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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Sensibilidade nos dentes: causas, cuidados e quando procurar um dentista


Dentista explica como hábitos diários e mudanças na saúde bucal podem provocar sensibilidade dentária e orienta sobre os cuidados para aliviar o desconforto e prevenir a dor

 

A sensibilidade dentária surge pela exposição da dentina devido ao desgaste do esmalte ou à retração gengival, provocando dor com alimentos térmicos, doces ou ácidos. O problema também pode ser causado por cáries, bruxismo, fraturas e restaurações antigas, sendo agravado por escovação brusca e itens ácidos. Para prevenir, recomenda-se escova macia e higiene suave. Como o incômodo persistente indica quadros mais complexos, consultar o dentista é fundamental para um diagnóstico preciso.

 

A sensibilidade nos dentes pode ser causada pelo desgaste da camada externa do dente, que expõe a parte interna chamada dentina. O processo pode causar desconforto em diversas atividades do dia a dia.

 

Os brasileiros conhecem bem essa realidade: 30,84% da população entre 35 e 44 anos relatou que problemas dentários causavam dificuldade para comer, enquanto 24,21% do mesmo público afirmou sentir incômodo ao escovar os dentes, de acordo com pesquisa conduzida pelo Ministério da Saúde.

 

No entanto, Franciele Kobielski, profissional de odontologia que atua no AmorSaúde, detalha que essa não é a única razão pela qual um dente pode apresentar sensibilidade.

 

Problemas como retração da gengiva e cáries, por exemplo, também podem gerar esse incômodo. Por isso, saber distinguir a causa é essencial.

 

Quais são as causas da sensibilidade nos dentes?

Em primeiro lugar, Franciele detalha como o desgaste do esmalte, a camada externa do dente, e a exposição da dentina geram a sensibilidade.

"A dentina possui pequenos túbulos que se comunicam com a região onde estão as terminações nervosas. Por isso, quando ela está exposta e a pessoa toma algo muito gelado, quente, doce ou ácido, pode sentir aquela dor aguda e rápida, que é bastante característica", afirma.

Nesse sentido, existem alguns hábitos que podem ser responsáveis por retirar a proteção dental e causar a dor.

"Escovar os dentes com muita força, utilizar uma escova com cerdas muito duras, usar pastas de dente com abrasivos e consumir alimentos e bebidas ácidas com frequência podem favorecer o desgaste da estrutura da superfície", resume Franciele.

 

7 fatores que podem provocar dentes sensíveis

Além do desgaste do esmalte, outras condições podem provocar incômodo e sensibilidade dentária.

 

1. Retração da gengiva

A retração gengival ocorre quando a gengiva recua e deixa parte da raiz do dente exposta. Essa região é mais sensível e pode provocar desconforto diante de estímulos como frio e calor.

"a escovação agressiva pode fazer a gengiva recuar e expor a raiz do dente, uma região sensível. Além disso, a retração pode favorecer a perda do dente", explica.

 

2. Trincas nos dentes

Pequenas fraturas causadas por alimentos duros ou impactos podem expor as camadas internas do dente e provocar dor, mesmo quando não há desgaste significativo do esmalte.

"as pequenas fraturas, causadas por alimentos duros ou impactos no dente, também podem expor a camada interna, mesmo que não haja desgaste do esmalte. É necessário intervir nesses casos", conta.

 

3. Restaurações com problemas

Restaurações antigas podem se deteriorar com o tempo. Quando isso acontece, o dente pode voltar a apresentar sensibilidade ou outros sintomas que exigem avaliação profissional.

"antigas restaurações feitas para tratar problemas no dente podem se deteriorar e, com isso, gerar sensibilidade. É preciso manter consultas periódicas ao dentista para evitar o problema", afirma.

 

4. Cárie

A cárie provoca a deterioração dos tecidos dentários. Quando avança e atinge a dentina, pode causar dor ou sensibilidade ao consumir alimentos e bebidas quentes, frios ou doces.

"quando a cárie destrói o esmalte (a camada externa de proteção do dente), ela atinge a dentina (camada interna cheia de microtúbulos ligados ao nervo), causando dor ou sensibilidade ao comer ou beber algo gelado, quente ou doce", detalha.

 

5. Alterações na polpa dentária

A polpa é a parte interna do dente, onde ficam nervos e vasos sanguíneos. Quando essa região está inflamada, a dor pode ser mais intensa ou persistente e precisa ser investigada.

"em algumas situações, a dor pode inclusive estar relacionada à inflamação da polpa, que é a parte interna do dente. É importante consultar um dentista para checar se esse é o caso", resume.

 

6. Envelhecimento

O envelhecimento, por si só, não significa que uma pessoa terá dentes sensíveis. Entretanto, hábitos acumulados ao longo da vida e mudanças naturais na boca podem contribuir para o desgaste dos dentes e dos tecidos ao redor.

"envelhecer não significa necessariamente ter dentes sensíveis. Porém, ao longo dos anos, os dentes e os tecidos ao redor deles acumulam os efeitos dos nossos hábitos e das alterações naturais da boca", sintetiza.

 

7. Bruxismo

O bruxismo é caracterizado pelo hábito de apertar ou ranger os dentes. Com o passar do tempo, esse comportamento pode contribuir para o desgaste dental e favorecer a exposição de regiões sensíveis.

"podemos ter maior desgaste da estrutura dental, retrações gengivais e exposição das raízes em pessoas que passaram muitos anos apertando ou rangendo os dentes, como ocorre em casos de bruxismo. Nesse caso, é preciso tratar a causa para evitar a evolução", pontua.

 

Quando a sensibilidade dentária é motivo de preocupação?

Nem toda sensibilidade indica um problema grave, mas algumas características exigem atenção. A dor que surge de repente, fica concentrada em um único dente, é muito intensa ou persiste após a retirada do estímulo pode estar relacionada a condições que precisam de tratamento.

"Se a sensibilidade surgir de repente, estiver concentrada em um único dente, for muito intensa, persistir depois que o estímulo é retirado ou estiver acompanhada de dor espontânea, recomendo procurar um dentista para avaliação, já que ela pode estar associada a uma dessas outras causas, e não ao desgaste do esmalte", resume Franciele.

Por isso, o ideal é não ignorar sintomas recorrentes nem tentar resolver o problema apenas com produtos para aliviar a dor.

 

Como evitar a sensibilidade nos dentes?

Alguns cuidados diários ajudam a preservar o esmalte e a reduzir o risco de sensibilidade. A recomendação é evitar a escovação agressiva, escolher uma escova adequada e moderar o consumo frequente de alimentos e bebidas ácidas.

"Devemos começar com uma escovação delicada, utilizando uma escova de cerdas macias e evitando aplicar força excessiva. Também é importante evitar o consumo frequente de alimentos e bebidas muito ácidos", pontua.

Também é importante manter consultas periódicas ao dentista. O acompanhamento permite identificar cáries, alterações nas restaurações, retração gengival e outros problemas antes que avancem.

 

Como tratar a sensibilidade dentária?

Para quem já apresenta sensibilidade, a dentista afirma que o primeiro passo é consultar um profissional da área para entender a causa do problema.

"Dependendo do caso, podemos utilizar cremes dentais dessensibilizantes, produtos com flúor ou outros agentes dessensibilizantes aplicados no consultório. Quando existe retração gengival, desgaste dental, bruxismo ou alguma outra alteração, o tratamento precisa ser direcionado para essa condição", define.

O tratamento varia conforme o diagnóstico. Por isso, usar um creme dental específico pode ajudar em algumas situações, mas não substitui a avaliação profissional quando a dor é persistente ou intensa.

Por fim, Franciele defende: "a sensibilidade é um sintoma, e não um diagnóstico. Quando ela aparece com frequência, o ideal é investigar a causa. Apenas um profissional pode entender o que causou o problema e te ajudar a aliviar a dor".

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sensibilidade-nos-dentes-causas-cuidados-e-quando-procurar-um-dentista,6f33d1722d90a6d89c661b6e8db2bd0bswgxz3hq.html?utm_source=clipboard - Foto: Divulgação/AmorSaúde / Saúde em Dia

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Menopausa exige cuidados com o coração; veja 4 hábitos de proteção


Queda do estrogênio pode favorecer alterações na pressão, no colesterol e no acúmulo de gordura abdominal ao longo dessa fase

 

A queda de estrogênio na menopausa reduz a proteção vascular e eleva o risco cardiovascular, facilitando o ganho de gordura abdominal, hipertensão e colesterol alto. Para mitigar esses impactos, especialistas do Einstein recomendam monitorar peso e taxas metabólicas com dieta balanceada, praticar ao menos 150 minutos semanais de exercícios físicos, evitar dietas restritivas ou hormônios sem indicação médica e cuidar do sono e da saúde mental, mantendo consultas médicas regulares de rotina.

 

No Dia Mundial da Menopausa, celebrado em 18 de outubro, a atenção costuma se voltar para sintomas como fogachos, alterações no sono e mudanças hormonais. No entanto, a menopausa também pode afetar a saúde cardiovascular e aumentar a importância dos cuidados com o coração.

 

Com a queda do estrogênio, o organismo perde parte da proteção que esse hormônio exerce sobre os vasos sanguíneos. Ao mesmo tempo, podem surgir alterações na pressão arterial, no colesterol, no metabolismo da glicose e na distribuição da gordura corporal.

 

Especialistas do Einstein Hospital Israelita, em um artigo publicada no blog da instituição, destacam quatro cuidados que ajudam a proteger a saúde cardiovascular nessa fase.

 

Por que a menopausa exige mais atenção ao coração?

Antes da menopausa, o estrogênio participa de mecanismos que favorecem a circulação e ajudam a manter os vasos sanguíneos saudáveis. Quando os níveis do hormônio diminuem, essa proteção também cai. Além disso, o corpo pode passar a acumular mais gordura na região abdominal, ao mesmo tempo em que aumentam as chances de pressão alta, alterações no colesterol e diabetes.

 

Esses fatores não significam que toda mulher terá uma doença cardiovascular. O risco depende da combinação entre genética, histórico familiar, hábitos, peso, pressão, colesterol, glicemia, tabagismo e nível de atividade física.

 

1. Acompanhe peso, pressão e colesterol

Durante o climatério e a menopausa, a distribuição da gordura corporal pode mudar. Parte dela tende a se concentrar mais na região abdominal. Esse tipo de acúmulo merece atenção porque está relacionado a maior risco cardiovascular.

Por isso, acompanhar peso, pressão arterial, colesterol, triglicérides e glicemia ajuda a identificar alterações antes que provoquem complicações. A alimentação também influencia esse controle. Uma rotina com menos ultraprocessados, excesso de açúcar e sal pode contribuir para manter esses indicadores em níveis adequados.

 

2. Mantenha uma rotina de exercícios

A prática regular de atividade física ajuda a controlar diferentes fatores ligados ao coração. Exercícios aeróbicos, como caminhada, bicicleta, natação e dança, contribuem para o condicionamento cardiovascular e para o controle da pressão e da glicose.

A musculação também é importante nessa fase. Ela ajuda a preservar a massa muscular, a força e a saúde dos ossos. Segundo os especialistas do Einstein, uma referência é acumular cerca de 150 minutos de atividade física moderada por semana, combinando exercícios aeróbicos e de resistência sempre que possível.

 

3. Evite soluções rápidas para emagrecer

A mudança na composição corporal durante a menopausa pode aumentar a preocupação com o peso. No entanto, estratégias muito restritivas ou sem acompanhamento podem trazer outros problemas.

Uma perda acelerada de peso também pode reduzir massa muscular e óssea, justamente dois pontos que precisam de atenção nessa etapa da vida. Medicamentos para obesidade podem ser indicados em alguns casos, mas exigem avaliação profissional. O mesmo vale para hormônios usados com finalidade estética ou de desempenho.

Os especialistas do Einstein também alertam para o uso de testosterona e implantes hormonais sem indicação adequada, já que essas práticas podem afetar a pressão arterial e os níveis de colesterol.

 

4. Não ignore sono e saúde emocional

A qualidade do sono também interfere na saúde cardiovascular. Dormir mal pode dificultar o controle do peso e favorecer alterações na pressão arterial. Como a menopausa pode prejudicar o descanso noturno, observar a rotina de sono passa a ter ainda mais importância.

O mesmo vale para o estresse e a ansiedade. Momentos de lazer, convívio social e atividades prazerosas ajudam a reduzir a sobrecarga emocional e fazem parte dos cuidados com a saúde como um todo.

Além dos hábitos, consultas periódicas ajudam a acompanhar alterações que podem surgir sem sintomas. Pressão alta, colesterol elevado e diabetes podem permanecer silenciosos, por isso o acompanhamento médico é importante para identificar esses fatores precocemente.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/menopausa-exige-cuidados-com-o-coracao-veja-4-habitos-de-protecao,bbc971398c901139a0b087c8c352eed97h90l299.html?utm_source=clipboard - Por: Maria Clara Pinheiro / Licenciado de Bons Fluidos - Foto: Canva Equipes/pixelshot / Bons Fluidos

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Fibromialgia: a dor invisível que afeta milhões de brasileiros


Reconhecida como deficiência no Brasil, a síndrome exige atenção, diagnóstico correto e cuidados multidisciplinares

 

A fibromialgia é uma síndrome crônica marcada por dor generalizada, fadiga e distúrbios do sono, afetando sobretudo mulheres. De diagnóstico difícil por não constar em exames de imagem, a doença gera estigma, mas seu manejo com remédios e exercícios melhora a qualidade de vida. No Brasil, seu recente enquadramento como deficiência assegura direitos e políticas públicas aos pacientes, marcando um avanço contra o preconceito e na garantia de suporte social a essa condição invisível e debilitante.

 

A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dores musculares generalizadas, fadiga intensa, distúrbios do sono e problemas de memória. Apesar de afetar cerca de 3% da população mundial, sendo em sua maioria mulheres, a doença ainda é cercada por preconceito e falta de conhecimento. No Brasil, um avanço significativo ocorreu recentemente com o reconhecimento oficial da fibromialgia como uma condição que pode ser enquadrada como deficiência, o que garante às pessoas afetadas o acesso a direitos e políticas públicas específicas.

 

Entre os principais sintomas da fibromialgia estão dores persistentes por todo o corpo, sensibilidade exagerada ao toque, cansaço extremo mesmo após uma noite de sono e alterações no humor. Muitos pacientes também relatam episódios de depressão e ansiedade. A origem da síndrome ainda não é completamente compreendida, mas especialistas apontam que fatores genéticos, traumas físicos e emocionais, além de desequilíbrios nos neurotransmissores, podem estar envolvidos no desenvolvimento da condição.

 

Fibromialgia

Por ser uma doença de difícil diagnóstico — já que não aparece em exames laboratoriais ou de imagem —, muitos pacientes enfrentam anos de sofrimento até receberem o diagnóstico correto. A falta de marcadores objetivos faz com que a dor e o sofrimento de quem tem fibromialgia sejam, muitas vezes, subestimados, o que contribui para o estigma social.

 

O tratamento da fibromialgia é multidisciplinar e envolve a combinação de medicamentos, fisioterapia, atividade física regular e acompanhamento psicológico. Embora não haja cura, é possível controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Recomenda-se medicamentos como analgésicos, antidepressivos e relaxantes musculares. Porém, médicos também indicam exercícios físicos de baixo impacto, como caminhada, pilates e hidroginástica como parte essencial da abordagem terapêutica.

 

O reconhecimento da fibromialgia como uma condição que pode gerar deficiência reforça a importância de políticas públicas que acolham e protejam os pacientes. Além do acesso à saúde, isso inclui o direito a aposentadoria por invalidez, isenção de impostos e prioridade em processos seletivos, concursos públicos e programas de inclusão.

 

A luta de pacientes e entidades médicas para legitimar a fibromialgia como uma condição séria e debilitante avança. No entanto, ainda há muito a ser feito em termos de conscientização. Entender a síndrome e apoiar quem convive com ela é fundamental para construir uma sociedade mais empática e justa.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/fibromialgia-a-dor-invisivel-que-afeta-milhoes-de-brasileiros,1648bedd28de3332f22e6ddf1172baa4tnw9p0bf.html?utm_source=clipboard - Por: Lilian Coelho Maffei / Licenciado de Bons Fluidos - Foto: depositphotos.com / Sasha2109 / Bons Fluidos

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Outubro Rosa: veja alterações na pele que podem indicar câncer de mama


Dermatologista destaca a importância do autoconhecimento, do acompanhamento médico e da observação de alterações cutâneas na região mamária

 

O Outubro Rosa alerta que o câncer de mama, o mais incidente em mulheres no país, também se manifesta por sinais cutâneos precoces. Além de nódulos, sintomas como aspecto de casca de laranja, retração ou descamação do mamilo, vermelhidão contínua e feridas exigem atenção médica imediata. O diagnóstico precoce, apoiado por mamografias de rotina, autoexame constante e hábitos de vida saudáveis, eleva as chances de cura da doença em até 95%, além de demandar cuidados dermatológicos no tratamento.

 

A campanha Outubro Rosa mobiliza a sociedade para conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce e da prevenção primária do câncer de mama. A iniciativa ganha ainda mais relevância diante da alta incidência da doença, considerada a neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres brasileiras. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 78.610 novos casos por ano no Brasil, com maior concentração na região Sudeste.

 

No entanto, o cuidado com as mamas envolve olhar o corpo como um todo. Muitas vezes associado apenas ao surgimento de nódulos detectáveis no toque ou na mamografia, o câncer de mama também pode apresentar manifestações cutâneas precoces. Flávia Villela, médica especialista em Dermatologia, explica que mudanças na textura e na superfície da pele da mama exigem avaliação profissional imediata.

 

"A observação diária durante o autocuidado ou no momento de se vestir é fundamental. Mudanças na espessura da pele da mama, como o aspecto conhecido como casca de laranja, retração ou descamação no mamilo, vermelhidão contínua ou feridas que não cicatrizam são sinais que não devem ser ignorados", ressalta.

 

A médica destaca ainda que alterações dermatológicas secundárias podem surgir em pacientes submetidas a tratamentos oncologicamente invasivos, como radioterapia e quimioterapia, necessitando de suporte dermatológico adequado para manter a integridade da barreira cutânea e a qualidade de vida durante o tratamento.

 

Ações de prevenção e rastreamento precoce

Flávia Villela reforça que o diagnóstico precoce eleva as chances de cura do câncer de mama para até 95%. Entre os pilares para a prevenção e rastreamento recomendados pela médica, estão:

 

1. Mamografia de rotina

Acompanhamento conforme diretrizes médicas para a faixa etária e histórico familiar.

 

2. Autoexame e observação de sinais

Reconhecimento do próprio corpo para identificar nódulos, assimetrias recentes ou alterações na pele da mama e auréolas.

 

3. Hábitos de vida saudáveis

Prática regular de atividades físicas, alimentação equilibrada e redução do consumo de álcool e tabaco.

 

4. Cuidado dermatológico na região mamária

Manutenção da hidratação e atenção a lesões suspeitas na pele do tórax.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/outubro-rosa-veja-alteracoes-na-pele-que-podem-indicar-cancer-de-mama,259cc06a8991dbe85eeb470d93888485vdb8mosj.html?utm_source=clipboard - Por Juliana Rangel - Foto: New Africa | Shutterstock / Portal EdiCase

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Café dá mais energia? Entenda como a bebida age no organismo e os cuidados ao consumi-la


É possível apreciar a bebida e aproveitar seus benefícios sem comprometer a saúde

 

O café puro possui baixas calorias e atua como estimulante no sistema nervoso central por meio da cafeína, aumentando o alerta, a disposição física e a atividade digestiva. Contudo, seu valor energético se eleva com a adição de açúcares e gorduras. Especialistas alertam que a bebida não deve substituir refeições nem servir como tratamento intestinal, pois o consumo excessivo com açúcar, associado à má alimentação, pode favorecer alterações metabólicas e quadros como o diabetes.

 

Poucas bebidas estão tão presentes na vida dos brasileiros quanto o café. Da primeira xícara pela manhã ao tradicional cafezinho da tarde, ele acompanha boas conversas, encontros casuais e até momentos de relaxamento. Sua presença é tão marcante no dia a dia que se tornou parte da cultura do país.

 

Nesse contexto, o Dia Internacional do Café, celebrado em 1º de outubro, é uma oportunidade para conhecer melhor os efeitos da bebida no organismo, entender quais cuidados devem ser adotados no consumo e esclarecer alguns dos principais mitos que cercam o café. Confira a seguir!

 

Baixo teor calórico do café

Segundo a nutricionista Cristiane de Oliveira, coordenadora do curso de Nutrição da Afya Araguaína, além de fazer parte da cultura e da rotina de muitas pessoas, o café, quando consumido puro, apresenta baixo valor calórico.

"O primeiro ponto que a gente pensa da questão nutricional é que o café une as pessoas. Então, ele faz parte da antropologia alimentar da nossa sociedade. No mundo todo, isso é muito presente também. Do ponto de vista nutricional, falando em valores nutricionais e calóricos, o café em si não tem calorias. O que tem calorias é o que a gente adiciona", explica.

Ela destaca que o valor calórico da bebida pode aumentar conforme os ingredientes acrescentados, como açúcar, óleo de coco, creme de leite, chantili ou chocolate. Por isso, a quantidade e o tipo de complemento devem ser considerados de acordo com os objetivos e as necessidades de cada pessoa.

 

Café dá mais energia?

Conforme a nutricionista, a sensação de disposição após tomar café está relacionada principalmente à cafeína, substância com efeito estimulante que atua no sistema nervoso central, aumentando o estado de alerta e podendo favorecer a atividade mental e física. "Embora a percepção desses efeitos varie entre os indivíduos, a maioria das pessoas apresenta essa resposta", explica.

Além disso, é preciso observar não apenas o café, mas também o que é acrescentado à bebida. Cristiane de Oliveira reforça que o aporte energético depende dos ingredientes adicionados. Açúcar, leite, creme de leite, chocolate e outros complementos podem aumentar significativamente o valor calórico da bebida.

 

A bebida pode ajudar no funcionamento do intestino

Para algumas pessoas, o café pode ser um grande aliado do funcionamento do intestino. "De manhã, depois de tomar o café, pode dar vontade de ir ao banheiro, de evacuar. Isso acontece porque o café, a cafeína, estimula o nosso sistema digestório e isso provoca a vontade de evacuar. Mas existem pessoas, como eu disse anteriormente, que são mais sensíveis a isso, e outras que não", esclarece Cristiane de Oliveira.

Apesar desse efeito, a nutricionista ressalta que o café não deve ser considerado um laxante ou utilizado como tratamento para a constipação intestinal. "[…] Na questão nutricional, a gente não indica café para melhorar o funcionamento do intestino, porque isso é um conjunto: alimentação, consumo de água e a saúde intestinal como um todo", afirma.

 

Café não substitui uma alimentação adequada

Outro cuidado destacado pela nutricionista é o hábito de substituir refeições por várias xícaras de café ao longo do dia, especialmente quando a bebida é consumida com açúcar. "Por mais que o café seja uma cultura e a gente esteja sempre tomando café ou oferecendo para a visita, temos que lembrar que ele pode estar associado a um biscoito ou a outras coisas no decorrer do dia. Você não pode simplesmente substituir o café por uma refeição", alerta.

Segundo ela, passar longos períodos sem uma alimentação adequada e ingerir apenas café adoçado pode levar a um consumo elevado de açúcar e contribuir para alterações metabólicas, principalmente quando associado ao sedentarismo e a outros fatores de risco.

"Tem pessoas que deixam de comer comida de verdade e passam a manhã e a tarde só tomando café com açúcar. Quando a pessoa faz isso, recebe uma carga glicêmica, quantidade de açúcar muito grande no sangue. Isso pode favorecer doenças metabólicas, como diabetes e pré-diabetes, e alterações nas gorduras do sangue, principalmente se estiver associado ao sedentarismo e a uma predisposição genética", explica Cristiane de Oliveira.

O principal cuidado em relação ao consumo de café é manter o equilíbrio e considerar as necessidades individuais na alimentação. Conforme a profissional, como qualquer outro alimento, o café, sozinho, não vai resolver nem agravar uma condição. É preciso distribuir os nutrientes de maneira adequada ao longo da alimentação.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafe-da-mais-energia-entenda-como-a-bebida-age-no-organismo-e-os-cuidados-ao-consumi-la,ffa520c6e6c64d522bf6425bbe6b71d860o58w38.html?utm_source=clipboard - Por Cecília Santos - Foto: New África | Shutterstock / Portal EdiCase

sábado, 26 de setembro de 2026

Primavera e saúde ocular: cuidados para evitar alergias e irritações


Com a chegada da estação das flores, o aumento do pólen e os dias mais ensolarados exigem atenção redobrada com a saúde ocular

 

A primavera eleva o risco de conjuntivite alérgica e ressecamento ocular devido ao pólen, poeira e variações climáticas, gerando coceira e vermelhidão. Especialistas alertam para não esfregar os olhos, hábito que pode causar lesões ou ceratocone, recomendando compressas frias para alívio. Medidas preventivas incluem usar óculos com proteção UV, manter ambientes limpos e evitar a automedicação com colírios. Havendo dor, secreção purulenta ou baixa visual, a consulta oftalmológica é indispensável.

 

A chegada da primavera traz temperaturas mais agradáveis, mas também aumenta a exposição a pólen, poeira e partículas presentes no ar. As variações de temperatura e umidade também podem favorecer irritações e ressecamento nos olhos. 

 

"Os olhos, por serem mucosas expostas, reagem rapidamente a esses estímulos", explica Larissa Bowens, médica oftalmologista do hospital Oftalmos. Entre as queixas mais comuns está a conjuntivite alérgica sazonal. A condição costuma provocar coceira intensa, vermelhidão, lacrimejamento, inchaço nas pálpebras e sensação de areia nos olhos.

 

Geralmente, os sintomas aparecem nos dois olhos. Já as conjuntivites infecciosas podem apresentar mais secreção e começar em apenas um deles. "Na dúvida, a avaliação com um oftalmologista é o caminho mais seguro para diferenciar os casos", orienta a médica.

 

Evite esfregar os olhos

Esfregar os olhos pode proporcionar alívio momentâneo, mas tende a piorar a inflamação. O hábito também pode provocar lesões na córnea e aumentar a predisposição ao desenvolvimento ou progressão do ceratocone. Por isso, uma alternativa para aliviar o desconforto são as compressas frias.

 

Atenção ao ressecamento

O clima mais seco e a presença de poeira podem aumentar a evaporação da lágrima e irritar a superfície ocular.

 

Ardência, sensação de corpo estranho, vermelhidão persistente, visão embaçada intermitente e sensibilidade à luz são sinais que merecem atenção. "Esses elementos favorecem a evaporação da lágrima natural e irritam a superfície ocular", explica Dra. Larissa.

 

Proteja os olhos do sol

Os dias mais longos também aumentam a exposição à radiação ultravioleta. Por isso, a oftalmologista recomenda o uso de óculos escuros com proteção UV adequada.

 

"A exposição solar cumulativa está ligada à catarata precoce, ao pterígio e a outras lesões na superfície ocular", alerta. Além de reduzir o desconforto provocado pela luminosidade, os óculos ajudam a diminuir o contato dos olhos com pólen e poeira.

 

Cuidado com colírios por conta própria

Colírios de venda livre nem sempre resolvem a causa do desconforto. Alguns podem apenas mascarar os sintomas e, quando utilizados por períodos prolongados, piorar a vermelhidão.

 

Por isso, o ideal é buscar orientação profissional antes de iniciar um tratamento. Colírios lubrificantes sem conservantes também devem ser usados conforme recomendação.

 

Quando procurar um oftalmologista?

Alguns sinais indicam que o quadro pode não ser apenas uma alergia sazonal. Dor, secreção purulenta, redução da visão ou sintomas em apenas um olho precisam de avaliação especializada.

 

"Quando os sintomas persistem mesmo com cuidados básicos, quando há dor, secreção purulenta, redução da visão ou manifestações em apenas um olho, é necessária avaliação especializada", finaliza Dra. Larissa.

 

Checklist para cuidar dos olhos na primavera

Lave as mãos antes de tocar o rosto ou os olhos;

Higienize o rosto e a região dos olhos ao chegar em casa;

Evite esfregar os olhos e prefira compressas frias;

Use óculos escuros com proteção UV;

Mantenha os ambientes limpos e ventilados;

Evite correntes de ar direcionadas ao rosto;

Higienize e troque as roupas de cama com frequência.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/primavera-e-saude-ocular-cuidados-para-evitar-alergias-e-irritacoes,88ffc08814ea249fc9c47ee1d75b21e30topbxnb.html?utm_source=clipboard - Foto: Magnific / Saúde em Dia

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

A primavera pode afetar a saúde? Conheça 7 doenças mais comuns na estação


Mudanças na umidade, maior presença de pólen e exposição à poeira podem favorecer alergias e outros problemas de saúde nesta época do ano

 

A chegada da primavera exige cuidados com a saúde devido a alterações climáticas e ao aumento de pólen e poeira no ar. Essas condições intensificam problemas respiratórios e alérgicos, como rinite, asma, conjuntivite, rinossinusite e dermatite de contato. A estação também favorece o contágio por catapora e, com o aumento das chuvas, eleva o risco de dengue pelo acúmulo de água parada, demandando atenção aos sintomas, vacinação em dia e eliminação contínua dos focos do mosquito Aedes aegypti.

 

A chegada da primavera traz mudanças na temperatura e na umidade, além de aumentar o contato com plantas e ambientes ao ar livre. Para algumas pessoas, esse período pode favorecer o surgimento de sintomas alérgicos ou agravar problemas respiratórios. Segundo Ana Paula Zanon Bampi, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, a estação exige atenção a alguns cuidados que ajudam a preservar a saúde e o bem-estar.

 

"Na primavera, a maior exposição ao pólen e à poeira pode intensificar sintomas como espirros, coriza, coceira nos olhos e crises de asma. As chuvas também podem favorecer o acúmulo de água parada e aumentar o risco de dengue em locais onde o vírus circula. Por isso, vale observar os sintomas, manter os cuidados com alergias e eliminar possíveis criadouros do mosquito", alerta.

 

Abaixo, a especialista aponta sete condições que merecem atenção por serem mais frequentes: a ocorrência varia conforme a região, o clima e as características de cada pessoa. Confira!

 

1. Rinite alérgica

Espirros repetidos, coriza, coceira no nariz e congestão podem surgir após contato com pólen, poeira ou outros alérgenos. Identificar o que provoca as crises ajuda a orientar sobre os cuidados.

 

2. Asma

Em pessoas que já têm a doença, alérgenos e irritantes presentes no ar podem desencadear tosse, chiado, aperto no peito e falta de ar. O tratamento de controle deve seguir a orientação médica.

 

3. Conjuntivite alérgica

Coceira, vermelhidão e lacrimejamento, geralmente nos dois olhos, podem acompanhar a rinite. Como a conjuntivite também pode ter causas infecciosas, é importante avaliar sintomas persistentes ou secreção intensa antes de usar colírios.

 

4. Rinossinusite

A inflamação das vias nasais pode causar sintomas como nariz entupido, pressão ou dor no rosto e secreção nasal. Nem todos os casos são provocados por bactérias ou exigem o uso de antibióticos. Por isso, é importante buscar avaliação profissional quando os sintomas persistem, pioram ou se tornam mais intensos.

 

5. Dermatite de contato

O contato com determinadas plantas, cosméticos ou outras substâncias durante atividades ao ar livre pode causar vermelhidão, coceira e irritação na pele. Identificar os produtos, plantas ou materiais com os quais teve contato antes do surgimento dos sintomas pode ajudar a descobrir a possível causa da reação.

 

6. Catapora

Mais frequente em crianças, a doença pode causar febre e lesões na pele que evoluem para pequenas bolhas e crostas. É contagiosa, e a vacinação conforme o calendário recomendado é uma medida importante de prevenção.

 

7. Dengue

Onde há circulação do vírus e chuvas que favorecem água parada, é preciso reforçar o combate ao Aedes aegypti. Febre, dores no corpo, dor atrás dos olhos, náuseas e manchas na pele exigem avaliação. Dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou sangramentos são sinais de alerta para atendimento imediato.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/a-primavera-pode-afetar-a-saude-conheca-7-doencas-mais-comuns-na-estacao,5ad14cb957126a41e257e9cbc7eb682b34sczoux.html?utm_source=clipboard - Por Deiwerson Damasceno - Foto: Photoroyalty | Shutterstock / Portal EdiCase

domingo, 20 de setembro de 2026

Vitaminas, minerais e antioxidantes: 11 alimentos aliados da imunidade na primavera


Veja como o cuidado com a alimentação ajuda a manter as defesas do organismo nesta época do ano

 

Para combater o ressecamento das vias aéreas e as variações climáticas da primavera, uma dieta rica em vitaminas, minerais e antioxidantes é fundamental para a imunidade. A nutricionista Jéssica Benazzi recomenda onze opções acessíveis: frutas cítricas e vermelhas, tomate, vegetais verde-escuros, fontes de betacaroteno e ômega 3, cebola, gengibre, oleaginosas, iogurte e leguminosas. Esses alimentos fornecem nutrientes essenciais que fortalecem o organismo contra infecções típicas da estação.

 

Com a chegada da primavera, as variações de temperatura e os períodos de baixa umidade do ar podem favorecer o ressecamento das vias respiratórias e aumentar o desconforto nessa época do ano. Logo, manter uma alimentação equilibrada é um dos cuidados que contribuem para o bom funcionamento do sistema imunológico, especialmente quando o cardápio inclui alimentos variados e fontes de vitaminas e minerais.

 

Para transformar esse cuidado em algo prático, é possível recorrer a escolhas simples na rotina alimentar. Pensando nisso, a nutricionista Jéssica Benazzi, do Divino Fogão, lista 11 alimentos para reforçar a imunidade na primavera. Confira!

 

1. Frutas cítricas

Clássicas quando o assunto é imunidade, as frutas cítricas são ricas em vitamina C e antioxidantes. Nesta época, laranja-lima, kiwi e abacaxi são boas pedidas.

 

2. Frutas vermelhas

Além do sabor marcante, as frutas vermelhas trazem vitamina C e ácido elágico, com ação antioxidante e anti-inflamatória. O destaque da temporada é o morango.

 

3. Tomate

Fonte de licopeno, que dá a cor vermelha ao fruto e combate radicais livres, além de vitamina C, o tomate é um reforço extra contra gripes e resfriados.

 

4. Folhosos verde-escuros

Brócolis, couve e espinafre fornecem ácido fólico (vitamina B9), essencial para a formação de glóbulos brancos, além de propriedades anti-inflamatórias.

 

5. Alimentos ricos em betacaroteno

Cenoura, abóbora, batata-doce e batata-baroa se transformam em vitamina A no organismo, um potente antioxidante que fortalece as defesas.

 

6. Fontes de ômega 3

Peixes como sardinha, salmão e atum, além de azeites de boa qualidade, oferecem gorduras boas que agem como anti-inflamatórios naturais.

 

7. Cebola

Rica em quercetina, a cebola ajuda a prevenir infecções bacterianas e fúngicas, além de proteger contra radicais livres.

 

8. Gengibre

Rico em vitamina B6 e C, o gengibre fortalece a imunidade e tem ação antimicrobiana, sendo um aliado no combate a gripes e resfriados.

 

9. Oleaginosas

Nozes, castanhas, amêndoas, pistache e avelãs são fontes de vitamina E e selênio, antioxidantes que protegem as células do organismo.

 

10. Iogurte

Com probióticos que equilibram a flora intestinal, onde se concentra grande parte das células de defesa do organismo, o iogurte é essencial para manter a imunidade em alta.

 

11. Leguminosas

Feijão, lentilha e grão-de-bico oferecem zinco, mineral que auxilia na prevenção de doenças respiratórias típicas da estação.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/vitaminas-minerais-e-antioxidantes-11-alimentos-aliados-da-imunidade-na-primavera,66311f4d4be00c6fb37513399bbe9349hcmulvlr.html?utm_source=clipboard - Por Juliana Beletato - Foto: New Africa | Shutterstock / Portal EdiCase

sábado, 19 de setembro de 2026

Prática esportiva e cuidados: como proteger a pele e prevenir sinais de envelhecimento


Exposição solar, vento, baixo percentual de gordura e emagrecimento podem influenciar a aparência do rosto

 

Embora o exercício físico não cause rugas diretamente, fatores como sol, vento e a perda de gordura facial decorrente de treinos intensos ou emagrecimento aceleram o envelhecimento da pele. Para prevenir danos e flacidez em atividades ao ar livre ou piscinas, especialistas recomendam hidratação constante, barreiras físicas e fotoproteção resistente ao suor. Além do skincare diário, a indicação é monitorar as mudanças do rosto para intervir com procedimentos estéticos apenas quando necessário.

 

Praticar exercícios traz benefícios para a saúde, mas algumas características da rotina esportiva exigem atenção com a pele. Exposição solar, vento e alterações no volume facial podem influenciar a aparência do rosto.

 

Segundo Daiany Rodrigues Freire, enfermeira estética e biomédica estética, o exercício não deve ser considerado uma causa direta das rugas. Porém, alguns fatores associados à prática podem contribuir para alterações na face.

 

"Quem pratica muito esporte, principalmente quando mantém baixo percentual de gordura ou passa por emagrecimento importante, pode perceber mais rapidamente a perda de volume e sustentação da face", explica. Por isso, além do skincare, alguns cuidados podem ajudar a preservar a qualidade e a proteção da pele.

 

1. Reforce a proteção solar na corrida

Quem corre ao ar livre acumula muitas horas de exposição à radiação ultravioleta. O uso de protetor solar resistente ao suor, além de boné ou viseira e óculos, ajuda a proteger a pele. Em treinos prolongados, também é importante reaplicar o produto.

 

2. Proteja a pele durante o ciclismo

Pedais longos combinam sol, vento e calor. Por isso, fotoproteção, óculos, capacete e hidratação devem fazer parte da rotina. Em casos de perda de sustentação, uma avaliação profissional pode indicar cuidados específicos para a pele.

 

3. Tenha atenção aos esportes de areia

Beach tennis e vôlei de praia podem representar várias horas semanais de exposição solar. Além do protetor e das barreiras físicas, vale manter a pele hidratada após os treinos.

 

4. Cuide da pele depois da natação

O contato frequente com a água da piscina pode favorecer ressecamento e desconforto em algumas pessoas. Após o treino, tomar uma ducha e usar hidratante pode ajudar. Em piscinas descobertas, a fotoproteção também é importante.

 

5. Observe mudanças durante treinos de endurance

Maratonas, triatlo e outras modalidades de endurance podem reunir alto volume de treino, exposição solar e baixo percentual de gordura.

Com a redução do volume facial, algumas estruturas podem ficar mais marcadas. "Acompanhar e tratar de maneira preventiva pode ajudar a gerenciar melhor esse envelhecimento", afirma Daiany.

 

6. Não abandone a musculação por medo de rugas

Franzir a testa ou contrair a face durante séries pesadas é comum. Porém, isso não significa que seja necessário reduzir os treinos por medo do envelhecimento facial.

O envelhecimento é multifatorial e envolve fatores como genética, exposição solar, qualidade da pele e alterações de volume. "A prevenção não significa começar a fazer vários procedimentos porque você treina. Significa entender o que está acontecendo naquele rosto e intervir apenas quando houver indicação", ressalta a enfermeira.

 

7. Atenção ao emagrecimento rápido

Grandes perdas de peso podem reduzir o volume facial e deixar sulcos e flacidez mais aparentes. Nesses casos, manter exercício, alimentação adequada, fotoproteção e skincare continua importante. Uma avaliação profissional pode indicar outras estratégias quando necessário.

 

Skincare e procedimentos têm funções diferentes

O skincare ajuda na proteção e na manutenção da qualidade da pele, mas não consegue corrigir sozinho alterações de volume e sustentação. "O skincare é indispensável, mas atua principalmente na qualidade e proteção da pele. Ele não consegue sozinho repor estruturas que perderam sustentação", afirma Daiany.

 

Por isso, a especialista defende que qualquer procedimento seja definido individualmente, considerando as características e necessidades de cada pessoa.

 

A ideia, segundo Daiany, é acompanhar as mudanças ao longo do tempo, sem abandonar a prática esportiva. "Não é fazer tudo, nem fazer demais. É acompanhar, prevenir e tratar aquilo que realmente precisa ser tratado em cada fase", finaliza.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/pratica-esportiva-e-cuidados-como-proteger-a-pele-e-prevenir-sinais-de-envelhecimento,d4f40fe01b19a37d2c6e14f32022675b4lftawfg.html?utm_source=clipboard - Por: Gabriela Bita / Licenciado de Sport Life - Foto: Magnific / Sport Life

sábado, 5 de setembro de 2026

O que muda na mobilidade com a idade? Veja como cuidar do corpo dos 30 aos 70 anos


Especialista destaca a importância de manter hábitos saudáveis desde cedo para favorecer a capacidade funcional e diminuir o risco de perda de autonomia

 

O envelhecimento reduz a mobilidade, mas o estilo de vida é o fator decisivo para manter a autonomia ao longo dos anos. Segundo o ortopedista Emerson Garms, hábitos saudáveis iniciados precocemente, como exercícios regulares, musculação e alongamentos, são fundamentais em todas as fases da vida. Aos 30 anos constroem-se reservas, aos 50 mantém-se a força e aos 70 preserva-se a independência, prevenindo quedas graves. Manter o corpo sempre em movimento é a chave para a longevidade funcional.


Chegar à velhice com autonomia para cuidar de si e manter as atividades da rotina é um desejo comum, mas essa realidade não acontece da mesma forma para todas as pessoas. O envelhecimento provoca mudanças naturais no organismo, com a redução da mobilidade, que pode afetar a capacidade funcional ao longo do tempo. Ainda assim, a idade cronológica não é o único elemento que determina como o corpo responderá a essa transformação.

 

De acordo com o ortopedista Dr. Emerson Garms, do Hospital Santa Catarina - Paulista, o envelhecimento pode estar associado à redução da mobilidade, mas o estilo de vida exerce papel decisivo nesse processo. "O envelhecimento pode levar a uma perda de mobilidade, mas geralmente isso está diretamente relacionado aos hábitos de vida diária", afirma.

 

O que fazer para manter a mobilidade?

A recomendação é que os cuidados com a mobilidade comecem cedo e sejam mantidos em todas as fases da vida. Independentemente da idade, a combinação entre exercícios físicos regulares e alongamentos ajuda a preservar a capacidade funcional do corpo. 

 

Aos 30 anos, o objetivo é construir reservas musculares e articulares para o futuro. Aos 50, manter a força e prevenir perdas naturais do envelhecimento. Já aos 70 anos e além, a atividade física torna-se uma importante aliada para preservar a independência e reduzir o risco de quedas.

 

As quedas, aliás, representam uma das maiores ameaças à saúde da população idosa. Além das fraturas, elas podem desencadear longos períodos de recuperação, perda de massa muscular, redução da mobilidade e até impactos na saúde emocional e social. Em muitos casos, uma única queda pode marcar o início de um ciclo de perda de autonomia.

 

Hábitos ao longo da vida fazem diferença

Para o Dr. Emerson Garms, o que diferencia as pessoas que envelhecem com independência daquelas que perdem autonomia mais cedo é a soma de escolhas feitas ao longo da vida. A prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do peso corporal e sono de qualidade são fatores que ajudam a preservar músculos, articulações e equilíbrio, reduzindo o risco de limitações futuras e formando a base para um envelhecimento saudável.

 

Se fosse preciso resumir em uma única recomendação, ela seria simples: manter o corpo em movimento. "As caminhadas e a prática da musculação são ótimas opções. Se puder fazer o que mais gosta, melhor ainda, respeitando sempre os próprios limites", conclui o ortopedista do Hospital Santa Catarina - Paulista.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-que-muda-na-mobilidade-com-a-idade-veja-como-cuidar-do-corpo-dos-30-aos-70-anos,12738de544f4da13c2128190cae0ffcd27e7xy6y.html?utm_source=clipboard - Por Nadja Cortes - Foto: Lordn | Shutterstock / Portal EdiCase