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terça-feira, 29 de setembro de 2026

3 bebidas naturais para fortalecer o sistema imunológico durante a primavera


Nutricionista indica alimentos que fornecem nutrientes importantes para o organismo e explica como incluí-los no preparo de sucos e shots

 

Para enfrentar as oscilações térmicas da primavera e prevenir infecções, a nutricionista Clariana Colaço indica três bebidas para fortalecer a imunidade: o chá de limão com gengibre, rico em vitamina C e antioxidantes; o suco verde com folhas escuras, fontes de magnésio e ácido fólico; e um shot matinal em jejum à base de limão, própolis e gengibre. Ela reforça que essas opções devem ser combinadas com hidratação constante e hábitos saudáveis para garantir a absorção adequada dos nutrientes.


Com mudanças bruscas de temperatura durante a primavera, alguns cuidados com a saúde ganham ainda mais atenção. Entre eles está manter uma alimentação variada e equilibrada, que ajuda a fornecer nutrientes importantes para o funcionamento adequado do sistema imunológico.

 

"Quando nosso sistema imunológico está fortalecido e funcionando bem, ele protege o corpo contra infecções causadas por bactérias, vírus e fungos, por isso a boa alimentação se faz tão importante. Ele também é responsável pela boa recuperação do organismo, depois de uma grande gripe, por exemplo", explica a nutricionista Clariana Colaço.

 

Ela lembra que alguns shots, sucos e até a água podem fazer parte de uma alimentação equilibrada e contribuir para a ingestão de nutrientes importantes para o funcionamento adequado do sistema imunológico. "Não podemos esquecer que todas essas dicas só funcionam com uma vida saudável 360 graus, com uma rotina de exercícios e boa hidratação. A água é fundamental para o bom funcionamento do organismo, para a absorção dos nutrientes e para a boa saúde intestinal que tem relação direta com a imunidade", diz.

 

1 - Chá de limão com gengibre

O limão é fonte de vitamina C, que tem um importante papel no fortalecimento da imunidade. Já o gengibre é um superalimento que tem efeito anti-inflamatório e imunomodulador. Na hora do preparo, a nutricionista recomenda acrescentar também raspas da casca do limão. "Além de usar a fruta por inteiro, aumentamos a vitamina C no preparo".

 

2 - Suco verde

O famoso suco verde, já colocado na rotina diária de muitas pessoas, é uma boa opção para aumentar a imunidade. "Os vegetais verdes-escuros são fontes de ferro, isso todo mundo sabe, mas eles também são fontes de magnésio, cálcio e ácido fólico, que são muito importantes para imunidade", lembra Clariana Colaço.

Aqui, você pode unir também, na preparação, uma fonte de vitamina C, como laranja, kiwi, acerola ou limão, eles podem até ser à base do suco. E use e abuse da couve inteira, até o talo. Pode acrescentar ou variar com espinafre e até salsinha. Também pode fazer um grande combo, acrescentando gengibre. Se preferir coar, sem problemas, só lembre de tomar imediatamente.

 

3 - Shot matinal

Voltando a falar do limão e do gengibre, os dois costumam ganhar espaço na alimentação quando o assunto é o cuidado com o sistema imunológico "Aqui, podemos fazer um shot matinal com 1 limão espremido, 15 gotas de própolis, 1 colher de café de gengibre em pó ou ralado fininho e 50 ml de água. Tome em jejum".

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/3-bebidas-naturais-para-fortalecer-o-sistema-imunologico-durante-a-primavera,12c978719fe90b8970c0b5c5cd91b408nyqi2137.html?utm_source=clipboard - Por Ana Carolina Baili - Foto: Estrada Anton | Shutterstock / Portal EdiCase

terça-feira, 22 de setembro de 2026

4 alimentos podem acelerar o envelhecimento quando consumidos em excesso


Nutricionista explica quais alimentos podem favorecer inflamação, estresse oxidativo e processos associados ao envelhecimento precoce

 

Envelhecer é inevitável, mas a velocidade com que algumas alterações aparecem no organismo não depende apenas da passagem dos anos. Sono, exposição solar, atividade física, tabagismo e alimentação fazem parte de um conjunto de fatores capazes de influenciar a saúde ao longo do tempo. E, quando o assunto é dieta, alguns alimentos merecem atenção especial.

 

Em entrevista ao Metrópoles, a nutricionista Juliana Andrade destacou quatro grupos cujo consumo excessivo pode favorecer mecanismos associados ao envelhecimento: açúcar, gordura trans, carnes processadas e bebidas alcoólicas.

 

Isso não significa que comer uma sobremesa ou um pedaço de bacon fará alguém envelhecer subitamente. O problema está principalmente na frequência e no padrão alimentar mantido ao longo dos anos.

 

1. Açúcar em excesso

O açúcar ocupa uma posição importante nessa discussão por causa de um processo conhecido como glicação.

Ele ocorre quando açúcares circulantes reagem com proteínas do organismo, favorecendo a formação dos chamados produtos finais de glicação avançada, conhecidos pela sigla AGEs.

O colágeno e a elastina estão entre as proteínas que podem ser afetadas. Segundo Juliana, o acúmulo desses compostos pode tornar o colágeno mais rígido e frágil, comprometendo sua renovação e contribuindo para alterações como perda de elasticidade da pele.

E o açúcar não está apenas no açucareiro. Refrigerantes, bolos, biscoitos, sobremesas e bebidas industrializadas estão entre as fontes mais evidentes, enquanto produtos ultraprocessados também podem apresentar quantidades significativas de açúcar em sua composição.

 

2. Alimentos com gordura trans

Outro ponto de atenção são as gorduras trans industriais, historicamente utilizadas em diferentes alimentos ultraprocessados.

Segundo a nutricionista ouvida pela publicação, esse tipo de gordura está associado a processos inflamatórios e danos celulares. Produtos como determinados biscoitos, salgadinhos, fast-foods e outras preparações industrializadas podem ser fontes desse ingrediente, embora sua utilização tenha sido restringida em diversos lugares.

Por isso, observar a lista de ingredientes continua sendo uma estratégia importante na hora de escolher produtos industrializados.

 

3. Carnes processadas

Salsicha, bacon, presunto e mortadela entram no terceiro grupo destacado pela especialista.

Nesse caso, não existe apenas um componente envolvido. Esses produtos podem reunir grandes quantidades de sódio, gordura saturada e conservantes, além de passarem por diferentes métodos de processamento e preparo.

Isso não significa necessariamente eliminá-los para sempre da alimentação, mas evitar que carnes processadas se transformem na principal fonte de proteína do dia a dia.

 

4. Bebidas alcoólicas

O quarto grupo não está exatamente no prato.

O consumo excessivo de álcool pode favorecer o estresse oxidativo, contribuir para a desidratação e ainda prejudicar a qualidade do sono, segundo Juliana. E dormir adequadamente é importante porque vários processos de recuperação e manutenção do organismo acontecem durante o descanso.

Por isso, quando o consumo de bebidas alcoólicas é frequente ou elevado, seus efeitos vão além das calorias presentes no copo.

 

O padrão alimentar importa mais do que um alimento isolado

Talvez esse seja o ponto mais importante para evitar interpretações alarmistas.

Nenhum alimento isolado determina sozinho como uma pessoa envelhecerá. A preocupação aumenta quando açúcar refinado, ultraprocessados, gorduras de baixa qualidade e álcool aparecem constantemente em uma dieta que, ao mesmo tempo, oferece poucas fibras, vegetais e alimentos ricos em antioxidantes.

A nutricionista explica que esse padrão pode favorecer um estado de inflamação crônica, relacionado não apenas às alterações da pele, mas também ao envelhecimento biológico de maneira mais ampla.

Em outras palavras, a estratégia não precisa ser procurar um alimento milagroso capaz de impedir o envelhecimento — nem transformar determinados ingredientes em vilões absolutos.

O que faz diferença é o conjunto: quanto mais variada e equilibrada for a alimentação cotidiana, menor será o espaço ocupado justamente pelos alimentos que, em excesso e ao longo do tempo, podem trabalhar contra a saúde.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/4-alimentos-podem-acelerar-o-envelhecimento-quando-consumidos-em-excesso,12ee9b487f5ef75ade342016ab31332dw6zag74b.html?utm_source=clipboard - Foto: Simples Conteudo

domingo, 20 de setembro de 2026

Vitaminas, minerais e antioxidantes: 11 alimentos aliados da imunidade na primavera


Veja como o cuidado com a alimentação ajuda a manter as defesas do organismo nesta época do ano

 

Para combater o ressecamento das vias aéreas e as variações climáticas da primavera, uma dieta rica em vitaminas, minerais e antioxidantes é fundamental para a imunidade. A nutricionista Jéssica Benazzi recomenda onze opções acessíveis: frutas cítricas e vermelhas, tomate, vegetais verde-escuros, fontes de betacaroteno e ômega 3, cebola, gengibre, oleaginosas, iogurte e leguminosas. Esses alimentos fornecem nutrientes essenciais que fortalecem o organismo contra infecções típicas da estação.

 

Com a chegada da primavera, as variações de temperatura e os períodos de baixa umidade do ar podem favorecer o ressecamento das vias respiratórias e aumentar o desconforto nessa época do ano. Logo, manter uma alimentação equilibrada é um dos cuidados que contribuem para o bom funcionamento do sistema imunológico, especialmente quando o cardápio inclui alimentos variados e fontes de vitaminas e minerais.

 

Para transformar esse cuidado em algo prático, é possível recorrer a escolhas simples na rotina alimentar. Pensando nisso, a nutricionista Jéssica Benazzi, do Divino Fogão, lista 11 alimentos para reforçar a imunidade na primavera. Confira!

 

1. Frutas cítricas

Clássicas quando o assunto é imunidade, as frutas cítricas são ricas em vitamina C e antioxidantes. Nesta época, laranja-lima, kiwi e abacaxi são boas pedidas.

 

2. Frutas vermelhas

Além do sabor marcante, as frutas vermelhas trazem vitamina C e ácido elágico, com ação antioxidante e anti-inflamatória. O destaque da temporada é o morango.

 

3. Tomate

Fonte de licopeno, que dá a cor vermelha ao fruto e combate radicais livres, além de vitamina C, o tomate é um reforço extra contra gripes e resfriados.

 

4. Folhosos verde-escuros

Brócolis, couve e espinafre fornecem ácido fólico (vitamina B9), essencial para a formação de glóbulos brancos, além de propriedades anti-inflamatórias.

 

5. Alimentos ricos em betacaroteno

Cenoura, abóbora, batata-doce e batata-baroa se transformam em vitamina A no organismo, um potente antioxidante que fortalece as defesas.

 

6. Fontes de ômega 3

Peixes como sardinha, salmão e atum, além de azeites de boa qualidade, oferecem gorduras boas que agem como anti-inflamatórios naturais.

 

7. Cebola

Rica em quercetina, a cebola ajuda a prevenir infecções bacterianas e fúngicas, além de proteger contra radicais livres.

 

8. Gengibre

Rico em vitamina B6 e C, o gengibre fortalece a imunidade e tem ação antimicrobiana, sendo um aliado no combate a gripes e resfriados.

 

9. Oleaginosas

Nozes, castanhas, amêndoas, pistache e avelãs são fontes de vitamina E e selênio, antioxidantes que protegem as células do organismo.

 

10. Iogurte

Com probióticos que equilibram a flora intestinal, onde se concentra grande parte das células de defesa do organismo, o iogurte é essencial para manter a imunidade em alta.

 

11. Leguminosas

Feijão, lentilha e grão-de-bico oferecem zinco, mineral que auxilia na prevenção de doenças respiratórias típicas da estação.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/vitaminas-minerais-e-antioxidantes-11-alimentos-aliados-da-imunidade-na-primavera,66311f4d4be00c6fb37513399bbe9349hcmulvlr.html?utm_source=clipboard - Por Juliana Beletato - Foto: New Africa | Shutterstock / Portal EdiCase

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Nutricionista lista 6 alimentos que ajudam a combater a celulite


De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a celulite afeta cerca de 95% das mulheres após a puberdade.

 

Não é à toa que existem diversos tratamentos com a promessa de amenizar o aspecto de casca de laranja que aparecem, principalmente, em regiões como coxas, bumbum e braços. E há também uma ajuda simples para combater os “temíveis” furinhos: a introdução de alguns alimentos no cardápio.

 

A nutricionista Juliana Vieira elencou alimentos com propriedades para combater a celulite.

 

Abacate

É uma excelente fonte de nutrientes anticelulite, como a vitamina B, C e E e glutationa – um conhecido antioxidante.

 

Abacaxi

É rico em bromelina, uma enzima que age como anti-inflamatório e ajuda a combater as irregularidades da pele.

 

Alho

Acelera o metabolismo e ajuda a reduzir os depósitos de gordura no corpo.

 

Chia

Contém ômega 3, que tem ação anti-inflamatória, melhorando assim o aspecto da celulite

 

Chá verde

O chá verde tem ação diurética, por isso ajudam a retenção hídrica.

 

Frutas ricas em vitamina C, como morango, laranja, acerola e limão:

 

Esse nutriente é um poderoso antioxidante e atua contra os radicais livres, e é responsável pela produção de colágeno, que é essencial para a firmeza da pele.

 

Por outro lado, há alimentos que contribuem para o aparecimento de celulite. Juliana também listou alguns deles.

 

Carnes vermelhas gordas

Desencadeiam processos inflamatórios na pele e provocam um acúmulo de gordura localizada.

 

Café e chá mate

Contêm muita cafeína, um componente diurético que leva à desidratação do organismo quando consumido em excesso. Em um corpo desidratado, a circulação sanguínea é prejudicada.

 

Doces e açúcar branco refinado

O açúcar em excesso não é convertido em energia pelo organismo e fica armazenado na forma de gordura. Essa reserva de gordura tende a ficar acumulada na pele, gerando inflamações que favorecem os furinhos.

 

Álcool

O consumo de bebida alcoólica em excesso pode prejudicar a circulação sanguínea e causar retenção de líquidos.

 

Sódio

Sal de cozinha, caldos prontos, molho de soja e produtos processados devem ser controlados no cardápio. Excesso de sódio pode levar à retenção de líquido, fator que influencia a formação de celulite. O ideal é não consumir mais 2g de sódio por dia.

 

A nutricionista explica que também é necessário beber bastante água durante o dia.

 

“Aumentar o consumo de água durante o dia também contribui para a diminuição da retenção de líquido, ajudando o organismo a trabalhar melhor. Também recomendo realizar exercícios físicos e estimular a circulação sanguínea”, orienta.

 

Fonte: https://vidaplenaebemestar.com.br/bem-estar/alimentacao/nutricionista-lista-6-alimentos-que-ajudam-a-combater-a-celulite

terça-feira, 8 de setembro de 2026

4 tipos de alimentos para reduzir se você tem gordura no fígado


O que não pode comer quem tem gordura no fígado? Alguns alimentos merecem atenção especial. Veja o que reduzir e o que pode entrar no lugar.

 

Para combater a gordura no fígado, especialistas recomendam reduzir bebidas açucaradas, ultraprocessados, embutidos e gorduras saturadas, além de moderar ou evitar o álcool. Em vez de dietas restritivas, a prioridade deve ser a qualidade alimentar, adotando padrões como a dieta mediterrânea, rica em vegetais, frutas, peixes e azeite. A perda sustentável de ao menos 5% do peso corporal já diminui a esteatose, dispensando métodos radicais ou supostos produtos milagrosos de efeito "detox".

 

O que não pode comer quem tem gordura no fígado? Depois de receber o diagnóstico de esteatose hepática, é comum ficar em dúvida sobre o que precisa mudar na alimentação.

 

Não existe uma lista de alimentos proibidos. Mas alguns devem ser reduzidos, principalmente bebidas açucaradas, ultraprocessados, alimentos ricos em gordura saturada e carnes processadas. O álcool também merece atenção.

 

Isso não significa que a pessoa precise transformar as refeições em uma sequência de restrições. As recomendações atuais dão mais importância à qualidade da alimentação como um todo e às mudanças que podem ser mantidas no dia a dia.

 

Refrigerante é um dos primeiros itens a reduzir

Refrigerantes, energéticos, chás prontos adoçados e outras bebidas com açúcar podem fazer o consumo diário de açúcar subir rapidamente, muitas vezes sem que a pessoa perceba.

O excesso de açúcar, especialmente na forma líquida, está associado a um maior risco de acúmulo de gordura no fígado. Por isso, trocar essas bebidas por água é uma das mudanças mais simples para começar.

Vale o mesmo cuidado com bebidas industrializadas que parecem mais saudáveis, mas também podem conter bastante açúcar.

 

Doces e ultraprocessados pesam na rotina

Biscoitos recheados, bolos industrializados, salgadinhos e sobremesas prontas costumam combinar açúcar, gordura saturada e muitas calorias em pequenas porções.

Não é necessário transformar um doce ocasional em alimento proibido. O problema aparece quando esse tipo de produto passa a fazer parte da alimentação todos os dias.

As diretrizes atuais orientam reduzir ultraprocessados ricos em açúcar e gordura saturada e priorizar alimentos in natura ou minimamente processados.

 

Nem toda gordura precisa sair do prato

Frituras, bacon e carnes muito gordurosas podem aumentar o consumo de gordura saturada. Mas isso não significa que seja preciso retirar toda a gordura da dieta.

A diferença está também na fonte. Azeite, castanhas, sementes e peixes fornecem gorduras insaturadas e podem fazer parte de uma alimentação equilibrada.

É por isso que padrões alimentares como o mediterrâneo aparecem nas recomendações para pessoas com esteatose: há mais vegetais, frutas, leguminosas, cereais integrais, peixes e azeite, enquanto açúcar, carnes processadas e ultraprocessados ficam em segundo plano.

 

Embutidos: quanto menos, melhor

Salsicha, linguiça, salame, presunto e outros embutidos são carnes processadas. Em vez de aparecerem com frequência, podem dar lugar a opções como peixe, frango, ovos e feijão.

Essa troca também ajuda a variar as fontes de proteína sem depender tanto de produtos industrializados.

 

O álcool exige um cuidado diferente

O álcool merece uma atenção especial porque o fígado precisa metabolizá-lo, e seu consumo pode contribuir para a progressão da doença hepática.

Para quem já apresenta fibrose avançada ou cirrose, a recomendação é evitar completamente o álcool. Nesses casos, não há espaço para tratar vinho ou outra bebida alcoólica como uma exceção supostamente saudável.

Mesmo antes de chegar a esse estágio, vale discutir o consumo com o médico, principalmente quando a esteatose está acompanhada de diabetes, excesso de peso ou outras alterações metabólicas.

 

O que entra no lugar desses alimentos?

Em vez de pensar apenas no que precisa sair da dieta, vale saber o que pode ocupar esse espaço.

No dia a dia, a prioridade pode ser para verduras, legumes, feijão e outras leguminosas, frutas inteiras, aveia e outros cereais integrais. Peixes, frango, ovos, castanhas, sementes e azeite também podem fazer parte das refeições.

Uma dica simples é olhar para o prato como um conjunto. Quanto maior a presença de alimentos naturais ou pouco processados, menor tende a ser o espaço para refrigerantes, doces, embutidos e outros produtos ultraprocessados.

A forma de consumo também faz diferença. A fruta inteira é diferente de uma bebida açucarada ou de um suco industrializado. Ao comer a fruta, você também consome suas fibras e precisa mastigá-la. Já as bebidas podem concentrar açúcar e ser consumidas rapidamente, sem causar a mesma sensação de saciedade.

E vale desconfiar das promessas de produtos "detox" ou suplementos que dizem limpar o fígado.

Não há evidência de que eles façam essa limpeza ou substituam as mudanças na alimentação. Para quem tem esteatose, o acompanhamento médico continua sendo importante.

 

Emagrecer pode reduzir a gordura no fígado

Quando existe excesso de peso, perder alguns quilos pode trazer benefícios para o fígado. A recomendação não é fazer uma dieta radical, mas buscar uma perda de peso que possa ser mantida.

As diretrizes indicam que uma redução sustentada de pelo menos 5% do peso corporal pode diminuir a gordura no fígado. Perdas maiores podem proporcionar benefícios adicionais em alguns pacientes.

Por isso, quem recebeu o diagnóstico não precisa montar uma dieta baseada em proibições.

O caminho costuma ser mais simples. Reduzir os alimentos que favorecem o excesso de açúcar, gordura saturada e calorias e abrir espaço para comida de melhor qualidade.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/4-tipos-de-alimentos-para-reduzir-se-voce-tem-gordura-no-figado,242afda82d1227308733bc5d3c27ad68cn7onvwa.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / Licenciado de SaúdeLAB - Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

domingo, 6 de setembro de 2026

Sua alimentação pode aumentar o cansaço: 6 hábitos alimentares que podem estar por trás da falta de energia


Escolhas e comportamentos relacionados à alimentação podem influenciar níveis de energia, concentração e disposição ao longo da rotina

 

A falta de energia diária pode estar ligada a hábitos alimentares inadequados. Segundo a nutricionista Waleska Nishida, pular refeições, exagerar em açúcares ou comidas pesadas, consumir poucos nutrientes ou água e abusar de ultraprocessados provocam oscilações de disposição. Para combater a fadiga, deve-se priorizar uma dieta equilibrada e variada, lembrando que sono ruim, estresse e sedentarismo também afetam o vigor físico, demandando investigação profissional se o cansaço persistir.

 

Sentir cansaço durante o dia nem sempre está relacionado apenas à quantidade de horas de sono. A alimentação também pode influenciar a disposição, especialmente quando determinados hábitos se tornam frequentes.

 

Waleska Nishida, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, explica que o hábito de pular refeições, consumir excesso de produtos ricos em açúcar ou manter uma alimentação pouco variada são alguns comportamentos que podem contribuir para oscilações de energia ao longo do dia.

 

"A alimentação fornece os nutrientes e a energia necessários para o funcionamento do organismo. Quando a rotina alimentar é inadequada ou pouco equilibrada, algumas pessoas podem perceber maior indisposição, dificuldade de concentração e sensação de cansaço", afirma.

 

Abaixo, ela lista hábitos alimentares que podem estar relacionados à sensação de cansaço durante o dia. Confira!

 

1. Pular refeições com frequência

Passar muitas horas sem comer pode dificultar a manutenção de uma rotina alimentar equilibrada. Para algumas pessoas, isso pode resultar em fome intensa, queda de disposição e dificuldade para manter a concentração. Além disso, chegar às refeições principais com muita fome pode favorecer escolhas alimentares menos equilibradas e o consumo exagerado de determinados alimentos.

 

2. Exagerar no consumo de açúcar

Alimentos e bebidas com grande quantidade de açúcares adicionados podem proporcionar energia rapidamente, mas não devem ser utilizados como principal estratégia para combater o cansaço. Quando o consumo desses produtos é frequente e substitui refeições ou alimentos mais nutritivos, a alimentação pode ficar pobre em fibras, proteínas, vitaminas e minerais importantes para o funcionamento adequado do organismo.

 

3. Fazer refeições com pouca variedade

Repetir constantemente os mesmos alimentos pode reduzir a variedade de nutrientes presentes na dieta. Uma alimentação equilibrada deve incluir diferentes grupos alimentares, como frutas, verduras, legumes, cereais, leguminosas e fontes de proteínas.

"A variedade é importante porque cada alimento apresenta uma composição nutricional diferente. Quanto mais diversificada for a alimentação, maiores são as possibilidades de fornecer diferentes nutrientes ao organismo", explica a especialista.

 

4. Consumir pouca água ao longo do dia

Embora não seja propriamente um hábito alimentar, a ingestão de líquidos faz parte da rotina de cuidados com a alimentação. Beber pouca água pode contribuir para sintomas como dor de cabeça, boca seca e sensação de indisposição, especialmente em situações de maior perda de líquidos. Por isso, manter uma hidratação adequada ao longo do dia é importante para o funcionamento do organismo.

 

5. Apostar frequentemente em refeições muito pesadas

Refeições muito volumosas ou com grande quantidade de gordura podem provocar sensação de estufamento e desconforto após comer. Para algumas pessoas, isso pode vir acompanhado de sonolência ou redução da disposição.

A composição e o tamanho das refeições devem considerar as necessidades individuais e o momento do dia, especialmente quando a pessoa precisa trabalhar, estudar ou realizar atividades logo depois de comer.

 

6. Substituir refeições por produtos ultraprocessados

Trocar regularmente refeições completas por biscoitos, salgadinhos, bebidas açucaradas ou outros produtos ultraprocessados pode reduzir a variedade nutricional da alimentação. Além de geralmente apresentarem menor quantidade de fibras quando comparados a alimentos in natura ou minimamente processados, essas escolhas podem contribuir para uma rotina alimentar menos equilibrada quando consumidas em excesso.

 

Alimentação contribui para a disposição

Uma alimentação variada e nutritiva contribui para o bom funcionamento do organismo e, consequentemente, para a disposição. "Outra dica ainda é, em vez de buscar um alimento específico para combater o cansaço, observar a qualidade geral da alimentação, priorizando variedade, equilíbrio e regularidade, de acordo com as necessidades individuais", orienta Waleska Nishida.

 

No entanto, a sensação de cansaço não deve ser atribuída automaticamente à alimentação. "Sono insuficiente, estresse, sedentarismo, excesso de atividades e diferentes condições de saúde também podem estar relacionados à falta de disposição. Se o cansaço é frequente, intenso ou aparece mesmo quando a pessoa mantém uma alimentação adequada e uma rotina de sono satisfatória, é importante buscar avaliação profissional para investigar outras possíveis causas", finaliza a profissional.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sua-alimentacao-pode-aumentar-o-cansaco-6-habitos-alimentares-que-podem-estar-por-tras-da-falta-de-energia,64bf180b306c06d10875d5af10e4ba8478ojzhow.html?utm_source=clipboard - Por Deiwerson Damasceno dos Santos - Foto: fizkes | Shutterstock / Portal EdiCase

sábado, 29 de agosto de 2026

Quais frutas e vegetais são os melhores para a saúde do coração e por quê?


Estudo da Universidade de Reading revelou que menos de 20% das pessoas consomem a dose diária ideal de flavonóis (400 a 600 mg), compostos antioxidantes que reduzem o risco cardíaco. Mesmo ingerindo a quantidade recomendada de vegetais, a maioria não atinge a meta protetora. Para suprir essa carência e proteger o coração, especialistas orientam priorizar alimentos ricos na substância, como maçãs com casca, amoras, mirtilos, uvas, cacau, chocolate amargo e chás verde e preto.

 

As doenças cardíacas ainda são uma das principais causas de problemas de saúde e morte — e, portanto, é importante identificar maneiras de reduzir o risco da doença. A dieta é um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças cardíacas e, embora alguns fatores de risco sejam bem conhecidos — sódio, gordura saturada ou baixa ingestão de fibras —, existem outros para os quais há muito menos dados.

 

Estudo realizado na Universidade de Reading, no Reino Unido, analisou dados dietéticos de mais de 30.000 participantes nos Estados Unidos e no Reino Unido, por meio de medições de biomarcadores. Os resultados mostraram que menos de uma em cada cinco pessoas atingiu a ingestão diária de flavonóis recomendada para ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

 

A Academia Americana de Nutrição e Dietética recomenda uma ingestão de 400 a 600 mg/dia de flavonóis. Esses são um tipo de composto vegetal que pode oferecer diversos benefícios à saúde devido às suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Eles são encontrados em uma variedade de frutas e vegetais, bem como em cacau, leguminosas, vinho tinto e chás verde e preto.

 

Segundo os pesquisadores, se as pessoas não estão atingindo um nível suficientemente alto de flavonóis para reduzir o risco de desenvolver doenças cardíacas, mesmo consumindo as cinco porções diárias recomendadas de frutas e vegetais, então pode ser necessário melhorar o conhecimento público sobre quais alimentos são mais ricos em flavonóis.

 

Para aqueles que desejam aumentar a ingestão diária de flavonóis para potencialmente se protegerem de doenças cardíacas e desfrutarem dos outros benefícios do composto para a saúde, os autores recomendam o consumo de alimentos como maçãs com casca, amoras, mirtilos, uvas, chá (especialmente chá verde e preto), cacau, chocolate amargo (com no mínimo 70% de cacau), peras e certas leguminosas, como favas.

 

Fonte: Food & Function. DOI: 10.1039/d6fo00867d.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quais-frutas-e-vegetais-sao-os-melhores-para-a-saude-do-coracao-e-por-que,40548060661e5e95c4a7c66fdc35e71aj854orey.html?utm_source=clipboard - Foto: lucigerma/Evanto / Boa Saúde

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Estes alimentos são ricos em antioxidantes e ajudam a proteger as células: veja como incluí-los na alimentação


Uma dieta variada e rica em alimentos de origem vegetal ajuda a combater os danos causados pelos radicais livres

 

Os antioxidantes protegem as células contra os danos dos radicais livres e o estresse oxidativo. Obtidos em frutas, legumes, sementes e azeite, compostos como vitaminas C e E, carotenoides e polifenóis atuam em conjunto no organismo. Por isso, especialistas recomendam variar as cores dos alimentos no dia a dia, destacando que a dieta equilibrada é superior ao uso de suplementos, os quais só devem ser consumidos com indicação profissional específica.


Presentes em frutas, verduras, legumes, sementes e diversos outros alimentos, os antioxidantes são importantes aliados de uma alimentação equilibrada e contribuem para a proteção das células contra os danos provocados pelos radicais livres. Entre os principais, estão a vitamina C, a vitamina E, o betacaroteno e os flavonoides, encontrados naturalmente em diferentes alimentos.

 

"Antioxidantes são substâncias que ajudam a proteger nossas células contra o excesso de radicais livres, moléculas produzidas naturalmente pelo organismo e favorecidas por fatores como poluição, exposição solar, tabagismo, consumo excessivo de álcool, estresse e alimentação desequilibrada, principalmente com alimentos ultraprocessados", explica a nutricionista Juliana Vieira.

 

Segundo a especialista, quando existe um desequilíbrio entre a produção de radicais livres e as defesas antioxidantes do organismo, ocorre o chamado estresse oxidativo. "Por isso, uma alimentação rica em compostos antioxidantes faz parte de um padrão alimentar associado à proteção da saúde."

 

Alimentos antioxidantes para consumir

Juliana Vieira ressalta que não existe apenas um tipo de antioxidante e que nenhum alimento, isoladamente, é capaz de oferecer todos esses benefícios. "Não tem superalimento. Temos vitaminas, minerais e diversos compostos bioativos." Por isso, ela explica que a melhor estratégia é variar as cores dos alimentos ao longo do dia.

 

Entre as principais fontes alimentares antioxidantes, a nutricionista destaca:

 

Vitamina C: acerola, goiaba, laranja, kiwi, morango, mamão, pimentão e brócolis são fontes de vitamina C. Como esse nutriente é sensível ao calor, também é interessante incluir frutas e vegetais frescos ou pouco cozidos na alimentação.

Vitamina E: castanhas, amêndoas, sementes, abacate e azeite de oliva.

Carotenoides: cenoura, abóbora, tomate, mamão e vegetais verde-escuros. Por serem lipossolúveis, o consumo com uma pequena quantidade de gordura saudável pode favorecer sua absorção.

Polifenóis: frutas vermelhas e roxas, uvas, cacau, café, chá, ervas, especiarias e azeite de oliva.

 

Minerais antioxidantes para proteger o organismo

Entre os minerais envolvidos nas defesas antioxidantes do organismo, estão selênio, zinco, cobre e manganês, encontrados em alimentos como castanhas, sementes, cereais integrais, leguminosas, carnes, peixes e frutos do mar.

 

Diferenças entre antioxidantes da alimentação e suplementos

De acordo com Juliana Vieira, há diferenças entre obter antioxidantes por meio da alimentação e recorrer a suplementos. "Nos alimentos, os antioxidantes são consumidos dentro de uma matriz alimentar, acompanhados de fibras, vitaminas, minerais e inúmeros compostos bioativos que podem atuar em conjunto", explica.

 

Os suplementos, por outro lado, geralmente fornecem um ou alguns nutrientes de maneira isolada e, muitas vezes, em doses superiores às encontradas naturalmente nos alimentos. "Por isso, suplementação não é automaticamente melhor e doses elevadas de antioxidantes não significam maior proteção. Em determinadas situações, o excesso pode inclusive ser indesejável."

 

Assim, segundo Juliana Vieira, a suplementação não deve ser encarada como substituta de uma alimentação equilibrada. "De forma geral, a prioridade deve ser uma alimentação variada e equilibrada. A suplementação pode ser útil quando existe deficiência, necessidade específica ou indicação individualizada por um profissional de saúde", conclui.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/estes-alimentos-sao-ricos-em-antioxidantes-e-ajudam-a-proteger-as-celulas-veja-como-inclui-los-na-alimentacao,e0d3ecc2e077323ba229a6e7f46917120v11iw9a.html?utm_source=clipboard - Por Thiago Martins - Foto: Max Acronym | Shutterstock / Portal EdiCase

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Emagrecimento sem promessas milagrosas: estes alimentos realmente fazem diferença na dieta


Eles não queimam gordura, mas podem ajudar a controlar a fome e facilitar a perda de peso quando inseridos em uma estratégia adequada

 

O emagrecimento saudável depende de estratégia e consistência, não de soluções milagrosas. Alimentos como abacate, ovos e chia são aliados por aumentarem a saciedade e fornecerem nutrientes de qualidade, mas não queimam gordura isoladamente. Conforme especialistas, a perda de peso eficaz exige um plano personalizado que integre alimentação equilibrada ao controle do sono, estresse e hábitos de vida, garantindo resultados sustentáveis a longo prazo.

 

A busca pelo alimento "perfeito" para emagrecer continua sendo uma das principais armadilhas para quem deseja perder peso. Nas redes sociais, é comum encontrar listas com ingredientes considerados milagrosos, mas a ciência mostra que o processo de emagrecimento é muito mais complexo do que incluir ou excluir um único item da alimentação.

 

Certos alimentos podem contribuir para perda de peso, mas os benefícios estão relacionados à forma como eles participam de uma rotina alimentar equilibrada

 

Alimentos como abacate, ovos, chia e outras fontes de fibras, proteínas e gorduras boas podem, sim, contribuir para a perda de peso. No entanto, o benefício está relacionado à forma como eles participam de uma rotina alimentar equilibrada, e não a uma suposta capacidade de "queimar gordura".

 

"Não existe um alimento capaz de emagrecer sozinho. O que existe são alimentos que podem favorecer o processo de emagrecimento por diferentes mecanismos, como aumento da saciedade, melhor controle glicêmico, aporte adequado de nutrientes e maior adesão ao plano alimentar. O resultado acontece quando essas escolhas fazem parte de uma estratégia individualizada, considerando a rotina, o metabolismo e as necessidades de cada pessoa", explica a nutricionista Mariane Alves.

 

Abaixo, veja alimentos que ajudam no emagrecimento sem promessas milagrosas.

 

1. Abacate

Entre os exemplos mais conhecidos está o abacate. Apesar de ser considerado calórico quando comparado a outras frutas, ele é rico em gorduras monoinsaturadas, associadas ao aumento da saciedade e ao melhor controle do apetite ao longo do dia.

"Muitas pessoas ainda associam emagrecimento apenas à redução de calorias, mas o corpo não funciona como uma simples calculadora. O abacate é um exemplo disso. Apesar de ser uma fruta mais calórica, ele fornece gorduras monoinsaturadas, fibras e compostos bioativos que contribuem para a saciedade e para um melhor equilíbrio metabólico, fatores importantes durante o processo de perda de peso", explica Mariane Alves.

 

2. Ovos

Os ovos também costumam aparecer entre os aliados do emagrecimento por serem uma fonte acessível de proteína de alta qualidade. A proteína demanda maior tempo de digestão e contribui para a sensação de plenitude após as refeições.

"Os ovos são uma excelente fonte de proteína de alta qualidade e desempenham um papel importante não apenas na saciedade, mas também na manutenção da massa muscular. Durante o emagrecimento, preservar músculo é fundamental para manter um metabolismo mais eficiente e favorecer resultados sustentáveis no longo prazo", ressalta a profissional.

 

3. Chia

A chia ganha destaque pelo alto teor de fibras solúveis e pela sua capacidade de formar um gel quando hidratada, o que contribui para o aumento da saciedade e para um maior controle do apetite ao longo do dia.

"A chia é um alimento interessante para estratégias de emagrecimento devido ao seu alto teor de fibras. Quando hidratada, forma um gel que retarda o esvaziamento gástrico e contribui para uma sensação de saciedade mais prolongada. Além disso, auxilia na saúde intestinal, um fator que também influencia o bem-estar e a adesão ao plano alimentar", destaca a nutricionista.

 

Alimentos saudáveis não são suficientes para emagrecer

Apesar dos benefícios mencionados, Mariane Alves ressalta que, embora uma alimentação equilibrada seja importante, outros aspectos da rotina também podem interferir na perda de peso.  "Um dos erros mais comuns é acreditar que basta incluir alimentos saudáveis para emagrecer. Muitas mulheres comem alimentos nutritivos, mas continuam enfrentando dificuldade para perder peso porque fatores como sono, estresse, hormônios, saúde intestinal, rotina e comportamento alimentar também influenciam diretamente os resultados", destaca.

 

A nutricionista ressalta que o emagrecimento sustentável não é construído com soluções rápidas. "Ele acontece quando entendemos o contexto de vida da pessoa, sua rotina, seus desafios, e criamos uma estratégia que ela consiga manter no longo prazo. Não é sobre comer menos ou viver em restrição permanente, mas sobre fazer escolhas inteligentes e consistentes", pontua.

 

Mariane Alves finaliza alertando que trocar a busca por fórmulas mágicas por um planejamento alimentar personalizado é o caminho mais seguro para alcançar resultados duradouros. "Quando a alimentação deixa de ser uma sequência de tentativas e passa a seguir uma estrutura bem definida, o processo se torna mais leve, previsível e sustentável. O alimento ajuda, mas é a estratégia que transforma", conclui.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/emagrecimento-sem-promessas-milagrosas-estes-alimentos-realmente-fazem-diferenca-na-dieta,e62a602b841556e65badd0554fd668b0d9eoaeja.html?utm_source=clipboard - Por Beatriz Pinheiro - Foto: Andrii Iemelianenko | Shutterstock / Portal EdiCase

sábado, 22 de agosto de 2026

Gordura no fígado: veja quais alimentos priorizar e quais evitar no tratamento da doença


Escolhas alimentares equilibradas podem contribuir para a saúde metabólica e reduzir fatores associados à progressão da esteatose

 

A esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, ocorre quando há acúmulo excessivo de gordura nas células do órgão. Muitas vezes, a condição não provoca sintomas no início, mas pode evoluir para inflamação, fibrose e outras complicações quando não é acompanhada e tratada adequadamente. Por isso, identificar o quadro e adotar mudanças no estilo de vida são medidas importantes.

 

Segundo a nutróloga Dra. Mariana Wogel, o fígado é um órgão diretamente influenciado pelo padrão alimentar. Dietas ricas em açúcar, ultraprocessados, bebidas adoçadas e gordura em excesso favorecem o acúmulo de gordura hepática e pioram a resistência à insulina, um dos mecanismos mais associados à doença.

 

A médica explica que a alimentação tem papel central nesse processo e pode ser decisiva na melhora do quadro. "O tratamento começa pela rotina alimentar. Não existe fórmula isolada capaz de reverter a gordura no fígado se a pessoa continua comendo de forma desorganizada e mantendo sobrecarga metabólica", afirma.

 

Alimentação aliada no controle da doença

Na avaliação da nutróloga, a base da alimentação deve ser formada por alimentos in natura ou minimamente processados. Verduras, legumes, frutas, feijões e grãos integrais ajudam no controle da glicemia, aumentam a saciedade e fornecem fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes que favorecem a saúde hepática.

 

As proteínas também ocupam lugar importante no manejo da esteatose. Ovos, peixes, frango e cortes magros de carne contribuem para preservar a massa muscular durante o emagrecimento e fornecem nutrientes envolvidos no metabolismo das gorduras, como colina e metionina. Para a médica, esse equilíbrio é essencial porque o tratamento da gordura no fígado não depende só de perder peso, mas de melhorar a composição corporal.

 

Gorduras que podem fazer parte da dieta

Embora o excesso de gordura saturada deva ser evitado, isso não significa cortar toda a gordura da alimentação. Azeite de oliva extravirgem, abacate, amêndoas, sardinha e salmão podem fazer parte da dieta em quantidades adequadas, por reunirem gorduras de melhor qualidade e perfil mais favorável ao metabolismo.

 

"Quando bem ajustadas, algumas fontes de gordura ajudam no equilíbrio da alimentação e podem contribuir dentro de um plano alimentar estruturado. O problema está no excesso e na escolha frequente de produtos ultraprocessados", explica a Dra. Mariana Wogel.

 

Alimentos que devem ser evitados

Na lista do que merece redução, estão refrigerantes, sucos industrializados, doces, biscoitos recheados, frituras, embutidos, carnes muito gordurosas, queijos amarelos e álcool. Esses itens favorecem inflamação, picos de glicemia, resistência à insulina e maior depósito de gordura no fígado.

 

A especialista reforça que as bebidas alcoólicas merecem atenção especial. Em pacientes com esteatose, o consumo costuma ser reduzido ao máximo ou suspenso, a depender da avaliação clínica.

 

Atividade física também é importante

Além da alimentação, a prática regular de atividade física é parte importante da estratégia para reverter a gordura no fígado. Exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida e bicicleta, contribuem para a melhora da saúde metabólica e podem reduzir a gordura acumulada no fígado. Quando combinados com treino de força, também contribuem para preservar músculos e melhorar o metabolismo.

 

A perda de peso gradual, quando indicada, é outro fator que pode trazer melhora significativa. Mesmo reduções moderadas já podem impactar positivamente o fígado e outros marcadores metabólicos. "Não se trata de uma mudança pontual, mas de um conjunto de ajustes que precisam ser sustentáveis. A melhora do fígado acompanha a melhora do estilo de vida como um todo", diz a Dra. Mariana Wogel.

 

Acompanhamento médico é fundamental

A esteatose hepática muitas vezes é descoberta em exames de rotina, sem sintomas no início. Quando o quadro aparece associado a sobrepeso, diabetes, colesterol alto ou triglicerídeos elevados, a investigação precisa ser mais ampla, segundo a médica.

 

O ponto central, destaca a Dra. Mariana Wogel, é entender que a gordura no fígado costuma ser um sinal de desequilíbrio metabólico. Por isso, o tratamento exige olhar para alimentação, composição corporal, atividade física e acompanhamento médico individualizado.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/gordura-no-figado-veja-quais-alimentos-priorizar-e-quais-evitar-no-tratamento-da-doenca,fa737d9bec0adfc43d7da7b025eb71a12hvil9o4.html?utm_source=clipboard - Por Paulo Novais - Foto: RossHelen | Shutterstock / Portal EdiCase

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

9 hábitos diários para uma pele saudável e jovem por mais tempo


Uma pele saudável depende de hábitos diários. Descubra 9 dicas de alimentação, sono e skincare para manter a pele firme, iluminada e protegida todos os dias.

 

Manter a pele saudável vai além de produtos caros: hábitos diários como usar protetor solar, consumir proteínas e dormir bem fazem toda a diferença. Alimentação rica em nutrientes, hidratação, cuidados básicos e atividade física também são essenciais para retardar o envelhecimento e fortalecer a pele. A constância é a chave para resultados duradouros.

 

Você quer uma pele mais firme, iluminada e com menos crises? O segredo não está em produtos caros, mas em hábitos diários que protegem e nutrem a pele de dentro para fora.

 

Pequenas mudanças, como usar protetor todo dia, caprichar na proteína e dormir melhor, fazem diferença real ao longo do tempo.

 

Por que a pele muda com o tempo (e o que dá para fazer)

A pele é o maior órgão do corpo e tem funções vitais, como proteger contra agentes externos, regular a temperatura e evitar perda excessiva de água. A partir dos 30 anos, a produção de colágeno e elastina cai naturalmente, o que pode deixar a pele mais fina, seca e menos elástica.

 

O estilo de vida entra como protagonista aqui: alimentação, sono, movimento e estresse têm efeito cumulativo na aparência e na saúde da pele. "Embora o envelhecimento seja inevitável, alguns hábitos podem ajudar a preservar a pele por mais tempo", explica Laura Chacón-Garbato, mestre em Nutrição Médica, esteticista licenciada e membro do Conselho Consultivo da Herbalife.

 

1) Proteja a pele do sol todos os dias

A exposição excessiva à radiação ultravioleta é o principal fator externo de envelhecimento precoce da pele. Ela favorece manchas, rugas, degrada o colágeno e aumenta o risco de câncer de pele.

Por isso, o uso diário de protetor solar com FPS é uma das recomendações mais sólidas da dermatologia, mesmo em dias nublados ou quando você fica mais em ambientes internos. A constância aqui vale mais que o produto "perfeito".

 

2) Consuma proteína suficiente ao longo do dia

A pele é composta principalmente por proteínas, como colágeno, elastina e queratina. Para produzir e renovar essas estruturas, o organismo precisa de um aporte adequado de proteínas e aminoácidos provenientes da alimentação.

"Não importa apenas a quantidade de proteína, mas também como seu consumo é distribuído ao longo do dia", destaca Laura. Incluir fontes de proteína de alta qualidade em cada refeição — como ovos, frango, peixe, iogurte, feijão e lentilha — ajuda a fornecer aminoácidos constantes para a renovação dos tecidos, incluindo a pele.

 

3) Priorize uma alimentação rica em nutrientes

Nenhum alimento isolado faz milagre pela pele. O que realmente faz diferença é uma alimentação variada, rica em frutas, legumes, verduras, cereais integrais, oleaginosas e fontes de proteínas de qualidade.

Vitaminas A e C, além de minerais como zinco e cobre, participam da renovação celular, da síntese de colágeno e da proteção contra o estresse oxidativo, um dos processos envolvidos no envelhecimento da pele. "Uma alimentação rica em alimentos de diferentes cores fornece diversos compostos bioativos que ajudam a proteger as células dos danos oxidativos", afirma Laura.

Dica prática: combine frutas cítricas (laranja, kiwi, acerola) com proteínas magras (frango, ovos, peixe) para potencializar a produção de colágeno.

 

4) Beba água ao longo do dia

A hidratação também começa de dentro para fora. Embora a água, por si só, não elimine rugas nem substitua o uso de hidratantes, manter uma ingestão adequada de líquidos contribui para o funcionamento normal da pele.

Estudos mostram que pessoas com baixo consumo de água podem apresentar melhora na hidratação da pele ao aumentar a ingestão de líquidos. Frutas, verduras, sopas e outros alimentos ricos em água também contam para o total diário.

 

5) Cuide da saúde intestinal (o tal do eixo intestino-pele)

Nos últimos anos, as pesquisas passaram a estudar o chamado eixo intestino-pele, que descreve a comunicação entre a microbiota intestinal e a saúde da pele. Embora seja um campo em evolução, os estudos sugerem que uma microbiota equilibrada contribui para modular processos inflamatórios e a resposta imunológica, fatores que podem influenciar acne, dermatite atópica e rosácea.

Uma alimentação rica em fibras, frutas, legumes, verduras e cereais integrais favorece a diversidade da microbiota intestinal e beneficia a saúde de forma geral.

 

6) Durma bem (sono é tratamento de pele natural)

Durante o descanso, o organismo intensifica processos de reparação e renovação celular. Dormir pouco ou ter um sono de má qualidade pode comprometer a função da barreira cutânea, aumentar processos inflamatórios e favorecer uma aparência mais cansada da pele.

A qualidade do sono é tão importante quanto a quantidade. Dormir entre sete e nove horas por noite favorece os processos naturais de reparação celular que ocorrem enquanto descansamos.

 

7) Mantenha uma rotina básica de cuidados com a pele

Uma rotina simples costuma ser suficiente para a maioria das pessoas. Limpar a pele diariamente ajuda a remover impurezas e o excesso de oleosidade. Já o uso de hidratantes contribui para manter a barreira cutânea e reduzir a perda de água, ajudando a preservar uma pele mais saudável, especialmente em pessoas com tendência ao ressecamento.

"A constância supera a complexidade. Uma rotina simples, realizada todos os dias, costuma oferecer resultados melhores do que utilizar muitos produtos de forma esporádica", afirma Laura.

 

8) Utilize suplementos quando necessário (com orientação)

Os suplementos podem ser aliados em situações específicas, como quando existe uma deficiência nutricional ou por recomendação de um profissional de saúde. Entre eles, os peptídeos bioativos de colágeno contam com evidências mais consistentes para melhorar parâmetros como hidratação e elasticidade da pele.

Ainda assim, eles não substituem hábitos como uma alimentação equilibrada, proteção solar e uma rotina adequada de cuidados.

 

9) Mantenha-se ativa

Além dos benefícios para a saúde cardiovascular e metabólica, a prática regular de atividade física favorece a circulação sanguínea na pele e ajuda a controlar processos inflamatórios sistêmicos. Estudos também sugerem que o exercício pode contribuir para preservar a estrutura e a função da pele à medida que ela envelhece.

O exercício ainda ajuda a controlar o estresse, que, quando crônico, pode impactar a saúde da pele, já que o excesso de cortisol tem sido associado a processos inflamatórios que podem afetar sua aparência e contribuir para a perda acelerada de colágeno.

 

O que priorizar na sua rotina

Se você quer começar agora, foque no trio básico que mais entrega resultado: proteção solar diária, proteína em todas as refeições e sono de qualidade. Depois, vá ajustando hidratação, rotina de skincare simples e movimento conforme sua rotina permitir.

 

"A saúde da pele não depende de soluções rápidas, mas de hábitos consistentes. Quando combinamos uma alimentação equilibrada, atividade física, descanso adequado, hidratação e proteção solar, criamos um ambiente que favorece o funcionamento normal da pele de dentro para fora", conclui Laura.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/9-habitos-diarios-para-uma-pele-saudavel-e-jovem-por-mais-tempo,3c65d3774735e0a7c2368cf4edcb78a259n05np0.html?utm_source=clipboard - Por: Flavia Magalhães / Licenciado de Alto Astral - Foto: fbartondavis/pixabay / Alto Astral