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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Não usar óculos pode causar dores, cansaço visual e até comprometer segurança


Deixar de usar óculos quando há indicação pode causar visão embaçada, dor de cabeça, cansaço visual e até comprometer a segurança em atividades do dia a dia

 

Milhões de brasileiros enfrentam dificuldades de visão, mesmo com óculos ou lentes, destaca o IBGE. Especialistas alertam que ignorar o uso de correção visual pode causar dores de cabeça, cansaço e problemas de segurança no dia a dia. Além disso, em crianças, pode prejudicar o desenvolvimento visual. Consultas oftalmológicas regulares são essenciais para manter a saúde ocular.

 

A visão é uma das principais dificuldades funcionais enfrentadas pelos brasileiros.

 

De acordo com o IBGE, 7,9 milhões de pessoas têm dificuldade para enxergar, mesmo usando óculos ou lentes de contato.

 

O dado reforça a importância das consultas oftalmológicas. Também mostra a necessidade de manter o grau dos óculos atualizado e usar a correção quando ela é indicada.

 

Mas quais são os riscos de não usar óculos quando necessário?

José Bueno Júnior, profissional de oftalmologia no AmorSaúde, explica que deixar de usar a correção pode afetar a qualidade da visão e provocar outros sintomas.

"Quando uma pessoa tem uma alteração visual e deixa de usar os óculos, o principal problema é que ela passa a enxergar abaixo do seu potencial visual. Isso pode causar esforço para focar, dificuldade para enxergar de longe ou de perto, cansaço visual e dores de cabeça", afirma.

Segundo o médico, os impactos podem ser mais importantes durante a infância. Porém, adultos também podem sentir desconfortos quando não utilizam os óculos prescritos.

 

O que acontece quando não se usa óculos?

"Em crianças, não usar óculos quando necessários pode gerar graves problemas. Durante o desenvolvimento visual, alterações como graus elevados, diferenças de grau entre os olhos ou estrabismo, quando não são corrigidas, podem prejudicar o desenvolvimento da visão e levar à ambliopia", relata o médico.

A ambliopia é conhecida como "olho preguiçoso". Ela ocorre quando a visão de um ou dos dois olhos não se desenvolve de forma adequada durante a infância.

"Quando o oftalmologista prescreve óculos para uma criança, o uso correto é muito importante, pois isso evita sequelas futuras", resume.

Nos adultos, a situação é diferente. Na maioria dos casos, deixar de usar óculos não faz o grau piorar diretamente.

"O grau pode mudar naturalmente ao longo da nossa vida, independentemente do uso dos óculos", esclarece o profissional.

Mesmo assim, outros sintomas podem aparecer.

 

Quais são os riscos de não usar óculos?

 

Dores de cabeça

A dificuldade para focar pode exigir um esforço maior dos olhos.

"a falta de óculos faz com que muitas pessoas contraiam os músculos dos olhos para tentar focar a imagem. Esse esforço pode gerar dores de cabeça e na testa, causando desconforto", explica o médico;

 

Cansaço nos olhos

O esforço contínuo também pode causar fadiga ocular.

"o excesso de esforço dos músculos gera fadiga ocular, também conhecida como astenopia, que provoca sensação de peso ou cansaço nos olhos. Essa sensação pode ser acompanhada de ressecamento ou sensibilidade nos olhos", define;

 

Dificuldade de concentração

A visão embaçada pode atrapalhar atividades que exigem atenção.

"a dificuldade para enxergar pode prejudicar a concentração e atrapalhar o trabalho ou os estudos, causando prejuízos ao desempenho de adultos", ressalta;

 

Falta de segurança

Não enxergar corretamente também pode aumentar riscos durante algumas atividades.

"Uma pessoa que não enxerga adequadamente pode ter dificuldade para dirigir, trabalhar, praticar determinadas atividades ou identificar obstáculos, placas e outras informações importantes no ambiente. Isso traz riscos para si mesmo e para as pessoas ao redor", resume.

O médico também destaca que os sintomas podem ser mais evidentes em algumas situações.

"Em algumas pessoas, principalmente naquelas que passam muitas horas diante de computadores e celulares ou realizam atividades que exigem visão de perto, esses sintomas podem ser ainda mais perceptíveis".

Por isso, os óculos não devem ser vistos apenas como um acessório.

Eles ajudam a corrigir alterações visuais e podem contribuir para mais conforto e segurança no dia a dia.

 

Quando é preciso trocar os óculos?

Não é necessário esperar a visão piorar para procurar um oftalmologista.

 

"De maneira geral, a recomendação mais importante é não esperar a visão piorar para procurar atendimento. A consulta oftalmológica não serve apenas para descobrir se a pessoa precisa de óculos, mas também para avaliar a saúde dos olhos e identificar precocemente alterações que não apresentam sintomas", explica o médico.

 

Alguns sinais podem indicar a necessidade de uma nova avaliação:

 

Visão embaçada.

Dificuldade para enxergar placas ou objetos distantes.

Dificuldade para ler.

Necessidade de aproximar ou afastar muito o celular e os livros.

Dores de cabeça após períodos de leitura ou uso de telas.

Crianças precisam de atenção especial

Durante a infância, o acompanhamento da visão é ainda mais importante.

 

"Nas crianças, alguns comportamentos podem chamar a atenção, como aproximar muito o rosto dos objetos, apertar os olhos, sentar muito perto da televisão, apresentar dificuldade na escola ou perder o interesse por atividades que exigem visão de perto", relata o médico.

 

A identificação precoce de alterações pode ajudar a evitar prejuízos no desenvolvimento visual.

José também reforça a importância das consultas periódicas.

"Para adultos sem alterações e sem fatores de risco, uma avaliação oftalmológica periódica, geralmente anual, é adequada. Já pessoas que utilizam óculos ou possuem alguma doença ocular podem precisar de acompanhamento mais frequente, conforme orientação do oftalmologista", explica.

 

Não use óculos de outra pessoa

Compartilhar óculos também não é recomendado.

O grau de cada pessoa é diferente. As lentes precisam considerar características individuais.

"Cada paciente possui uma necessidade visual individual. O grau, a distância entre as pupilas, o tipo de lente e outros parâmetros precisam ser adequados. O ideal é realizar uma avaliação oftalmológica e utilizar uma prescrição atualizada, principalmente quando existem sintomas ou quando houve mudança na visão", finaliza.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/nao-usar-oculos-pode-causar-dores-cansaco-visual-e-ate-comprometer-seguranca,cd3204cc0ae4db41a7a627c5da9d2c833dntyt0y.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Doenças cardiovasculares: principais riscos e como prevenir


Doenças cardiovasculares crescem entre jovens e mostram que saúde não é só estética. Veja o que ameaça o coração na juventude e como prevenir.

 

Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, com 17,9 milhões de óbitos anuais, segundo a OMS. Mesmo em jovens, fatores como estresse, má alimentação e sedentarismo aumentam os riscos. A prevenção exige hábitos sustentáveis: sono de qualidade, alimentação balanceada, controle do estresse, atividade física equilibrada e acompanhamento médico.

 

Nunca houve tanta informação sobre saúde, bem-estar e longevidade. No entanto, doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são responsáveis por aproximadamente 17,9 milhões de mortes todos os anos, representando cerca de 32% dos óbitos globais.

 

Entre os principais eventos estão o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC). Isso significa que o coração não para de ser cobrado, mesmo quando você se sente bem. Além disso, o cenário revela uma mudança importante na forma como a sociedade entende saúde.

 

O coração que você vê X o coração que você sente

"Nós vivemos uma era em que as pessoas estão cada vez mais preocupadas com o corpo, mas nem sempre com a saúde cardiovascular de forma integral. Ter músculos, baixa gordura corporal ou conseguir completar uma prova esportiva são conquistas importantes, mas não eliminam fatores de risco que podem permanecer silenciosos por anos", diz Fernanda Weiler, cardiologista do Hospital Sírio-Libanês de Brasília.

Isso significa que o coração não responde só ao que aparece no espelho. Ele responde ao conjunto da rotina. Por isso, estética não é sinônimo de saúde.

 

O coração jovem sob pressão

O aumento de eventos cardiovasculares em adultos mais jovens está relacionado a uma combinação de fatores da rotina contemporânea. Segundo a Dra. Fernanda, esses fatores incluem níveis elevados de estresse, sono insuficiente, alimentação baseada em ultraprocessados, consumo excessivo de álcool, sedentarismo fora dos momentos de treino e doenças como hipertensão, diabetes e colesterol elevado.

Dados da American Heart Association (AHA) apontam que fatores de risco cardiovasculares têm apresentado crescimento entre adultos mais jovens. Portanto, a prevenção precisa começar antes dos primeiros sinais.

Além disso, a falsa sensação de proteção causada pelo treino pesa na conta. "O exercício físico é uma das ferramentas mais poderosas para proteger o coração, mas ele não consegue compensar sozinho uma rotina desequilibrada", explica a cardiologista.

 

O coração que você treina X o coração que você descansa

O uso de suplementos e estimulantes para melhorar a performance também preocupa. Alguns produtos podem ter indicação adequada, mas o consumo sem avaliação individualizada pode representar riscos para pessoas com predisposição a alterações de pressão arterial ou ritmo cardíaco.

Outro ponto de atenção é a falsa tranquilidade causada por exames pontuais. Segundo Dra. Fernanda, a avaliação cardiovascular não deve se limitar a um resultado isolado. Ela deve considerar histórico familiar, idade, hábitos de vida, pressão arterial, colesterol, glicemia e outros fatores que compõem o risco individual.

No Brasil, as doenças cardiovasculares permanecem entre as principais causas de mortalidade. Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) reforçam a importância da prevenção e do controle dos fatores modificáveis para reduzir a ocorrência de infartos e AVCs.

 

O coração pede rotina, não só treino

"O coração não sabe quantos quilômetros você correu ou quantas horas passou na academia. Ele responde ao conjunto da sua rotina. A verdadeira prevenção cardiovascular acontece quando entendemos que saúde não é apenas aquilo que aparece no espelho, mas aquilo que conseguimos sustentar ao longo da vida", finaliza Dra. Fernanda.

Isso significa que o coração valoriza sono de qualidade, alimentação equilibrada, controle do estresse e acompanhamento médico. Ele também valoriza constância e não apenas picos de intensidade.

 

6 sinais de alerta

Dra. Fernanda indica 6 sinais de que sua saúde cardiovascular merece mais atenção:

 

Você treina regularmente, mas dorme pouco ou acorda frequentemente cansado.

Você faz exames de rotina, mas nunca avaliou seu risco cardiovascular de forma personalizada.

Você utiliza suplementos, pré-treinos ou estimulantes sem acompanhamento médico.

Você considera o estresse constante uma parte "normal" da vida.

Existe histórico familiar de infarto, AVC ou morte súbita.

Você acredita que estar em forma elimina a possibilidade de desenvolver doenças cardiovasculares.

Esses sinais mostram que o coração pode estar sobrecarregado, mesmo que você se sinta bem. Por isso, não normalize cansaço extremo, estresse crônico e falta de avaliação.

 

O coração jovem: como prevenir de verdade

A prevenção real começa com ajustes simples e sustentáveis. Se você quer proteger o coração, vale prestar atenção em:

 

Sono com qualidade e regularidade.

Alimentação com menos ultraprocessados e mais comida de verdade.

Controle do estresse com pausas reais e não apenas no fim de semana.

Acompanhamento médico com avaliação de risco cardiovascular.

Uso de suplementos e estimulantes com orientação profissional.

Atividade física consistente, mas sem virar punição.

Além disso, evite normalizar hábitos como excesso de álcool, noites mal dormidas e dieta ruim só porque você treina. O coração não separa o treino do resto da vida.

 

O coração que você quer ter aos 40, 50 e 60

A saúde cardiovascular não é um projeto de curto prazo. Ela é construída ao longo dos anos. Portanto, o que você faz hoje afeta o coração que você vai ter no futuro.

Se você se encaixa no perfil de jovem saudável, mas dorme mal, estressa muito e come mal, o risco existe. Por outro lado, se você ajusta a rotina, o ganho aparece em qualidade de vida.

No fim, o coração é o órgão que mais agradece consistência. E ele não pede perfeição, mas coerência.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/doencas-cardiovasculares-principais-riscos-e-como-prevenir,5cf2fcf27ec6d47555668bec4daf6d63qklbfzjz.html?utm_source=clipboard - Foto: sasirin pamai's Images

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Colesterol alto: entenda as causas e os riscos para a saúde do coração


Manter hábitos saudáveis e realizar exames periódicos é fundamental para prevenir complicações cardiovasculares

 

O colesterol é uma substância essencial para o funcionamento do organismo, mas seu desequilíbrio representa um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. O aumento do LDL, conhecido como "colesterol ruim", favorece o acúmulo de gordura nas artérias e pode permanecer silencioso durante anos, elevando as chances de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

 

Celebrado em 8 de agosto, o Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol reforça a importância do diagnóstico precoce e da adoção de hábitos saudáveis. Embora a alimentação tenha papel importante, fatores como genética, metabolismo, sedentarismo e doenças associadas também influenciam os níveis de colesterol.

 

Nem todo colesterol faz mal

Muitas pessoas acreditam que todo colesterol deve ser eliminado, mas isso não é verdade. O organismo precisa dessa substância para produzir hormônios, vitamina D e formar as membranas das células. O problema está no desequilíbrio entre suas diferentes frações.

 

"O colesterol é indispensável para a nossa saúde. O problema não é a sua existência, mas o desequilíbrio entre suas frações. O LDL favorece o acúmulo de gordura nas paredes das artérias quando está elevado. Já o HDL ajuda a remover parte desse excesso e transportá-lo de volta ao fígado para ser eliminado. O equilíbrio entre eles é um dos principais pilares da saúde cardiovascular", destaca a endocrinologista Dra. Maria Letícia Murba.

 

Mas atenção: ter um HDL elevado não é suficiente para compensar um LDL alto. "O HDL tem uma função protetora, mas hoje sabemos que não basta apenas ter um HDL elevado. O principal objetivo da prevenção cardiovascular é controlar o LDL de acordo com o risco individual de cada paciente", diz o cardiologista Dr. Carlo Bonasso Filho.

 

Não espere os sintomas aparecerem

Uma das principais características do colesterol elevado é justamente a ausência de sintomas. Muitas pessoas convivem durante anos com alterações importantes sem perceber, descobrindo o problema apenas após um infarto ou AVC.  

 

"O colesterol elevado não costuma causar sintomas. Muitas vezes, o primeiro sinal de que existe um problema pode ser um evento grave, como um infarto ou um acidente vascular cerebral. Por isso, o acompanhamento periódico é fundamental para identificar alterações antes que elas tragam consequências", diz o cardiologista Dr. Vitor de Holanda.

 

Causas do colesterol elevado

O colesterol alto pode ser causado por uma combinação de fatores relacionados ao estilo de vida, à genética e a algumas condições de saúde. Uma alimentação rica em gorduras saturadas e trans, presente em alimentos ultraprocessados, frituras e carnes gordurosas, é uma das principais causas. Além disso, sedentarismo, excesso de peso, tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas também favorecem o aumento do colesterol.

 

Além disso, algumas pessoas apresentam alterações genéticas que elevam o LDL desde a infância, aumentando o risco de doenças cardiovasculares precoces. "A hipercolesterolemia familiar é um exemplo de condição genética em que o paciente apresenta níveis elevados de LDL desde cedo. Muitas vezes, a pessoa não sabe que possui essa alteração e só descobre após um evento cardiovascular ou durante uma investigação médica", destaca o cardiologista Dr. Daniel Petlik.

 

O colesterol elevado frequentemente também está associado a outras alterações metabólicas, como obesidade, diabetes, resistência à insulina e gordura no fígado. Por isso, o tratamento deve considerar o organismo de forma integrada. "O fígado é um órgão central no metabolismo. Quando existe acúmulo de gordura hepática, isso pode ser um sinal de que o organismo está enfrentando um desequilíbrio metabólico que também pode impactar o risco cardiovascular", explica o Dr. Vitor de Holanda.

 

Hábitos saudáveis para controlar o colesterol alto

As metas de colesterol variam conforme a idade, o histórico familiar e a presença de doenças como diabetes, hipertensão ou eventos cardiovasculares prévios. Por isso, a avaliação médica individualizada é indispensável. "Nem todas as pessoas terão a mesma meta de colesterol. Um paciente que já teve um infarto ou possui doença cardiovascular estabelecida precisa de um controle mais rigoroso do LDL do que uma pessoa sem esses fatores de risco", diz o Dr. Daniel Petlik.

 

Embora algumas pessoas necessitem de medicamentos, mudanças no estilo de vida continuam sendo fundamentais para controlar o colesterol e reduzir o risco cardiovascular. "Não existe um alimento ou suplemento capaz de compensar hábitos inadequados. O controle do colesterol depende de uma combinação entre alimentação balanceada, atividade física, controle do peso, sono adequado e acompanhamento médico quando necessário", conta a Dra. Maria Letícia Murba.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/colesterol-alto-entenda-as-causas-e-os-riscos-para-a-saude-do-coracao,96e94c1487881ff3af2aeece40b1f0ea0mjvip6n.html?utm_source=clipboard - Por Sarah Carvalho - Foto: SewCreamStudio | Shutterstock / Portal EdiCase

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Hipertensão: sinais, riscos e dicas de prevenção


A hipertensão costuma ser silenciosa, mas pode provocar sintomas quando a pressão sobe muito

 

Resumo

A hipertensão, conhecida como doença silenciosa, muitas vezes não apresenta sintomas, mas pode causar problemas graves como infarto e AVC. Sintomas como dor de cabeça, tontura e dor no peito, quando a pressão sobe muito, exigem atenção médica imediata. Medir a pressão regularmente e adotar hábitos saudáveis é essencial para prevenção e controle.

A hipertensão é uma doença crônica que afeta milhões de brasileiros. Apesar de ser um dos principais fatores de risco para infarto, AVC e insuficiência renal, ela costuma evoluir sem causar sintomas. Por isso, muitas pessoas só descobrem que têm pressão alta durante uma consulta ou ao medir a pressão por rotina.

 

Quando a pressão arterial sobe de forma importante, alguns sinais podem aparecer. Nesses casos, é fundamental procurar avaliação médica para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.

 

Quais são os sintomas da pressão alta?

Na maior parte do tempo, a hipertensão é considerada uma doença silenciosa. No entanto, quando os níveis da pressão arterial aumentam muito, podem surgir sintomas como:

 

Dor de cabeça.

Tontura.

Visão embaçada.

Zumbido no ouvido.

Dor no peito.

Fraqueza.

Sangramento nasal.

Esses sintomas não confirmam, por si só, o diagnóstico de hipertensão. Eles podem estar relacionados a outras condições de saúde. A única forma de saber se a pressão está elevada é medi-la corretamente.

 

Quando a pressão alta é considerada hipertensão?

De acordo com o Ministério da Saúde, a hipertensão é caracterizada por níveis de pressão arterial iguais ou superiores a 140/90 mmHg, popularmente conhecidos como "14 por 9", confirmados em avaliações médicas.

 

Já uma pressão em torno de 120/80 mmHg ("12 por 8") é considerada dentro da faixa normal para adultos.

 

Quando procurar atendimento imediatamente?

Alguns sintomas associados à pressão elevada podem indicar uma situação de urgência e não devem ser ignorados.

 

Procure atendimento médico imediatamente ou acione o SAMU (192) se houver:

 

Dor intensa no peito.

Falta de ar.

Desmaio.

Perda de força em um lado do corpo.

Dificuldade para falar.

Alteração súbita da visão.

Dor de cabeça muito intensa e diferente do habitual.

 

Esses sinais podem estar relacionados a complicações graves, como infarto ou AVC, e exigem avaliação médica urgente.

 

Quem tem maior risco de desenvolver hipertensão?

Diversos fatores aumentam o risco de pressão alta. Entre os principais estão:

 

Histórico familiar de hipertensão.

Envelhecimento.

Obesidade.

Consumo excessivo de sal.

Sedentarismo.

Tabagismo.

Consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Colesterol elevado.

Diabetes.

Estresse.

A adoção de hábitos saudáveis ajuda a reduzir o risco e também faz parte do tratamento de quem já recebeu o diagnóstico.

 

Como prevenir complicações?

Como a hipertensão geralmente não causa sintomas, medir a pressão regularmente é uma das principais formas de identificar a doença precocemente.

 

Além do acompanhamento médico, algumas medidas ajudam a controlar a pressão arterial:

 

Reduzir o consumo de sal.

Praticar atividade física regularmente.

Manter um peso adequado.

Evitar fumar.

Limitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Seguir corretamente o tratamento prescrito pelo médico, quando necessário.

O ideia é que adultos meçam a pressão periodicamente, mesmo na ausência de sintomas. O diagnóstico precoce reduz o risco de complicações cardiovasculares e renais.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/hipertensao-sinais-riscos-e-dicas-de-prevencao,c9d7145c8870e732d2db17de98a9724b8gsadu3g.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Uso indiscriminado de tadalafila no Brasil preocupa especialistas


O uso estético do remédio virou moda nas academias; entenda os riscos dessa prática

 

O consumo de tadalafila no Brasil disparou, tornando-se o segundo remédio mais vendido do país. Inicialmente indicado para disfunção erétil, o uso indevido em academias e como pré-treino preocupa especialistas devido a riscos graves e dependência psicológica. Misturas perigosas e automedicação impulsionam alertas de órgãos de saúde.

 

A febre da tadalafila nas redes sociais impressiona bastante os médicos. O consumo dessa medicação cresceu de forma assustadora no Brasil. As vendas dispararam mais de doi mil por cento em dez anos.

 

O país saltou de três milhões para 75 milhões de caixas vendidas. O período analisado vai de 2015 até o ano de 2025. Hoje, o composto é o segundo remédio mais vendido do mercado nacional.

 

Verdadeiro uso do medicamento

A substância atua como um forte vasodilatador no organismo humano. Ela dilata os vasos sanguíneos e melhora o fluxo de sangue no corpo.

 

O remédio é indicado primariamente para tratar a disfunção erétil masculina. Ele também trata a hipertensão pulmonar e problemas urinários ligados à próstata.

 

Perigos do uso nas academias

Jovens saudáveis começaram a usar o remédio para melhorar o desempenho sexual. Mais recentemente, o uso invadiu com força as academias de musculação. O objetivo principal deles é acelerar o ganho de massa muscular.

 

Entretanto, não existem evidências científicas sólidas para esses usos alternativos. O benefício em pessoas saudáveis nunca foi clinicamente comprovado em nenhum dos cenários.

 

A Anvisa e o Ministério da Saúde já emitiram alertas oficiais recentes. O uso do remédio como estimulante de pré-treino é extremamente perigoso para a saúde.

 

Risco de forte dependência psicológica

Especialistas classificam essa tendência de consumo como algo muito preocupante. A medicação não cria uma ereção automática nem aumenta o desejo sexual do homem.

 

O maior risco atual é o desenvolvimento de uma forte dependência psicológica. A substância não causa dependência química, mas afeta diretamente a mente.

 

Muitos homens acreditam que só terão uma relação sexual satisfatória se tomarem a pílula. Essa falsa crença destrói a autoconfiança masculina natural aos poucos.

 

Efeitos colaterais e misturas perigosas

O uso indiscriminado traz diversos riscos graves para a saúde do paciente. Os efeitos adversos mais comuns incluem fortes dores de cabeça e dores musculares.

 

O paciente também pode apresentar vermelhidão no rosto e desconforto gastrointestinal. Azia, queimação no estômago e nariz entupido aparecem frequentemente nos relatos médicos. Em situações raras, os efeitos colaterais podem ser ainda mais severos.

 

Os perigos aumentam muito quando há mistura com outras substâncias perigosas. Combinar a pílula com álcool, energéticos, anabolizantes ou drogas recreativas é um erro grave.

 

Por isso, especialistas fazem um alerta urgente contra a automedicação. O uso só é adequado e seguro quando existe indicação médica específica.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/uso-indiscriminado-de-tadalafila-no-brasil-preocupa-especialistas,bba7902988b9e666b7b4ef303521b490ftteczqn.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sábado, 11 de abril de 2026

Infarto durante exercício: quando a atividade física vira um risco


Embora o esporte seja um aliado do coração, o esforço excessivo sem acompanhamento pode esconder perigos fatais; entenda como treinar com segurança

 

Praticar exercícios é um dos pilares para uma vida longa e saudável. No entanto, notícias sobre pessoas que sofrem infarto durante treinos ou competições geram medo e dúvidas. O exercício não é o vilão.

 

O risco real mora na falta de preparo e na negligência com os sinais do corpo.


O infarto agudo do miocárdio durante o esforço físico acontece, geralmente, quando há uma doença cardíaca pré-existente e desconhecida.


Para quem já tem obstruções nas artérias, o aumento súbito da frequência cardíaca pode ser o gatilho para um evento grave. Saber diferenciar o cansaço normal de um alerta do coração pode salvar sua vida.

 

Por que o infarto acontece no treino?

Durante a atividade física, o coração precisa trabalhar mais para bombear sangue aos músculos. Isso exige que o próprio músculo cardíaco receba mais oxigênio.

Se as artérias coronárias estiverem obstruídas por placas de gordura, o oxigênio não chega como deveria.

Em exercícios de altíssima intensidade, a pressão arterial sobe e o fluxo de sangue fica turbulento. Isso pode causar o rompimento de uma placa de gordura, formando um coágulo que bloqueia a artéria.

É nesse momento que ocorre o infarto. Em jovens, a causa mais comum costuma ser a cardiomiopatia hipertrófica (coração crescido) ou anomalias congênitas.

 

Sinais de alerta: Não ignore estes sintomas

Muitas vezes, o corpo avisa que algo está errado antes do colapso. Fique atento a estes sinais durante o exercício:

 

Dor ou pressão no peito: Pode irradiar para os braços, pescoço, mandíbula ou costas.

Falta de ar desproporcional: Quando o fôlego não volta mesmo após diminuir o ritmo.

Tonturas ou desmaios: Sentir a vista escurecer ou instabilidade súbita.

Suor frio e náuseas: Sudorese intensa que não parece relacionada ao calor do treino.

Palpitações irregulares: Sentir que o coração está "tropeçando" ou batendo fora de ritmo.

 

Se sentir qualquer um desses sintomas, pare imediatamente. Não tente "vencer a dor" ou terminar a série. O descanso imediato reduz a carga de trabalho do coração.

 

Quem está no grupo de risco?

O risco de um evento cardíaco é maior para quem decide sair do sedentarismo direto para treinos intensos. Homens acima de 45 anos e mulheres acima de 55 anos devem ter atenção redobrada. Outros fatores de risco incluem:

 

Tabagismo e uso de estimulantes: Substâncias que aceleram o coração artificialmente.

Histórico familiar: Parentes próximos que sofreram infarto precoce.

Hipertensão e Colesterol alto: Doenças que silenciosamente danificam as artérias.

Diabetes: Afeta a sensibilidade à dor, podendo camuflar os sinais de infarto.

 

Como treinar com segurança total

A solução não é parar de treinar, mas sim treinar com inteligência. O esporte protege o coração a longo prazo, desde que respeite os limites biológicos.

Check-up anual: Realize o teste ergométrico (teste de esforço) e o ecocardiograma. Eles avaliam como seu coração reage sob carga.

Evolução gradual: Não tente correr uma maratona na primeira semana. Aumente o volume e a intensidade aos poucos.

Cuidado com suplementos pré-treino: Muitos contêm altas doses de cafeína e substâncias que elevam a pressão arterial.

Monitore sua frequência cardíaca: Use smartwatches para garantir que você não está ultrapassando sua zona de segurança.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/infarto-durante-exercicio-quando-a-atividade-fisica-vira-um-risco,062e0b5fb694cf06c217198680362ecblx7k512l.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Sport Life

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Beber água demais pode fazer mal à saúde: médico revela quais são os riscos


Beber água é fundamental para o funcionamento do organismo, mas o consumo em excesso também pode trazer riscos à saúde. O alerta é do médico Roberto Galvão, que destaca que a quantidade ideal varia de acordo com cada pessoa.

 

Segundo o especialista, existe uma recomendação média que pode servir como referência inicial. “A média recomendada é de 30 ml por quilo de peso, o que equivale a cerca de 2 litros por dia para um adulto de 70 kg”, afirma. Ele ressalta que fatores como clima e rotina influenciam diretamente essa necessidade, podendo aumentar em dias quentes ou diminuir em temperaturas mais baixas.

 

A ingestão de água deve ser individualizada, principalmente em casos específicos. Pessoas com cálculos renais, por exemplo, podem precisar ingerir entre 3 e 4 litros por dia sem prejuízos. Já pacientes com doenças crônicas, como insuficiência renal, cardíaca ou cirrose, devem ter cuidado redobrado, pois o excesso pode provocar complicações como inchaço, acúmulo de líquidos e até quadros mais graves.

 

“Portadores de insuficiência cardíaca e cirrose também apresentam sintomas parecidos e não devem exagerar no consumo de água”, alerta o médico.

 

Para indivíduos saudáveis, a ingestão entre 2 e 4 litros diários costuma ser segura. Ainda assim, observar os sinais do corpo é essencial. Sensações como enjoo após beber muita água podem indicar consumo acima do necessário.

 

Outro parâmetro simples é a cor da urina. Quando está muito clara, semelhante à água, pode indicar hidratação elevada. Já tons mais escuros sugerem que o organismo precisa de mais líquidos.

 

O consumo exagerado também pode representar um risco em situações específicas, como em atletas de alto rendimento. Em atividades prolongadas e intensas, como maratonas e triatlos, a reposição apenas com água pode levar à hiponatremia, condição causada pela baixa concentração de sódio no organismo.

 

“Essa condição pode levar a convulsões e perda da consciência, por conta do edema cerebral causado pela queda repentina do sódio”, explica Galvão. Nesses casos, a recomendação é associar a hidratação ao uso de isotônicos e reposição de sais minerais.

 

Para a maioria das pessoas que pratica atividades físicas moderadas no dia a dia, como academia, corrida leve ou esportes recreativos, esse tipo de complicação é raro. Ainda assim, o equilíbrio no consumo de água continua sendo a principal orientação para manter a saúde em dia.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/beber-agua-demais-pode-fazer-mal-a-saude-medico-revela-quais-sao-os-riscos,1605bc78329de4dfb806b18e23e8799bxdzzxrl8.html?utm_source=clipboard - Foto: Freepik

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Sinais de alerta: conheça sintomas que podem indicar um infarto


Sintomas menos conhecidos exigem atenção imediata

 

O infarto agudo do miocárdio, conhecido popularmente como ataque cardíaco, segue entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo. O que muita gente ainda não sabe é que o corpo costuma emitir sinais claros logo no início do infarto — e reconhecer esses sintomas rapidamente pode salvar vidas.

 

Segundo o médico cardiologista e pesquisador Rafael Marchetti, ignorar ou minimizar esses alertas é um dos maiores riscos.

 

"A maioria dos pacientes apresenta sintomas de infarto, mas muitas vezes eles são subestimados, atribuídos ao estresse ou a problemas digestivos. Essa interpretação equivocada é extremamente perigosa", alerta o especialista.

 

O corpo dá sinais — e nem sempre são óbvios

Quando se fala em infarto, a imagem mais comum é a dor forte no peito. De fato, esse é um sintoma clássico, mas não é o único — e, em alguns casos, nem o primeiro a aparecer.

 

A dor ou pressão no peito pode:

Ter sensação de aperto ou peso

Irradiar para o braço esquerdo

Alcançar costas, pescoço, mandíbula ou estômago

No entanto, há sinais menos conhecidos que também exigem atenção imediata.

 

Sintomas de infarto que muita gente ignora

De acordo com o Dr. Rafael Marchetti, alguns sintomas podem surgir de forma isolada ou combinada e ainda assim indicar um problema cardíaco grave:

 

Sudorese fria (suor intenso e gelado, mesmo sem esforço)

Falta de ar repentina, mesmo em repouso

Tontura ou sensação de desmaio

Náuseas ou vômitos

Ansiedade intensa e súbita, sem motivo aparente

Mal-estar geral, com sensação de algo "muito errado"

"Sudorese fria, falta de ar, tontura, náuseas e uma sensação repentina de ansiedade intensa são sinais que, juntos ou isoladamente, podem indicar que algo está errado com o coração", explica o cardiologista.

Esses sintomas são ainda mais perigosos porque podem ser confundidos com crises de ansiedade, problemas gastrointestinais ou queda de pressão.

 

Infarto nem sempre dói do mesmo jeito

Nem todo infarto provoca dor intensa no peito. Em mulheres, idosos e pessoas com diabetes, os sintomas podem ser mais silenciosos, manifestando-se como cansaço extremo, enjoo, desconforto abdominal ou falta de ar.

Por isso, qualquer sinal fora do padrão habitual do corpo deve ser levado a sério.

 

Tempo é decisivo em caso de infarto

Quando há suspeita de infarto, cada minuto conta. Quanto mais rápido o atendimento médico, maiores são as chances de reduzir os danos ao músculo cardíaco e evitar complicações graves.

"Quanto mais rápido o socorro, melhor o prognóstico. Por isso, qualquer sintoma suspeito deve ser levado a sério e atendido com urgência", reforça o Dr. Rafael Marchetti.

A orientação é clara: não esperar a dor passar, não se automedicar e não tentar "aguentar".

 

O que fazer diante de sinais de infarto?

Procure atendimento médico imediatamente

Acione o serviço de emergência

Evite dirigir sozinho até o hospital

Informe todos os sintomas, mesmo os que parecem leves

 

Reconhecer os sinais de alerta pode fazer toda a diferença entre uma recuperação com menos sequelas — ou consequências irreversíveis.

 

Informação também salva vidas

Falar sobre os sintomas de infarto é uma forma de prevenção. Quanto mais pessoas souberem identificar os sinais, maiores são as chances de agir a tempo.

 

O coração avisa. Ouvir e agir rápido pode salvar uma vida — inclusive a sua.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sinais-de-alerta-conheca-sintomas-que-podem-indicar-um-infarto,780d6667c0462eaf409e320fcdb51cba9g9sq26j.html?utm_source=clipboard - Foto: Divulgação / Saúde em Dia

domingo, 28 de dezembro de 2025

Verão exige atenção redobrada com a saúde dos olhos


Oftalmologista alerta para riscos da estação e orienta como prevenir doenças oculares

 

O verão é marcado por férias, lazer ao ar livre e maior exposição ao sol, mas também exige cuidados extras com a saúde, especialmente com os olhos. A combinação de radiação ultravioleta (UV), altas temperaturas, vento, poeira e o contato frequente com água do mar e de piscinas pode favorecer o surgimento de doenças oculares e desconfortos que, se ignorados, podem comprometer a visão.

 

Segundo o oftalmologista Antônio Sardinha, do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC), a radiação UV é um dos principais fatores de risco para a saúde ocular nesta época do ano. “A exposição prolongada ao sol sem proteção adequada pode causar inflamações importantes, como a ceratite actínica, que funciona como uma queimadura na superfície dos olhos. O quadro provoca dor, vermelhidão, lacrimejamento e sensibilidade à luz”, explica.

 

Outro problema comum durante o verão são as infecções oculares, especialmente a conjuntivite. O aumento da frequência em praias, clubes e piscinas facilita o contato com água contaminada por vírus e bactérias. “Mergulhar sem proteção e tocar os olhos com as mãos sujas aumenta significativamente o risco de infecções. O ideal é usar óculos de natação e manter uma boa higiene das mãos”, orienta o especialista.

 

A estação também pode agravar a síndrome do olho seco. Ardência, sensação de areia, coceira e visão embaçada são sintomas comuns, intensificados pelo uso prolongado de ar-condicionado e ventiladores, que reduzem a umidade do ar. “Manter uma boa hidratação, fazer pausas em ambientes climatizados e utilizar lágrimas artificiais ajudam a preservar a lubrificação natural dos olhos”, destaca Sardinha.

 

Além disso, vento e poeira, frequentes em atividades ao ar livre, podem causar irritações e inflamações na superfície ocular. Por isso, a proteção dos olhos deve fazer parte da rotina de cuidados no verão, assim como acontece com a pele.

 

Cuidados essenciais para proteger a saúde dos olhos no verão

Usar óculos de sol com proteção contra raios UVA e UVB

Evitar coçar os olhos

Utilizar óculos de natação em piscinas e no mar

Manter-se bem hidratado

Proteger os olhos do vento e da poeira

Evitar exposição solar nos horários de pico, entre 10h e 16h

 

“Os olhos são estruturas sensíveis e merecem atenção especial, principalmente durante o verão. Cuidar da saúde ocular vai além do conforto imediato e é fundamental para prevenir doenças e preservar a visão a longo prazo”, conclui o oftalmologista Antônio Sardinha, do Hospital de Olhos de Cuiabá.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2025-12-19/verao-exige-atencao-redobrada-com-a-saude-dos-olhos.html - Por Roberta Nuñez

sábado, 29 de novembro de 2025

Alimentos contra o AVC: veja o que comer para prevenir a doença


O cuidado com a alimentação ajuda a controlar os fatores que aumentam os riscos de derrame cerebral

 

O acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame cerebral, é uma das principais causas de morte, sendo responsável por 11% dos óbitos no mundo, conforme o estudo "Global Burden of Diseases (GBD)", liderado pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME). A condição ocorre quando há interrupção ou diminuição do fluxo sanguíneo para o cérebro, comprometendo o fornecimento de oxigênio e nutrientes às células cerebrais.

 

Segundo a nutricionista Juliana Vieira, estima-se que aproximadamente 80% dos derrames estão ligados a fatores que podem ser evitados. "A dieta é um dos mais importantes. Ela ajuda a controlar a pressão alta, o colesterol, o açúcar no sangue e a inflamação, que são as maiores causas de AVC", explica.

 

1. Vegetais e frutas todos os dias

Esses alimentos melhoram a circulação sanguínea e ajudam a baixar a pressão arterial. Por isso, priorize vegetais verde-escuros, como espinafre e brócolis, além de frutas ricas em potássio, como banana, laranja e abacate.

 

2. Gorduras boas (anti-inflamatórias)

As gorduras saudáveis ajudam a reduzir o colesterol ruim (LDL). Por isso, adicione na alimentação: azeite de oliva extravirgem, abacate, nozes, amêndoas e castanhas, e sementes de chia e de linhaça.

 

3. Peixes ricos em ômega 3

Os peixes ricos em ômega 3 reduzem a inflamação e protegem os vasos sanguíneos. Deve-se consumi-lo de 2 a 3 vezes na semana. Por isso, adicione ao cardápio salmão, sardinha e atum.

 

4. Grãos integrais

Os grãos integrais controlam o açúcar e reduzem a gordura no sangue. Vale a pena apostar em aveia, pão integral, arroz integral e quinoa.

 

5. Leguminosas

As leguminosas são ricas em fibras, ótimas para o coração. Por isso, adicione ao cardápio feijão, lentilha e grão-de-bico.

 

Hábitos saudáveis para evitar o AVC

Segundo Juliana Vieira, além do cuidado com a alimentação, a atenção a outros hábitos de vida é essencial para ajudar a reduzir o risco de AVC. São eles:

 

Manter pressão arterial abaixo de 120/80;

Praticar atividade física (30 minutos por dia);

Dormir bem;

Não fumar;

Controlar o colesterol e a glicemia.

 

Alimentos e bebidas que devem ser evitados

Juliana Vieira explica que, quanto mais industrializado, salgado ou frito for o alimento, maior é o risco de provocar um derrame. Segundo ela, o consumo de bebidas alcoólicas eleva a pressão arterial e aumenta o risco de AVC hemorrágico. O excesso de açúcar está associado à resistência à insulina e ao maior risco cardiovascular. A nutricionista recomenda: 

 

Consumir no máximo 5 g de sal por dia; 

Evitar o consumo de bebida alcoólica em excesso;

Evitar o consumo de açúcar em excesso;

Evitar o consumo de refrigerante;

Evitar o consumo de suco de caixinha;

Evitar o consumo de bolos e doces diariamente;

Evitar o consumo de chocolates ao leite em grande quantidade;

Evitar o consumo de bebidas energéticas.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/alimentos-contra-o-avc-veja-o-que-comer-para-prevenir-a-doenca,55f6992e5c23d39bdf1556142f319d38sa3jr36k.html?utm_source=clipboard - Por Thiago Freitas - Foto: Pixel-Shot | Shutterstock / Portal EdiCase