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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Exercícios para uma velhice ativa: saúde e independência


Combinar atividades aeróbicas, de força, equilíbrio e mobilidade ajuda a manter a independência com a idade, explica médico do esporte. Veja as recomendações da OMS.

 

Manter o corpo ativo na velhice é vital para preservar a saúde e a autonomia nas tarefas diárias. Para conter perdas musculares, cardiorrespiratórias e articulares, especialistas e a OMS recomendam combinar quatro tipos de treinos: aeróbicos, de fortalecimento, de equilíbrio e de mobilidade. Essa integração previne doenças, evita quedas, melhora o fôlego e garante que o idoso realize atividades rotineiras com segurança, sendo sempre indicada a orientação profissional para adaptar a rotina.

 

Os exercícios certos ajudam a chegar à velhice com saúde e independência. O corpo muda ao longo da vida, e manter-se ativo é uma das principais estratégias para lidar com essas mudanças.

 

Segundo Carlos Ulloa, médico do esporte, membro do Conselho para Assuntos de Nutrição da Herbalife, há uma tendência de redução da massa e da força muscular. O equilíbrio, a mobilidade e a capacidade cardiorrespiratória também sofrem alterações.

 

Por isso, um programa diversificado minimiza essas perdas. Ele também preserva a capacidade de caminhar, subir escadas, carregar compras, levantar-se de uma cadeira ou recuperar o equilíbrio após um tropeço.

 

O ideal é combinar modalidades que trabalhem capacidades físicas diferentes. Confira as quatro principais.

 

Exercícios aeróbicos para ter fôlego

Caminhar, pedalar, nadar ou dançar aumentam a frequência cardíaca e respiratória. Com isso, coração, pulmões e sistema circulatório ficam mais eficientes em levar oxigênio aos músculos.

Esses exercícios ajudam a prevenir e controlar fatores associados a doenças cardiovasculares e metabólicas. Um bom condicionamento também reduz o cansaço em tarefas como fazer compras ou subir escadas.

 

Boas opções

caminhada em ritmo acelerado;

bicicleta e bicicleta ergométrica;

natação e hidroginástica;

dança e corrida;

escada e elíptico.

 

A OMS recomenda de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada por semana. Outra opção é fazer de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa. Também é possível combinar as duas intensidades.

 

Exercícios de força para manter a independência

Com a idade, o corpo perde massa muscular e força de forma progressiva. Esse quadro é chamado de sarcopenia. As articulações também se deterioram, e isso pode comprometer tarefas simples e a autonomia.

"Os exercícios de força não servem apenas para aumentar músculos ou melhorar a aparência", reforça Ulloa. Segundo ele, eles preservam a capacidade de levantar-se da cama ou de uma cadeira, subir degraus, carregar sacolas e agachar para pegar algo no chão.

O fortalecimento também contribui para a saúde óssea e para a capacidade funcional.

 

Boas opções

musculação;

exercícios com faixas elásticas;

pilates;

calistenia, como agachamentos adaptados e flexões na parede;

treinamento funcional.

 

A OMS indica atividades de fortalecimento de intensidade moderada ou maior. Elas devem envolver os principais grupos musculares em pelo menos dois dias por semana.

 

Exercícios de equilíbrio para evitar quedas

O equilíbrio ganha importância com o passar dos anos. Ele depende da integração entre músculos, visão, sistema vestibular e sistema nervoso. Essa integração controla o corpo e permite reagir rápido a mudanças no ambiente.

Na prática, o equilíbrio entra em ação quando alguém pisa em uma superfície irregular ou desvia de um obstáculo. Ele também age quando a pessoa recupera a estabilidade depois de um tropeço.

 

Boas opções

tai chi chuan e ioga;

exercícios funcionais;

caminhar em diferentes direções;

ficar apoiado em um pé só;

movimentos com mudança de direção, transferência do peso e coordenação.

 

Esses exercícios podem usar acessórios que criam instabilidade. Ulloa cita bosu, discos e almofadas de equilíbrio, balance board, bolas suíças e step. O médico destaca que a dificuldade deve se adaptar à capacidade de cada pessoa, com progressão gradual.

A OMS recomenda praticar três ou mais dias por semana atividades multicomponentes. Elas devem enfatizar o equilíbrio funcional e o treinamento de força.

 

Alongamento e mobilidade para ter liberdade de movimento

Esses exercícios mantêm a amplitude dos movimentos e facilitam as tarefas diárias. O efeito é maior quando fazem parte de uma rotina com força, equilíbrio e atividades aeróbicas.

Vale entender a diferença. A flexibilidade é a capacidade de músculos e outros tecidos se alongarem. A mobilidade é a capacidade de uma articulação se movimentar bem e com controle.

 

Boas opções

sessões de alongamento;

ioga e pilates;

exercícios de mobilidade articular;

movimentos dinâmicos que trabalhem diferentes amplitudes.

 

Segundo Ulloa, as diretrizes atuais da OMS não definem uma quantidade semanal de alongamentos para pessoas idosas. Mesmo assim, ele recomenda incluir mobilidade e alongamento antes de qualquer treino ou modalidade.

 

Como combinar os exercícios na rotina

Não é preciso escolher apenas um tipo. Algumas modalidades trabalham mais de uma capacidade ao mesmo tempo. Uma aula de dança, por exemplo, oferece estímulo aeróbico, coordenação e equilíbrio. Já certos exercícios funcionais combinam força, mobilidade e equilíbrio.

 

Resumo das metas semanais da OMS

Aeróbicos: 150 a 300 minutos de intensidade moderada, ou 75 a 150 minutos de intensidade vigorosa.

Força: pelo menos dois dias por semana.

Equilíbrio com força: três ou mais dias por semana.

Alongamento e mobilidade: sem meta definida, mas indicados antes dos treinos.

 

Exercícios para viver com autonomia

Os exercícios não servem só para ganhar condicionamento. Eles protegem a vida prática: levantar, caminhar, carregar e se mover com segurança. "O objetivo é chegar às idades mais avançadas mantendo a capacidade de fazer aquilo que faz parte da própria vida", finaliza Ulloa.

 

Antes de começar, procure orientação profissional para adaptar a rotina às suas condições de saúde.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/exercicios-para-uma-velhice-ativa-saude-e-independencia,3803c03984f9bf134697b39a6e5c4b38321zoxn1.html?utm_source=clipboard - Foto: Aflo Images

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Dormir entre 6 e 8 horas por noite pode favorecer um envelhecimento mais saudável


Dormir entre 6,4 e 7,8 horas por noite favorece um envelhecimento saudável, segundo estudo publicado na Nature. A análise de relógios biológicos revelou que tanto a falta (menos de 6 horas) quanto o excesso de sono (mais de 8 horas) estão associados ao envelhecimento acelerado de órgãos vitais, como cérebro e coração, além de maior incidência de obesidade, hipertensão e depressão. Embora a relação seja de associação e não de causa direta, indica-se manter uma rotina de sono regular e adequada.

 

Dormir na medida certa pode ajudar a preservar a saúde de diversos órgãos ao longo da vida. Um estudo recente sugere que tanto a falta quanto o excesso de sono estão associados a um envelhecimento biológico mais acelerado.

 

Os pesquisadores analisaram indicadores conhecidos como "relógios biológicos", que estimam a idade funcional de diferentes órgãos do corpo. Os resultados mostraram que pessoas que dormiam menos de seis horas por noite apresentavam sinais de envelhecimento mais rápido no cérebro, coração, pulmões e sistema imunológico. Já aquelas que dormiam mais de oito horas também apresentavam envelhecimento acelerado em vários órgãos.

 

A faixa considerada mais favorável ficou entre 6,4 e 7,8 horas de sono por noite.

 

O estudo também observou que dormir muito pouco ou muito tempo esteve associado a maior frequência de doenças como obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão, doença coronariana, depressão e ansiedade.

 

Os pesquisadores ressaltam que os resultados mostram apenas uma associação e não significam que a duração do sono seja a causa direta do envelhecimento acelerado. Além disso, dormir por muitas horas pode refletir problemas de saúde já existentes. A principal recomendação é manter uma rotina de sono regular e adequada às necessidades individuais.

 

Fonte: Nature. DOI: 10.1038/s41586-026-10524-5.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/dormir-entre-6-e-8-horas-por-noite-pode-favorecer-um-envelhecimento-mais-saudavel,5598ced319ed8b39911266e7dd5710devi6w0ft4.html?utm_source=clipboard - Foto: MegiasD/Evanto / Boa Saúde

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Nutricionista revela 3 temperos que podem ajudar no emagrecimento


Quando o assunto é emagrecimento, muita gente pensa primeiro em dietas restritivas, exercícios e suplementos. Mas alguns ingredientes comuns da cozinha também possuem compostos bioativos que vêm sendo estudados por seus possíveis efeitos sobre o metabolismo.

 

É o caso da canela, da pimenta-caiena e da cúrcuma. Os três temperos foram destacados pela nutricionista Marcela Ávila como opções que podem fazer parte de uma alimentação equilibrada para quem busca controlar o peso.

 

“Três ativos que não podem faltar para quem quer emagrecer. Primeiro, canela, termogênico natural, tira a vontade de comer doce... Pimenta caiena é um termogênico natural, ajuda a mulher a ter mais energia. E a cúrcuma, um anti-inflamatório natural ajuda no emagrecimento”, afirmou a profissional em vídeo postado em suas redes sociais.

 

Embora os temperos tenham propriedades interessantes, é importante ressaltar que nenhum deles, isoladamente, é capaz de provocar uma grande perda de peso. Pesquisas sugerem efeitos modestos e variáveis, geralmente quando esses compostos são associados a hábitos alimentares adequados e outras estratégias de controle do peso.

 

Canela

A canela é conhecida pelo sabor marcante e pelo uso tradicional em cafés, chás e preparações doces. Além disso, pesquisas investigam sua relação com parâmetros metabólicos.

Estudos apontam uma associação entre a suplementação de canela e pequenas reduções no peso, índice de massa corporal, circunferência da cintura e massa de gordura. Outro conjunto de estudos também identificou possíveis efeitos sobre glicose e insulina.

Isso não significa, porém, que adicionar canela à alimentação vá automaticamente eliminar a vontade de comer doces ou provocar emagrecimento. A resposta depende de vários fatores individuais e da alimentação como um todo.

Uma maneira simples de utilizá-la é acrescentar uma pequena quantidade ao café, frutas, iogurte ou mingau, sem transformar o tempero em substituto de uma alimentação equilibrada.

 

Pimenta-caiena

A pimenta-caiena contém capsaicina, composto responsável pela sensação de ardência das pimentas e bastante estudado por seus possíveis efeitos sobre o gasto energético.

A capsaicina pode aumentar discretamente a termogênese e o gasto de energia. Uma revisão de estudos em humanos também encontrou efeitos sobre oxidação de gordura e apetite, embora os pesquisadores ressaltem que a magnitude desses efeitos é pequena.

A pimenta pode ser uma aliada dentro de uma rotina alimentar saudável, mas não deve ser encarada como uma estratégia isolada para emagrecer.

 

Cúrcuma

A cúrcuma é outro tempero que vem chamando atenção da ciência. Seu principal composto bioativo é a curcumina, estudada principalmente por suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.

Pesquisas clínicas também investigaram a relação entre a suplementação de curcumina e indicadores relacionados à obesidade. Outro estudo de revisão publicado em 2023 encontrou reduções modestas em peso, IMC e circunferência da cintura associadas à suplementação de curcumina, especialmente em algumas formulações com maior biodisponibilidade.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/degusta/alimentacao-com-saude/nutricionista-revela-3-temperos-que-podem-ajudar-no-emagrecimento,9f76987f84f0f1b388fbc6c4b34392b8fbz4mf03.html?utm_source=clipboard - Foto: Freepik

domingo, 4 de outubro de 2026

5 alimentos que podem estar associados à prevenção do câncer e cabem em uma alimentação equilibrada


Nenhum alimento previne câncer sozinho; veja como frutas, verduras, feijões e grãos integrais entram em um padrão alimentar equilibrado.

 

Nenhum alimento isolado previne o câncer. Segundo o INCA, a redução de riscos decorre de um padrão alimentar equilibrado a longo prazo, e não de supostos "superalimentos". A recomendação foca em priorizar itens in natura e vegetais variados, como frutas, legumes, verduras, leguminosas e grãos integrais, ricos em fibras e nutrientes, em vez de ultraprocessados. A prevenção real envolve escolhas constantes no estilo de vida, atividade física e acompanhamento médico, sem soluções milagrosas.

 

Uma lista de "cinco alimentos contra o câncer" chama atenção, mas transforma uma relação complexa em uma promessa que o prato não consegue cumprir. Nenhuma fruta, semente ou verdura isolada impede a doença. O que instituições como o Instituto Nacional de Câncer observam é a associação entre padrões alimentares e risco ao longo do tempo: variedade de alimentos vegetais, fibras e substituição de produtos menos favoráveis. A pergunta útil, portanto, não é qual ingrediente protege sozinho, mas como cinco grupos podem entrar numa rotina alimentar equilibrada.

 

O que significa reduzir risco pela alimentação?

Em populações estudadas ao longo do tempo, dietas ricas em alimentos de origem vegetal se associam a menor risco de alguns tipos de câncer. Isso não transforma uma refeição em escudo. Risco envolve idade, histórico, tabagismo, álcool, atividade física, exposição ambiental e muitos outros fatores. O INCA recomenda uma alimentação variada baseada em alimentos in natura e minimamente processados, em vez de depender de um suposto superalimento.

 

A evidência pode ser diferente conforme o tipo de tumor e o padrão de consumo. Fibra de grãos integrais, por exemplo, entra numa relação estudada com câncer colorretal; não seria correto atribuir proteção equivalente a qualquer tipo de doença. Esta leitura complementar apresenta ideias de alimentação cotidiana, sem substituir acompanhamento clínico nem medidas de rastreamento indicadas para cada pessoa.

 

Quais cinco grupos cabem no prato?

Frutas, verduras, legumes, feijões e outros grãos integrais oferecem combinações de fibras, vitaminas e compostos vegetais. Essa divisão é prática, não uma classificação de cinco medicamentos naturais. Uma banana no café, folhas e legumes no almoço, feijão com arroz e aveia ou pão integral ao longo do dia mostram como a variedade pode caber numa rotina comum, sem ingredientes caros.

 

O INCA destaca que diferentes cores e tipos ampliam a diversidade de componentes da dieta. O efeito observado é do padrão alimentar, não da soma de cinco produtos escolhidos uma vez. Feijão também é uma leguminosa acessível; variar preparações ajuda a manter o hábito. Não é necessário comprar suplementos de antioxidantes para reproduzir resultados encontrados em estudos de alimentação, pois alimentos e comprimidos não são equivalentes.

 

Frutas variadas trazem fibras e podem substituir sobremesas ultraprocessadas.

Verduras e legumes ampliam a diversidade do prato habitual.

Feijões e outras leguminosas combinam fibra e proteína vegetal.

Grãos integrais oferecem uma forma de incluir mais fibra ao longo do dia.

Sementes e nozes podem complementar a variedade, em porções compatíveis com a dieta.

 

Por que o conjunto importa mais que a lista?

Comer um item saudável sem mudar o restante da rotina pode ter efeito limitado. Uma pessoa pode adicionar sementes à refeição e continuar consumindo frequentemente carnes processadas, que o INCA recomenda evitar pelo aumento do risco de câncer de intestino. Trocas consistentes, quantidade total de alimentos, atividade física e outros hábitos entram na avaliação. A lista serve para abrir opções, não para vender a ilusão de compensação.

 

Também importa o contexto: acesso a alimentos, preferências, cultura culinária e condições de saúde determinam o que é sustentável. Arroz com feijão e vegetais não precisa ceder lugar a produtos rotulados como funcionais. Quem tem restrições alimentares, alergias ou tratamento oncológico deve discutir adaptações com profissionais de saúde; dietas "anticâncer" sem avaliação podem atrapalhar nutrição adequada.

 

O preparo muda a proposta?

Pode mudar. Uma fruta inteira conserva uma combinação de fibras que um suco coado não oferece na mesma forma. Verduras fritas e cobertas de molhos muito salgados entram numa refeição diferente de vegetais preparados com variedade e moderação. Isso não significa proibir métodos de preparo ou exigir comida crua; significa olhar para a refeição completa e para a frequência de consumo.

 

Substituir uma parte dos ultraprocessados por opções vegetais simples pode ser um objetivo mais claro que procurar um alimento milagroso. O INCA e o Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer tratam prevenção como conjunto de escolhas e condições. Nem mesmo seguir todas as recomendações elimina a possibilidade de adoecer. A linguagem correta é redução de risco em escala populacional, com benefício potencial para a saúde, não garantia individual.

 

Como levar a ideia ao mercado?

Escolha alimentos de diferentes grupos que já fazem parte da sua cozinha e acrescente variedade gradualmente. Uma fruta da estação, um legume para a refeição principal, folhas quando possível, feijão e um grão integral são uma maneira concreta de começar. O preço e a disponibilidade mudam; a estratégia não depende de repetir os mesmos cinco itens toda semana.

 

Se a lista despertou curiosidade, o resultado mais útil é trocar a pergunta "qual alimento previne câncer?" por "que padrão alimentar consigo sustentar?". Os estudos não colocam um poder isolado na semente ou na fruta. Apontam para hábitos ao longo do tempo, combinados a outras medidas de prevenção e ao cuidado médico necessário. Essa é uma resposta menos espetacular, mas muito mais fiel ao que se sabe.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/5-alimentos-que-podem-estar-associados-a-prevencao-do-cancer-e-cabem-em-uma-alimentacao-equilibrada,0f816f82de02e34badac059227b8bb46uha2l1nl.html?utm_source=clipboard - Por: Gabriel Correa / Licenciado de Catraca Livre - Foto: Imagem gerada por inteligência artificial / Catraca Livre

sábado, 3 de outubro de 2026

Cafeína pode melhorar o foco e o desempenho físico? Veja os principais mitos e verdades sobre a substância


Cafeína pode melhorar o foco e o desempenho físico? Veja os principais mitos e verdades sobre a substância

 

Com tantas formas de consumo e promessas associadas à substância, também surgem dúvidas sobre seus efeitos no organismo

 

A cafeína melhora o foco e o desempenho físico ao retardar a percepção de fadiga, mas seu efeito é temporário e não substitui o sono. O consumo exige cautela com doses excessivas, que causam palpitações, ansiedade e podem reagir perigosamente com remédios controlados. Além disso, a substância está presente em chás e energéticos, exigindo atenção aos rótulos. Seus efeitos no estômago e no sono noturno variam conforme a sensibilidade individual, não havendo regra universal para o consumo.

 

Um cafezinho coado pela manhã, um energético para aguentar o plantão e até um "super coffee" turbinado com colágeno no lanche da tarde. Há tempos, a cafeína deixou de estar presente apenas na xícara de café e passou a fazer parte de uma série de produtos consumidos em busca de disposição, concentração e desempenho.

 

No entanto, com tantas formas de consumo e promessas associadas à substância, também surgem dúvidas sobre seus efeitos no organismo, a quantidade considerada segura e os possíveis riscos do excesso. Para entender o que realmente faz sentido e o que é exagero quando o assunto é cafeína, especialistas da Rede Américas, rede de hospitais privados, esclarecem os principais mitos e verdades.

 

1. Tomar café logo pela manhã dá mais disposição ao longo do dia

Mito. A cafeína pode ajudar a aumentar o estado de alerta, mas não produz energia; o que ela faz é retardar a percepção de cansaço pelo organismo. O efeito, porém, é temporário. Isso quer dizer que o café consumido às 7h pode ajudar a enfrentar a primeira parte da manhã, mas não garante disposição até a noite. Quando o efeito da bebida diminui, a necessidade de descanso continua existindo.

"O mecanismo de ação da cafeína é muito interessante. Ela tem uma forma química muito semelhante à da adenosina, substância responsável por avisar o corpo de que ele está cansado. Em vez de a adenosina se conectar ao seu receptor, quem se conecta é a cafeína. Então, temos a sensação de que não estamos cansados, mas só estamos postergando esse cansaço. Por isso, muitas pessoas acabam tomando cada vez mais café. Só que esses receptores também têm um limite, e não necessariamente quanto mais café, mais disposta a pessoa vai estar", explica Lívia Almeida, nutricionista do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo.

Isso não significa que a bebida deva ser evitada. Segundo a profissional, o café de fato auxilia na melhora do foco e da concentração e tem compostos bioativos que podem contribuir para a diminuição do risco de algumas doenças, considerando um consumo diário moderado, que varia de uma pessoa para outra.

 

2. Substituir café por outras bebidas é sempre mais saudável

Mito. Quem tenta diminuir o consumo da substância também precisa prestar atenção ao que coloca no lugar do café. Chá preto, chá verde, mate, refrigerantes à base de cola e energéticos também contêm cafeína. Ela ainda aparece em produtos que nem sempre são associados ao estimulante, incluindo alguns medicamentos.

A escolha de outra bebida industrializada também pode aumentar o consumo de açúcar, dependendo do produto. "O paciente pode trocar o café por um chá gelado industrializado, achando que fez uma escolha mais saudável, mas acabar consumindo cafeína da mesma forma e ainda acrescentar açúcar. Vale olhar o rótulo, e não apenas o nome da bebida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os açúcares livres representem menos de 10% das calorias consumidas diariamente, com benefícios adicionais quando esse percentual fica em 5%", avalia Lívia Almeida.

 

3. Remédios controlados reagem com doses excessivas de cafeína

Verdade. O alerta publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em setembro sobre o "Café dos Campeões" colocou em evidência um risco que pode passar despercebido por quem procura uma dose extra de disposição. A mistura de medicamentos controlados com energéticos, segundo a agência, pode provocar aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial e levar a complicações cardiovasculares.

"Quem usa medicamentos de forma contínua não deve considerar energéticos, pré-treinos ou outras fontes concentradas de cafeína como opções inofensivas para aumentar a disposição. Antes de associar esses produtos ao tratamento, é importante verificar com o médico se existe possibilidade de interação com o medicamento utilizado", alerta Roberta Frota, endocrinologista do Hospital Nove de Julho.

 

4. Cafeína melhora o desempenho durante os treinos físicos

Verdade. O Position Stand da International Society of Sports Nutrition, publicado em 2020, aponta que doses de 3 a 6 mg de cafeína por quilo de peso corporal, consumidas cerca de uma hora antes do exercício, podem melhorar o desempenho, especialmente em atividades de resistência aeróbica. Também foram observados efeitos positivos, em menor intensidade, sobre força, velocidade, saltos e arremessos. A resposta, porém, varia entre as pessoas e depende também da capacidade individual de metabolizar a substância.

"A cafeína funciona para melhorar o desempenho, mas a dose importa. Usar café, pré-treino e energético juntos não significa necessariamente treinar melhor. A partir de determinado ponto, aumentar a quantidade pode trazer mais efeitos como palpitação, tremores, ansiedade, desconforto gastrointestinal e dificuldade para dormir, comprometendo inclusive a recuperação após o exercício", comenta Roberta Frota.

 

5. Quem tem azia e refluxo deve parar de consumir café

Depende. Café costuma aparecer entre os primeiros itens retirados da alimentação de quem sofre com doenças gástricas. As recomendações mais recentes não sustentam, porém, que todas as pessoas com doença do refluxo gastroesofágico precisem eliminar a bebida.

A diretriz do American College of Gastroenterology, por exemplo, não recomenda a retirada generalizada de café ou cafeína. A entidade considera que as evidências disponíveis são de baixa qualidade e indica que a restrição deve levar em conta a resposta de cada paciente.

Lívia Almeida pondera que, se o café piora a azia de determinada pessoa, reduzir ou retirar a bebida pode ajudar. Para quem não apresenta essa relação, não há recomendação científica para abandonar o consumo apenas por ter refluxo. "Antes de cortar o café da alimentação, vale observar se existe uma relação consistente entre o consumo e o aparecimento ou a piora dos sintomas. Quando essa associação não existe, retirar a bebida apenas por causa do diagnóstico de refluxo pode significar uma restrição desnecessária", explica a nutricionista.

 

6. O cafezinho depois do almoço pode impactar no sono noturno

Depende. A cafeína permanece no organismo por várias horas. Sua meia-vida, período necessário para que a quantidade da substância no corpo seja reduzida pela metade, costuma ficar entre cinco e sete horas. Quem toma café às 14h, portanto, ainda pode ter uma quantidade significativa de cafeína circulando no começo da noite.

"Cafeína não substitui sono. Ela pode aumentar a disposição por algumas horas, mas quem precisa dela para conseguir funcionar ao longo do dia todo, tomando várias doses, pode estar usando o estimulante para compensar uma noite mal dormida que não será recuperada desta forma", afirma Adriana Bertolami, cardiologista e médica do sono do Hospital Alvorada Moema, em São Paulo.

O impacto sobre o sono varia bastante de uma pessoa para outra, e um dos fatores envolvidos é o gene CYP1A2, associado à velocidade com que o organismo metaboliza a substância. Pessoas que a eliminam mais lentamente podem permanecer sob efeito da cafeína por mais tempo. É por isso que algumas pessoas conseguem tomar café no meio da tarde e dormir normalmente, enquanto outras percebem alterações no sono mesmo quando o consumo ocorre várias horas antes de se deitar.

"Não dá para estabelecer um horário universal que funcione para todo mundo. Para quem tem dificuldade para dormir, uma estratégia possível é testar a redução ou retirada da cafeína a partir do início da tarde e observar se há melhora", recomenda Adriana Bertolami.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafeina-pode-melhorar-o-foco-e-o-desempenho-fisico-veja-os-principais-mitos-e-verdades-sobre-a-substancia,fd499e1b5558cfe5baa24090a2f06661gai3z8ep.html?utm_source=clipboard - Por Aline Zuliani - Foto: mizar_21984 | Shutterstock / Portal EdiCase

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Dia Internacional do Idoso: como envelhecer com mais saúde?


Acompanhamento médico e hábitos saudáveis no dia a dia são pilares importantes para manter a qualidade de vida

 

O Dia Internacional do Idoso ressalta a importância do cuidado no envelhecimento, fase em que a geriatria atua de forma preventiva a partir dos 50 anos. A especialidade avalia aspectos físicos, emocionais e sociais, ajustando tratamentos para promover qualidade de vida. O envelhecimento saudável depende de hábitos simples, como dieta balanceada e exercícios, sendo essencial buscar avaliação médica ao notar sintomas como cansaço e alterações de sono ou peso para prevenir complicações.

 

Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1990, o Dia Internacional do Idoso, comemorado anualmente em 1º de outubro, busca conscientizar a sociedade sobre a importância de valorizar e proteger os idosos, mas também pode ser um convite para olhar para o envelhecimento com mais carinho e cuidado.

 

É nesse contexto que a geriatria ganha espaço. Embora a especialidade médica ainda seja frequentemente associada ao atendimento de pessoas idosas, o acompanhamento pode começar por volta dos 50 anos, com foco na prevenção e na manutenção da qualidade de vida ao longo dos anos.

 

"Além de ser o médico do idoso, o geriatra também é o médico que lida com o envelhecer. Geralmente, recomendamos o início do seguimento para a população 50+. No entanto, qualquer adulto interessado em envelhecer de forma saudável pode se beneficiar deste suporte", afirma o geriatra Dr. Vinicius Altomani, do Hospital Santa Catarina - Paulista.

 

A avaliação geriátrica é ampla e vai além da análise de sintomas pontuais, uma vez que considera aspectos físicos, emocionais, cognitivos e sociais do paciente. O especialista explica que a assistência geriátrica inclui desde medicina preventiva até o controle de doenças prevalentes com o avanço da idade, assim como a revisão do uso de medicamentos, a fim de garantir o resultado mais eficaz para cada caso e evitar excessos e tratamentos desnecessários.

 

Envelhecendo com mais saúde

Entre os pilares do envelhecimento saudável, estão alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, manutenção das relações interpessoais e acompanhamento médico preventivo. Segundo o Dr. Vinicius Altomani, hábitos simples ainda são os mais importantes.

 

"O envelhecimento ativo está ligado, antes de mais nada, a um estilo de vida. Muitas vezes as pessoas procuram soluções rápidas, como suplementos vitamínicos, mas têm dificuldade em manter uma boa alimentação e uma rotina benéfica", destaca.

 

Sinal amarelo: hora de buscar ajuda

No dia a dia, sinais como cansaço frequente, falta de disposição, dificuldade para realizar pequenos esforços, alterações de peso sem causa aparente e sono inadequado podem indicar a necessidade de rever costumes diários e buscar orientação médica.

 

A avaliação periódica individualizada permite a atualização do histórico do paciente, o que contribui para identificar precocemente fatores de risco e prevenir complicações futuras, com estratégias para apoiar a manutenção da saúde e bem-estar. 

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/dia-internacional-do-idoso-como-envelhecer-com-mais-saude,f2da057a7bb7309a9b3a0f12d3bbf203qi84wq6y.html?utm_source=clipboard - Por Nadja Cortes - Foto: Goksi | Shutterstock / Portal EdiCase

Café dá mais energia? Entenda como a bebida age no organismo e os cuidados ao consumi-la


É possível apreciar a bebida e aproveitar seus benefícios sem comprometer a saúde

 

O café puro possui baixas calorias e atua como estimulante no sistema nervoso central por meio da cafeína, aumentando o alerta, a disposição física e a atividade digestiva. Contudo, seu valor energético se eleva com a adição de açúcares e gorduras. Especialistas alertam que a bebida não deve substituir refeições nem servir como tratamento intestinal, pois o consumo excessivo com açúcar, associado à má alimentação, pode favorecer alterações metabólicas e quadros como o diabetes.

 

Poucas bebidas estão tão presentes na vida dos brasileiros quanto o café. Da primeira xícara pela manhã ao tradicional cafezinho da tarde, ele acompanha boas conversas, encontros casuais e até momentos de relaxamento. Sua presença é tão marcante no dia a dia que se tornou parte da cultura do país.

 

Nesse contexto, o Dia Internacional do Café, celebrado em 1º de outubro, é uma oportunidade para conhecer melhor os efeitos da bebida no organismo, entender quais cuidados devem ser adotados no consumo e esclarecer alguns dos principais mitos que cercam o café. Confira a seguir!

 

Baixo teor calórico do café

Segundo a nutricionista Cristiane de Oliveira, coordenadora do curso de Nutrição da Afya Araguaína, além de fazer parte da cultura e da rotina de muitas pessoas, o café, quando consumido puro, apresenta baixo valor calórico.

"O primeiro ponto que a gente pensa da questão nutricional é que o café une as pessoas. Então, ele faz parte da antropologia alimentar da nossa sociedade. No mundo todo, isso é muito presente também. Do ponto de vista nutricional, falando em valores nutricionais e calóricos, o café em si não tem calorias. O que tem calorias é o que a gente adiciona", explica.

Ela destaca que o valor calórico da bebida pode aumentar conforme os ingredientes acrescentados, como açúcar, óleo de coco, creme de leite, chantili ou chocolate. Por isso, a quantidade e o tipo de complemento devem ser considerados de acordo com os objetivos e as necessidades de cada pessoa.

 

Café dá mais energia?

Conforme a nutricionista, a sensação de disposição após tomar café está relacionada principalmente à cafeína, substância com efeito estimulante que atua no sistema nervoso central, aumentando o estado de alerta e podendo favorecer a atividade mental e física. "Embora a percepção desses efeitos varie entre os indivíduos, a maioria das pessoas apresenta essa resposta", explica.

Além disso, é preciso observar não apenas o café, mas também o que é acrescentado à bebida. Cristiane de Oliveira reforça que o aporte energético depende dos ingredientes adicionados. Açúcar, leite, creme de leite, chocolate e outros complementos podem aumentar significativamente o valor calórico da bebida.

 

A bebida pode ajudar no funcionamento do intestino

Para algumas pessoas, o café pode ser um grande aliado do funcionamento do intestino. "De manhã, depois de tomar o café, pode dar vontade de ir ao banheiro, de evacuar. Isso acontece porque o café, a cafeína, estimula o nosso sistema digestório e isso provoca a vontade de evacuar. Mas existem pessoas, como eu disse anteriormente, que são mais sensíveis a isso, e outras que não", esclarece Cristiane de Oliveira.

Apesar desse efeito, a nutricionista ressalta que o café não deve ser considerado um laxante ou utilizado como tratamento para a constipação intestinal. "[…] Na questão nutricional, a gente não indica café para melhorar o funcionamento do intestino, porque isso é um conjunto: alimentação, consumo de água e a saúde intestinal como um todo", afirma.

 

Café não substitui uma alimentação adequada

Outro cuidado destacado pela nutricionista é o hábito de substituir refeições por várias xícaras de café ao longo do dia, especialmente quando a bebida é consumida com açúcar. "Por mais que o café seja uma cultura e a gente esteja sempre tomando café ou oferecendo para a visita, temos que lembrar que ele pode estar associado a um biscoito ou a outras coisas no decorrer do dia. Você não pode simplesmente substituir o café por uma refeição", alerta.

Segundo ela, passar longos períodos sem uma alimentação adequada e ingerir apenas café adoçado pode levar a um consumo elevado de açúcar e contribuir para alterações metabólicas, principalmente quando associado ao sedentarismo e a outros fatores de risco.

"Tem pessoas que deixam de comer comida de verdade e passam a manhã e a tarde só tomando café com açúcar. Quando a pessoa faz isso, recebe uma carga glicêmica, quantidade de açúcar muito grande no sangue. Isso pode favorecer doenças metabólicas, como diabetes e pré-diabetes, e alterações nas gorduras do sangue, principalmente se estiver associado ao sedentarismo e a uma predisposição genética", explica Cristiane de Oliveira.

O principal cuidado em relação ao consumo de café é manter o equilíbrio e considerar as necessidades individuais na alimentação. Conforme a profissional, como qualquer outro alimento, o café, sozinho, não vai resolver nem agravar uma condição. É preciso distribuir os nutrientes de maneira adequada ao longo da alimentação.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafe-da-mais-energia-entenda-como-a-bebida-age-no-organismo-e-os-cuidados-ao-consumi-la,ffa520c6e6c64d522bf6425bbe6b71d860o58w38.html?utm_source=clipboard - Por Cecília Santos - Foto: New África | Shutterstock / Portal EdiCase

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

1,60, 1,70 e 1,80: qual é o peso ideal para cada altura, segundo a OMS


O peso ideal não corresponde a um único número. As faixas do IMC indicam valores para 1,60 m, 1,70 m e 1,80 m e ajudam a interpretar melhor a balança.

 

Segundo a OMS, não existe um peso ideal exato, mas faixas saudáveis baseadas no IMC normal (18,5 a 24,9). Como referência para adultos, intervalos adequados são: 47,4 kg a 63,7 kg para 1,60 m; 53,5 kg a 72 kg para 1,70 m; e 59,9 kg a 80,7 kg para 1,80 m. Contudo, o cálculo do IMC serve apenas como triagem inicial, pois desconsidera fatores cruciais da composição corporal, como massa muscular e gordura, exigindo avaliações de saúde mais amplas e individuais.

 

Quando alguém procura o peso ideal para determinada altura, é comum esperar um único número. A Organização Mundial da Saúde, porém, trabalha com uma faixa de referência baseada no Índice de Massa Corporal, o IMC. Para adultos, valores entre 18,5 e 24,9 ficam na faixa considerada de peso normal. A partir desse intervalo, é possível estimar quanto uma pessoa de 1,60 m, 1,70 m ou 1,80 m pode pesar sem sair dessa classificação.

 

Quanto deve pesar uma pessoa que mede 1,60 m?

Para uma pessoa adulta com 1,60 m, a faixa correspondente a um IMC entre 18,5 e 24,9 fica aproximadamente entre 47,4 kg e 63,7 kg. Isso não significa que exista um peso perfeito dentro desse intervalo, mas que esses valores permanecem dentro da classificação de peso normal usada como referência.

 

De forma prática, a divisão fica assim:

menos de 47,4 kg corresponde a IMC abaixo de 18,5;

entre 47,4 kg e 63,7 kg corresponde à faixa de IMC normal;

a partir de aproximadamente 64 kg, o IMC entra na faixa de sobrepeso;

a partir de cerca de 76,8 kg, o IMC chega a 30 ou mais.

 

Qual é a faixa de peso para quem mede 1,70 m?

Para 1,70 m, o intervalo associado ao IMC de 18,5 a 24,9 fica entre aproximadamente 53,5 kg e 72 kg. A diferença em relação a quem mede 1,60 m acontece porque o cálculo leva a altura ao quadrado.

 

Assim, uma pessoa adulta de 1,70 m pode usar como referência:

menos de 53,5 kg para IMC abaixo de 18,5;

entre 53,5 kg e 72 kg para a faixa considerada normal;

a partir de aproximadamente 72,3 kg para IMC de 25 ou mais;

a partir de cerca de 86,7 kg para IMC de 30 ou mais.

 

E para quem mede 1,80 m, qual é o peso de referência?

Em uma pessoa com 1,80 m, o intervalo aumenta para aproximadamente 59,9 kg a 80,7 kg. Esses valores correspondem, novamente, ao IMC entre 18,5 e 24,9 adotado como faixa de peso normal para adultos.

 

Nesse caso, a referência fica próxima de:

menos de 59,9 kg para IMC abaixo de 18,5;

entre 59,9 kg e 80,7 kg para a faixa normal;

a partir de aproximadamente 81 kg para IMC de 25 ou mais;

a partir de cerca de 97,2 kg para IMC de 30 ou mais.

 

Como é feito o cálculo do IMC?

O IMC é calculado dividindo o peso em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Uma pessoa com 58 kg e 1,70 m, por exemplo, possui IMC próximo de 20,1. A ferramenta é simples e ajuda a criar uma referência rápida entre peso e altura.

Para adultos, a classificação utilizada considera IMC abaixo de 18,5 como baixo peso, de 18,5 a 24,9 como peso normal, de 25 a 29,9 como faixa de sobrepeso ou pré-obesidade e valores a partir de 30 como obesidade.

 

Por que duas pessoas com o mesmo peso podem ter corpos muito diferentes?

O IMC não consegue mostrar quanto do peso corresponde a gordura, músculos, ossos ou água. Uma pessoa bastante musculosa, por exemplo, pode apresentar IMC elevado sem necessariamente possuir uma quantidade excessiva de gordura corporal.

 

Por isso, o número da balança precisa ser interpretado junto com outros aspectos:

quantidade de massa muscular;

distribuição de gordura corporal;

circunferência abdominal;

idade e sexo;

condicionamento físico;

histórico de saúde.

 

Então existe mesmo um peso ideal para cada altura?

É mais correto falar em faixa de referência do que em um único peso ideal. Para alguém de 1,70 m, por exemplo, tanto 56 kg quanto 68 kg podem estar dentro da classificação normal do IMC. O cálculo não determina que uma dessas pessoas esteja necessariamente mais saudável que a outra.

O próprio uso do IMC é mais adequado como ferramenta de triagem do que como diagnóstico individual. Pessoas com a mesma altura e o mesmo peso podem ter composições corporais bastante diferentes.

 

1,60, 1,70 e 1,80 m possuem faixas diferentes, não um número perfeito na balança

Usando a classificação de IMC para adultos, uma pessoa de 1,60 m fica aproximadamente entre 47,4 e 63,7 kg, alguém com 1,70 m entre 53,5 e 72 kg e uma pessoa com 1,80 m entre 59,9 e 80,7 kg dentro da faixa considerada normal.

Esses números são úteis como referência inicial, mas não representam uma meta obrigatória para todas as pessoas. O peso isolado não revela composição corporal nem substitui uma avaliação mais completa. A altura ajuda a contextualizar o número mostrado na balança, mas entender se aquele peso é adequado exige olhar também para o corpo e para a saúde como um todo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/160-170-e-180-qual-e-o-peso-ideal-para-cada-altura-segundo-a-oms,f56aad4066420c7c4fbdc12c8508210buu2rbqiu.html?utm_source=clipboard - Por: Carlos Emanoel Freires dos Santos / Licenciado de Catraca Livre - Foto: Imagem gerada por inteligência artificial / Catraca Livre

terça-feira, 29 de setembro de 2026

3 bebidas naturais para fortalecer o sistema imunológico durante a primavera


Nutricionista indica alimentos que fornecem nutrientes importantes para o organismo e explica como incluí-los no preparo de sucos e shots

 

Para enfrentar as oscilações térmicas da primavera e prevenir infecções, a nutricionista Clariana Colaço indica três bebidas para fortalecer a imunidade: o chá de limão com gengibre, rico em vitamina C e antioxidantes; o suco verde com folhas escuras, fontes de magnésio e ácido fólico; e um shot matinal em jejum à base de limão, própolis e gengibre. Ela reforça que essas opções devem ser combinadas com hidratação constante e hábitos saudáveis para garantir a absorção adequada dos nutrientes.


Com mudanças bruscas de temperatura durante a primavera, alguns cuidados com a saúde ganham ainda mais atenção. Entre eles está manter uma alimentação variada e equilibrada, que ajuda a fornecer nutrientes importantes para o funcionamento adequado do sistema imunológico.

 

"Quando nosso sistema imunológico está fortalecido e funcionando bem, ele protege o corpo contra infecções causadas por bactérias, vírus e fungos, por isso a boa alimentação se faz tão importante. Ele também é responsável pela boa recuperação do organismo, depois de uma grande gripe, por exemplo", explica a nutricionista Clariana Colaço.

 

Ela lembra que alguns shots, sucos e até a água podem fazer parte de uma alimentação equilibrada e contribuir para a ingestão de nutrientes importantes para o funcionamento adequado do sistema imunológico. "Não podemos esquecer que todas essas dicas só funcionam com uma vida saudável 360 graus, com uma rotina de exercícios e boa hidratação. A água é fundamental para o bom funcionamento do organismo, para a absorção dos nutrientes e para a boa saúde intestinal que tem relação direta com a imunidade", diz.

 

1 - Chá de limão com gengibre

O limão é fonte de vitamina C, que tem um importante papel no fortalecimento da imunidade. Já o gengibre é um superalimento que tem efeito anti-inflamatório e imunomodulador. Na hora do preparo, a nutricionista recomenda acrescentar também raspas da casca do limão. "Além de usar a fruta por inteiro, aumentamos a vitamina C no preparo".

 

2 - Suco verde

O famoso suco verde, já colocado na rotina diária de muitas pessoas, é uma boa opção para aumentar a imunidade. "Os vegetais verdes-escuros são fontes de ferro, isso todo mundo sabe, mas eles também são fontes de magnésio, cálcio e ácido fólico, que são muito importantes para imunidade", lembra Clariana Colaço.

Aqui, você pode unir também, na preparação, uma fonte de vitamina C, como laranja, kiwi, acerola ou limão, eles podem até ser à base do suco. E use e abuse da couve inteira, até o talo. Pode acrescentar ou variar com espinafre e até salsinha. Também pode fazer um grande combo, acrescentando gengibre. Se preferir coar, sem problemas, só lembre de tomar imediatamente.

 

3 - Shot matinal

Voltando a falar do limão e do gengibre, os dois costumam ganhar espaço na alimentação quando o assunto é o cuidado com o sistema imunológico "Aqui, podemos fazer um shot matinal com 1 limão espremido, 15 gotas de própolis, 1 colher de café de gengibre em pó ou ralado fininho e 50 ml de água. Tome em jejum".

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/3-bebidas-naturais-para-fortalecer-o-sistema-imunologico-durante-a-primavera,12c978719fe90b8970c0b5c5cd91b408nyqi2137.html?utm_source=clipboard - Por Ana Carolina Baili - Foto: Estrada Anton | Shutterstock / Portal EdiCase

domingo, 27 de setembro de 2026

O que causa o autismo? Especialistas explicam o papel da genética e outros fatores


Autismo é genético? Entenda o que a ciência já sabe sobre os genes, a família, a gravidez e outros fatores ligados à condição.

 

O autismo tem como base primária uma arquitetura genética complexa, envolvendo múltiplas combinações genéticas herdadas ou espontâneas, e não um gene único. Fatores gestacionais, como infecções ou uso de ácido valproico, podem elevar os riscos, mas em menor grau e sem agir isoladamente. A ciência descarta mitos como a influência de vacinas ou da criação familiar, reforçando que essa heterogeneidade genética e biológica faz com que cada indivíduo no espectro se desenvolva de maneira única.


Quando uma criança recebe o diagnóstico de autismo, é comum que a família tente entender por que isso aconteceu.

 

Pare de tentar adivinhar. Aprenda a entender o autismo, reconhecer os sinais e agir com segurança no dia a dia, mesmo que você ainda esteja perdido ou sem apoio profissional.

 

A dúvida pode levar a perguntas sobre a gravidez, o parto, doenças, medicamentos ou até mudanças percebidas nos primeiros anos de vida.

 

Uma revisão recente da National Autistic Society, baseada em dezenas de trabalhos científicos, reforçou uma informação importante sobre essa pergunta. A entidade passou a afirmar de forma explícita que o autismo é genético.

 

Mas o que isso significa na prática? Se os genes têm um papel tão importante, por que nem sempre existe outra pessoa autista na família? E por que irmãos, inclusive gêmeos, podem apresentar desenvolvimentos tão diferentes?

 

O que significa dizer que o autismo é genético

A resposta não está em um único ponto do DNA.

"Não há um único gene que possa prever ou explicar o autismo", afirma Fabricia Signorelli, psiquiatra especialista em TEA, TDAH e outros transtornos do neurodesenvolvimento.

Segundo a médica, o autismo envolve uma combinação de diferentes características genéticas. Algumas são comuns e podem atuar juntas. Outras são mais raras e podem ser herdadas da família ou surgir durante o desenvolvimento.

"O autismo tem uma arquitetura genética complexa", explica.

Em linguagem simples, isso significa que diferentes combinações de genes podem participar do desenvolvimento do autismo, e essa combinação não é igual em todas as pessoas.

É por isso que não existe um exame genético simples capaz de dizer se uma criança terá autismo.

Em algumas situações, porém, a investigação genética consegue identificar uma alteração específica. O resultado pode ajudar os médicos a compreender melhor aquele caso, acompanhar possíveis condições associadas e orientar a família.

A National Autistic Society ressalta que a ciência ainda não identificou todos os genes envolvidos no autismo. Portanto, afirmar que o autismo é genético não significa que já exista uma fórmula capaz de prever quem será autista.

 

E quando ninguém na família é autista

Se não há outro caso conhecido na família, ainda assim pode haver uma participação genética no autismo.

Algumas alterações genéticas surgem durante a formação do óvulo ou do espermatozoide ou nas primeiras etapas do desenvolvimento. São as chamadas alterações de novo, que não foram herdadas diretamente dos pais.

A National Autistic Society inclui essas alterações entre as possibilidades relacionadas ao autismo, embora sejam menos comuns.

Já ter um familiar autista aumenta a possibilidade de outro membro da família também estar no espectro. Isso não significa, porém, que o diagnóstico necessariamente se repetirá.

"Uma investigação genética bem indicada pode ajudar a refinar o aconselhamento sobre o risco de recorrência", afirma Fabricia.

A especialista cita uma estimativa média de recorrência entre irmãos de cerca de 10%. O risco pode ser maior quando já existem dois ou mais filhos autistas.

Isso significa que ter um filho autista aumenta a possibilidade de outro também estar no espectro, mas não permite prever o que acontecerá em uma próxima gestação.

 

Por que irmãos e gêmeos podem ser diferentes

Se a genética tem um papel tão importante no autismo, por que irmãos da mesma família podem ter desenvolvimentos tão diferentes?

Os gêmeos idênticos ajudam a entender essa questão. Eles compartilham praticamente todo o material genético, mas isso não significa que terão exatamente o mesmo desenvolvimento.

A National Autistic Society destaca que, mesmo entre eles, um pode ser autista e o outro não.

Mayra Gaiato, psicóloga e neurocientista especializada em autismo e desenvolvimento infantil, chama atenção para essa diferença. Segundo ela, mesmo quando a genética é praticamente a mesma, cada pessoa tem experiências e formas próprias de se desenvolver.

"Eles são pessoas diferentes, pensamentos diferentes, ações diferentes. E mesmo sendo criados pelos mesmos pais no mesmo lugar, o ambiente de cada um, a experiência de cada um, a forma como cada um recebe os estímulos também é diferente", afirma.

Em outras palavras, os genes têm um papel importante, mas não funcionam como um roteiro que determina sozinho como cada criança vai se desenvolver.

 

A gravidez também pode aumentar o risco?

A genética é a principal peça dessa história, mas alguns fatores relacionados à gestação também podem aumentar a probabilidade de autismo.

Isso não significa, porém, que esses fatores provoquem o autismo de forma isolada.

Entre os fatores com evidências mais fortes estão a rubéola durante o primeiro trimestre e a exposição ao ácido valproico durante a gravidez. A National Autistic Society destaca especificamente essas duas situações.

O ácido valproico, também chamado de valproato, é usado no tratamento de algumas condições, como epilepsia.

Segundo Fabrícia Signorelli, a associação entre a exposição ao medicamento durante a gestação e o aumento do risco de autismo é consistente nos estudos.

"A exposição ao valproato durante a gravidez está associada a cerca de três vezes mais risco de autismo", aponta.

Isso não significa que uma gestante deva interromper o medicamento por conta própria. Qualquer mudança no tratamento precisa ser discutida com o médico, considerando os riscos e benefícios para mãe e bebê.

Outros fatores também aparecem nas pesquisas, como prematuridade, baixo peso ao nascer, algumas infecções, idade parental mais avançada e determinadas complicações no nascimento.

Nesses casos, a relação é mais complexa. A presença de um desses fatores não permite afirmar que ele tenha causado o autismo.

A National Autistic Society ressalta que a contribuição desses fatores é muito menor do que a genética e que, na maioria das situações, eles não podem ser apontados isoladamente como responsáveis pelo autismo.

 

Vacina causa autismo?

Não há evidências científicas de que vacinas causem autismo.

A National Autistic Society inclui essa associação entre os mitos sobre as causas do autismo e destaca que a preocupação ganhou força nos anos 1990 a partir de uma pesquisa que posteriormente foi considerada fraudulenta.

 

Por que os sinais podem ficar mais claros por volta dos 2 anos?

Algumas crianças apresentam sinais desde os primeiros meses de vida. Em outras, as diferenças ficam mais perceptíveis conforme aumentam as expectativas sobre fala, interação social e desenvolvimento.

Também existem casos de regressão, quando a criança perde habilidades que já havia adquirido.

Quando isso acontece, os pais podem tentar encontrar uma explicação para a mudança.

"Muitas vezes, eles procuram um acontecimento para explicar aquilo que estão vendo naquele momento", afirma Mayra Gaiato.

É nesse contexto que entra a chamada poda sináptica. Durante o desenvolvimento, o cérebro fortalece algumas conexões entre as células nervosas e elimina outras. Esse processo faz parte da reorganização cerebral ao longo do crescimento.

Mayra relaciona esse período às mudanças que podem ficar mais evidentes por volta de 1 ano e meio a 2 anos. Na explicação da especialista, a poda não cria o autismo naquele momento, mas pode tornar mais visíveis dificuldades que já estavam presentes.

"Essa não é a causa, a poda só mostrou mais as dificuldades que já existiam", explica.

A regressão no autismo é reconhecida, mas os mecanismos envolvidos ainda são estudados. Por isso, essa explicação deve ser entendida dentro desse contexto.

Perceber os sinais com mais clareza nessa idade, portanto, não significa necessariamente que o autismo tenha começado naquele momento.

 

Os pais podem causar o autismo?

Não. A ideia de que a criação dos filhos provocaria autismo já foi abandonada pela ciência. Uma das teorias mais conhecidas do passado, a chamada "mãe-geladeira", chegou a atribuir a condição à falta de afeto materno.

Essa explicação não tem respaldo científico, mas a culpa familiar pode aparecer de outras formas até hoje.

Lucelmo Lacerda de Brito, doutor em Educação e pesquisador na área de autismo, chama atenção para esse problema.

"A ideia de que o autismo está relacionado diretamente à criação da família é um mito que historicamente produziu muita culpa", afirma.

Segundo o pesquisador, essa interpretação também pode aparecer no ambiente escolar, quando comportamentos de uma criança autista são atribuídos simplesmente à falta de limites ou de atenção dos pais.

"Muitas vezes, comportamentos considerados problemáticos acabam sendo atribuídos à família, especialmente quando a criança apresenta maiores necessidades de apoio", diz.

Para Lucelmo, essa interpretação pode dificultar a relação entre escola e família. Em vez de procurar o que está por trás de determinado comportamento e quais apoios podem ajudar, a discussão acaba concentrada na maneira como a criança é criada.

 

O que a genética explica sobre o autismo?

A ciência não aponta uma causa única para todos os casos.

O que a pesquisa recente reforça é o peso da genética. Não existe um único gene responsável, mas uma combinação complexa de características genéticas pode participar do desenvolvimento do autismo. Algumas são herdadas e outras podem surgir durante o desenvolvimento.

Alguns fatores relacionados à gestação também podem aumentar o risco, mas não devem ser confundidos com causas isoladas.

Essa complexidade ajuda a explicar por que pessoas autistas podem apresentar características e necessidades muito diferentes.

"O autismo é altamente heterogêneo", resume Lucelmo.

Em outras palavras, não existe uma única forma de ser autista. A genética ajuda a explicar como a condição se desenvolve, mas não permite prever exatamente como ela vai se manifestar em cada pessoa.

Por isso, entender a origem do autismo não deveria levar a família a procurar um culpado. O conhecimento sobre a genética é mais útil quando ajuda a compreender a condição e a identificar as necessidades específicas de cada criança.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-que-causa-o-autismo-especialistas-explicam-o-papel-da-genetica-e-outros-fatores,3cdd1c34c4a64b62f2d8dccd0d788ee9wjo2z2z3.html#google_vignette - Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB