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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Atividade física pode proteger o cérebro contra o Alzheimer? Entenda o que se sabe


Hábitos relacionados ao estilo de vida estão entre os fatores estudados por seu papel na manutenção da saúde cerebral ao longo dos anos

 

O Alzheimer, demência que pode atingir 5 milhões de brasileiros até 2050, é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta a memória e a cognição. Embora não tenha cura, o diagnóstico precoce viabiliza tratamentos que preservam a autonomia do paciente. A prática regular de exercícios físicos, especialmente aeróbicos, surge como importante aliada na prevenção e desaceleração do transtorno, somada a estímulos cognitivos, vida social ativa e controle de doenças crônicas como a hipertensão.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença de Alzheimer está entre os tipos mais comuns de demência e representa cerca de 60% a 70% dos casos em todo o mundo. No Brasil, a estimativa também chama a atenção: de acordo com o "Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia, (re)conhecimento e projeções futuras", do Ministério da Saúde, mais de 5 milhões de brasileiros poderão ser diagnosticados com demência até 2050.

 

Diante desse cenário, a conscientização sobre a doença se torna cada vez mais importante. A campanha nacional Setembro Lilás reúne ações ao longo do mês para chamar a atenção para o Alzheimer e outros tipos de demência. Embora o Alzheimer ainda não tenha cura definitiva, a doença conta com tratamentos que podem contribuir para a qualidade de vida dos pacientes.

 

Mas o que é a doença de Alzheimer?

A doença de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo que provoca alterações no cérebro. Ao longo do tempo, esse transtorno compromete a memória, o raciocínio, a linguagem e a capacidade de realizar as atividades do dia a dia. Apesar de ainda não ter uma causa definida, alguns fatores de risco já são associados à doença de Alzheimer, como idade avançada e histórico familiar.

"A idade é o principal fator de risco, mas envelhecer não significa necessariamente desenvolver Alzheimer. Também estão associados ao risco fatores genéticos e familiares, além de hipertensão, diabetes, colesterol elevado, sedentarismo, tabagismo, perda auditiva não tratada, isolamento social e baixa estimulação cognitiva, entre outros", explica a professora da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG), Dra. Elisa de Paula França Resende.

Segundo o Ministério da Saúde, o quadro clínico desse transtorno costuma ser dividido em quatro estágios:

 

Estágio 1 (forma inicial): com alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais dos pacientes;

Estágio 2 (forma moderada): dificuldade na fala, na realização de tarefas simples e na coordenação de movimentos, além de agitação e insônia;

Estágio 3 (forma grave): dificuldade para realizar tarefas diárias, incontinência urinária e fecal, dificuldade para comer e deficiência motora progressiva;

Estágio 4 (terminal): restrição ao leito, mutismo, dor ao engolir e infecções intercorrentes.

 

Principais sinais de alerta

O avanço do Alzheimer acontece de forma gradual e irreversível. Um dos principais sinais de alerta dessa doença silenciosa é a perda de memória recente. "Quando a pessoa esquece de acontecimentos recentes, passa a repetir perguntas ou histórias e não consegue se lembrar depois, mesmo recebendo pistas", reforça a professora da FCM-MG.

Mas há outros sinais, como dificuldade para encontrar palavras; organizar tarefas que antes eram simples; lidar com dinheiro ou medicamentos; orientar-se em lugares conhecidos e tomar decisões. Mudanças de comportamento, apatia ou maior dificuldade para acompanhar conversas também podem ocorrer.

"Pequenos esquecimentos fazem parte do envelhecimento normal. A preocupação é quando as alterações são progressivas, mais frequentes e começam a interferir no funcionamento habitual da pessoa", enfatiza a Dra. Elisa de Paula França Resende.

 

Como funciona o diagnóstico?

O início da investigação da doença de Alzheimer conta com uma avaliação clínica, que inclui conversas com o paciente e seus familiares, a avaliação da memória e de outras funções cognitivas, além da verificação do impacto dos sintomas nas atividades cotidianas. Exames de sangue e exames de imagem, como a ressonância magnética, também ajudam a investigar outras possíveis causas. Entre os profissionais que podem conduzir essa investigação estão neurologistas, geriatras e psiquiatras.

"O diagnóstico precoce permite que o tratamento seja iniciado no momento mais adequado e, principalmente, que a pessoa participe das decisões sobre seu próprio futuro enquanto ainda mantém autonomia. É possível planejar questões familiares, financeiras e de cuidados, orientar familiares e cuidadores e tratar condições que podem piorar a cognição", explica a especialista.

 

Hábitos que ajudam no tratamento

Apesar de ainda não ter uma cura definitiva, a doença de Alzheimer possui, além dos tratamentos medicamentosos, alguns hábitos e estratégias que podem auxiliar na manutenção da autonomia e das funções cognitivas da pessoa afetada.

A prática regular de atividade física está associada a uma menor incidência de demência e pode contribuir para reduzir a progressão da doença. "Pessoas que praticam exercícios físicos regularmente, especialmente atividades aeróbicas que elevam a frequência cardíaca, apresentam menor incidência de demência. Esse tipo de exercício está relacionado tanto à prevenção da doença quanto à redução da sua progressão em pessoas que já foram diagnosticadas com demência", destaca a professora da FCM-MG.

Além das atividades físicas, a Dra. Elisa de Paula França Resende recomenda manter uma vida social ativa, estimular o cérebro por meio de atividades prazerosas e significativas, cuidar da saúde auditiva e visual e adotar uma alimentação equilibrada.

"É essencial controlar adequadamente pressão arterial, diabetes e colesterol, além de garantir um sono de boa qualidade. Para quem já apresenta comprometimento cognitivo, rotinas estruturadas, calendários, lembretes e adaptações no ambiente podem ajudar a preservar a independência e a segurança. O mais importante é estimular a pessoa sem infantilizá-la e permitir que continue realizando, com segurança, tudo aquilo que ainda consegue fazer", finaliza a especialista.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/atividade-fisica-pode-proteger-o-cerebro-contra-o-alzheimer-entenda-o-que-se-sabe,c1f0975fd6c9359c221f3903337b10749slyf6a5.html?utm_source=clipboard - Por Maristela Chaves - Foto: pics five | Shutterstock / Portal EdiCase

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Principais fatores e sinais de alerta antes de um AVC: saiba como agir


O AVC é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido dos sinais. Muitas pessoas confundem informações ou acreditam em mitos sobre avisos que surgem horas antes do ataque. Compreender a verdade pode evitar atrasos no socorro e salvar vidas.

 

O AVC decorre de doenças vasculares crônicas, mas gatilhos agudos, como picos de pressão, infecções e arritmias, podem precipitá-lo em pessoas vulneráveis. Sinais temporários, como fraqueza unilateral, assimetria facial ou fala alterada, indicam um Ataque Isquêmico Transitório (AIT), que eleva muito o risco de um evento definitivo a curto prazo. Mesmo que esses sintomas desapareçam rapidamente, o atendimento médico imediato é essencial para evitar sequelas graves por meio do tratamento precoce.

 

Embora o AVC (Acidente Vascular Cerebral) seja conhecido por surgir de forma repentina, o evento costuma estar associado a um processo de alteração vascular que se desenvolve silenciosamente no organismo ao longo do tempo.

 

No entanto, em pessoas que já possuem vulnerabilidade, certas situações ocorridas poucas horas antes do episódio podem funcionar como fatores precipitantes.

 

Segundo o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, é essencial diferenciar esses gatilhos da condição de base do paciente. "É importante fazer uma distinction: na maioria dos casos, o AVC é resultado de uma doença vascular que vem se desenvolvendo ao longo de anos, e não de um único acontecimento ocorrido algumas horas antes", explica o especialista.

 

O que pode desencadear um AVC horas antes?

As doenças cardiovasculares crônicas são a base para o surgimento do problema. Fatores como hipertensão arterial, aterosclerose, diabetes, tabagismo, colesterol elevado e arritmias cardíacas (como a fibrilação atrial) constroem o cenário ideal para o evento vascular.

Sobre essa condição preexistente, eventos agudos de saúde podem atuar como gatilhos nas horas que antecedem o quadro.

De acordo com o Dr. Victor Hugo Espíndola, entre as situações que podem contribuir para o desencadeamento do AVC estão:

 

Picos acentuados de pressão arterial;

Arritmias cardíacas súbitas;

Infecções agudas;

Uso de substâncias estimulantes (como cocaína e anfetaminas);

Quadros de desidratação severa ou alterações hemodinâmicas em indivíduos vulneráveis.

 

O especialista ressalta que o impacto desses fatores varia conforme o tipo da complicação. No AVC hemorrágico, uma alta repentina e severa da pressão arterial costuma ter grande impacto.

Já no tipo isquêmico, o quadro geralmente decorre do bloqueio súbito de uma artéria provocado pela formação ou deslocamento de um coágulo.

 

Sinais de alerta podem surgir antes do quadro definitivo

Apesar de o sintoma definitivo se manifestar de repente, alguns sinais de alerta neurológicos podem dar as caras momentos antes do problema grave se instalar. Trata-se do Ataque Isquêmico Transitório (AIT).

"Algumas pessoas apresentam episódios neurológicos transitórios antes de um AVC definitivo. O principal exemplo é o ataque isquêmico transitório, o AIT", aponta o neurocirurgião.

No AIT, os sintomas imitam os de um AVC, mas duram apenas alguns minutos antes de desaparecerem por completo. Essa melhora temporária ocorre porque a interrupção da circulação sanguínea no cérebro é passageira.

 

Sintomas do Ataque Isquêmico Transitório (AIT)

Fique atento aos sintomas mais comuns que exigem atenção médica imediata:

 

Fraqueza ou dormência repentina em um lado do corpo;

Assimetria ou "boca torta" na face;

Dificuldade repentina para falar ou compreender a fala;

Perda ou alteração súbita da visão;

Perda de equilíbrio, tontura ou vertigem abrupta.

 

O desaparecimento dos sintomas não significa que o risco passou. Dados da American Heart Association revelam que o risco de ocorrência de um AVC definitivo nos 90 dias posteriores a um AIT pode chegar a cerca de 18%, sendo que uma parcela expressiva desses quadros ocorre nas primeiras 48 horas.

 

"Por isso, um déficit neurológico súbito que desapareceu deve ser valorizado tanto quanto aquele que permanece", adverte Espíndola.

 

Qual a diferença entre AIT e AVC isquêmico?

A diferenciação precisa entre um Ataque Isquêmico Transitório e o AVC isquêmico é feita por meio de exames de imagem no pronto-socorro.

De acordo com o médico, a definição médica atual não analisa apenas o tempo de duração das manifestações clínicas. "Quando os sintomas desaparecem e não existe evidência de infarto cerebral nos exames apropriados, podemos estar diante de um AIT; se a ressonância demonstra uma área de infarto, mesmo que o paciente já esteja assintomático, o quadro é considerado um AVC isquêmico", pontua.

Investigar o AIT permite tratar condições ocultas — como o estreitamento de artérias carótidas ou alterações no coração — antes que ocorra um episódio com sequelas graves ou incapacitantes.

 

Mitos sobre desidratação e exercícios físicos

Embora situações extremas possam atuar como fatores de risco pontuais, o neurocirurgião esclarece que desidratação e exercícios físicos intensos não devem ser encarados como causas diretas do problema.

Desidratação: Pode diminuir o volume de sangue circulante e aumentar a viscosidade sanguínea, afetando principalmente idosos ou pessoas com obstruções vasculares prévias. No entanto, isoladamente, não é uma causa habitual.

Exercício físico: A prática regular de atividades é uma das principais formas de proteção cardiovascular e prevenção ao AVC. Esforços muito intensos geram elevações temporárias na pressão arterial que podem exigir cautela em cenários específicos, mas o hábito do exercício é benéfico.

 

O que fazer ao notar os primeiros sinais de AVC?

Diante de qualquer sinal suspeito, a orientação é buscar socorro médico imediatamente em um pronto-socorro. Não se deve aguardar o sintoma passar, tentar dormir ou esperar por uma consulta posterior.

Para ajudar no reconhecimento rápido, utilize a mnemônica BE-FAST (Equilíbrio, Visão, Face, Braços, Fala e Tempo):

 

B (Balance/Equilíbrio): Perda súbita de equilíbrio ou coordenação.

E (Eyes/Olhos): Alteração visual repentina.

F (Face/Rosto): Rosto caído ou assimétrico ao sorrir.

A (Arms/Braços): Fraqueza ao tentar levantar os dois braços.

S (Speech/Fala): Dificuldade ou incapacidade de articular as palavras.

T (Time/Tempo): Chame o serviço de emergência (SAMU 192) sem hesitar.

 

O tempo de atendimento é determinante. Em episódios de AVC isquêmico, intervenções como a administração de medicamentos trombolíticos e a trombectomia mecânica podem restabelecer o fluxo sanguíneo cerebral, reduzindo o risco de sequelas graves.

 

"Mesmo que os sintomas desapareçam completamente depois de alguns minutos, a orientação permanece a mesma: procurar imediatamente um serviço de emergência, porque pode ter ocorrido um AIT e o período de maior risco para um novo evento pode ser justamente nas horas e nos primeiros dias seguintes", conclui Espíndola.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/principais-fatores-e-sinais-de-alerta-antes-de-um-avc-saiba-como-agir,7df75b219d3c4693ed3c9a282c85670822o6k3aq.html?utm_source=clipboard - Foto: Andrea Piacquadio/Pexels

domingo, 13 de setembro de 2026

Dor de cabeça diária: causas, sinais de alerta e quando buscar ajuda


Ter dor de cabeça com frequência pode estar relacionado a hábitos, enxaqueca, tensão muscular ou até ao uso excessivo de medicamentos

 

Dores de cabeça diárias não são normais e exigem avaliação médica. Suas causas incluem estresse, desidratação, noites mal dormidas, enxaqueca e até o uso excessivo de analgésicos, que pode piorar o quadro. Sinais como dor súbita e intensa, febre, rigidez no pescoço ou fraqueza demandam atendimento de urgência. Em vez de insistir na automedicação, é essencial buscar apoio profissional para identificar as causas e estabelecer o tratamento adequado.

 

Sentir dor de cabeça todos os dias não deve ser encarado apenas como algo normal da rotina.

 

O sintoma pode ter diferentes causas. Em alguns casos, está relacionado a fatores simples, como noites mal dormidas, estresse, desidratação ou tensão muscular. Em outros, pode indicar um tipo específico de cefaleia que precisa de acompanhamento.

 

Também existe uma situação que pode manter ou aumentar as crises: o uso frequente de medicamentos para aliviar a dor.

 

Por isso, observar a frequência, a intensidade e as características da dor ajuda a entender quando é necessário procurar atendimento.

 

O que pode causar dor de cabeça frequente?

Existem diversos fatores associados às dores de cabeça recorrentes.

Entre os mais comuns estão:

 

Estresse e tensão emocional.

Sono insuficiente ou irregular.

Desidratação.

Jejum prolongado.

Excesso de cafeína ou retirada repentina da bebida.

Alterações hormonais.

Problemas de visão.

Tensão muscular no pescoço e nos ombros.

Enxaqueca.

Uso frequente de medicamentos para dor.

 

A chamada cefaleia tensional, por exemplo, costuma provocar uma sensação de pressão ou aperto na cabeça. Já a enxaqueca pode causar dor mais intensa, muitas vezes acompanhada de náusea e sensibilidade à luz ou ao som.

 

Tomar remédio todos os dias pode piorar a dor?

Pode.

Um dos pontos importantes para quem sofre com dor de cabeça todos os dias é observar a frequência com que utiliza analgésicos.

O uso frequente de medicamentos para tratar crises pode levar à chamada cefaleia por uso excessivo de medicamentos. Nesse quadro, a própria utilização repetida de remédios pode contribuir para a manutenção das dores.

Isso não significa que analgésicos não possam ser utilizados. O problema está no uso frequente sem acompanhamento adequado.

Se a pessoa precisa tomar remédios constantemente para conseguir controlar a dor, é importante procurar avaliação médica.

 

Como identificar quando a dor precisa ser investigada?

A frequência é um dos principais pontos.

Também é importante observar se a dor mudou de padrão ou está ficando mais intensa.

Manter um registro das crises pode ajudar. Anote quando a dor aparece, quanto tempo dura, sua intensidade, possíveis gatilhos e quais medicamentos foram utilizados.

Essas informações podem facilitar a avaliação do profissional de saúde.

 

Quando procurar atendimento médico?

Algumas características exigem atenção.

Procure atendimento de urgência quando a dor surgir de forma súbita e muito intensa, especialmente se for diferente de tudo o que você já sentiu.

Também é importante buscar atendimento rapidamente se a dor vier acompanhada de:

 

Fraqueza ou dormência em um lado do corpo.

Dificuldade para falar.

Confusão mental.

Desmaio.

Convulsão.

Alterações importantes na visão.

Febre e rigidez no pescoço.

Vômitos persistentes.

Uma dor de cabeça depois de um trauma na cabeça também merece avaliação.

 

O que fazer quando a dor é frequente?

O primeiro passo é evitar a automedicação contínua.

Também vale observar hábitos que podem favorecer as crises. Ter horários regulares para dormir e comer, manter uma boa hidratação e identificar possíveis gatilhos pode ajudar.

Porém, essas medidas não substituem a investigação quando as dores são recorrentes.

Um médico pode avaliar o histórico dos sintomas, realizar o exame físico e, quando necessário, solicitar exames para investigar outras causas.

 

Dor de cabeça todos os dias não deve ser ignorada

Uma dor ocasional pode estar relacionada a fatores passageiros. Já a dor de cabeça todos os dias merece atenção, principalmente quando persiste, interfere na rotina ou exige medicamentos frequentes.

Identificar a causa é importante para escolher o tratamento adequado e evitar que o problema se torne recorrente.

Por isso, se as crises fazem parte da rotina, procure avaliação profissional em vez de apenas tentar controlar a dor com analgésicos.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/dor-de-cabeca-diaria-causas-sinais-de-alerta-e-quando-buscar-ajuda,b3a075823d804b22ce2580b5578945b2p12ezy3q.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sábado, 12 de setembro de 2026

Estudo aponta que manchas amareladas nos olhos podem indicar risco de AVC


Placas e protuberâncias amareladas nas pálpebras ou na proximidade do globo ocular são chamadas de xantelasma

 

Um estudo indicou que placas e protuberâncias amareladas nas pálpebras e nos cantos internos dos olhos, chamadas de xantelasma, podem estar associadas a um risco maior de AVC, infarto e ataque isquêmico transitório, conhecido como "mini-AVC".

 

O estudo publicado na revista científica Atherosclerosis acompanhou 17.925 pessoas com xantelasma ao longo de dez anos e comparou os resultados obtidos com análises feitas com o mesmo número de pacientes com presbiopia, pessoas com uma dificuldade de enxergar de perto, que não têm xantelasma.

 

Ao longo do primeiro ano do estudo, 1% dos pacientes com xantelasma tiveram um infarto, enquanto apenas 0,35% das pessoas do grupo de comparação tiveram o mesmo problema de saúde. Essa diferença também esteve presente nos outros fatores analisados. Quanto ao AVC, 0,95% das pessoas com xantelasma tiveram a intercorrência ante 0,3% do grupo de comparação. Em relação ao mini-AVC, as porcentagens foram de 0,6% e 0,19% respectivamente.

 

Segundo os pesquisadores, essa associação se manteve presente ao longo dos dez anos de acompanhamento do estudo, o que indica um risco maior dessas intercorrências a curto e a longo prazos.

 

Entretanto, essa associação não significa que a manchas e protuberâncias provoquem um infarto ou um AVC. A hipótese levantada é que elas podem ser um sinal de alterações no sistema cardiovascular.

 

A pesquisa explica que o xantelasma pode ser inofensivo, mas que também podem ter relação com níveis elevados de colesterol. É comum que elas surjam quando há acúmulo de colesterol e outras gorduras sob a pele.

 

O colesterol também é apontado como um fato de risco para infartos e AVCs, pois ele participa da formação de placas de gordura que podem dificultar a circulação de sangue nas artérias. Quando não há fluxo de sangue, o coração para, ocasionando um infarto. Se isso ocorrer no cérebro, pode causar um AVC.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/estudo-aponta-que-manchas-amareladas-nos-olhos-podem-indicar-risco-de-avc,d28f1d62e342d14288bc7948f23c56c9j5w53egs.html?utm_source=clipboard - Foto: Wikimedia

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Infartos que ocorrem durante o dia são mais perigosos


Um estudo espanhol revelou que infartos ocorridos durante o dia são mais perigosos que os noturnos devido ao relógio biológico dos neutrófilos. Essas células do sistema imunológico tornam-se menos agressivas à noite, migrando com maior precisão para o tecido lesionado e reduzindo danos colaterais ao coração. A descoberta é promissora para o desenvolvimento de novas terapias que regulem a resposta inflamatória pós-infarto sem comprometer a imunidade do paciente contra infecções.

 

O horário em que um infarto ocorre pode afetar sua gravidade, com aqueles que ocorrem à noite sendo menos danosos ao coração. Contudo, os pesquisadores ainda não sabiam o motivo disso.

 

Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisas Cardiovasculares, na Espanha, descobriram que a resposta pode estar no relógio interno dos neutrófilos, células do sistema imunológico que atuam na inflamação pós-infarto.

 

Segundo a pesquisa, os neutrófilos obedecem a um relógio circadiano, tornando-se menos agressivos durante a noite. Ou seja, a ativação do sistema imunológico é modulada de acordo com a hora do dia.

 

Os pesquisadores analisaram dados de milhares de pacientes e confirmaram que os infartos ocorridos durante a noite são realmente menos severos. Eles descobriram que, à noite, os neutrófilos migram de forma mais precisa para o tecido lesionado, minimizando os dados colaterais aos músculos cardíacos saudáveis.

 

Os autores classificaram essas descobertas como promissoras, e esperam que possam abrir caminhos para o desenvolvimento de novas terapias que modulem a resposta inflamatória em situações crítica, sem comprometer a capacidade do corpo de combater infecções.

 

Fonte: Journal of Experimental Medicine. DOI: 10.1084/jem.20250240.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/infartos-que-ocorrem-durante-o-dia-sao-mais-perigosos,a18b486fe3978faef27008a170bdea8bi35d60n3.html?utm_source=clipboard - Foto: RATTANAKUN/Evanto / Boa Saúde

terça-feira, 8 de setembro de 2026

4 tipos de alimentos para reduzir se você tem gordura no fígado


O que não pode comer quem tem gordura no fígado? Alguns alimentos merecem atenção especial. Veja o que reduzir e o que pode entrar no lugar.

 

Para combater a gordura no fígado, especialistas recomendam reduzir bebidas açucaradas, ultraprocessados, embutidos e gorduras saturadas, além de moderar ou evitar o álcool. Em vez de dietas restritivas, a prioridade deve ser a qualidade alimentar, adotando padrões como a dieta mediterrânea, rica em vegetais, frutas, peixes e azeite. A perda sustentável de ao menos 5% do peso corporal já diminui a esteatose, dispensando métodos radicais ou supostos produtos milagrosos de efeito "detox".

 

O que não pode comer quem tem gordura no fígado? Depois de receber o diagnóstico de esteatose hepática, é comum ficar em dúvida sobre o que precisa mudar na alimentação.

 

Não existe uma lista de alimentos proibidos. Mas alguns devem ser reduzidos, principalmente bebidas açucaradas, ultraprocessados, alimentos ricos em gordura saturada e carnes processadas. O álcool também merece atenção.

 

Isso não significa que a pessoa precise transformar as refeições em uma sequência de restrições. As recomendações atuais dão mais importância à qualidade da alimentação como um todo e às mudanças que podem ser mantidas no dia a dia.

 

Refrigerante é um dos primeiros itens a reduzir

Refrigerantes, energéticos, chás prontos adoçados e outras bebidas com açúcar podem fazer o consumo diário de açúcar subir rapidamente, muitas vezes sem que a pessoa perceba.

O excesso de açúcar, especialmente na forma líquida, está associado a um maior risco de acúmulo de gordura no fígado. Por isso, trocar essas bebidas por água é uma das mudanças mais simples para começar.

Vale o mesmo cuidado com bebidas industrializadas que parecem mais saudáveis, mas também podem conter bastante açúcar.

 

Doces e ultraprocessados pesam na rotina

Biscoitos recheados, bolos industrializados, salgadinhos e sobremesas prontas costumam combinar açúcar, gordura saturada e muitas calorias em pequenas porções.

Não é necessário transformar um doce ocasional em alimento proibido. O problema aparece quando esse tipo de produto passa a fazer parte da alimentação todos os dias.

As diretrizes atuais orientam reduzir ultraprocessados ricos em açúcar e gordura saturada e priorizar alimentos in natura ou minimamente processados.

 

Nem toda gordura precisa sair do prato

Frituras, bacon e carnes muito gordurosas podem aumentar o consumo de gordura saturada. Mas isso não significa que seja preciso retirar toda a gordura da dieta.

A diferença está também na fonte. Azeite, castanhas, sementes e peixes fornecem gorduras insaturadas e podem fazer parte de uma alimentação equilibrada.

É por isso que padrões alimentares como o mediterrâneo aparecem nas recomendações para pessoas com esteatose: há mais vegetais, frutas, leguminosas, cereais integrais, peixes e azeite, enquanto açúcar, carnes processadas e ultraprocessados ficam em segundo plano.

 

Embutidos: quanto menos, melhor

Salsicha, linguiça, salame, presunto e outros embutidos são carnes processadas. Em vez de aparecerem com frequência, podem dar lugar a opções como peixe, frango, ovos e feijão.

Essa troca também ajuda a variar as fontes de proteína sem depender tanto de produtos industrializados.

 

O álcool exige um cuidado diferente

O álcool merece uma atenção especial porque o fígado precisa metabolizá-lo, e seu consumo pode contribuir para a progressão da doença hepática.

Para quem já apresenta fibrose avançada ou cirrose, a recomendação é evitar completamente o álcool. Nesses casos, não há espaço para tratar vinho ou outra bebida alcoólica como uma exceção supostamente saudável.

Mesmo antes de chegar a esse estágio, vale discutir o consumo com o médico, principalmente quando a esteatose está acompanhada de diabetes, excesso de peso ou outras alterações metabólicas.

 

O que entra no lugar desses alimentos?

Em vez de pensar apenas no que precisa sair da dieta, vale saber o que pode ocupar esse espaço.

No dia a dia, a prioridade pode ser para verduras, legumes, feijão e outras leguminosas, frutas inteiras, aveia e outros cereais integrais. Peixes, frango, ovos, castanhas, sementes e azeite também podem fazer parte das refeições.

Uma dica simples é olhar para o prato como um conjunto. Quanto maior a presença de alimentos naturais ou pouco processados, menor tende a ser o espaço para refrigerantes, doces, embutidos e outros produtos ultraprocessados.

A forma de consumo também faz diferença. A fruta inteira é diferente de uma bebida açucarada ou de um suco industrializado. Ao comer a fruta, você também consome suas fibras e precisa mastigá-la. Já as bebidas podem concentrar açúcar e ser consumidas rapidamente, sem causar a mesma sensação de saciedade.

E vale desconfiar das promessas de produtos "detox" ou suplementos que dizem limpar o fígado.

Não há evidência de que eles façam essa limpeza ou substituam as mudanças na alimentação. Para quem tem esteatose, o acompanhamento médico continua sendo importante.

 

Emagrecer pode reduzir a gordura no fígado

Quando existe excesso de peso, perder alguns quilos pode trazer benefícios para o fígado. A recomendação não é fazer uma dieta radical, mas buscar uma perda de peso que possa ser mantida.

As diretrizes indicam que uma redução sustentada de pelo menos 5% do peso corporal pode diminuir a gordura no fígado. Perdas maiores podem proporcionar benefícios adicionais em alguns pacientes.

Por isso, quem recebeu o diagnóstico não precisa montar uma dieta baseada em proibições.

O caminho costuma ser mais simples. Reduzir os alimentos que favorecem o excesso de açúcar, gordura saturada e calorias e abrir espaço para comida de melhor qualidade.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/4-tipos-de-alimentos-para-reduzir-se-voce-tem-gordura-no-figado,242afda82d1227308733bc5d3c27ad68cn7onvwa.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / Licenciado de SaúdeLAB - Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

AVC: sintomas atípicos que exigem atenção imediata


A doença nem sempre causa paralisia evidente. Conheça os sintomas menos comuns e saiba quando buscar ajuda

 

O AVC nem sempre se manifesta por paralisia evidente ou fala alterada. Sinais atípicos e súbitos, como alterações na visão, tontura intensa, perda de equilíbrio e formigamentos, exigem socorro imediato para reduzir o risco de sequelas graves. Associado a fatores como hipertensão e diabetes, o evento neurológico requer atendimento médico rápido para o diagnóstico e tratamento corretos, sendo essencial não esperar a manifestação de múltiplos sintomas para buscar ajuda especializada.

 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) nem sempre começa com sintomas muito intensos. Muitas vezes, ele não causa uma paralisia evidente no corpo do paciente.

 

Alterações súbitas na visão e dificuldade para engolir merecem a sua atenção. Tontura intensa, perda de equilíbrio e formigamentos repentinos também são sinais perigosos. O atendimento médico rápido é fundamental para reduzir o risco de sequelas graves.

 

O perigo dos sintomas atípicos

O neurologista da Rede de Hospitais São Camilo, Paulo Takeshi Nakano explica o grande desafio dessa perigosa doença no dia a dia.

O médico afirma que "nem sempre os sinais aparecem da forma mais conhecida". A doença pode surgir sem "uma paralisia evidente em um lado do corpo", alerta.

Também pode não ocorrer "uma dificuldade importante para falar", pontua o especialista. Sinais como "alterações visuais súbitas, desequilíbrio e tontura intensa" exigem atenção imediata.

Esses sintomas "podem indicar um evento neurológico e precisam ser avaliados rapidamente", conclui.

 

Fatores de risco conhecidos

O AVC ocorre quando um vaso sanguíneo entope ou rompe no nosso cérebro. Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado e obesidade são grandes fatores de risco.

Tabagismo, sedentarismo e consumo excessivo de álcool também prejudicam a saúde vascular. Condições cardíacas prévias e o histórico familiar aumentam bastante as chances.

 

Como agir em caso de emergência?

A presença isolada de um sintoma não confirma o quadro de AVC. Porém, "é importante não esperar que todos os sintomas apareçam ao mesmo tempo", orienta.

Um sinal neurológico súbito "deve ser encarado como uma situação de emergência". Isso vale "principalmente quando a pessoa nunca apresentou aquilo antes", diz o médico.

"Quanto mais cedo o paciente chega ao hospital, maiores são as possibilidades", ensina. A rapidez ajuda a "identificar o tipo de AVC e iniciar o tratamento adequado".

 

Estalar o pescoço causa AVC?

Movimentos bruscos no pescoço exigem bastante cautela no dia a dia. Porém, "estalar o pescoço não significa que a pessoa vá provocar um AVC", destaca.

A dissecção de uma artéria cervical "é uma condição rara", explica o especialista. A lesão "pode acontecer espontaneamente ou estar relacionada a determinados movimentos", completa.

"Quando existe uma lesão na parede da artéria, pode haver formação de coágulo", alerta. Isso pode causar "uma obstrução do fluxo sanguíneo para o cérebro. Por isso, diante de dor cervical persistente, é fundamental buscar avaliação médica", avisa.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/avc-sintomas-atipicos-que-exigem-atencao-imediata,36ef1e3819510a103e425712b685dd08j6d3a0lq.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

domingo, 30 de agosto de 2026

Tratamento da apneia do sono pode ajudar no controle da hipertensão


Há evidências de que a melhora da qualidade do sono pode reduzir a pressão arterial mesmo em indivíduos que já utilizam remédios

 

O tratamento da apneia do sono é um aliado crucial no controle da hipertensão arterial. As frequentes pausas respiratórias noturnas reduzem a oxigenação e sobrecarregam o sistema cardiovascular, elevando a pressão sanguínea. Ao tratar a condição adequadamente, normaliza-se o fluxo de oxigênio, o que ajuda a estabilizar os níveis pressóricos, potencializa o efeito de medicamentos e reduz de forma significativa o risco de infartos e derrames.

 

A apneia obstrutiva do sono ocorre quando os músculos da garganta relaxam, estreitando as vias respiratórias e dificultando a passagem do ar para os pulmões. Além de comprometer a qualidade do sono, a condição está associada a uma série de problemas de saúde, incluindo doenças cardiovasculares.

 

O problema é especialmente frequente entre pessoas hipertensas — afeta entre 30% e 50% de quem tem pressão alta. Nos casos de hipertensão resistente, a prevalência sobe para 60% a 90%, enquanto na hipertensão refratária pode chegar a 95%. "Estudos mostram que esse problema é um fator de risco independente para hipertensão, com aproximadamente duas vezes maior risco comparado a indivíduos sem ele", destaca o cardiologista Eduardo Segalla de Mello, do Einstein Hospital Israelita.

 

A relação entre as duas condições está ligada a alterações fisiológicas provocadas pelas interrupções da respiração durante o sono. Ao parar de respirar momentaneamente, a taxa de oxigênio cai e depois sobe, levando a microdespertares. Esse esforço respiratório pode  alterar a pressão arterial.

 

Há evidências de que tratar a apneia obstrutiva do sono pode somar ao tratamento convencional da hipertensão. Um estudo brasileiro publicado em 2025 mostra que o controle do distúrbio contribui para reduzir a pressão arterial em pacientes com hipertensão não controlada, mesmo com uso adequado de medicamentos.

 

A pesquisa acompanhou 123 pacientes com apneia e pressão arterial acima dos níveis considerados saudáveis. Os participantes foram divididos em dois grupos: 64 indivíduos utilizaram tiras dilatadoras nasais, enquanto os demais receberam tratamento com CPAP, aparelho que fornece fluxo contínuo de ar por meio de uma máscara acoplada ao nariz ou à boca. O equipamento mantém as vias respiratórias abertas durante o sono, evitando as pausas respiratórias características da doença.

 

"Fizemos a contagem dos remédios anti-hipertensivos utilizados pelos pacientes com o objetivo de nos certificar de que todos tomavam a medicação corretamente e que eram casos resistentes ao tratamento", explica o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, diretor do Laboratório do Sono do Instituto do Coração, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que coordenou o projeto.

 

Além da aferição da pressão arterial periférica, aquela que normalmente é feita em consultórios, foram feitas outras avaliações. "Foi realizada também a medição de 24 horas e uma medida de pressão central, exercida pelo sangue diretamente na raiz da aorta, na saída do coração, e nas artérias próximas aos órgãos vitais, como o cérebro e os rins", detalha Lorenzi.

 

Após seis meses, observou-se que os pacientes tratados com CPAP apresentaram redução significativa da pressão arterial. Segundo os autores, a melhora pode contribuir para diminuir o risco de complicações cardiovasculares associadas à hipertensão, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

 

Além do tratamento específico para a apneia, mudanças no estilo de vida também podem ajudar a controlar o problema. Entre elas, destaca-se a perda de peso. "Nesse cenário, a prática de atividades físicas é muito bem-vinda. Ela ajuda a baixar o ponteiro da balança e melhorar a qualidade do sono", conclui Lorenzi Filho.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/tratamento-da-apneia-do-sono-pode-ajudar-no-controle-da-hipertensao,3f2b71e9cb7bb646ee7d74fa4f1b5959yluzxk48.html?utm_source=clipboard - Por: Por Thais Szegö, da Agência Einstein - Foto: Agência Einstein

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Insônia: 7 hábitos que podem estar prejudicando o seu sono


Veja quais hábitos podem prejudicar a qualidade do sono e veja como melhorar a rotina para dormir melhor e reduzir os episódios de insônia

 

A insônia prejudica a disposição e a saúde, sendo frequentemente agravada por hábitos da rotina. Fatores como o uso de telas antes de dormir, consumo tardio de cafeína e álcool, horários irregulares, refeições pesadas, treinos intensos à noite e o estresse afetam a qualidade do descanso. Embora ajustes no estilo de vida ajudem a amenizar o problema, casos persistentes de dificuldade para dormir exigem investigação e orientação médica profissional.

 

A insônia é caracterizada pela dificuldade para iniciar ou manter o sono. Também pode ocorrer quando a pessoa acorda antes do horário desejado e não consegue voltar a dormir.

 

O problema pode afetar a disposição, a concentração e o desempenho durante o dia. Em alguns casos, também está relacionado a outras condições de saúde.

 

A rotina tem papel importante na qualidade do descanso. Alguns hábitos podem dificultar o sono sem que a pessoa perceba.

 

Confira sete comportamentos que merecem atenção.

 

1. Usar celular e outros dispositivos antes de dormir

O uso de celulares, tablets e computadores pode manter o cérebro em estado de alerta. Além disso, a exposição à luz das telas pode interferir no ciclo natural de sono e vigília.

Por isso, reduzir o uso desses dispositivos próximo ao horário de dormir pode ajudar a preparar o organismo para o descanso.

 

2. Consumir cafeína no fim do dia

Café, energéticos, chás com cafeína e alguns refrigerantes podem dificultar o sono.

A sensibilidade varia de uma pessoa para outra. Ainda assim, consumir essas bebidas próximo ao horário de dormir pode aumentar a dificuldade para adormecer.

Quem apresenta insônia deve observar se existe relação entre o consumo de cafeína e a qualidade do sono.

 

3. Manter horários muito irregulares

Dormir e acordar em horários diferentes todos os dias pode desorganizar o ritmo circadiano.

Sempre que possível, manter uma rotina regular ajuda o organismo a reconhecer os períodos destinados ao sono e à vigília.

Esse cuidado também deve ser mantido nos fins de semana.

 

4. Fazer refeições muito pesadas à noite

Refeições volumosas ou muito próximas do horário de dormir podem causar desconforto e dificultar o descanso.

Azia, refluxo e sensação de estômago cheio podem interromper o sono.

Por isso, é recomendável evitar refeições muito pesadas antes de se deitar.

 

5. Fazer exercícios intensos muito perto de dormir

A atividade física é importante para a saúde e pode favorecer uma boa noite de sono.

Porém, exercícios muito intensos próximos ao horário de dormir podem deixar algumas pessoas mais alertas.

Quem percebe dificuldade para relaxar depois do treino pode testar horários diferentes e observar a resposta do organismo.

 

6. Consumir álcool para tentar dormir

O álcool pode causar sonolência inicialmente. Isso não significa que melhore a qualidade do sono.

A bebida pode deixar o descanso mais fragmentado e favorecer despertares durante a noite.

Usar álcool como estratégia para combater a insônia não é recomendado.

 

7. Levar preocupações para a cama

Estresse, ansiedade e excesso de pensamentos podem dificultar o relaxamento.

Ficar conferindo o relógio ou tentando forçar o sono também pode aumentar a preocupação.

Uma rotina tranquila antes de dormir pode ajudar. Técnicas de relaxamento, leitura e respiração são algumas alternativas.

 

Quando procurar ajuda para a insônia?

Mudanças de hábitos podem contribuir para melhorar o sono. No entanto, a insônia persistente precisa de avaliação profissional.

Se a dificuldade para dormir acontece com frequência e interfere nas atividades durante o dia, é importante buscar orientação médica.

O profissional poderá investigar possíveis causas e indicar o tratamento adequado.

A qualidade do sono é parte importante da saúde. Por isso, observar a rotina e identificar comportamentos que prejudicam o descanso pode ser um primeiro passo para noites melhores.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/insonia-7-habitos-que-podem-estar-prejudicando-o-seu-sono,f468f1324debcfd49e643cc841668aecn9kqjg7u.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sábado, 22 de agosto de 2026

Gordura no fígado: veja quais alimentos priorizar e quais evitar no tratamento da doença


Escolhas alimentares equilibradas podem contribuir para a saúde metabólica e reduzir fatores associados à progressão da esteatose

 

A esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, ocorre quando há acúmulo excessivo de gordura nas células do órgão. Muitas vezes, a condição não provoca sintomas no início, mas pode evoluir para inflamação, fibrose e outras complicações quando não é acompanhada e tratada adequadamente. Por isso, identificar o quadro e adotar mudanças no estilo de vida são medidas importantes.

 

Segundo a nutróloga Dra. Mariana Wogel, o fígado é um órgão diretamente influenciado pelo padrão alimentar. Dietas ricas em açúcar, ultraprocessados, bebidas adoçadas e gordura em excesso favorecem o acúmulo de gordura hepática e pioram a resistência à insulina, um dos mecanismos mais associados à doença.

 

A médica explica que a alimentação tem papel central nesse processo e pode ser decisiva na melhora do quadro. "O tratamento começa pela rotina alimentar. Não existe fórmula isolada capaz de reverter a gordura no fígado se a pessoa continua comendo de forma desorganizada e mantendo sobrecarga metabólica", afirma.

 

Alimentação aliada no controle da doença

Na avaliação da nutróloga, a base da alimentação deve ser formada por alimentos in natura ou minimamente processados. Verduras, legumes, frutas, feijões e grãos integrais ajudam no controle da glicemia, aumentam a saciedade e fornecem fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes que favorecem a saúde hepática.

 

As proteínas também ocupam lugar importante no manejo da esteatose. Ovos, peixes, frango e cortes magros de carne contribuem para preservar a massa muscular durante o emagrecimento e fornecem nutrientes envolvidos no metabolismo das gorduras, como colina e metionina. Para a médica, esse equilíbrio é essencial porque o tratamento da gordura no fígado não depende só de perder peso, mas de melhorar a composição corporal.

 

Gorduras que podem fazer parte da dieta

Embora o excesso de gordura saturada deva ser evitado, isso não significa cortar toda a gordura da alimentação. Azeite de oliva extravirgem, abacate, amêndoas, sardinha e salmão podem fazer parte da dieta em quantidades adequadas, por reunirem gorduras de melhor qualidade e perfil mais favorável ao metabolismo.

 

"Quando bem ajustadas, algumas fontes de gordura ajudam no equilíbrio da alimentação e podem contribuir dentro de um plano alimentar estruturado. O problema está no excesso e na escolha frequente de produtos ultraprocessados", explica a Dra. Mariana Wogel.

 

Alimentos que devem ser evitados

Na lista do que merece redução, estão refrigerantes, sucos industrializados, doces, biscoitos recheados, frituras, embutidos, carnes muito gordurosas, queijos amarelos e álcool. Esses itens favorecem inflamação, picos de glicemia, resistência à insulina e maior depósito de gordura no fígado.

 

A especialista reforça que as bebidas alcoólicas merecem atenção especial. Em pacientes com esteatose, o consumo costuma ser reduzido ao máximo ou suspenso, a depender da avaliação clínica.

 

Atividade física também é importante

Além da alimentação, a prática regular de atividade física é parte importante da estratégia para reverter a gordura no fígado. Exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida e bicicleta, contribuem para a melhora da saúde metabólica e podem reduzir a gordura acumulada no fígado. Quando combinados com treino de força, também contribuem para preservar músculos e melhorar o metabolismo.

 

A perda de peso gradual, quando indicada, é outro fator que pode trazer melhora significativa. Mesmo reduções moderadas já podem impactar positivamente o fígado e outros marcadores metabólicos. "Não se trata de uma mudança pontual, mas de um conjunto de ajustes que precisam ser sustentáveis. A melhora do fígado acompanha a melhora do estilo de vida como um todo", diz a Dra. Mariana Wogel.

 

Acompanhamento médico é fundamental

A esteatose hepática muitas vezes é descoberta em exames de rotina, sem sintomas no início. Quando o quadro aparece associado a sobrepeso, diabetes, colesterol alto ou triglicerídeos elevados, a investigação precisa ser mais ampla, segundo a médica.

 

O ponto central, destaca a Dra. Mariana Wogel, é entender que a gordura no fígado costuma ser um sinal de desequilíbrio metabólico. Por isso, o tratamento exige olhar para alimentação, composição corporal, atividade física e acompanhamento médico individualizado.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/gordura-no-figado-veja-quais-alimentos-priorizar-e-quais-evitar-no-tratamento-da-doenca,fa737d9bec0adfc43d7da7b025eb71a12hvil9o4.html?utm_source=clipboard - Por Paulo Novais - Foto: RossHelen | Shutterstock / Portal EdiCase