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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Quanto tempo demora para o álcool sair do corpo? O que água, café e banho frio realmente fazem


Quanto tempo demora para o álcool sair do corpo? Entenda o que influencia esse processo e descubra se há algo que realmente ajude.

 

O fígado leva horas para metabolizar o álcool, e o tempo varia conforme a quantidade ingerida, genética e alimentação. Métodos populares como beber café, tomar banho frio ou ingerir água não aceleram sua eliminação nem restauram os reflexos, servindo apenas para aliviar sintomas. Sentir-se bem não garante aptidão para dirigir. Casos graves de intoxicação, com convulsões ou perda de consciência, exigem socorro médico imediato pelo SAMU, devendo-se colocar a vítima de lado até a chegada do resgate.


Já se perguntou quanto tempo demora para o álcool sair do corpo e se existe alguma maneira de acelerar sua eliminação? Quando alguém percebe que os efeitos da bebida demoram a passar, é natural querer entender o que acontece no organismo e o que realmente pode ajudar.

 

O álcool pode levar várias horas para ser metabolizado, e não existe um prazo único para todas as pessoas. A quantidade consumida e fatores individuais influenciam esse processo.

 

Além disso, sentir-se melhor não significa necessariamente que o álcool já foi eliminado.

 

Como o organismo elimina o álcool

O fígado é o principal responsável por processar o álcool. A quantidade ingerida ajuda a determinar quanto o organismo precisará metabolizar.

 

Por exemplo, uma lata de cerveja de 350 ml com 5% de álcool contém cerca de 14 gramas de álcool puro. Uma lata de 473 ml com o mesmo teor contém aproximadamente 19 gramas. Portanto, o tamanho da embalagem e a concentração alcoólica fazem diferença.

 

O organismo também pode continuar absorvendo o álcool depois da última bebida. Por isso, a regra de que o corpo elimina uma dose por hora não é segura para calcular quando alguém pode dirigir.

 

O que determina a velocidade de eliminação do álcool

Além da quantidade ingerida, outros fatores podem influenciar a absorção e a maneira como o organismo processa a bebida:

 

Velocidade do consumo: beber muito em pouco tempo pode elevar rapidamente a concentração de álcool no sangue.

Alimentação: comer antes ou durante o consumo pode retardar a absorção, mas não acelera a eliminação do álcool que já chegou à corrente sanguínea.

Características individuais: composição corporal, genética e funcionamento do fígado podem influenciar o metabolismo. Alguns medicamentos também podem alterar os efeitos do álcool.

Esses fatores ajudam a explicar por que não existe um prazo igual para todos.

 

Água, café ou banho frio ajudam a eliminar o álcool mais rápido?

Não. Esses métodos não aceleram de forma significativa a eliminação do álcool, embora possam produzir outras sensações ou efeitos.

 

Água: ajuda na hidratação, mas não reduz rapidamente o álcool no sangue.

Café e bebidas energéticas: podem aumentar o estado de alerta, mas não recuperam os reflexos nem a coordenação.

Banho frio: não acelera a eliminação e pode ser perigoso para uma pessoa muito intoxicada.

Sono: permite descansar, mas não garante que a pessoa estará recuperada ao acordar.

Comida: pode retardar a absorção do álcool quando consumida antes ou durante a ingestão, mas não elimina o álcool já absorvido.

 

O que corta o efeito do álcool na hora?

Não há um método caseiro capaz de reverter imediatamente os efeitos da bebida. O álcool pode comprometer a atenção, o equilíbrio, os reflexos e a capacidade de tomar decisões, mesmo quando a pessoa não percebe essas alterações.

 

Por isso, não dirija nem opere máquinas após beber. Sentir-se bem não garante que você esteja em condições seguras para conduzir um veículo.

 

Quanto tempo o álcool fica no sangue e na urina?

O tempo que o álcool pode ser detectado depende da quantidade consumida e do tipo de exame.

 

No sangue, o teste identifica o álcool que ainda está circulando pelo organismo. Já alguns exames de urina conseguem detectar substâncias que o corpo produz ao processar o álcool e que podem continuar detectáveis por mais tempo, dependendo do método utilizado.

 

É importante lembrar que o tempo de detecção não é o mesmo que o tempo de duração dos efeitos da bebida.

 

Além disso, não existe um prazo único para todos os exames. Por isso, não é possível prever com precisão quando o resultado será negativo apenas com base no tempo que passou desde a última dose.

 

Quando a intoxicação alcoólica exige atendimento médico

Dificuldade para acordar, confusão intensa, convulsões, respiração lenta ou irregular e vômitos acompanhados de redução da consciência podem indicar intoxicação grave.

 

Nessas situações, ligue para o SAMU, pelo número 192.

 

Não deixe a pessoa sozinha, não ofereça café ou alimentos e não provoque vômito. Se ela estiver inconsciente, mas respirando, coloque-a de lado, se for seguro fazê-lo, enquanto aguarda socorro.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quanto-tempo-demora-para-o-alcool-sair-do-corpo-o-que-agua-cafe-e-banho-frio-realmente-fazem,4c2087e3688edc95bcc0a7bfc89d79aapcfaq4mh.html?utm_source=clipboard - Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Café faz bem ou faz mal? Veja quanto você pode tomar por dia


O café pode integrar uma dieta saudável e seu consumo moderado é associado à prevenção de doenças cardiovasculares, metabólicas e hepáticas. O limite diário seguro para adultos é de cerca de 400 mg de cafeína (duas a três xícaras grandes), caindo para 200 mg na gravidez. Contudo, a sensibilidade varia e doses excessivas causam insônia, ansiedade e palpitações. Priorize o consumo puro e sem aditivos calóricos, ajustando a dose e os horários para evitar desconfortos e prejuízos ao sono.

 

O café faz parte da rotina de milhões de pessoas e, para muita gente, é quase impossível começar o dia sem uma xícara. Além de ajudar a espantar o sono, a bebida também é estudada pelos possíveis efeitos que pode ter sobre a saúde.

 

De forma geral, o café pode fazer parte de uma alimentação saudável. Pesquisas associam o consumo moderado da bebida a menores riscos de algumas doenças cardiovasculares, metabólicas, neurológicas e hepáticas. No entanto, boa parte dessas evidências vem de estudos observacionais, que mostram uma relação, mas não conseguem provar que o café seja diretamente responsável por esses benefícios.

 

A principal questão está na quantidade de cafeína. Para adultos saudáveis, a referência usada pela FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) é de até 400 miligramas de cafeína por dia. Essa quantidade geralmente não está associada a efeitos negativos e corresponde, aproximadamente, a duas ou três xícaras grandes de café. Ainda assim, a concentração de cafeína varia bastante conforme o tipo e o preparo da bebida.

 

Também não é preciso chegar ao limite para sentir efeitos desagradáveis. Algumas pessoas podem apresentar ansiedade, tremores, palpitação, dor de cabeça, enjoo ou desconforto no estômago, mesmo com quantidades menores. Nesses casos, vale reduzir o consumo e observar como o organismo reage.

 

O horário também faz diferença. A cafeína pode atrapalhar o sono, principalmente quando consumida perto da hora de dormir. Por isso, quem percebe dificuldade para pegar no sono pode testar reduzir o café no período da tarde e da noite.

 

Durante a gravidez, a recomendação é mais restritiva. A EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos) considera seguro o consumo de até 200 miligramas de cafeína por dia. Esse limite inclui todas as fontes de cafeína, e não apenas o café.

 

Outro ponto importante é a forma de consumo. Café puro ou com pouco açúcar é bem diferente de bebidas à base de café que levam grandes quantidades de açúcar, caldas, chantilly e outros ingredientes.

 

No fim, para a maioria dos adultos saudáveis, o café pode fazer parte da rotina sem problema. A melhor quantidade, porém, é aquela que não provoca efeitos desagradáveis e não atrapalha o sono.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafe-faz-bem-ou-faz-mal-veja-quanto-voce-pode-tomar-por-dia,b6998140cd2405c409960366c3e62097udexh1lj.html?utm_source=clipboard - Por: Laura Pereira / Licenciado de Gávea News - Foto: Gávea News

sábado, 3 de outubro de 2026

Cafeína pode melhorar o foco e o desempenho físico? Veja os principais mitos e verdades sobre a substância


Cafeína pode melhorar o foco e o desempenho físico? Veja os principais mitos e verdades sobre a substância

 

Com tantas formas de consumo e promessas associadas à substância, também surgem dúvidas sobre seus efeitos no organismo

 

A cafeína melhora o foco e o desempenho físico ao retardar a percepção de fadiga, mas seu efeito é temporário e não substitui o sono. O consumo exige cautela com doses excessivas, que causam palpitações, ansiedade e podem reagir perigosamente com remédios controlados. Além disso, a substância está presente em chás e energéticos, exigindo atenção aos rótulos. Seus efeitos no estômago e no sono noturno variam conforme a sensibilidade individual, não havendo regra universal para o consumo.

 

Um cafezinho coado pela manhã, um energético para aguentar o plantão e até um "super coffee" turbinado com colágeno no lanche da tarde. Há tempos, a cafeína deixou de estar presente apenas na xícara de café e passou a fazer parte de uma série de produtos consumidos em busca de disposição, concentração e desempenho.

 

No entanto, com tantas formas de consumo e promessas associadas à substância, também surgem dúvidas sobre seus efeitos no organismo, a quantidade considerada segura e os possíveis riscos do excesso. Para entender o que realmente faz sentido e o que é exagero quando o assunto é cafeína, especialistas da Rede Américas, rede de hospitais privados, esclarecem os principais mitos e verdades.

 

1. Tomar café logo pela manhã dá mais disposição ao longo do dia

Mito. A cafeína pode ajudar a aumentar o estado de alerta, mas não produz energia; o que ela faz é retardar a percepção de cansaço pelo organismo. O efeito, porém, é temporário. Isso quer dizer que o café consumido às 7h pode ajudar a enfrentar a primeira parte da manhã, mas não garante disposição até a noite. Quando o efeito da bebida diminui, a necessidade de descanso continua existindo.

"O mecanismo de ação da cafeína é muito interessante. Ela tem uma forma química muito semelhante à da adenosina, substância responsável por avisar o corpo de que ele está cansado. Em vez de a adenosina se conectar ao seu receptor, quem se conecta é a cafeína. Então, temos a sensação de que não estamos cansados, mas só estamos postergando esse cansaço. Por isso, muitas pessoas acabam tomando cada vez mais café. Só que esses receptores também têm um limite, e não necessariamente quanto mais café, mais disposta a pessoa vai estar", explica Lívia Almeida, nutricionista do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo.

Isso não significa que a bebida deva ser evitada. Segundo a profissional, o café de fato auxilia na melhora do foco e da concentração e tem compostos bioativos que podem contribuir para a diminuição do risco de algumas doenças, considerando um consumo diário moderado, que varia de uma pessoa para outra.

 

2. Substituir café por outras bebidas é sempre mais saudável

Mito. Quem tenta diminuir o consumo da substância também precisa prestar atenção ao que coloca no lugar do café. Chá preto, chá verde, mate, refrigerantes à base de cola e energéticos também contêm cafeína. Ela ainda aparece em produtos que nem sempre são associados ao estimulante, incluindo alguns medicamentos.

A escolha de outra bebida industrializada também pode aumentar o consumo de açúcar, dependendo do produto. "O paciente pode trocar o café por um chá gelado industrializado, achando que fez uma escolha mais saudável, mas acabar consumindo cafeína da mesma forma e ainda acrescentar açúcar. Vale olhar o rótulo, e não apenas o nome da bebida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os açúcares livres representem menos de 10% das calorias consumidas diariamente, com benefícios adicionais quando esse percentual fica em 5%", avalia Lívia Almeida.

 

3. Remédios controlados reagem com doses excessivas de cafeína

Verdade. O alerta publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em setembro sobre o "Café dos Campeões" colocou em evidência um risco que pode passar despercebido por quem procura uma dose extra de disposição. A mistura de medicamentos controlados com energéticos, segundo a agência, pode provocar aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial e levar a complicações cardiovasculares.

"Quem usa medicamentos de forma contínua não deve considerar energéticos, pré-treinos ou outras fontes concentradas de cafeína como opções inofensivas para aumentar a disposição. Antes de associar esses produtos ao tratamento, é importante verificar com o médico se existe possibilidade de interação com o medicamento utilizado", alerta Roberta Frota, endocrinologista do Hospital Nove de Julho.

 

4. Cafeína melhora o desempenho durante os treinos físicos

Verdade. O Position Stand da International Society of Sports Nutrition, publicado em 2020, aponta que doses de 3 a 6 mg de cafeína por quilo de peso corporal, consumidas cerca de uma hora antes do exercício, podem melhorar o desempenho, especialmente em atividades de resistência aeróbica. Também foram observados efeitos positivos, em menor intensidade, sobre força, velocidade, saltos e arremessos. A resposta, porém, varia entre as pessoas e depende também da capacidade individual de metabolizar a substância.

"A cafeína funciona para melhorar o desempenho, mas a dose importa. Usar café, pré-treino e energético juntos não significa necessariamente treinar melhor. A partir de determinado ponto, aumentar a quantidade pode trazer mais efeitos como palpitação, tremores, ansiedade, desconforto gastrointestinal e dificuldade para dormir, comprometendo inclusive a recuperação após o exercício", comenta Roberta Frota.

 

5. Quem tem azia e refluxo deve parar de consumir café

Depende. Café costuma aparecer entre os primeiros itens retirados da alimentação de quem sofre com doenças gástricas. As recomendações mais recentes não sustentam, porém, que todas as pessoas com doença do refluxo gastroesofágico precisem eliminar a bebida.

A diretriz do American College of Gastroenterology, por exemplo, não recomenda a retirada generalizada de café ou cafeína. A entidade considera que as evidências disponíveis são de baixa qualidade e indica que a restrição deve levar em conta a resposta de cada paciente.

Lívia Almeida pondera que, se o café piora a azia de determinada pessoa, reduzir ou retirar a bebida pode ajudar. Para quem não apresenta essa relação, não há recomendação científica para abandonar o consumo apenas por ter refluxo. "Antes de cortar o café da alimentação, vale observar se existe uma relação consistente entre o consumo e o aparecimento ou a piora dos sintomas. Quando essa associação não existe, retirar a bebida apenas por causa do diagnóstico de refluxo pode significar uma restrição desnecessária", explica a nutricionista.

 

6. O cafezinho depois do almoço pode impactar no sono noturno

Depende. A cafeína permanece no organismo por várias horas. Sua meia-vida, período necessário para que a quantidade da substância no corpo seja reduzida pela metade, costuma ficar entre cinco e sete horas. Quem toma café às 14h, portanto, ainda pode ter uma quantidade significativa de cafeína circulando no começo da noite.

"Cafeína não substitui sono. Ela pode aumentar a disposição por algumas horas, mas quem precisa dela para conseguir funcionar ao longo do dia todo, tomando várias doses, pode estar usando o estimulante para compensar uma noite mal dormida que não será recuperada desta forma", afirma Adriana Bertolami, cardiologista e médica do sono do Hospital Alvorada Moema, em São Paulo.

O impacto sobre o sono varia bastante de uma pessoa para outra, e um dos fatores envolvidos é o gene CYP1A2, associado à velocidade com que o organismo metaboliza a substância. Pessoas que a eliminam mais lentamente podem permanecer sob efeito da cafeína por mais tempo. É por isso que algumas pessoas conseguem tomar café no meio da tarde e dormir normalmente, enquanto outras percebem alterações no sono mesmo quando o consumo ocorre várias horas antes de se deitar.

"Não dá para estabelecer um horário universal que funcione para todo mundo. Para quem tem dificuldade para dormir, uma estratégia possível é testar a redução ou retirada da cafeína a partir do início da tarde e observar se há melhora", recomenda Adriana Bertolami.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafeina-pode-melhorar-o-foco-e-o-desempenho-fisico-veja-os-principais-mitos-e-verdades-sobre-a-substancia,fd499e1b5558cfe5baa24090a2f06661gai3z8ep.html?utm_source=clipboard - Por Aline Zuliani - Foto: mizar_21984 | Shutterstock / Portal EdiCase

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Café dá mais energia? Entenda como a bebida age no organismo e os cuidados ao consumi-la


É possível apreciar a bebida e aproveitar seus benefícios sem comprometer a saúde

 

O café puro possui baixas calorias e atua como estimulante no sistema nervoso central por meio da cafeína, aumentando o alerta, a disposição física e a atividade digestiva. Contudo, seu valor energético se eleva com a adição de açúcares e gorduras. Especialistas alertam que a bebida não deve substituir refeições nem servir como tratamento intestinal, pois o consumo excessivo com açúcar, associado à má alimentação, pode favorecer alterações metabólicas e quadros como o diabetes.

 

Poucas bebidas estão tão presentes na vida dos brasileiros quanto o café. Da primeira xícara pela manhã ao tradicional cafezinho da tarde, ele acompanha boas conversas, encontros casuais e até momentos de relaxamento. Sua presença é tão marcante no dia a dia que se tornou parte da cultura do país.

 

Nesse contexto, o Dia Internacional do Café, celebrado em 1º de outubro, é uma oportunidade para conhecer melhor os efeitos da bebida no organismo, entender quais cuidados devem ser adotados no consumo e esclarecer alguns dos principais mitos que cercam o café. Confira a seguir!

 

Baixo teor calórico do café

Segundo a nutricionista Cristiane de Oliveira, coordenadora do curso de Nutrição da Afya Araguaína, além de fazer parte da cultura e da rotina de muitas pessoas, o café, quando consumido puro, apresenta baixo valor calórico.

"O primeiro ponto que a gente pensa da questão nutricional é que o café une as pessoas. Então, ele faz parte da antropologia alimentar da nossa sociedade. No mundo todo, isso é muito presente também. Do ponto de vista nutricional, falando em valores nutricionais e calóricos, o café em si não tem calorias. O que tem calorias é o que a gente adiciona", explica.

Ela destaca que o valor calórico da bebida pode aumentar conforme os ingredientes acrescentados, como açúcar, óleo de coco, creme de leite, chantili ou chocolate. Por isso, a quantidade e o tipo de complemento devem ser considerados de acordo com os objetivos e as necessidades de cada pessoa.

 

Café dá mais energia?

Conforme a nutricionista, a sensação de disposição após tomar café está relacionada principalmente à cafeína, substância com efeito estimulante que atua no sistema nervoso central, aumentando o estado de alerta e podendo favorecer a atividade mental e física. "Embora a percepção desses efeitos varie entre os indivíduos, a maioria das pessoas apresenta essa resposta", explica.

Além disso, é preciso observar não apenas o café, mas também o que é acrescentado à bebida. Cristiane de Oliveira reforça que o aporte energético depende dos ingredientes adicionados. Açúcar, leite, creme de leite, chocolate e outros complementos podem aumentar significativamente o valor calórico da bebida.

 

A bebida pode ajudar no funcionamento do intestino

Para algumas pessoas, o café pode ser um grande aliado do funcionamento do intestino. "De manhã, depois de tomar o café, pode dar vontade de ir ao banheiro, de evacuar. Isso acontece porque o café, a cafeína, estimula o nosso sistema digestório e isso provoca a vontade de evacuar. Mas existem pessoas, como eu disse anteriormente, que são mais sensíveis a isso, e outras que não", esclarece Cristiane de Oliveira.

Apesar desse efeito, a nutricionista ressalta que o café não deve ser considerado um laxante ou utilizado como tratamento para a constipação intestinal. "[…] Na questão nutricional, a gente não indica café para melhorar o funcionamento do intestino, porque isso é um conjunto: alimentação, consumo de água e a saúde intestinal como um todo", afirma.

 

Café não substitui uma alimentação adequada

Outro cuidado destacado pela nutricionista é o hábito de substituir refeições por várias xícaras de café ao longo do dia, especialmente quando a bebida é consumida com açúcar. "Por mais que o café seja uma cultura e a gente esteja sempre tomando café ou oferecendo para a visita, temos que lembrar que ele pode estar associado a um biscoito ou a outras coisas no decorrer do dia. Você não pode simplesmente substituir o café por uma refeição", alerta.

Segundo ela, passar longos períodos sem uma alimentação adequada e ingerir apenas café adoçado pode levar a um consumo elevado de açúcar e contribuir para alterações metabólicas, principalmente quando associado ao sedentarismo e a outros fatores de risco.

"Tem pessoas que deixam de comer comida de verdade e passam a manhã e a tarde só tomando café com açúcar. Quando a pessoa faz isso, recebe uma carga glicêmica, quantidade de açúcar muito grande no sangue. Isso pode favorecer doenças metabólicas, como diabetes e pré-diabetes, e alterações nas gorduras do sangue, principalmente se estiver associado ao sedentarismo e a uma predisposição genética", explica Cristiane de Oliveira.

O principal cuidado em relação ao consumo de café é manter o equilíbrio e considerar as necessidades individuais na alimentação. Conforme a profissional, como qualquer outro alimento, o café, sozinho, não vai resolver nem agravar uma condição. É preciso distribuir os nutrientes de maneira adequada ao longo da alimentação.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafe-da-mais-energia-entenda-como-a-bebida-age-no-organismo-e-os-cuidados-ao-consumi-la,ffa520c6e6c64d522bf6425bbe6b71d860o58w38.html?utm_source=clipboard - Por Cecília Santos - Foto: New África | Shutterstock / Portal EdiCase

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Consumo elevado de café deve ser evitado por hipertensos


Quem não gosta de uma boa xícara de café? Há alguns que gostam tanto que acabam tomando doses excessivas da bebida ao longo do dia. O café pode ter efeitos muito positivos na promoção da saúde, já que ajuda a melhorar o humor, o foco e o estado de alerta, mas precisa ser consumido com parcimônia por alguns indivíduos.

 

De acordo com Gleison Guimarães, médico especialista em Pneumologia pela UFRJ e pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a dose e o tempo fazem o veneno quando se trata de cafeína. “Novos dados indicam que tomar duas ou mais xícaras de café por dia pode dobrar o risco de mortalidade quando se trata de pessoas com pressão alta. Por outro lado, tomar apenas uma xícara por dia ainda reduz o risco”, explica.

 

O especialista conta que um estudo recente observou mulheres e homens japoneses entre 40 e 79 anos por cerca de 18 anos. Entre os que tinham hipertensão de grau 2 a grau 3, notou-se que, entre os que bebiam duas ou mais xícaras diariamente, houve o dobro de mortalidade por doença cardiovascular (DCV). “Por outro lado, esse risco não foi constatado em pessoas com pressão arterial normal ou com hipertensão de grau 1. O mesmo estudo também mostrou que, no caso do chá verde, não houve associação a um risco aumentado de mortalidade por DCV em nenhuma categoria”, relata o médico.

 

Ele afirma, porém, que é preciso considerar algumas limitações do estudo. “Entre elas, é preciso entender que o consumo de café ou chá verde foi autorreferido, de forma que pode haver relatos falsos”, diz.

 

De forma geral, porém, a indicação é que o elevado consumo de café pode estar relacionado a um aumento do risco de mortalidade por problemas cardiovasculares naqueles que já possuem mais risco, principalmente nos casos de hipertensão grave, mas serve para alertar principalmente se o indivíduo precisa de quatro, cinco ou seis xícaras de café por dia. Isso é um sinal de que ele deve estar dormindo mal. “A qualidade do sono, com sua profundidade, continuidade e regularidade adequadas somados a um tempo total entre sete e nove horas durante a noite, precisa oferecer o que nenhuma substância estimulante extra, precisa te ofertar”, aleta o especialista.

 

O estudo também serve para apoiar a afirmação de que o excesso de café, além de impactar a saúde cardiovascular, também a gastrointestinal, pode ainda mais atrapalhar a continuidade e o sono mais profundo, num looping que as pessoas bebem café para ficar acordadas de dia e pelo excesso e não respeitar o limite de 15 horas para a última xícara. Esses, não dormem bem também por isso. Sabemos, porém, que são necessárias mais pesquisas para confirmar os efeitos do consumo entre pessoas com e sem hipertensão arterial”, conclui.

 

Fonte: https://vidaplenaebemestar.com.br/bem-estar/alimentacao/consumo-elevado-de-cafe-deve-ser-evitado-por-hipertensos

terça-feira, 28 de julho de 2026

Café faz bem para o coração? Quantas xícaras por dia? Entidade de cardiologia responde


Café faz bem para o coração? Antes de mudar seus hábitos, veja o que a American Heart Association concluiu sobre a bebida.

 

Durante anos, o café foi apontado como um possível vilão para o coração. Mas, à medida que novas pesquisas surgiram, essa ideia começou a mudar.

 

Agora, um novo posicionamento da American Heart Association (AHA), uma das principais entidades de cardiologia do mundo, reforça que, para a maioria dos adultos, o consumo moderado de café não faz mal ao coração e está associado a um menor risco de algumas doenças cardiovasculares.

 

Mas isso não significa que vale exagerar. A quantidade consumida, a sensibilidade à cafeína e até a forma de preparar o café podem fazer diferença.

 

Quanto café pode ser consumido?

Um dos temas avaliados foi a relação entre o café e a pressão arterial.

 

Embora os estudos tenham apresentado resultados diferentes, a American Heart Association considera seguro, para a maioria dos adultos saudáveis, consumir entre três e cinco xícaras por dia, o equivalente a até 400 mg de cafeína.

 

A exceção são pessoas com hipertensão grave ou maior sensibilidade à cafeína, que podem apresentar aumento da pressão após consumir a bebida.

 

Nesses casos, a orientação é conversar com o médico para definir a quantidade mais adequada.

 

O que os estudos mostram

Ao revisar as pesquisas, a American Heart Association encontrou uma associação entre o hábito de tomar café e um menor risco de AVC, insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana e diabetes tipo 2.

 

A entidade faz uma ressalva importante. Esses resultados não significam que o café seja o responsável por reduzir esse risco, apenas que as pesquisas observaram essa associação.

 

Em parte dos estudos, o café descafeinado também foi associado a um menor risco de algumas doenças cardiovasculares. Isso indica que outros compostos presentes na bebida, além da cafeína, também podem contribuir para esses efeitos.

 

A forma de preparo também faz diferença

Nem todo café é igual.

 

Segundo a American Heart Association, o café não filtrado, como o preparado na prensa francesa, contém mais cafestol, uma substância presente naturalmente nos óleos do café que pode elevar os níveis do colesterol LDL, conhecido como colesterol "ruim".

 

Também é importante observar o que acompanha a bebida. Muito açúcar, xaropes, chantilly e outros ingredientes aumentam as calorias e podem reduzir os possíveis benefícios do café puro.

 

As bebidas energéticas também exigem cuidado. Por concentrarem grandes quantidades de cafeína, elas têm sido associadas a um maior risco de problemas cardiovasculares, principalmente entre pessoas com hipertensão grave ou maior sensibilidade à substância.

 

O que fica de lição?

No fim das contas, a principal mensagem é de equilíbrio.

 

Quem já toma café e não sente efeitos como palpitações, insônia ou aumento importante da pressão arterial não precisa abandonar esse hábito por receio de prejudicar o coração.

 

Por outro lado, pessoas com hipertensão grave, maior sensibilidade à cafeína ou alguma doença cardiovascular devem conversar com o médico para saber qual quantidade é mais indicada para o seu caso.

 

E, antes de culpar o café, vale observar o que costuma acompanhar a bebida. Em muitos casos, o excesso de açúcar e outros ingredientes pesa mais para a saúde do que a cafeína em si.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafe-faz-bem-para-o-coracao-quantas-xicaras-por-dia-entidade-de-cardiologia-responde,c426999b8e1a7e6de445927f7d02df7arxhmn3gu.html?utm_source=clipboard - Por: Michele Azevedo / Licenciado de SaúdeLAB - / Magnific (Freepik)

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Você sabe o que parar de tomar refrigerante pode fazer com você?


Médica nutróloga revelou os efeitos positivos que essa renúncia pode oferecer ao organismo humano

 

Refrigerante é uma bebida não alcoólica, gaseificada e que comporta enormes quantidades de corantes e conservantes, ou seja, características prejudiciais para uma boa saúde. Dessa maneira, a nutróloga do Hospital Sírio-Libanês Dra. Andrea Sampaio nos revelou 10 coisas que acontecem no corpo das pessoas que param de consumir refrigerante. Confira:

 

10 coisas que acontecem quando paramos de beber refrigerante

1. Redução de peso com prevenção ao sobrepeso e obesidade

“O refrigerante possui teor elevado de açúcar. Afinal, uma lata de refrigerante de 350 ml, possui cerca de 10 colheres de chá de açúcar, quantidade que corresponde a 100% do que é recomendado diariamente”, garante a Dra. Andrea.

 

2. Prevenção do diabetes e melhora do humor e energia

O nível elevado de açúcar no sangue propicia energia e humor. No entanto, a diferença é que imediatamente ocorre a queda dessa concentração do açúcar, o que leva um sujeito ao desânimo, cansaço e falta de energia.

“Com a sua remoção, terá uma estabilização nos níveis de açúcar no sangue, evitando picos e quedas tanto da glicemia quanto da insulina”, complementa Sampaio.

 

3. Pele com qualidade

“Terá uma melhora na qualidade pele, contribui para o rejuvenescimento cutâneo, pois o açúcar deixa o colágeno mais rígido em vez de flexível, o que favorece a uma pele mais desidratada, opaca e sem vida. Pode desencadear o aumento da oleosidade e favorecendo ao surgimento da acne”, explica.

 

4. Queda do inchaço com prevenção na hipertensão arterial

“Reduz o inchaço e contribui para prevenção da hipertensão arterial, pois tanto o sódio como o açúcar, favorecem a retenção de sal e água no organismo”, relata a nutróloga.

 

5. Pouca gordura no fígado

Os refrigerantes quando são absorvidos no intestino despejam uma larga quantidade de açúcar. Gerando, dessa forma, um acúmulo que será convertido em triglicérides e acomodado no fígado.

“Esse excesso de gordura leva doença hepática gordurosa não alcoólica, que é a esteatose hepática e pode evoluir para uma cirrose e, posteriormente, para um câncer de fígado”, diz.

 

6. Prevenção a cárie e osteoporose

“Os refrigerantes possuem ácidos fosfóricos em sua composição, que competem com o cálcio no sítio de absorção, não deixando o cálcio ser absorvido favorecendo a osteoporose e cáries. Sendo assim, esse cálcio livre no sangue pode levar a formação de cálculo renal, as ‘pedras’ nos rins“, destaca.

 

7. Melhor funcionamento intestinal

“Os refrigerantes levam ao desequilíbrio da flora intestinal, aumentando o acúmulo das bactérias patógenas (bactérias ruins), como também da inflamação, levando ao acúmulo de gases, predisposição para diarreia e constipação intestinal”, justifica.

 

8. Inflamação a menos

Além do sódio, os refrigerantes aumentam a formação de radicais livres, responsáveis pela inflamação do nosso corpo. “Causa lesão nas paredes das artérias, aumenta a chance de infartos e AVC (Acidente Vascular Cerebral) e aumenta a inflamação nas doenças crônicas articulares, alergias e dores de cabeça”, relata.

 

9. Melhora do poder de concentração

“Contribui para melhora do foco, atenção, memória e reduz risco de demência. Afinal, os componentes presentes nos refrigerantes levam a desequilíbrios químicos no cérebro e afetam o nosso desempenho cognitivo”, enfatiza a doutora.

 

10. Reduz o risco de câncer

“Temos na composição do refrigerante sódio, açúcar, corantes, acidulantes e demais aditivos químicos, como bisfenol A, que podem contribuir com surgimento de diversas doenças, o que inclui o câncer. O excesso de refrigerantes favorece ao aumento de peso e a obesidade que é um risco real para câncer”, termina a Dra. Andrea Sampaio.

 

Realidade nacional

Informações que impactam na conscientização do povo brasileiro. A pesquisa do IECS (Instituto de Efectividad Clinica y Sanitária), da Argentina, acusa que a média anual do consumo de bebida açucarada do brasileiro é de 61L e que 2,2 milhões de pessoas estão obesas ou com sobrepeso graças a essa ingestão.

 

Fonte: https://sportlife.com.br/10-coisas-que-acontecem-no-corpo-de-quem-para-de-beber-refrigerante/ - Shutterstock

sábado, 24 de maio de 2025

8 benefícios e pontos negativos do café para a saúde


A bebida é uma das fontes mais populares de cafeína, consumida diariamente por milhões de pessoas no mundo

 

No dia 24 de maio é celebrado o Dia Nacional do Café. A data foi instituída pela Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), em 2005, para marcar o início da colheita nas principais regiões cafeeiras do país. A bebida está presente no cotidiano de praticamente todos os brasileiros — desde o início da manhã até os momentos de pausa à tarde, acompanhando bolos e pães. Muitos apreciam não apenas seu sabor marcante, mas também os efeitos estimulantes que ele proporciona.

 

Isso ocorre porque a bebida é uma das fontes mais populares de cafeína. "A quantidade de cafeína no café pode variar dependendo do tipo de grão, método de preparo e tamanho da porção. Em média, uma xícara de café de 240 ml contém aproximadamente 95 mg de cafeína", comenta Mariana Duarte Cardoso, Coordenadora do Curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera.

 

Por conter uma quantidade significativa de cafeína, o café oferece diversos benefícios ao organismo. No entanto, é fundamental consumi-lo com moderação para evitar efeitos adversos. "Cada pessoa tem uma tolerância diferente à cafeína, e observar como o corpo reage ao consumo de café é essencial para ajustar a quantidade conforme necessário", afirma a nutricionista.

 

A seguir, a especialista aponta os benefícios e os principais pontos negativos que podem ser intensificados pelo consumo do café. Confira!

 

1. Aumento da energia

A cafeína no café é conhecida por seu efeito estimulante, que ajuda a aumentar a energia , tornando-se uma escolha comum para começar o dia ou para momentos que exigem concentração.

 

2. Melhoria na performance cognitiva

O consumo de café pode melhorar a memória, o tempo de reação e a função cognitiva, facilitando a realização de tarefas que exigem atenção e raciocínio.

 

3. Estímulo à performance física

A cafeína no café pode aumentar a resistência e a força muscular, sendo benéfica para atividades físicas e esportivas.

 

4. Efeito antioxidante

Além da cafeína, o café contém antioxidantes que ajudam a combater os radicais livres, contribuindo para a saúde celular e a prevenção de doenças.

 

5. Insônia e distúrbios do sono

O consumo excessivo de café, especialmente próximo ao horário de dormir, pode causar insônia e distúrbios do sono.

 

6. Ansiedade e nervosismo

Altas doses de cafeína podem aumentar os níveis de ansiedade e nervosismo, afetando o bem-estar emocional.

 

7. Dependência

O uso regular de café pode levar à dependência de cafeína, com sintomas de abstinência como dores de cabeça, irritabilidade e fadiga.

 

8. Problemas digestivos

A cafeína no café pode causar desconforto gastrointestinal, como azia e refluxo, especialmente em pessoas sensíveis.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/8-beneficios-e-pontos-negativos-do-cafe-para-a-saude,cfa0ad1d807a54a1789af4dce5d4210aeir4t561.html?utm_source=clipboard - Por Leticia Zuim Gonzalez - Foto: Sunlight_s | Shutterstock / Portal EdiCase

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Veja os benefícios do vinho para a saúde e como consumir

 


A ingestão moderada da bebida favorece o bem-estar físico e emocional

 

Motivar as pessoas a se reconectarem em torno de uma garrafa de vinho especial, criar boas memórias com amigos e familiares, sem precisar de nenhum outro motivo para comemorar, foi o que pensaram os dois colunistas do Wall Street Journal, em 2000, ao criarem a Open That Bottle Night (Noite de Abrir Aquela Garrafa, em português) que acontece sempre no último sábado de fevereiro.

 

"Além de todos os benefícios do vinho para o organismo, é importante que cada um reserve um tempo, na correria do dia a dia, para confraternizar e ampliar seu convívio social. Isso desempenha um papel crucial tanto no bem-estar físico como emocional. Além disso, a interação humana estimula o sentimento de pertencimento e propósito", explica o Prof. Dr. Durval Ribas Filho, nutrólogo, Fellow da The Obesity Society - TOS (USA), presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e docente da pós-graduação CNNUTRO.

 

A seguir, o Prof. Dr. Durval Ribas Filho explica sobre os benefícios do vinho para a saúde e como consumi-lo. Veja!

 

Confraternizar com vinho é benéfico

Confraternizar com vinho contribui para saúde emocional, mas o consumo da bebida deve ser sem exageros. Interações sociais positivas estimulam a produção de oxitocina, conhecida como o "hormônio do bem-estar", e auxiliam na redução dos níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Pessoas que mantêm vínculos sociais tendem a ter um sistema imunológico mais forte, tornando-as mais resistentes a infecções e doenças.

 

A convivência social também cria uma rede de apoio, essencial diante de desafios como perdas, mudanças bruscas na vida e crises pessoais, além de reduzir os riscos de depressão, ansiedade e outros transtornos mentais.

 

O vinho também faz bem para saúde física

O consumo moderado, em particular do vinho tinto, está associado a vários benefícios para a saúde, como a redução do risco de doenças cardíacas e combate aos radicais livres, graças aos antioxidantes, como o resveratrol, que também pode ajudar a reduzir a produção de LDL (colesterol ruim) pelo fígado, contribuindo para prevenir a aterosclerose.

 

O resveratrol, potente antioxidante, está presente na casca da uva, que faz parte do processo de fermentação do vinho tinto. Aliado a outros polifenóis, ele contribui para a dilatação arterial, facilitando a circulação sanguínea, tem ação antiplaquetária, reduz a formação de trombo nos vasos sanguíneos e favorece a neuroproteção.

 

No sistema imunológico, aumenta a capacidade do organismo sintetizar moléculas anti-inflamatórias, estimulando a produção de células T e, consequentemente, há uma melhora da resposta autoimune. Estudos também mostram que o resveratrol melhora a sensibilidade à insulina, ajudando no controle da glicemia em casos de pré-diabetes e diabetes.

 

Benefícios do vinho branco

O vinho branco também tem flavonoides e ácidos fenólicos, que possuem propriedades antioxidantes, mas em quantidade menor em relação ao vinho tinto, o que resulta em uma baixa atividade antioxidante e anti-inflamatória.

 

Relação entre vinho e longevidade

Alguns estudos sugerem que o consumo moderado de vinho pode contribuir para uma vida mais longa e apontam, ainda, que pessoas - socialmente ativas - têm maiores chances de viver mais e com melhor qualidade de vida. Conversar e interagir regularmente com amigos e familiares é uma forma de manter o cérebro ativo e pode prevenir ou retardar o declínio cognitivo e doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

 

Quantidade ideal de consumo

Uma taça de vinho, para as mulheres, e duas taças, para os homens, ao dia é o recomendado. Quantidades superiores dependem da sensibilidade de cada organismo, que pode ser mais ou menos susceptível aos efeitos positivos ou negativos do vinho, pois é uma bebida alcoólica.

 

Exagerar na dose de vinho pode levar a vários problemas, como a diminuição da capacidade de discernimento, aumento no risco de desenvolver câncer, acidente vascular cerebral (AVC), doenças hepáticas, sobrepeso, obesidade e outras doenças. 

 

Além disso, o consumo de vinho é contraindicado para pacientes psiquiátricos, adolescentes, grávidas e pessoas com predisposição a desenvolver algum tipo de dependência.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/veja-os-beneficios-do-vinho-para-a-saude-e-como-consumir,e7d7f05518123907c22a6e4865465eb50c9v8595.html?utm_source=clipboard - Por Edna Vairoletti - Foto: Caftor | Shutterstock / Portal EdiCase

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Alto consumo de café pode colocar o coração em risco


Beber mais de 400 miligramas de cafeína diariamente na maioria dos dias da semana pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares em pessoas saudáveis, indica um estudo realizado no Zydus Medical College and Hospital in Dahod, na Índia.

 

Para este estudo, os pesquisadores recrutaram 100 indivíduos saudáveis com idades entre 18 e 45 anos por meio de amostragem aleatória. Eles mediram a pressão arterial e o pulso dos participantes e coletaram dados sobre sociodemográficos e ingestão diária de cafeína. Posteriormente, os participantes fizeram um teste de degrau de três minutos, seguido de medições de pressão arterial e frequência cardíaca um minuto e cinco minutos após o teste.

 

 Noventa e dois participantes concluíram o estudo; a maioria era do sexo masculino (62%), com mais de 30 anos (60%) e morava em áreas urbanas (79,3%). Entre os participantes, 19,6% foram identificados como consumindo mais de 400 mg de cafeína diariamente — o equivalente a quatro a cinco xícaras de café. Mulheres, pessoas que trabalham em cargos empresariais e de gestão e aquelas que residem em áreas urbanas mostraram associações significativas com maior ingestão diária de cafeína.

  

Uma xícara de 240ml de café tem entre 95 e 200mg de cafeína; uma lata de refrigerante de cola pode ter entre 35 e 45mg; uma lata de energético de 70 e 150mg; e entre 14 e 60mg em uma xícara de chá. A recomendação de consumo máximo de cafeína é de 400mg por dia.

 

No estudo, o consumo diário de mais de 600mg de cafeína correlacionou-se fortemente com frequência cardíaca elevada (100 batimentos por minuto) e pressão arterial (maior que 140/90 mm Hg) após cinco minutos de descanso após um teste de degrau de três minutos.

 

A ingestão frequente de mais de 600mg de cafeína por dia pode resultar em consequências de longo prazo, como aumento da ansiedade, insônia, enfraquecimento ósseo e fraturas, e acidez no estômago, ela observou, acrescentando que suor e palpitações também podem ocorrer. Além disso, pessoas em faixas etárias mais velhas podem ter condições cardiovasculares que afetam sua frequência cardíaca e pressão arterial.

 

American College of Cardiology Asia 2024.

 

Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/20390/alto-consumo-de-cafe-pode-colocar-o-coracao-em-risco.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral#google_vignette



segunda-feira, 18 de novembro de 2024

10 coisas surpreendentes que acontecem no corpo de quem para de beber refrigerante


Médica nutróloga revelou os efeitos positivos que essa renúncia pode oferecer ao organismo humano

 

Refrigerante é uma bebida não alcoólica, gaseificada e que comporta enormes quantidades de corantes e conservantes, ou seja, características prejudiciais para uma boa saúde. Dessa maneira, a nutróloga do Hospital Sírio-Libanês Dra. Andrea Sampaio nos revelou 10 coisas que acontecem no corpo das pessoas que param de consumir refrigerante. Confira:

 

10 coisas que acontecem quando paramos de beber refrigerante

 

1. Redução de peso com prevenção ao sobrepeso e obesidade

“O refrigerante possui teor elevado de açúcar. Afinal, uma lata de refrigerante de 350 ml, possui cerca de 10 colheres de chá de açúcar, quantidade que corresponde a 100% do que é recomendado diariamente”, garante a Dra. Andrea.

 

2. Prevenção do diabetes e melhora do humor e energia

O nível elevado de açúcar no sangue propicia energia e humor. No entanto, a diferença é que imediatamente ocorre a queda dessa concentração do açúcar, o que leva um sujeito ao desânimo, cansaço e falta de energia.

“Com a sua remoção, terá uma estabilização nos níveis de açúcar no sangue, evitando picos e quedas tanto da glicemia quanto da insulina”, complementa Sampaio.

 

3. Pele com qualidade

“Terá uma melhora na qualidade pele, contribui para o rejuvenescimento cutâneo, pois o açúcar deixa o colágeno mais rígido em vez de flexível, o que favorece a uma pele mais desidratada, opaca e sem vida. Pode desencadear o aumento da oleosidade e favorecendo ao surgimento da acne”, explica.

 

4. Queda do inchaço com prevenção na hipertensão arterial

“Reduz o inchaço e contribui para prevenção da hipertensão arterial, pois tanto o sódio como o açúcar, favorecem a retenção de sal e água no organismo”, relata a nutróloga.

 

5. Pouca gordura no fígado

Os refrigerantes quando são absorvidos no intestino despejam uma larga quantidade de açúcar. Gerando, dessa forma, um acúmulo que será convertido em triglicérides e acomodado no fígado.

 “Esse excesso de gordura leva doença hepática gordurosa não alcoólica, que é a esteatose hepática e pode evoluir para uma cirrose e, posteriormente, para um câncer de fígado”, diz.

 

6. Prevenção a cárie e osteoporose

“Os refrigerantes possuem ácidos fosfóricos em sua composição, que competem com o cálcio no sítio de absorção, não deixando o cálcio ser absorvido favorecendo a osteoporose e cáries. Sendo assim, esse cálcio livre no sangue pode levar a formação de cálculo renal, as ‘pedras’ nos rins“, destaca.

 

7. Melhor funcionamento intestinal

“Os refrigerantes levam ao desequilíbrio da flora intestinal, aumentando o acúmulo das bactérias patógenas (bactérias ruins), como também da inflamação, levando ao acúmulo de gases, predisposição para diarreia e constipação intestinal”, justifica.

 

8. Inflamação a menos

Além do sódio, os refrigerantes aumentam a formação de radicais livres, responsáveis pela inflamação do nosso corpo. “Causa lesão nas paredes das artérias, aumenta a chance de infartos e AVC (Acidente Vascular Cerebral) e aumenta a inflamação nas doenças crônicas articulares, alergias e dores de cabeça”, relata.

 

9. Melhora do poder de concentração

“Contribui para melhora do foco, atenção, memória e reduz risco de demência. Afinal, os componentes presentes nos refrigerantes levam a desequilíbrios químicos no cérebro e afetam o nosso desempenho cognitivo”, enfatiza a doutora.

 

10. Reduz o risco de câncer

“Temos na composição do refrigerante sódio, açúcar, corantes, acidulantes e demais aditivos químicos, como bisfenol A, que podem contribuir com surgimento de diversas doenças, o que inclui o câncer. O excesso de refrigerantes favorece ao aumento de peso e a obesidade que é um risco real para câncer”, termina a Dra. Andrea Sampaio.

 

Realidade nacional

Informações que impactam na conscientização do povo brasileiro. A pesquisa do IECS (Instituto de Efectividad Clinica y Sanitária), da Argentina, acusa que a média anual do consumo de bebida açucarada do brasileiro é de 61L e que 2,2 milhões de pessoas estão obesas ou com sobrepeso graças a essa ingestão.

 

Fonte: https://sportlife.com.br/10-coisas-que-acontecem-no-corpo-de-quem-para-de-beber-refrigerante/ - By Guilherme Faber - Shutterstock


“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (João 8:33)