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quarta-feira, 8 de julho de 2026

5 hábitos que podem enfraquecer a imunidade e favorecer a gripe no inverno


Além das baixas temperaturas, fatores como alimentação, sono e estresse podem influenciar a imunidade e aumentar a vulnerabilidade a infecções

 

No inverno, é comum relacionar as temperaturas mais baixas ao aumento dos casos de gripe. Apesar de as condições da estação criarem um ambiente favorável à circulação de vírus respiratórios, o frio, por si só, não é o responsável por causar essa doença. Na prática, alguns hábitos adotados nesse período podem ter um impacto ainda maior sobre o sistema imunológico.

 

O alerta ganha força diante dos dados mais recentes do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que apontam aumento das internações por Influenza A e B em diversas regiões do país. O cenário reforça a importância de medidas preventivas para reduzir o risco de complicações, especialmente entre idosos e pessoas com doenças crônicas.

 

Segundo a Dra. Anna Paula Weinhardt, médica vascular que utiliza a Medicina do Estilo de Vida em sua abordagem, a queda da imunidade costuma estar muito mais relacionada ao comportamento do que à temperatura. "As pessoas costumam culpar o frio, mas ele não causa gripe. O que acontece é que, durante o inverno, passamos mais tempo em ambientes fechados e pouco ventilados, facilitando a transmissão dos vírus. Além disso, alguns hábitos comuns nessa época podem comprometer a capacidade de defesa do organismo", explica.

 

Abaixo, a especialista destaca 5 fatores que merecem atenção durante os meses mais frios. Confira!

 

1. Alimentação pobre em nutrientes dificulta o funcionamento do sistema imunológico

A base do sistema imune começa no intestino. Priorizar frutas, vegetais, legumes, proteínas de alta qualidade e gorduras boas fornece os micronutrientes necessários para as células de defesa. Em contrapartida, é fundamental reduzir o consumo de ultraprocessados, açúcar e álcool. 

 

2. Dormir menos enfraquece as defesas do organismo

Dormir bem não é luxo, é regulação metabólica. O sono insuficiente ou de má qualidade reduz drasticamente a eficiência dos glóbulos brancos e sabota a produção de anticorpos, deixando a porta aberta para infecções virais e bacterianas.

 

3. O estresse constante afeta a resposta imunológica

O estresse prolongado mantém os níveis de cortisol permanentemente elevados. Esse hormônio, em excesso, inibe a ação dos linfócitos e prejudica a comunicação entre as células imunológicas. Praticar hobbies, meditação ou atividades relaxantes é essencial para manter essa barreira ativa.

 

4. Sedentarismo reduz a eficiência do organismo

Fazer exercícios é um modulador imunológico natural. A prática frequente melhora a circulação das células de defesa pelo corpo, ajuda no controle do peso, otimiza a sensibilidade à insulina e ainda atua diretamente na redução da ansiedade.

 

5. A hidratação continua sendo essencial no inverno

Beber água evita o ressecamento das mucosas do nariz e da garganta. Essas vias úmidas funcionam como uma barreira física que retém e elimina vírus e bactérias com mais eficiência, dificultando a entrada de infecções respiratórias no organismo. O ar seco do frio também rouba a umidade do corpo ao respirar, portanto é importante manter-se sempre hidratado.

 

Vacinação continua sendo a principal forma de prevenção

Apesar da importância dos hábitos saudáveis, a Dra. Anna Paula Weinhardt ressalta que nenhuma estratégia substitui a vacinação contra a gripe. "A vacina continua sendo a medida mais eficaz para prevenir casos graves, hospitalizações e complicações relacionadas à influenza. Pessoas idosas, gestantes, pacientes com doenças crônicas e outros grupos de risco devem manter o calendário vacinal atualizado", reforça.

 

Além da vacinação, manter ambientes ventilados, higienizar as mãos regularmente e evitar contato próximo com pessoas sintomáticas seguem sendo medidas importantes para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/5-habitos-que-podem-enfraquecer-a-imunidade-e-favorecer-a-gripe-no-inverno,a09b5861623c95954b4be18280879797lh1vugi2.html?utm_source=clipboard - Por Felipe Sá - Foto: Photoroyalty | Shutterstock / Portal EdiCase

sábado, 27 de junho de 2026

7 motivos para acordar cansado, mesmo dormindo bem


Dormir muitas horas nem sempre significa descansar bem. Conheça os fatores que podem explicar o cansaço ao despertar

 

Resumo

Mesmo dormindo as horas recomendadas, você pode acordar cansado devido a fatores como sono de baixa qualidade, apneia, estresse, déficit de nutrientes ou problemas de saúde. Identificar a causa e adotar hábitos saudáveis, como rotina regular e alimentação equilibrada, é essencial para melhorar o sono e o bem-estar.

Você dormiu as oito horas recomendadas, mas acordou com a sensação de que não descansou nada? Se isso acontece com frequência, vale a pena prestar atenção. Embora uma noite mal dormida ocasional seja comum, sentir cansaço todos os dias pode indicar que algo está interferindo na qualidade do seu sono ou até mesmo na sua saúde.

 

A seguir, confira sete possíveis explicações para esse problema.

 

1. Você não está tendo um sono de qualidade

Dormir por muitas horas não significa, necessariamente, descansar bem. Despertares frequentes durante a noite ou um sono muito fragmentado impedem que o organismo complete adequadamente os ciclos do sono, responsáveis pela recuperação física e mental.

 

2. Apneia do sono

A apneia obstrutiva do sono é uma condição caracterizada por interrupções temporárias da respiração enquanto a pessoa dorme.

Além do ronco intenso, ela pode provocar despertares rápidos durante a noite, sonolência ao longo do dia, dificuldade de concentração e cansaço persistente ao acordar.

 

3. Estresse e ansiedade

Mesmo quando a pessoa consegue dormir, o estresse e a ansiedade podem impedir que o cérebro relaxe completamente.

Pensamentos constantes e preocupações costumam reduzir a qualidade do descanso e fazem com que o despertar seja acompanhado por sensação de fadiga.

 

4. Deficiência de vitaminas ou anemia

Níveis baixos de nutrientes como ferro, vitamina B12 e vitamina D também podem provocar cansaço excessivo.

Quando esse sintoma persiste por semanas, é importante procurar um profissional de saúde para investigar possíveis deficiências nutricionais.

 

5. Sedentarismo

Pode parecer contraditório, mas a falta de atividade física também está relacionada ao aumento da fadiga.

Praticar exercícios regularmente melhora a qualidade do sono, favorece a disposição durante o dia e contribui para o funcionamento adequado do organismo.

 

6. Alimentação inadequada

Jantares muito pesados, excesso de álcool ou consumo elevado de cafeína perto da hora de dormir podem atrapalhar o descanso.

Manter uma alimentação equilibrada ao longo do dia também influencia diretamente os níveis de energia.

 

7. Alguma condição de saúde pode estar por trás

Hipotireoidismo, diabetes, depressão, síndrome da fadiga crônica e outras condições podem ter o cansaço constante como um dos sintomas.

Por isso, quando o problema persiste mesmo após mudanças nos hábitos de vida, a avaliação médica é fundamental.

 

Quando é hora de procurar um médico?

Vale buscar orientação profissional se o cansaço ao acordar:

 

Persistir por várias semanas.

Vier acompanhado de roncos intensos ou pausas na respiração durante o sono.

Estiver associado à perda de peso sem explicação.

For acompanhado por falta de ar, tonturas ou desmaios.

Prejudicar o trabalho, os estudos ou as atividades do dia a dia.

Nesses casos, o médico poderá solicitar exames e investigar a causa do problema.

 

Como melhorar a qualidade do sono?

Algumas mudanças simples podem fazer diferença:

 

Mantenha horários regulares para dormir e acordar.

Evite telas pelo menos uma hora antes de deitar.

Reduza o consumo de cafeína no fim da tarde e à noite.

Faça atividade física regularmente, preferencialmente longe do horário de dormir.

Mantenha o quarto escuro, silencioso e confortável.

 

Acordar cansado de vez em quando faz parte da rotina de muitas pessoas. No entanto, quando essa sensação se torna frequente, o corpo pode estar dando um sinal de que algo precisa de atenção. Identificar a causa é o primeiro passo para recuperar a disposição e melhorar a qualidade de vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/7-motivos-para-acordar-cansado-mesmo-dormindo-bem,062220b871d00d6aa3042efe30134f36f5zgwtgo.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

quarta-feira, 24 de junho de 2026

A dor de cabeça virou rotina? Veja o que pode estar por trás do problema


Dor de cabeça constante pode ter causas que passam despercebidas no dia a dia. Veja quando o sintoma merece mais atenção.

 

Você acorda com dor de cabeça, trabalha com dor de cabeça e vai dormir com a sensação de que ela nunca desaparece completamente?

 

Quando a dor de cabeça constante passa a fazer parte da rotina, é natural surgir a preocupação. Afinal, o que está causando esse sintoma?

 

Muitas vezes, a explicação está em situações que passam despercebidas no dia a dia. Noites mal dormidas, excesso de estresse, longos períodos sem se alimentar ou até o uso frequente de medicamentos podem contribuir para o problema.

 

Mas nem sempre é tão simples. Em alguns casos, a dor persistente pode indicar a necessidade de uma avaliação médica.

 

Entender os possíveis gatilhos é o primeiro passo para encontrar alívio e saber quando procurar ajuda.

 

Estresse e ansiedade estão entre as causas mais comuns

O estresse e a ansiedade figuram entre os fatores mais frequentemente associados às dores de cabeça recorrentes.

Quando estamos sob pressão, é comum ocorrer aumento da tensão muscular, especialmente na região do pescoço, ombros e couro cabeludo.

Esse quadro pode favorecer a chamada cefaleia tensional, caracterizada por uma sensação de aperto ou pressão ao redor da cabeça.

Além disso, a ansiedade pode prejudicar a qualidade do sono, aumentar o estado de alerta do organismo e influenciar a forma como o cérebro processa a dor.

 

O uso frequente de analgésicos pode piorar o problema

Pode parecer contraditório, mas remédios usados para aliviar a dor também podem contribuir para sua manutenção quando consumidos com muita frequência.

Esse quadro é conhecido como cefaleia por uso excessivo de medicação. Nesses casos, a pessoa passa a ter dores recorrentes e sente necessidade crescente de utilizar analgésicos para obter alívio.

Segundo diretrizes internacionais, o risco aumenta quando determinados medicamentos são utilizados repetidamente por vários meses.

Dependendo do remédio, o alerta pode ocorrer quando o uso acontece em 10 a 15 dias ou mais por mês.

Se você precisa tomar medicamentos para dor de cabeça com frequência, vale a pena conversar com um médico para investigar a causa do problema.

 

Outros hábitos e fatores que podem favorecer a dor de cabeça

Nem sempre a origem do desconforto está em uma doença. Muitas vezes, hábitos aparentemente simples ajudam a explicar por que a dor se torna frequente.

Ficar muitas horas sem comer, dormir mal, consumir álcool em excesso, exagerar na cafeína ou não beber água suficiente são fatores frequentemente associados ao surgimento de dores de cabeça.

 

A má postura também merece atenção.

Passar horas em frente ao computador ou olhando para o celular pode sobrecarregar a musculatura do pescoço e dos ombros, favorecendo dores tensionais.

Além disso, algumas pessoas são mais sensíveis a fatores ambientais, como cheiros fortes, mudanças bruscas de temperatura, ambientes muito iluminados ou longos períodos diante de telas.

Observar quando a dor aparece e o que aconteceu nas horas anteriores pode ajudar a identificar possíveis gatilhos.

 

Dor de cabeça constante pode ser enxaqueca?

Nem toda dor de cabeça frequente é enxaqueca.

A diferença é importante porque o tratamento costuma ser diferente.

Enquanto algumas cefaleias provocam apenas uma sensação de pressão ou aperto, a enxaqueca geralmente vem acompanhada de sintomas que interferem significativamente na rotina.

 

Os sinais mais comuns incluem:

 

sensação de latejamento ou batidas dentro da cabeça;

dor que costuma atingir mais um lado da cabeça do que o outro;

intensidade moderada a forte;

piora durante atividades físicas simples, como caminhar rapidamente ou subir escadas;

náuseas ou vômitos;

incômodo maior com luzes, sons e cheiros;

episódios que podem durar horas ou até alguns dias.

Algumas pessoas também apresentam alterações visuais temporárias, conhecidas como aura.

 

Se você suspeita de enxaqueca, manter um diário das crises pode ajudar a identificar padrões e facilitar a avaliação médica.

 

Quando a dor de cabeça pode ser sinal de alerta?

Na maioria dos casos, a dor de cabeça frequente está relacionada a condições benignas. Ainda assim, alguns sinais exigem avaliação médica imediata.

 

Procure atendimento médico o quanto antes se a dor:

 

surgir de forma repentina e muito intensa;

for muito diferente das dores de cabeça que você costuma ter;

estiver ficando mais frequente ou mais forte com o passar do tempo;

vier acompanhada de febre e rigidez no pescoço;

causar confusão mental;

provocar dificuldade para falar ou enxergar;

vier acompanhada de fraqueza, formigamento ou perda de sensibilidade em alguma parte do corpo;

aparecer após uma pancada na cabeça;

começar do nada depois dos 50 anos, especialmente em quem nunca teve histórico de dores de cabeça frequentes.

Embora essas situações sejam menos comuns, elas podem indicar problemas que exigem investigação urgente.

 

O que pode ajudar a aliviar a dor de cabeça?

Quando não há uma condição grave associada, algumas medidas podem ajudar a reduzir a frequência e a intensidade das crises:

 

manter horários regulares para dormir e acordar;

evitar longos períodos em jejum;

beber água ao longo do dia;

praticar atividades físicas regularmente;

realizar alongamentos para pescoço e ombros;

reduzir o excesso de cafeína e álcool;

utilizar técnicas de relaxamento, como meditação e exercícios respiratórios;

observar e evitar gatilhos individuais quando identificados.

Compressas frias ou mornas também podem proporcionar alívio em algumas pessoas, embora os resultados variem conforme o tipo de cefaleia.

 

Fontes consultadas: Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe) | Academia Brasileira de Neurologia (ABN) | International Headache Society (IHS) | NICE Guideline - Headaches in over 12s | American Migraine Foundation

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/a-dor-de-cabeca-virou-rotina-veja-o-que-pode-estar-por-tras-do-problema,855def7098f5049710296ea71b46506dh7buqn91.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / SaúdeLAB - Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Médico aponta 6 hábitos saudáveis essenciais


A velha máxima de que prevenir é melhor do que remediar se aplica perfeitamente para atual geração de adultos. A faixa etária que será a terceira idade de um breve futuro está cada vez mais consciente de que os bons hábitos sociais, alimentares e esportivos são fundamentais para ter uma vida longeva e saudável.

 

O especialista em Geriatria e Clínica Geral, Dr. Paulo Camiz, afirma que um conjunto de fatores é essencial para garantir um envelhecimento saudável,

 

“Basicamente são cinco pilares, a dieta saudável, prática de atividade física regular, inserção social, boa saúde emocional e controle de doenças, pode ajudar o indivíduo a ter um envelhecimento de qualidade, porém diversos outros fatores se associam a essas práticas, por isso é sempre muito importante fazer o acompanhamento médico, sempre com foco na prevenção”.

 

Aliado a estes fatores, o Dr. Paulo listou os pontos abaixo como importantes no que diz respeito a ter hábitos saudáveis.

 

1) Dormir bem – Descansar é essencial para manter o corpo pronto pras atividades do dia seguinte. Além disso, dormir pouco pode afetar a imunidade e acarretar em doenças oportunistas.  O ideal é que, por noite, um adulto tenha de 6 a 8 horas de sono.

 

2) Evitar industrializados – O simples é sempre o melhor caminho. A chamada “Dieta da Feira”, em que a base da alimentação é feita de verduras, legumes e frutas são a melhor saída para comer mais saudável. Os produtos industrializados vêm carregados de corantes, conservantes e outras substâncias prejudiciais à saúde com o passar do tempo. 

 

3) Refeições balanceadas – Em cada refeição realizada é preciso se ter um equilíbrio dos alimentos que estão no prato, além de ter a quantidade essencial e adequada para cada pessoa. Para isto, é fundamental o acompanhamento e orientação de um nutricionista.

 

4) Reserve um tempo para seu lazer – Ninguém pode viver apenas de obrigações. Reservar um tempo da sua rotina para diversão ao lado de quem você ama ajuda, além de proporcionar boas memórias afetivas, ajuda a reduzir o estresse, grande causador de vários problemas de saúde.

 

5) Exposição ao sol – Quando realizada antes das 10h ou após as 16h, horários em que o sol está mais brando, se expor ao sol ajuda na absorção de vitamina D pelo organismo. Este aumento é importante, já que a falta dela no corpo pode prejudicar a saúde, como gerar um aumento da possibilidade de fraturas e sintomas depressivos.

 

6) Ingestão de água – O consumo de água é essencial para o funcionamento adequado de diversas partes do corpo. A ingestão adequada de água tem inúmeras vantagens, dentre elas uma melhor absorção de vitaminas, aumento da resistência física e facilitar a digestão.

 

Fonte: https://vidaplenaebemestar.com.br/saude/medico-aponta-6-habitos-saudaveis-essenciais

sábado, 23 de maio de 2026

8 fatores do dia a dia que podem desencadear crises de asma (e como se proteger)


Crises de asma podem surgir por gatilhos comuns do dia a dia. Veja sinais de atenção e cuidados simples para se proteger melhor.

 

Se você convive com a asma, provavelmente já percebeu que algo aparentemente inofensivo, como um perfume marcante, um ambiente empoeirado ou até uma risada longa, pode se tornar um gatilho para crises respiratórias.

 

A falta de ar, a tosse insistente, o chiado no peito ou a sensação de aperto podem aparecer quando menos se espera, transformando situações simples do cotidiano em verdadeiros desafios.

 

Muita gente associa a asma apenas à genética ou a alergias mais óbvias, como pelos de animais.

 

Mas as crises também podem ser provocadas por fatores comuns do dia a dia: poeira, fumaça, mudança brusca de temperatura, infecções respiratórias, esforço físico, cheiros fortes, refluxo e até emoções intensas.

 

Identificar esses gatilhos é um passo importante para controlar melhor a doença e reduzir o risco de novas crises.

 

Veja 8 fatores comuns que podem desencadear crises de asma e o que fazer para se proteger.

 

1. Poeira doméstica: o esconderijo dos ácaros

Travesseiros, colchões, sofás, tapetes e cortinas podem acumular poeira e ácaros. Para quem tem asma alérgica, essa exposição pode irritar os brônquios e favorecer tosse, chiado no peito e falta de ar.

Como se proteger: lave roupas de cama com frequência, use capas antiácaros quando possível e evite tapetes, cortinas pesadas e objetos que acumulam poeira no quarto. Na limpeza, prefira pano úmido em vez de vassoura seca, para não espalhar partículas pelo ar.

 

2. Mudanças bruscas de temperatura

Sair de um ambiente quente e entrar em um local com ar-condicionado muito frio, ou o contrário, pode incomodar as vias aéreas.

O ar frio e seco tende a deixá-las mais sensíveis, favorecendo tosse, chiado e aperto no peito.

Como se proteger: em dias frios, usar um lenço ou cachecol leve sobre o nariz e a boca pode ajudar a aquecer o ar antes que ele chegue às vias respiratórias. Evite mudanças bruscas de temperatura e, se usar umidificador, mantenha o aparelho limpo e sem excesso de umidade, para não favorecer mofo e ácaros.

 

3. Fumaça: um inimigo nem sempre visível

A fumaça do cigarro é um gatilho conhecido, mas não é a única preocupação. Narguilé, churrasqueiras, lareiras, incensos, velas perfumadas e queimadas também liberam partículas irritantes que podem piorar a asma.

Como se proteger: evite ambientes fechados com fumaça. Em casa, reduza o uso de incensos, velas aromáticas e produtos com cheiro forte. Se houver fumaça no ambiente, procure se afastar e permanecer em locais bem ventilados.

 

4. Infecções respiratórias

Gripe, resfriados, sinusite e COVID-19 podem deixar as vias aéreas mais inflamadas e sensíveis.

Por isso, mesmo um quadro respiratório aparentemente simples pode aumentar o risco de tosse persistente, chiado, falta de ar e crises de asma.

Como se proteger: lave as mãos com frequência, evite contato próximo com pessoas doentes e mantenha a vacinação em dia, incluindo gripe, COVID-19 e, quando indicada pelo médico, a vacina pneumocócica. Se você já tem um plano de ação para asma, siga as orientações durante quadros respiratórios.

 

5. Emoções intensas

Estresse, ansiedade, crise de choro, susto ou até risadas prolongadas podem desencadear sintomas em algumas pessoas.

Isso não significa que a asma seja "emocional", mas que alterações no ritmo da respiração podem favorecer falta de ar ou broncoespasmo em quem é mais sensível.

Como se proteger: técnicas de respiração podem ajudar em momentos de ansiedade ou estresse. Mas, se houver chiado, falta de ar ou tosse persistente, siga o plano orientado pelo médico e use a medicação prescrita quando indicada.

 

6. Exercícios físicos

A atividade física não deve ser vista como inimiga de quem tem asma.

O problema é que, em algumas pessoas, o esforço intenso pode desencadear sintomas, principalmente quando a doença não está bem controlada ou quando o exercício é feito em ambiente frio, seco ou poluído.

Como se proteger: faça aquecimento gradual antes do exercício e respeite os limites do corpo. Em alguns casos, o médico pode orientar o uso de broncodilatador antes da atividade. Se os sintomas aparecem com frequência durante ou após o treino, vale reavaliar o controle da asma.

 

7. Alérgenos e cheiros fortes

Mofo, pólen e pelos de animais podem agir como alérgenos.

Já perfumes, produtos de limpeza com cheiro forte e sprays aerossóis funcionam mais como irritantes das vias aéreas.

Em ambos os casos, podem surgir tosse, chiado, irritação na garganta e falta de ar.

Como se proteger: mantenha a casa arejada, observe sinais de umidade e mofo e prefira produtos de limpeza com pouco ou nenhum perfume. Se notar piora sempre em determinados ambientes, anote os padrões para conversar com o médico.

 

8. Refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico pode piorar sintomas respiratórios em algumas pessoas com asma, especialmente à noite.

Quando o conteúdo ácido do estômago retorna para o esôfago, pode irritar estruturas próximas às vias aéreas e favorecer tosse, pigarro ou desconforto ao deitar.

Como se proteger: evite refeições pesadas antes de dormir e procure não se deitar logo após comer. Reduzir alimentos gordurosos, muito condimentados, café e bebidas alcoólicas pode ajudar quando esses itens pioram o refluxo. Se houver azia frequente, tosse noturna ou piora respiratória ao deitar, procure avaliação médica.

 

Quando procurar ajuda médica?

Procure orientação se as crises de asma estiverem mais frequentes, mais intensas ou se os sintomas não melhorarem com os cuidados habituais.

Também é importante buscar atendimento diante de falta de ar importante, dificuldade para falar, lábios arroxeados, piora rápida dos sintomas ou necessidade frequente de medicação de alívio.

 

A asma é uma condição crônica, mas pode ser controlada.

Entender os próprios gatilhos ajuda a ajustar a rotina, conversar melhor com o médico e reduzir o risco de novas crises. Com acompanhamento adequado, a asma não precisa comandar o dia a dia.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/8-fatores-do-dia-a-dia-que-podem-desencadear-crises-de-asma-e-como-se-proteger,bd80253d760cc4215d46aca3c33fc8fepey2f4a2.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / SaúdeLAB - Foto: SaúdeLAB

domingo, 17 de maio de 2026

Do nada? Estudo revela 4 fatores por trás dos casos de infarto


Pesquisa com cerca de 10 milhões de pessoas mostra os pontos em comum entre infartados

 

Embora percebido como um evento repentino, o infarto costuma ser o desfecho de um processo silencioso, que se desenvolve ao longo de anos. É o que indica um estudo internacional publicado no Journal of the American College of Cardiology, com dados de mais de 9,3 milhões de pessoas na Coreia do Sul e de 6.803 indivíduos nos Estados Unidos.

 

A pesquisa investigou quais condições estavam presentes antes do primeiro evento cardiovascular — como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), doença arterial coronariana ou insuficiência cardíaca — e encontrou um padrão consistente: em mais de 99% dos casos, havia ao menos um fator de risco prévio, e entre 93% e 97% dos pacientes apresentavam dois ou mais fatores combinados.

 

Os pesquisadores avaliaram quatro vilões clássicos: pressão arterial acima do ideal, colesterol elevado, glicemia alterada e histórico de tabagismo. E foram além dos diagnósticos formais: mesmo níveis considerados limítrofes, como pressão “normal-alta” ou pré-diabetes, entraram na conta, porque também aumentam o risco ao longo do tempo. Na prática, o estudo desmonta a ideia popular do “infarto do nada.”

 

Também chama atenção para um ponto crítico: o problema, muitas vezes, está no risco não identificado ou não tratado, mesmo quando as alterações parecem discretas. Pressão “normal-alta” (aquela que marca 120x80 mmHg, ou 12x8), glicemia em estágio de pré-diabetes e colesterol moderadamente elevado já demandam acompanhamento e, em muitos casos, intervenção. “O infarto deixa de ser visto como um evento súbito e imprevisível e passa a ser entendido como o desfecho de um processo crônico, progressivo, que evolui ao longo dos anos e, na maioria das vezes, pode ser prevenível”, avalia a cardiologista Juliana Tranjan, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

 

Ataque silencioso às artérias

 

Por trás dessa progressão está a aterosclerose, o acúmulo gradual de gordura e inflamação na parede das artérias, levando à formação de placas. Se uma delas rompe, o organismo pode formar um coágulo no local, bloqueando a circulação. Quando isso acontece nas coronárias, surge o infarto. “Diabetes, obesidade e outros distúrbios metabólicos atrapalham a parede do vaso e facilitam o acúmulo de gordura, levando ao entupimento”, detalha o endocrinologista Márcio Weissheimer Lauria, coordenador do departamento de Dislipidemia e Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e professor de Endocrinologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

A pressão alta lesa o endotélio, camada interna dos vasos. O colesterol LDL elevado favorece o depósito de gordura nas artérias. Por sua vez, a glicose em excesso aumenta a inflamação vascular. Já o cigarro, além de inflamação, causa estresse oxidativo e pode levar à instabilidade da placa ateromatosa. “Esses fatores associados levam a um maior risco de ruptura e trombose de placa aterosclerose, ocasionando o infarto agudo do miocárdio”, pontua Tranjan.

 

Esse processo é lento e gera adaptações no organismo ao longo dos anos. Por isso, em alguns casos, é assintomático. Quando aparecem sintomas, os alertas podem ser discretos demais para chamar atenção: cansaço fora do habitual, queda no desempenho físico, falta de ar ao fazer esforço e desconforto torácico. Sinais facilmente atribuídos também ao estresse, à idade ou ao sedentarismo.

 

A boa notícia é que esses fatores são, em grande parte, modificáveis. Mudanças no estilo de vida conseguem reduzir risco, desacelerar a progressão da doença aterosclerótica e até promover remissão de alterações metabólicas. Perda de peso, alimentação equilibrada, atividade física regular, abandono do cigarro, sono adequado e controle medicamentoso, quando necessário, fazem diferença.

 

“Poucos meses de intervenção com perda de peso e exercício físico consistentes já têm repercussão positiva e você consegue ver resultados em novos exames”, ressalta Lauria. Quanto antes essa intervenção começar, maior a chance de reversão. Em fases mais avançadas, o foco passa a ser estabilizar o problema e evitar a progressão.

 

Exames simples ainda são poderosos

 

Apesar do interesse crescente por marcadores sofisticados, boa parte do rastreamento cardiovascular continua dependendo de ferramentas bastante acessíveis, como medição da pressão arterial, da glicemia, do colesterol e dos triglicérides, além do monitoramento de peso e circunferência abdominal. “Os exames de rotina devem ser individualizados de acordo com história clínica, comorbidades e história familiar de cada paciente. Dessa forma, conseguimos fazer um rastreio mais refinado e prevenção da doença cardiovascular”, reforça a cardiologista do Einstein em Goiânia.

 

Marcadores adicionais, como apolipoproteína B e lipoproteína(a), podem ajudar em casos específicos, especialmente em pessoas com histórico familiar forte ou eventos cardiovasculares sem explicação clara. A lipoproteína(a), por exemplo, é um fator genético e sua dosagem é recomendada ao menos uma vez na vida por algumas diretrizes internacionais. Outro exame relevante para medir o risco cardiovascular é o escore de cálcio coronariano, exame de tomografia para quantificar placas de gordura calcificadas nas artérias do coração.

 

A prevenção cardiovascular não começa quando surge dor no peito, mas sim muito antes, no acompanhamento médico regular, nos exames de rotina e no controle de alterações aparentemente pequenas. “A doença aterosclerótica se desenvolve ao longo de décadas. O evento agudo é a manifestação tardia de algo que já estava acontecendo silenciosamente, por isso é tão importante a prevenção”, conclui Juliana Tranjan.

 

Fonte: https://www.correio24horas.com.br/saude/do-nada-estudo-revela-4-fatores-por-tras-dos-casos-de-infarto-0526 - Foto do(a) author(a) Agência Einstein - (Imagem: mentalmind | Shutterstock) por Imagem: mentalmind | Shutterstock

quarta-feira, 6 de maio de 2026

5 coisas que você não sabia, mas que afetam a sua saúde e longevidade


Alguns hábitos como sono ruim e sedentarismo são conhecidos por afetarem a saúde, mas existem ‘hábitos escondidos’ que também são nocivos, mas pouco falados, explica a endocrinologista, metabologista e especialista em Neurociências e Comportamento Dra. Jacy Maria Alves

 

Quando pensamos em saúde e longevidade, é comum associar o tema à alimentação equilibrada, prática de exercícios e sono de qualidade, mas existem muitos outros fatores silenciosos, muitas vezes ignorados, que podem comprometer o bom funcionamento do corpo e acelerar o envelhecimento biológico.

 

A Dra. Jacy Maria Alves, endocrinologista, metabologista e especialista em Neurociências e Comportamento, destaca que o equilíbrio hormonal e o funcionamento metabólico são diretamente influenciados por hábitos diários aparentemente inofensivos.

 

“Muitas pessoas cuidam da dieta e fazem exercícios, mas negligenciam outros comportamentos que geram inflamação silenciosa, desequilíbrios hormonais e até prejuízos cognitivos. São pequenos erros de rotina que, com o tempo, cobram um preço alto”, explica.

 

5 fatores pouco falados que afetam sua saúde e longevidade:

 

1. Comer rápido demais

Engolir a comida às pressas interfere na digestão e prejudica a liberação adequada de hormônios ligados à saciedade, como a leptina.

“O cérebro leva cerca de 20 minutos para perceber que o corpo está satisfeito. Quando comemos rápido, comemos mais do que o necessário, o que aumenta a resistência à insulina e a inflamação sistêmica”, conta a Dra. Jacy Alves.

 

2. Exposição excessiva à luz artificial à noite

A luz azul de telas e lâmpadas artificiais inibe a produção de melatonina, hormônio essencial para o sono e para a regeneração celular.

“A privação de sono afeta diretamente a longevidade. Dormir mal aumenta o cortisol, desequilibra o metabolismo e reduz a capacidade de reparo celular”, alerta.

 

3. Estresse crônico e emoções reprimidas

Viver sob tensão constante altera a produção de cortisol e adrenalina, o que impacta o sistema imunológico, o intestino e o cérebro.

 

4. Falta de exposição solar adequada

“Muitos pacientes que vivem em grandes cidades têm deficiência de vitamina D. Isso pode causar fadiga, desequilíbrios metabólicos e até interferir na saúde mental”, comenta a Dra. Jacy Alves.

 

5. Excesso de estímulos e multitarefas

O cérebro humano não foi feito para lidar com tantas distrações simultâneas. O excesso de notificações, telas e informações constantes sobrecarrega o sistema nervoso.

“A multitarefa reduz a eficiência cognitiva, aumenta a ansiedade e prejudica a memória de longo prazo. Com o tempo, esse padrão pode até interferir na saúde hormonal e no equilíbrio do organismo”, explica a Dra. Jacy Maria Alves.

 

Fonte: https://vidaplenaebemestar.com.br/bem-estar/5-coisas-que-voce-nao-sabia-mas-que-afetam-a-sua-saude-e-longevidade

quinta-feira, 26 de março de 2026

Celulite: principais fatores que influenciam seu surgimento


A celulite aparece pelas ondulações e furinhos na pele, especialmente em áreas como coxas, glúteos, quadris e abdômen. Embora muitas pessoas associem o quadro apenas à estética, trata-se de uma alteração natural do tecido subcutâneo. Além disso, ela surge em pessoas de diferentes pesos, idades e estilos de vida. Em termos simples, ocorre quando a gordura localizada abaixo da pele se reorganiza, junto com mudanças nas fibras que sustentam essa região.

 

Do ponto de vista da saúde, a celulite não representa uma doença grave. Ainda assim, ela costuma chamar a atenção de quem nota alterações na textura da pele. A aparência característica surge quando as células de gordura aumentam de volume e pressionam a pele. Ao mesmo tempo, as fibras que prendem a pele aos tecidos mais profundos mantêm alguns pontos fixos. Isso cria relevos e depressões e gera o conhecido aspecto de "casca de laranja".

 

O que é a celulite e como ela se forma na pele?

Em termos mais técnicos, a celulite se relaciona a um processo chamado panniculopatia edemato-fibroesclerótica. Esse processo envolve alterações na gordura, na circulação local e nas fibras de colágeno. O organismo acumula gordura em determinadas regiões como uma reserva de energia. Quando ocorre desequilíbrio entre armazenamento e gasto energético, essas células adiposas aumentam de tamanho.

Ao mesmo tempo, a circulação sanguínea e linfática naquela área pode ficar prejudicada. Com menos oxigênio e nutrientes chegando aos tecidos, e com eliminação mais lenta de toxinas e líquidos, o ambiente se torna mais propício à retenção de líquidos. Além disso, surgem mudanças nas fibras de sustentação. Essas fibras tendem a ficar mais rígidas e repuxam a pele em alguns pontos. Enquanto isso, a gordura empurra de baixo para cima em outros pontos. O resultado consiste em relevo irregular que muitas pessoas associam à celulite.

Esse processo não aparece de um dia para o outro. Em geral, ele se desenvolve ao longo do tempo. Inicialmente, surgem fases menos visíveis, em que a pele parece lisa em repouso. Depois, com a progressão, aparecem fases em que as ondulações se tornam visíveis mesmo sem apertar a região. Portanto, a intensidade da celulite varia bastante entre as pessoas. Essa variação depende de uma combinação de fatores internos e externos.

 

Quais fatores influenciam o surgimento da celulite?

Os principais fatores envolvidos no aparecimento da celulite costumam atuar em conjunto. Alguns fatores não podem ser modificados, como genética e características hormonais. Em contrapartida, outros fatores se relacionam diretamente ao estilo de vida, como rotina alimentar, nível de atividade física e hábitos diários. Entender esses elementos ajuda a compreender por que a celulite aparece com tanta frequência, especialmente entre mulheres.

 

Genética: a estrutura da pele, a tendência a acumular gordura em certas áreas e o funcionamento da circulação podem vir de herança familiar.

Hormônios: hormônios sexuais, principalmente o estrogênio, participam da distribuição de gordura e da retenção de líquidos.

Hábitos de vida: alimentação, sedentarismo, tabagismo e consumo de álcool impactam diretamente o tecido subcutâneo.

 

Na prática, duas pessoas com rotina semelhante podem apresentar graus bem diferentes de celulite. Isso ocorre porque cada organismo responde de forma específica. Ainda assim, conhecer os fatores de risco permite ajustes na rotina. Esses ajustes tendem a favorecer a saúde da pele e do corpo como um todo.

 

Hormônios, genética e estilo de vida: como tudo se conecta?

Os hormônios exercem papel central no surgimento da celulite. O estrogênio, por exemplo, influencia a circulação, o metabolismo das gorduras e a retenção de líquidos. Por isso, fases da vida como puberdade, gestação, uso de anticoncepcionais hormonais e perimenopausa frequentemente coincidem com aumento ou alteração da celulite. Nessas fases, as oscilações hormonais favorecem o acúmulo de gordura em áreas típicas, como quadris e coxas.

A genética também exerce grande impacto. Características como espessura da pele, quantidade e distribuição das células de gordura, padrão de colágeno e tendência à má circulação costumam ter componente hereditário. Em famílias em que várias mulheres apresentam celulite mais acentuada, outras integrantes costumam manifestar o quadro. Isso ocorre mesmo com cuidados regulares com alimentação e exercícios.

Já o estilo de vida pode potencializar ou amenizar essa predisposição. Situações comuns do dia a dia, como passar horas sentado no trabalho, subir poucas escadas ou fazer deslocamentos apenas de carro, contribuem para o sedentarismo. Esse padrão reduz o gasto calórico e prejudica a circulação. Como consequência, o corpo acumula mais gordura localizada e cria um cenário favorável ao aparecimento ou agravamento da celulite. Além disso, níveis altos de estresse e sono irregular influenciam hormônios ligados ao apetite e ao armazenamento de gordura.

 

Alimentação, sedentarismo e circulação influenciam a celulite?

A alimentação aparece entre os pontos mais comentados quando o assunto é celulite. Cardápios muito ricos em açúcar, gorduras saturadas, ultraprocessados e excesso de sal colaboram para o ganho de peso. Além disso, aumentam o tamanho das células de gordura e favorecem a retenção de líquidos. Em situações do cotidiano, como consumo frequente de refrigerantes, fast-food e lanches industrializados, esse efeito se torna mais perceptível ao longo do tempo.

O sedentarismo também representa fator relevante. A prática regular de atividades físicas estimula a circulação sanguínea e fortalece a musculatura. Ao mesmo tempo, auxilia na redução de gordura corporal. Quando o corpo permanece longos períodos parado, especialmente sentado ou em pé na mesma posição, o retorno venoso sofre prejuízo. Isso favorece sensação de peso nas pernas, inchaço e agravamento das irregularidades na pele.

A circulação sanguínea e linfática mantém relação direta com o aspecto da pele. Quando o fluxo funciona de forma eficiente, o corpo oferece melhor aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Ao mesmo tempo, a remoção de resíduos metabólicos ocorre com maior rapidez. Já uma circulação mais lenta favorece o acúmulo de líquidos e substâncias na região. Esse cenário contribui para o aspecto acolchoado ou ondulado. Por isso, medidas simples, como fazer pequenas pausas para caminhar durante o dia, podem gerar impacto positivo no bem-estar das pernas.

 

Qual o papel da retenção de líquidos e de pequenos cuidados diários?

A retenção de líquidos ocorre quando o corpo acumula água nos tecidos. Esse processo resulta em inchaço, principalmente em extremidades como pernas e tornozelos. Fatores como excesso de sal na dieta, poucas pausas ao longo do dia, uso de roupas muito apertadas e alterações hormonais estimulam esse acúmulo. Quando o inchaço se soma à gordura localizada e à predisposição genética, o quadro de celulite tende a ficar mais visível.

Alguns cuidados cotidianos se associam com frequência à melhora da circulação e à redução da sensação de peso. Entre eles, destacam-se ingerir água ao longo do dia, variar as posições do corpo e incluir caminhadas na rotina. Além disso, quando um profissional de saúde indicar, o uso de meias de compressão pode ajudar. Esses hábitos não eliminam a causa genética ou hormonal. Porém, eles contribuem para um ambiente mais favorável nos tecidos e reduzem o impacto da retenção hídrica.

De forma geral, a celulite resulta da interação entre hormônios, herança familiar, alimentação, nível de atividade física, circulação e retenção de líquidos. Compreender esses fatores ajuda na escolha de estratégias mais realistas de cuidado com o corpo. Dessa forma, torna-se possível construir uma relação mais informada e tranquila com as mudanças naturais da pele ao longo da vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/celulite-principais-fatores-que-influenciam-seu-surgimento,c0ab8e440891561884cb14c7e6b4f064f5rigwkk.html?utm_source=clipboard - Por: Jonasmoura* *com uso de inteligência artificial / Giro 10 - celulite_depositphotos.com / AllaSerebrina

sexta-feira, 6 de março de 2026

10 fatores que aumentam o risco de infarto em mulheres


Veja 10 fatores para os riscos elevados de infarto, sinais de alerta e como prevenir com hábitos saudáveis e acompanhamento médico.

 

O risco de infarto em mulheres merece atenção, especialmente após a menopausa.

 

Entender os fatores de risco ajuda a prevenir e buscar cuidado no tempo certo.

 

Segundo o Ministério da Saúde, ocorrem de 300 mil a 400 mil casos anuais no Brasil.

 

Por isso, prevenção e acompanhamento médico não são "luxo".

 

Dr. Louis Nakayama Ohe, cardiologista e chefe da Hemodinâmica do Instituto Dante Pazzanese, reforça o alerta. Hemodinâmica é a área que faz exames e procedimentos com cateter no coração.

 

Ele explica que o infarto pode afetar mulheres de forma particular.

 

Hormônios e estresse do dia a dia entram nessa conta.

 

Por que o infarto em mulheres exige olhar específico

Após a menopausa, a queda do estrogênio reduz uma proteção natural do sistema cardiovascular.

 

Com isso, alguns riscos aumentam e se somam entre si.

 

A boa notícia é que muita coisa é modificável.

 

Hábitos, exames e tratamento correto reduzem a chance de complicações.

 

O que muda na prevenção, na prática

Você não precisa agir só quando sente algo.

 

O foco é controlar fatores silenciosos, como pressão e colesterol.

 

Também vale mapear "gatilhos" do estilo de vida.

 

Sono ruim, estresse e sedentarismo pesam mais do que parecem.

 

10 fatores de risco de infarto em mulheres

A seguir, veja os 10 fatores e o que fazer em cada caso.

 

Use como guia e converse com seu médico.

 

1) Pressão alta (hipertensão)

A hipertensão força o coração a trabalhar mais.

Com o tempo, isso aumenta o risco cardiovascular.

Como prevenir e controlar

Meça a pressão com regularidade.

Siga o tratamento, se houver prescrição.

Reduza sal e ultraprocessados, quando possível.

 

2) Colesterol alto (dislipidemia)

O excesso de LDL favorece placas nas artérias.

Isso pode reduzir o fluxo de sangue para o coração.

No climatério e na menopausa, os níveis podem mudar.

Vale checar com exames e rotina de acompanhamento.

 

Como prevenir e controlar

Faça exames periódicos conforme orientação médica.

Ajuste alimentação e atividade física.

Use medicação, se indicada.

 

3) Diabetes

A glicose alta, por anos, danifica vasos sanguíneos.

Isso facilita inflamação e piora o risco de entupimento.

 

Como prevenir e controlar

Controle glicemia e hemoglobina glicada.

Priorize alimentação regular e sono adequado.

Mantenha seguimento com equipe de saúde.

Âncora para link interno: diabetes e saúde do coração.

 

4) Tabagismo

O cigarro inflama vasos e aumenta chance de coágulos.

Em mulheres, o risco pode crescer com outros fatores associados.

 

Como reduzir o risco

Busque apoio para parar, com plano e acompanhamento.

Evite "só alguns por dia": o dano ainda existe.

Peça orientação sobre reposição de nicotina, se necessário.

 

5) Uso de anticoncepcionais

Alguns anticoncepcionais podem elevar o risco de trombose.

O cuidado aumenta quando há hipertensão ou tabagismo.

 

Como agir com segurança

Informe seu histórico ao ginecologista e ao cardiologista.

Reavalie método se você fuma ou tem pressão alta.

Não interrompa por conta própria.

 

6) Menopausa

Com menos estrogênio, vasos tendem a perder flexibilidade.

 

Isso pode favorecer inflamação e alterações metabólicas.

 

Como se proteger

Faça check-up cardiometabólico no período.

Priorize exercício e alimentação consistente.

Discuta sintomas e riscos com seu médico.

 

7) Distúrbios do sono

Sono ruim, de forma crônica, desequilibra o corpo.

Apneia do sono pode se relacionar a pressão alta e arritmias.

 

Como reduzir o impacto

Observe ronco alto e sonolência diurna.

Procure avaliação se houver suspeita de apneia.

Crie rotina de sono com horário mais estável.

 

8) Sedentarismo

Ficar parada reduz condicionamento e piora marcadores metabólicos.

Isso facilita ganho de peso e descontrole de colesterol.

 

Como começar sem exageros

Inicie com caminhadas curtas e frequentes.

Aumente o tempo aos poucos, com constância.

Escolha algo sustentável, não perfeito.

 

9) Estresse crônico

Estresse constante incentiva hábitos ruins e piora o sono.

Também pode elevar pressão e aumentar sobrecarga do organismo.

 

Como proteger o coração

Identifique fontes de estresse repetidas.

Inclua pausas e atividade física como "remédio diário".

Busque apoio psicológico quando necessário.

 

10) Hereditariedade

Histórico familiar de doença cardíaca aumenta o risco.

 

Isso pede atenção mais cedo e monitoramento mais de perto.

 

Como agir

Informe casos na família e idades dos eventos.

Faça check-ups conforme orientação profissional.

Redobre controle dos fatores modificáveis.

 

Prevenção do infarto: um plano simples para o dia a dia

Prevenir é combinar rotina saudável e acompanhamento médico.

 

O objetivo é controlar o que é silencioso antes de virar urgência.

 

Checklist de prevenção para reduzir o risco

Controle pressão, colesterol e glicemia.

Mexa o corpo com regularidade.

Pare de fumar e evite recaídas.

Durma melhor e trate apneia, se houver.

Reduza estresse com estratégias práticas.

Faça exames de rotina no intervalo recomendado.

 

Dr. Louis Nakayama Ohe reforça a constância.

 

Exames e cuidado contínuo reduzem riscos ao longo da vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/10-fatores-que-aumentam-o-risco-de-infarto-em-mulheres,4cf33782b428cd00d44e36a7892d1b43455dqi71.html?utm_source=clipboard - Foto: Reprodução/Shutterstock