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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Conheça a relação entre gordura abdominal e hipertensão e saiba como evitá-la


Estudo reforça a ligação, confirmando o aumento do risco cardiovascular; confira estratégias que ajudam a prevenir o acúmulo de gordura na região da barriga

   

Entre os problemas associados estão diabetes, esteatose hepática (a popular “gordura no fígado”) e aumento dos níveis de colesterol e triglicérides

 

Muito além de questões estéticas, o acúmulo de gordura na região abdominal está por trás de alterações metabólicas relacionadas ao aumento do risco cardiovascular. E um novo estudo, publicado em dezembro no periódico científico Nutrition Journal, reforça essa relação.

 

Pesquisadores da China avaliaram dados de mais de 47 mil indivíduos de três grandes estudos: o China Health and Nutrition Survey (CHNS), o China Health and Retirement Longitudinal Study (CHARLS) e o National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES). Esses trabalhos monitoram o estado nutricional e outros aspectos do estilo de vida das populações da China e dos Estados Unidos.

 

Foram selecionados 9.445 participantes, acompanhados durante quase quatro anos. Os cientistas avaliaram as medidas do abdômen e da pressão arterial, entre outros aspectos clínicos, e observaram que, quanto maior a circunferência da barriga, mais alta a incidência de hipertensão. “O artigo destaca a importância do tamanho da cintura como parâmetro para avaliar a propensão a doenças”, comenta a endocrinologista Cláudia Schimidt, do Hospital Israelita Albert Einstein.

 

Diferentemente do Índice de Massa Corporal (IMC), a medida da circunferência abdominal ajuda a apontar a distribuição de gordura. “Embora o IMC ainda colabore para a classificação da obesidade, cada vez mais a ciência mostra que são necessários outros critérios”, diz a médica.

 

No último dia 14 de janeiro, um artigo publicado no periódico The Lancet Diabetes & Endocrinology propõe que esse índice seja utilizado apenas como uma medida substituta do risco à saúde em nível populacional, para estudos epidemiológicos ou triagem, em vez de uma medida individual de saúde. “O excesso de adiposidade deveria ser confirmado por meio da medição direta da gordura corporal, quando disponível, ou por ao menos um critério antropométrico (como circunferência da cintura, relação cintura-quadril ou relação cintura-altura), além do IMC, utilizando métodos validados e pontos de corte apropriados para idade, sexo e etnia”, escrevem os autores.

 

O acúmulo excessivo de gordura na região abdominal – que fica entremeada nos órgãos – é considerado um tecido endócrino, ou seja, que produz diversas substâncias, inclusive algumas pró-inflamatórias. “Ao disparar pequenas e constantes inflamações, pode haver alterações na função endotelial”, explica Schimidt. A endocrinologista refere-se ao revestimento celular envolvido na dilatação e no relaxamento das artérias. Assim, a pressão tende a se elevar.

 

Diabetes, esteatose hepática (a popular “gordura no fígado”), aumento dos níveis de colesterol e triglicérides são alguns dos problemas associados — e ainda há indícios de maior risco de Alzheimer. “A gordura visceral é diferente da subcutânea, aquela que se concentra nos quadris e nos braços e que costuma trazer menos prejuízos à saúde”, comenta a especialista.


Confira, a seguir, algumas estratégias que ajudam a evitar a adiposidade abdominal:

 

🚴‍♀️ Manter-se ativo

Espantar o sedentarismo — caminhando, correndo, nadando ou se dedicando a outras atividades aeróbicas — promove alterações metabólicas positivas, facilitando a captação da glicose pelas fibras musculares, o que ajuda a equilibrar os níveis de insulina. Além disso, a prática de exercícios favorece a perda de peso e o aumento na produção de substâncias protetoras.

A recomendação é exercitar-se por 150 minutos na semana, mas para muita gente fica complicado alcançar essa meta. “Faça o que conseguir, de acordo com a rotina”, sugere Cláudia Schimidt.

Qualquer esforço é melhor do que nada — até mesmo trocar o elevador pela escada já entra na conta. Outra dica é escolher uma atividade de que você goste, o que vai garantir sua motivação para se manter ativo.

 

🍅 Priorizar o consumo de vegetais

Abrir espaço no cardápio para hortaliças, frutas, sementes e grãos integrais é a receita para garantir benefícios. Sempre dentro do equilíbrio e sem excessos. Além de vitaminas e sais minerais, que atuam em prol do bom funcionamento do organismo, esses alimentos oferecem fibras, que favorecem o aumento da saciedade, freando o apetite.

 

🥐 Consumir carboidrato com equilíbrio

O nutriente do arroz, da aveia, do trigo e seus derivados não pode ficar de fora do cardápio, afinal, é nossa principal fonte de energia. Exageros, entretanto, estão por trás do ganho de peso. A quantidade varia de acordo com a idade, o perfil e o nível de atividade física — por isso, antes de cortar fontes de carboidrato por conta própria, consulte um profissional de saúde especializado.

Além de evitar os excessos, a sugestão é priorizar as versões integrais no dia a dia, já que são mais nutritivas. Outra dica é combinar as fontes de carboidrato com alimentos ricos em proteínas, caso de leguminosas, queijos, iogurtes e ovos. Dessa maneira, a absorção torna-se mais lenta, o que evita grandes oscilações glicêmicas desfavoráveis ao metabolismo.

 

🌭 Evitar ultraprocessados

O termo refere-se aos alimentos industrializados que apresentam grandes quantidades de açúcar, gordura, sódio e aditivos. Lasanha pronta congelada e macarrão instantâneo são exemplos. Manter uma dieta com muitos produtos desse tipo favorece a obesidade e outros distúrbios.

 

Reduzir gordura saturada e evitar a gordura trans

Carnes vermelhas, queijos amarelos, manteiga e óleo de coco são alguns alimentos que contêm porções generosas de gorduras saturadas. Além de contribuir para o ganho de peso, o exagero na quantidade está por trás de males cardiovasculares.

A gordura trans, que pode estar presente na formulação de biscoitos recheados, sorvetes e salgadinhos, precisa ser evitada pelos mesmos motivos.

 

🩺 Perder peso quando há excesso

Além do acúmulo na barriga, os quilos em excesso estão relacionados com problemas cardiovasculares, diabetes, entre outros distúrbios. Quando o emagrecimento acontece de forma saudável, a perda de gordura abdominal tende a ser bem-sucedida, já que ela costuma ser metabolicamente muito ativa. Por isso, é fundamental buscar ajuda médica e de nutricionista para combater a obesidade.

 

😴 Zelar pelo sono

As noites maldormidas podem interferir com o equilíbrio de alguns hormônios envolvidos com o controle do apetite. É o caso da leptina, responsável por informar ao cérebro sobre saciedade, que tem sua atuação prejudicada.

Vale investir na chamada higiene do sono. A começar pelo quarto, que precisa estar arejado, de preferência com poucos móveis e sem bagunça. Colchão adequado e travesseiro na altura certa contam mais pontos a favor dos bons sonhos.

Para completar, o ideal é manter eletrônicos longe da cama. Desligue a TV e o computador bem antes de fechar os olhos — a luz desses aparelhos interfere na produção de melatonina, hormônio que avisa o cérebro que é hora de dormir.

 

😡 Gerenciar o estresse

Embora possa ser um desafio, sobretudo para quem precisa encarar trânsito, poluição sonora e outros fatores do cotidiano das grandes cidades, não custa reforçar a importância de domar as tensões. Isso porque o estresse crônico desencadeia uma série de desequilíbrios, inclusive hormonais, que contribuem para o aumento do apetite e o acúmulo de gordura na região abdominal.

Separar um tempo para se dedicar às atividades prazerosas pode ajudar. Inclusive, os exercícios físicos são grandes aliados, já que favorecem a liberação de endorfinas, um grupo de substâncias do bem-estar.

 

Fonte: https://www.correiodopovo.com.br/bellamais/saudefeminina/conhe%C3%A7a-a-rela%C3%A7%C3%A3o-entre-gordura-abdominal-e-hipertens%C3%A3o-e-saiba-como-evit%C3%A1-la-1.1582994 - Agência Einstein - Foto: Freepik

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Entenda o que é a pressão arterial e saiba o que ela indica


Especialista explica a diferença entre pressão alta e baixa e como diferenciar os sintomas

 

A pressão arterial é uma medida da força que o sangue exerce contra as paredes das artérias enquanto o coração bombeia. Ela é expressa por dois números. É o caso da pressão sistólica, que refere-se ao número superior e indica a pressão nas artérias quando o coração bate e bombeia o sangue. Além disso, há a pressão diastólica, que diz respeito ao número inferior e representa a pressão nas artérias quando o coração está em repouso.

 

O cardiologista do Hospital Albert Sabin de SP (HAS), Dr. Firmino Haag, ressalta que os valores normais de pressão arterial normalmente se consideram em cerca de 120/80 mmHg. Nesse sentido, quando há uma disfunção no padrão, os pacientes podem apresentar casos de pressão alta ou baixa. Os sintomas de ambos os episódios podem variar, de forma que alguns indivíduos não devem sequer manifestar sintomas evidentes. 

 

Embora diversos, o especialista lista os principais sinais que indicam as manifestações e podem soar como um alerta. Confira os mais frequentes abaixo.

 

Hipertensão

Os sintomas percebem-se em casos mais extremos.

 

Dor de cabeça intensa

Tontura ou vertigem

Náuseas

Visão embaçada

Falta de ar

Sangramento nasal

Sensação de pressão no peito

A pressão alta pode trazer diversos malefícios à saúde, ainda mais se não receber o tratamento correto. Alguns dos principais riscos dessa condição são infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, aneurismas e síndromes plurimetabólicas.


É possível controlar a hipertensão a partir da adoção de um estilo de vida saudável, de boa alimentação e, em muitos casos, do uso de medicamentos. O cardiologista esclarece que seguir as recomendações médicas e modificar os hábitos é uma postura fundamental para prevenir complicações mais graves.

 

Hipotensão

Os sintomas se tornam mais evidentes em situações de pressão muito baixa.

 

Tontura ou sensação de desmaio

Fadiga ou fraqueza

Náuseas

Visão turva

Confusão ou dificuldade de concentração

Sinais de choque, como pele fria e pegajosa, respiração rápida ou pulso fraco

A pressão baixa pode desencadear uma série de sintomas e, em casos severos, resultar em prejuízos para o bem-estar. Seus sintomas mais recorrentes são tontura, desmaios, confusão mental e choque hipovolêmico. 

 

A hipotensão pode ser um sinal de uma condição subjacente. Por isso, o monitoramento dos sintomas e a busca por orientação médica é essencial para um diagnóstico e tratamento adequados. O especialista ainda orienta que a abordagem que mais se adequa nesses episódios se baseia no aumento da hidratação, na elevação das pernas, na boa alimentação e no uso de meias elásticas.

 

Pressão alta ou baixa?

 

Para saber se a pressão arterial está alta ou baixa, é necessário medi-la com um aparelho de pressão, conhecido como esfigmomanômetro. Para realizar uma avaliação precisa, se recomenda a medição em diferentes momentos e durante vários dias. Isso auxilia na visualização de um possível padrão de hipertensão ou hipotensão.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/pressao-arterial-entenda-o-que-e-saiba-o-que-indica.phtml - ByLivia Panassolo / Foto: Shutterstock

sábado, 26 de outubro de 2024

Veja como a alimentação ajuda a controlar a pressão alta


O cuidado com a alimentação alta é fundamental para controlar e prevenir a pressão alta

 

As novas diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia trouxeram mudanças significativas para o entendimento dos níveis saudáveis da pressão arterial. Valores entre 12 por 7 e 13 por 8 passaram a ser classificados como elevados, o que exige maior atenção para evitar complicações. Essa atualização reforça, também, a importância de cuidados contínuos para prevenir a hipertensão e seus impactos na saúde.

 

“A hipertensão, mais comumente chamada de pressão alta, é a condição crônica mais comum no mundo todo. É um grande fator de risco para doenças cardíacas, afeta um bilhão de pessoas e é responsável por uma em cada oito mortes a cada ano”, explica a Dra. Deborah Beranger, endocrinologista com pós-graduação em Endocrinologia e Metabologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (SCMRJ).

 

Controlando a pressão alta

Segundo a Dra. Marcella Garcez, nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, a primeira orientação alimentar, quando se trata de controlar a pressão alta, é reduzir a ingestão de sal e alimentos que contenham grandes concentrações de sódio.

 

“O sódio, presente no sal, é um micronutriente que realiza a função de controlar as funções renais, a pressão arterial e os impulsos nervosos, por exemplo. Há evidências comprovadas de que o excesso desse micronutriente pode alterar a pressão arterial sanguínea e outras funções do organismo, levando ao desenvolvimento de hipertensão, doenças cardiovasculares e até mesmo a morte”, alerta a especialista.

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o consumo de sal não ultrapasse 5 gramas por dia, o que equivale a aproximadamente 2 gramas de sódio. “Então, retirar o saleiro da mesa e diminuir o consumo de fast-foods e produtos embutidos, enlatados e industrializados são medidas fundamentais no controle da hipertensão arterial”, acrescenta a médica.

 

Cuidados com a alimentação

Uma dieta saudável para o coração e para o controle da pressão arterial vai muito além da redução da ingestão de sódio. “O consumo de alimentos antioxidantes, com alto teor de fibras e ricos em compostos bioativos hipotensores, pode ajudar a reduzir os níveis pressóricos”, diz a Dra. Marcella Garcez.

 

Segundo ela, o potássio é um grande aliado contra a hipertensão. “O potássio ajuda a equilibrar os níveis de sódio no corpo, pois auxilia os rins a excretarem o excesso desse micronutriente pela urina. E, além disso, ainda promove o relaxamento das paredes dos vasos sanguíneos, melhorando o fluxo do sangue e ajudando a reduzir a pressão nas artérias”, diz a profissional.

 

Fontes de potássio e magnésio

Para controlar a pressão, a nutróloga recomenda a ingestão de alimentos pobres em sódio e ricos em potássio, magnésio e fibras. “Banana, abacate, laranja, batata-doce e espinafre são exemplos de alimentos ricos em potássio, então ajudam a equilibrar os efeitos do sódio”, explica a Dra. Marcella Garcez.

 

Além do potássio, alguns alimentos também podem favorecer a pressão arterial de outras maneiras. “O potássio também está presente em leguminosas, como feijões e ervilha, que ainda contêm fibras, assim como os cereais integrais, ajudando assim na manutenção de níveis saudáveis de pressão arterial”, lista a médica.

 

“Já o magnésio pode ser encontrado nas oleaginosas como nozes, amêndoas e sementes de linhaça”, destaca a Dra. Marcella Garcez, que também recomenda o consumo de peixes marinhos gordurosos, incluindo sardinha e salmão, que, por serem ricos em ômega 3, ajudam a relaxar os vasos sanguíneos. “E o alho e a cebola também possuem compostos bioativos com a funcionalidade de ajudar na dilatação dos vasos sanguíneos”, acrescenta.

 

Benefícios da dieta DASH no controle da hipertensão

Existe, inclusive, uma dieta desenvolvida especificamente para prevenir e tratar a pressão alta: a dieta DASH, que tem foco em vegetais, frutas, grãos integrais, laticínios com baixo teor de gordura e proteínas magras, enquanto desencoraja o consumo de alimentos com gorduras saturadas e trans.

 

Pesquisas mostraram que pessoas que seguem a dieta DASH podem reduzir sua pressão arterial em alguns pontos em apenas duas semanas. “Com o tempo, a pressão arterial sistólica (o número mais alto em uma leitura de pressão arterial) pode cair de oito a 14 pontos, o que reduz significativamente o risco de doença cardiovascular. Os efeitos positivos para a saúde podem ser ainda maiores se o DASH for combinado com uma dieta com baixo teor de sódio”, explica a Dra. Deborah Beranger.

 

E um aspecto interessante é que os efeitos são maiores em pessoas com hipertensão ou pressão arterial mais alta na linha de base, o que é comparável a medicamentos anti-hipertensivos. “Os resultados de estudos reforçam que intervenções dietéticas podem ser úteis como medicamentos anti-hipertensivos em pessoas com maior risco de pressão arterial alta e devem ser uma opção de tratamento de primeira linha de rotina para tais indivíduos”, acrescenta.

 

Efeitos adicionais da dieta DASH na saúde

Evidências ainda mostraram que a dieta DASH também é altamente eficaz na redução do colesterol no sangue. “O maior consumo de fibras, provenientes de vegetais e frutas, e a redução do consumo de gordura saturada explicam os benefícios da dieta na redução do colesterol no sangue”, diz a endocrinologista.

 

Claro, uma dieta individualizada com acompanhamento médico e nutricional é sempre o melhor caminho. “Porém, temos fortes evidências que colocar em prática esse tipo de padrão alimentar traz benefícios para pacientes com síndrome metabólica, incluindo, além de hipertensão arterial, obesidade, resistência à insulina e níveis alterados de colesterol e triglicérides no sangue”, finaliza a Dra. Deborah Beranger.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/parceiros/edicase/2024-10-25/veja-como-a-alimentacao-ajuda-a-controlar-a-pressao-alta.html - Por Maria Claudia Amoroso - Imagem: Katinkah | Shutterstock


Mas eu vou restaurar a saúde e curar as suas feridas ‘, declara o SENHOR. (Jeremias 30:17)


terça-feira, 28 de maio de 2024

10 alimentos que influenciam os níveis da pressão arterial


Médico explica como o cuidado com a alimentação é importante para o controle da doença

 

A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, é uma doença crônica caracterizada pelo aumento da pressão sanguínea nas artérias. Os casos dessa patologia vêm aumentando em todo o mundo. Segundo estudo realizado pelo Instituto Nacional de Cardiologia, baseado em dados do Ministério da Saúde, o número de brasileiros com problemas de pressão alta foi recorde em 2023, chegando a 28% da população.

 

A pressão arterial elevada, se não controlada, pode levar a complicações graves, como doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais, como explica o médico e professor do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras, Mauro Machado.

 

“Quando diagnosticado a pressão elevada, o paciente deve seguir o acompanhamento médico rigorosamente. Vale ressaltar que, tanto no tratamento quanto na prevenção, a prática de atividades físicas regulares e a alimentação saudável são fundamentais para o sucesso”, explica.

 

Por isso, segundo o médico, “entender quais alimentos ajudam no controle da hipertensão e quais devem ser evitados é essencial para a garantia de uma vida mais saudável”, salienta.

 

Alimentos benéficos

Abaixo, confira alguns alimentos que auxiliam no controle da hipertensão:

 

1. Frutas e vegetais

Maçã, banana, laranja, espinafres e brócolis são ricos em potássio, um mineral que ajuda a regular a pressão arterial.

 

2. Grãos integrais

Aveia, quinoa e arroz integral são fontes de fibras que contribuem para a redução da pressão arterial.

 

3. Peixes ricos em ômega 3

Salmão, atum e sardinha são exemplos de peixes que contêm ácidos graxos ômega 3, conhecidos por promover a saúde cardiovascular.

 

4. Nozes e sementes

Amêndoas, nozes, sementes de abóbora e chia são fontes de gorduras saudáveis e minerais, como o magnésio, que ajudam a manter a pressão arterial sob controle.

 

5. Laticínios com baixo teor de gordura

Leite desnatado e iogurte natural são fontes de cálcio e potássio, importantes para a saúde cardiovascular.

 

Alimentos para evitar

Abaixo, veja alimentos que podem aumentar a pressão arterial:

 

1. Alimentos ultraprocessados e industrializados

Fast food , salgadinhos, refrigerantes e alimentos embalados geralmente contêm altos níveis de sódio e de açúcares, o que pode contribuir para elevar a pressão arterial.

 

2. Carnes processadas

Bacon, salsicha, presunto e carnes enlatadas são ricas em sódio e podem contribuir para o aumento da pressão arterial

 

3. Bebidas alcoólicas

O consumo excessivo de álcool pode levar à hipertensão. Portanto, é importante limitar a ingestão de bebidas alcoólicas.

 

4. Açúcares e doces

Alimentos ricos em açúcares adicionados, como doces, bolos e refrigerantes, podem desencadear picos de açúcar no sangue, afetando indiretamente a pressão arterial.

 

5. Cafeína

Embora em algumas pessoas a cafeína possa aumentar temporariamente a pressão arterial, seu efeito pode variar. É importante monitorar como seu corpo reage à cafeína e limitar o consumo, se necessário.

 

Adotar uma dieta rica em alimentos saudáveis e com o mínimo de alimentos processados e com sódio é fundamental para o controle da hipertensão arterial. Além disso, é essencial combinar uma alimentação equilibrada com a prática regular de exercícios físicos e o monitoramento regular da pressão arterial, sob supervisão médica.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/parceiros/edicase/2024-05-27/10-alimentos-que-influenciam-os-niveis-da-pressao-arterial.html - Por Camila Crepaldi - Imagem: New Africa | Shutterstock


No dia em que eu temer, hei de confiar em ti.

Salmo 56:3


segunda-feira, 27 de maio de 2024

Hipertensão: tudo o que você precisa saber sobre a pressão alta


Também conhecida como hipertensão, a pressão alta atinge 32,5% da população adulta brasileira, o que representa 36 milhões de pessoas. Além disso, mais de 60% dos idosos têm a doença, que contribui direta ou indiretamente para 50% das mortes por doenças cardiovasculares.

 

Boa parte dessas pessoas, no entanto, desconhece sua condição ou simplesmente não segue um tratamento para controlar o problema devido à natureza assintomática. Esse fator contribui para o agravamento dos casos de hipertensão no Brasil.

 

De acordo com levantamento do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), entre 2008 e 2022, o número de internações por infarto aumentou no país. Entre os homens, a média mensal passou de 5.282 para 13.645, alta de 158%. Entre as mulheres, a média foi de 1.930 para 4.973, aumento de 157%.

 

O quadro é um alerta para o desenvolvimento de problemas cardíacos. Felizmente, esta e outras consequências graves da pressão arterial elevada podem ser evitadas com duas medidas simples: informação e tratamento adequado.

 

Confira abaixo as respostas que a Abbott, empresa global de cuidados para a saúde, elaborou para algumas das principais dúvidas sobre o assunto.

 

O que é hipertensão?

A pressão arterial é a força exercida pelo sangue, bombeado pelo coração, dentro dos vasos sanguíneos. A hipertensão arterial, portanto, se caracteriza quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou 14 por 9).

 

Como descobrir se sou hipertenso?

Tontura, falta de ar e dor de cabeça são sintomas comuns da pressão alta. No entanto, na maioria das vezes, uma pessoa que sofre de hipertensão não apresenta sinais de doenças cardíacas ou outros indícios que acusem o problema. E é aí que mora o grande perigo dessa doença. Afinal, sem o controle, ela pode reduzir a expectativa de vida.

Para descobrir se é hipertenso, é preciso fazer a medição da pressão arterial. Os aparelhos medidores registram a pressão máxima (sistólica), quando o coração se contrai, e a pressão mínima (diastólica), quando o órgão se dilata, em milímetros de mercúrio.

A pressão considerada ótima é de 120/80 mmHg (milímetros de mercúrio), ou simplesmente 12 por 8. É considerado hipertenso quem apresenta sistematicamente pressão igual ou maior que 140/90 mmHg, ou 14 por 9.

 

O que provoca a hipertensão?

Em 90% dos casos a hipertensão é uma herança dos pais. No entanto, várias causas podem estar associadas ao problema. Isso porque fatores relacionados ao estilo de vida podem contribuir com alterações nos níveis de pressão arterial. É o caso do tabagismo, consumo de bebida alcoólica, obesidade, colesterol alto, consumo excessivo de sal, estresse e sedentarismo.

 

Quais são os riscos da pressão alta?

Quando o sangue circula com a pressão elevada, ele vai machucando as paredes dos vasos sanguíneos, que se tornam endurecidos e mais estreitos. Com o passar do tempo, se o problema não for controlado, os vasos podem entupir e até se romper, o que pode causar infarto, insuficiência cardíaca e angina (dores no peito).

Além disso, se o vaso afetado estiver localizado no cérebro, a consequência é um AVC (acidente vascular cerebral). A hipertensão pode provocar também insuficiência renal ou paralisação dos rins e ainda distúrbios na visão, que podem levar à cegueira.

 

Qual o tratamento para pressão alta?

Apesar de não ter cura na maioria das vezes, a hipertensão tem controle com medicamentos e a adoção de hábitos saudáveis. Em boa parte dos casos, uma mudança no estilo de vida é o suficiente para lidar com o problema. Confira algumas medidas que você pode tomar para manter a pressão sob controle:

 

Meça a pressão regularmente;

Mantenha uma alimentação saudável. Opte por alimentos cozidos, assados, grelhados ou refogados. Prefira frutas, verduras, legumes e produtos lácteos desnatados. Evite o consumo de açúcar, gordura, embutidos e alimentos processados, fritos, industrializados e enlatados;

Reduza o consumo de sal. Não acrescente sal no alimento depois de pronto e, para evitar tentações, não deixe o saleiro à mesa;

Pratique atividades físicas. Caminhe mais e adote medidas simples, como trocar o elevador pela escada;

Reduza o consumo de álcool;

Não fume;

Se usar medicamentos, siga a prescrição médica e não abandone o tratamento;

Por fim, tente controlar o estresse. Uma postura mais tranquila em relação aos problemas vai ajudar você a ter uma vida mais saudável, longa e feliz.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/hipertensao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-pressao-alta.phtml -  By Milena Vogado - Foto: Shutterstock - Abbott, empresa global de cuidados para a saúde.


Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.

Romanos 8:28


quinta-feira, 23 de maio de 2024

Beach Tennis reduz a pressão arterial, diz estudo


É um esporte que não para de ganhar adeptos pelo país e em todo mundo

 

O beach tennis não é apenas uma “febre”, ou seja, é a modalidade que atraiu centenas de pessoas por todos os cantos do mundo. Sendo assim, esse esporte passou a ser alvo da ciência. Dessa maneira, o estudo da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) disse que o beach tennis reduz a pressão arterial.

 

Veja como o beach tennis reduz a pressão arterial

O objetivo dessa pesquisa foi a avaliação do efeito de única sessão de tênis de praia na pressão arterial ambulatorial de 24 horas em adultos com hipertensão. Assim, selecionaram 12 homens e 12 mulheres, que cumpriram aleatoriamente duas sessões: tênis de praia e de controle sem exercícios.

 

A sessão de tênis de praia iniciou-se com aquecimento de 5 minutos feito por técnicas básicas e seguido de três duelos de beach tennis de 12 minutos com intervalos de 2 minutos.

 

Já o período controle foi concluído em repouso sentado e assim como o tempo anterior durou 45 minutos. A pressão arterial ambulatorial foi medida continuamente por 24 horas depois das sessões.

 

Por fim, os pesquisadores da UFRGS concluíram que uma sessão de beach tennis é capaz de diminuir a pressão arterial ambulatorial de 24 horas em adultos com hipertensão. Detalhe que os praticantes podem alcançar um alto stress fisiológico, mas com esforço moderado na hora do jogo.

 

A palavra do especialista

“O estudo avaliou como ficou a pressão arterial 24h depois disso. O resultado que basicamente trouxe foi de que o grupo que praticou o beach tennis diminuiu 6mm de mercúrio da pressão máxima. Então, imagine que a pressão máxima desse paciente era 140 por 80 diminuiu para 134. É uma redução pequena, mas é uma redução que aconteceu”, disse em entrevista exclusiva para o Sport Life o cardiologista dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru Dr. Gustavo Lenci.

 

Fonte: https://sportlife.com.br/beach-tennis-reduz-a-pressao-arterial-diz-estudo/ - By Guilherme Faber - Shutterstock


"Eu disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo".

João 16:33


segunda-feira, 20 de maio de 2024

Alimentação e atividade física ajudam prevenir e controlar a hipertensão


Veja como alguns hábitos no dia a dia são importantes para evitar a doença

 

Em 17 de maio é celebrado o Dia Mundial da Hipertensão, uma doença caracterizada pelo aumento da pressão sanguínea nas artérias. Sendo uma condição crônica, a pressão alta, como também é chamada, se não for adequadamente controlada, pode levar a complicações graves, como doenças cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC) e outras condições médicas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 45% da população brasileira é afetada por essa doença, que se destaca como uma das principais causas de óbito no país.

 

De acordo com o médico Thomáz Baêsso, atuante em nutrologia e afiliado do Instituto Nutrindo Ideais, a alimentação tem relação com o desenvolvimento da hipertensão a partir do momento em que a rotina com alimentos açucarados, industrializados e ricos em gorduras são importantes no ganho de peso e inflamação corporal – tendo esses últimos influência direta na gênese da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS).

 

Cuidado com a alimentação para prevenir a hipertensão

Os principais nutrientes que podem ajudar na prevenção, segundo Thomáz Baêsso, são aqueles com fontes de ômega 3, como nozes, sardinha e atum, que têm efeito positivo sobre o sistema cardiovascular. Além disso, a correta ingestão de vegetais e fibras, como as presentes na aveia, e sementes ricas em magnésio e antioxidantes, são de grande valor na prevenção de lesão endotelial, doença arterial coronariana não obstrutiva, e outros problemas do coração, artérias e veias.

 

Pensando no bem-estar geral e maneiras de evitar a hipertensão, o médico recomenda evitar os seguintes grupos de alimentos:

 

Ultraprocessados, como batatas de lata e salgadinhos.

Refinados em excesso, como farinha de trigo, bolos, tortas e semelhantes.

Bebidas açucaradas, como refrigerantes, sucos de caixinha ou coados e refrescos.

Realçadores de sabor, como os sachês e cubos utilizados como tempero no Brasil.

Defumados e embutidos em excesso, como salsichas, mortadelas e afins.

 

Optar por incluir:

 

Oleaginosas como castanhas-do-pará, nozes, amêndoas;

Fontes de boas gorduras como linhaça, chia e peixes;

Frutas e outras fontes de fibras, como a aveia.

Dieta DASH e prevenção da hipertensão

 

O nutrólogo aponta que a “Dietary Approaches to Stop Hypertension” (DASH) é uma abordagem dietética para uso a longo prazo. Consiste no aumento do consumo de alimentos ricos em magnésio, potássio, fibras e oleaginosas, além da diminuição de carboidratos refinados e sódio. Essa dieta tem efeitos tanto na prevenção quanto no tratamento de indivíduos já portadores de hipertensão arterial.

 

Nutrientes importantes

Para garantir a saúde, segundo Thomáz Baêsso, é importante ter atenção com alguns pontos, como os níveis de vitaminas do complexo B, coenzima q10 (para os pacientes que utilizam estatinas – sinvastatina, atorvastatina, rosuvastatina) e também na população em risco para hipertensão.

Antioxidantes potentes, como o resveratrol, presente na uva, têm sua forma mais eficaz na suplementação de trans-resveratrol. A suplementação de curcumina e piperina, extraídas da cúrcuma e da pimenta-preta, respectivamente, são potentes anti-inflamatórios e antioxidantes, além de terem o poder de melhorar o perfil de colesterol.

 

Atividade física como aliada

O personal trainer Lincoln Cavalcante, fundador da Neuro Performance EMS e criador do método TOP10Rounds, diz que a atividade física torna o sistema cardiovascular mais eficiente, fornecendo um volume maior de sangue, com menos batimentos cardíacos, e esse ganho reduz o risco de hipertensão arterial.

“Os exercícios considerados aeróbios são os mais eficientes para a saúde do coração. Corrida, pular corda, boxe e natação, são exemplos de exercícios mais eficientes que o treinamento de força”, argumenta.

Uma das diretrizes amplamente adotadas em todo o mundo, do American College of Sports Medicine (ACSM), orienta que adultos realizem 30 minutos ou mais de atividade física com intensidade moderada pelo menos 5 dias por semana, ou 20 minutos de atividade física de intensidade vigorosa pelo menos 3 dias por semana.

A intensidade vai depender do preparo físico de cada pessoa e como o corpo reage aos estímulos, podendo sempre aumentar para que o exercício seja eficiente na prevenção da hipertensão. “Um hipertenso medicado tem as mesmas capacidades que uma pessoa sem hipertensão. A intensidade é que deve ser respeitada de acordo com o nível do aluno”, reforça o personal.

 

Atividade física como prevenção da hipertensão

A atividade física contribui para redução do colesterol ruim, conhecido como LDL (lipoproteína de baixa intensidade). Essas lipoproteínas de baixa intensidade dificultam a passagem do sangue, gerando pressão sanguínea maior. Outro fator que a atividade física contribui na prevenção da hipertensão é a produção natural do óxido nítrico que faz a função de vasodilatador.

Algumas atividades podem ser realizadas em casa, como pular corda, polichinelos, corrida, e até aulas oferecidas online são ótimas opções. A atividade física e a boa alimentação é fundamental para evitar a hipertensão arterial.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/parceiros/edicase/2024-05-17/alimentacao-e-atividade-fisica-ajudam-prevenir-e-controlar-a-hipertensao.html - Por Alberto Borges - Imagem: New Africa | Shutterstock


Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.

Hebreus 11:1


terça-feira, 30 de abril de 2024

Veja alimentos que devem ser evitados por pessoas com pressão alta


Conheça alguns alimentos que podem ser prejudiciais para quem tem hipertensão

 

Da mesma maneira que existem alimentos que contribuem para o controle e prevenção da pressão alta, há aqueles prejudiciais para os pacientes com a doença ou que aumentam as chances de adquiri-la. Por isso, estar atento ao que evitar na alimentação é tão importante.

 

O consumo de sal em excesso, por exemplo, é um dos fatores que mais contribuem para o aumento da pressão arterial. Por isso, o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é ingerir até 5g por dia.

 

Todavia, também não é recomendado retirá-lo totalmente da dieta. “O excesso de sal é prejudicial. Porém, temos que lembrar que o nosso organismo necessita de uma quantidade mínima de sal na dieta”, afirma o cardiologista Dr. Francisco Maia.

 

Outros alimentos perigosos

Elaine Pavosqui, nutricionista especialista em Nutrição Clínica e Metabolismo, explica que, além do sal refinado em excesso, outros tipos de alimentos também são prejudiciais para a saúde de pessoas com pressão alta, como processados, embutidos, enlatados, salgadinhos de pacote, sopas industrializadas, macarrões instantâneos, temperos prontos, sucos em pó industrializados e bebidas gaseificadas diet.

 

“A substituição correta para uma boa alimentação é evitar esses itens e introduzir alimentos mais naturais, sempre evitando exageros. Consuma quantidades recomendadas pelos nutricionistas”, sugere a profissional.

 

Ajustes na alimentação são necessários

Para uma alimentação saudável e que auxilie na redução da pressão alta, algumas mudanças e substituições devem ser levadas em conta. Contudo, Elaine Pavosqui pondera que nenhum tipo de alimento deve ser proibido, mas ajustado ao preparo e ingestão, para que a dieta seja possível e atrativa para o dia a dia de cada um.

 

Esforço do paciente

O bom desempenho do tratamento e da prevenção depende muitas vezes do esforço do paciente. Nem sempre isso quer dizer passar por privações ou sacrifícios, mas, sim, mudanças em alguns hábitos, começando pela alimentação.

 

“Vários estudos já comprovam a influência de uma boa alimentação para o tratamento da hipertensão. Tanto para o tratamento quanto para a prevenção da doença, o paciente deve evitar alimentos gordurosos, excesso de carboidratos com alto índice glicêmico, alimentos industrializados que contêm alto teor de sódio e o próprio sal de cozinha”, alerta a nutricionista Reila Satel, pós-graduada em Nutrição Clínica.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/parceiros/edicase/2024-04-26/veja-alimentos-que-devem-ser-evitados-por-pessoas-com-pressao-alta.html - Imagem: Victor Mulero | Shutterstock


Venham a mim, todos vocês que estão cansados ​​e oprimidos, e eu os aliviarei. Peguem meu jugo e aprendam comigo, pois sou gentil e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para suas almas. o jugo é fácil e meu fardo é leve. (Mateus 11: 28-30)


sexta-feira, 19 de abril de 2024

10 perguntas e respostas sobre pressão alta


Médico explica sobre os perigos dessa doença e orienta sobre como a manter sob controle

 

A hipertensão arterial sistêmica, conhecida popularmente como pressão alta, é uma condição de saúde que afeta cerca de 45% da população brasileira, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), representando uma das principais causas de óbito no país. Esta doença, que ataca vasos sanguíneos, coração, cérebro e olhos, pode levar à paralisação dos rins e outros problemas graves se não for devidamente controlada.

 

Segundo dados do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a hipertensão é responsável pela morte de mais de mil pessoas a cada hora, muitas das quais poderiam ser evitadas com medidas simples de prevenção e conscientização. Embora não tenha cura, pode ser controlada quando diagnosticada precocemente, tornando os exames de rotina e a informação sobre a doença essenciais para salvar vidas.

 

Para esclarecer as dúvidas mais comuns sobre o assunto, o Dr. Marcelo Pinho, cardiologista do AmorSaúde, responde às 10 perguntas mais frequentes sobre hipertensão neste artigo. Confira!

 

1. Como a hipertensão arterial afeta os diferentes sistemas do corpo?

Antes de tudo, é importante lembrar que hipertensão arterial sistêmica é o nome da doença. Como ela é sistêmica, ocorre a vasoconstrição de maneira indesejada de diversos aportes de sangue nas veias e artérias que nutrem os nossos órgãos. Portanto, o malefício pode ocorrer na visão, nos rins, no coração e em diversos outros órgãos, como o cérebro, em que causa AVC (acidente vascular cerebral).

 

2. Existem fatores específicos que torna as pessoas mais propensas a desenvolver hipertensão?

Existem, sim. Entre os fatores de risco para desenvolver hipertensão estão tabagismo, alcoolismo e sedentarismo. Além disso, temos o fator da idade que afeta mulheres acima de 60 anos e homens acima de 65 anos, mas cabe destacar que as mulheres são mais propensas a desenvolver a doença.

 

3. Quais são os impactos da hipertensão?

A hipertensão é muito silenciosa, raramente diagnosticada por sintomas. Normalmente, quando o paciente descobre, há algum tempo ele já vem desenvolvendo essa doença. Dependendo da época em que o paciente procurar o atendimento, a hipertensão pode estar muito avançada para dar início à fase de controle — porque ela não tem cura —, e isso pode levar o paciente a ter outras doenças, como insuficiência cardíaca, insuficiência renal, piorar o seu diabetes e outras coisas que vai atrapalhar o convívio dele na sociedade.

 

4. Quais são as implicações da hipertensão durante a gravidez?

Na gravidez, após a vigésima semana, é natural que a mulher tenha um leve aumento da pressão arterial devido à gestação. No entanto, quando há aumento fora dos limites, não toleráveis para esse período, a hipertensão pode causar vários impactos, como AVC, infarto e insuficiência renal na mãe, além de efeitos sobre a gestação, como o descolamento prematuro de placenta, malformação do feto e outras alterações significativas.

 

5. Quais são as consequências da hipertensão não tratada?

A hipertensão, quando não tratada, fatalmente vai caminhar para a falência de alguns órgãos de forma aguda ou crônica, como:

 

O infarto agudo do miocárdio, um evento que pode causar óbito ou com arritmias cardíacas;

O acidente vascular cerebral, que pode ser temporário ou fixo, causando sequelas;

A insuficiência renal aguda ou a insuficiência renal crônica;

Além da perda de visão e outros inúmeros fatores.

 

6. Como a genética desempenha um papel na predisposição à hipertensão?

O avanço mais significativo que tivemos nos últimos tempos é a descoberta do gene da hipertensão, o STK39. O que a gente pode falar de forma prática é que se você tem ou um pai, ou uma mãe com hipertensão, você tem 25% de chance de ter a doença. Se você tem o pai e a mãe hipertensos, você passa a ter 50% de desenvolver hipertensão só pela genética, descontando seus hábitos de vida.

 

7. Qual é a relação entre hipertensão e outras condições de saúde?

Quando a hipertensão não é a causa que acarreta, ela praticamente anda de mãos dadas com a diabetes e é agravada por fatores externos como a dislipidemia, que é o aumento de colesterol e triglicérides. Toda essa turma junto vai causar complicações graves, podendo levar a consequências como o AVC e o infarto. Vale destacar que a hipertensão está intimamente relacionada com o diabetes, formando uma dupla em que uma doença acarreta a outra e causa complicações sobre ela.

 

8. Além da pressão arterial, quais são os marcadores adicionais para avaliar o risco cardiovascular de um paciente hipertenso?

Os profissionais de saúde utilizam como marcadores adicionais fatores como o diabetes, a dislipidemia, o sedentarismo, o tabagismo, o alcoolismo, a genética e o nível de estresse. Com isso, avaliamos todo o contexto de exposição e temos um quadro cardiovascular global do paciente, podendo calcular o risco de desenvolvimento para doenças relacionadas ao coração e ao cérebro.

 

9. Quais são as estratégias mais eficazes para prever a progressão da hipertensão?

Se você tem na família alguém com hipertensão, ou o pai, ou a mãe, ou ambos, você deve ir ao médico regularmente e ter o hábito de aferir sua pressão, pelo menos a cada semestre. A dica é não passar mais de um ano sem aferir sua pressão e, a partir do momento que ela não se enquadrar mais até 130 por 80 — que é o valor máximo —, saber que você se tornou pré-hipertenso e deverá ir a seu cardiologista para fazer melhor esse diagnóstico. Além do diagnóstico, o profissional vai te propor a melhoria dos hábitos de vida saudáveis e te indicar a ter o hábito de aferir a sua pressão e, a qualquer momento que ela esteja alterada, procurar ajuda.

 

10. A hipertensão é uma condição que pode ser curada?

Infelizmente, a hipertensão é apenas controlada em grande parte dos casos. Mas cabe destacar que a cura pode ocorrer nos estágios de pré-hipertensão, quando o aumento da pressão arterial está relacionado a um aumento de peso. Nesse caso, quando o paciente emagrece, a condição volta ao normal.

 

Existe também a possibilidade da alteração que causa hipertensão ser chamada secundária, ou seja, alguma outra doença está causando o aumento de pressão. Enquadra-se doença dos rins, uso de corticoides e até mesmo a ansiedade, que está sendo um fator muito comum de crises de pressão alta. Nesses cenários, ao tratar a doença, tratamos a condição de aumento de pressão.

 

No entanto, quando a causa da hipertensão é primária, diagnosticada por fatores genéticos e outros já citados, ela só é controlada por medicação, práticas saudáveis e não vai reverter com uma cura espontânea.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/parceiros/edicase/2024-04-16/10-perguntas-e-respostas-sobre-pressao-alta.html - Por Milena Almeida - Imagem: Prostock-studio | Shutterstock


Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos.

Provérbios 16:3