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domingo, 14 de junho de 2026

Dormir menos de 7 horas pode reduzir anos de vida


Pessoas com sono insuficiente - classificado como menos de 7 horas de sono por noite - podem ter menos tempo de vida. É o que indica estudo realizado na Universidade de Ciência e Saúde do Oregon, nos Estados Unidos.

 

Os pesquisadores cruzaram dados de expectativa de vida com pesquisas detalhadas de saúde pública, realizadas entre 2019 e 2025, e concluíram que o sono insuficiente superou a dieta e os exercícios físicos como preditor do tempo de vida de uma pessoa, sendo que apenas o tabagismo influenciou negativamente a longevidade em relação ao sono.

 

Os autores explicam que o sono desempenha funções na saúde cardiovascular, no sistema imunológico e no desempenho cerebral. Logo, os resultados do estudo reforçam a necessidade de priorizar o descanso no mesmo nível que as recomendações médicas para nutrição e atividade física. Além disso, eles aconselham aos formuladores de políticas públicas o desenvolvimento de campanhas de incentivo à higiene do sono.

 

Fonte: SLEEP Advances. DOI: 10.1093/sleepadvances/zpaf090.

 

Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/22514/dormir-menos-de-7-horas-pode-reduzir-anos-de-vida.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral#google_vignette

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Qual o segredo da longevidade?


O que leva uma pessoa a ultrapassar os cem anos de vida? Segundo pesquisadores da Universidade de Barcelona, na Espanha, não existe uma característica principal, mas muitos pequenos fatores que atuam em conjunto.

 

Os pesquisadores acompanharam Maria Branyas Morera, que morreu em agosto de 2024, aos impressionantes 117 anos, para entender o motivo de sua longevidade. Para se ter uma ideia, Maria, que nasceu em 4 de março de 1907, sobreviveu a duas guerras mundiais, à Guerra Civil Espanhola e a duas pandemias - a gripe espanhola e a Covid-19. E mesmo tendo contraído Covid-19 aos 113 anos, se recuperou totalmente.


Na visão dos pesquisadores, Maria tinha muitas coisas a seu favor: um estilo de vida saudável, bactérias benéficas em seu microbioma e uma genética que tem sido associada à longevidade. Ela seguia uma dieta mediterrânea, evitando o excesso de gordura e açúcares processados. Caminhava regularmente, até que a idade avançada tornou a caminhada muito difícil. Ela também não consumia tabaco nem álcool.

 

Como parte da dieta, Maria consumia muito iogurte, o que mantinha seu microbioma intestinal repleto da bactéria benéfica Bifidobacterium, conhecida por inibir a inflamação, que pode contribuir para um envelhecimento mais rápido. Além disso, ela possuía variantes genéticas que reduziam seu risco de níveis elevados de colesterol, doenças cardíacas, câncer e demência.

 

Os autores explicam que é muito difícil tirar conclusões sólidas com base na vida de uma única pessoa, mas é fato que genética e estilo de vida podem ajudar na saúde de uma pessoa, mas a causalidade da doença é geralmente uma questão de probabilidades e não de valores absolutos.

 

Cell Reports Medicine. DOI: 10.1016/j.xcrm.2025.102368.

 

Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/21480/qual-o-segredo-da-longevidade.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral#google_vignette