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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Café faz bem ou faz mal? Veja quanto você pode tomar por dia


O café pode integrar uma dieta saudável e seu consumo moderado é associado à prevenção de doenças cardiovasculares, metabólicas e hepáticas. O limite diário seguro para adultos é de cerca de 400 mg de cafeína (duas a três xícaras grandes), caindo para 200 mg na gravidez. Contudo, a sensibilidade varia e doses excessivas causam insônia, ansiedade e palpitações. Priorize o consumo puro e sem aditivos calóricos, ajustando a dose e os horários para evitar desconfortos e prejuízos ao sono.

 

O café faz parte da rotina de milhões de pessoas e, para muita gente, é quase impossível começar o dia sem uma xícara. Além de ajudar a espantar o sono, a bebida também é estudada pelos possíveis efeitos que pode ter sobre a saúde.

 

De forma geral, o café pode fazer parte de uma alimentação saudável. Pesquisas associam o consumo moderado da bebida a menores riscos de algumas doenças cardiovasculares, metabólicas, neurológicas e hepáticas. No entanto, boa parte dessas evidências vem de estudos observacionais, que mostram uma relação, mas não conseguem provar que o café seja diretamente responsável por esses benefícios.

 

A principal questão está na quantidade de cafeína. Para adultos saudáveis, a referência usada pela FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) é de até 400 miligramas de cafeína por dia. Essa quantidade geralmente não está associada a efeitos negativos e corresponde, aproximadamente, a duas ou três xícaras grandes de café. Ainda assim, a concentração de cafeína varia bastante conforme o tipo e o preparo da bebida.

 

Também não é preciso chegar ao limite para sentir efeitos desagradáveis. Algumas pessoas podem apresentar ansiedade, tremores, palpitação, dor de cabeça, enjoo ou desconforto no estômago, mesmo com quantidades menores. Nesses casos, vale reduzir o consumo e observar como o organismo reage.

 

O horário também faz diferença. A cafeína pode atrapalhar o sono, principalmente quando consumida perto da hora de dormir. Por isso, quem percebe dificuldade para pegar no sono pode testar reduzir o café no período da tarde e da noite.

 

Durante a gravidez, a recomendação é mais restritiva. A EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos) considera seguro o consumo de até 200 miligramas de cafeína por dia. Esse limite inclui todas as fontes de cafeína, e não apenas o café.

 

Outro ponto importante é a forma de consumo. Café puro ou com pouco açúcar é bem diferente de bebidas à base de café que levam grandes quantidades de açúcar, caldas, chantilly e outros ingredientes.

 

No fim, para a maioria dos adultos saudáveis, o café pode fazer parte da rotina sem problema. A melhor quantidade, porém, é aquela que não provoca efeitos desagradáveis e não atrapalha o sono.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafe-faz-bem-ou-faz-mal-veja-quanto-voce-pode-tomar-por-dia,b6998140cd2405c409960366c3e62097udexh1lj.html?utm_source=clipboard - Por: Laura Pereira / Licenciado de Gávea News - Foto: Gávea News

sábado, 3 de outubro de 2026

Cafeína pode melhorar o foco e o desempenho físico? Veja os principais mitos e verdades sobre a substância


Cafeína pode melhorar o foco e o desempenho físico? Veja os principais mitos e verdades sobre a substância

 

Com tantas formas de consumo e promessas associadas à substância, também surgem dúvidas sobre seus efeitos no organismo

 

A cafeína melhora o foco e o desempenho físico ao retardar a percepção de fadiga, mas seu efeito é temporário e não substitui o sono. O consumo exige cautela com doses excessivas, que causam palpitações, ansiedade e podem reagir perigosamente com remédios controlados. Além disso, a substância está presente em chás e energéticos, exigindo atenção aos rótulos. Seus efeitos no estômago e no sono noturno variam conforme a sensibilidade individual, não havendo regra universal para o consumo.

 

Um cafezinho coado pela manhã, um energético para aguentar o plantão e até um "super coffee" turbinado com colágeno no lanche da tarde. Há tempos, a cafeína deixou de estar presente apenas na xícara de café e passou a fazer parte de uma série de produtos consumidos em busca de disposição, concentração e desempenho.

 

No entanto, com tantas formas de consumo e promessas associadas à substância, também surgem dúvidas sobre seus efeitos no organismo, a quantidade considerada segura e os possíveis riscos do excesso. Para entender o que realmente faz sentido e o que é exagero quando o assunto é cafeína, especialistas da Rede Américas, rede de hospitais privados, esclarecem os principais mitos e verdades.

 

1. Tomar café logo pela manhã dá mais disposição ao longo do dia

Mito. A cafeína pode ajudar a aumentar o estado de alerta, mas não produz energia; o que ela faz é retardar a percepção de cansaço pelo organismo. O efeito, porém, é temporário. Isso quer dizer que o café consumido às 7h pode ajudar a enfrentar a primeira parte da manhã, mas não garante disposição até a noite. Quando o efeito da bebida diminui, a necessidade de descanso continua existindo.

"O mecanismo de ação da cafeína é muito interessante. Ela tem uma forma química muito semelhante à da adenosina, substância responsável por avisar o corpo de que ele está cansado. Em vez de a adenosina se conectar ao seu receptor, quem se conecta é a cafeína. Então, temos a sensação de que não estamos cansados, mas só estamos postergando esse cansaço. Por isso, muitas pessoas acabam tomando cada vez mais café. Só que esses receptores também têm um limite, e não necessariamente quanto mais café, mais disposta a pessoa vai estar", explica Lívia Almeida, nutricionista do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo.

Isso não significa que a bebida deva ser evitada. Segundo a profissional, o café de fato auxilia na melhora do foco e da concentração e tem compostos bioativos que podem contribuir para a diminuição do risco de algumas doenças, considerando um consumo diário moderado, que varia de uma pessoa para outra.

 

2. Substituir café por outras bebidas é sempre mais saudável

Mito. Quem tenta diminuir o consumo da substância também precisa prestar atenção ao que coloca no lugar do café. Chá preto, chá verde, mate, refrigerantes à base de cola e energéticos também contêm cafeína. Ela ainda aparece em produtos que nem sempre são associados ao estimulante, incluindo alguns medicamentos.

A escolha de outra bebida industrializada também pode aumentar o consumo de açúcar, dependendo do produto. "O paciente pode trocar o café por um chá gelado industrializado, achando que fez uma escolha mais saudável, mas acabar consumindo cafeína da mesma forma e ainda acrescentar açúcar. Vale olhar o rótulo, e não apenas o nome da bebida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os açúcares livres representem menos de 10% das calorias consumidas diariamente, com benefícios adicionais quando esse percentual fica em 5%", avalia Lívia Almeida.

 

3. Remédios controlados reagem com doses excessivas de cafeína

Verdade. O alerta publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em setembro sobre o "Café dos Campeões" colocou em evidência um risco que pode passar despercebido por quem procura uma dose extra de disposição. A mistura de medicamentos controlados com energéticos, segundo a agência, pode provocar aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial e levar a complicações cardiovasculares.

"Quem usa medicamentos de forma contínua não deve considerar energéticos, pré-treinos ou outras fontes concentradas de cafeína como opções inofensivas para aumentar a disposição. Antes de associar esses produtos ao tratamento, é importante verificar com o médico se existe possibilidade de interação com o medicamento utilizado", alerta Roberta Frota, endocrinologista do Hospital Nove de Julho.

 

4. Cafeína melhora o desempenho durante os treinos físicos

Verdade. O Position Stand da International Society of Sports Nutrition, publicado em 2020, aponta que doses de 3 a 6 mg de cafeína por quilo de peso corporal, consumidas cerca de uma hora antes do exercício, podem melhorar o desempenho, especialmente em atividades de resistência aeróbica. Também foram observados efeitos positivos, em menor intensidade, sobre força, velocidade, saltos e arremessos. A resposta, porém, varia entre as pessoas e depende também da capacidade individual de metabolizar a substância.

"A cafeína funciona para melhorar o desempenho, mas a dose importa. Usar café, pré-treino e energético juntos não significa necessariamente treinar melhor. A partir de determinado ponto, aumentar a quantidade pode trazer mais efeitos como palpitação, tremores, ansiedade, desconforto gastrointestinal e dificuldade para dormir, comprometendo inclusive a recuperação após o exercício", comenta Roberta Frota.

 

5. Quem tem azia e refluxo deve parar de consumir café

Depende. Café costuma aparecer entre os primeiros itens retirados da alimentação de quem sofre com doenças gástricas. As recomendações mais recentes não sustentam, porém, que todas as pessoas com doença do refluxo gastroesofágico precisem eliminar a bebida.

A diretriz do American College of Gastroenterology, por exemplo, não recomenda a retirada generalizada de café ou cafeína. A entidade considera que as evidências disponíveis são de baixa qualidade e indica que a restrição deve levar em conta a resposta de cada paciente.

Lívia Almeida pondera que, se o café piora a azia de determinada pessoa, reduzir ou retirar a bebida pode ajudar. Para quem não apresenta essa relação, não há recomendação científica para abandonar o consumo apenas por ter refluxo. "Antes de cortar o café da alimentação, vale observar se existe uma relação consistente entre o consumo e o aparecimento ou a piora dos sintomas. Quando essa associação não existe, retirar a bebida apenas por causa do diagnóstico de refluxo pode significar uma restrição desnecessária", explica a nutricionista.

 

6. O cafezinho depois do almoço pode impactar no sono noturno

Depende. A cafeína permanece no organismo por várias horas. Sua meia-vida, período necessário para que a quantidade da substância no corpo seja reduzida pela metade, costuma ficar entre cinco e sete horas. Quem toma café às 14h, portanto, ainda pode ter uma quantidade significativa de cafeína circulando no começo da noite.

"Cafeína não substitui sono. Ela pode aumentar a disposição por algumas horas, mas quem precisa dela para conseguir funcionar ao longo do dia todo, tomando várias doses, pode estar usando o estimulante para compensar uma noite mal dormida que não será recuperada desta forma", afirma Adriana Bertolami, cardiologista e médica do sono do Hospital Alvorada Moema, em São Paulo.

O impacto sobre o sono varia bastante de uma pessoa para outra, e um dos fatores envolvidos é o gene CYP1A2, associado à velocidade com que o organismo metaboliza a substância. Pessoas que a eliminam mais lentamente podem permanecer sob efeito da cafeína por mais tempo. É por isso que algumas pessoas conseguem tomar café no meio da tarde e dormir normalmente, enquanto outras percebem alterações no sono mesmo quando o consumo ocorre várias horas antes de se deitar.

"Não dá para estabelecer um horário universal que funcione para todo mundo. Para quem tem dificuldade para dormir, uma estratégia possível é testar a redução ou retirada da cafeína a partir do início da tarde e observar se há melhora", recomenda Adriana Bertolami.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafeina-pode-melhorar-o-foco-e-o-desempenho-fisico-veja-os-principais-mitos-e-verdades-sobre-a-substancia,fd499e1b5558cfe5baa24090a2f06661gai3z8ep.html?utm_source=clipboard - Por Aline Zuliani - Foto: mizar_21984 | Shutterstock / Portal EdiCase

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Café dá mais energia? Entenda como a bebida age no organismo e os cuidados ao consumi-la


É possível apreciar a bebida e aproveitar seus benefícios sem comprometer a saúde

 

O café puro possui baixas calorias e atua como estimulante no sistema nervoso central por meio da cafeína, aumentando o alerta, a disposição física e a atividade digestiva. Contudo, seu valor energético se eleva com a adição de açúcares e gorduras. Especialistas alertam que a bebida não deve substituir refeições nem servir como tratamento intestinal, pois o consumo excessivo com açúcar, associado à má alimentação, pode favorecer alterações metabólicas e quadros como o diabetes.

 

Poucas bebidas estão tão presentes na vida dos brasileiros quanto o café. Da primeira xícara pela manhã ao tradicional cafezinho da tarde, ele acompanha boas conversas, encontros casuais e até momentos de relaxamento. Sua presença é tão marcante no dia a dia que se tornou parte da cultura do país.

 

Nesse contexto, o Dia Internacional do Café, celebrado em 1º de outubro, é uma oportunidade para conhecer melhor os efeitos da bebida no organismo, entender quais cuidados devem ser adotados no consumo e esclarecer alguns dos principais mitos que cercam o café. Confira a seguir!

 

Baixo teor calórico do café

Segundo a nutricionista Cristiane de Oliveira, coordenadora do curso de Nutrição da Afya Araguaína, além de fazer parte da cultura e da rotina de muitas pessoas, o café, quando consumido puro, apresenta baixo valor calórico.

"O primeiro ponto que a gente pensa da questão nutricional é que o café une as pessoas. Então, ele faz parte da antropologia alimentar da nossa sociedade. No mundo todo, isso é muito presente também. Do ponto de vista nutricional, falando em valores nutricionais e calóricos, o café em si não tem calorias. O que tem calorias é o que a gente adiciona", explica.

Ela destaca que o valor calórico da bebida pode aumentar conforme os ingredientes acrescentados, como açúcar, óleo de coco, creme de leite, chantili ou chocolate. Por isso, a quantidade e o tipo de complemento devem ser considerados de acordo com os objetivos e as necessidades de cada pessoa.

 

Café dá mais energia?

Conforme a nutricionista, a sensação de disposição após tomar café está relacionada principalmente à cafeína, substância com efeito estimulante que atua no sistema nervoso central, aumentando o estado de alerta e podendo favorecer a atividade mental e física. "Embora a percepção desses efeitos varie entre os indivíduos, a maioria das pessoas apresenta essa resposta", explica.

Além disso, é preciso observar não apenas o café, mas também o que é acrescentado à bebida. Cristiane de Oliveira reforça que o aporte energético depende dos ingredientes adicionados. Açúcar, leite, creme de leite, chocolate e outros complementos podem aumentar significativamente o valor calórico da bebida.

 

A bebida pode ajudar no funcionamento do intestino

Para algumas pessoas, o café pode ser um grande aliado do funcionamento do intestino. "De manhã, depois de tomar o café, pode dar vontade de ir ao banheiro, de evacuar. Isso acontece porque o café, a cafeína, estimula o nosso sistema digestório e isso provoca a vontade de evacuar. Mas existem pessoas, como eu disse anteriormente, que são mais sensíveis a isso, e outras que não", esclarece Cristiane de Oliveira.

Apesar desse efeito, a nutricionista ressalta que o café não deve ser considerado um laxante ou utilizado como tratamento para a constipação intestinal. "[…] Na questão nutricional, a gente não indica café para melhorar o funcionamento do intestino, porque isso é um conjunto: alimentação, consumo de água e a saúde intestinal como um todo", afirma.

 

Café não substitui uma alimentação adequada

Outro cuidado destacado pela nutricionista é o hábito de substituir refeições por várias xícaras de café ao longo do dia, especialmente quando a bebida é consumida com açúcar. "Por mais que o café seja uma cultura e a gente esteja sempre tomando café ou oferecendo para a visita, temos que lembrar que ele pode estar associado a um biscoito ou a outras coisas no decorrer do dia. Você não pode simplesmente substituir o café por uma refeição", alerta.

Segundo ela, passar longos períodos sem uma alimentação adequada e ingerir apenas café adoçado pode levar a um consumo elevado de açúcar e contribuir para alterações metabólicas, principalmente quando associado ao sedentarismo e a outros fatores de risco.

"Tem pessoas que deixam de comer comida de verdade e passam a manhã e a tarde só tomando café com açúcar. Quando a pessoa faz isso, recebe uma carga glicêmica, quantidade de açúcar muito grande no sangue. Isso pode favorecer doenças metabólicas, como diabetes e pré-diabetes, e alterações nas gorduras do sangue, principalmente se estiver associado ao sedentarismo e a uma predisposição genética", explica Cristiane de Oliveira.

O principal cuidado em relação ao consumo de café é manter o equilíbrio e considerar as necessidades individuais na alimentação. Conforme a profissional, como qualquer outro alimento, o café, sozinho, não vai resolver nem agravar uma condição. É preciso distribuir os nutrientes de maneira adequada ao longo da alimentação.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafe-da-mais-energia-entenda-como-a-bebida-age-no-organismo-e-os-cuidados-ao-consumi-la,ffa520c6e6c64d522bf6425bbe6b71d860o58w38.html?utm_source=clipboard - Por Cecília Santos - Foto: New África | Shutterstock / Portal EdiCase

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Consumo elevado de café deve ser evitado por hipertensos


Quem não gosta de uma boa xícara de café? Há alguns que gostam tanto que acabam tomando doses excessivas da bebida ao longo do dia. O café pode ter efeitos muito positivos na promoção da saúde, já que ajuda a melhorar o humor, o foco e o estado de alerta, mas precisa ser consumido com parcimônia por alguns indivíduos.

 

De acordo com Gleison Guimarães, médico especialista em Pneumologia pela UFRJ e pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a dose e o tempo fazem o veneno quando se trata de cafeína. “Novos dados indicam que tomar duas ou mais xícaras de café por dia pode dobrar o risco de mortalidade quando se trata de pessoas com pressão alta. Por outro lado, tomar apenas uma xícara por dia ainda reduz o risco”, explica.

 

O especialista conta que um estudo recente observou mulheres e homens japoneses entre 40 e 79 anos por cerca de 18 anos. Entre os que tinham hipertensão de grau 2 a grau 3, notou-se que, entre os que bebiam duas ou mais xícaras diariamente, houve o dobro de mortalidade por doença cardiovascular (DCV). “Por outro lado, esse risco não foi constatado em pessoas com pressão arterial normal ou com hipertensão de grau 1. O mesmo estudo também mostrou que, no caso do chá verde, não houve associação a um risco aumentado de mortalidade por DCV em nenhuma categoria”, relata o médico.

 

Ele afirma, porém, que é preciso considerar algumas limitações do estudo. “Entre elas, é preciso entender que o consumo de café ou chá verde foi autorreferido, de forma que pode haver relatos falsos”, diz.

 

De forma geral, porém, a indicação é que o elevado consumo de café pode estar relacionado a um aumento do risco de mortalidade por problemas cardiovasculares naqueles que já possuem mais risco, principalmente nos casos de hipertensão grave, mas serve para alertar principalmente se o indivíduo precisa de quatro, cinco ou seis xícaras de café por dia. Isso é um sinal de que ele deve estar dormindo mal. “A qualidade do sono, com sua profundidade, continuidade e regularidade adequadas somados a um tempo total entre sete e nove horas durante a noite, precisa oferecer o que nenhuma substância estimulante extra, precisa te ofertar”, aleta o especialista.

 

O estudo também serve para apoiar a afirmação de que o excesso de café, além de impactar a saúde cardiovascular, também a gastrointestinal, pode ainda mais atrapalhar a continuidade e o sono mais profundo, num looping que as pessoas bebem café para ficar acordadas de dia e pelo excesso e não respeitar o limite de 15 horas para a última xícara. Esses, não dormem bem também por isso. Sabemos, porém, que são necessárias mais pesquisas para confirmar os efeitos do consumo entre pessoas com e sem hipertensão arterial”, conclui.

 

Fonte: https://vidaplenaebemestar.com.br/bem-estar/alimentacao/consumo-elevado-de-cafe-deve-ser-evitado-por-hipertensos

terça-feira, 28 de julho de 2026

Café faz bem para o coração? Quantas xícaras por dia? Entidade de cardiologia responde


Café faz bem para o coração? Antes de mudar seus hábitos, veja o que a American Heart Association concluiu sobre a bebida.

 

Durante anos, o café foi apontado como um possível vilão para o coração. Mas, à medida que novas pesquisas surgiram, essa ideia começou a mudar.

 

Agora, um novo posicionamento da American Heart Association (AHA), uma das principais entidades de cardiologia do mundo, reforça que, para a maioria dos adultos, o consumo moderado de café não faz mal ao coração e está associado a um menor risco de algumas doenças cardiovasculares.

 

Mas isso não significa que vale exagerar. A quantidade consumida, a sensibilidade à cafeína e até a forma de preparar o café podem fazer diferença.

 

Quanto café pode ser consumido?

Um dos temas avaliados foi a relação entre o café e a pressão arterial.

 

Embora os estudos tenham apresentado resultados diferentes, a American Heart Association considera seguro, para a maioria dos adultos saudáveis, consumir entre três e cinco xícaras por dia, o equivalente a até 400 mg de cafeína.

 

A exceção são pessoas com hipertensão grave ou maior sensibilidade à cafeína, que podem apresentar aumento da pressão após consumir a bebida.

 

Nesses casos, a orientação é conversar com o médico para definir a quantidade mais adequada.

 

O que os estudos mostram

Ao revisar as pesquisas, a American Heart Association encontrou uma associação entre o hábito de tomar café e um menor risco de AVC, insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana e diabetes tipo 2.

 

A entidade faz uma ressalva importante. Esses resultados não significam que o café seja o responsável por reduzir esse risco, apenas que as pesquisas observaram essa associação.

 

Em parte dos estudos, o café descafeinado também foi associado a um menor risco de algumas doenças cardiovasculares. Isso indica que outros compostos presentes na bebida, além da cafeína, também podem contribuir para esses efeitos.

 

A forma de preparo também faz diferença

Nem todo café é igual.

 

Segundo a American Heart Association, o café não filtrado, como o preparado na prensa francesa, contém mais cafestol, uma substância presente naturalmente nos óleos do café que pode elevar os níveis do colesterol LDL, conhecido como colesterol "ruim".

 

Também é importante observar o que acompanha a bebida. Muito açúcar, xaropes, chantilly e outros ingredientes aumentam as calorias e podem reduzir os possíveis benefícios do café puro.

 

As bebidas energéticas também exigem cuidado. Por concentrarem grandes quantidades de cafeína, elas têm sido associadas a um maior risco de problemas cardiovasculares, principalmente entre pessoas com hipertensão grave ou maior sensibilidade à substância.

 

O que fica de lição?

No fim das contas, a principal mensagem é de equilíbrio.

 

Quem já toma café e não sente efeitos como palpitações, insônia ou aumento importante da pressão arterial não precisa abandonar esse hábito por receio de prejudicar o coração.

 

Por outro lado, pessoas com hipertensão grave, maior sensibilidade à cafeína ou alguma doença cardiovascular devem conversar com o médico para saber qual quantidade é mais indicada para o seu caso.

 

E, antes de culpar o café, vale observar o que costuma acompanhar a bebida. Em muitos casos, o excesso de açúcar e outros ingredientes pesa mais para a saúde do que a cafeína em si.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafe-faz-bem-para-o-coracao-quantas-xicaras-por-dia-entidade-de-cardiologia-responde,c426999b8e1a7e6de445927f7d02df7arxhmn3gu.html?utm_source=clipboard - Por: Michele Azevedo / Licenciado de SaúdeLAB - / Magnific (Freepik)

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Energético, café e treino intenso: combinação acende alerta cardíaco


Especialista alerta que excesso de cafeína e estimulantes associado a exercícios intensos pode favorecer arritmias e sintomas cardiovasculares

 

O consumo de café, energéticos e suplementos estimulantes faz parte da rotina de muitas pessoas, principalmente entre quem pratica exercícios físicos regularmente. No entanto, especialistas em cardiologia alertam que o excesso dessas substâncias combinado com treinos intensos pode aumentar o risco de alterações no ritmo do coração.

 

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as arritmias cardíacas afetam milhões de pessoas no Brasil e estão entre as principais causas de morte súbita cardíaca no mundo. O crescimento no consumo de energéticos e pré-treinos entre jovens e adultos também tem chamado a atenção de médicos e pesquisadores.

 

Cafeína e estimulantes podem alterar o ritmo cardíaco

Substâncias presentes em cafés, energéticos e fórmulas pré-treino estimulam a liberação de adrenalina no organismo. Isso pode provocar aumento da frequência cardíaca e alterações na condução elétrica do coração.

 

De acordo com o Dr. Marcelo Sobral, presidente da Associação Brasileira de Estimulação Cardíaca (ABEC/DECA), o problema costuma estar no excesso e na associação com outros fatores de risco.

 

"O coração responde diretamente aos estímulos do organismo. Quando existe consumo exagerado de cafeína, energéticos ou substâncias estimulantes associada a treinos muito intensos, privação de sono, estresse ou predisposição genética, o risco de alterações no ritmo cardíaco aumenta significativamente", explica o especialista.

 

Sintomas podem surgir durante os treinos

Entre os sintomas mais comuns das arritmias estão:

 

Palpitações.

Sensação de coração acelerado.

Falta de ar.

Tontura.

Dor no peito.

Fadiga durante exercícios.

Episódios de desmaio.

 

Em alguns casos, porém, as alterações cardíacas podem acontecer de forma silenciosa, dificultando a identificação do problema.

 

"Ocorre uma falsa percepção de que pessoas jovens e fisicamente ativas estão totalmente protegidas de problemas cardíacos. Mas vemos cada vez mais pacientes com episódios de arritmia relacionados ao excesso de estimulantes, treinos extremos e ausência de acompanhamento médico adequado", afirma Dr. Marcelo Sobral.

 

Pré-treinos e energéticos exigem atenção

Além dos energéticos tradicionais, especialistas também alertam para o aumento do uso de suplementos estimulantes e fórmulas pré-treino com altas concentrações de cafeína e outras substâncias que podem sobrecarregar o sistema cardiovascular.

 

Pessoas com histórico familiar de arritmias, hipertensão, doenças cardíacas ou casos de morte súbita devem ter atenção redobrada antes de consumir esses produtos regularmente ou iniciar atividades físicas de alta intensidade.

 

Exercício continua sendo importante para o coração

Apesar do alerta, especialistas reforçam que a prática de atividade física continua sendo fundamental para a saúde cardiovascular. O principal cuidado está no equilíbrio e no acompanhamento adequado.

 

"O exercício físico é extremamente importante para a saúde cardiovascular, mas precisa acontecer com equilíbrio e segurança. O excesso, principalmente sem avaliação médica e associado ao uso indiscriminado de estimulantes, pode transformar um hábito saudável em um fator de risco", alerta o presidente da ABEC/DECA.

 

Quando procurar ajuda médica

A recomendação é buscar avaliação cardiológica caso sintomas como palpitações frequentes, tonturas ou desmaios apareçam durante os exercícios.

 

Exames como eletrocardiograma, Holter e teste ergométrico ajudam a identificar possíveis alterações no ritmo cardíaco e orientar o tratamento adequado.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/energetico-cafe-e-treino-intenso-combinacao-acende-alerta-cardiaco,6e01b379382919e3b8294438921c04c6iv2otrau.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sábado, 24 de maio de 2025

8 benefícios e pontos negativos do café para a saúde


A bebida é uma das fontes mais populares de cafeína, consumida diariamente por milhões de pessoas no mundo

 

No dia 24 de maio é celebrado o Dia Nacional do Café. A data foi instituída pela Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), em 2005, para marcar o início da colheita nas principais regiões cafeeiras do país. A bebida está presente no cotidiano de praticamente todos os brasileiros — desde o início da manhã até os momentos de pausa à tarde, acompanhando bolos e pães. Muitos apreciam não apenas seu sabor marcante, mas também os efeitos estimulantes que ele proporciona.

 

Isso ocorre porque a bebida é uma das fontes mais populares de cafeína. "A quantidade de cafeína no café pode variar dependendo do tipo de grão, método de preparo e tamanho da porção. Em média, uma xícara de café de 240 ml contém aproximadamente 95 mg de cafeína", comenta Mariana Duarte Cardoso, Coordenadora do Curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera.

 

Por conter uma quantidade significativa de cafeína, o café oferece diversos benefícios ao organismo. No entanto, é fundamental consumi-lo com moderação para evitar efeitos adversos. "Cada pessoa tem uma tolerância diferente à cafeína, e observar como o corpo reage ao consumo de café é essencial para ajustar a quantidade conforme necessário", afirma a nutricionista.

 

A seguir, a especialista aponta os benefícios e os principais pontos negativos que podem ser intensificados pelo consumo do café. Confira!

 

1. Aumento da energia

A cafeína no café é conhecida por seu efeito estimulante, que ajuda a aumentar a energia , tornando-se uma escolha comum para começar o dia ou para momentos que exigem concentração.

 

2. Melhoria na performance cognitiva

O consumo de café pode melhorar a memória, o tempo de reação e a função cognitiva, facilitando a realização de tarefas que exigem atenção e raciocínio.

 

3. Estímulo à performance física

A cafeína no café pode aumentar a resistência e a força muscular, sendo benéfica para atividades físicas e esportivas.

 

4. Efeito antioxidante

Além da cafeína, o café contém antioxidantes que ajudam a combater os radicais livres, contribuindo para a saúde celular e a prevenção de doenças.

 

5. Insônia e distúrbios do sono

O consumo excessivo de café, especialmente próximo ao horário de dormir, pode causar insônia e distúrbios do sono.

 

6. Ansiedade e nervosismo

Altas doses de cafeína podem aumentar os níveis de ansiedade e nervosismo, afetando o bem-estar emocional.

 

7. Dependência

O uso regular de café pode levar à dependência de cafeína, com sintomas de abstinência como dores de cabeça, irritabilidade e fadiga.

 

8. Problemas digestivos

A cafeína no café pode causar desconforto gastrointestinal, como azia e refluxo, especialmente em pessoas sensíveis.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/8-beneficios-e-pontos-negativos-do-cafe-para-a-saude,cfa0ad1d807a54a1789af4dce5d4210aeir4t561.html?utm_source=clipboard - Por Leticia Zuim Gonzalez - Foto: Sunlight_s | Shutterstock / Portal EdiCase

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Qual é mais saudável: café ou chá?


As duas bebidas costumam disputar espaço nas mesas de café da manhã e também em lanches da tarde; confira as particularidades de cada uma

 

Dúvida: Eu gosto das minhas xícaras de café pela manhã, mas li sobre os benefícios do chá para a saúde e me pergunto se o chá é uma escolha mais saudável.

 

Muitos estudos mostram que tanto os consumidores de café quanto os de chá podem experimentar benefícios para a saúde em comparação com aqueles que não consomem essas bebidas. No entanto, é importante observar que todos esses estudos são observacionais, o que significa que não podemos afirmar com certeza que o café ou o chá levam explicitamente a melhores resultados de saúde.

 

Porém, há razões plausíveis para que o café e o chá possam estar relacionados a benefícios à saúde, começando pela cafeína. Os estudos têm se concentrado mais na cafeína do que em outros componentes dessas bebidas.

 

Os resultados mostram que a cafeína melhora diretamente o estado de alerta e a concentração, além de combater a fadiga. Ela também pode melhorar o desempenho atlético, provavelmente devido ao aumento dos níveis de hormônios adrenais e ao impulso metabólico de energia. A cafeína pode até elevar o humor.

 

O café regular fornece um impacto maior de cafeína por porção em comparação ao chá. É por isso que a maioria das pessoas opta pelo café quando precisa de um estimulante.

 

Geralmente, um copo de 240 ml de café regular contém cerca de 80 a 100 miligramas (mg) de cafeína (já 75 ml do tipo espresso tende a apresentar 150 mg da substância). O teor de cafeína no chá varia dependendo do tipo. Por exemplo, o chá verde tem a maior concentração de cafeína, com 40 a 70 mg por xícara de 240 ml. Outros chás têm menos, e muitas infusões de ervas contêm quantidades mínimas ou nenhuma cafeína.

 

Uma ingestão diária total de cafeína de até 400 mg é considerada segura. A maioria dos estudos que analisam a relação entre o consumo de cafeína e melhores resultados de saúde sugere que 300 mg por dia é a quantidade ideal. No entanto, até mesmo quantidades menores de cafeína podem causar nervosismo, ansiedade ou prejudicar o sono em algumas pessoas.

 

Ambas as bebidas também são ricas em antioxidantes, como os polifenóis, que ajudam a reduzir a inflamação crônica e neutralizar os radicais livres que danificam as células. O chá verde e o chá preto tendem a ter um maior teor de polifenóis do que outros chás e se aproximam das altas quantidades de antioxidantes encontradas no café.

 

O consumo de café está associado a uma série de benefícios à saúde, incluindo menor risco de doenças cardíacas, diabetes tipo 2, gordura no fígado, depressão e declínio cognitivo. O consumo regular de café também está relacionado a uma vida mais longa.

 

Devido à grande variedade de chás, há menos benefícios documentados para a saúde. No entanto, um grande estudo observacional publicado online em 17 de setembro de 2024, pelo The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, descobriu que consumir de 200 a 300 mg de chá ou café com cafeína por dia estava associado a um menor risco de diabetes, doença arterial coronariana e derrame.

 

Do ponto de vista da saúde, não há razão para trocar o café pelo chá. Mas você pode gostar de experimentar alguns chás com cafeína para adicionar variedade à sua bebida matinal.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/qual-e-mais-saudavel-cafe-ou-cha,3fcb0a4240a920649decdd36866a84fd2hruq9ul.html?utm_source=clipboard - Howard E. LeWine

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Alto consumo de café pode colocar o coração em risco


Beber mais de 400 miligramas de cafeína diariamente na maioria dos dias da semana pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares em pessoas saudáveis, indica um estudo realizado no Zydus Medical College and Hospital in Dahod, na Índia.

 

Para este estudo, os pesquisadores recrutaram 100 indivíduos saudáveis com idades entre 18 e 45 anos por meio de amostragem aleatória. Eles mediram a pressão arterial e o pulso dos participantes e coletaram dados sobre sociodemográficos e ingestão diária de cafeína. Posteriormente, os participantes fizeram um teste de degrau de três minutos, seguido de medições de pressão arterial e frequência cardíaca um minuto e cinco minutos após o teste.

 

 Noventa e dois participantes concluíram o estudo; a maioria era do sexo masculino (62%), com mais de 30 anos (60%) e morava em áreas urbanas (79,3%). Entre os participantes, 19,6% foram identificados como consumindo mais de 400 mg de cafeína diariamente — o equivalente a quatro a cinco xícaras de café. Mulheres, pessoas que trabalham em cargos empresariais e de gestão e aquelas que residem em áreas urbanas mostraram associações significativas com maior ingestão diária de cafeína.

  

Uma xícara de 240ml de café tem entre 95 e 200mg de cafeína; uma lata de refrigerante de cola pode ter entre 35 e 45mg; uma lata de energético de 70 e 150mg; e entre 14 e 60mg em uma xícara de chá. A recomendação de consumo máximo de cafeína é de 400mg por dia.

 

No estudo, o consumo diário de mais de 600mg de cafeína correlacionou-se fortemente com frequência cardíaca elevada (100 batimentos por minuto) e pressão arterial (maior que 140/90 mm Hg) após cinco minutos de descanso após um teste de degrau de três minutos.

 

A ingestão frequente de mais de 600mg de cafeína por dia pode resultar em consequências de longo prazo, como aumento da ansiedade, insônia, enfraquecimento ósseo e fraturas, e acidez no estômago, ela observou, acrescentando que suor e palpitações também podem ocorrer. Além disso, pessoas em faixas etárias mais velhas podem ter condições cardiovasculares que afetam sua frequência cardíaca e pressão arterial.

 

American College of Cardiology Asia 2024.

 

Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/20390/alto-consumo-de-cafe-pode-colocar-o-coracao-em-risco.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral#google_vignette



quarta-feira, 22 de maio de 2024

10 vantagens do café para a saúde


Nutricionista explica como essa bebida ajuda a melhorar o funcionamento do organismo

 

O café é a segunda bebida mais consumida no Brasil, conforme um estudo realizado pela plataforma CouponValido.com.br, com dados da Associação Internacional do Café (ICO) e do Dieese. Em média, os brasileiros bebem de 3 a 4 xícaras por dia, o equivalente a beber cerca de 5,8 kg por ano.

 

Ainda segundo o levantamento, o Brasil está entre os 15 países que mais consomem o grão, em 14º lugar. Agora, quando o assunto é produção de café, o nosso país está no topo do ranking mundial: cerca de 40% da produção mundial total é brasileira. Minas Gerais, São Paulo e Paraná são os principais estados produtores.

 

A seguir, a nutricionista Fernanda Larralde, da BioMundo, rede de lojas de produtos naturais e nutrição esportiva, lista 10 benefícios do café para a saúde. Confira:

 

1. Fonte de antioxidantes

O café contém uma variedade de antioxidantes, como o ácido clorogênico, que ajudam a combater os radicais livres no corpo. Esses antioxidantes podem ajudar a reduzir o risco de doenças crônicas, como cardíacas e certos tipos de câncer.

 

2. Melhora do desempenho cognitivo

A cafeína presente no café pode melhorar a função cerebral, aumentando a concentração, o foco, a memória e o tempo de reação. Isso pode ajudar a aumentar a produtividade e o desempenho mental em tarefas do dia a dia.

 

3. Aumenta energia

A cafeína é conhecida por seu efeito estimulante, que pode aumentar os níveis de energia e reduzir a fadiga. Um consumo moderado de café pode ajudar a melhorar a disposição e a sensação de alerta.

 

4. Melhora do desempenho físico

 A cafeína pode aumentar a resistência e melhorar o desempenho físico durante o exercício. Ela estimula o sistema nervoso, aumentando a liberação de adrenalina, o que pode ajudar a queimar gordura e melhorar o desempenho atlético.

 

5. Proteção do fígado

O café pode ter efeitos protetores sobre o fígado, reduzindo o risco de doenças hepáticas, como cirrose e câncer de fígado. A bebida também pode ajudar a diminuir os níveis de enzimas hepáticas associadas a danos no fígado.

 

6. Redução do risco de diabetes tipo 2

O consumo regular de café, sem adição de açúcar, tem sido associado a um menor risco de desenvolver diabetes tipo 2. A cafeína e outros compostos bioativos da bebida podem ajudar a melhorar a sensibilidade à insulina e regular os níveis de açúcar no sangue.

 

7. Proteção contra doenças neurodegenerativas

O café pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. Os antioxidantes e compostos bioativos da bebida podem ajudar a proteger o cérebro contra danos oxidativos e inflamação.

 

8. Redução do risco de depressão

O consumo moderado de café tem sido associado a um menor risco de depressão e a uma redução dos sintomas depressivos. A cafeína pode atuar como um estimulante do sistema nervoso central, melhorando o humor e o bem-estar mental.

 

9. Melhora da saúde cardiovascular

O consumo moderado de café pode estar associado a um menor risco de doenças cardiovasculares, como cardíacas e acidentes vasculares cerebrais. Os antioxidantes da bebida podem ajudar a reduzir a inflamação e melhorar a saúde dos vasos sanguíneos.

 

10. Promoção da longevidade

Alguns estudos observacionais sugerem que o consumo regular de café pode estar associado a uma redução do risco de mortalidade em geral. Embora mais pesquisas sejam necessárias para entender completamente essa relação, os benefícios do café para a saúde podem contribuir para uma vida mais longa e saudável.

É importante ressaltar que, embora o café ofereça muitos benefícios para a saúde, o consumo excessivo pode estar associado a efeitos colaterais negativos, como ansiedade, insônia, tremores e palpitações cardíacas. É recomendável consumir com moderação e consultar um profissional de saúde se houver preocupações com o consumo de cafeína.

“Vale ressaltar que o café descafeinado é uma ótima opção. Principalmente os que a cafeína é extraída à base d’água, que é a melhor tecnologia que existe. Eu sempre recomendo para os pacientes, sobretudo para quem está na menopausa, porque ele possui uma substância, a fitomelatonina, que melhora o sono. Uma dica para quem tem dificuldade de dormir é tomar uma xícara de café descafeinado a noite e depois comer um kiwi, perto da hora de dormir. É excelente”, finaliza a nutricionista Fernanda Larralde.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/parceiros/edicase/2024-05-20/10-vantagens-do-cafe-para-a-saude.html - Por Sarah Monteiro - Imagem: jazz3311 | Shutterstock


Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.

Romanos 5:8


sexta-feira, 17 de junho de 2022

Café pode ajudar a reduzir risco de morte em até 31%, aponta novo estudo


Tomar café, pelo jeito, faz muito bem à saúde. Mas, não dá pra exagerar!

 

O café é a segunda bebida mais consumida do mundo – atrás apenas do chá. Quem toma café sabe da sua propriedade mais notável: tira o sono e dá energia para o dia a dia. Aliás, esse é um dos principais motivos de quem consome a bebida todos os dias.

 

O que um novo estudo revela, agora, é que o café não só ajuda a manter o cérebro desperto, como pode ajudar a reduzir risco de morte em até 31%.

 

O amplo estudo, publicado na revista científica Annals of Internal Medicine, comprovou que o café é capaz de reduzir o risco de morte, mas precisa ser consumido da forma correta.

 

Café puro, com açúcar ou com adoçante?

Os pesquisadores do departamento de Epidemiologia da Southern Medical University, na China, analisaram informações de 171.616 participantes, com média de 56 anos, durante um período de sete anos – entre 2009 e 2018.

 

Utilizando o UK Biobank – um amplo banco de dados de saúde do Reino Unido –, os pesquisadores selecionaram pessoas que não tinham problemas cardiovasculares ou câncer no início, e que os resultados foram ajustados de acordo com critérios de demografia, estilo de vida e alimentação.

 

Então, foi observada a ingestão diária do grupo de café puro, com açúcar e com adoçante, em diferentes quantidades. O consumo foi comparado com desfechos de saúde no fim de 2018, a partir de 3.177 óbitos constatados entre os participantes.

 

Resultados da pesquisa

Os resultados da análise mostraram que a ingestão moderada de café sem e com açúcar foi associada no geral a um menor risco de morte. Os dados, no entanto, não mostraram uma mudança significativa em relação ao consumo da bebida com adoçantes artificiais.

 

Para os que bebiam qualquer quantidade até 4,5 xícaras por dia de café sem adição de açúcar, foi observada uma redução de ao menos 16% no risco de morte. Porém, esse percentual chegou a 29% entre aqueles que bebiam de 2,5 a 4,5 xícaras.

 

Os que colocavam pouco mais de uma colher de chá de açúcar também tiveram menos chance de morte em todas as quantidades analisadas até 4,5 xícaras, de ao menos 9%. Mas, o percentual de redução foi maior entre aqueles que bebiam de 1,5 a 3,5 xícaras por dia – 31%. Em outras quantidades, a diminuição foi mais tímida em comparação com a do café sem açúcar.

 

O Globo/Annals of Internal Medicine

 

Fonte: https://www.dicasonline.com/cafe-reduzir-risco-de-morte/ - por Priscilla Riscarolli


Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração.

Romanos 12:12