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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Exercícios para uma velhice ativa: saúde e independência


Combinar atividades aeróbicas, de força, equilíbrio e mobilidade ajuda a manter a independência com a idade, explica médico do esporte. Veja as recomendações da OMS.

 

Manter o corpo ativo na velhice é vital para preservar a saúde e a autonomia nas tarefas diárias. Para conter perdas musculares, cardiorrespiratórias e articulares, especialistas e a OMS recomendam combinar quatro tipos de treinos: aeróbicos, de fortalecimento, de equilíbrio e de mobilidade. Essa integração previne doenças, evita quedas, melhora o fôlego e garante que o idoso realize atividades rotineiras com segurança, sendo sempre indicada a orientação profissional para adaptar a rotina.

 

Os exercícios certos ajudam a chegar à velhice com saúde e independência. O corpo muda ao longo da vida, e manter-se ativo é uma das principais estratégias para lidar com essas mudanças.

 

Segundo Carlos Ulloa, médico do esporte, membro do Conselho para Assuntos de Nutrição da Herbalife, há uma tendência de redução da massa e da força muscular. O equilíbrio, a mobilidade e a capacidade cardiorrespiratória também sofrem alterações.

 

Por isso, um programa diversificado minimiza essas perdas. Ele também preserva a capacidade de caminhar, subir escadas, carregar compras, levantar-se de uma cadeira ou recuperar o equilíbrio após um tropeço.

 

O ideal é combinar modalidades que trabalhem capacidades físicas diferentes. Confira as quatro principais.

 

Exercícios aeróbicos para ter fôlego

Caminhar, pedalar, nadar ou dançar aumentam a frequência cardíaca e respiratória. Com isso, coração, pulmões e sistema circulatório ficam mais eficientes em levar oxigênio aos músculos.

Esses exercícios ajudam a prevenir e controlar fatores associados a doenças cardiovasculares e metabólicas. Um bom condicionamento também reduz o cansaço em tarefas como fazer compras ou subir escadas.

 

Boas opções

caminhada em ritmo acelerado;

bicicleta e bicicleta ergométrica;

natação e hidroginástica;

dança e corrida;

escada e elíptico.

 

A OMS recomenda de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada por semana. Outra opção é fazer de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa. Também é possível combinar as duas intensidades.

 

Exercícios de força para manter a independência

Com a idade, o corpo perde massa muscular e força de forma progressiva. Esse quadro é chamado de sarcopenia. As articulações também se deterioram, e isso pode comprometer tarefas simples e a autonomia.

"Os exercícios de força não servem apenas para aumentar músculos ou melhorar a aparência", reforça Ulloa. Segundo ele, eles preservam a capacidade de levantar-se da cama ou de uma cadeira, subir degraus, carregar sacolas e agachar para pegar algo no chão.

O fortalecimento também contribui para a saúde óssea e para a capacidade funcional.

 

Boas opções

musculação;

exercícios com faixas elásticas;

pilates;

calistenia, como agachamentos adaptados e flexões na parede;

treinamento funcional.

 

A OMS indica atividades de fortalecimento de intensidade moderada ou maior. Elas devem envolver os principais grupos musculares em pelo menos dois dias por semana.

 

Exercícios de equilíbrio para evitar quedas

O equilíbrio ganha importância com o passar dos anos. Ele depende da integração entre músculos, visão, sistema vestibular e sistema nervoso. Essa integração controla o corpo e permite reagir rápido a mudanças no ambiente.

Na prática, o equilíbrio entra em ação quando alguém pisa em uma superfície irregular ou desvia de um obstáculo. Ele também age quando a pessoa recupera a estabilidade depois de um tropeço.

 

Boas opções

tai chi chuan e ioga;

exercícios funcionais;

caminhar em diferentes direções;

ficar apoiado em um pé só;

movimentos com mudança de direção, transferência do peso e coordenação.

 

Esses exercícios podem usar acessórios que criam instabilidade. Ulloa cita bosu, discos e almofadas de equilíbrio, balance board, bolas suíças e step. O médico destaca que a dificuldade deve se adaptar à capacidade de cada pessoa, com progressão gradual.

A OMS recomenda praticar três ou mais dias por semana atividades multicomponentes. Elas devem enfatizar o equilíbrio funcional e o treinamento de força.

 

Alongamento e mobilidade para ter liberdade de movimento

Esses exercícios mantêm a amplitude dos movimentos e facilitam as tarefas diárias. O efeito é maior quando fazem parte de uma rotina com força, equilíbrio e atividades aeróbicas.

Vale entender a diferença. A flexibilidade é a capacidade de músculos e outros tecidos se alongarem. A mobilidade é a capacidade de uma articulação se movimentar bem e com controle.

 

Boas opções

sessões de alongamento;

ioga e pilates;

exercícios de mobilidade articular;

movimentos dinâmicos que trabalhem diferentes amplitudes.

 

Segundo Ulloa, as diretrizes atuais da OMS não definem uma quantidade semanal de alongamentos para pessoas idosas. Mesmo assim, ele recomenda incluir mobilidade e alongamento antes de qualquer treino ou modalidade.

 

Como combinar os exercícios na rotina

Não é preciso escolher apenas um tipo. Algumas modalidades trabalham mais de uma capacidade ao mesmo tempo. Uma aula de dança, por exemplo, oferece estímulo aeróbico, coordenação e equilíbrio. Já certos exercícios funcionais combinam força, mobilidade e equilíbrio.

 

Resumo das metas semanais da OMS

Aeróbicos: 150 a 300 minutos de intensidade moderada, ou 75 a 150 minutos de intensidade vigorosa.

Força: pelo menos dois dias por semana.

Equilíbrio com força: três ou mais dias por semana.

Alongamento e mobilidade: sem meta definida, mas indicados antes dos treinos.

 

Exercícios para viver com autonomia

Os exercícios não servem só para ganhar condicionamento. Eles protegem a vida prática: levantar, caminhar, carregar e se mover com segurança. "O objetivo é chegar às idades mais avançadas mantendo a capacidade de fazer aquilo que faz parte da própria vida", finaliza Ulloa.

 

Antes de começar, procure orientação profissional para adaptar a rotina às suas condições de saúde.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/exercicios-para-uma-velhice-ativa-saude-e-independencia,3803c03984f9bf134697b39a6e5c4b38321zoxn1.html?utm_source=clipboard - Foto: Aflo Images

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Vacinas gratuitas pelo SUS: você está com todas em dia ou esqueceu alguma?


As vacinas gratuitas pelo SUS não são só para crianças. Descubra quais são recomendadas em cada fase da vida e veja se falta alguma.

 

Quando se fala em vacinação, muita gente pensa apenas nas doses aplicadas nos primeiros anos de vida. Mas a verdade é que as vacinas gratuitas pelo SUS acompanham o brasileiro durante toda a vida, da infância à terceira idade.

 

O que nem todo mundo sabe é que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece proteção contra dezenas de doenças sem custo para a população.

 

Algumas delas fazem parte da rotina infantil, enquanto outras são destinadas a adolescentes, adultos, gestantes, idosos ou grupos com necessidades específicas.

 

Conhecer essas opções é importante porque muitas pessoas deixam de se vacinar simplesmente por acreditar que já tomaram tudo o que era necessário quando eram crianças.

 

Vale lembrar que o calendário vacinal pode passar por atualizações ao longo do tempo.

 

Por isso, a orientação da Unidade Básica de Saúde (UBS) continua sendo a melhor forma de confirmar quais vacinas são recomendadas para cada pessoa.

 

Quais vacinas gratuitas pelo SUS são oferecidas para crianças?

A infância concentra a maior parte das vacinas do calendário nacional.

Elas ajudam a prevenir doenças que já causaram milhares de internações e mortes no Brasil.

Entre as principais estão:

 

BCG;

Hepatite B;

Pentavalente;

Poliomielite;

Pneumocócica;

Rotavírus;

Meningocócica;

Febre amarela;

Tríplice viral;

Tetraviral.

 

Dependendo da faixa etária e das orientações vigentes do Ministério da Saúde, outras vacinas também podem fazer parte da rotina infantil.

Esses imunizantes são aplicados em diferentes etapas do desenvolvimento e ajudam a construir a proteção desde os primeiros meses de vida.

A partir de 2026, o SUS também iniciou a substituição gradual da vacina pneumocócica 10-valente pela pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) no calendário infantil.

A nova versão amplia a proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otites.

A mudança deve beneficiar milhões de crianças brasileiras ao oferecer uma cobertura mais abrangente contra essas infecções.

 

Adolescentes também precisam se vacinar

Muita gente acredita que a vacinação termina na infância, mas isso não é verdade.

Durante a adolescência, algumas doses de reforço continuam sendo importantes. Além disso, existem vacinas que passam a ser recomendadas nessa fase da vida.

Entre elas estão:

 

HPV;

Meningocócica ACWY;

vacina contra a dengue para faixas etárias contempladas pelas recomendações do SUS;

reforços contra difteria e tétano;

atualização da caderneta vacinal quando necessário.

Manter as vacinas em dia nessa fase ajuda a evitar a reintrodução de doenças que já estavam controladas no país.

 

Quais vacinas gratuitas pelo SUS os adultos costumam esquecer?

É justamente na vida adulta que muitas pessoas deixam de acompanhar a própria situação vacinal.

Em muitos casos, o cartão de vacinação fica esquecido por anos.

Entre as vacinas que podem fazer parte da rotina dos adultos estão:

 

Hepatite B;

Febre amarela, quando indicada;

Tríplice viral, para quem não completou o esquema vacinal;

dT (difteria e tétano);

vacinas indicadas em situações específicas de saúde ou risco.

Por isso, vale a pena revisar periodicamente a caderneta e procurar orientação na UBS.

 

Gestantes têm proteção especial

Durante a gravidez, a vacinação ganha ainda mais importância.

Além de proteger a mulher, algumas vacinas ajudam a transmitir anticorpos ao bebê nos primeiros meses de vida.

Entre as principais recomendações estão:

 

dTpa;

Hepatite B, quando necessária;

Influenza;

vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), conforme as orientações vigentes do SUS.

A orientação deve sempre ser feita pela equipe de saúde que acompanha o pré-natal.

 

Idosos também contam com vacinas gratuitas pelo SUS

Com o avanço da idade, o sistema imunológico passa por mudanças naturais e algumas doenças podem causar complicações mais graves.

Por isso, a vacinação continua sendo importante após os 60 anos.

Entre as vacinas frequentemente recomendadas para essa faixa etária estão:

 

Influenza;

reforços contra tétano e difteria;

outras vacinas indicadas conforme o histórico vacinal e as orientações da equipe de saúde.

A atualização da caderneta ajuda a reduzir o risco de hospitalizações por doenças evitáveis.

 

O que fazer quando se perde a caderneta de vacinação?

Essa é uma das dúvidas mais comuns.

Na maioria dos casos, não é necessário reiniciar todo o esquema vacinal.

Se a caderneta foi perdida, o ideal é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Em algumas situações, os registros podem estar disponíveis nos sistemas de saúde ou em unidades onde as vacinas foram aplicadas.

Quando não há comprovação das doses anteriores, a equipe de saúde pode avaliar cada caso e orientar a atualização da vacinação conforme as recomendações vigentes.

Perder a caderneta não significa perder a proteção nem precisar tomar novamente todas as vacinas.

 

As vacinas continuam sendo uma das principais formas de prevenção

O Brasil possui um dos maiores programas públicos de vacinação do mundo.

Graças a ele, milhões de pessoas têm acesso gratuito à proteção contra doenças que já provocaram surtos, sequelas e mortes.

Por isso, manter a vacinação em dia não é um cuidado importante apenas para as crianças.

Em diferentes momentos da vida, adolescentes, adultos, gestantes e idosos também podem precisar de proteção.

Se faz tempo que você não consulta sua caderneta, vale a pena verificar sua situação vacinal na UBS mais próxima.

Muitas vezes, uma dose esquecida pode fazer diferença para a sua saúde.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/vacinas-gratuitas-pelo-sus-voce-esta-com-todas-em-dia-ou-esqueceu-alguma,12d0c8db3cc222831fdaabea50aa12e2v1ktf5sf.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / SaúdeLAB


quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Viagens de fim de ano: 9 dicas de saúde e primeiros socorros


Com estradas cheias e calor intenso, médica orienta como prevenir imprevistos e agir em situações de emergência durante as férias

 

Com a chegada das festas de fim de ano, o aumento no fluxo de veículos nas estradas e o movimento intenso em aeroportos exigem mais atenção não apenas com o planejamento da viagem, mas também com a saúde.

 

Entre destinos de praia, campo ou viagens internacionais, pequenas atitudes podem evitar que situações simples se transformem em emergências médicas.

 

A médica Julie Muraro, clínica geral do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES) e do Centro Médico Integrado (CMI), reuniu nove orientações essenciais de saúde e primeiros socorros para quem pretende viajar neste período.

 

Essas recomendações valem tanto para deslocamentos curtos quanto para viagens mais longas:

 

1. Vacinas atualizadas evitam riscos desnecessários

Antes de arrumar as malas, é fundamental conferir a carteira de vacinação. Segundo a médica, a vacina contra a febre amarela é indispensável para viagens a áreas de risco no Brasil e em outros países tropicais.

Também é importante manter atualizadas as imunizações contra hepatite A, febre tifóide, gripe, difteria, tétano, sarampo, caxumba e rubéola, especialmente em viagens internacionais.

 

2. Kit de primeiros socorros faz diferença

Imprevistos acontecem, mas um kit bem montado evita transtornos. Curativos, gaze, esparadrapo, luvas descartáveis, antisséptico, termômetro, pinça e tesoura sem ponta são itens básicos. Analgésicos, antialérgicos, antitérmicos e remédios contra enjoo também ajudam.

Já, para trilhas ou acampamentos, manta térmica e apito podem ser úteis. Pessoas com doenças crônicas devem levar medicação contínua e receitas atualizadas.

 

3. Pausas a cada 2 ou 3 horas reduzem riscos

Em viagens longas de carro ou ônibus, parar regularmente ajuda a alongar o corpo, melhorar a circulação e manter a atenção.

"As pausas evitam fadiga, mal-estar e perda de reflexos", explica a Dra. Julie Muraro.

 

4. Sol forte exige proteção constante

No verão, hidratação frequente e uso de protetor solar são indispensáveis.

Os chapéus e óculos com proteção UV reforçam a prevenção. Enquanto que, em caso queimaduras leves, a orientação é resfriar a área com água fria ou compressas suaves e hidratar a pele.

 

5. Cortes leves pedem cuidado imediato

O primeiro passo é higienizar as mãos e lavar o ferimento com água e sabão neutro ou soro fisiológico.

Caso sangre, faça compressão com gaze por até 20 minutos. Objetos encravados não devem ser removidos em casa.

 

6. Queimaduras leves devem ser resfriadas

Água corrente ajuda a reduzir a temperatura da pele. Após isso, hidratantes ou loções calmantes auxiliam na recuperação. Dor persistente exige avaliação médica.

 

7. Engasgos exigem ação rápida

Em casos de engasgo, a recomendação inicial é ligar para o SAMU (192). Se a pessoa estiver consciente, estimule a tosse. Caso não funcione, a manobra de Heimlich pode ser aplicada conforme orientação adequada.

 

8. Picadas de insetos merecem atenção

Na maioria dos casos, compressa fria e antialérgicos resolvem. Picadas de escorpiões, aranhas ou cobras exigem atendimento médico imediato.

 

9. Reações alérgicas graves são emergência

Falta de ar, inchaço no rosto ou garganta, tontura e chiado no peito são sinais de alerta. "Esses sintomas indicam anafilaxia e exigem socorro imediato", finaliza a médica.

 

Seguir essas orientações ajuda a tornar a viagem mais segura e tranquila, garantindo que o descanso não seja interrompido por problemas de saúde evitáveis.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/viagens-de-fim-de-ano-9-dicas-de-saude-e-primeiros-socorros,77f99c0a8c7d69cf7a1ee608520dcb8faagwjmco.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

10 cuidados essenciais com a sua saúde


Descubra hábitos e recomendações que ajudam a manter seu corpo e mente em equilíbrio

 

Cuidar da saúde é fundamental para garantir uma vida mais longa, equilibrada e com qualidade. Adotar hábitos saudáveis, como manter uma alimentação balanceada, praticar atividades físicas regularmente, dormir bem e realizar check-ups médicos periódicos, ajuda a prevenir doenças e fortalece o corpo e a mente.

 

Ir ao médico apenas quando surge um problema ainda é um hábito comum entre os brasileiros. Uma pesquisa do Instituto Locomotiva revelou que mais da metade da população (53%) só procura atendimento quando sente algum incômodo ou apresenta um quadro de saúde mais grave. O comportamento é ainda mais preocupante entre os homens, visto que 6 em cada 10 só vão ao médico diante de sintomas significativos e apenas 43% dos entrevistados disseram realizar consultas preventivas com regularidade.

 

Os dados mostram como o Brasil ainda tem um longo caminho a ser percorrido para conseguir fazer da cultura da prevenção uma realidade no país. "A prevenção ainda é o caminho mais eficaz para manter a saúde em dia e evitar complicações", explica Alexandre Pimenta, médico e responsável técnico nacional do AmorSaúde.

 

Abaixo, o profissional lista 10 cuidados com a saúde do corpo e da mente. Confira!

 

1. Não vá ao médico somente quando estiver doente: faça consultas preventivas

A prevenção é a base de uma vida longa e saudável. "Se eu tivesse que escolher apenas uma orientação, diria: mantenha consultas preventivas regulares. A medicina não é apenas para tratar doenças, mas para evitar que elas surjam. O cuidado preventivo salva vidas, tempo e evita o sofrimento", destaca Alexandre Pimenta.

 

2. Evite hábitos que parecem inofensivos, mas comprometem a saúde

Pequenos descuidos do dia a dia podem causar grandes impactos ao longo do tempo. Segundo Alexandre Pimenta, ter cuidado com:

 

Sedentarismo disfarçado de "rotina corrida";

Sono insuficiente e mal priorizado;

Automedicação frequente;

Sintomas "pequenos" que podem esconder doenças graves.

 

3. Faça os exames certos em cada fase da vida

O médico explica que cada faixa etária exige cuidados específicos e que "a prevenção deve ser individualizada e guiada pelo médico conforme o histórico familiar".

 

Jovens adultos: check-up anual, sorologias, exames laboratoriais simples, papanicolau (mulheres a partir dos 25 anos ou do início da vida sexual);

A partir dos 40 anos: controle da pressão arterial, colesterol, glicemia, mamografia e PSA ou toque prostático (homens);

A partir dos 50 anos: colonoscopia e avaliação cardiológica.

 

4. Invista nos pilares da longevidade: sono, alimentação e movimento

Manter uma rotina equilibrada é o segredo para envelhecer com qualidade de vida. Dormir bem, alimentar-se corretamente e praticar exercícios regularmente são medidas essenciais.

"Hoje já é consenso que sono reparador, alimentação equilibrada e atividade física regular são tão importantes quanto qualquer tratamento", explica o médico. Esses três pilares reduzem o risco de doenças crônicas, melhoram o humor e garantem mais autonomia ao envelhecer.

 

5. Cuidar da mente é cuidar do corpo

A saúde mental e a física estão profundamente conectadas. "A ansiedade pode gerar gastrite, o estresse aumenta o risco cardiovascular e a depressão compromete o sistema imunológico. Cuidar da saúde mental é cuidar do corpo e vice-versa", alerta Alexandre Pimenta.

 

6. Cuidado com fake news: nem tudo o que está na internet é verdade

O excesso de informações sobre saúde nas redes sociais pode confundir e colocar vidas em risco. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), por exemplo, afirma que a desinformação é o principal risco global para 2025. "Fake news já fizeram pessoas abandonarem vacinas e tratamentos eficazes. Por isso, sempre cheque a fonte e confie em médicos, sociedades médicas e órgãos oficiais de saúde", orienta o especialista.

 

7. Vacinação é importante também na vida adulta

De acordo com Alexandre Pimenta, muitos acreditam que se vacinar é algo que só deve ser feito na infância, mas isso é um erro. "A vacinação em adultos previne gripes graves, pneumonia, tétano, hepatites e até alguns cânceres, como o de colo uterino pelo HPV. Ela é proteção para toda a vida", reforça o médico.

 

8. Seja protagonista da sua própria saúde

O cuidado com o corpo e a mente não deve ser passivo. É fundamental participar das decisões médicas e adotar uma postura ativa no dia a dia. "Mantenha a carteira vacinal em dia, faça exames de rotina, pratique hábitos saudáveis e tire dúvidas nas consultas preventivas. O paciente que participa das decisões é mais saudável e vive melhor", afirma.

 

9. Fique atento aos sinais silenciosos do corpo

Alguns sintomas passam despercebidos, mas merecem atenção imediata, pois podem indicar o início de doenças graves e devem ser avaliados por um médico. Entre eles, Alexandre Pimenta destaca:

 

Perda de peso sem explicação;

Falta de ar em atividades simples;

Mudanças repentinas no hábito intestinal;

Dores de cabeça novas e intensas;

Cansaço persistente.

 

10. Pequenas mudanças fazem grande diferença

Cuidar da saúde não precisa ser complicado — atitudes simples e constantes produzem resultados duradouros. "Pequenos passos consistentes valem mais que grandes mudanças temporárias. A saúde é construída todos os dias, e o melhor presente que você pode dar a si mesmo é cuidar de você antes que a doença apareça", ressalta o médico.

 

Entre as atitudes que podem transformar o dia a dia, estão:

 

Beber mais água;

Dormir cedo e melhor;

Movimentar-se diariamente;

Cultivar boas relações e momentos de lazer;

Reduzir o tempo de tela e o estresse digital.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/10-cuidados-essenciais-com-a-sua-saude,70bc71cba8aee09a504dd2bd04f84b77rpmqwqjv.html?utm_source=clipboard - Por Nayara Campos - Foto: Studio Romantic | Shutterstock / Portal EdiCase

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Veja como a alimentação influencia a gordura no fígado


Uma dieta equilibrada é fundamental para proteger a saúde hepática e melhorar a qualidade de vida

 

Cuidar do fígado é essencial para manter o equilíbrio de todo o organismo. A esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado, tem se tornado um problema de saúde pública no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Hepatologia, cerca de 20% da população brasileira apresenta essa condição, que atinge aproximadamente 30% das pessoas em todo o mundo.

 

A esteatose hepática ocorre quando há excesso de gordura nas células do fígado (hepatócitos), comprometendo seu funcionamento. Se não for diagnosticada e tratada, pode evoluir para quadros mais graves, como cirrose ou câncer hepático.

 

Causas da gordura no fígado

Segundo a nutricionista Vitória Alves Ribeiro, professora do curso de Nutrição da UniSociesc, o desenvolvimento da esteatose hepática está fortemente ligada ao excesso de calorias e ao consumo frequente de ultraprocessados, frituras, gorduras saturadas, açúcares e bebidas alcoólicas. Esse padrão alimentar favorece o ganho de peso e, consequentemente, o acúmulo de gordura no fígado.

 

Além disso, existem dois tipos principais de esteatose hepática:

 

Alcoólica: provocada pelo consumo excessivo de álcool;

Não alcoólica: geralmente associada ao sedentarismo, sobrepeso e distúrbios metabólicos.

"Por ser uma doença que na maioria das vezes não apresenta sintomas, o diagnóstico costuma ser feito por exames de imagem. Por isso, é fundamental acompanhamento médico, com um endocrinologista ou hepatologista, para investigar", recomenda.

 

Alimentos que devem ser evitados

Para pacientes com esteatose hepática, a alimentação desempenha um papel essencial no tratamento e controle da condição. Alguns grupos de alimentos precisam ser reduzidos ou até mesmo eliminados da dieta, já que podem sobrecarregar o fígado e agravar o acúmulo de gordura. Segundo a nutricionista, é preciso cuidado com:

 

Bebidas alcoólicas; 

Refrigerantes e sucos industrializados; 

Alimentos ricos em açúcares e carboidratos refinados, como pães e massas brancas;

Frituras e fast food; 

Embutidos e carnes processadas;

Manteiga, queijos gordurosos e carnes com muita gordura.

"Esses produtos estão diretamente relacionados ao agravamento da inflamação no fígado e ao aumento da gordura corporal", explica Vitória Alves Ribeiro.

 

Alimentos que ajudam a reverter o quadro de gordura no fígado

Se, por um lado, alguns alimentos prejudicam a esteatose hepática, por outro, uma dieta equilibrada pode ajudar a reverter o quadro. A especialista destaca a importância de uma alimentação rica em fibras, frutas, verduras, grãos integrais e gorduras boas.

 

Entre os nutrientes com efeito protetor, Vitória Alves Ribeiro cita os fitoesteróis, compostos encontrados em alimentos de origem vegetal que possuem estrutura semelhante ao colesterol e ajudam a reduzir sua absorção. "Eles contribuem para diminuir o acúmulo de gordura no fígado", explica.

 

As gorduras insaturadas — presentes no azeite de oliva, no abacate, nas castanhas e nas sementes — também devem ser consumidas. As proteínas magras e vegetais também contribuem para a saúde do fígado. "Uma ingestão maior de proteína vegetal — como feijão, lentilha e grão-de-bico — e de proteínas magras de origem animal está associada a uma melhora do perfil lipídico, com redução do colesterol LDL e triglicerídeos, menor inflamação e menor risco de mortalidade", afirma a nutricionista.

 

Perda de peso contribui para o tratamento

A perda de peso gradual, segundo Vitória Alves Ribeiro, é a forma mais eficaz de tratar a esteatose hepática. "Para os pacientes com a doença, endocrinologistas e nutricionistas recomendam uma perda de 7% a 10% do peso corporal. Essa redução já contribui significativamente para diminuir a gordura no fígado", explica.

 

No entanto, a nutricionista é cautelosa sobre a eficácia de dietas da moda, como o jejum intermitente ou aquelas muito restritivas em carboidratos, para o tratamento do problema. "O indicado é sempre ter um plano individualizado, equilibrado e sustentável. Algumas dietas podem funcionar a curto prazo, mas podem ser perigosas e levar a deficiência de nutrientes, além de não terem comprovação científica de eficiência para esta condição específica", alerta.

 

Mudanças simples, grandes resultados

Pequenas alterações nos hábitos cotidianos podem reduzir bastante o risco de desenvolver a esteatose hepática. Entre as principais recomendações, estão: 

 

Diminuir refrigerantes e doces; 

Priorizar alimentos in natura e minimamente processados; 

Incluir frutas, verduras e grãos integrais na dieta diária; 

Evitar fast food; 

Beber bastante água; 

Praticar exercícios físicos regularmente.

 

E, segundo a professora, não é preciso abolir completamente alimentos mais calóricos, como hambúrgueres e sobremesas. "O ideal é moderação e equilíbrio. Cortes muito abruptos podem gerar frustração e abandono da dieta. Inserir esses alimentos apenas ocasionalmente, de forma planejada, ajuda a manter a saúde sem perder o prazer de comer", orienta.

 

Por fim, a especialista reforça a importância do acompanhamento profissional. "O nutricionista vai ajustar a dieta de acordo com o estado de saúde do paciente, suas preferências e estilo de vida, de forma individualizada. Isso garante o equilíbrio nutricional, permite o acompanhamento da perda de peso e ajuda na prevenção de complicações", ressalta.

 

A esteatose hepática pode ser silenciosa, mas seus impactos são sérios. A adoção de hábitos alimentares saudáveis, atividade física regular e acompanhamento profissional são as melhores estratégias para prevenir e tratar a doença, garantindo mais qualidade de vida e proteção para o fígado.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/veja-como-a-alimentacao-influencia-a-gordura-no-figado,93fea5aa1a39a5fa5a8bac3715f11cb1qn53h9do.html?utm_source=clipboard - Por Genara Rigotti - Foto: sweet marshmallow | Shutterstock / Portal EdiCase


segunda-feira, 24 de julho de 2023

Cuidados com a visão no exercício físico


São recomendações que fazem a diferença no rendimento esportivo

 

A oftalmologista Dra. Giovanna Celano citou os cuidados com a visão no exercício físico em entrevista exclusiva ao Sport Life.

 

Conheça os cuidados com a visão no exercício físico

“Para pacientes que fazem esportes aquáticos, o ideal além da proteção é não usar lentes de contato. Já para os pacientes que realizam esportes de impacto, como luta, recomendamos não usar óculos pois podem quebrar e causar lesões na pálpebra e na córnea. Não coçar ou esfregar os olhos”, detalhou a doutora Giovanna.

 

Dessa maneira, um esportista deve consultar com um oftalmologista no mínimo uma vez ao ano, descartar o uso inadvertido de soluções não oftalmologicamente testadas e não usar óculos de outras pessoas ou de lojas não especializadas.

 

“Evitar usar óculos de sol que não tem proteção UVA (Ultravioleta A) e UVB (Ultravioleta B), pois esses são piores do que não usar óculos de sol. Por que além de não terem a proteção, ainda são escuros, aumentam a sua resistência em olhar para o sol e aumentando a exposição da retina”, completou Celano.

 

É de se lembrar que os esportes de contato, como futebol, basquete, boxe e MMA (Artes Marciais Mistas), interferem em traumas oculares e o paciente deve ficar atento, mas não há nada no momento para impedir.

 

“Para exercícios aquáticos, temos os óculos específicos de proteção assim como os os exercícios de ar. O tênis e o golfe devido ao impacto da bola podem causar uma fratura em blow out (fratura dos ossos da órbita). Ao passar por alguma dessas situações, deve procurar uma emergência oftalmológica imediatamente”, destacou a oftalmologista.

 

Auxílios para o combate a cegueira

Inicialmente, alguém deve se basear no seu histórico familiar de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia e glaucoma. Se estiver em tratamento de uma doença, basta manter o acompanhamento regular com seu médico oftalmologista e cumprir com o tratamento.

 

“O glaucoma é uma doença crônica silenciosa. Então, o tratamento com colírios conforme a prescrição do seu médico e realizar os exames periodicamente são de extrema importância para o acompanhamento da evolução da doença. Já a catarata é a maior causa de cegueira reversível do mundo. Quando diagnosticada corretamente, indicamos a cirurgia e os pacientes na maioria das vezes ficam muito satisfeitos e recuperando suas visões”, explicou.

 

Qual é o impacto do uso de celular e aparelhos eletrônicos antes de dormir?

“O uso de aparelhos eletrônicos antes de dormir pode interferir na indução do sono devido a luz atrapalhar com a produção e liberação de melatonina. E, sim (prejudica a visão). Em pacientes com DMRI (Degeneração macular relacionada à idade) por aumentar a incidência de luz azul na retina”, concluiu a Dra. Giovanna Celano.

 

Dados

A OMS projetou que metade da população mundial será míope até o ano de 2050. Além disso, no Brasil a expectativa passa de 6,6 milhões para 12,2 milhões no período 2020 – 2040.

 

Fora isso, pesquisa do IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) afirmou que 34% dos brasileiros nunca se consultaram com um oftalmologista. E que essa porcentagem sobe para 44% entre pessoas das classes D e E.

 

Fonte: https://sportlife.com.br/dia-mundial-da-saude-ocular-cuidados-com-a-visao-no-exercicio-fisico/ - By Guilherme Faber - Shutterstock


Nenhuma tentação se apoderou de você, exceto o que é comum à humanidade. E Deus é fiel; ele não permitirá que você seja tentado além do que você pode suportar. Mas quando você for tentado, ele também fornecerá uma saída para que você possa suportá-la. (1 Coríntios 10:13)


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Por que nos sentimos mais cansados no calor? entenda o efeito


Essas recomendações servem para eliminações de mitos

 

Já se foi o mês de janeiro e ainda assim esse clima não alterou em fevereiro, ou seja, o verão continua a todo vapor. Algumas pessoas “elegem” este período do ano para criarem novos hábitos alimentares e de atividades físicas, mas há muitos sujeitos que apresentam problemas sérios de saúde. Fato que permite a dúvida: por que nos sentimos mais cansados no calor?

 

Resposta

Enrique Barros pertence a SBFMC (Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade), é médico de família e comunidade, é um dos autores do artigo “Estresse ao calor: como temperaturas altas afetam a saúde da população”, cuja tese está relacionada aos riscos e formas de prevenções.

 

“O termo estresse ao calor é quando o corpo é exposto a altas temperaturas, que poderiam elevar o organismo até 40ºC, um limiar crítico para o corpo. Quando o organismo atinge esses 40ºC, os órgãos podem começar a disfuncionar ou até parar de funcionar, e levar a pessoa à morte. Por isso, se proteger do calor e investir em Políticas Públicas ambientais é essencial”, disse o profissional.

 

Esse artigo ainda ilustra que o stress por calor é agravante para pessoas com doenças crônicas, que usam remédios que afetam a adaptação ao calor extremo, exemplos: anti-hipertensivos e antidepressivos. Os idosos e crianças lidam com mais chances de serem afetados.

 

Acréscimos

Mayara Floss é médica, coautora desse trabalho e destacou nesse documento o quão é importante beber água. Para que, dessa maneira, o corpo permaneça hidratado com outras orientações.

 

“Os sintomas do estresse por calor podem ser: dor de cabeça, tontura e confusão. Além disso, existe também perda de apetite e fraqueza. Transpiração excessiva e pele pálida e pegajosa, cãibras nos braços e pernas, aumento da frequência respiratória ou cardíaca. Sem falar da pressão baixa, temperatura corporal de 38°C ou acima e sede intensa”, garante.

 

Essa proposta da SBFMC listou as principais maneiras de se proteger do stress ao calor. São elas: evitar exposição direta ao sol principalmente entre às 11h e 15h, beber bebidas frias, principalmente água, especialmente durante exercícios, proteger sua pele com roupas leves e soltas com cores claras, tomar banhos frios, borrife água sobre a pele ou roupas, evitar o excesso de álcool e exercícios extremos.

 

Outro estudo

O relatório feito pela revista científica britânica The Lancet alertou as graves consequências das ondas de calor também para a saúde humana. Essa análise citou revezes causados por aumento das temperaturas, exemplos: stress por calor, insuficiência cardíaca e lesão renal aguda por desidratação. Houve o acréscimo em 2017 de que cerca de 157 milhões de pessoas de todo o mundo ficaram em condição de vulnerabilidade por conta das ondas de calor. Dado que denotou o aumento de 18 milhões de indivíduos em relação a 2016.

 

Fonte: https://sportlife.com.br/por-que-nos-sentimos-mais-cansados-no-calor-entenda-o-efeito/ - By Guilherme Faber - Shutterstock


Ao ouvir isso, Jesus disse-lhes: “Não são os sãos que precisam de médico, mas os enfermos. Não vim chamar justos, mas pecadores. (Marcos 2:17)