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domingo, 30 de agosto de 2026

Tratamento da apneia do sono pode ajudar no controle da hipertensão


Há evidências de que a melhora da qualidade do sono pode reduzir a pressão arterial mesmo em indivíduos que já utilizam remédios

 

O tratamento da apneia do sono é um aliado crucial no controle da hipertensão arterial. As frequentes pausas respiratórias noturnas reduzem a oxigenação e sobrecarregam o sistema cardiovascular, elevando a pressão sanguínea. Ao tratar a condição adequadamente, normaliza-se o fluxo de oxigênio, o que ajuda a estabilizar os níveis pressóricos, potencializa o efeito de medicamentos e reduz de forma significativa o risco de infartos e derrames.

 

A apneia obstrutiva do sono ocorre quando os músculos da garganta relaxam, estreitando as vias respiratórias e dificultando a passagem do ar para os pulmões. Além de comprometer a qualidade do sono, a condição está associada a uma série de problemas de saúde, incluindo doenças cardiovasculares.

 

O problema é especialmente frequente entre pessoas hipertensas — afeta entre 30% e 50% de quem tem pressão alta. Nos casos de hipertensão resistente, a prevalência sobe para 60% a 90%, enquanto na hipertensão refratária pode chegar a 95%. "Estudos mostram que esse problema é um fator de risco independente para hipertensão, com aproximadamente duas vezes maior risco comparado a indivíduos sem ele", destaca o cardiologista Eduardo Segalla de Mello, do Einstein Hospital Israelita.

 

A relação entre as duas condições está ligada a alterações fisiológicas provocadas pelas interrupções da respiração durante o sono. Ao parar de respirar momentaneamente, a taxa de oxigênio cai e depois sobe, levando a microdespertares. Esse esforço respiratório pode  alterar a pressão arterial.

 

Há evidências de que tratar a apneia obstrutiva do sono pode somar ao tratamento convencional da hipertensão. Um estudo brasileiro publicado em 2025 mostra que o controle do distúrbio contribui para reduzir a pressão arterial em pacientes com hipertensão não controlada, mesmo com uso adequado de medicamentos.

 

A pesquisa acompanhou 123 pacientes com apneia e pressão arterial acima dos níveis considerados saudáveis. Os participantes foram divididos em dois grupos: 64 indivíduos utilizaram tiras dilatadoras nasais, enquanto os demais receberam tratamento com CPAP, aparelho que fornece fluxo contínuo de ar por meio de uma máscara acoplada ao nariz ou à boca. O equipamento mantém as vias respiratórias abertas durante o sono, evitando as pausas respiratórias características da doença.

 

"Fizemos a contagem dos remédios anti-hipertensivos utilizados pelos pacientes com o objetivo de nos certificar de que todos tomavam a medicação corretamente e que eram casos resistentes ao tratamento", explica o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, diretor do Laboratório do Sono do Instituto do Coração, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que coordenou o projeto.

 

Além da aferição da pressão arterial periférica, aquela que normalmente é feita em consultórios, foram feitas outras avaliações. "Foi realizada também a medição de 24 horas e uma medida de pressão central, exercida pelo sangue diretamente na raiz da aorta, na saída do coração, e nas artérias próximas aos órgãos vitais, como o cérebro e os rins", detalha Lorenzi.

 

Após seis meses, observou-se que os pacientes tratados com CPAP apresentaram redução significativa da pressão arterial. Segundo os autores, a melhora pode contribuir para diminuir o risco de complicações cardiovasculares associadas à hipertensão, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

 

Além do tratamento específico para a apneia, mudanças no estilo de vida também podem ajudar a controlar o problema. Entre elas, destaca-se a perda de peso. "Nesse cenário, a prática de atividades físicas é muito bem-vinda. Ela ajuda a baixar o ponteiro da balança e melhorar a qualidade do sono", conclui Lorenzi Filho.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/tratamento-da-apneia-do-sono-pode-ajudar-no-controle-da-hipertensao,3f2b71e9cb7bb646ee7d74fa4f1b5959yluzxk48.html?utm_source=clipboard - Por: Por Thais Szegö, da Agência Einstein - Foto: Agência Einstein

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Hipertensão: sinais, riscos e dicas de prevenção


A hipertensão costuma ser silenciosa, mas pode provocar sintomas quando a pressão sobe muito

 

Resumo

A hipertensão, conhecida como doença silenciosa, muitas vezes não apresenta sintomas, mas pode causar problemas graves como infarto e AVC. Sintomas como dor de cabeça, tontura e dor no peito, quando a pressão sobe muito, exigem atenção médica imediata. Medir a pressão regularmente e adotar hábitos saudáveis é essencial para prevenção e controle.

A hipertensão é uma doença crônica que afeta milhões de brasileiros. Apesar de ser um dos principais fatores de risco para infarto, AVC e insuficiência renal, ela costuma evoluir sem causar sintomas. Por isso, muitas pessoas só descobrem que têm pressão alta durante uma consulta ou ao medir a pressão por rotina.

 

Quando a pressão arterial sobe de forma importante, alguns sinais podem aparecer. Nesses casos, é fundamental procurar avaliação médica para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.

 

Quais são os sintomas da pressão alta?

Na maior parte do tempo, a hipertensão é considerada uma doença silenciosa. No entanto, quando os níveis da pressão arterial aumentam muito, podem surgir sintomas como:

 

Dor de cabeça.

Tontura.

Visão embaçada.

Zumbido no ouvido.

Dor no peito.

Fraqueza.

Sangramento nasal.

Esses sintomas não confirmam, por si só, o diagnóstico de hipertensão. Eles podem estar relacionados a outras condições de saúde. A única forma de saber se a pressão está elevada é medi-la corretamente.

 

Quando a pressão alta é considerada hipertensão?

De acordo com o Ministério da Saúde, a hipertensão é caracterizada por níveis de pressão arterial iguais ou superiores a 140/90 mmHg, popularmente conhecidos como "14 por 9", confirmados em avaliações médicas.

 

Já uma pressão em torno de 120/80 mmHg ("12 por 8") é considerada dentro da faixa normal para adultos.

 

Quando procurar atendimento imediatamente?

Alguns sintomas associados à pressão elevada podem indicar uma situação de urgência e não devem ser ignorados.

 

Procure atendimento médico imediatamente ou acione o SAMU (192) se houver:

 

Dor intensa no peito.

Falta de ar.

Desmaio.

Perda de força em um lado do corpo.

Dificuldade para falar.

Alteração súbita da visão.

Dor de cabeça muito intensa e diferente do habitual.

 

Esses sinais podem estar relacionados a complicações graves, como infarto ou AVC, e exigem avaliação médica urgente.

 

Quem tem maior risco de desenvolver hipertensão?

Diversos fatores aumentam o risco de pressão alta. Entre os principais estão:

 

Histórico familiar de hipertensão.

Envelhecimento.

Obesidade.

Consumo excessivo de sal.

Sedentarismo.

Tabagismo.

Consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Colesterol elevado.

Diabetes.

Estresse.

A adoção de hábitos saudáveis ajuda a reduzir o risco e também faz parte do tratamento de quem já recebeu o diagnóstico.

 

Como prevenir complicações?

Como a hipertensão geralmente não causa sintomas, medir a pressão regularmente é uma das principais formas de identificar a doença precocemente.

 

Além do acompanhamento médico, algumas medidas ajudam a controlar a pressão arterial:

 

Reduzir o consumo de sal.

Praticar atividade física regularmente.

Manter um peso adequado.

Evitar fumar.

Limitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Seguir corretamente o tratamento prescrito pelo médico, quando necessário.

O ideia é que adultos meçam a pressão periodicamente, mesmo na ausência de sintomas. O diagnóstico precoce reduz o risco de complicações cardiovasculares e renais.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/hipertensao-sinais-riscos-e-dicas-de-prevencao,c9d7145c8870e732d2db17de98a9724b8gsadu3g.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

domingo, 2 de novembro de 2025

Cardiologista ensina segredos para prevenir pressão alta


Além de ser uma doença silenciosa, a pressão alta é fator de risco para condições graves de saúde. Veja como prevenir

 

A pressão alta, ou hipertensão, é uma doença que ataca os vasos sanguíneos e pode comprometer o funcionamento de vários órgãos, como coração, cérebro e rins. Aliás, sem o diagnóstico e tratamento adequados, a condição pode ser fatal.

 

Ao aferir a pressão arterial, o ideal é que os marcadores fiquem próximos de 120 por 80 mmHg. No entanto, quando o número é igual ou maior do que 140 por 90 mmHg, considera-se que o paciente está com a pressão alta.

 

E o grande problema é que a hipertensão não costuma provocar grandes sintomas. Segundo o Dr. Celso Amodeo, cardiologista do sono e especialista em hipertensão arterial do Hcor, chamamos a doença de 'inimigo silencioso' porque ela provoca danos no organismo sem dar sinais.

 

"São cerca de 300 mil mortes registradas por ano no Brasil devido às doenças no coração e cérebro, segundo o Ministério da Saúde. Por conta desses quadros, podemos certificar que 80% dos óbitos por acidente vascular cerebral (AVC) e 60% dos infartos agudos do miocárdio foram causados pela pressão arterial elevada", revela o cardiologista

 

9 dicas para prevenir a pressão alta

Pensando nos altos riscos, o Dr. Amodeo ensina 9 maneiras de evitar o desenvolvimento da hipertensão. Confira:

 

Manter uma alimentação saudável e equilibrada;

Consumir pouco sal;

Praticar exercícios físicos;

Não fumar;

Reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas;

Ter uma boa qualidade de sono;

Usar anti-inflamatórios não hormonais apenas com prescrição médica;

Fugir de pílulas anticoncepcionais;

Evitar sprays nasais com vasoconstritores.

 

Diagnóstico

Mas, mesmo seguindo à risca todas essas recomendações, ainda é possível que, por algum outro motivo, o seu organismo desenvolva uma hipertensão arterial. Por isso, as consultas médicas e a realização de exames são fundamentais para identificar um possível problema ainda no início e aumentar as chances de reverter o quadro.

 

"Temos casos de hipertensão noturna, durante o sono, que também trazem um risco cardiovascular aumentado aos pacientes, mesmo quando a pressão arterial de vigília está dentro dos valores aceitáveis. Devido às diversas causas da pressão alta, a conduta é baseada em múltiplos medicamentos que agem em diferentes sistemas do organismo", finaliza o Dr. Amodeo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cardiologista-ensina-segredos-para-prevenir-pressao-alta,3284e0f929870f440d9b4c489602905fdv3c2sh2.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Cresce o número de jovens com pressão alta no Brasil, diz INC


No dia 26 de abril, o Brasil celebrou o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, em meio ao aumento dos diagnósticos na população mais jovem. É o que indica um estudo do Instituto Nacional de Cardiologia (INC): o ano de 2023 teve o maior número de casos de hipertensão entre pessoas de 18 a 24 anos em toda a série histórica.

 

O dado revela que, apesar da pressão alta ser mais comum entre pessoas idosas, ela também pode afetar diferentes faixas etárias. Além disso, ele alerta para mudanças preocupantes nos hábitos da população, como explica a cardiologista Luciana Neiva, do São Marcos Saúde e Medicina Diagnóstica, da rede Dasa em Minas Gerais, ao Portal iG.

 

"Temos visto um crescimento entre os mais jovens por conta de fatores como má alimentação, sedentarismo, obesidade, estresse, uso de álcool, cigarro, drogas ilícitas e até esteroides anabolizantes", explica a cardiologista.

 

Dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) divulgados em 2023, indicam que cerca de 30% dos brasileiros adultos sejam hipertensos. É o maior percentual da população com pressão alta desde o início da série histórica, em 2006.

 

Ainda segundo o levantamento, nas capitais brasileiras, a prevalência do diagnóstico é das mulheres, com 29,3%. Já os homens representam 26,4% dos diagnósticos.

 

Doença silenciosa

A hipertensão é considerada uma doença silenciosa, ou seja, que os sintomas não são tão aparentes no dia a dia. No entanto, trata-se de um quadro crônico que pode trazer consequências graves, como infarto, AVC (acidente vascular cerebral) e insuficiência renal.

 

Segundo a Dra. Luciana, há dois tipos principais de hipertensão arterial: a primária, que não tem uma causa específica e é a mais comum; e a secundária, que está ligada a outros quadros clínicos, como doenças renais ou endócrinas.

 

"Em pacientes jovens sempre investigamos hipertensão secundária, pois o mais esperado é que a hipertensão primária surja a partir dos 40 anos", explica Luciana. Ela adiciona, no entanto, que os maus hábitos têm levado a população mais jovem a desenvolver o tipo primário da doença.

 

Justamente por ser uma doença "discreta", a principal aliada no combate à hipertensão arterial é a prevenção. A cardiologista destaca que adotar um estilo de vida saudável é essencial para evitar a hipertensão ou mantê-la sob controle.

 

"Alimentação equilibrada, atividade física regular, sono de qualidade e redução do estresse são pilares importantes. Para quem tem histórico familiar, a recomendação é ainda mais urgente, com acompanhamento médico e aferição regular da pressão arterial", diz.

 

Outra coisa importante é o diagnóstico precoce. Segundo a médica, a suspeita inicial ocorre a partir de uma medida elevada da pressão arterial.

 

"É necessário ter pelo menos duas ou três medidas alteradas em dias diferentes e fora do ambiente de consultório. O MAPA é uma importante ferramenta para confirmar o diagnóstico, pois avalia as médias da pressão arterial durante 24h", explica.

 

Mitos sobre a hipertensão arterial

Segundo a cardiologista, a hipertensão arterial é uma doença cercada de vários mitos. Além da ideia de que apenas idosos têm pressão alta, as pessoas costumam acreditar que basta cortar o sal da dieta para resolver o problema. Embora o excesso de sódio seja um fator de risco relevante, o controle da pressão envolve outras mudanças no estilo de vida, como a prática regular de exercícios, o controle da alimentação e até o uso de medicamentos prescritos.

 

Outro erro comum é pensar que o remédio para pressão alta vicia ou é descartável uma vez que os sintomas desaparecem. Por se tratar de uma condição crônica, o uso desses medicamentos deve ser contínuo.

 

Por fim, a Dra. Luciana também explica que se sentir bem não quer dizer que a pressão está controlada. É por isso que os pacientes não devem, em hipótese alguma, parar o tratamento por conta própria.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/2025-04-26/cresce-o-numero-de-jovens-com-pressao-alta-no-brasil-diz-inc.html - Por Marina Semensato - Pavel Danilyuk/Pexels

sábado, 26 de abril de 2025

10 dicas para prevenir e controlar a pressão alta


Manter hábitos saudáveis é essencial para evitar a hipertensão

 

A hipertensão arterial sistêmica (HAS), popularmente conhecida como pressão alta, é uma das principais causas de doenças cardiovasculares no Brasil e no mundo. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que um em cada quatro brasileiros seja hipertenso, muitas vezes sem saber. Silenciosa, a condição pode levar a infarto do miocárdio, AVC (acidente vascular cerebral), insuficiência renal e até morte súbita cardíaca.

 

"Controlar a pressão é um gesto de autocuidado com impacto direto na longevidade. É prevenir hoje para não correr contra o tempo amanhã", alerta a cardiologista Dra. Fernanda Andrade, especialista em saúde cardiovascular e promoção de hábitos de vida saudáveis.

 

Neste Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, confira 10 dicas para prevenir e controlar a pressão alta!

 

1. Monitore sua pressão regularmente

Mesmo sem sintomas, a pressão pode estar elevada. Aferições periódicas ajudam a identificar alterações precocemente. "A hipertensão é uma doença silenciosa, e o diagnóstico precoce salva vidas", reforça Dra. Fernanda Andrade.

 

2. Reduza o consumo de sal

O excesso de sódio é um dos principais vilões da pressão alta. Prefira temperos naturais e evite alimentos ultraprocessados. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é limitar o consumo a, no máximo, 5g de sal por dia.

 

3. Mantenha um peso saudável

O excesso de peso sobrecarrega o coração e contribui para a elevação da pressão arterial. Pequenas perdas de peso já geram grandes benefícios à saúde. Em geral, para cada 1 kg de peso perdido, a pressão arterial sistólica pode diminuir de 1 a 2 mmHg — especialmente em indivíduos com sobrepeso ou obesidade.

 

4. Pratique atividades físicas com regularidade

Exercícios aeróbicos, como caminhada, natação ou ciclismo, ajudam a regular a pressão, melhoram a circulação e fortalecem o coração.

 

5. Diga não ao cigarro

O tabagismo danifica os vasos sanguíneos e aumenta significativamente os riscos de infarto e AVC. Parar de fumar é uma das medidas mais impactantes para a saúde de quem tem hipertensão.

 

6. Modere o consumo de álcool

O excesso de bebidas alcoólicas pode elevar a pressão e prejudicar o fígado e o coração. "Equilíbrio é fundamental. Uma taça de vinho ocasionalmente não é problema, mas o abuso é perigoso", destaca a cardiologista.

 

7. Gerencie o estresse

Situações de estresse constante aumentam a liberação de hormônios que elevam a pressão arterial. Práticas como meditação, respiração consciente e momentos de lazer ajudam a proteger o coração.

 

8. Durma bem

A má qualidade do sono está diretamente associada à hipertensão. Procure manter uma rotina regular, com ambiente escuro, silencioso e sem interrupções.

 

9. Use medicamentos com orientação médica

Jamais se automedique. "Há dezenas de opções de tratamento, e só o médico pode indicar a mais adequada. Tomar remédios por conta própria pode ser perigoso", alerta a Dra. Fernanda Andrade.

 

10. Invista em uma alimentação equilibrada

Prefira alimentos ricos em potássio, magnésio e fibras, como frutas, verduras, leguminosas e cereais integrais. Reduza o consumo de gorduras saturadas e açúcar refinado.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/10-dicas-para-prevenir-e-controlar-a-pressao-alta,71b7bf49c63894d3056540af2f908f1aivjw6j2j.html?utm_source=clipboard - Por Sarah Monteiro - Foto: Rido | Shutterstock / Portal EdiCase

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Conheça a relação entre gordura abdominal e hipertensão e saiba como evitá-la


Estudo reforça a ligação, confirmando o aumento do risco cardiovascular; confira estratégias que ajudam a prevenir o acúmulo de gordura na região da barriga

   

Entre os problemas associados estão diabetes, esteatose hepática (a popular “gordura no fígado”) e aumento dos níveis de colesterol e triglicérides

 

Muito além de questões estéticas, o acúmulo de gordura na região abdominal está por trás de alterações metabólicas relacionadas ao aumento do risco cardiovascular. E um novo estudo, publicado em dezembro no periódico científico Nutrition Journal, reforça essa relação.

 

Pesquisadores da China avaliaram dados de mais de 47 mil indivíduos de três grandes estudos: o China Health and Nutrition Survey (CHNS), o China Health and Retirement Longitudinal Study (CHARLS) e o National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES). Esses trabalhos monitoram o estado nutricional e outros aspectos do estilo de vida das populações da China e dos Estados Unidos.

 

Foram selecionados 9.445 participantes, acompanhados durante quase quatro anos. Os cientistas avaliaram as medidas do abdômen e da pressão arterial, entre outros aspectos clínicos, e observaram que, quanto maior a circunferência da barriga, mais alta a incidência de hipertensão. “O artigo destaca a importância do tamanho da cintura como parâmetro para avaliar a propensão a doenças”, comenta a endocrinologista Cláudia Schimidt, do Hospital Israelita Albert Einstein.

 

Diferentemente do Índice de Massa Corporal (IMC), a medida da circunferência abdominal ajuda a apontar a distribuição de gordura. “Embora o IMC ainda colabore para a classificação da obesidade, cada vez mais a ciência mostra que são necessários outros critérios”, diz a médica.

 

No último dia 14 de janeiro, um artigo publicado no periódico The Lancet Diabetes & Endocrinology propõe que esse índice seja utilizado apenas como uma medida substituta do risco à saúde em nível populacional, para estudos epidemiológicos ou triagem, em vez de uma medida individual de saúde. “O excesso de adiposidade deveria ser confirmado por meio da medição direta da gordura corporal, quando disponível, ou por ao menos um critério antropométrico (como circunferência da cintura, relação cintura-quadril ou relação cintura-altura), além do IMC, utilizando métodos validados e pontos de corte apropriados para idade, sexo e etnia”, escrevem os autores.

 

O acúmulo excessivo de gordura na região abdominal – que fica entremeada nos órgãos – é considerado um tecido endócrino, ou seja, que produz diversas substâncias, inclusive algumas pró-inflamatórias. “Ao disparar pequenas e constantes inflamações, pode haver alterações na função endotelial”, explica Schimidt. A endocrinologista refere-se ao revestimento celular envolvido na dilatação e no relaxamento das artérias. Assim, a pressão tende a se elevar.

 

Diabetes, esteatose hepática (a popular “gordura no fígado”), aumento dos níveis de colesterol e triglicérides são alguns dos problemas associados — e ainda há indícios de maior risco de Alzheimer. “A gordura visceral é diferente da subcutânea, aquela que se concentra nos quadris e nos braços e que costuma trazer menos prejuízos à saúde”, comenta a especialista.


Confira, a seguir, algumas estratégias que ajudam a evitar a adiposidade abdominal:

 

🚴‍♀️ Manter-se ativo

Espantar o sedentarismo — caminhando, correndo, nadando ou se dedicando a outras atividades aeróbicas — promove alterações metabólicas positivas, facilitando a captação da glicose pelas fibras musculares, o que ajuda a equilibrar os níveis de insulina. Além disso, a prática de exercícios favorece a perda de peso e o aumento na produção de substâncias protetoras.

A recomendação é exercitar-se por 150 minutos na semana, mas para muita gente fica complicado alcançar essa meta. “Faça o que conseguir, de acordo com a rotina”, sugere Cláudia Schimidt.

Qualquer esforço é melhor do que nada — até mesmo trocar o elevador pela escada já entra na conta. Outra dica é escolher uma atividade de que você goste, o que vai garantir sua motivação para se manter ativo.

 

🍅 Priorizar o consumo de vegetais

Abrir espaço no cardápio para hortaliças, frutas, sementes e grãos integrais é a receita para garantir benefícios. Sempre dentro do equilíbrio e sem excessos. Além de vitaminas e sais minerais, que atuam em prol do bom funcionamento do organismo, esses alimentos oferecem fibras, que favorecem o aumento da saciedade, freando o apetite.

 

🥐 Consumir carboidrato com equilíbrio

O nutriente do arroz, da aveia, do trigo e seus derivados não pode ficar de fora do cardápio, afinal, é nossa principal fonte de energia. Exageros, entretanto, estão por trás do ganho de peso. A quantidade varia de acordo com a idade, o perfil e o nível de atividade física — por isso, antes de cortar fontes de carboidrato por conta própria, consulte um profissional de saúde especializado.

Além de evitar os excessos, a sugestão é priorizar as versões integrais no dia a dia, já que são mais nutritivas. Outra dica é combinar as fontes de carboidrato com alimentos ricos em proteínas, caso de leguminosas, queijos, iogurtes e ovos. Dessa maneira, a absorção torna-se mais lenta, o que evita grandes oscilações glicêmicas desfavoráveis ao metabolismo.

 

🌭 Evitar ultraprocessados

O termo refere-se aos alimentos industrializados que apresentam grandes quantidades de açúcar, gordura, sódio e aditivos. Lasanha pronta congelada e macarrão instantâneo são exemplos. Manter uma dieta com muitos produtos desse tipo favorece a obesidade e outros distúrbios.

 

Reduzir gordura saturada e evitar a gordura trans

Carnes vermelhas, queijos amarelos, manteiga e óleo de coco são alguns alimentos que contêm porções generosas de gorduras saturadas. Além de contribuir para o ganho de peso, o exagero na quantidade está por trás de males cardiovasculares.

A gordura trans, que pode estar presente na formulação de biscoitos recheados, sorvetes e salgadinhos, precisa ser evitada pelos mesmos motivos.

 

🩺 Perder peso quando há excesso

Além do acúmulo na barriga, os quilos em excesso estão relacionados com problemas cardiovasculares, diabetes, entre outros distúrbios. Quando o emagrecimento acontece de forma saudável, a perda de gordura abdominal tende a ser bem-sucedida, já que ela costuma ser metabolicamente muito ativa. Por isso, é fundamental buscar ajuda médica e de nutricionista para combater a obesidade.

 

😴 Zelar pelo sono

As noites maldormidas podem interferir com o equilíbrio de alguns hormônios envolvidos com o controle do apetite. É o caso da leptina, responsável por informar ao cérebro sobre saciedade, que tem sua atuação prejudicada.

Vale investir na chamada higiene do sono. A começar pelo quarto, que precisa estar arejado, de preferência com poucos móveis e sem bagunça. Colchão adequado e travesseiro na altura certa contam mais pontos a favor dos bons sonhos.

Para completar, o ideal é manter eletrônicos longe da cama. Desligue a TV e o computador bem antes de fechar os olhos — a luz desses aparelhos interfere na produção de melatonina, hormônio que avisa o cérebro que é hora de dormir.

 

😡 Gerenciar o estresse

Embora possa ser um desafio, sobretudo para quem precisa encarar trânsito, poluição sonora e outros fatores do cotidiano das grandes cidades, não custa reforçar a importância de domar as tensões. Isso porque o estresse crônico desencadeia uma série de desequilíbrios, inclusive hormonais, que contribuem para o aumento do apetite e o acúmulo de gordura na região abdominal.

Separar um tempo para se dedicar às atividades prazerosas pode ajudar. Inclusive, os exercícios físicos são grandes aliados, já que favorecem a liberação de endorfinas, um grupo de substâncias do bem-estar.

 

Fonte: https://www.correiodopovo.com.br/bellamais/saudefeminina/conhe%C3%A7a-a-rela%C3%A7%C3%A3o-entre-gordura-abdominal-e-hipertens%C3%A3o-e-saiba-como-evit%C3%A1-la-1.1582994 - Agência Einstein - Foto: Freepik

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Entenda o que é a pressão arterial e saiba o que ela indica


Especialista explica a diferença entre pressão alta e baixa e como diferenciar os sintomas

 

A pressão arterial é uma medida da força que o sangue exerce contra as paredes das artérias enquanto o coração bombeia. Ela é expressa por dois números. É o caso da pressão sistólica, que refere-se ao número superior e indica a pressão nas artérias quando o coração bate e bombeia o sangue. Além disso, há a pressão diastólica, que diz respeito ao número inferior e representa a pressão nas artérias quando o coração está em repouso.

 

O cardiologista do Hospital Albert Sabin de SP (HAS), Dr. Firmino Haag, ressalta que os valores normais de pressão arterial normalmente se consideram em cerca de 120/80 mmHg. Nesse sentido, quando há uma disfunção no padrão, os pacientes podem apresentar casos de pressão alta ou baixa. Os sintomas de ambos os episódios podem variar, de forma que alguns indivíduos não devem sequer manifestar sintomas evidentes. 

 

Embora diversos, o especialista lista os principais sinais que indicam as manifestações e podem soar como um alerta. Confira os mais frequentes abaixo.

 

Hipertensão

Os sintomas percebem-se em casos mais extremos.

 

Dor de cabeça intensa

Tontura ou vertigem

Náuseas

Visão embaçada

Falta de ar

Sangramento nasal

Sensação de pressão no peito

A pressão alta pode trazer diversos malefícios à saúde, ainda mais se não receber o tratamento correto. Alguns dos principais riscos dessa condição são infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, aneurismas e síndromes plurimetabólicas.


É possível controlar a hipertensão a partir da adoção de um estilo de vida saudável, de boa alimentação e, em muitos casos, do uso de medicamentos. O cardiologista esclarece que seguir as recomendações médicas e modificar os hábitos é uma postura fundamental para prevenir complicações mais graves.

 

Hipotensão

Os sintomas se tornam mais evidentes em situações de pressão muito baixa.

 

Tontura ou sensação de desmaio

Fadiga ou fraqueza

Náuseas

Visão turva

Confusão ou dificuldade de concentração

Sinais de choque, como pele fria e pegajosa, respiração rápida ou pulso fraco

A pressão baixa pode desencadear uma série de sintomas e, em casos severos, resultar em prejuízos para o bem-estar. Seus sintomas mais recorrentes são tontura, desmaios, confusão mental e choque hipovolêmico. 

 

A hipotensão pode ser um sinal de uma condição subjacente. Por isso, o monitoramento dos sintomas e a busca por orientação médica é essencial para um diagnóstico e tratamento adequados. O especialista ainda orienta que a abordagem que mais se adequa nesses episódios se baseia no aumento da hidratação, na elevação das pernas, na boa alimentação e no uso de meias elásticas.

 

Pressão alta ou baixa?

 

Para saber se a pressão arterial está alta ou baixa, é necessário medi-la com um aparelho de pressão, conhecido como esfigmomanômetro. Para realizar uma avaliação precisa, se recomenda a medição em diferentes momentos e durante vários dias. Isso auxilia na visualização de um possível padrão de hipertensão ou hipotensão.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/pressao-arterial-entenda-o-que-e-saiba-o-que-indica.phtml - ByLivia Panassolo / Foto: Shutterstock

sábado, 26 de outubro de 2024

Veja como a alimentação ajuda a controlar a pressão alta


O cuidado com a alimentação alta é fundamental para controlar e prevenir a pressão alta

 

As novas diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia trouxeram mudanças significativas para o entendimento dos níveis saudáveis da pressão arterial. Valores entre 12 por 7 e 13 por 8 passaram a ser classificados como elevados, o que exige maior atenção para evitar complicações. Essa atualização reforça, também, a importância de cuidados contínuos para prevenir a hipertensão e seus impactos na saúde.

 

“A hipertensão, mais comumente chamada de pressão alta, é a condição crônica mais comum no mundo todo. É um grande fator de risco para doenças cardíacas, afeta um bilhão de pessoas e é responsável por uma em cada oito mortes a cada ano”, explica a Dra. Deborah Beranger, endocrinologista com pós-graduação em Endocrinologia e Metabologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (SCMRJ).

 

Controlando a pressão alta

Segundo a Dra. Marcella Garcez, nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, a primeira orientação alimentar, quando se trata de controlar a pressão alta, é reduzir a ingestão de sal e alimentos que contenham grandes concentrações de sódio.

 

“O sódio, presente no sal, é um micronutriente que realiza a função de controlar as funções renais, a pressão arterial e os impulsos nervosos, por exemplo. Há evidências comprovadas de que o excesso desse micronutriente pode alterar a pressão arterial sanguínea e outras funções do organismo, levando ao desenvolvimento de hipertensão, doenças cardiovasculares e até mesmo a morte”, alerta a especialista.

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o consumo de sal não ultrapasse 5 gramas por dia, o que equivale a aproximadamente 2 gramas de sódio. “Então, retirar o saleiro da mesa e diminuir o consumo de fast-foods e produtos embutidos, enlatados e industrializados são medidas fundamentais no controle da hipertensão arterial”, acrescenta a médica.

 

Cuidados com a alimentação

Uma dieta saudável para o coração e para o controle da pressão arterial vai muito além da redução da ingestão de sódio. “O consumo de alimentos antioxidantes, com alto teor de fibras e ricos em compostos bioativos hipotensores, pode ajudar a reduzir os níveis pressóricos”, diz a Dra. Marcella Garcez.

 

Segundo ela, o potássio é um grande aliado contra a hipertensão. “O potássio ajuda a equilibrar os níveis de sódio no corpo, pois auxilia os rins a excretarem o excesso desse micronutriente pela urina. E, além disso, ainda promove o relaxamento das paredes dos vasos sanguíneos, melhorando o fluxo do sangue e ajudando a reduzir a pressão nas artérias”, diz a profissional.

 

Fontes de potássio e magnésio

Para controlar a pressão, a nutróloga recomenda a ingestão de alimentos pobres em sódio e ricos em potássio, magnésio e fibras. “Banana, abacate, laranja, batata-doce e espinafre são exemplos de alimentos ricos em potássio, então ajudam a equilibrar os efeitos do sódio”, explica a Dra. Marcella Garcez.

 

Além do potássio, alguns alimentos também podem favorecer a pressão arterial de outras maneiras. “O potássio também está presente em leguminosas, como feijões e ervilha, que ainda contêm fibras, assim como os cereais integrais, ajudando assim na manutenção de níveis saudáveis de pressão arterial”, lista a médica.

 

“Já o magnésio pode ser encontrado nas oleaginosas como nozes, amêndoas e sementes de linhaça”, destaca a Dra. Marcella Garcez, que também recomenda o consumo de peixes marinhos gordurosos, incluindo sardinha e salmão, que, por serem ricos em ômega 3, ajudam a relaxar os vasos sanguíneos. “E o alho e a cebola também possuem compostos bioativos com a funcionalidade de ajudar na dilatação dos vasos sanguíneos”, acrescenta.

 

Benefícios da dieta DASH no controle da hipertensão

Existe, inclusive, uma dieta desenvolvida especificamente para prevenir e tratar a pressão alta: a dieta DASH, que tem foco em vegetais, frutas, grãos integrais, laticínios com baixo teor de gordura e proteínas magras, enquanto desencoraja o consumo de alimentos com gorduras saturadas e trans.

 

Pesquisas mostraram que pessoas que seguem a dieta DASH podem reduzir sua pressão arterial em alguns pontos em apenas duas semanas. “Com o tempo, a pressão arterial sistólica (o número mais alto em uma leitura de pressão arterial) pode cair de oito a 14 pontos, o que reduz significativamente o risco de doença cardiovascular. Os efeitos positivos para a saúde podem ser ainda maiores se o DASH for combinado com uma dieta com baixo teor de sódio”, explica a Dra. Deborah Beranger.

 

E um aspecto interessante é que os efeitos são maiores em pessoas com hipertensão ou pressão arterial mais alta na linha de base, o que é comparável a medicamentos anti-hipertensivos. “Os resultados de estudos reforçam que intervenções dietéticas podem ser úteis como medicamentos anti-hipertensivos em pessoas com maior risco de pressão arterial alta e devem ser uma opção de tratamento de primeira linha de rotina para tais indivíduos”, acrescenta.

 

Efeitos adicionais da dieta DASH na saúde

Evidências ainda mostraram que a dieta DASH também é altamente eficaz na redução do colesterol no sangue. “O maior consumo de fibras, provenientes de vegetais e frutas, e a redução do consumo de gordura saturada explicam os benefícios da dieta na redução do colesterol no sangue”, diz a endocrinologista.

 

Claro, uma dieta individualizada com acompanhamento médico e nutricional é sempre o melhor caminho. “Porém, temos fortes evidências que colocar em prática esse tipo de padrão alimentar traz benefícios para pacientes com síndrome metabólica, incluindo, além de hipertensão arterial, obesidade, resistência à insulina e níveis alterados de colesterol e triglicérides no sangue”, finaliza a Dra. Deborah Beranger.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/parceiros/edicase/2024-10-25/veja-como-a-alimentacao-ajuda-a-controlar-a-pressao-alta.html - Por Maria Claudia Amoroso - Imagem: Katinkah | Shutterstock


Mas eu vou restaurar a saúde e curar as suas feridas ‘, declara o SENHOR. (Jeremias 30:17)


terça-feira, 28 de maio de 2024

10 alimentos que influenciam os níveis da pressão arterial


Médico explica como o cuidado com a alimentação é importante para o controle da doença

 

A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, é uma doença crônica caracterizada pelo aumento da pressão sanguínea nas artérias. Os casos dessa patologia vêm aumentando em todo o mundo. Segundo estudo realizado pelo Instituto Nacional de Cardiologia, baseado em dados do Ministério da Saúde, o número de brasileiros com problemas de pressão alta foi recorde em 2023, chegando a 28% da população.

 

A pressão arterial elevada, se não controlada, pode levar a complicações graves, como doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais, como explica o médico e professor do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras, Mauro Machado.

 

“Quando diagnosticado a pressão elevada, o paciente deve seguir o acompanhamento médico rigorosamente. Vale ressaltar que, tanto no tratamento quanto na prevenção, a prática de atividades físicas regulares e a alimentação saudável são fundamentais para o sucesso”, explica.

 

Por isso, segundo o médico, “entender quais alimentos ajudam no controle da hipertensão e quais devem ser evitados é essencial para a garantia de uma vida mais saudável”, salienta.

 

Alimentos benéficos

Abaixo, confira alguns alimentos que auxiliam no controle da hipertensão:

 

1. Frutas e vegetais

Maçã, banana, laranja, espinafres e brócolis são ricos em potássio, um mineral que ajuda a regular a pressão arterial.

 

2. Grãos integrais

Aveia, quinoa e arroz integral são fontes de fibras que contribuem para a redução da pressão arterial.

 

3. Peixes ricos em ômega 3

Salmão, atum e sardinha são exemplos de peixes que contêm ácidos graxos ômega 3, conhecidos por promover a saúde cardiovascular.

 

4. Nozes e sementes

Amêndoas, nozes, sementes de abóbora e chia são fontes de gorduras saudáveis e minerais, como o magnésio, que ajudam a manter a pressão arterial sob controle.

 

5. Laticínios com baixo teor de gordura

Leite desnatado e iogurte natural são fontes de cálcio e potássio, importantes para a saúde cardiovascular.

 

Alimentos para evitar

Abaixo, veja alimentos que podem aumentar a pressão arterial:

 

1. Alimentos ultraprocessados e industrializados

Fast food , salgadinhos, refrigerantes e alimentos embalados geralmente contêm altos níveis de sódio e de açúcares, o que pode contribuir para elevar a pressão arterial.

 

2. Carnes processadas

Bacon, salsicha, presunto e carnes enlatadas são ricas em sódio e podem contribuir para o aumento da pressão arterial

 

3. Bebidas alcoólicas

O consumo excessivo de álcool pode levar à hipertensão. Portanto, é importante limitar a ingestão de bebidas alcoólicas.

 

4. Açúcares e doces

Alimentos ricos em açúcares adicionados, como doces, bolos e refrigerantes, podem desencadear picos de açúcar no sangue, afetando indiretamente a pressão arterial.

 

5. Cafeína

Embora em algumas pessoas a cafeína possa aumentar temporariamente a pressão arterial, seu efeito pode variar. É importante monitorar como seu corpo reage à cafeína e limitar o consumo, se necessário.

 

Adotar uma dieta rica em alimentos saudáveis e com o mínimo de alimentos processados e com sódio é fundamental para o controle da hipertensão arterial. Além disso, é essencial combinar uma alimentação equilibrada com a prática regular de exercícios físicos e o monitoramento regular da pressão arterial, sob supervisão médica.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/parceiros/edicase/2024-05-27/10-alimentos-que-influenciam-os-niveis-da-pressao-arterial.html - Por Camila Crepaldi - Imagem: New Africa | Shutterstock


No dia em que eu temer, hei de confiar em ti.

Salmo 56:3