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domingo, 12 de julho de 2026

Má circulação: sintomas que exigem atenção e quando buscar ajuda médica


Sinais de má circulação podem aparecer cedo e merecem atenção. Veja como identificar alterações na circulação e quando procurar ajuda.

 

A má circulação pode causar sintomas como pés frios, inchaço e formigamento, que não devem ser ignorados. Esses sinais podem indicar problemas vasculares, neurológicos ou metabólicos. Tabagismo, sedentarismo e doenças como diabetes aumentam os riscos. Procurar um especialista ao notar esses sintomas pode prevenir complicações e iniciar o tratamento adequado.

 

A má circulação costuma dar sinais discretos no início, mas esses desconfortos podem evoluir e afetar a rotina. Sensação de peso nas pernas, inchaço e pés frios, por exemplo, não devem ser ignorados quando aparecem com frequência.

 

Isso acontece porque a redução do fluxo sanguíneo compromete a chegada de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Assim, o corpo começa a enviar alertas que podem indicar problemas vasculares, neurológicos ou até metabólicos.

 

Como a má circulação aparece

A má circulação surge quando o sangue encontra dificuldade para percorrer artérias, veias ou vasos linfáticos. Com isso, músculos e órgãos recebem menos suporte e passam a responder com dor, cansaço e alterações visíveis.

Segundo o cirurgião vascular Dr. Herik Oliveira, "a má circulação representa uma diminuição no fluxo sanguíneo nas veias, artérias e vasos linfáticos". Ele afirma que isso pode causar dores, câimbras, pés frios, formigamento, dormência e feridas que demoram a cicatrizar.

Além disso, o especialista destaca que mudanças na coloração da pele, fraqueza muscular e varizes também merecem atenção. Quando esses sinais se repetem, a circulação já pode estar comprometida de forma importante.

 

Sinais que exigem investigação

Alguns sintomas indicam que o problema pode ir além de um simples desconforto passageiro. Entre os principais alertas, estão inchaço persistente, veias dilatadas, sensibilidade alterada e pele pálida, arroxeada ou azulada.

Essas mudanças costumam aparecer aos poucos e, por isso, muita gente demora a procurar ajuda. Entretanto, observar o corpo com atenção facilita a identificação precoce e reduz riscos maiores.

 

A dor também pode indicar quadros diferentes, conforme a origem do problema. Dor em peso, cansaço e varizes sugerem doença venosa crônica, enquanto dor intensa e dificuldade para caminhar podem apontar trombose.

 

Circulação e doenças associadas

Nem todo sintoma circulatório tem a mesma causa, e o diagnóstico correto depende da avaliação médica. Dor ao caminhar, feridas difíceis de cicatrizar e pulsos arteriais reduzidos podem indicar doença arterial obstrutiva periférica.

Já o inchaço com sensibilidade ao toque e acúmulo anormal de gordura nas pernas pode estar ligado ao lipedema. Formigamento e dormência, por sua vez, também podem ter origem em doenças neurológicas periféricas.

Essa variedade de possibilidades mostra por que a circulação precisa ser analisada com cuidado. Um mesmo desconforto pode ter causas diferentes, e só a investigação profissional consegue definir o tratamento adequado.

 

Fatores que aumentam o risco

Alguns hábitos e condições de saúde favorecem problemas circulatórios e tornam os sinais mais prováveis. Entre os principais fatores de risco estão tabagismo, sedentarismo, obesidade, envelhecimento, diabetes e hipertensão.

Além disso, colesterol e triglicerídeos elevados também prejudicam o sistema vascular ao longo do tempo. Quanto mais fatores se acumulam, maior a chance de sintomas aparecerem e evoluírem rapidamente.

 

Quando procurar ajuda

Ao perceber qualquer sinal persistente, o ideal é procurar um angiologista ou cirurgião vascular. O diagnóstico precoce ajuda a identificar a causa correta, iniciar o tratamento certo e evitar complicações.

 

Veja uma lista de pontos de atenção.

 

Observe se o inchaço aparece com frequência.

 

Repare em pés e mãos sempre frios.

 

Note mudanças na cor da pele.

 

Preste atenção em formigamentos e dormências recorrentes.

 

Busque avaliação se houver feridas que não cicatrizam.

 

Cuidar da circulação desde os primeiros sintomas faz diferença na qualidade de vida e na prevenção de problemas mais graves. Quanto antes o corpo recebe atenção, maiores são as chances de recuperação segura e eficaz.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/ma-circulacao-sintomas-que-exigem-atencao-e-quando-buscar-ajuda-medica,5e624c3c720cfaa649cfc9981aeb3d6dexgcarm3.html?utm_source=clipboard - Foto: Reprodução/Africa Images

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Tipos de dor de cabeça: como identificar e quando procurar ajuda médica


Descubra os principais tipos de dor de cabeça, suas causas e sintomas. Saiba quando é hora de procurar ajuda médica e como aliviar.

 

Nem toda dor de cabeça é igual. Às vezes, ela aparece como uma pressão na testa depois de um dia estressante.

 

Em outras situações, vem em forma de dor latejante, enjoo, sensibilidade à luz e vontade de ficar em silêncio.

 

Há ainda dores menos comuns, mas muito intensas, que exigem atenção médica.

 

Entender os principais tipos de dor de cabeça ajuda a reconhecer padrões, evitar o uso inadequado de remédios e saber quando o sintoma merece avaliação profissional.

 

Vale lembrar que nem sempre a dor se encaixa perfeitamente em uma única categoria.

 

Algumas pessoas podem ter mais de um tipo de dor de cabeça ao longo da vida. Por isso, quando as crises são frequentes, mudam de padrão ou atrapalham a rotina, a avaliação médica é o caminho mais seguro.

 

A seguir, veja os tipos mais comuns de dor de cabeça, como eles costumam se manifestar e quais sinais indicam que é hora de procurar ajuda.

 

Resumo rápido

Nem toda dor de cabeça é igual: algumas parecem uma pressão na testa ou na nuca; outras latejam, vêm com enjoo ou pioram com luz e barulho.

Os principais tipos incluem cefaleia tensional, enxaqueca, cefaleia em salvas e dor por uso excessivo de remédios.

O padrão da dor importa: onde dói, quanto tempo dura, como começa e quais sintomas aparecem junto ajudam a entender quando procurar ajuda.

Alguns sinais exigem atenção: dor súbita e muito intensa, alteração na visão, fraqueza, confusão mental, febre ou dor após pancada na cabeça não devem ser ignorados.

A ideia não é fazer autodiagnóstico, mas ajudar você a reconhecer quando a dor parece passageira e quando merece avaliação médica.

 

Cefaleia tensional: a dor que aperta

A cefaleia tensional é um dos tipos mais comuns de dor de cabeça.

Ela costuma ser leve ou moderada e, geralmente, é descrita como uma sensação de pressão ou aperto na testa, nas têmporas ou na nuca.

Muitas pessoas comparam essa dor à sensação de uma faixa apertando a cabeça. Diferente da enxaqueca, ela costuma ser mais constante e não necessariamente vem acompanhada de enjoo ou sensibilidade intensa à luz.

 

Entre as causas e fatores associados mais comuns estão:

estresse e ansiedade;

má postura, especialmente ao usar celular ou computador por muito tempo;

tensão muscular no pescoço e nos ombros;

sono ruim ou poucas horas de descanso;

jejum prolongado;

desidratação.

 

O que pode ajudar?

Na maioria dos casos, medidas simples podem aliviar o desconforto, especialmente quando a dor é ocasional:

descansar em um ambiente tranquilo;

beber água;

fazer pausas durante o trabalho;

alongar pescoço, ombros e costas;

melhorar a postura ao usar telas;

evitar longos períodos sem comer.

Analgésicos podem ser usados em algumas situações, mas o uso frequente sem orientação médica não é recomendado.

Quando a dor se repete muitas vezes, é importante investigar a causa em vez de apenas mascarar o sintoma.

 

Enxaqueca: a dor que lateja e pode incapacitar

A enxaqueca é um tipo de dor de cabeça mais intensa e, em muitos casos, incapacitante.

Ela costuma ser pulsátil, como se a dor "latejasse", e pode afetar apenas um lado da cabeça.

 

Além da dor, a enxaqueca pode vir acompanhada de:

náuseas;

vômitos;

sensibilidade à luz;

incômodo com barulhos;

intolerância a cheiros fortes;

piora com esforço físico ou movimento.

Para algumas pessoas, uma crise de enxaqueca pode durar horas. Em outros casos, pode se prolongar por mais tempo e prejudicar atividades simples do dia a dia, como trabalhar, estudar, cuidar da casa ou manter uma conversa.

 

Principais gatilhos da enxaqueca

Os gatilhos variam de pessoa para pessoa. Entre os mais relatados estão:

alterações no sono, como dormir pouco ou dormir demais;

estresse emocional;

jejum prolongado;

mudanças hormonais, especialmente em mulheres durante o ciclo menstrual;

luzes fortes;

cheiros intensos;

barulho excessivo;

bebidas alcoólicas;

alguns alimentos, como queijos envelhecidos, embutidos, chocolate ou excesso de cafeína.

Nem todo mundo terá os mesmos gatilhos. Por isso, observar quando a dor aparece pode ajudar muito na conversa com o médico.

 

Diferença entre enxaqueca e cefaleia tensional

A cefaleia tensional costuma causar uma dor em pressão, mais constante e geralmente menos incapacitante.

Já a enxaqueca tende a ser mais intensa, latejante e pode vir acompanhada de náuseas, sensibilidade à luz, ao som ou a cheiros.

Algumas pessoas também apresentam aura antes ou durante a crise.

A aura pode incluir alterações visuais, como pontos brilhantes, flashes de luz ou manchas no campo de visão. Em alguns casos, também pode haver formigamento ou dificuldade temporária para falar.

Esses sintomas devem ser avaliados por um profissional, principalmente quando aparecem pela primeira vez ou mudam de padrão.

 

Como é o tratamento?

O tratamento da enxaqueca depende da frequência, intensidade e características das crises.

Pode envolver medicamentos para aliviar a dor no momento da crise, remédios preventivos em casos recorrentes e mudanças de hábitos para reduzir gatilhos.

Entre as medidas que podem ajudar durante uma crise estão:

repousar em ambiente escuro e silencioso;

evitar estímulos fortes, como luz, barulho e cheiros;

manter hidratação;

fazer alimentação leve, se houver tolerância;

usar medicamentos apenas conforme orientação profissional.

Quando a enxaqueca é frequente ou limita a rotina, vale procurar um médico para avaliar um plano de tratamento mais adequado.

 

Cefaleia em salvas: dor intensa ao redor de um olho

A cefaleia em salvas é menos comum, mas costuma causar uma dor muito intensa.

Ela recebe esse nome porque aparece em períodos de crise, que podem durar semanas ou meses, seguidos por fases sem dor.

A dor geralmente fica concentrada em um lado da cabeça, principalmente ao redor de um olho. Muitas pessoas descrevem como uma dor profunda, forte e difícil de suportar.

Ela pode vir acompanhada de sintomas no mesmo lado da dor, como:

olho vermelho;

lacrimejamento;

nariz entupido;

coriza;

suor no rosto;

queda da pálpebra;

inquietação durante a crise.

 

Características comuns

A cefaleia em salvas costuma ter algumas características marcantes:

dor muito intensa;

duração de 15 minutos a 3 horas por episódio;

crises que podem acontecer mais de uma vez ao dia;

dor quase sempre de um lado só;

maior frequência em homens, embora também possa afetar mulheres.

Por ser uma dor muito intensa e com características específicas, precisa de avaliação médica.

 

O tratamento pode incluir oxigênio em alta concentração em alguns casos, medicamentos para interromper a crise e opções preventivas indicadas pelo médico.

Álcool e cigarro também podem atuar como desencadeadores em algumas pessoas, especialmente durante os períodos de crise.

 

Dor de cabeça por uso excessivo de remédios

A dor de cabeça por uso excessivo de medicamentos pode acontecer quando remédios usados para aliviar crises passam a ser tomados com frequência elevada.

Em vez de resolver o problema, o uso repetido pode manter a dor em um ciclo quase diário, principalmente em pessoas que já têm enxaqueca ou outro tipo de cefaleia recorrente.

Esse quadro também é conhecido popularmente como "efeito rebote", embora o mecanismo seja mais complexo do que simplesmente "o remédio parar de fazer efeito".

 

Como ela costuma aparecer?

Alguns sinais podem levantar suspeita:

dor de cabeça em muitos dias do mês;

necessidade frequente de tomar analgésicos;

alívio temporário após o remédio, com retorno da dor depois;

sensação de que a dor está ficando cada vez mais constante;

dificuldade de passar o dia sem medicação.

O ponto principal é: quando a pessoa precisa tomar remédio para dor de cabeça com muita frequência, isso não deve ser tratado como algo normal.

 

Como evitar esse ciclo?

A melhor forma de prevenir esse problema é evitar o uso repetido de analgésicos ou medicamentos para enxaqueca sem acompanhamento.

Se a dor aparece vários dias por semana, ou se o remédio se tornou parte da rotina, é importante procurar um médico.

Nesses casos, pode ser necessário investigar o tipo de dor, ajustar o tratamento e, em algumas situações, iniciar uma estratégia preventiva.

 

Quando dor de cabeça pode ser sinal de alerta?

A maioria das dores de cabeça não está ligada a algo grave. Mesmo assim, alguns sinais exigem atenção, principalmente quando a dor foge do padrão habitual.

Procure atendimento médico com urgência se houver:

dor repentina e muito intensa, como um "trovão" na cabeça;

dor acompanhada de febre, rigidez no pescoço ou confusão mental;

perda de visão, visão dupla ou alteração neurológica;

fraqueza em um lado do corpo;

dificuldade para falar;

desmaio;

dor após queda, pancada ou traumatismo na cabeça;

dor que piora progressivamente;

dor que acorda durante a noite;

dor nova e intensa em pessoas que nunca tiveram esse tipo de sintoma.

Também é importante procurar avaliação se a dor de cabeça se tornou frequente, se está atrapalhando atividades diárias ou se mudou de comportamento de forma clara.

 

Hábitos que ajudam a prevenir dores de cabeça

Nem toda dor de cabeça pode ser evitada, mas alguns hábitos ajudam a reduzir a frequência e a intensidade das crises em muitas pessoas.

Entre eles:

manter horários regulares de sono;

beber água ao longo do dia;

evitar longos períodos em jejum;

fazer pausas durante o uso de computador e celular;

cuidar da postura;

reduzir excesso de cafeína e álcool;

praticar atividade física de forma regular, quando possível;

observar possíveis gatilhos;

controlar o estresse com estratégias realistas para a rotina.

Um diário de dor também pode ajudar.

 

Anotar quando a dor aparece, quanto tempo dura, onde dói, o que foi consumido no dia e quais sintomas vieram junto pode facilitar o diagnóstico e orientar melhor o tratamento.

 

O padrão da dor importa

A dor de cabeça pode ser apenas um incômodo passageiro, mas também pode revelar um padrão que merece atenção.

Observar onde dói, como a dor começa, quanto tempo dura, o que piora e quais sintomas acompanham a crise faz diferença.

Conhecer os principais tipos de dor de cabeça ajuda o leitor a entender melhor o próprio corpo, mas não substitui a avaliação profissional.

Se a dor é frequente, intensa, diferente do habitual ou limita atividades simples do dia a dia, procurar um médico é a atitude mais segura.

Em muitos casos, identificar corretamente o tipo de dor de cabeça ajuda tanto no alívio das crises quanto na prevenção de novos episódios.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/tipos-de-dor-de-cabeca-como-identificar-e-quando-procurar-ajuda-medica,4adc7d59abe6ecd73a75dfcddd0f4180ekqynsyr.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / SaúdeLAB - Foto: SaúdeLAB

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Mal súbito e mal-estar: veja as diferenças


Saiba como identificar e tratar as condições adequadamente

 

O mal súbito é uma condição médica grave e repentina, indicando que algo não vai bem por meio de uma manifestação do corpo. Os sintomas podem se relacionar a inúmeras causas, desde um quadro mais simples de desidratação, até a ocorrência de doenças sérias como o AVC

 

De acordo com Carlos Eduardo Abrahão, que é cardiologista, o mal súbito pode decorrer de doenças cardíacas, como infarto e arritmias. Além disso, condições raras também podem influenciar nesse episódio, como são os casos de doenças genéticas e alterações congênitas

 

"Há também os casos de mal súbito que acometem atletas profissionais e amadores. Nestes casos, é possível que a condição decorra de uma doença estrutural genética que pode causar episódios de síncope e até parada cardíaca em raras situações, geralmente associadas a atividades físicas: a cardiomiopatia hipertrófica", explica o especialista do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP-RJ).

 

O mal súbito necessita de uma intervenção médica imediata. Dessa forma é possível minimizar as complicações, aumentando as chances de sobrevivência. O profissional ainda alerta que, em muitos casos, uma avaliação médica atenta é capaz de antecipar o diagnóstico da doença, prevenindo a condição.

 

Quais os sinais do mal súbito?

Falta de ar 

Dor de cabeça intensa

Dor no peito 

Fraqueza 

Tontura

Palpitação 

Obscurecimento da visão 

Paralisia do rosto ou da perna 

Dificuldade de fala ou compreensão da linguagem

Perda do equilíbrio ou da coordenação 

 

Quais suas causas?

A principal causa do mal súbito é a arritmia cardíaca. Esse distúrbio é o responsável por alterar o ritmo dos batimentos do coração, deixando-os mais acelerados ou lentos.

 

Dessa forma, o funcionamento desordenado do órgão compromete o bombeamento e a distribuição de sangue pelo corpo. Isso ocasiona a falta de oxigenação cerebral e pode levar à morte. Outros fatores cardiológicos como a obstrução das artérias e doenças dos músculos cardíacos também podem originar o mal súbito.

 

Além disso, a condição pode se associar a causas neurológicas, como crises convulsivas e AVCs hemorrágico e isquêmico. O uso de drogas e algumas doenças metabólicas também podem contribuir para desenvolver o estado. 

 

O especialista também chama a atenção para a importância de controlar as doenças de base. Isso porque o mais comum é que os episódios de mal súbito afetem pacientes que já possuem problemas cardíacos.

 

Então, o que é mal-estar?

O mal-estar é uma sensação geral de desconforto, podendo apresentar diversas causas. "O mal-estar pode ser resultado de condições como estresse, ansiedade, indigestão, desidratação ou até mesmo cansaço extremo. Embora não exija atendimento emergencial imediato, se for persistente, deve ser avaliado por um médico para identificar e tratar a causa", esclarece o cardiologista.

 

Dessa forma, é fundamental reconhecer os sinais de mal súbito para que a conduta de tratamento seja adequada. "O principal sintoma é uma história de perda súbita de consciência seguida de pronta recuperação, sem um mal-estar importante após a recuperação", alerta o profissional. 

 

Já no caso do mal-estar, os sintomas podem incluir dor de cabeça leve, náuseas, tontura ou sensação de desânimo. A recomendação, nestes casos, é descansar, hidratar-se e, se os sintomas persistirem, procurar um médico.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/mal-subito-e-mal-estar-veja-as-diferencas,07c9e9f20835237ca5b0145bbb1259fbl6eninhd.html?utm_source=clipboard - Shutterstock / Saúde em Dia


domingo, 30 de março de 2025

Ansiedade ou pressão alta? Saiba como identificar e o que fazer


Os sintomas da ansiedade e da depressão costumam ser distintos, mas podem se confundir em alguns pacientes

 

As emoções podem ter um impacto direto na saúde do coração, levando a problemas crônicos que causam danos em todo o organismo. Pressão alta, também conhecida como hipertensão arterial, e ansiedade, são duas condições clínicas distintas que, frequentemente, caminham lado a lado e podem afetar significativamente o bem-estar das pessoas.

 

Pressão alta x ansiedade

A pressão alta é uma doença crônica caracterizada pelo aumento da pressão sanguínea nas artérias. Esse aumento pode resultar em problemas cardiovasculares graves, como infarto, AVC e insuficiência cardíaca, alerta o coordenador do curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera, LincoIn Cardoso. 

 

A ansiedade, por outro lado, é uma resposta emocional a diversas condições do comportamento humano, incluindo angústia, aflição, incerteza, sensação de perigo e insegurança. O que muitos não sabem é que essas duas condições podem estar interligadas. 

 

LincoIn explica que a ansiedade crônica pode desencadear respostas fisiológicas que afetam diretamente o sistema cardiovascular, temporariamente elevando a pressão arterial. Já a pressão alta pode agravar os sintomas de ansiedade, criando um ciclo contínuo de influência mútua.

 

Os fatores de risco de cada um

Entre os fatores de risco para hipertensão arterial estão idade avançada, histórico familiar, obesidade, sedentarismo, má alimentação, consumo de álcool e tabaco, estresse crônico, diabetes, hipercolesterolemia, apneia do sono, doenças renais e uso de certos medicamentos. 

 

Já para ansiedade, destacam-se traumas ou eventos estressantes, personalidade suscetível, doenças físicas ou crônicas, uso de substâncias, desequilíbrios químicos no cérebro, histórico de outras doenças mentais, estresse crônico no trabalho ou vida pessoal, fatores socioeconômicos e traços de personalidade específicos.

 

Ansiedade ou pressão alta? Saiba diferenciar

Identificar se a pressão alta é emocional ou fruto de outros fatores requer atenção. Segundo Lincoln, os sintomas da pressão alta incluem dores de cabeça, tonturas, visão embaçada e palpitações no coração. Já a ansiedade pode apresentar agitação, sudorese, tremores, irritabilidade e dificuldade em dormir. Porém, em algumas pessoas, a ansiedade intensa pode temporariamente elevar a pressão arterial, tornando difícil identificar a causa raiz. 

 

"Para um diagnóstico adequado de pressão alta e ansiedade, é essencial acompanhamento especializado. Médicos e farmacêuticos são profissionais preparados para ajudar nessa jornada de cuidado, realizando monitoramentos da pressão arterial ao longo do dia, inclusive em momentos de estresse ou ansiedade, para identificar possíveis ligações emocionais", alerta o professor.

 

Exames adicionais, como monitoramento ambulatorial da pressão arterial (MAPA) e testes de estresse, podem avaliar a influência das emoções na pressão arterial. Além disso, a avaliação psicológica pode fornecer insights sobre a relação entre a ansiedade e a pressão alta, conforme recomenda Lincoln.

 

Tratamento

O profissional aponta ainda que a hipertensão arterial geralmente tem causas multifatoriais, envolvendo combinações de fatores genéticos, comportamentais e ambientais. Portanto, o tratamento deve ser conduzido por um profissional de saúde qualificado, considerando os aspectos clínicos e emocionais. Durante a terapia, mudanças no estilo de vida, como dieta saudável, exercícios físicos e redução do estresse, são fundamentais. Em alguns casos pode ser necessário o uso de medicação.

 

"O tratamento adequado da pressão alta relacionada à ansiedade requer abordagem integrada. Mudanças no estilo de vida, como prática regular de exercícios físicos, alimentação balanceada e controle do estresse, são fundamentais. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode auxiliar no controle da ansiedade, promovendo pensamentos e comportamentos adaptativos. Em alguns casos, a medicação também pode ser necessária, seguindo orientações de profissionais de saúde", recomenda.

 

Um problema pode agravar o outro

O professor alerta ainda que o estresse e a ansiedade podem afetar os níveis de pressão arterial de várias maneiras. Ativação do sistema nervoso simpático, contração dos vasos sanguíneos, liberação de hormônios do estresse, retenção de sódio e água, padrões alimentares pouco saudáveis e falta de sono adequado são alguns exemplos.

 

O farmacêutico explica que a pressão alta não tratada pode levar a graves consequências a longo prazo, como doenças cardiovasculares, danos aos órgãos, insuficiência renal, problemas visuais, cognitivos, complicações na gravidez, vasculares e aumento do risco de morte. "Buscar diagnóstico precoce e tratamento adequado é essencial para melhorar a qualidade de vida", destaca.

 

Por fim, o professor da Faculdade Anhanguera ressalta a importância de cuidar da saúde do coração, não se limitando a medir a pressão arterial. Atentar-se à saúde emocional e buscar formas saudáveis de lidar com estresse e ansiedade é o primeiro passo para uma jornada rumo a um coração mais saudável e uma vida plena de bem-estar.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/ansiedade-ou-pressao-alta-saiba-como-identificar-e-o-que-fazer,f1d11419fc035e7ad5c104bffe55c5f1j2rdx48v.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

terça-feira, 25 de março de 2025

Ronco e apneia: como identificar e tratar distúrbios do sono?


Dr. Ordival Augusto Rosa, médico especialista em Medicina do Sono do IPO, maior hospital de otorrinolaringologista da América Latina, explica sobre dois dos principais distúrbios do sono


Noites mal dormidas, sensação constante de cansaço e dificuldade de concentração ao longo do dia podem ser sinais de um problema de saúde que vai muito além do simples desconforto. De acordo com uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de 2023, 72% dos brasileiros sofrem com distúrbios do sono, entre eles o ronco e a apneia do sono.

 

Segundo o Dr. Ordival Augusto Rosa, especialista em Medicina do Sono do Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO), maior hospital do segmento da América Latina, muitas pessoas subestimam os sinais desses distúrbios, acreditando que o ronco seja apenas um incômodo social. “O ronco frequente e intenso deve ser investigado, pois pode ser um alerta para a apneia do sono, uma condição em que há interrupções da respiração durante o descanso. Isso compromete a oxigenação do organismo e aumenta o risco de diversas doenças”, afirma.

 

Embora ambos os problemas afetem o sono e as vias respiratórias, suas causas e impactos são diferentes. O ronco ocorre devido à vibração das estruturas da garganta, gerando um ruído que pode variar de leve a intenso. Já a apneia do sono é mais grave, caracterizando-se por pausas temporárias na respiração por pelo menos 10 segundos, o que leva à queda dos níveis de oxigênio no sangue e a microdespertares ao longo da noite.

 

Além do barulho incômodo, a apneia do sono pode causar sonolência excessiva diurna, sensação de sufocamento ao dormir, fadiga ao acordar e até mesmo dificuldades cognitivas. De acordo com o Dr. Ordival, esses sintomas são um alerta para a necessidade de acompanhamento médico. “O sono deve ser restaurador. Se a pessoa acorda cansada e sente sonolência ao longo do dia, é essencial investigar a causa e buscar tratamento”, enfatiza o médico do IPO.

 

O diagnóstico é feito por meio de exames específicos, como a polissonografia, que monitora padrões respiratórios, níveis de oxigenação, frequência cardíaca e atividade cerebral durante o sono. “Esse exame pode ser realizado tanto em ambiente hospitalar quanto domiciliar, dependendo da necessidade do paciente e da avaliação médica”, explica.

 

O tratamento para a apneia do sono e ronco varia conforme a gravidade do quadro e das características individuais do paciente. Em muitos casos, medidas simples, como perda de peso, ajustes na posição ao dormir e a adoção de hábitos saudáveis, podem trazer melhorias significativas. “Pacientes com apneia não tratada têm maior risco de desenvolver complicações cardiovasculares e hipertensão arterial”, destaca o especialista.

 

Nos casos em que há alterações anatômicas que dificultam a respiração, pode ser necessária intervenção cirúrgica. “Podem ser realizadas cirurgias nasais, faríngeas ou esqueléticas, dependendo da necessidade do paciente. Em algumas situações, a correção cirúrgica pode amenizar ou até eliminar o distúrbio respiratório”, complementa o Dr. Ordival Augusto Rosa.

 

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2268758/ronco-e-apneia-como-identificar-e-tratar-disturbios-do-sono - Rafael Damas - © Shutterstock

sábado, 24 de agosto de 2024

Casos de derrame superam o número de infartos no Brasil; conheça os sinais de alerta


Até então, o infarto agudo do miocárdio era a principal causa de morte no país. Veja como identificar os sinais de alerta de um derrame

 

Uma pesquisa da SBACV (Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular), com dados do Portal de Transparência dos Cartórios de Registro Civil, descobriu que o número de mortes por derrame (ou AVC, acidente vascular cerebral) ultrapassou o número de mortes por Infarto Agudo do Miocárdio, no período de 2019 a junho de 2024.

 

O estudo revelou um aumento anual significativo, com destaque para o ano de 2020, quando os registros de óbito por derrame alcançaram 105.894, enquanto os por infarto chegaram a 97.779, percentual consideravelmente superior aos demais períodos.

 

Em 2024, a diferença entre os óbitos por infarto e AVC, com dados coletados até junho, atingiu 8,78%. Assim o infarto se tornou uma causa de morte menor em comparação ao derrame.

 

Derrame e seus sinais de alerta

Segundo Victor Hugo Espíndola, neurocirurgião e especialista em doenças cerebrovasculares, o derrame é uma condição médica grave que ocorre em duas situações: quando há interrupção no fluxo sanguíneo para o cérebro, chamado AVC isquêmico; e quando há o rompimento de um vaso sanguíneo no cérebro, conhecido como AVC hemorrágico.

 

Essa interrupção no fornecimento de sangue leva à falta de oxigênio e nutrientes nas células cerebrais e por isso, muitas vezes, resulta em danos irreversíveis.

 

Espíndola ressalta, ainda, alguns sintomas do AVC que podem passar despercebidos. No entanto, é importante estar alerta a sinais como:

 

Formigamento em um lado do corpo;

Fraqueza;

Alteração na visão;

Incapacidade de levantar braços ou pernas;

Sorriso assimétrico;

Náusea;

Vômito;

Fala embolada.

 

Para identificar esses sinais, é usada a técnica do SAMU. Isto é: Sorrir, Abraçar, Mensagem e Urgência. Caso a pessoa não consiga movimentar o rosto, os braços ou apresentar a fala embolada, é necessário acionar atendimento médico com urgência, pelo número 192, e informar da suspeita de AVC.

 

Victor Hugo destaca a importância de praticar exercícios físicos regularmente, evitar o consumo de álcool e cigarro, além de controlar o estresse e a hipertensão. “Essas são algumas medidas preventivas para evitar o AVC e manter uma vida saudável”, afirma o neurocirurgião.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/casos-de-derrame-superam-o-numero-de-infartos-no-brasil-conheca-os-sinais-de-alerta.phtml - By Milena Vogado - Foto: Shutterstock


"Eu disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo".

João 16:33


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Volta às aulas: será que seu filho precisa usar óculos? Saiba identificar


O começo do início letivo é uma boa oportunidade para identificar os sinais de que os pequenos provavelmente precisam usar óculos

 

As aulas estão voltando por todo o país e milhares de crianças estão retornando à rotina da sala de aula. Além de toda a empolgação dos pequenos com o novo ano letivo, esse também é um momento de atenção para os pais e responsáveis, que devem ficar alerta a qualquer mudança comportamental. Esse pode ser um indicativo para diversos problemas, inclusive para a necessidade de um óculos.

 

O Dr. Antonio Sardinha, oftalmologista do HOC- Hospital de Olhos de Cuiabá, lembra que a saúde ocular está diretamente ligada ao desempenho acadêmico das crianças. Isso porque problemas visuais não diagnosticados podem prejudicar a leitura, a escrita e a participação ativa em sala de aula.

 

Pensando nisso, o especialista destaca a importância de realizar exames oftalmológicos de rotina, a fim de preservar a saúde dos pequenos e identificar a necessidade ou não de usar óculos. “Um check-up ocular antes do retorno às aulas é crucial para identificar problemas visuais que podem afetar o desempenho acadêmico e o aprendizado das crianças”, destaca.

 

Conforme o médico, além de detectar problemas visuais, um check-up ocular pode contribuir para o bem-estar geral, pois uma visão saudável é essencial para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças durante o período escolar.

 

Contudo, antes mesmo do check-up, os pais podem ficar atentos a alguns sinais que podem indicar problemas de visão e a necessidade de usar óculos. São eles:

 

Dores de cabeça frequentes;

Dificuldade de leitura;

Apertar os olhos ou piscar excessivamente.

 

Além disso, o profissional lembra que as telas digitais podem causar fadiga ocular e problemas visuais. Portanto, é recomendado controlar o acesso das crianças a esses aparelhos.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/volta-as-aulas-sera-que-seu-filho-precisa-usar-oculos-saiba-identificar.phtml - Por Milena Vogado - Foto: Shutterstock


Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, sejam homens de coragem, sejam fortes.

1 Coríntios 16:13


segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Veja como diferenciar tristeza e depressão


Psiquiatra explica como identificar esses problemas e quando procurar por ajuda médica

 

Neste mês é celebrado mundialmente a campanha ‘Janeiro Branco’, que visa conscientizar as pessoas sobre a saúde mental. No período, a depressão, em especial, é um dos focos principais. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de pessoas no mundo sofrem com essa doença. É importante lembrar que depressão e tristeza são diferentes.

 

“Depressão e tristeza são experiências emocionais distintas, embora compartilhem semelhanças; é essencial compreender as diferenças para identificar e abordar cada uma adequadamente”, afirma Erica Maia, psiquiatra e gerente de saúde mental da Conexa (startup digital de saúde).

 

Diferenças entre depressão e tristeza

Segundo Erica Maia, o básico para entender a depressão é que ela não tem uma causa definida. “A pessoa não está com depressão ‘por isso ou aquilo’, ela simplesmente está deprimida”, explica a psiquiatra.

A tristeza, por sua vez, tem um motivo. Uma pessoa pode estar triste porque lhe aconteceu algo ruim ou inesperado, por exemplo. Outro marco da depressão é perder prazer naquilo que gosta e na vontade de fazer as coisas. Antes, a pessoa tinha o hábito de passear, ir ao cinema ou praticar esportes. Agora, pode não ter mais prazer nessas atividades.

 

Outros sintomas da depressão

Além da perda de prazer ou de interesse, a pessoa em depressão pode ter alterações no apetite (comer demais ou bem menos), no sono (pode dormir demais ou de menos), cansaço físico ou fadiga, sentimentos de desesperança, de culpa e ruminação sobre o passado, dificuldade de concentração e consequente esquecimento por não fixar as informações. Além disso, a médica explica que a doença pode acompanhar pensamentos suicidas.

 

Impactos da depressão e da tristeza

A psiquiatra alerta também sobre a perversidade da doença, ou seja, ela tende a impactar todas as esferas da vida, com os sintomas aparecendo a maior parte do dia, por longo período. “A pessoa pode deixar de comer, de trabalhar, e ficar sem fazer nada. Quanto mais invasivo, mais impactante”, ressalta.

 

Na tristeza, a emoção pode estar restrita a um contexto específico, e esse sentimento ocupa momentos do dia da pessoa. A intensidade desse sentimento tende a diminuir com o tempo. A pessoa vai ficando menos triste até voltar a fazer suas atividades rotineiras.

 

Consulte um especialista

Em situações de sofrimento é recomendável que a pessoa passe por uma avaliação médica ou psicológica. “Em situações em que uma pessoa muda a forma de ser ou de sentir, ‘foge’ das coisas ou das pessoas que costumava gostar, nutre pensamentos ruins, não consegue se concentrar na vida, em atividades do dia a dia, é preciso procurar ajuda de um psicólogo ou psiquiatra”, alerta a médica. “Quem tem depressão, dificilmente vai conseguir melhorar os sintomas sem o auxílio de um profissional”, acrescenta.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/parceiros/edicase/2024-01-11/veja-como-diferenciar-tristeza-e-depressao.html - Por Adriana David - Imagem: Alphavector | Shutterstock


Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.

1 João 4:7-8