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domingo, 11 de janeiro de 2026

Caminhada: uma boa opção de atividade física no verão


     Com o início da estação de verão, a época é propícia para fazer caminhada entre várias atividades físicas. Ela pode ser realizada por crianças, jovens, adultos e idosos, individualmente ou em grupos, de acordo com as condições físicas de cada um.

 

     Os exercícios físicos e, em especial, a caminhada fazem bem para o corpo e a mente. Segundo estudos, caminhar reduz o risco de morte por doenças cardíacas, derrame, hipertensão e diabetes. Também ajuda no controle do peso e emagrece, combate a osteoporose, melhora a circulação, afasta a depressão, aumenta a sensação de bem-estar e, além disso, ela pode ajudá-lo a ter um sistema imunológico mais forte, minimizando os riscos de doenças e reduzindo suas consequências.

 

     A caminhada é uma excelente atividade física quando feita sob certas condições: antes de iniciar um programa de caminhada, a pessoa deve procurar um médico para fazer uma bateria de exames e testes de aptidão física; feito isso, inicie suas caminhadas com regularidade, o mínimo são três dias por semana em dias intercalados, iniciando por trinta minutos e aumentando gradativamente; e antes e após de cada caminhada faça alguns alongamentos.

 

     O horário ideal é pela manhã até às 10 horas ou pela tarde a partir das 17 horas, mas mantendo o mesmo horário. Procure locais poucos poluídos e menos perigosos como: praças, parques, praias e espaços esportivos. Evite caminhar nas avenidas e nos acostamentos das rodovias, que além da poluição dos carros, motos e caminhões tem o perigo de atropelamento por estes veículos.

 

     Use shorts e camisetas folgadas, leves, de algodão e cores claras; tênis macio com palmilhas amortecedoras e meias de algodão. Podem ser usados boné e óculos escuros. Procure evitar tecidos sintéticos, sapatos, chinelos e agasalhos.

 

     A postura do corpo deve ser ereta e com a cabeça erguida, os braços devem estar descontraídos com movimentos rítmicos durante as passadas.

 

     A caminhada deve ser em velocidade rápida, porém confortável dentro do seu limite. Respire sempre pelo nariz. Nas primeiras semanas, o ritmo inicial deve ser de 100 metros em 1 minuto, ou seja, caminhar 3 km em 30 minutos e aumentar gradativamente até uma hora, chegando aos 8 km. Uma hora de caminhada se gasta em torno de 300 a 400 calorias, de acordo com a intensidade.

 

     Não pratique exercícios em jejum. Procure tomar um copo de suco ou coma uma fruta antes da caminhada. Para se reidratar nos dias de exercícios, tome de preferência água, sucos ou água de coco, no mínimo de 2 a 3 litros.

 

     Em caso de dúvida, procure um professor de educação física habilitado, para poder lhe orientar sob os benefícios das atividades físicas.

 

     Se você ainda não pratica a caminhada, tome esta decisão agora e melhore sua qualidade de vida, o corpo e a mente agradecem.

 

Por Professor José Costa

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

4 cuidados com a saúde íntima feminina durante o verão


Confira orientações de ginecologista para prevenir infecções durante dias quentes

 

O verão brasileiro traz consigo dias de praia, piscina e roupas leves, mas também aumenta os riscos de infecções vaginais. O calor intenso e a umidade característica da estação criam condições ideais para o desenvolvimento de candidíase, vaginose bacteriana e infecções urinárias. Esses problemas, embora tratáveis, podem causar grande desconforto e comprometer o bem-estar durante os meses mais quentes do ano.

 

Segundo a professora de Ginecologia da Afya Brasília, Tatiana Chaves, esse é o momento ideal para redobrar a atenção com a saúde íntima, principalmente porque muitos fatores comuns no verão criam um ambiente favorável para proliferação de fungos e bactérias. "A combinação de calor, umidade e permanência prolongada com roupas molhadas favorece alterações na microbiota vaginal. São situações típicas do verão que podem ser facilmente prevenidas com alguns cuidados simples", explica.

 

A ginecologista reforça que hábitos cotidianos fazem toda a diferença. "Pequenas mudanças na rotina, como garantir uma boa hidratação, escolher roupas adequadas e manter uma higiene íntima equilibrada, ajudam a proteger a região genital e evitar infecções que, embora comuns, causam bastante desconforto." Veja as principais orientações para aproveitar a estação com mais segurança e tranquilidade.

 

Para curtir o período com tranquilidade, saúde e conforto, a profissional lista 4 orientações fundamentais. Confira abaixo!

 

1. Evite ficar muito tempo com roupas úmidas

Depois de entrar na piscina ou no mar, troque o biquíni molhado assim que possível. A umidade prolongada aumenta a chance de infecções como candidíase. A mesma dica vale para peças de roupas íntimas do dia a dia e absorventes diários. A troca frequente durante o dia é mais do que necessária.

 

2. Prefira roupas leves e que permitam ventilação

O calor excessivo e tecidos sintéticos dificultam a transpiração, favorecendo irritações e mau odor. Dê preferência a peças de algodão.

 

3. Mantenha a higiene íntima de forma equilibrada

Lavar apenas a parte externa, com água e sabonete neutro, à base de glicerina ou até mesmo somente água sem sabão já é o suficiente. Evite duchas internas, que alteram a flora natural e aumentam o risco de infecções.

 

4. Redobre a atenção após usar piscina ou praia

A água de piscinas, por conter produtos químicos, e a permanência prolongada na areia podem causar irritações. Enxágue o corpo ao sair da água e mantenha a região sempre seca.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/4-cuidados-com-a-saude-intima-feminina-durante-o-verao,0547b4e0c7ff663416c27570336a151e44rli6pg.html?utm_source=clipboard - Por Beatriz Felicio - Foto: ShotPrime Studio | Shutterstock / Portal EdiCase

domingo, 28 de dezembro de 2025

Verão exige atenção redobrada com a saúde dos olhos


Oftalmologista alerta para riscos da estação e orienta como prevenir doenças oculares

 

O verão é marcado por férias, lazer ao ar livre e maior exposição ao sol, mas também exige cuidados extras com a saúde, especialmente com os olhos. A combinação de radiação ultravioleta (UV), altas temperaturas, vento, poeira e o contato frequente com água do mar e de piscinas pode favorecer o surgimento de doenças oculares e desconfortos que, se ignorados, podem comprometer a visão.

 

Segundo o oftalmologista Antônio Sardinha, do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC), a radiação UV é um dos principais fatores de risco para a saúde ocular nesta época do ano. “A exposição prolongada ao sol sem proteção adequada pode causar inflamações importantes, como a ceratite actínica, que funciona como uma queimadura na superfície dos olhos. O quadro provoca dor, vermelhidão, lacrimejamento e sensibilidade à luz”, explica.

 

Outro problema comum durante o verão são as infecções oculares, especialmente a conjuntivite. O aumento da frequência em praias, clubes e piscinas facilita o contato com água contaminada por vírus e bactérias. “Mergulhar sem proteção e tocar os olhos com as mãos sujas aumenta significativamente o risco de infecções. O ideal é usar óculos de natação e manter uma boa higiene das mãos”, orienta o especialista.

 

A estação também pode agravar a síndrome do olho seco. Ardência, sensação de areia, coceira e visão embaçada são sintomas comuns, intensificados pelo uso prolongado de ar-condicionado e ventiladores, que reduzem a umidade do ar. “Manter uma boa hidratação, fazer pausas em ambientes climatizados e utilizar lágrimas artificiais ajudam a preservar a lubrificação natural dos olhos”, destaca Sardinha.

 

Além disso, vento e poeira, frequentes em atividades ao ar livre, podem causar irritações e inflamações na superfície ocular. Por isso, a proteção dos olhos deve fazer parte da rotina de cuidados no verão, assim como acontece com a pele.

 

Cuidados essenciais para proteger a saúde dos olhos no verão

Usar óculos de sol com proteção contra raios UVA e UVB

Evitar coçar os olhos

Utilizar óculos de natação em piscinas e no mar

Manter-se bem hidratado

Proteger os olhos do vento e da poeira

Evitar exposição solar nos horários de pico, entre 10h e 16h

 

“Os olhos são estruturas sensíveis e merecem atenção especial, principalmente durante o verão. Cuidar da saúde ocular vai além do conforto imediato e é fundamental para prevenir doenças e preservar a visão a longo prazo”, conclui o oftalmologista Antônio Sardinha, do Hospital de Olhos de Cuiabá.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2025-12-19/verao-exige-atencao-redobrada-com-a-saude-dos-olhos.html - Por Roberta Nuñez

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

7 frutas para consumir durante o verão e emagrecer


Saiba quais podem trazer mais benefícios para o seu organismo e refresque-se durante a temporada!

 

As frutas são fontes de fibras, minerais e vitaminas, e são ótimas opções para manter uma dieta balanceada e nutritiva. Principalmente durante o verão, já que elas ajudam a fortalecer o corpo e também aumentam a imunidade.

 

Durante o período mais quente do ano, é recomendável consumir frutas que tenham alta composição de água, como abacaxi, melancia e melão. Elas podem ser consumidas durante o café da manhã, nos lanches intermediários e até entre uma refeição ou outra.

 

Frutas que você deve consumir durante o verão:

1 - Abacaxi

Ele faz parte do grupo de alimentos cítricos, e como possui uma grande quantidade de água, é conhecido como uma fruta do verão. O abacaxi também é famoso por auxiliar no processo digestivo.

 

2 - Acerola

Fonte de vitamina C, a acerola tem um altíssimo poder antioxidante. Ela é bastante recomendada para quem pratica esporte e exercícios físicos, já que fornece nutrientes que ajudam na recuperação e contribuiu para o desempenho. Além disso, os carotenoides também são interessantes para melhorar o bronzeado no verão.

 

3 - Melancia

Ela possui mais de 90% de água em sua composição, por isso, ajuda a manter o corpo devidamente hidratado. Além disso, a melancia é rica em vitamina C e A, importante para o sistema imunológico.

 

4 - Melão

O melão também é uma excelente opção durante o verão, pois ajuda a repor líquidos e eletrólitos, principalmente após realizar as atividades físicas, já que essa fruta é uma excelente fonte de potássio.

 

5 - Pera

Essa fruta é rica em fibras, e consumi-la durante o verão contribui para o aumento da saciedade do nosso organismo. A pera é uma boa opção para quem está em dieta e precisa emagrecer.

 

6 - Pêssego

Ela possui excelentes vitaminas e fibras que favorece o emagrecimento, já que possui poucas calorias. Além disso, tem um sabor único, ótimo para lanches intermediários, entre as refeições.

 

7 - Uva

Seja roxa ou verde, a uva possui compostos bioativos em todas as suas partes. Ela é uma excelente fonte de energia, com capacidade de prevenir problemas cardíacos.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/7-frutas-para-consumir-durante-o-verao-e-emagrecer,d350d27e4e1f85cfcbf516007b104fc0pz0lw654.html?utm_source=clipboard - Por: Viviane Pettersen / Alto Astral - Foto: Shutterstock

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Conheça as quatro doenças mais comuns no verão e como se prevenir


Com altas temperaturas, circulação de vírus aumenta risco de enfermidades sazonais

 

Vacinação é uma das formas de prevenção de doenças sazonais

O verão está chegando e, com as altas temperaturas, a circulação de alguns vírus aumenta o risco de doenças sazonais. No Brasil, são comuns as doenças transmitidas por mosquitos ou por vírus gastrointestinais.

 

As quatro doenças que exigem mais atenção da população durante o verão são  a dengue, a febre amarela, a hepatite A e as gastroenterites por rotavírus. Para todas elas, há imunizantes eficazes, que são apontados por especialistas como a principal estratégia de prevenção. O Portal iG conversou com infectologistas para saber os tipos certos de vacinas para cada doença.

 

A dengue, a hepatite A e o rotavírus, causam um impacto direto na saúde nesta época do ano. Por este motivo, a prevenção deve ser estratégica.

 

“A  vacinação deve ser vista como uma proteção contínua e individual que tem impacto direto na saúde pública, especialmente contra a dengue, cujo vetor se beneficia do clima quente e úmido, e contra a hepatite A e o rotavírus, que se espalham em condições sanitárias precárias ou de aglomeração. A desatenção com a vacina é um risco real e desnecessário”, afirma o infectologista Alberto Chebabo.

 

Entenda a relação do aumento de casos das quatro doenças com as altas temperaturas:

A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que também é vetor da chikungunya e da zika. Durante o ano, os mosquitos se reproduzem na época de chuva, geralmente entre novembro e dezembro.

 

Quando começa o verão, o transmissor já está na fase adulta e pode transmitir a doença. De acordo com uma projeção matemática feita pelo InfoDengue – Mosqlimate Challenge¹ (IMDC), são esperados  1,8 milhão de casos de dengue no Brasil em 2026.

 

Chebabo reforça a necessidade de ampliar a vacinação como medida de proteção. “O problema do aumento dos casos de dengue é agravado pela baixa cobertura vacinal contra a doença no Brasil. Ano passado, o Ministério da Saúde enviou mais de 6 milhões de doses para os estados e municípios, mas apenas 3,3 milhões foram aplicadas. Aproximadamente 1 milhão de jovens brasileiros iniciaram o esquema vacinal, mas não retornaram para a segunda dose'', afirma ao iG Saúde.

 

O imunizante contém  quatro sorotipos do vírus: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4, que atuam reduzindo o risco de infecção e também diminuem os riscos do desenvolvimento de formas graves da doença.

 

O infectologista Guenael Freire ressalta a importância da vacinação. “É fundamental que a população, mesmo que fora do público prioritário definido pelo Ministério da Saúde, procure as clínicas de vacinação para adquirir mais essa proteção.”

 

A  febre amarela é outra arbovirose combatida com vacina. Ela também merece atenção redobrada no verão, especialmente em regiões de mata ou com maior aglomeração. A febre amarela exige a imunização para quem viaja para alguns destinos internacionais e em regiões endêmicas do Norte do Brasil e Centro-Oeste.

 

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou para um possível aumento dos casos de febre amarela nas Américas. Até maio de 2025, o número de infecções registrado foi oito vezes maior que no mesmo período de 2024. O número de mortes já supera em três vezes o total do ano passado inteiro, de acordo com a organização. Ao todo, a região já relatou 221 casos e 89 óbitos em 2025. A liderança na América Latina é do Brasil, com metade das infecções e das mortes. Em seguida vêm a Colômbia e o Peru.

 

A hepatite A também é uma infecção, mas a transmissão é fecal-oral, através de alimentos mal lavados e água contaminada. Também pode ser transmitida sexualmente quando não se usa preservativo.

 

O médico Alberto Chebabo comenta que a “transmissão sexual tem se mostrado significativa, contribuindo muito para o aumento dos casos. Por exemplo, a cidade do Rio de Janeiro registrou um crescimento de 50% em 2025 em relação ao ano anterior, totalizando quase 500 casos de hepatite A na capital do estado, de acordo com os dados locais divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde. A maioria deles está associada à transmissão sexual, e não à hídrica ou alimentar.”

 

A gastroenterite por rotavírus é uma ameaça durante todo o ano, afirma o especialista Guenael Freire.

 

"Ela é conhecida como ‘virose de férias’. Tem seus surtos impulsionados no verão. Isso ocorre por causa da poluição hídrica (chuvas intensas que sobrecarregam os esgotos) e da maior exposição em ambientes de lazer."

 

Em 2025, mais de 11 mil diagnósticos foram confirmados, principalmente na Baixada Santista, em São Paulo. Todos estavam relacionados às chuvas e à contaminação da água do mar. Apesar disso, a vacina não é aplicada em todas as pessoas, como explica o especialista.

 

"No caso do rotavírus, a vacina é indicada para lactentes e é oferecida na rede particular em sua forma pentavalente. Ela é capaz de proteger contra cinco tipos de rotavírus (G1, G2, G3, G4 e P1A), que são as principais causas de gastroenterite, diarreia e desidratação grave em bebês e crianças pequenas. O imunizante também está disponível na versão monovalente (VRH1) na rede pública'', diz Guenael Freire.

 

Com o histórico de casos das doenças no Brasil, os médicos recomendam que as pessoas mantenham a carteira de vacinação atualizada e contribuam para a imunidade de rebanho. Essa será a única garantia de que estarão protegidas contra doenças que se aproveitam do verão para se espalharem.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/2025-12-10/especialistas-apontam-as-4-doencas-perigosas-no-verao-e-prevencao.html - Por Aline da Mata - Divulgação / EBC

quarta-feira, 12 de março de 2025

Entenda os riscos da desidratação para quem faz atividade física


Com as intensas ondas de calor, é essencial se atentar ao consumo de água diário

 

Os termômetros têm registrado temperaturas elevadas em todo o país, principalmente no Rio Grande do Sul. E os dias ensolarados são um convite para viajar, relaxar e também praticar atividades física ao ar livre. Entretanto, manter a hidratação se torna ainda mais crucial para garantir o bem-estar, especialmente para aqueles que praticam atividades físicas ao ar livre. Por isso, o nutricionista clinico e esportivo Dereck Oak explica os riscos da desidratação e dicas de como manter-se hidratado.

 

Durante o verão, as temperaturas elevadas aumentam a transpiração e exigem uma maior ingestão de líquidos. Para pessoas que não praticam atividades físicas, a desidratação pode se traduzir em cansaço excessivo, dor de cabeça e até confusão mental.

 

Já para atletas e praticantes de diferentes esportes, a situação pode ser ainda mais crítica. A falta de hidratação adequada pode prejudicar a performance, aumentar o risco de lesões e até causar sérios problemas de saúde, como a desidratação severa.

 

“A hidratação adequada é essencial não apenas para o bom funcionamento do organismo, mas também para garantir que o corpo tenha a energia necessária para enfrentar as altas temperaturas e o aumento da atividade física", destaca Dereck.

 

A quantidade ideal de água varia de pessoa para pessoa, segundo o nutricionista. Segundo o nutricionista, a recomendação básica para adultos é consumir aproximadamente 2,5 a 3 litros de água por dia. Entretanto, no verão, pode ser necessária uma adaptação para repor o que é perdido pelo suor.

 

A ingestão de água é fundamental para a manutenção de várias funções corporais, como a regulação da temperatura, o transporte de nutrientes e a remoção de toxinas. Durante a prática de atividades físicas, principalmente em ambientes externos, a transpiração aumenta, o que pode levar a uma rápida perda de líquidos e sais minerais. Resultando em fadiga, dificuldade de concentração e, em casos extremos, em condições mais graves, como câimbras ou desidratação severa.

 

Para os atletas, a hidratação não deve ser apenas uma preocupação antes e depois do treino, mas durante toda a atividade.

 

“Em treinos prolongados ou intensos, é importante realizar a reposição não só de água, mas também de eletrólitos, como sódio, potássio e magnésio, que são perdidos pelo suor", completa.

 

O nutricionista traz orientações importantes que podem ajudar na manutenção da hidratação no verão:

1) Beba água: não espere sentir sede para se hidratar. A sede é um sinal de que seu corpo já está começando a se desidratar;

2) Prefira bebidas isotônicas para atividades intensas: para quem pratica atividades físicas, especialmente por longos períodos ou em climas muito quentes, as bebidas isotônicas ajudam a repor os líquidos e os eletrólitos perdidos;

3) Incorpore alimentos ricos em água: frutas como melancia, laranja, pepino e morango são ótimas fontes de hidratação.

4) Evite bebidas alcoólicas: elas podem promover a perda de líquidos e dificultar a hidratação;

5) Preste atenção aos sinais do corpo: Se sentir fadiga excessiva, tontura ou cãibras, é sinal de que o corpo precisa de líquidos e eletrólitos imediatamente.

 

Fonte: https://www.correiodopovo.com.br/bellamais/saudefeminina/entenda-os-riscos-da-desidrata%C3%A7%C3%A3o-para-quem-faz-atividade-f%C3%ADsica-1.1585642 - Foto: Freepik

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Sintomas de dengue: cuidado durante o verão precisa ser redobrado


Fortes chuvas e calor intenso aumentam a proliferação do mosquito da dengue. Saiba identificar os sintomas leves e de alta gravidade

 

Durante o verão, é comum os casos de dengue se tornarem mais frequentes. A Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS) aponta que a combinação entre altas temperaturas e chuvas favorece o aumento da população de Aedes aegypti. Isso porque, em contato com a água das chuvas e sob o calor intenso, os ovos colocados há semanas ou meses podem eclodir e dar origem a milhares de novos mosquitos.

 

No Brasil, já se sabe que o período do ano com maior transmissão da doença ocorre nos meses mais chuvosos de cada região, geralmente de novembro a maio.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, a dengue é a arbovirose urbana mais prevalente nas Américas, principalmente no Brasil. O vírus é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, e possui quatro sorotipos diferentes (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).

 

A principal forma de contribuição para a proliferação do mosquito é o acúmulo de água parada que leva, consequentemente, à maior disseminação da doença. Por isso, o ministério destaca que é importante evitar água parada, todos os dias, já que os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano no ambiente.

 

Sintomas da dengue

 

Segundo o Ministério da Saúde, os principais sintomas de dengue são:

 

Febre alta superior a 38°C;

Dor no corpo e articulações;

Dor atrás dos olhos;

Mal-estar;

Falta de apetite;

Dor de cabeça;

Manchas vermelhas no corpo.  

          

No entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática – isto é, não apresentar qualquer sintoma. Ela também pode apresentar quadro leve, sinais de alarme e de gravidade. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (superior a 38°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias. Além disso, o paciente pode sentir dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, e manchas vermelhas na pele. A pele também pode ser alvo de alguns indícios da doença, como erupções e coceira.

 

 

Sinais de alarme

O Ministério da Saúde de perceber quais são os sinais de alarme, assim chamados por sinalizarem o extravasamento de plasma e/ou hemorragias que podem levar o paciente a choque grave e óbito. Os sintomas incluem:

 

Dor abdominal intensa (referida ou à palpação) e contínua;

Vômitos persistentes;

Acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico);

Hipotensão postural e/ou lipotímia;

Letargia e/ou irritabilidade;

Hepatomegalia maior do que 2cm abaixo do rebordo costal;

Sangramento de mucosa;

Aumento progressivo do hematócrito.

 

A fase crítica tem início com o declínio da febre (período de defervescência), entre o 3° e o 7° dia do início de sintomas. Os sinais de alarme, quando presentes, ocorrem nessa fase. Sem a identificação e o correto manejo nesse momento, alguns pacientes podem evoluir para as formas graves.

 

Tratamento da dengue

Para os casos leves com quadro sintomático, o Ministério da Saúde recomenda:

 

Repouso relativo, enquanto durar a febre;

Estímulo à ingestão de líquidos;

Administração de paracetamol ou dipirona em caso de dor ou febre;

Não administração de ácido acetilsalicílico;

Recomendação ao paciente para que retorne imediatamente ao serviço de saúde, em caso de sinais de alarme.

 

Os pacientes que apresentam sinais de alarme ou quadros graves da doença requerem internação para o manejo clínico adequado. Ainda não existe tratamento específico para a doença. No entanto, na maioria dos casos leves, a dengue tem cura espontânea depois de 10 dias.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/casos-de-dengue-aumentam-no-verao-conheca-os-sintomas.phtml - By Redação - Foto: Shutterstock

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Como se manter saudável no verão? Confira 7 cuidados essenciais


Saiba como aproveitar o "solzão" sem comprometer a sua saúde

 

Apesar de ser uma época associada ao lazer e ao descanso, o verão pode gerar preocupações se não for aproveitado com os cuidados necessários, colocando em risco a saúde. Pensando nisso, Boa Forma lista a seguir 7 dicas fundamentais para você encarar a temporada mais quente do ano sem prejudicar o seu corpo. Veja:

 

Como se manter saudável no verão?

1 - Reforce a hidratação

Beber água é fundamental para manter o bom funcionamento do organismo. E, no verão, quando perdemos mais líquidos, esse cuidado se torna ainda mais importante.

“A dose certa diária de água é realizada com base no cálculo de 35 ml de água pra cada quilo corporal. Ou seja, se você tem 70 Kg, deve tomar, ao longo do dia, 2450 ml de água”, ensina a Dra. Caroline Reigada, nefrologista.

Além disso, para hidratar o corpo durante os dias quentes, inclua na dieta a limentos que contenham um alto teor de água, como melancia, pepino, tomate, mamão papaia, melão, abobrinha e laranja.

 

2 - Proteja a pele contra os raios solares

Durante o verão, as altas temperaturas e a maior incidência dos raios solares podem trazer uma série de prejuízos à pele, favorecendo queimaduras, manchas, envelhecimento precoce e outros problemas mais graves.

Para ficar longe desses danos, a aplicação diária do filtro solar, que deve ter no mínimo FPS 30, é indispensável, mesmo se você for ficar em casa.

Segundo a Dra. Manu Jorge, dermatologista, a quantidade ideal de protetor é, em média, 1,5 a 2 ml por cm² de pele.

“Eu sei que a gente não consegue mensurar tão precisamente, mas isso geralmente equivale a uma colher de chá para o rosto e o pescoço. O importante é você aplicar uniformemente e espalhar bem, sem deixar acúmulos, em todas as áreas do corpo expostas ao sol”, ensina ela.

Mas, lembre-se: para garantir a eficácia do produto, é preciso reaplicá-lo a cada duas horas, especialmente durante períodos de exposição contínua ao sol.

“Se você suar excessivamente ou tomar um banho de piscina/mar, é aconselhável reaplicar ainda mais frequentemente”, alerta a dermatologista. Também vale a pena apostar nas roupas com proteção solar.

 

3 - Não deixe de se exercitar

É claro que a época mais quente do ano pede momentos de curtição, relaxamento e viagens, mas isso não quer dizer que devemos deixar a rotina de treinos de lado.

Mesmo no verão, é preciso se exercitar para garantir saúde e bem-estar. No entanto, é recomendado adotar alguns cuidados para se movimentar em segurança durante as altas temperaturas, entre eles, beber bastante água, não comer demais antes dos treinos e vestir roupas mais leves e fabricadas de um tecido que retenha o suor.

 

4 - Mantenha uma alimentação equilibrada

Durante os dias quentes, o ideal é evitar o consumo de alimentos pesados, muito condimentados, gordurosos, açucarados e salgados demais. Isso porque eles podem agravar o desconforto causado pelo calor e atrapalhar a digestão. Priorize pratos frios e ingredientes frescos e crus, por exemplo, saladas, frutas e vegetais.

 

5 - Fique longe de bebidas alcoólicas

Sim, uma cervejinha gelada pode trazer uma sensação de refrescância, mas o consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode aumentar o risco de desidratação durante as altas temperaturas. Para aliviar o calor, prefira água, sucos naturais, chás gelados e frutas como melancia, melão e laranja.

 

6 - Evite a exposição solar entre 10h e 16h

Das 10h às 16h, o sol está em seu pico de intensidade, e a radiação UV é mais forte, o que aumenta ainda mais as chances de queimaduras, envelhecimento precoce e até mesmo câncer de pele.

 

7 - Não exagere no ar-condicionado ou no ventilador

Ligar o ar-condicionado e o ventilador pode ser uma forma rápida e eficaz para aliviar o calor. No entanto, exagerar no uso desses aparelhos pode contribuir para condições respiratórias e o ressecamento da pele.

Então, utilize-os com moderação e procure outras alternativas para deixar o ambiente mais confortável, como manter portas e janelas abertas, evitar a iluminação artificial e decorá-lo com plantas.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/parceiros/boa-forma/2025-01-02/como-se-manter-saudavel-no-verao--confira-7-cuidados-essenciais.html

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Caminhada: uma boa opção de atividade física no verão


     Com o início da estação de verão, a época é propícia para fazer caminhada entre várias atividades físicas. Ela pode ser realizada por crianças, jovens, adultos e idosos, individualmente ou em grupos, de acordo com as condições físicas de cada um.

 

     Os exercícios físicos e, em especial, a caminhada fazem bem para o corpo e a mente. Segundo estudos, caminhar reduz o risco de morte por doenças cardíacas, derrame, hipertensão e diabetes. Também ajuda no controle do peso e emagrece, combate a osteoporose, melhora a circulação, afasta a depressão, aumenta a sensação de bem-estar e, além disso, ela pode ajudá-lo a ter um sistema imunológico mais forte, minimizando os riscos de doenças como Covid-19 e reduzindo suas consequências. No entanto, lembre-se dos procedimentos de segurança: use máscara e evite lugares com aglomerações.

 

     A caminhada é uma excelente atividade física quando feita sob certas condições: antes de iniciar um programa de caminhada, a pessoa deve procurar um médico para fazer uma bateria de exames e testes de aptidão física; feito isso, inicie suas caminhadas com regularidade, o mínimo são três dias por semana em dias intercalados, iniciando por trinta minutos e aumentando gradativamente; e antes e após de cada caminhada faça alguns alongamentos.

 

     O horário ideal é pela manhã até às 10 horas ou pela tarde a partir das 17 horas, mas mantendo o mesmo horário. Procure locais poucos poluídos e menos perigosos como: praças, parques, praias e espaços esportivos. Evite caminhar nas avenidas e nos acostamentos das rodovias, que além da poluição dos carros, motos e caminhões tem o perigo de atropelamento por estes veículos.

 

     Use shorts e camisetas folgadas, leves, de algodão e cores claras; tênis macio com palmilhas amortecedoras e meias de algodão. Podem ser usados boné e óculos escuros. Procure evitar tecidos sintéticos, sapatos, chinelos e agasalhos.

 

     A postura do corpo deve ser ereta e com a cabeça erguida, os braços devem estar descontraídos com movimentos rítmicos durante as passadas.

 

     A caminhada deve ser em velocidade rápida, porém confortável dentro do seu limite. Respire sempre pelo nariz. Nas primeiras semanas, o ritmo inicial deve ser de 100 metros em 1 minuto, ou seja, caminhar 3 km em 30 minutos e aumentar gradativamente até uma hora, chegando aos 8 km. Uma hora de caminhada se gasta em torno de 300 a 400 calorias, de acordo com a intensidade.

 

     Não pratique exercícios em jejum. Procure tomar um copo de suco ou coma uma fruta antes da caminhada. Para se reidratar nos dias de exercícios, tome de preferência água, sucos ou água de coco, no mínimo 3 litros.

 

     Em caso de dúvida, procure um professor de educação física habilitado, para poder lhe orientar sob os benefícios das atividades físicas.

 

     Se você ainda não pratica a caminhada, tome esta decisão agora e melhore sua qualidade de vida, o corpo e a mente agradecem.

 

Por Professor José Costa

domingo, 29 de dezembro de 2024

6 frutas que podem turbinar a sua hidratação no verão


Algumas possuem mais de 90% de água em sua composição, além de outras substâncias benéficas ao organismo

 

As frutas podem ser grandes aliadas na hidratação, ainda mais nos dias de calor. Muitas delas têm mais de 90% de água na sua composição, além de nutrientes que beneficiam diferentes sistemas do corpo.

 

"Além de água, elas contêm em sua composição vitaminas, eletrólitos e compostos bioativos, ou antioxidantes, com funções importantes para o organismo", diz Sandra Chemin, nutricionista e coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário São Camilo.

 

Então, que tal saber quais são as opções com maior potencial de hidratação e como elas podem enriquecer sua rotina neste verão? Confira o nosso ranking:

 

1. Melão

O melão tem entre 93% e 95% de água, segundo a Tabela de Composição de Alimentos (TBCA). Também conta com vitaminas C, A e K, e grande quantidade de fibras, que previnem a prisão de ventre.

Além disso, a  fruta oferece um alto teor de potássio, mineral que desempenha funções vitais no corpo, como ajudar a regular a contração dos músculos, inclusive o coração; auxiliar na pressão arterial e no transporte de água para dentro das células. "Quando diminui muito a água dentro das células, elas morrem e, por fim, a pessoa morre também", ressalta Sandra.

 

2. Melancia

Famosa por sua refrescância, a melancia ocupa o segundo lugar, com aproximadamente 92% de água.

Além de hidratar, a fruta é rica em licopeno, pigmento carotenoide que dá a cor avermelhada ao tomate e à goiaba, por exemplo, e que tem ação antioxidante, ajudando a impedir e reparar os danos às células causados pelos radicais livres.

Segundo Sandra, há evidências de que o licopeno ajudaria a desacelerar metástases, especialmente no câncer de próstata, e reduzir os riscos de certas doenças crônicas.

 

3. Morango

Pequeno, mas poderoso, o morango tem cerca de 90% de água em sua composição. Também é uma excelente fonte de vitamina C, contribuindo para a saúde da pele e o fortalecimento do sistema imunológico.

Ele é rico em fibras e tem quantidade considerável de fósforo, que, juntamente com o cálcio, atua na formação e manutenção de ossos e dentes.

O morango possui ainda antocianina, pigmento que lhe confere a cor avermelhada e que tem ação antioxidante, com benefícios para o sistema imunológico e atividade anticarcinogênica, conta Sandra.

 

4. Laranja

Conhecida pelo altíssimo teor de vitamina C, a laranja também hidrata, especialmente a laranja-pera. Ela é menor do que as demais laranjas, mas é muito suculenta e possui entre 89% e 92% de água. Além disso, se destaca por uma grande quantidade de potássio.

 

A vitamina C, por sua vez, atua na produção e manutenção do colágeno, participa do processo de cicatrização e na formação da serotonina, neurotransmissor que regula o humor.

Para aproveitar esses benefícios, o ideal é consumi-la in natura, comendo a fruta em vez de ingerir o suco.

 

5. Mamão papaia

Com 87% a 90% de água em sua composição, o mamão papaia é uma excelente fonte de cálcio, betacarotenos e vitamina C.

No corpo, os betacarotenos se transformam em vitamina A. Esta, por sua vez, "é importante para o crescimento, a visão e no processo da reprodução", diz Sandra.

Além disso, o mamão é rico em fibras insolúveis, que ajudam a dar volume às fezes e estimulam os movimentos do intestino, aliviando a constipação. A fruta também possui enzimas como a papaína, apontada em estudos como cicatrizante e anti-inflamatória.

 

6.  Abacaxi

O abacaxi não podia faltar nesta lista. Ele tem entre 87% e 90% de água, além de cálcio e vitaminas A e B.

O alimento conta ainda com um composto que chama a atenção: a bromelina. Essa enzima tem propriedades anti-inflamatórias e auxilia muito na digestão.

Mas é preciso não exagerar, já que a fruta também tem um alto grau de acidez. "Se você está com problema de digestão e come abacaxi, ele pode interferir como um agressor da mucosa gástrica", avisa a nutricionista.

 

Extra: Água de coco

A água de coco é amplamente reconhecida por seu excelente poder de hidratação. Também é uma grande aliada graças à presença de eletrólitos como potássio e sódio, que auxiliam na manutenção do equilíbrio hídrico do corpo.

 

Mas seu consumo deve ser moderado, especialmente por pessoas com diabetes, pois ela contém açúcares naturais que, em excesso, podem afetar negativamente os níveis de glicose no sangue.

 

Alertas

Sozinhas, as frutas não são capazes de suprir a grande quantidade de água de que o corpo necessita diariamente. A ingestão de água continua sendo fundamental. "Ela é o melhor hidratante", ressalta Sandra.

 

Além disso, esses alimentos possuem frutose, um tipo de açúcar que em grande quantidade pode impactar a saúde de forma negativa. Assim, a orientação é evitar excessos.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/6-frutas-que-podem-turbinar-a-sua-hidratacao-no-verao,489fdd2384bb3235b7a334d29224d6c2syfabcx1.html?utm_source=clipboard - Layla Shasta

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Câncer de pele: cuidados extras com a pele no verão


Dos 704 mil novos casos de câncer esperados para os próximos dois anos, cerca de 220 mil serão os de pele, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Os três principais tipos desta doença são o carcinoma basocelular (CBC), o carcinoma espinocelular (CEC) e o melanoma. Os dois primeiros possuem uma incidência tão alta que representarão 31,3% dos diagnósticos de cânceres no Brasil em um futuro próximo. De acordo com a dermatologista Paula Rahal, da clínica Otávio Macedo e Associados, é preciso atenção a qualquer lesão que apareça na pele e que não cicatrize. "Muito importante observar manchas com mais de uma coloração ou que mudem de cor. Se ela aumenta de tamanho e de forma repentina são indícios importantes", afirma.

 

Dermatologista ensina método que auxilia no autoexame para diagnóstico precoce de câncer de pele e oferece dicas para se cuidar

 

Regra "ABCDE" auxilia no diagnóstico precoce

A médica Paula Rahal ensina uma técnica desenvolvida por dermatologistas que ajuda a identificar os sinais do melanoma, tipo mais raro e agressivo de câncer de pele. A chamada regra "ABCDE" pode ajudar a observar essas alterações em casa para identificação precoce do melanoma, tendo em vista que o autoexame é importante, pois é por meio dele que se pode fazer um acompanhamento e procurar atendimento médico o quanto antes. "Esse tipo de tumor surge com aparência de sinal ou pinta que sofre alterações e pode vir a causar sangramento", diz Paula.

 

 

"A" de assimetria: é preciso observar se a pinta é simétrica ou não. A lesão é dividida em quatro partes, passando uma linha na horizontal e outra na vertical. Compara- se parte de baixo com a de cima e direita com esquerda, ou seja, caso tenha tamanhos diferentes e/ou formato irregular, é suspeita.

"B" de borda: a borda das pintas devem ser regulares e lisas. Se houver irregularidades, também podem ser indício da doença.

"C" de cor: quanto as pintas que apresentam cores diferentes, como vermelho, branco, preto, tons cinza-azulados, ou mesmo mais de uma cor, são suspeitas.

"D" de diâmetro: os sinais devem ter menos de seis milímetros de diâmetro. Quanto maior o tamanho, maior o risco.

"E" de evolução: ao perceber qualquer sinal de evolução, seja o aumento no tamanho, mudança na cor e/ou no formato da pinta, é preciso buscar um dermatologista.

 

Diagnóstico

Embora o melanoma seja o câncer de pele com maior risco de morte, o diagnóstico precoce leva as chances de cura do a mais de 90%. Nas mulheres, as pintas aparecem com maior frequência nas pernas. Já nos homens, o mais comum são as pintas que aparecem no tronco. Para os dois gêneros, pescoço e rosto também são áreas normalmente em que os sinais aparecem.

 

Porém, vale destacar que o autoexame não substitui o diagnóstico médico, mas acelera o processo de tratamento. "Uma pinta pode parecer relativamente normal para um paciente e ser um melanoma. Além da observação frequente, consultas e exames com o dermatologista pelo menos uma vez ao ano são importantes para perceber esses sinais logo cedo", afirma a médica.

 

Prevenção

O protetor solar tópico ainda é a melhor forma de prevenção contra o câncer de pele. Chapéus, óculos, roupas contra raios UV também são formas de proteção solar, explica a especialista. Por isso, a velha dica de evitar a exposição ao sol das 10 às 16h ainda é muito importante, já que este é o período de pico dos raios UVB, em especial no verão. "Para aplicação do protetor solar, a regra das colheres deve ser seguida: uma colher de chá rasa de produto para o rosto e três colheres de sopa para o corpo. O fotoprotetor deve ser aplicado de manhã e reaplicado à tarde. Pessoas que transpiram muito ou estão em contato com água, como na praia ou na piscina, devem fazer a reaplicação a cada duas horas", complementa Paula.

 

Em crianças, o uso de protetor solar também é importante para prevenir o surgimento de cânceres de pele quando adultos, já que as queimaduras solares podem favorecer o surgimento da doença. Além disso, Paula alerta que, quanto mais cedo se iniciar a prevenção, melhor. "Se o cuidado com a pele começar ainda na infância, as chances de desenvolver câncer de pele no futuro caem muito", finaliza.

 

Os três principais tipos de câncer de pele

Carcinoma basocelular (CBC):

O mais comum dentre todos os tipos;

Surge na camada basal da epiderme;

Tem baixa letalidade;

Surgem mais frequentemente em regiões expostas ao sol, como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas.

 

Carcinoma espinocelular (CEC):

Segundo mais prevalente dentre todos os tipos de câncer;

Manifesta-se nas células escamosas, que constituem a maior parte das camadas superiores da pele;

Pode se desenvolver em todas as partes do corpo, embora seja mais comum nas áreas expostas ao sol,

como orelhas, rosto, couro cabeludo, pescoço etc;

Eles podem ter aparência similar à das verrugas. Somente um médico especializado pode fazer o diagnóstico correto.

 

Melanoma:

Tipo raro de câncer de pele;

Em comparação aos carcinomas, o melanoma tem o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade;

Se origina nos melanócitos, células produtoras de melanina, proteína que dá cor à pele;

Nos estágios mais avançados, a lesão é mais profunda e espessa, o que aumenta a chance de se espalhar para outros órgãos (metástase) e diminui as possibilidades de cura. Por isso, o diagnóstico precoce do melanoma é fundamental.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cancer-de-pele-cuidados-extras-com-a-pele-no-verao,4d68eac3f510db84a2e858d97eabbaechr7rojlw.html?utm_source=clipboard - Foto: Revista Malu


“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (João 8:33)