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sábado, 1 de agosto de 2026

Você sabia que alimentos podem auxiliar a prevenir o câncer?


Sem causa única, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres do mundo e no Brasil. Segundo dados da pesquisa realizada pela American Cancer Society, em 2018, uma em cada oito mulheres que viverem até os 75 anos terão o diagnóstico da doença.

 

A incidência do câncer de mama tem aumentado nos países ocidentais e no Brasil, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o câncer de mama afetará mais de 85 mil mulheres, em especial aquelas que vivem nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste.

 

Sabe-se que após os 50 anos, a incidência do câncer de mama é maior. Sendo assim, a nutricionista do Instituto Lerner, Kheyt Fernandes, explica que é possível ter hábitos saudáveis que podem prevenir a doença tendo “uma alimentação correta e balanceada durante toda a vida!”.

 

Vale lembrar que determinados tipos de câncer levam a alterações metabólicas onde há um aumento do gasto energético do organismo, ocasionando a perda de peso progressiva e tornando mais instável o equilíbrio nutricional.

 

Porém, o que muitas vezes a sociedade não sabe é que há um risco de desnutrição três vezes maior nos pacientes oncológicos se comparado aos portadores de outras doenças.

 

A nutricionista explica que o desenvolvimento dessa doença pode ser combatido pela alimentação de duas formas, a primeira é não comer em excesso substâncias que são cancerígenas (embutidos e frituras, por exemplo) e a segunda é acrescentar a dieta os alimentos que possuem substâncias anticancerígenas, como:

 

Substâncias anticancerígenas

Frutas vermelhas e roxas: fontes de antocianinas e elagitanos, que regulam o ciclo celular das células de câncer, inibindo seu crescimento e proliferação

Canela – rica em polifenóis e cinamaldeído – que possuem ação anti-inflamatória e antitumoral

Alho – compostos organossulfurados – propriedades antioxidantes e inibição do crescimento tumoral

Gengibre – gingerois, shogaois, paradois – atividade antimoduladora e antitumoral

Chá verde – flavonoides – combatem os radicais livres e inibe o crescimento do tumor

Peixes (atum e salmão) – Ômega 3 (EPA E DHA) – anti-inflamatórios e antitumoral

Vegetais Crucíferos (Brócolis, couve-flor) – fonte de isotiocianatos – inibem o desenvolvimento de células cancerígenas em vários órgãos

Açafrão – contem curcumina, desmetoxicurcumina e bisdemetoxicurcumina – propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e anticancerígenas

Uvas (Resveratrol) – reduz a atividade das células tumorais, inibe o crescimento do tumor e de metástases

Maça com casca, cereja (Quercetina) – substância antioxidante que elimina os radicais livres do organismo, evita o surgimento de câncer

 

O que não se deve consumir?

“Os alimentos potencialmente carcinogênicos e que devem ser evitados são: refrigerantes, açúcares e cereais refinados, frituras, gordura saturada, carne vermelha e processada, embutidos e suco de frutas processadas” explica a nutricionista, Kheyt Fernandes.

 

Prevenir com o autoexame, também, é essencial

Além da alimentação, a prevenção ao câncer de mama começa no autoexame que deve ser praticado mensalmente, principalmente entre o 7º e 10º dia contados a partir do 1º dia da menstruação. O autoexame pode ser feito em 3 etapas:

 

1ª etapa – Mama: examine a mama esquerda, colocando a mão esquerda atrás da cabeça e apalpando com a mão direita. Para examinar a mama direita, coloque a mão direita atrás da cabeça e apalpe com a mão esquerda.

2ª etapa – Mamilo: pressione os mamilos suavemente, observando se há alguma secreção.

3ª etapa – Axilas: examinado as mamas, apalpe toda área debaixo do braço.

 

Em casos que o paciente sentir algo ‘errado’, procure seu médico!

 

Fonte: https://vidaplenaebemestar.com.br/bem-estar/alimentacao/voce-sabia-que-alimentos-podem-auxiliar-a-prevenir-o-cancer - Imagem Freepik

segunda-feira, 13 de julho de 2026

7 sinais de que dieta e academia podem não resolver a insatisfação com o corpo


Mesmo após emagrecer e adotar hábitos saudáveis, algumas alterações físicas podem permanecer, exigindo avaliação médica

 

Praticar atividade física regularmente e manter uma alimentação equilibrada são hábitos fundamentais para a saúde. No entanto, nem sempre essas mudanças são suficientes para eliminar todas as queixas relacionadas ao corpo. Em alguns casos, excesso de pele, flacidez ou alterações musculares continuam presentes mesmo após a perda de peso e podem comprometer o conforto, a mobilidade e até a autoestima.

 

Esse cenário é mais comum do que muitas pessoas imaginam. Dados do Vigitel, do Ministério da Saúde, mostram que 57,5% dos brasileiros estão acima do peso e 24,3% vivem com obesidade. Com o aumento da busca por qualidade de vida, também cresce o número de pessoas que conseguem emagrecer, mas permanecem insatisfeitas com a própria aparência.

 

Segundo o cirurgião plástico Dr. Marco Dallegrave, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), é importante entender que nem toda alteração corporal desaparece apenas com dieta e exercícios físicos.

 

"Os hábitos saudáveis são indispensáveis e devem sempre ser incentivados. Porém, algumas mudanças provocadas pelo envelhecimento, pela gestação, por grandes perdas de peso ou até por fatores genéticos não dependem apenas do emagrecimento ou do fortalecimento muscular", explica.

 

Confira alguns sinais que podem indicar que vale a pena procurar uma avaliação especializada.

 

1. A pele continua sobrando mesmo depois de emagrecer

Quem perde muito peso, especialmente após uma cirurgia bariátrica ou um processo intenso de emagrecimento, pode continuar com excesso de pele em regiões como abdômen, braços, coxas e mamas. Além da aparência, esse excesso pode provocar assaduras, desconforto e até dificultar a prática de exercícios físicos.

"Em muitos pacientes, o peso deixa de ser o principal problema. O excesso de pele passa a interferir na qualidade de vida e até na rotina", afirma o Dr. Marco Dallegrave.

 

2. A flacidez não melhora com a musculação

Ganhar massa muscular ajuda a definir o corpo, mas não recupera a elasticidade da pele quando ela já perdeu colágeno devido ao envelhecimento, à gravidez ou às oscilações de peso. "Fortalecer a musculatura continua sendo importante para a saúde, mas isso nem sempre resolve a flacidez, porque são alterações diferentes", explica.

 

3. O abdômen continua projetado mesmo com pouca gordura

Nem toda barriga persistente está relacionada ao excesso de gordura. Em muitas mulheres, principalmente após a gestação, o volume abdominal pode estar ligado à diástase, condição caracterizada pelo afastamento dos músculos retos do abdômen. "A avaliação médica permite identificar se a principal causa é gordura localizada, flacidez ou uma alteração muscular que precisa de outra abordagem", orienta o Dr. Marco Dallegrave.

 

4. Apenas uma região do corpo continua incomodando

Há pessoas que mantêm peso adequado, praticam atividade física e têm uma alimentação equilibrada, mas continuam insatisfeitas com áreas específicas, como braços, papada, flancos, abdômen ou mamas. Segundo o especialista, fatores anatômicos e genéticos também influenciam o formato corporal. "O corpo responde de maneira diferente em cada pessoa. Existem características que não mudam apenas com alimentação e atividade física", destaca.

 

5. O desconforto interfere nas atividades do dia a dia

Quando o excesso de tecido provoca irritações na pele, dificulta movimentos, limita a escolha das roupas ou atrapalha a prática de exercícios, o problema deixa de ser apenas estético. "O impacto funcional também deve ser considerado durante a avaliação. O objetivo é melhorar o bem-estar e a qualidade de vida do paciente", afirma.

 

6. O peso ideal foi alcançado, mas a insatisfação permanece

Nem sempre atingir o peso desejado significa sentir-se satisfeito com a própria imagem. "É importante entender de onde vem essa insatisfação. Nem toda queixa será resolvida com cirurgia, assim como nem toda será resolvida apenas com dieta. Cada caso precisa ser avaliado individualmente", explica.

 

7. A solução parece ser treinar cada vez mais

Quando os resultados deixam de aparecer, muitas pessoas aumentam a intensidade dos treinos ou fazem restrições alimentares mais severas. Porém, isso pode não resolver alterações que não estão relacionadas ao excesso de gordura.

 

"É fundamental compreender a origem da queixa antes de insistir em estratégias que podem gerar frustração. A cirurgia plástica não substitui hábitos saudáveis, mas pode ser indicada quando existe uma limitação anatômica que não melhora com alimentação equilibrada e atividade física", conclui o Dr. Marco Dallegrave.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/7-sinais-de-que-dieta-e-academia-podem-nao-resolver-a-insatisfacao-com-o-corpo,6888d4fe11b1335e39b2177950897e3c9fmex8qm.html?utm_source=clipboard - Por Carolina Lara - Foto: Pixel-Shot | Shutterstock / Portal EdiCase


sábado, 11 de julho de 2026

15 hábitos simples que ajudam a combater a gordura abdominal


Adotar hábitos saudáveis para controlar o acúmulo de gordura na região abdominal vai muito além da aparência

 

Seja por motivos de saúde ou de estética, reduzir a gordura abdominal está entre os principais objetivos de muitas pessoas. Além de contribuir para uma silhueta mais definida, diminuir a circunferência da barriga também favorece a saúde física e o bem-estar emocional, reduzindo o risco de diversas doenças.

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma circunferência abdominal igual ou superior a 94 cm nos homens e 80 cm nas mulheres já está associada a um maior risco de problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), além de diabetes tipo 2 e hipertensão.

 

Por isso, adotar hábitos saudáveis para controlar o acúmulo de gordura na região abdominal vai muito além da aparência: é um investimento na qualidade de vida e na longevidade. Confira!

 

1. Consuma oleaginosas

As oleaginosas, como nozes, amêndoas e castanhas, são ricas em gorduras insaturadas, fibras, proteínas, vitaminas e minerais, nutrientes que desempenham um papel importante na saúde cardiovascular e metabólica. Quando consumidas com moderação como parte de uma alimentação equilibrada, elas podem ajudar a reduzir os níveis de colesterol LDL (o chamado "colesterol ruim") e favorecer o aumento do HDL ("colesterol bom"). Além disso, promovem maior saciedade, o que pode contribuir para o controle do peso e, aliado a hábitos saudáveis, auxiliar na redução da gordura abdominal.

 

2. Alinhe atividade física regular com alimentação

A regularidade na prática de exercícios físicos é um dos fatores mais importantes para quem deseja reduzir a gordura abdominal. Em geral, recomenda-se treinar de três a cinco vezes por semana, frequência que oferece um bom equilíbrio entre o estímulo necessário para melhorar o condicionamento físico e o tempo de recuperação do organismo.

 

No entanto, os melhores resultados são alcançados quando a atividade física é combinada a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. Além disso, é fundamental respeitar a frequência e a intensidade de treino orientadas por um profissional, evitando sobrecargas, reduzindo o risco de lesões e favorecendo uma evolução segura e consistente.

 

3. Hidrate o corpo

Manter o organismo bem hidratado é essencial não apenas para a saúde geral, mas também para o bom funcionamento do metabolismo, incluindo os processos relacionados à utilização da gordura como fonte de energia. A OMS recomenda a ingestão de 2 litros diários para adultos. No entanto, essa quantidade pode variar conforme idade, peso, prática de atividade física e outras necessidades individuais.

 

4. Durma bem

Dormir bem é fundamental para a saúde do corpo e, também, pode influenciar o controle do peso e a redução da gordura abdominal. Durante o sono, o organismo regula hormônios relacionados à fome, à saciedade e ao metabolismo, como a grelina, a leptina e o cortisol. Quando há poucas horas de descanso ou sono de má qualidade, é comum haver aumento do apetite, maior vontade de consumir alimentos calóricos e mais dificuldade para manter a disposição para a prática de exercícios físicos.

 

5. Priorize a ingestão de fibras

Segundo a OMS, o consumo diário recomendado para adultos é de, no mínimo, 25 g de fibras. As fibras alimentares desempenham um papel importante no controle do peso e podem contribuir para a redução da gordura abdominal quando fazem parte de uma alimentação equilibrada. Presentes em alimentos como frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas, elas aumentam a sensação de saciedade, ajudam a controlar a fome ao longo do dia e favorecem o bom funcionamento do intestino.

 

6. Controle o estresse

Controlar o estresse também é uma estratégia importante para quem deseja reduzir a gordura abdominal. Situações de estresse crônico podem elevar os níveis de cortisol, hormônio que, quando permanece alto por longos períodos, está associado ao aumento do apetite, à maior vontade de consumir alimentos ricos em açúcar e gordura e ao acúmulo de gordura na região da barriga.

Por isso, investir em hábitos que promovam o relaxamento, como praticar atividade física, dormir bem, meditar, manter momentos de lazer e cultivar boas relações sociais, pode favorecer o equilíbrio hormonal, melhorar o bem-estar e contribuir para o controle do peso.

 

7. Reduza o consumo de álcool

Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas pode ser um passo importante para quem busca diminuir a gordura abdominal e melhorar a saúde. O álcool fornece calorias, mas poucos nutrientes, e o consumo frequente ou em excesso pode favorecer o ganho de peso, além de dificultar o controle do apetite e estimular escolhas alimentares menos saudáveis.

Além disso, o organismo prioriza a metabolização do álcool, o que pode reduzir temporariamente a utilização da gordura como fonte de energia. Vale ressaltar que, de acordo com a OMS, não existe uma dose segura de consumo de álcool que não afete a saúde em nenhum nível.

 

8. Evite o consumo de sódio

O sódio é responsável por reter líquidos, causando inchaço. Por isso, aqueles que querem perder gordura abdominal devem evitar consumir alimentos ricos na substância, como embutidos, congelados e ultraprocessados, e preferir alimentos naturais, a exemplo de frutas, legumes e vegetais, já que eles contribuem para a manutenção da saúde do corpo. De acordo com a OMS, é recomendado que a ingestão diária de sal não ultrapasse 5 g, correspondendo a 2 mg de sódio e a uma colher de chá rasa.

 

9. Aposte nos alimentos termogênicos

Embora não façam milagres, os alimentos termogênicos podem ser aliados de uma alimentação equilibrada para quem deseja reduzir a gordura abdominal. Ingredientes como pimenta, gengibre, canela, café e chá verde contêm compostos que estimulam a termogênese, processo em que o organismo aumenta o gasto de energia para produzir calor. Esse efeito é relativamente pequeno, mas pode contribuir para o aumento do gasto calórico quando associado à prática regular de atividade física e a hábitos saudáveis.

 

10. Pratique exercícios aeróbicos

Os exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, ciclismo e natação, são grandes aliados de quem deseja reduzir a gordura abdominal. Essas atividades aumentam o gasto calórico, melhoram o condicionamento físico e contribuem para a utilização da gordura como fonte de energia. De forma geral, recomenda-se praticar pelo menos 30 minutos de atividade aeróbica por dia, respeitando o nível de condicionamento e a orientação de um profissional de educação física.

 

11. Coma devagar

Comer devagar é um hábito simples que pode contribuir para o controle do peso e a redução da gordura abdominal. Ao mastigar os alimentos com calma, o cérebro tem mais tempo para receber os sinais de saciedade enviados pelo organismo, o que ajuda a evitar o consumo excessivo de calorias. Além disso, uma mastigação adequada favorece a digestão, pois aumenta a produção de saliva e facilita a quebra dos alimentos antes que eles cheguem ao estômago.

 

12. Drible o consumo de açúcar

Reduzir o consumo de açúcar é uma medida importante para quem deseja controlar o peso e diminuir a gordura abdominal. O consumo frequente de alimentos e bebidas ricos em açúcares adicionados pode aumentar a ingestão de calorias, favorecer picos de glicose no sangue e estimular o acúmulo de gordura, especialmente na região do abdômen. Por isso, vale priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, além de substituir refrigerantes, doces e outros produtos ultraprocessados por opções mais nutritivas.

 

13. Inclua proteínas nas refeições

Incluir proteínas nas principais refeições do dia é uma estratégia importante para quem deseja reduzir a gordura abdominal e preservar a massa muscular durante o processo de emagrecimento. Nutrientes presentes em alimentos como ovos, peixes, frango, carnes magras, leite e derivados, além de leguminosas como feijão, lentilha e grão-de-bico, aumentam a sensação de saciedade e ajudam a controlar a fome entre as refeições.

 

14. Adote uma rotina alimentar

Manter horários regulares para as refeições é um hábito que favorece uma alimentação mais equilibrada e pode contribuir para o controle do peso. Criar uma rotina alimentar ajuda a evitar longos períodos de jejum, reduz a chance de exageros nas refeições seguintes e facilita o planejamento de um cardápio variado e nutritivo.

 

15. Consulte um especialista

Embora hábitos como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, sono de qualidade e boa hidratação sejam fundamentais para reduzir a gordura abdominal, é importante buscar orientação de um profissional de saúde antes de iniciar mudanças significativas na rotina.

Isso porque o acúmulo de gordura na região da barriga nem sempre está relacionado apenas ao estilo de vida, podendo estar associado a fatores como alterações hormonais, doenças metabólicas, predisposição genética ou até ao uso de determinados medicamentos. Uma avaliação individualizada permite identificar essas possíveis causas e definir a estratégia mais adequada, segura e eficaz para alcançar melhores resultados e preservar a saúde.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/15-habitos-simples-que-ajudam-a-combater-a-gordura-abdominal,103845bcbead3d630a446e15ad83619dazhlw809.html?utm_source=clipboard - Foto: Prostock-studio | Shutterstock / Portal EdiCase

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Gordura visceral: por que ela é perigosa e como reduzir de forma saudável


Entenda o que é gordura visceral, por que ela é perigosa e como reduzi-la com hábitos simples e saudáveis no dia a dia.

 

Você já ouviu falar em gordura visceral? Mesmo sem ser visível, ela pode representar um dos maiores riscos para a saúde metabólica ao longo do tempo.

 

Diferente da gordura localizada logo abaixo da pele, essa gordura se acumula na região interna do abdômen, envolvendo órgãos como fígado, pâncreas e intestinos.

 

O mais importante é que ela pode estar presente mesmo em pessoas que não apresentam excesso de peso evidente, o que torna sua identificação mais difícil no dia a dia.

 

Por que a gordura visceral merece atenção

A gordura visceral não é apenas um depósito inerte de energia. Ela atua metabolicamente, interferindo no funcionamento do organismo e participando de processos inflamatórios que afetam diversos sistemas do corpo.

 

Quando está em excesso, pode aumentar o risco de condições como:

 

Resistência à insulina e diabetes tipo 2: alterações na forma como o corpo utiliza a glicose podem levar ao aumento do açúcar no sangue.

Doenças cardiovasculares: há maior tendência ao aumento de colesterol LDL, triglicerídeos e pressão arterial.

Fígado gorduroso (esteatose hepática): acúmulo de gordura no fígado que pode evoluir para quadros mais graves se não for controlado.

Inflamação sistêmica: substâncias liberadas por esse tipo de gordura podem afetar o equilíbrio do organismo.

Alterações hormonais: em alguns casos, o excesso de gordura abdominal pode estar associado a desequilíbrios hormonais, especialmente em mulheres.

Essas alterações não acontecem de forma imediata, o que faz com que a gordura visceral seja frequentemente silenciosa no início.

 

Como identificar possíveis sinais de excesso

Não existe uma forma caseira precisa de medir a gordura visceral, mas alguns indicadores podem sugerir atenção:

 

Circunferência abdominal aumentada (em geral, acima de 102 cm para homens e 88 cm para mulheres)

Barriga mais saliente mesmo com peso corporal aparentemente normal

Alterações em exames laboratoriais, como glicose, colesterol e triglicerídeos elevados

Sensação frequente de cansaço sem causa clara

Em casos específicos, exames de imagem como tomografia ou ressonância magnética podem ser utilizados para avaliação mais precisa, geralmente sob orientação médica.

 

Como reduzir gordura visceral de forma saudável

A redução da gordura visceral depende principalmente de mudanças consistentes no estilo de vida. Não existe um único fator responsável, mas um conjunto de hábitos que atuam em diferentes frentes do metabolismo.

 

1. Alimentação com foco em equilíbrio metabólico

A alimentação tem papel central no controle da gordura visceral. Mais do que restrições, o foco deve estar na qualidade dos alimentos consumidos.

 

Priorize:

Gorduras saudáveis: abacate, azeite de oliva extra virgem, peixes como sardinha e salmão, oleaginosas como nozes e amêndoas

Fibras: frutas, verduras, legumes, aveia, quinoa, feijão e lentilha, que ajudam no controle glicêmico e na saciedade

Proteínas de boa qualidade: ovos, frango, peixes e leguminosas, importantes para manutenção da massa muscular

 

Reduza o consumo de:

Açúcares adicionados

Farinhas refinadas

Ultraprocessados

Gorduras trans e frituras frequentes

 

Pequenas mudanças consistentes tendem a ser mais eficazes do que restrições intensas e difíceis de manter.

 

2. Exercícios físicos regulares

A atividade física contribui diretamente para a redução da gordura visceral, especialmente quando combina estímulos diferentes.

Exercícios aeróbicos: caminhada, corrida, ciclismo ou natação ajudam no gasto calórico e na saúde cardiovascular

Treinamento de força: musculação, pilates ou treinos funcionais auxiliam na preservação e ganho de massa muscular, o que influencia o metabolismo

Movimentos no dia a dia: subir escadas, caminhar mais e evitar longos períodos sentado também fazem diferença

A combinação entre exercícios aeróbicos e força costuma trazer melhores resultados do que apenas um tipo de atividade isoladamente.

 

3. Sono adequado e controle do estresse

O sono e o estresse têm impacto direto no metabolismo e na regulação hormonal.

A privação de sono pode afetar hormônios relacionados à fome e saciedade, enquanto o estresse crônico pode influenciar o acúmulo de gordura na região abdominal por meio de alterações hormonais.

 

Algumas estratégias incluem:

Dormir entre 7 e 8 horas por noite, com regularidade

Reduzir estímulos como telas antes de dormir

Inserir pausas ao longo do dia para relaxamento

Praticar atividades de redução de estresse, como respiração profunda, caminhada leve ou hobbies

 

4. Evitar estratégias extremas

Dietas muito restritivas ou promessas de resultados rápidos podem gerar efeitos temporários, mas dificilmente sustentáveis.

Além disso, abordagens muito rígidas podem levar à perda de massa muscular e a alterações no comportamento alimentar, dificultando a manutenção dos resultados.

O mais consistente é adotar mudanças graduais, que possam ser mantidas ao longo do tempo sem impacto negativo na rotina.

 

Quando buscar avaliação profissional

Em casos em que há dificuldade de evolução mesmo com mudanças de hábitos, ou quando existem fatores de risco associados, pode ser importante realizar uma avaliação mais detalhada.

 

Exames que podem ser solicitados incluem:

 

Perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos)

Glicemia em jejum

Avaliação de resistência à insulina

Ultrassonografia abdominal

Esses exames ajudam a identificar alterações metabólicas que podem estar associadas ao acúmulo de gordura visceral.

 

O que realmente importa no controle da gordura visceral

A redução da gordura visceral não depende de uma solução única, mas de um conjunto de escolhas consistentes ao longo do tempo.

 

Alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado e manejo do estresse formam a base desse processo. Não se trata de mudanças rápidas, mas de ajustes sustentáveis que impactam diretamente a saúde metabólica.

 

Com o tempo, o corpo responde a essas mudanças de forma progressiva, refletindo não apenas na composição corporal, mas também na energia, disposição e funcionamento geral do organismo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/gordura-visceral-por-que-ela-e-perigosa-e-como-reduzir-de-forma-saudavel,3f52be0549c0f1aff34a2a9ce941b932qrvh2nmh.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / SaúdeLAB - Foto: SaúdeLAB

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Hábitos saudáveis ajudam a prevenir o AVC, diz neurocirurgião


Dr. Victor Hugo Espíndola destaca hidratação, alimentação equilibrada, exercícios e controle de fatores de risco

 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil. No entanto, muitos casos podem ser prevenidos com mudanças simples no dia a dia. Para o neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola, adotar hábitos de vida saudáveis é essencial para proteger a saúde cerebral e reduzir o risco da doença.

 

Entre os principais cuidados, o especialista destaca a hidratação adequada. “Beber água regularmente mantém o sangue fluido, reduz a formação de coágulos e favorece uma circulação eficiente. A desidratação, por outro lado, eleva a pressão arterial e agrava as condições como hipertensão e diabetes, que aumentam o risco de AVC”, explica.

 

A alimentação equilibrada também desempenha papel crucial. O consumo de frutas, verduras, legumes e alimentos ricos em fibras ajuda a controlar o colesterol e a pressão arterial. Já o excesso de sal, açúcar e carnes processadas pode contribuir para o aumento do risco da doença.

 

A prática regular de exercícios físicos é outro fator de prevenção. Caminhadas, corridas leves, natação ou atividades que envolvam resistência muscular ajudam a manter o peso saudável, reduzir a pressão arterial e melhorar a circulação sanguínea.

 

O especialista reforça ainda a importância de evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, que estão diretamente relacionados ao aumento do risco de AVC. “Aliados a uma alimentação saudável, à hidratação e à atividade física, esses hábitos reduzem significativamente a probabilidade de derrame”, afirma Dr. Espíndola.

 

Por que a celulite ainda afeta a autoestima de muitas mulheres

Por fim, ele lembra que consultas regulares e o acompanhamento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e problemas cardíacos, são fundamentais. “O diagnóstico precoce e o controle dessas condições aumentam muito a proteção contra o AVC e melhoram a qualidade de vida”, conclui.

 

O neurocirurgião reforça que adotar essas medidas simples no dia a dia pode salvar vidas, prevenindo o AVC e fortalecendo a saúde cerebral a longo prazo.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-03-31/habitos-saudaveis-ajudam-a-prevenir-o-avc--diz-neurocirurgiao.html - Por Roberta Nuñez

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

9 dicas para recuperar o corpo e fortalecer a imunidade após o Carnaval


Nutróloga elenca hábitos saudáveis que garantem mais equilíbrio ao organismo e fortalecem as defesas naturais

 

Após um período de Carnaval marcado por comemorações, viagens e alterações na rotina, é comum que o corpo apresente cansaço, queda de energia, inchaço e maior vulnerabilidade a gripes e resfriados. Isso acontece porque excessos alimentares, consumo de álcool, noites mal dormidas, estresse e quebra da rotina comprometem a capacidade de resposta do organismo e aumentam os processos inflamatórios.

 

A imunidade, no entanto, não depende de soluções rápidas ou fórmulas milagrosas, mas de um conjunto de hábitos consistentes que envolvem alimentação equilibrada, boa hidratação, sono de qualidade, manejo do estresse e retorno à rotina. 

 

Momento de reposição e equilíbrio

Após o Carnaval, a orientação é retomar gradualmente o equilíbrio, com refeições variadas e nutritivas, descanso adequado e cuidado diário, evitando medidas radicais ou compensações extremas, pois o corpo se recupera melhor com constância. 

 

Segundo Marcela Reges, professora de Nutrologia da Afya Goiânia (centro de educação e soluções digitais), "o sistema imunológico é muito sensível ao estilo de vida. Quando há excesso de ultraprocessados, bebidas alcoólicas e pouca ingestão de nutrientes, o organismo tende a entrar em um estado de maior inflamação e menor capacidade de resposta", explica.

 

 

A hidratação e o consumo adequado de vitaminas e minerais são essenciais para fortalecer o organismo

Foto: Drazen Zigic | Shutterstock / Portal EdiCase

Como fortalecer a imunidade após o Carnaval

A especialista destaca que, após dias de maior exposição ao calor e desgaste físico, a hidratação e o consumo adequado de vitaminas e minerais são essenciais para fortalecer o organismo. "A hidratação é uma das formas mais rápidas de ajudar o corpo a se recuperar. Com calor, noites mal dormidas e maior desgaste físico, perdemos mais líquidos e minerais. Beber água ao longo do dia e manter uma alimentação rica em nutrientes ajuda o organismo a voltar ao equilíbrio. Nosso corpo funciona como uma engrenagem, quando falta água, nenhuma etapa acontece direito", afirma. 

 

A médica também explica que, embora muitas pessoas associem a imunidade apenas à vitamina C, o corpo depende de um conjunto de nutrientes, como zinco, selênio, ferro, vitamina A e, principalmente, proteínas de qualidade, fundamentais para a formação e ativação das células de defesa. Sem ingestão proteica suficiente, o corpo não consegue produzir anticorpos de maneira adequada.

 

Outro ponto importante é o papel do intestino na saúde imunológica, já que grande parte das células do sistema de defesa está ligada ao trato gastrointestinal, o que reforça a necessidade de uma alimentação rica em fibras e alimentos naturais.

 

"Grande parte da nossa imunidade começa no intestino, pois a microbiota intestinal influencia diretamente a resposta do organismo. Quando a alimentação é pobre em fibras e rica em industrializados, esse equilíbrio é prejudicado, afetando não só a digestão, mas também a resistência do corpo", destaca a especialista.

 

Dicas para fortalecer a imunidade

Hidrate-se ao longo do dia: beba água e água de coco para ajudar na reposição de minerais;

Consuma frutas ricas em antioxidantes: acerola, kiwi, laranja e morango;

Inclua proteínas em todas as refeições: ovos, peixes, frango e leguminosas;

Aposte em alimentos com ação anti-inflamatória: azeite de oliva, gengibre e vegetais verdes;

Inclua fibras nas refeições: presentes em feijão, aveia, verduras e sementes;

Evite excesso de álcool, açúcar e ultraprocessados: esses alimentos favorecem processos inflamatórios;

Priorize um sono de qualidade, já que o descanso é essencial para o bom funcionamento do sistema imune;

Priorize comida de verdade: quanto mais natural for sua alimentação, menor tende a ser o nível de inflamação do organismo;

Retome sua rotina: manter horários regulares para comer e dormir ajuda o corpo a sair do estado de estresse metabólico.

A Dra. Marcela Reges reforça que não é preciso recorrer a medidas radicais para recuperar o equilíbrio do organismo. "O corpo não precisa de punição, precisa de estratégia. O segredo é não ignorar os sinais que ele dá", conclui a nutróloga.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/9-dicas-para-recuperar-o-corpo-e-fortalecer-a-imunidade-apos-o-carnaval,e6568fe66b91a02fe54c5b6dc0f59563wjgvhmb1.html?utm_source=clipboard - Por Beatriz Felicio - Foto: Drazen Zigic | Shutterstock / Portal EdiCase

sábado, 27 de dezembro de 2025

Veja exercícios e hábitos saudáveis contra a gordura no fígado


Transforme sua saúde: exercícios e hábitos saudáveis contra a gordura no fígado, reduzindo riscos e melhorando seu bem-estar diário

 

A preocupação com a gordura no fígado tem crescido nos últimos anos, especialmente entre pessoas com rotina sedentária e alimentação desbalanceada. Esse acúmulo de gordura, conhecido como esteatose hepática, muitas vezes não causa sintomas no início, mas pode avançar de forma silenciosa. Por isso, mudanças no estilo de vida, como prática de exercícios físicos e adoção de hábitos saudáveis, são estratégias frequentemente recomendadas por profissionais de saúde.

 

Quando se fala em cuidar do fígado, muitos associam o problema apenas ao consumo de álcool, mas a chamada gordura no fígado não alcoólica está diretamente ligada ao excesso de peso, resistência à insulina e até ao estresse diário. A boa notícia é que ajustes na rotina, mesmo que graduais, tendem a ter impacto significativo na redução da gordura hepática e na melhora geral do metabolismo.

 

O que é gordura no fígado e por que merece atenção?

A gordura no fígado ocorre quando as células hepáticas passam a armazenar mais lipídios do que o órgão é capaz de processar. Em estágios iniciais, a esteatose costuma ser reversível com mudanças de hábitos. No entanto, se não houver intervenção adequada, esse quadro pode evoluir para inflamação, fibrose e outras complicações hepáticas.

 

Entre os principais fatores associados estão: alimentação rica em ultraprocessados, consumo exagerado de açúcares e gorduras saturadas, sedentarismo, sobrepeso, obesidade abdominal e algumas alterações hormonais. Pessoas com diabetes tipo 2, colesterol elevado ou síndrome metabólica apresentam risco maior de desenvolver gordura no fígado e por isso são frequentemente orientadas a acompanhar o fígado por meio de exames periódicos.

 

Nesse contexto, incorporar exercícios e hábitos saudáveis contra a gordura no fígado torna-se uma medida preventiva e também terapêutica. A combinação entre movimento regular, alimentação equilibrada e sono de qualidade costuma ser a base das recomendações médicas e nutricionais em 2025.

 

 

Mudanças simples na rotina ajudam a reduzir a esteatose hepática, mesmo sem perda de peso significativa, apontam especialistas – depositphotos.com / blasbike

Foto: Giro 10

Como os exercícios ajudam a diminuir a gordura no fígado?

Atividades físicas atuam diretamente no metabolismo da gordura e da glicose, o que favorece a redução da gordura hepática. Exercícios aeróbicos, como caminhada rápida, corrida leve, ciclismo e natação, aumentam o gasto calórico e estimulam o organismo a utilizar a gordura acumulada como fonte de energia. Já o treinamento de força contribui para ganhar massa muscular, o que melhora a sensibilidade à insulina.

 

Estudos recentes indicam que tanto a atividade aeróbica moderada quanto o treino resistido são benéficos no controle da esteatose hepática, mesmo sem perda de peso expressiva. A regularidade, porém, é apontada como um dos pontos mais importantes. Sessões esporádicas têm efeito limitado quando comparadas a uma rotina estável de exercícios ao longo da semana.

 

De forma geral, orientações comuns incluem:

 

 

Realizar ao menos 150 minutos semanais de exercício aeróbico moderado, divididos em 3 a 5 dias.

Incluir 2 a 3 sessões de treino de força, trabalhando grandes grupos musculares.

Adicionar atividades leves ao dia a dia, como subir escadas e caminhar em deslocamentos curtos.

Reduzir o tempo sentado, fazendo pequenas pausas ativas a cada 1 ou 2 horas.

Quais exercícios são mais indicados contra a gordura no fígado?

Não existe um único exercício obrigatório, mas algumas modalidades são frequentemente sugeridas por serem acessíveis e eficazes para combater a gordura no fígado. A caminhada rápida, por exemplo, pode ser realizada em espaços públicos, esteiras ou até em percursos próximos de casa. Para quem não está habituado, é comum iniciar com tempos menores e progredir week a week, de acordo com a orientação profissional.

 

Já a musculação e o treino funcional são aliados importantes, pois aumentam a massa muscular e favorecem o gasto energético mesmo em repouso. Exercícios com peso do próprio corpo, como agachamentos, flexões em variações adaptadas e pranchas, podem ser incluídos na rotina doméstica, desde que respeitando limitações individuais.

 

Alguns exemplos de exercícios úteis no combate à esteatose hepática incluem:

 

Caminhada acelerada: 30 a 40 minutos, de 3 a 5 vezes por semana.

Bicicleta ou bicicleta ergométrica: opção de baixo impacto para articulações.

Natação ou hidroginástica: indicadas para quem tem dores articulares ou sobrepeso importante.

Treino de força: musculação em academia ou circuitos com elásticos, halteres e peso corporal.

Alongamentos e mobilidade: complementam o treino, auxiliando na postura e prevenindo lesões.

 

Quais hábitos saudáveis ajudam a proteger o fígado?

Além dos exercícios, alguns hábitos diários são considerados fundamentais para reduzir a gordura no fígado e preservar a função hepática. A alimentação costuma ser um dos pilares centrais. Planos alimentares que priorizam frutas, legumes, verduras, grãos integrais, proteínas magras e gorduras boas, como azeite de oliva e oleaginosas, estão entre as abordagens mais indicadas por especialistas.

 

Ao mesmo tempo, recomenda-se limitar o consumo de bebidas açucaradas, doces, frituras, fast food e produtos ultraprocessados. Bebidas alcoólicas, mesmo em quantidades moderadas, precisam ser avaliadas individualmente, especialmente quando já existe diagnóstico de esteatose. A hidratação regular com água também auxilia o funcionamento do organismo como um todo.

 

Outros hábitos saudáveis relevantes incluem:

 

Manter horário regular de sono, favorecendo de 7 a 9 horas por noite para a maioria dos adultos.

Monitorar peso corporal e circunferência abdominal, quando possível com acompanhamento multiprofissional.

Realizar exames periódicos de sangue, como avaliação de enzimas hepáticas, colesterol e glicemia.

Gerenciar o estresse com práticas como respiração guiada, meditação, leitura ou hobbies relaxantes.

Evitar automedicação e uso indiscriminado de suplementos sem orientação.

 

Como colocar em prática uma rotina sustentável contra a gordura no fígado?

Para que os exercícios e hábitos saudáveis contra a gordura no fígado sejam mantidos a longo prazo, muitas pessoas optam por mudanças graduais. Em vez de alterar toda a rotina de uma vez, costuma ser mais efetivo estabelecer metas simples, como incluir uma caminhada curta após o trabalho ou substituir refrigerantes por água em parte dos dias da semana.

 

Ter acompanhamento profissional, quando disponível, ajuda a ajustar o plano de acordo com condições pré-existentes, como hipertensão, problemas articulares ou doenças metabólicas. Em diferentes países, diretrizes atuais reforçam a importância de combinar atividade física, alimentação balanceada e acompanhamento médico na prevenção e no tratamento da esteatose hepática.

 

Com ajustes consistentes no dia a dia, o fígado tende a responder de forma positiva, e exames de imagem e laboratoriais ao longo do tempo costumam refletir essa melhora. A adoção de um estilo de vida mais ativo e equilibrado, portanto, aparece como uma das principais estratégias para controlar a gordura no fígado em 2025 e nos próximos anos.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/veja-exercicios-e-habitos-saudaveis-contra-a-gordura-no-figado,b4125ed8a012c3e0b403f1316afe1a0bbeq7i1as.html?utm_source=clipboard - Por: Carlos Vieira* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / blasbike

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Nutricionista revela segredos para ter mais qualidade de vida


A prática de exercícios físicos é fundamental para o bem-estar, mas sozinha ela não é capaz de garantir qualidade de vida absoluta

 

Quando falamos sobre qualidade de vida, a adoção de hábitos saudáveis é indispensável. No entanto, somente a prática regular de atividades físicas não é suficiente, apontam pesquisadores. Embora seja muito importante, ela não é capaz de compensar uma má alimentação. Por isso, é importante pensar em uma transformação completa de hábitos e comportamentos.

 

Como melhorar sua qualidade de vida

Um estudo da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Rhode Island afirma que programas que combinam dieta e exercício resultam em uma perda de peso 20% maior em comparação com a dieta sozinha. Além disso, se somar os dois a um sono de qualidade e o consumo adequado de água, o resultado não é apenas uma melhoria do funcionamento do organismo, mas também a prevenção de doenças. Isso, por sua vez, pode aumentar a longevidade e a qualidade de vida. Quem aponta é o nutricionista Matheus Motta, responsável pelo programa da Vigilantes do Peso no Brasil.

 

Matheus afirma que, com uma mudança positiva dos hábitos alimentares e a prática de atividade física, é possível sentir a resposta no corpo. Os efeitos são uma perda de peso saudável e sustentável, sono de qualidade, além de maior concentração e mais disposição. Isso porque todas essas mudanças estimulam a liberação de hormônios essenciais para nossa rotina, como serotonina e dopamina

 

Isso significa que, mais do que ajudar no controle de peso (reduzindo o risco de doenças como obesidade, hipertensão e diabetes), uma rotina ativa aliada a uma alimentação balanceada influencia na melhora da saúde mental, afastando os riscos de depressão e demência.

 

Alguns truques podem ajudar

Existem várias opções para quem deseja começar a se mexer e deixar de lado o sedentarismo. De simples caminhadas a aulas voltadas para modalidades específicas, como dança ou yoga, por exemplo. Para manter o foco, o que facilita é escolher algo com que realmente se identifique e que se encaixe com facilidade no dia a dia, aliando à uma alimentação balanceada, rica em nutrientes e vitaminas, e com baixo teor de açúcar, aconselha o profissional.

 

"Para a grande maioria das pessoas, a preocupação com um estilo de vida mais saudável, o bem-estar e a manutenção do peso está associada a restrições e privações de pequenos prazeres do dia-a-dia. Isso, na grande maioria das vezes, acaba fazendo com que desistam antes mesmo de começar. É importante poder contar com um plano alimentar flexível, que permite se alimentar de forma adequada, sem perder momentos prazerosos, como o VigilantesdoPeso", destaca o nutricionista.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/nutricionista-revela-segredos-para-ter-mais-qualidade-de-vida,ce5e862c53b994c7a7ad160aa3a762c0lizkks4m.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia