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sexta-feira, 6 de março de 2026

10 fatores que aumentam o risco de infarto em mulheres


Veja 10 fatores para os riscos elevados de infarto, sinais de alerta e como prevenir com hábitos saudáveis e acompanhamento médico.

 

O risco de infarto em mulheres merece atenção, especialmente após a menopausa.

 

Entender os fatores de risco ajuda a prevenir e buscar cuidado no tempo certo.

 

Segundo o Ministério da Saúde, ocorrem de 300 mil a 400 mil casos anuais no Brasil.

 

Por isso, prevenção e acompanhamento médico não são "luxo".

 

Dr. Louis Nakayama Ohe, cardiologista e chefe da Hemodinâmica do Instituto Dante Pazzanese, reforça o alerta. Hemodinâmica é a área que faz exames e procedimentos com cateter no coração.

 

Ele explica que o infarto pode afetar mulheres de forma particular.

 

Hormônios e estresse do dia a dia entram nessa conta.

 

Por que o infarto em mulheres exige olhar específico

Após a menopausa, a queda do estrogênio reduz uma proteção natural do sistema cardiovascular.

 

Com isso, alguns riscos aumentam e se somam entre si.

 

A boa notícia é que muita coisa é modificável.

 

Hábitos, exames e tratamento correto reduzem a chance de complicações.

 

O que muda na prevenção, na prática

Você não precisa agir só quando sente algo.

 

O foco é controlar fatores silenciosos, como pressão e colesterol.

 

Também vale mapear "gatilhos" do estilo de vida.

 

Sono ruim, estresse e sedentarismo pesam mais do que parecem.

 

10 fatores de risco de infarto em mulheres

A seguir, veja os 10 fatores e o que fazer em cada caso.

 

Use como guia e converse com seu médico.

 

1) Pressão alta (hipertensão)

A hipertensão força o coração a trabalhar mais.

Com o tempo, isso aumenta o risco cardiovascular.

Como prevenir e controlar

Meça a pressão com regularidade.

Siga o tratamento, se houver prescrição.

Reduza sal e ultraprocessados, quando possível.

 

2) Colesterol alto (dislipidemia)

O excesso de LDL favorece placas nas artérias.

Isso pode reduzir o fluxo de sangue para o coração.

No climatério e na menopausa, os níveis podem mudar.

Vale checar com exames e rotina de acompanhamento.

 

Como prevenir e controlar

Faça exames periódicos conforme orientação médica.

Ajuste alimentação e atividade física.

Use medicação, se indicada.

 

3) Diabetes

A glicose alta, por anos, danifica vasos sanguíneos.

Isso facilita inflamação e piora o risco de entupimento.

 

Como prevenir e controlar

Controle glicemia e hemoglobina glicada.

Priorize alimentação regular e sono adequado.

Mantenha seguimento com equipe de saúde.

Âncora para link interno: diabetes e saúde do coração.

 

4) Tabagismo

O cigarro inflama vasos e aumenta chance de coágulos.

Em mulheres, o risco pode crescer com outros fatores associados.

 

Como reduzir o risco

Busque apoio para parar, com plano e acompanhamento.

Evite "só alguns por dia": o dano ainda existe.

Peça orientação sobre reposição de nicotina, se necessário.

 

5) Uso de anticoncepcionais

Alguns anticoncepcionais podem elevar o risco de trombose.

O cuidado aumenta quando há hipertensão ou tabagismo.

 

Como agir com segurança

Informe seu histórico ao ginecologista e ao cardiologista.

Reavalie método se você fuma ou tem pressão alta.

Não interrompa por conta própria.

 

6) Menopausa

Com menos estrogênio, vasos tendem a perder flexibilidade.

 

Isso pode favorecer inflamação e alterações metabólicas.

 

Como se proteger

Faça check-up cardiometabólico no período.

Priorize exercício e alimentação consistente.

Discuta sintomas e riscos com seu médico.

 

7) Distúrbios do sono

Sono ruim, de forma crônica, desequilibra o corpo.

Apneia do sono pode se relacionar a pressão alta e arritmias.

 

Como reduzir o impacto

Observe ronco alto e sonolência diurna.

Procure avaliação se houver suspeita de apneia.

Crie rotina de sono com horário mais estável.

 

8) Sedentarismo

Ficar parada reduz condicionamento e piora marcadores metabólicos.

Isso facilita ganho de peso e descontrole de colesterol.

 

Como começar sem exageros

Inicie com caminhadas curtas e frequentes.

Aumente o tempo aos poucos, com constância.

Escolha algo sustentável, não perfeito.

 

9) Estresse crônico

Estresse constante incentiva hábitos ruins e piora o sono.

Também pode elevar pressão e aumentar sobrecarga do organismo.

 

Como proteger o coração

Identifique fontes de estresse repetidas.

Inclua pausas e atividade física como "remédio diário".

Busque apoio psicológico quando necessário.

 

10) Hereditariedade

Histórico familiar de doença cardíaca aumenta o risco.

 

Isso pede atenção mais cedo e monitoramento mais de perto.

 

Como agir

Informe casos na família e idades dos eventos.

Faça check-ups conforme orientação profissional.

Redobre controle dos fatores modificáveis.

 

Prevenção do infarto: um plano simples para o dia a dia

Prevenir é combinar rotina saudável e acompanhamento médico.

 

O objetivo é controlar o que é silencioso antes de virar urgência.

 

Checklist de prevenção para reduzir o risco

Controle pressão, colesterol e glicemia.

Mexa o corpo com regularidade.

Pare de fumar e evite recaídas.

Durma melhor e trate apneia, se houver.

Reduza estresse com estratégias práticas.

Faça exames de rotina no intervalo recomendado.

 

Dr. Louis Nakayama Ohe reforça a constância.

 

Exames e cuidado contínuo reduzem riscos ao longo da vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/10-fatores-que-aumentam-o-risco-de-infarto-em-mulheres,4cf33782b428cd00d44e36a7892d1b43455dqi71.html?utm_source=clipboard - Foto: Reprodução/Shutterstock

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Viagens de fim de ano: 9 dicas de saúde e primeiros socorros


Com estradas cheias e calor intenso, médica orienta como prevenir imprevistos e agir em situações de emergência durante as férias

 

Com a chegada das festas de fim de ano, o aumento no fluxo de veículos nas estradas e o movimento intenso em aeroportos exigem mais atenção não apenas com o planejamento da viagem, mas também com a saúde.

 

Entre destinos de praia, campo ou viagens internacionais, pequenas atitudes podem evitar que situações simples se transformem em emergências médicas.

 

A médica Julie Muraro, clínica geral do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES) e do Centro Médico Integrado (CMI), reuniu nove orientações essenciais de saúde e primeiros socorros para quem pretende viajar neste período.

 

Essas recomendações valem tanto para deslocamentos curtos quanto para viagens mais longas:

 

1. Vacinas atualizadas evitam riscos desnecessários

Antes de arrumar as malas, é fundamental conferir a carteira de vacinação. Segundo a médica, a vacina contra a febre amarela é indispensável para viagens a áreas de risco no Brasil e em outros países tropicais.

Também é importante manter atualizadas as imunizações contra hepatite A, febre tifóide, gripe, difteria, tétano, sarampo, caxumba e rubéola, especialmente em viagens internacionais.

 

2. Kit de primeiros socorros faz diferença

Imprevistos acontecem, mas um kit bem montado evita transtornos. Curativos, gaze, esparadrapo, luvas descartáveis, antisséptico, termômetro, pinça e tesoura sem ponta são itens básicos. Analgésicos, antialérgicos, antitérmicos e remédios contra enjoo também ajudam.

Já, para trilhas ou acampamentos, manta térmica e apito podem ser úteis. Pessoas com doenças crônicas devem levar medicação contínua e receitas atualizadas.

 

3. Pausas a cada 2 ou 3 horas reduzem riscos

Em viagens longas de carro ou ônibus, parar regularmente ajuda a alongar o corpo, melhorar a circulação e manter a atenção.

"As pausas evitam fadiga, mal-estar e perda de reflexos", explica a Dra. Julie Muraro.

 

4. Sol forte exige proteção constante

No verão, hidratação frequente e uso de protetor solar são indispensáveis.

Os chapéus e óculos com proteção UV reforçam a prevenção. Enquanto que, em caso queimaduras leves, a orientação é resfriar a área com água fria ou compressas suaves e hidratar a pele.

 

5. Cortes leves pedem cuidado imediato

O primeiro passo é higienizar as mãos e lavar o ferimento com água e sabão neutro ou soro fisiológico.

Caso sangre, faça compressão com gaze por até 20 minutos. Objetos encravados não devem ser removidos em casa.

 

6. Queimaduras leves devem ser resfriadas

Água corrente ajuda a reduzir a temperatura da pele. Após isso, hidratantes ou loções calmantes auxiliam na recuperação. Dor persistente exige avaliação médica.

 

7. Engasgos exigem ação rápida

Em casos de engasgo, a recomendação inicial é ligar para o SAMU (192). Se a pessoa estiver consciente, estimule a tosse. Caso não funcione, a manobra de Heimlich pode ser aplicada conforme orientação adequada.

 

8. Picadas de insetos merecem atenção

Na maioria dos casos, compressa fria e antialérgicos resolvem. Picadas de escorpiões, aranhas ou cobras exigem atendimento médico imediato.

 

9. Reações alérgicas graves são emergência

Falta de ar, inchaço no rosto ou garganta, tontura e chiado no peito são sinais de alerta. "Esses sintomas indicam anafilaxia e exigem socorro imediato", finaliza a médica.

 

Seguir essas orientações ajuda a tornar a viagem mais segura e tranquila, garantindo que o descanso não seja interrompido por problemas de saúde evitáveis.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/viagens-de-fim-de-ano-9-dicas-de-saude-e-primeiros-socorros,77f99c0a8c7d69cf7a1ee608520dcb8faagwjmco.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Câncer de pele: 5 pontos essenciais para prevenção e alerta


Especialista explica tipos de câncer de pele, sinais de risco, impacto do sol e avanços no tratamento da doença mais comum no Brasil

 

Com a chegada do verão, a exposição ao sol aumenta de forma significativa e, com ela, os riscos associados ao câncer de pele, o tipo de tumor mais frequente no Brasil.

 

Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) mostram que a condição responde por cerca de 30% de todos os diagnósticos oncológicos no país, com mais de 220 mil novos casos registrados anualmente — número que tende a crescer nos meses mais quentes.

 

Para esclarecer dúvidas comuns da população, o oncologista Mateus Marinho, da Croma Oncologia, rede especializada em tratamentos oncológicos integrados e humanizados, reúne cinco pontos essenciais sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da condição.

 

1. Existem dois grandes tipos de câncer de pele

O câncer de pele é dividido em dois grupos principais: melanoma e não melanoma.

O tipo não melanoma, que inclui os carcinomas basocelular e espinocelular, é o mais comum e geralmente está relacionado à exposição solar acumulada ao longo da vida. Quando identificado precocemente, as chances de cura ultrapassam 90%.

Já o melanoma é menos frequente, porém mais agressivo, com maior risco de metástases. Por isso, qualquer lesão nova ou mudança em manchas já existentes deve ser investigada por um dermatologista, com confirmação diagnóstica feita por biópsia.

 

2. A regra do ABCDE ajuda a identificar lesões suspeitas

Uma das ferramentas mais eficazes para o autoexame da pele é a regra do ABCDE, que avalia assimetria, bordas irregulares, variação de cor, diâmetro maior que 6 milímetros e evolução da lesão.

Além disso, manchas que sangram, coçam, doem ou não cicatrizam em até quatro semanas merecem atenção imediata.

O especialista alerta que melanomas podem surgir em áreas menos óbvias, como couro cabeludo, unhas, palmas das mãos e solas dos pés, reforçando a importância da avaliação completa da pele.

 

3. A exposição solar acumulada é o principal fator de risco

A radiação ultravioleta não se limita aos momentos de lazer. Ela está presente em atividades cotidianas, como caminhar na rua ou dirigir.

Pessoas de pele clara, idosos, quem tem histórico familiar ou já teve câncer de pele apresentam risco aumentado.

O bronzeamento artificial também é desaconselhado, pois utiliza radiação intensa e eleva significativamente a chance de tumores.

 

4. Protetor solar não impede a produção de vitamina D

O uso diário de protetor solar, associado a chapéus, roupas com proteção UV e óculos escuros, é uma das medidas mais eficazes de prevenção.

Ao contrário de um mito comum, o protetor não bloqueia totalmente a produção de vitamina D. Evitar exposição solar entre 10h e 16h também é fundamental, especialmente no verão.

 

5. Diagnóstico precoce permite tratamentos mais eficazes

Quando descoberto no início, o câncer de pele pode ser tratado com procedimentos simples e menos invasivos.

Em casos mais avançados, especialmente no melanoma, os avanços da medicina trouxeram terapias-alvo e imunoterapia, que estimulam o sistema imunológico a combater o tumor. "Com diagnóstico precoce e tratamentos modernos, muitos pacientes alcançam controle duradouro e melhor qualidade de vida", afirma Marinho.

 

Por fim, a informação, prevenção e acompanhamento médico regular seguem sendo as principais armas contra o câncer de pele.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cancer-de-pele-5-pontos-essenciais-para-prevencao-e-alerta,bdaf9a3e99b487cc1d44c9a30a67026aqm77vc63.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Conheça as quatro doenças mais comuns no verão e como se prevenir


Com altas temperaturas, circulação de vírus aumenta risco de enfermidades sazonais

 

Vacinação é uma das formas de prevenção de doenças sazonais

O verão está chegando e, com as altas temperaturas, a circulação de alguns vírus aumenta o risco de doenças sazonais. No Brasil, são comuns as doenças transmitidas por mosquitos ou por vírus gastrointestinais.

 

As quatro doenças que exigem mais atenção da população durante o verão são  a dengue, a febre amarela, a hepatite A e as gastroenterites por rotavírus. Para todas elas, há imunizantes eficazes, que são apontados por especialistas como a principal estratégia de prevenção. O Portal iG conversou com infectologistas para saber os tipos certos de vacinas para cada doença.

 

A dengue, a hepatite A e o rotavírus, causam um impacto direto na saúde nesta época do ano. Por este motivo, a prevenção deve ser estratégica.

 

“A  vacinação deve ser vista como uma proteção contínua e individual que tem impacto direto na saúde pública, especialmente contra a dengue, cujo vetor se beneficia do clima quente e úmido, e contra a hepatite A e o rotavírus, que se espalham em condições sanitárias precárias ou de aglomeração. A desatenção com a vacina é um risco real e desnecessário”, afirma o infectologista Alberto Chebabo.

 

Entenda a relação do aumento de casos das quatro doenças com as altas temperaturas:

A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que também é vetor da chikungunya e da zika. Durante o ano, os mosquitos se reproduzem na época de chuva, geralmente entre novembro e dezembro.

 

Quando começa o verão, o transmissor já está na fase adulta e pode transmitir a doença. De acordo com uma projeção matemática feita pelo InfoDengue – Mosqlimate Challenge¹ (IMDC), são esperados  1,8 milhão de casos de dengue no Brasil em 2026.

 

Chebabo reforça a necessidade de ampliar a vacinação como medida de proteção. “O problema do aumento dos casos de dengue é agravado pela baixa cobertura vacinal contra a doença no Brasil. Ano passado, o Ministério da Saúde enviou mais de 6 milhões de doses para os estados e municípios, mas apenas 3,3 milhões foram aplicadas. Aproximadamente 1 milhão de jovens brasileiros iniciaram o esquema vacinal, mas não retornaram para a segunda dose'', afirma ao iG Saúde.

 

O imunizante contém  quatro sorotipos do vírus: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4, que atuam reduzindo o risco de infecção e também diminuem os riscos do desenvolvimento de formas graves da doença.

 

O infectologista Guenael Freire ressalta a importância da vacinação. “É fundamental que a população, mesmo que fora do público prioritário definido pelo Ministério da Saúde, procure as clínicas de vacinação para adquirir mais essa proteção.”

 

A  febre amarela é outra arbovirose combatida com vacina. Ela também merece atenção redobrada no verão, especialmente em regiões de mata ou com maior aglomeração. A febre amarela exige a imunização para quem viaja para alguns destinos internacionais e em regiões endêmicas do Norte do Brasil e Centro-Oeste.

 

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou para um possível aumento dos casos de febre amarela nas Américas. Até maio de 2025, o número de infecções registrado foi oito vezes maior que no mesmo período de 2024. O número de mortes já supera em três vezes o total do ano passado inteiro, de acordo com a organização. Ao todo, a região já relatou 221 casos e 89 óbitos em 2025. A liderança na América Latina é do Brasil, com metade das infecções e das mortes. Em seguida vêm a Colômbia e o Peru.

 

A hepatite A também é uma infecção, mas a transmissão é fecal-oral, através de alimentos mal lavados e água contaminada. Também pode ser transmitida sexualmente quando não se usa preservativo.

 

O médico Alberto Chebabo comenta que a “transmissão sexual tem se mostrado significativa, contribuindo muito para o aumento dos casos. Por exemplo, a cidade do Rio de Janeiro registrou um crescimento de 50% em 2025 em relação ao ano anterior, totalizando quase 500 casos de hepatite A na capital do estado, de acordo com os dados locais divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde. A maioria deles está associada à transmissão sexual, e não à hídrica ou alimentar.”

 

A gastroenterite por rotavírus é uma ameaça durante todo o ano, afirma o especialista Guenael Freire.

 

"Ela é conhecida como ‘virose de férias’. Tem seus surtos impulsionados no verão. Isso ocorre por causa da poluição hídrica (chuvas intensas que sobrecarregam os esgotos) e da maior exposição em ambientes de lazer."

 

Em 2025, mais de 11 mil diagnósticos foram confirmados, principalmente na Baixada Santista, em São Paulo. Todos estavam relacionados às chuvas e à contaminação da água do mar. Apesar disso, a vacina não é aplicada em todas as pessoas, como explica o especialista.

 

"No caso do rotavírus, a vacina é indicada para lactentes e é oferecida na rede particular em sua forma pentavalente. Ela é capaz de proteger contra cinco tipos de rotavírus (G1, G2, G3, G4 e P1A), que são as principais causas de gastroenterite, diarreia e desidratação grave em bebês e crianças pequenas. O imunizante também está disponível na versão monovalente (VRH1) na rede pública'', diz Guenael Freire.

 

Com o histórico de casos das doenças no Brasil, os médicos recomendam que as pessoas mantenham a carteira de vacinação atualizada e contribuam para a imunidade de rebanho. Essa será a única garantia de que estarão protegidas contra doenças que se aproveitam do verão para se espalharem.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/2025-12-10/especialistas-apontam-as-4-doencas-perigosas-no-verao-e-prevencao.html - Por Aline da Mata - Divulgação / EBC

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Novembro Azul: 5 dicas de saúde para homens com mais de 60 anos


Com o passar dos anos, é necessário um suporte maior para cuidar e prevenir problemas de saúde; veja mais nesse Novembro Azul

 

O mês de novembro é dedicado à conscientização sobre a saúde do homem, com foco especial na prevenção do câncer de próstata, mas, para quem já passou dos 60 anos, os cuidados precisam ir além dos exames de rotina.

 

A partir dessa fase, o corpo passa por transformações naturais que exigem atenção redobrada à alimentação, sono, saúde mental, mobilidade e acompanhamento médico.

 

"A longevidade é uma conquista, mas ela precisa vir acompanhada de qualidade de vida. O segredo é manter uma rotina de prevenção contínua e entender que o autocuidado é o maior investimento em bem-estar", afirma a especialista em Geriatria e Gerontologia, Júlia Godoy, fundadora da Vivenza Care, agência de cuidados domiciliares voltada à assistência de idosos em baixa complexidade, com modelo de atendimento baseado em segurança, personalização e suporte humanizado.

 

Mais sobre saúde do homem:

 

5 dicas para homens com mais de 60 anos cuidarem da saúde:

1. Acompanhamento médico regular

Mesmo que o homem se sinta bem, é importante realizar check-ups completos ao menos uma vez por ano. Além dos exames de próstata, devem ser monitorados o coração, os níveis hormonais, a glicemia e a função renal.

"Muitos problemas são silenciosos e, quando detectados precocemente, têm tratamento simples e eficaz", explica Júlia Gogoy.

 

2. Alimentação equilibrada e rica em nutrientes

A dieta deve priorizar alimentos naturais, com foco em frutas, vegetais, proteínas magras e grãos integrais. A redução do consumo de sal, gorduras e ultraprocessados é essencial para prevenir doenças cardiovasculares e metabólicas.

 

3. Atividade física e mobilidade

"Caminhadas, alongamentos e exercícios de baixo impacto ajudam na força muscular, no equilíbrio e até na saúde cognitiva. Além de melhorar a circulação, a prática regular reduz o risco de quedas e contribui para o bom humor. Conte sempre com o suporte de um profissional para evitar lesões", destaca Júlia Godoy.

 

4. Saúde mental e socialização

O isolamento é um fator de risco subestimado. Manter vínculos sociais, participar de grupos de convivência e cultivar hobbies são atitudes que protegem contra a depressão e o declínio cognitivo.

"Cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo. O cérebro precisa de estímulo, conexão e propósito", reforça a especialista.

 

5. Suporte personalizado de cuidado

Para muitos homens acima dos 60, o suporte domiciliar é um grande aliado na manutenção da autonomia. Modelos de atendimento personalizados, como o oferecido pela Vivenza Care, garantem segurança e conforto no ambiente familiar, respeitando a individualidade e as necessidades de cada paciente.

"Não se trata apenas de viver mais, mas sim de viver melhor, com independência, autocuidado e acompanhamento adequado. Essa é a verdadeira essência da longevidade", conclui Júlia Godoy.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/novembro-azul-5-dicas-de-saude-para-homens-com-mais-de-60-anos,b06d01764a9375b4ef62cfa501f16e47k8iab3m6.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

5 informações essenciais sobre arritmia cardíaca e morte súbita


Alterações no batimento do coração podem indicar doenças e exigir tratamento médico

 

Em 12 de novembro, ao se celebrar o Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e da Morte Súbita, o alerta sobre a importância dos cuidados com o coração ganha destaque. Esse órgão, que trabalha de forma constante para manter o corpo em funcionamento, pode apresentar alterações elétricas que comprometem sua cadência natural — as chamadas arritmias cardíacas.

 

Em um organismo saudável, o coração costuma bater entre 60 e 100 vezes por minuto, em um ritmo regular e quase imperceptível. Quando esse compasso falha, o que era rotina pode se transformar em risco. As arritmias cardíacas, causadas por distúrbios elétricos que alteram o batimento do coração, vão desde palpitações leves até situações graves de parada cardíaca.

 

De acordo com dados do National Center for Biotechnology Information (NCBI), as arritmias estão associadas a 15% a 20% de todas as mortes no mundo, sendo responsáveis por cerca de 5 milhões de casos de morte súbita por ano. Nos Estados Unidos, por exemplo, o número estimado varia entre 180 mil e 250 mil mortes anuais relacionadas a esse tipo de evento.

 

Informação pode salvar vidas

A professora de cardiologia da Afya Brasília, Rosangeles Konrad, explica que a arritmia ainda é um tema cercado de desconhecimento. "A maioria das pessoas associa o problema apenas à sensação de coração acelerado, mas nem sempre há sintomas perceptíveis, e é aí que mora o perigo", alerta. 

 

Segundo a médica, a informação pode salvar vidas. "Conhecer os sinais e os fatores de risco é tão importante quanto ter um desfibrilador por perto. Quando o coração perde sua cadência normal, a sobrevivência depende de minutos", alerta. 

 

Para auxiliar no entendimento da doença, a especialista lista 5 informações essenciais sobre arritmia cardíaca e morte súbita que todos deveriam saber, fundamentais para identificar sinais de alerta, buscar ajuda médica a tempo e entender como prevenir esse tipo de emergência. Confira!

 

1. Nem toda arritmia é perigosa, mas todas merecem atenção

Um coração saudável bate em um ritmo firme e constante, como um relógio. Quando esse ritmo se altera, acelerando, desacelerando ou ficando irregular, chama-se de arritmia. Algumas são passageiras e podem estar ligadas ao estresse, ao excesso de café ou à falta de sono. 

Outras, porém, podem indicar doenças cardíacas mais graves e exigir tratamento. O importante é não ignorar sintomas como palpitações, tonturas ou desmaios, pois eles podem ser sinais de que algo não vai bem e precisam ser investigados por um médico.

 

2. A morte súbita nem sempre dá sinais prévios

A morte súbita cardíaca costuma acontecer de forma inesperada, inclusive em pessoas aparentemente saudáveis. No entanto, há fatores de risco bem conhecidos, como histórico familiar, doenças cardíacas pré-existentes, prática esportiva intensa sem acompanhamento médico e uso de drogas ou anabolizantes. 

Realizar check-ups regulares e exames cardiológicos simples, como eletrocardiograma, ecocardiograma e teste ergométrico, pode identificar precocemente quem tem maior risco e, assim, literalmente salvar vidas.

 

3. Sintomas leves podem esconder algo sério

Cansaço fora do comum, falta de ar, palpitações ou a sensação de que o coração "bate forte" ou "falha" podem parecer algo simples, mas não devem ser ignorados. Muitas arritmias começam de forma discreta e, se não tratadas, podem se agravar com o tempo, aumentando o risco de problemas sérios, como acidente vascular cerebral (AVC) ou insuficiência cardíaca. 

Hoje, exames e tecnologias acessíveis, como o Holter, monitores portáteis e até relógios inteligentes que registram o ritmo do coração, ajudam a identificar essas alterações cedo, quando o tratamento é mais simples e eficaz. Quanto antes o diagnóstico é feito, maiores são as chances de manter o coração saudável.

 

4. Há tratamento e tecnologias a favor do coração

O tratamento das arritmias depende do tipo e da gravidade do quadro, podendo envolver o uso de medicamentos específicos, ablação por cateter, procedimento que elimina o foco elétrico anormal, além de dispositivos como marcapassos e desfibriladores implantáveis, que ajudam a controlar o ritmo cardíaco e prevenir complicações graves. 

Essas tecnologias têm salvado muitas vidas e permitem que os pacientes mantenham uma rotina normal. O acompanhamento regular com um cardiologista especializado é essencial para ajustar o tratamento e garantir que o coração siga no ritmo certo.

 

5. Prevenção é o melhor remédio e começa com o estilo de vida

Cuidar do coração é cuidar do que mantém a vida pulsando. Controlar a pressão arterial, o colesterol e o açúcar no sangue, evitar o cigarro, manter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física com orientação são atitudes simples que fazem uma enorme diferença. Esses hábitos reduzem o risco de arritmia, infarto e morte súbita, e mostram que, no fim das contas, a prevenção ainda é o melhor tratamento.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/5-informacoes-essenciais-sobre-arritmia-cardiaca-e-morte-subita,081db89cb5b98c18851dc4f5999c3462jtsdntkd.html?utm_source=clipboard - Por Beatriz Felicio - Foto: freshcare | Shutterstock / Portal EdiCase

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Novembro azul: 7 mitos e verdades sobre o câncer de próstata


Conheça os sintomas e as principais formas de prevenção dessa doença comum entre os homens

 

O câncer de próstata é o segundo tipo de tumor mais frequente entre os homens no Brasil, com aproximadamente 71 mil novos diagnósticos e quase 16 mil mortes por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), representando 13,5% das mortes masculinas por câncer no país. Apesar da alta incidência, quando detectada precocemente, a doença tem mais de 90% de chances de cura.

 

"O tumor se desenvolve na próstata, glândula do tamanho de uma noz localizada abaixo da bexiga, responsável por produzir parte do sêmen. Um dos principais obstáculos para a prevenção é a falta de informação e, muitas vezes, o preconceito", explica o Dr. Rodrigo Coutinho, médico oncologista da Croma Oncologia.

 

Abaixo, o médico esclarece os principais mitos e verdades sobre o câncer de próstata. Confira!

 

1. O câncer de próstata sempre apresenta sintomas

Mito. Na maioria dos casos, especialmente nos estágios iniciais, o câncer de próstata não provoca sintomas perceptíveis. Por isso, a detecção depende de exames de rastreamento. Um dos principais é o PSA (Antígeno Prostático Específico), exame de sangue que mede a quantidade de uma proteína produzida pela próstata. Níveis elevados podem indicar alterações na glândula, mas não significam necessariamente câncer.

O toque retal complementa a avaliação, permitindo identificar casos em que o PSA permanece normal, o que ocorre em cerca de 15% dos tumores detectados. Quando surgem sinais, eles podem ocorrer também em condições benignas, como dificuldade para esvaziar a bexiga, jato urinário fraco, necessidade frequente e urgente de urinar, incontinência urinária e impotência sexual. Em fases mais avançadas, sinais de alerta incluem dor óssea persistente, perda de peso ou de apetite, sangue na urina ou no esperma e constipação, especialmente se houver invasão do reto.

 

2. Apenas homens mais velhos precisam se preocupar com o câncer de próstata

Mito. De modo geral, homens a partir dos 50 anos devem realizar PSA e toque retal anualmente. No entanto, quem tem ascendência africana (grupo com maior predisposição genética), histórico familiar ou mutações genéticas de risco deve iniciar a discussão sobre rastreamento a partir dos 45 anos. Casos em homens jovens são raros, mas podem ocorrer devido a mutações hereditárias, que corresponde de 10 a 15% dos casos.

Históricos familiares de primeiro grau de câncer de mama, ovário ou pâncreas também podem ser sinais de alerta, pois algumas mutações genéticas estão relacionadas a esses tipos de câncer. Além da genética, obesidade, tabagismo, sedentarismo e hábitos alimentares inadequados podem aumentar o risco.

 

3. O câncer de próstata não tem cura

Mito. Quando detectado precocemente, o câncer de próstata apresenta taxa de cura de até 90%. Em casos de diagnóstico inicial, pode ser adotada a vigilância ativa, uma estratégia indicada apenas para alguns tumores de baixo risco, que permite acompanhar a evolução da doença com exames regulares antes de iniciar intervenções mais invasivas.

Caso necessário, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia ou hormonioterapia, de acordo com as características do tumor e o risco do paciente. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores são os impactos na qualidade de vida, incluindo funções urinária e sexual, além de reduzir o custo do tratamento.

 

4. O toque retal é dispensável

Mito. Apesar de ainda enfrentar resistência cultural ligada à masculinidade, o toque retal é um exame rápido e seguro, que dura cerca de 7 segundos, fundamental para identificar tumores que não aparecem no PSA. Ignorar o exame pode atrasar o diagnóstico e reduzir as chances de cura. O seguimento com urologista acompanhado de exames de toque retal ajuda a detectar alterações precocemente, tornando o tratamento mais eficaz e menos invasivo, preservando melhor a qualidade de vida.

 

5. O estilo de vida influencia no risco de desenvolver a doença

Verdade. Hábitos do dia a dia podem aumentar o risco. Seguir o básico, o famoso feijão com arroz, que inclui alimentação saudável, prática regular de exercícios, controle do peso ideal, uso de protetor solar, evitar álcool e cuidar da vacinação, incluindo a vacina contra HPV, contribui de forma significativa para a prevenção. Segundo o Ministério da Saúde (MS), essas medidas podem reduzir em até 60% o risco de desenvolver diversos tipos de câncer. Vale lembrar que a minoria dos casos de câncer de próstata está ligado à hereditariedade.

 

6. O tratamento compromete a qualidade de vida

Mito. O tratamento inicial do câncer de próstata costuma ser cirúrgico, podendo incluir técnicas minimamente invasivas, como a robótica, que reduz complicações e acelera a recuperação. Em alguns casos, a radioterapia é indicada para tumores localizados, enquanto a hormonioterapia é usada em casos sistêmicos, diminuindo a testosterona que alimenta o tumor. Quando realizado precocemente, o tratamento minimiza riscos de morbidade, impacto na vida sexual e alterações do hábito urinário, preservando a qualidade de vida.

 

7. O câncer de próstata pode ser prevenido

Verdade. Embora não seja possível impedir totalmente o surgimento da doença, a detecção precoce aumenta significativamente as chances de cura. Homens devem realizar exames regulares, como PSA e toque retal, e ficar atentos a sinais de alerta, como alterações na urina ou dor persistente, pois quanto antes o câncer for identificado, mais eficaz e menos invasivo será o tratamento.

 

O Novembro Azul é uma campanha que vai além do câncer de próstata, é um lembrete da importância de os homens cuidarem da saúde de forma integral, adotando hábitos saudáveis, realizando exames preventivos regularmente e ficando atentos aos sinais do próprio corpo ao longo da vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/novembro-azul-7-mitos-e-verdades-sobre-o-cancer-de-prostata,3adc00ed6f91e58122fe5940b866c3e7nq6e8f53.html?utm_source=clipboard - Por Pamela Moraes - Foto: Andrey_Popov | Shutterstock / Portal EdiCase

sábado, 18 de outubro de 2025

Outubro Rosa: os primeiros sintomas e como evitar o câncer de mama


Câncer de mama é o mais comum do Brasil, no entanto, ele costuma se desenvolver silenciosamente

 

Outubro Rosa é um movimento internacional de conscientização para os riscos, prevenção e detecção precoce do câncer de mama, tumor que mais acomete mulheres no planeta. De acordo com dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), ele é a primeira causa de morte por câncer na população feminina em todas as regiões do Brasil, exceto na região Norte.

 

São números alarmantes e significativos, mas que podem ser atenuados com a prevenção correta. A doença ocorre por conta de uma multiplicação de células anormais na região das mamas que, ao longo do tempo, se transformam em tumores e podem invadir outros órgãos. Existem vários tipos de câncer de mama e o desenvolvimento de cada um deles pode ser rápido, ou não.

 

A boa notícia é que, quando o problema é identificado no começo, as respostas ao tratamento costumam ser positivas. Para que isso ocorra, no entanto, é preciso ter atenção ao próprio corpo e saber identificar possíveis alterações.

 

Principais sintomas do câncer de mama

Segundo o INCA, os primeiros indícios que podem apontar para um possível câncer de mama são os seguintes:

 

Caroço (nódulo) endurecido, fixo e geralmente indolor. É a principal manifestação da doença, estando presente em mais de 90% dos casos;

Alterações no bico do peito (mamilo);

Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;

Saída espontânea de líquido de um dos mamilos;

Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja.

 

No entanto, o problema também pode ser silencioso e, por isso, é necessário um bom acompanhamento médico, para avaliar constantemente os riscos de desenvolver a doença. O INCA também ressalta que o tumor pode aparecer em homens, mas que isso é extremamente raro e representa apenas 1% dos casos.

 

Fatores de risco e prevenção

Existem três grandes fatores que podem ser cruciais para o desenvolvimento do câncer de mama. São eles: comportamento, eixo hormonal e questões genéticas. Com relação ao primeiro item da lista, é preciso ter atenção com hábitos diários e apostar em um estilo de vida saudável. Praticar atividades físicas regulares, ficar longe do álcool e de outras drogas são condutas importantes para evitar o aparecimento do câncer de mama.

 

Já as questões ligadas aos hormônios são um pouco mais complexas. Acontecimentos ligados ao histórico reprodutivo da mulher podem aumentar as possibilidades de um tumor na região das mamas. Por isso, é preciso redobrar a atenção quando a menstruação vem antes dos 12 anos de idade e quando a primeira gestação acontece após os 30 anos. Não ter filhos, não amamentar e parar de menstruar após os 55 anos também podem ocasionar mais riscos para as mulheres. Uso de contraceptivos orais e reposições hormonais completam a lista.

 

Por fim, fatores genéticos também podem ser rastreados, caso algum familiar mais velho já tenha sofrido com algum tipo de câncer, por exemplo. Porém, o problema também pode atingir pessoas que não se enquadram em nenhum desses fatores de risco. Por isso, é essencial realizar um acompanhamento médico constante e exames regulares, como a mamografia.

 

Número de mamografias cai durante a pandemia

A mamografia, exame fundamental para o diagnóstico e o tratamento precoce do câncer de mama, sofreu uma forte queda durante a pandemia de Covid-19. De acordo com dados da SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia), o problema é que o isolamento social afastou as pessoas das ruas e, principalmente, dos hospitais. A entidade indica que o número de exames realizados em 2020 foi 42% menor ao índice alcançado em 2019. Algo que criou uma tendência perigosa.

 

"No geral, a conclusão que podemos chegar é que a pandemia agravou o cenário do rastreamento do câncer de mama no Brasil, que sempre caminhou abaixo do que preconiza a OMS (Organização Mundial da Saúde). Isso pode implicar no aumento do diagnóstico em estágios mais avançados", completa a especialista.

 

Para reverter esse quadro, a única saída é voltar as atenções para o problema e procurar ajuda e acompanhamento médico. "Não há dúvidas que a pandemia atrasou uma série de diagnósticos oncológicos. Isso vai ter um impacto importante nos próximos anos, já que com o diagnóstico tardio o tratamento tende a ser mais mórbido e menos resolutivo", conta o Dr. Felipe Moraes, oncologista do Hospital Nove de Julho.

 

De acordo com ele, exames como papanicolau, mamografia, ultrassonografia e de toque devem ser de realização anual. Dessa forma, o tratamento contra a maioria dos tipos de câncer, não apenas o de mama, seria mais efetivo e o número de mortes seria atenuado.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/outubro-rosa-os-primeiros-sintomas-e-como-evitar-o-cancer-de-mama,3512862729e6ddd5cf7c21cf65f464d9rnn5yhrh.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia