sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Sintomas de virose: quais são, o que significam, como tratar

Veja os principais sintomas das viroses, que variam conforme seu tipo

O que é virose
Virose é uma infecção provocada por algum tipo de vírus, como sugere o próprio nome, e que afeta o sistema imunológico do paciente afetado.

Assim, em teoria, doenças como gripe, dengue e até mesmo a infecção por HIV poderiam ser consideradas viroses. Porém, na prática, os médicos costumam se referir a viroses quando lidam com infecções do trato respiratório ou gastrointestinal .

Ainda, a referência à micose é dada por infecções que duram um tempo determinado, em geral com sinais e sintomas brandos e provável evolução para a cura, sem complicações. Normalmente essa denominação é usada até que se consiga descobrir o agente causador da doença.

Com essa classificação tão abrangente, existem diversos tipos de sintomas que caracterizam viroses, que normalmente variam conforme o tipo de vírus e as regiões do corpo que eles costumam afetar. Podemos dividir as viroses em dois grupos: as viroses gastrointestinais e as respiratórias.

Sintomas de virose gastrointestinal
Diarreia
Vômito
Febre
Dor abdominal
Inchaço dos gânglios
As viroses gastrointestinais são muitos comuns no verão e costumam atacar o sistema digestivo e tem como principal sintoma a diarreia, que pode durar de três a sete dias.

Sintomas de virose respiratória
Febre baixa
Congestão nasal
Corrimento nasal claro como água
Garganta irritada e com dor
Espirros
Dores no corpo
Dor de cabeça
Inchaço dos gânglios.
As viroses respiratórias normalmente são causadas pelos vírus da gripe (influenza) e também os vírus que causam resfriados comuns. Elas normalmente causam sintomas clássicos do sistema respiratório.

Sintomas de viroses específicas
Doenças como a dengue, febre chikungunya, Zika vírus, malária e febre amarela também são viroses e costumam ter sintomas específicos que ajudam a diferenciá-las de outras doenças causadas por vírus, como:

Manchas na pele, em caso de dengue e Zika vírus
Dores fortes nas articulações, como na febre chikungunya e febre Mayaro
Calafrios e ligeira rigidez na nuca, comuns na malária
Pele amarelada (icterícia) e hemorragias, característicos da febre amarela

Quanto tempo pode durar uma virose?
As viroses costumam ser autolimitadas, ou seja, têm sintomas que duram um período curto de tempo e se curam espontaneamente, entre 5 e 10 dias.

Muitas vezes os sintomas de viroses podem ser simples e não levam a pessoa ao médico. O ideal é buscar ajuda se os sintomas estão atrapalhando seu dia a dia, se intensificam e não melhoram mesmo com medicações.

Como saber se é uma virose?
O diagnóstico de uma virose é feito com base no exame clínico dos sintomas e histórico do paciente e pedidos de exames conforme as suspeitas do médico.

Algumas viroses podem ter seu agente causador identificado pela sorologia específica, mas nem todas elas possuem esse tipo de exame.

Normalmente, quando o paciente é diagnosticado com uma virose, o hemograma mostra um aumento nos linfócitos (glóbulos brancos que atuam na defesa do organismo).

Como curar uma virose mais rápido?
O tratamento das viroses normalmente consiste em tratar e minimizar seus sintomas, já que existem poucos medicamentos para os vírus em si. O tratamento dos sintomas envolve remédios para redução da febre e melhora da dor, além de orientações gerais de saúde.

No entanto, cuidados em casa podem ajudar no prognóstico e aliviar os sintomas mais rapidamente. São eles:

Hidratação constante
Repouso
Alimentação saudável e leve
Uso dos medicamentos indicados pelo médico
Evitar locais com muitas pessoas para evitar a transmissão, como escola, trabalho, transporte público, etc.
Evitar compartilhar talheres e copos com outras pessoas
Em casos de pessoas com diarreia, é importante a reidratação com soro caseiro.

Fonte: https://www.minhavida.com.br/saude/tudo-sobre/25228-sintomas-de-virose - Escrito por Nathalie Ayres – Foto UOL

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Natal em Itabaiana é no Miami Park Center


O Miami Park Center já está armado e em pleno funcionamento na Praça de Eventos, ao lado do Estádio Etelvino Mendonça, antigo Presidente Médici. O parque conta com dezenas de brinquedos, entre eles: Intoxx, skate, Jumbo, kamikaze, Crazy dance, samba, auto pista, trem fantasma, barco viking, Twist, roda gigante, minhocão, charrete, cama elástica e vários brinquedos infantis com o objetivo de oferecer diversão para as famílias itabaianenses e das cidades circunvizinhas. O parque funcionará a partir das 17 horas com passaportes de segunda a sexta. Sábado, Domingo, Natal e Réveillon apenas com ingressos individuais. Miami Park Center é o parque pioneiro, tradicional e histórico de Itabaiana. Antes, o parque recebia o nome de Parque São José, em referência ao saudoso José Costa de Carvalho, Zé Costa (in memoriam), e que foi criado em 1977. Atualmente o Miami Park Center é administrado por Gilmar Carvalho, o filho mais velho e Bernadete Carvalho, a esposa de Zé Costa.

Miami Park Center – Lugar de gente feliz. Divirtam-se com segurança!

Por Professor José Costa

Como evitar 8 problemas de pele que mais aparecem no verão


Veja como aproveitar a época mais quente do ano sem maltratar a pele e evite os problemas que mais aparecem nessa estação

Calor, praia, piscina e sol. Muita gente aproveita a estação mais quente do ano para pegar um bronzeado e garantir aquela dose de vitamina D. Porém, a exposição excessiva aos raios solares pode causar diversas doenças de pele comuns no verão.

Apesar de alguns problemas serem mais simples, como a pele seca, que pode ser resolvida com o uso de hidratantes, há também condições graves, a exemplo do câncer de pele. Portanto, conheça 8 problemas de pele que costumam aparecer no verão e veja como evitá-los.

1. Queimaduras de sol
Causas
A queimadura de sol é o dano causado à pele devido aos raios ultravioletas (UV), que costuma acontecer quando a pessoa se expõe excessivamente à luz solar ou artificial (câmaras de bronzeamento).

Sintomas
Geralmente, as queimaduras solares resultam em vermelhidão e formação de bolhas na pele. Em casos mais sérios (insolação), elas podem causar febre, calafrios, dor de cabeça e dificuldade de locomoção devido à forte ardência.

Como evitar
Use e abuse do protetor solar com, no mínimo, FPS 30 (fator de proteção solar). Não esqueça de reaplicar a cada duas horas e, principalmente, em casos de suor excessivo ou após contato com a água.
E nada de deixar para passar o produto só quando estiver na praia ou na piscina. A primeira aplicação deve ser feita antes da primeira exposição ao sol. Se possível, evite tomar sol entre às 10h e 16h - período em que os raios ultravioletas estão mais intensos.
Além disso, aumente sua proteção contra o sol usando boné e camiseta ao fazer caminhadas ou trilhas e prefira um guarda-sol de lona ao curtir a praia ou piscina.

2. Pele seca
Causas
A pele seca durante o verão é resultado de muitos fatores, entre eles o ar quente e úmido, a água da piscina, a água do mar, a exposição ao sol e a exposição ao ar-condicionado por muitas horas.

Sintomas
Normalmente, a pele fica com um aspecto mais ressecado, além de áspera, irritada, descamando e até com coceira e/ou lesões doloridas.

Como evitar
Hidrate bem a pele. Para isso, o recomendado é sempre utilizar hidratantes após o banho. Outra dica é tomar banho com água morna ou fria. Afinal, a água quente é um dos principais fatores para o ressecamento.
Evite também o excesso de maquiagem e remova-a bem com demaquilante. Lave o rosto com água fria e sabonete específico para a região (dê preferência aos sabonetes líquidos).

3. Manchas
Causas
Uma das doenças de pele mais frequentes no verão é o melasma, mancha escura que costuma aparecer principalmente no rosto e muitas vezes é causada pela exposição inadequada ao sol.

Sintomas
Os principais sintomas do melasma são manchas de cor marrom, planas e lisas. Costumam ter tamanho maior do que o de pintas e a coloração pode ficar mais forte conforme o tempo prolongado no sol.

Como evitar
É indispensável o uso de filtro solar para evitar o melasma. Espalhe bem o produto no rosto e braços, que são as áreas que costumam ficar mais expostas ao sol no verão.
Caso o surgimento de manchas esteja te incomodando de alguma forma, procure um médico. Somente um especialista, como dermatologistas, poderá recomendar o melhor tratamento e verificar se as manchas podem ser malignas (câncer).

4. Espinhas e cravos
Causas
Pegou sol e apareceram cravos e espinhas no rosto, pescoço, ombro, peito ou costas? Pois saiba que essas erupções na pele são consequências da acne solar. Este tipo de acne costuma aparecer alguns dias após a exposição intensa aos raios solares.

Sintomas
O primeiro sintoma da acne solar é a pele seca. Depois, acontece o chamado "efeito rebote", deixando a pele oleosa, repleta de espinhas, devido à produção exacerbada de sebo na pele.

Como evitar
Há quem fique com receio de usar filtro solar para não deixar a pele ainda mais oleosa. Por isso, a solução para evitar a acne solar é utilizar filtro solar oil free. Este tipo de protetor não contém óleos na composição e serve para todos os tipos de pele.
Após contato com a água com cloro (piscina) ou água salgada (mar), tome uma ducha de água doce e passe hidratante para evitar o ressecamento e aumento da produção de sebo.

5. Micose
Causas
A micose é um dos problemas de pele mais comuns durante o verão. Isso acontece devido ao aumento do suor corporal e da exposição a ambientes úmidos, como praias, clubes e piscinas. A umidade no corpo é o ambiente perfeito para que os fungos que causam a micose se proliferem.

Sintomas
Os principais sintomas de micose são manchas brancas ou vermelhas com coceira, principalmente em regiões de dobra do corpo (como axila, virilha, entre dedos das mãos e pés). A doença pode acometer qualquer local e, por vezes, causar dor e fissura.

Como evitar
Seque bem o corpo, principalmente entre os dedos e a virilha. Para quem sua muito, a dica é secar as áreas de suor com uma toalha e usar talco nos pés. Na praia, ao redor da piscina ou em vestiários de academia e clubes, evite andar descalço.

6. Alergia ao sol
Causas
A alergia ao sol é uma reação do sistema imunológico aos raios solares, levando à inflamação dos locais mais expostos - como rosto, braços, mãos e pescoço.

Sintomas
Os sintomas são similares a de outros problemas de pele: vermelhidão, coceira e bolinhas brancas ou avermelhadas na pele. Por isso, é importante procurar um médico ao identificar qualquer sinal, para diagnóstico e tratamento corretos.

Como evitar
Use protetor solar e procure cobrir a pele. Remédios podem ser indicados por dermatologistas para amenizar e tratar os sintomas.

7. Bolhas de suor (erupção de calor)
Causas
A erupção de calor é caracterizada pelas chamadas "bolhas de suor", que surgem quando as glândulas sudoríparas da pele são bloqueadas e, então, o suor não evapora, causando inflamação.

Sintomas
Os principais sintomas da erupção de calor são inchaços com vermelhidão e coceira.

Como evitar
Use roupas largas, leves e confortáveis em dias quentes. Procure sempre se refrescar. Além disso, ventilador e ar-condicionado são ótimos aliados de quem sofre da doença.

8. Foliculite
Causas
A foliculite é a infecção dos folículos, que são as aberturas que permitem o crescimento dos pêlos do corpo. Normalmente, a doença é causada por lesões gerais na pele, mas também está associada à transpiração excessiva, dermatite e acne.

Sintomas
Folículos infectados lembram espinhas, porém costumam coçar e trazer sensibilidade à região afetada.

Como evitar
Esfolie a pele antes da depilação e utilize roupas leves e largas em dias quentes. Evite espaços com muito cloro, como piscinas e banheiras de hidromassagem.


A Escolinha de Dança Olga apresenta o espetáculo: “A Procura do Papai Noel“


Um conto lindo onde uma criança é zoada por acreditar que Papai Noel existe. A criança faz de tudo para provar que ele existe, e no final, ela consegue comprovar a existência dele.

Local: Ginásio de Esportes Miltão

Horário: 19h

Entrada: R$ 5,00

Data: 15/12/2019 - Domingo

Por Professora Dulce Olga

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Reeducação alimentar é o caminho mais seguro para emagrecer

Estar disposta a provar novos alimentos é uma das atitudes básicas

Começar uma reeducação alimentar séria significa dar o primeiro passo na direção de uma vida mais saudável. O emagrecimento, a manutenção do peso e o aumento da disposição são bônus dessa nova fase. No início, o foco deve estar em abandonar o radicalismo, que sempre faz com que os quilos perdidos voltem, e adotar novos hábitos alimentares. O processo é eficiente e vale a pena, como confirma a nutricionista Ligia Henriques: "A reeducação é o caminho mais seguro para a perda e a estabilização do peso".

A técnica consiste em mudar costumes e, por meio da repetição, incorporar novas práticas definitivamente à nossa vida. Os princípios básicos são não ficar mais de quatro horas sem comer e ingerir alimentos de qualidade em vez das chamadas "porcarias". Na verdade, é permitido comer de tudo, mas alguns alimentos como doces, frituras e bebidas alcoólicas devem ficar apenas para ocasiões especiais.


A quantidade diária de calorias ao qual cada um vai tentar se adaptar é definida por meio de uma avaliação física. "Não adianta comer pouco porque isso não garante o emagrecimento. O corpo tem um limite para queimar gordura. Os emagrecimentos instantâneos são irreais. Normalmente são apenas diminuição de água e de músculo", alerta Ligia.

Um dos fatores mais importantes no processo de reeducar a alimentação, ressalta a responsável pela equipe nutricional do Minha Vida, Roberta Stella, é não ser resistente às mudanças. De acordo com ela, muita gente não consome nenhum tipo de legume alegando não gostar. "Algumas pessoas chegam até a ter ânsias de vômito quando ingerem certos vegetais. E, em boa parte dos casos, não há nenhuma atitude favorável à experimentação de novos alimentos".

Para mudar essa realidade, é preciso abrir a boca e a mente para provar itens que antes não faziam parte dos seus pratos ou da sua rotina e são indispensáveis para a saúde, como verduras, legumes e frutas. "Caso o paladar reclame, insista até ele ceder", orienta Roberta.

Além disso, há algumas dicas que podem ajudar quem está tentando perder quilos dessa forma. Primeiro, fuja dos cardápios monótonos, já que alimentação adequada pede variedade de alimentos. Segundo, tire o foco das calorias porque, ao basear-se apenas no quesito energia, a pessoa pode não atingir a quantidade necessária de nutrientes como carboidratos, proteínas, vitaminas e sais minerais. Terceiro, não descuide dos líquidos, pois eles auxiliam no funcionamento do intestino. Quarto, consuma alimentos nutricionalmente poderosos, dando preferência às versões integrais e aos itens com quantidade de gordura saturada menor. Quinto e último, seja flexível consigo mesmo para não se tornar prisioneiro da sua dieta, mas cuide para não exagerar na quantidade e na periodicidade do consumo de pratos que engordam.

Veja um exemplo de cardápio, de 1.400 calorias, usado para reeducação alimentar:

Café da manhã
- 1 xícara (chá) de leite semi-desnatado com café e adoçante

- 2 fatias de pão integral

- 1/2 mamão papaia

Lanche da manhã

- 1 barrinha de cereais

- 1 unidade de leite fermentado

Almoço
- 4 colheres (sopa) de arroz integral

- 1/2 concha de feijão cozido

- 1 unidade de bife grelhado

- 1 colher (sopa) beterraba crua ralada

- 1/2 colher (sopa) de azeite

Lanche da tarde
- 1 potinho de iogurte

Jantar
- 4 colheres (sopa) de arroz integral

- 1 colher (sopa) de soja cozida

- 4 fatias de cenoura cozida

- 2 fatias de tomate

- 1/2 colher (sopa) de azeite

- 1 maçã

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Amendoim, castanha, nozes: Qual oleaginosa é a melhor pra você?


Na hora do lanchinho da tarde, qual escolher? Nutricionista responde

Elas são pequenas, mas poderosas. As nuts, também conhecidas como oleaginosas, fazem sucesso quando o assunto é um lanche entre as refeições. Ricas em gorduras benéficas para o coração, estas nozes, sementes e castanhas “aumentam o colesterol bom no sangue, e diminuem o ruim. Desse modo, deixam as veias e artérias mais livres para a passagem do sangue e evitam doenças cardíacas”, explica a nutricionista Bruna Rafaella Faria, da Clínica Estima Nutrição. Sem contar que garantem a sensação de saciedade por mais tempo.

Mas você já deve ter percebido: as opções vendidas no mercado geralmente vêm com uma mistura de muitas delas. Amendoim, castanha-do-pará, amêndoas… Será que alguma é melhor do que as outras?

Segundo Bruna Rafaella Faria, em questão de calorias e benefícios, elas são bem parecidas. “São calóricas no geral, por isso é preciso um consumo moderado. Geralmente a porção recomendada é de uma colher de sopa por dia”, afirma a nutricionista. Além de serem amigas dos diabéticos, atuando no controle dos picos de açúcar no sangue.

E vale combiná-las com algumas sementes também, como as de abóbora e girassol, para complementar a porção com bastante cálcio e ferro. “Ficam muito saborosas quando temperadas com pimenta caiena, páprica picante, orégano e cúrcuma”. Confira o que mais a nutricionista disse sobre cada uma das nuts:

Amendoim
Com vitaminas E e B, é muito bom para prevenir problemas cardiovasculares. Mas lembre-se: a versão natural, sem sal e conservantes, é a melhor. “O problema é que os petiscos vendidos no supermercado (como o amendoim japonês ou aqueles envolvidos em uma casquinha crocante) contém muito corante e sódio, eliminando todos os outros benefícios do alimento”, diz Bruna.
A pasta feita com a oleaginosa, por outro lado, é boa para a saúde e vai bem em uma grande variedade de receitas, servindo para matar aquela vontade de doce que a maioria de nós sente de vez em quando. A nutricionista aconselha sempre escolher as sem açúcar – ou com mel ou açúcar de coco.

Castanha-do-pará
A brasileira castanha-do-pará é rica em selênio, um mineral muito importante para a manutenção e crescimento do nosso cabelo, além de possuir efeitos antioxidantes. “Contudo, é recomendado consumir no máximo duas unidades dessa castanha por dia. O excesso de selênio pode causar um efeito reverso e provocar queda e quebra de cabelo”, diz Bruna. Assim como o amendoim, ela também contém vitaminas B e E.

Castanha de caju
Com quase os mesmos benefícios que o amendoim, a castanha de caju tem o magnésio como um diferencial. Ele controla o sono, ajuda na contração muscular e ainda auxilia a produção de alguns hormônios do corpo.

Amêndoa
Para um snack saudável entre as refeições, coma, no máximo, seis unidades dela por dia. “A amêndoa traz benefícios ao coração e ao sistema neurológico. E também é boa para quem sofre com problemas de memória”, afirma Bruna.

Nozes
Ela ganha destaque nesta época do ano. E é uma boa coadjuvante para muitas das receitas de Natal (quem não ama um brownie com bastante nozes, não é mesmo?). Apesar de ter um sabor bem característico e “amarrar” um pouco na boca, seu formato de “cérebro” tem uma coincidência. “Não é à toa. As nozes são maravilhosas para quem deseja dar uma melhorada na concentração”, explica a nutricionista.

Fonte: https://boaforma.abril.com.br/nutricao/amendoim-castanha-nozes-qual-oleaginosa-e-a-melhor-pra-voce/ - Por Amanda Panteri - simonidadjordjevic/Thinkstock/Getty Images

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

4 tendências fitness que você vai ver na academia em 2020


Pesquisa e especialista apontam quais serão as principais modas ano que vem

Entra ano, sai ano, e parece que seus treinos são sempre os mesmos? Por que não mudar e apostar em algumas destas tendências fitness que vão bombar em 2020? Com a ajuda da educadora física Stella Torreão, dona de uma academia na Fonte da Saudade (RJ), e do relatório anual do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSMs Health & Fitness Trends for 2020), montamos uma lista com 4 práticas que podem não até não ser novas, mas prometem estar em seus auges ano que vem.

No geral, Stella afirma que as aulas individualizadas e que desenvolvem três pontos muito importantes do bem-estar humano (força, condicionamento e saúde mental) estarão em evidência. “Isso porque, cada vez mais, enxergamos a atividade física além de seus benefícios estéticos. E nos preocupamos mais com a saúde do corpo. Além de olhar o praticante com suas características únicas e seus objetivos específicos”, afirma. Então talvez seja a hora de trocar a aula de zumba por uma sessão de pilates, que tal?

Confira o que mais descobrimos sobre o futuro das academias:

1 – Treinos funcionais
“O treinamento funcional tem como base os movimentos que a gente faz no cotidiano. Ele torna quem o pratica mais apto para realizar as tarefas diárias, sem contar que a utilização de nenhuma ou pouca carga gera menores riscos de lesão”, explica Stella.
Portanto, não estranhe se você perceber que alguns daqueles aparelhos grandes e pesados andam sumindo da sala de musculação: a lista da ACSMs também afirmou que a tendência agora é que halteres, kettlebells, medicine balls e faixas de resistência façam parte de uma rotina de treino com muito mais frequência do que maquinários — que trabalham um ou dois músculos específicos.
O que é uma vantagem para os idosos, que também ganharão notoriedade ano que vem. Afinal, com a população envelhecendo, é natural que mais aulas sejam voltadas para incentivar a melhor idade mais ativa e saudável, não é mesmo?

2 – Atividades de alta intensidade
Como o HIIT, por exemplo, que é ideal para quem tem pouco tempo. Cada aula dura de 8 até 20 minutos. Mas pode ser tão benéfica quanto uma sessão aeróbica leve de 40 min. “O HIIT aumenta a capacidade cardiorrespiratória, o que é ótimo para a recuperação cardíaca e para evitar doenças ligadas à região”, diz a educadora. A única coisa que ela ressalta é a necessidade de um profissional preparado para realizar a atividade, que pode ser um pouco pesada para quem não está tão bem preparada.

3 – Tai Chi Chuan
A pesquisa americana defende que as práticas que focam em saúde e bem-estar (e com uma abordagem mais multidisciplinar, ou seja, que trabalham corpo, mente e outras habilidades juntas) serão as mais requisitadas nos próximos meses. E Stella vai além: ela fala no Tai Chi Chuan, uma arte marcial milenar reconhecida como uma meditação em movimento. “Nela, há uma espécie de dança a ser seguida. É um trabalho cognitivo, de coordenação, equilíbrio, concentração e interiorização. E a gente sabe que as atividades que preconizam o mindfullness vieram para ficar”, ela afirma.
É aí que entra outra tendência de 2020: a meditação. “A população está com níveis de estresse muito altos atualmente. Por isso, a meditação deve entrar como um complemento do bem-estar”, complementa.

4 – Treinamentos de força como o pilates
Depois de tudo o que já explicamos antes, você já deve adivinhar os motivos pelos quais o pilates está nessa lista, não é mesmo? “É um trabalho de força associado com alongamento e concentração, ótimo para qualquer idade e com formas precisas de meditação e aumento de carga”, explica Stella.

Fonte: https://boaforma.abril.com.br/fitness/4-tendencias-fitness-que-voce-vai-ver-na-academia-em-2020/ - Por Amanda Panteri - GeorgeRudy/Thinkstock/Getty Images

domingo, 8 de dezembro de 2019

A ciência é extremamente clara: você deve priorizar o sono


Às vezes, quando temos muita coisa para fazer ou para aproveitar, dormir parece desperdício de tempo. Vou te contar: não é.

Dormir é tão essencial para a saúde que cada vez mais estudos têm se debruçado sobre a função do sono e feito apelos para as pessoas se conscientizarem da importância de passar uma noite inteira descansando bem.

A ciência já concluiu que dormir bem:

fortalece o sistema imune;
ajuda a regular o metabolismo;
limpa toxinas que se acumulam no cérebro, prevenindo doenças neurodegenerativas;
ajuda a fixar a memória e o aprendizado.

Sono nos animais
O sono é essencial para todos os animais, mas tem características diferentes em cada espécie.

Por exemplo, girafas só precisam dormir 30 minutos por dia. Os cientistas acreditam que esses animais desenvolveram uma maneira mais eficiente de fazer a mesma “restauração cerebral” que os humanos fazem, só que em bem menos tempo.

Isso porque as girafas não podem se dar ao luxo de passar muitas horas desacordadas – afinal de contas, elas vivem em savanas africanas ao lado de predadores como leões, hienas e leopardos.

Já os golfinhos precisam de uma solução diferente no que diz respeito ao sono: enquanto vivem (e dormem) debaixo d’água, precisam ir até à superfície para respirar. Então como fazem para não sufocar quando querem tirar uma soneca?

Bom, na verdade, golfinhos só descansam metade do cérebro por vez, trocando o “sono” de lado a cada quatro horas. Assim, podem continuar nadando e respirando.

Tipos de sono
Os seres humanos possuem dois “tipos” ou estados distintos de sono: o mais lento, chamado de “sono não REM”, e o com atividade cerebral mais rápida, chamado de “sono REM”. REM é uma sigla em inglês para “movimento rápido dos olhos”.
Em um indivíduo normal, o sono não REM e o REM alternam-se ciclicamente. O REM, caracterizado pela atividade cerebral mais rápida com relaxamento muscular máximo, é a fase onde ocorrem os sonhos.

Já o não REM é dividido em três estágios, segundo a progressão da sua profundidade (N-1, N-2 e N-3, sendo o último o mais profundo).

De acordo com o cientista Aric Prather, da Universidade da Califórnia em São Francisco (EUA), ambos os tipos são importantes para a saúde porque desempenham funções diferentes no organismo.

Os riscos de dormir pouco
Nem sempre é fácil ter uma boa noite de sono. Diversos fatores desempenham um papel nessa atividade, incluindo ritmos circadianos, hormônios como melatonina e neurotransmissores como dopamina.
Para indivíduos de 18 a 65 anos, os especialistas acreditam que a quantidade de sono ideal seja de sete a nove horas por noite, sendo sete o mínimo.

E você deveria se esforçar para conseguir todas essas sete horinhas: as pesquisas têm mostrado muitos ricos de saúde associados a uma noite de sono curta, especialmente para pessoas que dormem cinco horas ou menos.

Dormir pouco ou mal tem um impacto muito negativo no cérebro, exercendo um papel em doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. Por exemplo, indivíduos com apneia do sono possuem um risco 26% maior de desenvolver Alzheimer.

Prather explica que o sono pode atuar como um “lava-louças” do cérebro, evitando o acumulo de proteínas que causam demências. Novas formas de tratamento dessas condições, inclusive, podem abarcar a promoção de ciclos mais naturais de sono. “Estou animado com o futuro da medicina do sono”, disse o especialista. [Wired, InstitutodoSono]


sábado, 7 de dezembro de 2019

Alimentos embutidos elevam o risco de câncer de mama


Não é de hoje que salsicha, salame e afins estão na mira dos oncologistas. E uma nova pesquisa confirma sua ligação com os tumores nos seios

Há dois anos, a Organização Mundial da Saúde colocou os alimentos embutidos na lista de fatores de risco para o câncer. Segundo a entidade, esses itens contribuem para o surgimento da doença no intestino.

Agora, cientistas da Universidade de Glasgow, na Escócia, apontam um elo entre esse grupo alimentar e o câncer de mama. Na investigação, feita com base em informações de 262 195 mulheres de 40 a 69 anos, o consumo de apenas 9 gramas de embutidos ao dia (cerca de três fatias de salame) aumentou em 21% a probabilidade de ter esse tumor.

 “É um risco pequeno, bem menor do que o registrado para câncer de intestino“, compara Renato Cagnacci, cirurgião oncológico do Departamento de Mastologia do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo. Porém, vale notar também que a quantidade de embutido considerada perigosa foi mínima.

“O resultado do trabalho sugere que é melhor nem comer esse tipo de alimento”, diz Cagnacci. Se não der para resistir, o médico recomenda deixar apenas para ocasiões especiais.

Alimentos industrializados causam câncer

Embutidos: de salsicha a linguiça
Segundo a nutricionista Thais Manfrinato Miola, do A.C.Camargo, a carne processada é aquela que passa por uma transformação com fermentação ou sal, podendo ser curada ou defumada. As substâncias usadas no processo são capazes de predispor ao câncer. Elas estão em:

Salsicha
Bacon
Salame
Presunto
Linguiça
Peito de peru
Rosbife
Mortadela


sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Os cômodos da casa com maior perigo de queda para os idosos


Ao contrário do que se pensa, uma pesquisa sugere que o local mais associado a tombos entre pessoas acima de 60 anos não é o banheiro

Fechado e escorregadio, o banheiro sempre foi visto como um local onde as quedas acontecem com frequência, especialmente entre os idosos, que já estão mais sujeitos a cair. Pois uma nova pesquisa indica que o cômodo mais propício para tombos é, na verdade, o quarto.

O trabalho foi conduzido pela TeleHelp, uma empresa especializada em assistência à terceira idade, que oferece um botão de emergência para ocorrências como as quedas.

Dos 600 chamados do tipo atendidos entre janeiro e setembro de 2019, 34% foram para ajudar pessoas que caíram no próprio dormitório. A sala ficou com 16% dos pedidos de socorro, seguida pelo banheiro, com 12%. Cozinha, corredor e áreas externas responderam por 9%, 3% e 3%, respectivamente.

“Quartos e salas podem ser perigosos quando têm tapetes escorregadios, objetos que impedem a circulação e móveis que demandam muito esforço da pessoa para se acomodar ou levantar”, explicou o CEO da Telehelp, Bruno Mouco, em comunicado à imprensa.

O levantamento apontou ainda que esses acidentes acontecem com maior frequência em dois horários: às 11h e às 19h.

Como evitar as quedas
Prejuízos na massa muscular, visão e equilíbrio fazem com que os tombos sejam mais comuns depois dos 60 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, até 35% dos indivíduos nessa faixa etária sofrem pelo menos uma queda por ano. O número sobe para 42% na turma acima dos 70 anos.

Como cair é uma ameaça à qualidade e à expectativa de vida — por causa das fraturas —, os especialistas recomendam fazer adaptações na casa para impedir uma ocorrência do tipo.

No quarto, por exemplo, evite deixar tapetes (exceto os antiderrapantes), mantenha uma fonte luz por perto e tenha um criado-mudo firme para servir de apoio, caso seja necessário. Escadas precisam ter corrimão, iluminação e degraus bem sinalizados.

Já a sala, segunda colocada naquele ranking inglório, deve ser um ambiente fácil de se movimentar, sem mesas de centro e outros objetos que fiquem no meio do caminho. O banheiro exige planejamento especial, com colocação de barras de apoio e pisos que evitem derrapadas.

Fonte: https://saude.abril.com.br/medicina/os-comodos-da-casa-com-maior-perigo-de-queda-para-os-idosos/ - Por Chloé Pinheiro - Ilustração: Barlavento Estúdio/SAÚDE é Vital

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Médicos recomendam parar de tomar aspirina preventivamente


Já se sabia que o uso regular de aspirina pode fazer mais mal do que bem e que o uso constante e diário da aspirina costuma provocar complicações gastrointestinais graves. Também há preocupações com o maior risco das aspirinas para as pessoas mais velhas.

Risco de hemorragias graves

Se você nunca teve um ataque cardíaco ou derrame, provavelmente não deve tomar aspirina para evitá-los, de acordo com uma nova pesquisa sobre esse tema controverso - como já havia sido demonstrado que a aspirina não previne ataques cardíacos em todos os pacientes e há prós e contras em tomar aspirina preventivamente contra câncer.

Os pesquisadores revisaram três grandes estudos randomizados, controlados por placebo, publicados em 2018, que mostraram que o aumento no risco de sangramento interno associado à ingestão de aspirina diariamente é maior do que qualquer benefício preventivo.

"Esta é a evidência de mudança de prática mais significativa que foi publicada nestes últimos doze meses," disse o professor Michael Kolber, da Universidade de Alberta (Canadá), que fez a revisão de procedimentos com seu colega Paul Fritsch, da Universidade de Calgary.

"Estes não são sangramentos nasais ou gengivas que sangram. São sangramentos internos sérios, onde os pacientes precisam de hospitalização e talvez uma transfusão de sangue, por isso são de grande importância clínica e também pessoal," acrescentou Fritsch.

Um dos ensaios clínicos também revelou um aumento nas mortes por todas as causas e, em particular, pelas mortes por câncer, entre os pacientes que tomaram aspirina preventivamente em doses diárias, embora não tenham estabelecido uma relação causal.

Quem deve e quem não deve tomar aspirina preventivamente

O conselho de tomar uma aspirina diária para prevenir doenças cardíacas tornou-se dogma nos anos 90, mas foi baseado em pesquisas falhas, ressalta Kolber.

Ele reconhece, contudo, que a aspirina ainda é considerada benéfica para quem tem doenças cardíacas.

"Realmente vemos um hiato [nos efeitos] da aspirina," disse Kolber. "Há muitas pessoas que tomam aspirina para prevenção primária que não precisam dela, e há um grupo de pessoas que já tem doenças cardiovasculares que não estão tomando, e deveriam tomar."

O conselho de Kolber é que pessoas que nunca tiveram problemas cardíacos usem outras medidas preventivas.

"Em vez de apenas tomar uma aspirina diária como ensinamos há uma geração, recomendamos que os pacientes parem de fumar, se exercitem, controlem a pressão arterial e considerem a dieta mediterrânea," afirmou.


quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Para ter boa saúde, comece dormindo bem


A relação entre sono e boa saúde é complexa e tem efeitos complexos: Por exemplo, várias doenças autoimunes afetam mais as mulheres devido a diferenças nas bactérias intestinais.

Sono, microbioma e saúde

Se você anda com preocupações que lhe vêm tirando o sono, é melhor deixar para pensar nelas somente durante o dia.

Cientistas constataram que um sono ruim afeta negativamente o microbioma intestinal, o que, por sua vez, pode levar a problemas adicionais de saúde.

"Dada a forte comunicação bidirecional entre cérebro e intestino, eles têm possibilidade de se influenciarem [mutuamente]", disse o professor Jaime Tartar, da Universidade Nova Sudeste (EUA). "Com base em relatórios anteriores, acreditamos que um sono ruim provavelmente exerce um forte efeito negativo sobre a saúde intestinal e a diversidade do microbioma".

O que você pode estar se perguntando é: "Que negócio é esse de microbioma intestinal?" Simplificando, são todos os microrganismos - bactérias, vírus, protozoários e fungos - e seu material genético encontrados no trato gastrointestinal.

Diversidade do microbioma

Sim, todos nós temos tudo isso em nosso sistema gastrointestinal, mas nem todos nos mesmos níveis - há diferenças pessoais nessa diversidade.

E é justamente essa diversidade que pode ser a chave para a nossa saúde.

Então, o que determina o microbioma intestinal de alguém? Existem alguns fatores que entram em jogo.

Uma é a genética, algumas pessoas parecem estar predispostas em nível genético a ter um microbioma intestinal mais diversificado do que seus amigos e vizinhos. Outro fator são os medicamentos - certos medicamentos, incluindo antibióticos, podem afetar, neste caso negativamente, a diversidade do microbioma intestinal. A dieta, é claro, também desempenha um fator.

Sono bom melhora diversidade do microbioma e garante saúde melhor
As bactérias comensais, ou bactérias benéficas variam de indivíduo para indivíduo, ou seja, cada pessoa tem seu próprio time de bactérias saudáveis.

Microbioma e sono

Para este estudo, os voluntários usaram o que o professor Tartar chamou de "relógio inteligente com esteroides" na cama, um conjunto de equipamentos que monitorava todos os tipos de sinais vitais. Dessa forma, foi possível determinar o quão eles dormiam a noite toda. De manhã, seus microbiomas intestinais eram avaliados por exames de fezes e urina.

Os voluntários que dormiam bem apresentaram sistematicamente um microbioma intestinal mais diversificado - ou "melhor".

Tartar lembra que a diversidade do microbioma intestinal, ou a falta dela, está associada a outros problemas de saúde, como a doença de Parkinson (Parkinson pode ir do intestino ao cérebro pelo nervo vago) e doenças autoimunes, além da saúde psicológica (ansiedade e depressão). Quanto mais diverso o microbioma intestinal de alguém, maior a probabilidade de que ele tenha melhor saúde geral.

"Sabemos que o sono é praticamente o canivete suíço da saúde," disse Tartar. "Dormir uma boa noite de sono pode levar à melhoria da saúde e a falta de sono pode ter efeitos prejudiciais. Todos nós vimos os relatórios [artigos científicos] que mostram que a falta de sono adequado pode levar a problemas de saúde de curto prazo (estresse, problemas psicossociais) e longo prazo (doenças cardiovasculares, câncer). Sabemos que [esses efeitos ocorrem] nos estágios mais profundos do sono quando o cérebro 'retira o lixo', uma vez que o cérebro e o intestino se comunicam. O sono de qualidade afeta muitas outras facetas da saúde humana."


terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Tênis de corrida: tipos, como escolher e quando trocar


Escolher o modelo adequado para seu tipo de pé e de acordo com sua pisada é fundamental para evitar lesões

A corrida é um exercício que oferece muitos benefícios para a saúde como o emagrecimento, tonificação dos músculos e fortalecimento dos ossos. Além de ajudar a diminuir os estresse e melhorar o humor.

A modalidade também é conhecida por ser bastante democrática devido a sua praticidade, podendo ser realizada em qualquer lugar. Entretanto, é necessário o tênis certo para uma prática mais segura. Veja como escolher o melhor tênis de corrida:

Pisada: supinada, pronada ou neutra?
Antes de tudo, é preciso conhecer o tipo de pisada que você tem. De acordo com o fisioterapeuta Renan Alves Resende, existem três tipos de pisada: pronada, neutra e supinada. Conheça abaixo cada uma delas:

Supinada: O pé supinador possui um arco do pé bastante acentuado, também conhecido como o pé cavo, o que pode favorecer entorse de tornozelo, tendinites dos músculos da perna que ficam abaixo do joelho - que estão em constante tensão - além de retração da fáscia plantar
Pronada: Já o pé pronador pode apresentar um excesso de flexibilidade, causando instabilidade do pé e tornozelo. Também apresentam o "pé chato", o que pode favorecer a fascite plantar e até fraturas por estresse nos ossos do pé e na tíbia. Geralmente, pessoas com esta pisada também têm joelhos curvos para dentro e podem sentir dores na parte de dentro do joelho

Neutra: A pisada neutra possui um perfeito arco plantar, porém isso não significa estar livre de lesões. Isso porque muitos dos machucados comuns aos pronadores e supinadores também podem aparecer em um neutro, sendo comuns as tendinites e fascite plantar

"Cabe destacar que a ausência de movimentos de pronação e supinação do pé não torna a pisada neutra. Assim como seus excessos, a não realização dos movimentos de pronação e supinação do pé também são prejudiciais e merecem atenção", explica Resende.

Para você descobrir qual é seu tipo de pisada o ideal é que passe por uma consulta médica com um ortopedista especializado em pés e tornozelos. Entretanto, em algumas lojas de esportes é possível encontrar disponível o teste de baropodometria, que, além da pisada, também identifica alterações biomecânicas do pé e da postura.

Com essa informação, é possível adaptar o movimento e evitar lesões ao praticar o exercício, como por exemplo, a utilização de palmilhas específicas que podem influenciar na escolha do tênis.

Como escolher tênis de corrida?
Agora que você já conhece os tipos de pisada, é importante estar atento a outras características na hora de escolher o tênis ideal. Em primeiro lugar, é importante saber que não existe um tipo de tênis que seja bom para todo mundo. O que é bom para você, talvez não seja bom para outro corredor e vice versa.

Além disso, os tênis não são todos iguais, então, não servem para praticar qualquer tipo de atividade física. Cada modalidade possui um tipo de tênis específico. Portanto, lembre-se de escolher um tênis apropriado para a corrida e que vá de acordo com seu tipo de pisada.

"O tamanho adequado é outro fator muito importante. Quando for comprar o tênis, vá a loja utilizando a meia que costuma usar durante a corrida. A regra do polegar serve para o comprimento do tênis. Ou seja, deve haver o espaço correspondente a um polegar da sua mão entre o final do se pé e a parte anterior (da frente) do tênis. Um tênis nunca deve ter que ser esticado para conseguir calçar", explica o fisioterapeuta.

Nas palavras de Renan Resende, quando for experimentar o tênis, amarre o cadarço com tensão similar ao que você vai usar na corrida. Assim, é possível perceber se o pé continua confortável ao redor de toda superfície, sem nenhuma região mais apertada que outra e sem o pé ficar frouxo dentro do tênis.

Para saber se o pé está encaixado da forma adequada, você deve sentir que o pé permanece centralizado sobre a sola do tênis enquanto você anda ou corre com ele. ?Um bom teste é ficar em pé com o tênis e observar se a parte superior do pé não fica saliente em relação ao solado. Como regra geral, a parte anterior do tênis ou a biqueira, deve ser arredondada e não pontiaguda?, complementa Renan Resende.

Para saber se o pé está encaixado da forma adequada, você deve sentir que o pé permanece centralizado sobre a sola do tênis enquanto você anda ou corre com ele. ?Um bom teste é ficar em pé com o tênis e observar se a parte superior do pé não fica saliente em relação ao solado. Como regra geral, a parte anterior do tênis ou a biqueira, deve ser arredondada e não pontiaguda?, complementa Renan Resende.

A dica do especialista é não comprar tênis para corrida logo no início do dia. Isso porque nosso pé tende a inchar ao longo do dia, enquanto andamos e ficamos de pé. Por isso, comprar o tênis logo cedo pode fazer com que você compre um tênis menor do que aquele que você realmente precisa.

Características do tênis de corrida
"Em relação às características específicas do tênis, não espere que os tênis desenvolvidos para pisada pronada ou pé supinada corrijam as alterações de movimento", alerta Resende.


Quando bem prescritos esses tênis até podem ter bons resultados, mas correções só acontecem a partir de uma avaliação específica feita por um fisioterapeuta. Em alguns casos, o uso de palmilhas específicas indicadas de acordo a avaliação médica resolvem.

Porém, uma boa dica para comprar o tênis de corrida é olhar as especificações do modelo que pretende adquirir. Ou seja, pré selecionar alguns modelos baseados em alguns parâmetros indicados para a modalidade. Saiba quais são:

A elevação do calcanhar do tênis em relação a parte anterior do tênis deve ser mínima, geralmente máximo de 6mm.

A sola para tênis de corrida deve ter uma estrutura contínua. Ou seja, evite solados com quebras do longo da sola ou que não sejam fundidos com a parte superior do tênis.

A parte central do solado que protege o calcanhar deve apresentar algum sistema de amortecimento. Você pode perceber esse mecanismo apertando a região.

Tênis de corrida é igual tênis para caminhada?
Na maioria das vezes não. Como a corrida exige maiores cargas do que a caminhada, a absorção de impacto dos tênis de corrida deve ser maior daquela dos tênis para caminhada.

Em geral, não há problema usar um tênis de corrida para caminhar. Porém, um tênis indicado apenas para caminhada não é seguro o bastante para praticar a corrida. Portanto, fique atento.

Posso usar o mesmo tênis todo dia?
O ideal é que haja o revezamento entre pelo menos dois pares de tênis e existem dois motivos para isso. O primeiro, de acordo com o especialista, é que como a corrida é um movimento repetitivo, os materiais do tênis - principalmente os amortecedores - precisam de um tempo sem aplicação de cargas para que voltem a fornecer o amortecimento máximo.

Essa prática também contribuirá com o aumento da durabilidade do tênis. Além disso, caso os pares utilizados sejam de modelos diferentes e que contribuem para padrões de movimento diferentes durante a corrida, o uso alternado pode contribuir para que a demanda da corrida seja imposta de maneira diferente para o sistema musculoesquelético entre os dias de treino, o que também é benéfico para o praticante.

Porque investir em um tênis de corrida?
Investir em um tênis próprio para corrida é essencial para a prevenção de lesões ou traumas. De acordo com Resende, tênis inadequados podem limitar os movimentos dos pés durante a corrida ou contribuir para a movimentação excessiva, o que pode resultar em lesões como a fasceíte plantar e sesamoidite.

Além disso, usar um tênis que não é apropriado para a modalidade pode comprometer as funções de absorção de cargas de alavanca rígida, usada para impulsão do pé. Isso contribui para o aumento da sobrecarga em outras articulações como o joelho, quadril e coluna. Assim, pode resultar também em lesões nessas regiões.

Quando trocar de tênis
De acordo com o ortopedista Moisés Cohen, a hora certa da troca do calçado varia de acordo com alguns fatores. Depende do próprio calçado, do material usado para sua confecção, das condições e da superfície em que é usado e das características próprias de sua marcha e estilo de corrida.

Segundo o especialista, um tênis de corrida é feito para durar em média de 550 a 800 quilômetros. A flexibilidade ou ainda a rigidez do calçado deve ser periodicamente revisada, pois estes são alterados com o tempo e deixarão de conferir proteção. O mesmo ainda deve ser feito avaliando o alinhamento e firmeza da parte superior do calçado.

Essa verificação pode ser feita colocando o calçado em uma mesa e olhando de trás, conferindo a integridade e o grau de desgaste. Moisés explica que a deformidade em alguma parte do tênis já é um sinal claro de desgaste.