Carnaval chegou e, com ele, agitação, euforia e alegria. Mas, mesmo sendo um período intenso, alguns alertas devem ser lembrados, principalmente que envolvam comida de rua e bebida - que são itens encontrados em grande e larga escala ao redor de bloquinhos e festas. Segundo o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Rodrigo Barbosa a ingestão de alimentos preparados sem os devidos cuidados pode resultar em intoxicações alimentares, infecções gastrointestinais e outros problemas que podem acabar com a folia.
Manipulação inadequada e alimentos expostos são
perigos no Carnaval
Os perigos não se restringem aos alimentos, é preciso
ainda atenção as bebidas já que gelo de origem duvidosa pode causar viroses e
diarreias severas. Para aproveitar o Carnaval sem contratempos, Dr. Rodrigo
Barbosa recomenda dar sempre preferência a embalagens fechadas seja de bebidas
ou de alimentos industrializados, já que oferecem menor risco de contaminação.
"Com as altas temperaturas previstas para os próximos dias em todo o
Brasil ainda é importante manter a hidratação, mas sempre com água mineral
lacrada e de procedência confiável", diz. Além disso, a má conservação dos
alimentos, a manipulação inadequada e os condimentos expostos ao calor podem
levar à contaminação por bactérias como Salmonella e Escherichia coli, causando
vômito, diarreia e febre. Além disso, carnes e ovos de espetinhos e lanches
devem ser bem cozidos para evitar infecções intestinais graves.
Ressaca e dor de barriga: o que realmente funciona
para evitar o mal-estar e o que é mito
Depois de horas de bloco, festas e poucas horas de
sono, muita gente acorda no dia seguinte achando que a ressaca se resume à dor
de cabeça. Mas o sistema digestivo também paga a conta — e às vezes com juros:
enjoo, diarreia, dor abdominal, estufamento e queimação estão entre as queixas
mais comuns no pós-Carnaval. Para o Dr. Rodrigo Barbosa, o mal-estar
gastrointestinal é parte frequente da ressaca, mas também pode ser sinal de
irritação importante do estômago e do intestino, ou até de infecção alimentar.
"Não é só o cérebro que sofre com o excesso de álcool. O estômago produz
mais ácido, o intestino pode acelerar demais e a mucosa digestiva fica
irritada. Por isso, dor de barriga e diarreia são tão comuns depois da
folia", explica.
Beber água entre as doses evita a ressaca?
VERDADE (parcial). Beber água ao longo da festa ajuda
a reduzir a desidratação, que é um dos fatores da dor de cabeça, tontura e
fraqueza. "Intercalar bebida alcoólica com água é uma das atitudes mais
eficazes para diminuir o impacto geral da ressaca. Mas isso não impede a
irritação do estômago nem os efeitos tóxicos do álcool no organismo",
alerta o médico.
Comer antes de beber protege o estômago?
VERDADE (com ressalvas). Alimentar-se antes de
consumir álcool ajuda a retardar a absorção da bebida, reduzindo a agressão
imediata ao estômago. "O problema é que muita gente exagera na fritura
achando que está 'forrando o estômago'. Comida muito gordurosa pode piorar
náusea, refluxo e sensação de estufamento depois", explica.
Comer algo pesado no fim da festa "cura" a
ressaca?
MITO. Aquela parada no fast food de madrugada pode até
dar sensação momentânea de conforto, mas não resolve o problema. "Comida
gordurosa demora mais para ser digerida. Se a pessoa já está com o estômago
irritado pelo álcool, isso pode piorar a náusea, o refluxo e a dor abdominal",
explica.
Quando a "ressaca" deixa de ser normal?
O especialista orienta procurar avaliação médica se
houver:
Dor abdominal forte e localizada
Vômitos persistentes ou com sangue
Diarreia intensa ou com sangue
Febre
Sinais de desidratação (boca muito seca, tontura ao
levantar, pouca urina)
Fonte:
https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/comida-de-rua-e-bebida-no-carnaval-especialista-da-dicas-para-evitar-riscos,7607441983376211b2033622b9af85ecnboymio2.html?utm_source=clipboard
- Por: Vivi Pettersen / Vibe Mundial - Foto: Vibe Mundial









