O acúmulo de gordura no fígado chama cada vez mais a atenção de médicos e pesquisadores, principalmente porque se liga ao estilo de vida atual, marcado por alimentação desequilibrada e sedentarismo. Esse quadro, conhecido como gordura no fígado ou doença hepática gordurosa, pode surgir mesmo em pessoas sem sintomas aparentes. Assim, muitos casos permanecem despercebidos por anos. Ainda assim, o impacto silencioso desse problema alcança diversas funções importantes do organismo.
Quando o fígado começa a armazenar gordura em excesso,
ele deixa de desempenhar suas atividades com a mesma eficiência. Esse órgão
metaboliza nutrientes, filtra substâncias tóxicas e ajuda no controle do
colesterol e da glicose. Desse modo, quando você o sobrecarrega, ele fica mais
vulnerável a inflamações e a lesões progressivas. Com o tempo, essas lesões
podem se agravar se a pessoa não adotar mudanças na rotina e não realizar
acompanhamento médico adequado.
Por que evitar a gordura no fígado é essencial para a
sua saúde?
A palavra-chave central, gordura no fígado, se
relaciona diretamente à prevenção de doenças crônicas. Diversos estudos apontam
que o excesso de gordura hepática aumenta o risco de diabetes tipo 2, doenças
cardiovasculares, alterações no colesterol e hipertensão arterial. Em muitos
casos, o fígado gorduroso se associa à chamada síndrome metabólica, um conjunto
de fatores que eleva a chance de infarto e AVC.
Outro ponto importante envolve a esteatose
hepática, nome técnico para esse acúmulo de gordura, que pode evoluir para
inflamação do fígado, fibrose e até cirrose. Isso ocorre mesmo em pessoas que
não consomem bebidas alcoólicas ou que bebem pouco. Portanto, a prevenção não
significa apenas um cuidado isolado com o fígado. Ela funciona também como uma
forma de proteger a saúde de todo o organismo, reduzir complicações futuras e
evitar a necessidade de tratamentos mais complexos.
Quais são as principais causas da gordura no fígado?
A origem da gordura hepática costuma envolver uma
combinação de fatores. Entre os mais frequentes, aparecem alimentação rica em
ultraprocessados, excesso de açúcar e gorduras saturadas, além de baixa
ingestão de fibras, frutas, legumes e verduras. O consumo regular de bebidas
alcoólicas, mesmo em quantidades consideradas moderadas, também contribui para
o quadro em algumas pessoas.
Outros fatores que se associam à doença hepática
gordurosa incluem:
Sobrepeso e obesidade, especialmente com acúmulo de
gordura abdominal;
Resistência à insulina e pré-diabetes;
Colesterol e triglicerídeos elevados;
Sedentarismo e baixa prática de atividade física;
Uso prolongado de certos medicamentos, conforme
orientação médica;
Histórico familiar de problemas hepáticos ou
metabólicos.
Em muitos casos, mais de um desses fatores aparece ao
mesmo tempo, o que aumenta ainda mais a probabilidade de o fígado acumular gordura.
Por esse motivo, a investigação clínica normalmente inclui exames de sangue e
ultrassonografia. Em situações específicas, o médico também solicita outros
métodos de imagem para avaliar melhor o órgão e acompanhar a evolução.
Como identificar sinais e cuidar da gordura no fígado
no dia a dia?
Na maior parte das vezes, a gordura no
fígado não provoca sintomas claros nas fases iniciais. Ainda assim,
algumas pessoas relatam cansaço frequente, sensação de peso abdominal ou
desconforto do lado direito do abdômen. Contudo, esses sinais também podem
surgir em outros problemas. Por isso, exames de rotina ganham grande
relevância, principalmente em quem já apresenta fatores de risco, como excesso
de peso, colesterol alto ou histórico de diabetes na família.
As principais formas de cuidado envolvem mudanças
progressivas no estilo de vida. Entre as estratégias mais citadas por
profissionais de saúde, destacam-se:
Ajuste alimentar: Reduzir açúcares, frituras,
bebidas açucaradas e produtos industrializados, além de aumentar o consumo de
alimentos in natura.
Controle do peso: Promover perda gradual de
gordura corporal, principalmente na região abdominal, já que essa redução
costuma diminuir de forma significativa a gordura hepática.
Atividade física regular: Praticar caminhadas,
musculação, exercícios aeróbicos e outras modalidades para auxiliar no controle
da glicose e dos lipídios.
Moderação no álcool: Em pessoas com fígado
gorduroso, o médico geralmente restringe ou suspende o consumo de bebidas
alcoólicas, de acordo com cada caso.
Monitoramento médico: Realizar acompanhamento
periódico com exames para avaliar a evolução do quadro e ajustar as condutas.
Alguns casos exigem acompanhamento com nutricionista,
endocrinologista ou hepatologista, especialmente quando a pessoa também
apresenta outras doenças metabólicas. A orientação especializada ajuda a
adaptar as mudanças de forma realista à rotina individual. Assim, você aumenta
a chance de manter hábitos mais saudáveis ao longo do tempo e de obter
resultados duradouros.
Quais hábitos ajudam a proteger o fígado a longo
prazo?
Para reduzir o risco de fígado gorduroso e
de suas complicações, a adoção de uma rotina protetora funciona como um
investimento de longo prazo na saúde. Hábitos simples, como manter hidratação adequada,
priorizar alimentos frescos e planejar refeições com antecedência, ajudam a
diminuir a quantidade de gordura e açúcar ingerida de forma automática no dia a
dia.
Entre as medidas frequentemente recomendadas, você
pode incluir:
Colocar legumes e verduras em pelo menos duas
refeições diárias;
Dar preferência a grãos integrais, como arroz integral
e aveia;
Consumir fontes de gordura considerada mais saudável,
como peixes, castanhas e azeite de oliva, em quantidades adequadas;
Evitar o hábito de "beliscar" alimentos
ricos em sal, gordura e açúcar entre as refeições;
Estabelecer horários regulares para dormir, já que o
sono desregulado também interfere no metabolismo.
Quando você compreende que a gordura no
fígado se relaciona a uma rede de fatores, torna-se mais fácil enxergar a
prevenção como um processo contínuo, e não como uma medida isolada. A
combinação de escolhas alimentares equilibradas, prática de atividades físicas
e acompanhamento médico periódico tende a favorecer não apenas o fígado, mas a saúde
geral. Dessa forma, você aumenta as chances de viver com menos limitações e com
menor risco de complicações futuras.
Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/por-que-evitar-a-gordura-no-figado-e-essencial-para-a-sua-saude,dc8ddfbb306b423d6873592df6936db80k1eboc7.html?utm_source=clipboard
- Por: Jonasmoura* *com uso de inteligência artificial / Giro 10
