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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Infarto: sinais de alerta e a importância do socorro imediato


Cardiologista explica por que a suspeita de infarto exige atendimento imediato e quais sinais devem acender o alerta

 

O socorro imediato é vital na suspeita de infarto, pois quanto mais rápido o fluxo sanguíneo for restabelecido, menor será o dano ao coração. Além do aperto no peito, os sinais incluem dores nos braços, costas ou mandíbula, falta de ar, náuseas e suor frio, que costumam ser subestimados. Diagnosticado por eletrocardiograma e exames de sangue, o quadro pode exigir angioplastia e medicamentos. Os sintomas não devem ser ignorados, mesmo por pessoas jovens ou sem histórico de fatores de risco.

 

Quando há suspeita de infarto, não é recomendado esperar para ver se os sintomas passam. A orientação é procurar atendimento médico imediatamente, principalmente diante de dor, pressão ou desconforto persistente no peito, com ou sem outros sinais.

 

Segundo a cardiologista intervencionista Dra. Denise Pellegrini, diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), o ideal é buscar socorro nos primeiros minutos.

 

"O ideal é procurar socorro nos primeiros minutos. No infarto, quanto mais tempo a artéria permanece obstruída, maior é a quantidade de músculo cardíaco que pode ser lesionada. Por isso, diante de sintomas sugestivos, não devemos esperar para ver se eles desaparecem espontaneamente."

 

O infarto agudo do miocárdio acontece, na maioria dos casos, quando uma artéria que leva sangue ao coração fica obstruída. Isso geralmente ocorre pela formação de um coágulo sobre uma placa de gordura.

 

Com a redução ou interrupção do fluxo sanguíneo, o músculo cardíaco deixa de receber oxigênio adequadamente e pode começar a sofrer lesões.

 

Quais são os principais sinais de um infarto?

O sintoma mais conhecido é a dor, pressão ou desconforto no peito. A sensação pode ser descrita como aperto, peso ou compressão no centro do tórax.

No entanto, o infarto não se manifesta da mesma maneira em todas as pessoas. Outros sinais podem aparecer, como:

 

dor ou desconforto que se espalha para um ou ambos os braços;

dor ou desconforto na mandíbula, queixo, pescoço, ombros ou costas;

desconforto na região do estômago;

falta de ar;

suor frio;

náuseas ou vômitos;

tontura ou sensação de desmaio;

cansaço intenso e desproporcional ao esforço;

mal-estar, inquietação ou ansiedade.

 

A especialista destaca que alguns desses sintomas podem ser confundidos com problemas menos graves, o que pode atrasar a procura por atendimento.

"Um dos grandes problemas é que alguns sintomas são pouco reconhecidos como manifestações cardíacas. A pessoa pode pensar que está com indigestão, estresse, ansiedade ou apenas cansada e acaba postergando a busca por atendimento", explica Dra. Denise.

 

Quando é hora de pedir ajuda?

A orientação é não esperar a dor ficar intensa ou insuportável. Diante de sintomas sugestivos de infarto, principalmente quando surgem de forma súbita ou são diferentes do habitual, a avaliação médica deve acontecer o mais rápido possível.

O atendimento de emergência é importante porque o tempo influencia diretamente a quantidade de músculo cardíaco que pode ser preservada.

"O tempo para o tratamento de um infarto com uma artéria obstruída é muito importante. Quanto mais cedo o paciente chega a um serviço de emergência, recebe o diagnóstico e, quando indicado, tem a artéria desobstruída, maiores são as chances de limitar o dano ao coração e reduzir complicações", reforça a cardiologista.

 

Como o infarto é identificado?

No hospital, a avaliação começa pela história clínica e pelo exame físico. Um dos primeiros exames realizados é o eletrocardiograma (ECG), que ajuda a identificar alterações características de determinados tipos de infarto e a orientar a estratégia inicial de tratamento.

Também são feitos exames de sangue, especialmente a dosagem de troponina, marcador de lesão do músculo cardíaco.

Dependendo do quadro, outros exames de imagem e avaliações da circulação das artérias coronárias podem ser necessários.

É importante lembrar que nem todo infarto apresenta alterações típicas no primeiro eletrocardiograma. Por isso, diante de uma suspeita clínica, a avaliação médica e, quando necessário, a repetição dos exames são fundamentais.

 

Como o infarto é tratado?

O tratamento depende do tipo de infarto e das características de cada paciente. Quando existe uma obstrução aguda de uma artéria coronária e há indicação de reperfusão imediata, uma das principais estratégias é a angioplastia coronária.

O procedimento é realizado por cateterismo para identificar e tratar a obstrução, restabelecendo o fluxo sanguíneo. Em muitos casos, é implantado um stent.

Medicamentos também podem fazer parte do tratamento, incluindo antiagregantes plaquetários, anticoagulantes e outras terapias, conforme o tipo de infarto e a avaliação da equipe médica.

"A prioridade é restabelecer o fluxo de sangue para o coração o mais rapidamente possível quando há uma artéria obstruída. Cada minuto de atraso pode representar mais músculo cardíaco lesionado", destaca Dra. Denise.

 

Fatores de risco não são os únicos responsáveis

Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar estão entre os fatores associados ao aumento do risco de doença cardiovascular.

Ainda assim, não ter esses fatores conhecidos não significa estar livre do risco de sofrer um infarto.

Por isso, sintomas sugestivos não devem ser minimizados apenas porque a pessoa é jovem, pratica atividade física ou nunca recebeu um diagnóstico de doença cardiovascular.

"O infarto é uma emergência médica em que a informação pode salvar vidas. Reconhecer os sintomas, não minimizar os sinais e procurar ajuda imediatamente são atitudes simples, mas fundamentais. A mensagem é clara: diante da suspeita, não espere", conclui a cardiologista.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/infarto-sinais-de-alerta-e-a-importancia-do-socorro-imediato,8a5f1948882cd5120f068a121d08efab3mdbv2bs.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Principais fatores e sinais de alerta antes de um AVC: saiba como agir


O AVC é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido dos sinais. Muitas pessoas confundem informações ou acreditam em mitos sobre avisos que surgem horas antes do ataque. Compreender a verdade pode evitar atrasos no socorro e salvar vidas.

 

O AVC decorre de doenças vasculares crônicas, mas gatilhos agudos, como picos de pressão, infecções e arritmias, podem precipitá-lo em pessoas vulneráveis. Sinais temporários, como fraqueza unilateral, assimetria facial ou fala alterada, indicam um Ataque Isquêmico Transitório (AIT), que eleva muito o risco de um evento definitivo a curto prazo. Mesmo que esses sintomas desapareçam rapidamente, o atendimento médico imediato é essencial para evitar sequelas graves por meio do tratamento precoce.

 

Embora o AVC (Acidente Vascular Cerebral) seja conhecido por surgir de forma repentina, o evento costuma estar associado a um processo de alteração vascular que se desenvolve silenciosamente no organismo ao longo do tempo.

 

No entanto, em pessoas que já possuem vulnerabilidade, certas situações ocorridas poucas horas antes do episódio podem funcionar como fatores precipitantes.

 

Segundo o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, é essencial diferenciar esses gatilhos da condição de base do paciente. "É importante fazer uma distinction: na maioria dos casos, o AVC é resultado de uma doença vascular que vem se desenvolvendo ao longo de anos, e não de um único acontecimento ocorrido algumas horas antes", explica o especialista.

 

O que pode desencadear um AVC horas antes?

As doenças cardiovasculares crônicas são a base para o surgimento do problema. Fatores como hipertensão arterial, aterosclerose, diabetes, tabagismo, colesterol elevado e arritmias cardíacas (como a fibrilação atrial) constroem o cenário ideal para o evento vascular.

Sobre essa condição preexistente, eventos agudos de saúde podem atuar como gatilhos nas horas que antecedem o quadro.

De acordo com o Dr. Victor Hugo Espíndola, entre as situações que podem contribuir para o desencadeamento do AVC estão:

 

Picos acentuados de pressão arterial;

Arritmias cardíacas súbitas;

Infecções agudas;

Uso de substâncias estimulantes (como cocaína e anfetaminas);

Quadros de desidratação severa ou alterações hemodinâmicas em indivíduos vulneráveis.

 

O especialista ressalta que o impacto desses fatores varia conforme o tipo da complicação. No AVC hemorrágico, uma alta repentina e severa da pressão arterial costuma ter grande impacto.

Já no tipo isquêmico, o quadro geralmente decorre do bloqueio súbito de uma artéria provocado pela formação ou deslocamento de um coágulo.

 

Sinais de alerta podem surgir antes do quadro definitivo

Apesar de o sintoma definitivo se manifestar de repente, alguns sinais de alerta neurológicos podem dar as caras momentos antes do problema grave se instalar. Trata-se do Ataque Isquêmico Transitório (AIT).

"Algumas pessoas apresentam episódios neurológicos transitórios antes de um AVC definitivo. O principal exemplo é o ataque isquêmico transitório, o AIT", aponta o neurocirurgião.

No AIT, os sintomas imitam os de um AVC, mas duram apenas alguns minutos antes de desaparecerem por completo. Essa melhora temporária ocorre porque a interrupção da circulação sanguínea no cérebro é passageira.

 

Sintomas do Ataque Isquêmico Transitório (AIT)

Fique atento aos sintomas mais comuns que exigem atenção médica imediata:

 

Fraqueza ou dormência repentina em um lado do corpo;

Assimetria ou "boca torta" na face;

Dificuldade repentina para falar ou compreender a fala;

Perda ou alteração súbita da visão;

Perda de equilíbrio, tontura ou vertigem abrupta.

 

O desaparecimento dos sintomas não significa que o risco passou. Dados da American Heart Association revelam que o risco de ocorrência de um AVC definitivo nos 90 dias posteriores a um AIT pode chegar a cerca de 18%, sendo que uma parcela expressiva desses quadros ocorre nas primeiras 48 horas.

 

"Por isso, um déficit neurológico súbito que desapareceu deve ser valorizado tanto quanto aquele que permanece", adverte Espíndola.

 

Qual a diferença entre AIT e AVC isquêmico?

A diferenciação precisa entre um Ataque Isquêmico Transitório e o AVC isquêmico é feita por meio de exames de imagem no pronto-socorro.

De acordo com o médico, a definição médica atual não analisa apenas o tempo de duração das manifestações clínicas. "Quando os sintomas desaparecem e não existe evidência de infarto cerebral nos exames apropriados, podemos estar diante de um AIT; se a ressonância demonstra uma área de infarto, mesmo que o paciente já esteja assintomático, o quadro é considerado um AVC isquêmico", pontua.

Investigar o AIT permite tratar condições ocultas — como o estreitamento de artérias carótidas ou alterações no coração — antes que ocorra um episódio com sequelas graves ou incapacitantes.

 

Mitos sobre desidratação e exercícios físicos

Embora situações extremas possam atuar como fatores de risco pontuais, o neurocirurgião esclarece que desidratação e exercícios físicos intensos não devem ser encarados como causas diretas do problema.

Desidratação: Pode diminuir o volume de sangue circulante e aumentar a viscosidade sanguínea, afetando principalmente idosos ou pessoas com obstruções vasculares prévias. No entanto, isoladamente, não é uma causa habitual.

Exercício físico: A prática regular de atividades é uma das principais formas de proteção cardiovascular e prevenção ao AVC. Esforços muito intensos geram elevações temporárias na pressão arterial que podem exigir cautela em cenários específicos, mas o hábito do exercício é benéfico.

 

O que fazer ao notar os primeiros sinais de AVC?

Diante de qualquer sinal suspeito, a orientação é buscar socorro médico imediatamente em um pronto-socorro. Não se deve aguardar o sintoma passar, tentar dormir ou esperar por uma consulta posterior.

Para ajudar no reconhecimento rápido, utilize a mnemônica BE-FAST (Equilíbrio, Visão, Face, Braços, Fala e Tempo):

 

B (Balance/Equilíbrio): Perda súbita de equilíbrio ou coordenação.

E (Eyes/Olhos): Alteração visual repentina.

F (Face/Rosto): Rosto caído ou assimétrico ao sorrir.

A (Arms/Braços): Fraqueza ao tentar levantar os dois braços.

S (Speech/Fala): Dificuldade ou incapacidade de articular as palavras.

T (Time/Tempo): Chame o serviço de emergência (SAMU 192) sem hesitar.

 

O tempo de atendimento é determinante. Em episódios de AVC isquêmico, intervenções como a administração de medicamentos trombolíticos e a trombectomia mecânica podem restabelecer o fluxo sanguíneo cerebral, reduzindo o risco de sequelas graves.

 

"Mesmo que os sintomas desapareçam completamente depois de alguns minutos, a orientação permanece a mesma: procurar imediatamente um serviço de emergência, porque pode ter ocorrido um AIT e o período de maior risco para um novo evento pode ser justamente nas horas e nos primeiros dias seguintes", conclui Espíndola.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/principais-fatores-e-sinais-de-alerta-antes-de-um-avc-saiba-como-agir,7df75b219d3c4693ed3c9a282c85670822o6k3aq.html?utm_source=clipboard - Foto: Andrea Piacquadio/Pexels

domingo, 13 de setembro de 2026

Dor de cabeça diária: causas, sinais de alerta e quando buscar ajuda


Ter dor de cabeça com frequência pode estar relacionado a hábitos, enxaqueca, tensão muscular ou até ao uso excessivo de medicamentos

 

Dores de cabeça diárias não são normais e exigem avaliação médica. Suas causas incluem estresse, desidratação, noites mal dormidas, enxaqueca e até o uso excessivo de analgésicos, que pode piorar o quadro. Sinais como dor súbita e intensa, febre, rigidez no pescoço ou fraqueza demandam atendimento de urgência. Em vez de insistir na automedicação, é essencial buscar apoio profissional para identificar as causas e estabelecer o tratamento adequado.

 

Sentir dor de cabeça todos os dias não deve ser encarado apenas como algo normal da rotina.

 

O sintoma pode ter diferentes causas. Em alguns casos, está relacionado a fatores simples, como noites mal dormidas, estresse, desidratação ou tensão muscular. Em outros, pode indicar um tipo específico de cefaleia que precisa de acompanhamento.

 

Também existe uma situação que pode manter ou aumentar as crises: o uso frequente de medicamentos para aliviar a dor.

 

Por isso, observar a frequência, a intensidade e as características da dor ajuda a entender quando é necessário procurar atendimento.

 

O que pode causar dor de cabeça frequente?

Existem diversos fatores associados às dores de cabeça recorrentes.

Entre os mais comuns estão:

 

Estresse e tensão emocional.

Sono insuficiente ou irregular.

Desidratação.

Jejum prolongado.

Excesso de cafeína ou retirada repentina da bebida.

Alterações hormonais.

Problemas de visão.

Tensão muscular no pescoço e nos ombros.

Enxaqueca.

Uso frequente de medicamentos para dor.

 

A chamada cefaleia tensional, por exemplo, costuma provocar uma sensação de pressão ou aperto na cabeça. Já a enxaqueca pode causar dor mais intensa, muitas vezes acompanhada de náusea e sensibilidade à luz ou ao som.

 

Tomar remédio todos os dias pode piorar a dor?

Pode.

Um dos pontos importantes para quem sofre com dor de cabeça todos os dias é observar a frequência com que utiliza analgésicos.

O uso frequente de medicamentos para tratar crises pode levar à chamada cefaleia por uso excessivo de medicamentos. Nesse quadro, a própria utilização repetida de remédios pode contribuir para a manutenção das dores.

Isso não significa que analgésicos não possam ser utilizados. O problema está no uso frequente sem acompanhamento adequado.

Se a pessoa precisa tomar remédios constantemente para conseguir controlar a dor, é importante procurar avaliação médica.

 

Como identificar quando a dor precisa ser investigada?

A frequência é um dos principais pontos.

Também é importante observar se a dor mudou de padrão ou está ficando mais intensa.

Manter um registro das crises pode ajudar. Anote quando a dor aparece, quanto tempo dura, sua intensidade, possíveis gatilhos e quais medicamentos foram utilizados.

Essas informações podem facilitar a avaliação do profissional de saúde.

 

Quando procurar atendimento médico?

Algumas características exigem atenção.

Procure atendimento de urgência quando a dor surgir de forma súbita e muito intensa, especialmente se for diferente de tudo o que você já sentiu.

Também é importante buscar atendimento rapidamente se a dor vier acompanhada de:

 

Fraqueza ou dormência em um lado do corpo.

Dificuldade para falar.

Confusão mental.

Desmaio.

Convulsão.

Alterações importantes na visão.

Febre e rigidez no pescoço.

Vômitos persistentes.

Uma dor de cabeça depois de um trauma na cabeça também merece avaliação.

 

O que fazer quando a dor é frequente?

O primeiro passo é evitar a automedicação contínua.

Também vale observar hábitos que podem favorecer as crises. Ter horários regulares para dormir e comer, manter uma boa hidratação e identificar possíveis gatilhos pode ajudar.

Porém, essas medidas não substituem a investigação quando as dores são recorrentes.

Um médico pode avaliar o histórico dos sintomas, realizar o exame físico e, quando necessário, solicitar exames para investigar outras causas.

 

Dor de cabeça todos os dias não deve ser ignorada

Uma dor ocasional pode estar relacionada a fatores passageiros. Já a dor de cabeça todos os dias merece atenção, principalmente quando persiste, interfere na rotina ou exige medicamentos frequentes.

Identificar a causa é importante para escolher o tratamento adequado e evitar que o problema se torne recorrente.

Por isso, se as crises fazem parte da rotina, procure avaliação profissional em vez de apenas tentar controlar a dor com analgésicos.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/dor-de-cabeca-diaria-causas-sinais-de-alerta-e-quando-buscar-ajuda,b3a075823d804b22ce2580b5578945b2p12ezy3q.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

O corpo avisa antes de uma emergência? 7 sinais para procurar um médico imediatamente


Dor no peito, falta de ar, desmaio e alterações neurológicas podem ser confundidos com problemas passageiros, mas também podem indicar situações que exigem atendimento imediato

 

Identificar alterações súbitas no organismo é essencial para socorrer emergências a tempo. Sintomas fora do padrão habitual — como dor no peito, falta de ar repentina, sinais neurológicos de AVC, desmaios, dores de cabeça intensas, confusão mental e rápida piora do quadro geral — exigem atenção médica imediata. Diante de manifestações graves ou com risco iminente à vida, o tempo de resposta é crucial e a orientação fundamental é acionar o SAMU pelo 192 sem hesitar.

 

Nem toda emergência médica começa de maneira dramática. Em alguns casos, o organismo apresenta sinais que podem ser percebidos horas ou até mesmo antes de uma piora importante. Em outros, porém, a situação pode surgir de forma repentina, sem dar tempo para a pessoa reconhecer previamente o risco.

 

Por isso, mais importante do que esperar por um "aviso" do corpo é saber identificar mudanças súbitas ou sintomas fora do padrão habitual, principalmente quando aparecem com intensidade, persistem ou vêm acompanhados de outros sinais.

 

Segundo o médico emergencista Dr. Yuri Castro, reconhecer essas alterações pode fazer diferença na busca por atendimento e, em determinadas situações, ajudar a evitar complicações.

 

Abaixo, confira alguns sinais que merecem atenção.

 

1. Dor ou pressão no peito que não melhora

Uma dor no peito não deve ser automaticamente atribuída à ansiedade, má digestão ou esforço físico. Quando há sensação de pressão, aperto ou peso no peito, especialmente se o sintoma for persistente ou vier acompanhado de falta de ar, suor frio, náusea, tontura ou mal-estar intenso, é importante considerar a possibilidade de uma emergência cardiovascular.

 

A intensidade também não deve ser o único parâmetro: problemas cardíacos podem se manifestar de maneiras diferentes, principalmente em mulheres, idosos e pessoas com diabetes.

 

2. Falta de ar que aparece de repente ou foge do habitual

Ficar ofegante após um esforço intenso pode ser esperado. O sinal de alerta aparece quando a falta de ar é desproporcional à atividade realizada, surge repentinamente ou acontece mesmo em repouso. A situação merece ainda mais atenção quando vem acompanhada de dor no peito, lábios arroxeados, tontura, confusão, desmaio ou piora rápida do estado geral.

Por ser um sintoma também associado à ansiedade e crises de pânico, a falta de ar pode ser subestimada. A diferença é que não é seguro presumir a causa sem avaliar o contexto e os demais sintomas.

 

3. Rosto torto, fraqueza ou dificuldade para falar

Alterações neurológicas súbitas estão entre os sinais que exigem maior rapidez. Assimetria no rosto, fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender, alteração repentina da visão, perda de equilíbrio e confusão podem indicar um acidente vascular cerebral (AVC).

Mesmo que o sintoma desapareça depois de alguns minutos, ele não deve ser ignorado. Uma melhora espontânea não significa necessariamente que o risco passou. Nesse tipo de situação, tempo é fundamental, e a recomendação é procurar atendimento emergencial imediatamente.

 

4. Desmaio ou perda súbita de consciência

Um desmaio pode ter causas relativamente simples, mas também pode estar relacionado a alterações cardíacas, neurológicas ou metabólicas. Por isso, perder a consciência sem uma explicação clara merece avaliação, principalmente quando o episódio acontece durante esforço físico ou é acompanhado por dor no peito, palpitações, falta de ar, convulsão, confusão após o episódio ou dificuldade para recuperar a consciência normalmente. A orientação é ainda mais importante quando o desmaio ocorre pela primeira vez ou se repete.

 

5. Uma dor de cabeça que surge de forma súbita e muito intensa

Nem toda dor de cabeça representa uma emergência. Porém, uma cefaleia que aparece abruptamente, com intensidade muito elevada e diferente do padrão habitual, deve ser investigada. O alerta aumenta quando a dor vem acompanhada de vômitos persistentes, desmaio, confusão, rigidez na nuca, alterações na visão, dificuldade para falar, fraqueza ou perda de sensibilidade. A chamada "pior dor de cabeça da vida", especialmente quando surge de maneira explosiva, é um sinal que não deve ser banalizado.

 

6. Confusão mental ou mudança repentina de comportamento

Uma pessoa que passa subitamente a não saber onde está, não reconhece familiares, apresenta dificuldade para responder perguntas simples, fica excessivamente sonolenta ou demonstra uma alteração importante de comportamento pode estar apresentando uma emergência.

Esse tipo de mudança pode estar relacionado a diferentes condições, como alterações neurológicas, infecções graves, alterações metabólicas ou intoxicações. Quando a mudança é repentina e não existe uma explicação evidente, é importante procurar atendimento.

 

7. Piora rápida de um quadro que parecia comum

Talvez um dos sinais mais importantes seja justamente a mudança de padrão. Uma infecção que evolui rapidamente com prostração intensa, dificuldade para respirar, confusão, desmaio ou piora importante do estado geral, por exemplo, merece atenção imediata. Isso também vale para uma pessoa que, mesmo sem apresentar inicialmente um sintoma considerado grave, passa a demonstrar uma deterioração rápida do estado de saúde.

Mais do que decorar uma lista de doenças, observar a evolução do quadro ajuda a reconhecer quando uma situação deixou de ser algo que pode ser acompanhado em casa.

 

Quando chamar o SAMU?

Em situações de suspeita de infarto, AVC, perda de consciência, falta de ar importante, convulsões ou outras condições em que exista risco de morte ou agravamento rápido, a orientação é acionar o SAMU pelo telefone 192.

Também é importante evitar transportar por conta própria uma pessoa que esteja inconsciente, com dificuldade importante para respirar ou apresentando sinais neurológicos súbitos, especialmente quando há possibilidade de piora durante o deslocamento.

 

O principal sinal de alerta é a mudança

O corpo nem sempre consegue "avisar" com antecedência que uma emergência está prestes a acontecer. Algumas condições evoluem silenciosamente e outras começam de maneira abrupta.

Por isso, segundo o médico emergencista Dr. Yuri Castro, reconhecer sintomas novos, intensos, súbitos ou diferentes do padrão habitual é uma das principais atitudes para não atrasar a procura por atendimento. Em uma emergência, esperar para ver se passa pode custar tempo precioso.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-corpo-avisa-antes-de-uma-emergencia-7-sinais-para-procurar-um-medico-imediatamente,e5302a9b213f68e34ef46bf4b96e0b41nt6gl8k8.html?utm_source=clipboard - Por Adriana Quintairos - Foto: PeopleImages | Shutterstock / Portal EdiCase

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Os sinais do corpo que podem indicar problemas de saúde


Cansaço persistente, alterações no sono, mudanças na pele e outros sintomas podem indicar que algo não vai bem

 

O corpo muitas vezes dá sinais antes de uma doença, como cansaço persistente, mudanças na pele, no sono, no peso ou no funcionamento intestinal. Embora nem todo sintoma indique um problema sério, alterações frequentes ou sem causa aparente merecem atenção médica para diagnóstico adequado. Entender os sinais do corpo é essencial para cuidar da saúde.

 

O corpo está sempre enviando sinais.

 

Alguns são passageiros. Outros podem indicar que existe algo errado.

 

Por isso, perceber mudanças no funcionamento do organismo é importante. Um sintoma isolado nem sempre significa uma doença. Mas alterações persistentes merecem atenção.

 

O corpo pode dar sinais antes de uma doença?

Sim, em alguns casos.

 

Mudanças no organismo podem aparecer antes de um diagnóstico. Isso acontece porque determinadas doenças provocam alterações que podem ser percebidas no dia a dia.

 

Porém, esses sinais não são específicos.

 

Cansaço, por exemplo, pode estar relacionado a noites mal dormidas. Também pode aparecer em quadros de anemia, alterações hormonais, infecções ou outras condições.

 

Por isso, não é possível identificar uma doença apenas pelos sintomas.

 

A avaliação médica é fundamental.

 

Cansaço que não passa

Sentir cansaço depois de um dia intenso é normal.

O alerta aparece quando a falta de energia persiste mesmo após períodos adequados de descanso.

O cansaço constante pode estar relacionado ao estresse e à falta de sono. Também pode acompanhar problemas como anemia, alterações da tireoide, infecções e outras condições de saúde.

Se o sintoma persiste ou interfere na rotina, procure avaliação profissional.

 

Mudanças no sono

Dormir demais ou ter dificuldade frequente para dormir também merece atenção.

Alterações no sono podem estar relacionadas ao estresse, ansiedade e mudanças na rotina.

Mas também podem aparecer em alguns problemas de saúde.

Roncar muito, acordar várias vezes durante a noite ou sentir sono excessivo durante o dia também são sinais que devem ser observados.

 

Alterações na pele

A pele pode apresentar mudanças quando algo está acontecendo no organismo.

Palidez, coceira persistente, manchas que surgem de forma inesperada ou feridas que não cicatrizam precisam ser avaliadas.

Uma mudança isolada não significa necessariamente doença.

O mais importante é observar evolução, duração e outros sintomas associados.

 

Mudanças no peso sem explicação

Perder ou ganhar peso sem alterar alimentação ou rotina pode ser um sinal importante.

A alteração pode ter diferentes causas.

Entre elas estão mudanças hormonais, problemas metabólicos, medicamentos e condições que afetam o apetite ou a absorção de nutrientes.

Por isso, mudanças significativas e sem explicação devem ser investigadas.

 

Alterações no intestino

O funcionamento intestinal também pode mudar.

Prisão de ventre, diarreia frequente, mudança persistente no formato das fezes ou presença de sangue são sinais que merecem atenção.

Essas alterações podem ter causas simples. Mas também podem estar relacionadas a doenças que precisam de diagnóstico.

 

Dores frequentes ou diferentes

Uma dor ocasional pode fazer parte da rotina.

Já uma dor persistente, intensa ou diferente do padrão habitual merece avaliação.

O mesmo vale para dores acompanhadas de febre, perda de peso, fraqueza ou outros sintomas.

Evite mascarar o problema constantemente com medicamentos sem orientação.

 

Falta de ar e palpitações

Falta de ar sem motivo aparente, palpitações frequentes ou dor no peito exigem atenção.

Em algumas situações, esses sintomas podem indicar problemas cardiovasculares ou respiratórios.

Dor no peito intensa, falta de ar importante, desmaio ou sinais de emergência exigem atendimento imediato.

 

Nem todo sinal significa doença

É importante evitar o autodiagnóstico.

Um sintoma pode ter muitas causas. Além disso, ansiedade e estresse também podem provocar manifestações físicas.

O acompanhamento médico ajuda a entender o que realmente está acontecendo.

 

Quando procurar ajuda?

Observe principalmente sintomas que:

 

Persistem por vários dias ou semanas.

Estão piorando.

Aparecem repetidamente.

Interferem nas atividades diárias.

Surgem acompanhados de outros sinais.

Não têm uma causa evidente.

Conhecer o próprio corpo não significa tentar descobrir doenças sozinho.

 

Significa perceber mudanças e buscar orientação quando necessário.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/os-sinais-do-corpo-que-podem-indicar-problemas-de-saude,81e1b9f88b3bdd505b015135d1252abfxxfwa63h.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Hipertensão: sinais, riscos e dicas de prevenção


A hipertensão costuma ser silenciosa, mas pode provocar sintomas quando a pressão sobe muito

 

Resumo

A hipertensão, conhecida como doença silenciosa, muitas vezes não apresenta sintomas, mas pode causar problemas graves como infarto e AVC. Sintomas como dor de cabeça, tontura e dor no peito, quando a pressão sobe muito, exigem atenção médica imediata. Medir a pressão regularmente e adotar hábitos saudáveis é essencial para prevenção e controle.

A hipertensão é uma doença crônica que afeta milhões de brasileiros. Apesar de ser um dos principais fatores de risco para infarto, AVC e insuficiência renal, ela costuma evoluir sem causar sintomas. Por isso, muitas pessoas só descobrem que têm pressão alta durante uma consulta ou ao medir a pressão por rotina.

 

Quando a pressão arterial sobe de forma importante, alguns sinais podem aparecer. Nesses casos, é fundamental procurar avaliação médica para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.

 

Quais são os sintomas da pressão alta?

Na maior parte do tempo, a hipertensão é considerada uma doença silenciosa. No entanto, quando os níveis da pressão arterial aumentam muito, podem surgir sintomas como:

 

Dor de cabeça.

Tontura.

Visão embaçada.

Zumbido no ouvido.

Dor no peito.

Fraqueza.

Sangramento nasal.

Esses sintomas não confirmam, por si só, o diagnóstico de hipertensão. Eles podem estar relacionados a outras condições de saúde. A única forma de saber se a pressão está elevada é medi-la corretamente.

 

Quando a pressão alta é considerada hipertensão?

De acordo com o Ministério da Saúde, a hipertensão é caracterizada por níveis de pressão arterial iguais ou superiores a 140/90 mmHg, popularmente conhecidos como "14 por 9", confirmados em avaliações médicas.

 

Já uma pressão em torno de 120/80 mmHg ("12 por 8") é considerada dentro da faixa normal para adultos.

 

Quando procurar atendimento imediatamente?

Alguns sintomas associados à pressão elevada podem indicar uma situação de urgência e não devem ser ignorados.

 

Procure atendimento médico imediatamente ou acione o SAMU (192) se houver:

 

Dor intensa no peito.

Falta de ar.

Desmaio.

Perda de força em um lado do corpo.

Dificuldade para falar.

Alteração súbita da visão.

Dor de cabeça muito intensa e diferente do habitual.

 

Esses sinais podem estar relacionados a complicações graves, como infarto ou AVC, e exigem avaliação médica urgente.

 

Quem tem maior risco de desenvolver hipertensão?

Diversos fatores aumentam o risco de pressão alta. Entre os principais estão:

 

Histórico familiar de hipertensão.

Envelhecimento.

Obesidade.

Consumo excessivo de sal.

Sedentarismo.

Tabagismo.

Consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Colesterol elevado.

Diabetes.

Estresse.

A adoção de hábitos saudáveis ajuda a reduzir o risco e também faz parte do tratamento de quem já recebeu o diagnóstico.

 

Como prevenir complicações?

Como a hipertensão geralmente não causa sintomas, medir a pressão regularmente é uma das principais formas de identificar a doença precocemente.

 

Além do acompanhamento médico, algumas medidas ajudam a controlar a pressão arterial:

 

Reduzir o consumo de sal.

Praticar atividade física regularmente.

Manter um peso adequado.

Evitar fumar.

Limitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Seguir corretamente o tratamento prescrito pelo médico, quando necessário.

O ideia é que adultos meçam a pressão periodicamente, mesmo na ausência de sintomas. O diagnóstico precoce reduz o risco de complicações cardiovasculares e renais.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/hipertensao-sinais-riscos-e-dicas-de-prevencao,c9d7145c8870e732d2db17de98a9724b8gsadu3g.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sábado, 18 de julho de 2026

Sete exercícios que ajudam a aliviar sintomas de ansiedade


Caminhada, yoga, musculação e outras atividades físicas podem contribuir para reduzir o estresse e promover sensação de bem-estar

 

A prática de atividade física pode ajudar a controlar a ansiedade, liberando endorfinas e reduzindo o estresse. Caminhada, yoga, musculação e outras atividades oferecem benefícios físicos e mentais. Contudo, exercícios devem ser aliados de tratamentos médicos e psicológicos, com foco na constância e no prazer da prática para resultados duradouros.

 

A prática regular de atividade física pode ajudar a aliviar os sintomas da ansiedade. Isso porque o exercício contribui para a liberação de substâncias relacionadas à sensação de bem-estar, reduz o estresse, melhora a qualidade do sono e ainda ajuda a aliviar tensões acumuladas no dia a dia.

 

Apesar desses benefícios, vale lembrar que a atividade física não substitui o acompanhamento médico ou psicológico quando ele é necessário. Ela deve ser vista como uma aliada dentro de um cuidado mais amplo com a saúde mental.

 

Se você está procurando uma forma de desacelerar a mente e cuidar do corpo, confira sete exercícios que podem fazer a diferença.

 

Como os exercícios ajudam quem tem ansiedade?

Durante a prática de atividade física, o organismo passa por mudanças que beneficiam não apenas o corpo, mas também a mente.

 

Entre os principais efeitos estão:

 

Estímulo à liberação de endorfinas, associadas à sensação de prazer e bem-estar.

Redução da tensão muscular.

Diminuição dos níveis de estresse.

Melhora da qualidade do sono.

Aumento da disposição no dia a dia.

Maior concentração.

Sensação de relaxamento após o treino.

Além disso, criar uma rotina de exercícios ajuda a organizar a semana e oferece um momento para desconectar das preocupações diárias.

 

1. Caminhada

A caminhada continua sendo uma das atividades mais indicadas para quem deseja começar a se exercitar.

Além de ser acessível, ela pode ser feita em parques, praças, ruas ou na esteira. Quando realizada em ambientes ao ar livre, ainda proporciona contato com a natureza, fator que muitas pessoas associam a uma maior sensação de tranquilidade.

Uma caminhada de 30 minutos já pode fazer parte de uma rotina saudável.

 

2. Yoga

O yoga combina exercícios físicos, técnicas de respiração e meditação.

Essa união favorece o relaxamento, melhora a consciência corporal e ajuda a manter o foco no momento presente. Com a prática frequente, muitas pessoas também percebem ganhos na flexibilidade, no equilíbrio e na qualidade do sono.

 

3. Musculação

Engana-se quem pensa que a musculação traz benefícios apenas para os músculos.

Treinar regularmente também ajuda a aliviar o estresse, melhora a autoestima e proporciona uma sensação de evolução a cada objetivo alcançado. Além disso, a concentração exigida durante os exercícios pode ajudar a afastar pensamentos repetitivos.

 

4. Pilates

O pilates trabalha força, mobilidade, postura, equilíbrio e respiração de forma integrada.

Como os movimentos exigem atenção e controle, a prática favorece a concentração e ajuda a reduzir a sensação de sobrecarga mental.

Outro benefício é o fortalecimento da musculatura, especialmente da região do core.

 

5. Corrida

Para quem já está acostumado com atividades de maior intensidade, a corrida pode ser uma excelente opção.

Ela melhora o condicionamento cardiorrespiratório, aumenta a resistência física e costuma proporcionar uma sensação de bem-estar após o treino.

O ideal é começar de forma gradual e respeitar os próprios limites.

 

6. Natação

A natação movimenta praticamente todos os grupos musculares e ainda tem baixo impacto sobre as articulações.

Além dos benefícios físicos, o ritmo da respiração durante a atividade pode favorecer o relaxamento e ajudar a aliviar as tensões do dia a dia.

 

7. Dança

Se a ideia é cuidar da saúde sem abrir mão da diversão, a dança pode ser a escolha perfeita.

Ela melhora o condicionamento físico, trabalha coordenação motora, equilíbrio e resistência. De quebra, ainda permite expressar emoções e transformar o exercício em um momento prazeroso.

 

Como escolher o melhor exercício?

Não existe uma modalidade considerada a melhor para aliviar a ansiedade. O mais importante é escolher uma atividade que combine com a sua rotina e que seja prazerosa.

Na hora de decidir, vale seguir algumas dicas:

 

Escolha um exercício que você goste.

Comece de forma gradual.

Respeite o seu nível de condicionamento físico.

Mantenha uma rotina regular.

Busque orientação de um profissional de Educação Física sempre que possível.

A constância costuma ser mais importante do que a intensidade nos primeiros meses.

 

A atividade física substitui o tratamento?

Não. Embora os exercícios tragam benefícios importantes para a saúde mental, eles não substituem tratamentos indicados por médicos ou psicólogos.

Se a ansiedade é frequente, intensa ou interfere na rotina, é fundamental procurar ajuda profissional. O tratamento pode incluir psicoterapia, medicamentos, mudanças no estilo de vida ou uma combinação dessas estratégias.

 

Pequenos hábitos fazem diferença

Além de manter uma rotina de exercícios, outros cuidados podem contribuir para o bem-estar físico e emocional:

 

Dormir entre 7 e 9 horas por noite.

Manter uma alimentação equilibrada.

Reservar momentos de lazer durante a semana.

Evitar o consumo excessivo de álcool e cafeína.

Praticar técnicas de respiração ou meditação.

Manter contato com familiares e amigos.

Quando inserida em uma rotina saudável, a atividade física pode se tornar uma importante aliada no controle da ansiedade. Mais do que buscar desempenho, movimentar o corpo de forma regular é um investimento na saúde, na qualidade de vida e no equilíbrio entre corpo e mente.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sete-exercicios-que-ajudam-a-aliviar-sintomas-de-ansiedade,70b54dd8db23e95698b301e7401ec22avvpmcgcq.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Sport Life