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terça-feira, 9 de junho de 2026

Infarto envolve mais órgãos do que o coração


Quando se fala em infarto, pensa-se logo no coração. Contudo, estudo realizado na Universidade da Califórnia de San Diego, nos Estados Unidos, mostrou que o infarto do miocárdio é um processo sistêmico que envolve o sistema cardiovascular, o cérebro e o sistema imunológico.

 

Segundo os autores, o dano cardíaco é amplificado por uma resposta nervosa que faz com que as defesas do organismo atuem de forma desordenada e leva a uma resposta imune autodestrutiva.

 

Como no caso do infarto não existem patógenos ou bactérias a serem destruídas, as células de defesa liberadas acabam atacando o próprio tecido cardíaco, agravando a lesão original.

 

Em testes os pesquisadores conseguiram minimizar os danos do infarto bloqueando os sinais sensoriais e imunológicos que viajam entre o cérebro e o coração, reduzindo os danos após o infarto. Segundo os autores, esses resultados abrem caminho para que novas terapias mais abrangentes e menos invasivas possam ser desenvolvidas.

 

Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/22370/infarto-envolve-mais-orgaos-do-que-o-coracao.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral – imagem da internet

domingo, 31 de maio de 2026

Seu coração pode estar dando sinais: 7 sintomas que muita gente ignora


Alerta para problemas cardíacos silenciosos: reconheça cansaço, falta de ar, dor no peito e inchaço nas pernas e proteja seu coração

 

Problemas no coração nem sempre aparecem de forma brusca. Em muitos casos, os primeiros sinais são discretos e facilmente atribuídos ao cansaço da rotina, ao estresse ou à idade. Por isso, entender os principais sinais de alerta de problemas cardíacos ajuda a reconhecer quando algo pode não estar bem e precisa de atenção profissional.

 

Doenças cardiovasculares podem se desenvolver ao longo de anos, sem provocar sintomas intensos. Pequenas mudanças no corpo, que parecem comuns no dia a dia, às vezes indicam que o coração está trabalhando além do limite ou recebendo menos sangue e oxigênio do que deveria. Observar esses sinais e buscar avaliação médica quando eles são persistentes ou incomuns é uma forma importante de cuidado com a saúde.

 

Quais são os sinais de alerta de problemas cardíacos mais comuns?

Entre os sinais que podem sugerir alterações no coração estão: cansaço excessivo, falta de ar, dor ou pressão no peito, palpitações, tonturas e inchaço nas pernas. Isolados, eles podem ter inúmeras causas, como anemia, problemas respiratórios, ansiedade ou efeitos de medicamentos. Porém, quando surgem sem explicação clara, aparecem em situações leves de esforço ou se tornam frequentes, passam a ser um alerta para possível doença cardíaca.

 

De forma geral, esses sintomas surgem porque o coração tem dificuldade para bombear o sangue, porque as artérias que o alimentam estão estreitadas ou porque o ritmo cardíaco está desorganizado. Em cada pessoa, a combinação de sinais pode variar, e é por isso que o acompanhamento médico, com exames, é essencial para confirmar a causa real.

 

Sintomas discretos: cansaço, falta de ar e desconforto no peito

O cansaço excessivo é um dos sinais de alerta de problemas cardíacos que mais passam despercebidos. Quando tarefas simples, como caminhar poucos quarteirões, subir poucos degraus ou realizar atividades domésticas comuns, passam a exigir pausas frequentes, pode haver dificuldade do coração em enviar sangue suficiente para músculos e órgãos. Em alguns casos, o cansaço aparece mesmo em repouso ou logo ao acordar, sem relação direta com noites mal dormidas ou esforço intenso.

 

A falta de ar também merece atenção, principalmente quando surge em atividades leves ou quando a pessoa precisa dormir com mais travesseiros para respirar melhor. Esse sintoma pode estar ligado ao acúmulo de líquido nos pulmões, situação que ocorre quando o coração não consegue bombear o sangue de forma eficiente. A sensação pode ser descrita como "aperto no peito" ao respirar fundo, respiração curta ou dificuldade para completar frases sem parar para puxar ar.

 

A dor ou pressão no peito é outro sinal clássico. Nem sempre aparece como dor intensa; muitas vezes é um peso, queimação, aperto ou desconforto no centro ou lado esquerdo do tórax. Em alguns casos, esse incômodo se espalha para o braço, costas, mandíbula ou pescoço. Quando surge durante esforço, estresse ou emoção forte e melhora ao descansar, pode indicar que o coração não está recebendo oxigênio suficiente, situação comum em quadros de angina e infarto.

 

Palpitações, tonturas e inchaço nas pernas: quando relacionar ao coração?

 

Palpitações são sensações de batimentos acelerados, "pulos" no peito ou coração batendo muito forte, mesmo em repouso. Em boa parte das vezes, estão ligadas a situações passageiras, como consumo excessivo de café, sono irregular ou ansiedade. No entanto, quando são frequentes, acompanhadas de mal-estar, fraqueza ou desmaio, podem indicar arritmias cardíacas, em que o ritmo do coração fica descompassado, rápido demais ou lento demais.

 

Tonturas e sensação de desmaio iminente também podem se relacionar ao funcionamento do coração. Quando o órgão não consegue manter um fluxo de sangue adequado para o cérebro, a pessoa pode sentir a visão escurecer, ficar com a cabeça "leve" ou perder a consciência por alguns segundos. Esse tipo de sintoma costuma ser mais preocupante quando aparece de forma súbita, sem mudança brusca de posição ou sem outra explicação evidente.

 

O inchaço nas pernas, principalmente nos tornozelos e pés, é outro sinal que muitas vezes é atribuído apenas ao calor, ficar muito tempo em pé ou sentado. Porém, quando o edema é diário, deixa marcas profundas ao pressionar a pele ou vem acompanhado de cansaço e falta de ar, pode indicar insuficiência cardíaca. Nessa condição, o coração perde parte da força para bombear, facilitando o acúmulo de líquido nas partes mais baixas do corpo.

 

Por que as doenças cardíacas evoluem de forma silenciosa?

Muitos problemas cardiovasculares se desenvolvem lentamente, ao longo de anos, sem dor intensa ou sintomas claros. Aumento da pressão arterial, acúmulo de placas de gordura nas artérias e alterações no músculo cardíaco podem progredir sem chamar atenção até atingirem um grau em que o organismo já se adaptou à nova condição. Por isso, o corpo vai enviando sinais discretos, como os descritos, que às vezes são confundidos com o processo natural de envelhecimento ou com cansaço temporário.

 

Fatores como sedentarismo, alimentação rica em sal e gordura, tabagismo, consumo excessivo de álcool, colesterol elevado, diabetes e histórico familiar aumentam o risco de doenças do coração. Em pessoas com esses fatores, os sinais de alerta de problemas cardíacos precisam ser observados com ainda mais cuidado, mesmo quando parecem leves.

 

Quando buscar avaliação médica diante de sinais de alerta?

A presença de um único sintoma não significa, por si só, que exista um problema grave. Ainda assim, a persistência, a intensidade e o momento em que surgem são pontos-chave para decidir quando procurar ajuda profissional.

 

Sintomas que aparecem repetidamente em pequenas atividades.

Desconforto no peito, falta de ar ou palpitações que surgem em repouso.

Tonturas, desmaios ou quase desmaios sem causa aparente.

Inchaço diário e progressivo nas pernas, associado a cansaço.

 

Nessas situações, a avaliação médica permite investigar se há relação com o coração por meio de exames como eletrocardiograma, teste ergométrico, ecocardiograma e exames de sangue. A identificação precoce de alterações possibilita ajustar hábitos de vida, iniciar tratamento quando necessário e reduzir o risco de complicações futuras, como infarto, AVC ou insuficiência cardíaca avançada.

 

Reconhecer os sinais de alerta de problemas cardíacos não significa viver em constante preocupação, mas entender melhor o próprio corpo. Ao notar sintomas persistentes ou diferentes do habitual, a busca por orientação profissional contribui para um cuidado mais seguro e informado com a saúde do coração.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/seu-coracao-pode-estar-dando-sinais-7-sintomas-que-muita-gente-ignora,21869d8a5e6de8c66704b7ea604c68c03drdhwav.html?utm_source=clipboard - Por: Carlos Vieira* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - Foto: Giro 10

domingo, 17 de maio de 2026

Do nada? Estudo revela 4 fatores por trás dos casos de infarto


Pesquisa com cerca de 10 milhões de pessoas mostra os pontos em comum entre infartados

 

Embora percebido como um evento repentino, o infarto costuma ser o desfecho de um processo silencioso, que se desenvolve ao longo de anos. É o que indica um estudo internacional publicado no Journal of the American College of Cardiology, com dados de mais de 9,3 milhões de pessoas na Coreia do Sul e de 6.803 indivíduos nos Estados Unidos.

 

A pesquisa investigou quais condições estavam presentes antes do primeiro evento cardiovascular — como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), doença arterial coronariana ou insuficiência cardíaca — e encontrou um padrão consistente: em mais de 99% dos casos, havia ao menos um fator de risco prévio, e entre 93% e 97% dos pacientes apresentavam dois ou mais fatores combinados.

 

Os pesquisadores avaliaram quatro vilões clássicos: pressão arterial acima do ideal, colesterol elevado, glicemia alterada e histórico de tabagismo. E foram além dos diagnósticos formais: mesmo níveis considerados limítrofes, como pressão “normal-alta” ou pré-diabetes, entraram na conta, porque também aumentam o risco ao longo do tempo. Na prática, o estudo desmonta a ideia popular do “infarto do nada.”

 

Também chama atenção para um ponto crítico: o problema, muitas vezes, está no risco não identificado ou não tratado, mesmo quando as alterações parecem discretas. Pressão “normal-alta” (aquela que marca 120x80 mmHg, ou 12x8), glicemia em estágio de pré-diabetes e colesterol moderadamente elevado já demandam acompanhamento e, em muitos casos, intervenção. “O infarto deixa de ser visto como um evento súbito e imprevisível e passa a ser entendido como o desfecho de um processo crônico, progressivo, que evolui ao longo dos anos e, na maioria das vezes, pode ser prevenível”, avalia a cardiologista Juliana Tranjan, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

 

Ataque silencioso às artérias

 

Por trás dessa progressão está a aterosclerose, o acúmulo gradual de gordura e inflamação na parede das artérias, levando à formação de placas. Se uma delas rompe, o organismo pode formar um coágulo no local, bloqueando a circulação. Quando isso acontece nas coronárias, surge o infarto. “Diabetes, obesidade e outros distúrbios metabólicos atrapalham a parede do vaso e facilitam o acúmulo de gordura, levando ao entupimento”, detalha o endocrinologista Márcio Weissheimer Lauria, coordenador do departamento de Dislipidemia e Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e professor de Endocrinologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

A pressão alta lesa o endotélio, camada interna dos vasos. O colesterol LDL elevado favorece o depósito de gordura nas artérias. Por sua vez, a glicose em excesso aumenta a inflamação vascular. Já o cigarro, além de inflamação, causa estresse oxidativo e pode levar à instabilidade da placa ateromatosa. “Esses fatores associados levam a um maior risco de ruptura e trombose de placa aterosclerose, ocasionando o infarto agudo do miocárdio”, pontua Tranjan.

 

Esse processo é lento e gera adaptações no organismo ao longo dos anos. Por isso, em alguns casos, é assintomático. Quando aparecem sintomas, os alertas podem ser discretos demais para chamar atenção: cansaço fora do habitual, queda no desempenho físico, falta de ar ao fazer esforço e desconforto torácico. Sinais facilmente atribuídos também ao estresse, à idade ou ao sedentarismo.

 

A boa notícia é que esses fatores são, em grande parte, modificáveis. Mudanças no estilo de vida conseguem reduzir risco, desacelerar a progressão da doença aterosclerótica e até promover remissão de alterações metabólicas. Perda de peso, alimentação equilibrada, atividade física regular, abandono do cigarro, sono adequado e controle medicamentoso, quando necessário, fazem diferença.

 

“Poucos meses de intervenção com perda de peso e exercício físico consistentes já têm repercussão positiva e você consegue ver resultados em novos exames”, ressalta Lauria. Quanto antes essa intervenção começar, maior a chance de reversão. Em fases mais avançadas, o foco passa a ser estabilizar o problema e evitar a progressão.

 

Exames simples ainda são poderosos

 

Apesar do interesse crescente por marcadores sofisticados, boa parte do rastreamento cardiovascular continua dependendo de ferramentas bastante acessíveis, como medição da pressão arterial, da glicemia, do colesterol e dos triglicérides, além do monitoramento de peso e circunferência abdominal. “Os exames de rotina devem ser individualizados de acordo com história clínica, comorbidades e história familiar de cada paciente. Dessa forma, conseguimos fazer um rastreio mais refinado e prevenção da doença cardiovascular”, reforça a cardiologista do Einstein em Goiânia.

 

Marcadores adicionais, como apolipoproteína B e lipoproteína(a), podem ajudar em casos específicos, especialmente em pessoas com histórico familiar forte ou eventos cardiovasculares sem explicação clara. A lipoproteína(a), por exemplo, é um fator genético e sua dosagem é recomendada ao menos uma vez na vida por algumas diretrizes internacionais. Outro exame relevante para medir o risco cardiovascular é o escore de cálcio coronariano, exame de tomografia para quantificar placas de gordura calcificadas nas artérias do coração.

 

A prevenção cardiovascular não começa quando surge dor no peito, mas sim muito antes, no acompanhamento médico regular, nos exames de rotina e no controle de alterações aparentemente pequenas. “A doença aterosclerótica se desenvolve ao longo de décadas. O evento agudo é a manifestação tardia de algo que já estava acontecendo silenciosamente, por isso é tão importante a prevenção”, conclui Juliana Tranjan.

 

Fonte: https://www.correio24horas.com.br/saude/do-nada-estudo-revela-4-fatores-por-tras-dos-casos-de-infarto-0526 - Foto do(a) author(a) Agência Einstein - (Imagem: mentalmind | Shutterstock) por Imagem: mentalmind | Shutterstock

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Esse hábito silencioso do dia a dia pode aumentar risco de hipertensão


Passar muitas horas sentado pode elevar o risco cardiovascular e prejudicar a saúde do coração ao longo do tempo

 

Ficar sentado por muito tempo parece algo inofensivo na rotina. Porém, o sedentarismo prolongado tem chamado cada vez mais a atenção por seus impactos na saúde cardiovascular, principalmente no aumento do risco de hipertensão.

 

A pressão alta afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo. E um dos fatores que mais contribuem para o problema é justamente o excesso de tempo em comportamento sedentário, como passar horas sentado trabalhando, estudando ou usando telas.

 

Sedentarismo aumenta os riscos para o coração

Manter o corpo parado por períodos longos reduz a circulação sanguínea, prejudica o metabolismo e aumenta a sobrecarga do sistema cardiovascular.

 

Estudos recentes mostram que cada hora passada sentado ou deitado ao longo do dia pode elevar o risco cardiovascular em cerca de 5%, especialmente quando não há compensação com atividade física regular.

 

Além disso, a falta de movimento favorece outros fatores ligados à hipertensão, como:

 

Ganho de peso.

Aumento do colesterol.

Resistência à insulina.

Má circulação.

Inflamações no organismo.

 

Hipertensão muitas vezes não apresenta sintomas

A hipertensão arterial é conhecida como uma doença silenciosa porque pode evoluir sem sinais claros durante anos.

 

Quando não controlada, ela aumenta o risco de:

 

Infarto.

AVC.

Insuficiência cardíaca.

Problemas renais.

Complicações na circulação.

Por isso, hábitos simples do dia a dia fazem diferença importante na prevenção.

 

Pequenas pausas já ajudam o organismo

Uma das estratégias mais recomendadas para reduzir os impactos do sedentarismo é interromper longos períodos sentado com pequenas movimentações ao longo do dia.

 

Levantar, caminhar alguns minutos pela casa ou escritório e alongar o corpo já ajudam a estimular a circulação e reduzir a sobrecarga cardiovascular.

 

Em muitos casos, pausas de cinco minutos a cada meia hora já trazem benefícios para o organismo.

 

Exercícios aeróbicos ajudam a controlar a pressão

Além de reduzir o tempo sentado, manter uma rotina de exercícios físicos é fundamental para a saúde do coração.

 

Atividades aeróbicas costumam ser as mais indicadas para auxiliar no controle da pressão arterial, como:

 

Caminhada.

Corrida leve.

Bicicleta.

Dança.

Natação.

A recomendação geral é acumular pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada.

 

Musculação também pode ser aliada

Os exercícios de força também ajudam na saúde cardiovascular quando praticados de forma equilibrada.

 

Além de fortalecer a musculatura, a musculação auxilia no controle metabólico, melhora a circulação e contribui para o equilíbrio da pressão arterial.

 

Mudanças simples fazem diferença

Nem sempre é necessário transformar completamente a rotina para cuidar do coração. Algumas atitudes já ajudam bastante:

 

Levantar mais vezes ao longo do dia.

Evitar longos períodos sentado.

Fazer pequenas caminhadas.

Praticar exercícios regularmente.

Controlar o estresse.

Dormir bem.

Reduzir excesso de sal e ultraprocessados.

 

Quando procurar avaliação médica

Pessoas com pressão alta, histórico familiar de doenças cardiovasculares, dores no peito, falta de ar ou episódios frequentes de tontura devem procurar acompanhamento médico antes de iniciar atividades físicas intensas.

 

Monitorar a pressão regularmente também é importante, principalmente após os 40 anos ou em casos de sedentarismo prolongado.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/esse-habito-silencioso-do-dia-a-dia-pode-aumentar-risco-de-hipertensao,346a22727bdf0592b438a237d3694d40khzpnprm.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

domingo, 26 de abril de 2026

Exercício físico: saiba reconhecer os sinais de infarto durante o treino


Praticar exercícios é vital, mas o corpo dá sinais quando algo vai mal. Aprenda a identificar sintomas de infarto durante o treino e saiba quando buscar ajuda.

 

A prática regular de atividades físicas é um dos pilares para uma vida longa e saudável. No entanto, é fundamental entender que o esforço intenso exige uma atenção redobrada com o coração.

 

Sentir um desconforto muscular após o treino é algo comum e esperado por quem se exercita. Mas, em alguns casos, o corpo emite alertas que podem indicar um princípio de infarto iminente.

 

Vamos detalhar como diferenciar o cansaço normal de um problema cardíaco grave e urgente. Aprenda a ouvir os sinais do seu organismo e saiba exatamente como agir em emergências.

 

Como diferenciar a dor muscular do risco cardíaco

A dor muscular costuma ser localizada e aparece especificamente durante o movimento ou após a sobrecarga. Geralmente, esse incômodo tende a diminuir de forma rápida assim que você interrompe a atividade física.

 

Já o sinal de alerta para o coração envolve sensações de pressão, aperto, queimação ou peso. Esses sintomas costumam se concentrar no centro do peito e podem ser acompanhados de outros sinais.

 

De acordo com o Dr. Daniel Petlik, cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, a atenção deve ser total. O médico afirma que a dor merece avaliação imediata quando apresenta um padrão novo ou persistente.

 

Sintomas de infarto que exigem atenção imediata

Muitas vezes, o problema não se manifesta apenas como uma dor aguda e insuportável no peito. O corpo pode dar sinais mais sutis, mas que são igualmente perigosos durante o esforço físico.

 

A falta de ar torna-se preocupante quando é desproporcional à intensidade do exercício que você realiza. Se ela surge de forma súbita ou impede a fala, o risco de infarto aumenta consideravelmente.

 

"Não é a 'respiração ofegante normal' do exercício, mas uma dispneia fora do padrão", explica o Dr. Daniel Petlik em entrevista ao portal Drauzio Varella.

 

Fique atenta aos sinais de alerta do seu corpo

 

Sensação de peso ou queimação constante que irradia para os braços, mandíbula ou costas.

Suor frio excessivo que aparece de repente, mesmo que o treino não esteja tão intenso.

Náuseas, tonturas ou uma sensação súbita de desmaio durante ou logo após o esforço.

Falta de ar progressiva que não melhora mesmo após alguns minutos de repouso total.

 

O que fazer ao sentir desconforto durante o treino

Ao notar qualquer um dos sintomas mencionados, a primeira atitude deve ser interromper o exercício imediatamente. Não é recomendável "insistir para ver se melhora" ou tentar finalizar a série de movimentos.

 

Se o desconforto persistir por mais de alguns minutos, a situação exige o acionamento do socorro médico. O serviço de emergência deve ser chamado pelo número 192 para um atendimento profissional e rápido.

 

Segundo o cardiologista Daniel Petlik, a avaliação precoce é determinante para reduzir danos permanentes ao músculo cardíaco. Quanto mais rápido o atendimento, maior a chance de evitar complicações graves e salvar a vida.

 

Guia de ação rápida em caso de suspeita

 

Pare o que está fazendo na mesma hora e procure um lugar ventilado para sentar.

Afrouxe as roupas para facilitar a respiração e tente manter a calma enquanto observa os sintomas.

Peça ajuda para alguém que esteja por perto, informando exatamente o que está sentindo no momento.

Se os sintomas incluírem náusea e suor frio, ligue para a emergência sem qualquer hesitação.

Evite dirigir o próprio carro até o hospital; aguarde a ambulância ou peça um transporte.

 

Quem faz parte do grupo com risco aumentado?

Embora o infarto possa ocorrer com qualquer pessoa, alguns fatores aumentam as chances de eventos cardíacos. O histórico familiar e o estilo de vida atual são pontos determinantes para a saúde do coração.

 

Pessoas com pressão alta, colesterol elevado, diabetes ou obesidade devem ter um acompanhamento médico mais rigoroso. O tabagismo e o sedentarismo prolongado também colocam o sistema cardiovascular em uma posição de vulnerabilidade.

 

O problema costuma aparecer no exercício intenso e abrupto praticado por quem não possui preparo físico prévio. A atividade física bem orientada reduz o risco a longo prazo, mas exige cautela no início.

 

Dicas para um treino seguro e saudável

Antes de iniciar qualquer modalidade esportiva, realize uma avaliação médica completa para checar sua saúde cardíaca. Exames de rotina ajudam a identificar problemas silenciosos que poderiam causar um infarto durante o esforço.

 

Respeite sempre o seu ritmo e evite comparar o seu desempenho com o de outras pessoas. A progressão da carga e da intensidade deve ser gradual e, preferencialmente, acompanhada por um profissional especializado.

 

Mantenha-se bem hidratada e evite treinar em ambientes com temperaturas muito extremas, como calor ou frio excessivos. O descanso adequado entre as sessões de treino também é vital para a recuperação do seu coração.

 

A importância da prevenção e do check-up regular

Muitas doenças do coração não apresentam sintomas claros até que o esforço físico atinja um nível crítico. Por isso, as consultas regulares com um cardiologista são a melhor forma de prevenir sustos graves.

 

Mulheres que já tiveram histórico de arritmias ou insuficiência cardíaca precisam de protocolos de treino personalizados e seguros. A saúde é um equilíbrio entre movimento consciente e monitoramento constante dos sinais vitais básicos.

 

Como reforça a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o exercício é um aliado, desde que praticado com responsabilidade. Ouça o seu coração, respeite seus limites e garanta uma vida ativa livre de riscos desnecessários.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/exercicio-fisico-saiba-reconhecer-os-sinais-de-infarto-durante-o-treino,e089fe64d69318f99c9df758250ece29i0hnn98u.html?utm_source=clipboard - Foto: Reprodução/Shutterstock

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Cardiologista aponta riscos silenciosos ao coração


Doenças cardiovasculares seguem liderando mortes no mundo e reforçam a importância do check-up cardiológico


O início de um novo ano costuma vir acompanhado de metas de bem-estar, com muitas promessas de vida saudável e busca por atividades físicas. Mas, sem nenhum tipo de cuidados pré exercícios, podemos estar expostos a riscos que atingem a saúde e podem causar complicações graves.

 

Especialistas alertam que a prevenção e o diagnóstico precoce de problemas cardíacos merecem lugar permanente na agenda de saúde, garantindo que tudo seja feito de forma organizada e segura.

 

As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no mundo. Cerca de 19,8 milhões de pessoas morrem todos os anos por problemas do coração, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

No Brasil, as doenças do coração também figuram entre as principais causas de óbito, representando cerca de 30% das mortes registradas no país anualmente, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

 

Para o cardiologista Tayene Quintella, referência em arritmias e com atuação em hospitais de ponta no estado do Rio de Janeiro, o começo do ano representa não apenas um momento simbólico, mas uma janela de oportunidade para reforçar a importância do acompanhamento cardiológico regular.

 

“O coração é um órgão resiliente, mas muitas alterações, como hipertensão não controlada, fibrilação atrial ou outras arritmias, podem decorrer lentamente e sem sintomas claros até que resultem em eventos graves, como infarto ou AVC. Por isso, consultas e exames periódicos não são luxo: são medidas de prevenção que salvam vidas”, afirma.

 

A hipertensão arterial, um dos principais fatores de risco cardiovascular, acomete grande parte da população adulta e pode passar despercebida sem aferições regulares de pressão. Além disso, o uso de exames complementares como eletrocardiograma, ecocardiograma e monitoramento de ritmo cardíaco, especialmente em pacientes com histórico familiar de doenças cardíacas ou com múltiplos fatores de risco, é fundamental para detecção precoce de alterações.

 

“Pacientes com histórico familiar de doenças do coração, diabetes, hipertensão, obesidade e tabagismo devem buscar avaliação médica com mais frequência. O check-up cardiológico permite identificar e tratar problemas antes que se tornem emergências”, destaca Quintella.

 

Especialistas também reforçam que fatores de risco comportamentais, como sedentarismo, alimentação inadequada, consumo excessivo de álcool e estresse crônico, contribuem significativamente para o desenvolvimento de patologias relacionadas à saúde do coração. Grande parte dessas doenças pode ser prevenida por meio de mudanças no estilo de vida e de um rastreamento contínuo dos principais indicadores de saúde cardiovascular.

 

“Os exames preventivos e o acompanhamento médico não apenas ajudam a reduzir o risco de complicações graves, como também permitem ajustar tratamentos ao longo do tempo, garantindo mais qualidade de vida ao paciente”, conclui o cardiologista.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-01-14/cardiologista-aponta-riscos-silenciosos-ao-coracao.html - Por Roberta Nuñez

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Sinais de alerta: conheça sintomas que podem indicar um infarto


Sintomas menos conhecidos exigem atenção imediata

 

O infarto agudo do miocárdio, conhecido popularmente como ataque cardíaco, segue entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo. O que muita gente ainda não sabe é que o corpo costuma emitir sinais claros logo no início do infarto — e reconhecer esses sintomas rapidamente pode salvar vidas.

 

Segundo o médico cardiologista e pesquisador Rafael Marchetti, ignorar ou minimizar esses alertas é um dos maiores riscos.

 

"A maioria dos pacientes apresenta sintomas de infarto, mas muitas vezes eles são subestimados, atribuídos ao estresse ou a problemas digestivos. Essa interpretação equivocada é extremamente perigosa", alerta o especialista.

 

O corpo dá sinais — e nem sempre são óbvios

Quando se fala em infarto, a imagem mais comum é a dor forte no peito. De fato, esse é um sintoma clássico, mas não é o único — e, em alguns casos, nem o primeiro a aparecer.

 

A dor ou pressão no peito pode:

Ter sensação de aperto ou peso

Irradiar para o braço esquerdo

Alcançar costas, pescoço, mandíbula ou estômago

No entanto, há sinais menos conhecidos que também exigem atenção imediata.

 

Sintomas de infarto que muita gente ignora

De acordo com o Dr. Rafael Marchetti, alguns sintomas podem surgir de forma isolada ou combinada e ainda assim indicar um problema cardíaco grave:

 

Sudorese fria (suor intenso e gelado, mesmo sem esforço)

Falta de ar repentina, mesmo em repouso

Tontura ou sensação de desmaio

Náuseas ou vômitos

Ansiedade intensa e súbita, sem motivo aparente

Mal-estar geral, com sensação de algo "muito errado"

"Sudorese fria, falta de ar, tontura, náuseas e uma sensação repentina de ansiedade intensa são sinais que, juntos ou isoladamente, podem indicar que algo está errado com o coração", explica o cardiologista.

Esses sintomas são ainda mais perigosos porque podem ser confundidos com crises de ansiedade, problemas gastrointestinais ou queda de pressão.

 

Infarto nem sempre dói do mesmo jeito

Nem todo infarto provoca dor intensa no peito. Em mulheres, idosos e pessoas com diabetes, os sintomas podem ser mais silenciosos, manifestando-se como cansaço extremo, enjoo, desconforto abdominal ou falta de ar.

Por isso, qualquer sinal fora do padrão habitual do corpo deve ser levado a sério.

 

Tempo é decisivo em caso de infarto

Quando há suspeita de infarto, cada minuto conta. Quanto mais rápido o atendimento médico, maiores são as chances de reduzir os danos ao músculo cardíaco e evitar complicações graves.

"Quanto mais rápido o socorro, melhor o prognóstico. Por isso, qualquer sintoma suspeito deve ser levado a sério e atendido com urgência", reforça o Dr. Rafael Marchetti.

A orientação é clara: não esperar a dor passar, não se automedicar e não tentar "aguentar".

 

O que fazer diante de sinais de infarto?

Procure atendimento médico imediatamente

Acione o serviço de emergência

Evite dirigir sozinho até o hospital

Informe todos os sintomas, mesmo os que parecem leves

 

Reconhecer os sinais de alerta pode fazer toda a diferença entre uma recuperação com menos sequelas — ou consequências irreversíveis.

 

Informação também salva vidas

Falar sobre os sintomas de infarto é uma forma de prevenção. Quanto mais pessoas souberem identificar os sinais, maiores são as chances de agir a tempo.

 

O coração avisa. Ouvir e agir rápido pode salvar uma vida — inclusive a sua.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sinais-de-alerta-conheca-sintomas-que-podem-indicar-um-infarto,780d6667c0462eaf409e320fcdb51cba9g9sq26j.html?utm_source=clipboard - Foto: Divulgação / Saúde em Dia

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Coração sob alerta: os fatores que antecedem quase todos os infartos


Mais de 99% dos infartos têm fator de risco controlável, revela estudo; descubra como prevenir doenças cardíacas

 

Dados publicados em 2025 pelo Journal of the American College of Cardiology trazem informações relevantes sobre as doenças cardíacas. Pesquisadores revelaram que mais de 99% dos eventos cardíacos graves apresentam pelo menos um fator de risco modificável. Esse dado impactante reforça a necessidade de compreender e abordar as causas que permanecem associadas aos infartos e doença cardíaca, responsáveis por índices elevados de mortalidade no Brasil e no mundo.

 

Os fatores de risco são conhecidos há décadas, porém a pesquisa recente oferece um olhar atualizado em relação ao controle dessas condições. De acordo com o estudo, tratar adequadamente hipertensão, tabagismo, colesterol elevado, diabetes, obesidade e sedentarismo pode evitar a maioria absoluta dos casos. A evidência científica sugere que intervenções direcionadas nesses pontos podem reverter o cenário preocupante das doenças cardíacas.

 

Quais fatores de risco podem ser controlados?

O levantamento destacou elementos que se sobressaem por sua influência direta no desenvolvimento de infartos. Entre eles, hipertensão arterial permanece como principal vilão. A pressão elevada danifica os vasos sanguíneos, criando condições propícias para entupimentos. O cigarro segue na lista, já que o tabagismo acelera processos inflamatórios e aumenta o risco de formação de placas nas artérias.

 

Outro fator importante é o controle glicêmico. O diabetes mal manejado acelera a aterosclerose, comprometendo a circulação. Sobrepeso e obesidade, principalmente quando associados a baixos níveis de atividade física, também elevam significativamente as chances de eventos cardíacos. O relatório ressalta ainda a importância do combate ao colesterol alto, pois o acúmulo de gorduras prejudica a saúde arterial.

 

Como reduzir os riscos de infarto com pequenas mudanças?

Pequenas atitudes diárias podem contribuir para um coração mais saudável. Quando falam em prevenção, especialistas sugerem uma abordagem multiprofissional. Adotar uma dieta rica em fibras, vegetais, carnes magras e reduzir o consumo de sal e alimentos ultraprocessados aparece entre as principais recomendações. Além disso, praticar atividade física regularmente contribui para o controle do peso e regula a pressão arterial.

 

Parar de fumar: O abandono do cigarro traz benefícios quase imediatos para o sistema cardiovascular.

Fazer check-ups: Monitorar pressão, glicose e colesterol permite identificar anomalias precocemente.

Reduzir o estresse: Técnicas de relaxamento, como meditação, favorecem o equilíbrio emocional e a saúde do coração.

Manter-se ativo: Caminhadas diárias e exercícios leves ajudam a prevenir complicações.

 

A informação é peça essencial para a prevenção. As evidências reforçam que ações simples feitas de forma contínua têm potencial para transformar estatísticas. A adesão a hábitos saudáveis gera não só uma melhora individual, mas também um impacto coletivo na saúde pública.

 

O que o estudo do Journal of the American College of Cardiology revela sobre a prevenção de infartos?

Os resultados apontam que a atuação direta nos fatores modificáveis pode mudar o curso da doença no mundo todo. O artigo destaca que a maioria dos infartos ocorre em pessoas que acumulam dois ou mais dos elementos citados. Nesse cenário, monitorar e tratar os riscos conhecidos é uma estratégia eficiente e comprovada.

 

Identificar fatores de risco presentes na rotina;

Acompanhar periodicamente os indicadores de saúde cardiovascular;

Buscar orientação de profissionais qualificados;

Implementar mudanças progressivas no cotidiano.

 

O artigo científico enfatiza o papel central de intervenções que buscam não apenas tratar, mas principalmente prevenir complicações cardíacas. Ao valorizar ajustes no estilo de vida, a tendência é observar redução nos índices de infarto. Essa abordagem fortalece o compromisso com um futuro mais saudável para pessoas de todas as idades.

 

Em 2025, o conhecimento a respeito dos fatores que antecedem os infartos está mais acessível e detalhado do que nunca. Assim, o engajamento coletivo e individual se mostra indispensável para garantir maior qualidade de vida e diminuir a incidência de doenças do coração.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/coracao-sob-alerta-os-fatores-que-antecedem-quase-todos-os-infartos,ffdbe36af1c3325d96b778fc85fd3407d5bqtu0k.html?utm_source=clipboard - Por: Jonasmoura - com uso de inteligência artificial / Giro 10 - depositphotos.com / VitalikRadko

sábado, 1 de novembro de 2025

Sinais de alerta: Conheça os sintomas que você nem imagina que indicam um infarto


O infarto agudo do miocárdio, popularmente conhecido como ataque cardíaco, continua sendo uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo.


Mas o que muitos ainda não sabem é que o corpo emite sinais claros logo no início do infarto e reconhecer esses sintomas pode ser a diferença entre a vida e a morte.

 

Segundo o médico cardiologista e pesquisador Dr. Rafael Marchetti, os minutos iniciais de um infarto costumam apresentar manifestações específicas e é fundamental não ignorá-las.

 

"A maioria dos pacientes apresenta sintomas de infarto, mas muitas vezes eles são subestimados, atribuídos ao estresse ou a problemas digestivos e essa interpretação equivocada é extremamente perigosa", alerta o cardiologista.

 

O corpo dá sinais

Os sintomas clássicos são mais conhecidos, dor ou pressão intensa no peito, que pode irradiar para o braço esquerdo, costas, pescoço ou mandíbula, mas há outras manifestações menos óbvias que também exigem atenção.

 

"Sudorese fria, falta de ar, tontura, náuseas e uma sensação repentina de ansiedade intensa são sinais que, juntos ou isoladamente, podem indicar que algo está errado com o coração", explica o Dr. Rafael Marchetti.

 

Sinais de alerta? O tempo é decisivo

Em casos de suspeita de infarto, a rapidez no atendimento é fundamental, pois quanto antes o paciente chegar ao hospital, maiores são as chances de minimizar danos ao músculo cardíaco e evitar complicações graves ou fatais.

 

"Quanto mais rápido o socorro, melhor o prognóstico, por isso, qualquer sintoma suspeito deve ser levado a sério e atendido com urgência", reforça o Dr.Rafael Marchetti.

 

Pesquisa e prevenção caminham juntas

Como coordenador de pesquisa clínica do CPAH - Centro de Pesquisa e Análises Heráclito, o Dr. Rafael Marchetti destaca que os avanços na detecção precoce e no acompanhamento de risco cardiovascular são parte fundamental da medicina moderna.

 

Por meio de estudos clínicos, é possível desenvolver estratégias mais eficazes para prevenção, diagnóstico e tratamento.

 

"A ciência nos permite entender melhor os padrões que antecedem o infarto e como intervir antes que ele ocorra. Investir em pesquisa é investir em vidas", completa o especialista.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sinais-de-alerta-conheca-os-sintomas-que-voce-nem-imagina-que-indicam-um-infarto,83229f4f9263f94cb0e57ace152dc62bxck9ab2m.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Estresse e má alimentação: entenda os riscos para o coração


Setembro é marcado pelo Setembro Amarelo, campanha nacional de prevenção ao suicídio e de conscientização sobre saúde mental. E a relação entre equilíbrio emocional, qualidade da alimentação e bem-estar do coração é cada vez mais evidente. Segundo especialistas, o estresse constante e hábitos alimentares inadequados podem aumentar significativamente o risco de doenças cardiovasculares.

 

A cardiologista, com especialização em nutrologia, Dra. Lívia Sant'Ana alerta que cuidar da mente e da nutrição é fundamental para proteger o coração. "O estresse prolongado gera aumento de hormônios como o cortisol e a adrenalina, que elevam a pressão arterial, favorecem inflamações e sobrecarregam o sistema cardiovascular. Quando isso se soma a uma alimentação rica em ultraprocessados, açúcares e gorduras ruins, o impacto é ainda maior", explica.

 

Como a rotina potencializa o estresse

A rotina acelerada, preocupações financeiras e pressões sociais têm feito crescer os índices de ansiedade e depressão no Brasil. Para a médica, essas condições não devem ser vistas apenas como problemas emocionais, mas também como fatores de risco para doenças cardíacas.

 

"O coração sente os reflexos da mente. Pessoas ansiosas ou em sofrimento psíquico tendem a ter alterações de sono, comer de forma compulsiva, abusar de cafeína ou álcool, e tudo isso contribui para picos de hipertensão, aumento de colesterol e arritmias", afirma Dra. Lívia.

 

Uma das estratégias apontadas pela especialista é usar a alimentação como ferramenta de prevenção. "Alimentos ricos em triptofano, como banana, aveia, nozes e sementes, ajudam na produção de serotonina, que melhora o humor e reduz a ansiedade. Da mesma forma, peixes ricos em ômega-3, vegetais verde-escuros e frutas cítricas contribuem para reduzir processos inflamatórios e proteger os vasos sanguíneos", explica.

 

Ela ressalta ainda a importância de evitar excessos de açúcar, frituras e comidas industrializadas. "Esses alimentos aumentam o risco de resistência à insulina, obesidade e acúmulo de gordura nas artérias, agravando os efeitos negativos do estresse no coração", acrescenta.

 

Pequenos - e importantes - passos

De acordo com a médica, pequenas mudanças de hábitos podem trazer grande impacto positivo.

 

"Práticas como meditação, exercícios físicos regulares, sono de qualidade e uma nutrição equilibrada não só controlam a ansiedade como também fortalecem a saúde cardiovascular. É um cuidado integrado: mente e corpo precisam estar em sintonia", destaca Dra. Lívia.

 

Para ela, o Setembro Amarelo é também um momento de lembrar que saúde mental e saúde física caminham juntas.

 

"Cuidar da mente é cuidar do coração. Procurar ajuda profissional diante de sinais de ansiedade intensa ou depressão é um ato de coragem e de prevenção, não apenas contra o sofrimento emocional, mas também contra doenças cardíacas que podem surgir como consequência", conclui.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/estresse-e-ma-alimentacao-entenda-os-riscos-para-o-coracao,d4c4b7b33bb819f88c33c03ba79f197fo3zfse45.html?utm_source=clipboard - Por: Sofia Tavares / Revista Malu - Foto: Revista Malu