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domingo, 18 de outubro de 2026

AVC em jovens: sinais de alerta e como prevenir


O acidente vascular cerebral também pode atingir adultos jovens. Entenda os fatores de risco, reconheça os sintomas de AVC e saiba por que o atendimento rápido pode reduzir mortes e sequelas

 

Embora mais comum em idosos, o AVC atinge cada vez mais jovens devido a fatores como hipertensão, obesidade e tabagismo, além de causas genéticas. Sintomas repentinos como fraqueza unilateral, boca torta, dificuldade na fala e dor de cabeça intensa exigem socorro imediato via SAMU (192), pois a rapidez no atendimento é crucial para reduzir danos cerebrais e sequelas graves. A prevenção inclui hábitos saudáveis e controle cardiovascular para mitigar riscos de quadros isquêmicos e hemorrágicos.

 

Dor de cabeça súbita e intensa, dificuldade para falar, alteração na visão e perda de força em um dos lados do corpo são sinais que exigem atenção imediata.

 

Embora possam ser confundidos com problemas passageiros, esses sintomas também podem indicar um acidente vascular cerebral (AVC), uma das principais emergências neurológicas.

 

Apesar de ser mais frequente entre idosos, o AVC também pode atingir adultos jovens. A presença precoce de fatores de risco cardiovasculares, como hipertensão, obesidade, diabetes e tabagismo, aumenta a preocupação com a doença nessa faixa etária.

 

AVC em jovens: por que a doença preocupa?

Dados do Ministério da Saúde mostram a dimensão do problema no Brasil. Em 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) contabilizou 292 mil atendimentos por AVC, dos quais 218 mil foram relacionados ao tipo isquêmico, causado pela obstrução de um vaso sanguíneo que leva sangue ao cérebro. Esse tipo corresponde a cerca de 85% dos casos.

Na Bahia, dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) apontaram que, até 24 de outubro de 2025, cerca de 2.700 pessoas haviam morrido em decorrência de AVC. Desse total, 87% das mortes ocorreram entre pessoas com mais de 60 anos. Em Salvador, foram registrados 344 óbitos nos dez primeiros meses de 2025, contra 333 durante todo o ano de 2024.

Embora os números mostrem a predominância entre idosos, o problema também merece atenção entre pessoas mais jovens.

"O AVC não deve ser encarado como uma doença exclusiva da terceira idade. Quando fatores como hipertensão, obesidade, diabetes, tabagismo, sedentarismo e uso de álcool ou outras substâncias aparecem cada vez mais cedo, o risco cardiovascular também pode surgir precocemente. Em pessoas jovens, ainda precisamos investigar causas específicas, como alterações cardíacas, distúrbios da coagulação, doenças autoimunes e genéticas".

A explicação é do neurologista Woquiton Martins, professor do curso de Medicina da UniFG Bahia, integrante da Inspirali, ecossistema da Ânima Educação.

 

Quais são os sintomas de AVC?

Os sintomas de AVC geralmente aparecem de forma repentina. Identificar essas alterações e buscar atendimento rapidamente pode fazer diferença no tratamento e na recuperação.

 

Entre os principais sinais de alerta estão:

 

Fraqueza ou formigamento em um lado do corpo.

Boca torta ou um lado do rosto caído.

Dificuldade para falar ou compreender o que outras pessoas dizem.

Perda ou alteração repentina da visão.

Tontura súbita ou perda de equilíbrio.

Dificuldade para caminhar ou coordenar os movimentos.

Confusão mental.

Dor de cabeça súbita e intensa, sem causa aparente.

Nem todos os pacientes apresentam os mesmos sintomas. A intensidade também pode variar conforme a região do cérebro afetada.

 

Como reconhecer um AVC e quando buscar ajuda?

Uma forma de identificar alguns sinais é observar o rosto, os braços e a fala. Um lado do rosto pode ficar caído, um dos braços pode perder força e a pessoa pode apresentar dificuldade para falar ou compreender frases.

Alterações repentinas na visão, no equilíbrio ou na caminhada também precisam ser consideradas.

"Diante de qualquer alteração neurológica súbita, não se deve esperar para ver se o sintoma vai passar. É preciso acionar o SAMU, pelo 192, ou procurar imediatamente um serviço de emergência. No AVC, o tempo é determinante porque cada minuto de circulação cerebral interrompida pode representar perda de tecido cerebral", alerta Woquiton Martins.

Diante da suspeita, ligue para o SAMU, pelo número 192. Não espere os sintomas desaparecerem nem tente medicar a pessoa por conta própria.

Mesmo que as manifestações melhorem em poucos minutos, é importante buscar avaliação médica. O quadro pode indicar um ataque isquêmico transitório, que também exige atendimento urgente.

 

Quais são os tipos de AVC?

O acidente vascular cerebral pode ser classificado em dois tipos principais.

AVC isquêmico: ocorre quando um coágulo ou outra obstrução impede a passagem do sangue por um vaso que irriga o cérebro. É o tipo mais frequente.

AVC hemorrágico: acontece quando um vaso sanguíneo se rompe e provoca sangramento no cérebro ou ao redor dele.

A identificação do tipo de AVC é essencial para definir o tratamento. Por isso, a equipe médica realiza uma avaliação clínica e exames de imagem, como a tomografia computadorizada.

 

Como funciona o tratamento do AVC?

O tratamento depende do tipo de AVC, do tempo transcorrido desde o início dos sintomas e das condições clínicas do paciente.

Em alguns casos de AVC isquêmico, medicamentos podem ser utilizados para dissolver o coágulo. Determinados pacientes também podem receber indicação de tratamento endovascular, como a trombectomia mecânica, procedimento que permite retirar o coágulo de um vaso sanguíneo.

No AVC hemorrágico, a conduta pode envolver o controle da pressão arterial, medidas para controlar o sangramento e, em determinadas situações, procedimentos cirúrgicos.

A avaliação precisa ser feita rapidamente por uma equipe médica, pois nem todos os tratamentos são indicados para todos os pacientes.

 

Quais sequelas o AVC pode deixar?

As consequências variam conforme a região cerebral atingida, a extensão da lesão e a rapidez com que o atendimento começa.

Entre as possíveis sequelas estão dificuldades motoras, alterações visuais, problemas na fala e na linguagem, perda de memória, dificuldade para engolir e mudanças emocionais ou cognitivas.

A reabilitação pode envolver fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e acompanhamento médico. O plano é definido de acordo com as necessidades de cada pessoa e pode ajudar a recuperar funções e ampliar a autonomia.

"Quanto mais cedo o atendimento começa, maiores são as possibilidades de preservar funções neurológicas e reduzir a gravidade das sequelas. E, depois da emergência, a reabilitação é fundamental para recuperar a maior autonomia possível. Por isso, reconhecer os sinais e buscar ajuda rapidamente pode fazer uma diferença enorme na vida do paciente", conclui o neurologista.

 

Como prevenir o AVC desde a juventude?

Embora a idade e a predisposição genética não possam ser modificadas, muitos fatores de risco podem ser controlados. A prevenção envolve hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular.

 

Entre as principais medidas estão:

 

Manter a pressão arterial sob controle.

Acompanhar os níveis de glicose e colesterol.

Não fumar.

Evitar o consumo excessivo de álcool.

Praticar atividade física regularmente.

Adotar uma alimentação equilibrada.

Manter um peso adequado.

Seguir as orientações médicas para tratar doenças cardiovasculares e metabólicas.

Também é importante investigar condições de saúde que possam aumentar o risco de AVC, especialmente quando há histórico familiar ou alterações identificadas em avaliações médicas.

 

Reconhecer os sinais de AVC pode salvar vidas

O AVC não é uma doença exclusiva da terceira idade. Embora seja mais frequente entre idosos, também pode atingir pessoas jovens, especialmente quando existem fatores de risco ou condições específicas associadas.

Conhecer os sintomas, acompanhar a saúde cardiovascular e manter hábitos saudáveis são medidas importantes para reduzir os riscos. Diante de alterações neurológicas repentinas, porém, a prioridade é buscar atendimento de emergência.

No AVC, cada minuto importa. O reconhecimento rápido dos sinais e o início oportuno do tratamento podem reduzir os danos cerebrais e melhorar as possibilidades de recuperação.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/avc-em-jovens-sinais-de-alerta-e-como-prevenir,e9064c34692865294719a9f1988f48e6ghecml77.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Doenças cardíacas: como prevenir com hábitos saudáveis e exames regulares


Sedentarismo, alimentação desequilibrada, estresse e sono ruim estão entre os fatores que podem prejudicar a saúde cardiovascular

 

Principal causa de morte global, as doenças cardiovasculares exigem prevenção contínua. Fatores como sedentarismo, má alimentação, obesidade, tabagismo, estresse crônico e sono ruim elevam os riscos de infarto e AVC. Para proteger o coração, especialistas recomendam mudanças graduais no estilo de vida, incluindo dieta natural, 150 minutos semanais de exercícios e controle do estresse, além de acompanhamento médico e exames regulares para detectar e tratar alterações de forma precoce.

 

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, os problemas que atingem o coração também exigem atenção.

 

Segundo o Ministério da Saúde, ocorrem entre 300 mil e 400 mil infartos todos os anos no país. Além disso, o número de brasileiros com insuficiência cardíaca já ultrapassa os dois milhões.

 

O estilo de vida está entre os fatores relacionados ao risco cardiovascular. Alguns hábitos comuns podem afetar a pressão arterial, o colesterol, a glicemia e o peso.

 

Kely Cruz, médica da área de cardiologia no AmorSaúde, alerta que "vários hábitos do dia a dia podem aumentar o risco cardiovascular. Entre os principais estão o sedentarismo e a alimentação rica em sal, açúcar, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados".

 

A médica explica que pequenas mudanças na rotina podem ajudar a prevenir doenças cardiovasculares. Para isso, é importante conhecer os hábitos que prejudicam a saúde do coração.

 

Quais hábitos prejudicam o coração?

Além do sedentarismo, existem outros comportamentos que podem aumentar o risco de problemas cardiovasculares. De acordo com Kely, os principais são:

Excesso de peso: "estar acima do peso favorece a resistência à insulina, o aumento da pressão arterial e a piora do colesterol. Todos esses fatores fazem com que o coração se esforce mais para bombear o sangue e podem causar problemas ao órgão em longo prazo", resume;

 

Má alimentação: "ultraprocessados costumam ter maior quantidade de sódio, açúcares adicionados e gorduras, o que aumenta o colesterol e eleva a pressão sanguínea. Além disso, esse alimentos costumam substituir pratos ricos em fibras, vitaminas e minerais, que fazem bem para o coração", explica;

Tabagismo: "fumar é um dos principais fatores de risco cardiovascular evitáveis. O cigarro causa lesão do revestimento interno das artérias, aumenta a inflamação, favorece a formação de placas de gordura e aumenta a tendência à formação de coágulos. Com isso, cresce o risco de infarto, AVC e doença arterial periférica. Isso também se aplica aos cigarros eletrônicos, que não devem ser considerados inofensivos", detalha;

Consumo excessivo de bebidas alcoólicas: "o álcool também merece atenção. O consumo elevado pode aumentar a pressão arterial, favorecer arritmias e o ganho de peso e, em algumas situações, enfraquecer o músculo cardíaco", alerta;

Poucas horas de sono: "ter um sono de má qualidade está relacionado a maior risco de hipertensão, alterações metabólicas, ganho de peso e pior controle da glicose. Distúrbios como a apneia obstrutiva do sono também podem aumentar a liberação de cortisol e a inflamação, contribuindo para a elevação da pressão arterial", sintetiza;

Estresse crônico: "o estresse provoca ativação persistente de hormônios que podem aumentar frequência cardíaca e pressão arterial. Além disso, pessoas sob estresse contínuo frequentemente dormem pior, alimentam-se pior, fazem menos atividade física ou aumentam o consumo de cigarro e álcool, o que potencializa o risco", defende.

 

Por que os fatores de risco podem se acumular?

As doenças cardíacas geralmente não surgem por causa de um único fator. Muitas vezes, diferentes condições aparecem juntas e aumentam o risco cardiovascular.

"A hipertensão, o aumento do colesterol, o diabetes, a obesidade e a inflamação dos vasos sanguíneos são doenças silenciosas e que ocorrem em conjunto em muitos pacientes. Com o passar dos anos, esses fatores facilitam a formação de placas de gordura nas artérias, aumentando o risco de infarto, AVC e outras doenças cardiovasculares", ela afirma.

Por isso, o acompanhamento médico é importante. A avaliação ajuda a identificar fatores de risco e orientar mudanças de acordo com as necessidades de cada pessoa.

 

Como mudar a rotina e proteger o coração?

"Não é necessário transformar toda a rotina de uma vez. Mudanças consistentes e sustentáveis costumam ser mais importantes do que medidas radicais feitas por pouco tempo", explica a médica.

Para a profissional, algumas atitudes podem fazer diferença. Caminhar mais, preferir as escadas e priorizar uma alimentação natural estão entre as medidas recomendadas.

Kely também destaca a importância da atividade física.

 

"O exercício regular tem efeito protetor porque contribui para o controle da pressão, do peso, da glicemia e dos níveis de gordura no sangue, além de melhorar a capacidade cardiorrespiratória", resume.

Para a maioria dos adultos, a recomendação é realizar 150 minutos de atividade física moderada por semana ou 75 minutos de atividade intensa. Exercícios de fortalecimento muscular também devem fazer parte da rotina, conforme as condições de cada pessoa.

 

Alimentação equilibrada também é importante

A alimentação influencia fatores como pressão arterial, colesterol e peso corporal.

"o padrão alimentar mais favorável ao coração é aquele baseado em frutas, verduras, legumes, feijão, cereais integrais, castanhas, sementes, peixes e outras fontes adequadas de proteína, priorizando alimentos minimamente processados", descreve.

A orientação é reduzir o consumo de produtos ultraprocessados, excesso de sal, açúcares adicionados e gorduras saturadas. As mudanças devem ser adaptadas à realidade e às necessidades de cada pessoa.

 

Quando realizar exames cardiovasculares?

O acompanhamento deve começar antes do surgimento de uma doença.

"O cuidado cardiovascular deve começar antes de existir uma doença. Não existe uma idade única em que alguém deva começar a se preocupar com o coração. O ideal é que fatores de risco sejam avaliados ao longo da vida adulta", explica Kely.

A médica recomenda consultas periódicas. Também é importante investigar o histórico pessoal e familiar.

A avaliação pode considerar sintomas, pressão arterial, peso e índice de massa corporal.

"O indicação deve depender dos sintomas, dos fatores de risco e da história do paciente, mas exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico e exames de imagem podem ser extremamente úteis", afirma.

Os exames mais comuns incluem colesterol, triglicerídeos, glicemia e hemoglobina glicada. Eles ajudam a avaliar os níveis de gordura e açúcar no sangue.

Pessoas idosas, com diabetes, fumantes ou com histórico familiar de doenças cardiovasculares podem precisar de avaliações adicionais. A escolha depende da análise médica.

 

Cuidar do coração começa na rotina

A prevenção cardiovascular não depende de uma única mudança. O conjunto de hábitos influencia a saúde ao longo do tempo.

Praticar atividade física, dormir bem, manter uma alimentação equilibrada e evitar o tabagismo são medidas importantes. O acompanhamento médico também ajuda a identificar e controlar fatores de risco.

Pequenas mudanças podem contribuir para uma rotina mais saudável. O ideal é começar de forma gradual e manter hábitos que sejam possíveis a longo prazo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/doencas-cardiacas-como-prevenir-com-habitos-saudaveis-e-exames-regulares,32f1246ca3e744b3ed9a94d5778e9b58976w8xd3.html?utm_source=clipboard - Foto: Divulgação/AmorSaúde / Saúde em Dia

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Doenças cardiovasculares: principais riscos e como prevenir


Doenças cardiovasculares crescem entre jovens e mostram que saúde não é só estética. Veja o que ameaça o coração na juventude e como prevenir.

 

Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, com 17,9 milhões de óbitos anuais, segundo a OMS. Mesmo em jovens, fatores como estresse, má alimentação e sedentarismo aumentam os riscos. A prevenção exige hábitos sustentáveis: sono de qualidade, alimentação balanceada, controle do estresse, atividade física equilibrada e acompanhamento médico.

 

Nunca houve tanta informação sobre saúde, bem-estar e longevidade. No entanto, doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são responsáveis por aproximadamente 17,9 milhões de mortes todos os anos, representando cerca de 32% dos óbitos globais.

 

Entre os principais eventos estão o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC). Isso significa que o coração não para de ser cobrado, mesmo quando você se sente bem. Além disso, o cenário revela uma mudança importante na forma como a sociedade entende saúde.

 

O coração que você vê X o coração que você sente

"Nós vivemos uma era em que as pessoas estão cada vez mais preocupadas com o corpo, mas nem sempre com a saúde cardiovascular de forma integral. Ter músculos, baixa gordura corporal ou conseguir completar uma prova esportiva são conquistas importantes, mas não eliminam fatores de risco que podem permanecer silenciosos por anos", diz Fernanda Weiler, cardiologista do Hospital Sírio-Libanês de Brasília.

Isso significa que o coração não responde só ao que aparece no espelho. Ele responde ao conjunto da rotina. Por isso, estética não é sinônimo de saúde.

 

O coração jovem sob pressão

O aumento de eventos cardiovasculares em adultos mais jovens está relacionado a uma combinação de fatores da rotina contemporânea. Segundo a Dra. Fernanda, esses fatores incluem níveis elevados de estresse, sono insuficiente, alimentação baseada em ultraprocessados, consumo excessivo de álcool, sedentarismo fora dos momentos de treino e doenças como hipertensão, diabetes e colesterol elevado.

Dados da American Heart Association (AHA) apontam que fatores de risco cardiovasculares têm apresentado crescimento entre adultos mais jovens. Portanto, a prevenção precisa começar antes dos primeiros sinais.

Além disso, a falsa sensação de proteção causada pelo treino pesa na conta. "O exercício físico é uma das ferramentas mais poderosas para proteger o coração, mas ele não consegue compensar sozinho uma rotina desequilibrada", explica a cardiologista.

 

O coração que você treina X o coração que você descansa

O uso de suplementos e estimulantes para melhorar a performance também preocupa. Alguns produtos podem ter indicação adequada, mas o consumo sem avaliação individualizada pode representar riscos para pessoas com predisposição a alterações de pressão arterial ou ritmo cardíaco.

Outro ponto de atenção é a falsa tranquilidade causada por exames pontuais. Segundo Dra. Fernanda, a avaliação cardiovascular não deve se limitar a um resultado isolado. Ela deve considerar histórico familiar, idade, hábitos de vida, pressão arterial, colesterol, glicemia e outros fatores que compõem o risco individual.

No Brasil, as doenças cardiovasculares permanecem entre as principais causas de mortalidade. Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) reforçam a importância da prevenção e do controle dos fatores modificáveis para reduzir a ocorrência de infartos e AVCs.

 

O coração pede rotina, não só treino

"O coração não sabe quantos quilômetros você correu ou quantas horas passou na academia. Ele responde ao conjunto da sua rotina. A verdadeira prevenção cardiovascular acontece quando entendemos que saúde não é apenas aquilo que aparece no espelho, mas aquilo que conseguimos sustentar ao longo da vida", finaliza Dra. Fernanda.

Isso significa que o coração valoriza sono de qualidade, alimentação equilibrada, controle do estresse e acompanhamento médico. Ele também valoriza constância e não apenas picos de intensidade.

 

6 sinais de alerta

Dra. Fernanda indica 6 sinais de que sua saúde cardiovascular merece mais atenção:

 

Você treina regularmente, mas dorme pouco ou acorda frequentemente cansado.

Você faz exames de rotina, mas nunca avaliou seu risco cardiovascular de forma personalizada.

Você utiliza suplementos, pré-treinos ou estimulantes sem acompanhamento médico.

Você considera o estresse constante uma parte "normal" da vida.

Existe histórico familiar de infarto, AVC ou morte súbita.

Você acredita que estar em forma elimina a possibilidade de desenvolver doenças cardiovasculares.

Esses sinais mostram que o coração pode estar sobrecarregado, mesmo que você se sinta bem. Por isso, não normalize cansaço extremo, estresse crônico e falta de avaliação.

 

O coração jovem: como prevenir de verdade

A prevenção real começa com ajustes simples e sustentáveis. Se você quer proteger o coração, vale prestar atenção em:

 

Sono com qualidade e regularidade.

Alimentação com menos ultraprocessados e mais comida de verdade.

Controle do estresse com pausas reais e não apenas no fim de semana.

Acompanhamento médico com avaliação de risco cardiovascular.

Uso de suplementos e estimulantes com orientação profissional.

Atividade física consistente, mas sem virar punição.

Além disso, evite normalizar hábitos como excesso de álcool, noites mal dormidas e dieta ruim só porque você treina. O coração não separa o treino do resto da vida.

 

O coração que você quer ter aos 40, 50 e 60

A saúde cardiovascular não é um projeto de curto prazo. Ela é construída ao longo dos anos. Portanto, o que você faz hoje afeta o coração que você vai ter no futuro.

Se você se encaixa no perfil de jovem saudável, mas dorme mal, estressa muito e come mal, o risco existe. Por outro lado, se você ajusta a rotina, o ganho aparece em qualidade de vida.

No fim, o coração é o órgão que mais agradece consistência. E ele não pede perfeição, mas coerência.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/doencas-cardiovasculares-principais-riscos-e-como-prevenir,5cf2fcf27ec6d47555668bec4daf6d63qklbfzjz.html?utm_source=clipboard - Foto: sasirin pamai's Images

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Saiba os sinais precoces de doenças cardiovasculares e como prevenir


Algumas doenças cardiovasculares possuem sintomas inespecíficos e é essencial estar atento a sinais precoces e realizar exames periódicos

 

Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), somente neste ano, cerca de 300 mil pessoas morreram em decorrência de problemas no coração. A entidade revela que, em média, são mais de 1,1 mil mortes diárias, 46 por hora e uma a cada 1,5 minuto.

 

O infarto agudo do miocárdio, doença coronariana (obstrução das artérias), acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, arritmias, hipertensão arterial e doenças das válvulas cardíacas estão entre as principais e mais perigosas condições cardiovasculares.

 

“A principal causa de morte no Brasil é o infarto agudo do miocárdio. O controle dos fatores de risco reduz de forma muito significativa o risco de ter um infarto. É importante conscientizar os jovens da relevância de um estilo de vida saudável para que se possa viver mais e com melhor qualidade de vida”, afirma o médico cardiologista João Poeys Júnior, do Hospital DF Star.

 

Algumas doenças são graves e, por vezes, silenciosas, sendo descobertas somente quando estão em estágio avançado. Isso aumenta a dificuldade de tratamento e diminui as chances de recuperação. Por isso, é importante estar atento a sinais precoces comuns relacionados à condição.

 

É essencial ressaltar que a qualquer sintoma suspeito, um profissional médico deve ser procurado imediatamente.

 

Sinais precoces de doenças cardiovasculares

Dores e falta de ar

A dor no peito é um sintoma clássico de doença coronariana (obstrução das artérias). Além de “apertar” o peito, ela pode irradiar para o braço esquerdo, pescoço ou mandíbula. O incômodo costuma aparecer após esforços físicos ou situações de estresse.

 

Alguns pacientes, principalmente os idosos, podem apresentar sintomas atípicos, como dor abdominal, dor nas costas, náusea, cansaço excessivo e falta de ar.

 

“Os sintomas nos indivíduos mais velhos muitas vezes não são identificados. Essa população tem mais chance de ter sintomatologia atípica, sem expressar doença coronariana através de dor torácica. Frequentemente, apresentam desconfortos diferentes dos habitualmente descritos na literatura ou são assintomáticos para as doenças cardiovasculares, mesmo apresentando suas formas mais graves”, diz a médica cardiologista Ximena Ferrugem, do Hospital Brasília Águas Claras.

 

Cansaço sem motivo

Cansaço sem motivo aparente pode indicar que o coração está com dificuldade para bombear o sangue oxigenado para o restante do corpo, deixando músculos e tecidos mais fracos. O sintoma é comum em casos de insuficiência cardíaca.

 

Para a SBC, a prevenção e o tratamento adequado dos fatores de risco e das doenças do coração podem ser o suficiente para reverter quadros graves. Para isso, é necessário saber identificar os principais sintomas de problemas cardiovasculares e tratá-los, caso apresente algum deles

 

Dentre as doenças cardiovasculares que mais fazem vítimas fatais, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) se destaca. Ele é causado devido à presença de placas de gordura que entopem os vasos sanguíneos cerebrais. Entre os sintomas estão: dificuldade para falar, tontura, dificuldade para engolir, fraqueza de um lado do corpo, entre outros

 

A cardiomiopatia é outra grave doença que acomete o coração. A enfermidade, que deixa o músculo cardíaco inflamado e inchado, pode enfraquecer o coração a ponto de ser necessário realizar transplante. Entre os sintomas da doença estão: fraqueza frequente, inchaços e fadiga

O infarto do miocárdio acontece quando o fluxo sanguíneo no músculo miocárdio é interrompido por longo período. A ausência do sangue na região pode causar sérios problemas e até a morte do tecido. Obesidade, cigarro, colesterol alto e tendência genética podem causar a doença. Entre os sintomas estão: dor no peito que dura 20 minutos, formigamento no braço, queimação no peito, etc.

 

Tontura, pré-desmaio ou desmaio

Assim como cansaço sem motivo aparente, tonturas, pré-desmaios ou desmaios são condições que prejudicam o bombeamento sanguíneo, principalmente para o cérebro. Os incômodos estão associados à insuficiência cardíaca, arritmias e doenças das válvulas do coração.

 

Palpitações

Palpitações rápidas, fortes ou irregulares podem indicar a presença de arritmias cardíacas ou problemas nas válvulas cardíacas. No entanto, o consumo de cafeína, medicamentos e álcool, além de situações de estresse e ansiedade, também podem estar por trás do incômodo.

 

Fatores de risco

Algumas condições são preponderantes para aumentar o risco de problemas cardíacos, como colesterol alto, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade e estresse. O histórico familiar é outro fator importante.

 

“Peço muita atenção aos pacientes que tiveram casos de infarto, implantação de stent, cirurgia cardíaca ou morte súbita entre familiares próximos, como pais e irmãos. Pode haver uma predisposição genética para formação das placas de gordura e estes indivíduos podem ter um infarto mais precoce que o restante da população”, alerta Poeys.

O cardiologista ressalta que, para homens, o risco aumenta se o familiar manifestar sua doença antes dos 55 anos. Já para mulheres, a regra se aplica se a condição ocorrer em familiares antes dos 65 anos.

 

Como prevenir

Não há segredos para prevenir o risco de doenças cardiovasculares. O mais indicado é ter escolhas diárias simples e eficazes: manter uma alimentação equilibrada, reduzir o consumo de sal, açúcar e gordura, e priorizar frutas, verduras, legumes e fibras. Também é importante aliar a rotina alimentar à prática regular de atividades físicas.

 

Além disso, a realização de exames periódicos é essencial para diagnosticar qualquer condição antes de se tornar algo mais grave.

 

“Testes fornecem dados valiosos para médicos traçarem estratégias personalizadas de cuidado, reduzindo riscos de infarto e AVC. Por isso, é importante acompanhar junto ao médico de confiança eventuais alterações que possam ser tratadas precocemente”, reforça a endocrinologista Maria Helane Gurgel, do laboratório Exame Medicina Diagnóstica. 

 

Fonte: https://www.metropoles.com/saude/sinais-de-doencas-cardiovasculares - Jorge Agle - PM Images/Getty Images

sexta-feira, 5 de julho de 2024

Casos de AVC e infarto aumentam no clima frio; é possível prevenir


Casos de AVC e infarto aumentam entre 20% e 30% respectivamente durante o clima frio. Veja como se proteger no inverno

 

De acordo com o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), as baixas temperaturas do inverno podem aumentar em até 30% a incidência de infarto, e em até 20% a ocorrência de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Esse aumento está associado ao fato de que o frio eleva a pressão arterial, um fator de risco considerável para as doenças.

 

Por que doenças como infarto e AVC acontecem mais no frio?

O neurocirurgião Victor Hugo Espindola, especialista em AVC, explica que o corpo humano busca manter uma temperatura interna constante de 36ºC. Em temperaturas mais frias, as terminações nervosas da pele ativam a produção de catecolamina.

A substância que acelera o metabolismo para preservar o calor do corpo. Isso leva à contração dos vasos sanguíneos, o que aumenta a pressão arterial e exige mais esforço do coração para bombear o sangue.

Além disso, a redução da ingestão de água no frio também pode contribuir para a desidratação e o aumento da viscosidade do sangue. Tornando-o, assim, mais propenso a coagular.

 

Gravidade do problema

As doenças cardiovasculares representam a principal causa de morte no Brasil. Entre elas, as que mais se destacam são o infarto e o AVC, que lidera as estatísticas de óbito.  

 

Segundo dados do Portal de Transparência dos Cartórios de Registro Civil do Brasil, com a redução das mortes por covid-19, o AVC voltou a ser uma das principais causas de óbitos no país, sendo responsável por 10% de todas as mortes.

 

Prevenção

O neurocirurgião acredita que a adoção de medidas preventivas, a compreensão dos riscos associados ao frio e a conscientização sobre a importância de manter hábitos saudáveis ao longo do ano são passos fundamentais para mitigar o impacto negativo sobre a saúde cardiovascular.

“A prevenção para esse tipo de problema não se dá de forma imediata durante as estações mais frias. Isso porque é preciso manter hábitos saudáveis ao longo da vida, como praticar atividades físicas, ir regularmente ao médico e evitar o tabagismo e o sedentarismo, que são fatores que aumentam a predisposição”, afirma o médico.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/casos-de-avc-e-infarto-aumentam-no-clima-frio-e-possivel-prevenir.phtml - By Milena Vogado - Foto: Shutterstock

 

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (João 8:33)

domingo, 30 de junho de 2024

Por que ficamos mais doentes no inverno? Veja as doenças mais comuns


As doenças respiratórias estão entre as enfermidades mais comuns durante o inverno. Entenda quais as doenças mais frequentes e como prevenir

 

Na quarta-feira (20/6) o hemisfério sul entrou no inverno, estação que mais causa preocupação com a imunidade e a saúde. Isso porque diversas doenças respiratórias se tornam mais frequentes nesta época do ano, como gripe, resfriado, rinite alérgica, asma, bronquiolite e pneumonia.

 

Esse aumento do número de doenças é consequência do tempo seco e da instabilidade climática, que acabam favorecendo a disseminação de doenças virais e o desencadeamento das crises alérgicas, explica a médica otorrinolaringologista Renata Moura.

 

Por isso, conforme a especialista, nesta época do ano é importante evitar ambientes fechados e aglomerados, principalmente bebês e idosos, pois estas são as faixas etárias mais propensas a essas enfermidades.

 

As doenças mais comuns do inverno

 

O resfriado e a gripe são as doenças mais comuns no inverno. “As duas são causadas por vírus, mas a gripe causa um quadro mais grave e duradouro que o resfriado. Em ambos os casos também, é comum a presença de tosse, fraqueza, congestão nasal, espirro e coriza. No entanto, apenas a gripe evolui com febre e dor de cabeça”, explica a médica.

 

Se esse quadro não receber o tratamento adequado, pode evoluir com uma infecção bacteriana secundária, como sinusite, otite ou pneumonia, alerta a especialista.     

 

A otorrinolaringologista alerta ainda para o caso da asma, doença crônica dos pulmões que causa um estreitamento da via respiratória e produção de muco. Se o paciente não estiver com o quadro sob controle, haverá tosse, chiado no peito e falta de ar.

 

Além disso, as rinites também se intensificam porque alguns quadros pioram com a variação da temperatura, causando congestão nasal importante, espirro, coriza e tosse.

 

Risco para os bebês

No caso de bebês, o cuidado maior deve ser com o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), causador da bronquiolite. A condição provoca tosse, febre, chiado no peito e respiração rápida.

 

Prevenção

Para a otorrinolaringologista, o uso de máscara e a lavagem das mãos é um grande legado deixado pela pandemia. Portanto, no inverno, não deveríamos esquecer esses hábitos, principalmente entre crianças e idosos com comorbidades.

 

“É importante sempre ter esse hábito de higiene das mãos ao chegar da rua, pois muitas bactérias, fungos e outros vírus são transmitidos quando coçamos os olhos ou colocamos a mão suja na boca”, alerta a especialista.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/por-que-ficamos-mais-doentes-no-inverno-veja-as-doencas-mais-comuns.phtml - By Milena Vogado - Foto: Shutterstock

 

Acumular bens materiais não é suficiente para viver bem, porque a vida não depende do que se possui (Lucas 12:15)

sábado, 4 de maio de 2024

Fatores de risco e prevenção: veja como evitar a hipertensão


No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial (26/04), data que tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico preventivo e do tratamento da doença.

 

Nesse sentido, vale destacar que a hipertensão, ou pressão alta, é um dos principais fatores de risco para uma série de complicações de saúde, incluindo doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência renal e até mesmo problemas de visão.

 

Além disso, o problema é bastante comum. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que cerca de 1,3 bilhão de pessoas em todo o mundo sofrem de hipertensão. Somente no Brasil, a doença atinge mais de 30 milhões de pessoas.

 

Fatores de risco para a pressão alta

De acordo com a Dra. Cristienne Souza, cirurgiã vascular e angiologista da Venous, são diversos os fatores de risco para o desenvolvimento da hipertensão:

 

Genética: o histórico familiar de hipertensão pode influenciar os níveis de pressão entre 30% a 50%;

Dieta rica em sal: a ingestão elevada de sódio (superior a 2 g de sódio, o equivalente a 5 g de sal de cozinha) também pode aumentar o risco de de pressão alta, bem como de doença cardiovascular e acidente vascular encefálico;

Álcool: estudos indicam que há maior prevalência de hipertensão naqueles que ingerem seis ou mais doses ao dia, o equivalente a 30 g de álcool/dia. O total equivale a 1 garrafa de cerveja (600 mL); 2 taças de vinho (250 mL); 1 dose (42% de álcool, 60 mL) de destilados (uísque, vodca, aguardente);

Sedentarismo: há uma associação direta entre sedentarismo e elevação da pressão arterial;

Obesidade e sobrepeso: também há uma relação direta, contínua e quase linear entre o excesso de peso (sobrepeso/obesidade) e os níveis de pressão arterial;

Apneia Obstrutiva do Sono (AOS): estudos apontam a relação entre a AOS e a HA e o aumento do risco para hipertensão resistente;

Idade: com o envelhecimento, a pressão arterial torna-se um problema mais significante, resultante do enrijecimento progressivo e da perda de complacência das grandes artérias. Em torno de 65% dos indivíduos acima dos 60 anos apresentam hipertensão;

Fatores socioeconômicos: fatores como menor escolaridade e condições de habitação inadequadas, além da baixa renda familiar, aumentam significativamente o risco de hipertensão.

“Além disso, outros fatores de risco estão relacionados com a elevação da pressão arterial, como o uso de algumas medicações, muitas vezes adquiridas sem prescrição médica, bem como a utilização de drogas ilícitas”, adverte a médica.

 

Como prevenir a hipertensão

Já para prevenir a condição, a cirurgiã vascular faz algumas recomendações. Confira:

 

Controle do peso corporal;

Dieta saudável, com o consumo frutas, verduras, legumes, cereais, leite e derivados, além de indicarem menor quantidade de gordura e sal;

Controlar o consumo de sal, limitando a ingestão de sódio a aproximadamente 2 g/dia;

Exercícios físicos, com a prática de pelo menos 150 min/semana de atividades físicas moderadas ou 75 min/semana de exercícios vigorosos;

Reduzir o consumo de álcool e cessar o tabagismo;

Espiritualidade: evidências científicas mostram com um conjunto de valores morais, emocionais, de comportamento e atitudes com relação ao mundo apresenta benefícios à saúde cardiovascular, melhorando o controle da pressão arterial;

Educação para saúde, a fim de entender os riscos e gestão da hipertensão.

Além disso, para casos de pacientes com diagnóstico confirmado de hipertensão, é essencial adotar medidas de controle da pressão arterial, destaca a especialista.

 

Isto é, manter consultas regulares com o cardiologista e uso adequado das medicações conforme prescrito por um profissional de saúde, incluindo agentes anti-hipertensivos como diuréticos, beta-bloqueadores, inibidores da ECA, entre outros.

 

Os riscos do excesso de peso

Dentre os principais fatores de risco para a hipertensão, está a obesidade, como já citado. O excesso de peso corporal está fortemente associado ao aumento da pressão arterial, uma vez que o tecido adiposo produz substâncias inflamatórias que podem levar à rigidez das artérias e ao aumento da resistência vascular.

 

Além disso, indivíduos com obesidade têm maior probabilidade de desenvolver outras condições de saúde, como diabetes tipo 2 e apneia do sono, que também contribuem para o desenvolvimento da hipertensão.

 

Por isso, algumas medidas são importantes, como aponta a médica nutróloga Andrea Pereira, cofundadora da ONG Obesidade Brasil:

 

Adoção de uma dieta equilibrada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais, alimentos com baixo teor de gordura saturada e sódio;

Prática regular de atividade física, conforme orientação médica;

Controle do peso corporal, com o objetivo de alcançar e manter um índice de massa corporal (IMC) saudável;

Redução do consumo de álcool e cigarro.

 

“Na prática clínica, a obesidade é uma condição negligenciada. Como consequência, há uma falha frequente na abordagem da obesidade como um passo crucial para amenizar o risco de importantes fatores de risco cardiovascular, incluindo a hipertensão”, conclui Dr. Carlos Schiavon, principal autor do estudo, presidente da ONG Obesidade Brasil e cirurgião especializado em cirurgia bariátrica no Hospital do Coração (HCor) e na BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

 

Bariátrica no controle da obesidade e da hipertensão

Um estudo publicado recentemente no Journal of American College of Cardiology, aponta que a cirurgia bariátrica ajuda no controle da pressão arterial. Ele mostra que esse método é mais eficaz no controle das taxas de hipertensão em pessoas com obesidade e pressão alta não controlada em comparação com medicamentos para pressão arterial isoladamente.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/fatores-de-risco-e-prevencao-veja-como-evitar-a-hipertensao.phtml - By Milena Vogado - Foto: Shutterstock


Ele mesmo levou os nossos pecados” em seu corpo na cruz, para que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; “por suas feridas fostes curados. (1 Pedro 2:24)