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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Doenças cardíacas: como prevenir com hábitos saudáveis e exames regulares


Sedentarismo, alimentação desequilibrada, estresse e sono ruim estão entre os fatores que podem prejudicar a saúde cardiovascular

 

Principal causa de morte global, as doenças cardiovasculares exigem prevenção contínua. Fatores como sedentarismo, má alimentação, obesidade, tabagismo, estresse crônico e sono ruim elevam os riscos de infarto e AVC. Para proteger o coração, especialistas recomendam mudanças graduais no estilo de vida, incluindo dieta natural, 150 minutos semanais de exercícios e controle do estresse, além de acompanhamento médico e exames regulares para detectar e tratar alterações de forma precoce.

 

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, os problemas que atingem o coração também exigem atenção.

 

Segundo o Ministério da Saúde, ocorrem entre 300 mil e 400 mil infartos todos os anos no país. Além disso, o número de brasileiros com insuficiência cardíaca já ultrapassa os dois milhões.

 

O estilo de vida está entre os fatores relacionados ao risco cardiovascular. Alguns hábitos comuns podem afetar a pressão arterial, o colesterol, a glicemia e o peso.

 

Kely Cruz, médica da área de cardiologia no AmorSaúde, alerta que "vários hábitos do dia a dia podem aumentar o risco cardiovascular. Entre os principais estão o sedentarismo e a alimentação rica em sal, açúcar, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados".

 

A médica explica que pequenas mudanças na rotina podem ajudar a prevenir doenças cardiovasculares. Para isso, é importante conhecer os hábitos que prejudicam a saúde do coração.

 

Quais hábitos prejudicam o coração?

Além do sedentarismo, existem outros comportamentos que podem aumentar o risco de problemas cardiovasculares. De acordo com Kely, os principais são:

Excesso de peso: "estar acima do peso favorece a resistência à insulina, o aumento da pressão arterial e a piora do colesterol. Todos esses fatores fazem com que o coração se esforce mais para bombear o sangue e podem causar problemas ao órgão em longo prazo", resume;

 

Má alimentação: "ultraprocessados costumam ter maior quantidade de sódio, açúcares adicionados e gorduras, o que aumenta o colesterol e eleva a pressão sanguínea. Além disso, esse alimentos costumam substituir pratos ricos em fibras, vitaminas e minerais, que fazem bem para o coração", explica;

Tabagismo: "fumar é um dos principais fatores de risco cardiovascular evitáveis. O cigarro causa lesão do revestimento interno das artérias, aumenta a inflamação, favorece a formação de placas de gordura e aumenta a tendência à formação de coágulos. Com isso, cresce o risco de infarto, AVC e doença arterial periférica. Isso também se aplica aos cigarros eletrônicos, que não devem ser considerados inofensivos", detalha;

Consumo excessivo de bebidas alcoólicas: "o álcool também merece atenção. O consumo elevado pode aumentar a pressão arterial, favorecer arritmias e o ganho de peso e, em algumas situações, enfraquecer o músculo cardíaco", alerta;

Poucas horas de sono: "ter um sono de má qualidade está relacionado a maior risco de hipertensão, alterações metabólicas, ganho de peso e pior controle da glicose. Distúrbios como a apneia obstrutiva do sono também podem aumentar a liberação de cortisol e a inflamação, contribuindo para a elevação da pressão arterial", sintetiza;

Estresse crônico: "o estresse provoca ativação persistente de hormônios que podem aumentar frequência cardíaca e pressão arterial. Além disso, pessoas sob estresse contínuo frequentemente dormem pior, alimentam-se pior, fazem menos atividade física ou aumentam o consumo de cigarro e álcool, o que potencializa o risco", defende.

 

Por que os fatores de risco podem se acumular?

As doenças cardíacas geralmente não surgem por causa de um único fator. Muitas vezes, diferentes condições aparecem juntas e aumentam o risco cardiovascular.

"A hipertensão, o aumento do colesterol, o diabetes, a obesidade e a inflamação dos vasos sanguíneos são doenças silenciosas e que ocorrem em conjunto em muitos pacientes. Com o passar dos anos, esses fatores facilitam a formação de placas de gordura nas artérias, aumentando o risco de infarto, AVC e outras doenças cardiovasculares", ela afirma.

Por isso, o acompanhamento médico é importante. A avaliação ajuda a identificar fatores de risco e orientar mudanças de acordo com as necessidades de cada pessoa.

 

Como mudar a rotina e proteger o coração?

"Não é necessário transformar toda a rotina de uma vez. Mudanças consistentes e sustentáveis costumam ser mais importantes do que medidas radicais feitas por pouco tempo", explica a médica.

Para a profissional, algumas atitudes podem fazer diferença. Caminhar mais, preferir as escadas e priorizar uma alimentação natural estão entre as medidas recomendadas.

Kely também destaca a importância da atividade física.

 

"O exercício regular tem efeito protetor porque contribui para o controle da pressão, do peso, da glicemia e dos níveis de gordura no sangue, além de melhorar a capacidade cardiorrespiratória", resume.

Para a maioria dos adultos, a recomendação é realizar 150 minutos de atividade física moderada por semana ou 75 minutos de atividade intensa. Exercícios de fortalecimento muscular também devem fazer parte da rotina, conforme as condições de cada pessoa.

 

Alimentação equilibrada também é importante

A alimentação influencia fatores como pressão arterial, colesterol e peso corporal.

"o padrão alimentar mais favorável ao coração é aquele baseado em frutas, verduras, legumes, feijão, cereais integrais, castanhas, sementes, peixes e outras fontes adequadas de proteína, priorizando alimentos minimamente processados", descreve.

A orientação é reduzir o consumo de produtos ultraprocessados, excesso de sal, açúcares adicionados e gorduras saturadas. As mudanças devem ser adaptadas à realidade e às necessidades de cada pessoa.

 

Quando realizar exames cardiovasculares?

O acompanhamento deve começar antes do surgimento de uma doença.

"O cuidado cardiovascular deve começar antes de existir uma doença. Não existe uma idade única em que alguém deva começar a se preocupar com o coração. O ideal é que fatores de risco sejam avaliados ao longo da vida adulta", explica Kely.

A médica recomenda consultas periódicas. Também é importante investigar o histórico pessoal e familiar.

A avaliação pode considerar sintomas, pressão arterial, peso e índice de massa corporal.

"O indicação deve depender dos sintomas, dos fatores de risco e da história do paciente, mas exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico e exames de imagem podem ser extremamente úteis", afirma.

Os exames mais comuns incluem colesterol, triglicerídeos, glicemia e hemoglobina glicada. Eles ajudam a avaliar os níveis de gordura e açúcar no sangue.

Pessoas idosas, com diabetes, fumantes ou com histórico familiar de doenças cardiovasculares podem precisar de avaliações adicionais. A escolha depende da análise médica.

 

Cuidar do coração começa na rotina

A prevenção cardiovascular não depende de uma única mudança. O conjunto de hábitos influencia a saúde ao longo do tempo.

Praticar atividade física, dormir bem, manter uma alimentação equilibrada e evitar o tabagismo são medidas importantes. O acompanhamento médico também ajuda a identificar e controlar fatores de risco.

Pequenas mudanças podem contribuir para uma rotina mais saudável. O ideal é começar de forma gradual e manter hábitos que sejam possíveis a longo prazo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/doencas-cardiacas-como-prevenir-com-habitos-saudaveis-e-exames-regulares,32f1246ca3e744b3ed9a94d5778e9b58976w8xd3.html?utm_source=clipboard - Foto: Divulgação/AmorSaúde / Saúde em Dia

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Infarto: sinais de alerta e a importância do socorro imediato


Cardiologista explica por que a suspeita de infarto exige atendimento imediato e quais sinais devem acender o alerta

 

O socorro imediato é vital na suspeita de infarto, pois quanto mais rápido o fluxo sanguíneo for restabelecido, menor será o dano ao coração. Além do aperto no peito, os sinais incluem dores nos braços, costas ou mandíbula, falta de ar, náuseas e suor frio, que costumam ser subestimados. Diagnosticado por eletrocardiograma e exames de sangue, o quadro pode exigir angioplastia e medicamentos. Os sintomas não devem ser ignorados, mesmo por pessoas jovens ou sem histórico de fatores de risco.

 

Quando há suspeita de infarto, não é recomendado esperar para ver se os sintomas passam. A orientação é procurar atendimento médico imediatamente, principalmente diante de dor, pressão ou desconforto persistente no peito, com ou sem outros sinais.

 

Segundo a cardiologista intervencionista Dra. Denise Pellegrini, diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), o ideal é buscar socorro nos primeiros minutos.

 

"O ideal é procurar socorro nos primeiros minutos. No infarto, quanto mais tempo a artéria permanece obstruída, maior é a quantidade de músculo cardíaco que pode ser lesionada. Por isso, diante de sintomas sugestivos, não devemos esperar para ver se eles desaparecem espontaneamente."

 

O infarto agudo do miocárdio acontece, na maioria dos casos, quando uma artéria que leva sangue ao coração fica obstruída. Isso geralmente ocorre pela formação de um coágulo sobre uma placa de gordura.

 

Com a redução ou interrupção do fluxo sanguíneo, o músculo cardíaco deixa de receber oxigênio adequadamente e pode começar a sofrer lesões.

 

Quais são os principais sinais de um infarto?

O sintoma mais conhecido é a dor, pressão ou desconforto no peito. A sensação pode ser descrita como aperto, peso ou compressão no centro do tórax.

No entanto, o infarto não se manifesta da mesma maneira em todas as pessoas. Outros sinais podem aparecer, como:

 

dor ou desconforto que se espalha para um ou ambos os braços;

dor ou desconforto na mandíbula, queixo, pescoço, ombros ou costas;

desconforto na região do estômago;

falta de ar;

suor frio;

náuseas ou vômitos;

tontura ou sensação de desmaio;

cansaço intenso e desproporcional ao esforço;

mal-estar, inquietação ou ansiedade.

 

A especialista destaca que alguns desses sintomas podem ser confundidos com problemas menos graves, o que pode atrasar a procura por atendimento.

"Um dos grandes problemas é que alguns sintomas são pouco reconhecidos como manifestações cardíacas. A pessoa pode pensar que está com indigestão, estresse, ansiedade ou apenas cansada e acaba postergando a busca por atendimento", explica Dra. Denise.

 

Quando é hora de pedir ajuda?

A orientação é não esperar a dor ficar intensa ou insuportável. Diante de sintomas sugestivos de infarto, principalmente quando surgem de forma súbita ou são diferentes do habitual, a avaliação médica deve acontecer o mais rápido possível.

O atendimento de emergência é importante porque o tempo influencia diretamente a quantidade de músculo cardíaco que pode ser preservada.

"O tempo para o tratamento de um infarto com uma artéria obstruída é muito importante. Quanto mais cedo o paciente chega a um serviço de emergência, recebe o diagnóstico e, quando indicado, tem a artéria desobstruída, maiores são as chances de limitar o dano ao coração e reduzir complicações", reforça a cardiologista.

 

Como o infarto é identificado?

No hospital, a avaliação começa pela história clínica e pelo exame físico. Um dos primeiros exames realizados é o eletrocardiograma (ECG), que ajuda a identificar alterações características de determinados tipos de infarto e a orientar a estratégia inicial de tratamento.

Também são feitos exames de sangue, especialmente a dosagem de troponina, marcador de lesão do músculo cardíaco.

Dependendo do quadro, outros exames de imagem e avaliações da circulação das artérias coronárias podem ser necessários.

É importante lembrar que nem todo infarto apresenta alterações típicas no primeiro eletrocardiograma. Por isso, diante de uma suspeita clínica, a avaliação médica e, quando necessário, a repetição dos exames são fundamentais.

 

Como o infarto é tratado?

O tratamento depende do tipo de infarto e das características de cada paciente. Quando existe uma obstrução aguda de uma artéria coronária e há indicação de reperfusão imediata, uma das principais estratégias é a angioplastia coronária.

O procedimento é realizado por cateterismo para identificar e tratar a obstrução, restabelecendo o fluxo sanguíneo. Em muitos casos, é implantado um stent.

Medicamentos também podem fazer parte do tratamento, incluindo antiagregantes plaquetários, anticoagulantes e outras terapias, conforme o tipo de infarto e a avaliação da equipe médica.

"A prioridade é restabelecer o fluxo de sangue para o coração o mais rapidamente possível quando há uma artéria obstruída. Cada minuto de atraso pode representar mais músculo cardíaco lesionado", destaca Dra. Denise.

 

Fatores de risco não são os únicos responsáveis

Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar estão entre os fatores associados ao aumento do risco de doença cardiovascular.

Ainda assim, não ter esses fatores conhecidos não significa estar livre do risco de sofrer um infarto.

Por isso, sintomas sugestivos não devem ser minimizados apenas porque a pessoa é jovem, pratica atividade física ou nunca recebeu um diagnóstico de doença cardiovascular.

"O infarto é uma emergência médica em que a informação pode salvar vidas. Reconhecer os sintomas, não minimizar os sinais e procurar ajuda imediatamente são atitudes simples, mas fundamentais. A mensagem é clara: diante da suspeita, não espere", conclui a cardiologista.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/infarto-sinais-de-alerta-e-a-importancia-do-socorro-imediato,8a5f1948882cd5120f068a121d08efab3mdbv2bs.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sábado, 29 de agosto de 2026

Quais frutas e vegetais são os melhores para a saúde do coração e por quê?


Estudo da Universidade de Reading revelou que menos de 20% das pessoas consomem a dose diária ideal de flavonóis (400 a 600 mg), compostos antioxidantes que reduzem o risco cardíaco. Mesmo ingerindo a quantidade recomendada de vegetais, a maioria não atinge a meta protetora. Para suprir essa carência e proteger o coração, especialistas orientam priorizar alimentos ricos na substância, como maçãs com casca, amoras, mirtilos, uvas, cacau, chocolate amargo e chás verde e preto.

 

As doenças cardíacas ainda são uma das principais causas de problemas de saúde e morte — e, portanto, é importante identificar maneiras de reduzir o risco da doença. A dieta é um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças cardíacas e, embora alguns fatores de risco sejam bem conhecidos — sódio, gordura saturada ou baixa ingestão de fibras —, existem outros para os quais há muito menos dados.

 

Estudo realizado na Universidade de Reading, no Reino Unido, analisou dados dietéticos de mais de 30.000 participantes nos Estados Unidos e no Reino Unido, por meio de medições de biomarcadores. Os resultados mostraram que menos de uma em cada cinco pessoas atingiu a ingestão diária de flavonóis recomendada para ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

 

A Academia Americana de Nutrição e Dietética recomenda uma ingestão de 400 a 600 mg/dia de flavonóis. Esses são um tipo de composto vegetal que pode oferecer diversos benefícios à saúde devido às suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Eles são encontrados em uma variedade de frutas e vegetais, bem como em cacau, leguminosas, vinho tinto e chás verde e preto.

 

Segundo os pesquisadores, se as pessoas não estão atingindo um nível suficientemente alto de flavonóis para reduzir o risco de desenvolver doenças cardíacas, mesmo consumindo as cinco porções diárias recomendadas de frutas e vegetais, então pode ser necessário melhorar o conhecimento público sobre quais alimentos são mais ricos em flavonóis.

 

Para aqueles que desejam aumentar a ingestão diária de flavonóis para potencialmente se protegerem de doenças cardíacas e desfrutarem dos outros benefícios do composto para a saúde, os autores recomendam o consumo de alimentos como maçãs com casca, amoras, mirtilos, uvas, chá (especialmente chá verde e preto), cacau, chocolate amargo (com no mínimo 70% de cacau), peras e certas leguminosas, como favas.

 

Fonte: Food & Function. DOI: 10.1039/d6fo00867d.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quais-frutas-e-vegetais-sao-os-melhores-para-a-saude-do-coracao-e-por-que,40548060661e5e95c4a7c66fdc35e71aj854orey.html?utm_source=clipboard - Foto: lucigerma/Evanto / Boa Saúde

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Doenças cardiovasculares: principais riscos e como prevenir


Doenças cardiovasculares crescem entre jovens e mostram que saúde não é só estética. Veja o que ameaça o coração na juventude e como prevenir.

 

Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, com 17,9 milhões de óbitos anuais, segundo a OMS. Mesmo em jovens, fatores como estresse, má alimentação e sedentarismo aumentam os riscos. A prevenção exige hábitos sustentáveis: sono de qualidade, alimentação balanceada, controle do estresse, atividade física equilibrada e acompanhamento médico.

 

Nunca houve tanta informação sobre saúde, bem-estar e longevidade. No entanto, doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são responsáveis por aproximadamente 17,9 milhões de mortes todos os anos, representando cerca de 32% dos óbitos globais.

 

Entre os principais eventos estão o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC). Isso significa que o coração não para de ser cobrado, mesmo quando você se sente bem. Além disso, o cenário revela uma mudança importante na forma como a sociedade entende saúde.

 

O coração que você vê X o coração que você sente

"Nós vivemos uma era em que as pessoas estão cada vez mais preocupadas com o corpo, mas nem sempre com a saúde cardiovascular de forma integral. Ter músculos, baixa gordura corporal ou conseguir completar uma prova esportiva são conquistas importantes, mas não eliminam fatores de risco que podem permanecer silenciosos por anos", diz Fernanda Weiler, cardiologista do Hospital Sírio-Libanês de Brasília.

Isso significa que o coração não responde só ao que aparece no espelho. Ele responde ao conjunto da rotina. Por isso, estética não é sinônimo de saúde.

 

O coração jovem sob pressão

O aumento de eventos cardiovasculares em adultos mais jovens está relacionado a uma combinação de fatores da rotina contemporânea. Segundo a Dra. Fernanda, esses fatores incluem níveis elevados de estresse, sono insuficiente, alimentação baseada em ultraprocessados, consumo excessivo de álcool, sedentarismo fora dos momentos de treino e doenças como hipertensão, diabetes e colesterol elevado.

Dados da American Heart Association (AHA) apontam que fatores de risco cardiovasculares têm apresentado crescimento entre adultos mais jovens. Portanto, a prevenção precisa começar antes dos primeiros sinais.

Além disso, a falsa sensação de proteção causada pelo treino pesa na conta. "O exercício físico é uma das ferramentas mais poderosas para proteger o coração, mas ele não consegue compensar sozinho uma rotina desequilibrada", explica a cardiologista.

 

O coração que você treina X o coração que você descansa

O uso de suplementos e estimulantes para melhorar a performance também preocupa. Alguns produtos podem ter indicação adequada, mas o consumo sem avaliação individualizada pode representar riscos para pessoas com predisposição a alterações de pressão arterial ou ritmo cardíaco.

Outro ponto de atenção é a falsa tranquilidade causada por exames pontuais. Segundo Dra. Fernanda, a avaliação cardiovascular não deve se limitar a um resultado isolado. Ela deve considerar histórico familiar, idade, hábitos de vida, pressão arterial, colesterol, glicemia e outros fatores que compõem o risco individual.

No Brasil, as doenças cardiovasculares permanecem entre as principais causas de mortalidade. Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) reforçam a importância da prevenção e do controle dos fatores modificáveis para reduzir a ocorrência de infartos e AVCs.

 

O coração pede rotina, não só treino

"O coração não sabe quantos quilômetros você correu ou quantas horas passou na academia. Ele responde ao conjunto da sua rotina. A verdadeira prevenção cardiovascular acontece quando entendemos que saúde não é apenas aquilo que aparece no espelho, mas aquilo que conseguimos sustentar ao longo da vida", finaliza Dra. Fernanda.

Isso significa que o coração valoriza sono de qualidade, alimentação equilibrada, controle do estresse e acompanhamento médico. Ele também valoriza constância e não apenas picos de intensidade.

 

6 sinais de alerta

Dra. Fernanda indica 6 sinais de que sua saúde cardiovascular merece mais atenção:

 

Você treina regularmente, mas dorme pouco ou acorda frequentemente cansado.

Você faz exames de rotina, mas nunca avaliou seu risco cardiovascular de forma personalizada.

Você utiliza suplementos, pré-treinos ou estimulantes sem acompanhamento médico.

Você considera o estresse constante uma parte "normal" da vida.

Existe histórico familiar de infarto, AVC ou morte súbita.

Você acredita que estar em forma elimina a possibilidade de desenvolver doenças cardiovasculares.

Esses sinais mostram que o coração pode estar sobrecarregado, mesmo que você se sinta bem. Por isso, não normalize cansaço extremo, estresse crônico e falta de avaliação.

 

O coração jovem: como prevenir de verdade

A prevenção real começa com ajustes simples e sustentáveis. Se você quer proteger o coração, vale prestar atenção em:

 

Sono com qualidade e regularidade.

Alimentação com menos ultraprocessados e mais comida de verdade.

Controle do estresse com pausas reais e não apenas no fim de semana.

Acompanhamento médico com avaliação de risco cardiovascular.

Uso de suplementos e estimulantes com orientação profissional.

Atividade física consistente, mas sem virar punição.

Além disso, evite normalizar hábitos como excesso de álcool, noites mal dormidas e dieta ruim só porque você treina. O coração não separa o treino do resto da vida.

 

O coração que você quer ter aos 40, 50 e 60

A saúde cardiovascular não é um projeto de curto prazo. Ela é construída ao longo dos anos. Portanto, o que você faz hoje afeta o coração que você vai ter no futuro.

Se você se encaixa no perfil de jovem saudável, mas dorme mal, estressa muito e come mal, o risco existe. Por outro lado, se você ajusta a rotina, o ganho aparece em qualidade de vida.

No fim, o coração é o órgão que mais agradece consistência. E ele não pede perfeição, mas coerência.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/doencas-cardiovasculares-principais-riscos-e-como-prevenir,5cf2fcf27ec6d47555668bec4daf6d63qklbfzjz.html?utm_source=clipboard - Foto: sasirin pamai's Images

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Uso excessivo de descongestionantes no inverno pode causar riscos ao coração


O uso desses produtos aumenta nos dias frios, mas a automedicação e o consumo prolongado podem favorecer pressão alta, palpitações e dependência.

 

No inverno, o uso de descongestionantes nasais cresce devido ao aumento de resfriados e alergias. Apesar do alívio imediato, o uso excessivo pode trazer riscos cardiovasculares, como pressão alta e palpitação, especialmente em pessoas vulneráveis. A automedicação também pode levar à dependência. Especialistas recomendam uso consciente e acompanhamento médico em casos recorrentes ou dependentes.

 

Sabe aquele frasco de descongestionantes que fica na bolsa, no carro ou ao lado da cama? No inverno, ele costuma virar um "socorro" para quem enfrenta nariz entupido, rinite ou resfriado. O problema é que o alívio rápido pode esconder riscos importantes para a saúde cardiovascular.

 

Com a queda das temperaturas, aumentam os casos de rinite, alergias respiratórias e resfriados. Como consequência, também cresce o uso de descongestionantes vendidos sem prescrição médica.

 

Embora esses medicamentos possam facilitar a respiração por um período curto, o uso frequente ou prolongado exige atenção. Em algumas pessoas, principalmente aquelas com problemas cardíacos, a utilização indiscriminada pode elevar a pressão arterial, acelerar os batimentos e provocar palpitações.

 

Uso de descongestionantes aumentam no inverno

Os descongestionantes nasais funcionam por meio da contração dos vasos sanguíneos da região do nariz. Esse mecanismo reduz o inchaço da mucosa e abre espaço para a passagem do ar.

É justamente essa ação que proporciona a sensação de melhora quase imediata. Porém, o efeito não fica necessariamente restrito ao nariz. Parte da substância pode provocar alterações em outras regiões do organismo, incluindo o sistema cardiovascular.

"Os descongestionantes nasais promovem a contração dos vasos sanguíneos para reduzir o inchaço da mucosa e facilitar a passagem do ar. No entanto, esse efeito não ocorre apenas no nariz", explica o Dr. Daniel Terrível, cardiologista, diretor social e gerente médico dos ambulatórios Trasmontano.

 

Riscos ao coração

Segundo o especialista, pessoas com hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmias ou outros fatores de risco cardiovasculares precisam ter cuidado redobrado. Nesses casos, os descongestionantes podem aumentar a pressão arterial, elevar a frequência cardíaca e favorecer episódios de palpitação.

O alerta ganha força porque muitos consumidores não consideram esses produtos medicamentos que exigem cautela. Como são facilmente encontrados em farmácias e costumam produzir uma resposta rápida, eles podem ser usados várias vezes ao dia e por mais tempo do que o recomendado.

 

Descongestionantes e os riscos da automedicação

Dados de um estudo realizado pela Faculdade de Medicina de Campos mostram que 75% das pessoas utilizam descongestionantes nasais e que 63% recorrem à automedicação.

A pesquisa também identificou que 23% dos participantes apresentavam dependência ativa desses produtos. Entre essas pessoas, houve maior prevalência de efeitos como hipertensão arterial e taquicardia.

Na prática, isso significa que os descongestionantes podem deixar de ser uma solução pontual e se transformar em um hábito difícil de interromper. O usuário aplica o produto ao perceber qualquer dificuldade para respirar, mesmo quando a causa do sintoma não foi investigada.

Esse ciclo pode começar com uma obstrução nasal provocada por resfriado ou alergia. Depois de alguns dias de uso, o nariz pode voltar a entupir assim que o efeito passa, levando a pessoa a reaplicar o medicamento. Com o tempo, a sensação de dependência se intensifica.

Além disso, o aumento da frequência cardíaca pode ser percebido como coração acelerado, tremores ou ansiedade. Em pessoas mais vulneráveis, os descongestionantes podem contribuir para descompensações cardiovasculares.

Por isso, sintomas como dor no peito, falta de ar intensa, desmaio, palpitações persistentes ou pressão muito elevada devem ser avaliados rapidamente por um serviço de saúde. A recomendação é não tentar controlar esses sinais apenas com a repetição do medicamento.

 

Descongestionantes nasais exigem uso consciente

Quem apresenta obstrução nasal recorrente deve investigar a origem do problema em vez de recorrer continuamente aos descongestionantes. Rinite alérgica, sinusite, exposição à poeira, mofo, fumaça e baixa umidade do ar são algumas situações que podem manter o nariz congestionado.

A lavagem nasal com solução salina pode ajudar a remover secreções e partículas irritantes. A hidratação adequada e o controle de fatores ambientais também são medidas úteis para reduzir o desconforto.

No caso de alergias, o tratamento deve ser orientado por um profissional. Dependendo da causa, podem ser indicados medicamentos específicos, medidas de controle do ambiente ou outras estratégias que não envolvam o uso contínuo de descongestionantes.

 

Também é importante observar a frequência de aplicação. Usar o produto várias vezes por dia, carregar frascos em diferentes locais ou sentir dificuldade para ficar sem ele são sinais de que o hábito precisa ser discutido com um médico.

 

Já sou dependente dos descongestionantes. E agora?

Nos casos em que já existe dependência, a interrupção deve ocorrer com acompanhamento profissional. A suspensão pode fazer parte de um plano gradual ou de uma estratégia definida de acordo com o quadro de cada pessoa.

"Muitas pessoas mantêm um frasco na bolsa, no carro ou ao lado da cama e passam a utilizar o produto automaticamente diante de qualquer desconforto. Identificar esse comportamento e estabelecer um plano para abandoná-lo é fundamental para reduzir a dependência e evitar a exposição contínua aos efeitos sistêmicos da medicação", afirma o cardiologista.

Os descongestionantes podem ser eficazes para o alívio temporário da congestão, mas não devem ser encarados como solução permanente. O uso sem orientação pode mascarar doenças respiratórias e aumentar a exposição a efeitos que atingem o coração.

Antes de recorrer novamente ao frasco, vale observar há quanto tempo o sintoma persiste, quantas vezes o medicamento tem sido utilizado e se há histórico de pressão alta ou doença cardíaca. Em caso de dúvida, a melhor escolha é buscar orientação médica ou farmacêutica.

No inverno, cuidar do nariz também significa proteger o coração. Descongestionantes devem ser usados com responsabilidade, pelo menor tempo possível e sempre de acordo com as orientações da bula e de um profissional de saúde.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/uso-excessivo-de-descongestionantes-no-inverno-pode-causar-riscos-ao-coracao,7390008ecdceee91e5884235eaa012b8ar5y9ika.html?utm_source=clipboard - Foto: Alliance Images

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Hipertensão: sinais, riscos e dicas de prevenção


A hipertensão costuma ser silenciosa, mas pode provocar sintomas quando a pressão sobe muito

 

Resumo

A hipertensão, conhecida como doença silenciosa, muitas vezes não apresenta sintomas, mas pode causar problemas graves como infarto e AVC. Sintomas como dor de cabeça, tontura e dor no peito, quando a pressão sobe muito, exigem atenção médica imediata. Medir a pressão regularmente e adotar hábitos saudáveis é essencial para prevenção e controle.

A hipertensão é uma doença crônica que afeta milhões de brasileiros. Apesar de ser um dos principais fatores de risco para infarto, AVC e insuficiência renal, ela costuma evoluir sem causar sintomas. Por isso, muitas pessoas só descobrem que têm pressão alta durante uma consulta ou ao medir a pressão por rotina.

 

Quando a pressão arterial sobe de forma importante, alguns sinais podem aparecer. Nesses casos, é fundamental procurar avaliação médica para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.

 

Quais são os sintomas da pressão alta?

Na maior parte do tempo, a hipertensão é considerada uma doença silenciosa. No entanto, quando os níveis da pressão arterial aumentam muito, podem surgir sintomas como:

 

Dor de cabeça.

Tontura.

Visão embaçada.

Zumbido no ouvido.

Dor no peito.

Fraqueza.

Sangramento nasal.

Esses sintomas não confirmam, por si só, o diagnóstico de hipertensão. Eles podem estar relacionados a outras condições de saúde. A única forma de saber se a pressão está elevada é medi-la corretamente.

 

Quando a pressão alta é considerada hipertensão?

De acordo com o Ministério da Saúde, a hipertensão é caracterizada por níveis de pressão arterial iguais ou superiores a 140/90 mmHg, popularmente conhecidos como "14 por 9", confirmados em avaliações médicas.

 

Já uma pressão em torno de 120/80 mmHg ("12 por 8") é considerada dentro da faixa normal para adultos.

 

Quando procurar atendimento imediatamente?

Alguns sintomas associados à pressão elevada podem indicar uma situação de urgência e não devem ser ignorados.

 

Procure atendimento médico imediatamente ou acione o SAMU (192) se houver:

 

Dor intensa no peito.

Falta de ar.

Desmaio.

Perda de força em um lado do corpo.

Dificuldade para falar.

Alteração súbita da visão.

Dor de cabeça muito intensa e diferente do habitual.

 

Esses sinais podem estar relacionados a complicações graves, como infarto ou AVC, e exigem avaliação médica urgente.

 

Quem tem maior risco de desenvolver hipertensão?

Diversos fatores aumentam o risco de pressão alta. Entre os principais estão:

 

Histórico familiar de hipertensão.

Envelhecimento.

Obesidade.

Consumo excessivo de sal.

Sedentarismo.

Tabagismo.

Consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Colesterol elevado.

Diabetes.

Estresse.

A adoção de hábitos saudáveis ajuda a reduzir o risco e também faz parte do tratamento de quem já recebeu o diagnóstico.

 

Como prevenir complicações?

Como a hipertensão geralmente não causa sintomas, medir a pressão regularmente é uma das principais formas de identificar a doença precocemente.

 

Além do acompanhamento médico, algumas medidas ajudam a controlar a pressão arterial:

 

Reduzir o consumo de sal.

Praticar atividade física regularmente.

Manter um peso adequado.

Evitar fumar.

Limitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Seguir corretamente o tratamento prescrito pelo médico, quando necessário.

O ideia é que adultos meçam a pressão periodicamente, mesmo na ausência de sintomas. O diagnóstico precoce reduz o risco de complicações cardiovasculares e renais.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/hipertensao-sinais-riscos-e-dicas-de-prevencao,c9d7145c8870e732d2db17de98a9724b8gsadu3g.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

terça-feira, 28 de julho de 2026

Café faz bem para o coração? Quantas xícaras por dia? Entidade de cardiologia responde


Café faz bem para o coração? Antes de mudar seus hábitos, veja o que a American Heart Association concluiu sobre a bebida.

 

Durante anos, o café foi apontado como um possível vilão para o coração. Mas, à medida que novas pesquisas surgiram, essa ideia começou a mudar.

 

Agora, um novo posicionamento da American Heart Association (AHA), uma das principais entidades de cardiologia do mundo, reforça que, para a maioria dos adultos, o consumo moderado de café não faz mal ao coração e está associado a um menor risco de algumas doenças cardiovasculares.

 

Mas isso não significa que vale exagerar. A quantidade consumida, a sensibilidade à cafeína e até a forma de preparar o café podem fazer diferença.

 

Quanto café pode ser consumido?

Um dos temas avaliados foi a relação entre o café e a pressão arterial.

 

Embora os estudos tenham apresentado resultados diferentes, a American Heart Association considera seguro, para a maioria dos adultos saudáveis, consumir entre três e cinco xícaras por dia, o equivalente a até 400 mg de cafeína.

 

A exceção são pessoas com hipertensão grave ou maior sensibilidade à cafeína, que podem apresentar aumento da pressão após consumir a bebida.

 

Nesses casos, a orientação é conversar com o médico para definir a quantidade mais adequada.

 

O que os estudos mostram

Ao revisar as pesquisas, a American Heart Association encontrou uma associação entre o hábito de tomar café e um menor risco de AVC, insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana e diabetes tipo 2.

 

A entidade faz uma ressalva importante. Esses resultados não significam que o café seja o responsável por reduzir esse risco, apenas que as pesquisas observaram essa associação.

 

Em parte dos estudos, o café descafeinado também foi associado a um menor risco de algumas doenças cardiovasculares. Isso indica que outros compostos presentes na bebida, além da cafeína, também podem contribuir para esses efeitos.

 

A forma de preparo também faz diferença

Nem todo café é igual.

 

Segundo a American Heart Association, o café não filtrado, como o preparado na prensa francesa, contém mais cafestol, uma substância presente naturalmente nos óleos do café que pode elevar os níveis do colesterol LDL, conhecido como colesterol "ruim".

 

Também é importante observar o que acompanha a bebida. Muito açúcar, xaropes, chantilly e outros ingredientes aumentam as calorias e podem reduzir os possíveis benefícios do café puro.

 

As bebidas energéticas também exigem cuidado. Por concentrarem grandes quantidades de cafeína, elas têm sido associadas a um maior risco de problemas cardiovasculares, principalmente entre pessoas com hipertensão grave ou maior sensibilidade à substância.

 

O que fica de lição?

No fim das contas, a principal mensagem é de equilíbrio.

 

Quem já toma café e não sente efeitos como palpitações, insônia ou aumento importante da pressão arterial não precisa abandonar esse hábito por receio de prejudicar o coração.

 

Por outro lado, pessoas com hipertensão grave, maior sensibilidade à cafeína ou alguma doença cardiovascular devem conversar com o médico para saber qual quantidade é mais indicada para o seu caso.

 

E, antes de culpar o café, vale observar o que costuma acompanhar a bebida. Em muitos casos, o excesso de açúcar e outros ingredientes pesa mais para a saúde do que a cafeína em si.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafe-faz-bem-para-o-coracao-quantas-xicaras-por-dia-entidade-de-cardiologia-responde,c426999b8e1a7e6de445927f7d02df7arxhmn3gu.html?utm_source=clipboard - Por: Michele Azevedo / Licenciado de SaúdeLAB - / Magnific (Freepik)

sexta-feira, 17 de julho de 2026

9 sinais que podem indicar um infarto


Alguns sintomas sinalizam bem claramente que há algo errado com o coração. Outros, no entanto, podem passar despercebidos, mas ainda assim são possíveis em quem está sofrendo um infarto.

 

As providências médicas nesses casos são extremamente importantes e quanto mais cedo melhor. Por isso, saber reconhecer os sintomas é essencial. Abaixo, listamos nove dos principais sinais do enfarte:

 

Dor no peito: o mais comum e importante dos sintomas. A dor ou pressão no peito pode irradiar para o lado esquerdo do corpo, afetando o ombro e até a mandíbula;

 

Suor frio: esse é um sinal de alerta, ele sempre vem acompanhado de outros sintomas;

 

Náuseas ou vômito: também considerado um sinal de alerta, o mal-estar gástrico é um sintoma causado pelo estado de alerta que o corpo entra quando a pessoa sofre um infarto;

 

Tosse seca: o infarto compromete, além do coração, os pulmões. Por isso, ele pode provocar uma tosse seca. Esse também é um sintoma que não surge sozinho;

 

Falta de ar: o mesmo comprometimento dos pulmões que causa a tosse também pode causar aquela dificuldade para respirar, com a sensação de respiração encurtada e falta de ar;

 

Desmaio: a arritmia ou a parada cardíaca, resultado do infarto, podem causar uma síncope, que provoca o desmaio;

 

Tontura: a baixa oxigenação no cérebro, ocasionada pelo batimento irregular do coração, pode causar tontura. Esse sintoma também não surge sozinho;

 

Fraqueza excessiva e repentina: esse é um sintoma não muito comum, mas também relatado por alguns pacientes;

 

Palpitações: como o enfarte provoca arritmia no coração a pessoa tem a sensação de que está tendo palpitações, com o coração batendo fora do compasso.

 

Vale lembrar que nem sempre um infarto vem acompanhado de dor no peito. Em mulheres e idosos, principalmente, esse é um sintoma não tão frequente quanto as pessoas imaginam.

 

Por isso, é preciso estar sempre atento e fazer avaliações periódicas para avaliar os riscos.

 

Fonte: https://www.h9j.com.br/blog/9-sinais-que-podem-indicar-um-infarto/

terça-feira, 9 de junho de 2026

Infarto envolve mais órgãos do que o coração


Quando se fala em infarto, pensa-se logo no coração. Contudo, estudo realizado na Universidade da Califórnia de San Diego, nos Estados Unidos, mostrou que o infarto do miocárdio é um processo sistêmico que envolve o sistema cardiovascular, o cérebro e o sistema imunológico.

 

Segundo os autores, o dano cardíaco é amplificado por uma resposta nervosa que faz com que as defesas do organismo atuem de forma desordenada e leva a uma resposta imune autodestrutiva.

 

Como no caso do infarto não existem patógenos ou bactérias a serem destruídas, as células de defesa liberadas acabam atacando o próprio tecido cardíaco, agravando a lesão original.

 

Em testes os pesquisadores conseguiram minimizar os danos do infarto bloqueando os sinais sensoriais e imunológicos que viajam entre o cérebro e o coração, reduzindo os danos após o infarto. Segundo os autores, esses resultados abrem caminho para que novas terapias mais abrangentes e menos invasivas possam ser desenvolvidas.

 

Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/22370/infarto-envolve-mais-orgaos-do-que-o-coracao.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral – imagem da internet