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domingo, 27 de setembro de 2026

O que causa o autismo? Especialistas explicam o papel da genética e outros fatores


Autismo é genético? Entenda o que a ciência já sabe sobre os genes, a família, a gravidez e outros fatores ligados à condição.

 

O autismo tem como base primária uma arquitetura genética complexa, envolvendo múltiplas combinações genéticas herdadas ou espontâneas, e não um gene único. Fatores gestacionais, como infecções ou uso de ácido valproico, podem elevar os riscos, mas em menor grau e sem agir isoladamente. A ciência descarta mitos como a influência de vacinas ou da criação familiar, reforçando que essa heterogeneidade genética e biológica faz com que cada indivíduo no espectro se desenvolva de maneira única.


Quando uma criança recebe o diagnóstico de autismo, é comum que a família tente entender por que isso aconteceu.

 

Pare de tentar adivinhar. Aprenda a entender o autismo, reconhecer os sinais e agir com segurança no dia a dia, mesmo que você ainda esteja perdido ou sem apoio profissional.

 

A dúvida pode levar a perguntas sobre a gravidez, o parto, doenças, medicamentos ou até mudanças percebidas nos primeiros anos de vida.

 

Uma revisão recente da National Autistic Society, baseada em dezenas de trabalhos científicos, reforçou uma informação importante sobre essa pergunta. A entidade passou a afirmar de forma explícita que o autismo é genético.

 

Mas o que isso significa na prática? Se os genes têm um papel tão importante, por que nem sempre existe outra pessoa autista na família? E por que irmãos, inclusive gêmeos, podem apresentar desenvolvimentos tão diferentes?

 

O que significa dizer que o autismo é genético

A resposta não está em um único ponto do DNA.

"Não há um único gene que possa prever ou explicar o autismo", afirma Fabricia Signorelli, psiquiatra especialista em TEA, TDAH e outros transtornos do neurodesenvolvimento.

Segundo a médica, o autismo envolve uma combinação de diferentes características genéticas. Algumas são comuns e podem atuar juntas. Outras são mais raras e podem ser herdadas da família ou surgir durante o desenvolvimento.

"O autismo tem uma arquitetura genética complexa", explica.

Em linguagem simples, isso significa que diferentes combinações de genes podem participar do desenvolvimento do autismo, e essa combinação não é igual em todas as pessoas.

É por isso que não existe um exame genético simples capaz de dizer se uma criança terá autismo.

Em algumas situações, porém, a investigação genética consegue identificar uma alteração específica. O resultado pode ajudar os médicos a compreender melhor aquele caso, acompanhar possíveis condições associadas e orientar a família.

A National Autistic Society ressalta que a ciência ainda não identificou todos os genes envolvidos no autismo. Portanto, afirmar que o autismo é genético não significa que já exista uma fórmula capaz de prever quem será autista.

 

E quando ninguém na família é autista

Se não há outro caso conhecido na família, ainda assim pode haver uma participação genética no autismo.

Algumas alterações genéticas surgem durante a formação do óvulo ou do espermatozoide ou nas primeiras etapas do desenvolvimento. São as chamadas alterações de novo, que não foram herdadas diretamente dos pais.

A National Autistic Society inclui essas alterações entre as possibilidades relacionadas ao autismo, embora sejam menos comuns.

Já ter um familiar autista aumenta a possibilidade de outro membro da família também estar no espectro. Isso não significa, porém, que o diagnóstico necessariamente se repetirá.

"Uma investigação genética bem indicada pode ajudar a refinar o aconselhamento sobre o risco de recorrência", afirma Fabricia.

A especialista cita uma estimativa média de recorrência entre irmãos de cerca de 10%. O risco pode ser maior quando já existem dois ou mais filhos autistas.

Isso significa que ter um filho autista aumenta a possibilidade de outro também estar no espectro, mas não permite prever o que acontecerá em uma próxima gestação.

 

Por que irmãos e gêmeos podem ser diferentes

Se a genética tem um papel tão importante no autismo, por que irmãos da mesma família podem ter desenvolvimentos tão diferentes?

Os gêmeos idênticos ajudam a entender essa questão. Eles compartilham praticamente todo o material genético, mas isso não significa que terão exatamente o mesmo desenvolvimento.

A National Autistic Society destaca que, mesmo entre eles, um pode ser autista e o outro não.

Mayra Gaiato, psicóloga e neurocientista especializada em autismo e desenvolvimento infantil, chama atenção para essa diferença. Segundo ela, mesmo quando a genética é praticamente a mesma, cada pessoa tem experiências e formas próprias de se desenvolver.

"Eles são pessoas diferentes, pensamentos diferentes, ações diferentes. E mesmo sendo criados pelos mesmos pais no mesmo lugar, o ambiente de cada um, a experiência de cada um, a forma como cada um recebe os estímulos também é diferente", afirma.

Em outras palavras, os genes têm um papel importante, mas não funcionam como um roteiro que determina sozinho como cada criança vai se desenvolver.

 

A gravidez também pode aumentar o risco?

A genética é a principal peça dessa história, mas alguns fatores relacionados à gestação também podem aumentar a probabilidade de autismo.

Isso não significa, porém, que esses fatores provoquem o autismo de forma isolada.

Entre os fatores com evidências mais fortes estão a rubéola durante o primeiro trimestre e a exposição ao ácido valproico durante a gravidez. A National Autistic Society destaca especificamente essas duas situações.

O ácido valproico, também chamado de valproato, é usado no tratamento de algumas condições, como epilepsia.

Segundo Fabrícia Signorelli, a associação entre a exposição ao medicamento durante a gestação e o aumento do risco de autismo é consistente nos estudos.

"A exposição ao valproato durante a gravidez está associada a cerca de três vezes mais risco de autismo", aponta.

Isso não significa que uma gestante deva interromper o medicamento por conta própria. Qualquer mudança no tratamento precisa ser discutida com o médico, considerando os riscos e benefícios para mãe e bebê.

Outros fatores também aparecem nas pesquisas, como prematuridade, baixo peso ao nascer, algumas infecções, idade parental mais avançada e determinadas complicações no nascimento.

Nesses casos, a relação é mais complexa. A presença de um desses fatores não permite afirmar que ele tenha causado o autismo.

A National Autistic Society ressalta que a contribuição desses fatores é muito menor do que a genética e que, na maioria das situações, eles não podem ser apontados isoladamente como responsáveis pelo autismo.

 

Vacina causa autismo?

Não há evidências científicas de que vacinas causem autismo.

A National Autistic Society inclui essa associação entre os mitos sobre as causas do autismo e destaca que a preocupação ganhou força nos anos 1990 a partir de uma pesquisa que posteriormente foi considerada fraudulenta.

 

Por que os sinais podem ficar mais claros por volta dos 2 anos?

Algumas crianças apresentam sinais desde os primeiros meses de vida. Em outras, as diferenças ficam mais perceptíveis conforme aumentam as expectativas sobre fala, interação social e desenvolvimento.

Também existem casos de regressão, quando a criança perde habilidades que já havia adquirido.

Quando isso acontece, os pais podem tentar encontrar uma explicação para a mudança.

"Muitas vezes, eles procuram um acontecimento para explicar aquilo que estão vendo naquele momento", afirma Mayra Gaiato.

É nesse contexto que entra a chamada poda sináptica. Durante o desenvolvimento, o cérebro fortalece algumas conexões entre as células nervosas e elimina outras. Esse processo faz parte da reorganização cerebral ao longo do crescimento.

Mayra relaciona esse período às mudanças que podem ficar mais evidentes por volta de 1 ano e meio a 2 anos. Na explicação da especialista, a poda não cria o autismo naquele momento, mas pode tornar mais visíveis dificuldades que já estavam presentes.

"Essa não é a causa, a poda só mostrou mais as dificuldades que já existiam", explica.

A regressão no autismo é reconhecida, mas os mecanismos envolvidos ainda são estudados. Por isso, essa explicação deve ser entendida dentro desse contexto.

Perceber os sinais com mais clareza nessa idade, portanto, não significa necessariamente que o autismo tenha começado naquele momento.

 

Os pais podem causar o autismo?

Não. A ideia de que a criação dos filhos provocaria autismo já foi abandonada pela ciência. Uma das teorias mais conhecidas do passado, a chamada "mãe-geladeira", chegou a atribuir a condição à falta de afeto materno.

Essa explicação não tem respaldo científico, mas a culpa familiar pode aparecer de outras formas até hoje.

Lucelmo Lacerda de Brito, doutor em Educação e pesquisador na área de autismo, chama atenção para esse problema.

"A ideia de que o autismo está relacionado diretamente à criação da família é um mito que historicamente produziu muita culpa", afirma.

Segundo o pesquisador, essa interpretação também pode aparecer no ambiente escolar, quando comportamentos de uma criança autista são atribuídos simplesmente à falta de limites ou de atenção dos pais.

"Muitas vezes, comportamentos considerados problemáticos acabam sendo atribuídos à família, especialmente quando a criança apresenta maiores necessidades de apoio", diz.

Para Lucelmo, essa interpretação pode dificultar a relação entre escola e família. Em vez de procurar o que está por trás de determinado comportamento e quais apoios podem ajudar, a discussão acaba concentrada na maneira como a criança é criada.

 

O que a genética explica sobre o autismo?

A ciência não aponta uma causa única para todos os casos.

O que a pesquisa recente reforça é o peso da genética. Não existe um único gene responsável, mas uma combinação complexa de características genéticas pode participar do desenvolvimento do autismo. Algumas são herdadas e outras podem surgir durante o desenvolvimento.

Alguns fatores relacionados à gestação também podem aumentar o risco, mas não devem ser confundidos com causas isoladas.

Essa complexidade ajuda a explicar por que pessoas autistas podem apresentar características e necessidades muito diferentes.

"O autismo é altamente heterogêneo", resume Lucelmo.

Em outras palavras, não existe uma única forma de ser autista. A genética ajuda a explicar como a condição se desenvolve, mas não permite prever exatamente como ela vai se manifestar em cada pessoa.

Por isso, entender a origem do autismo não deveria levar a família a procurar um culpado. O conhecimento sobre a genética é mais útil quando ajuda a compreender a condição e a identificar as necessidades específicas de cada criança.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-que-causa-o-autismo-especialistas-explicam-o-papel-da-genetica-e-outros-fatores,3cdd1c34c4a64b62f2d8dccd0d788ee9wjo2z2z3.html#google_vignette - Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

quinta-feira, 2 de abril de 2026

6 truques (comprovados pela ciência) que ajudam a adormecer mais rápido


Adormecer pode ser um grande desafio para quem sofre de insônia. Contudo, sabia que existem técnicas comprovadas pela ciência que o podem ajudar neste sentido? Fique por dentro de seis técnicas.

 

Sono

 

O problema da insônia é cada vez mais comum na sociedade atual. Essa condição pode levar à privação crônica de sono, que está associada ao aumento da pressão arterial, maior risco de ataque cardíaco, entre outros problemas.

 

Se você se identifica com isso, confira seis dicas — comprovadas pela ciência — que podem ajudar a adormecer melhor, segundo um artigo da Real Simple:

 

1. Guarde o celular pelo menos uma hora antes de dormir

Quem nunca fica rolando as redes sociais à noite? Apesar de comum, esse hábito não é recomendado. Estudos mostram que até mesmo deixar o celular perto da cama pode aumentar o tempo que você leva para dormir. O efeito é ainda pior para quem usa o aparelho até 30 minutos antes de deitar.

 

2. Esforce-se para ficar acordado

Existe um fenômeno chamado “intenção paradoxal”, que consiste em tentar ficar acordado — o que, paradoxalmente, pode ajudar você a dormir. Essa técnica reduz a pressão mental que costuma dificultar o sono.

 

3. Experimente o “método militar”

Criada para ajudar soldados a dormirem rapidamente, essa técnica consiste em deitar de costas, ficar imóvel e relaxar cada músculo do corpo gradualmente, enquanto respira profundamente.

Segundo a Universidade de Minnesota, o ideal é relaxar os músculos de cima para baixo, imaginando o corpo afundando na cama.

O relaxamento muscular progressivo, aliado à respiração lenta e pensamentos agradáveis, pode acelerar o início do sono.

 

4. Ajuste a temperatura do ambiente

A temperatura ideal para dormir fica entre 18 °C e 20 °C. Ambientes mais quentes podem prejudicar tanto a qualidade quanto a duração do sono.

 

5. Pratique exercícios físicos algumas horas antes

Fazer atividade física entre quatro e oito horas antes de dormir pode ajudar a pegar no sono mais rápido e reduzir as chances de acordar durante a noite.

 

6. Mantenha uma rotina de sono regular

Ter horários consistentes para dormir e acordar é essencial. Pesquisas indicam que a regularidade do sono pode ser até mais importante do que a duração total.

Criar uma rotina relaxante — como ler antes de dormir — também pode melhorar significativamente a qualidade do sono.

 

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2370835/6-truques-comprovados-pela-ciencia-que-ajudam-a-adormecer-mais-rapido - © Shutterstock

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Saiba quais sãos os cinco tipos de insônia segundo a ciência


Pesquisadores costumam falar em cinco tipos principais de insônia. Eles são classificados de acordo com o momento em que surgem os sintomas, a frequência e a relação com outros transtornos. Veja o que diz a ciência.

 

Estudos clínicos e epidemiológicos sobre sono indicam que a insônia não é um problema único, mas um conjunto de quadros diferentes. Em linhas gerais, pesquisadores costumam falar em cinco tipos principais de insônia. Eles são classificados de acordo com o momento em que surgem os sintomas, a frequência e a relação com outros transtornos. Assim, essa divisão ajuda a orientar o diagnóstico e o tratamento em serviços de saúde no mundo todo.

 

Ao longo das últimas décadas, universidades na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil passaram a investigar a insônia com mais detalhe. Essas investigações combinando entrevistas clínicas, exames de polissonografia e questionários padronizados. Ademais, elas alimentaram classificações internacionais, como a International Classification of Sleep Disorders (ICSD-3), da American Academy of Sleep Medicine, amplamente utilizada em centros de pesquisa e ambulatórios especializados desde 2014.

 

Quais são os cinco tipos de insônia descritos na literatura científica?

Embora existam variações entre manuais diagnósticos, muitos trabalhos científicos agrupam a insônia em cinco categorias principal. São elas: insônia inicial, insônia de manutenção, insônia terminal, insônia aguda e insônia crônica. Assim, essa forma de organização aparece em estudos de grupos de sono de instituições como a Universidade de Stanford (Estados Unidos), a Universidade de Zurique (Suíça) e a Universidade de São Paulo (USP), entre outras.

 

Esses tipos não são doenças à parte, mas descrições dos padrões de dificuldade para dormir. Afinal, em muitos pacientes, mais de um tipo pode surgir ao mesmo tempo. Por exemplo, dificuldade para pegar no sono (insônia inicial) combinada com despertares durante a madrugada (insônia de manutenção). Porém, a classificação facilita a escolha de estratégias terapêuticas que se adequem mais em ambulatórios de medicina do sono.

 

Insônia inicial, de manutenção e terminal: como os pesquisadores diferenciam?

A chamada insônia inicial caracteriza-se pela dificuldade para iniciar o sono. Estudos do Stanford Center for Sleep and Circadian Sciences descrevem esse tipo em indivíduos que levam mais de 30 minutos para adormecer, em pelo menos três noites por semana. Assim, esse padrão é avaliado por diários de sono e escalas como o Pittsburgh Sleep Quality Index, utilizados em pesquisas com adultos e adolescentes.

 

Já a insônia de manutenção caracteriza-se por despertares frequentes ou prolongados ao longo da noite. Pesquisas conduzidas pelo Sleep and Health Research Program, da Universidade do Arizona, mostraram que esse tipo está ligado a maior sonolência diurna e dificuldades de atenção. Os trabalhos frequentemente associam a insônia de manutenção a condições como apneia obstrutiva do sono, dor crônica e uso de determinadas medicações.

 

A insônia terminal, por sua vez, tem como característica o despertar precoce, com dificuldade em voltar a dormir, mesmo quando ainda seria importante permanecer na cama. Estudos observacionais da Universidade de Zurique e do Max Planck Institute of Psychiatry, na Alemanha, descrevem esse padrão sobretudo em indivíduos com quadros depressivos. Neste caso, usam entrevistas estruturadas e polissonografia para documentar a interrupção do sono nas últimas horas da noite.

 

Insônia aguda e insônia crônica: o que dizem os principais estudos?

A insônia aguda é aquela que dura pouco tempo, geralmente associada a eventos específicos, como estresse intenso, mudanças no trabalho, viagens ou doenças passageiras. Pesquisas da Harvard Medical School, especialmente do Division of Sleep Medicine, definem esse quadro como sintomas que se estendem por dias ou poucas semanas. Muitos desses estudos mostram que uma parte dos casos desaparece quando o fator desencadeante é resolvido, sem necessidade de tratamento medicamentoso prolongado.

 

Em contraste, a insônia crônica é um quadro persistente. De acordo com a ICSD-3 e com estudos multicêntricos coordenados pela Universidade de Stanford e pela Universidade de Oxford, considera-se crônica a insônia que ocorre pelo menos três vezes por semana, por três meses ou mais, acompanhada de prejuízo em áreas como trabalho, estudo ou relações sociais. Essa definição foi utilizada, por exemplo, em ensaios clínicos sobre terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I) publicados em revistas como Sleep e JAMA Psychiatry.

 

No Brasil, grupos de pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da USP também adotam essa distinção entre formas agudas e crônicas em seus estudos populacionais. Dados coletados em grandes centros urbanos apontam que a insônia crônica tende a se associar a outros problemas de saúde, como hipertensão arterial e transtornos de ansiedade, reforçando a necessidade de avaliação médica estruturada.

 

Quais estudos ajudaram a consolidar essa classificação da insônia?

Além da ICSD-3, publicada pela American Academy of Sleep Medicine, diferentes projetos colaborativos internacionais ajudaram a consolidar a divisão em cinco tipos de insônia. Entre eles, destacam-se:

 

Stanford Sleep Cohort, coordenado pela Universidade de Stanford, que acompanhou adultos por vários anos, descrevendo padrões de dificuldade para iniciar, manter e finalizar o sono.

Zurich Cohort Study, da Universidade de Zurique, que investigou a relação entre insônia terminal, sintomas depressivos e cronobiologia.

Estudos do Harvard Work, Health and Well-being Program, que analisaram insônia aguda associada a estresse ocupacional, uso de telas à noite e jornadas de trabalho prolongadas.

Pesquisas brasileiras da Unifesp e da USP, como o Estudo Epidemiológico do Sono na Cidade de São Paulo, que aplicaram questionários validados para medir insônia inicial, de manutenção e terminal na população adulta.

Esses trabalhos, somados a ensaios clínicos conduzidos em universidades como Oxford, Toronto e Melbourne, forneceram base para protocolos de tratamento direcionados ao tipo de insônia predominante. Assim, a classificação em cinco tipos de insônia funciona hoje como um guia prático para profissionais de saúde, permitindo abordagens mais específicas e alinhadas às recomendações de sociedades internacionais de medicina do sono.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/saiba-quais-saos-os-cinco-tipos-de-insonia-segundo-a-ciencia,af1722c2049443fc85e372912c7fba794zdnyykj.html?utm_source=clipboard - Por: Valdomiro Neto* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / HayDmitriy

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Música ameniza problemas de saúde? O que a ciência já descobriu

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Estudos mostram que ouvir música pode aliviar dor, reduzir ansiedade, melhorar o humor e apoiar a recuperação da saúde

 

Você coloca música quando está estressada? Se acalma ouvindo sua banda preferida ou aquela playlist relaxante? Pois saiba que a ciência confirma o que o seu corpo já sente: música ameniza problemas de saúde e pode ser uma aliada poderosa para o bem-estar físico e emocional.

 

De consultórios médicos a salas de cirurgia, diferentes estudos mostram que ouvir música — ou participar de atividades musicais — pode reduzir dor, aliviar ansiedade, melhorar o humor e até favorecer a recuperação de certas condições.

 

Como a música ajuda a amenizar problemas de saúde?

A relação entre música e saúde não é apenas emocional — há mecanismos fisiológicos e neurológicos bem documentados que explicam seus efeitos:

 

Estimulação neuroquímica: ouvir música agradável ativa áreas do cérebro associadas ao prazer e recompensa, liberando dopamina, serotonina e endorfinas — neurotransmissores que melhoram o humor e reduzem a dor.

Regulação do estresse: diminui níveis de cortisol, ajudando a baixar pressão arterial e frequência cardíaca.

Modulação da dor: atua como distração ativa, competindo com sinais dolorosos no sistema nervoso central.

Engajamento motor e cognitivo: ritmos marcados estimulam coordenação motora, beneficiando reabilitação em doenças como Parkinson e sequelas de AVC.

Conexão social e memória: cantar ou ouvir música em grupo fortalece vínculos, melhora autoestima e resgata memórias, especialmente na demência.

Estímulo sensorial multicanal: melodia, ritmo e timbre ativam múltiplos circuitos cerebrais ao mesmo tempo, potencializando efeitos terapêuticos.

Música para Meditação: o que ouvir para meditar

 

Quais estudos recentes comprovam esses benefícios?

Música melhora qualidade de vida?

Uma meta-análise no JAMA Network Open (2022) avaliou 26 estudos e encontrou melhoras clinicamente relevantes na qualidade de vida relacionada à saúde em participantes que tiveram contato com música — seja ouvindo, cantando ou com musicoterapia.

 

Música reduz dor e ansiedade no contexto cirúrgico?

Revisões publicadas entre 2023 e 2025 mostram que a música:

 

Diminui ansiedade pré e pós-cirúrgica

Reduz dor pós-operatória

Em alguns casos, diminui uso de opioides

Um detalhe: música escolhida pela própria pessoa costuma ter efeito mais forte que playlists genéricas.

 

Referências: Goel et al. (2024) PMC; Yang (2025) PLOS; Geensen (2025) ScienceDirect.

 

Música ajuda na reabilitação do Parkinson?

Um estudo de 2025 no npj Parkinson's Disease mostrou que pacientes que caminharam com música adaptada ao seu ritmo aumentaram intensidade e tempo de caminhada, além de melhorar a estabilidade da marcha.

 

Música melhora sintomas da demência?

A Cochrane (2025) concluiu que sessões musicais estruturadas:

 

Provavelmente reduzem sintomas depressivos

Podem melhorar comportamento

Mas os efeitos tendem a não se manter semanas depois de interromper o tratamento.

 

Música tem efeito na terapia intensiva?

Um ensaio multicêntrico de 2023 não encontrou redução significativa da ansiedade, mas observou que menos pacientes precisaram de opioides no primeiro dia.

 

Como aplicar a música de forma prática no dia a dia

Antes de consultas ou exames: ouvir suas músicas favoritas por 20-30 minutos ajuda a reduzir ansiedade e tensão muscular.

Durante atividades físicas: playlists com batidas compatíveis com seu ritmo aumentam motivação e melhoram desempenho.

No tratamento de dor crônica: sessões diárias de escuta atenta ajudam a relaxar e desviar o foco da dor.

Para dormir melhor: músicas lentas e suaves, especialmente instrumentais ou com sons da natureza, preparam o corpo para o sono.

No cuidado com idosos ou pessoas com demência: tocar músicas marcantes resgata memórias e melhora o humor.

No trabalho ou estudo: música ambiente suave e sem letra melhora a concentração.

Em momentos de estresse: criar uma "playlist de emergência" com músicas relaxantes para pausas rápidas.

Dica: escolha músicas que realmente lhe agradem, mantenha volume confortável e crie um ritual de escuta para potencializar os efeitos.

 

FAQ - Dúvidas comuns sobre música e saúde

 

Música clássica é a mais indicada?

Não. O que mais importa é ouvir o gênero que você mais gosta.

 

Quantos minutos por sessão funcionam melhor?

Entre 20 e 60 minutos, uma ou mais vezes ao dia.

 

Precisa de um profissional para conduzir?

Para casos como Parkinson ou demência, um musicoterapeuta traz mais resultados; para ansiedade ou dor leve, escuta orientada já ajuda.

 

Conclusão

A música é uma ferramenta segura, acessível e eficaz para amenizar problemas de saúde.

Ela não substitui tratamento médico, mas pode ser um complemento valioso quando personalizada.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/musica-ameniza-problemas-de-saude-o-que-a-ciencia-ja-descobriu,215f26328fd85ec29c579600f694e7d1q86nwcjx.html?utm_source=clipboard - Por: Personare - Foto: Pexels / Personare

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

A ciência confirma: estes simples exercícios que você pode fazer em casa trazem incríveis benefícios para a saúde


Nós todos sabemos que exercícios fazem bem para a saúde e diminuem muito o risco de uma morte prematura. Agora, um novo estudo descobriu que esses exercícios não precisam acontecer em uma aula de CrossFit, em um estúdio de artes marciais ou mesmo em uma academia.

 

Exercícios podem ajudar corpo a ficar mais jovem, mas não é qualquer exercício

Os exercícios de suporte corporal, como abdominais e flexões, impedem a morte tanto quanto outras formas de exercícios com peso. O estudo recrutou pouco mais de 80.000 adultos com mais de 30 anos na Inglaterra e Escócia entre 1994 e 2008, que foram acompanhados por uma média de nove anos.

 

No final do período de acompanhamento, foi calculado o risco de morte de acordo com o tipo e a quantidade de exercício.

 

Resultados parecidos

Aqueles que relataram a participação em qualquer exercício de promoção de força (incluindo exercícios de academia), passaram, em média, cerca de 60 minutos por semana fazendo isso, e aqueles que relataram qualquer exercício de peso corporal passaram, em média, 50 minutos por semana.

 

“A participação em exercícios de academia ou exercícios de peso corporal reduziram o risco de morte precoce em cerca de 20%. As mortes relacionadas ao câncer também diminuíram 24% a 27%, mas houve poucas evidências de que mais era melhor”, aponta Emmanuel Stamatakis, professor de atividades físicas, estilo de vida e comportamentos de saúde na Universidade de Sidney, na Austrália e autor do estudo.

 

“Nós comparamos também o risco daqueles que cumpriram a recomendação de duas sessões de exercícios de promoção de força por semana, com aqueles que cumpriam a recomendação de 150 minutos de atividade física aeróbica, como andar (ou 75 minutos mais intensos, como correr) por semana. Comparadas com a inatividade, atender a qualquer dessas diretrizes esteve associada a uma redução de 16 a 18% no risco de morte precoce”, aponta.

 

Câncer e doenças cardíacas

Os resultados em relação ao risco de morte por câncer, entretanto, foram bem diferentes. Aqueles que seguiam apenas a diretriz de promoção de força fazendo exercícios de peso corporal tinham um risco 31% menor de morte por câncer. Já aqueles que seguiam apenas a orientação aeróbica não tiveram redução no risco de morte por câncer.

 

Por outro lado, reduzir o risco de morte por doença cardíaca só foi associado à atividade física aeróbica, uma redução de 21%.

 

Stamatakis reforça que, considerando que esta pesquisa é observacional, sempre há uma chance de que a relação entre exercício e morte precoce possa ser devido a outras causas. “Talvez as pessoas que se exercitavam mais também fossem geralmente mais saudáveis ​​de outras maneiras”, exemplifica. “Para reduzir a possibilidade de explicações alternativas, ajustamos nossos resultados para idade, sexo, estado de saúde, obesidade, outros comportamentos de estilo de vida (tabagismo, álcool, dieta), nível educacional, saúde mental e participação em outras atividades físicas, como atividades domésticas, exercício de caminhada e aeróbica”, explica Stamatakis.

 

Outros estudos examinaram a relação entre o exercício de promoção de força e a morte precoce. Um estudo americano descobriu que levantar pesos ou fazer exercícios de calistenia, ou aquecimento, estava associado a uma diminuição de 31% no risco de morte por qualquer causa, o que é consistente com os resultados do estudo mais recente.

 

Mas ao contrário destes resultados, o mesmo estudo não encontrou associação com o risco de morte por câncer. Outro estudo entre sobreviventes de câncer mostrou que levantar pesos, mas não atividades aeróbicas, estava associado a um risco 33% menor de morte por qualquer causa.

 

Significados

“Nosso estudo sugere que o exercício que promove a força muscular possui benefícios únicos para a saúde e é pelo menos tão importante para a saúde quanto a caminhada, ciclismo e outras atividades aeróbicas”, diz Stamatakis.

 

Ele afirma que o princípio mais importante para escolher uma atividade é poder incorporá-la na rotina e cumpri-la a longo prazo. “A simplicidade dos exercícios de peso corporal os torna uma opção muito atraente: são baratos e exigem pouca habilidade e nenhum equipamento. Além disso, agora sabemos que eles produzem benefícios comparáveis com atividades semelhantes em academia. Isso é importante porque as academias podem ser assustadoras ou muito caras ​​para muitas pessoas”, aponta.

 

Então, além de fazer atividades aeróbicas de moderada a vigorosa intensidade, flexões ou exercício com barras em casa, no parque, no quintal ou mesmo no escritório podem ser uma excelente opção. “Para a maioria das pessoas, duas a três sessões por semana seriam suficientes para a saúde geral”, garante o especialista. [Science Alert]

 

Fonte: https://hypescience.com/beneficios-exercicios-simples-saude/ - Por Jéssica Maes

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Objetos do dia a dia que são incrivelmente sujos, segundo a Ciência


Os vilões invisíveis que estão cheios de germes


O corpo humano é projetado para resistir e combater doenças, mas nem sempre é bem-sucedido. Às vezes, germes e bactérias conseguem entrar em nosso organismo, deixando-nos debilitados por dias. E, frequentemente, é difícil identificar exatamente o que causou a doença.

 

Recentemente, estudos globais identificaram alguns objetos com os quais interagimos diariamente que, surpreendentemente, estão cobertos por mais germes do que imaginamos. Ficou curioso? Clique nesta galeria para descobrir quais itens do dia a dia você realmente deveria limpar com mais frequência.

 

Porta-escovas

Sua escova de dentes foi projetada para matar os germes quando combinada com um pouco de pasta de dente, mas há alguns germes resistentes que grudam nas cerdas e caem no suporte abaixo.

 

Brinquedos para cães –

Os cientistas sempre tentam lembrar as pessoas de que a boca de um cão não é mais limpa do que a de um ser humano. Na verdade, o brinquedo de um cão rola pelos lugares mais impróprios e, quando o seu amado animal de estimação o pega, a saliva dele pode criar uma superfície pegajosa que atrai ainda mais sujeira.

 

Teclado de computador

O teclado do seu computador também é um dos lugares mais sujos que se tem contato diariamente. Se você tem um gato, a situação é ainda pior, pois ele pode andar por todo o seu espaço de trabalho, e você certamente espalhará alguns germes sempre que pressionar alguma tecla.

 

Utensílios de cozinha

Falando em apertar botões, até mesmo os eletrodomésticos da sua cozinha estão repletos de bactérias que passam despercebidas. Não importa o quanto você limpe a casa, a frequência de uso desses aparelhos garante que os germes estejam sempre presentes.

 

Bolo de aniversário

Apagar velas é, sem dúvida, uma experiência divertida, mas é uma das coisas mais sujas que alguém pode fazer, considerando que está espalhando seus germes por todo o bolo. De fato, um estudo mostrou que soprar velas pode aumentar a quantidade de bactérias no bolo em 1.400%!

 

Pia de cozinha

Os resíduos de alimentos que sobram, por mais microscópicos que sejam, podem fazer com que os micróbios cresçam em uma taxa proporcional. É por isso que as pias de cozinha estão entre os locais mais sujos de qualquer casa.

 

Controle remoto

Todos da família tocam no controle remoto e, quando ninguém o tem nas mãos, ele fica no sofá ou cai no chão.

 

Tigelas dos animais

Assim como os brinquedos para cães, as tigelas dos animais de estimação também são verdadeiros paraísos para os germes. Na verdade, as tigelas podem ser ainda mais problemáticas, já que acumulam restos de comida e saliva dos animais, além de serem raramente limpas após as refeições.

 

Dinheiro

O dinheiro passa de mão em mão durante todo o dia, em caixas registradoras e caixas eletrônicos, acumulando uma quantidade absurda de germes a cada segundo que passa. Não é de se admirar que o dinheiro seja um dos itens mais sujos que qualquer pessoa pode tocar.

 

Sapatos

A sola de seus sapatos é um dos lugares mais sujos do planeta. Na verdade, estudos descobriram que a Clostridium difficile (uma bactéria que causa diarreia) foi encontrada com mais frequência na sola dos sapatos do que nos assentos sanitários.

 

Carrinhos de compras

Muitas pessoas pegam em carrinhos de compras diariamente e, em geral, eles quase nunca são higienizados adequadamente porque são muitos.

 

Roupas íntimas

Existe uma boa razão para as organizações sem fins lucrativos pedirem que não se doem roupas íntimas. Usar peças íntimas que já pertenceram a outra pessoa pode expor você a germes e bactérias indesejados, colocando sua saúde em risco.

 

Corrimão

O corrimão de uma escada rolante está entre os piores lugares em que uma pessoa pode tocar. As escadas tendem a estar localizadas principalmente em shopping centers, o que significa que você não está lidando apenas com germes do público em geral, mas também com a gordura de pessoas que terminaram uma refeição de fast-food e não lavaram as mãos.

 

Recipiente de sabão líquido

Embora pareça contraditório, os recipientes de sabão também são incrivelmente sujos. O sabão contido nele pode ser contaminado se o dispensador for reabastecido antes de estar completamente vazio.

 

Banheiros

Você provavelmente está pensando que essa é a inclusão mais óbvia nessa lista, mas ficaria surpreso com a frequência com que o vaso sanitário é esquecido quando se trata de limpeza. Mas aqui está a parte chocante: o vaso sanitário não é o lugar mais infestado de sujeira do seu banheiro.

 

Telefone celular

Seu celular anda com você em quase todos os lugares (até mesmo no banheiro) e, embora você possa lavar as mãos depois de fazer suas necessidades, estudos demonstraram que as pessoas não costumam limpar seus telefones. Isso significa que o seu querido smartphone pode estar até 10 vezes mais sujo do que o assento do vaso sanitário!

 

Painel de carro

Normalmente, quando o ar externo de um carro (que carrega fungos e bactérias) é sugado pelas aberturas de ventilação, ele geralmente se deposita no painel. E como esse é o local que recebe mais luz solar e permanece quente, é o ambiente perfeito para o crescimento de bactérias.

 

Bolsa de mão

Sejamos realistas: as bolsas são bastante sujas, pois contêm uma infinidade de itens com os quais as pessoas interagem diariamente. Chaves, bolsas e pacotes de chicletes – tudo o que você toca durante o dia é reunido em um local conveniente onde todos os germes podem brincar.

 

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2189267/objetos-do-dia-a-dia-que-sao-incrivelmente-sujos-segundo-a-ciencia#google_vignette - © Shutterstock


Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!

Salmo 133:1


domingo, 14 de julho de 2024

Ciência finalmente revela por que algumas pessoas pareciam "imunes" à Covid-19


Aparentemente, sua genética pode te ajudar ser mais ou menos suscetível a infecções como Covid-19, mostra estudo de Londres

 

Você provavelmente passou por uma situação assim: durante a Pandemia de COVID-19 , esteve em uma situação que, apesar de passar pelos mesmos riscos, algumas pessoas pegaram o Coronavírus - e outras não. A ciência pode ter encontrado uma resposta para isso.

 

O Welcome Sanger Institute, Imperial College London e University College London fizeram uma pesquisa conjunta para responder essa questão, e descobriram que a resposta é genética.

 

O experimento

Reunindo 16 voluntários saudáveis e não vacinados que nunca tinham pegado o Coronavírus, os cientistas fizeram uma exposição inicial. Nesta todos receberam a mesma dose de cepa de SARS-CoV-2, vírus do Covid-19. Entraram, então, em quarentena para estudos de perto.

 

Regularmente, coletavam tecidos nasais e amostras de sangue. As células saudáveis foram sequenciadas, gerando uma “leitura” do DNA. Então, conforme a doença evoluia, era possível ver como afetava diretamente a pessoa - até ao nível celular.

 

Os resultados

No fim, embora começassem com a mesma condição, houve três grupos distintos: doença leve, doença intermediária, e não desenvolvida.

 

As pessoas que não desenvolveram o Covid-19 conseguiram abortar o Coronavírus. Foi a primeira vez que a teoria de infecção abortada pode ser comprovada.

 

Também foi possível ver que os 16 voluntários tiveram respostas imunes diferentes. O grupo com infecção leve teve forme acúmulo de células de imunidade no nariz logo no dia seguinte. O grupo que ficou mais doente, porém, só teve essa resposta cinco dias depois.

 

Mas o grupo imune desenvolveu as células não apenas no nariz, como também no sangue. Os médicos explicam que o sangue detectou a infecção antes do nariz, e espalhou rapidamente a “informação” que o corpo precisava de proteção celular.

 

Proteção de vírus é genética

Os médicos descobriram um gene chamado HLA-DQA2 . Ele produzia uma proteína em nível bem alto nos voluntários não infectados. Então, os pesquisadores o usaram como marcador de proteção.

 

Isso ajuda a entender não apenas quem pode se proteger melhor e mais rápido do vírus, mas também como o corpo desenvolve imunidades no geral.

 

A partir desses dados, vacinas e tratamentos biológicos podem ser mais profundos e otimizados.

 

O mais importante, entender a resposta imune pode potencializar a resposta mais rápida para uma vacina em futuras pandemias.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/2024-07-05/ciencia-finalmente-revela-por-que-algumas-pessoas-pareciam--imunes--a-covid-19--.html


Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.

Efésios 2:8-9



sábado, 1 de junho de 2024

É comum sentir mais fome no frio? A ciência explica


Essa descoberta pode levar a potenciais terapêuticas para a saúde metabólica e perda de peso

 

Chega o fim do dia, família reunida, há aquele frio, que inevitavelmente desperta aquela fome, não é mesmo? Saiba que você não é o primeiro e muito menos o último a sentir isso. Afinal, um estudo disponível na revista Nature afirma que pesquisadores identificaram um aglomerado de neurônios que funcionam como um interruptor para sentir mais fome no frio.

 

Entenda porquê é comum sentir fome no frio

As observações começaram com o início das temperaturas de 22 a 3ºC. Tempo em que os camundongos aumentam sua busca por alimentos apenas após um atraso de cerca de seis horas. O que sugere que essa mudança comportamental não se resulta diretamente da sensação de frio.

 

Esporadicamente, a equipe se concentrou no grupo específico de neurônios chamado “núcleo xifoide do tálamo da linha média”. E mostrou que a atividade nesses neurônios aumentou em condições de frio pouco antes de os ratos saírem de seu torpor induzido pelo frio para buscar comida.

 

Assim, quando os pesquisadores decidiram ativar artificialmente esses neurônios, os camundongos aumentaram a sua procura por alimentos, mas não outras atividades.

 

Logo depois, a equipe expôs que esses neurônios do núcleo xifoide se projetam para uma região do cérebro chamada núcleo accumbens. Área conhecida pela integração de sinais de recompensa e aversão para orientar o comportamento, o que inclui o comportamento alimentar.

 

Por fim, os pesquisadores creem que os resultados são relevantes clinicamente e sugeriram a possibilidade de bloquear o aumento habitual do apetite induzido pelo frio, que permite regimes de exposição ao frio relativamente simples e que conduzam à perda de peso com eficiência.

 

A visão da especialista

“Um dos principais objetivos agora é descobrir como dissociar o aumento do apetite do aumento do gasto de energia. Os pesquisadores também buscam descobrir se esse mecanismo de aumento do apetite induzido pelo frio faz parte de um mecanismo mais amplo que o corpo usa para compensar o gasto extra de energia, por exemplo, após o exercício. Com isso, há a possibilidade de criação de medicamentos ou terapias para modular o apetite extra nesses casos”, diz a médica endocrinologista Dra. Deborah Beranger.

 

Fonte: https://sportlife.com.br/e-comum-sentir-mais-fome-no-frio-a-ciencia-explica/ - By Guilherme Faber – Shutterstock

 

Acumular bens materiais não é suficiente para viver bem, porque a vida não depende do que se possui (Lucas 12:15)