proteger: lave roupas de cama com frequência, use capas antiácaros quando possível e evite tapetes, cortinas pesadas e objetos que acumulam poeira no quarto. Na limpeza, prefira pano úmido em vez de vassoura seca, para não espalhar partículas pelo ar.

 

2. Mudanças bruscas de temperatura

Sair de um ambiente quente e entrar em um local com ar-condicionado muito frio, ou o contrário, pode incomodar as vias aéreas.

O ar frio e seco tende a deixá-las mais sensíveis, favorecendo tosse, chiado e aperto no peito.

Como se proteger: em dias frios, usar um lenço ou cachecol leve sobre o nariz e a boca pode ajudar a aquecer o ar antes que ele chegue às vias respiratórias. Evite mudanças bruscas de temperatura e, se usar umidificador, mantenha o aparelho limpo e sem excesso de umidade, para não favorecer mofo e ácaros.

 

3. Fumaça: um inimigo nem sempre visível

A fumaça do cigarro é um gatilho conhecido, mas não é a única preocupação. Narguilé, churrasqueiras, lareiras, incensos, velas perfumadas e queimadas também liberam partículas irritantes que podem piorar a asma.

Como se proteger: evite ambientes fechados com fumaça. Em casa, reduza o uso de incensos, velas aromáticas e produtos com cheiro forte. Se houver fumaça no ambiente, procure se afastar e permanecer em locais bem ventilados.

 

4. Infecções respiratórias

Gripe, resfriados, sinusite e COVID-19 podem deixar as vias aéreas mais inflamadas e sensíveis.

Por isso, mesmo um quadro respiratório aparentemente simples pode aumentar o risco de tosse persistente, chiado, falta de ar e crises de asma.

Como se proteger: lave as mãos com frequência, evite contato próximo com pessoas doentes e mantenha a vacinação em dia, incluindo gripe, COVID-19 e, quando indicada pelo médico, a vacina pneumocócica. Se você já tem um plano de ação para asma, siga as orientações durante quadros respiratórios.

 

5. Emoções intensas

Estresse, ansiedade, crise de choro, susto ou até risadas prolongadas podem desencadear sintomas em algumas pessoas.

Isso não significa que a asma seja "emocional", mas que alterações no ritmo da respiração podem favorecer falta de ar ou broncoespasmo em quem é mais sensível.

Como se proteger: técnicas de respiração podem ajudar em momentos de ansiedade ou estresse. Mas, se houver chiado, falta de ar ou tosse persistente, siga o plano orientado pelo médico e use a medicação prescrita quando indicada.

 

6. Exercícios físicos

A atividade física não deve ser vista como inimiga de quem tem asma.

O problema é que, em algumas pessoas, o esforço intenso pode desencadear sintomas, principalmente quando a doença não está bem controlada ou quando o exercício é feito em ambiente frio, seco ou poluído.

Como se proteger: faça aquecimento gradual antes do exercício e respeite os limites do corpo. Em alguns casos, o médico pode orientar o uso de broncodilatador antes da atividade. Se os sintomas aparecem com frequência durante ou após o treino, vale reavaliar o controle da asma.

 

7. Alérgenos e cheiros fortes

Mofo, pólen e pelos de animais podem agir como alérgenos.

Já perfumes, produtos de limpeza com cheiro forte e sprays aerossóis funcionam mais como irritantes das vias aéreas.

Em ambos os casos, podem surgir tosse, chiado, irritação na garganta e falta de ar.

Como se proteger: mantenha a casa arejada, observe sinais de umidade e mofo e prefira produtos de limpeza com pouco ou nenhum perfume. Se notar piora sempre em determinados ambientes, anote os padrões para conversar com o médico.

 

8. Refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico pode piorar sintomas respiratórios em algumas pessoas com asma, especialmente à noite.

Quando o conteúdo ácido do estômago retorna para o esôfago, pode irritar estruturas próximas às vias aéreas e favorecer tosse, pigarro ou desconforto ao deitar.

Como se proteger: evite refeições pesadas antes de dormir e procure não se deitar logo após comer. Reduzir alimentos gordurosos, muito condimentados, café e bebidas alcoólicas pode ajudar quando esses itens pioram o refluxo. Se houver azia frequente, tosse noturna ou piora respiratória ao deitar, procure avaliação médica.

 

Quando procurar ajuda médica?

Procure orientação se as crises de asma estiverem mais frequentes, mais intensas ou se os sintomas não melhorarem com os cuidados habituais.

Também é importante buscar atendimento diante de falta de ar importante, dificuldade para falar, lábios arroxeados, piora rápida dos sintomas ou necessidade frequente de medicação de alívio.

 

A asma é uma condição crônica, mas pode ser controlada.

Entender os próprios gatilhos ajuda a ajustar a rotina, conversar melhor com o médico e reduzir o risco de novas crises. Com acompanhamento adequado, a asma não precisa comandar o dia a dia.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/8-fatores-do-dia-a-dia-que-podem-desencadear-crises-de-asma-e-como-se-proteger,bd80253d760cc4215d46aca3c33fc8fepey2f4a2.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / SaúdeLAB - Foto: SaúdeLAB

domingo, 17 de maio de 2026

Do nada? Estudo revela 4 fatores por trás dos casos de infarto


Pesquisa com cerca de 10 milhões de pessoas mostra os pontos em comum entre infartados

 

Embora percebido como um evento repentino, o infarto costuma ser o desfecho de um processo silencioso, que se desenvolve ao longo de anos. É o que indica um estudo internacional publicado no Journal of the American College of Cardiology, com dados de mais de 9,3 milhões de pessoas na Coreia do Sul e de 6.803 indivíduos nos Estados Unidos.

 

A pesquisa investigou quais condições estavam presentes antes do primeiro evento cardiovascular — como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), doença arterial coronariana ou insuficiência cardíaca — e encontrou um padrão consistente: em mais de 99% dos casos, havia ao menos um fator de risco prévio, e entre 93% e 97% dos pacientes apresentavam dois ou mais fatores combinados.

 

Os pesquisadores avaliaram quatro vilões clássicos: pressão arterial acima do ideal, colesterol elevado, glicemia alterada e histórico de tabagismo. E foram além dos diagnósticos formais: mesmo níveis considerados limítrofes, como pressão “normal-alta” ou pré-diabetes, entraram na conta, porque também aumentam o risco ao longo do tempo. Na prática, o estudo desmonta a ideia popular do “infarto do nada.”

 

Também chama atenção para um ponto crítico: o problema, muitas vezes, está no risco não identificado ou não tratado, mesmo quando as alterações parecem discretas. Pressão “normal-alta” (aquela que marca 120x80 mmHg, ou 12x8), glicemia em estágio de pré-diabetes e colesterol moderadamente elevado já demandam acompanhamento e, em muitos casos, intervenção. “O infarto deixa de ser visto como um evento súbito e imprevisível e passa a ser entendido como o desfecho de um processo crônico, progressivo, que evolui ao longo dos anos e, na maioria das vezes, pode ser prevenível”, avalia a cardiologista Juliana Tranjan, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

 

Ataque silencioso às artérias

 

Por trás dessa progressão está a aterosclerose, o acúmulo gradual de gordura e inflamação na parede das artérias, levando à formação de placas. Se uma delas rompe, o organismo pode formar um coágulo no local, bloqueando a circulação. Quando isso acontece nas coronárias, surge o infarto. “Diabetes, obesidade e outros distúrbios metabólicos atrapalham a parede do vaso e facilitam o acúmulo de gordura, levando ao entupimento”, detalha o endocrinologista Márcio Weissheimer Lauria, coordenador do departamento de Dislipidemia e Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e professor de Endocrinologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

A pressão alta lesa o endotélio, camada interna dos vasos. O colesterol LDL elevado favorece o depósito de gordura nas artérias. Por sua vez, a glicose em excesso aumenta a inflamação vascular. Já o cigarro, além de inflamação, causa estresse oxidativo e pode levar à instabilidade da placa ateromatosa. “Esses fatores associados levam a um maior risco de ruptura e trombose de placa aterosclerose, ocasionando o infarto agudo do miocárdio”, pontua Tranjan.

 

Esse processo é lento e gera adaptações no organismo ao longo dos anos. Por isso, em alguns casos, é assintomático. Quando aparecem sintomas, os alertas podem ser discretos demais para chamar atenção: cansaço fora do habitual, queda no desempenho físico, falta de ar ao fazer esforço e desconforto torácico. Sinais facilmente atribuídos também ao estresse, à idade ou ao sedentarismo.

 

A boa notícia é que esses fatores são, em grande parte, modificáveis. Mudanças no estilo de vida conseguem reduzir risco, desacelerar a progressão da doença aterosclerótica e até promover remissão de alterações metabólicas. Perda de peso, alimentação equilibrada, atividade física regular, abandono do cigarro, sono adequado e controle medicamentoso, quando necessário, fazem diferença.

 

“Poucos meses de intervenção com perda de peso e exercício físico consistentes já têm repercussão positiva e você consegue ver resultados em novos exames”, ressalta Lauria. Quanto antes essa intervenção começar, maior a chance de reversão. Em fases mais avançadas, o foco passa a ser estabilizar o problema e evitar a progressão.

 

Exames simples ainda são poderosos

 

Apesar do interesse crescente por marcadores sofisticados, boa parte do rastreamento cardiovascular continua dependendo de ferramentas bastante acessíveis, como medição da pressão arterial, da glicemia, do colesterol e dos triglicérides, além do monitoramento de peso e circunferência abdominal. “Os exames de rotina devem ser individualizados de acordo com história clínica, comorbidades e história familiar de cada paciente. Dessa forma, conseguimos fazer um rastreio mais refinado e prevenção da doença cardiovascular”, reforça a cardiologista do Einstein em Goiânia.

 

Marcadores adicionais, como apolipoproteína B e lipoproteína(a), podem ajudar em casos específicos, especialmente em pessoas com histórico familiar forte ou eventos cardiovasculares sem explicação clara. A lipoproteína(a), por exemplo, é um fator genético e sua dosagem é recomendada ao menos uma vez na vida por algumas diretrizes internacionais. Outro exame relevante para medir o risco cardiovascular é o escore de cálcio coronariano, exame de tomografia para quantificar placas de gordura calcificadas nas artérias do coração.

 

A prevenção cardiovascular não começa quando surge dor no peito, mas sim muito antes, no acompanhamento médico regular, nos exames de rotina e no controle de alterações aparentemente pequenas. “A doença aterosclerótica se desenvolve ao longo de décadas. O evento agudo é a manifestação tardia de algo que já estava acontecendo silenciosamente, por isso é tão importante a prevenção”, conclui Juliana Tranjan.

 

Fonte: https://www.correio24horas.com.br/saude/do-nada-estudo-revela-4-fatores-por-tras-dos-casos-de-infarto-0526 - Foto do(a) author(a) Agência Einstein - (Imagem: mentalmind | Shutterstock) por Imagem: mentalmind | Shutterstock

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Alzheimer silencioso: doença pode dar sinais 20 anos antes dos sintomas


Alterações biológicas podem surgir décadas antes do esquecimento; entenda por que o diagnóstico ainda é demorado

 

O Alzheimer é a maior causa de demência no mundo. No Brasil, mais de 1 milhão de pessoas vivem com a condição.

 

Estudos mostram que a doença dá sinais biológicos muito cedo. Essas alterações surgem até 20 anos antes dos sintomas clínicos aparecerem.

 

Nesta fase, chamada de pré-clínica, o cérebro já sofre mudanças. Porém, o paciente ainda não apresenta falhas de memória evidentes.

 

Apesar disso, o diagnóstico no país costuma ser tardio. Muitas vezes, a descoberta só ocorre quando a autonomia já está comprometida.

 

Por que o diagnóstico do Alzheimer ainda é demorado?

O atraso ocorre porque muitos sinais são vistos como “normais”. As famílias tendem a banalizar pequenos esquecimentos do envelhecimento.

 

O neurologista Diogo Haddad alerta que o esquecimento recorrente não é normal. Ter dificuldade para organizar tarefas habituais também merece investigação.

 

“A identificação precoce depende de uma avaliação estruturada”, afirma o médico. O uso de biomarcadores ajuda a detectar a doença nessa janela estratégica.

 

As três fases da evolução da doença

Entender como o Alzheimer progride ajuda a identificar o problema cedo. A evolução costuma ocorrer em três estágios principais:

 

Fase pré-clínica: alterações silenciosas no cérebro e sem sintomas.

Fase leve: falhas de memória recente e mudanças de comportamento.

Fase moderada a avançada: perda de autonomia e dependência total.

 

Papel da genética e dos novos exames

 

A ciência avançou muito no diagnóstico de casos precoces. Isso é fundamental para quem apresenta sintomas antes dos 60 anos.

 

O médico geneticista de Doenças Raras da Dasa Genômica, Roberto Giugliani, explica que alguns casos possuem origem genética. Para esse grupo, a investigação do DNA é essencial.

 

Atualmente, o Brasil já conta com o Painel NGS para Alzheimer. O exame analisa genes ligados às formas hereditárias da doença.

 

O teste utiliza uma coleta simples de sangue ou saliva. Ele identifica mutações associadas à predisposição genética de forma precisa.

 

Sinais de alerta para famílias e profissionais

 

O Alzheimer não é uma consequência natural do envelhecimento. É uma doença que exige cuidado, planejamento e tratamento adequado.

 

Identificar os sinais iniciais permite intervenções mais oportunas. Além disso, ajuda a família a se preparar para o futuro.

 

Fique atento a mudanças de humor sem explicação clara. Dificuldade em reconhecer compromissos recentes também é um alerta importante.

 

A busca por um especialista deve acontecer aos primeiros sinais. O diagnóstico precoce é uma prioridade estratégica de saúde pública.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/alzheimer-silencioso-doenca-pode-dar-sinais-20-anos-antes-dos-sintomas.phtml - Foto: Shutterstock