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terça-feira, 10 de março de 2026

Distúrbios do sono: veja os tipos mais comuns e quando procurar um médico


Uma noite mal dormida pode afetar o sistema imunológico, prejudicar a concentração e até aumentar o risco de doenças cardiovasculares

 

Os impactos de dormir mal vão muito além do cansaço no dia seguinte. A falta de sono de qualidade pode afetar o sistema imunológico, prejudicar a concentração e até aumentar o risco de doenças cardiovasculares. No entanto, segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), cerca de 70% dos brasileiros sofrem com algum tipo de distúrbio do sono.

 

Para a pneumologista e médica do sono Raíssa Dantas, do Hospital e Maternidade São Luiz Osasco, esses problemas costumam se refletir rapidamente no dia a dia. "Uma noite mal dormida pode provocar sonolência excessiva, irritabilidade, fadiga e dificuldade de concentração. São sintomas que impactam diretamente a qualidade de vida", explica. Além disso, a privação de sono também pode comprometer a imunidade, deixando o organismo mais vulnerável a infecções.

 

Distúrbios do sono mais comuns

Os distúrbios do sono são condições que prejudicam a duração ou a qualidade do descanso, impedindo que o corpo alcance o chamado sono reparador. Entre os mais comuns, estão: insônia, privação crônica do sono e apneia do sono (sendo três tipos: obstrutiva, central ou mista).

 

A apneia obstrutiva do sono é caracterizada por obstrução parcial ou total da via respiratória durante o sono. A apneia central do sono caracteriza-se por pausas respiratórias durante o sono, decorrentes da ausência ou redução do estímulo respiratório gerado pelo sistema nervoso central. Ela pode ocorrer em situações que alteram o controle ventilatório, como insuficiência cardíaca ou uso de medicamentos que reduzem o estímulo respiratório. A apneia mista combina ambos os tipos anteriores.

 

Segundo Raíssa Dantas, a apneia do sono é o distúrbio respiratório do sono mais frequente. Estudos do Instituto do Sono apontam que, na cidade de São Paulo, o problema atinge cerca de 30% da população. Entre os fatores que podem favorecer o problema, estão obesidade, enfraquecimento dos músculos da garganta e alterações craniofaciais.

 

"Essas interrupções intermitentes e frequentes na respiração durante o sono estão associadas ao maior risco de problemas cardiovasculares, como hipertensão e acidente vascular cerebral (AVC)", destaca a médica. 

 

Sinais de alerta para procurar um médico

Alguns sintomas podem indicar que a qualidade do sono não está adequada. Os principais são:

 

Sonolência excessiva durante o dia;

Sensação de cansaço ao acordar;

Ronco frequente;

Dificuldade para iniciar ou manter o sono.

 

Nesses casos, a recomendação é procurar avaliação médica. O diagnóstico pode envolver exames como a polissonografia, que monitora diferentes parâmetros do organismo durante o sono. 

 

"No caso da apneia do sono, a polissonografia tipo 3 é um dos exames mais utilizados e pode ser realizada em casa, durante o sono. O paciente recebe orientações para utilizar um dispositivo simples, que inclui uma cinta torácica para registrar os movimentos respiratórios, um oxímetro no dedo para monitorar a oxigenação do sangue, um sensor de posição corporal e uma cânula nasal que mede o fluxo de ar durante a respiração", explica Raíssa Dantas.

 

Segundo a especialista, os equipamentos registram essas informações ao longo da noite, permitindo identificar pausas respiratórias e assim diagnosticar a apneia do sono.

 

Melhorando a qualidade do sono

Pequenas mudanças na rotina podem fazer diferença na qualidade do descanso. A especialista recomenda: 

 

Manter horários regulares para dormir e acordar, inclusive nos fins de semana;

Dormir entre 7 e 9 horas por noite, tempo recomendado para a maioria dos adultos;

Evitar telas, especialmente o celular, próximo ao horário de dormir;

Deitar apenas quando estiver com sono;

Evitar refeições pesadas antes de dormir;

Manter o quarto silencioso, escuro e com temperatura confortável.

 

Outro ponto de atenção é o uso de melatonina sem orientação médica. "A melatonina é um hormônio produzido pelo organismo. Ela é produzida no cérebro e ajuda a sincronizar nosso relógio biológico, sinalizando para o corpo que está chegando a hora de dormir. Ela não é uma substância indutora do sono, como muitos pensam", alerta Raíssa Dantas. 

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/disturbios-do-sono-veja-os-tipos-mais-comuns-e-quando-procurar-um-medico,299584e6e480f93395fd620f63cfb91cxwm2rzak.html?utm_source=clipboard - Por Samara Meni - Foto: Lysenko Andrii | Shutterstock / Portal EdiCase

domingo, 8 de março de 2026

Fungos nas unhas dos pés: tratamentos caseiros que podem ajudar


Infecção fúngica nas unhas dos pés é um problema frequente na população adulta e vem ganhando mais atenção em consultórios e nas conversas do dia a dia. Veja tratamentos que podem ajudar.

 

Infecção fúngica nas unhas dos pés é um problema frequente na população adulta e vem ganhando mais atenção em consultórios e nas conversas do dia a dia. Com o nome de fungos nas unhas dos pés ou onicomicose, essa condição costuma se desenvolver lentamente. Muitas vezes, ela passa despercebida nos estágios iniciais. Porém, com o tempo pode comprometer tanto a aparência quanto a saúde das unhas, causando desconforto e limitações na rotina.

 

O interesse por soluções para onicomicose cresce à medida que mais pessoas buscam entender as causas, os sintomas e as opções de tratamento. Assim, entre remédios prescritos, orientações de especialistas e o uso de remédios caseiros, o tema envolve tanto cuidados médicos quanto hábitos de higiene diária. Afinal, a informação clara e acessível ajuda a identificar quando medidas simples podem ser úteis e quando é necessário procurar atendimento profissional.

 

O que causa fungos nas unhas dos pés e como reconhecer os sintomas?

A onicomicose é causada, na maior parte dos casos, por fungos que se alimentam de queratina, proteína presente nas unhas. Esses micro-organismos encontram ambiente favorável em locais quentes, úmidos e pouco ventilados. Entre eles, dentro de tênis fechados, meias sintéticas e vestiários coletivos. Pequenas lesões na pele ao redor da unha ou na própria lâmina ungueal facilitam a entrada dos fungos.

Os sintomas dos fungos nas unhas dos pés incluem alterações visíveis e mudanças na textura. Assim, as unhas podem ficar amareladas, esbranquiçadas ou acastanhadas, tornar-se espessas, quebradiças e com formato irregular. Em alguns casos, ocorre desprendimento parcial da unha do leito ungueal, acompanhado de odor desagradável. Embora muitas vezes não haja dor no início, quadros avançados podem causar sensibilidade ao calçar sapatos ou caminhar longas distâncias.

Além do aspecto estético, a onicomicose pode favorecer pequenas fissuras na pele ao redor, facilitando a entrada de bactérias. Em pessoas com imunidade comprometida, diabetes ou problemas circulatórios, essas alterações merecem atenção especial, já que podem aumentar o risco de infecções mais sérias.

 

Fungos nas unhas dos pés: como a onicomicose afeta saúde e estética?

Do ponto de vista estético, os fungos nas unhas dos pés costumam gerar incômodo por deixarem as unhas opacas, deformadas e com coloração alterada. Por isso, muitas pessoas passam a evitar sandálias abertas, praia ou piscina por causa da aparência. Assim, isso mostra o impacto social e emocional desse problema de saúde aparentemente simples. A alteração na forma e na espessura pode dificultar o corte adequado das unhas e até interferir na escolha de calçados.

Na esfera da saúde, a onicomicose pode comprometer a função de proteção que a unha exerce sobre a ponta do dedo. Unhas espessas e deformadas podem pressionar tecidos ao redor, causar microtraumas e favorecer o surgimento de calos e lesões. Ademais, em indivíduos com doenças crônicas, qualquer ferida na região dos pés exige cuidados rigorosos para evitar complicações, especialmente quando há má circulação sanguínea.

Por isso, profissionais de saúde reforçam que a onicomicose não deve ser tratada apenas como questão estética. Afinal, a presença de fungos nas unhas sinaliza um desequilíbrio local, muitas vezes algo que se associa à umidade constante, calçados inadequados ou falta de ventilação. Portanto, entender essas relações ajuda na escolha de estratégias de prevenção e no sucesso de qualquer tratamento, médico ou complementar.

 

Quais remédios caseiros são mais citados para tratar fungos nas unhas?

Na tentativa de combater fungos nas unhas dos pés, diversos remédios caseiros são mencionados em relatos populares. Entre os mais conhecidos estão vinagre, óleo de melaleuca, bicarbonato de sódio e alho. Embora muitos relatos indiquem melhora, especialistas lembram que esses métodos podem atuar principalmente como coadjuvantes, não substituindo o acompanhamento de um dermatologista ou podólogo em casos persistentes ou graves.

O vinagre, em especial o de maçã, é citado pela sua acidez, que pode criar um ambiente menos favorável ao crescimento de fungos. Em geral, é utilizado diluído em água morna, em proporções como uma parte de vinagre para uma parte de água, para escalda-pés de 15 a 20 minutos, uma vez ao dia. É importante secar bem os pés após o uso e evitar aplicação direta em pele irritada ou machucada.

O óleo de melaleuca (tea tree oil) é outro recurso popular. Esse óleo essencial é aplicado diluído em um óleo carreador (como óleo de coco ou de amêndoas) para reduzir risco de irritação. Costuma-se pingar algumas gotas da mistura sobre a unha limpa e seca, uma ou duas vezes ao dia. Pessoas com pele sensível devem testar uma pequena área antes de usar de forma mais ampla.

O bicarbonato de sódio aparece como alternativa para ajudar a reduzir a umidade e o odor nos pés. Pode ser usado em forma de pasta suave, misturado com pouca água e aplicado sobre a unha, ou polvilhado dentro de calçados para mantê-los mais secos. Já o alho, conhecido por compostos com ação antimicrobiana, costuma ser usado amassado e misturado a óleos ou cremes neutros, aplicado em curtos períodos para evitar irritação da pele ao redor.

Apesar da ampla circulação dessas práticas, não há garantia de que remédios caseiros consigam eliminar totalmente os fungos das unhas, especialmente quando a infecção é extensa ou antiga. Em muitos casos, quando há apenas alívio parcial, o fungo continua presente e pode voltar a se manifestar com mais intensidade.

 

Cuidados diários e quando procurar dermatologista ou podólogo?

Para reduzir o risco de fungos nas unhas dos pés e apoiar qualquer tratamento, os cuidados diários são essenciais. Manter os pés limpos, secos e com boa ventilação ajuda a dificultar o crescimento de fungos. Após o banho, é recomendável secar bem entre os dedos, usar toalhas pessoais e evitar permanecer longos períodos com meias úmidas ou calçados fechados.

 

Algumas medidas práticas incluem:

 

Preferir meias de algodão ou tecidos que absorvam melhor o suor.

Alternar os pares de sapatos ao longo da semana, permitindo que sequem completamente.

Evitar caminhar descalço em vestiários, saunas, piscinas e pisos úmidos compartilhados.

Não compartilhar cortadores, alicates ou lixas de unha.

Manter as unhas dos pés aparadas, mas sem cortar demais os cantos.

 

Quando já existe onicomicose, pode se adotar a combinação de higiene rigorosa e alguns remédios caseiros, desde que não provoque irritação ou ferimentos. No entanto, casos persistentes, dolorosos, extensos ou que envolvem várias unhas devem passar pela avaliação de um médico dermatologista ou podólogo. Esses profissionais podem indicar tratamentos tópicos, comprimidos antifúngicos, limpezas periódicas da unha e, em alguns casos, procedimentos específicos.

 

Essa avaliação é especialmente importante em pessoas com diabetes, problemas vasculares, uso de medicamentos que afetam o sistema imunológico ou histórico de infecções repetidas nos pés. Nesses grupos, a orientação profissional reduz o risco de complicações e aumenta as chances de recuperação da aparência e da saúde das unhas. O acompanhamento também permite ajustar o tratamento e esclarecer dúvidas sobre o uso de remédios caseiros como complemento, sempre priorizando a segurança e a eficácia.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/fungos-nas-unhas-dos-pes-tratamentos-caseiros-que-podem-ajudar,65985ce593b5d88a412effd197b68e22qm40n1qc.html?utm_source=clipboard - Por: Valdomiro Neto* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / Elnur

sábado, 17 de janeiro de 2026

Volta às aulas: 7 sinais de que a criança precisa de óculos


Identificar problemas de visão precocemente é essencial para o sucesso escolar. Confira os sintomas que indicam a necessidade de uma consulta oftalmológica

 

O período de volta às aulas é o momento ideal para observar o comportamento dos pequenos, pois cerca de 80% do aprendizado infantil depende diretamente da visão.

 

Este conteúdo é fundamental porque muitos problemas de rendimento escolar, falta de concentração e até desânimo são causados por dificuldades visuais não diagnosticadas. Quando a criança não enxerga bem o quadro ou o material de estudo, o aprendizado se torna cansativo e frustrante.

 

A maioria das crianças não reclama de "enxergar mal" simplesmente porque não conhece outra forma de ver o mundo. Para elas, aquela imagem embaçada é o normal.

 

Por isso, cabe aos pais e professores identificar os sinais de alerta. A seguir, detalhamos os sete sinais principais de que seu filho pode precisar de óculos e como a saúde ocular impacta diretamente o desenvolvimento na escola.

 

1. Dores de cabeça frequentes e cansaço visual

Um dos primeiros sintomas de que algo está errado com a visão é a dor de cabeça recorrente. Se a criança reclama de dor na testa ou nas têmporas, especialmente após as aulas ou ao fazer o dever de casa, fique atento. Isso acontece porque os olhos fazem um esforço muscular excessivo para tentar focar a imagem, gerando fadiga.

 

Cansaço ao fim do dia

O esforço para enxergar consome muita energia. A consequência é uma criança que chega da escola exausta, irritada ou que dorme com facilidade durante as tarefas. Se o mal-estar aumenta conforme o tempo de leitura ou uso de telas, o problema visual é a causa mais provável.

 

2. Aproximação excessiva de objetos e telas

Observe como seu filho interage com o que está lendo ou assistindo. Se ele sente a necessidade de sentar muito perto da televisão ou segura o celular e livros colados ao rosto, este é um sinal clássico de miopia. A dificuldade em enxergar de longe faz com que a criança tente compensar a distância fisicamente.

 

O comportamento na sala de aula

Na escola, esse sinal se manifesta quando o aluno pede para sentar sempre nas primeiras fileiras. Se a criança não consegue ler o que o professor escreve no quadro sem se levantar ou apertar os olhos, a visão de longe está comprometida. Esse hábito prejudica a postura e o acompanhamento das explicações.

 

3. Apertar os olhos para ler ou focar

Você já notou seu filho "espremendo" os olhos para tentar ver algo à distância? Esse gesto ajuda a criar o efeito de "foco", melhorando momentaneamente a nitidez da imagem. No entanto, é um sinal claro de que a visão natural não está dando conta do recado.

 

A careta do esforço

Se esse comportamento é frequente ao assistir desenhos ou ler placas na rua, é hora de procurar um oftalmologista. Apertar os olhos tensiona a musculatura facial e ocular, o que acaba gerando o ciclo de dores de cabeça mencionado anteriormente.

 

4. Lacrimejamento excessivo e olhos vermelhos

Olhos que lacrimejam sem motivo aparente ou que ficam vermelhos após a escola indicam irritação. Esse quadro geralmente é causado pelo esforço contínuo para manter o foco. A criança pode piscar muito ou esfregar os olhos constantemente, tentando aliviar o desconforto da vista cansada.

 

Sensibilidade à luz (fotofobia)

Algumas condições visuais tornam os olhos mais sensíveis à claridade. Se o seu filho evita ambientes muito iluminados ou reclama que a luz da sala de aula incomoda, pode haver um erro refrativo ou uma inflamação silenciosa. O lacrimejamento é uma resposta de defesa do organismo à sobrecarga visual.

 

5. Dificuldade de concentração e queda no rendimento

Muitas vezes, a criança recebe o rótulo de "distraída" ou "hiperativa", quando o problema é apenas visual. Manter o foco em um texto embaçado exige um esforço mental gigantesco. Em pouco tempo, a criança perde o interesse pela atividade e começa a se dispersar.

 

O impacto nas notas

A queda no rendimento escolar é uma consequência direta da visão ruim. A criança leva mais tempo para copiar do quadro, erra palavras simples e desiste de leituras longas. Na volta às aulas, compare o interesse do seu filho com o ano anterior. Se ele parece mais desmotivado, o check-up ocular deve ser a prioridade.

 

6. Seguir o texto com o dedo durante a leitura

Acompanhar a leitura com o dedo é normal no início da alfabetização. No entanto, se a criança já está em uma fase avançada e ainda precisa do dedo para não se perder nas linhas, isso pode indicar astigmatismo ou problemas de convergência ocular.

 

Pular linhas ou ler a mesma frase

Quem tem dificuldade visual costuma "pular" palavras ou linhas inteiras de um texto. A visão confusa faz com que o olho se perca na transição de uma linha para a outra. Se o seu filho lê de forma truncada ou repete frases sem perceber, os olhos dele podem não estar trabalhando em conjunto de forma correta.

 

7. Inclinar a cabeça para o lado

Se a criança inclina a cabeça para o lado ao tentar focar algo, ela pode estar sofrendo de um desequilíbrio nos músculos oculares ou estrabismo subclínico. Ao inclinar a cabeça, ela busca um ângulo onde a imagem pareça menos duplicada ou mais nítida.

 

O risco da ambliopia (olho preguiçoso)

Esse hábito pode levar ao desenvolvimento do "olho preguiçoso", onde o cérebro passa a ignorar as imagens de um dos olhos para evitar a confusão visual. Se não tratado na infância, esse problema pode se tornar irreversível na fase adulta.

 

8. Como deve ser o check-up ocular na volta às aulas

O ideal é que toda criança passe por uma consulta oftalmológica completa uma vez por ano, preferencialmente antes do início do ano letivo. O exame de rotina na escola (teste do dedinho) é importante, mas não substitui a consulta médica.

 

O que o médico avalia

No consultório, o especialista vai além de medir o "grau". Ele verifica:

 

A saúde da retina.

A pressão ocular.

A coordenação motora dos olhos.

A percepção de cores.

 

A escolha da armação

Se a criança precisar de óculos, envolva-a na escolha da armação. Óculos confortáveis, leves e com o estilo que a criança gosta aumentam as chances de adesão ao tratamento. 

 

Cuidar da visão do seu filho na volta às aulas é garantir que ele tenha todas as ferramentas necessárias para brilhar. Fique atento aos sinais e não adie a consulta. A saúde ocular é o alicerce de um futuro brilhante.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/volta-as-aulas-7-sinais-de-que-a-crianca-precisa-de-oculos,9110bf159ad6dceea15f0f39791eb0718537wubb.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Sinais de alerta: conheça sintomas que podem indicar um infarto


Sintomas menos conhecidos exigem atenção imediata

 

O infarto agudo do miocárdio, conhecido popularmente como ataque cardíaco, segue entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo. O que muita gente ainda não sabe é que o corpo costuma emitir sinais claros logo no início do infarto — e reconhecer esses sintomas rapidamente pode salvar vidas.

 

Segundo o médico cardiologista e pesquisador Rafael Marchetti, ignorar ou minimizar esses alertas é um dos maiores riscos.

 

"A maioria dos pacientes apresenta sintomas de infarto, mas muitas vezes eles são subestimados, atribuídos ao estresse ou a problemas digestivos. Essa interpretação equivocada é extremamente perigosa", alerta o especialista.

 

O corpo dá sinais — e nem sempre são óbvios

Quando se fala em infarto, a imagem mais comum é a dor forte no peito. De fato, esse é um sintoma clássico, mas não é o único — e, em alguns casos, nem o primeiro a aparecer.

 

A dor ou pressão no peito pode:

Ter sensação de aperto ou peso

Irradiar para o braço esquerdo

Alcançar costas, pescoço, mandíbula ou estômago

No entanto, há sinais menos conhecidos que também exigem atenção imediata.

 

Sintomas de infarto que muita gente ignora

De acordo com o Dr. Rafael Marchetti, alguns sintomas podem surgir de forma isolada ou combinada e ainda assim indicar um problema cardíaco grave:

 

Sudorese fria (suor intenso e gelado, mesmo sem esforço)

Falta de ar repentina, mesmo em repouso

Tontura ou sensação de desmaio

Náuseas ou vômitos

Ansiedade intensa e súbita, sem motivo aparente

Mal-estar geral, com sensação de algo "muito errado"

"Sudorese fria, falta de ar, tontura, náuseas e uma sensação repentina de ansiedade intensa são sinais que, juntos ou isoladamente, podem indicar que algo está errado com o coração", explica o cardiologista.

Esses sintomas são ainda mais perigosos porque podem ser confundidos com crises de ansiedade, problemas gastrointestinais ou queda de pressão.

 

Infarto nem sempre dói do mesmo jeito

Nem todo infarto provoca dor intensa no peito. Em mulheres, idosos e pessoas com diabetes, os sintomas podem ser mais silenciosos, manifestando-se como cansaço extremo, enjoo, desconforto abdominal ou falta de ar.

Por isso, qualquer sinal fora do padrão habitual do corpo deve ser levado a sério.

 

Tempo é decisivo em caso de infarto

Quando há suspeita de infarto, cada minuto conta. Quanto mais rápido o atendimento médico, maiores são as chances de reduzir os danos ao músculo cardíaco e evitar complicações graves.

"Quanto mais rápido o socorro, melhor o prognóstico. Por isso, qualquer sintoma suspeito deve ser levado a sério e atendido com urgência", reforça o Dr. Rafael Marchetti.

A orientação é clara: não esperar a dor passar, não se automedicar e não tentar "aguentar".

 

O que fazer diante de sinais de infarto?

Procure atendimento médico imediatamente

Acione o serviço de emergência

Evite dirigir sozinho até o hospital

Informe todos os sintomas, mesmo os que parecem leves

 

Reconhecer os sinais de alerta pode fazer toda a diferença entre uma recuperação com menos sequelas — ou consequências irreversíveis.

 

Informação também salva vidas

Falar sobre os sintomas de infarto é uma forma de prevenção. Quanto mais pessoas souberem identificar os sinais, maiores são as chances de agir a tempo.

 

O coração avisa. Ouvir e agir rápido pode salvar uma vida — inclusive a sua.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sinais-de-alerta-conheca-sintomas-que-podem-indicar-um-infarto,780d6667c0462eaf409e320fcdb51cba9g9sq26j.html?utm_source=clipboard - Foto: Divulgação / Saúde em Dia

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Saiba quais sãos os cinco tipos de insônia segundo a ciência


Pesquisadores costumam falar em cinco tipos principais de insônia. Eles são classificados de acordo com o momento em que surgem os sintomas, a frequência e a relação com outros transtornos. Veja o que diz a ciência.

 

Estudos clínicos e epidemiológicos sobre sono indicam que a insônia não é um problema único, mas um conjunto de quadros diferentes. Em linhas gerais, pesquisadores costumam falar em cinco tipos principais de insônia. Eles são classificados de acordo com o momento em que surgem os sintomas, a frequência e a relação com outros transtornos. Assim, essa divisão ajuda a orientar o diagnóstico e o tratamento em serviços de saúde no mundo todo.

 

Ao longo das últimas décadas, universidades na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil passaram a investigar a insônia com mais detalhe. Essas investigações combinando entrevistas clínicas, exames de polissonografia e questionários padronizados. Ademais, elas alimentaram classificações internacionais, como a International Classification of Sleep Disorders (ICSD-3), da American Academy of Sleep Medicine, amplamente utilizada em centros de pesquisa e ambulatórios especializados desde 2014.

 

Quais são os cinco tipos de insônia descritos na literatura científica?

Embora existam variações entre manuais diagnósticos, muitos trabalhos científicos agrupam a insônia em cinco categorias principal. São elas: insônia inicial, insônia de manutenção, insônia terminal, insônia aguda e insônia crônica. Assim, essa forma de organização aparece em estudos de grupos de sono de instituições como a Universidade de Stanford (Estados Unidos), a Universidade de Zurique (Suíça) e a Universidade de São Paulo (USP), entre outras.

 

Esses tipos não são doenças à parte, mas descrições dos padrões de dificuldade para dormir. Afinal, em muitos pacientes, mais de um tipo pode surgir ao mesmo tempo. Por exemplo, dificuldade para pegar no sono (insônia inicial) combinada com despertares durante a madrugada (insônia de manutenção). Porém, a classificação facilita a escolha de estratégias terapêuticas que se adequem mais em ambulatórios de medicina do sono.

 

Insônia inicial, de manutenção e terminal: como os pesquisadores diferenciam?

A chamada insônia inicial caracteriza-se pela dificuldade para iniciar o sono. Estudos do Stanford Center for Sleep and Circadian Sciences descrevem esse tipo em indivíduos que levam mais de 30 minutos para adormecer, em pelo menos três noites por semana. Assim, esse padrão é avaliado por diários de sono e escalas como o Pittsburgh Sleep Quality Index, utilizados em pesquisas com adultos e adolescentes.

 

Já a insônia de manutenção caracteriza-se por despertares frequentes ou prolongados ao longo da noite. Pesquisas conduzidas pelo Sleep and Health Research Program, da Universidade do Arizona, mostraram que esse tipo está ligado a maior sonolência diurna e dificuldades de atenção. Os trabalhos frequentemente associam a insônia de manutenção a condições como apneia obstrutiva do sono, dor crônica e uso de determinadas medicações.

 

A insônia terminal, por sua vez, tem como característica o despertar precoce, com dificuldade em voltar a dormir, mesmo quando ainda seria importante permanecer na cama. Estudos observacionais da Universidade de Zurique e do Max Planck Institute of Psychiatry, na Alemanha, descrevem esse padrão sobretudo em indivíduos com quadros depressivos. Neste caso, usam entrevistas estruturadas e polissonografia para documentar a interrupção do sono nas últimas horas da noite.

 

Insônia aguda e insônia crônica: o que dizem os principais estudos?

A insônia aguda é aquela que dura pouco tempo, geralmente associada a eventos específicos, como estresse intenso, mudanças no trabalho, viagens ou doenças passageiras. Pesquisas da Harvard Medical School, especialmente do Division of Sleep Medicine, definem esse quadro como sintomas que se estendem por dias ou poucas semanas. Muitos desses estudos mostram que uma parte dos casos desaparece quando o fator desencadeante é resolvido, sem necessidade de tratamento medicamentoso prolongado.

 

Em contraste, a insônia crônica é um quadro persistente. De acordo com a ICSD-3 e com estudos multicêntricos coordenados pela Universidade de Stanford e pela Universidade de Oxford, considera-se crônica a insônia que ocorre pelo menos três vezes por semana, por três meses ou mais, acompanhada de prejuízo em áreas como trabalho, estudo ou relações sociais. Essa definição foi utilizada, por exemplo, em ensaios clínicos sobre terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I) publicados em revistas como Sleep e JAMA Psychiatry.

 

No Brasil, grupos de pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da USP também adotam essa distinção entre formas agudas e crônicas em seus estudos populacionais. Dados coletados em grandes centros urbanos apontam que a insônia crônica tende a se associar a outros problemas de saúde, como hipertensão arterial e transtornos de ansiedade, reforçando a necessidade de avaliação médica estruturada.

 

Quais estudos ajudaram a consolidar essa classificação da insônia?

Além da ICSD-3, publicada pela American Academy of Sleep Medicine, diferentes projetos colaborativos internacionais ajudaram a consolidar a divisão em cinco tipos de insônia. Entre eles, destacam-se:

 

Stanford Sleep Cohort, coordenado pela Universidade de Stanford, que acompanhou adultos por vários anos, descrevendo padrões de dificuldade para iniciar, manter e finalizar o sono.

Zurich Cohort Study, da Universidade de Zurique, que investigou a relação entre insônia terminal, sintomas depressivos e cronobiologia.

Estudos do Harvard Work, Health and Well-being Program, que analisaram insônia aguda associada a estresse ocupacional, uso de telas à noite e jornadas de trabalho prolongadas.

Pesquisas brasileiras da Unifesp e da USP, como o Estudo Epidemiológico do Sono na Cidade de São Paulo, que aplicaram questionários validados para medir insônia inicial, de manutenção e terminal na população adulta.

Esses trabalhos, somados a ensaios clínicos conduzidos em universidades como Oxford, Toronto e Melbourne, forneceram base para protocolos de tratamento direcionados ao tipo de insônia predominante. Assim, a classificação em cinco tipos de insônia funciona hoje como um guia prático para profissionais de saúde, permitindo abordagens mais específicas e alinhadas às recomendações de sociedades internacionais de medicina do sono.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/saiba-quais-saos-os-cinco-tipos-de-insonia-segundo-a-ciencia,af1722c2049443fc85e372912c7fba794zdnyykj.html?utm_source=clipboard - Por: Valdomiro Neto* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / HayDmitriy

sábado, 22 de novembro de 2025

Quais os principais sintomas de um início de Alzheimer?


Identificar os sintomas iniciais do Alzheimer pode facilitar o acesso rápido a profissionais de saúde, permitindo assim um melhor manejo da doença. Saiba quais são eles.

 

O Alzheimer é uma condição neurológica que, ao longo do tempo, compromete diversas funções cognitivas. Os primeiros sinais podem ser sutis e muitas vezes passam despercebidos, o que reforça a importância do reconhecimento precoce. Assim, identificar os sintomas iniciais pode facilitar o acesso rápido a profissionais de saúde, permitindo assim um melhor manejo da doença.

 

Atualmente, estima-se que mais de 1,2 milhão de brasileiros convivam com algum tipo de demência, sendo o Alzheimer o diagnóstico mais frequente. Ademais, o envelhecimento da população tende a aumentar esses números, o que traz ainda mais relevância para o conhecimento dos sintomas principais dessa condição.

 

Quais são os sintomas iniciais do Alzheimer?

A palavra-chave "sintomas de início de Alzheimer" está diretamente associada a alterações de memória e comportamento. Dentre os primeiros sinais, a perda de memória recente se destaca como o mais comum, afetando a capacidade de lembrar de eventos, conversas ou compromissos recentes. Outra característica importante é a dificuldade em encontrar palavras ou em nomear objetos conhecidos, impactando a comunicação diária.

 

A doença também pode se manifestar com mudanças na capacidade de julgamento, levando a decisões incomuns ou menos cuidadosas. Além desses sintomas, pode ser observada uma maior desorientação temporal e espacial, fazendo com que a pessoa se perca em locais familiares ou esqueça datas importantes. Em alguns casos, alterações de humor e comportamento, como irritabilidade e apatia, surgem sem motivo aparente.

 

Como diferenciar sinais do envelhecimento dos sintomas do Alzheimer?

Muitos confundem as manifestações do Alzheimer com o processo natural do envelhecimento. Porém, enquanto é comum o idoso esquecer um nome, mas lembrar logo depois, no Alzheimer o esquecimento tende a ser persistente e progressivo. Assim, o diagnóstico médico é essencial para distinguir pequenas falhas de memória das alterações associadas à doença.

 

Esquecimento contínuo: Ao contrário do esquecimento ocasional, o Alzheimer dificulta a recuperação de informações recentes.

Dificuldade para executar tarefas cotidianas: Atividades anteriormente simples, como cozinhar ou gerenciar finanças, passam a ser um desafio.

Repetição de perguntas ou histórias: Repetir temas já conversados no mesmo dia pode ser um sinal de alerta.

Desorientação em ambientes conhecidos: A pessoa pode não reconhecer locais familiares ou perder-se facilmente.

 

Quais cuidados adotar ao perceber sintomas de Alzheimer?

Quando identificados sintomas compatíveis com o início do Alzheimer, é recomendável procurar avaliação médica especializada. O especialista poderá conduzir testes neuropsicológicos e exames para descartar outras condições. O diagnóstico precoce aumenta a possibilidade de intervenção, com orientações adequadas para o paciente e familiares.

 

Agendar consulta com neurologista ou geriatra.

Anotar e relatar episódios de esquecimento ou confusão.

Realizar exames laboratoriais e de imagem, conforme orientação médica.

Iniciar acompanhamento psicológico e social, se necessário.

 

Com a progressão do Alzheimer, é indispensável uma rede de apoio, composta por familiares, amigos e equipes multidisciplinares de saúde. Medidas simples, como etiquetas em objetos e organização da rotina, contribuem para o conforto e segurança do indivíduo. A informação e a observação atenta dos sintomas, desde os primeiros estágios, são fundamentais para promover uma vida mais digna e assistida àqueles diagnosticados com a doença.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quais-os-principais-sintomas-de-um-inicio-de-alzheimer,4e9a2d8899c125c72b6f0a1541e132472d03gajk.html?utm_source=clipboard - depositphotos.com / AndrewLozovyi - Por: Valdomiro Neto com uso de Inteligência Artificial / Giro 10


sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Conheça as causas e os sintomas do AVC


Fatores como pressão alta, diabetes e colesterol elevado aumentam o risco de Acidente Vascular Cerebral

 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil e no mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15 milhões de pessoas sofrem um AVC a cada ano e, dessas, aproximadamente 6 milhões morrem em decorrência do episódio.

 

29 de outubro, Dia Mundial e Nacional de Prevenção ao AVC, especialistas reforçam que, embora grave, o derrame pode ser evitado com medidas simples de prevenção e com o reconhecimento rápido dos sinais de alerta.

 

Causas do AVC

O AVC ocorre quando há uma interrupção ou redução do fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro, impedindo que o órgão receba oxigênio e nutrientes. "Essa interrupção pode acontecer por um bloqueio (AVC isquêmico), que representa cerca de 85% dos casos, ou por um rompimento de um vaso sanguíneo (AVC hemorrágico)", explica o cardiologista Dr. Raphael Boesche Guimarães.

 

Ele destaca que os danos podem ser irreversíveis se o tratamento não for iniciado rapidamente. "O tempo é o principal inimigo no AVC. Cada minuto sem atendimento aumenta o risco de sequelas graves ou até mesmo de morte", alerta.

 

Fatores de risco para o AVC

Entre os principais fatores de risco para o AVC, estão hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto, tabagismo, sedentarismo e obesidade. O médico explica que o controle dessas condições é essencial para reduzir a probabilidade de um episódio.

 

"Mais de 80% dos casos de AVC poderiam ser prevenidos com mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico regular", afirma o Dr. Raphael Boesche Guimarães. Além disso, monitorar doenças crônicas é fundamental. "Manter a pressão sob controle, tratar o diabetes e o colesterol, praticar atividade física e adotar uma alimentação equilibrada fazem toda a diferença", acrescenta.

 

O médico também ressalta que pessoas com histórico familiar de doenças cardiovasculares devem redobrar os cuidados, já que há uma tendência genética que pode aumentar o risco.

 

Sintomas do AVC

Saber identificar os sintomas precocemente pode salvar vidas. O Dr. Raphael Boesche Guimarães destaca que os sinais clássicos de um AVC aparecem de forma súbita e devem ser tratados como emergência médica:

 

Fraqueza ou dormência em um dos lados do corpo (rosto, braço ou perna);

Dificuldade para falar ou entender o que as pessoas dizem;

Alterações na visão (visão dupla, turva ou perda visual);

Tontura, perda de equilíbrio ou coordenação;

Dor de cabeça intensa e repentina, sem causa aparente.

 

"O ideal é agir rápido: ao perceber qualquer um desses sinais, leve a pessoa imediatamente a um pronto-socorro. O tratamento precoce aumenta significativamente as chances de recuperação", reforça o médico.

 

Formas de prevenir a condição

Para o Dr. Raphael Boesche Guimarães, o foco deve estar sempre na prevenção. "O AVC é uma doença silenciosa até que aconteça. Por isso, é essencial fazer check-ups periódicos e controlar os fatores de risco. Pequenas atitudes diárias, como reduzir o sal, evitar o cigarro e o consumo excessivo de álcool, já contribuem muito", afirma.

 

Ele também recomenda atenção especial à pressão arterial, principal vilã dos casos de AVC. "A hipertensão não tratada danifica os vasos sanguíneos e facilita a formação de coágulos. É o fator mais importante a ser controlado", explica.

 

Tratamentos para sequelas

Embora o diagnóstico precoce e o tratamento rápido possam reduzir sequelas, muitas pessoas ainda enfrentam limitações após o episódio. Por isso, a reabilitação com fisioterapia, fonoaudiologia e acompanhamento médico é fundamental.

 

"Com o tratamento adequado e o suporte correto, é possível recuperar funções e qualidade de vida. O importante é não ignorar os sinais e nunca adiar o cuidado com a saúde", conclui o Dr. Raphael Boesche Guimarães.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/conheca-as-causas-e-os-sintomas-do-avc,e77819d66e1cc353fc28da9d86636333avmh5qpt.html?utm_source=clipboard - Por Daiane Bombarda - Foto: meeboonstudio | Shutterstock / Portal EdiCase

sábado, 1 de novembro de 2025

Sinais de alerta: Conheça os sintomas que você nem imagina que indicam um infarto


O infarto agudo do miocárdio, popularmente conhecido como ataque cardíaco, continua sendo uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo.


Mas o que muitos ainda não sabem é que o corpo emite sinais claros logo no início do infarto e reconhecer esses sintomas pode ser a diferença entre a vida e a morte.

 

Segundo o médico cardiologista e pesquisador Dr. Rafael Marchetti, os minutos iniciais de um infarto costumam apresentar manifestações específicas e é fundamental não ignorá-las.

 

"A maioria dos pacientes apresenta sintomas de infarto, mas muitas vezes eles são subestimados, atribuídos ao estresse ou a problemas digestivos e essa interpretação equivocada é extremamente perigosa", alerta o cardiologista.

 

O corpo dá sinais

Os sintomas clássicos são mais conhecidos, dor ou pressão intensa no peito, que pode irradiar para o braço esquerdo, costas, pescoço ou mandíbula, mas há outras manifestações menos óbvias que também exigem atenção.

 

"Sudorese fria, falta de ar, tontura, náuseas e uma sensação repentina de ansiedade intensa são sinais que, juntos ou isoladamente, podem indicar que algo está errado com o coração", explica o Dr. Rafael Marchetti.

 

Sinais de alerta? O tempo é decisivo

Em casos de suspeita de infarto, a rapidez no atendimento é fundamental, pois quanto antes o paciente chegar ao hospital, maiores são as chances de minimizar danos ao músculo cardíaco e evitar complicações graves ou fatais.

 

"Quanto mais rápido o socorro, melhor o prognóstico, por isso, qualquer sintoma suspeito deve ser levado a sério e atendido com urgência", reforça o Dr.Rafael Marchetti.

 

Pesquisa e prevenção caminham juntas

Como coordenador de pesquisa clínica do CPAH - Centro de Pesquisa e Análises Heráclito, o Dr. Rafael Marchetti destaca que os avanços na detecção precoce e no acompanhamento de risco cardiovascular são parte fundamental da medicina moderna.

 

Por meio de estudos clínicos, é possível desenvolver estratégias mais eficazes para prevenção, diagnóstico e tratamento.

 

"A ciência nos permite entender melhor os padrões que antecedem o infarto e como intervir antes que ele ocorra. Investir em pesquisa é investir em vidas", completa o especialista.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sinais-de-alerta-conheca-os-sintomas-que-voce-nem-imagina-que-indicam-um-infarto,83229f4f9263f94cb0e57ace152dc62bxck9ab2m.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

domingo, 26 de outubro de 2025

5 hábitos que prejudicam sua visão e você nem sabe


Oftalmologista alerta para hábitos comuns do dia a dia que colocam a saúde da visão em risco. Alguns sintomas podem ser um sinal de atenção

 

"Nossos olhos são ferramentas valiosas que nos permitem navegar e experimentar o mundo. No entanto, muitos de nós involuntariamente adotamos hábitos que podem corroer gradualmente a nossa visão ao longo do tempo. Portanto, é crucial reconhecer esses comportamentos prejudiciais e tomar medidas para preservar a saúde ocular", destaca o  Dr. Elmer Salviano, médico oftalmologista do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC).

 

5 maus hábitos para a saúde ocular

Pensando nisso, o especialista separou alguns maus hábitos que fazemos com frequência, muitas vezes sem perceber, e que prejudicam nossa visão. Confira:

 

1. Passar muito tempo na frente das telas: Na era digital de hoje, estamos colados às telas para trabalho, lazer e comunicação. No entanto, a exposição prolongada à tela pode causar cansaço visual digital, que se caracteriza por sintomas como secura, fadiga e visão turva. Para atenuar isso, faça pausas regulares, siga a regra 20-20-20 (a cada 20 minutos, olhe para algo a 6 metros de distância por 20 segundos) e garanta uma iluminação adequada.

 

2. Ignorar exames oftalmológicos regulares: Os exames oftalmológicos de rotina são essenciais para detectar precocemente problemas de visão e doenças oculares. Negligenciar esses exames pode resultar em condições não diagnosticadas que poderiam ter sido tratadas ou gerenciadas de forma eficaz.

 

3. Esfregar os olhos: Esfregar os olhos pode introduzir sujeira e bactérias, podendo causar infecções ou danos à córnea, como o ceratocone. Em vez de esfregar, experimente enxaguar com água limpa ou usar lágrimas artificiais para aliviar o desconforto.

 

4. Não dormir bem: A falta de sono pode afetar sua saúde geral, incluindo seus olhos. Isso porque a privação crônica de sono pode contribuir para cansaço visual, secura e doenças ainda mais graves, como o glaucoma. Priorize uma boa noite de descanso para manter os olhos saudáveis.

 

5. Não comer bem: Uma alimentação balanceada e rica em vitaminas e nutrientes é essencial para manter a saúde ocular. Consumir alimentos ricos em antioxidantes, como vitaminas A, C e E, bem como minerais como o zinco, pode ajudar a proteger os olhos de doenças relacionadas à idade, como a degeneração macular.

 

Sinais de problemas na visão

Os problemas de visão podem se manifestar de várias maneiras. Da mesma forma, os sintomas podem variar dependendo do problema específico. O Dr. Elmer Salviano indica os principais sinais de problemas de visão. Confira:

 

Visão turva: os objetos podem parecer confusos ou fora de foco;

Visão Dupla: ver duas imagens em vez de uma;

Dificuldade de foco: dificuldade em ajustar o foco entre objetos próximos e distantes;

Dor ou desconforto ocular: incluindo coceira, queimação ou sensação de areia;

Lacrimejamento excessivo ou olhos secos: um desequilíbrio na produção de lágrimas;

Sensibilidade à Luz: aumento da sensibilidade à luz (fotofobia);

Halos ou brilho: ver círculos ou explosões de estrelas ao redor das luzes;

Visão noturna reduzida: dificuldade de enxergar em condições de pouca luz;

Perda de visão periférica: diminuição da visão lateral ou periférica;

Flutuadores e Flashes: a percepção de manchas, pontos ou flashes de luz em seu campo de visão;

Alterações na visão das cores: dificuldade em distinguir entre certas cores ou perda de percepção das cores;

Fadiga ocular: sensação de cansaço ou tensão após ler ou usar telas por longos períodos;

Apertar os olhos: tentar tornar os objetos mais claros estreitando as pálpebras;

Dificuldade para enxergar de perto ou à distância: pode indicar a necessidade de óculos de leitura ou lentes corretivas.

 

O oftalmologista destaca que mudanças graduais são muito comuns. Isto é, os problemas de visão podem desenvolver-se lentamente ao longo do tempo. Por isso, exames oftalmológicos regulares são importantes para a detecção precoce.

 

"Se você sentir algum desses sinais ou sintomas, é crucial consultar um oftalmologista para um exame oftalmológico completo. O diagnóstico oportuno e o tratamento adequado podem ajudar a controlar ou corrigir muitos problemas de visão e prevenir uma maior deterioração", destaca o médico.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/5-habitos-que-prejudicam-sua-visao-e-voce-nem-sabe,e82ff29060df2c8c7c957a7c1fb5434cdgorqi2i.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia