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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Setembro Amarelo: o papel dos exercícios físicos na saúde mental


Atividade física pode contribuir para o bem-estar emocional, mas não substitui acompanhamento profissional em casos de sofrimento psíquico

 

No contexto do Setembro Amarelo, a prática regular de exercícios físicos destaca-se como importante aliada do bem-estar mental, auxiliando na redução do estresse, na melhora do humor e na socialização. Embora caminhar, nadar ou dançar contribua para o autocuidado mesmo em intensidades leves, o movimento não substitui o tratamento médico ou psicológico. Diante de sofrimento emocional persistente e sinais de alerta, a busca por apoio profissional especializado continua sendo indispensável.

 

Setembro é marcado pelo Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio e a importância de cuidar da saúde mental. O tema também chama atenção para hábitos que podem contribuir para o bem-estar.

 

Entre eles está a prática de exercícios físicos.

 

Caminhar, correr, pedalar, nadar ou fazer musculação não são tratamentos isolados para problemas de saúde mental. Porém, manter o corpo ativo pode fazer parte de uma rotina de autocuidado e contribuir para diferentes aspectos do bem-estar.

 

Qual é a relação entre exercício físico e saúde mental?

Durante a atividade física, o organismo passa por mudanças que podem influenciar o humor e a sensação de bem-estar.

O exercício também pode ajudar a reduzir o estresse e favorecer o sono. Além disso, criar uma rotina de movimento pode contribuir para a disposição e para a percepção de qualidade de vida.

Esses efeitos variam de pessoa para pessoa. A intensidade e a frequência dos exercícios também precisam considerar o condicionamento físico de cada indivíduo.

 

Não precisa começar com um treino pesado

Quem está parado há algum tempo não precisa começar com exercícios intensos.

Uma caminhada de alguns minutos já pode ser uma forma de inserir movimento na rotina. Com o tempo, a duração e a intensidade podem aumentar de acordo com a adaptação do corpo.

Outras opções também podem funcionar:

 

Caminhada.

Corrida leve.

Bicicleta.

Dança.

Natação.

Musculação.

Pilates.

Esportes coletivos.

 

O mais importante é encontrar uma atividade que seja possível manter com regularidade.

 

A rotina de exercícios também pode ajudar na socialização

A atividade física não envolve apenas o movimento do corpo.

Treinar em uma academia, participar de um grupo de corrida ou praticar um esporte coletivo também pode criar oportunidades de convivência.

Para algumas pessoas, esses momentos ajudam a diminuir o isolamento e a manter vínculos sociais.

Isso não significa que o exercício sozinho seja capaz de resolver problemas emocionais. A socialização é apenas um dos possíveis benefícios associados a uma rotina mais ativa.

 

Exercício não substitui tratamento

Esse é um ponto importante durante o Setembro Amarelo.

Atividade física pode fazer parte de uma rotina saudável, mas não deve ser apresentada como tratamento para depressão, ansiedade ou outros transtornos.

Quem apresenta sofrimento persistente, perda de interesse pelas atividades, alterações importantes no sono ou no apetite, isolamento ou dificuldade para realizar tarefas do dia a dia deve procurar ajuda profissional.

Psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde podem avaliar cada situação e indicar o cuidado adequado.

 

Como começar a se movimentar?

Não existe necessidade de transformar a rotina de uma hora para outra.

Começar aos poucos pode facilitar a adaptação. Uma caminhada curta, por exemplo, pode ser um primeiro passo para quem ainda não pratica exercícios.

Também vale escolher horários que sejam compatíveis com a rotina. Ter companhia pode ajudar algumas pessoas a manter a regularidade.

E, se houver alguma condição de saúde ou dúvida sobre qual exercício praticar, é importante buscar orientação profissional.

 

Atenção aos sinais de sofrimento

O Setembro Amarelo também reforça a importância de prestar atenção a mudanças no comportamento.

Falas sobre morte, desesperança ou desejo de desaparecer devem ser levadas a sério. Nessas situações, não é indicado minimizar o sofrimento ou dizer simplesmente para a pessoa "pensar positivo".

Escutar sem julgamentos e incentivar a busca por ajuda profissional são atitudes importantes.

Em uma situação de risco imediato, a pessoa não deve ficar sozinha. É necessário buscar atendimento de emergência.

 

Movimento é parte do cuidado

Cuidar da saúde mental envolve diferentes aspectos. Sono adequado, alimentação, relações sociais, acompanhamento profissional quando necessário e atividade física podem fazer parte desse cuidado.

No Setembro Amarelo, falar sobre exercícios também é uma oportunidade para lembrar que saúde não é apenas desempenho, peso ou aparência.

O objetivo não precisa ser correr mais rápido ou levantar mais peso. Às vezes, simplesmente sair do lugar já pode ser um começo.

Mais do que buscar um treino perfeito, vale construir uma relação possível e sustentável com o movimento. E, quando existe sofrimento emocional, pedir ajuda também faz parte de cuidar de si.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/setembro-amarelo-o-papel-dos-exercicios-fisicos-na-saude-mental,0ff71466b3787162efef29d336694dc4qoos4m74.html?utm_source=clipboard - Por: Maria Eduarda Vieira / Licenciado de Sport Life - Foto: Shutterstock / Sport Life

domingo, 16 de agosto de 2026

Check-up anual: o segredo para uma saúde em dia


A prevenção é o melhor caminho para uma vida longa. Descubra os exames essenciais para a saúde

 

Fazer check-ups anuais é essencial para prevenir doenças antes que elas se manifestem. Exames como hemograma, colesterol, glicemia e avaliações cardíacas ajudam a manter a saúde em dia. Cuidados específicos, como o papanicolau e o PSA, devem ser considerados conforme a idade. Não adie, prevenção é o melhor remédio!

 

Cuidar da saúde exige atenção antes dos sintomas aparecerem. O check-up anual é a melhor forma de prevenção.

 

Muitas doenças silenciosas são tratadas com facilidade no início. Adiar os exames de rotina é um hábito muito perigoso. Uma avaliação médica regular garante uma vida muito mais tranquila.

 

Exames de sangue fundamentais

O hemograma completo é a base de qualquer avaliação médica. Ele analisa as células e detecta problemas como a anemia.

 

Avaliar os níveis de colesterol e triglicerídeos também é vital. A glicemia em jejum ajuda a prevenir o perigoso diabetes. O médico também costuma pedir exames da tireoide e fígado.

 

Avaliação do coração

A saúde cardiovascular precisa de atenção constante. O eletrocardiograma avalia o ritmo dos seus batimentos cardíacos.

 

Ele consegue detectar arritmias e outros problemas bem silenciosos. Pessoas com histórico familiar devem redobrar os cuidados anuais. O cardiologista também pode solicitar o teste ergométrico na esteira.

 

Cuidados para cada idade

As necessidades do nosso corpo mudam ao longo dos anos. As mulheres precisam realizar o exame de papanicolau anualmente.

 

A mamografia entra na rotina feminina após os 40 anos. Já os homens devem focar nos cuidados com a próstata. O exame de PSA é bastante recomendado a partir dos 45 anos.

 

Não deixe para depois

Agendar as suas consultas preventivas é essencial. Reúna os seus exames anteriores e marque um clínico geral. Ele vai direcionar os pedidos conforme o seu histórico clínico.

 

A prevenção sempre será o melhor remédio para o corpo. Não adie os seus exames e cuide do seu futuro.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/check-up-anual-o-segredo-para-uma-saude-em-dia,1e680a4af4207548dc80e3436c21e097udpmls3d.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Disfunção erétil pode ser sinal de alerta para doenças cardíacas


Em alguns casos, a disfunção erétil pode ser um dos primeiros sinais de doenças cardiovasculares; saiba quando investigar

 

A disfunção erétil pode ser um sinal precoce de doenças cardiovasculares, já que ambas estão ligadas a problemas na circulação sanguínea. Especialistas alertam para a importância de procurar um médico em casos persistentes, pois a condição pode indicar arteriosclerose ou outros fatores de risco. Adotar hábitos saudáveis ajuda na prevenção e proteção cardiovascular.

 

A disfunção erétil afeta milhões de homens e pode ter diferentes causas, como fatores emocionais, alterações hormonais, uso de medicamentos e doenças crônicas.

 

No entanto, o que muita gente não sabe é que ela também pode estar ligada à saúde do coração.

 

Especialistas alertam que, em alguns casos, a dificuldade para manter a ereção pode surgir anos antes do diagnóstico de uma doença cardiovascular, funcionando como um importante sinal de alerta.

 

Qual é a relação entre disfunção erétil e doenças cardiovasculares?

A ereção depende de um bom fluxo sanguíneo.

Quando os vasos sanguíneos apresentam estreitamento ou perda de elasticidade, o sangue encontra mais dificuldade para chegar ao pênis.

Esse mesmo processo pode afetar as artérias do coração e aumentar o risco de problemas cardiovasculares.

Por isso, a disfunção erétil pode ser uma manifestação precoce da aterosclerose, doença caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias.

Como as artérias do pênis são menores que as coronárias, elas costumam apresentar alterações antes, fazendo com que os sintomas apareçam mais cedo.

 

Quais doenças podem estar associadas?

A disfunção erétil pode estar relacionada a diferentes condições que comprometem a circulação sanguínea.

 

Entre elas estão:

 

Hipertensão arterial.

Diabetes.

Colesterol elevado.

Aterosclerose.

Obesidade.

Doença arterial periférica.

Além disso, tabagismo, sedentarismo e consumo excessivo de álcool aumentam o risco tanto de problemas cardiovasculares quanto da disfunção erétil.

 

Quando procurar um médico?

Nem toda dificuldade de ereção indica uma doença no coração.

Episódios isolados podem acontecer por estresse, ansiedade, cansaço ou privação de sono.

No entanto, quando o problema se torna frequente ou persistente, é importante procurar avaliação médica.

O urologista é o especialista indicado para investigar a disfunção erétil. Dependendo da avaliação, também pode ser necessário acompanhamento com um cardiologista.

 

O diagnóstico vai além da saúde sexual

Durante a investigação, o médico avalia fatores como pressão arterial, glicemia, colesterol, histórico familiar e hábitos de vida.

Em alguns casos, exames complementares ajudam a identificar alterações cardiovasculares ainda em estágios iniciais.

Esse diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento antes que ocorram complicações mais graves, como infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).

 

É possível prevenir?

Manter hábitos saudáveis reduz significativamente o risco de doenças cardiovasculares e também favorece a saúde sexual.

 

As principais recomendações incluem:

Praticar atividade física regularmente.

Manter uma alimentação equilibrada.

Controlar pressão arterial, colesterol e glicemia.

Não fumar.

Limitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Dormir adequadamente.

Controlar o estresse.

 

Essas medidas contribuem para o bom funcionamento dos vasos sanguíneos e melhoram a circulação em todo o organismo.

 

Não ignore os sinais do corpo

A disfunção erétil não deve ser encarada apenas como uma questão de desempenho sexual.

Em alguns homens, ela representa o primeiro indício de que algo não vai bem com a circulação sanguínea e com a saúde cardiovascular.

Buscar avaliação médica ao perceber alterações persistentes é fundamental para identificar a causa, iniciar o tratamento adequado e reduzir o risco de complicações futuras.

Cuidar da saúde sexual também é uma forma de proteger o coração.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/disfuncao-eretil-pode-ser-sinal-de-alerta-para-doencas-cardiacas,1e26e434036be5b7681b9b8d6079124a805kh21r.html?utm_source=clipboard - Foto: Shuttertstock / Saúde em Dia

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Vacinas gratuitas pelo SUS: você está com todas em dia ou esqueceu alguma?


As vacinas gratuitas pelo SUS não são só para crianças. Descubra quais são recomendadas em cada fase da vida e veja se falta alguma.

 

Quando se fala em vacinação, muita gente pensa apenas nas doses aplicadas nos primeiros anos de vida. Mas a verdade é que as vacinas gratuitas pelo SUS acompanham o brasileiro durante toda a vida, da infância à terceira idade.

 

O que nem todo mundo sabe é que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece proteção contra dezenas de doenças sem custo para a população.

 

Algumas delas fazem parte da rotina infantil, enquanto outras são destinadas a adolescentes, adultos, gestantes, idosos ou grupos com necessidades específicas.

 

Conhecer essas opções é importante porque muitas pessoas deixam de se vacinar simplesmente por acreditar que já tomaram tudo o que era necessário quando eram crianças.

 

Vale lembrar que o calendário vacinal pode passar por atualizações ao longo do tempo.

 

Por isso, a orientação da Unidade Básica de Saúde (UBS) continua sendo a melhor forma de confirmar quais vacinas são recomendadas para cada pessoa.

 

Quais vacinas gratuitas pelo SUS são oferecidas para crianças?

A infância concentra a maior parte das vacinas do calendário nacional.

Elas ajudam a prevenir doenças que já causaram milhares de internações e mortes no Brasil.

Entre as principais estão:

 

BCG;

Hepatite B;

Pentavalente;

Poliomielite;

Pneumocócica;

Rotavírus;

Meningocócica;

Febre amarela;

Tríplice viral;

Tetraviral.

 

Dependendo da faixa etária e das orientações vigentes do Ministério da Saúde, outras vacinas também podem fazer parte da rotina infantil.

Esses imunizantes são aplicados em diferentes etapas do desenvolvimento e ajudam a construir a proteção desde os primeiros meses de vida.

A partir de 2026, o SUS também iniciou a substituição gradual da vacina pneumocócica 10-valente pela pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) no calendário infantil.

A nova versão amplia a proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otites.

A mudança deve beneficiar milhões de crianças brasileiras ao oferecer uma cobertura mais abrangente contra essas infecções.

 

Adolescentes também precisam se vacinar

Muita gente acredita que a vacinação termina na infância, mas isso não é verdade.

Durante a adolescência, algumas doses de reforço continuam sendo importantes. Além disso, existem vacinas que passam a ser recomendadas nessa fase da vida.

Entre elas estão:

 

HPV;

Meningocócica ACWY;

vacina contra a dengue para faixas etárias contempladas pelas recomendações do SUS;

reforços contra difteria e tétano;

atualização da caderneta vacinal quando necessário.

Manter as vacinas em dia nessa fase ajuda a evitar a reintrodução de doenças que já estavam controladas no país.

 

Quais vacinas gratuitas pelo SUS os adultos costumam esquecer?

É justamente na vida adulta que muitas pessoas deixam de acompanhar a própria situação vacinal.

Em muitos casos, o cartão de vacinação fica esquecido por anos.

Entre as vacinas que podem fazer parte da rotina dos adultos estão:

 

Hepatite B;

Febre amarela, quando indicada;

Tríplice viral, para quem não completou o esquema vacinal;

dT (difteria e tétano);

vacinas indicadas em situações específicas de saúde ou risco.

Por isso, vale a pena revisar periodicamente a caderneta e procurar orientação na UBS.

 

Gestantes têm proteção especial

Durante a gravidez, a vacinação ganha ainda mais importância.

Além de proteger a mulher, algumas vacinas ajudam a transmitir anticorpos ao bebê nos primeiros meses de vida.

Entre as principais recomendações estão:

 

dTpa;

Hepatite B, quando necessária;

Influenza;

vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), conforme as orientações vigentes do SUS.

A orientação deve sempre ser feita pela equipe de saúde que acompanha o pré-natal.

 

Idosos também contam com vacinas gratuitas pelo SUS

Com o avanço da idade, o sistema imunológico passa por mudanças naturais e algumas doenças podem causar complicações mais graves.

Por isso, a vacinação continua sendo importante após os 60 anos.

Entre as vacinas frequentemente recomendadas para essa faixa etária estão:

 

Influenza;

reforços contra tétano e difteria;

outras vacinas indicadas conforme o histórico vacinal e as orientações da equipe de saúde.

A atualização da caderneta ajuda a reduzir o risco de hospitalizações por doenças evitáveis.

 

O que fazer quando se perde a caderneta de vacinação?

Essa é uma das dúvidas mais comuns.

Na maioria dos casos, não é necessário reiniciar todo o esquema vacinal.

Se a caderneta foi perdida, o ideal é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Em algumas situações, os registros podem estar disponíveis nos sistemas de saúde ou em unidades onde as vacinas foram aplicadas.

Quando não há comprovação das doses anteriores, a equipe de saúde pode avaliar cada caso e orientar a atualização da vacinação conforme as recomendações vigentes.

Perder a caderneta não significa perder a proteção nem precisar tomar novamente todas as vacinas.

 

As vacinas continuam sendo uma das principais formas de prevenção

O Brasil possui um dos maiores programas públicos de vacinação do mundo.

Graças a ele, milhões de pessoas têm acesso gratuito à proteção contra doenças que já provocaram surtos, sequelas e mortes.

Por isso, manter a vacinação em dia não é um cuidado importante apenas para as crianças.

Em diferentes momentos da vida, adolescentes, adultos, gestantes e idosos também podem precisar de proteção.

Se faz tempo que você não consulta sua caderneta, vale a pena verificar sua situação vacinal na UBS mais próxima.

Muitas vezes, uma dose esquecida pode fazer diferença para a sua saúde.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/vacinas-gratuitas-pelo-sus-voce-esta-com-todas-em-dia-ou-esqueceu-alguma,12d0c8db3cc222831fdaabea50aa12e2v1ktf5sf.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / SaúdeLAB


terça-feira, 28 de abril de 2026

9 coisas que comprovadamente ajudam a reduzir o risco de câncer


O câncer é uma das doenças crônicas não transmissíveis que mais provoca morte no mundo. Mas você sabia que quase 40% dos tumores estão associados a fatores de risco evitáveis? Essa foi a conclusão de uma pesquisa conduzida por cientistas da OMS e publicada este ano na revista científica Nature, que analisou pacientes com 36 tipos de câncer em 185 países.

 

A seguir, listamos algumas medidas que você deve adotar para minimizar o risco de desenvolver um câncer. “Vale lembrar que essa é uma doença multifatorial. Então, toda vez que a gente fala de mecanismo de prevenção é sempre uma redução de risco. Tem que juntar várias medidas para você reduzir o risco ao longo da vida”, afirma a oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sboc (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica).

 

Não fumar

O consumo de tabaco é um dos principais fatores evitáveis da doença. Ele é responsável por 15% dos novos casos de tumores, mostra o estudo publicado na Nature. O tabaco está ligado a 20 tipos de câncer, como de pulmão, boca, garganta, esôfago e estômago.

Um estudo identificou 83 substâncias cancerígenas no tabaco e em sua fumaça.

Baldotto explica que os tumores são fruto de uma mutação no DNA de uma célula, que altera seu funcionamento. E substâncias contidas no tabaco provocam danos ao material genético das células. “Por isso, quanto mais exposto, quanto maior a quantidade, teoricamente, maior o risco da célula sofrer mutações.” O calor gerado pelo cigarro também é outro fator para alterações celulares.

Apesar de menos impactados do que os fumantes ativos, aqueles que inalam constantemente a fumaça do cigarro também sofrem as consequências do tabagismo e têm maior risco de desenvolver câncer do que quem não é exposto frequentemente à fumaça.

Walter da Costa, gerente médico do A.C.Camargo Cancer Center, acrescenta que usuários de cigarro eletrônico (conhecido também como vape) podem estar sujeitos a um maior risco de alguns tipos de câncer, embora faltem estudos de longo prazo que avaliem a relação entre vape e câncer, já que esse é um hábito recente da população.

 

Evitar bebidas alcoólicas

Bebidas alcoólicas estão associadas a 3% dos novos casos da doença, segundo a OMS, o que as coloca em terceiro lugar entre os fatores de risco modificáveis de câncer —em segundo lugar estão as infecções, responsáveis por 10,2% dos casos.

O álcool pode provocar câncer de boca, garganta, esôfago, fígado, intestino e mama. Também há evidências de que está envolvido na formação de tumores no esôfago e no pâncreas.

A presidente da Sboc conta que, ao ser metabolizado, o álcool resulta em substâncias que inflamam o organismo e lesionam as células de forma crônica, o que, eventualmente, pode gerar uma célula cancerosa.

 

Praticar exercícios físicos

A atividade física reduz a inflamação do corpo e ajuda no controle hormonal. Além disso, fortalece o sistema imunológico, melhora o metabolismo e ajuda a evitar o ganho de peso (fator de risco para vários tipos de tumores);

Para Baldotto, é possível que a ciência não tenha identificado ainda todos as formas pelas quais o exercício físico previne o câncer, “mas a gente tem evidências de que o impacto existe”.

A OMS recomenda a prática de pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de intensidade alta por semana para adultos e idosos.

 

Manter uma alimentação saudável

Diversas pesquisas associam o consumo de alimentos ultraprocessados a um maior risco de câncer. Fazem parte desse grupo biscoitos, salgadinhos, bolos, sorvetes, refrigerantes, comidas congeladas industrializadas (lasanhas, pizzas), sucos artificais, alguns tipos de pães, embutidos e carnes processadas (salsicha, nuggets, hambúrguer).

Roger Akira, oncologista clínico do Hospital Universitário da UFPR (Universidade Federal do Paraná), explica que carnes ultraprocessadas e embutidos contêm nitrito e nitrato, substâncias que elevam o risco de alteração no material genético das células

Walter da Costa, do A.C. Camargo, acrescenta que o câncer de reto está vinculado a uma alimentação com poucas fibras (presentes em frutas, verduras e legumes). Esse tipo de tumor tem ocorrido em populações cada vez mais jovens.

Costa diz que as fibras diminuem o tempo do trânsito intestinal, o que limita o contato de algumas substâncias com potencial cancerígeno com a parede do intestino. A fermentação das fibras pela microbiota (bactérias que habitam a parede do intestino) também gera substâncias com propriedades anti-inflamatórias, que auxiliam na saúde da parede intestinal.

Uma alimentação saudável é composta por verduras, legumes, frutas, ovo, carnes, peixes, castanhas, leite e derivados.

 

Evitar o sobrepeso

A obesidade é um fator claro de risco de câncer de próstata, de mama e colorretal, que estão entre os tumores mais comuns no Brasil, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer).

O excesso de gordura corporal gera uma inflamação crônica no organismo e o aumento no nível de determinados hormônios, o que traz um ambiente mais propício à instabilidade do material genético.

 

Use protetor solar

Os raios solares ultravioletas também podem provocar danos ao material genético das células. Para se proteger, as pessoas devem evitar exposição solar das 10h até o fim da tarde e utilizar filtro solar, que deve ter pelo menos FPS 30.

 

Vacinação

Costa explica que existem duas vacinas comprovadamente capazes de prevenir câncer: a de HPV (papilomavírus humano) e a de hepatite B.

O HPV é sexualmente transmissível e um dos principais fatores para câncer de colo de útero, de vulva e de pênis. “A vacinação dos pré-adolescentes ou adolescentes dos dois sexos antes do início da vida sexual ajuda bastante na redução de risco desses tumores”, diz.

Já o imunizante contra hepatite B contribui para a prevenção de cirrose, que, por sua vez, é um fator de risco para o câncer de fígado.

 

Manter os exames em dia

Fazer check-up regularmente, conforme indicação para sua idade, não serve apenas para ter um diagnóstico precoce da doença. Alguns exames ajudam a diagnosticar e tratar lesões antes que elas evoluam para um câncer, como é o caso dos exames que detectam o HPV.

Além disso, a colonoscopia permite identificar pólipos —lesões pré-malignas que crescem na parede do intestino. Com isso, os pólipos podem ser removidos antes de se tornarem um tumor. A colonoscopia costuma ser indicada a partir dos 45 anos.

 

Respirar ar puro

De acordo com o estudo da OMS, a poluição do ar é responsável por 15,8% dos casos evitáveis de câncer de pulmão, atrás apenas do tabaco —que acumula 69,4% dos casos.

Há também evidências de que a poluição do ar está relacionada ao câncer de bexiga. “Partículas nocivas entram pelo pulmão, mas atingem a corrente sanguínea. E o tecido que está mais suscetível para toxinas da poluição é a bexiga”, esclarece Roger Akira.

Em 2013, a Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (Iarc), da OMS, classificou a poluição atmosférica como cancerígena. A agência também concluiu que a poluição do ar é a principal causa ambiental para mortes por câncer.

O oncologista da UFPR reconhece que é difícil evitar tal fator de forma individual, já que muitas pessoas vivem expostas à poluição. Mas recomenda atividades ao ar livre em locais arborizados, como parques e praça.

 

Fonte: https://jovembarrafm.com.br/9-coisas-que-comprovadamente-ajudam-a-reduzir-o-risco-de-cancer/

sexta-feira, 6 de março de 2026

10 fatores que aumentam o risco de infarto em mulheres


Veja 10 fatores para os riscos elevados de infarto, sinais de alerta e como prevenir com hábitos saudáveis e acompanhamento médico.

 

O risco de infarto em mulheres merece atenção, especialmente após a menopausa.

 

Entender os fatores de risco ajuda a prevenir e buscar cuidado no tempo certo.

 

Segundo o Ministério da Saúde, ocorrem de 300 mil a 400 mil casos anuais no Brasil.

 

Por isso, prevenção e acompanhamento médico não são "luxo".

 

Dr. Louis Nakayama Ohe, cardiologista e chefe da Hemodinâmica do Instituto Dante Pazzanese, reforça o alerta. Hemodinâmica é a área que faz exames e procedimentos com cateter no coração.

 

Ele explica que o infarto pode afetar mulheres de forma particular.

 

Hormônios e estresse do dia a dia entram nessa conta.

 

Por que o infarto em mulheres exige olhar específico

Após a menopausa, a queda do estrogênio reduz uma proteção natural do sistema cardiovascular.

 

Com isso, alguns riscos aumentam e se somam entre si.

 

A boa notícia é que muita coisa é modificável.

 

Hábitos, exames e tratamento correto reduzem a chance de complicações.

 

O que muda na prevenção, na prática

Você não precisa agir só quando sente algo.

 

O foco é controlar fatores silenciosos, como pressão e colesterol.

 

Também vale mapear "gatilhos" do estilo de vida.

 

Sono ruim, estresse e sedentarismo pesam mais do que parecem.

 

10 fatores de risco de infarto em mulheres

A seguir, veja os 10 fatores e o que fazer em cada caso.

 

Use como guia e converse com seu médico.

 

1) Pressão alta (hipertensão)

A hipertensão força o coração a trabalhar mais.

Com o tempo, isso aumenta o risco cardiovascular.

Como prevenir e controlar

Meça a pressão com regularidade.

Siga o tratamento, se houver prescrição.

Reduza sal e ultraprocessados, quando possível.

 

2) Colesterol alto (dislipidemia)

O excesso de LDL favorece placas nas artérias.

Isso pode reduzir o fluxo de sangue para o coração.

No climatério e na menopausa, os níveis podem mudar.

Vale checar com exames e rotina de acompanhamento.

 

Como prevenir e controlar

Faça exames periódicos conforme orientação médica.

Ajuste alimentação e atividade física.

Use medicação, se indicada.

 

3) Diabetes

A glicose alta, por anos, danifica vasos sanguíneos.

Isso facilita inflamação e piora o risco de entupimento.

 

Como prevenir e controlar

Controle glicemia e hemoglobina glicada.

Priorize alimentação regular e sono adequado.

Mantenha seguimento com equipe de saúde.

Âncora para link interno: diabetes e saúde do coração.

 

4) Tabagismo

O cigarro inflama vasos e aumenta chance de coágulos.

Em mulheres, o risco pode crescer com outros fatores associados.

 

Como reduzir o risco

Busque apoio para parar, com plano e acompanhamento.

Evite "só alguns por dia": o dano ainda existe.

Peça orientação sobre reposição de nicotina, se necessário.

 

5) Uso de anticoncepcionais

Alguns anticoncepcionais podem elevar o risco de trombose.

O cuidado aumenta quando há hipertensão ou tabagismo.

 

Como agir com segurança

Informe seu histórico ao ginecologista e ao cardiologista.

Reavalie método se você fuma ou tem pressão alta.

Não interrompa por conta própria.

 

6) Menopausa

Com menos estrogênio, vasos tendem a perder flexibilidade.

 

Isso pode favorecer inflamação e alterações metabólicas.

 

Como se proteger

Faça check-up cardiometabólico no período.

Priorize exercício e alimentação consistente.

Discuta sintomas e riscos com seu médico.

 

7) Distúrbios do sono

Sono ruim, de forma crônica, desequilibra o corpo.

Apneia do sono pode se relacionar a pressão alta e arritmias.

 

Como reduzir o impacto

Observe ronco alto e sonolência diurna.

Procure avaliação se houver suspeita de apneia.

Crie rotina de sono com horário mais estável.

 

8) Sedentarismo

Ficar parada reduz condicionamento e piora marcadores metabólicos.

Isso facilita ganho de peso e descontrole de colesterol.

 

Como começar sem exageros

Inicie com caminhadas curtas e frequentes.

Aumente o tempo aos poucos, com constância.

Escolha algo sustentável, não perfeito.

 

9) Estresse crônico

Estresse constante incentiva hábitos ruins e piora o sono.

Também pode elevar pressão e aumentar sobrecarga do organismo.

 

Como proteger o coração

Identifique fontes de estresse repetidas.

Inclua pausas e atividade física como "remédio diário".

Busque apoio psicológico quando necessário.

 

10) Hereditariedade

Histórico familiar de doença cardíaca aumenta o risco.

 

Isso pede atenção mais cedo e monitoramento mais de perto.

 

Como agir

Informe casos na família e idades dos eventos.

Faça check-ups conforme orientação profissional.

Redobre controle dos fatores modificáveis.

 

Prevenção do infarto: um plano simples para o dia a dia

Prevenir é combinar rotina saudável e acompanhamento médico.

 

O objetivo é controlar o que é silencioso antes de virar urgência.

 

Checklist de prevenção para reduzir o risco

Controle pressão, colesterol e glicemia.

Mexa o corpo com regularidade.

Pare de fumar e evite recaídas.

Durma melhor e trate apneia, se houver.

Reduza estresse com estratégias práticas.

Faça exames de rotina no intervalo recomendado.

 

Dr. Louis Nakayama Ohe reforça a constância.

 

Exames e cuidado contínuo reduzem riscos ao longo da vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/10-fatores-que-aumentam-o-risco-de-infarto-em-mulheres,4cf33782b428cd00d44e36a7892d1b43455dqi71.html?utm_source=clipboard - Foto: Reprodução/Shutterstock