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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Crianças na escola: volta às aulas exige atenção redobrada dos pais


A volta às aulas muitas vezes representa a ruptura de uma rotina mais flexível do período em casa, quando os horários e costumes podem ser menos regrados. Retomar os hábitos anteriores nem sempre é fácil para os pequenos e neste processo de adaptação, as crianças podem acabar dormindo e comendo mal, o que exige atenção redobrada dos pais e educadores.

 

Volta às aulas começa no sono

"Do ponto de vista neurobiológico, o sono e a nutrição são pilares estruturantes, e a negligência dessas áreas interfere na maturação do córtex pré-frontal, região do cérebro responsável por funções executivas essenciais como a atenção, o planejamento e a regulação emocional", explica a Dra. Lorena Del Sant, psiquiatra e professora da Afya Educação Médica São Paulo. "Crianças privadas de sono tendem a apresentar pior desempenho de memória, maior irritabilidade e redução da tolerância à frustração, sintomas que muitas vezes são erroneamente confundidos com indisciplina."

 

Parte dos problemas pode começar na alimentação

Sobre a qualidade da alimentação, a especialista alerta ainda que o aumento do consumo de ultra processados e a irregularidade nos horários das refeições geram flutuações de energia e maior reatividade comportamental. Segundo a médica, não é exagero afirmar que boa parte dos problemas de comportamento registrados no início do ano letivo possui uma base fisiológica e não apenas psicológica, sendo o equilíbrio orgânico fundamental para que a criança suporte as novas demandas. "Pais e professores devem estar atentos a manifestações que vão além da fala, como queixas somáticas de dores abdominais e cefaleias sem causa orgânica, além de regressões comportamentais e resistência persistente em frequentar o ambiente escolar", acrescenta a Dra. Lorena.

 

Cuidado redobrado

O cuidado deve ser ainda maior com crianças com necessidades específicas, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), que sofrem com hipersensibilidade sensorial e falta de previsibilidade. O retorno ao ambiente escolar pode ser altamente estressante quando não há planejamento prévio e é importante realizar uma adaptação ao ambiente para reduzir a sobrecarga de ruídos e estímulos visuais, além de uma flexibilização inicial das demandas acadêmicas.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/criancas-na-escola-volta-as-aulas-exige-atencao-redobrada-dos-pais,6ba9e2bc903044c9243bd3132326f3a83nuh52qf.html?utm_source=clipboard - Foto: Vibe Mundial - Por: Vivi Pettersen / Vibe Mundial

sábado, 17 de janeiro de 2026

Volta às aulas: 7 sinais de que a criança precisa de óculos


Identificar problemas de visão precocemente é essencial para o sucesso escolar. Confira os sintomas que indicam a necessidade de uma consulta oftalmológica

 

O período de volta às aulas é o momento ideal para observar o comportamento dos pequenos, pois cerca de 80% do aprendizado infantil depende diretamente da visão.

 

Este conteúdo é fundamental porque muitos problemas de rendimento escolar, falta de concentração e até desânimo são causados por dificuldades visuais não diagnosticadas. Quando a criança não enxerga bem o quadro ou o material de estudo, o aprendizado se torna cansativo e frustrante.

 

A maioria das crianças não reclama de "enxergar mal" simplesmente porque não conhece outra forma de ver o mundo. Para elas, aquela imagem embaçada é o normal.

 

Por isso, cabe aos pais e professores identificar os sinais de alerta. A seguir, detalhamos os sete sinais principais de que seu filho pode precisar de óculos e como a saúde ocular impacta diretamente o desenvolvimento na escola.

 

1. Dores de cabeça frequentes e cansaço visual

Um dos primeiros sintomas de que algo está errado com a visão é a dor de cabeça recorrente. Se a criança reclama de dor na testa ou nas têmporas, especialmente após as aulas ou ao fazer o dever de casa, fique atento. Isso acontece porque os olhos fazem um esforço muscular excessivo para tentar focar a imagem, gerando fadiga.

 

Cansaço ao fim do dia

O esforço para enxergar consome muita energia. A consequência é uma criança que chega da escola exausta, irritada ou que dorme com facilidade durante as tarefas. Se o mal-estar aumenta conforme o tempo de leitura ou uso de telas, o problema visual é a causa mais provável.

 

2. Aproximação excessiva de objetos e telas

Observe como seu filho interage com o que está lendo ou assistindo. Se ele sente a necessidade de sentar muito perto da televisão ou segura o celular e livros colados ao rosto, este é um sinal clássico de miopia. A dificuldade em enxergar de longe faz com que a criança tente compensar a distância fisicamente.

 

O comportamento na sala de aula

Na escola, esse sinal se manifesta quando o aluno pede para sentar sempre nas primeiras fileiras. Se a criança não consegue ler o que o professor escreve no quadro sem se levantar ou apertar os olhos, a visão de longe está comprometida. Esse hábito prejudica a postura e o acompanhamento das explicações.

 

3. Apertar os olhos para ler ou focar

Você já notou seu filho "espremendo" os olhos para tentar ver algo à distância? Esse gesto ajuda a criar o efeito de "foco", melhorando momentaneamente a nitidez da imagem. No entanto, é um sinal claro de que a visão natural não está dando conta do recado.

 

A careta do esforço

Se esse comportamento é frequente ao assistir desenhos ou ler placas na rua, é hora de procurar um oftalmologista. Apertar os olhos tensiona a musculatura facial e ocular, o que acaba gerando o ciclo de dores de cabeça mencionado anteriormente.

 

4. Lacrimejamento excessivo e olhos vermelhos

Olhos que lacrimejam sem motivo aparente ou que ficam vermelhos após a escola indicam irritação. Esse quadro geralmente é causado pelo esforço contínuo para manter o foco. A criança pode piscar muito ou esfregar os olhos constantemente, tentando aliviar o desconforto da vista cansada.

 

Sensibilidade à luz (fotofobia)

Algumas condições visuais tornam os olhos mais sensíveis à claridade. Se o seu filho evita ambientes muito iluminados ou reclama que a luz da sala de aula incomoda, pode haver um erro refrativo ou uma inflamação silenciosa. O lacrimejamento é uma resposta de defesa do organismo à sobrecarga visual.

 

5. Dificuldade de concentração e queda no rendimento

Muitas vezes, a criança recebe o rótulo de "distraída" ou "hiperativa", quando o problema é apenas visual. Manter o foco em um texto embaçado exige um esforço mental gigantesco. Em pouco tempo, a criança perde o interesse pela atividade e começa a se dispersar.

 

O impacto nas notas

A queda no rendimento escolar é uma consequência direta da visão ruim. A criança leva mais tempo para copiar do quadro, erra palavras simples e desiste de leituras longas. Na volta às aulas, compare o interesse do seu filho com o ano anterior. Se ele parece mais desmotivado, o check-up ocular deve ser a prioridade.

 

6. Seguir o texto com o dedo durante a leitura

Acompanhar a leitura com o dedo é normal no início da alfabetização. No entanto, se a criança já está em uma fase avançada e ainda precisa do dedo para não se perder nas linhas, isso pode indicar astigmatismo ou problemas de convergência ocular.

 

Pular linhas ou ler a mesma frase

Quem tem dificuldade visual costuma "pular" palavras ou linhas inteiras de um texto. A visão confusa faz com que o olho se perca na transição de uma linha para a outra. Se o seu filho lê de forma truncada ou repete frases sem perceber, os olhos dele podem não estar trabalhando em conjunto de forma correta.

 

7. Inclinar a cabeça para o lado

Se a criança inclina a cabeça para o lado ao tentar focar algo, ela pode estar sofrendo de um desequilíbrio nos músculos oculares ou estrabismo subclínico. Ao inclinar a cabeça, ela busca um ângulo onde a imagem pareça menos duplicada ou mais nítida.

 

O risco da ambliopia (olho preguiçoso)

Esse hábito pode levar ao desenvolvimento do "olho preguiçoso", onde o cérebro passa a ignorar as imagens de um dos olhos para evitar a confusão visual. Se não tratado na infância, esse problema pode se tornar irreversível na fase adulta.

 

8. Como deve ser o check-up ocular na volta às aulas

O ideal é que toda criança passe por uma consulta oftalmológica completa uma vez por ano, preferencialmente antes do início do ano letivo. O exame de rotina na escola (teste do dedinho) é importante, mas não substitui a consulta médica.

 

O que o médico avalia

No consultório, o especialista vai além de medir o "grau". Ele verifica:

 

A saúde da retina.

A pressão ocular.

A coordenação motora dos olhos.

A percepção de cores.

 

A escolha da armação

Se a criança precisar de óculos, envolva-a na escolha da armação. Óculos confortáveis, leves e com o estilo que a criança gosta aumentam as chances de adesão ao tratamento. 

 

Cuidar da visão do seu filho na volta às aulas é garantir que ele tenha todas as ferramentas necessárias para brilhar. Fique atento aos sinais e não adie a consulta. A saúde ocular é o alicerce de um futuro brilhante.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/volta-as-aulas-7-sinais-de-que-a-crianca-precisa-de-oculos,9110bf159ad6dceea15f0f39791eb0718537wubb.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Volta às aulas: será que seu filho precisa usar óculos? Saiba identificar


O começo do início letivo é uma boa oportunidade para identificar os sinais de que os pequenos provavelmente precisam usar óculos

 

As aulas estão voltando por todo o país e milhares de crianças estão retornando à rotina da sala de aula. Além de toda a empolgação dos pequenos com o novo ano letivo, esse também é um momento de atenção para os pais e responsáveis, que devem ficar alerta a qualquer mudança comportamental. Esse pode ser um indicativo para diversos problemas, inclusive para a necessidade de um óculos.

 

O Dr. Antonio Sardinha, oftalmologista do HOC- Hospital de Olhos de Cuiabá, lembra que a saúde ocular está diretamente ligada ao desempenho acadêmico das crianças. Isso porque problemas visuais não diagnosticados podem prejudicar a leitura, a escrita e a participação ativa em sala de aula.

 

Pensando nisso, o especialista destaca a importância de realizar exames oftalmológicos de rotina, a fim de preservar a saúde dos pequenos e identificar a necessidade ou não de usar óculos. “Um check-up ocular antes do retorno às aulas é crucial para identificar problemas visuais que podem afetar o desempenho acadêmico e o aprendizado das crianças”, destaca.

 

Conforme o médico, além de detectar problemas visuais, um check-up ocular pode contribuir para o bem-estar geral, pois uma visão saudável é essencial para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças durante o período escolar.

 

Contudo, antes mesmo do check-up, os pais podem ficar atentos a alguns sinais que podem indicar problemas de visão e a necessidade de usar óculos. São eles:

 

Dores de cabeça frequentes;

Dificuldade de leitura;

Apertar os olhos ou piscar excessivamente.

 

Além disso, o profissional lembra que as telas digitais podem causar fadiga ocular e problemas visuais. Portanto, é recomendado controlar o acesso das crianças a esses aparelhos.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/volta-as-aulas-sera-que-seu-filho-precisa-usar-oculos-saiba-identificar.phtml - Por Milena Vogado - Foto: Shutterstock


Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, sejam homens de coragem, sejam fortes.

1 Coríntios 16:13


segunda-feira, 1 de março de 2021

Volta às aulas: Cuidados com a nutrição das crianças


Além da falta de aprendizado que é necessário para o desenvolvimento infantil, a escola é um ambiente em que elas socializam e trocam muitas experiências com outras crianças. Por isso, com o retorno em breve das aulas presenciais, trouxe alguns dados importantes para que você fique um pouco mais tranquilo ao enviar seu filho para a escola.

 

A pandemia que estamos vivendo afetou a rotina de todos, mas principalmente das nossas crianças, não é mesmo? Sentir medo, incertezas, tudo isso mexe com nosso psicológico. E se eu te falar que as crianças estão sendo uma das mais afetadas com tudo isso? Hoje estamos vendo um aumento muito expressivo de ansiedade, depressão, compulsão alimentar, obesidade e agressividade entre as crianças, e tudo isso, porque eles não sabem como lidar com tudo que está acontecendo, aliás, nem nós adultos sabemos, imagina eles.

 

Além da falta de aprendizado que é necessário para o desenvolvimento infantil, a escola é um ambiente em que elas socializam e trocam muitas experiências com outras crianças. Por isso, com o retorno em breve das aulas presenciais, trouxe alguns dados importantes para que você fique um pouco mais tranquilo ao enviar seu filho para a escola. Veja os números:

 

- Crianças são significativamente menos suscetíveis à Covid-19, representando apenas 2% dos casos globalmente e 24% da população mundial;

 

- A doença é menos agressiva do que a gripe (influenza) em crianças. Até agosto de 2020, os EUA apresentavam 2,2 vezes menos óbitos por Covid comparado à influenza: 49 vs. 107 óbitos por influenza em crianças até 14 anos;

 

- Até o momento, não há qualquer evidência de que o novo coronavírus seja transmitido por alimentos. Porém o vírus pode resistir por horas ou até dias em algumas superfícies e no ambiente. Sendo assim, é muito importante redobrar os cuidados com a higiene pessoal, dos ambientes, dos equipamentos e utensílios e dos alimentos.

 

Incertezas sempre teremos, mas está na hora do recomeço e pensando nisso, vou te dar dicas de como enviar e preparar o lanche com todas a segurança alimentar que seu filho precisa:

 

- A lancheira precisa ser térmica;

 

- Álcool gel para higienizar as mãos;

 

- Higienize a lancheira diariamente, assim, evitamos acúmulo de restos de comida e odores desagradáveis ( utilize água e sabão neutro e finalize com álcool 70%);

 

- Opte por frutas da estação pois possuem menos agrotóxicos e costumam ser mais baratas. Prefira as que possam ser consumidas com casca ou fáceis de descascar, como banana e maça. Algumas frutas perdem vitaminas e oxidam - fica com aparência escura - quando cortadas. E Lembre-se: frutas e legumes são importantes por serem nutritivos;

 

- Não esqueça da garrafinha de água;

 

- Ao escolher os alimentos, prefira pães, bolos ou biscoitos integrais, multigrãos, de arroz ou de milho;

 

- Opte por frutas naturais (in natura);

 

- Varie as opções de proteínas (leite, iogurte, queijo branco, ricota temperada, requeijão, creme de ricota, cream cheese, patês caseiros). Os queijos são ótimos para fazer criações – rolinhos e formatos com moldes de biscoitos;

 

- A combinação perfeita para a lancheira é: fruta ou legume + carboidrato + proteína + água;

 

- Envolva o sanduíche, as frutas, legumes em papel filme ou alumínio para conservar e não misturar com os outros alimentos da lancheira. Utilize potes higienizados diariamente. As frutas, devem ser enviadas já lavadas, secas e bem acondicionados;

 

Passo a passo a passo para a higienização dos alimentos:

 

1. Lavar embaixo de água corrente para retirar toda a sujidade.

 

2 . Deixar de molho com a casca em uma bacia com 1 litro de água e 1 colher de sopa de água sanitária ou hipoclorito por cerca de 15 minutos.

 

3. Após passar debaixo da água corrente e deixar secar em cima de um pano branco limpo.

 

4. As folhas devem ficar de molho somente 8 minutos para que não escureçam e estrague o alimento.

 

Ah! Não esqueça da máscara e álcool gel! Uma ótima volta às aulas e saúde a todos nós!

 

Fonte: https://revistanovafamilia.com.br/volta-as-aulas-cuidados-com-a-nutricao-das-criancas - Redação - Foto: Pexels, banco de imagens

sábado, 28 de janeiro de 2012

Volta às aulas – atenção ao peso da mochila escolar


Pois é, as crianças passaram de ano e, agora, terão mais livros e cadernos para levar à escola. A volta às aulas está chegando, e todo esse material terá de ser carregado dentro da mochila escolar. Haja peso… e haja coluna! Por isso, mamães, é hora de tomar certos cuidados para evitar sérios problemas de saúde nas crianças e adolescentes que já não querem mais saber das mochilas com rodinhas!

“Devemos nos atentar ao peso corporal da criança ou adolescente, modelo da mochila e seu peso. Para níveis adequados de segurança contra problemas futuros da coluna vertebral e suas estruturas deve-se estipular que, no máximo, o peso da mochila não ultrapasse 10% do peso do aluno. Por exemplo, se o peso corporal é de 30 quilos, devemos permitir que a criança transporte uma mochila com até três quilos”, explica Samantha Sanches, fisioterapeuta e diretora da Master Fisio.

Outra dica importante é sempre transportar a carga de maneira simétrica. Para isso, o modelo mais indicado é o de costas com duas alças, que não sobrecarrega as estruturas da coluna, nunca ultrapassando o limite de peso indicado.

“Observamos uma grande incidência de queixas dos alunos quanto a dores nas diversas regiões da coluna, podendo evoluir para outros problemas estruturais onde a coluna poderá ter suas estruturas comprometidas pelo sobrepeso, desgastando-se num processo evolutivo e não regenerativo. Portanto, todo cuidado é pouco”, complementa a fisioterapeuta.

Ela ressalta que a mochila deve ser transportada bilateralmente, ou seja, nos dois ombros e, em caso de dores, é preciso procurar um médico.

Fonte: http://maesefilhos.com/volta-as-aulas-atencao-ao-peso-da-mochila-escolar/

domingo, 30 de janeiro de 2011

Volta às Aulas: Organizar o local de estudos estimula a criança a estudar


VOLTA ÀS AULAS: ORGANIZAR O LOCAL DE ESTUDOS ESTIMULA A CRIANÇA A ESTUDAR

Um bom local de estudos pode deixar as crianças mais dispostas a fazer as lições. É o que sugere o professor de ergonomia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) Antônio Renato Pereira Moro. "Muitas vezes a criança não para quieta na cadeira porque está desconfortável", explica.

Alguns cuidados ajudam a tornar o canto de estudos adequado à faixa etária do filho e com menos chance de causar problemas de má postura.

É importante prestar atenção ao mobiliário. "Se o móvel for mal projetado, induzirá à má postura", diz Moro. Se a mesa for muito baixa, a pessoa é forçada a se debruçar. Se muito alta, o braço fica mais afastado do tronco, tencionando os músculos da escápula (osso que compõe a articulação do ombro).

Para fazer lição de casa, o ideal é uma mesa com tampo regulável (levemente levantado a 10º). "Cada grau que ele é levantado corresponde a um grau a menos que a coluna tem de se inclinar", comenta o ergonomista. A altura da mesa deve ser igual à do antebraço, quando o cotovelo está dobrado a 90º.

A fisioterapeuta Flora Maria Gomide Vezza, da Universidade Metodista de São Paulo, lembra que a profundidade da mesa deve ser suficiente para servir de apoio aos antebraços. Isso é importante para descarregar o peso dos braços e pescoço. "Não se deve ficar só com os punhos apoiados para escrever ou digitar. Isso pode causar uma série de distúrbios", alerta.

Escolher uma cadeira regulável é uma boa saída - ela poderá acompanhar o crescimento da criança. Segundo Vezza, os pés têm de ficar bem apoiados no chão e o assento não pode ser muito profundo.

"Se o joelho bate no assento, a criança joga o bumbum para frente e fica em uma posição que sobrecarrega demais as estruturas da coluna e acentua o esforço dos músculos do pescoço", explica. O assento da cadeira depende muito do que cada um considera confortável, mas os especialistas sugerem o revestimento de espuma, que ajuda a distribuir o peso do corpo.

É essencial que a região lombar fique bem apoiada no encosto. "Não adianta ficar muito no alto, porque não é a região que mais precisa de apoio", afirma Moro.

Alguns cuidados para quem usa computador também são importantes. Segundo Vezza e Moro, o topo do monitor deve ficar na altura dos olhos. É melhor olhar um pouco mais para baixo do que para cima. Vezza sugere que as crianças aprendam a não depender tanto do mouse: "Ele é prejudicial porque exige muita precisão de movimentos e essa estabilidade é conseguida à custa de muito esforço muscular".

Os especialistas são unânimes ao dizer que o corpo precisa de equilíbrio e variação de movimentos. "Qualquer atividade que tensione apenas uma parte do corpo é ruim", sentencia Vezza.

Para organizar bem o momento de fazer lição de casa, os pais podem combinar com as crianças para intercalar posições sentadas e de pé e horário de estudos com atividades físicas.

Fonte: UOL