Mostrando postagens com marcador Hábitos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hábitos. Mostrar todas as postagens

sábado, 30 de maio de 2026

Saúde digestiva: 11 hábitos que ajudam a melhorar o funcionamento do intestino


Entenda como o órgão influencia diferentes funções do organismo e veja como pequenas mudanças na rotina podem prevenir e aliviar problemas digestivos

 

A saúde digestiva vai muito além do funcionamento do estômago e influencia diretamente a imunidade, o metabolismo, a absorção de nutrientes e o bem-estar geral. Quando há alterações nesse sistema, os impactos podem atingir não apenas a digestão, mas também a qualidade de vida e até a saúde emocional.

 

Segundo o Dr. Raphael Gomes, médico e professor de Gastroenterologia da Afya Centro Universitário Itaperuna, o sistema digestivo exerce funções essenciais para todo o organismo. "Ele é responsável pela digestão e absorção de nutrientes, vitaminas, minerais e água, fundamentais para a produção de energia, crescimento, reparação dos tecidos e manutenção das funções vitais", explica.

 

Ele destaca ainda que o intestino, maior órgão do sistema, tem papel importante no funcionamento do sistema imunológico. "Grande parte das células de defesa do organismo está relacionada ao trato gastrointestinal. Além disso, a microbiota intestinal ajuda na proteção contra microrganismos nocivos e na manutenção do equilíbrio do organismo", afirma.

 

Sinais de alerta para problemas digestivos

De acordo com o Dr. Raphael Gomes, entre os principais sinais de alerta para problemas digestivos estão dores abdominais frequentes, azia, refluxo, excesso de gases, inchaço abdominal, diarreia ou prisão de ventre persistentes, náuseas, dificuldade para engolir, sangue nas fezes e perda de peso sem causa aparente.

 

Segundo o docente, muitas pessoas acabam normalizando esses sintomas e demoram para procurar ajuda especializada. "O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações e identificar doenças ainda em fases iniciais", alerta.

 

Nesse sentido, exames como endoscopia digestiva alta, colonoscopia, exames laboratoriais, ultrassonografia abdominal e testes para intolerâncias alimentares podem auxiliar na investigação de alterações gastrointestinais. "A colonoscopia, inclusive, tem papel importante na prevenção do câncer colorretal, especialmente a partir dos 45 anos ou antes em pessoas com fatores de risco e histórico familiar", destaca.

 

Relação entre saúde digestiva e saúde mental

Além das funções digestivas, o intestino também tem despertado atenção da ciência por sua forte conexão com o cérebro. O órgão possui milhões de neurônios e mantém comunicação constante com o sistema nervoso central por meio do chamado eixo cérebro-intestino.

 

Segundo a Dra. Mariana Ramos, professora de Psicologia da Afya Centro Universitário Itaperuna, emoções e funcionamento intestinal estão diretamente ligados. "Situações de ansiedade, estresse e sofrimento emocional podem desencadear sintomas gastrointestinais, como dores abdominais, diarreia, constipação, náuseas e desconfortos digestivos", explica.

 

A especialista afirma que essa relação é bidirecional. Da mesma forma que emoções afetam o intestino, alterações intestinais também podem impactar o humor e a saúde mental. Ela destaca que a microbiota intestinal, por exemplo, participa da produção e regulação de substâncias importantes relacionadas ao bem-estar emocional. Nesse sentido, quando há desequilíbrio intestinal, podem surgir irritabilidade, fadiga, piora da ansiedade, alterações de humor e até sintomas depressivos.

 

Além disso, o intestino também é conhecido como "segundo cérebro" por estar relacionado à produção de neurotransmissores importantes para o organismo. "Grande parte da serotonina, neurotransmissor ligado ao humor, prazer e bem-estar, é produzida no intestino. Por isso, cuidar da alimentação, do sono e da saúde emocional também é uma forma de cuidar da saúde digestiva", ressalta a professora.

 

Hábitos diários que ajudam a melhorar a saúde digestiva

Pequenas mudanças na rotina podem fazer diferença no funcionamento do intestino, na digestão e no equilíbrio do organismo como um todo. Veja alguns hábitos que podem ajudar a fortalecer a saúde digestiva no dia a dia!

 

1. Manter uma alimentação equilibrada e rica em fibras

Consumir regularmente frutas, verduras, legumes, grãos integrais e sementes ajuda no funcionamento do intestino e na digestão.

 

2. Beber bastante água ao longo do dia

A hidratação adequada favorece a digestão, auxilia na absorção de nutrientes e contribui para o bom funcionamento intestinal.

 

3. Praticar atividade física regularmente

Os exercícios ajudam na motilidade intestinal, estimulam o metabolismo e contribuem para o equilíbrio do organismo.

 

4. Reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados

Evitar excesso de produtos industrializados, gordurosos e ricos em açúcar pode diminuir inflamações e desconfortos digestivos.

 

5. Evitar excesso de álcool, cafeína e cigarro

Esses hábitos podem irritar o sistema digestivo e prejudicar o funcionamento intestinal.

 

6. Mastigar os alimentos devagar e comer com calma

Fazer refeições sem pressa facilita a digestão e reduz sintomas como azia, refluxo e sensação de estufamento.

 

7. Manter horários regulares para as refeições

Ter uma rotina alimentar organizada ajuda o organismo a funcionar de forma mais equilibrada.

 

8. Evitar excessos alimentares, principalmente à noite

Refeições muito pesadas no período noturno podem causar desconfortos digestivos e prejudicar o sono.

 

9. Controlar o estresse e cuidar da saúde emocional

Ansiedade, estresse e sobrecarga mental impactam diretamente o intestino e podem desencadear sintomas gastrointestinais.

 

10. Priorizar sono de qualidade, descanso e momentos de lazer

Manter uma rotina saudável, com pausas e descanso adequado, contribui para o equilíbrio entre intestino e saúde mental.

 

11. Evitar automedicação e realizar acompanhamento médico.

O uso frequente de laxantes, anti-inflamatórios e medicamentos para azia sem orientação pode trazer riscos. Consultas e exames preventivos ajudam na identificação precoce de problemas digestivos.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/saude-digestiva-11-habitos-que-ajudam-a-melhorar-o-funcionamento-do-intestino,df07fcfb4ea51988a3f1a925b25bc814jh6mce26.html?utm_source=clipboard - Por Beatriz Felicio - Foto: THICHA SATAPITANON | Shutterstock / Portal EdiCase

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Frio e fibromialgia: cuidados para aliviar dores intensas nessa época


A queda das temperaturas agrava a tensão muscular e a sensibilidade. Entenda por que isso ocorre e aprenda hábitos para proteger o corpo

 

A fibromialgia é uma síndrome crônica e dolorosa. Ela causa dores por todo o corpo e muita fadiga diária. A queda das temperaturas exige uma atenção redobrada dos pacientes.

 

Por que o frio piora a fibromialgia?

O corpo humano reage naturalmente às baixas temperaturas do ambiente. O organismo tenta reter calor para manter os órgãos em funcionamento. Esse processo afeta diretamente a nossa musculatura.

 

Pessoas sem a síndrome apenas sentem um leve desconforto físico. Já os pacientes com fibromialgia possuem uma percepção alterada da dor. O cérebro processa os estímulos de forma muito mais intensa.

 

Contração muscular e sensibilidade

O frio causa a contração involuntária e constante dos músculos. Essa tensão contínua gera muita rigidez nas articulações do paciente. O esforço para manter o corpo aquecido também provoca fadiga.

 

Os vasos sanguíneos ficam mais estreitos durante o tempo frio. A circulação de sangue nas extremidades do corpo diminui bastante. Isso reduz a oxigenação muscular e acaba agravando as dores.

 

Cuidados práticos para o dia a dia

Algumas mudanças na rotina ajudam muito a enfrentar os dias gelados. O objetivo principal é manter o corpo relaxado e bem quente. Hábitos simples fazem toda a diferença no conforto diário.

 

Evite a exposição prolongada aos ventos gelados sempre que possível. Mantenha os ambientes da casa bem fechados e confortáveis. O aquecimento do corpo deve ocorrer de fora para dentro.

 

Roupas adequadas e banhos quentes

Vestir-se em camadas é a melhor estratégia de proteção térmica. A técnica retém o calor corporal com muita eficiência. Proteja sempre as extremidades, usando luvas, meias grossas e toucas.

 

Os banhos mornos são grandes aliados nesse período do ano. A água quente ajuda a relaxar a tensão profunda dos músculos. O alívio da rigidez articular costuma ser quase imediato.

 

Exercícios e alongamentos suaves

Ficar totalmente parado na cama piora o quadro de rigidez. O movimento leve e constante ajuda a lubrificar as articulações. Caminhadas curtas já trazem ótimos benefícios para o corpo todo.

 

Faça alongamentos suaves ao acordar ou antes de dormir. O foco deve ser a mobilidade, sem nunca forçar os limites. A prática regular previne o enrijecimento severo da musculatura.

 

Importância do acompanhamento médico

O tratamento da fibromialgia exige um cuidado médico contínuo. As dicas caseiras apenas ajudam a aliviar os sintomas mais pontuais. Elas não substituem o uso de medicamentos já prescritos.

 

Reumatologistas e fisioterapeutas são essenciais no controle dessa doença crônica. O profissional pode ajustar as doses dos remédios durante o inverno. Nunca mude o seu tratamento sem uma orientação especializada.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/frio-e-fibromialgia-cuidados-para-aliviar-dores-intensas-nessa-epoca,e37128206ca4c34d485536e9258b2d464170q9ht.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

quarta-feira, 6 de maio de 2026

5 coisas que você não sabia, mas que afetam a sua saúde e longevidade


Alguns hábitos como sono ruim e sedentarismo são conhecidos por afetarem a saúde, mas existem ‘hábitos escondidos’ que também são nocivos, mas pouco falados, explica a endocrinologista, metabologista e especialista em Neurociências e Comportamento Dra. Jacy Maria Alves

 

Quando pensamos em saúde e longevidade, é comum associar o tema à alimentação equilibrada, prática de exercícios e sono de qualidade, mas existem muitos outros fatores silenciosos, muitas vezes ignorados, que podem comprometer o bom funcionamento do corpo e acelerar o envelhecimento biológico.

 

A Dra. Jacy Maria Alves, endocrinologista, metabologista e especialista em Neurociências e Comportamento, destaca que o equilíbrio hormonal e o funcionamento metabólico são diretamente influenciados por hábitos diários aparentemente inofensivos.

 

“Muitas pessoas cuidam da dieta e fazem exercícios, mas negligenciam outros comportamentos que geram inflamação silenciosa, desequilíbrios hormonais e até prejuízos cognitivos. São pequenos erros de rotina que, com o tempo, cobram um preço alto”, explica.

 

5 fatores pouco falados que afetam sua saúde e longevidade:

 

1. Comer rápido demais

Engolir a comida às pressas interfere na digestão e prejudica a liberação adequada de hormônios ligados à saciedade, como a leptina.

“O cérebro leva cerca de 20 minutos para perceber que o corpo está satisfeito. Quando comemos rápido, comemos mais do que o necessário, o que aumenta a resistência à insulina e a inflamação sistêmica”, conta a Dra. Jacy Alves.

 

2. Exposição excessiva à luz artificial à noite

A luz azul de telas e lâmpadas artificiais inibe a produção de melatonina, hormônio essencial para o sono e para a regeneração celular.

“A privação de sono afeta diretamente a longevidade. Dormir mal aumenta o cortisol, desequilibra o metabolismo e reduz a capacidade de reparo celular”, alerta.

 

3. Estresse crônico e emoções reprimidas

Viver sob tensão constante altera a produção de cortisol e adrenalina, o que impacta o sistema imunológico, o intestino e o cérebro.

 

4. Falta de exposição solar adequada

“Muitos pacientes que vivem em grandes cidades têm deficiência de vitamina D. Isso pode causar fadiga, desequilíbrios metabólicos e até interferir na saúde mental”, comenta a Dra. Jacy Alves.

 

5. Excesso de estímulos e multitarefas

O cérebro humano não foi feito para lidar com tantas distrações simultâneas. O excesso de notificações, telas e informações constantes sobrecarrega o sistema nervoso.

“A multitarefa reduz a eficiência cognitiva, aumenta a ansiedade e prejudica a memória de longo prazo. Com o tempo, esse padrão pode até interferir na saúde hormonal e no equilíbrio do organismo”, explica a Dra. Jacy Maria Alves.

 

Fonte: https://vidaplenaebemestar.com.br/bem-estar/5-coisas-que-voce-nao-sabia-mas-que-afetam-a-sua-saude-e-longevidade

terça-feira, 5 de maio de 2026

Pressão alta em jovens cresce e tem relação com hábitos comuns; entenda


Estudo aponta aumento de casos entre adolescentes e jovens adultos e reforça impacto do estilo de vida na saúde cardiovascular

 

A hipertensão, conhecida popularmente como pressão alta, deixou de ser um problema restrito a adultos e idosos. Nos últimos 20 anos, o número de adolescentes e crianças com a condição quase dobrou em todo o mundo.

 

Os dados são de um estudo publicado na revista científica The Lancet Child & Adolescent Health, em novembro de 2025. A pesquisa estima que cerca de 114 milhões de jovens convivem atualmente com a doença.

 

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a hipertensão atinge cerca de 30% da população.

 

Estilo de vida influencia diretamente

Embora fatores genéticos tenham importância, especialistas apontam que o estilo de vida tem grande impacto no desenvolvimento da doença.

 

De acordo com o cardiologista dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Gustavo Lenci, há uma combinação de fatores que vem preocupando a área da saúde.

 

Entre eles estão sedentarismo, obesidade, alimentação industrializada, estresse e até questões sociais.

 

"Além dos fatores clássicos, como sedentarismo e obesidade, devemos considerar desde a poluição e o estresse da vida moderna até a alimentação industrializada. A própria falta de segurança no local de moradia, por exemplo, é um fator que contribui para o aumento do estresse", explica o médico.

 

Jovens estão mais expostos a riscos cardiovasculares

Um estudo publicado em março de 2026 pelo Centro Universitário Assunção (UNIFAI), sobre determinantes socioambientais e hábitos de risco para hipertensão em jovens, reforça essa preocupação.

 

A pesquisa aponta que pessoas entre 15 e 29 anos estão apresentando maior antecipação dos riscos cardiovasculares.

 

O levantamento também destaca a importância do diagnóstico precoce.

 

Segundo o estudo, identificar a hipertensão ainda na juventude permite intervenções mais eficazes e ajuda a reduzir complicações futuras, além de incentivar hábitos mais saudáveis desde cedo.

 

Sintomas da hipertensão exigem atenção

A hipertensão é considerada uma doença silenciosa. Isso porque, na maioria dos casos, não apresenta sintomas claros no início.

 

Quando eles aparecem, podem incluir:

 

Dor de cabeça.

Tontura.

Zumbido no ouvido.

Visão embaçada.

Fraqueza.

Sangramento nasal.

Dor no peito.

Como os sinais podem surgir apenas em fases mais avançadas, o acompanhamento médico é essencial.

 

Quando procurar atendimento médico

Segundo o cardiologista Vinícius Oro Popp, do Hospital São Marcelino Champagnat, a persistência dos sintomas é um sinal de alerta.

 

"A combinação de sinais que não melhoram e se intensificam ao longo do tempo indica a necessidade de avaliação médica. Também há situações que exigem atendimento imediato, como dor de cabeça muito intensa, alterações visuais, confusão mental ou dor no peito. Mesmo sem sintomas, níveis de pressão muito elevados de forma persistente devem ser investigados precocemente", explica.

 

O especialista também reforça que pessoas com histórico familiar ou fatores de risco devem redobrar a atenção.

 

Mesmo sem sintomas, a medição regular da pressão é fundamental para o diagnóstico precoce.

 

Prevenção ainda é o melhor caminho

A boa notícia é que a hipertensão pode ser prevenida e controlada com mudanças no estilo de vida.

 

Entre as principais recomendações estão:

 

Reduzir o consumo de sal.

Evitar excesso de álcool.

Manter alimentação equilibrada, rica em frutas e fibras.

Praticar atividade física regularmente.

Controlar o peso corporal.

Evitar o tabagismo.

Em alguns casos, o tratamento também pode incluir o uso de medicamentos.

 

A aferição periódica da pressão arterial, inclusive em consultas de rotina, é uma das formas mais eficazes de identificar alterações precocemente e prevenir complicações.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/pressao-alta-em-jovens-cresce-e-tem-relacao-com-habitos-comuns-entenda,a07e07272117d8daf001e608a6f64817g85qmaf1.html?utm_source=clipboard - Foto: Saúde em Dia

sábado, 2 de maio de 2026

O segredo para desinflamar: 7 hábitos que dão um 'reset' no seu corpo


Descubra como reduzir a inflamação crônica e proteger sua saúde. Veja dicas de especialistas sobre alimentação, exercícios e sono para equilibrar o seu organismo.

 

A inflamação é um processo natural e essencial para a defesa do corpo humano. Quando sofremos uma lesão ou infecção, o sistema imunológico entra em ação para combater invasores e iniciar a cura.

 

Esse mecanismo gera sinais conhecidos, como vermelhidão, inchaço e calor na região afetada. O problema real surge quando esse "fogo" interno continua aceso mesmo após a recuperação total do tecido lesionado.

 

A diferença entre proteção e risco à saúde

A inflamação crônica funciona de forma silenciosa e persistente no organismo por meses ou anos. Em níveis baixos, ela nem sempre é notada, mas pode estar ligada ao cansaço excessivo e dores articulares.

Fatores como genética e histórico de infecções influenciam nossa suscetibilidade a esse quadro clínico. No entanto, hábitos de vida saudáveis possuem um efeito cumulativo poderoso para manter o equilíbrio do sistema imunológico.

Ainda não está claro o limite exato onde a inflamação se torna perigosa. Mas a ciência sugere que pequenas mudanças diárias ajudam a evitar que o corpo sofra danos permanentes.

 

O poder dos vegetais e das fibras

As plantas são a base de qualquer estratégia alimentar voltada para reduzir a inflamação de forma natural. Vegetais de cores vibrantes, como folhas escuras, frutas vermelhas e cenouras, são ricos em fitoquímicos e antioxidantes.

Essas substâncias ajudam a neutralizar os radicais livres, moléculas instáveis geradas pelo estresse, poluição e má digestão. Quanto maior a diversidade de plantas consumidas, mais variados serão os nutrientes protetores presentes na sua dieta.

A fibra, encontrada em grãos integrais e leguminosas, também desempenha um papel fundamental na saúde do intestino. Estudos vinculam dietas ricas em fibras a menores níveis de marcadores inflamatórios no sangue de pacientes monitorados.

 

Alimentos processados e o impacto no organismo

Os alimentos ultraprocessados, como biscoitos recheados, refrigerantes e refeições congeladas, são grandes gatilhos para a inflamação. Eles costumam carregar excesso de açúcar, sal e aditivos artificiais que prejudicam o funcionamento das células.

Esses produtos alteram o microbioma intestinal, que é a comunidade de bactérias boas do nosso sistema digestivo. Quando essas bactérias não recebem fibras, podem começar a degradar a camada protetora do intestino, gerando respostas inflamatórias.

Além do dano direto, o consumo desses itens ocupa o lugar de alimentos que realmente protegem o corpo. Reduzir o espaço dessas opções industrializadas no prato é essencial para manter a saúde e o vigor físico.

 

Temperos: pequenos aliados com grandes efeitos

Especiarias como a cúrcuma, gengibre, canela e cominho possuem propriedades antioxidantes muito potentes para o dia a dia. Mesmo em pequenas quantidades, esses temperos ajudam a silenciar os sinais que ordenam a produção de substâncias químicas inflamatórias.

Incluir uma pitada de gengibre no suco ou cúrcuma no arroz potencializa o valor nutricional da refeição. Essas escolhas simples fortalecem as defesas do organismo contra os efeitos nocivos dos radicais livres e do estresse.

 

Estilo de vida e o controle da inflamação

O consumo excessivo de álcool atua como uma toxina direta para as células que revestem o estômago. O hábito frequente pode desequilibrar o microbioma e permitir que componentes bacterianos entrem na corrente sanguínea, gerando desconfortos.

O estresse prolongado também mantém o corpo em estado de alerta máximo por tempo desnecessário. Aprender a suavizar a resposta ao estresse, através de meditação ou terapia, reduz a intensidade da reação inflamatória corporal.

Pratique o mindfulness: A atenção plena ajuda a controlar a ruminação e as respostas negativas a eventos estressantes.

Priorize o descanso: O sono de qualidade é o momento em que o corpo entra em modo de reparo profundo.

Beba água: A hidratação adequada auxilia na eliminação de toxinas e no bom funcionamento de todos os órgãos.

 

O papel do exercício físico regular

Embora um treino intenso possa causar uma inflamação temporária nos músculos, a prática constante inverte esse efeito. O movimento regular libera proteínas que bloqueiam a produção de moléculas pró-inflamatórias e estimulam as anti-inflamatórias.

A chave está em manter uma rotina de intensidade moderada, combinando atividades aeróbicas e treinos de força. Exercícios vigorosos feitos sem o devido descanso podem sobrecarregar o sistema imunológico e causar o efeito oposto ao desejado.

Faça intervalos de 24 a 48 horas entre sessões intensas. Esse tempo permite que os tecidos se adaptem ao estresse físico e se tornem cada vez mais resistentes.

 

Checklist para combater a inflamação

Para garantir que seu corpo esteja sempre protegido, siga algumas etapas básicas que promovem a regeneração celular. Estas medidas simples ajudam a manter o fogo da inflamação sob controle total durante todo o ano.

Dormir bem: Garanta entre sete e nove horas de sono por noite de forma consistente e tranquila.

Mover-se: Faça caminhadas ou exercícios leves diariamente para manter a circulação e os músculos sempre ativos.

Variar o prato: Inclua cores diferentes de frutas e legumes em todas as suas refeições principais.

Desconectar: Evite telas uma hora antes de deitar para garantir que o cérebro relaxe completamente para o sono.

Seguir esses passos ajuda a evitar que pequenas inflamações se tornem problemas de saúde crônicos e limitantes. O equilíbrio entre atividade, nutrição e descanso é a fórmula mais eficaz para uma vida longa e saudável.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-segredo-para-desinflamar-7-habitos-que-dao-um-reset-no-seu-corpo,fe1034b311db65047eaa50bd5384df69sw93ma41.html?utm_source=clipboard - Foto: Reprodução/Shutterstock


quarta-feira, 29 de abril de 2026

5 hábitos para prolongar a vida


Estamos em um tempo em que a estimativa de vida das pessoas está cada vez maior e essa tendência deve permanecer, mas muitas pessoas se perguntam qual o segredo para viver mais.

 

A medicina tem contribuído muito para que as pessoas vivam mais, e por isso até mesmo cresceu a venda de plano de saúde para idosos, visto que essa parte da população se preocupa cada vez mais com o bem-estar. Porém, a mudança de alguns hábitos no nosso dia a dia pode contribuir bastante para chegar a velhice saudável e ainda aproveitar por muitos anos.

 

No livro Diminua Sua Idade (editora Best Seller), dois americanos ensinam como isso é possível e, o melhor, com justificativas comprovadas pela ciência. Por isso, veja algumas delas:

 

1. Coma fibras

Nada melhor do que começar tendo uma boa alimentação. Todo mundo sabe que as fibras ajudam no funcionamento do intestino, mas elas podem contribuir ainda mais. A ingestão de fibras faz com que o organismo consiga absorver melhor os nutrientes, auxilia na redução do colesterol ruim e também previne algumas doenças.

As fibras podem ser encontradas nos alimentos chamados de saudáveis, como frutas, legumes, vegetais e cereais. Porém, é preciso se atentar a quantidade, pois, apesar de serem benéficas, quando consumidas em excesso provocam um efeito negativo porque pode fazer com que o estômago aumente e seja necessário comer mais para se sentir saciado, o que pode levar ao sobrepeso.

 

2. Evite o açúcar

Isso não é novidade para ninguém. O açúcar em excesso altera a estrutura das células e estimula a produção de radicais livres. Como consequência, tem-se um organismo mais ineficiente e também um envelhecimento precoce.

É preciso estar atento aos alimentos que contêm açúcar porque eles vão muito além dos doces, já que muitos alimentos contêm caramelo em sua composição.

 

3. Durma

Com a correria do dia a dia, sobra pouco tempo para dormir e o resultado disso são pessoas sem energia e, muitas vezes, estressadas. Dormir pouco pode fazer com que as doenças surjam com mais frequência e também diminui o aprendizado.

Não existe uma quantidade exata de horas que uma pessoa deva dormir. Isso varia de um organismo para outro, mas a média é de 6 a 8 horas. Porém, é preciso se atentar para o excesso de sono porque quem dorme muito acaba ficando sem energia.

 

4. Atenção a gordura

Aquela picanha com uma camada generosa de gordura nem pensar. Isso porque as gorduras saturadas, além de contribuírem para o aumento de peso, podem entupir as veias, levando a um infarto.

Porém, uma dieta sem nenhuma ingestão de gordura pode ser prejudicial, uma vez que ela é necessária ao organismo para realizar alguns processos, como a produção de hormônios.

O ideal é ingerir uma pequena quantidade de gordura, mas sempre fazendo o controle.

 

5. Faça sexo

Isso não significa investir na quantidade e sim na qualidade. Isso porque o orgasmo ajuda na liberação da endorfina, que relaxa a musculatura e melhora as dores. Ele também ajuda no sistema cardiovascular e, de quebra, queima calorias.

Isso não significa que a pessoa precise virar uma viciada em sexo, mas sim que ela precisa estar satisfeita com a vida sexual.

 

Viu como você pode viver muito mais trocando apenas alguns hábitos ruins por outros mais saudáveis? E você, qual ou quais hábitos precisa melhorar?

 

Fonte: https://vidaplenaebemestar.com.br/qualidade-de-vida/5-habitos-para-prolongar-vida

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

4 coisas que afetam seu coração sem você perceber


Descubra 4 hábitos do dia a dia que afetam o coração em silêncio e veja como proteger sua saúde cardíaca.

 

Todo mundo sabe que boa alimentação e exercício ajudam o coração. Mas nem sempre é aí que mora o perigo.

 

Segundo o cardiologista Dr. Roberto Yano, muitos hábitos considerados "inofensivos" no dia a dia podem prejudicar a saúde cardíaca sem que a pessoa perceba.

 

O coração é um órgão nobre: ele bombeia sangue e oxigênio para todo o corpo, mantendo órgãos e tecidos funcionando bem e garantindo nossa vitalidade e bem-estar.

 

O problema é que o nosso estilo de vida pode fortalecer ou desgastar esse sistema de forma direta e, muitas vezes, silenciosa.

 

"Muitas pessoas acabam subestimando os impactos dos seus hábitos na saúde do coração, negligenciando cuidados preventivos. Isso acontece porque muitas coisas são tidas como banais ou com pouco impacto, mas que, principalmente com o passar do tempo, acabam gerando grandes impactos", afirma o especialista.

 

Pensando nisso, ele destaca 4 coisas que afetam seu coração sem você perceber.

 

1. Saúde mental: ansiedade e depressão também pesam no coração

A saúde emocional e a saúde do coração andam juntas. Não é "drama", é fisiologia.

De acordo com o Dr. Roberto Yano, problemas como ansiedade, depressão e estresse crônico podem prejudicar diretamente a saúde cardiovascular, aumentando o risco de doenças cardíacas e complicações.

Além disso, comportamentos como solidão e isolamento social também impactam o coração, mesmo que não doa no peito de imediato.

Cuidar da mente com terapia, apoio social, lazer e autocuidado é também uma forma de proteger o coração.

 

2. Sono de má qualidade: noites ruins, risco maior

Dormir mal não "só" deixa você cansado. Afeta o coração de verdade.

Segundo o cardiologista, a insônia crônica, privação constante de sono e rotina de sono de má qualidade podem aumentar o risco de infarto e AVC, além de estimular ansiedade e estresse.

Isso cria um ciclo perigoso: a pessoa dorme mal, fica mais tensa, e isso pesa ainda mais sobre o coração.

Priorizar o sono com horário regular, ambiente adequado, menos telas à noite também é uma medida de saúde cardíaca.

 

3. Ficar sentado demais: o perigo de passar horas parado

Passar boa parte do dia sentado não é só desconfortável. É ruim para a circulação e para o coração.

Roberto Yano lembra que estudos já mostram: ficar muitas horas sentado prejudica a circulação sanguínea e, consequentemente, a saúde cardíaca.

 

Isso vale para:

 

Quem trabalha o dia todo na frente do computador.

Quem passa muitas horas seguidas no sofá.

Quem quase não se levanta durante o dia.

Para reduzir esses riscos, o médico recomenda pausas regulares:

Levantar a cada 1 ou 2 horas.

Caminhar alguns minutos.

Fazer alongamentos ou movimentos leves.

 

Essas pequenas quebras já ajudam a estimular o sangue a circular melhor e aliviam a carga sobre o coração.

 

4. Só procurar médico quando aparecem sintomas

Esse é um dos erros mais comuns e mais perigosos.

Em muitas doenças cardiovasculares, os primeiros sintomas aparecem quando a situação já está avançada. Nessa fase, as chances de recuperação podem ser menores.

Por isso, consultar um médico apenas quando algo está doendo, apertando ou incomodando muito não é o ideal.

"É importante realizar exames de rotina, mesmo sem sintomas, como forma de identificar precocemente quaisquer doenças que surjam e tratá-las de forma mais eficaz", explica o Dr. Roberto Yano.

Check-ups, avaliação da pressão, exames de sangue e acompanhamento regular são aliados importantes para proteger seu coração ao longo dos anos.

 

Como começar a cuidar melhor do seu coração hoje

Você não precisa mudar tudo de uma vez. Mas pode começar com passos simples:

 

Observar como anda sua saúde mental.

Cuidar melhor do horário e da qualidade do sono.

Levantar mais durante o dia e se movimentar.

Marcar uma consulta de rotina, mesmo sem sintomas.

 

Seu coração sente o impacto desses gestos todos os dias, para o bem ou para o mal. Cuidar dele agora é uma forma de garantir mais saúde, energia e qualidade de vida no futuro.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/4-coisas-que-afetam-seu-coracao-sem-voce-perceber,938ab24334fa2c7ada03a0bc6282aea1xexu0k1w.html - Foto: Reprodução/Shutterstock

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

10 hábitos diários que reduzem o risco de câncer


Médico explica que alimentação equilibrada, exercícios físicos e proteção solar ajudam a prevenir a doença

 

Cuidados simples, como alimentação natural e exercícios físicos, podem evitar doenças graves, como o câncer, por exemplo. "Casos de câncer poderiam ser prevenidos com mudanças no estilo de vida", afirma Anaor Neto, profissional da área de clínica médica no AmorSaúde. A fala do médico é respaldada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), que aponta que a alteração de hábitos pode evitar ao menos 30% dos casos de câncer.

 

10 hábitos diários para prevenir o câncer

Anaor Neto explica que o desenvolvimento do câncer tem múltiplas causas e que expor o corpo constantemente a agentes carcinogênicos provoca mutações no DNA, o que acarreta a doença. "Hábitos como o tabagismo, tomar sol sem proteção, o consumo excessivo de ultraprocessados e o sedentarismo criam um microambiente favorável ao desenvolvimento do câncer", resume o médico.

 

Tais ações geram um estado de inflamação crônica de baixo grau no organismo e aumentam a circulação de radicais livres. "Esses fatores danificam os mecanismos de reparo do DNA e inibem a apoptose (morte celular programada), permitindo que células com mutações se reproduzam de forma desordenada", complementa Anaor Neto.

 

Para evitar a criação desse ambiente no corpo, o médico recomenda 10 hábitos que podem ajudar a prevenir o câncer:

 

1. Evitar o hábito de fumar

O cigarro possui cerca de 70 substâncias que podem causar câncer e provocar danos ao DNA, prejudicando não apenas o pulmão. De acordo com Anaor Neto, "não existe consumo seguro de tabaco. Parar de fumar é a medida isolada mais eficaz para reduzir o risco de câncer".

 

2. Diminuir o consumo de álcool

Após ser consumido, o álcool é metabolizado em acetaldeído, um composto que impede o reparo do DNA e facilita a entrada de outras substâncias cancerígenas nas células. O médico recomenda um consumo moderado de bebidas alcoólicas para evitar a doença.

 

3. Mantenha o peso sob controle

O médico explica que "a obesidade é considerada um dos principais fatores de risco para o câncer que podem ser evitados". Além disso, o profissional salienta que um Índice de Massa Corporal (IMC) saudável reduz processos inflamatórios causados pela gordura.

 

4. Pratique atividades físicas

O sedentarismo potencializa o ganho de peso e prejudica o metabolismo da glicose, o que aumenta a resistência à insulina e pode causar câncer. Por outro lado, praticar pelo menos 150 minutos de atividade física por semana regula os níveis de insulina.

 

5. Consuma produtos naturais

Anaor Neto explica que "fibras e fitoquímicos presentes em vegetais ajudam a eliminar toxinas do corpo". Sendo assim, um prato rico em folhas e frutas pode ajudar a prevenir o câncer.

 

6. Evite ultraprocessados

Alimentos como presunto, salsicha e bacon contêm nitritos e nitratos, substâncias que, sob altas temperaturas, transformam-se em nitrosaminas, compostos altamente agressivos à mucosa gástrica e intestinal.

 

7. Use protetor solar

O dano causado pelos raios ultravioleta, emitidos pelo sol, é o principal fator de risco para o câncer de pele. Por isso, o uso de protetor solar e de roupas que bloqueiam a radiação solar reduz o risco de desenvolver a doença.

 

8. Mantenha a vacinação em dia

Vacinas contra o HPV e a hepatite B são responsáveis por imunizar e prevenir casos de câncer no colo do útero, no fígado e na garganta.

 

9. Observe sinais do corpo

Pintas que mudam de cor, nódulos novos ou perda de peso superior a cinco quilogramas sem causa aparente são possíveis sinais de câncer que devem ser investigados.

 

10. Faça exames médicos

Exames como a mamografia, a colonoscopia e o Papanicolau aumentam drasticamente as chances de cura, podendo chegar a índices superiores a 95% em diagnósticos precoces.

 

O médico explica que, ao seguir essas dicas, é possível evitar inflamações, desintoxicar o organismo e reduzir a exposição a substâncias danosas, o que diminui o risco de câncer. Porém, mesmo ao adotar os cuidados descritos acima, ainda é necessário prestar atenção aos sinais emitidos pelo corpo.

 

Sinais de alerta para o câncer

O médico Anaor Neto afirma que existem algumas "bandeiras vermelhas" emitidas pelo corpo que podem indicar a necessidade de procurar um médico e realizar exames preventivos. "Estar sempre cansado, perceber mudanças nos hábitos intestinais ou urinários, apresentar feridas que não cicatrizam e nódulos nos seios e nos testículos são sinais de alerta que não podem ser ignorados", explica.

 

O médico também ressalta a importância de realizar autoexames, como a checagem de nódulos nos seios. Em casos em que há histórico familiar, o cuidado deve ser redobrado. "Nessa situação, o paciente deve manter o rastreamento sistemático e fazer exames como mamografia, Papanicolau e colonoscopia após os 45 anos", lista o profissional.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/10-habitos-diarios-que-reduzem-o-risco-de-cancer,09ea33942022245f0e1bc990b5d4fc9cjts0ds53.html?utm_source=clipboard - Por Fellipe Gualberto - Foto: PeopleImages | Shutterstock / Portal EdiCase

sábado, 31 de janeiro de 2026

6 erros comuns na academia que você pode estar cometendo


Entenda por que seus resultados estagnaram e saiba como pequenos ajustes na rotina podem acelerar sua evolução física

 

Muitas pessoas mantêm uma frequência exemplar na academia, mas sentem que estagnaram. A sensação de treinar muito e não ver mudanças no espelho é frustrante. Além disso, dores constantes nas articulações podem surgir sem uma causa aparente.

 

Na maioria das vezes, o problema não está na falta de esforço. O erro costuma estar em detalhes silenciosos que passam despercebidos no dia a dia. Pequenos deslizes técnicos ou comportamentais podem sabotar todo o seu ganho muscular.

 

A boa notícia é que identificar esses erros é o primeiro passo para o sucesso. Ajustar a postura ou o planejamento pode ser o diferencial para o seu corpo. Confira abaixo os seis erros mais comuns e aprenda como corrigi-los hoje mesmo.

 

1. Treinar sem planejamento

Muitos alunos chegam à academia e decidem o que treinar na hora. Essa falta de método impede que você trabalhe os grupos musculares de forma equilibrada. Treinar "o que dá vontade" gera lacunas no desenvolvimento do seu corpo físico.

Um plano de treino (ou ficha) serve como um mapa para sua evolução. Ele garante que você tenha a progressão de carga e o volume ideal. Sem planejamento, é impossível medir se você está realmente evoluindo ou apenas se cansando.

Como corrigir: Peça ajuda a um profissional de educação física para montar seu cronograma. Siga a sequência proposta e anote suas evoluções de peso e repetições semanalmente. Ter um objetivo claro torna cada gota de suor muito mais eficiente e produtiva.

 

2. Pular o aquecimento

O aquecimento é frequentemente visto como uma perda de tempo por quem tem pressa. Entretanto, entrar direto em uma série pesada é um convite para lesões graves. Seus músculos e articulações precisam de preparação para suportar a carga intensa de trabalho.

O aquecimento aumenta a temperatura corporal e melhora a circulação sanguínea local. Isso lubrifica as articulações e prepara o sistema nervoso para o esforço que virá. Pular essa etapa deixa seus tendões vulneráveis e diminui sua força durante o treino.

Como corrigir: Dedique pelo menos 5 a 10 minutos para movimentos articulares e aeróbicos leves. Fazer uma série com carga reduzida antes do exercício principal também é uma ótima técnica. Seu corpo responderá muito melhor e o risco de estiramentos cairá drasticamente agora.

 

3. Exagerar na carga

O "ego lifting" é um dos erros mais perigosos dentro de uma sala de musculação. Colocar mais peso do que você consegue suportar sacrifica totalmente a qualidade do movimento. O músculo não entende o peso, ele entende a tensão e o estímulo correto.

Quando a carga é excessiva, você acaba usando o balanço do corpo para ajudar. Isso retira o foco do músculo principal e sobrecarrega a sua coluna e articulações. Muitas vezes, menos peso com execução perfeita gera muito mais hipertrofia e definição.

Como corrigir: Priorize a técnica antes de pensar em aumentar as anilhas na barra. Sinta o músculo trabalhar durante toda a fase da subida e da descida. Só aumente a carga quando conseguir realizar todas as repetições com controle total.

 

4. Postura incorreta

A postura incorreta é a principal causa de dores lombares e nos ombros após o treino. Mesmo com uma carga adequada, um posicionamento errado pode ser desastroso para a saúde. Manter a coluna desalinhada ou os joelhos em posição instável gera um desgaste desnecessário.

Muitas vezes, a falta de consciência corporal impede que o aluno perceba o erro sozinho. O uso de espelhos na academia não é vaidade, mas uma ferramenta de autocorreção. Um agachamento mal feito, por exemplo, ataca mais as costas do que as pernas.

Como corrigir: Execute os movimentos com calma e observe-se lateralmente no espelho sempre. Mantenha o abdômen contraído para estabilizar o tronco em todos os exercícios realizados. Na dúvida, chame o instrutor para avaliar sua biomecânica antes de continuar a série.

 

5. Ignorar o descanso

Muitos acreditam que o músculo cresce enquanto estamos levantando peso na academia. Na verdade, o treino gera microlesões, e o crescimento ocorre durante o descanso total. Treinar o mesmo grupo muscular todos os dias impede a recuperação e causa o "overtraining".

O sono de qualidade é o momento em que o corpo libera hormônios essenciais para os músculos. Sem descanso, você se sente mais cansado, irritado e sua força diminui no dia seguinte. Respeitar os dias de pausa é tão importante quanto o dia de treino pesado.

Como corrigir: Tente dormir entre 7 e 9 horas por noite para uma recuperação completa. Dê um intervalo de pelo menos 48 horas antes de treinar o mesmo músculo novamente. Escute o seu corpo e não tenha medo de tirar um dia de folga quando sentir exaustão.

 

6. Alimentação e hidratação inadequadas

Treinar com fome ou desidratado é como tentar dirigir um carro sem combustível no tanque. A nutrição fornece os substratos necessários para a contração muscular e a reparação. Sem a ingestão correta de proteínas e carboidratos, o corpo pode acabar perdendo massa magra.

A hidratação também é crítica, já que o músculo é composto por cerca de 75% de água. A falta de líquidos causa cãibras, tonturas e reduz drasticamente a sua resistência física. Muitas vezes, a fadiga precoce no treino é apenas sinal de que você bebeu pouca água.

Como corrigir: Mantenha uma garrafa de água sempre por perto e beba aos poucos durante o treino. Consuma uma refeição equilibrada cerca de 1 a 2 horas antes de ir para a academia. Se possível, consulte um nutricionista esportivo para ajustar sua dieta aos seus objetivos.

 

Pequenos ajustes, grandes resultados

A musculação é uma jornada de paciência, técnica e muita observação individual. Corrigir esses seis erros comuns transformará a sua experiência com a atividade física. Você passará a sentir menos dor "ruim" e muito mais prazer nos seus resultados.

Lembre-se que o corpo perfeito é aquele que é saudável, funcional e forte. Não tenha pressa em pular etapas, pois a constância vence a intensidade desordenada. Foque na qualidade de cada repetição e o seu reflexo no espelho mudará naturalmente.

A academia deve ser um lugar de bem-estar, não de punição ou lesões evitáveis. Com essas dicas, você está pronto para elevar o seu nível de treino hoje mesmo. Mantenha o foco, cuide da sua técnica e bons treinos para você!

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/6-erros-comuns-na-academia-que-voce-pode-estar-cometendo,0f1084af855e8516d1197e62b5210c8f90jjwkvl.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Sport Life