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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Por que evitar a gordura no fígado é essencial para a sua saúde?

O acúmulo de gordura no fígado chama cada vez mais a atenção de médicos e pesquisadores, principalmente porque se liga ao estilo de vida atual, marcado por alimentação desequilibrada e sedentarismo. Esse quadro, conhecido como gordura no fígado ou doença hepática gordurosa, pode surgir mesmo em pessoas sem sintomas aparentes. Assim, muitos casos permanecem despercebidos por anos. Ainda assim, o impacto silencioso desse problema alcança diversas funções importantes do organismo.

 

Quando o fígado começa a armazenar gordura em excesso, ele deixa de desempenhar suas atividades com a mesma eficiência. Esse órgão metaboliza nutrientes, filtra substâncias tóxicas e ajuda no controle do colesterol e da glicose. Desse modo, quando você o sobrecarrega, ele fica mais vulnerável a inflamações e a lesões progressivas. Com o tempo, essas lesões podem se agravar se a pessoa não adotar mudanças na rotina e não realizar acompanhamento médico adequado.

 

Por que evitar a gordura no fígado é essencial para a sua saúde?

A palavra-chave central, gordura no fígado, se relaciona diretamente à prevenção de doenças crônicas. Diversos estudos apontam que o excesso de gordura hepática aumenta o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, alterações no colesterol e hipertensão arterial. Em muitos casos, o fígado gorduroso se associa à chamada síndrome metabólica, um conjunto de fatores que eleva a chance de infarto e AVC.

 

Outro ponto importante envolve a esteatose hepática, nome técnico para esse acúmulo de gordura, que pode evoluir para inflamação do fígado, fibrose e até cirrose. Isso ocorre mesmo em pessoas que não consomem bebidas alcoólicas ou que bebem pouco. Portanto, a prevenção não significa apenas um cuidado isolado com o fígado. Ela funciona também como uma forma de proteger a saúde de todo o organismo, reduzir complicações futuras e evitar a necessidade de tratamentos mais complexos.

 

Quais são as principais causas da gordura no fígado?

A origem da gordura hepática costuma envolver uma combinação de fatores. Entre os mais frequentes, aparecem alimentação rica em ultraprocessados, excesso de açúcar e gorduras saturadas, além de baixa ingestão de fibras, frutas, legumes e verduras. O consumo regular de bebidas alcoólicas, mesmo em quantidades consideradas moderadas, também contribui para o quadro em algumas pessoas.

 

Outros fatores que se associam à doença hepática gordurosa incluem:

 

Sobrepeso e obesidade, especialmente com acúmulo de gordura abdominal;

Resistência à insulina e pré-diabetes;

Colesterol e triglicerídeos elevados;

Sedentarismo e baixa prática de atividade física;

Uso prolongado de certos medicamentos, conforme orientação médica;

Histórico familiar de problemas hepáticos ou metabólicos.

 

Em muitos casos, mais de um desses fatores aparece ao mesmo tempo, o que aumenta ainda mais a probabilidade de o fígado acumular gordura. Por esse motivo, a investigação clínica normalmente inclui exames de sangue e ultrassonografia. Em situações específicas, o médico também solicita outros métodos de imagem para avaliar melhor o órgão e acompanhar a evolução.

 

Como identificar sinais e cuidar da gordura no fígado no dia a dia?

Na maior parte das vezes, a gordura no fígado não provoca sintomas claros nas fases iniciais. Ainda assim, algumas pessoas relatam cansaço frequente, sensação de peso abdominal ou desconforto do lado direito do abdômen. Contudo, esses sinais também podem surgir em outros problemas. Por isso, exames de rotina ganham grande relevância, principalmente em quem já apresenta fatores de risco, como excesso de peso, colesterol alto ou histórico de diabetes na família.

 

As principais formas de cuidado envolvem mudanças progressivas no estilo de vida. Entre as estratégias mais citadas por profissionais de saúde, destacam-se:

 

Ajuste alimentar: Reduzir açúcares, frituras, bebidas açucaradas e produtos industrializados, além de aumentar o consumo de alimentos in natura.

Controle do peso: Promover perda gradual de gordura corporal, principalmente na região abdominal, já que essa redução costuma diminuir de forma significativa a gordura hepática.

Atividade física regular: Praticar caminhadas, musculação, exercícios aeróbicos e outras modalidades para auxiliar no controle da glicose e dos lipídios.

Moderação no álcool: Em pessoas com fígado gorduroso, o médico geralmente restringe ou suspende o consumo de bebidas alcoólicas, de acordo com cada caso.

Monitoramento médico: Realizar acompanhamento periódico com exames para avaliar a evolução do quadro e ajustar as condutas.

 

Alguns casos exigem acompanhamento com nutricionista, endocrinologista ou hepatologista, especialmente quando a pessoa também apresenta outras doenças metabólicas. A orientação especializada ajuda a adaptar as mudanças de forma realista à rotina individual. Assim, você aumenta a chance de manter hábitos mais saudáveis ao longo do tempo e de obter resultados duradouros.

 

Quais hábitos ajudam a proteger o fígado a longo prazo?

Para reduzir o risco de fígado gorduroso e de suas complicações, a adoção de uma rotina protetora funciona como um investimento de longo prazo na saúde. Hábitos simples, como manter hidratação adequada, priorizar alimentos frescos e planejar refeições com antecedência, ajudam a diminuir a quantidade de gordura e açúcar ingerida de forma automática no dia a dia.

 

Entre as medidas frequentemente recomendadas, você pode incluir:

 

Colocar legumes e verduras em pelo menos duas refeições diárias;

Dar preferência a grãos integrais, como arroz integral e aveia;

Consumir fontes de gordura considerada mais saudável, como peixes, castanhas e azeite de oliva, em quantidades adequadas;

Evitar o hábito de "beliscar" alimentos ricos em sal, gordura e açúcar entre as refeições;

Estabelecer horários regulares para dormir, já que o sono desregulado também interfere no metabolismo.

 

Quando você compreende que a gordura no fígado se relaciona a uma rede de fatores, torna-se mais fácil enxergar a prevenção como um processo contínuo, e não como uma medida isolada. A combinação de escolhas alimentares equilibradas, prática de atividades físicas e acompanhamento médico periódico tende a favorecer não apenas o fígado, mas a saúde geral. Dessa forma, você aumenta as chances de viver com menos limitações e com menor risco de complicações futuras.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/por-que-evitar-a-gordura-no-figado-e-essencial-para-a-sua-saude,dc8ddfbb306b423d6873592df6936db80k1eboc7.html?utm_source=clipboard - Por: Jonasmoura* *com uso de inteligência artificial / Giro 10

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Cinco mudanças de estilo de vida para ajudá-lo a viver mais e melhor


Pesquisas científicas demonstram que existem formas simples de fortalecer o nosso cérebro, postergando os efeitos do envelhecimento. Elas não exigem grandes alterações de estilo de vida, mas sim pequenas mudanças que, somadas, podem fazer uma grande diferença.

 

Se você costuma perder as chaves regularmente, saiba que não está sozinho.

 

Esquecer com mais frequência é uma parte comum do envelhecimento e existe a crença comum de que as nossas capacidades cognitivas diminuem quando ficamos idosos.

 

Mas as dificuldades cognitivas que surgem com o avanço da idade não são inevitáveis. Existem medidas que todos nós podemos tomar para viver bem por mais tempo e, ao mesmo tempo, proteger o nosso cérebro.

 

No início da infância, o nosso cérebro constrói constantemente novas conexões entre os neurônios e fortalece as já existentes. Mais de um milhão de novas conexões neurais são formadas a cada segundo nos nossos primeiros anos de vida.

 

Mas, quando envelhecemos, esta velocidade começa a diminuir, especialmente quando algumas dessas conexões deixam de ser necessárias.

 

Um estudo recente demonstrou que o nosso cérebro atravessa cinco grandes "eras" na nossa vida. E as principais mudanças acontecem, em média, aos 9, 32, 66 e 83 anos de idade.

 

Descobriu-se que o nosso cérebro só atinge a fase "adulta" na casa dos 30 anos, quando suas regiões ficam mais compartimentalizadas, e que a arquitetura cerebral começa a mostrar sinais de envelhecimento perto dos 65 anos.

 

Mas estas transições na forma de conexão do cérebro não são as mesmas para todas as pessoas, nem são inevitáveis.

 

Da mesma forma que exercitamos os músculos para mantê-los fortes, manter as conexões cerebrais requer que a mente continue ativa.

 

Um grande estudo concluiu que um estilo de vida ativo pode retardar significativamente ou até ajudar as pessoas a evitar a demência.

 

A equipe demonstrou que o estudo, a socialização, o trabalho e atividades de lazer ajudam a construir a chamada "reserva cognitiva", ou seja, a capacidade do cérebro de superar os danos causados pelo envelhecimento. O cérebro consegue encontrar novos caminhos de compensação, tornando-se mais resiliente contra eventuais declínios causados pela idade.

 

Passei os últimos meses estudando os conhecimentos científicos existentes sobre como podemos envelhecer melhor e conversando com especialistas para o novo curso online (em inglês) da BBC, Live Well For Longer ("Viva melhor por mais tempo", em inglês), a ser lançado em 17 de janeiro.

 

Reunimos exercícios simples e viáveis, baseados na ciência, para promover sua saúde por muito tempo.

 

Para mim, o mais significativo é que as pesquisas demonstram como podemos influenciar nossa longevidade com pequenas mudanças consistentes. Elas deixam claro, por exemplo, que a atividade física beneficia nosso bem-estar e a saúde cerebral.

 

Com isso em mente, aqui estão cinco formas de promover o bem-estar, mantendo o nosso cérebro jovem.

 

Nunca é tarde demais para aprender algo novo

Em primeiro lugar, é importante pensar na saúde cognitiva como um amplo conjunto de técnicas que usamos diariamente. Elas incluem nossa capacidade de raciocinar, resolver problemas e nos concentrar, além da velocidade em que processamos as informações.

Estas técnicas são variadas e podem se desenvolver e se alterar, dependendo do nosso estilo de vida. O importante é que podemos protegê-las e melhorá-las em qualquer idade.

Embora alguns desses processos fiquem mais lentos, declínios cognitivos intensos não são consequências inevitáveis do envelhecimento, segundo o psicólogo Alan Gow, da Universidade Heriot-Watt de Edimburgo, no Reino Unido.

"Na verdade, temos oportunidades de proteger e promover nossa saúde cerebral em todas as idades e fases da vida", explica ele.

Podemos, de fato, impulsionar nossas técnicas cognitivas, o que irá proteger nossa capacidade de pensamento no futuro.

Algumas capacidades cognitivas são propensas a mudanças relacionadas à idade, como a nossa velocidade de processamento de informações.

Mas Gow afirma que isso não deve necessariamente ser considerado um problema e que o declínio pode começar a ocorrer ainda no auge da nossa vida profissional.

A poderosa mensagem de uma campanha da organização britânica Alzheimer's Research é que "nunca é muito cedo, nem tarde demais" para começar a agir.

Uma forma simples de promover nossa cognição e diminuir o risco de demência é tentar fazer algo novo.

Quem tem afinidade com a natureza talvez possa tentar a jardinagem. Pesquisas demonstram que esta atividade preserva as funções cognitivas e, portanto, pode ajudar você a viver por mais tempo.

Os médicos já estão integrando a jardinagem à assistência médica. Ela pode ser especialmente útil com o envelhecimento, pois o processo de aprendizado sobre as plantas e como mantê-las vivas pode estimular partes do cérebro que, de outra forma, talvez não sejam usadas.

Outra possibilidade é aprender um novo idioma, o que faz uso de diversas partes do cérebro, estimulando as conexões entre essas áreas. E se descobriu que este estímulo atrasa o início dos sintomas de Alzheimer em até cinco anos.

 

Você precisa do combustível certo para o cérebro

Décadas de pesquisas demonstraram que precisamos de uma alimentação saudável e equilibrada. Mas as opções são tantas que é difícil saber em que devemos nos concentrar.

Uma orientação simples é acrescentar à nossa alimentação o máximo possível de cores entre frutas, legumes e verduras. Com isso, devemos conseguir as vitaminas, fibras e sais minerais de que necessitamos, beneficiando também a saúde do cérebro.

Já se demonstrou que uma porção diária adicional de frutas, legumes e verduras melhora o nosso bem-estar. E os benefícios de uma alimentação rica em frutas, legumes e verduras para a saúde do cérebro e do coração são uma das descobertas mais sólidas da ciência da nutrição.

A professora de biologia intestinal Karen Scott, da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido, destaca que uma das mudanças alimentares mais significativas para a saúde cognitiva é o aumento do consumo de fibras.

 

Um estudo recente concluiu que um simples suplemento de fibras melhorou as funções cerebrais dos participantes em três meses. A boa notícia é que existem muitas fontes diferentes de fibras, como nozes, frutas, legumes e verduras, o que facilita o aumento do consumo.

Devemos também planejar o consumo do tipo certo de gordura, como gorduras poli-insaturadas, encontradas em nozes e peixes gordurosos, como salmão e truta. Sabe-se que eles protegem contra a demência.

Paralelamente, também pode ser benéfico reduzir nossa ingestão de gorduras saturadas, comuns em carnes processadas. Elas podem fazer com que o fígado produza compostos prejudiciais chamados ceramidas, relacionados a doenças cardiovasculares e ao aumento do risco de mal de Alzheimer.

Também devemos verificar a ingestão de quantidade suficiente de colina na alimentação.

Esta substância costuma ser encontrada em ovos e em muitos outros alimentos de origem animal. Ela está relacionada à melhoria da nossa memória e sua deficiência está ligada ao mal de Parkinson e Alzheimer.

A ingestão de colina em níveis mais altos também foi relacionada à queda do risco de depressão.

 

O exercício físico aumenta nossa energia e nosso bem-estar mental

Quando o assunto é movimento, mesmo com as nossas melhores intenções, pode ser difícil atingir o volume semanal recomendado de exercícios.

Por isso, é preciso compreender que não é necessário praticar exercícios de forma intensiva para obter benefícios. Até mesmo sessões regulares de caminhadas trazem benefícios.

A velocidade dos seus passos, seja no parque ou fazendo compras, pode até dar uma ideia da sua saúde em geral e da idade do seu cérebro.

Se o prédio onde você trabalha tem elevadores, tente subir pela escada. Subir mesmo poucos lances por dia pode impulsionar sua saúde e sua mente.

Independentemente da forma de exercício que você praticar, movimentos regulares trazem enormes benefícios para sua saúde física e mental.

A atividade física também fortalece áreas do cérebro que são vulneráveis para o mal de Alzheimer, tornando o cérebro mais resiliente aos efeitos do envelhecimento e, potencialmente, retardando o declínio cognitivo.

Uma pesquisa recente concluiu que pessoas que se exercitam mais na meia-idade apresentam risco 45% menor de desenvolver demência, em comparação com as que se exercitam menos. E o melhor de tudo é que o exercício melhora o humor e pode reduzir a depressão.

A professora de formação de imagens neurais e envelhecimento cognitivo Melanie Burke, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, afirma que uma mensagem importante e positiva é que envelhecer bem não depende dos fatores externos do envelhecimento.

"Os fatores internos são muito mais importantes, pois, se você se sentir bem, terá boa aparência", explica ela, destacando que se sentir bem é fundamental para permanecer ativo e ter melhor qualidade de vida.

 

Priorize seus amigos para ter uma vida mais longa

Pessoalmente falando, o maior estímulo que senti enquanto pesquisava para o curso Viva Bem por Mais Tempo — e que pode me render benefícios imediatos — é a importância do nosso mundo social para o nosso bem-estar, não apenas agora, mas também à medida que envelhecemos.

 

Às vezes, eu prefiro uma noite em casa em vez de me aventurar em um bar repleto e barulhento. Mas sempre me sinto muito melhor depois de encontrar meus amigos.

Aprendi que priorizar reuniões regulares com os amigos, talvez durante uma corrida ou um rápido café, realmente melhora meu humor. E, mesmo assim, observo quantas pessoas simplesmente não se esforçam para se reunir com os demais.

Existem evidências cada vez maiores de que a solidão está aumentando em todo o mundo.

As interações sociais aumentam nossa longevidade e as pessoas sociáveis tendem a ser mais saudáveis do que aquelas mais isoladas.

Segundo um dos meus colegas aqui na BBC, David Robson, nossas amizades "podem exercer influência sobre tudo — desde a resistência do nosso sistema imunológico até a possibilidade de morrermos de doenças cardíacas". E também podem nos ajudar a viver mais.

Nossa rede social, de fato, pode influenciar tanto a nossa saúde quanto a rotina de exercícios. Por isso, uma Comissão de Conexões Sociais da Organização Mundial da Saúde classificou as conexões sociais como "prioridade de saúde global"

Uma dica simples para aumentar a socialização é se conectar com outras pessoas com interesses comuns. Talvez tentar um novo hobby, um curso de idiomas ou um grupo de corredores possa ajudar.

Certamente consigo benefícios com minha corrida semanal de 5 km pela vizinhança. Até um rápido cumprimento para rostos conhecidos me energiza tanto quanto o exercício.

Pode ser difícil saber como estabelecer conexões mais profundas com estranhos ou conhecidos, mas existe uma solução simples.

Pesquisas demonstram que podemos passar a ser amigos melhores das pessoas à nossa volta, simplesmente fazendo as perguntas certas e revelando mais informações pessoais a nosso respeito. É a chamada "autodescrição recíproca".

 

Mudança de mentalidade

Quando decidimos nos engajar para viver melhor, é comum achar que precisamos fazer mudanças significativas.

Mas pesquisas indicam que alterações pequenas, mas consistentes, são fundamentais para melhorar nosso bem-estar físico e mental, sem necessidade de reformas radicais na nossa vida.

O primeiro passo é compreender que podemos, de fato, realizar mudanças relevantes de imediato.

"Se as pessoas não acreditarem que a mudança é possível, é muito improvável que elas estejam abertas para uma intervenção", segundo Alan Gow. "É fundamental aumentar o conhecimento sobre o que podemos fazer para proteger e promover a saúde do cérebro, seja em que idade for."

Ações simples poderiam ser, por exemplo, tentar um novo exercício, encontrar um novo hobby ou entrar em um grupo de leitura.

E, para qualquer pessoa pronta para tomar essas medidas, já se demonstrou que a combinação de alterações da alimentação, exercícios, treinamento cognitivo e saúde cardiovascular apresentam melhorias significativas sobre a saúde cerebral para idosos com risco de demência.

Isso foi mostrado no histórico estudo Finger (Intervenção Geriátrica Finlandesa, na sigla em inglês), em que 1.260 participantes com idades de 60 a 77 anos foram divididos aleatoriamente entre um grupo de intervenção — no qual passaram por um programa de dois anos de mudanças no estilo de vida — e um grupo de controle, que recebeu apenas conselhos comuns sobre saúde.

O estudo concluiu que, em comparação com o grupo de controle, os participantes do grupo de intervenção demonstraram melhoria de até 25% maior das funções cognitivas gerais, além de aprimoramentos da memória e da solução de problemas.

Por fim, perguntei a Alan Gow qual seria sua sugestão sobre como planejar mudanças de estilo de vida. Ele respondeu que a questão é fazer "pequenas mudanças hoje" e que não existe uma solução mágica a este respeito.

Portanto, fica claro que são as melhorias em diferentes setores da nossa vida que se acumulam para fornecer benefícios duradouros, agora e para o futuro.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cinco-mudancas-de-estilo-de-vida-para-ajuda-lo-a-viver-mais-e-melhor,d5f197e46689e4094ff03b58fa707ed0777x8q1h.html?utm_source=clipboard - Por: Melissa Hogenboom - BBC Future - Foto: BBC News Brasil

sábado, 15 de novembro de 2025

Longevidade: segredos para envelhecer com saúde e viver mais


Especialista explica quais hábitos adotar para viver mais e melhor

 

A expectativa de vida cresceu ao longo do tempo. No Brasil, segundo o Censo Demográfico de 2022, esse indicador chegou a 79,7 anos para mulheres, e 73,1 anos para homens. A longevidade não possui uma fórmula, mas a prática de alguns hábitos pode contribuir para um envelhecimento mais saudável.

 

De acordo com o nutrólogo, especialista em emagrecimento, desempenho físico e distúrbios hormonais, do Instituto SoulMais, Dr. Neto Borghi, um estilo de vida balanceado impacta diretamente no bem-estar.

 

A partir de uma alimentação saudável, da regularidade dos exercícios físicos e dos cuidados com a saúde mental é possível melhorar a disposição, prevenir doenças e aumentar a expectativa de vida. 

 

O profissional também esclarece que uma rotina de bons hábitos é fundamental para a homeostase do corpo, e influencia em funcionalidades do organismo. "Uma rotina equilibrada também contribui para a manutenção do peso ideal e para o controle de fatores de risco, como colesterol e pressão arterial".

 

Confira abaixo algumas dicas de hábitos que auxiliam na qualidade de vida e na longevidade para incluir no dia a dia.

 

10 hábitos para a longevidade:

1. Adote uma alimentação rica em vegetais, frutas e grãos integrais.

 

2. Pratique exercícios físicos regularmente, combinando atividades aeróbicas e de força.

 

3. Mantenha uma rotina de sono adequada, com horas suficientes de descanso.

 

4. Controle o estresse com práticas como meditação, ioga ou respiração consciente.

 

5. Beba água regularmente, auxiliando na manutenção da hidratação corporal.

 

6. Evite o consumo excessivo de álcool e o uso de tabaco.

 

7. Faça consultas médicas periódicas e mantenha os exames em dia.

 

8. Mantenha conexões sociais e familiares fortes, cultivando relacionamentos saudáveis.

 

9. Exponha-se ao sol de forma moderada para garantir bons níveis de vitamina D.

 

10. Mantenha-se mentalmente ativo, aprendendo coisas novas e praticando hobbies.

 

Apesar da longevidade ser cada vez mais maior e mais presente para a população, é necessário buscar uma vida equilibrada para que se obter saúde e bem-estar em todas as fases da vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/longevidade-segredos-para-envelhecer-com-saude-e-viver-mais,c461c075c18bb9e4ade5dd07e988376b6af17clt.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Nutricionista revela segredos para ter mais qualidade de vida


A prática de exercícios físicos é fundamental para o bem-estar, mas sozinha ela não é capaz de garantir qualidade de vida absoluta

 

Quando falamos sobre qualidade de vida, a adoção de hábitos saudáveis é indispensável. No entanto, somente a prática regular de atividades físicas não é suficiente, apontam pesquisadores. Embora seja muito importante, ela não é capaz de compensar uma má alimentação. Por isso, é importante pensar em uma transformação completa de hábitos e comportamentos.

 

Como melhorar sua qualidade de vida

Um estudo da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Rhode Island afirma que programas que combinam dieta e exercício resultam em uma perda de peso 20% maior em comparação com a dieta sozinha. Além disso, se somar os dois a um sono de qualidade e o consumo adequado de água, o resultado não é apenas uma melhoria do funcionamento do organismo, mas também a prevenção de doenças. Isso, por sua vez, pode aumentar a longevidade e a qualidade de vida. Quem aponta é o nutricionista Matheus Motta, responsável pelo programa da Vigilantes do Peso no Brasil.

 

Matheus afirma que, com uma mudança positiva dos hábitos alimentares e a prática de atividade física, é possível sentir a resposta no corpo. Os efeitos são uma perda de peso saudável e sustentável, sono de qualidade, além de maior concentração e mais disposição. Isso porque todas essas mudanças estimulam a liberação de hormônios essenciais para nossa rotina, como serotonina e dopamina

 

Isso significa que, mais do que ajudar no controle de peso (reduzindo o risco de doenças como obesidade, hipertensão e diabetes), uma rotina ativa aliada a uma alimentação balanceada influencia na melhora da saúde mental, afastando os riscos de depressão e demência.

 

Alguns truques podem ajudar

Existem várias opções para quem deseja começar a se mexer e deixar de lado o sedentarismo. De simples caminhadas a aulas voltadas para modalidades específicas, como dança ou yoga, por exemplo. Para manter o foco, o que facilita é escolher algo com que realmente se identifique e que se encaixe com facilidade no dia a dia, aliando à uma alimentação balanceada, rica em nutrientes e vitaminas, e com baixo teor de açúcar, aconselha o profissional.

 

"Para a grande maioria das pessoas, a preocupação com um estilo de vida mais saudável, o bem-estar e a manutenção do peso está associada a restrições e privações de pequenos prazeres do dia-a-dia. Isso, na grande maioria das vezes, acaba fazendo com que desistam antes mesmo de começar. É importante poder contar com um plano alimentar flexível, que permite se alimentar de forma adequada, sem perder momentos prazerosos, como o VigilantesdoPeso", destaca o nutricionista.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/nutricionista-revela-segredos-para-ter-mais-qualidade-de-vida,ce5e862c53b994c7a7ad160aa3a762c0lizkks4m.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sábado, 16 de agosto de 2025

5 dicas para fugir do sedentarismo de vez


Sair do sedentarismo não é apenas uma busca por estética, mas também uma forma de evitar o aparecimento de diversas doenças

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sedentarismo é uma grande causa de diversas doenças, sendo responsável por 6% das doenças cardíacas coronárias, 7% do diabetes tipo 2, 10% do câncer de mama e 10% do câncer de cólon. Além disso, pode causar ou piorar problemas de saúde mental. Ou seja, que ele é ruim para a saúde não é nenhuma novidade.

 

Contudo, muitas pessoas ainda seguem esse estilo de vida, mesmo sabendo dos seus malefícios, por dificuldade de sair dele. Isso pode ocorrer por questões como falta de tempo, não saber como começar ou mesmo preguiça de fazer as atividades físicas, que muitas pessoas podem achar "chatas" ou "difíceis".

 

"Por isso é muito importante encontrar um exercício ou atividade que possa ser adotado à rotina de forma prazerosa, para que assim se torne um hábito inegociável", explica o Dr. Jefferson Medeiros, médico oncologista.

 

Para quem ainda não pratica nenhuma atividade e quer sair do sedentarismo, a coordenadora técnica da Selfit Academias, Bianca Souza, traz a seguir algumas dicas:

 

Faça pausas durante o trabalho

Muita gente, atualmente, trabalha sentado por horas, sem movimentar o corpo, e isso não é saudável. "A cada hora de trabalho sentado, levante-se, caminhe por alguns minutos e alongue-se. Esse hábito simples pode reduzir a tensão muscular e melhorar sua disposição", explica Bianca.

 

Inicie o dia com exercícios leves

Separar um momento do dia para se exercitar um pouco pode ajudar muito na constância, e por que não logo antes de trabalhar? "Uma caminhada ou uma série rápida de alongamentos é suficiente para ativar o corpo", comenta a especialista.

 

Inclua a musculação na sua rotina

Muita gente pensa que a musculação só é essencial para quem busca determinada estética, mas isso não é verdade. "Treinar três vezes por semana, durante 40 minutos, pode fortalecer os músculos, melhorar a postura e prevenir dores causadas por longos períodos sentados. Além disso, a massa muscular está diretamente ligada à longevidade e à saúde geral", destaca a profissional.

 

Alimente-se de forma adequada

Não vai adiantar muito tentar ter um corpo ativo se você for se sentir cansado e não conseguir render o necessário nos exercícios. E, para isso, é preciso colocar um bom combustível no corpo.

"Buscar a orientação de um nutricionista é fundamental para encontrar uma dieta que se ajuste à sua rotina. Alimentar-se corretamente aumenta a energia e torna mais fácil manter-se em movimento", adiciona Bianca.

 

Escolha hábitos que se encaixem no seu dia a dia

Por fim, só dá para sair do sedentarismo de vez se você escolher uma rotina de exercícios que consiga manter a longo prazo. "Adote atividades que sejam simples e práticas para você. Quando isso acontece, seguir todas as outras dicas ficam mais naturais", finaliza.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/5-dicas-para-fugir-do-sedentarismo-de-vez,d3cb305b7bee34f56282ef5a982e610bscgozms9.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Sport Life

sexta-feira, 30 de maio de 2025

4 hábitos de vida que podem te ajudar a viver até os 100 anos


Pesquisas sobre longevidade dão algumas pistas sobre o estilo de vida de quem é centenário

 

Prática de exercício físico e controle do estresse estão entre as medidas que favorecem a longevidade

 

Uma mulher de 115 anos do Surrey, chamada Ethel Caterham, recebeu oficialmente o título de ser humano mais velho do mundo.

 

Muitas pessoas que estão lendo essa notícia podem se perguntar qual é o segredo de Ethel.

 

Embora normalmente não seja uma boa ideia receber conselhos sobre saúde e longevidade de supercentenários (já que eles costumam ser a exceção, e não a regra), há algumas dicas de estilo de vida que podemos tirar de pesquisas sobre grupos de pessoas longevas que podem nos ajudar a aumentar nossas chances de viver uma vida mais longa.

 

2. Comer vegetais

O conselho que muitas crianças temem: coma vegetais se quiser viver muito tempo.

Um estudo recente que acompanhou cerca de 100 mil pessoas durante um período de 30 anos descobriu que quem chegou aos 70 anos de idade com boa saúde (o que significa não ter doenças crônicas) normalmente comia mais frutas, verduras, grãos integrais, nozes e legumes, e menos gorduras trans, carnes vermelhas ou processadas, frituras e alimentos açucarados.

É importante ressaltar que esse estudo não diz que você deve ser vegano ou nunca comer carnes vermelhas - ele apenas identifica as tendências das dietas associadas ao envelhecimento saudável.

Quando e quanto você come também pode ter um papel importante no envelhecimento. Pesquisas sobre restrição calórica e jejum intermitente em animais mostraram que ambos podem aumentar o tempo de vida. Nosso trabalho preliminar em humanos também mostrou que seguir uma dieta de jejum por três semanas pode causar mudanças metabólicas positivas semelhantes que correspondem ao que observamos em animais que viverão mais tempo. No entanto, são necessários estudos maiores e com períodos de tempo mais longos para estabelecer os efeitos sobre a saúde e o tempo de vida em humanos.

 

3. Sono

O sono regular e de boa qualidade também é importante para a saúde ao longo da vida e a longevidade geral.

Em um estudo com cerca de 500 mil britânicos, padrões irregulares de sono foram associados a um risco 50% maior de morte precoce em comparação com aqueles com padrões regulares de sono. Os trabalhadores em turnos apresentaram maior risco de derrames e os enfermeiros que trabalharam em turnos rotativos durante décadas eram menos saudáveis e tiveram mortes mais precoces ao se aposentarem em comparação com os enfermeiros que não trabalhavam em turnos.

Embora esses dados sugiram que o sono regular e de boa qualidade é importante para a boa saúde, a quantidade de sono necessária e o horário em que se deve ir para a cama parecem ser altamente pessoais. Isso dificulta o fornecimento de recomendações para toda a população, razão pela qual o NHS recomenda que os adultos durmam entre 7-9 horas.

 

4. Estresse

O estresse tem muitos efeitos sobre a sua saúde.

Por exemplo, cada vez mais evidências mostram que estressores no início da vida (como a perda de um dos pais, negligência ou abuso) podem afetar negativamente a saúde mais tarde na vida, até mesmo em nível molecular e celular, aumentando os níveis de inflamação de forma que poderia aumentar o risco de problemas de saúde e morte prematura na velhice.

Por outro lado, os idosos que demonstram maior resiliência psicológica ao estresse têm menos probabilidade de morrer por qualquer causa. Apenas oito semanas de ioga regular são suficientes para melhorar a resiliência psicológica em idosos.

Possivelmente ligado a isso está o efeito das conexões sociais. Aqueles que levam uma vida socialmente mais ativa também tendem a viver mais. De fato, pessoas com mais de 65 anos que são socialmente ativas diariamente têm três vezes mais chances de viver cinco anos a mais em comparação com aquelas que quase nunca participam de atividades sociais.

É comum descobrir que redes sociais fortes parecem aumentar a longevidade. Isso pode ser devido à forma como as conexões sociais nos ajudam a aliviar os fatores de estresse em nossas vidas.

 

O papel da genética

Embora existam muitos hábitos de vida que podemos mudar, uma coisa que não podemos controlar quando se trata de nossa expectativa de vida é a genética. Algumas pesquisas sugerem que as mutações que ocorrem naturalmente nos genes associados à longevidade são mais comuns em pessoas de vida longa.

 

Embora seja difícil separar o papel da genética do estilo de vida quando se trata de vida útil, as previsões atuais sugerem que a longevidade está entre 20% a 40% relacionada à genética.

 

Mas a boa genética não é tudo. Embora Ethel Caterham tenha chegado à extraordinária idade de 115 anos - e uma de suas irmãs tenha vivido até os 104 anos - as duas filhas de Ethel faleceram antes dela, aos 71 e 83 anos de idade.

 

E mesmo que você ganhe o prêmio genético e siga um bom estilo de vida, ainda assim terá muita sorte se chegar aos 115 anos de idade de Ethel. As células sofrem mutações, formam-se coágulos, a sorte biológica se esgota. Ainda assim, se quiser maximizar suas chances de viver mais e permanecer o mais saudável possível, procure ser mais ativo fisicamente todos os dias, tenha uma boa dieta, durma bem e mantenha os níveis de estresse baixos.

 

Bradley Elliott é professor associado em Fisiologia do Envelhecimento, da Universidade de Westminster.

 

Esse conteúdo foi publicado originalmente na The Conversation.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/4-habitos-de-vida-que-podem-te-ajudar-a-viver-ate-os-100-anos,0bbe5e88f7a36e18eadc788df5da4affvkrjdoe5.html?utm_source=clipboard - Bradley Elliott - Foto: pucko_ns / Adobe Stock


segunda-feira, 19 de maio de 2025

Veja os riscos da hipertensão precoce e como proteger a saúde


O cuidado com o estilo de vida é um fator crucial para evitar o desenvolvimento da hipertensão

 

O Dia Mundial da Hipertensão, celebrado em 17 de maio, reforça um alerta urgente: cuidar da saúde cardiovascular não deve ser adiado para a fase adulta avançada. A pressão alta tem sido diagnosticada cada vez mais cedo, e essa realidade exige atenção redobrada a práticas de prevenção. Muito além de medicamentos, a proteção contra a hipertensão precoce começa nas escolhas diárias — o que se come, o quanto se move, como se lida com o estresse e até a qualidade do sono. Pequenas atitudes agora podem evitar grandes complicações no futuro.

 

A professora e coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera Taboão da Serra, Tatiane Almada, explica que a hipertensão arterial é um importante problema de saúde pública no Brasil e no mundo, uma condição em que a pressão sanguínea é caracterizada pela elevação persistente dos níveis pressóricos, levando ao risco de complicações cardiovasculares como infarto, AVC (acidente vascular cerebral) e insuficiência renal. "Embora a hipertensão seja mais comum em adultos, observa-se um número crescente de diagnósticos precoces, especialmente entre indivíduos abaixo dos 40 anos", afirma.

 

Estilo de vida como fator determinante

De acordo com a coordenadora, o estilo de vida é um fator crucial no desenvolvimento da hipertensão. A alimentação rica em sódio, açúcar, gordura saturada e alimentos processados, somada à falta de atividade física, aumenta a probabilidade de elevação da pressão arterial. Além disso, o estresse constante e a ansiedade, que são frequentemente associados ao ritmo acelerado de vida, também desempenham um papel importante no desenvolvimento da condição.

 

"O estresse emocional e físico eleva os níveis de cortisol, um hormônio que pode afetar diretamente a pressão arterial. Quando o corpo é submetido a esse processo de forma constante, o risco de hipertensão se torna mais evidente", explica Tatiane Almada.

 

Sintomas e diagnóstico precoce

A hipertensão é muitas vezes silenciosa porque, na maioria das vezes, não apresenta sintomas evidentes até que ocorra uma complicação. No entanto, a dificuldade para respirar, dor de cabeça constante, zumbido nos ouvidos, cansaço excessivo e dificuldade para dormir podem ser sinais de alerta.

 

Tatiane Almada destaca a importância do diagnóstico precoce e da monitorização regular da pressão arterial, especialmente para aqueles que apresentam histórico familiar de hipertensão ou que possuem fatores de risco, como sobrepeso, sedentarismo ou alto nível de estresse.

 

"O exame de pressão arterial deve ser feito regularmente, mesmo para aqueles que se consideram saudáveis. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhores são as chances de controlar a hipertensão e evitar complicações futuras", afirma.

 

Prevenção da pressão alta

Para prevenir a hipertensão antes dos 40 anos, é fundamental adoção de hábitos saudáveis. A coordenadora recomenda alimentação balanceada, prática regular de atividades físicas e gestão do estresse como medidas essenciais para controlar a pressão arterial. Técnicas de relaxamento, como meditação, yoga e respiração profunda, podem ajudar a reduzir os efeitos do estresse no corpo.

 

"Prevenir a hipertensão é possível com escolhas saudáveis no dia a dia. Isso envolve mais do que apenas tomar medicamentos. É necessário mudar a rotina, adotar hábitos mais saudáveis e buscar acompanhamento médico regular. O cuidado precoce é o melhor caminho para evitar problemas graves no futuro", conclui Tatiane Almada.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/veja-os-riscos-da-hipertensao-precoce-e-como-proteger-a-saude,03a8c22a50e718c46f3fba157e336fff1vchn237.html?utm_source=clipboard - Por Bianca Lodi Rieg - Foto: antoniodiaz | Shutterstock / Portal EdiCase

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

11 hábitos que aumentam a gordura abdominal


Entenda como o estilo de vida pode influenciar a aparência do abdômen e a saúde do corpo

 

A gordura abdominal é um problema comum que afeta a saúde e a autoestima de homens e mulheres em todo o mundo. Ela se acumula na região da barriga, formando uma camada de gordura em torno dos órgãos internos, conhecida como gordura visceral, que está associada a uma série de problemas de saúde.

 

Conforme a Organização Mundial da Saúde, a medida da circunferência abdominal igual ou superior a 94 cm em homens e 80 cm em mulheres, por exemplo, indica risco de doenças ligadas ao coração. "Acima desse valor existe um risco de desenvolvimento de complicações metabólicas (doenças cardíacas, diabetes, hipertensão, colesterol alto, gordura no fígado etc.). Acima de 88 cm para mulheres e 102 cm para homens, o risco está muito aumentado", acrescenta a nutricionista Karen Oliveira.

 

A seguir, confira hábitos que contribuem para aumentar a gordura abdominal.

 

1. Dieta rica em calorias vazias

Consumir alimentos ricos em calorias sem valor nutricional, como refrigerantes, salgadinhos e doces, pode levar ao ganho de gordura na área abdominal. Esses alimentos fornecem poucos nutrientes essenciais, mas muitas calorias.

 

"O erro alimentar mais comum é achar que está comendo bem e, na verdade, aquele produto alimentício não contém nutrientes necessários e importantes para o organismo", alerta a nutricionista Regina Moraes Teixeira. 

 

2. Alto consumo de açúcares refinados

Alimentos com alto teor de açúcares refinados, como bolos, biscoitos e doces, são rapidamente digeridos, levando a picos de açúcar no sangue e subsequentes quedas, o que pode estimular o acúmulo de gordura abdominal.

 

3. Excesso de gordura saturada

Uma dieta rica em gordura saturada, encontrada em carnes gordurosas, laticínios integrais e alimentos fritos, pode contribuir para o ganho de gordura abdominal.

 

4. Consumo excessivo de álcool

O álcool é rico em calorias e, quando consumido em excesso, pode levar ao aumento da gordura na região abdominal. Além disso, também pode fazer com que o organismo retenha mais líquidos. "Como resultado, ficamos mais inchados e a pressão sobre as veias e artérias aumenta, o que pode contribuir para o surgimento de problemas vasculares como varizes e trombose", destaca a cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

 

5. Consumo de alimentos processados

Alimentos altamente processados, muitas vezes carregados com gorduras trans, açúcares e aditivos, são conhecidos por contribuir para o ganho de barriga. "Doces concentrados, frituras, carnes com gordura aparente, creme de leite e chantili são alguns exemplos de alimentos que devem ser evitados", diz a nutricionista Kelly Balieiro.

 

6. Inatividade física

A falta de exercício físico regular não apenas diminui a taxa metabólica, mas também reduz a queima de calorias, o que pode resultar no acúmulo de gordura na região abdominal. "Nosso corpo é uma máquina perfeita e programada para sobreviver. Desta forma, tudo o que comemos e que não será utilizado pelo organismo, é armazenado em forma de gordura, nossa reserva de energia […]", ressalta Kelly Balieiro. 

 

7. Má qualidade do sono

A insônia, por exemplo, aumenta a adrenalina e o cortisol, o que também faz o estresse crescer. "Além disso, aumenta os hormônios que são responsáveis por estimular o centro da fome, gerando compulsão alimentar que acarreta maior acúmulo de gordura e sobrepeso", diz a endocrinologista Dra. Deborah Beranger.

 

8. Comer assistindo à televisão

Segundo a nutricionista Nádia Neves, enquanto come e assiste à  TV, você não presta atenção no que está ingerindo e na quantidade, podendo extrapolar e comer além do que deveria. Se isso é um hábito de todos os dias, poderá ganhar uns quilinhos a mais.

 

9. Comer tomando líquido

É importante evitar ingerir líquidos durante as refeições. De acordo com Kelly Balieiro, existem dois motivos para essa sugestão. "O primeiro é que o excesso de líquidos junto aos alimentos prejudica a ação do suco gástrico no processo de digestão dos alimentos. O segundo motivo é que nosso estômago é um músculo e quanto maior a quantidade de líquidos/alimentos em seu interior, maior será o seu tamanho e necessidade de alimentos para que o indivíduo se sinta saciado", esclarece. 

 

10. Falta de fibras na dieta

As fibras são componentes vegetais encontrados em alimentos como frutas, legumes, cereais integrais, feijões e sementes, e possuem um papel essencial no controle do peso corporal. Quando a dieta é pobre em fibras, o organismo sente menos saciedade após as refeições, já que elas retardam o esvaziamento gástrico. Assim, há uma tendência maior de comer mais, aumentando a ingestão calórica diária.

 

11. Dietas ricas em carboidratos refinados

Uma dieta rica em carboidratos refinados, como pão branco, arroz branco, massas, bolos, doces e alimentos industrializados, pode ser uma das principais causas do acúmulo de gordura abdominal. Isso ocorre porque esses alimentos têm alto índice glicêmico, o que significa que eles são rapidamente digeridos e absorvidos pelo organismo, causando picos de glicose no sangue.

 

Quando há um aumento súbito nos níveis de glicose, o corpo libera grandes quantidades de insulina, um hormônio responsável por regular o açúcar no sangue. O problema é que a insulina também desempenha um papel importante no armazenamento de gordura.

 

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Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês.

1 Pedro 5:7