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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Outubro Rosa: veja alterações na pele que podem indicar câncer de mama


Dermatologista destaca a importância do autoconhecimento, do acompanhamento médico e da observação de alterações cutâneas na região mamária

 

O Outubro Rosa alerta que o câncer de mama, o mais incidente em mulheres no país, também se manifesta por sinais cutâneos precoces. Além de nódulos, sintomas como aspecto de casca de laranja, retração ou descamação do mamilo, vermelhidão contínua e feridas exigem atenção médica imediata. O diagnóstico precoce, apoiado por mamografias de rotina, autoexame constante e hábitos de vida saudáveis, eleva as chances de cura da doença em até 95%, além de demandar cuidados dermatológicos no tratamento.

 

A campanha Outubro Rosa mobiliza a sociedade para conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce e da prevenção primária do câncer de mama. A iniciativa ganha ainda mais relevância diante da alta incidência da doença, considerada a neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres brasileiras. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 78.610 novos casos por ano no Brasil, com maior concentração na região Sudeste.

 

No entanto, o cuidado com as mamas envolve olhar o corpo como um todo. Muitas vezes associado apenas ao surgimento de nódulos detectáveis no toque ou na mamografia, o câncer de mama também pode apresentar manifestações cutâneas precoces. Flávia Villela, médica especialista em Dermatologia, explica que mudanças na textura e na superfície da pele da mama exigem avaliação profissional imediata.

 

"A observação diária durante o autocuidado ou no momento de se vestir é fundamental. Mudanças na espessura da pele da mama, como o aspecto conhecido como casca de laranja, retração ou descamação no mamilo, vermelhidão contínua ou feridas que não cicatrizam são sinais que não devem ser ignorados", ressalta.

 

A médica destaca ainda que alterações dermatológicas secundárias podem surgir em pacientes submetidas a tratamentos oncologicamente invasivos, como radioterapia e quimioterapia, necessitando de suporte dermatológico adequado para manter a integridade da barreira cutânea e a qualidade de vida durante o tratamento.

 

Ações de prevenção e rastreamento precoce

Flávia Villela reforça que o diagnóstico precoce eleva as chances de cura do câncer de mama para até 95%. Entre os pilares para a prevenção e rastreamento recomendados pela médica, estão:

 

1. Mamografia de rotina

Acompanhamento conforme diretrizes médicas para a faixa etária e histórico familiar.

 

2. Autoexame e observação de sinais

Reconhecimento do próprio corpo para identificar nódulos, assimetrias recentes ou alterações na pele da mama e auréolas.

 

3. Hábitos de vida saudáveis

Prática regular de atividades físicas, alimentação equilibrada e redução do consumo de álcool e tabaco.

 

4. Cuidado dermatológico na região mamária

Manutenção da hidratação e atenção a lesões suspeitas na pele do tórax.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/outubro-rosa-veja-alteracoes-na-pele-que-podem-indicar-cancer-de-mama,259cc06a8991dbe85eeb470d93888485vdb8mosj.html?utm_source=clipboard - Por Juliana Rangel - Foto: New Africa | Shutterstock / Portal EdiCase

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Dia Internacional do Idoso: como envelhecer com mais saúde?


Acompanhamento médico e hábitos saudáveis no dia a dia são pilares importantes para manter a qualidade de vida

 

O Dia Internacional do Idoso ressalta a importância do cuidado no envelhecimento, fase em que a geriatria atua de forma preventiva a partir dos 50 anos. A especialidade avalia aspectos físicos, emocionais e sociais, ajustando tratamentos para promover qualidade de vida. O envelhecimento saudável depende de hábitos simples, como dieta balanceada e exercícios, sendo essencial buscar avaliação médica ao notar sintomas como cansaço e alterações de sono ou peso para prevenir complicações.

 

Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1990, o Dia Internacional do Idoso, comemorado anualmente em 1º de outubro, busca conscientizar a sociedade sobre a importância de valorizar e proteger os idosos, mas também pode ser um convite para olhar para o envelhecimento com mais carinho e cuidado.

 

É nesse contexto que a geriatria ganha espaço. Embora a especialidade médica ainda seja frequentemente associada ao atendimento de pessoas idosas, o acompanhamento pode começar por volta dos 50 anos, com foco na prevenção e na manutenção da qualidade de vida ao longo dos anos.

 

"Além de ser o médico do idoso, o geriatra também é o médico que lida com o envelhecer. Geralmente, recomendamos o início do seguimento para a população 50+. No entanto, qualquer adulto interessado em envelhecer de forma saudável pode se beneficiar deste suporte", afirma o geriatra Dr. Vinicius Altomani, do Hospital Santa Catarina - Paulista.

 

A avaliação geriátrica é ampla e vai além da análise de sintomas pontuais, uma vez que considera aspectos físicos, emocionais, cognitivos e sociais do paciente. O especialista explica que a assistência geriátrica inclui desde medicina preventiva até o controle de doenças prevalentes com o avanço da idade, assim como a revisão do uso de medicamentos, a fim de garantir o resultado mais eficaz para cada caso e evitar excessos e tratamentos desnecessários.

 

Envelhecendo com mais saúde

Entre os pilares do envelhecimento saudável, estão alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, manutenção das relações interpessoais e acompanhamento médico preventivo. Segundo o Dr. Vinicius Altomani, hábitos simples ainda são os mais importantes.

 

"O envelhecimento ativo está ligado, antes de mais nada, a um estilo de vida. Muitas vezes as pessoas procuram soluções rápidas, como suplementos vitamínicos, mas têm dificuldade em manter uma boa alimentação e uma rotina benéfica", destaca.

 

Sinal amarelo: hora de buscar ajuda

No dia a dia, sinais como cansaço frequente, falta de disposição, dificuldade para realizar pequenos esforços, alterações de peso sem causa aparente e sono inadequado podem indicar a necessidade de rever costumes diários e buscar orientação médica.

 

A avaliação periódica individualizada permite a atualização do histórico do paciente, o que contribui para identificar precocemente fatores de risco e prevenir complicações futuras, com estratégias para apoiar a manutenção da saúde e bem-estar. 

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/dia-internacional-do-idoso-como-envelhecer-com-mais-saude,f2da057a7bb7309a9b3a0f12d3bbf203qi84wq6y.html?utm_source=clipboard - Por Nadja Cortes - Foto: Goksi | Shutterstock / Portal EdiCase

Café dá mais energia? Entenda como a bebida age no organismo e os cuidados ao consumi-la


É possível apreciar a bebida e aproveitar seus benefícios sem comprometer a saúde

 

O café puro possui baixas calorias e atua como estimulante no sistema nervoso central por meio da cafeína, aumentando o alerta, a disposição física e a atividade digestiva. Contudo, seu valor energético se eleva com a adição de açúcares e gorduras. Especialistas alertam que a bebida não deve substituir refeições nem servir como tratamento intestinal, pois o consumo excessivo com açúcar, associado à má alimentação, pode favorecer alterações metabólicas e quadros como o diabetes.

 

Poucas bebidas estão tão presentes na vida dos brasileiros quanto o café. Da primeira xícara pela manhã ao tradicional cafezinho da tarde, ele acompanha boas conversas, encontros casuais e até momentos de relaxamento. Sua presença é tão marcante no dia a dia que se tornou parte da cultura do país.

 

Nesse contexto, o Dia Internacional do Café, celebrado em 1º de outubro, é uma oportunidade para conhecer melhor os efeitos da bebida no organismo, entender quais cuidados devem ser adotados no consumo e esclarecer alguns dos principais mitos que cercam o café. Confira a seguir!

 

Baixo teor calórico do café

Segundo a nutricionista Cristiane de Oliveira, coordenadora do curso de Nutrição da Afya Araguaína, além de fazer parte da cultura e da rotina de muitas pessoas, o café, quando consumido puro, apresenta baixo valor calórico.

"O primeiro ponto que a gente pensa da questão nutricional é que o café une as pessoas. Então, ele faz parte da antropologia alimentar da nossa sociedade. No mundo todo, isso é muito presente também. Do ponto de vista nutricional, falando em valores nutricionais e calóricos, o café em si não tem calorias. O que tem calorias é o que a gente adiciona", explica.

Ela destaca que o valor calórico da bebida pode aumentar conforme os ingredientes acrescentados, como açúcar, óleo de coco, creme de leite, chantili ou chocolate. Por isso, a quantidade e o tipo de complemento devem ser considerados de acordo com os objetivos e as necessidades de cada pessoa.

 

Café dá mais energia?

Conforme a nutricionista, a sensação de disposição após tomar café está relacionada principalmente à cafeína, substância com efeito estimulante que atua no sistema nervoso central, aumentando o estado de alerta e podendo favorecer a atividade mental e física. "Embora a percepção desses efeitos varie entre os indivíduos, a maioria das pessoas apresenta essa resposta", explica.

Além disso, é preciso observar não apenas o café, mas também o que é acrescentado à bebida. Cristiane de Oliveira reforça que o aporte energético depende dos ingredientes adicionados. Açúcar, leite, creme de leite, chocolate e outros complementos podem aumentar significativamente o valor calórico da bebida.

 

A bebida pode ajudar no funcionamento do intestino

Para algumas pessoas, o café pode ser um grande aliado do funcionamento do intestino. "De manhã, depois de tomar o café, pode dar vontade de ir ao banheiro, de evacuar. Isso acontece porque o café, a cafeína, estimula o nosso sistema digestório e isso provoca a vontade de evacuar. Mas existem pessoas, como eu disse anteriormente, que são mais sensíveis a isso, e outras que não", esclarece Cristiane de Oliveira.

Apesar desse efeito, a nutricionista ressalta que o café não deve ser considerado um laxante ou utilizado como tratamento para a constipação intestinal. "[…] Na questão nutricional, a gente não indica café para melhorar o funcionamento do intestino, porque isso é um conjunto: alimentação, consumo de água e a saúde intestinal como um todo", afirma.

 

Café não substitui uma alimentação adequada

Outro cuidado destacado pela nutricionista é o hábito de substituir refeições por várias xícaras de café ao longo do dia, especialmente quando a bebida é consumida com açúcar. "Por mais que o café seja uma cultura e a gente esteja sempre tomando café ou oferecendo para a visita, temos que lembrar que ele pode estar associado a um biscoito ou a outras coisas no decorrer do dia. Você não pode simplesmente substituir o café por uma refeição", alerta.

Segundo ela, passar longos períodos sem uma alimentação adequada e ingerir apenas café adoçado pode levar a um consumo elevado de açúcar e contribuir para alterações metabólicas, principalmente quando associado ao sedentarismo e a outros fatores de risco.

"Tem pessoas que deixam de comer comida de verdade e passam a manhã e a tarde só tomando café com açúcar. Quando a pessoa faz isso, recebe uma carga glicêmica, quantidade de açúcar muito grande no sangue. Isso pode favorecer doenças metabólicas, como diabetes e pré-diabetes, e alterações nas gorduras do sangue, principalmente se estiver associado ao sedentarismo e a uma predisposição genética", explica Cristiane de Oliveira.

O principal cuidado em relação ao consumo de café é manter o equilíbrio e considerar as necessidades individuais na alimentação. Conforme a profissional, como qualquer outro alimento, o café, sozinho, não vai resolver nem agravar uma condição. É preciso distribuir os nutrientes de maneira adequada ao longo da alimentação.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafe-da-mais-energia-entenda-como-a-bebida-age-no-organismo-e-os-cuidados-ao-consumi-la,ffa520c6e6c64d522bf6425bbe6b71d860o58w38.html?utm_source=clipboard - Por Cecília Santos - Foto: New África | Shutterstock / Portal EdiCase

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

1,60, 1,70 e 1,80: qual é o peso ideal para cada altura, segundo a OMS


O peso ideal não corresponde a um único número. As faixas do IMC indicam valores para 1,60 m, 1,70 m e 1,80 m e ajudam a interpretar melhor a balança.

 

Segundo a OMS, não existe um peso ideal exato, mas faixas saudáveis baseadas no IMC normal (18,5 a 24,9). Como referência para adultos, intervalos adequados são: 47,4 kg a 63,7 kg para 1,60 m; 53,5 kg a 72 kg para 1,70 m; e 59,9 kg a 80,7 kg para 1,80 m. Contudo, o cálculo do IMC serve apenas como triagem inicial, pois desconsidera fatores cruciais da composição corporal, como massa muscular e gordura, exigindo avaliações de saúde mais amplas e individuais.

 

Quando alguém procura o peso ideal para determinada altura, é comum esperar um único número. A Organização Mundial da Saúde, porém, trabalha com uma faixa de referência baseada no Índice de Massa Corporal, o IMC. Para adultos, valores entre 18,5 e 24,9 ficam na faixa considerada de peso normal. A partir desse intervalo, é possível estimar quanto uma pessoa de 1,60 m, 1,70 m ou 1,80 m pode pesar sem sair dessa classificação.

 

Quanto deve pesar uma pessoa que mede 1,60 m?

Para uma pessoa adulta com 1,60 m, a faixa correspondente a um IMC entre 18,5 e 24,9 fica aproximadamente entre 47,4 kg e 63,7 kg. Isso não significa que exista um peso perfeito dentro desse intervalo, mas que esses valores permanecem dentro da classificação de peso normal usada como referência.

 

De forma prática, a divisão fica assim:

menos de 47,4 kg corresponde a IMC abaixo de 18,5;

entre 47,4 kg e 63,7 kg corresponde à faixa de IMC normal;

a partir de aproximadamente 64 kg, o IMC entra na faixa de sobrepeso;

a partir de cerca de 76,8 kg, o IMC chega a 30 ou mais.

 

Qual é a faixa de peso para quem mede 1,70 m?

Para 1,70 m, o intervalo associado ao IMC de 18,5 a 24,9 fica entre aproximadamente 53,5 kg e 72 kg. A diferença em relação a quem mede 1,60 m acontece porque o cálculo leva a altura ao quadrado.

 

Assim, uma pessoa adulta de 1,70 m pode usar como referência:

menos de 53,5 kg para IMC abaixo de 18,5;

entre 53,5 kg e 72 kg para a faixa considerada normal;

a partir de aproximadamente 72,3 kg para IMC de 25 ou mais;

a partir de cerca de 86,7 kg para IMC de 30 ou mais.

 

E para quem mede 1,80 m, qual é o peso de referência?

Em uma pessoa com 1,80 m, o intervalo aumenta para aproximadamente 59,9 kg a 80,7 kg. Esses valores correspondem, novamente, ao IMC entre 18,5 e 24,9 adotado como faixa de peso normal para adultos.

 

Nesse caso, a referência fica próxima de:

menos de 59,9 kg para IMC abaixo de 18,5;

entre 59,9 kg e 80,7 kg para a faixa normal;

a partir de aproximadamente 81 kg para IMC de 25 ou mais;

a partir de cerca de 97,2 kg para IMC de 30 ou mais.

 

Como é feito o cálculo do IMC?

O IMC é calculado dividindo o peso em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Uma pessoa com 58 kg e 1,70 m, por exemplo, possui IMC próximo de 20,1. A ferramenta é simples e ajuda a criar uma referência rápida entre peso e altura.

Para adultos, a classificação utilizada considera IMC abaixo de 18,5 como baixo peso, de 18,5 a 24,9 como peso normal, de 25 a 29,9 como faixa de sobrepeso ou pré-obesidade e valores a partir de 30 como obesidade.

 

Por que duas pessoas com o mesmo peso podem ter corpos muito diferentes?

O IMC não consegue mostrar quanto do peso corresponde a gordura, músculos, ossos ou água. Uma pessoa bastante musculosa, por exemplo, pode apresentar IMC elevado sem necessariamente possuir uma quantidade excessiva de gordura corporal.

 

Por isso, o número da balança precisa ser interpretado junto com outros aspectos:

quantidade de massa muscular;

distribuição de gordura corporal;

circunferência abdominal;

idade e sexo;

condicionamento físico;

histórico de saúde.

 

Então existe mesmo um peso ideal para cada altura?

É mais correto falar em faixa de referência do que em um único peso ideal. Para alguém de 1,70 m, por exemplo, tanto 56 kg quanto 68 kg podem estar dentro da classificação normal do IMC. O cálculo não determina que uma dessas pessoas esteja necessariamente mais saudável que a outra.

O próprio uso do IMC é mais adequado como ferramenta de triagem do que como diagnóstico individual. Pessoas com a mesma altura e o mesmo peso podem ter composições corporais bastante diferentes.

 

1,60, 1,70 e 1,80 m possuem faixas diferentes, não um número perfeito na balança

Usando a classificação de IMC para adultos, uma pessoa de 1,60 m fica aproximadamente entre 47,4 e 63,7 kg, alguém com 1,70 m entre 53,5 e 72 kg e uma pessoa com 1,80 m entre 59,9 e 80,7 kg dentro da faixa considerada normal.

Esses números são úteis como referência inicial, mas não representam uma meta obrigatória para todas as pessoas. O peso isolado não revela composição corporal nem substitui uma avaliação mais completa. A altura ajuda a contextualizar o número mostrado na balança, mas entender se aquele peso é adequado exige olhar também para o corpo e para a saúde como um todo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/160-170-e-180-qual-e-o-peso-ideal-para-cada-altura-segundo-a-oms,f56aad4066420c7c4fbdc12c8508210buu2rbqiu.html?utm_source=clipboard - Por: Carlos Emanoel Freires dos Santos / Licenciado de Catraca Livre - Foto: Imagem gerada por inteligência artificial / Catraca Livre

terça-feira, 29 de setembro de 2026

3 bebidas naturais para fortalecer o sistema imunológico durante a primavera


Nutricionista indica alimentos que fornecem nutrientes importantes para o organismo e explica como incluí-los no preparo de sucos e shots

 

Para enfrentar as oscilações térmicas da primavera e prevenir infecções, a nutricionista Clariana Colaço indica três bebidas para fortalecer a imunidade: o chá de limão com gengibre, rico em vitamina C e antioxidantes; o suco verde com folhas escuras, fontes de magnésio e ácido fólico; e um shot matinal em jejum à base de limão, própolis e gengibre. Ela reforça que essas opções devem ser combinadas com hidratação constante e hábitos saudáveis para garantir a absorção adequada dos nutrientes.


Com mudanças bruscas de temperatura durante a primavera, alguns cuidados com a saúde ganham ainda mais atenção. Entre eles está manter uma alimentação variada e equilibrada, que ajuda a fornecer nutrientes importantes para o funcionamento adequado do sistema imunológico.

 

"Quando nosso sistema imunológico está fortalecido e funcionando bem, ele protege o corpo contra infecções causadas por bactérias, vírus e fungos, por isso a boa alimentação se faz tão importante. Ele também é responsável pela boa recuperação do organismo, depois de uma grande gripe, por exemplo", explica a nutricionista Clariana Colaço.

 

Ela lembra que alguns shots, sucos e até a água podem fazer parte de uma alimentação equilibrada e contribuir para a ingestão de nutrientes importantes para o funcionamento adequado do sistema imunológico. "Não podemos esquecer que todas essas dicas só funcionam com uma vida saudável 360 graus, com uma rotina de exercícios e boa hidratação. A água é fundamental para o bom funcionamento do organismo, para a absorção dos nutrientes e para a boa saúde intestinal que tem relação direta com a imunidade", diz.

 

1 - Chá de limão com gengibre

O limão é fonte de vitamina C, que tem um importante papel no fortalecimento da imunidade. Já o gengibre é um superalimento que tem efeito anti-inflamatório e imunomodulador. Na hora do preparo, a nutricionista recomenda acrescentar também raspas da casca do limão. "Além de usar a fruta por inteiro, aumentamos a vitamina C no preparo".

 

2 - Suco verde

O famoso suco verde, já colocado na rotina diária de muitas pessoas, é uma boa opção para aumentar a imunidade. "Os vegetais verdes-escuros são fontes de ferro, isso todo mundo sabe, mas eles também são fontes de magnésio, cálcio e ácido fólico, que são muito importantes para imunidade", lembra Clariana Colaço.

Aqui, você pode unir também, na preparação, uma fonte de vitamina C, como laranja, kiwi, acerola ou limão, eles podem até ser à base do suco. E use e abuse da couve inteira, até o talo. Pode acrescentar ou variar com espinafre e até salsinha. Também pode fazer um grande combo, acrescentando gengibre. Se preferir coar, sem problemas, só lembre de tomar imediatamente.

 

3 - Shot matinal

Voltando a falar do limão e do gengibre, os dois costumam ganhar espaço na alimentação quando o assunto é o cuidado com o sistema imunológico "Aqui, podemos fazer um shot matinal com 1 limão espremido, 15 gotas de própolis, 1 colher de café de gengibre em pó ou ralado fininho e 50 ml de água. Tome em jejum".

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/3-bebidas-naturais-para-fortalecer-o-sistema-imunologico-durante-a-primavera,12c978719fe90b8970c0b5c5cd91b408nyqi2137.html?utm_source=clipboard - Por Ana Carolina Baili - Foto: Estrada Anton | Shutterstock / Portal EdiCase

domingo, 27 de setembro de 2026

O que causa o autismo? Especialistas explicam o papel da genética e outros fatores


Autismo é genético? Entenda o que a ciência já sabe sobre os genes, a família, a gravidez e outros fatores ligados à condição.

 

O autismo tem como base primária uma arquitetura genética complexa, envolvendo múltiplas combinações genéticas herdadas ou espontâneas, e não um gene único. Fatores gestacionais, como infecções ou uso de ácido valproico, podem elevar os riscos, mas em menor grau e sem agir isoladamente. A ciência descarta mitos como a influência de vacinas ou da criação familiar, reforçando que essa heterogeneidade genética e biológica faz com que cada indivíduo no espectro se desenvolva de maneira única.


Quando uma criança recebe o diagnóstico de autismo, é comum que a família tente entender por que isso aconteceu.

 

Pare de tentar adivinhar. Aprenda a entender o autismo, reconhecer os sinais e agir com segurança no dia a dia, mesmo que você ainda esteja perdido ou sem apoio profissional.

 

A dúvida pode levar a perguntas sobre a gravidez, o parto, doenças, medicamentos ou até mudanças percebidas nos primeiros anos de vida.

 

Uma revisão recente da National Autistic Society, baseada em dezenas de trabalhos científicos, reforçou uma informação importante sobre essa pergunta. A entidade passou a afirmar de forma explícita que o autismo é genético.

 

Mas o que isso significa na prática? Se os genes têm um papel tão importante, por que nem sempre existe outra pessoa autista na família? E por que irmãos, inclusive gêmeos, podem apresentar desenvolvimentos tão diferentes?

 

O que significa dizer que o autismo é genético

A resposta não está em um único ponto do DNA.

"Não há um único gene que possa prever ou explicar o autismo", afirma Fabricia Signorelli, psiquiatra especialista em TEA, TDAH e outros transtornos do neurodesenvolvimento.

Segundo a médica, o autismo envolve uma combinação de diferentes características genéticas. Algumas são comuns e podem atuar juntas. Outras são mais raras e podem ser herdadas da família ou surgir durante o desenvolvimento.

"O autismo tem uma arquitetura genética complexa", explica.

Em linguagem simples, isso significa que diferentes combinações de genes podem participar do desenvolvimento do autismo, e essa combinação não é igual em todas as pessoas.

É por isso que não existe um exame genético simples capaz de dizer se uma criança terá autismo.

Em algumas situações, porém, a investigação genética consegue identificar uma alteração específica. O resultado pode ajudar os médicos a compreender melhor aquele caso, acompanhar possíveis condições associadas e orientar a família.

A National Autistic Society ressalta que a ciência ainda não identificou todos os genes envolvidos no autismo. Portanto, afirmar que o autismo é genético não significa que já exista uma fórmula capaz de prever quem será autista.

 

E quando ninguém na família é autista

Se não há outro caso conhecido na família, ainda assim pode haver uma participação genética no autismo.

Algumas alterações genéticas surgem durante a formação do óvulo ou do espermatozoide ou nas primeiras etapas do desenvolvimento. São as chamadas alterações de novo, que não foram herdadas diretamente dos pais.

A National Autistic Society inclui essas alterações entre as possibilidades relacionadas ao autismo, embora sejam menos comuns.

Já ter um familiar autista aumenta a possibilidade de outro membro da família também estar no espectro. Isso não significa, porém, que o diagnóstico necessariamente se repetirá.

"Uma investigação genética bem indicada pode ajudar a refinar o aconselhamento sobre o risco de recorrência", afirma Fabricia.

A especialista cita uma estimativa média de recorrência entre irmãos de cerca de 10%. O risco pode ser maior quando já existem dois ou mais filhos autistas.

Isso significa que ter um filho autista aumenta a possibilidade de outro também estar no espectro, mas não permite prever o que acontecerá em uma próxima gestação.

 

Por que irmãos e gêmeos podem ser diferentes

Se a genética tem um papel tão importante no autismo, por que irmãos da mesma família podem ter desenvolvimentos tão diferentes?

Os gêmeos idênticos ajudam a entender essa questão. Eles compartilham praticamente todo o material genético, mas isso não significa que terão exatamente o mesmo desenvolvimento.

A National Autistic Society destaca que, mesmo entre eles, um pode ser autista e o outro não.

Mayra Gaiato, psicóloga e neurocientista especializada em autismo e desenvolvimento infantil, chama atenção para essa diferença. Segundo ela, mesmo quando a genética é praticamente a mesma, cada pessoa tem experiências e formas próprias de se desenvolver.

"Eles são pessoas diferentes, pensamentos diferentes, ações diferentes. E mesmo sendo criados pelos mesmos pais no mesmo lugar, o ambiente de cada um, a experiência de cada um, a forma como cada um recebe os estímulos também é diferente", afirma.

Em outras palavras, os genes têm um papel importante, mas não funcionam como um roteiro que determina sozinho como cada criança vai se desenvolver.

 

A gravidez também pode aumentar o risco?

A genética é a principal peça dessa história, mas alguns fatores relacionados à gestação também podem aumentar a probabilidade de autismo.

Isso não significa, porém, que esses fatores provoquem o autismo de forma isolada.

Entre os fatores com evidências mais fortes estão a rubéola durante o primeiro trimestre e a exposição ao ácido valproico durante a gravidez. A National Autistic Society destaca especificamente essas duas situações.

O ácido valproico, também chamado de valproato, é usado no tratamento de algumas condições, como epilepsia.

Segundo Fabrícia Signorelli, a associação entre a exposição ao medicamento durante a gestação e o aumento do risco de autismo é consistente nos estudos.

"A exposição ao valproato durante a gravidez está associada a cerca de três vezes mais risco de autismo", aponta.

Isso não significa que uma gestante deva interromper o medicamento por conta própria. Qualquer mudança no tratamento precisa ser discutida com o médico, considerando os riscos e benefícios para mãe e bebê.

Outros fatores também aparecem nas pesquisas, como prematuridade, baixo peso ao nascer, algumas infecções, idade parental mais avançada e determinadas complicações no nascimento.

Nesses casos, a relação é mais complexa. A presença de um desses fatores não permite afirmar que ele tenha causado o autismo.

A National Autistic Society ressalta que a contribuição desses fatores é muito menor do que a genética e que, na maioria das situações, eles não podem ser apontados isoladamente como responsáveis pelo autismo.

 

Vacina causa autismo?

Não há evidências científicas de que vacinas causem autismo.

A National Autistic Society inclui essa associação entre os mitos sobre as causas do autismo e destaca que a preocupação ganhou força nos anos 1990 a partir de uma pesquisa que posteriormente foi considerada fraudulenta.

 

Por que os sinais podem ficar mais claros por volta dos 2 anos?

Algumas crianças apresentam sinais desde os primeiros meses de vida. Em outras, as diferenças ficam mais perceptíveis conforme aumentam as expectativas sobre fala, interação social e desenvolvimento.

Também existem casos de regressão, quando a criança perde habilidades que já havia adquirido.

Quando isso acontece, os pais podem tentar encontrar uma explicação para a mudança.

"Muitas vezes, eles procuram um acontecimento para explicar aquilo que estão vendo naquele momento", afirma Mayra Gaiato.

É nesse contexto que entra a chamada poda sináptica. Durante o desenvolvimento, o cérebro fortalece algumas conexões entre as células nervosas e elimina outras. Esse processo faz parte da reorganização cerebral ao longo do crescimento.

Mayra relaciona esse período às mudanças que podem ficar mais evidentes por volta de 1 ano e meio a 2 anos. Na explicação da especialista, a poda não cria o autismo naquele momento, mas pode tornar mais visíveis dificuldades que já estavam presentes.

"Essa não é a causa, a poda só mostrou mais as dificuldades que já existiam", explica.

A regressão no autismo é reconhecida, mas os mecanismos envolvidos ainda são estudados. Por isso, essa explicação deve ser entendida dentro desse contexto.

Perceber os sinais com mais clareza nessa idade, portanto, não significa necessariamente que o autismo tenha começado naquele momento.

 

Os pais podem causar o autismo?

Não. A ideia de que a criação dos filhos provocaria autismo já foi abandonada pela ciência. Uma das teorias mais conhecidas do passado, a chamada "mãe-geladeira", chegou a atribuir a condição à falta de afeto materno.

Essa explicação não tem respaldo científico, mas a culpa familiar pode aparecer de outras formas até hoje.

Lucelmo Lacerda de Brito, doutor em Educação e pesquisador na área de autismo, chama atenção para esse problema.

"A ideia de que o autismo está relacionado diretamente à criação da família é um mito que historicamente produziu muita culpa", afirma.

Segundo o pesquisador, essa interpretação também pode aparecer no ambiente escolar, quando comportamentos de uma criança autista são atribuídos simplesmente à falta de limites ou de atenção dos pais.

"Muitas vezes, comportamentos considerados problemáticos acabam sendo atribuídos à família, especialmente quando a criança apresenta maiores necessidades de apoio", diz.

Para Lucelmo, essa interpretação pode dificultar a relação entre escola e família. Em vez de procurar o que está por trás de determinado comportamento e quais apoios podem ajudar, a discussão acaba concentrada na maneira como a criança é criada.

 

O que a genética explica sobre o autismo?

A ciência não aponta uma causa única para todos os casos.

O que a pesquisa recente reforça é o peso da genética. Não existe um único gene responsável, mas uma combinação complexa de características genéticas pode participar do desenvolvimento do autismo. Algumas são herdadas e outras podem surgir durante o desenvolvimento.

Alguns fatores relacionados à gestação também podem aumentar o risco, mas não devem ser confundidos com causas isoladas.

Essa complexidade ajuda a explicar por que pessoas autistas podem apresentar características e necessidades muito diferentes.

"O autismo é altamente heterogêneo", resume Lucelmo.

Em outras palavras, não existe uma única forma de ser autista. A genética ajuda a explicar como a condição se desenvolve, mas não permite prever exatamente como ela vai se manifestar em cada pessoa.

Por isso, entender a origem do autismo não deveria levar a família a procurar um culpado. O conhecimento sobre a genética é mais útil quando ajuda a compreender a condição e a identificar as necessidades específicas de cada criança.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-que-causa-o-autismo-especialistas-explicam-o-papel-da-genetica-e-outros-fatores,3cdd1c34c4a64b62f2d8dccd0d788ee9wjo2z2z3.html#google_vignette - Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

sábado, 26 de setembro de 2026

Primavera e saúde ocular: cuidados para evitar alergias e irritações


Com a chegada da estação das flores, o aumento do pólen e os dias mais ensolarados exigem atenção redobrada com a saúde ocular

 

A primavera eleva o risco de conjuntivite alérgica e ressecamento ocular devido ao pólen, poeira e variações climáticas, gerando coceira e vermelhidão. Especialistas alertam para não esfregar os olhos, hábito que pode causar lesões ou ceratocone, recomendando compressas frias para alívio. Medidas preventivas incluem usar óculos com proteção UV, manter ambientes limpos e evitar a automedicação com colírios. Havendo dor, secreção purulenta ou baixa visual, a consulta oftalmológica é indispensável.

 

A chegada da primavera traz temperaturas mais agradáveis, mas também aumenta a exposição a pólen, poeira e partículas presentes no ar. As variações de temperatura e umidade também podem favorecer irritações e ressecamento nos olhos. 

 

"Os olhos, por serem mucosas expostas, reagem rapidamente a esses estímulos", explica Larissa Bowens, médica oftalmologista do hospital Oftalmos. Entre as queixas mais comuns está a conjuntivite alérgica sazonal. A condição costuma provocar coceira intensa, vermelhidão, lacrimejamento, inchaço nas pálpebras e sensação de areia nos olhos.

 

Geralmente, os sintomas aparecem nos dois olhos. Já as conjuntivites infecciosas podem apresentar mais secreção e começar em apenas um deles. "Na dúvida, a avaliação com um oftalmologista é o caminho mais seguro para diferenciar os casos", orienta a médica.

 

Evite esfregar os olhos

Esfregar os olhos pode proporcionar alívio momentâneo, mas tende a piorar a inflamação. O hábito também pode provocar lesões na córnea e aumentar a predisposição ao desenvolvimento ou progressão do ceratocone. Por isso, uma alternativa para aliviar o desconforto são as compressas frias.

 

Atenção ao ressecamento

O clima mais seco e a presença de poeira podem aumentar a evaporação da lágrima e irritar a superfície ocular.

 

Ardência, sensação de corpo estranho, vermelhidão persistente, visão embaçada intermitente e sensibilidade à luz são sinais que merecem atenção. "Esses elementos favorecem a evaporação da lágrima natural e irritam a superfície ocular", explica Dra. Larissa.

 

Proteja os olhos do sol

Os dias mais longos também aumentam a exposição à radiação ultravioleta. Por isso, a oftalmologista recomenda o uso de óculos escuros com proteção UV adequada.

 

"A exposição solar cumulativa está ligada à catarata precoce, ao pterígio e a outras lesões na superfície ocular", alerta. Além de reduzir o desconforto provocado pela luminosidade, os óculos ajudam a diminuir o contato dos olhos com pólen e poeira.

 

Cuidado com colírios por conta própria

Colírios de venda livre nem sempre resolvem a causa do desconforto. Alguns podem apenas mascarar os sintomas e, quando utilizados por períodos prolongados, piorar a vermelhidão.

 

Por isso, o ideal é buscar orientação profissional antes de iniciar um tratamento. Colírios lubrificantes sem conservantes também devem ser usados conforme recomendação.

 

Quando procurar um oftalmologista?

Alguns sinais indicam que o quadro pode não ser apenas uma alergia sazonal. Dor, secreção purulenta, redução da visão ou sintomas em apenas um olho precisam de avaliação especializada.

 

"Quando os sintomas persistem mesmo com cuidados básicos, quando há dor, secreção purulenta, redução da visão ou manifestações em apenas um olho, é necessária avaliação especializada", finaliza Dra. Larissa.

 

Checklist para cuidar dos olhos na primavera

Lave as mãos antes de tocar o rosto ou os olhos;

Higienize o rosto e a região dos olhos ao chegar em casa;

Evite esfregar os olhos e prefira compressas frias;

Use óculos escuros com proteção UV;

Mantenha os ambientes limpos e ventilados;

Evite correntes de ar direcionadas ao rosto;

Higienize e troque as roupas de cama com frequência.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/primavera-e-saude-ocular-cuidados-para-evitar-alergias-e-irritacoes,88ffc08814ea249fc9c47ee1d75b21e30topbxnb.html?utm_source=clipboard - Foto: Magnific / Saúde em Dia

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Pilates: solo ou aparelhos? Saiba qual é o melhor para você


As duas modalidades trabalham força, controle e estabilidade, mas apresentam diferenças na execução e na possibilidade de ajustar a resistência

 

Tanto o Pilates no solo quanto o com aparelhos trabalham postura, força e flexibilidade, diferindo apenas pelos recursos: o solo foca no peso corporal e no equilíbrio, enquanto os aparelhos usam molas para dar suporte ou aumentar a resistência. Ambos atendem iniciantes e não há superioridade comprovada de um sobre o outro para definição ou composição corporal. A escolha ideal depende de objetivos e adaptação individual, aliada à consistência, boa alimentação e orientação profissional.

 

O Pilates ganhou espaço entre quem busca melhorar a força, a postura, a flexibilidade e o controle dos movimentos. Mas, para quem está começando, uma dúvida aparece com frequência: é melhor fazer Pilates no solo ou com aparelhos?

 

As duas modalidades seguem os princípios do método e podem trabalhar diferentes grupos musculares. A principal diferença está nos recursos utilizados para executar e adaptar os exercícios.

 

Pilates no solo

O Pilates no solo, também chamado de Mat Pilates, utiliza principalmente o peso do próprio corpo. Dependendo da aula, também podem ser usados acessórios como bolas, faixas elásticas e pequenos equipamentos.

 

Por não depender de máquinas, a modalidade pode ser mais simples de praticar em diferentes ambientes. Os exercícios exigem controle corporal, equilíbrio e ativação do chamado core, conjunto de músculos que ajuda a estabilizar o tronco.

 

Uma revisão sistemática encontrou benefícios do Pilates para a resistência muscular abdominal quando comparado à ausência de exercícios. Porém, os pesquisadores não encontraram evidências de que o método seja superior a outras modalidades de exercício para ganho de força.

 

Para quem está começando, o acompanhamento de um profissional é importante para aprender a execução correta e adaptar os movimentos ao nível de condicionamento.

 

Pilates com aparelhos

Já o Pilates com aparelhos utiliza equipamentos como Reformer, Cadillac, Chair e Barrel, que permitem modificar a resistência e o suporte durante os exercícios.

 

As molas e outros recursos dos aparelhos podem facilitar determinados movimentos ou aumentar o desafio conforme a capacidade da pessoa. Isso permite que o profissional faça ajustes mais específicos para diferentes níveis e objetivos.

 

Por isso, o Pilates com aparelhos também pode ser utilizado por iniciantes. A ideia de que o solo seria necessariamente mais fácil ou de que os aparelhos seriam indicados apenas para quem já pratica Pilates não é uma regra.

 

E qual define mais o corpo?

Aqui também é importante evitar a ideia de que um aparelho específico vai, sozinho, deixar o corpo mais definido.

 

A definição muscular está relacionada principalmente à combinação entre massa muscular e percentual de gordura corporal. O Pilates pode contribuir para o condicionamento e o desenvolvimento muscular, mas os estudos ainda não mostram que uma modalidade seja consistentemente superior à outra para alterar a composição corporal.

 

Uma revisão sobre Mat Pilates, por exemplo, não encontrou superioridade da modalidade em relação a exercícios tradicionais ou grupos de controle para medidas como percentual de gordura, massa magra, IMC e circunferência abdominal.

 

Outro estudo mais recente, comparando Pilates no solo e com aparelhos, também encontrou resultados positivos nas duas modalidades, sem diferença significativa entre elas na composição corporal.

 

Assim, para quem quer definir o corpo, mais importante do que escolher entre solo e aparelhos é manter uma rotina consistente de exercícios, alimentação adequada e recuperação.

 

No fim, as duas modalidades podem fazer parte de uma rotina de atividade física. A melhor escolha para cada pessoa depende do objetivo, da experiência e da adaptação aos exercícios — e não apenas do fato de o Pilates ser feito no solo ou em um aparelho.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/pilates-solo-ou-aparelhos-saiba-qual-e-o-melhor-para-voce,f4d02b08a4af25b022cc08ffec2260e7kqyi2pe5.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Sport Life

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

A primavera pode afetar a saúde? Conheça 7 doenças mais comuns na estação


Mudanças na umidade, maior presença de pólen e exposição à poeira podem favorecer alergias e outros problemas de saúde nesta época do ano

 

A chegada da primavera exige cuidados com a saúde devido a alterações climáticas e ao aumento de pólen e poeira no ar. Essas condições intensificam problemas respiratórios e alérgicos, como rinite, asma, conjuntivite, rinossinusite e dermatite de contato. A estação também favorece o contágio por catapora e, com o aumento das chuvas, eleva o risco de dengue pelo acúmulo de água parada, demandando atenção aos sintomas, vacinação em dia e eliminação contínua dos focos do mosquito Aedes aegypti.

 

A chegada da primavera traz mudanças na temperatura e na umidade, além de aumentar o contato com plantas e ambientes ao ar livre. Para algumas pessoas, esse período pode favorecer o surgimento de sintomas alérgicos ou agravar problemas respiratórios. Segundo Ana Paula Zanon Bampi, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, a estação exige atenção a alguns cuidados que ajudam a preservar a saúde e o bem-estar.

 

"Na primavera, a maior exposição ao pólen e à poeira pode intensificar sintomas como espirros, coriza, coceira nos olhos e crises de asma. As chuvas também podem favorecer o acúmulo de água parada e aumentar o risco de dengue em locais onde o vírus circula. Por isso, vale observar os sintomas, manter os cuidados com alergias e eliminar possíveis criadouros do mosquito", alerta.

 

Abaixo, a especialista aponta sete condições que merecem atenção por serem mais frequentes: a ocorrência varia conforme a região, o clima e as características de cada pessoa. Confira!

 

1. Rinite alérgica

Espirros repetidos, coriza, coceira no nariz e congestão podem surgir após contato com pólen, poeira ou outros alérgenos. Identificar o que provoca as crises ajuda a orientar sobre os cuidados.

 

2. Asma

Em pessoas que já têm a doença, alérgenos e irritantes presentes no ar podem desencadear tosse, chiado, aperto no peito e falta de ar. O tratamento de controle deve seguir a orientação médica.

 

3. Conjuntivite alérgica

Coceira, vermelhidão e lacrimejamento, geralmente nos dois olhos, podem acompanhar a rinite. Como a conjuntivite também pode ter causas infecciosas, é importante avaliar sintomas persistentes ou secreção intensa antes de usar colírios.

 

4. Rinossinusite

A inflamação das vias nasais pode causar sintomas como nariz entupido, pressão ou dor no rosto e secreção nasal. Nem todos os casos são provocados por bactérias ou exigem o uso de antibióticos. Por isso, é importante buscar avaliação profissional quando os sintomas persistem, pioram ou se tornam mais intensos.

 

5. Dermatite de contato

O contato com determinadas plantas, cosméticos ou outras substâncias durante atividades ao ar livre pode causar vermelhidão, coceira e irritação na pele. Identificar os produtos, plantas ou materiais com os quais teve contato antes do surgimento dos sintomas pode ajudar a descobrir a possível causa da reação.

 

6. Catapora

Mais frequente em crianças, a doença pode causar febre e lesões na pele que evoluem para pequenas bolhas e crostas. É contagiosa, e a vacinação conforme o calendário recomendado é uma medida importante de prevenção.

 

7. Dengue

Onde há circulação do vírus e chuvas que favorecem água parada, é preciso reforçar o combate ao Aedes aegypti. Febre, dores no corpo, dor atrás dos olhos, náuseas e manchas na pele exigem avaliação. Dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou sangramentos são sinais de alerta para atendimento imediato.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/a-primavera-pode-afetar-a-saude-conheca-7-doencas-mais-comuns-na-estacao,5ad14cb957126a41e257e9cbc7eb682b34sczoux.html?utm_source=clipboard - Por Deiwerson Damasceno - Foto: Photoroyalty | Shutterstock / Portal EdiCase