terça-feira, 31 de março de 2026

Exercícios físicos podem ajudar no tratamento da depressão


Praticar exercícios físicos regularmente pode ajudar a reduzir sintomas de depressão, com efeitos semelhantes aos da terapia psicológica. Essa é a conclusão de uma revisão científica publicada na Cochrane Database of Systematic Reviews.Saúde

 

O estudo reuniu dados de 73 ensaios clínicos que envolveram quase 5 mil adultos com diagnóstico de depressão. Os resultados indicaram que pessoas que participaram de programas de atividade física apresentaram melhora moderada dos sintomas em comparação com aquelas que não receberam tratamento específico.

 

Quando comparado diretamente com terapia psicológica, o exercício apresentou eficácia semelhante na redução dos sintomas depressivos. Em relação aos antidepressivos, os efeitos também pareceram comparáveis, embora as evidências ainda sejam consideradas limitadas.

 

Os pesquisadores observaram que exercícios de intensidade leve a moderada tende a trazer mais benefícios do que treinos muito intensos. Programas que combinam diferentes tipos de atividade física também mostraram resultados promissores.

 

Os especialistas destacam que o exercício não substitui necessariamente outros tratamentos, mas pode ser uma estratégia complementar segura e acessível, adaptada às preferências e condições de cada pessoa.

 

Cochrane Database of Systematic Reviews. DOI: 10.1002/14651858.CD004366.pub7/full.

 

Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/22222/exercicios-fisicos-podem-ajudar-no-tratamento-da-depressao.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral#google_vignette

segunda-feira, 30 de março de 2026

Atividade física: 7 razões para se movimentar e transformar sua rotina


Mais do que estética ou desempenho, a prática está diretamente ligada à prevenção de doenças e à garantia do bem-estar

 

Um olhar mais atento para escolhas cotidianas faz diferença a longo prazo. Em meio a rotinas aceleradas, longas horas sentadas e altos níveis de estresse, a atividade física surge como uma das ferramentas mais acessíveis e poderosas para promover equilíbrio e bem-estar.

 

Mais do que estética ou desempenho, o movimento está diretamente ligado à prevenção de doenças, ao controle emocional e até à forma de lidar com desafios diários. Segundo o preparador físico Ricardo Neves Fernandes, do Studio Vowi, o maior erro ainda é enxergar o exercício como algo secundário.

 

"As pessoas costumam esperar tempo, motivação ou um cenário ideal para começar, mas o corpo precisa de estímulo constante. A atividade física não entra na rotina quando sobra tempo, ela precisa ser prioridade para que a saúde não cobre essa conta depois", explica.

 

A seguir, o especialista destaca 7 benefícios da atividade física que vão além do óbvio e ajudam a entender por que se movimentar é essencial. Confira!

 

1. O corpo cobra a falta de movimento

Ficar muitas horas parado impacta a circulação sanguínea, a postura e até a saúde hormonal. Pequenas pausas ativas ao longo do dia ajudam a reduzir dores e a aumentar a disposição. "Quando você se movimenta, seu corpo responde rápido. Menos dor, mais energia e mais vontade de continuar", comenta Ricardo Neves Fernandes.

 

2. Exercício não é só físico, é mental

A prática regular de atividade física ajuda a reduzir sintomas de ansiedade e melhora o foco. Isso acontece porque o exercício regula neurotransmissores ligados ao humor e à sensação de recompensa. "Muita gente começa a treinar pelo corpo e continua pela cabeça. O impacto na saúde mental é um dos maiores ganhos", afirma.

 

3. Mais energia ao longo do dia

Ao contrário do que muitos pensam, se exercitar não "cansa mais". Pelo contrário, melhora a oxigenação e faz o corpo funcionar melhor, resultando em mais disposição. "O sedentarismo cansa mais do que o exercício. O corpo parado entra em um ciclo de baixa energia", explica o especialista.

 

4. Sono de qualidade começa durante o dia

A atividade física ajuda a regular o ciclo do sono, facilitando o descanso profundo. Isso impacta diretamente a memória, o humor e a produtividade. "Dormir melhor não começa à noite, começa com o que você faz ao longo do dia, incluindo se movimentar", diz Ricardo Neves Fernandes.

 

5. Prevenção silenciosa de doenças

Doenças como diabetes, hipertensão e obesidade se desenvolvem aos poucos. O exercício atua de forma preventiva, regulando funções metabólicas e reduzindo riscos. "A atividade física é um investimento invisível. Você não vê na hora, mas sente a diferença ao longo dos anos", reforça.

 

6. Fortalecer o corpo é ganhar autonomia

Músculos e ossos fortes significam mais independência, menos dores e menor risco de lesões, principalmente com o passar do tempo. "Treinar hoje é garantir mobilidade e qualidade de vida no futuro. Isso é algo que muita gente só percebe tarde demais", alerta.

 

7. Consistência vale mais que intensidade

Não é preciso treinar pesado todos os dias. O mais importante é manter uma rotina possível e sustentável. "O melhor treino é aquele que você consegue manter. Não adianta intensidade por uma semana e parar depois", finaliza Ricardo Neves Fernandes.

 

Comece de onde dá, com o que é possível. Caminhar, subir escadas, fazer pausas ativas ou incluir treinos na rotina já são passos importantes. Afinal, cuidar da saúde não é sobre grandes mudanças de uma vez, mas sobre escolhas consistentes todos os dias.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/atividade-fisica-7-razoes-para-se-movimentar-e-transformar-sua-rotina,0231b4b16b817992a895a89b68100f0b6on3xt87.html?utm_source=clipboard - Por Gabriela Andrade - Foto: PeopleImages | Shutterstock / Portal EdiCase

domingo, 29 de março de 2026

7 dicas para reduzir o risco de doenças respiratórias no outono


Com a chegada do outono, mudanças nas condições climáticas, como a queda gradual das temperaturas e a redução da umidade do ar, costumam favorecer o aumento de casos de doenças respiratórias, entre elas resfriados, gripes, rinites e sinusites. Além disso, a tendência de permanecer por mais tempo em ambientes fechados pode facilitar a circulação de vírus. Para atravessar esse período com mais saúde, o médico Marcos Pimentel, diretor clínico do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES), reforça a importância da prevenção e da adoção de hábitos que fortalecem o organismo e ajudam a reduzir a exposição a agentes infecciosos. Segundo o especialista, medidas simples no dia a dia podem fazer diferença na proteção contra essas doenças sazonais.

 

Dicas para reduzir doenças respiratórias

 

1- Mantenha uma boa alimentação e hidrate-se

De acordo com o especialista, manter uma alimentação equilibrada e a hidratação adequada são essenciais para reforçar o sistema imunológico. "Hábitos saudáveis, como ingestão de líquidos, água e sucos naturais, além do consumo de frutas, verduras e uma dieta rica em vitaminas e proteínas, ajudam a proteger o organismo", explica Pimentel.

 

2. Lave as mãos com frequência e hidrate a pele

A lavagem regular das mãos ajuda a evitar a propagação de vírus e bactérias. Além disso, com o clima mais seco, hidratar a pele previne o ressecamento e possíveis infecções cutâneas.

 

3. Faça atividades físicas e tenha boas noites de sono

A prática de atividades físicas continua sendo fundamental para a manutenção da saúde, já que colabora bastante para o fortalecimento do sistema imunológico e ajuda a prevenir doenças típicas da estação. Da mesma forma, ter boas noites de sono também é importante para aumentar a imunidade e diminuir as chances de ficar doente.

 

4. Mantenha os ambientes sempre arejados

Outro ponto importante é a ventilação dos ambientes. "O outono é marcado pelo aumento das crises respiratórias. Por isso, é recomendado ficar sempre em ambientes arejados e, principalmente, atentar-se às roupas que estão guardadas nos armários há um tempo e voltarão a ser utilizadas agora. É importante que sejam lavadas ou expostas ao sol um tempo antes, para eliminação dos ácaros", alerta.

 

5. Considere a suplementação de vitaminas

O médico também ressalta que a suplementação de vitaminas, feita sob orientação médica, pode ser uma aliada para fortalecer o sistema imunológico. A reposição das vitaminas C, D e zinco, por exemplo, influencia diretamente na melhora da imunidade, diminuindo a incidência de diversas doenças.

 

6. Faça lavagem nasal regularmente

O especialista indica a realização de lavagens nasais com soro fisiológico, principalmente para quem tem tendência a rinites e sinusites, como forma de aliviar e prevenir esses problemas.

 

7. Mantenha as vacinas em dia

A vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenir doenças respiratórias, como a gripe. Verifique a caderneta de vacinação e atualize as doses necessárias, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/7-dicas-para-reduzir-o-risco-de-doencas-respiratorias-no-outono,b6dd013b0e16446d013a55e82804fe0azn5yin2e.html?utm_source=clipboard - Por: Vivi Pettersen / Vibe Mundial - Foto: Vibe Mundial

sábado, 28 de março de 2026

O ano em que o Colégio Estadual Murilo Braga não iria participar dos Jogos da Primavera


Em agosto de 1989, os professores de educação física foram convocados pela direção do Colégio Estadual Murilo Braga para uma reunião a decidir sobre a não participação da escola nos Jogos da Primavera, a maior competição de desporto escolar do estado, envolvendo milhares de alunos de escolas públicas e particulares, que era realizada no mês de setembro. Eu não me lembro do motivo alegado, mas a maioria dos professores concordaram com a direção. Já eu e o Professor Henrique, que era o técnico do ciclismo, não concordamos, pois alegamos que os nossos atletas tinham sido treinados por vários meses e estavam preparados para disputar os jogos.

 

Após a reunião, fui à sala do vice-diretor para dialogar e tentar convencê-lo daquela decisão, pois ele tinha sido meu professor, colega de profissão e amigo, mas não consegui convencê-lo da resolução de não participar dos jogos. Fui para casa decepcionado com aquela atitude.

 

No domingo, eu, Henrique e alguns alunos fomos à Vila Olímpica da A.O.I. para conversar com o Deputado Federal José Queiroz (in memoriam) e solicitar a ele sua ajuda para convencer a direção do Murilo Braga para participar dos jogos, mas ele falou que quem poderia intervir era o Deputado estadual Djalma Lobo (in memoriam) que tinha o poder sobre a DR’3. O deputado Djalma não se encontrava em Itabaiana naquele dia. Agradecemos e voltamos para as nossas casas desanimados.

 

Na segunda-feira, eu lecionava educação física no Colégio Salesiano em Aracaju. Ao chegar ao Salesiano, o diretor Padre Humberto (in memoriam) me chamou para conversar e, percebendo a minha tristeza, perguntou se eu estava com algum problema, então contei a ele sobre a decisão da direção do CEMB, então ele me aconselhou a ir à Secretaria da Educação, situada à Avenida Ivo do Prado, para conversar com o Secretário da Educação e me dispensou das aulas que iria lecionar pela manhã. Assim eu fiz, embarquei no ônibus em frente ao Hospital Cirurgia e fui à secretaria. Chegando lá, fui até a recepcionista e contei a ela sobre o meu objetivo de estar lá para falar com o Secretário da Educação. Ela disse que ele não estava, mas eu poderia falar com o Secretário Adjunto, expliquei a ele sobre a reunião ocorrida no CEMB e do interesse dos alunos de participarem dos Jogos já que estavam preparados e faltava apenas um mês para a competição. Ele me tranquilizou e disse que iria telefonar para a diretora da DR’3. Depois da visita à secretaria, voltei ao Salesiano para dar aulas de basquete à tarde.

 

À noite, quando cheguei em casa, o Professor Henrique estava me aguardando para informar que na terça-feira haveria uma reunião na DR’3, que ficava situada na Rua Padre Felismino, com os professores de educação física, o coordenador de educação física, a direção do CEMB e a diretora da DR’3.

 

Quando cheguei à entrada da DR’3, tinha um grupo de professores conversando e ouvi quando uma professora disse que eu deveria ser transferido para o município de Pedra Mole enquanto o professor que ensinava lá viria para o meu lugar. Logo eu ser transferido por estar defendendo o interesse dos atletas do CEMB. Passei entre eles e me dirigi para a sala de reunião. A diretora da DR’3 falou do telefonema do Secretário Adjunto afirmando que não aceitava em hipótese alguma que o CEMB ficasse de fora dos Jogos da Primavera. Na reunião ficou decidido a participação nos jogos e que o coordenador de educação física recolhesse as relações dos atletas e seus respectivos documentos de identidade para as inscrições nos jogos. O CEMB participou em todas as modalidades e ficou em 8º lugar na classificação geral dos jogos.

 

Naquele ano, o basquete marcou para o Murilo Braga 30 pontos referente a duas medalhas de ouro: uma na categoria A feminino e outra na categoria B feminino; uma medalha de prata na categoria A masculino e uma medalha de bronze na categoria B masculino. Os alunos de ciclismo do Professor Henrique ganharam várias medalhas. As modalidades de basquete e ciclismo foram as que mais ganharam medalhas nos Jogos da Primavera para o CEMB ao longo dos anos. Em 1989, o Murilo Braga participou dos jogos nas modalidades de: atletismo, handebol, futebol, futsal, tênis de campo, voleibol, além do basquete e do ciclismo.

 

Na década de 80 e início da década de 90, o Colégio Estadual Murilo Braga ficou entre os 10 melhores colégios na classificação geral dos Jogos da Primavera. Já em meados dos anos 90, o governo do Estado acabou com os Jogos da Primavera e em 2004 foi aprovada pela ALESE e sancionada pelo Governador João Alves Filho a lei nº 319/2004 que instituiu os Jogos da Primavera como evento permanente e sequencial do calendário esportivo de Sergipe. Nessa época, o esporte na escola pública e, em especial no CEMB, já não era mais o mesmo pelas mudanças ocorridas na LDB de 1996.

 

Por décadas, os profissionais de educação física do CEMB antes de formar campeões no esporte, formou cidadãos para a vida.

 

Por Professor José Costa

Dor de cabeça: neurologista lista os sinais de alerta e explica quando o sintoma exige procurar ajuda médica


Especialista explica a diferença entre crises crônicas e agudas, e alerta para o perigo da automedicação

 

A dor de cabeça, ou cefaleia, é um dos sintomas mais prevalentes do mundo. A OMS estima que 40% das pessoas terão, em algum momento da vida, a experiência de enfrentar o incômodo. No entanto, embora grande parte dos casos não represente gravidade e envolva doenças crônicas conhecidas, como a enxaqueca e a cefaleia tensional, saber diferenciar uma dor de cabeça comum de uma emergência médica é fundamental para evitar complicações graves.

 

De acordo com a neurologista do Hospital Orizonti, Josemary Sucupira, existem critérios claros que indicam a necessidade imediata de avaliação médica. “É preciso ficar atento à cefaleia com sinais de alarme. A dor de cabeça que vem subitamente, com grande intensidade, ou que venha associada a outros sintomas, como alteração visual, alteração da força, perda de sensibilidade, desequilíbrio ou confusão mental”, explica a especialista.

 

Dentre os principais sinais de alerta que exigem uma visita imediata ao Pronto Atendimento estão as dores súbitas e de forte intensidade, que começam de forma explosiva, em questão de segundos, além dos quadros que pioram progressivamente a cada dia ou que surgem após algum trauma na cabeça.

 

O sintoma também é considerado de urgência se vier acompanhado de febre, rigidez na nuca, convulsões, desmaios ou confusão mental. Sinais neurológicos associados, como fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar e alterações visuais, como perda de visão ou visão dupla, também são indicativos de gravidade.

 

A neurologista ressalta que o surgimento de uma dor nova exige atenção redobrada e avaliação médica caso ocorra em pessoas com mais de 50 anos ou em pacientes oncológicos e imunossuprimidos. Pessoas que já sofrem com dores crônicas, como a enxaqueca, também precisam ficar atentas.

 

A ida ao hospital é recomendada quando o controle com a medicação em casa falha, quando há vômitos que impedem a ingestão dos comprimidos ou, principalmente, quando a característica da crise se altera. “O paciente que tem enxaqueca, mas sente que a dor de cabeça dele mudou, também deve buscar o pronto atendimento. É o que chamamos de mudança de padrão da dor”, destaca a coordenadora do Hospital Orizonti.

 

Os perigos da automedicação

 

Um dos grandes desafios no combate às cefaleias é o uso indiscriminado de remédios por conta própria. A coordenadora de neurologia do Hospital Orizonti alerta que o ideal é ter um diagnóstico prévio, feito por um médico especialista, para tratar as crises de forma direcionada. “Muitas pessoas que têm o costume de se automedicar com analgésicos simples. O uso inadequado de analgésicos sem orientação médica pode levar a outros problemas de saúde, como a cefaleia por abuso de analgésico”, adverte.

 

A médica reforça ainda que mascarar uma dor desconhecida pode trazer riscos. “Se é uma dor que a pessoa nunca teve, com grande intensidade, é melhor ir ao pronto atendimento do que se automedicar e de repente estar diante de um quadro que pode trazer complicações maiores, como sangramentos intracranianos. O uso de medicamentos deve ser sempre sob orientação médica, mesmo que seja um simples analgésico”, conclui a neurologista.

 

Fonte: https://www.correio24horas.com.br/brasil/dor-de-cabeca-neurologista-lista-os-sinais-de-alerta-e-explica-quando-o-sintoma-exige-procurar-ajuda-medica-0326 - Perla Ribeiro - (Imagem: giggsy25 | Shutterstock)

sexta-feira, 27 de março de 2026

Sedentarismo: 5 sinais de que sua saúde pode estar em risco


Especialistas alertam sobre os efeitos da inatividade no corpo e quais exames ajudam a identificar problemas precocemente

 

Passar muitas horas sentado, negligenciar a atividade física e manter uma rotina com pouco movimento pode parecer inofensivo no dia a dia. No entanto, o sedentarismo está entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares.

 

Dados do sistema de vigilância Vigitel, do Ministério da Saúde, mostram que, em 2024, 62,6% dos adultos brasileiros estavam acima do peso, reflexo de mudanças no estilo de vida da população, como alimentação inadequada e baixos níveis de atividade física. O excesso de peso associado ao sedentarismo aumenta significativamente o risco de desenvolver doenças metabólicas e cardiovasculares.

 

De acordo com a dra. Flávia Pieroni, endocrinologista do São Marcos Saúde e Medicina Diagnóstica, da Dasa, o corpo costuma dar sinais de que algo não está funcionando bem antes mesmo do surgimento de doenças mais graves.

 

"O sedentarismo afeta diretamente o metabolismo. Quando o organismo permanece por muito tempo sem atividade física regular, podem surgir alterações na glicemia, no colesterol, na pressão arterial e até na composição corporal. Muitas dessas mudanças começam de forma discreta, mas podem ser identificadas em exames laboratoriais e clínicos", explica.

 

A seguir, confira cinco sinais que podem indicar que o sedentarismo já está impactando a saúde.

 

1. Cansaço frequente e perda de condicionamento

Sentir cansaço ao subir escadas ou caminhar pequenas distâncias pode ter várias causas, mas uma das mais comuns é a falta de preparo físico. A ausência de atividade regular reduz a capacidade cardiorrespiratória, tornando tarefas do dia a dia mais cansativas.

Para o dr. Breno Giestal, cardiologista do Alta Diagnósticos, da Dasa, no Rio de Janeiro, esse cansaço pode ser um importante sinal de alerta. "Quando a pessoa perde condicionamento, atividades simples tornam-se muito mais difíceis, o que impacta a qualidade de vida e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares".

Segundo o especialista, o condicionamento físico está diretamente ligado ao VO₂ máximo, indicador da capacidade do organismo de utilizar oxigênio durante o exercício. "Hoje sabemos que o VO₂ máximo é um dos marcadores mais importantes de saúde e longevidade na medicina", afirma.

Ele explica que exames como teste ergométrico e ergoespirometria ajudam a avaliar essa capacidade de forma objetiva. "A ergoespirometria é considerada padrão-ouro, pois mede diretamente o consumo de oxigênio durante o esforço".

"O condicionamento cardiorrespiratório é um marcador biológico fundamental. Diferente de fatores como colesterol ou glicose, não existe medicamento capaz de aumentar o VO₂ máximo; assim, a verdadeira 'pílula' é o exercício físico", comenta o dr. Breno Giestal.

 

2. Ganho de peso e aumento da gordura abdominal

A redução do gasto energético favorece o aumento do tecido adiposo na região abdominal. Parte desse acúmulo ocorre na forma de gordura visceral, que se deposita ao redor de órgãos como fígado, pâncreas e intestino, e está associada ao maior risco de doenças cardiovasculares, resistência à insulina e diabetes tipo 2.

"O acúmulo de gordura na região abdominal também pode afetar o fígado e levar à esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado. Exames de sangue como TGO, TGP e Gama GT ajudam a avaliar possíveis alterações hepáticas, e o ultrassom abdominal pode identificar o acúmulo de gordura no órgão", explica a dra. Flávia Pieroni.

 

3. Alterações nos níveis de colesterol e nos triglicerídeos

Mesmo sem sintomas aparentes, o sedentarismo pode contribuir para o aumento do colesterol LDL (considerado o "colesterol ruim") e dos triglicerídeos, além da redução do HDL, que tem papel protetor para o coração.

 

4. Aumento da glicemia e risco de diabetes

A falta de atividades físicas reduz a sensibilidade do organismo à insulina, hormônio responsável por controlar os níveis de açúcar no sangue. Com o tempo, isso pode favorecer o desenvolvimento de resistência à insulina e diabetes tipo 2.

 

5. Dores musculares e rigidez corporal

A ausência de movimento regular pode levar à perda de massa muscular, redução da flexibilidade e maior incidência de dores articulares ou musculares.

 

Avaliação médica e exames recomendados

Após a identificação desses sinais, a avaliação médica e a realização de exames ajudam a entender como o organismo está respondendo ao estilo de vida. "Entre os exames que costumam ser solicitados, estão a glicemia de jejum e a hemoglobina glicada, que avaliam o metabolismo da glicose, e o perfil lipídico, que mede o colesterol e os triglicerídeos, além de exames clínicos e cardiológicos, quando necessário", destaca a dra. Flávia Pieroni.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sedentarismo-5-sinais-de-que-sua-saude-pode-estar-em-risco,b938ebddf832c874ab39503ae227dfe2l3ri7lbj.html?utm_source=clipboard - Por Mariana Bego - Foto: Studio Romantic | Shutterstock / Portal EdiCase

quinta-feira, 26 de março de 2026

Celulite: principais fatores que influenciam seu surgimento


A celulite aparece pelas ondulações e furinhos na pele, especialmente em áreas como coxas, glúteos, quadris e abdômen. Embora muitas pessoas associem o quadro apenas à estética, trata-se de uma alteração natural do tecido subcutâneo. Além disso, ela surge em pessoas de diferentes pesos, idades e estilos de vida. Em termos simples, ocorre quando a gordura localizada abaixo da pele se reorganiza, junto com mudanças nas fibras que sustentam essa região.

 

Do ponto de vista da saúde, a celulite não representa uma doença grave. Ainda assim, ela costuma chamar a atenção de quem nota alterações na textura da pele. A aparência característica surge quando as células de gordura aumentam de volume e pressionam a pele. Ao mesmo tempo, as fibras que prendem a pele aos tecidos mais profundos mantêm alguns pontos fixos. Isso cria relevos e depressões e gera o conhecido aspecto de "casca de laranja".

 

O que é a celulite e como ela se forma na pele?

Em termos mais técnicos, a celulite se relaciona a um processo chamado panniculopatia edemato-fibroesclerótica. Esse processo envolve alterações na gordura, na circulação local e nas fibras de colágeno. O organismo acumula gordura em determinadas regiões como uma reserva de energia. Quando ocorre desequilíbrio entre armazenamento e gasto energético, essas células adiposas aumentam de tamanho.

Ao mesmo tempo, a circulação sanguínea e linfática naquela área pode ficar prejudicada. Com menos oxigênio e nutrientes chegando aos tecidos, e com eliminação mais lenta de toxinas e líquidos, o ambiente se torna mais propício à retenção de líquidos. Além disso, surgem mudanças nas fibras de sustentação. Essas fibras tendem a ficar mais rígidas e repuxam a pele em alguns pontos. Enquanto isso, a gordura empurra de baixo para cima em outros pontos. O resultado consiste em relevo irregular que muitas pessoas associam à celulite.

Esse processo não aparece de um dia para o outro. Em geral, ele se desenvolve ao longo do tempo. Inicialmente, surgem fases menos visíveis, em que a pele parece lisa em repouso. Depois, com a progressão, aparecem fases em que as ondulações se tornam visíveis mesmo sem apertar a região. Portanto, a intensidade da celulite varia bastante entre as pessoas. Essa variação depende de uma combinação de fatores internos e externos.

 

Quais fatores influenciam o surgimento da celulite?

Os principais fatores envolvidos no aparecimento da celulite costumam atuar em conjunto. Alguns fatores não podem ser modificados, como genética e características hormonais. Em contrapartida, outros fatores se relacionam diretamente ao estilo de vida, como rotina alimentar, nível de atividade física e hábitos diários. Entender esses elementos ajuda a compreender por que a celulite aparece com tanta frequência, especialmente entre mulheres.

 

Genética: a estrutura da pele, a tendência a acumular gordura em certas áreas e o funcionamento da circulação podem vir de herança familiar.

Hormônios: hormônios sexuais, principalmente o estrogênio, participam da distribuição de gordura e da retenção de líquidos.

Hábitos de vida: alimentação, sedentarismo, tabagismo e consumo de álcool impactam diretamente o tecido subcutâneo.

 

Na prática, duas pessoas com rotina semelhante podem apresentar graus bem diferentes de celulite. Isso ocorre porque cada organismo responde de forma específica. Ainda assim, conhecer os fatores de risco permite ajustes na rotina. Esses ajustes tendem a favorecer a saúde da pele e do corpo como um todo.

 

Hormônios, genética e estilo de vida: como tudo se conecta?

Os hormônios exercem papel central no surgimento da celulite. O estrogênio, por exemplo, influencia a circulação, o metabolismo das gorduras e a retenção de líquidos. Por isso, fases da vida como puberdade, gestação, uso de anticoncepcionais hormonais e perimenopausa frequentemente coincidem com aumento ou alteração da celulite. Nessas fases, as oscilações hormonais favorecem o acúmulo de gordura em áreas típicas, como quadris e coxas.

A genética também exerce grande impacto. Características como espessura da pele, quantidade e distribuição das células de gordura, padrão de colágeno e tendência à má circulação costumam ter componente hereditário. Em famílias em que várias mulheres apresentam celulite mais acentuada, outras integrantes costumam manifestar o quadro. Isso ocorre mesmo com cuidados regulares com alimentação e exercícios.

Já o estilo de vida pode potencializar ou amenizar essa predisposição. Situações comuns do dia a dia, como passar horas sentado no trabalho, subir poucas escadas ou fazer deslocamentos apenas de carro, contribuem para o sedentarismo. Esse padrão reduz o gasto calórico e prejudica a circulação. Como consequência, o corpo acumula mais gordura localizada e cria um cenário favorável ao aparecimento ou agravamento da celulite. Além disso, níveis altos de estresse e sono irregular influenciam hormônios ligados ao apetite e ao armazenamento de gordura.

 

Alimentação, sedentarismo e circulação influenciam a celulite?

A alimentação aparece entre os pontos mais comentados quando o assunto é celulite. Cardápios muito ricos em açúcar, gorduras saturadas, ultraprocessados e excesso de sal colaboram para o ganho de peso. Além disso, aumentam o tamanho das células de gordura e favorecem a retenção de líquidos. Em situações do cotidiano, como consumo frequente de refrigerantes, fast-food e lanches industrializados, esse efeito se torna mais perceptível ao longo do tempo.

O sedentarismo também representa fator relevante. A prática regular de atividades físicas estimula a circulação sanguínea e fortalece a musculatura. Ao mesmo tempo, auxilia na redução de gordura corporal. Quando o corpo permanece longos períodos parado, especialmente sentado ou em pé na mesma posição, o retorno venoso sofre prejuízo. Isso favorece sensação de peso nas pernas, inchaço e agravamento das irregularidades na pele.

A circulação sanguínea e linfática mantém relação direta com o aspecto da pele. Quando o fluxo funciona de forma eficiente, o corpo oferece melhor aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Ao mesmo tempo, a remoção de resíduos metabólicos ocorre com maior rapidez. Já uma circulação mais lenta favorece o acúmulo de líquidos e substâncias na região. Esse cenário contribui para o aspecto acolchoado ou ondulado. Por isso, medidas simples, como fazer pequenas pausas para caminhar durante o dia, podem gerar impacto positivo no bem-estar das pernas.

 

Qual o papel da retenção de líquidos e de pequenos cuidados diários?

A retenção de líquidos ocorre quando o corpo acumula água nos tecidos. Esse processo resulta em inchaço, principalmente em extremidades como pernas e tornozelos. Fatores como excesso de sal na dieta, poucas pausas ao longo do dia, uso de roupas muito apertadas e alterações hormonais estimulam esse acúmulo. Quando o inchaço se soma à gordura localizada e à predisposição genética, o quadro de celulite tende a ficar mais visível.

Alguns cuidados cotidianos se associam com frequência à melhora da circulação e à redução da sensação de peso. Entre eles, destacam-se ingerir água ao longo do dia, variar as posições do corpo e incluir caminhadas na rotina. Além disso, quando um profissional de saúde indicar, o uso de meias de compressão pode ajudar. Esses hábitos não eliminam a causa genética ou hormonal. Porém, eles contribuem para um ambiente mais favorável nos tecidos e reduzem o impacto da retenção hídrica.

De forma geral, a celulite resulta da interação entre hormônios, herança familiar, alimentação, nível de atividade física, circulação e retenção de líquidos. Compreender esses fatores ajuda na escolha de estratégias mais realistas de cuidado com o corpo. Dessa forma, torna-se possível construir uma relação mais informada e tranquila com as mudanças naturais da pele ao longo da vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/celulite-principais-fatores-que-influenciam-seu-surgimento,c0ab8e440891561884cb14c7e6b4f064f5rigwkk.html?utm_source=clipboard - Por: Jonasmoura* *com uso de inteligência artificial / Giro 10 - celulite_depositphotos.com / AllaSerebrina

O que é felicidade?


• Sócrates: é uma vida examinada e consciente.

 

• Aristóteles: é viver em virtude e realizar o próprio potencial.

 

• Epicuro: é prazer simples e ausência de dor.

 

• Sêneca: é paz interior diante do caos.

 

• Arthur Schopenhauer: é apenas a pausa entre dois sofrimentos.

 

• Friedrich Nietzsche: é sentir que a vida tem sentido, mesmo na dor.

 

• Albert Camus: é sorrir mesmo diante do absurdo.

 

• Jean-Paul Sartre: é assumir a liberdade e viver com autenticidade.

 

• Viktor Frankl: é consequência de encontrar sentido na vida.

 

• Fernando Pessoa: é um instante que não dura… mas marca.

 

• Carlos Drummond de Andrade: é algo que se sente, mas não se explica.

 

• Mário Quintana: é um momento de distração feliz.

 

• Clarice Lispector: é quando o coração entende sem palavras.

 

• Cecília Meireles: é leve como um instante de luz.

 

• Rainer Maria Rilke: é aceitar a vida em sua totalidade.

 

• Luís de Camões: é breve como um suspiro entre dores.

 

• William Shakespeare: é feita de momentos, não de eternidade.

 

• Chico Xavier: é a paz de uma consciência tranquila.

 

• João Paulo II: é viver no amor e na esperança.

 

• Albert Einstein: é saber se encantar com o mistério da vida.

 

• Morgan Freeman: é apreciar a jornada, não só o destino.

 

• Bill Maher: é rir da loucura do mundo.

 

• Robin Williams: é fazer alguém sorrir.

 

• Keanu Reeves: é encontrar paz mesmo após a dor.

 

• Denzel Washington: é gratidão pelo que se tem.

 

Pra mim felicidade é coisa simples:

 

É sentar no vaso e o corpo não resolver te sacanear,  é deitar a cabeça no travesseiro e a mente finalmente calar a boca,  é comer sem depois ficar se encarando no espelho como se tivesse cometido um crime.

 

Felicidade não é discurso bonito...não é foto perfeita...é só quando, por alguns minutos, nada dentro de você tá brigando contigo, e isso… já vale o dia inteiro.

 

E para você o que é felicidade?

 

Por @Chris_Branco

quarta-feira, 25 de março de 2026

Gordura no fígado: riscos silenciosos e possíveis complicações para a saúde


Gordura no fígado: entenda a esteatose hepática, causas, riscos de inflamação, fibrose, cirrose e relação com diabetes e hipertensão

 

A presença de gordura no fígado, conhecida como esteatose hepática, tem se tornado um achado cada vez mais comum em exames de rotina. A condição, que muitas vezes não causa sintomas nas fases iniciais, pode evoluir de forma silenciosa e comprometer de maneira significativa a saúde do fígado. Especialistas alertam que o problema está diretamente ligado ao estilo de vida moderno, marcado por alimentação desequilibrada, sedentarismo e aumento de doenças metabólicas.

 

Embora não costume provocar dor intensa no começo, a esteatose hepática não é considerada uma alteração inofensiva. Em muitos casos, o diagnóstico surge de maneira incidental, após um ultrassom de abdome ou exames de sangue solicitados por outros motivos. Quando não identificada e tratada a tempo, a gordura no fígado pode desencadear inflamação, cicatrizes no órgão e, em estágios mais avançados, cirrose e até câncer de fígado.

 

O que é esteatose hepática e como a gordura se acumula no fígado?

A esteatose hepática ocorre quando as células do fígado acumulam gordura em quantidade acima do normal. Em geral, considera-se anormal quando mais de 5% a 10% do fígado está tomado por gordura. O órgão, que tem papel central no metabolismo, digestão e depuração de substâncias, passa a trabalhar sob sobrecarga. Esse depósito de gordura pode estar ligado tanto ao uso de álcool quanto a causas não alcoólicas, como obesidade, resistência à insulina e alterações do colesterol.

 

Médicos explicam que o fígado funciona como uma espécie de "central metabólica". Quando há excesso de calorias na alimentação, principalmente de açúcares simples e gorduras, o organismo converte parte desse excedente em triglicerídeos, que podem se acumular nas células hepáticas. Além disso, a resistência à insulina, comum em pessoas com sobrepeso, favorece ainda mais esse depósito de gordura. O resultado é um órgão inchado, com função comprometida e mais vulnerável a processos inflamatórios.

 

Quais são as principais causas da gordura no fígado?

A gordura no fígado pode surgir por diferentes motivos, mas os profissionais de saúde apontam alguns fatores como mais frequentes. Em grande parte dos casos, a condição está ligada ao chamado estilo de vida ocidental, com dieta rica em produtos ultraprocessados, baixo consumo de fibras e rotina pouco ativa. Há ainda situações em que remédios, alterações hormonais ou doenças pré-existentes contribuem para o quadro.

 

Obesidade e sobrepeso: o acúmulo de gordura abdominal aumenta o risco de esteatose hepática.

Resistência à insulina e pré-diabetes: favorecem o depósito de gordura nas células do fígado.

Diabetes tipo 2: está fortemente associado à chamada doença hepática gordurosa não alcoólica.

Consumo de álcool: mesmo em quantidades consideradas moderadas, pode causar ou agravar gordura hepática em pessoas suscetíveis.

Colesterol e triglicerídeos altos: desbalanços no metabolismo das gorduras aumentam o risco.

Uso de alguns medicamentos: certos remédios podem ter efeito tóxico ou favorecer acúmulo de gordura no fígado.

 

Especialistas destacam ainda que fatores genéticos também influenciam, fazendo com que algumas pessoas desenvolvam fígado gorduroso mesmo com menor ganho de peso. Em outros casos, a combinação de vários elementos — como sedentarismo, má alimentação e alterações hormonais — acelera a progressão da doença.

 

Como a esteatose hepática pode evoluir e quais são os riscos?

Nem toda gordura no fígado evolui para quadros graves, mas a presença de esteatose já é um sinal de alerta. O problema é que a doença costuma avançar em silêncio. Em uma parcela dos pacientes, a gordura provoca inflamação, caracterizando a esteato-hepatite (inflamação por gordura). Nessa fase, o fígado tenta se recuperar das agressões, mas forma cicatrizes internas, processo chamado de fibrose.

 

Ao longo do tempo, se a agressão continua, essas cicatrizes tornam-se mais extensas e podem resultar em cirrose hepática. Com o fígado endurecido e deformado, a circulação de sangue no órgão se altera, e sua capacidade de desempenhar funções vitais — como produção de proteínas, fatores de coagulação e processamento de toxinas — fica comprometida. Casos avançados podem evoluir para insuficiência hepática e aumentar o risco de câncer de fígado.

 

Esteatose simples: excesso de gordura, geralmente sem inflamação importante.

Esteato-hepatite: gordura associada a inflamação e lesão das células hepáticas.

Fibrose: formação de cicatrizes na tentativa de reparo do tecido lesionado.

Cirrose: estágio avançado, com dano estrutural extenso e perda de função.

 

Qual a relação entre gordura no fígado, diabetes e hipertensão?

A doença hepática gordurosa está fortemente ligada a outras condições metabólicas. Médicos descrevem esse conjunto de alterações como uma "rede" de problemas interligados. Pessoas com esteatose apresentam maior chance de desenvolver diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia (colesterol e triglicerídeos alterados) e doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.

 

A resistência à insulina, ponto central em muitos desses quadros, ajuda a explicar essa associação. Quando o organismo precisa produzir mais insulina para manter a glicose sob controle, a gordura tende a se acumular no fígado e em outros órgãos. Ao mesmo tempo, o fígado gorduroso passa a liberar substâncias inflamatórias na corrente sanguínea, que podem contribuir para o aumento da pressão arterial e para o entupimento de artérias. Por isso, a esteatose hepática é vista hoje como um importante marcador de risco metabólico.

 

Como prevenir a esteatose hepática e por que o diagnóstico precoce é tão importante?

A boa notícia é que, em muitos casos, a gordura no fígado é reversível, especialmente nas fases iniciais. Profissionais de saúde reforçam que pequenas mudanças de hábito podem ter impacto significativo na função hepática. Perda de peso gradual, alimentação equilibrada e prática regular de atividade física são pilares para evitar a progressão da doença e reduzir o risco de complicações.

 

Manter peso corporal adequado, com atenção especial à gordura abdominal.

Priorizar alimentos in natura e minimamente processados, com destaque para frutas, legumes e verduras.

Reduzir consumo de bebidas açucaradas, doces, frituras e fast food.

Limitar ou evitar o uso de álcool, conforme orientação médica.

Realizar exames periódicos para monitorar glicemia, colesterol, triglicerídeos e enzimas do fígado.

Seguir corretamente o tratamento de diabetes, hipertensão e outras doenças associadas.

 

O diagnóstico precoce é considerado fundamental. Como a esteatose hepática geralmente não causa sintomas evidentes, exames de rotina — como ultrassonografia abdominal e avaliação laboratorial do fígado — permitem identificar alterações antes que o órgão sofra danos irreversíveis. A recomendação é que pessoas com fatores de risco, como obesidade, diabetes, hipertensão ou histórico familiar de doença hepática, conversem com profissionais de saúde sobre a necessidade de acompanhamento específico. Quanto mais cedo a condição é detectada e tratada, maiores são as chances de preservar a saúde do fígado e reduzir o impacto das complicações metabólicas a longo prazo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/gordura-no-figado-riscos-silenciosos-e-possiveis-complicacoes-para-a-saude,360137f1feb147eddbc85ce34f31ed5fsznrz0yb.html?utm_source=clipboard - Por: Carlos Vieira* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / katerynakon

terça-feira, 24 de março de 2026

Check-up do coração: 7 exames importantes para monitorar sua saúde


Saiba quais testes ajudam a detectar problemas cardíacos e entenda como a prevenção pode salvar sua vida

 

Cuidar da saúde cardiovascular é essencial para garantir uma vida longa e sem complicações graves. Um check-up do coração ajuda a detectar problemas de forma precoce e segura.

 

Por que fazer um check-up do coração?

Muitas doenças cardíacas são silenciosas e não apresentam sintomas claros no início. O acompanhamento regular permite que o médico identifique riscos antes de qualquer mal-estar.

 

Além de exames, manter hábitos saudáveis é fundamental para proteger o músculo cardíaco. A prevenção é sempre o melhor caminho para evitar infartos e outros problemas.

 

7 exames fundamentais para o coração

Existem diversos procedimentos que avaliam a estrutura e o funcionamento do seu coração. Confira abaixo os principais testes solicitados pelos médicos em um check-up completo.

 

1. Eletrocardiograma (ECG)

Este exame avalia os impulsos elétricos que fazem o coração bater no ritmo certo. Ele identifica arritmias e possíveis sinais de um infarto recente ou antigo.

 

2. Ecocardiograma

O ecocardiograma funciona como um ultrassom detalhado do órgão em tempo real. Ele mostra o tamanho das câmaras cardíacas e o funcionamento das válvulas.

 

3. Perfusão do Miocárdio

Este teste utiliza substâncias específicas para visualizar o fluxo de sangue no coração. É ideal para identificar áreas que não recebem oxigênio suficiente.

 

4. Tomografia das Coronárias

A tomografia usa raios X para observar os vasos que levam sangue ao músculo. Ela ajuda a detectar o acúmulo de gordura ou cálcio nas artérias.

 

5. Ressonância Magnética

Este exame gera imagens de alta resolução usando campos magnéticos e ondas de rádio. Ele oferece detalhes precisos sobre toda a anatomia da região torácica.

 

6. Teste Ergométrico

O teste de esforço avalia como seu corpo reage ao exercício físico intenso. O paciente caminha na esteira enquanto o médico monitora a pressão e os batimentos.

 

7. Exames de Sangue

As análises laboratoriais verificam os níveis de colesterol, glicose e enzimas específicas do coração. Esses dados ajudam a calcular o risco de doenças vasculares futuras.

 

Dicas práticas para prevenir doenças

Adote uma dieta equilibrada e pratique exercícios físicos com regularidade em sua rotina. Escolha atividades prazerosas para manter a constância e o peso sob controle.

 

Evite o tabagismo e reduza o consumo de bebidas alcoólicas ou estimulantes. Dormir bem e controlar o estresse também são pilares para um coração forte.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/check-up-do-coracao-7-exames-importantes-para-monitorar-sua-saude,c21ff851346beddba4158bf71b12b3f8kul9f8nh.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

segunda-feira, 23 de março de 2026

6 alimentos para reforçar a imunidade no outono


Veja como incluir ingredientes da estação no cardápio pode fortalecer as defesas do organismo

 

O outono chegou no dia 20 de março e, com ele, as temperaturas começam a cair e a umidade do ar tende a diminuir, fatores que favorecem quadros respiratórios. Nesse período de transição para o inverno, adaptar a alimentação é uma estratégia importante para manter a energia e fortalecer a imunidade.

 

Segundo a professora e coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, Dra. Waleska Nishida, priorizar alimentos típicos da estação contribui para uma dieta mais nutritiva e equilibrada. "Os alimentos da safra do outono são naturalmente ricos em vitaminas antioxidantes e compostos que auxiliam na proteção do organismo, além de combinarem com preparações mais quentes e reconfortantes", explica.

 

A seguir, a nutricionista destaca alimentos do outono que podem fazer a diferença no cardápio para melhorar a imunidade. Além de promover saúde, optar por ingredientes da estação também garante melhor qualidade nutricional e custo-benefício, já que esses produtos tendem a estar mais frescos e acessíveis. Confira!

 

1. Tangerina

A tangerina é rica em vitamina C e antioxidantes, o que contribui para fortalecer a imunidade no outono

Rica em vitamina C e antioxidantes, a tangerina auxilia no fortalecimento do sistema imunológico e na prevenção de infecções respiratórias comuns nesta época do ano.

 

2. Abóbora

A abóbora é fonte de betacaroteno, que contribui para a saúde da pele e das mucosas, importantes na defesa do organismo

A abóbora é fonte de betacaroteno, que se transforma em vitamina A no organismo, contribuindo para a saúde da pele e das mucosas, primeira barreira de defesa do corpo.

 

3. Batata-doce

Com absorção lenta, a batata-doce contribui para níveis estáveis de energia e melhor desempenho diário

A batata-doce é um carboidrato de absorção gradual, que ajuda a manter níveis estáveis de energia ao longo do dia, evitando picos de glicemia.

 

4. Couve

A couve concentra ferro, vitamina C e fibras, nutrientes que apoiam o sistema imunológico

A couve contém ferro, vitamina C e fibras, nutrientes importantes para a disposição e o funcionamento adequado do sistema imunológico.

 

5. Kiwi

Com compostos antioxidantes, o kiwi contribui para o equilíbrio intestinal e para o fortalecimento da imunidade

O kiwi é rico em fibras e compostos antioxidantes, o que contribui para a saúde intestinal, fundamental para uma boa resposta imunológica.

 

6. Alho e cebola

Com ação anti-inflamatória e antimicrobiana, o alho e a cebola ajudam a fortalecer as defesas do organismo

O alho e a cebola têm compostos bioativos com ação anti-inflamatória e antimicrobiana, auxiliando na proteção contra vírus e bactérias.

 

Como adaptar a alimentação no outono

De acordo com a Dra. Waleska Nishida, investir em sopas, caldos e preparações quentes com esses ingredientes é uma forma prática de adaptar o cardápio à estação. "O fortalecimento da imunidade é resultado de um conjunto de hábitos. Alimentação equilibrada, boa hidratação, sono adequado e atividade física regular são essenciais, especialmente no outono", reforça.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/6-alimentos-para-reforcar-a-imunidade-no-outono,d76773a1c2df25e69ee061a2b8f1e708p01faily.html?utm_source=clipboard - Por Leticia Zuim Gonzalez - Foto: udra11 | Shutterstock / Portal EdiCase