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sábado, 5 de setembro de 2026

O que muda na mobilidade com a idade? Veja como cuidar do corpo dos 30 aos 70 anos


Especialista destaca a importância de manter hábitos saudáveis desde cedo para favorecer a capacidade funcional e diminuir o risco de perda de autonomia

 

O envelhecimento reduz a mobilidade, mas o estilo de vida é o fator decisivo para manter a autonomia ao longo dos anos. Segundo o ortopedista Emerson Garms, hábitos saudáveis iniciados precocemente, como exercícios regulares, musculação e alongamentos, são fundamentais em todas as fases da vida. Aos 30 anos constroem-se reservas, aos 50 mantém-se a força e aos 70 preserva-se a independência, prevenindo quedas graves. Manter o corpo sempre em movimento é a chave para a longevidade funcional.


Chegar à velhice com autonomia para cuidar de si e manter as atividades da rotina é um desejo comum, mas essa realidade não acontece da mesma forma para todas as pessoas. O envelhecimento provoca mudanças naturais no organismo, com a redução da mobilidade, que pode afetar a capacidade funcional ao longo do tempo. Ainda assim, a idade cronológica não é o único elemento que determina como o corpo responderá a essa transformação.

 

De acordo com o ortopedista Dr. Emerson Garms, do Hospital Santa Catarina - Paulista, o envelhecimento pode estar associado à redução da mobilidade, mas o estilo de vida exerce papel decisivo nesse processo. "O envelhecimento pode levar a uma perda de mobilidade, mas geralmente isso está diretamente relacionado aos hábitos de vida diária", afirma.

 

O que fazer para manter a mobilidade?

A recomendação é que os cuidados com a mobilidade comecem cedo e sejam mantidos em todas as fases da vida. Independentemente da idade, a combinação entre exercícios físicos regulares e alongamentos ajuda a preservar a capacidade funcional do corpo. 

 

Aos 30 anos, o objetivo é construir reservas musculares e articulares para o futuro. Aos 50, manter a força e prevenir perdas naturais do envelhecimento. Já aos 70 anos e além, a atividade física torna-se uma importante aliada para preservar a independência e reduzir o risco de quedas.

 

As quedas, aliás, representam uma das maiores ameaças à saúde da população idosa. Além das fraturas, elas podem desencadear longos períodos de recuperação, perda de massa muscular, redução da mobilidade e até impactos na saúde emocional e social. Em muitos casos, uma única queda pode marcar o início de um ciclo de perda de autonomia.

 

Hábitos ao longo da vida fazem diferença

Para o Dr. Emerson Garms, o que diferencia as pessoas que envelhecem com independência daquelas que perdem autonomia mais cedo é a soma de escolhas feitas ao longo da vida. A prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do peso corporal e sono de qualidade são fatores que ajudam a preservar músculos, articulações e equilíbrio, reduzindo o risco de limitações futuras e formando a base para um envelhecimento saudável.

 

Se fosse preciso resumir em uma única recomendação, ela seria simples: manter o corpo em movimento. "As caminhadas e a prática da musculação são ótimas opções. Se puder fazer o que mais gosta, melhor ainda, respeitando sempre os próprios limites", conclui o ortopedista do Hospital Santa Catarina - Paulista.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-que-muda-na-mobilidade-com-a-idade-veja-como-cuidar-do-corpo-dos-30-aos-70-anos,12738de544f4da13c2128190cae0ffcd27e7xy6y.html?utm_source=clipboard - Por Nadja Cortes - Foto: Lordn | Shutterstock / Portal EdiCase

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Como praticar esportes com saúde e evitar lesões


Descubra como evitar lesões e melhorar o desempenho físico

 

Praticar esportes é essencial para a saúde, mas exige cuidados para evitar lesões. Antes de treinar, é fundamental consultar um médico, investir em aquecimento, manter a hidratação, usar equipamentos adequados e respeitar o tempo de descanso. Essas dicas ajudam a evoluir no esporte com segurança e bem-estar.

 

Praticar esportes é essencial para manter a saúde e o bem-estar. No entanto, iniciar uma atividade sem os devidos cuidados causa lesões. Por isso, a segurança deve ser sempre a sua principal prioridade.

 

Afinal, como treinar com eficiência e proteger o corpo ao mesmo tempo? Confira cinco dicas fundamentais para evoluir no esporte com muita saúde.

 

1. Faça uma avaliação médica prévia

Antes de começar qualquer modalidade, consulte um médico do esporte ou cardiologista. Os exames de rotina avaliam a sua condição física e cardiovascular.

Dessa forma, você descobre limites corporais e treina com segurança diária. A prevenção clínica é o primeiro passo para o sucesso esportivo.

 

2. Invista no aquecimento e alongamento

Nunca comece o treino com a musculatura totalmente fria e enrijecida. O aquecimento eleva a frequência cardíaca e prepara as suas articulações.

Além disso, alongamentos leves após o exercício ajudam no relaxamento muscular. Essa prática simples melhora a flexibilidade e evita estiramentos graves.

 

3. Mantenha a hidratação sempre em dia

A perda de líquidos e sais minerais pelo suor é constante. A desidratação reduz o desempenho e favorece o surgimento de cãibras.

Sendo assim, beba bastante água antes, durante e após os treinos. Em atividades longas, opte também pelo uso de bebidas isotônicas.

 

4. Use equipamentos e roupas adequadas

Cada modalidade esportiva exige calçados e vestimentas específicas para o praticante. Um tênis adequado, por exemplo, absorve o impacto e evita torções.

Consequentemente, roupas leves facilitam a transpiração e garantem muito mais conforto. Investir no material certo protege o seu corpo de lesões desnecessárias.

 

5. Respeite o tempo de descanso

O crescimento muscular e a recuperação acontecem durante as pausas diárias. O excesso de exercícios sem descanso adequado leva ao famoso overtraining.

Portanto, ouça os sinais do seu corpo e durma muito bem. Com paciência e regularidade, os seus resultados durarão a vida toda.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/como-praticar-esportes-com-saude-e-evitar-lesoes,106985db9165edb6772ef88d8689ff646np6yol1.html?utm_source=clipboard - Por: Gabriela Bita / Licenciado de Sport Life - Foto: Sport Life

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

7 hábitos comuns que podem danificar os dentes


Alguns comportamentos podem parecer inofensivos, mas geram danos cumulativos e comprometem a saúde bucal ao longo do tempo

 

Embora a escovação inadequada e o consumo excessivo de doces sejam conhecidos por prejudicar os dentes, eles não são os únicos fatores que podem causar problemas bucais. Atitudes simples e comuns do dia a dia também podem desgastar o esmalte, favorecer o surgimento de cáries, provocar sensibilidade e até aumentar o risco de fraturas.

 

Segundo o cirurgião-dentista Dr. Flávio Pinheiro, pequenas atitudes repetidas diariamente podem gerar danos cumulativos e comprometer a saúde bucal ao longo do tempo. "Grande parte dos problemas que encontramos no consultório poderia ser evitada com mudanças simples de comportamento. Muitas pessoas nem imaginam que determinados hábitos prejudicam os dentes", explica.

 

Abaixo, o especialista destaca alguns hábitos comuns que podem danificar os dentes sem que você perceba. Confira!

 

1. Escovar os dentes com muita força

Escovar os dentes com força não significa fazer uma higiene mais eficiente. Pelo contrário: o excesso de pressão pode desgastar o esmalte dental e provocar retração da gengiva, deixando a raiz exposta e aumentando a sensibilidade. "O ideal é utilizar uma escova de cerdas macias e realizar movimentos suaves, sem aplicar força excessiva", orienta o especialista.

 

2. Ranger ou apertar os dentes

O bruxismo, caracterizado pelo hábito de ranger ou apertar os dentes, muitas vezes acontece durante o sono ou em momentos de estresse. Com o tempo, esse comportamento pode desgastar os dentes, provocar dores na mandíbula, dores de cabeça e até fraturas dentárias. Caso existam sinais como desgaste dos dentes ou desconforto ao acordar, é importante procurar avaliação odontológica.

 

3. Roer unhas ou morder objetos

Roer unhas, mastigar tampas de caneta, gelo ou outros objetos rígidos parece inofensivo, mas pode causar pequenas trincas, fraturas e sobrecarga na estrutura dos dentes. Além disso, esses hábitos também favorecem a entrada de bactérias na boca.

 

4. Consumir bebidas ácidas ao longo do dia

Refrigerantes, energéticos, bebidas esportivas e até água com limão consumida com muita frequência podem favorecer a erosão do esmalte dentário. "O problema não é apenas a quantidade, mas a frequência. Quando os dentes permanecem expostos ao ácido várias vezes ao dia, o esmalte vai sendo desgastado gradativamente", alerta o Dr. Flávio Pinheiro.

 

5. Escovar os dentes logo após consumir alimentos ou bebidas ácidas

Depois da ingestão de alimentos ou bebidas ácidas, o esmalte fica temporariamente mais vulnerável. Escovar os dentes imediatamente nesse momento pode acelerar o desgaste. A recomendação é aguardar cerca de 30 minutos antes da escovação, permitindo que a saliva ajude a neutralizar a acidez.

 

6. Beliscar alimentos açucarados entre as refeições

Consumir pequenas porções de doces ao longo do dia mantém as bactérias da boca constantemente alimentadas, aumentando a produção de ácidos que favorecem o aparecimento de cáries. Sempre que possível, é melhor concentrar o consumo de doces durante as refeições e manter uma boa higiene bucal.

 

7. Ignorar pequenos sinais

Sensibilidade ao frio, sangramento na gengiva durante a escovação, pequenas trincas ou mudanças na aparência dos dentes não devem ser considerados normais. "Quanto mais cedo identificamos um problema, mais simples costuma ser o tratamento. Esperar a dor aparecer pode significar procedimentos mais complexos e maiores custos", alerta o Dr. Flávio Pinheiro.

 

Cuidar da saúde bucal é também cuidar da saúde geral. "Manter uma boa higiene bucal, utilizar uma escova de cerdas macias, adotar uma alimentação equilibrada e realizar consultas periódicas ao dentista são medidas fundamentais para prevenir problemas e preservar a saúde dos dentes ao longo da vida", conclui.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/7-habitos-comuns-que-podem-danificar-os-dentes,a4d875a103025f96ce7c1ae87f38b47egd0rx0vp.html?utm_source=clipboard - Por Adriana Quintairos - Foto: Pixel-Shot | Shutterstock / Portal EdiCase

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

10 coisas da sua casa que podem estar afetando sua saúde sem você perceber


Descubra quais objetos da casa que podem afetar a saúde e veja cuidados simples para reduzir riscos no dia a dia

 

Provavelmente você já sabe da importância da alimentação, do sono e da atividade física. Mas talvez não imagine que alguns objetos presentes dentro de casa também podem influenciar a saúde quando não recebem os cuidados adequados.

 

Na maioria das vezes, eles não representam um perigo imediato nem justificam preocupação excessiva. O problema costuma estar no uso inadequado, na falta de limpeza ou no desgaste provocado pelo tempo.

 

Em alguns casos, isso pode favorecer alergias, aumentar o risco de contaminação ou expor você a substâncias que ainda são estudadas pela ciência.

 

Neste Dia Nacional da Saúde, vale a pena observar alguns hábitos simples que podem fazer diferença no dia a dia.

 

1. Esponja da cozinha: um dos objetos da casa que podem afetar a saúde

Poucos utensílios da casa acumulam tantos microrganismos quanto a esponja usada para lavar a louça. Ela reúne umidade, restos de alimentos e temperatura ambiente, condições ideais para a multiplicação de bactérias.

O problema não é a esponja em si, mas o tempo de uso e a forma como ela é conservada. Quando permanece muito tempo na pia, pode facilitar a contaminação de utensílios, bancadas e alimentos.

Não por acaso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orienta que utensílios utilizados na manipulação de alimentos sejam mantidos limpos e em bom estado de conservação.

Depois de usar, enxágue bem a esponja, retire o excesso de água e deixe-a secar. Também vale trocá-la quando estiver muito escura, com mau cheiro ou desgastada.

 

2. Umidificador exige limpeza para continuar sendo um aliado

Durante os períodos de baixa umidade do ar, o umidificador pode aliviar o desconforto respiratório. Mas esse benefício depende da manutenção correta.

Se a água permanecer parada por vários dias, o reservatório pode favorecer a proliferação de bactérias e fungos, que acabam sendo dispersos no ambiente quando o aparelho é ligado.

Crianças, idosos e pessoas com asma, doenças pulmonares ou imunidade comprometida tendem a ser mais sensíveis a esse problema.

Por isso, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) recomenda trocar a água diariamente e higienizar o reservatório seguindo as orientações do fabricante.

 

3. Aquecer alimentos no plástico pede alguns cuidados

Esquentar a comida no mesmo pote em que ela foi armazenada virou rotina em muitas casas. O cuidado está em saber se aquele recipiente foi fabricado para suportar altas temperaturas.

Quando plásticos inadequados, antigos ou muito riscados são aquecidos repetidamente, pequenas quantidades de algumas substâncias químicas podem migrar para os alimentos.

Segundo o National Institute of Environmental Health Sciences (NIEHS), ainda há pesquisas em andamento para compreender melhor os possíveis efeitos da exposição prolongada a alguns bisfenóis e ftalatos (substâncias químicas usadas na fabricação de alguns plásticos, embalagens e outros produtos do dia a dia) na saúde humana.

Por precaução, especialistas costumam orientar o uso de recipientes de vidro ou cerâmica para aquecer refeições. Já os plásticos identificados como próprios para micro-ondas devem ser utilizados conforme as recomendações do fabricante.

 

4. Aromatizadores perfumam o ambiente, mas não substituem a ventilação

Sprays, difusores elétricos e velas aromáticas deixam a casa mais agradável, mas mascarar odores nem sempre resolve o problema.

Alguns desses produtos podem liberar compostos orgânicos voláteis (VOCs) e fragrâncias que irritam as vias respiratórias de pessoas mais sensíveis, especialmente em ambientes fechados.

Por isso, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) considera a ventilação uma das medidas mais importantes para manter a qualidade do ar dentro de casa.

Sempre que possível, vale abrir portas e janelas para renovar o ar e investigar a origem de odores persistentes, em vez de apenas encobri-los.

 

5. Panelas antiaderentes são seguras quando usadas corretamente

As panelas antiaderentes modernas passaram por avaliações de segurança e podem ser usadas normalmente quando estão em boas condições e são utilizadas conforme as instruções do fabricante.

O cuidado maior aparece quando o revestimento está muito desgastado ou quando a panela é submetida a temperaturas muito acima das recomendadas. Nessas situações, o material pode se deteriorar e perder suas características de proteção.

A Anvisa e a Food and Drug Administration (FDA) informam que materiais aprovados para contato com alimentos são considerados seguros quando usados dentro das condições previstas.


Para conservar a panela antiaderente e evitar danos ao revestimento:

evite usar colheres ou espátulas de metal, que podem riscar a superfície;

prefira utensílios de madeira, silicone ou nylon;

não deixe a panela vazia no fogo por muito tempo;

troque a panela quando a camada antiaderente estiver soltando, com riscos profundos ou partes descascadas.

 

6. Travesseiros antigos podem piorar alergias

Mesmo protegidos por fronhas, os travesseiros acumulam suor, poeira, ácaros e resíduos de pele ao longo do tempo.

Para quem tem rinite, asma ou outras doenças alérgicas, esse acúmulo pode contribuir para espirros, congestão nasal e noites mal dormidas.

Além disso, o enchimento perde sustentação com o uso, deixando de oferecer o apoio adequado para a cabeça e o pescoço.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que a qualidade do ambiente interno e a redução da exposição a alérgenos ajudam a proteger a saúde respiratória, principalmente em pessoas mais sensíveis.

Trocar o travesseiro periodicamente, usar capas protetoras e seguir as orientações do fabricante sobre lavagem são medidas simples que ajudam a manter o ambiente mais saudável.

 

7. A escova de dentes também tem prazo de validade

Se as cerdas já estão abertas, provavelmente a escova de dentes está na hora de ser trocada.

Além de perder eficiência na remoção da placa bacteriana, uma escova muito desgastada dificulta a higiene bucal adequada.

A Associação Americana de Odontologia (ADA) recomenda substituí-la, em geral, a cada três ou quatro meses, ou antes, se as cerdas estiverem deformadas.

Outro cuidado importante é deixá-la secar naturalmente entre as escovações e evitar recipientes fechados, que favorecem a umidade.

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8. A tábua de cortar pode facilitar a contaminação cruzada

A tábua de cortar usada para preparar alimentos também merece atenção.

Com o tempo, os cortes provocados pela faca formam pequenas fissuras que dificultam a limpeza e podem reter resíduos de alimentos.

O maior risco é usar a mesma tábua para carnes cruas e alimentos que serão consumidos sem cozimento, como frutas, verduras e pães.

Por isso, a Anvisa, assim como a FDA e o CDC, recomenda utilizar tábuas diferentes para alimentos crus e prontos para consumo, além de higienizá-las cuidadosamente após cada uso.

Se a superfície apresentar rachaduras profundas ou estiver muito desgastada, vale considerar a substituição.

 

9. Garrafas reutilizáveis também precisam de limpeza

Levar a própria garrafa reutilizável para o trabalho, a academia ou os passeios é um hábito saudável e sustentável. Mas ela também precisa entrar na rotina de limpeza.

Quando a lavagem é feita apenas de vez em quando, podem se formar biofilmes — uma fina camada de microrganismos que se fixa às paredes internas do recipiente, principalmente se ele permanece úmido por longos períodos.

Por isso, o CDC recomenda manter recipientes reutilizáveis sempre limpos. O ideal é lavá-los diariamente com água e detergente, enxaguar bem e deixá-los secar completamente antes de fechar a tampa.

Se a garrafa tiver canudos, válvulas ou tampas com borrachas de vedação, essas peças também merecem atenção, pois podem acumular resíduos e umidade.

 

10. O filtro do ar-condicionado influencia a qualidade do ar

Quem usa ar-condicionado em casa costuma lembrar da temperatura, mas nem sempre do filtro.

Com o passar do tempo, ele acumula poeira, pólen, ácaros e outras partículas presentes no ambiente. Isso não provoca doenças por si só, mas pode piorar sintomas de rinite, asma e outras condições respiratórias em pessoas sensíveis.

A EPA destaca que a limpeza e a troca periódica dos filtros fazem parte das medidas recomendadas para melhorar a qualidade do ar em ambientes internos.

Seguir a manutenção indicada pelo fabricante também ajuda o aparelho a funcionar de forma mais eficiente.

 

Pequenos cuidados fazem diferença

Nenhum desses itens precisa ser motivo de preocupação exagerada. Na maioria das situações, os riscos estão relacionados ao uso inadequado, à falta de manutenção ou ao desgaste natural provocado pelo tempo.

Trocar uma esponja velha, higienizar corretamente o umidificador, usar recipientes apropriados para aquecer alimentos, substituir a escova de dentes no momento certo ou limpar o filtro do ar-condicionado são atitudes simples que podem contribuir para um ambiente mais saudável.

Neste Dia Nacional da Saúde, vale um lembrete: cuidar da saúde não depende apenas de consultas, exames ou medicamentos. Muitas vezes, começa com hábitos cotidianos que passam despercebidos dentro da própria casa.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/10-coisas-da-sua-casa-que-podem-estar-afetando-sua-saude-sem-voce-perceber,c9393feb25125e28e34780b0a652a9398g50fn1z.html?utm_source=clipboard - Foto: SaúdeLAB

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Sinais de que seu cachorro pode precisar de cuidados veterinários


Mudanças no comportamento, no apetite e na rotina podem indicar que algo não vai bem com o seu pet

 

Cuidar da saúde do seu cachorro é essencial para garantir o bem-estar dele. Mudanças no apetite, comportamento ou níveis de energia podem indicar problemas. Atenção redobrada para sinais como dificuldade para respirar, vômitos frequentes ou coceira intensa. Consulte um veterinário em caso de sintomas persistentes ou graves e mantenha as consultas de rotina.

 

Quem tem um cachorro em casa sabe como é fácil perceber quando ele está diferente. Afinal, os pets fazem parte da família e, com o tempo, aprendemos a reconhecer seus hábitos e comportamentos.

 

Por isso, uma mudança na rotina pode chamar a atenção. Falta de apetite, cansaço e alterações no comportamento são alguns exemplos.

 

Mas será que esses sinais indicam que o cachorro está doente?

 

Nem sempre. Algumas mudanças podem ser passageiras. Outras, porém, merecem atenção.

 

Por isso, é importante observar o pet. Também vale procurar um veterinário quando os sinais persistirem ou aparecerem de forma intensa.

 

Confira alguns sintomas que não devem ser ignorados!

 

1. Falta de apetite

Seu cachorro sempre corre para o pote de comida? Então, uma mudança nesse comportamento merece atenção.

A perda de apetite pode acontecer por diferentes motivos. Estresse e mudanças na rotina são alguns exemplos.

Porém, ela também pode estar relacionada a problemas de saúde. Por isso, observe se o pet apresenta outros sinais.

Se a falta de apetite persistir, procure orientação veterinária.

 

2. Cansaço fora do normal

Todo cachorro precisa descansar. No entanto, uma mudança repentina na disposição pode ser um sinal de alerta.

Se o pet que costumava brincar e passear passa a ficar muito quieto, vale observar.

O cansaço também pode vir acompanhado de outros sintomas. Falta de apetite, dificuldade para respirar ou alterações no comportamento são alguns deles.

Nesses casos, a avaliação de um veterinário é importante.

 

3. Vômitos ou diarreia

Um episódio isolado pode acontecer. Porém, vômitos e diarreia frequentes não devem ser ignorados.

Esses sintomas podem ter várias causas. Entre elas estão mudanças na alimentação e ingestão de algo inadequado.

Também podem estar relacionados a problemas que precisam de tratamento.

Se os sintomas forem intensos ou persistirem, procure atendimento veterinário.

 

4. Mudanças no comportamento

Você conhece o jeito do seu pet melhor do que ninguém. Por isso, uma mudança repentina pode ser um sinal importante.

Um cachorro que fica mais agressivo pode estar sentindo dor. O mesmo vale para um animal que se esconde mais ou evita contato.

Ficar mais quieto também pode indicar que algo não está bem.

Observe essas mudanças. Se elas continuarem, converse com um veterinário.

 

5. Dificuldade para respirar

A respiração do cachorro também merece atenção.

Se o pet apresenta dificuldade para respirar, respiração muito acelerada ou esforço para puxar o ar, procure atendimento veterinário.

Esse tipo de sinal pode indicar um problema que precisa de avaliação rápida.

Por isso, não espere o sintoma piorar para buscar ajuda.

 

6. Coceira ou queda de pelos excessiva

Todo cachorro pode se coçar de vez em quando. A queda de alguns pelos também é normal em muitos animais.

Porém, quando a coceira fica intensa, algo pode estar errado.

O pet também pode apresentar vermelhidão, feridas ou falhas na pelagem.

Esses sinais podem estar relacionados a diferentes problemas de pele. Apenas um veterinário pode identificar a causa e indicar o tratamento adequado.

 

7. Mudanças na ingestão de água ou na urina

Você percebeu que seu cachorro está bebendo muito mais água do que o normal? Ou que começou a urinar com mais frequência?

Essas mudanças também merecem atenção.

Alterações na quantidade de água ingerida e na frequência da urina podem estar relacionadas a diferentes condições de saúde.

Por isso, observe a rotina do pet. Se notar uma mudança persistente, procure orientação veterinária.

 

Quando levar o cachorro ao veterinário?

Conhecer os hábitos do seu pet ajuda a identificar mudanças. Por isso, observe a alimentação, a disposição e o comportamento dele no dia a dia.

Alguns sinais exigem atenção imediata. Procure atendimento veterinário o quanto antes se o cachorro apresentar:

 

Dificuldade para respirar.

Desmaios.

Convulsões.

Sangramentos.

Sinais de dor intensa.

 

Nessas situações, não espere o sintoma passar ou piorar para buscar ajuda.

 

Além disso, não espere o cachorro apresentar sintomas para cuidar da saúde dele. Consultas de rotina também são importantes.

 

O acompanhamento profissional ajuda a prevenir problemas. Também permite identificar alterações antes que elas se agravem.

 

Afinal, nossos pets não conseguem dizer quando estão sentindo alguma coisa. Cabe a nós observar os sinais e oferecer os cuidados que eles precisam.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sinais-de-que-seu-cachorro-pode-precisar-de-cuidados-veterinarios,c56bcccd27416e2fb2a2107279cd361epwm0s3rn.html?utm_source=clipboard - Por: Kevilin Alves / Licenciado de Alto Astral - Foto: Shutterstock / Alto Astral

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Envelhecimento saudável: veja como preservar massa muscular na terceira idade


O cuidado com a alimentação e a prática regular de atividade física ajudam a manter a saúde e a independência por mais tempo

 

Com o aumento da expectativa de vida, os brasileiros estão vivendo mais. Em 2024, a expectativa de vida da população no Brasil chegou aos 76,6 anos, crescendo 2,5 meses em relação a 2023, conforme a pesquisa Tábuas de Mortalidade 2024, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

No entanto, envelhecer não significa, necessariamente, manter a mesma qualidade de vida. Um dos principais desafios na terceira idade é preservar a massa muscular, fator diretamente relacionado à mobilidade, ao equilíbrio e à independência nas atividades do dia a dia.

 

Segundo o preparador físico e nutricionista esportivo Rafael Barleze, consultor da FTW Suplementos, a perda de massa muscular faz parte do processo natural do envelhecimento. "A massa muscular é fundamental para que a pessoa consiga realizar tarefas simples, como se levantar da cadeira, subir escadas ou caminhar com segurança. Quando ela diminui de forma acentuada, aumentam os riscos de quedas, perda da autonomia e até hospitalizações", explica.

 

Por que os idosos precisam de mais proteína?

Após os 50 anos, o organismo passa a apresentar uma condição conhecida como resistência anabólica, em que os músculos respondem menos aos estímulos da alimentação e da atividade física. Como consequência, a necessidade de proteínas aumenta com o avanço da idade. A proteína é um nutriente fundamental para preservar a força, a mobilidade e a autonomia ao longo do envelhecimento, além de contribuir para a prevenção da perda muscular.

 

A revisão científica "Impacts of protein quantity and distribution on body composition", publicada em 2024 na revista Frontiers in Nutrition, mostrou que adultos jovens conseguem estimular a síntese proteica muscular com cerca de 20 gramas de proteína de alta qualidade por refeição. Para idosos, essa necessidade pode ultrapassar 30 gramas por refeição para alcançar uma resposta semelhante.

 

A qualidade da proteína também faz diferença

Além da quantidade, a qualidade da proteína consumida também é importante na terceira idade. De acordo com Rafael Barleze, alimentos ricos em leucina, aminoácido que desempenha papel fundamental na síntese proteica muscular, ajudam na preservação da massa muscular.

 

Entre as principais fontes de leucina, estão:

 

Ovos;

Carnes magras;

Peixes;

Leite e derivados;

Whey protein, quando houver orientação de um profissional.

 

Exercícios de força potencializam os resultados

Para os idosos, assim como em outras fases da vida, a alimentação deve ser acompanhada da prática regular de atividade física, especialmente aquelas voltadas ao fortalecimento muscular, como musculação e exercícios resistidos. "O exercício envia um estímulo para que o músculo se fortaleça. Quando ele é combinado com uma ingestão adequada de proteínas, os resultados são muito mais eficientes na preservação da massa muscular e da capacidade funcional", afirma o preparador físico e nutricionista esportivo.

 

Hábitos que ajudam a preservar a massa muscular

Embora o envelhecimento seja um processo natural, alguns cuidados podem contribuir para manter a força, a mobilidade e a independência por mais tempo:

 

Consumir proteínas em todas as principais refeições;

Praticar exercícios de força regularmente;

Manter uma alimentação equilibrada;

Evitar o sedentarismo;

Realizar acompanhamento médico e nutricional.

 

Cuidar dos músculos é investir em qualidade de vida

Para Rafael Barleze, preservar a massa muscular vai muito além da estética e representa um dos pilares do envelhecimento saudável. "Não estamos falando apenas de ganhar músculos, mas de reduzir o risco de quedas, preservar a mobilidade e garantir que a pessoa continue ativa e independente por mais tempo. Quanto antes esses cuidados forem incorporados à rotina, maiores são as chances de envelhecer com saúde e autonomia", conclui.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/envelhecimento-saudavel-veja-como-preservar-massa-muscular-na-terceira-idade,9c1def28dbe179d44cc908df4de5436fs5ftzomb.html?utm_source=clipboard - Por Gabriela Andrade - Foto: siro46 | Shutterstock / Portal EdiCase

sábado, 6 de junho de 2026

Inimigos da pele: 5 erros comuns que estão piorando a sua celulite


Veja quais hábitos aparentemente inofensivos da sua rotina diária estimulam a retenção de líquidos e sabotam a firmeza do seu corpo

 

A busca por uma pele firme e livre de imperfeições faz parte da rotina de cuidados de muitas pessoas.

 

No entanto, a celulite continua sendo uma das principais queixas nos consultórios dermatológicos. 

 

Caracterizada pelo aspecto de "casca de laranja", ela surge devido ao acúmulo de gordura, água e toxinas nas células.

 

O que pouca gente sabe é que o surgimento ou o agravamento desse problema não depende apenas da genética.

 

Existem atitudes diárias que parecem inofensivas, mas que inflamam o organismo silenciosamente. Veja como mudar esses hábitos hoje mesmo.

 

1. O uso frequente de roupas excessivamente apertadas

A escolha do guarda-roupa influencia diretamente a textura da sua pele. Calças jeans muito justas, leggings apertadas e até lingeries compressivas são grandes vilãs.

Essas peças comprimem os vasos sanguíneos e os canais linfáticos das coxas e dos glúteos. Como consequência, ocorre uma interrupção na circulação sanguínea local.

O sangue não flui corretamente e as toxinas ficam acumuladas na região. Com o tempo, essa retenção hídrica severa favorece o desenho e o aumento dos furos da celulite.

 

2. Passar longos períodos na mesma posição

A rotina moderna de trabalho obriga muitas pessoas a passarem horas sentadas na frente do computador. Esse hábito é altamente prejudicial para a estética do corpo.

Permanecer na mesma posição por muito tempo diminui drasticamente o retorno venoso das pernas. O mesmo vale para quem trabalha em pé por períodos prolongados sem se movimentar.

Para combater esse erro, faça pequenas pausas a cada uma hora. Levante-se, caminhe pelo ambiente ou faça alongamentos simples para reativar o fluxo de sangue.

 

3. Consumo exagerado de açúcar e alimentos ultraprocessados

A alimentação inadequada é o combustível perfeito para a inflamação do tecido cutâneo. O consumo frequente de doces, refrigerantes, massas brancas e fast-food causa um processo chamado glicação.

Nesse mecanismo, o excesso de açúcar no sangue se liga às proteínas de colágeno e elastina. Essa união enrijece e destrói as fibras que dão sustentação à pele.

Além disso, os alimentos ultraprocessados contêm muito sódio oculto. O sal em excesso provoca o inchaço celular, deixando as irregularidades da pele muito mais visíveis.

 

4. Baixo consumo diário de água

Muitas pessoas investem valores altos em cremes caros, mas esquecem do passo mais simples: a hidratação interna. Beber pouca água ao longo do dia é um erro gravíssimo para quem deseja eliminar os furinhos.

Quando o corpo está desidratado, ele tende a reter o máximo de líquido possível como mecanismo de defesa.

Isso desacelera o metabolismo e dificulta a eliminação natural das toxinas corporais. Mantenha sempre uma garrafa de água por perto e consuma pelo menos dois litros diariamente.

 

5. Focar apenas em exercícios aeróbicos no treino

Realizar apenas caminhadas, corrida ou aulas de bike na academia não é a melhor estratégia isolada. Os exercícios aeróbicos são ótimos para queimar calorias e melhorar a saúde do coração.

No entanto, eles não constroem a massa muscular necessária para sustentar a pele de forma firme. O treino de musculação e os exercícios de força são indispensáveis nesse processo.

Eles fortalecem os músculos que ficam logo abaixo da camada de gordura. Essa tonificação preenche o espaço e deixa a superfície da pele visivelmente mais lisa e uniforme.

Modificar esses pequenos hábitos nocivos trará benefícios rápidos para o seu visual e para o seu bem-estar geral.

Invista em uma rotina equilibrada, movimente o seu corpo e conquiste a pele que você sempre desejou.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/inimigos-da-pele-5-erros-comuns-que-estao-piorando-a-sua-celulite,dbe9a408328e96fd7414370e0f29e605piad0py3.html?utm_source=clipboard - Por: Maria Eduarda Vieira / Sport Life - Foto: Shutterstock / Sport Life

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Frio e fibromialgia: cuidados para aliviar dores intensas nessa época


A queda das temperaturas agrava a tensão muscular e a sensibilidade. Entenda por que isso ocorre e aprenda hábitos para proteger o corpo

 

A fibromialgia é uma síndrome crônica e dolorosa. Ela causa dores por todo o corpo e muita fadiga diária. A queda das temperaturas exige uma atenção redobrada dos pacientes.

 

Por que o frio piora a fibromialgia?

O corpo humano reage naturalmente às baixas temperaturas do ambiente. O organismo tenta reter calor para manter os órgãos em funcionamento. Esse processo afeta diretamente a nossa musculatura.

 

Pessoas sem a síndrome apenas sentem um leve desconforto físico. Já os pacientes com fibromialgia possuem uma percepção alterada da dor. O cérebro processa os estímulos de forma muito mais intensa.

 

Contração muscular e sensibilidade

O frio causa a contração involuntária e constante dos músculos. Essa tensão contínua gera muita rigidez nas articulações do paciente. O esforço para manter o corpo aquecido também provoca fadiga.

 

Os vasos sanguíneos ficam mais estreitos durante o tempo frio. A circulação de sangue nas extremidades do corpo diminui bastante. Isso reduz a oxigenação muscular e acaba agravando as dores.

 

Cuidados práticos para o dia a dia

Algumas mudanças na rotina ajudam muito a enfrentar os dias gelados. O objetivo principal é manter o corpo relaxado e bem quente. Hábitos simples fazem toda a diferença no conforto diário.

 

Evite a exposição prolongada aos ventos gelados sempre que possível. Mantenha os ambientes da casa bem fechados e confortáveis. O aquecimento do corpo deve ocorrer de fora para dentro.

 

Roupas adequadas e banhos quentes

Vestir-se em camadas é a melhor estratégia de proteção térmica. A técnica retém o calor corporal com muita eficiência. Proteja sempre as extremidades, usando luvas, meias grossas e toucas.

 

Os banhos mornos são grandes aliados nesse período do ano. A água quente ajuda a relaxar a tensão profunda dos músculos. O alívio da rigidez articular costuma ser quase imediato.

 

Exercícios e alongamentos suaves

Ficar totalmente parado na cama piora o quadro de rigidez. O movimento leve e constante ajuda a lubrificar as articulações. Caminhadas curtas já trazem ótimos benefícios para o corpo todo.

 

Faça alongamentos suaves ao acordar ou antes de dormir. O foco deve ser a mobilidade, sem nunca forçar os limites. A prática regular previne o enrijecimento severo da musculatura.

 

Importância do acompanhamento médico

O tratamento da fibromialgia exige um cuidado médico contínuo. As dicas caseiras apenas ajudam a aliviar os sintomas mais pontuais. Elas não substituem o uso de medicamentos já prescritos.

 

Reumatologistas e fisioterapeutas são essenciais no controle dessa doença crônica. O profissional pode ajustar as doses dos remédios durante o inverno. Nunca mude o seu tratamento sem uma orientação especializada.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/frio-e-fibromialgia-cuidados-para-aliviar-dores-intensas-nessa-epoca,e37128206ca4c34d485536e9258b2d464170q9ht.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sábado, 23 de maio de 2026

8 fatores do dia a dia que podem desencadear crises de asma (e como se proteger)


Crises de asma podem surgir por gatilhos comuns do dia a dia. Veja sinais de atenção e cuidados simples para se proteger melhor.

 

Se você convive com a asma, provavelmente já percebeu que algo aparentemente inofensivo, como um perfume marcante, um ambiente empoeirado ou até uma risada longa, pode se tornar um gatilho para crises respiratórias.

 

A falta de ar, a tosse insistente, o chiado no peito ou a sensação de aperto podem aparecer quando menos se espera, transformando situações simples do cotidiano em verdadeiros desafios.

 

Muita gente associa a asma apenas à genética ou a alergias mais óbvias, como pelos de animais.

 

Mas as crises também podem ser provocadas por fatores comuns do dia a dia: poeira, fumaça, mudança brusca de temperatura, infecções respiratórias, esforço físico, cheiros fortes, refluxo e até emoções intensas.

 

Identificar esses gatilhos é um passo importante para controlar melhor a doença e reduzir o risco de novas crises.

 

Veja 8 fatores comuns que podem desencadear crises de asma e o que fazer para se proteger.

 

1. Poeira doméstica: o esconderijo dos ácaros

Travesseiros, colchões, sofás, tapetes e cortinas podem acumular poeira e ácaros. Para quem tem asma alérgica, essa exposição pode irritar os brônquios e favorecer tosse, chiado no peito e falta de ar.

Como se proteger: lave roupas de cama com frequência, use capas antiácaros quando possível e evite tapetes, cortinas pesadas e objetos que acumulam poeira no quarto. Na limpeza, prefira pano úmido em vez de vassoura seca, para não espalhar partículas pelo ar.

 

2. Mudanças bruscas de temperatura

Sair de um ambiente quente e entrar em um local com ar-condicionado muito frio, ou o contrário, pode incomodar as vias aéreas.

O ar frio e seco tende a deixá-las mais sensíveis, favorecendo tosse, chiado e aperto no peito.

Como se proteger: em dias frios, usar um lenço ou cachecol leve sobre o nariz e a boca pode ajudar a aquecer o ar antes que ele chegue às vias respiratórias. Evite mudanças bruscas de temperatura e, se usar umidificador, mantenha o aparelho limpo e sem excesso de umidade, para não favorecer mofo e ácaros.

 

3. Fumaça: um inimigo nem sempre visível

A fumaça do cigarro é um gatilho conhecido, mas não é a única preocupação. Narguilé, churrasqueiras, lareiras, incensos, velas perfumadas e queimadas também liberam partículas irritantes que podem piorar a asma.

Como se proteger: evite ambientes fechados com fumaça. Em casa, reduza o uso de incensos, velas aromáticas e produtos com cheiro forte. Se houver fumaça no ambiente, procure se afastar e permanecer em locais bem ventilados.

 

4. Infecções respiratórias

Gripe, resfriados, sinusite e COVID-19 podem deixar as vias aéreas mais inflamadas e sensíveis.

Por isso, mesmo um quadro respiratório aparentemente simples pode aumentar o risco de tosse persistente, chiado, falta de ar e crises de asma.

Como se proteger: lave as mãos com frequência, evite contato próximo com pessoas doentes e mantenha a vacinação em dia, incluindo gripe, COVID-19 e, quando indicada pelo médico, a vacina pneumocócica. Se você já tem um plano de ação para asma, siga as orientações durante quadros respiratórios.

 

5. Emoções intensas

Estresse, ansiedade, crise de choro, susto ou até risadas prolongadas podem desencadear sintomas em algumas pessoas.

Isso não significa que a asma seja "emocional", mas que alterações no ritmo da respiração podem favorecer falta de ar ou broncoespasmo em quem é mais sensível.

Como se proteger: técnicas de respiração podem ajudar em momentos de ansiedade ou estresse. Mas, se houver chiado, falta de ar ou tosse persistente, siga o plano orientado pelo médico e use a medicação prescrita quando indicada.

 

6. Exercícios físicos

A atividade física não deve ser vista como inimiga de quem tem asma.

O problema é que, em algumas pessoas, o esforço intenso pode desencadear sintomas, principalmente quando a doença não está bem controlada ou quando o exercício é feito em ambiente frio, seco ou poluído.

Como se proteger: faça aquecimento gradual antes do exercício e respeite os limites do corpo. Em alguns casos, o médico pode orientar o uso de broncodilatador antes da atividade. Se os sintomas aparecem com frequência durante ou após o treino, vale reavaliar o controle da asma.

 

7. Alérgenos e cheiros fortes

Mofo, pólen e pelos de animais podem agir como alérgenos.

Já perfumes, produtos de limpeza com cheiro forte e sprays aerossóis funcionam mais como irritantes das vias aéreas.

Em ambos os casos, podem surgir tosse, chiado, irritação na garganta e falta de ar.

Como se proteger: mantenha a casa arejada, observe sinais de umidade e mofo e prefira produtos de limpeza com pouco ou nenhum perfume. Se notar piora sempre em determinados ambientes, anote os padrões para conversar com o médico.

 

8. Refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico pode piorar sintomas respiratórios em algumas pessoas com asma, especialmente à noite.

Quando o conteúdo ácido do estômago retorna para o esôfago, pode irritar estruturas próximas às vias aéreas e favorecer tosse, pigarro ou desconforto ao deitar.

Como se proteger: evite refeições pesadas antes de dormir e procure não se deitar logo após comer. Reduzir alimentos gordurosos, muito condimentados, café e bebidas alcoólicas pode ajudar quando esses itens pioram o refluxo. Se houver azia frequente, tosse noturna ou piora respiratória ao deitar, procure avaliação médica.

 

Quando procurar ajuda médica?

Procure orientação se as crises de asma estiverem mais frequentes, mais intensas ou se os sintomas não melhorarem com os cuidados habituais.

Também é importante buscar atendimento diante de falta de ar importante, dificuldade para falar, lábios arroxeados, piora rápida dos sintomas ou necessidade frequente de medicação de alívio.

 

A asma é uma condição crônica, mas pode ser controlada.

Entender os próprios gatilhos ajuda a ajustar a rotina, conversar melhor com o médico e reduzir o risco de novas crises. Com acompanhamento adequado, a asma não precisa comandar o dia a dia.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/8-fatores-do-dia-a-dia-que-podem-desencadear-crises-de-asma-e-como-se-proteger,bd80253d760cc4215d46aca3c33fc8fepey2f4a2.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / SaúdeLAB - Foto: SaúdeLAB