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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Principais fatores e sinais de alerta antes de um AVC: saiba como agir


O AVC é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido dos sinais. Muitas pessoas confundem informações ou acreditam em mitos sobre avisos que surgem horas antes do ataque. Compreender a verdade pode evitar atrasos no socorro e salvar vidas.

 

O AVC decorre de doenças vasculares crônicas, mas gatilhos agudos, como picos de pressão, infecções e arritmias, podem precipitá-lo em pessoas vulneráveis. Sinais temporários, como fraqueza unilateral, assimetria facial ou fala alterada, indicam um Ataque Isquêmico Transitório (AIT), que eleva muito o risco de um evento definitivo a curto prazo. Mesmo que esses sintomas desapareçam rapidamente, o atendimento médico imediato é essencial para evitar sequelas graves por meio do tratamento precoce.

 

Embora o AVC (Acidente Vascular Cerebral) seja conhecido por surgir de forma repentina, o evento costuma estar associado a um processo de alteração vascular que se desenvolve silenciosamente no organismo ao longo do tempo.

 

No entanto, em pessoas que já possuem vulnerabilidade, certas situações ocorridas poucas horas antes do episódio podem funcionar como fatores precipitantes.

 

Segundo o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, é essencial diferenciar esses gatilhos da condição de base do paciente. "É importante fazer uma distinction: na maioria dos casos, o AVC é resultado de uma doença vascular que vem se desenvolvendo ao longo de anos, e não de um único acontecimento ocorrido algumas horas antes", explica o especialista.

 

O que pode desencadear um AVC horas antes?

As doenças cardiovasculares crônicas são a base para o surgimento do problema. Fatores como hipertensão arterial, aterosclerose, diabetes, tabagismo, colesterol elevado e arritmias cardíacas (como a fibrilação atrial) constroem o cenário ideal para o evento vascular.

Sobre essa condição preexistente, eventos agudos de saúde podem atuar como gatilhos nas horas que antecedem o quadro.

De acordo com o Dr. Victor Hugo Espíndola, entre as situações que podem contribuir para o desencadeamento do AVC estão:

 

Picos acentuados de pressão arterial;

Arritmias cardíacas súbitas;

Infecções agudas;

Uso de substâncias estimulantes (como cocaína e anfetaminas);

Quadros de desidratação severa ou alterações hemodinâmicas em indivíduos vulneráveis.

 

O especialista ressalta que o impacto desses fatores varia conforme o tipo da complicação. No AVC hemorrágico, uma alta repentina e severa da pressão arterial costuma ter grande impacto.

Já no tipo isquêmico, o quadro geralmente decorre do bloqueio súbito de uma artéria provocado pela formação ou deslocamento de um coágulo.

 

Sinais de alerta podem surgir antes do quadro definitivo

Apesar de o sintoma definitivo se manifestar de repente, alguns sinais de alerta neurológicos podem dar as caras momentos antes do problema grave se instalar. Trata-se do Ataque Isquêmico Transitório (AIT).

"Algumas pessoas apresentam episódios neurológicos transitórios antes de um AVC definitivo. O principal exemplo é o ataque isquêmico transitório, o AIT", aponta o neurocirurgião.

No AIT, os sintomas imitam os de um AVC, mas duram apenas alguns minutos antes de desaparecerem por completo. Essa melhora temporária ocorre porque a interrupção da circulação sanguínea no cérebro é passageira.

 

Sintomas do Ataque Isquêmico Transitório (AIT)

Fique atento aos sintomas mais comuns que exigem atenção médica imediata:

 

Fraqueza ou dormência repentina em um lado do corpo;

Assimetria ou "boca torta" na face;

Dificuldade repentina para falar ou compreender a fala;

Perda ou alteração súbita da visão;

Perda de equilíbrio, tontura ou vertigem abrupta.

 

O desaparecimento dos sintomas não significa que o risco passou. Dados da American Heart Association revelam que o risco de ocorrência de um AVC definitivo nos 90 dias posteriores a um AIT pode chegar a cerca de 18%, sendo que uma parcela expressiva desses quadros ocorre nas primeiras 48 horas.

 

"Por isso, um déficit neurológico súbito que desapareceu deve ser valorizado tanto quanto aquele que permanece", adverte Espíndola.

 

Qual a diferença entre AIT e AVC isquêmico?

A diferenciação precisa entre um Ataque Isquêmico Transitório e o AVC isquêmico é feita por meio de exames de imagem no pronto-socorro.

De acordo com o médico, a definição médica atual não analisa apenas o tempo de duração das manifestações clínicas. "Quando os sintomas desaparecem e não existe evidência de infarto cerebral nos exames apropriados, podemos estar diante de um AIT; se a ressonância demonstra uma área de infarto, mesmo que o paciente já esteja assintomático, o quadro é considerado um AVC isquêmico", pontua.

Investigar o AIT permite tratar condições ocultas — como o estreitamento de artérias carótidas ou alterações no coração — antes que ocorra um episódio com sequelas graves ou incapacitantes.

 

Mitos sobre desidratação e exercícios físicos

Embora situações extremas possam atuar como fatores de risco pontuais, o neurocirurgião esclarece que desidratação e exercícios físicos intensos não devem ser encarados como causas diretas do problema.

Desidratação: Pode diminuir o volume de sangue circulante e aumentar a viscosidade sanguínea, afetando principalmente idosos ou pessoas com obstruções vasculares prévias. No entanto, isoladamente, não é uma causa habitual.

Exercício físico: A prática regular de atividades é uma das principais formas de proteção cardiovascular e prevenção ao AVC. Esforços muito intensos geram elevações temporárias na pressão arterial que podem exigir cautela em cenários específicos, mas o hábito do exercício é benéfico.

 

O que fazer ao notar os primeiros sinais de AVC?

Diante de qualquer sinal suspeito, a orientação é buscar socorro médico imediatamente em um pronto-socorro. Não se deve aguardar o sintoma passar, tentar dormir ou esperar por uma consulta posterior.

Para ajudar no reconhecimento rápido, utilize a mnemônica BE-FAST (Equilíbrio, Visão, Face, Braços, Fala e Tempo):

 

B (Balance/Equilíbrio): Perda súbita de equilíbrio ou coordenação.

E (Eyes/Olhos): Alteração visual repentina.

F (Face/Rosto): Rosto caído ou assimétrico ao sorrir.

A (Arms/Braços): Fraqueza ao tentar levantar os dois braços.

S (Speech/Fala): Dificuldade ou incapacidade de articular as palavras.

T (Time/Tempo): Chame o serviço de emergência (SAMU 192) sem hesitar.

 

O tempo de atendimento é determinante. Em episódios de AVC isquêmico, intervenções como a administração de medicamentos trombolíticos e a trombectomia mecânica podem restabelecer o fluxo sanguíneo cerebral, reduzindo o risco de sequelas graves.

 

"Mesmo que os sintomas desapareçam completamente depois de alguns minutos, a orientação permanece a mesma: procurar imediatamente um serviço de emergência, porque pode ter ocorrido um AIT e o período de maior risco para um novo evento pode ser justamente nas horas e nos primeiros dias seguintes", conclui Espíndola.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/principais-fatores-e-sinais-de-alerta-antes-de-um-avc-saiba-como-agir,7df75b219d3c4693ed3c9a282c85670822o6k3aq.html?utm_source=clipboard - Foto: Andrea Piacquadio/Pexels

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

AVC: sintomas atípicos que exigem atenção imediata


A doença nem sempre causa paralisia evidente. Conheça os sintomas menos comuns e saiba quando buscar ajuda

 

O AVC nem sempre se manifesta por paralisia evidente ou fala alterada. Sinais atípicos e súbitos, como alterações na visão, tontura intensa, perda de equilíbrio e formigamentos, exigem socorro imediato para reduzir o risco de sequelas graves. Associado a fatores como hipertensão e diabetes, o evento neurológico requer atendimento médico rápido para o diagnóstico e tratamento corretos, sendo essencial não esperar a manifestação de múltiplos sintomas para buscar ajuda especializada.

 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) nem sempre começa com sintomas muito intensos. Muitas vezes, ele não causa uma paralisia evidente no corpo do paciente.

 

Alterações súbitas na visão e dificuldade para engolir merecem a sua atenção. Tontura intensa, perda de equilíbrio e formigamentos repentinos também são sinais perigosos. O atendimento médico rápido é fundamental para reduzir o risco de sequelas graves.

 

O perigo dos sintomas atípicos

O neurologista da Rede de Hospitais São Camilo, Paulo Takeshi Nakano explica o grande desafio dessa perigosa doença no dia a dia.

O médico afirma que "nem sempre os sinais aparecem da forma mais conhecida". A doença pode surgir sem "uma paralisia evidente em um lado do corpo", alerta.

Também pode não ocorrer "uma dificuldade importante para falar", pontua o especialista. Sinais como "alterações visuais súbitas, desequilíbrio e tontura intensa" exigem atenção imediata.

Esses sintomas "podem indicar um evento neurológico e precisam ser avaliados rapidamente", conclui.

 

Fatores de risco conhecidos

O AVC ocorre quando um vaso sanguíneo entope ou rompe no nosso cérebro. Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado e obesidade são grandes fatores de risco.

Tabagismo, sedentarismo e consumo excessivo de álcool também prejudicam a saúde vascular. Condições cardíacas prévias e o histórico familiar aumentam bastante as chances.

 

Como agir em caso de emergência?

A presença isolada de um sintoma não confirma o quadro de AVC. Porém, "é importante não esperar que todos os sintomas apareçam ao mesmo tempo", orienta.

Um sinal neurológico súbito "deve ser encarado como uma situação de emergência". Isso vale "principalmente quando a pessoa nunca apresentou aquilo antes", diz o médico.

"Quanto mais cedo o paciente chega ao hospital, maiores são as possibilidades", ensina. A rapidez ajuda a "identificar o tipo de AVC e iniciar o tratamento adequado".

 

Estalar o pescoço causa AVC?

Movimentos bruscos no pescoço exigem bastante cautela no dia a dia. Porém, "estalar o pescoço não significa que a pessoa vá provocar um AVC", destaca.

A dissecção de uma artéria cervical "é uma condição rara", explica o especialista. A lesão "pode acontecer espontaneamente ou estar relacionada a determinados movimentos", completa.

"Quando existe uma lesão na parede da artéria, pode haver formação de coágulo", alerta. Isso pode causar "uma obstrução do fluxo sanguíneo para o cérebro. Por isso, diante de dor cervical persistente, é fundamental buscar avaliação médica", avisa.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/avc-sintomas-atipicos-que-exigem-atencao-imediata,36ef1e3819510a103e425712b685dd08j6d3a0lq.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Hábitos saudáveis ajudam a prevenir o AVC, diz neurocirurgião


Dr. Victor Hugo Espíndola destaca hidratação, alimentação equilibrada, exercícios e controle de fatores de risco

 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil. No entanto, muitos casos podem ser prevenidos com mudanças simples no dia a dia. Para o neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola, adotar hábitos de vida saudáveis é essencial para proteger a saúde cerebral e reduzir o risco da doença.

 

Entre os principais cuidados, o especialista destaca a hidratação adequada. “Beber água regularmente mantém o sangue fluido, reduz a formação de coágulos e favorece uma circulação eficiente. A desidratação, por outro lado, eleva a pressão arterial e agrava as condições como hipertensão e diabetes, que aumentam o risco de AVC”, explica.

 

A alimentação equilibrada também desempenha papel crucial. O consumo de frutas, verduras, legumes e alimentos ricos em fibras ajuda a controlar o colesterol e a pressão arterial. Já o excesso de sal, açúcar e carnes processadas pode contribuir para o aumento do risco da doença.

 

A prática regular de exercícios físicos é outro fator de prevenção. Caminhadas, corridas leves, natação ou atividades que envolvam resistência muscular ajudam a manter o peso saudável, reduzir a pressão arterial e melhorar a circulação sanguínea.

 

O especialista reforça ainda a importância de evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, que estão diretamente relacionados ao aumento do risco de AVC. “Aliados a uma alimentação saudável, à hidratação e à atividade física, esses hábitos reduzem significativamente a probabilidade de derrame”, afirma Dr. Espíndola.

 

Por que a celulite ainda afeta a autoestima de muitas mulheres

Por fim, ele lembra que consultas regulares e o acompanhamento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e problemas cardíacos, são fundamentais. “O diagnóstico precoce e o controle dessas condições aumentam muito a proteção contra o AVC e melhoram a qualidade de vida”, conclui.

 

O neurocirurgião reforça que adotar essas medidas simples no dia a dia pode salvar vidas, prevenindo o AVC e fortalecendo a saúde cerebral a longo prazo.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-03-31/habitos-saudaveis-ajudam-a-prevenir-o-avc--diz-neurocirurgiao.html - Por Roberta Nuñez

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Estatinas poderiam prevenir dezenas de milhares de ataques cardíacos e derrames


A estatina, um medicamento para baixar o colesterol, pode ajudar na prevenção de ataques cardíacos e acidente vascular cerebral (AVC), sugere estudo realizado na Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, nos Estados Unidos. De acordo com o estudo, mais de 39.000 mortes, quase 100.000 ataques cardíacos não fatais e até 65.000 AVCs nos EUA poderiam ser evitados se as pessoas elegíveis para estatinas e outros medicamentos para baixar o colesterol estivessem tomando-os.

 

Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados de quase 5.000 adultos americanos com idades entre 40 e 75 anos que participaram de uma pesquisa anual de saúde dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA entre 2013 e 2020. A pesquisa incluiu dados sobre os níveis de colesterol LDL ("colesterol ruim") dos participantes e seu perfil geral de risco para a saúde cardiovascular. Os pesquisadores usaram essas informações para determinar se eles seriam elegíveis para tomar medicamentos para baixar o colesterol, de acordo com as diretrizes atuais.

 

Os pesquisadores descobriram que mesmo pessoas que já sofreram um ataque cardíaco e um AVC — e, portanto, apresentam maior risco de um evento subsequente — nem sempre recebem prescrição de estatinas. Apenas cerca de dois terços (68%) estão tomando estatinas, embora todos sejam elegíveis para esses medicamentos de acordo com as diretrizes, mostram os resultados. Além de prevenir ataques cardíacos e derrames, as estatinas, quando prescritas corretamente, também podem evitar cerca de 88.000 cirurgias de ponte de safena e procedimentos para desobstruir artérias bloqueadas ou entupidas por ano, estimaram. Se todos os elegíveis para o uso de estatinas as tomassem, os pesquisadores estimam que os níveis médios de colesterol LDL cairiam drasticamente e o risco de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral diminuiria em até 27%.

 

Segundo pesquisadores, metade dos americanos (47%) que nunca sofreram um ataque cardíaco ou um AVC são elegíveis para tomar estatinas de acordo com as diretrizes dos EUA, descobriram pesquisadores. Mas, segundo os resultados, menos de um quarto (23%) deles receberam prescrição dos medicamentos que salvam vidas. Um número substancial de sobreviventes de ataques cardíacos ou derrames também não está tomando os medicamentos, embora todos sejam elegíveis para eles de acordo com as diretrizes dos EUA. Para os autores, uma melhor educação do paciente e métodos de triagem aprimorados poderiam garantir que as pessoas certas estejam tomando as estatinas de que precisam.

 

Fonte: Journal of General Internal Medicine DOI: 10.1007/s11606-025-09625-0.

 

Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/21964/estatinas-poderiam-prevenir-dezenas-de-milhares-de-ataques-cardiacos-e-derrames.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral#google_vignette

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Por quais motivos está ocorrendo um aumento de jovens com AVC?


O aumento de casos de AVC em jovens passou a chamar a atenção de médicos e serviços de saúde. Saiba por que isso está acontecendo.

 

O aumento de casos de AVC em jovens passou a chamar a atenção de médicos e serviços de saúde. Afinal, o que antes era mais associado à população idosa hoje aparece com frequência em pessoas na faixa dos 20, 30 e 40 anos. Essa mudança de cenário liga-se a um conjunto de fatores de risco, muitos deles presentes no dia a dia e, em geral, negligenciados nessa faixa etária.

 

Ao mesmo tempo em que houve melhora no diagnóstico, com maior acesso a exames de imagem e atendimento de urgência, também se observam hábitos de vida que favorecem o surgimento do acidente vascular cerebral mais cedo. Assim, condições como descontrole da pressão alta, uso de drogas, sedentarismo e alimentação pobre em nutrientes formam um ambiente propício para que o cérebro sofra uma interrupção do fluxo sanguíneo ou um sangramento.

 

O que é o AVC em jovens e por que preocupa?

O AVC em jovens corresponde ao acidente vascular cerebral que ocorre antes dos 45 ou 50 anos, a depender do critério adotado pelos estudos. Ele pode ser isquêmico, quando um vaso sanguíneo é obstruído. Ou então hemorrágico, quando há ruptura de uma artéria cerebral. Assim, a preocupação é maior porque atinge pessoas em plena fase produtiva, com impacto em trabalho, estudo e organização familiar.

 

Entre os motivos para maior atenção ao acidente vascular cerebral em jovens estão a tendência de subestimar sintomas, a demora em procurar ajuda e a ideia de que se trata de uma doença "de idosos". Afinal, isso pode atrasar o atendimento, reduzindo as chances de recuperação. Além disso, algumas causas são diferentes das encontradas na população mais velha, envolvendo problemas genéticos, alterações de coagulação e malformações dos vasos.

 

Quais fatores de risco explicam o aumento do AVC em jovens?

Os especialistas apontam que o crescimento do AVC em jovens adultos relaciona-se diretamente ao estilo de vida atual e ao controle insuficiente de doenças crônicas. Portanto, pressão alta, diabetes e colesterol elevado aparecem cada vez mais cedo, muitas vezes sem diagnóstico. Esses quadros, somados ao tabagismo e ao consumo abusivo de álcool, aceleram o desgaste dos vasos sanguíneos.

 

Entre os principais fatores de risco para o acidente vascular cerebral em pessoas jovens destacam-se:

 

Hipertensão arterial: um dos fatores mais importantes, frequentemente silencioso e sem monitoramento regular.

Tabagismo e uso de narguilé:

Sedentarismo e obesidade:

Uso de drogas ilícitas:

Consumo excessivo de álcool:

Alimentação rica em ultraprocessados:

 

Além desses fatores adquiridos, existem causas menos visíveis, como alterações de coagulação do sangue, doenças autoimunes, enxaqueca com aura em associação com tabagismo, e uso de certos anticoncepcionais hormonais em pessoas com risco aumentado. Essas condições podem atuar isoladamente ou combinadas aos hábitos de vida, elevando a probabilidade de um evento cerebral agudo.

 

Doenças silenciosas e condições específicas em jovens

Muitos jovens com AVC apresentam alguma doença prévia que não havia sido identificada ou tratada. Doenças cardíacas congênitas, como o forame oval patente, podem permitir que pequenos coágulos formados em outras partes do corpo cheguem ao cérebro. Arritmias cardíacas, mesmo transitórias, também podem contribuir para a formação de trombos.

 

Outra situação observada é a presença de trombofilias, condições que tornam o sangue mais propenso a coagular. Essas alterações podem ser genéticas ou adquiridas ao longo da vida. Em mulheres, o uso de anticoncepcionais combinados com tabagismo ou enxaqueca com aura aumenta o risco de acidente vascular cerebral, sobretudo quando há histórico familiar de trombose.

 

Doenças inflamatórias crônicas, como lúpus e outras enfermidades autoimunes, também têm participação no cenário do AVC precoce. Elas podem afetar diretamente a parede dos vasos ou interferir na coagulação. Em alguns casos, o primeiro evento grave da doença é justamente um AVC, o que reforça a importância de acompanhamento médico em quadros crônicos.

 

Estresse, sono e rotina moderna contribuem para o AVC em jovens?

O ritmo acelerado de trabalho e estudo, comum entre jovens adultos, é frequentemente associado a noites mal dormidas, excesso de estímulos digitais e dificuldades para manter uma rotina saudável. O estresse crônico está ligado ao aumento da pressão arterial, à piora da alimentação e ao maior consumo de álcool, cigarro e outras substâncias.

 

A privação de sono é outro ponto de atenção. Dormir pouco ou mal de maneira contínua interfere no metabolismo, eleva o risco de obesidade, diabetes e hipertensão e pode favorecer episódios de arritmia cardíaca. Todos esses elementos se somam na construção de um cenário mais propício ao surgimento do acidente vascular cerebral em idade jovem.

 

Nesse contexto, pequenas mudanças de hábito podem fazer diferença: monitorar a pressão arterial, buscar avaliação médica diante de sintomas persistentes, organizar horários de descanso e, sempre que possível, reduzir a exposição a fatores de risco conhecidos. A combinação entre informação, acesso a cuidados de saúde e atenção aos sinais do corpo é considerada essencial para diminuir a ocorrência de AVC entre os mais jovens e reduzir as sequelas quando o evento acontece.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/por-quais-motivos-esta-ocorrendo-um-aumento-de-jovens-com-avc,1b7ad9f5f17b0bf1d5a907e2c081dc39pew9vy78.html?utm_source=clipboard - Por: Valdomiro Neto* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / pressmaster

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Tenha estes hábitos e reduza drasticamente os riscos de ter um AVC


Os fatores de risco envolvem desde histórico familiar até escolhas relacionadas ao estilo de vida. Por isso, compreender quais ações ajudam a prevenir essa emergência médica é fundamental para qualquer pessoa interessada em manter uma rotina saudável.

 

Nos últimos anos, a preocupação com a saúde cardiovascular ganhou destaque no cotidiano. Em especial, diante da crescente incidência de Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Brasil e no mundo. Muitos especialistas ressaltam que cuidados simples podem reduzir de forma significativa a probabilidade de sofrer um AVC. Pequenas mudanças na rotina, aliadas à informação de qualidade, fazem diferença na proteção do cérebro contra danos irreversíveis decorrentes desse evento.

 

O AVC acontece quando há interrupção do fluxo sanguíneo para o cérebro, podendo ser isquêmico ou hemorrágico. Os fatores de risco envolvem desde histórico familiar até escolhas relacionadas ao estilo de vida. Por isso, compreender quais ações ajudam a prevenir essa emergência médica é fundamental para qualquer pessoa interessada em manter uma rotina saudável.

 

Quais hábitos diários podem diminuir o risco de AVC?

Adotar hábitos saudáveis pode ser a principal arma contra o Acidente Vascular Cerebral. Entre os cuidados mais recomendados está a prática regular de atividade física. Assim, exercícios aeróbicos, caminhadas, natação e ciclismo contribuem para a boa circulação sanguínea, o controle do peso e a redução do estresse, todos fatores essenciais para afastar o AVC.

 

A alimentação equilibrada também se destaca como elemento-chave na prevenção. Por isso, optar por uma dieta rica em frutas, legumes, verduras, grãos integrais e fontes magras de proteína ajuda a controlar pressão arterial, colesterol e glicose. Além disso, reduzir o consumo de sal, carnes processadas, alimentos ultraprocessados e gorduras saturadas colabora para manter o sistema cardiovascular funcionando corretamente.

 

Por que controlar a pressão arterial é fundamental?

A hipertensão é considerada um dos fatores de risco mais significativos para o Acidente Vascular Cerebral. Por isso, manter a pressão arterial dentro dos valores recomendados pelos órgãos de saúde reduz de maneira expressiva as chances de um evento isquêmico ou hemorrágico. Esse controle pode ser alcançado com o acompanhamento médico regular, uso correto de medicamentos - quando prescritos - e o ajuste no estilo de vida, sobretudo no que se refere ao consumo de sódio.

 

Além das consultas periódicas, algumas atitudes cotidianas colaboram para o controle da pressão. Entre elas estão:

 

Evitar excesso de sal na comida;

Praticar atividades físicas regularmente;

Evitar consumo exagerado de bebidas alcoólicas;

Manter o peso corporal adequado;

Controlar o estresse através de técnicas de respiração, relaxamento e lazer.

 

Como a prevenção do AVC está ligada à saúde mental e ao abandono de vícios?

Fatores emocionais e o abuso de substâncias também impactam a saúde cerebral. O tabagismo, por exemplo, danifica as paredes dos vasos sanguíneos, facilitando o desenvolvimento de placas de gordura que podem causar bloqueios. Já o consumo excessivo de álcool eleva a pressão arterial e compromete o ritmo cardíaco, aumentando o risco de AVC.

 

Cuidar da saúde mental é igualmente relevante. O estresse crônico, a depressão e a ansiedade podem desencadear hábitos prejudiciais, como má alimentação e sedentarismo. Além disso, níveis elevados e constantes de estresse favorecem a produção de hormônios que interferem negativamente na pressão e na glicose. Buscar orientação de profissionais especializados e reservar tempo para o lazer é uma estratégia eficiente nessa prevenção.

 

Quais exames e acompanhamentos médicos ajudam a evitar o AVC?

O acompanhamento regular com profissionais de saúde é indispensável na prevenção de doenças cardiovasculares. Alguns exames são especialmente recomendados para quem deseja monitorar fatores de risco, como:

 

Medição da pressão arterial - preferencialmente a cada consulta médica;

Exames de colesterol e triglicérides - ajudam a identificar alterações que exigem ajustes na dieta ou uso de medicamentos;

Avaliação da glicemia - monitoramento importante para pessoas com ou sem diagnóstico prévio de diabetes;

Eletrocardiograma - análise da atividade elétrica do coração, podendo revelar doenças silenciosas;

Ultrassonografia das carótidas - identifica placas que podem dificultar o fluxo sanguíneo cerebral.

A associação entre visitas regulares ao médico, acompanhamento dos índices laboratoriais e a execução de exames preventivos constitui uma estratégia robusta contra o AVC. O diagnóstico precoce de alterações permite intervenções rápidas que podem salvar vidas e evitar sequelas.

 

Criar uma rotina de autocuidado, baseada em práticas comprovadas, reduz o risco do Acidente Vascular Cerebral e contribui para uma vida mais longeva e com qualidade. Cada passo em direção a hábitos mais saudáveis fortalece a proteção contra essa condição, que ainda representa uma das principais causas de óbito entre adultos.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/tenha-estes-habitos-e-reduza-drasticamente-os-riscos-de-ter-um-avc,45456946c2f3ae15b280476a2a495e93xrg9duse.html?utm_source=clipboard - depositphotos.com / pressmaster - Por: Valdomiro Neto - com uso de Inteligência Artificial / Giro 10

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Conheça as causas e os sintomas do AVC


Fatores como pressão alta, diabetes e colesterol elevado aumentam o risco de Acidente Vascular Cerebral

 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil e no mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15 milhões de pessoas sofrem um AVC a cada ano e, dessas, aproximadamente 6 milhões morrem em decorrência do episódio.

 

29 de outubro, Dia Mundial e Nacional de Prevenção ao AVC, especialistas reforçam que, embora grave, o derrame pode ser evitado com medidas simples de prevenção e com o reconhecimento rápido dos sinais de alerta.

 

Causas do AVC

O AVC ocorre quando há uma interrupção ou redução do fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro, impedindo que o órgão receba oxigênio e nutrientes. "Essa interrupção pode acontecer por um bloqueio (AVC isquêmico), que representa cerca de 85% dos casos, ou por um rompimento de um vaso sanguíneo (AVC hemorrágico)", explica o cardiologista Dr. Raphael Boesche Guimarães.

 

Ele destaca que os danos podem ser irreversíveis se o tratamento não for iniciado rapidamente. "O tempo é o principal inimigo no AVC. Cada minuto sem atendimento aumenta o risco de sequelas graves ou até mesmo de morte", alerta.

 

Fatores de risco para o AVC

Entre os principais fatores de risco para o AVC, estão hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto, tabagismo, sedentarismo e obesidade. O médico explica que o controle dessas condições é essencial para reduzir a probabilidade de um episódio.

 

"Mais de 80% dos casos de AVC poderiam ser prevenidos com mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico regular", afirma o Dr. Raphael Boesche Guimarães. Além disso, monitorar doenças crônicas é fundamental. "Manter a pressão sob controle, tratar o diabetes e o colesterol, praticar atividade física e adotar uma alimentação equilibrada fazem toda a diferença", acrescenta.

 

O médico também ressalta que pessoas com histórico familiar de doenças cardiovasculares devem redobrar os cuidados, já que há uma tendência genética que pode aumentar o risco.

 

Sintomas do AVC

Saber identificar os sintomas precocemente pode salvar vidas. O Dr. Raphael Boesche Guimarães destaca que os sinais clássicos de um AVC aparecem de forma súbita e devem ser tratados como emergência médica:

 

Fraqueza ou dormência em um dos lados do corpo (rosto, braço ou perna);

Dificuldade para falar ou entender o que as pessoas dizem;

Alterações na visão (visão dupla, turva ou perda visual);

Tontura, perda de equilíbrio ou coordenação;

Dor de cabeça intensa e repentina, sem causa aparente.

 

"O ideal é agir rápido: ao perceber qualquer um desses sinais, leve a pessoa imediatamente a um pronto-socorro. O tratamento precoce aumenta significativamente as chances de recuperação", reforça o médico.

 

Formas de prevenir a condição

Para o Dr. Raphael Boesche Guimarães, o foco deve estar sempre na prevenção. "O AVC é uma doença silenciosa até que aconteça. Por isso, é essencial fazer check-ups periódicos e controlar os fatores de risco. Pequenas atitudes diárias, como reduzir o sal, evitar o cigarro e o consumo excessivo de álcool, já contribuem muito", afirma.

 

Ele também recomenda atenção especial à pressão arterial, principal vilã dos casos de AVC. "A hipertensão não tratada danifica os vasos sanguíneos e facilita a formação de coágulos. É o fator mais importante a ser controlado", explica.

 

Tratamentos para sequelas

Embora o diagnóstico precoce e o tratamento rápido possam reduzir sequelas, muitas pessoas ainda enfrentam limitações após o episódio. Por isso, a reabilitação com fisioterapia, fonoaudiologia e acompanhamento médico é fundamental.

 

"Com o tratamento adequado e o suporte correto, é possível recuperar funções e qualidade de vida. O importante é não ignorar os sinais e nunca adiar o cuidado com a saúde", conclui o Dr. Raphael Boesche Guimarães.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/conheca-as-causas-e-os-sintomas-do-avc,e77819d66e1cc353fc28da9d86636333avmh5qpt.html?utm_source=clipboard - Por Daiane Bombarda - Foto: meeboonstudio | Shutterstock / Portal EdiCase

domingo, 15 de junho de 2025

5 hábitos para manter a saúde do cérebro e prevenir o AVC


Veja como alguns cuidados são fundamentais para reduzir as chances de um acidente vascular cerebral

 

O alto número de pessoas acometidas pelo Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame cerebral, é uma dura realidade. De acordo com a Sociedade Brasileira de AVC, essa é a segunda maior causa de mortes no Brasil e a principal responsável por incapacidades no mundo.

 

O AVC pode acontecer por obstrução do fluxo sanguíneo no cérebro (AVC isquêmico) ou por rompimento de vasos cerebrais (AVC hemorrágico), levando a sintomas que variam de perda de fala e visão a confusão mental, paralisia e coma.

 

Embora a enfermidade seja comumente associada à idade avançada ou a fatores genéticos, a maioria dos casos pode ser evitada com mudanças simples de hábitos, que envolvem tanto o cuidado com a saúde física quanto o equilíbrio emocional e cognitivo.

 

"É crucial que as pessoas saibam cuidar da saúde cerebral, afinal, essa tarefa exige atenção ao estresse, às emoções e à forma como lidamos com as pressões do dia a dia", comenta a neuropsicóloga Martha Valeria Medina Rivera, da plataforma de neurorreabilitação NeuronUP.

 

Abaixo, a profissional lista hábitos que podem contribuir para fortalecer a saúde do cérebro e prevenir o AVC. Confira!

 

1. Estimule a mente cognitivamente

Dedique de 20 a 30 minutos, pelo menos três vezes por semana, a jogos e exercícios cognitivos que desafiem a memória, atenção e tomada de decisões. "Atividades como leitura, quebra-cabeças e uso de plataformas como a NeuronUP ajudam a manter as redes neurais ativas e fortalecem a reserva cognitiva — é a capacidade do cérebro de tolerar lesões estruturais", comenta Martha Valeria Medina Rivera.

 

2. Pratique atividades físicas com regularidade

É essencial incluir na rotina algum tipo de atividade física, como caminhadas, dança ou natação, pois elas favorecem a oxigenação do cérebro, estimulam a plasticidade neuronal e diminuem o risco de deterioração cognitiva.

 

3. Alivie o estresse

O estresse pode ter grande impacto na saúde do cérebro. "Técnicas como meditação, respiração profunda e mindfulness — também conhecida como atenção plena, que envolve estar completamente presente no agora, visando melhorar o bem-estar mental e emocional —, têm efeito direto na redução dos níveis de cortisol e adrenalina, hormônios ligados ao estresse crônico, que podem causar danos vasculares e favorecer o surgimento de um AVC", destaca a especialista.

 

4. Tenha um sono de qualidade

Dormir bem é fundamental para a regeneração cerebral. "É importante que o paciente evite telas antes de dormir. Seguir horários regulares e ter um ambiente propício ao sono contribuem para a atividade do sistema glinfático, responsável pela limpeza de toxinas no cérebro", explica.

 

5. Adote uma alimentação neuroprotetora

Martha Valeria Medina Rivera enfatiza que uma dieta rica em vegetais, azeite, peixe e nozes está associada à redução da inflamação e ativa mecanismos que protegem o cérebro. Esse tipo de alimentação pode proteger tanto a saúde geral quanto a do sistema nervoso.

 

Atenção aos sintomas do AVC

A neuropsicóloga reforça a importância de ficar atento aos possíveis sintomas de um AVC. "Confusão mental, alterações na fala, desorientação, mudanças bruscas de humor ou perda de memória podem ser sintomas de um AVC em curso. Nestes casos, busque atendimento médico imediatamente", alerta.

 

Além disso, o cuidado com algumas doenças também é fundamental. "É importante também que o paciente procure um neurologista caso tenha histórico familiar da doença ou fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol alto ou apneia do sono", finaliza Martha Valeria Medina Rivera.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/5-habitos-para-manter-a-saude-do-cerebro-e-prevenir-o-avc,2f7d742b964fd9e6f218d6c06dbadfcc4404mc29.html?utm_source=clipboard - Por Patrícia Buzaid - Foto: Krakenimages.com | Shutterstock / Portal EdiCase

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

O melhor exercício para reduzir o risco de AVC em pessoas com mais de 60 anos


O envelhecimento saudável é o melhor escudo contra todos os tipos de doenças, incluindo o acidente vascular cerebral

 

O envelhecimento é imparável, mas isso não significa que não possamos regular, até certo ponto, a sua velocidade. Uma pessoa com maus hábitos fará com que o relógio do envelhecimento corra mais rápido, o que significa que pode desenvolver doenças associadas, como um ataque cerebral, comumente conhecido como acidente vascular cerebral (AVC). 

 

Mas afinal, será que nosso nível de força pode determinar a probabilidade de sofrer um derrame?

 

Força e nível de braçada

Um acidente vascular cerebral ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro é interrompido. Este evento pode causar danos graves ao cérebro, incapacidade permanente e até a morte, pois as células cerebrais não recebem o oxigênio necessário.

 

Existem fatores que se destacam dos demais quando se trata de aumentar drasticamente as chances de AVC: tabagismo, consumo de álcool, má alimentação e falta de atividade física.

 

Em contrapartida, um estudo recente publicado no Journal of Sport and Health Science aponta a força muscular como um dos melhores preditores de acidente vascular cerebral.

 

O grupo de investigadores que realizou o estudo descobriu nos seus resultados exploratórios que níveis mais elevados de força poderiam potencialmente oferecer alguma proteção contra o risco de acidente vascular cerebral para pessoas com idades entre 65 e 80 anos, embora sejam necessários mais estudos.

 

Não é o fato de ter mais ou menos força que aumenta ou diminui o risco de acidente vascular cerebral, mas sim o treino que nos leva a ter essa força elevada. O treino com cargas estimula os músculos para que sejam liberadas uma série de substâncias que atuam como protetoras da saúde em todos os níveis.

 

Em pessoas com mais de 60 anos, o treinamento de força torna-se ainda mais importante porque o envelhecimento e as doenças são acelerados. Como se fosse um escudo, o treinamento de força impede o envelhecimento acelerado e as alterações que levam ao AVC.

 

Fonte: https://www.minhavida.com.br/materias/materia-25432 - Escrito por Elissandra Silva - Freepik/GettyImages

sábado, 12 de outubro de 2024

AVC: principais causas e como prevenir de maneira eficaz


A doença pode deixar graves sequelas e até mesmo levar ao óbito

 

O acidente vascular cerebral, AVC, é uma emergência médica que pode se manifestar de duas maneiras. A primeira se chama AVC isquêmico e ocorre quando há uma interrupção no fluxo de sangue para o cérebro. Já a segunda, conhecida como AVC hemorrágico, acontece quando um vaso sanguíneo se rompe e provoca um sangramento no cérebro.

 

Segundo o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, especialista em doenças cerebrovasculares, o AVC hemorrágico é um quadro que tende a ser mais grave. Isso porque causa um dano adicional do sangue no tecido cerebral e pode resultar em uma hipertensão intracraniana cujo risco de óbito é alto. “Ambas as situações resultam em uma redução do fornecimento de oxigênio e nutrientes às células cerebrais, podendo causar danos permanentes”, explica o médico.

 

Sintomas do AVC

Apesar de causar grandes danos à saúde e possíveis sequelas, a doença nem sempre se manifesta por meio de sinais claros e fáceis de identificar. Por isso, é fundamental estar atento aos sintomas corporais. Saiba quais são os principais abaixo.

 

Formigamento de um lado do corpo

Perda de força

Alterações na visão

Incapacidade de levantar os braços ou pernas

Sorriso assimétrico

Náuseas e vômitos

Dificuldades para falar

 

O especialista esclarece que para detectar os sintomas de maneira mais prática, se indica a realização da técnica do SAMU (Sorrir, Abraçar, Mensagem e Urgência). “Se uma pessoa apresenta dificuldade para sorrir, levantar os braços ou tem a fala embolada, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente, ligando para o 192 e relatando a suspeita de AVC”, orienta.

 

Diagnóstico

O diagnóstico do AVC é feito por meio de exames de imagem que identificam qual área do cérebro foi afetada e o tipo do derrame cerebral. É o caso da tomografia computadorizada de crânio, método mais comum para a avaliação inicial do AVC isquêmico agudo, por exemplo.

 

Além disso, de acordo com o Ministério da Saúde, adotar alguns cuidados clínicos de emergência quando o paciente chega ao hospital é essencial.

 

Verificar os sinais vitais, como pressão arterial e temperatura

Checar a glicemia

Colocar a pessoa deitada, exceto se houver vômitos

Colocar acesso venoso no braço que não estiver paralisado

Administrar oxigênio, se necessário

Determinar o horário de início dos sintomas por meio de questionário ao paciente ou acompanhante

Fatores de risco para o AVC

 

Alguns fatores e condições de saúde podem aumentar a propensão de se ter um AVC, seja ele isquêmico ou hemorrágico.

 

Obesidade

Hipertensão

Diabetes tipo 2

Colesterol alto

Sedentarismo

Tabagismo

Uso excessivo de álcool

Uso de drogas

Histórico familiar

Idade avançada

Ser do sexo masculino

 

Prevenção

A inclusão de práticas simples é fundamental para prevenir a doença. Fazer exercícios físicos com regularidade, evitar o consumo de álcool e tabaco, controlar o estresse e cuidar da pressão arterial são atitudes que podem fazer a diferença.  “Adotar hábitos saudáveis é crucial para reduzir o risco de um AVC e promover uma vida mais equilibrada”, conclui o neurocirurgião.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/avc-saiba-o-que-e-como-prevenir.phtml - By Livia Panassolo / Foto: Shutterstock


"E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos." Mateus 24:4