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sábado, 3 de outubro de 2026

Cafeína pode melhorar o foco e o desempenho físico? Veja os principais mitos e verdades sobre a substância


Cafeína pode melhorar o foco e o desempenho físico? Veja os principais mitos e verdades sobre a substância

 

Com tantas formas de consumo e promessas associadas à substância, também surgem dúvidas sobre seus efeitos no organismo

 

A cafeína melhora o foco e o desempenho físico ao retardar a percepção de fadiga, mas seu efeito é temporário e não substitui o sono. O consumo exige cautela com doses excessivas, que causam palpitações, ansiedade e podem reagir perigosamente com remédios controlados. Além disso, a substância está presente em chás e energéticos, exigindo atenção aos rótulos. Seus efeitos no estômago e no sono noturno variam conforme a sensibilidade individual, não havendo regra universal para o consumo.

 

Um cafezinho coado pela manhã, um energético para aguentar o plantão e até um "super coffee" turbinado com colágeno no lanche da tarde. Há tempos, a cafeína deixou de estar presente apenas na xícara de café e passou a fazer parte de uma série de produtos consumidos em busca de disposição, concentração e desempenho.

 

No entanto, com tantas formas de consumo e promessas associadas à substância, também surgem dúvidas sobre seus efeitos no organismo, a quantidade considerada segura e os possíveis riscos do excesso. Para entender o que realmente faz sentido e o que é exagero quando o assunto é cafeína, especialistas da Rede Américas, rede de hospitais privados, esclarecem os principais mitos e verdades.

 

1. Tomar café logo pela manhã dá mais disposição ao longo do dia

Mito. A cafeína pode ajudar a aumentar o estado de alerta, mas não produz energia; o que ela faz é retardar a percepção de cansaço pelo organismo. O efeito, porém, é temporário. Isso quer dizer que o café consumido às 7h pode ajudar a enfrentar a primeira parte da manhã, mas não garante disposição até a noite. Quando o efeito da bebida diminui, a necessidade de descanso continua existindo.

"O mecanismo de ação da cafeína é muito interessante. Ela tem uma forma química muito semelhante à da adenosina, substância responsável por avisar o corpo de que ele está cansado. Em vez de a adenosina se conectar ao seu receptor, quem se conecta é a cafeína. Então, temos a sensação de que não estamos cansados, mas só estamos postergando esse cansaço. Por isso, muitas pessoas acabam tomando cada vez mais café. Só que esses receptores também têm um limite, e não necessariamente quanto mais café, mais disposta a pessoa vai estar", explica Lívia Almeida, nutricionista do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo.

Isso não significa que a bebida deva ser evitada. Segundo a profissional, o café de fato auxilia na melhora do foco e da concentração e tem compostos bioativos que podem contribuir para a diminuição do risco de algumas doenças, considerando um consumo diário moderado, que varia de uma pessoa para outra.

 

2. Substituir café por outras bebidas é sempre mais saudável

Mito. Quem tenta diminuir o consumo da substância também precisa prestar atenção ao que coloca no lugar do café. Chá preto, chá verde, mate, refrigerantes à base de cola e energéticos também contêm cafeína. Ela ainda aparece em produtos que nem sempre são associados ao estimulante, incluindo alguns medicamentos.

A escolha de outra bebida industrializada também pode aumentar o consumo de açúcar, dependendo do produto. "O paciente pode trocar o café por um chá gelado industrializado, achando que fez uma escolha mais saudável, mas acabar consumindo cafeína da mesma forma e ainda acrescentar açúcar. Vale olhar o rótulo, e não apenas o nome da bebida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os açúcares livres representem menos de 10% das calorias consumidas diariamente, com benefícios adicionais quando esse percentual fica em 5%", avalia Lívia Almeida.

 

3. Remédios controlados reagem com doses excessivas de cafeína

Verdade. O alerta publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em setembro sobre o "Café dos Campeões" colocou em evidência um risco que pode passar despercebido por quem procura uma dose extra de disposição. A mistura de medicamentos controlados com energéticos, segundo a agência, pode provocar aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial e levar a complicações cardiovasculares.

"Quem usa medicamentos de forma contínua não deve considerar energéticos, pré-treinos ou outras fontes concentradas de cafeína como opções inofensivas para aumentar a disposição. Antes de associar esses produtos ao tratamento, é importante verificar com o médico se existe possibilidade de interação com o medicamento utilizado", alerta Roberta Frota, endocrinologista do Hospital Nove de Julho.

 

4. Cafeína melhora o desempenho durante os treinos físicos

Verdade. O Position Stand da International Society of Sports Nutrition, publicado em 2020, aponta que doses de 3 a 6 mg de cafeína por quilo de peso corporal, consumidas cerca de uma hora antes do exercício, podem melhorar o desempenho, especialmente em atividades de resistência aeróbica. Também foram observados efeitos positivos, em menor intensidade, sobre força, velocidade, saltos e arremessos. A resposta, porém, varia entre as pessoas e depende também da capacidade individual de metabolizar a substância.

"A cafeína funciona para melhorar o desempenho, mas a dose importa. Usar café, pré-treino e energético juntos não significa necessariamente treinar melhor. A partir de determinado ponto, aumentar a quantidade pode trazer mais efeitos como palpitação, tremores, ansiedade, desconforto gastrointestinal e dificuldade para dormir, comprometendo inclusive a recuperação após o exercício", comenta Roberta Frota.

 

5. Quem tem azia e refluxo deve parar de consumir café

Depende. Café costuma aparecer entre os primeiros itens retirados da alimentação de quem sofre com doenças gástricas. As recomendações mais recentes não sustentam, porém, que todas as pessoas com doença do refluxo gastroesofágico precisem eliminar a bebida.

A diretriz do American College of Gastroenterology, por exemplo, não recomenda a retirada generalizada de café ou cafeína. A entidade considera que as evidências disponíveis são de baixa qualidade e indica que a restrição deve levar em conta a resposta de cada paciente.

Lívia Almeida pondera que, se o café piora a azia de determinada pessoa, reduzir ou retirar a bebida pode ajudar. Para quem não apresenta essa relação, não há recomendação científica para abandonar o consumo apenas por ter refluxo. "Antes de cortar o café da alimentação, vale observar se existe uma relação consistente entre o consumo e o aparecimento ou a piora dos sintomas. Quando essa associação não existe, retirar a bebida apenas por causa do diagnóstico de refluxo pode significar uma restrição desnecessária", explica a nutricionista.

 

6. O cafezinho depois do almoço pode impactar no sono noturno

Depende. A cafeína permanece no organismo por várias horas. Sua meia-vida, período necessário para que a quantidade da substância no corpo seja reduzida pela metade, costuma ficar entre cinco e sete horas. Quem toma café às 14h, portanto, ainda pode ter uma quantidade significativa de cafeína circulando no começo da noite.

"Cafeína não substitui sono. Ela pode aumentar a disposição por algumas horas, mas quem precisa dela para conseguir funcionar ao longo do dia todo, tomando várias doses, pode estar usando o estimulante para compensar uma noite mal dormida que não será recuperada desta forma", afirma Adriana Bertolami, cardiologista e médica do sono do Hospital Alvorada Moema, em São Paulo.

O impacto sobre o sono varia bastante de uma pessoa para outra, e um dos fatores envolvidos é o gene CYP1A2, associado à velocidade com que o organismo metaboliza a substância. Pessoas que a eliminam mais lentamente podem permanecer sob efeito da cafeína por mais tempo. É por isso que algumas pessoas conseguem tomar café no meio da tarde e dormir normalmente, enquanto outras percebem alterações no sono mesmo quando o consumo ocorre várias horas antes de se deitar.

"Não dá para estabelecer um horário universal que funcione para todo mundo. Para quem tem dificuldade para dormir, uma estratégia possível é testar a redução ou retirada da cafeína a partir do início da tarde e observar se há melhora", recomenda Adriana Bertolami.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafeina-pode-melhorar-o-foco-e-o-desempenho-fisico-veja-os-principais-mitos-e-verdades-sobre-a-substancia,fd499e1b5558cfe5baa24090a2f06661gai3z8ep.html?utm_source=clipboard - Por Aline Zuliani - Foto: mizar_21984 | Shutterstock / Portal EdiCase

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Café dá mais energia? Entenda como a bebida age no organismo e os cuidados ao consumi-la


É possível apreciar a bebida e aproveitar seus benefícios sem comprometer a saúde

 

O café puro possui baixas calorias e atua como estimulante no sistema nervoso central por meio da cafeína, aumentando o alerta, a disposição física e a atividade digestiva. Contudo, seu valor energético se eleva com a adição de açúcares e gorduras. Especialistas alertam que a bebida não deve substituir refeições nem servir como tratamento intestinal, pois o consumo excessivo com açúcar, associado à má alimentação, pode favorecer alterações metabólicas e quadros como o diabetes.

 

Poucas bebidas estão tão presentes na vida dos brasileiros quanto o café. Da primeira xícara pela manhã ao tradicional cafezinho da tarde, ele acompanha boas conversas, encontros casuais e até momentos de relaxamento. Sua presença é tão marcante no dia a dia que se tornou parte da cultura do país.

 

Nesse contexto, o Dia Internacional do Café, celebrado em 1º de outubro, é uma oportunidade para conhecer melhor os efeitos da bebida no organismo, entender quais cuidados devem ser adotados no consumo e esclarecer alguns dos principais mitos que cercam o café. Confira a seguir!

 

Baixo teor calórico do café

Segundo a nutricionista Cristiane de Oliveira, coordenadora do curso de Nutrição da Afya Araguaína, além de fazer parte da cultura e da rotina de muitas pessoas, o café, quando consumido puro, apresenta baixo valor calórico.

"O primeiro ponto que a gente pensa da questão nutricional é que o café une as pessoas. Então, ele faz parte da antropologia alimentar da nossa sociedade. No mundo todo, isso é muito presente também. Do ponto de vista nutricional, falando em valores nutricionais e calóricos, o café em si não tem calorias. O que tem calorias é o que a gente adiciona", explica.

Ela destaca que o valor calórico da bebida pode aumentar conforme os ingredientes acrescentados, como açúcar, óleo de coco, creme de leite, chantili ou chocolate. Por isso, a quantidade e o tipo de complemento devem ser considerados de acordo com os objetivos e as necessidades de cada pessoa.

 

Café dá mais energia?

Conforme a nutricionista, a sensação de disposição após tomar café está relacionada principalmente à cafeína, substância com efeito estimulante que atua no sistema nervoso central, aumentando o estado de alerta e podendo favorecer a atividade mental e física. "Embora a percepção desses efeitos varie entre os indivíduos, a maioria das pessoas apresenta essa resposta", explica.

Além disso, é preciso observar não apenas o café, mas também o que é acrescentado à bebida. Cristiane de Oliveira reforça que o aporte energético depende dos ingredientes adicionados. Açúcar, leite, creme de leite, chocolate e outros complementos podem aumentar significativamente o valor calórico da bebida.

 

A bebida pode ajudar no funcionamento do intestino

Para algumas pessoas, o café pode ser um grande aliado do funcionamento do intestino. "De manhã, depois de tomar o café, pode dar vontade de ir ao banheiro, de evacuar. Isso acontece porque o café, a cafeína, estimula o nosso sistema digestório e isso provoca a vontade de evacuar. Mas existem pessoas, como eu disse anteriormente, que são mais sensíveis a isso, e outras que não", esclarece Cristiane de Oliveira.

Apesar desse efeito, a nutricionista ressalta que o café não deve ser considerado um laxante ou utilizado como tratamento para a constipação intestinal. "[…] Na questão nutricional, a gente não indica café para melhorar o funcionamento do intestino, porque isso é um conjunto: alimentação, consumo de água e a saúde intestinal como um todo", afirma.

 

Café não substitui uma alimentação adequada

Outro cuidado destacado pela nutricionista é o hábito de substituir refeições por várias xícaras de café ao longo do dia, especialmente quando a bebida é consumida com açúcar. "Por mais que o café seja uma cultura e a gente esteja sempre tomando café ou oferecendo para a visita, temos que lembrar que ele pode estar associado a um biscoito ou a outras coisas no decorrer do dia. Você não pode simplesmente substituir o café por uma refeição", alerta.

Segundo ela, passar longos períodos sem uma alimentação adequada e ingerir apenas café adoçado pode levar a um consumo elevado de açúcar e contribuir para alterações metabólicas, principalmente quando associado ao sedentarismo e a outros fatores de risco.

"Tem pessoas que deixam de comer comida de verdade e passam a manhã e a tarde só tomando café com açúcar. Quando a pessoa faz isso, recebe uma carga glicêmica, quantidade de açúcar muito grande no sangue. Isso pode favorecer doenças metabólicas, como diabetes e pré-diabetes, e alterações nas gorduras do sangue, principalmente se estiver associado ao sedentarismo e a uma predisposição genética", explica Cristiane de Oliveira.

O principal cuidado em relação ao consumo de café é manter o equilíbrio e considerar as necessidades individuais na alimentação. Conforme a profissional, como qualquer outro alimento, o café, sozinho, não vai resolver nem agravar uma condição. É preciso distribuir os nutrientes de maneira adequada ao longo da alimentação.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafe-da-mais-energia-entenda-como-a-bebida-age-no-organismo-e-os-cuidados-ao-consumi-la,ffa520c6e6c64d522bf6425bbe6b71d860o58w38.html?utm_source=clipboard - Por Cecília Santos - Foto: New África | Shutterstock / Portal EdiCase

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Consumo elevado de café deve ser evitado por hipertensos


Quem não gosta de uma boa xícara de café? Há alguns que gostam tanto que acabam tomando doses excessivas da bebida ao longo do dia. O café pode ter efeitos muito positivos na promoção da saúde, já que ajuda a melhorar o humor, o foco e o estado de alerta, mas precisa ser consumido com parcimônia por alguns indivíduos.

 

De acordo com Gleison Guimarães, médico especialista em Pneumologia pela UFRJ e pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a dose e o tempo fazem o veneno quando se trata de cafeína. “Novos dados indicam que tomar duas ou mais xícaras de café por dia pode dobrar o risco de mortalidade quando se trata de pessoas com pressão alta. Por outro lado, tomar apenas uma xícara por dia ainda reduz o risco”, explica.

 

O especialista conta que um estudo recente observou mulheres e homens japoneses entre 40 e 79 anos por cerca de 18 anos. Entre os que tinham hipertensão de grau 2 a grau 3, notou-se que, entre os que bebiam duas ou mais xícaras diariamente, houve o dobro de mortalidade por doença cardiovascular (DCV). “Por outro lado, esse risco não foi constatado em pessoas com pressão arterial normal ou com hipertensão de grau 1. O mesmo estudo também mostrou que, no caso do chá verde, não houve associação a um risco aumentado de mortalidade por DCV em nenhuma categoria”, relata o médico.

 

Ele afirma, porém, que é preciso considerar algumas limitações do estudo. “Entre elas, é preciso entender que o consumo de café ou chá verde foi autorreferido, de forma que pode haver relatos falsos”, diz.

 

De forma geral, porém, a indicação é que o elevado consumo de café pode estar relacionado a um aumento do risco de mortalidade por problemas cardiovasculares naqueles que já possuem mais risco, principalmente nos casos de hipertensão grave, mas serve para alertar principalmente se o indivíduo precisa de quatro, cinco ou seis xícaras de café por dia. Isso é um sinal de que ele deve estar dormindo mal. “A qualidade do sono, com sua profundidade, continuidade e regularidade adequadas somados a um tempo total entre sete e nove horas durante a noite, precisa oferecer o que nenhuma substância estimulante extra, precisa te ofertar”, aleta o especialista.

 

O estudo também serve para apoiar a afirmação de que o excesso de café, além de impactar a saúde cardiovascular, também a gastrointestinal, pode ainda mais atrapalhar a continuidade e o sono mais profundo, num looping que as pessoas bebem café para ficar acordadas de dia e pelo excesso e não respeitar o limite de 15 horas para a última xícara. Esses, não dormem bem também por isso. Sabemos, porém, que são necessárias mais pesquisas para confirmar os efeitos do consumo entre pessoas com e sem hipertensão arterial”, conclui.

 

Fonte: https://vidaplenaebemestar.com.br/bem-estar/alimentacao/consumo-elevado-de-cafe-deve-ser-evitado-por-hipertensos

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Uso indiscriminado de tadalafila no Brasil preocupa especialistas


O uso estético do remédio virou moda nas academias; entenda os riscos dessa prática

 

O consumo de tadalafila no Brasil disparou, tornando-se o segundo remédio mais vendido do país. Inicialmente indicado para disfunção erétil, o uso indevido em academias e como pré-treino preocupa especialistas devido a riscos graves e dependência psicológica. Misturas perigosas e automedicação impulsionam alertas de órgãos de saúde.

 

A febre da tadalafila nas redes sociais impressiona bastante os médicos. O consumo dessa medicação cresceu de forma assustadora no Brasil. As vendas dispararam mais de doi mil por cento em dez anos.

 

O país saltou de três milhões para 75 milhões de caixas vendidas. O período analisado vai de 2015 até o ano de 2025. Hoje, o composto é o segundo remédio mais vendido do mercado nacional.

 

Verdadeiro uso do medicamento

A substância atua como um forte vasodilatador no organismo humano. Ela dilata os vasos sanguíneos e melhora o fluxo de sangue no corpo.

 

O remédio é indicado primariamente para tratar a disfunção erétil masculina. Ele também trata a hipertensão pulmonar e problemas urinários ligados à próstata.

 

Perigos do uso nas academias

Jovens saudáveis começaram a usar o remédio para melhorar o desempenho sexual. Mais recentemente, o uso invadiu com força as academias de musculação. O objetivo principal deles é acelerar o ganho de massa muscular.

 

Entretanto, não existem evidências científicas sólidas para esses usos alternativos. O benefício em pessoas saudáveis nunca foi clinicamente comprovado em nenhum dos cenários.

 

A Anvisa e o Ministério da Saúde já emitiram alertas oficiais recentes. O uso do remédio como estimulante de pré-treino é extremamente perigoso para a saúde.

 

Risco de forte dependência psicológica

Especialistas classificam essa tendência de consumo como algo muito preocupante. A medicação não cria uma ereção automática nem aumenta o desejo sexual do homem.

 

O maior risco atual é o desenvolvimento de uma forte dependência psicológica. A substância não causa dependência química, mas afeta diretamente a mente.

 

Muitos homens acreditam que só terão uma relação sexual satisfatória se tomarem a pílula. Essa falsa crença destrói a autoconfiança masculina natural aos poucos.

 

Efeitos colaterais e misturas perigosas

O uso indiscriminado traz diversos riscos graves para a saúde do paciente. Os efeitos adversos mais comuns incluem fortes dores de cabeça e dores musculares.

 

O paciente também pode apresentar vermelhidão no rosto e desconforto gastrointestinal. Azia, queimação no estômago e nariz entupido aparecem frequentemente nos relatos médicos. Em situações raras, os efeitos colaterais podem ser ainda mais severos.

 

Os perigos aumentam muito quando há mistura com outras substâncias perigosas. Combinar a pílula com álcool, energéticos, anabolizantes ou drogas recreativas é um erro grave.

 

Por isso, especialistas fazem um alerta urgente contra a automedicação. O uso só é adequado e seguro quando existe indicação médica específica.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/uso-indiscriminado-de-tadalafila-no-brasil-preocupa-especialistas,bba7902988b9e666b7b4ef303521b490ftteczqn.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

quinta-feira, 30 de abril de 2026

10 alimentos ricos em proteína para incluir na dieta


Opções acessíveis e nutritivas para melhorar a alimentação no dia a dia

 

A proteína é um nutriente essencial para o bom funcionamento do corpo. Ela participa da construção muscular, da recuperação dos tecidos e também ajuda na saciedade. Por isso, incluir boas fontes na alimentação diária faz diferença, seja para quem treina ou apenas busca mais equilíbrio.

 

Por que consumir proteína todos os dias

O corpo precisa de proteína diariamente para manter suas funções. Diferente de outros nutrientes, ela não é armazenada em grandes quantidades, o que exige consumo constante.

 

Além disso, dietas ricas em proteína ajudam no controle do apetite. Isso pode contribuir tanto para o emagrecimento quanto para o ganho de massa muscular, dependendo do objetivo.

 

10 alimentos ricos em proteína para incluir na dieta

Existem diversas opções, tanto de origem animal quanto vegetal, que podem ser facilmente incluídas na rotina alimentar:

 

1. Ovos

São fontes completas de proteína e oferecem todos os aminoácidos essenciais. Além disso, são versáteis e fáceis de preparar no dia a dia.

 

2. Frango

Carne magra com alta concentração proteica, muito usada em dietas equilibradas. Combina com diferentes preparos e refeições.

 

3. Carne vermelha

Rica em proteína e ferro, contribui para a saúde muscular. Deve ser consumida com moderação dentro de uma dieta equilibrada.

 

4. Peixes

Opções como salmão, atum e sardinha oferecem proteína e gorduras boas. Também ajudam na saúde do coração.

 

5. Leite

Fonte de proteína e cálcio, pode ser consumido puro ou em preparações. É uma opção prática para diferentes momentos do dia.

 

6. Iogurte natural

Ideal para lanches, combina proteína com benefícios para o intestino. Pode ser consumido com frutas ou cereais.

 

7. Queijo

Alimento proteico e versátil, presente em diversas refeições. Existem opções com menor teor de gordura para quem busca equilíbrio.

 

8. Feijão

Muito comum na alimentação brasileira, é uma boa fonte de proteína vegetal. Também fornece fibras importantes.

 

9. Lentilha

Rica em proteína e fibras, contribui para a saciedade. É uma ótima alternativa para variar o cardápio.

 

10. Grão-de-bico

Versátil e nutritivo, pode ser usado em saladas, pastas e pratos quentes. Também é fonte de fibras e minerais.

 

Como incluir mais proteína na rotina

Pequenas mudanças já ajudam a aumentar o consumo ao longo do dia. Incluir ovos no café da manhã, adicionar fontes proteicas nas principais refeições e apostar em lanches com iogurte ou queijo são estratégias simples e eficazes.

 

Equilíbrio é essencial

Mesmo sendo importante, a proteína deve fazer parte de uma dieta equilibrada. O ideal é combinar com carboidratos, fibras e gorduras boas para garantir todos os nutrientes necessários.

 

Assim, o corpo funciona melhor e os resultados aparecem de forma mais consistente.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/10-alimentos-ricos-em-proteina-para-incluir-na-dieta,cdd9a2125f635be223f9690eef1026e6zoja26ij.html?utm_source=clipboard - Foto: SHutterstock / Sport Life

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

7 frutas para consumir durante o verão e emagrecer


Saiba quais podem trazer mais benefícios para o seu organismo e refresque-se durante a temporada!

 

As frutas são fontes de fibras, minerais e vitaminas, e são ótimas opções para manter uma dieta balanceada e nutritiva. Principalmente durante o verão, já que elas ajudam a fortalecer o corpo e também aumentam a imunidade.

 

Durante o período mais quente do ano, é recomendável consumir frutas que tenham alta composição de água, como abacaxi, melancia e melão. Elas podem ser consumidas durante o café da manhã, nos lanches intermediários e até entre uma refeição ou outra.

 

Frutas que você deve consumir durante o verão:

1 - Abacaxi

Ele faz parte do grupo de alimentos cítricos, e como possui uma grande quantidade de água, é conhecido como uma fruta do verão. O abacaxi também é famoso por auxiliar no processo digestivo.

 

2 - Acerola

Fonte de vitamina C, a acerola tem um altíssimo poder antioxidante. Ela é bastante recomendada para quem pratica esporte e exercícios físicos, já que fornece nutrientes que ajudam na recuperação e contribuiu para o desempenho. Além disso, os carotenoides também são interessantes para melhorar o bronzeado no verão.

 

3 - Melancia

Ela possui mais de 90% de água em sua composição, por isso, ajuda a manter o corpo devidamente hidratado. Além disso, a melancia é rica em vitamina C e A, importante para o sistema imunológico.

 

4 - Melão

O melão também é uma excelente opção durante o verão, pois ajuda a repor líquidos e eletrólitos, principalmente após realizar as atividades físicas, já que essa fruta é uma excelente fonte de potássio.

 

5 - Pera

Essa fruta é rica em fibras, e consumi-la durante o verão contribui para o aumento da saciedade do nosso organismo. A pera é uma boa opção para quem está em dieta e precisa emagrecer.

 

6 - Pêssego

Ela possui excelentes vitaminas e fibras que favorece o emagrecimento, já que possui poucas calorias. Além disso, tem um sabor único, ótimo para lanches intermediários, entre as refeições.

 

7 - Uva

Seja roxa ou verde, a uva possui compostos bioativos em todas as suas partes. Ela é uma excelente fonte de energia, com capacidade de prevenir problemas cardíacos.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/7-frutas-para-consumir-durante-o-verao-e-emagrecer,d350d27e4e1f85cfcbf516007b104fc0pz0lw654.html?utm_source=clipboard - Por: Viviane Pettersen / Alto Astral - Foto: Shutterstock

domingo, 14 de dezembro de 2025

Por que consumir álcool com energético pode te colocar em risco?


Comum em drinks e em longas noitadas, mistura eleva sobrecarga ao coração; entenda

 

Com o fim de ano batendo à porta, chegam também as confraternizações, as férias e aquela maratona de festas -- e, claro, a presença mais constante de bebidas alcoólicas. Uma combinação continua em alta nas baladas e nos encontros de virada: álcool com energético. A mistura, popularizada entre drinks e longas noitadas, pode parecer inofensiva, mas cardiologistas alertam que os efeitos estimulantes dos energéticos elevam a sobrecarga sobre o coração, mascaram sinais de intoxicação e aumentam o risco de arritmias.

 

Segundo o médico Fabrício da Silva, cardiologista da Clínica Amplexus, as substâncias presentes tanto no álcool quanto nos energéticos atuam diretamente no sistema elétrico do coração, causando taquicardia. O especialista acrescenta que pessoas com problemas estruturais no coração, como hipertrofia ou inflamações, têm maior suscetibilidade a quadros graves.

 

A associação pode ainda mascarar o nível de embriaguez, aumentando a ingestão de álcool e criando uma sensação falsa de energia. Para Marcelo Bergamo, cardiologista do Hospital Santa Bárbara, essa contradição entre depressão do sistema nervoso (pelo álcool) e estímulo cardiovascular (pelos energéticos) engana o organismo. "Isso pode mascarar a sensação de embriaguez, levando a maior consumo de álcool sem percepção de risco imediato, e sobrecarregar o coração, aumentando a frequência cardíaca e a pressão arterial.", afirma.

 

Riscos aumentam no fim do ano

Tanto Silva quanto Bergamo afirmam observar maior incidência de quadros cardíacos relacionados a essa mistura justamente em períodos de festas. "Final de ano, férias, confraternizações e, consequentemente, as pessoas se expõem a uma maior quantidade de álcool e aquelas pessoas que gostam dos drinks que envolvam o álcool com o energético também acabam se expondo em maior quantidade", diz Silva.

 

Bergamo confirma que verão e feriados concentram mais casos -- especialmente em festas, bares e eventos com consumo intenso. Por esse consumo, jovens adultos, de 18 a 30 anos, são os que mais registram casos nessa época, com foco nos homens.

 

Quem está mais vulnerável?

Entre os grupos mais suscetíveis, os especialistas citam idosos, hipertensos, diabéticos e pessoas com histórico de arritmia ou doenças cardíacas. Jovens adultos, porém, estão longe de estar protegidos. "Mesmo indivíduos aparentemente saudáveis podem apresentar complicações se exagerarem na quantidade ou na frequência", afirma Bergamo.

 

Sinais de alerta

Palpitação, batimentos acelerados, dor no peito, falta de ar, tontura e pressão na cabeça estão entre os principais sintomas. O aparecimento de náusea intensa, confusão mental ou sensação de ansiedade também devem acender o alerta.

 

"Se algum desses sintomas aparecer, é fundamental não ignorá-los, mesmo que pareçam passageiros", indica Bergamo. "Procure atendimento médico imediatamente. Enquanto aguarda ajuda, hidratar-se também ajuda. Evite esforço físico, mantenha-se sentado ou deitado e, se possível, alguém deve acompanhar a pessoa. Quanto mais rápido o atendimento, menores os riscos de complicações graves."

 

Silva recomenda que, se possível, festeiros monitorem os batimentos com smartwatch, mas reforça que a medida não substitui avaliação médica.

 

Exposição repetida aumenta o risco

O consumo frequente ao longo da vida pode provocar alterações permanentes, como hipertrofia do coração, aumento da pressão arterial e lesões no ritmo cardíaco. "Quanto maior a exposição às substâncias, maiores os riscos", explica Silva.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/por-que-consumir-alcool-com-energetico-pode-te-colocar-em-risco,b12774c6e10574b3d84928a636c9b77003zvorzd.html?utm_source=clipboard - Por: Maria Luiza Valeriano - Foto: Reprodução/freepic.diller/Freepik

quarta-feira, 7 de maio de 2025

7 nutrientes que você precisa consumir todos os dias


O Dia Mundial da Saúde promove uma reflexão importante sobre a nutrição e sua relação com a saúde geral. A data é um lembrete de que a alimentação saudável é fundamental para prevenir doenças e manter a saúde em equilíbrio.

 

Afinal, o corpo precisa de uma mistura complexa de nutrientes diários nas quantidades certas, incluindo proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais, água e fibras, para ter uma boa aparência, saúde e bem-estar.

 

Existem algumas maneiras fáceis de combinar alimentos saudáveis e suplementos para atender às suas necessidades diárias e encontrar o equilíbrio calórico certo.

 

“A filosofia global de nutrição da Herbalife enfatiza um equilíbrio de 40-30-30 (carboidratos – proteínas – gorduras saudáveis), juntamente com exercícios físicos e descanso suficientes todos os dias.

 

Encontrar esse equilíbrio e desenvolver rotinas saudáveis realmente ajudará você a viver sua melhor vida”, coloca a mestre em nutrição Susan Bowerman, Diretora Sênior Global de Educação e Treinamento em Nutrição da Herbalife.

 

A seguir, conheça o papel dos sete nutrientes essenciais para compor uma dieta equilibrada:

 

1. Proteína

Esse macronutriente é vital para praticamente todas as células do corpo. Você usa proteína para fabricar moléculas importantes, como hormônios e enzimas, e para construir e manter o tecido muscular. A proteína também é ótima para dar saciedade.

Seu corpo está constantemente sintetizando, degradando e usando proteína, então é importante incluir quantidades suficientes todos os dias para substituir o que você usou. A indicação é a de que até 30% da sua ingestão diária de calorias venha de proteína magra de planta ou animal.

Consuma:

Base animal: aves, laticínios, peixes e ovos

Base vegetal: nozes, lentilhas e feijões (incluindo soja) ou tofu

Pós de proteína e shakes de proteína

 

2. Carboidratos

Seu corpo prefere os carboidratos como combustível, então é importante consumi-los diariamente. A recomendação é a de que você obtenha cerca de 40% das suas calorias de carboidratos de grãos integrais, vegetais e frutas — não de refrigerantes ou doces.

Consuma:

Frutas

Vegetais

Grãos integrais, como arroz integral, quinoa ou cevada; massas integrais (pães, macarrão e biscoitos) e granola.

 

3. Gordura

Seu corpo também requer pequenas quantidades de gorduras boas, como as de peixes, nozes, azeite de oliva e abacate. Como elas são calóricas, limite a ingestão de gorduras a 30% ou menos do total de calorias diárias.

Consuma:

Peixes

Nozes

Óleos saudáveis, como azeite de oliva e girassol

Abacates

 

4. Vitaminas e minerais

Esses nutrientes estão envolvidos em muitas reações químicas que acontecem em seu organismo todos os dias, e muitos minerais, como cálcio e magnésio, por exemplo, têm funções estruturais no corpo. Uma dieta bem equilibrada ajuda a fornecer as vitaminas e minerais de que você precisa, e tomar um suplemento multivitamínico diário também contribui para alcançar as quantidades adequadas.

 

5. Fitonutrientes

Os vegetais produzem uma ampla gama de compostos naturais chamados fitonutrientes, que fornecem benefícios, como a prevenção de doenças, melhora da imunidade e reparação de danos ao DNA. Seus pigmentos dão às frutas e verduras suas belas cores. É por isso que é importante comer refeições coloridas e cheias de plantas.

Consuma:

4 e ½ xícaras de frutas e vegetais coloridos todos os dias

Pelo menos 3 cores diferentes em cada refeição

Uma ampla variedade ao longo da semana

 

6. Fibras

Elas apoiam o processo digestivo, ajuda a saciar e promove o crescimento de bactérias amigáveis no trato digestivo. Frutas inteiras, vegetais, grãos integrais e feijões são as melhores fontes de fibras. Mas, se você não conseguir obter os 25 gramas recomendados todos os dias, também pode incluir suplementos de fibra.

Consuma:

Frutas e vegetais

Grãos integrais

Leguminosas

 

7. Água

O corpo humano é constituído por 70% de água, então não é surpresa que precisamos nos manter hidratados para permanecer saudáveis. Seu corpo precisa de água para transportar nutrientes para as células e se livrar dos produtos residuais. O líquido também ajuda a controlar a temperatura do corpo e lubrificar as articulações, órgãos e tecidos. A recomendação geral é de cerca de oito copos de 8 copos (de 240 ml cada) por dia. A água deve ser a primeira escolha, mas outras bebidas também podem contar para atender às suas necessidades diárias de líquidos.

Consuma:

Água pura, com gás ou aromatizada com frutas

Chás

Café

 

Fonte: https://vidaplenaebemestar.com.br/bem-estar/alimentacao/7-nutrientes-que-voce-precisa-consumir-todos-os-dias

sábado, 29 de março de 2025

Quais são os riscos do consumo exagerado de energético?


Médico revela qual é a quantidade máxima de consumo diária recomendada

 

O caso recente de uma jovem de 28 anos que morreu de parada cardíaca supostamente relacionada ao consumo exagerado de energético, despertou um alerta em muita gente. A bebida é perigosa? Existem riscos?

 

"Os riscos do consumo excessivo de energéticos é a concentração aumentada de cafeína. Qualquer pessoa adulta (não idosa) pode consumir, mas não abusar. Porque o excesso de cafeína nos energéticos por provocar efeitos colaterais", explica o médico nutrólogo Carlos Werutsky, diretor do departamento de Nutrologia Esportiva da Associação Brasileira de Nutrologia.

 

Em entrevista à CNN, o cardiologista Roberto Kalil disse que os riscos para a saúde do coração ocorrem devido à presença de estimulantes como a cafeína e a taurina. 

 

"Nem sempre as pessoas ingerem a bebida sozinha. Ao misturar a bebida com o álcool, o paciente perde a consciência de consumo e passa a tomar uma quantidade muito maior do que realmente é permitido. Evita o consumo excessivo", alertou Kalil.

 

Os principais efeitos colaterais do uso excessivo de energético são:

 

Excitabilidade

Cãibras

Arritmias cardíacas que podem ser fatais

Quantidade segura

 

O volume de energético mais seguro seria o do conteúdo de 200-400 mg de cafeína; por isso, é importante ler os rótulos dos energéticos.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quais-sao-os-riscos-do-consumo-exagerado-de-energetico,2479473d95eed3d3011c95ee44e1fbd4jif9p051.html?utm_source=clipboard

domingo, 23 de fevereiro de 2025

Entenda como o consumo de ultraprocessados pode aumentar risco de câncer


Veja dicas para incluir snacks saudáveis e práticos na rotina alimentar e diminuir a ingestão de alimentos ultraprocessados

 

Produtos industrializados com aditivos artificiais costumam ter alto teor de açúcar, gorduras e sódio, além de baixo valor nutricional

 

Biscoitos, refrigerantes e salgadinhos são alguns dos exemplos de alimentos ultraprocessados no mercado e que, quando consumidos em excesso, podem levar a consequências mais graves à saúde. De acordo com estudo realizado pela Fiocruz, 10% dos óbitos ocorridos no Brasil em 2019 tiveram relação direta com o consumo exagerado de ultraprocessados, totalizando 57 mil mortes anuais, que equivalem a seis mortes por hora ou 156 por dia. A Organização Mundial da Saúde (OMS), inclusive, mantém uma lista em que atualiza frequentemente a classificação de alimentos ultraprocessados e o potencial cancerígeno.

 

A nutricionista Tayná Moura Santana, da rede de clínicas AmorSaúde, alerta que a presença de substância cancerígenas aliadas aos altos níveis de aditivos químicos, conservantes, corantes, estabilizantes e açúcar, gorduras e sódio, introduzidos industrialmente, aumentam os riscos de cânceres por estarem associados ao aumento de gordura e inflamação do organismo. O risco pode se agravar quando combinado com outras doenças, como a obesidade.

 

O que são alimentos ultraprocessados e por que são tão prejudiciais?

A nutricionista explica que os ultraprocessados são caracterizados como alimentos que têm múltiplos ingredientes industriais, incluindo substâncias artificiais como aromatizantes, corantes e emulsificantes. Além de possuírem alto teor de açúcar, gordura e sódio, com baixo valor nutricional, ainda são pobres em fibras, vitaminas e minerais essenciais. “Esses alimentos são formulados com ingredientes refinados e modificados, como xaropes, proteínas hidrolisadas e gorduras hidrogenadas”, complementa a nutricionista.

 

Exemplos comuns de ultraprocessados incluem:

• Refrigerantes e sucos artificiais;

• Salgadinhos de pacote;

• Bolachas recheadas e biscoitos industrializados;

• Embutidos (salsicha, presunto, mortadela, salame);

• Macarrão instantâneo;

• Cereais matinais açucarados;

• Pratos prontos congelados (lasanhas, nuggets, hambúrgueres industrializados).

 

Conheça as armadilhas

É comum ver nas gôndolas do mercado as inúmeras embalagens dos ultraprocessados que, segundo Tayná, em razão do marketing agressivo, “geralmente são promovidos como práticos, saborosos e acessíveis”. Contudo, é essencial que o consumidor esteja atento à composição descrita no rótulo, priorizando outros lanches, principalmente se o intuito é a praticidade do dia a dia.

 

“Ao escolher um snack saudável, é importante avaliar sua composição nutricional, evitando excessos de açúcar, sódio, gorduras ruins e aditivos artificiais. Leia a lista de ingredientes, verifique a quantidade de açúcar, sódio e o teor de gorduras”, recomenda a nutricionista.

 

Uma das armadilhas mais presentes nas embalagens de alimentos ultraprocessados está nas palavras “saudável”, “light”, “proteico”, “zero”. Esses termos podem induzir o consumidor a investir em um alimento que, em sua composição, muitas vezes, diz o contrário.

 

Dessa forma, a chave é a tabela nutricional e a lista de ingredientes. “Quanto menos ingredientes, melhor. Prefira aqueles com alimentos integrais (como castanhas, frutas secas, sementes e cereais integrais). Evite nomes difíceis: ingredientes como xarope de glicose, maltodextrina, glutamato monossódico, corantes artificiais e conservantes indicam alto nível de processamento”, elenca.

 

Como escolher opções mais saudáveis?

Apesar de parecer um desafio para a correria do dia a dia, é possível investir em escolhas mais saudáveis e práticas. “O consumo regular de snacks saudáveis pode ter um impacto significativo na saúde a longo prazo, ajudando a prevenir doenças crônicas e promovendo bem-estar geral. Esses lanches, quando equilibrados nutricionalmente, fornecem energia, nutrientes essenciais e contribuem para hábitos alimentares mais consistentes e saudáveis”, explica a profissional.

 

Na prática, é possível prevenir doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e obesidade, além do próprio câncer, já que há um controle dos níveis de açúcar no sangue e a manutenção do peso corporal. A nutricionista recomenda que haja um tempo dedicado com antecedência para montar os snacks. Algumas opções podem ser:

 

🍎 Frutas frescas ou secas (sem açúcar adicionado);

🌰 Castanhas, amêndoas e nozes (sem sal ou temperos artificiais);

🥛 Iogurte natural (sem açúcar) com chia e granola caseira;

🍿 Pipoca feita em casa com pouco sal e azeite;

🥕 Palitinhos de cenoura, pepino ou tomate cereja com homus;

🥚 Ovos cozidos;

🍫 Chocolate amargo (mínimo 70% cacau, sem açúcar adicionado).

 

Na hora de comprar snacks prontos, alguns critérios podem ajudar a fazer escolhas mais saudáveis. O ideal é optar por opções com baixo teor de açúcar adicionado, preferencialmente com menos de 5g por porção, e evitar adoçantes artificiais. Além disso, a qualidade das gorduras presentes nos alimentos deve ser observada, priorizando aquelas naturais e evitando gorduras trans ou hidrogenadas.

 

O teor de sódio também merece atenção, sendo recomendável escolher produtos com menos de 200mg por porção. Já as fibras desempenham um papel essencial na saciedade e na saúde intestinal, e snacks com pelo menos 3g por porção são os mais indicados.

 

“Equilibrar praticidade com qualidade nutricional é totalmente possível, mesmo em uma rotina corrida. A chave é investir em planejamento, escolher alimentos minimamente processados e ter opções práticas sempre à mão”, finaliza a nutricionista.

 

Fonte: https://www.correiodopovo.com.br/bellamais/saudefeminina/entenda-como-o-consumo-de-ultraprocessados-pode-aumentar-risco-de-c%C3%A2ncer-1.1580332 - Foto: Freepik

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Médico alerta para os perigos das bebidas energéticas


É importante limitar o consumo deste tipo de bebidas. Saiba mais.

 

É impossível negar que as bebidas energéticas são populares. Infelizmente, segundo Sermed Mezher, um médico, citado no Mirror, o consumo excessivo pode causar diferentes problemas, incluindo lesões renais graves.

 

Primeiro explica que "o elevado teor de cafeína pode aumentar a pressão sanguínea", o que, com o tempo, causa danos no coração.

 

Além disto, "a pressão arterial elevada pode ser um fator de risco para a doença renal, uma vez que danifica os pequenos vasos sanguíneos dentro dos rins, prejudicando a sua eficácia".

 

"Muitas pessoas usam estas bebidas como uma alternativa à água, pensando que estão se hidratando, mas não apercebe que a cafeína pode ter um efeito diurético, o que significa que faz com que o corpo perca mais água do que perderia de outra forma", acrescenta. Se não compensarem este efeito com ingestão de líquidos podem acabar por causar danos aos rins.

 

Também alerta para as quantidades elevadas de açúcar que estas bebidas contêm e avisa que "a cafeína e outros aditivos, como a taurina e o guaraná, são capazes de provocar a constrição dos vasos sanguíneos e elevar o ritmo cardíaco, colocando um stress adicional nos rins".

 

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2260250/medico-alerta-para-os-perigos-das-bebidas-energeticas - © Shutterstock