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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

José Costa: 41 anos de graduação em Educação Física pela UFS


     Acredito que o maior sonho de qualquer estudante é o de passar no vestibular em um curso escolhido por ele e poder no futuro trabalhar no que gosta. E assim, aconteceu comigo quando estudava a 8ª série, em 1976, ao praticar basquete no Colégio Estadual Murilo Braga com o Professor Romilto Mendonça. Naquele momento, resolvi que queria ser professor de educação física.

 

     Em 1979, quando cursava o 3º Ano Científico e jogava basquete na categoria B com o Professor José Antônio Macedo, ele já sabendo do meu interesse em ser professor, convidou-me para ser seu auxiliar nos treinos da categoria A masculino, proporcionando a mim aprendizagem para a futura profissão. Depois que passaram os jogos estudantis, o Professor Gercivaldo Santos me propôs a dar iniciação de basquete a uma de suas turmas femininas sob sua orientação e assim eu fiz. Essas duas ações incentivaram a alimentar o meu sonho de ser professor de educação física.

 

     Em janeiro de 1980, fiz o vestibular para o Curso de Licenciatura Plena em Educação Física da Universidade Federal de Sergipe e fui aprovado a estudar no 1º período. Com a aprovação, solicitei a UFS o direito de morar na “República”, casa alugada pelo DAA da UFS, que servia de alojamento para os alunos do interior, mas a vaga foi negada a mim. Na época, minha mãe não tinha recursos financeiros suficientes para custear as minhas despesas com alimentação e viagens todos os dias para Aracaju. Então, tive a ideia de procurar o líder político Chico de Miguel para lhe pedir a indicação de um emprego como professor de educação física do Estado, especificamente no CEMB, escola que eu tinha estudado por 7 anos. Contei o que tinha ocorrido e ele me encaminhou à DRE’3 para tirar os documentos necessários para o trabalho. Na época, o Governo do Estado permitia que acadêmicos da UFS pudessem lecionar. Durante todo o curso, eu estudava na UFS e ensinava educação física no CEMB.

 

     No primeiro ano do curso, só fiz matérias teóricas nos Centros Acadêmicos da UFS, no centro de Aracaju, a exemplo do prédio que atualmente funciona o IPES, próximo ao Colégio Atheneu. Eu viajava para Aracaju no ônibus dos estudantes que saía da Avenida Dr.  Luiz Magalhães. As aulas práticas eram realizadas no Campus Universitário em São Cristóvão, pois apenas o Departamento de Educação Física funcionava lá.

 

     Em 1981, comecei a ter aulas práticas, a exemplo da disciplina Desportos Coletivos, mas infelizmente adoeci de pneumonia e fiquei afastado do curso por um mês para o tratamento da doença com o Dr. Bertrand Góis. Retornei para as aulas, mas tive uma recaída da doença, o que forçou o meu afastamento do curso naquele período. Em agosto, retornei às aulas, estudando as disciplinas que tinha perdido no 1º semestre. A partir desse ano, comecei a viajar de Kombi com Juarez e também com Silva. Foram centenas de viagens Itabaiana-Aracaju-Itabaiana e graças a Deus nunca presenciei nenhum acidente.

 

      A cada ano, os horários das minhas aulas sempre mudavam, pela manhã ou pela tarde e à noite, era quando precisava trocar de horário no trabalho no CEMB, e felizmente tive um excelente amigo e colega de profissão, José Antônio Macedo, que como nós ensinávamos a mesma modalidade, o basquete. Ele mudava seu horário de trabalho para permitir que os meus estudos pudessem continuar sem atrasos.

 

     O curso de Educação Física, além das disciplinas esportivas, também oferecia matérias de outros departamentos, a exemplo de Ciências Biológicas e da Saúde e eu fiz algumas que eram obrigatórias e outras optativas. No 10º período, que era para ter sido o último, acabei me matriculando na disciplina Fisiologia Humana do curso de Medicina, mas infelizmente, fui reprovado, por sinal, foi a única disciplina que reprovei durante o curso e tive que adiar a minha formatura para o 1º período do ano seguinte, 1985. Como faltavam apenas 4 créditos, eu me matriculei na disciplina Judô, que tinha apenas uma aula por dia, de terça a sexta. Ao final do semestre, fui aprovado na disciplina e pude me formar como Professor de Educação Física.

 


     Como eu atrasei o curso por causa do meu trabalho, da doença e da perda de uma matéria no 10º período, acabei me formando com uma turma que não era a minha no início dos estudos. A maioria dos colegas que se formaram comigo eram do 1º período de 1982. Dos 35 formandos de 1985.1, cinco eram de Itabaiana Aelson, Benjamim, Henrique, José Costa e Valtênio. Os demais foram: Amabílio, Ana Angélica, Ana Muffareg, Ana Zilda, Antonina, Bárbara, Carlos Alberto, Carlos Henrique, Clay Barros (in memoriam), Cleber (in memoriam), Clédida, César, Dansílvia, Elileuba, Florita, Gilson, Helenita, Ivana, João José, Joran, Jorge Leite (in memoriam), José Antônio, Josefa Virgínia, Leida Lima, Lucineide, Maria Auxiliadora, Maria Vilma, Manoel Mário, Marta, Nairson (in memoriam) e Rosalanda.

 

     Tive excelentes e competentes professores em todos os departamentos da UFS, e em especial, os mestres do Departamento de Educação Física, foram eles: Aline, Betinho, Cândido (in memoriam), César Cabral,  Conceição, Dagoberto (in memoriam), Edma, Dr. Evandro(in memoriam), Fernando, Homero (in memoriam), Jurinha (in memoriam), Márlio, Martinha, Maurício, Pedro Jorge, Plínio, Sérgio Giansante (in memoriam) e Shizuca (in memoriam).

 

     Em 02 de agosto de 1985, chegou o tão sonhado dia da formatura. Pela manhã, no Departamento de Educação Física no Campus Universitário, ocorreu a Aula da Saudade que foi ministrada pelo Professor César Cabral e, posteriormente, o Descerramento da Placa. À noite, às 18 horas, ocorreu a Missa em Ação de Graças na Igreja de Nossa Senhora Menina no Bairro São José, em Aracaju, e até hoje quando ouço a música “Pra não dizer que falei das flores”, de Geraldo Vandré, vem à lembrança a minha formatura, pois foi a canção de entrada dos formandos. A partir das19h30, ocorreu a Colação de Grau no Ginásio de Esportes Constâncio Vieira, com a presença dos alunos formandos e seus familiares. Estavam me acompanhando a minha mãe, Maria da Graça Costa (in memoriam) e minha noiva, Josefa Madileide de Carvalho. Foi um dia muito especial que nunca esquecerei pela concretização de um sonho que tive aos 15 anos em ser Professor de Educação Física.

 


     Alguns dias após a formatura, eu, Aelson, Benjamim, Henrique e Valtênio convidamos os professores do Departamento de Educação Física da UFS e nossos familiares e realizamos uma festa de confraternização no Bar de Silveira, onde atualmente fica a Galeria Zumar Center em Itabaiana. Como eu, Benjamim e Valtênio já trabalhávamos no Colégio Estadual Murilo Braga, fizemos uma festa para nossos alunos em comemoração à nossa formatura.

 

     Em agosto de 2015, foi realizado um encontro da turma de formandos 1985.1 e os ex-professores do Departamento de Educação Física da UFS para comemorar os 30 anos de formatura. Infelizmente, por problemas pessoais, não fui ao encontro com os colegas.

 

     Hoje, 02 de agosto de 2026, não só eu que está comemorando 41 anos de formatura no Curso de Educação Física pela UFS, mas todos os formados naquela oportunidade e que atuam ou atuaram na educação sergipana como professores de Educação Física.

 

     Graças aos conhecimentos adquiridos no Curso de Educação Física venho contribuindo ao longo de 46 anos na formação integral de milhares de alunos dos Colégios Murilo Braga, Graccho Cardoso, Salesiano, Dom Bosco, O Saber e Escola Municipal José Filadelfo Araújo. Rogo a Deus que Ele ilumine e abençoe todos os dias de minha vida com saúde para que eu possa continuar trabalhando a favor dos estudantes por muitos e muitos anos.

 

Professor José Costa

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Escapulários e infância: um pedaço da minha história


Em 16 de julho, é comemorado o dia de Nossa Senhora do Carmo, a Santa do escapulário. Essa denominação surgiu em 1251, ano em que a Virgem Maria apareceu a São Simão Stock e lhe entregou um escapulário, de acordo com o Vaticano. No escapulário, vem duas imagens, sendo uma de Nossa Senhora e a outra do Sagrado Coração de Jesus Cristo. As duas imagens são unidas por um cordão e são utilizados em volta do pescoço, de forma a envolver integralmente os ombros de quem faz o seu uso. Na religião cristã, o escapulário é considerado sagrado e com extremo poder de proteção.

 

Nos dias que antecedem a comemoração do dia de Nossa Senhora do Carmo, lembrei-me da época em que vendia escapulários aos arredores da Paróquia de Santo Antônio e Almas em Itabaiana, especificamente na calçada da Praça Fausto Cardoso, já que o padre não permitia que fosse vendido dentro da igreja. Foi no início da década de 70, eu tinha uns 9 ou 10 anos e com a permissão de meus pais, eu pegava os escapulários com o empresário Arrojado, que tinha uma loja situada na esquina da Rua Barão do Rio Branco com a Rua 13 de Maio, onde hoje fica a Sorveteria Kiola.

 

Eu vendia junto com meu irmão Antônio, cada um ficava com duas bolsas, uma de escapulário de pano, que era mais barato, e na outra o de plástico, que era mais caro. No dia de Nossa Senhora do Carmo, tinha 3 missas, das 6, 9 e 16 horas. As pessoas compravam o escapulário e levava à missa onde era abençoado pelo sacerdote. Algumas pessoas compravam vários escapulários, acredito que era para dar aos familiares que não podiam ir à missa. Por eu ser menor e mais novo que meu irmão na época, conseguia vender mais escapulários que ele. Ao final da tarde, íamos até a loja do Arrojado prestar as contas e receber pelos escapulários vendidos.

 

Posteriormente, o Arrojado parou de fornecer os escapulários e passamos a vender para Paulo Barnabé, que tinha um familiar que morava em outro estado e mandava para ele. Inclusive, Paulo também vendia os escapulários, mas como ele era adulto, as pessoas preferiam comprar a mim e ao meu irmão. Alguns anos depois nós paramos de vender os escapulários.

 

Em 2001, com a inauguração da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo em Itabaiana, sob a administração dos frades carmelitas, a festa de Nossa Senhora do Carmo passou a ser realizada lá, onde tem uma vasta programação para comemorar o dia da Padroeira. A paróquia fica situada na Praça Frei Fidélis, no Bairro São Cristóvão. Atualmente, no período da festa, a paróquia distribui escapulários aos fiéis.

 

Que Nossa Senhora do Carmo continue a nos proteger e aos nossos familiares hoje e sempre, amém!

 

Por Professor José Costa

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Bola no teto baixo: nova regra em fase de teste no voleibol mundial


O voleibol mundial está testando novas regras em 2026, e uma delas me chamou a atenção: bola no teto (em quadras com teto baixo). Desde a década de 90, quando comecei a ensinar voleibol no Colégio Dom Bosco em Itabaiana, eu já aplicava essa regra, pois o teto da "quadrinha" era baixo e para manter o jogo vivo eu criei essa regra. Desde que a bola após tocar no teto não passasse para a quadra adversária. Com certeza os meus alunos devem lembrar dessa regra.

 

Professor José Costa

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Conhecer Oscar Schmidt: um sonho que realizei em minha vida


Um dos maiores sonhos que um fã tem na vida é o de conhecer seu ídolo, seja de qualquer profissão: cantor, ator, apresentador, atleta e esse foi o meu caso. Eu tinha o sonho de conhecer Oscar Schmidt, o melhor jogador de basquete do Brasil e o maior cestinha da história do basquete mundial com 49.737 pontos em jogos oficiais até 2024, quando foi superado por LeBron James. Em 2004, a convite do Colégio Salesiano de Aracaju, Oscar veio dar uma palestra na escola, na época ele fez essas visitas a vários colégios Salesianos do Nordeste por ele ter sido aluno salesiano em Natal/RN onde começou a praticar o basquete aos 14 anos.

 


Oscar chegou a Aracaju no dia 03 de outubro de 2004, num domingo, dia de eleição municipal, e à noite deu uma entrevista exclusiva ao jornalista Max Augusto, ex-aluno de basquete do Colégio Salesiano. A entrevista foi publicada na segunda-feira, no Jornal Cinform, caderno Líder.

 

Na segunda-feira, antes das 6h da manhã, me desloquei a Aracaju com o meu filho Thiago Costa e quando chegamos ao Salesiano fomos no ônibus da escola juntamente com alguns alunos de basquete, a coordenação e direção para o Quality Hotel, próximo ao Shopping RioMar, para recepcionar Oscar e trazê-lo ao colégio. Ainda na recepção, tiramos algumas fotos com ele e no carro de bombeiro percorremos algumas ruas de Aracaju até chegarmos ao Salesiano onde ele foi ovacionado pelas pessoas que o reconhecia.


Ao chegarmos ao Salesiano, os alunos já o aguardavam para a recepção. Dirigimo-nos ao auditório do colégio onde ele deu entrevista aos jornalistas presentes respondendo perguntas sobre o basquete brasileiro e a vinda dele pela primeira vez a Aracaju. Ao término da entrevista, pedi a ele que autografasse um banner que eu tinha com sua foto, uma bola de basquete que sorteei com os alunos e uma camisa da seleção brasileira de basquete.

 


Depois seguimos ao Ginásio de esportes Dom Bosco onde os alunos o aguardavam para uma palestra motivacional sobre os benefícios da prática esportiva. Com uma bola de basquete, Oscar começou arremessando de 3 pontos e eu fazendo o rebote e passando a bola para ele, para surpresa de todos ele errou os três primeiros arremessos, mas a partir do 4º acertou uns 10 arremessos seguidos.

 

Ainda na quadra, separei duas equipes com os meus alunos de basquete e Oscar jogou por uma delas, um jogo de apresentação, e eu tive a honra de dirigir aquele jogo, nem que fosse por uns minutos.

 


Após o jogo, ele caminhou pelos corredores da escola cumprimentando a todos e tirando fotos. Foi ao apartamento do padre onde tomou banho e lanchou. Já perto do meio dia, fomos levá-lo ao aeroporto para o embarque a São Paulo.

 

Que manhã maravilhosa passar com o meu ídolo Oscar Schmidt, um sonho realizado graças à oportunidade de ter trabalhado por 21 anos no Colégio Salesiano Nossa Senhora Auxuliadora de Aracaju. Gratidão!

 

Por Professor José Costa

sábado, 28 de março de 2026

O ano em que o Colégio Estadual Murilo Braga não iria participar dos Jogos da Primavera


Em agosto de 1989, os professores de educação física foram convocados pela direção do Colégio Estadual Murilo Braga para uma reunião a decidir sobre a não participação da escola nos Jogos da Primavera, a maior competição de desporto escolar do estado, envolvendo milhares de alunos de escolas públicas e particulares, que era realizada no mês de setembro. Eu não me lembro do motivo alegado, mas a maioria dos professores concordaram com a direção. Já eu e o Professor Henrique, que era o técnico do ciclismo, não concordamos, pois alegamos que os nossos atletas tinham sido treinados por vários meses e estavam preparados para disputar os jogos.

 

Após a reunião, fui à sala do vice-diretor para dialogar e tentar convencê-lo daquela decisão, pois ele tinha sido meu professor, colega de profissão e amigo, mas não consegui convencê-lo da resolução de não participar dos jogos. Fui para casa decepcionado com aquela atitude.

 

No domingo, eu, Henrique e alguns alunos fomos à Vila Olímpica da A.O.I. para conversar com o Deputado Federal José Queiroz (in memoriam) e solicitar a ele sua ajuda para convencer a direção do Murilo Braga para participar dos jogos, mas ele falou que quem poderia intervir era o Deputado estadual Djalma Lobo (in memoriam) que tinha o poder sobre a DR’3. O deputado Djalma não se encontrava em Itabaiana naquele dia. Agradecemos e voltamos para as nossas casas desanimados.

 

Na segunda-feira, eu lecionava educação física no Colégio Salesiano em Aracaju. Ao chegar ao Salesiano, o diretor Padre Humberto (in memoriam) me chamou para conversar e, percebendo a minha tristeza, perguntou se eu estava com algum problema, então contei a ele sobre a decisão da direção do CEMB, então ele me aconselhou a ir à Secretaria da Educação, situada à Avenida Ivo do Prado, para conversar com o Secretário da Educação e me dispensou das aulas que iria lecionar pela manhã. Assim eu fiz, embarquei no ônibus em frente ao Hospital Cirurgia e fui à secretaria. Chegando lá, fui até a recepcionista e contei a ela sobre o meu objetivo de estar lá para falar com o Secretário da Educação. Ela disse que ele não estava, mas eu poderia falar com o Secretário Adjunto, expliquei a ele sobre a reunião ocorrida no CEMB e do interesse dos alunos de participarem dos Jogos já que estavam preparados e faltava apenas um mês para a competição. Ele me tranquilizou e disse que iria telefonar para a diretora da DR’3. Depois da visita à secretaria, voltei ao Salesiano para dar aulas de basquete à tarde.

 

À noite, quando cheguei em casa, o Professor Henrique estava me aguardando para informar que na terça-feira haveria uma reunião na DR’3, que ficava situada na Rua Padre Felismino, com os professores de educação física, o coordenador de educação física, a direção do CEMB e a diretora da DR’3.

 

Quando cheguei à entrada da DR’3, tinha um grupo de professores conversando e ouvi quando uma professora disse que eu deveria ser transferido para o município de Pedra Mole enquanto o professor que ensinava lá viria para o meu lugar. Logo eu ser transferido por estar defendendo o interesse dos atletas do CEMB. Passei entre eles e me dirigi para a sala de reunião. A diretora da DR’3 falou do telefonema do Secretário Adjunto afirmando que não aceitava em hipótese alguma que o CEMB ficasse de fora dos Jogos da Primavera. Na reunião ficou decidido a participação nos jogos e que o coordenador de educação física recolhesse as relações dos atletas e seus respectivos documentos de identidade para as inscrições nos jogos. O CEMB participou em todas as modalidades e ficou em 8º lugar na classificação geral dos jogos.

 

Naquele ano, o basquete marcou para o Murilo Braga 30 pontos referente a duas medalhas de ouro: uma na categoria A feminino e outra na categoria B feminino; uma medalha de prata na categoria A masculino e uma medalha de bronze na categoria B masculino. Os alunos de ciclismo do Professor Henrique ganharam várias medalhas. As modalidades de basquete e ciclismo foram as que mais ganharam medalhas nos Jogos da Primavera para o CEMB ao longo dos anos. Em 1989, o Murilo Braga participou dos jogos nas modalidades de: atletismo, handebol, futebol, futsal, tênis de campo, voleibol, além do basquete e do ciclismo.

 

Na década de 80 e início da década de 90, o Colégio Estadual Murilo Braga ficou entre os 10 melhores colégios na classificação geral dos Jogos da Primavera. Já em meados dos anos 90, o governo do Estado acabou com os Jogos da Primavera e em 2004 foi aprovada pela ALESE e sancionada pelo Governador João Alves Filho a lei nº 319/2004 que instituiu os Jogos da Primavera como evento permanente e sequencial do calendário esportivo de Sergipe. Nessa época, o esporte na escola pública e, em especial no CEMB, já não era mais o mesmo pelas mudanças ocorridas na LDB de 1996.

 

Por décadas, os profissionais de educação física do CEMB antes de formar campeões no esporte, formou cidadãos para a vida.

 

Por Professor José Costa

domingo, 8 de março de 2026

Homenagem às mulheres


Recentemente, minha netinha Laisa me pediu para contar histórias da minha infância, após ter contado algumas, ela me perguntou qual foi o maior sonho que tive quando era criança, pensei em dizer que era ficar rico, bonito quando crescesse ou ser famoso, mas eu respondi que era me casar, ter filhos e uma netinha, e este sonho foi realizado com o nascimento dela. Então ela me perguntou: sério, vô? E respondi que sim, pois tinha uma netinha que amava muito. Ela deu um sorriso lindo e eu enchi os olhos de lágrimas de sua atitude. Em nome de minha netinha Laisa faço uma homenagem às mulheres, em especial, a minha esposa Madileide, as minhas irmãs Cida, Dete e Lourdes, a minha mãe Dona Graça (in memoriam) e a Nossa Senhora, mãe de todas as mulheres.

 

Professor José Costa

terça-feira, 3 de março de 2026

Minha história como escritor


Algum tempo atrás, um amigo me perguntou como e quando eu comecei a escrever. Naquele momento, eu não soube lhe responder, pois foi por diversos fatos e pessoas que colaboraram para que um dia eu tivesse o prazer de escrever e, inclusive, lançar um livro, Minhas memórias, com textos que falam da minha infância até os dias atuais.

 

Sempre eu gostei de ler notícias em jornais e sites e acredito que isso facilitou a escrita dos meus textos, pois a pessoa precisa gostar de ler para ter prazer em escrever. Eu escrevo seguindo o que aprendi nas aulas de como escrever uma redação quando estudei, que é diferente dos dias atuais, fazendo uma introdução sobre o assunto, desenvolvendo o conteúdo e uma conclusão do que escrevi, simples assim.

 

Em meados da década de 80, eu escrevia os boletins do campeonato serrano de basquete para enviar às rádios de Itabaiana, às TVs e aos jornais de Aracaju. Eu escrevia a mão os boletins descrevendo os fatos ocorridos nos jogos. No início da década de 90, comprei um computador, apesar de não saber ainda utilizá-lo, o Professor Henrique me ensinou, principalmente, a utilizar o word para digitar os boletins do campeonato e o ex-aluno Cleberton Andrade me ensinou a enviar e-mail. Então comecei a digitar os boletins e enviar por e-mail, que eu só digitava com letra maiúscula, foi quando o Jornalista Jurandir Santos me aconselhou a digitar com letras maiúsculas e minúsculas, pois ele achava que eu escrevia bem e publicaria no Jornal do que jeito que enviasse e assim eu fiz, para ele e os demais veículos de comunicação, entre eles: Jornais de Sergipe, da Manhã, da Cidade, Cinform, Semanário Sportivo, Gazeta de Sergipe, Correio de Sergipe, Diário de Aracaju, Folha da Praia, O Serrano; TVs Sergipe e Atalaia; Rádios Princesa da Serra, Capital do Agreste, FM Itabaiana e Educadora de Frei Paulo.

 

Em 1987, criei o Jornal do Basquete a fim de divulgar as notícias do basquete itabaianense, sergipano, brasileiro e mundial. E também abordava curiosidades esportivas, passatempo, poesia, pensamentos, música e assuntos variados. O jornal era mensal, inicialmente foi editado com 3 páginas e posteriormente passou a ter 4 páginas. Eu o editava em minha casa através de uma máquina de datilografia da minha irmã Cida e era impresso no CEMB, algo em torno de 200 cópias, inicialmente em mimeógrafo a álcool, e após a terceira edição, à tinta. O jornal era distribuído com os alunos que praticavam basquete no Colégio Estadual Murilo Braga, com os comerciantes que apoiavam o basquete e a imprensa sergipana.  O jornal foi publicado por 19 vezes, de março de 1987 a abril 1989.

 

Em 2002, o editor George Washington do Caderno de esportes Líder do CINFORM entrou em contato comigo para que eu escrevesse um texto sobre os Jogos da Primavera cuja realização tinha sido paralisada pelo governo do Estado, o título do texto foi “Saudades dos Jogos da Primavera”. Foi o meu primeiro texto a ser publicado em um jornal. A partir daí, comecei a escrever textos sobre cidadania e valores sociais. Vários textos foram publicados em sites na internet, entre eles: NE Notícias, FAXAJU, Infonet, Itnet, 93Noticias.

 

No início dos anos 2000, eu enviei textos para o ex-aluno e Jornalista Max Augusto que tinha uma página aos domingos no Jornal da Cidade chamada de Caderno do Interior no qual ele publicava semanalmente. Depois de algumas publicações, ele me aconselhou a escrever sobre esporte e educação, e segui seu conselho. Atualmente, já escrevi mais de uma centena de textos, principalmente falando das minhas memórias. Os textos já foram publicados em diversos jornais de Sergipe: Cinform, Semanário esportivo, da Manhã, de Sergipe, da Cidade, Gazeta de Sergipe, Correio de Sergipe, Diário de Aacaju, Folha da praia, O Serrano.

 

Em 2009, o amigo e professor Jackson me aconselhou a criar um blog para divulgar os meus textos e o trabalho nas escolas que lecionava: Colégio Estadual Murilo Braga, Graccho Cardoso, Salesiano e Dom Bosco, e assim criei o Blog Professor José Costa abrangendo assuntos de educação, esporte, saúde, cultura e cidadania. O blog já tem mais de 18 milhões e 400 mil acessos.

 

Em 2019, lancei o livro Minhas Memórias na Bienal do livro de Itabaiana com textos nos quais relato histórias da minha infância até os dias atuais e também sobre as minhas vivências profissionais.

 

Quando você escreve sempre tem os críticos, que motivam ou desmotivam na continuação do que você faz. Certa vez, uma professora me disse que eu escrevia bem apesar de ser professor de educação física, como se ser professor não te dá o direito de escrever algo. Em outra ocasião, uma professora disse que os meus textos eram muito simples, pois relatavam mais sobre minha vida, apesar que já escrevi sobre diversos assuntos. Quando eu escrevia um texto tinha o costume de tirar cópias e entregar aos amigos e alunos, certa vez escrevi um texto e entreguei a uma professora, ela leu e depois de alguns minutos a encontrei novamente no pátio da escola e ela me agradeceu emocionada, pois me disse que precisava naquele momento de ler algo sobre o que eu tinha abordado no texto.

 

Sempre aceitei as críticas com naturalidade, pois nunca me considerei um escritor. Não me considero um escritor, e sim, uma pessoa que gosta, de vez em quando, transcrever algumas passagens da minha vida e que elas sirvam de motivação, inspiração e superação para o dia a dia de outras pessoas. Cada texto escrito foi um desafio e que ofereceu chances de crescimento como ser humano.

 

Por Professor José Costa

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Professor José Costa e a equipe campeã de basquete do CEMB


Professor José Costa e a equipe campeã de basquete pela categoria B do Colégio Estadual Murilo Braga nos Jogos da Primavera – 1983. A equipe era formada por: Rita de Cássia, Marli, Luciene, Irlene, Josívânia, Marivalda, Rosângela, Gicelma, Cida e Gicélia. Essa foi a 2ª medalha que ganhamos, pois algumas alunas dessa equipe ganharam a 1ª medalha de ouro do basquete pela categoria A em 1981. Infelizmente eu não tenho a foto dessa conquista. Meninas de Ouro!

sábado, 31 de janeiro de 2026

Uma derrota que valeu por muitas vitórias


Em 1988, fui contratado pelo Grêmio Escolar Graccho Cardoso, através do amigo e colega de profissão o vice-diretor Abelardo Neto para dar aulas de basquete. No início do ano letivo, fiz a divulgação do basquete com cartazes de fotografias e consegui formar duas turmas masculinas. O colégio não tinha ainda tabelas de basquete no ginásio esportivo e os arremessos eram feitos em círculos pintados na parede com giz branco. As tabelas foram colocadas no início do 2º semestre, mas a espera valeu a pena, pois as tabelas eram elétricas e foram as primeiras do tipo em Sergipe.

 

Das duas turmas, formei uma de treinamento para disputar os Jogos da Primavera. No 1º semestre, fizemos dois jogos amistosos: um na quadra do Colégio Dinâmico e outro na quadra do Colégio Tiradentes, perdemos os dois jogos.

 

Faltando um mês para os Jogos da Primavera, Neto me chamou a sua sala e deixou a mim a decisão de participar, pois reconhecia que os treinamentos não foram adequados devidos à falta das tabelas. Mas, pedi a ele o direito de participar pelo interesse que os alunos demonstraram pela prática do basquete. Ele autorizou e fizemos a inscrição da equipe.

 

No sorteio dos jogos, ficamos na chave A composta por 5 colégios, entre eles: o Arquidiocesano, campeão do ano anterior, e do Murilo Braga, o colégio que eu também era o técnico e que já tinha ganhado alguns títulos no basquete.

 

O Graccho ficou de fora da 1ª rodada e fui assistir ao jogo do Arqui. Sentei ao lado do Professor Márlio, coordenador de arbitragem dos jogos. Durante o 1º tempo, o Arqui realizou a defesa zona pressão quadra toda, o que era proibido pelo regulamento especifico do basquete que só permitia a defesa individual, medida essa que visava a melhoria do nível técnico do basquete sergipano. Ao final do 1º tempo, o coordenador foi conversar com o técnico Professor Vinícius, diga-se de passagem, um dos melhores técnicos do basquete sergipano de todos os tempos. No reinício do jogo, o Arqui fez a defesa individual, e é claro ganhou o jogo com facilidade.

 

No seu primeiro jogo da competição, o Graccho enfrentou o Arqui, que nos aplicou a defesa individual pressão quadra toda e em todo o jogo. Ao final do jogo, o Graccho perdeu por 158 a 2, com uma cesta do atleta “Juazeiro” de quase da metade da quadra, pois naquela época ainda não existia a cesta de 3 pontos. Após o jogo, reuni a equipe e conversei com eles para motivá-los para os 3 jogos restantes, que também perdemos. No jogo do Graccho contra o Murilo Braga, por uma questão ética, eu não fiquei no banco com nenhuma das equipes. O Arqui foi o campeão invicto da competição e tinha na sua equipe dois ex-atletas do Murilo Braga. O Murilo Braga ficou em 3º lugar. Após os jogos, continuamos treinando e, no final do ano, eu fiz com todos os alunos praticantes um festival de arremessos e o primeiro campeonato interno.

 

Após alguns anos da primeira participação do Graccho no basquete, eu estava assistindo a um jogo de basquete no Salesiano quando o Professor Vinícius, meu amigo e competente técnico de basquete, veio conversar comigo e fez um elogio da evolução técnica do Graccho no basquete sergipano. Então, eu falei que ele foi um dos que me motivou a trabalhar e superar os desafios quando aplicou uma vitória do Arqui de 158 a 2 no Graccho, mas ele retrucou dizendo que não se lembrava do episódio, então eu lhe disse a seguinte frase: “Quem bate esquece, quem apanha não". Durante décadas, fomos adversários, mas nunca inimigos, sempre nos respeitamos e mantemos laços de amizade até os dias atuais.

 

Jorge Raimundo, Luiz Carlos, Evanuel, Sílvio e Juazeiro, que fizeram parte da primeira equipe do Graccho e que não ganharam medalhas nos jogos, foram os pioneiros na prática do basquete no colégio e serviram de exemplo para os alunos que vieram posteriormente. A partir desse pontapé inicial, o Graccho ganhou sua primeira medalha em 1990: a de bronze nos Jogos Infantis. Em 1991, nos Jogos Infantis, ganhamos a primeira medalha de ouro e em 1992 ganhamos a medalha de ouro nos Jogos da Primavera na categoria A, justamente a mesma que perdemos por 158 a 2. Nos 22 anos em que trabalhei no Graccho, eu e meus alunos ganhamos 28 medalhas nas diversas competições, entre elas: Campeonato Sergipano, Jogos Escolares Tv Sergipe, Jogos das Escolas Particulares de Sergipe- JEPS, Campeonato Escolar de Sergipe, Torneio de duplas do Festival Praiano, Torneio de Duplas do Shopping RioMar.

 

Em 22 anos de trabalho no Graccho foram muitas conquistas de medalhas, mas a maior de todas foi a de educar milhares de alunos por meio do basquete e com respeito, honestidade, seriedade e compromisso com a educação, quer fosse na derrota ou na vitória.

 

Por Professor José Costa

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Com 51 medalhas conquistadas, a Escola Municipal José Filadelfo Araújo é destaque nos Jogos Escolares Municipal 2025


Em 28 e 29 de novembro, e 5 e 6 de dezembro de 2025, foi realizada a 6ª edição dos Jogos Escolares Municipal, competição promovida pela SEDUC Itabaiana. A maior competição estudantil de Itabaiana teve a participação de quase 1.000 alunos de 16 escolas municipais. Os atletas competiram em 3 categorias: sub 11, sub 14 e sub 17 em ambos os sexos e disputaram os jogos nas seguintes modalidades: corrida de 100 metros, corrida de rua, dama, futsal, handebol, salto em distância, queimado, voleibol e xadrez.

 

A Escola Municipal José Filadelfo Araújo participou dos Jogos Escolares Municipal com 74 atletas em todas as modalidades esportivas disputadas e conquistou 51 medalhas. Deste total, 19 foram de ouro, 20 de prata e 12 de bronze, o maior número de medalhas entre as 16 escolas participantes. Parabéns aos alunos por ter obtido o melhor resultado de todas as edições dos jogos escolares. Em 2023, a escola ganhou 13 medalhas e, em 2024, foi premiada com 33 medalhas.

 

Confira os resultados da Escola Municipal José Filadelfo Araújo por ESPORTE:

 

FUTSAL

OURO - SUB 17 MASCULINO

OURO – SUB 14 FEMININO

PRATA - SUB 14 MASCULINO

BRONZE - SUB 17 FEMININO

 

VOLEIBOL

OURO - SUB 17 MASCULINO

OURO – SUB 14 FEMININO

OURO – SUB 14 MASCULINO

PRATA - SUB 17 FEMININO

 

HANDEBOL

OURO - SUB 17 FEMININO

PRATA - SUB 14 MASCULINO

PRATA – SUB 14 FEMININO

 

QUEIMADO

OURO - SUB 11 FEMININO

OURO - SUB 11 MASCULINO

PRATA – SUB 14 FEMININO

PRATA – SUB 14 MASCULINO

 

ATLETISMO

 

SALTO EM DISTÂNCIA

OURO - SUB 11 MASCULINO

OURO - SUB 11 FEMININO

OURO - SUB 14 MASCULINO

OURO - SUB 17 MASCULINO

PRATA - SUB 17 MASCULINO

BRONZE - SUB 17 FEMININO

 

CORRIDA DE 100 METROS

OURO - SUB 11 FEMININO

OURO - SUB 17 MASCULINO

OURO - SUB 11 MASCULINO

PRATA - SUB 11 MASCULINO

BRONZE - SUB 14 MASCULINO

BRONZE - SUB 17 MASCULINO

BRONZE - SUB 11 FEMININO

BRONZE - SUB 11 MASCULINO

 

CORRIDA DE RUA

OURO - SUB 14 MASCULINO

PRATA - SUB 11 FEMININO

PRATA - SUB 14 MASCULINO

PRATA - SUB 17 MASCULINO

BRONZE - SUB 11 MASCULINO

BRONZE - SUB 14 FEMININO

BRONZE - SUB 17 MASCULINO

BRONZE - SUB 17 FEMININO

 

XADREZ

OURO - SUB 11 FEMININO

OURO - SUB 17 FEMININO

PRATA - SUB 11 FEMININO

PRATA - SUB 14 FEMININO

PRATA - SUB 14 MASCULINO

PRATA - SUB 17 FEMININO

PRATA - SUB 17 MASCULINO

BRONZE - SUB 17 MASCULINO

 

DAMA

OURO - SUB 17 FEMININO

OURO - SUB 17 MASCULINO

PRATA - SUB 11 FEMININO

PRATA - SUB 14 MASCULINO

PRATA - SUB 17 FEMININO

BRONZE - SUB 11 FEMININO

 

Confira os resultados da Escola Municipal José Filadelfo Araújo por MEDALHAS:

 

OURO

FUTSAL - SUB 17 MASCULINO

FUTSAL – SUB 14 FEMININO

QUEIMADO - SUB 11 FEMININO

QUEIMADO - SUB 11 MASCULINO

VOLEIBOL – SUB 17 MASCULINO

VOLEIBOL – SUB 14 FEMININO

VOLEIBOL – SUB 14 MASCULINO

HANDEBOL – SUB 17 FEMININO

LUAN VINICIUS SANTOS DE JESUS – CORRIDA DE RUA – SUB 14

MARIA ALICE MENDONÇA SOUZA – CORRIDA DE 100 METROS - SUB 11

INÁCIO OLIVEIRA MONTEIRO – CORRIDA DE 100 METROS – SUB 17

JOÃO MIGUEL SILVA SANTOS – SALTO EM DISTÂNCIA – SUB 11

JENNIFER LORRANY SOUZA MESQUITA – SALTO EM DISTÂNCIA – SUB 11

TAUAN GABRIEL DOS SANTOS – SALTO EM DISTÂNCIA – SUB 14

RYAN DOS SANTOS – SALTO EM DISTÂNCIA – SUB 17

EMILLY SÓFIA SOUZA SANTOS – XADREZ - SUB 11

MARIA FLOSINA CARVALHO SANTANA – XADREZ - SUB 17

KEROLLY GARDIENY SANTOS MARCELINO – DAMA - SUB 17

VITOR SANTOS MESQUITA – DAMA - SUB 17

 

PRATA

FUTSAL – SUB 14 MASCULINO

QUEIMADO – SUB 14 FEMININO

QUEIMADO – SUB 14 MASCULINO

HANDEBOL – SUB 14 MASCULINO

HANDEBOL – SUB 14 FEMININO

VOLEIBOL – SUB 17 FEMININO

LEANNY SOARES DOS SANTOS – CORRIDA DE RUA – SUB 11

YAN SANTOS TAVARES – CORRIDA DE RUA – SUB 14

JOÃO VICTOR DA SILVA SOUZA – CORRIDA DE RUA – SUB 17

JOÃO VICTOR DA SILVA SOUZA – SALTO EM DISTÂNCIA – SUB 17

JOÃO MIGUEL SILVA SANTOS – CORRIDA DE 100 METROS - SUB 11

JENNIFER LORRANY SOUZA MESQUITA – XADREZ - SUB 11

BRENDA CAMILY DINIZ DOS SANTOS – XADREZ - SUB 14

LEONARDO SANTOS SANTANA – XADREZ - SUB 14

KEROLLY GARDIENY SANTOS MARCELINO – XADREZ - SUB 17

RUAN CARLOS DA SÉ SANTANA – XADREZ - SUB 17

JENNIFER LORRANY SOUZA MESQUITA – DAMA - SUB 11

GABRIEL DE JESUS SANTOS – DAMA - SUB 14

MARIA FLOSINA CARVALHO SANTANA – DAMA - SUB 17

RYAN DOS SANTOS – DAMA - SUB 17

 

BRONZE

FUTSAL – SUB 17 FEMININO

FELIPE DANIEL DE JESUS SANTOS – CORRIDA DE RUA – SUB 11

RAYANE DE MELO SANTANA – CORRIDA DE RUA – SUB 14

INÁCIO OLIVEIRA MONTEIRO – CORRIDA DE RUA – SUB 17

GENNIFER MAYANE DOS SANTOS GOIS – CORRIDA DE RUA – SUB 17

LUAN VINICIUS SANTOS DE JESUS – CORRIDA DE 100 METROS – SUB 14

JOÃO VICTOR DA SILVA SOUZA – CORRIDA DE 100 METROS – SUB 17

LEANNY SOARES DOS SANTOS – CORRIDA DE 100 METROS – SUB 11

EMERSON DOS SANTOS – CORRIDA DE 100 METROS – SUB 11

MARIA FLOSINA CARVALHO SANTANA – SALTO EM DISTÂNCIA – SUB 17

VITOR SANTOS MESQUITA – XADREZ – SUB 17

EMILLY SÓFIA SOUZA SANTOS – DAMA – SUB 11

 

OURO – 19 MEDALHAS

PRATA – 20 MEDALHAS

BRONZE – 12 MEDALHAS

TOTAL – 51 MEDALHAS

 

Parabéns a todas as pessoas envolvidas nos JEM 2025: alunos, professores, funcionários, coordenação e direção da Escola.

 

Por Professor José Costa

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Dedico o Poema Saudades de Fernando Pessoa aos alunos do 9º ano da Escola Municipal José Filadelfo Araújo



A Eduarda Santos, Gabriel de Jesus, Gabriel dos Santos, Gennyfer Mayane, Inácio Oliveira, João Guilherme, Jônathas Santos, Joyce Silva, Kauany Silva. Kerolly Gardieny, Maria Bianca, Maria Flosina, Marinelayne Santana, Maysa Santos, Pedro Manoel, Ruan Carlos, Ryan dos Santos, Tatiane Santos, Tauan Gabriel e Vitor Santos.


Saudades

"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos.

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim...do companheirismo vivido.

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.

Hoje não tenho mais certeza disso.

Em breve cada um vai pro seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar quem sabe...nos e-mails trocados.

Podemos nos telefonar, conversar algumas bobagens...

Aí os dias vão passar, meses...anos...até este contato torna-se cada vez mais raro.

Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão?

Quem são aquelas pessoas?

Diremos...Que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!

Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...

Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo.

E entre lágrimas nos abraçaremos. Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.

Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado.

E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades seja a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"

FERNANDO PESSOA

 

Quando cheguei à Escola Municipal José Filadelfo Araújo em 2023, vocês estudavam o 7º ano, ao término de 2025, vocês concluíram o 9º ano. Ao longo desses anos, foram inúmeras vitórias, poucas derrotas, algumas broncas e muito carinho com conselhos para estudarem cada vez mais e ter um futuro promissor.

Gostaria de agradecer a todos, inicialmente alunos e agora amigos para sempre, pela parceria com o meu trabalho de professor nos últimos anos: serão muitas lembranças e saudades. Que todos sigam em frente e consigam almejar o objetivo de ingressar no ensino médio e, posteriormente, na universidade.

Que os dias do Ano Novo sejam de novas conquistas, muitos recomeços e os melhores de sua vida e de seus familiares.

 

Professor José Costa

sábado, 20 de dezembro de 2025

E se todos os dias do ano fossem Natal?


    A maior festa dos cristãos em todo o mundo é comemorada no dia 25 de dezembro, o nascimento de Jesus Cristo, o Natal. Durante o mês de dezembro, as pessoas começam a se preparar para este grande dia montando árvores, enfeites e presépios; enviando cartões de natal e mensagens natalinas por telefone, email, facebook, instagram ou whatsapp; declarações de Feliz Natal com abraços e apertos de mãos e troca de presentes. O espírito natalino contagia a todos e em toda parte, porque o Natal é celebração, comemoração, magia, alegria e festa.

 

     Nesta época, as pessoas desejam amor, paz e saúde a familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e até aos desconhecidos. As atitudes de solidariedade, boa vizinhança, caridade, bondade, cumprimentos são bem atenuantes neste período mais do que em qualquer outro. Ficamos mais humanos, felizes, solidários, unidos, amigos e mudamos a nossa maneira de ser do restante do ano.

 

     Alguns dias após o Natal vêm o início de um ano novo e as esperanças florescem em todos com a perspectiva de dias melhores com saúde, paz, amor e dinheiro no bolso. Passado as festas, tudo volta ao normal, à correria do dia a dia, o trabalho estafante, o estudo puxado, as discussões normais, o estresse e, aos poucos, o espírito natalino vai sendo esquecido e voltamos a ser os humanos normais.

 

     Agora, imagine se em todos os dias do ano as pessoas vivessem o espírito natalino, como o mundo seria diferente. Teríamos mais paz, solidariedade, amor, esperança e assim poderíamos afirmar que Jesus vive em nossos corações todos os dias e não apenas no Natal.

 

     Sei que é um sonho, mas se este sonho for compartilhado por muitos, estaremos dando um grande passo para transformar a humanidade para melhor, menos individualista, egocêntrica e hipócrita.

 

     Que o espírito de Natal esteja sempre conosco em todos os dias do próximo ano e com certeza, a nossa passagem por este mundo será mais agradável, feliz e harmoniosa.

 

     Feliz Natal em todos os dias do ano vindouro para você e sua família!

 

Professor José Costa