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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Apertar os olhos: hábito inofensivo ou alerta para problemas de visão?


Apertar os olhos para enxergar melhor pode ser só um hábito, mas também pode apontar para olho seco, cansaço visual ou erro de refração. Veja como diferenciar as situações.

 

Apertar os olhos melhora o foco temporariamente, mas pode sinalizar problemas como miopia, astigmatismo ou olho seco, além de mero cansaço ou excesso de luz. O alerta surge quando o ato é frequente e associado a dores de cabeça ou visão borrada. O cuidado deve ser redobrado em crianças, pois distúrbios não tratados prejudicam o desenvolvimento visual e o aprendizado. Diante desses sinais, a avaliação oftalmológica periódica é essencial para o diagnóstico e a correção adequados.

 

Apertar os olhos pode melhorar a nitidez da imagem de forma temporária em algumas situações. Isso acontece porque a visão muda a forma como a luz entra no olho. Dessa forma, funciona como um ajuste manual e momentâneo do foco.

 

Segundo a oftalmologista Ilana Lages, do CBV-Hospital de Olhos, o comportamento tem explicações variadas.

 

"Apertar os olhos pode, sim, ser um hábito. Mas, muitas vezes, algumas pessoas fazem isso como forma de melhorar temporariamente a nitidez visual. Pode ser por alterações na lubrificação ocular, que podem causar olho seco, ou por algum erro de refração, que pode necessitar de correção com óculos", explica a médica.

 

Nem sempre o hábito está ligado a uma doença ocular. "Algumas pessoas também apertam os olhos apenas para compensar uma luminosidade excessiva no ambiente ou por cansaço visual", lembra Ilana.

 

Ambientes muito claros e o uso prolongado de telas são gatilhos comuns para esse comportamento. Por isso, nem sempre existe um problema mais grave por trás.

 

Quais problemas de visão causam esse hábito?

Apertar os olhos costuma se relacionar a erros de refração. Isso ocorre quando o gesto não é apenas uma reação à luz ou ao cansaço. Ou seja, a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo entram nessa lista.

 

Na miopia, a imagem se forma antes de chegar à retina. Por isso, fica mais difícil enxergar objetos distantes com nitidez.

 

Já no astigmatismo, a córnea ou o cristalino têm um formato irregular. Isso significa que as imagens podem parecer borradas ou distorcidas em qualquer distância.

 

O olho seco também entra na lista de causas. Além disso, a diminuição da lubrificação natural do olho pode gerar irritação, sensação de areia e visão momentaneamente menos nítida. Assim, a pessoa acaba apertando os olhos como forma de compensação, conforme aponta Ilana.

 

Quando esse comportamento é motivo de atenção?

A frequência com que a pessoa aperta os olhos é um dos principais indicadores. Além disso, o padrão do piscar merece observação constante. "Devemos ficar atentos à frequência e ao padrão do piscar dos olhos", orienta a oftalmologista.

 

Alguns sintomas associados, inclusive, ajudam a diferenciar hábito de alerta. Ilana sugere fazer a si mesmo algumas perguntas.

 

É necessário piscar com mais frequência ou apertar os olhos para enxergar com mais nitidez?

A visão fica borrada quando você não aperta os olhos?

Há sintomas associados, como dores de cabeça ou cansaço visual intenso?

 

Se a resposta for sim para alguma dessas perguntas, a recomendação é buscar uma avaliação especializada.

 

Dor de cabeça frequente, ardência, lacrimejamento e sensação de peso nos olhos também podem acompanhar erros de refração não corrigidos. Esses sinais, quando somados ao hábito de apertar os olhos, reforçam a necessidade de uma consulta.

 

A atenção deve ser redobrada em crianças

Nas crianças, identificar esse comportamento a tempo é ainda mais importante. A visão infantil está em pleno desenvolvimento. Além disso, problemas não corrigidos podem trazer consequências para a aprendizagem e para a vida escolar.

 

"Vale lembrar que, em crianças, é ainda mais importante observar esse comportamento, para que erros de refração sejam descartados e para evitar possíveis prejuízos ao desenvolvimento visual", ressalta Ilana.

 

Além de apertar os olhos, os pais podem, inclusive, observar outros sinais. Entre eles, inclinar a cabeça para enxergar e esfregar os olhos com frequência.

 

Ainda assim, vale observar também a aproximação excessiva de livros e telas. Isso inclui, ainda, a dificuldade para acompanhar o quadro na escola.

 

O que fazer diante da dúvida sobre a visão

O ideal é não tentar diagnosticar o problema por conta própria. Ao mesmo tempo, uma avaliação com oftalmologista ajuda a diferenciar um hábito passageiro de uma alteração visual. Essa alteração pode precisar de correção com óculos, lentes de contato ou outro tratamento indicado pelo especialista.

 

Manter consultas oftalmológicas periódicas, tanto para adultos quanto para crianças, é uma forma simples de prevenção. Dessa forma, é possível identificar erros de refração e outras alterações. Isso significa proteger a qualidade de vida e o desenvolvimento visual infantil antes que surjam prejuízos maiores.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/apertar-os-olhos-habito-inofensivo-ou-alerta-para-problemas-de-visao,c153d362cd77492b55d423b3a932ed81t4cft7zi.html?utm_source=clipboard - Foto: yamasan/Getty Images

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Não usar óculos pode causar dores, cansaço visual e até comprometer segurança


Deixar de usar óculos quando há indicação pode causar visão embaçada, dor de cabeça, cansaço visual e até comprometer a segurança em atividades do dia a dia

 

Milhões de brasileiros enfrentam dificuldades de visão, mesmo com óculos ou lentes, destaca o IBGE. Especialistas alertam que ignorar o uso de correção visual pode causar dores de cabeça, cansaço e problemas de segurança no dia a dia. Além disso, em crianças, pode prejudicar o desenvolvimento visual. Consultas oftalmológicas regulares são essenciais para manter a saúde ocular.

 

A visão é uma das principais dificuldades funcionais enfrentadas pelos brasileiros.

 

De acordo com o IBGE, 7,9 milhões de pessoas têm dificuldade para enxergar, mesmo usando óculos ou lentes de contato.

 

O dado reforça a importância das consultas oftalmológicas. Também mostra a necessidade de manter o grau dos óculos atualizado e usar a correção quando ela é indicada.

 

Mas quais são os riscos de não usar óculos quando necessário?

José Bueno Júnior, profissional de oftalmologia no AmorSaúde, explica que deixar de usar a correção pode afetar a qualidade da visão e provocar outros sintomas.

"Quando uma pessoa tem uma alteração visual e deixa de usar os óculos, o principal problema é que ela passa a enxergar abaixo do seu potencial visual. Isso pode causar esforço para focar, dificuldade para enxergar de longe ou de perto, cansaço visual e dores de cabeça", afirma.

Segundo o médico, os impactos podem ser mais importantes durante a infância. Porém, adultos também podem sentir desconfortos quando não utilizam os óculos prescritos.

 

O que acontece quando não se usa óculos?

"Em crianças, não usar óculos quando necessários pode gerar graves problemas. Durante o desenvolvimento visual, alterações como graus elevados, diferenças de grau entre os olhos ou estrabismo, quando não são corrigidas, podem prejudicar o desenvolvimento da visão e levar à ambliopia", relata o médico.

A ambliopia é conhecida como "olho preguiçoso". Ela ocorre quando a visão de um ou dos dois olhos não se desenvolve de forma adequada durante a infância.

"Quando o oftalmologista prescreve óculos para uma criança, o uso correto é muito importante, pois isso evita sequelas futuras", resume.

Nos adultos, a situação é diferente. Na maioria dos casos, deixar de usar óculos não faz o grau piorar diretamente.

"O grau pode mudar naturalmente ao longo da nossa vida, independentemente do uso dos óculos", esclarece o profissional.

Mesmo assim, outros sintomas podem aparecer.

 

Quais são os riscos de não usar óculos?

 

Dores de cabeça

A dificuldade para focar pode exigir um esforço maior dos olhos.

"a falta de óculos faz com que muitas pessoas contraiam os músculos dos olhos para tentar focar a imagem. Esse esforço pode gerar dores de cabeça e na testa, causando desconforto", explica o médico;

 

Cansaço nos olhos

O esforço contínuo também pode causar fadiga ocular.

"o excesso de esforço dos músculos gera fadiga ocular, também conhecida como astenopia, que provoca sensação de peso ou cansaço nos olhos. Essa sensação pode ser acompanhada de ressecamento ou sensibilidade nos olhos", define;

 

Dificuldade de concentração

A visão embaçada pode atrapalhar atividades que exigem atenção.

"a dificuldade para enxergar pode prejudicar a concentração e atrapalhar o trabalho ou os estudos, causando prejuízos ao desempenho de adultos", ressalta;

 

Falta de segurança

Não enxergar corretamente também pode aumentar riscos durante algumas atividades.

"Uma pessoa que não enxerga adequadamente pode ter dificuldade para dirigir, trabalhar, praticar determinadas atividades ou identificar obstáculos, placas e outras informações importantes no ambiente. Isso traz riscos para si mesmo e para as pessoas ao redor", resume.

O médico também destaca que os sintomas podem ser mais evidentes em algumas situações.

"Em algumas pessoas, principalmente naquelas que passam muitas horas diante de computadores e celulares ou realizam atividades que exigem visão de perto, esses sintomas podem ser ainda mais perceptíveis".

Por isso, os óculos não devem ser vistos apenas como um acessório.

Eles ajudam a corrigir alterações visuais e podem contribuir para mais conforto e segurança no dia a dia.

 

Quando é preciso trocar os óculos?

Não é necessário esperar a visão piorar para procurar um oftalmologista.

 

"De maneira geral, a recomendação mais importante é não esperar a visão piorar para procurar atendimento. A consulta oftalmológica não serve apenas para descobrir se a pessoa precisa de óculos, mas também para avaliar a saúde dos olhos e identificar precocemente alterações que não apresentam sintomas", explica o médico.

 

Alguns sinais podem indicar a necessidade de uma nova avaliação:

 

Visão embaçada.

Dificuldade para enxergar placas ou objetos distantes.

Dificuldade para ler.

Necessidade de aproximar ou afastar muito o celular e os livros.

Dores de cabeça após períodos de leitura ou uso de telas.

Crianças precisam de atenção especial

Durante a infância, o acompanhamento da visão é ainda mais importante.

 

"Nas crianças, alguns comportamentos podem chamar a atenção, como aproximar muito o rosto dos objetos, apertar os olhos, sentar muito perto da televisão, apresentar dificuldade na escola ou perder o interesse por atividades que exigem visão de perto", relata o médico.

 

A identificação precoce de alterações pode ajudar a evitar prejuízos no desenvolvimento visual.

José também reforça a importância das consultas periódicas.

"Para adultos sem alterações e sem fatores de risco, uma avaliação oftalmológica periódica, geralmente anual, é adequada. Já pessoas que utilizam óculos ou possuem alguma doença ocular podem precisar de acompanhamento mais frequente, conforme orientação do oftalmologista", explica.

 

Não use óculos de outra pessoa

Compartilhar óculos também não é recomendado.

O grau de cada pessoa é diferente. As lentes precisam considerar características individuais.

"Cada paciente possui uma necessidade visual individual. O grau, a distância entre as pupilas, o tipo de lente e outros parâmetros precisam ser adequados. O ideal é realizar uma avaliação oftalmológica e utilizar uma prescrição atualizada, principalmente quando existem sintomas ou quando houve mudança na visão", finaliza.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/nao-usar-oculos-pode-causar-dores-cansaco-visual-e-ate-comprometer-seguranca,cd3204cc0ae4db41a7a627c5da9d2c833dntyt0y.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Saúde ocular: como proteger a visão em cada fase da vida, da infância aos 40 anos


Miopia, excesso de telas e presbiopia estão entre os principais desafios para a saúde dos olhos

 

O Mês da Saúde Ocular é uma oportunidade para lembrar que cuidar da visão vai muito além das consultas periódicas. Ao longo da vida, os olhos passam por mudanças naturais e cada etapa exige atenção e soluções específicas para preservar o conforto, a nitidez e a qualidade visual.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,2 bilhões de pessoas vivem com algum tipo de deficiência visual ou cegueira no mundo. Pelo menos 1 bilhão desses casos poderiam ter sido evitados ou tratados com diagnóstico precoce e acesso aos cuidados oftalmológicos. Além da prevenção, a evolução das tecnologias ópticas permite hoje oferecer soluções cada vez mais precisas, considerando as características individuais de cada pessoa.

 

Para Hugo Motta, CEO da Rodenstock Brasil, empresa de tecnologia médica e fabricante de lentes para óculos, a saúde visual deve ser acompanhada de forma contínua, já que as demandas dos olhos se transformam com a idade.

 

“A visão acompanha todas as fases da vida e, por isso, as necessidades visuais também evoluem. Hoje, a tecnologia permite desenvolver lentes baseadas na biometria de cada olho, proporcionando uma experiência visual muito mais precisa e confortável em qualquer idade. Essa individualização faz diferença desde a infância até a fase em que surgem as alterações naturais da visão relacionadas ao envelhecimento “, afirma.

 

Infância e adolescência (5 a 14 anos): atenção ao avanço da miopia

Nos primeiros anos de vida, o desenvolvimento visual merece acompanhamento constante. Nessa fase, cresce a preocupação com a progressão da miopia, que pode se desenvolver por questões genéticas, mas também impulsionada pelo aumento do tempo em ambientes internos e pelo uso intenso de telas.

 

Jovens e adultos (15 a 30 anos): proteção e conforto para a rotina digital

Na vida adulta, a visão costuma ser estável, mas a exposição prolongada a computadores, celulares e outros dispositivos digitais aumenta o cansaço visual.

Nesta fase, lentes de visão simples – ou monofocais – individualizadas através da inserção dos dados biométricos de cada olho do usuário, associadas à revestimentos como os de proteção contra os raios ultravioleta e a luz azul nociva proporcionam maior segurança, nitidez, contraste que culminam em aumentar o conforto durante o uso diário dos óculos.

 

Adultos (30 a 40 anos): conforto para quem passa horas olhando de perto

Entre os 30 e 40 anos, muitas pessoas começam a perceber maior dificuldade para focar em objetos próximos, especialmente durante o trabalho ou o uso contínuo de dispositivos digitais.

Lentes com uma pequena adição para perto, oferecem uma transição mais confortável especialmente no campo de perto, reduzindo o esforço visual e favorecendo uma experiência mais natural durante atividades de leitura, trabalho e direção, mesmo para usuários monofocais.

 

A partir dos 40 anos: adaptação às novas necessidades visuais

Com o avanço da idade, uma condição normal para aqueles que apresentam erros refrativos, é o surgimento da presbiopia. Nesta etapa as lentes progressivas – ou multifocais – tornam-se a principal alternativa para garantir uma visão confortável em diferentes distâncias.

 

Para jovens présbitas que podem apresentar uma dificuldade maior na adaptação com lentes progressivas e que atuam em atividades rotineiras que exigem longos períodos em espaços com maior foco, como ao usar smartphones, computadores ou mesmo interagir em uma sala de reunião mais ampla, lentes chamadas ocupacionais, se mostram como uma alternativa adequada.

 

Quando desenvolvidas a partir da biometria individual de cada olho, essas lentes proporcionam campos de visão mais amplos, adaptação mais rápida e uma percepção visual mais natural, respeitando as características únicas de cada usuário.

 

Fonte: https://diariodorio.com/saude-ocular-como-proteger-a-visao-em-cada-fase-da-vida-da-infancia-aos-40-anos/?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral - Por Renata Granchi

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Olhos saudáveis: dicas essenciais para proteger sua visão


Importância de cuidar da saúde ocular: hábitos diários, alimentação, uso de telas e exames oftalmológicos para prevenir doenças

 

Cuidar da saúde ocular deixou de ser um tema restrito aos consultórios e passou a fazer parte da rotina de quem passa horas em frente a telas, dirige com frequência ou está exposto ao sol intenso. Especialistas em oftalmologia alertam que pequenos hábitos diários podem reduzir o risco de doenças nos olhos e preservar a visão por mais tempo, especialmente em um cenário de uso crescente de celulares, computadores e outros dispositivos digitais.

 

A preocupação não é apenas com o desconforto visual do dia a dia, como ardência ou cansaço. Estudos recentes de entidades internacionais de oftalmologia apontam aumento de casos de miopia entre crianças e jovens, associado ao excesso de telas e à menor exposição à luz natural. Ao mesmo tempo, doenças silenciosas, como glaucoma e degeneração macular, continuam entre as principais causas de perda visual irreversível em adultos, reforçando a necessidade de atenção contínua aos olhos.

 

Qual é a importância da saúde ocular no dia a dia?

A visão está diretamente ligada à autonomia, à segurança e ao desempenho em diversas atividades, do trabalho à educação. Um problema aparentemente simples, como dificuldade para enxergar de longe ou de perto, pode impactar a leitura, a produtividade e até a mobilidade, aumentando o risco de acidentes domésticos ou no trânsito. Por isso, a saúde ocular é tratada por especialistas como parte fundamental do cuidado geral com o organismo.

 

Oftalmologistas explicam que muitos quadros graves começam de forma discreta, sem dor ou sinais evidentes. Em doenças como o glaucoma, por exemplo, a perda de campo visual costuma ser lenta e só é percebida quando já há dano significativo. Nesse contexto, manter a visão saudável envolve mais do que enxergar bem: inclui controlar fatores de risco, proteger os olhos de agressões externas e monitorar alterações ao longo dos anos.

 

Hábitos diários para proteger a visão

Rotinas simples podem contribuir para a proteção dos olhos. Um dos pontos mais citados por profissionais de saúde é a alimentação equilibrada. Nutrientes como vitaminas A, C e E, além de ômega 3 e antioxidantes, estão associados à manutenção da retina e de outras estruturas oculares. Alimentos como cenoura, abóbora, folhas verde-escuras, peixes de água fria, frutas cítricas e castanhas são comumente recomendados.

 

Outro aspecto fundamental é a higiene ocular. Lavar as mãos com frequência antes de tocar na região dos olhos reduz o risco de conjuntivites e infecções. Quem utiliza lentes de contato precisa seguir rigorosamente as orientações de limpeza, armazenamento e tempo de uso, evitando dormir com as lentes quando isso não é indicado. Especialistas ressaltam que produtos compartilhados, como maquiagem para os olhos, também podem favorecer contaminações.

 

Evitar coçar os olhos com força, para não lesionar a córnea.

Retirar lentes de contato antes de nadar, salvo orientações específicas.

Descartar produtos vencidos, como colírios e cosméticos.

Usar colírios apenas com indicação médica, principalmente os que "tiram a vermelhidão".

 

Como o uso de telas e óculos de sol interfere na saúde ocular?

O uso prolongado de computadores, celulares e tablets está associado ao chamado cansaço visual digital. Entre os sintomas mais comuns estão olhos secos, visão embaçada ao fim do dia, dor de cabeça e sensação de peso nas pálpebras. Para reduzir o desconforto, oftalmologistas recomendam a chamada regra 20-20-20: a cada 20 minutos de tela, olhar para algo a cerca de 20 pés (cerca de 6 metros) por 20 segundos.

 

Além das pausas, algumas medidas ajudam a proteger a visão durante o uso de dispositivos:

 

Ajustar o brilho da tela para não ficar muito intenso nem muito fraco.

Manter a tela na altura dos olhos ou ligeiramente abaixo.

Piscar conscientemente com mais frequência, para evitar ressecamento.

Utilizar iluminação ambiente adequada, evitando reflexos diretos na tela.

 

Fora do ambiente fechado, o uso de óculos de sol com proteção contra raios UV é apontado por sociedades de oftalmologia como medida básica de prevenção. A exposição cumulativa à radiação ultravioleta está relacionada ao desenvolvimento precoce de catarata, pterígio (carne crescida) e alterações na retina. Profissionais ressaltam que óculos sem certificação de filtragem UV podem ser prejudiciais, pois dilatam a pupila pela redução da luz e permitem maior entrada de radiação nociva.

 

Por que exames oftalmológicos regulares são essenciais?

Mesmo quem não relata dificuldade para enxergar é orientado a passar por avaliação oftalmológica periódica. Em adultos saudáveis, a recomendação mais citada é realizar consulta ao menos a cada dois anos, ou anualmente a partir dos 40 anos, faixa etária em que aumentam os riscos de glaucoma, catarata e alterações de grau. Pessoas com diabetes, hipertensão arterial ou histórico familiar de doenças oculares necessitam de acompanhamento ainda mais frequente.

 

Nos exames, o oftalmologista avalia não apenas o grau dos óculos, mas também a pressão intraocular, o fundo de olho, a superfície da córnea e outras estruturas. Esse rastreio permite identificar problemas em estágios iniciais, quando o tratamento costuma ser mais eficaz. Campanhas de prevenção realizadas por entidades médicas reforçam que a detecção precoce é uma das formas mais importantes de evitar perda definitiva da visão.

 

Em crianças, a atenção começa cedo. Especialistas indicam avaliação já nos primeiros anos de vida, especialmente se forem observados sinais como estrabismo, aproximação excessiva de telas ou livros e queixas de dor de cabeça. A correção oportuna de alterações visuais na infância pode evitar dificuldades de aprendizado e problemas de desenvolvimento.

 

Quais são os riscos de ignorar a saúde dos olhos?

A negligência com a saúde dos olhos pode levar a consequências duradouras. Situações aparentemente simples, como automedicação com colírios ou uso prolongado de lentes de contato sem supervisão, podem desencadear infecções graves na córnea, com risco de cicatrizes e perda visual. Doenças crônicas não tratadas, como glaucoma e retinopatia diabética, permanecem entre as principais causas de cegueira evitável no mundo.

 

Entidades internacionais de saúde estimam que uma parcela significativa dos casos de deficiência visual poderia ser prevenida ou tratada com diagnóstico e intervenção adequados. Entre as principais causas estão erros refrativos não corrigidos, catarata não operada e complicações de doenças sistêmicas, como diabetes. Diante desse cenário, especialistas reforçam que manter consultas em dia, proteger os olhos da radiação solar, cuidar da alimentação e organizar pausas no uso de telas compõem um conjunto de atitudes simples, mas decisivas para preservar a visão ao longo da vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/olhos-saudaveis-dicas-essenciais-para-proteger-sua-visao,ea4f6149d32b3b45a3558cb32a00fd006am6sd4n.html?utm_source=clipboard - Por: Carlos Vieira* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / Freepik Company SL

domingo, 26 de outubro de 2025

5 hábitos que prejudicam sua visão e você nem sabe


Oftalmologista alerta para hábitos comuns do dia a dia que colocam a saúde da visão em risco. Alguns sintomas podem ser um sinal de atenção

 

"Nossos olhos são ferramentas valiosas que nos permitem navegar e experimentar o mundo. No entanto, muitos de nós involuntariamente adotamos hábitos que podem corroer gradualmente a nossa visão ao longo do tempo. Portanto, é crucial reconhecer esses comportamentos prejudiciais e tomar medidas para preservar a saúde ocular", destaca o  Dr. Elmer Salviano, médico oftalmologista do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC).

 

5 maus hábitos para a saúde ocular

Pensando nisso, o especialista separou alguns maus hábitos que fazemos com frequência, muitas vezes sem perceber, e que prejudicam nossa visão. Confira:

 

1. Passar muito tempo na frente das telas: Na era digital de hoje, estamos colados às telas para trabalho, lazer e comunicação. No entanto, a exposição prolongada à tela pode causar cansaço visual digital, que se caracteriza por sintomas como secura, fadiga e visão turva. Para atenuar isso, faça pausas regulares, siga a regra 20-20-20 (a cada 20 minutos, olhe para algo a 6 metros de distância por 20 segundos) e garanta uma iluminação adequada.

 

2. Ignorar exames oftalmológicos regulares: Os exames oftalmológicos de rotina são essenciais para detectar precocemente problemas de visão e doenças oculares. Negligenciar esses exames pode resultar em condições não diagnosticadas que poderiam ter sido tratadas ou gerenciadas de forma eficaz.

 

3. Esfregar os olhos: Esfregar os olhos pode introduzir sujeira e bactérias, podendo causar infecções ou danos à córnea, como o ceratocone. Em vez de esfregar, experimente enxaguar com água limpa ou usar lágrimas artificiais para aliviar o desconforto.

 

4. Não dormir bem: A falta de sono pode afetar sua saúde geral, incluindo seus olhos. Isso porque a privação crônica de sono pode contribuir para cansaço visual, secura e doenças ainda mais graves, como o glaucoma. Priorize uma boa noite de descanso para manter os olhos saudáveis.

 

5. Não comer bem: Uma alimentação balanceada e rica em vitaminas e nutrientes é essencial para manter a saúde ocular. Consumir alimentos ricos em antioxidantes, como vitaminas A, C e E, bem como minerais como o zinco, pode ajudar a proteger os olhos de doenças relacionadas à idade, como a degeneração macular.

 

Sinais de problemas na visão

Os problemas de visão podem se manifestar de várias maneiras. Da mesma forma, os sintomas podem variar dependendo do problema específico. O Dr. Elmer Salviano indica os principais sinais de problemas de visão. Confira:

 

Visão turva: os objetos podem parecer confusos ou fora de foco;

Visão Dupla: ver duas imagens em vez de uma;

Dificuldade de foco: dificuldade em ajustar o foco entre objetos próximos e distantes;

Dor ou desconforto ocular: incluindo coceira, queimação ou sensação de areia;

Lacrimejamento excessivo ou olhos secos: um desequilíbrio na produção de lágrimas;

Sensibilidade à Luz: aumento da sensibilidade à luz (fotofobia);

Halos ou brilho: ver círculos ou explosões de estrelas ao redor das luzes;

Visão noturna reduzida: dificuldade de enxergar em condições de pouca luz;

Perda de visão periférica: diminuição da visão lateral ou periférica;

Flutuadores e Flashes: a percepção de manchas, pontos ou flashes de luz em seu campo de visão;

Alterações na visão das cores: dificuldade em distinguir entre certas cores ou perda de percepção das cores;

Fadiga ocular: sensação de cansaço ou tensão após ler ou usar telas por longos períodos;

Apertar os olhos: tentar tornar os objetos mais claros estreitando as pálpebras;

Dificuldade para enxergar de perto ou à distância: pode indicar a necessidade de óculos de leitura ou lentes corretivas.

 

O oftalmologista destaca que mudanças graduais são muito comuns. Isto é, os problemas de visão podem desenvolver-se lentamente ao longo do tempo. Por isso, exames oftalmológicos regulares são importantes para a detecção precoce.

 

"Se você sentir algum desses sinais ou sintomas, é crucial consultar um oftalmologista para um exame oftalmológico completo. O diagnóstico oportuno e o tratamento adequado podem ajudar a controlar ou corrigir muitos problemas de visão e prevenir uma maior deterioração", destaca o médico.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/5-habitos-que-prejudicam-sua-visao-e-voce-nem-sabe,e82ff29060df2c8c7c957a7c1fb5434cdgorqi2i.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Saúde ocular: oftalmologista dá dicas para cuidar dos olhos


É essencial discutir sobre os distúrbios visuais com maior incidência na população e ressaltar a importância da saúde dos olhos

 

É importante promover a conscientização acerca da importância da saúde dos olhos. Manter os olhos saudáveis e protegidos é fundamental para uma boa qualidade de vida. 

 

Segundo dados do relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), as causas mais incidentes da perda de visão evitável são a catarata e a falta do uso de óculos. Atualmente a doença atinge cerca de 65,2 milhões de pessoas. Para a carência no uso de óculos esse número é ainda mais alarmante: 123,7 milhões de pessoas têm a saúde ocular afetada. 

 

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier de Campinas e membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia), fatores externos também podem influenciar na ocorrência da catarata. Essa condição opacifica o cristalino do olho, podendo causar a perda completa da visão se não tiver um tratamento pertinente. 

 

No Brasil, a posição geográfica, clima e cultura de se expor a banhos de sol é capaz de adiantar o desenvolvimento dos sintomas da doença. Isso porque a exposição dos olhos ao sol sem lentes com filtros corretos aumenta em 60% o risco da progressão da catarata. 

 

Causas da catarata

O especialista explica que a causa mais comum da catarata é o envelhecimento. Entretanto, a doença pode se desenvolver em decorrência de traumas, mau uso de medicamentos ou ainda associada a outras doenças como a diabetes

 

Sintomas

Assim como a maior parte das doenças oculares, a catarata progride lentamente. Por isso, muitos pacientes demoram a identificar o aparecimento de sintomas. Os sinais de alerta são:

Necessidade de trocar os óculos frequentemente

Visão nublada

Enxergar halos ao redor da luz

Perda da visão de contraste

Dificuldade de adaptação visual em diferentes iluminações

Fotofobia

 

Tratamento

O tratamento mais efetivo é a cirurgia. Isso porque esse procedimento substitui a lente interna do olho por um implante de uma lente intraocular. A intervenção é rápida e feita com anestesia local, sem a necessidade de internação do paciente. 

 

No dia seguinte, se retira o curativo e o paciente já consegue observar alguns resultados como a melhora da nitidez das cores e a visão dos detalhes. O cirurgião explica que o importante na cirurgia são as medidas do pós-operatório. É o caso do uso correto dos colírios prescritos e da adoção de todos os cuidados recomendados pelo oftalmologista.

 

Falta de óculos

O especialista afirma que, entre crianças, a condição mais frequente da deficiência visual é a falta de correção dos erros refrativos. Confira abaixo os mais comuns.

 

Miopia: dificuldade de enxergar à distância

Hipermetropia: visão próxima embaçada

Astigmatismo: visão próxima e distante desfocadas

 

Causas da falta de óculos

As doenças da visão podem ter diversas causas. Condições hereditárias ou fatores ambientais como o excesso de telas, prática de atividades sob luz intensa, ou a baixa exposição ao ar livre podem influenciar diretamente nos distúrbios oculares. "Na frente das telas piscamos cinco vezes menos e isso provoca um espasmo nos músculos que movimentam o foco do cristalino nas várias distâncias e induz à miopia acomodativa", exemplifica o oftalmologista. 

 

Prevenção e tratamento

O oftalmologista destaca a importância do uso de óculos para o desenvolvimento infantil. Nesse sentido, é fundamental se consultar regularmente com um profissional para prevenir os distúrbios oculares. Isso porque a maioria das doenças têm um melhor prognóstico quando recebem o tratamento adequado logo no início. 

 

Além disso, para quem já convive com as deficiências visuais, há a necessidade de acompanhar suas progressões, adequando os óculos sempre que necessário. Dessa forma, se preserva a saúde ocular e se garante uma melhor qualidade de vida para a população.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/saude-ocular-oftalmologista-da-dicas-para-cuidar-dos-olhos,aa53eaa37a4d54cf9a58262dcee4a500wu9k920v.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock



sexta-feira, 18 de julho de 2025

7 sinais que podem indicar problemas de visão em crianças


Os pais devem observar mudanças de comportamento que podem estar ligadas à dificuldade para enxergar

 

As férias escolares são um momento de descanso, lazer e mudança na rotina das crianças, mas também exigem atenção redobrada dos pais, especialmente quando o assunto é saúde ocular. O aumento do tempo em frente às telas, a maior exposição ao sol e as atividades em piscinas ou mar, podem propiciar problemas oculares que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia.

 

Segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), cerca de 20% das crianças em idade escolar apresentam alterações visuais, sendo as mais comuns a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo. "Problemas de visão na infância são mais frequentes do que se imagina e, quando não diagnosticados, podem atrapalhar tanto o rendimento escolar quanto o desenvolvimento da criança", explica o oftalmologista Dr. Rinaldo Borges de Almeida, médico do OCULARE Hospital de Oftalmologia.

 

Os problemas de visão podem afetar a criança de diferentes formas na escola. "O fato de não enxergar bem pode levar a criança a ter dificuldades para acompanhar a aula, reduzir a concentração, distrair-se com facilidade e até perder o interesse pelo aprendizado", explica o médico.

 

Sinais de alerta para avaliação oftalmológica

Segundo o Dr. Rinaldo Borges de Almeida, a infância é uma fase crítica para o desenvolvimento visual, e alguns sinais sutis podem indicar que algo não vai bem. "Nem sempre a criança consegue expressar que está com dificuldade para enxergar. Dessa forma, os pais precisam observar mudanças de comportamento que podem estar ligadas à dificuldade de visão", destaca.

 

Confira 7 sinais de alerta que podem indicar a necessidade de uma avaliação oftalmológica:

 

1. Aproximar-se demais de telas ou livros

A criança se aproximar demais de telas ou livros pode ser um indicativo da necessidade do uso de óculos, cada vez mais comum em idade escolar.

 

2. Esforço para enxergar de longe

A criança apertar ou semicerrar os olhos para enxergar de longe é um esforço inconsciente para tentar focar melhor.

 

3. Esfregar os olhos com frequência

Esfregar os olhos com frequência pode indicar cansaço ocular, alergias ou dificuldade visual que gera desconforto.

 

4. Olhos vermelhos ou lacrimejamento constante

Olhos vermelhos ou lacrimejamento constante são sintomas comuns de infecções, alergias ou uso excessivo de telas.

 

5. Sensibilidade exagerada à luz (fotofobia)

A fotofobia pode estar relacionada a inflamações oculares ou a erros de refração não corrigidos.

 

6. Desvio ocular (estrabismo) ou olhos desalinhados

Quando não tratados precocemente, desvio ocular (estrabismo) ou olhos desalinhados podem comprometer o desenvolvimento da visão em um dos olhos.

 

7. Dor de cabeça frequente

Queixas frequentes de dor de cabeça, especialmente após leitura ou uso de telas,podem indicar esforço visual prolongado ou problemas não corrigidos na acuidade visual.

 

Cuidados com a saúde dos olhos

Além de observar os sinais listados anteriormente, o Dr. Rinaldo Borges de Almeida reforça a importância de limitar o tempo de uso de telas durante o período de férias. "O excesso de exposição às telas pode causar fadiga ocular e agravar casos de miopia. Sempre que possível, é interessante incentivar brincadeiras ao ar livre."

 

Além disso, é importante adotar alguns cuidados. "Durante as brincadeiras na piscina, sempre que possível, a criança deve utilizar os 'óculos de natação', evitar compartilhar toalhas de rosto e colírios e manter sempre uma higiene ocular satisfatória", recomenda o médico.

 

Outro ponto importante é a proteção solar. "A exposição prolongada ao sol, sem proteção adequada, pode ser prejudicial aos olhos. Óculos com proteção UV e o uso de bonés são aliados importantes nos passeios e nas viagens", explica.

 

Consulte sempre um médico

Mesmo na ausência de sintomas, a recomendação é que toda criança passe por uma avaliação oftalmológica anual. "As férias escolares são um ótimo momento para agendar uma consulta, já que a rotina está mais tranquila e há tempo para identificar e tratar qualquer alteração que se encontrar", finaliza o Dr. Rinaldo Borges de Almeida.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/7-sinais-que-podem-indicar-problemas-de-visao-em-criancas,646b248021e7def43f5c2a94379a0932u6bds585.html?utm_source=clipboard - Por Bruno Camargos - Foto: Wallenrock | Shutterstock / Portal EdiCase

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Alimentação interfere na visão! Oftalmologista revela dicas


Alimentos ricos em nutrientes e vitaminas impactam no bom funcionamento da visão

 

Uma boa alimentação é fundamental para manutenção de uma vida saudável, não é mesmo? Melhor ainda quando a sua visão é favorecida. Nesse sentido, o oftalmologista e consultor da HOYA Brasil Dr. Celso Cunha vai dá dar cinco dicas de alimentação para boa saúde ocular.

 

As cinco dicas de alimentação para boa saúde ocular

 

Frutas

“As frutas vermelhas ou roxas, como morango, cereja e amora, são ricas em Vitamina C e combatem os radicais livres, que auxiliam na prevenção da perda de visão. Já as frutas amarelas ou verdes, como laranja e limão, são fontes de carotenoides e previnem a deterioração da mácula”, diz Celso.

 

Alimentos alaranjados

“Cenoura, mamão e abóbora são ricos em vitamina A e betacaroteno, que funcionam como antioxidantes, auxiliam na proteção da retina e o desgaste da mácula”, destaca Cunha.

 

Verduras

“Couve, espinafre e brócolis são folhas verde-escuras, apresentam uma concentração maior de luteína e vitaminas antioxidantes”, afirma o médico.

 

Peixe, fígado e ovos

“Salmão, truta e atum são ricos em ômega 3, minerais e vitaminas A, B, D e E, que ajudam na lubrificação dos olhos e favorecem quem tem a síndrome do olho seco. Além disso, o fígado é rico em vitamina A, substância essencial para a saúde dos olhos e os ovos possuem luteína, zeaxantina, vitamina C, vitamina E e zinco, nutrientes que ajudam a prevenir e proteger os olhos contra a cegueira noturna e olhos secos”, explica.

 

Azeite de oliva e óleo de linhaça

“Azeite de oliva é rico em ômega 3, auxilia como antioxidante, e em vitamina E e polifenóis, que atuam com ação anti-inflamatória. O óleo de linhaça contém ômega 3, ômega 6, ômega 9 e ajuda no fortalecimento do sistema imunológico”, garante.

 

Palavra final

“Apesar das dicas apresentadas, é importante ressaltar que na presença de qualquer desconforto ou problema visual é indicada a visita a um médico oftalmologista. O diagnóstico precoce de algumas doenças pode ser essencial para o tratamento e correções necessárias. Os cuidados com a saúde ocular devem ser constantes, invista em exames preventivos e fique em dia com a sua visão”, termina o oftalmologista o Dr. Celso Cunha.

 

Fonte: https://sportlife.com.br/alimentacao-interfere-na-visao-oftalmologista-revela-dicas/ - Por Guilherme Faber - Shutterstock


Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam.

Hebreus 11:6