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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Quanto tempo demora para o álcool sair do corpo? O que água, café e banho frio realmente fazem


Quanto tempo demora para o álcool sair do corpo? Entenda o que influencia esse processo e descubra se há algo que realmente ajude.

 

O fígado leva horas para metabolizar o álcool, e o tempo varia conforme a quantidade ingerida, genética e alimentação. Métodos populares como beber café, tomar banho frio ou ingerir água não aceleram sua eliminação nem restauram os reflexos, servindo apenas para aliviar sintomas. Sentir-se bem não garante aptidão para dirigir. Casos graves de intoxicação, com convulsões ou perda de consciência, exigem socorro médico imediato pelo SAMU, devendo-se colocar a vítima de lado até a chegada do resgate.


Já se perguntou quanto tempo demora para o álcool sair do corpo e se existe alguma maneira de acelerar sua eliminação? Quando alguém percebe que os efeitos da bebida demoram a passar, é natural querer entender o que acontece no organismo e o que realmente pode ajudar.

 

O álcool pode levar várias horas para ser metabolizado, e não existe um prazo único para todas as pessoas. A quantidade consumida e fatores individuais influenciam esse processo.

 

Além disso, sentir-se melhor não significa necessariamente que o álcool já foi eliminado.

 

Como o organismo elimina o álcool

O fígado é o principal responsável por processar o álcool. A quantidade ingerida ajuda a determinar quanto o organismo precisará metabolizar.

 

Por exemplo, uma lata de cerveja de 350 ml com 5% de álcool contém cerca de 14 gramas de álcool puro. Uma lata de 473 ml com o mesmo teor contém aproximadamente 19 gramas. Portanto, o tamanho da embalagem e a concentração alcoólica fazem diferença.

 

O organismo também pode continuar absorvendo o álcool depois da última bebida. Por isso, a regra de que o corpo elimina uma dose por hora não é segura para calcular quando alguém pode dirigir.

 

O que determina a velocidade de eliminação do álcool

Além da quantidade ingerida, outros fatores podem influenciar a absorção e a maneira como o organismo processa a bebida:

 

Velocidade do consumo: beber muito em pouco tempo pode elevar rapidamente a concentração de álcool no sangue.

Alimentação: comer antes ou durante o consumo pode retardar a absorção, mas não acelera a eliminação do álcool que já chegou à corrente sanguínea.

Características individuais: composição corporal, genética e funcionamento do fígado podem influenciar o metabolismo. Alguns medicamentos também podem alterar os efeitos do álcool.

Esses fatores ajudam a explicar por que não existe um prazo igual para todos.

 

Água, café ou banho frio ajudam a eliminar o álcool mais rápido?

Não. Esses métodos não aceleram de forma significativa a eliminação do álcool, embora possam produzir outras sensações ou efeitos.

 

Água: ajuda na hidratação, mas não reduz rapidamente o álcool no sangue.

Café e bebidas energéticas: podem aumentar o estado de alerta, mas não recuperam os reflexos nem a coordenação.

Banho frio: não acelera a eliminação e pode ser perigoso para uma pessoa muito intoxicada.

Sono: permite descansar, mas não garante que a pessoa estará recuperada ao acordar.

Comida: pode retardar a absorção do álcool quando consumida antes ou durante a ingestão, mas não elimina o álcool já absorvido.

 

O que corta o efeito do álcool na hora?

Não há um método caseiro capaz de reverter imediatamente os efeitos da bebida. O álcool pode comprometer a atenção, o equilíbrio, os reflexos e a capacidade de tomar decisões, mesmo quando a pessoa não percebe essas alterações.

 

Por isso, não dirija nem opere máquinas após beber. Sentir-se bem não garante que você esteja em condições seguras para conduzir um veículo.

 

Quanto tempo o álcool fica no sangue e na urina?

O tempo que o álcool pode ser detectado depende da quantidade consumida e do tipo de exame.

 

No sangue, o teste identifica o álcool que ainda está circulando pelo organismo. Já alguns exames de urina conseguem detectar substâncias que o corpo produz ao processar o álcool e que podem continuar detectáveis por mais tempo, dependendo do método utilizado.

 

É importante lembrar que o tempo de detecção não é o mesmo que o tempo de duração dos efeitos da bebida.

 

Além disso, não existe um prazo único para todos os exames. Por isso, não é possível prever com precisão quando o resultado será negativo apenas com base no tempo que passou desde a última dose.

 

Quando a intoxicação alcoólica exige atendimento médico

Dificuldade para acordar, confusão intensa, convulsões, respiração lenta ou irregular e vômitos acompanhados de redução da consciência podem indicar intoxicação grave.

 

Nessas situações, ligue para o SAMU, pelo número 192.

 

Não deixe a pessoa sozinha, não ofereça café ou alimentos e não provoque vômito. Se ela estiver inconsciente, mas respirando, coloque-a de lado, se for seguro fazê-lo, enquanto aguarda socorro.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quanto-tempo-demora-para-o-alcool-sair-do-corpo-o-que-agua-cafe-e-banho-frio-realmente-fazem,4c2087e3688edc95bcc0a7bfc89d79aapcfaq4mh.html?utm_source=clipboard - Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

domingo, 14 de dezembro de 2025

Por que consumir álcool com energético pode te colocar em risco?


Comum em drinks e em longas noitadas, mistura eleva sobrecarga ao coração; entenda

 

Com o fim de ano batendo à porta, chegam também as confraternizações, as férias e aquela maratona de festas -- e, claro, a presença mais constante de bebidas alcoólicas. Uma combinação continua em alta nas baladas e nos encontros de virada: álcool com energético. A mistura, popularizada entre drinks e longas noitadas, pode parecer inofensiva, mas cardiologistas alertam que os efeitos estimulantes dos energéticos elevam a sobrecarga sobre o coração, mascaram sinais de intoxicação e aumentam o risco de arritmias.

 

Segundo o médico Fabrício da Silva, cardiologista da Clínica Amplexus, as substâncias presentes tanto no álcool quanto nos energéticos atuam diretamente no sistema elétrico do coração, causando taquicardia. O especialista acrescenta que pessoas com problemas estruturais no coração, como hipertrofia ou inflamações, têm maior suscetibilidade a quadros graves.

 

A associação pode ainda mascarar o nível de embriaguez, aumentando a ingestão de álcool e criando uma sensação falsa de energia. Para Marcelo Bergamo, cardiologista do Hospital Santa Bárbara, essa contradição entre depressão do sistema nervoso (pelo álcool) e estímulo cardiovascular (pelos energéticos) engana o organismo. "Isso pode mascarar a sensação de embriaguez, levando a maior consumo de álcool sem percepção de risco imediato, e sobrecarregar o coração, aumentando a frequência cardíaca e a pressão arterial.", afirma.

 

Riscos aumentam no fim do ano

Tanto Silva quanto Bergamo afirmam observar maior incidência de quadros cardíacos relacionados a essa mistura justamente em períodos de festas. "Final de ano, férias, confraternizações e, consequentemente, as pessoas se expõem a uma maior quantidade de álcool e aquelas pessoas que gostam dos drinks que envolvam o álcool com o energético também acabam se expondo em maior quantidade", diz Silva.

 

Bergamo confirma que verão e feriados concentram mais casos -- especialmente em festas, bares e eventos com consumo intenso. Por esse consumo, jovens adultos, de 18 a 30 anos, são os que mais registram casos nessa época, com foco nos homens.

 

Quem está mais vulnerável?

Entre os grupos mais suscetíveis, os especialistas citam idosos, hipertensos, diabéticos e pessoas com histórico de arritmia ou doenças cardíacas. Jovens adultos, porém, estão longe de estar protegidos. "Mesmo indivíduos aparentemente saudáveis podem apresentar complicações se exagerarem na quantidade ou na frequência", afirma Bergamo.

 

Sinais de alerta

Palpitação, batimentos acelerados, dor no peito, falta de ar, tontura e pressão na cabeça estão entre os principais sintomas. O aparecimento de náusea intensa, confusão mental ou sensação de ansiedade também devem acender o alerta.

 

"Se algum desses sintomas aparecer, é fundamental não ignorá-los, mesmo que pareçam passageiros", indica Bergamo. "Procure atendimento médico imediatamente. Enquanto aguarda ajuda, hidratar-se também ajuda. Evite esforço físico, mantenha-se sentado ou deitado e, se possível, alguém deve acompanhar a pessoa. Quanto mais rápido o atendimento, menores os riscos de complicações graves."

 

Silva recomenda que, se possível, festeiros monitorem os batimentos com smartwatch, mas reforça que a medida não substitui avaliação médica.

 

Exposição repetida aumenta o risco

O consumo frequente ao longo da vida pode provocar alterações permanentes, como hipertrofia do coração, aumento da pressão arterial e lesões no ritmo cardíaco. "Quanto maior a exposição às substâncias, maiores os riscos", explica Silva.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/por-que-consumir-alcool-com-energetico-pode-te-colocar-em-risco,b12774c6e10574b3d84928a636c9b77003zvorzd.html?utm_source=clipboard - Por: Maria Luiza Valeriano - Foto: Reprodução/freepic.diller/Freepik

sábado, 12 de julho de 2025

Consumo excessivo de álcool pode causar lesões cerebrais e perda cognitiva


Um novo estudo da Universidade de São Paulo (USP) revelou que o consumo de oito ou mais doses de bebida alcoólica por semana pode estar associado a lesões cerebrais relacionadas a problemas de memória e raciocínio. A pesquisa analisou o cérebro de 1.781 pessoas com média de idade de 75 anos ao falecer e identificou que o hábito de beber excessivamente estava ligado a maior risco de desenvolver uma condição chamada hialinose arteriolar, que afeta os pequenos vasos sanguíneos do cérebro.

 

Essa condição torna os vasos mais espessos e rígidos, dificultando o fluxo sanguíneo e provocando danos cerebrais com o tempo. Os pesquisadores também encontraram uma maior presença de "emaranhados de tau", estruturas associadas ao Alzheimer, entre os indivíduos que foram consumidores pesados ou ex-consumidores. Compre vitaminas e suplementos

 

Comparado aos que nunca beberam, os bebedores pesados tiveram 133% mais chance de apresentar lesões vasculares cerebrais. Já os ex-bebedores apresentaram 89% mais risco, enquanto os bebedores moderados, 60%. Além disso, ex-bebedores também tiveram menor proporção de massa cerebral em relação ao corpo e pior desempenho cognitivo. Outro dado alarmante é que os consumidores pesados morreram, em média, 13 anos mais cedo do que os abstêmios.

 

Embora o estudo não tenha acompanhado os participantes em vida, nem medido o tempo de exposição ao álcool, seus autores reforçam que os resultados trazem um alerta importante para a saúde pública. Eles destacam a necessidade de ampliar campanhas de conscientização sobre os danos neurológicos causados pelo consumo exagerado de álcool.

 

Fonte: Neurology.  DOI: 10.1212/WNL.0000000000213555.

 

Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/21016/consumo-excessivo-de-alcool-pode-causar-lesoes-cerebrais-e-perda-cognitiva.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral#google_vignette

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Consumo excessivo de álcool no Carnaval pode prejudicar o coração


Cardiologista explica como essa bebida pode aumentar o risco de infarto, miocardiopatia е AVC

 

Durante o período do Carnaval, é comum observar um aumento significativo no consumo de álcool, muitas vezes associado às festividades e celebrações. Embora a diversão seja uma parte integral dessa temporada, é importante estar ciente dos potenciais impactos negativos que o excesso de álcool pode ter sobre a saúde, especialmente em relação ao coração.

 

Segundo o cardiologista Dr. Roberto Yano, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas é um fator importante para problemas cardiovasculares. “O álcool em excesso pode ocasionar uma série de problemas cardiovasculares. Pode elevar a pressão arterial, aumentar os triglicérides, contribuir para o ganho de peso, facilitar o acúmulo de gordura nas artérias е aumentar, assim, o risco de problemas cardíacos como infarto, miocardiopatia е AVC (Acidente Vascular Cerebral)”, ressalta.

 

Prejuízos do consumo excessivo

O consumo desregrado de álcool pode ser um fator de risco para doenças cardíacas tanto no curto quanto no longo prazo, confirma o Dr. Roberto Yano. “O consumo excessivo e frequente de bebidas alcoólicas pode aumentar a pressão arterial, desencadear arritmias е contribuir para a formação de placas nas artérias, elevando o risco de doenças cardíacas. Além disso, o consumo crônico está associado a condições como a miocardiopatia alcoólica ao longo dos anos”, explica.

 

Danos para quem bebe pouco

Até quem costuma consumir bebida alcoólica em menor frequência pode ser afetado. “Se engana quem pensa ‘um dia não faz mal’; na verdade, em períodos como o Carnaval, em que há um grande consumo de álcool em um pequeno espaço de tempo, também é possível sofrer efeitos, mesmo sendo ocasional. Isso porque o aumento súbito de álcool no sangue pode ocasionar o que chamamos ‘holiday hеart syndromе’, ou síndrome do coração pós-feriado”, esclarece o profissional.

Nessa síndrome, o coração intoxicado pelo álcool gera arritmias cardíacas (dentre a mais comum, a fibrilação atrial), que são potencialmente graves, pois podem instabilizar o coração, sendo em alguns casos necessário realizar até um procedimento médico para reverter o ritmo.

 

Pessoas com problemas cardíacos

Os riscos relacionados ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas no Carnaval são ainda maiores quando se trata de pessoas que já apresentaram problemas anteriores, afirma o Dr. Roberto Yano.

“Para pessoas com condições cardíacas prévias, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas é ainda mais perigoso, podendo agravar arritmias prévias, elevar ainda mais a pressão arterial е aumentar assim o risco de eventos cardíacos. Mesmo assim, os cuidados devem ser os mesmos, seja para quem tem a predisposição ou mesmo para aqueles que sejam previamente sadios”, ressalta.

 

Protegendo o coração

Os riscos relacionados ao consumo excessivo de álcool ao sistema cardiovascular são amenizados com alguns cuidados, principalmente a partir da moderação no uso de bebidas. “A principal medida preventiva é, sem dúvidas, a moderação, evitar ingerir grandes doses de bebidas alcoólicas, principalmente em curtos períodos”, recomenda o médico

“No caso de pessoas com algum fator de risco, é fundamental realizar seus exames preventivos antes do Carnaval; optar por alternativas não alcoólicas e evitar grandes esforços que possam sobrecarregar o coração “, ressalta o Dr. Roberto Yano

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/parceiros/edicase/2024-02-06/consumo-excessivo-de-alcool-no-carnaval-pode-prejudicar-o-coracao.html - Por Adriana Quintairos - Imagem: Vergani Fotografia | Shutterstock


Você, porém, homem de Deus, fuja de tudo isso e busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão.

1 Timóteo 6:11


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Carnaval e álcool: como amenizar o impacto da bebida


Cada detalhe vale a pena para comemorar sem preocupação

 

O carnaval é a festa que reúne povos de diferentes origens e raça, ou seja, a celebração que pode ser feita sem dó. No entanto, algumas orientações são necessárias para que alguém curta sem preocupação. Nesse sentido, como faz para conciliar a bebida com carnaval?

 

Resposta

“Com o estômago cheio, a absorção de etanol fica mais lenta, dando mais tempo ao fígado para metabolizar a bebida alcoólica que ali chega. Por isso, a intoxicação por etanol é mais intensa quando as bebidas são ingeridas com o estomago vazio”, orienta o farmacêutico Jamar Tejada.

 

Essa explicação do Jamar denota que é necessário comer antes da folia do que se beber de estômago vazio. Mesmo ciente dessas informações, mas sobrecarregou o seu fígado, Tejada reforça que para tratar a ressaca vale a pena água e água, pois há sódio e potássio para regularizarem as reações químicas do organismo.

 

Detalhes

Outro acréscimo é de que absorção do álcool pelos intestinos é rápida do que a capacidade do fígado de metabolizá-lo. Então, só consegue metabolizar 8,5g de álcool por hora. Quantidade que variando de pessoa para pessoa e é o menos que 300 ml de cerveja ou mesmo 25 ml de whisky, vodka e cachaça.

 

Portanto, a ingestão de três taças de vinho demorar em média três horas para eliminar o volume. “Isso significa que após um consumo exagerado de álcool, por várias horas, o organismo vai ter que lidar com duas substâncias altamente tóxicas circulando no sangue: álcool e acetaldeído e o acetaldeído é uma substância que causa câncer e pode levar à lesão do fígado se a exposição for frequente”, explica.

 

O farmacêutico ainda conclui que o processo de metabolização hepática desperta curiosidade quando falamos de ingestão alcoólica. “Como o fígado não produz uma enzima que neutralize diretamente a presença do álcool ali, ele primeiro o transforma em uma substância chamada acetaldeído e só depois em ácido acético, que é um metabólito não tóxico. O problema é que o acetaldeído é uma substância ainda mais tóxica que o próprio álcool, por isso o consumo requer alguns cuidados”, termina.

 

Fonte: https://sportlife.com.br/carnaval-e-alcool-como-amenizar-o-impacto-da-bebida/ - By Guilherme Faber - Shutterstock


E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.

Gálatas 6:9


sexta-feira, 10 de junho de 2022

Como o álcool acelera o envelhecimento – 10 maneiras


Você é daqueles que não veem a hora de chegar o fim de semana para poder sair com os amigos para beber? Pois é, mas por mais divertido que isso pareça, o álcool não é exatamente um bom companheiro.

 

Principalmente com o passar dos anos. Além das bebidas alcoólicas favorecerem o aumento de peso, elas também pioram processos do corpo que já sofrem as consequências do envelhecimento natural.

 

Isso é algo no que não costumamos pensar quando se somos mais novos. Portanto, é importante entender desde cedo como o álcool pode agravar problemas associados ao envelhecimento. É o que vamos aprender na lista a seguir:

 

Com o passar do tempo, o álcool fica mais tempo no corpo

1. O álcool e a desidratação

Conforme uma pessoa envelhece, ela sente sede com menor frequência. O motivo não está completamente claro.

Entretanto, acredita-se que com o passar dos anos, o estoque de líquido do corpo se torne menor, a habilidade de conservar água reduza e o sentido da sede fique menos agudo.

Doenças crônicas como diabetes e demência e o uso de certos medicamentos reforçam o problema. Além disso, a redução na mobilidade que afeta os idosos pode fazer com que eles diminuam as idas à cozinha para beber água.

Independente do motivo, consumir menos água faz com que os mais velhos tenham maior propensão a desenvolver a desidratação. No entanto, o que as bebidas alcoólicas têm a ver com isso?

Já percebeu que tem mais vontade de urinar quando bebe? Então, o álcool estimula a eliminação de água do organismo, o que traz maiores chances de que os mais velhos fiquem desidratados. Aliás, conheça melhor os sintomas da desidratação.

 

2. O álcool e o ressecamento da pele

Existem dois processos com relação ao envelhecimento da pele. O primeiro é um processo natural, que não dá para controlar. Conforme os anos passam, a pele naturalmente se torna mais fina e ressecada.

Por outro lado, fatores externos também podem envelhecer a pele mais rápido do que deveria, como o ambiente e o modo de vida que a pessoa leva.

O álcool é um desses fatores porque desidrata e resseca a pele. Limitar o consumo de bebidas alcoólicas pode desacelerar este processo.

 

3. O álcool e o enfraquecimento de órgãos vitais

As bebidas alcoólicas podem prejudicar o funcionamento de órgãos vitais para o organismo e fazem com que eles envelheçam mais rapidamente. Um desses órgãos é o fígado: as pessoas que abusam do álcool têm maior propensão a desenvolver a cirrose hepática.

Entretanto, mesmo quem bebe moderadamente pode ter problemas como a doença hepática gordurosa. Além disso, as bebidas alcoólicas também dificultam o funcionamento correto dos rins.

 

4. O álcool e o cérebro

Acha que com o passar dos anos o seu cérebro não é tão afiado como já foi um dia? Isso porque o álcool pode piorar isso.

O abuso das bebidas alcoólicas ao longo de muito tempo pode encolher células cerebrais, podendo resultar no chamado dano cerebral relacionado ao álcool e em determinados tipos de demência.

A lista de sintomas associados a isso inclui: falta de organização, julgamento ou controle emocional, dificuldade para se manter focado e problemas de raiva.

 

5. O álcool e o enfraquecimento do sistema imunológico

O sistema imunológico é o sistema de defesa do organismo contra doenças. O problema do álcool para a imunidade é que ele afeta a maneira como o corpo combate doenças perigosas como pneumonia e tuberculose. Isso pode ser especialmente perigoso para pessoas mais velhas.

Aliás, o fato das bebidas alcoólicas afetarem a imunidade prejudica a luta contra o novo coronavírus. Não custa lembrar que os idosos fazem parte do grupo de risco da COVID-19, a doença que o novo coronavírus causa.

Adicionalmente, pesquisadores já começaram a estudar a possibilidade do ataque do sistema imunológico a tecidos corporais saudáveis poder provocar a doença hepática alcoólica.

 

6. O álcool e o coração

Os polifenóis antioxidantes do vinho tinto até já foram associados a benefícios para a saúde do coração. Mas desde que o consumo da bebida ocorra em moderação.

Por outro lado, álcool em excesso (inclusive o vinho) pode gerar um batimento cardíaco anormal e pressão alta, que é um dos fatores de risco para a doença no coração.

Enquanto consumir mais do que três drinks de uma vez aumenta a pressão temporariamente, repetidas bebedeiras podem gerar aumentos de longo prazo na pressão arterial.

Portanto, para quem não tem o hábito de beber, beneficiar a saúde do coração não é um bom motivo para começar a ingerir álcool, mesmo na forma de vinho tinto.

Aliás, mais produtivo que isso é incluir na dieta os alimentos bons para o coração e limitar o consumo dos alimentos ruins para o coração.

 

7. O álcool e a complicação de problemas de saúde

As bebidas alcoólicas podem piorar problemas comuns de saúde que podem surgir com o passar dos anos.

Estudos apontaram que pacientes que bebem muito podem ter dificuldade para lidar com doenças como diabetes, osteoporose, pressão alta, acidente vascular cerebral (AVC), úlceras, perda de memória e determinados distúrbios do humor.

 

8. O álcool e a interação com os medicamentos

Conforme uma pessoa envelhece, o álcool passa a ficar mais tempo em seu organismo. Com o avanço da idade, as pessoas também podem precisar a tomar mais medicamentos.

Resultado: quando chega a hora de tomar um remédio, o álcool ingerido anteriormente ainda pode estar presente no organismo.

Misturar bebidas alcoólicas e medicamentos é uma péssima ideia porque o álcool pode afetar o modo pelo qual os remédios agem, o que pode provocar efeitos colaterais graves.

Por exemplo, a mistura entre álcool e aspirina pode aumentar as chances de ter problemas estomacais ou sangramento intestinal.

Além disso, a combinação entre álcool e alguns medicamentos para dormir, remédios para dor ou para ansiedade pode ser fatal.

 

9. O álcool e a chance de quedas

Quebrar um osso quando se é mais velho é algo bem diferente de quebrar um osso quando se é mais jovem: as fraturas representam um problema sério de saúde para os idosos. Beber demais aumenta os riscos de queda e tropeços que podem causar justamente essas fraturas.

Isso pode ocorrer porque o álcool afeta o equilíbrio. Ao longo do tempo, a substância pode danificar o cerebelo, que é a região do cérebro associado à coordenação e ao equilíbrio.

 

10. O álcool e o prejuízo ao sono

Pode parecer uma boa ideia ingerir bebidas alcoólicas antes de dormir para relaxar, mas não é. Principalmente quando se trata de uma pessoa mais velha. Isso porque no lugar de acalmar a pessoa para ter uma noite de descanso, o álcool pode impedir que ela durma e descanse.

Esse problema pode ser particularmente complicado para os idosos que já apresentam uma maior tendência a despertar com frequência ou a ter um distúrbio do sono, como é o caso da insônia.

 

Com o passar do tempo, o álcool fica mais tempo no corpo

Conforme os anos passam e a idade avança, o organismo começa a demorar mais tempo para decompor o álcool e eliminá-lo. O resultado disso é que as indesejáveis ressacas também podem ser mais longas para as pessoas mais velhas.

 

Aliás, no vídeo abaixo, a nossa nutricionista destaca alguns problemas que o consumo de álcool pode trazer com o passar do tempo:

 

Fonte: https://www.mundoboaforma.com.br/como-o-alcool-acelera-o-envelhecimento-10-maneiras/ - Especialista da área: Dra. Patricia Leite


Confia ao Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos.

Provérbios 16:3


quarta-feira, 11 de maio de 2022

Pode beber antes ou depois de tomar a vacina da COVID-19?


Entenda os efeitos do uso de álcool no período de imunização

 

Mesmo depois de um ano do início da vacinação contra a COVID-19 no Brasil ainda há dúvidas sobre os efeitos do consumo de álcool na efetividade da imunização. Algo compreensível, tendo em vista as fake news criadas sobre o assunto e que volta e meia são compartilhadas nas redes sociais. Por isso é importante consultar fontes confiáveis, embasadas cientificamente, para se informar.

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm), o consumo moderado de bebidas alcoólicas não interfere na resposta imunológica gerada por nenhuma vacina (inclusive contra a COVID-19) e não aumenta o risco de eventos adversos pós-vacinais. A Fiocruz, responsável pela vacina da AstraZeneca no Brasil, também afirmou que não há, atualmente, evidências de que o consumo de álcool interfira na eficácia das vacinas contra a COVID-19.

 

Mas é preciso atenção: estamos falando de um consumo sem excessos, o que significa até uma dose por dia para mulheres e até duas doses por dia para homens*, sendo que uma dose de álcool corresponde a 350 mL de cerveja (uma lata), 150 mL de vinho (uma taça) ou 45 mL de destilado (um shot).

 

Ultrapassar esses limites pode comprometer a imunidade, o que não é interessante no período de imunização. Por exemplo, beber muito em uma única ocasião, conhecido como Beber Pesado Episódico (BPE), que equivale ao consumo de quatro ou mais doses para mulheres e de cinco ou mais doses para homens numa única ocasião, também pode diminuir a capacidade do corpo de evitar infecções em até 24 horas depois do consumo.

 

Outro alerta importante é para quem faz uso abusivo ou crônico da bebida. Pesquisas mostram que a resposta do sistema imune para as outras vacinas é menor em bebedores pesados, particularmente entre aqueles que possuem uma doença hepática. Entretanto, vale reforçar: a vacinação contra COVID-19 é benéfica mesmo para quem bebe pesado.

 

Portanto, a recomendação para as pessoas que bebem em excesso é de que busquem ajuda para pararem ou reduzirem seu uso de álcool enquanto o processo de imunização está ocorrendo. Não é possível indicar com exatidão quantos dias antes da vacinação uma pessoa deve parar de beber, mas, certamente, quanto antes melhor.

 

Lembre-se que a escolha pela moderação e por comportamentos responsáveis sempre é a melhor opção. Vacine-se e siga as medidas sanitárias para a prevenção da COVID-19: use máscara, mãos higienizadas, mantenha o distanciamento sempre que possível e evite aglomerações.

 

* Recomendação feita pela renomada instituição National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA) de limite diário de consumo do álcool.

 

Fonte: https://www.minhavida.com.br/saude/materias/38576-pode-beber-antes-ou-depois-de-tomar-a-vacina-da-covid-19 - Escrito por Arthur Guerra de Andrade - Foto: Maksym Kaharlytskyi/Unsplash


Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele.

Provérbios 22:6


domingo, 4 de julho de 2021

Entenda os riscos de misturar álcool e medicamentos


A interação pode ocorrer até com analgésicos: veja quais são os possíveis efeitos colaterais

 

Você provavelmente já viu um alerta sobre o uso de bebidas alcoólicas com algum remédio que tomou. O perigo é real: misturar álcool com certas medicações pode causar vômito, dor de cabeça, perda da coordenação motora, sonolência ou desmaio. Além desses prejuízos, o álcool pode alterar a eficácia de um medicamento.

 

Em linhas gerais, tal interação pode ocorrer com muitos remédios, prescritos ou até naturais. Entretanto, como cada medicamento tem um perfil particular de efeitos colaterais e metabolização, é preciso analisar como cada um deles especificamente interage com o álcool.

 

Vale lembrar que algumas interações podem ser mais acentuadas em pessoas idosas, uma vez que o envelhecimento pode diminuir a tolerância do corpo ao álcool devido a alterações fisiológicas, como menor teor de água no organismo e eliminação renal prejudicada. Assim, elas se tornam mais vulneráveis para efeitos como sonolência ou danos hepáticos.

 

Interações por tipo de medicamentos

Analgésicos: muitos dos medicamentos para controle de dores podem ser comprados sem a necessidade de receita médica, mas isso não significa que não há riscos ao serem utilizados concomitantemente com bebidas alcoólicas. Antitérmicos e anti-inflamatórios, que tenham em sua composição ibuprofeno, naproxeno e acetaminofeno, podem interagir com o álcool e provocar dor no estômago, problemas no fígado e taquicardia, dependendo da dosagem do medicamento e da quantidade de álcool consumida. No caso dos relaxantes musculares, as consequências estendem-se da sonolência e tontura a problemas mais perigosos, como risco aumentado para convulsões, prejuízo de memória, diminuição da frequência respiratória e dificuldade de respirar.

 

Antibióticos: o uso de bebida alcoólica concomitante a alguns antibióticos, como metronidazol, cloranfenicol e sulfas, é contraindicado, pois pode resultar em reação similar ao "efeito antabuse". Esse efeito é caracterizado por: falta de ar, dor de cabeça, dor no peito, enrubescimento da pele, aumento da frequência cardíaca, tontura, náuseas e vômitos. Recomenda-se permanecer sem consumir bebidas alcoólicas de 48h a 72h após o término do tratamento com as medicações citadas, por conta do tempo de metabolização dos remédios.

 

Anticonvulsivantes, antidepressivos, sedativos ou ansiolíticos: sua utilização pode apresentar interações sinérgicas com o álcool, acentuando efeitos como sedação, diminuição da coordenação motora e comprometimento da memória, risco de quedas, entre outros.

 

Não poderia encerrar esse artigo sem alertar para o risco da automedicação. Se não houver indicação médica para o uso de medicamentos, evite! E, se houver, lembre-se que misturar álcool e remédio pode colocar as pessoas em risco de reações perigosas. Converse com seu médico e verifique se a medicação pode interagir com o álcool. Na dúvida, prefira abster-se da bebida.

 

Fonte; https://www.minhavida.com.br/saude/materias/37694-entenda-os-riscos-de-misturar-alcool-e-medicamentos - Escrito por Arthur Guerra de Andrade

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Álcool e ansiedade: como a bebida pode agravar o distúrbio?


Beber para lidar com emoções negativas não é a melhor alternativa para quem vive com o transtorno e pode ser muito perigoso

 

O Brasil é o país com a maior taxa de transtorno de ansiedade no mundo, com 9,3% da população vivendo com esta condição, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso representaria cerca de 18,6 milhões de brasileiros acometidos pela doença.

 

Importante: não se trata daquele tipo de ansiedade que nos mantém alertas para possíveis situações perigosas e que, além de saudável, é natural. Trata-se de um transtorno mental, no qual a ansiedade é exacerbada e gera sintomas como preocupação excessiva, dificuldade de concentração e problemas no sono. Em ambos os cenários, associar o uso de álcool é muito preocupante.

 

Beber para lidar com as emoções ou com a expectativa de aliviar ou reduzir a ansiedade é uma escolha perigosa. Já falamos por aqui que bebida não é remédio e beber com essa motivação é um sinal de alerta. Inclusive, pesquisas indicam que esse comportamento está associado a uma maior possibilidade de problemas atuais e futuros com o álcool.

 

Além dos quadros de ansiedade serem agravados com o uso abusivo de álcool, existe o risco de ocorrer uma mudança no padrão de consumo: para ter os mesmos efeitos de relaxamento, a pessoa passa a beber cada vez mais, aumentando as chances de desenvolver dependência. Outro aspecto a ser considerado nesses casos é o adiamento da busca por um profissional da saúde e de um tratamento, prolongando ou piorando o sofrimento.

 

Dependência de álcool e ansiedade

A ocorrência simultânea desses transtornos é mais frequente do que se imagina. Estimativas indicam que ela varia de 20% a 40% entre países. Isso quer dizer que, no mínimo, um em cada cinco pacientes com transtorno de ansiedade faz consumo nocivo de álcool. E o contrário também acontece.

 

Um número significativo de pessoas que têm problemas com o álcool também apresenta fortes problemas de ansiedade e humor. Estudos psiquiátricos e epidemiológicos mostram que ter um diagnóstico relacionado à ansiedade ou ao álcool aumenta o risco potencial de desenvolver o outro transtorno, ou seja, um pode levar à piora do outro.

 

Além disso, há também evidências de que a depressão e a ansiedade combinadas com o uso de álcool podem criar um ciclo, contribuindo para lapsos, recaídas e fissura, que é um desejo intenso pela substância.

 

Diagnóstico e sinais de alerta

A combinação do álcool com a ansiedade nunca é benéfica. Portanto, a prevenção e a identificação precoce são fundamentais, tanto para evitar os efeitos danosos para a saúde física e mental provocados pela ansiedade, como para a prevenção de comorbidades.

 

Como não há exames que permitam o diagnóstico conclusivo, a identificação do transtorno de ansiedade é feita a partir das queixas e da gravidade dos sintomas relatados pelo paciente.

 

Ao perceber mudanças de humor, dificuldade de manter o foco ou de dormir, preocupação excessiva, presença de sintomas físicos, como tremores, boca seca, tontura ou coração acelerado, procure um profissional da saúde. É possível lançar mão de medidas mais saudáveis para enfrentar os momentos difíceis e lidar com as emoções negativas.

 

Fonte: https://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/37084-alcool-e-ansiedade-como-a-bebida-pode-agravar-o-disturbio?utm_source=news_mv&utm_medium=BE&utm_campaign=9099887 - Escrito por Arthur Guerra de Andrade

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Bebidas alcoólicas e COVID-19: entenda os riscos


Mitos são perigosos e podem colocar a saúde em risco. Veja as dúvidas mais comuns

 

Após um ano do início da pandemia no Brasil, ainda há muitas dúvidas a respeito da relação entre consumo de bebida alcoólica e COVID-19. Alguns mitos seguem circulando nas redes sociais, apesar de desmentidos por evidências científicas e instituições de saúde renomadas.

 

Diante do atual cenário da doença, mais grave e preocupante no país, combater com mais força a desinformação é uma questão de responsabilidade, uma vez que o uso nocivo de álcool pode fragilizar o sistema imunológico e colocar a saúde em risco. Para ajudar, separei alguns mitos sobre bebidas alcoólicas e COVID-19

 

MITO O consumo de bebidas alcoólicas destrói o vírus que causa a COVID-19.

 

FATO O consumo de bebidas alcoólicas não destrói o vírus SARS-CoV-2, causador da COVID-19. Inclusive, o uso nocivo de álcool pode até aumentar os riscos para a saúde se uma pessoa for infectada pelo vírus. O álcool em gel indicado para higienizar mãos e superfícies tem concentração de 70% de álcool para eliminar o vírus causador da COVID-19. Já as bebidas alcoólicas, ao serem ingeridas, não são efetivas para eliminar o vírus, pois levam à morte quando em concentração no sangue acima a 0,40%.

 

MITO Ingerir bebida com alto teor alcoólico mata o vírus presente no ar inalado.

 

FATO O consumo de álcool não mata o vírus presente no ar inalado, não desinfeta sua boca e garganta, nem oferece qualquer tipo de proteção contra a COVID-19. Vale reforçar que a ingestão abusiva de bebida alcoólica (cerveja, vinho, bebidas destiladas) debilita a imunidade e a resistência ao vírus.

 

Também separei as dúvidas mais comuns com relação às bebidas alcoólicas e a COVID-19. Veja a seguir:

 

Meu teste de COVID-19 deu positivo, mas estou sem sintomas. Posso beber?

Você não deve beber. Por ser uma doença infecciosa, cujo espectro clínico varia de infecções assintomáticas a quadros graves, prefira abster-se de bebida alcoólica neste momento. Lembre-se: o abuso de álcool pode diminuir a resistência do corpo a infecções.

 

Beber pode ajudar a diminuir a ansiedade?

Apesar de poucas doses de álcool levarem a um relaxamento, beber não é uma boa estratégia para lidar com a ansiedade. Seu consumo abusivo pode aumentar sintomas de ansiedade, evoluindo para um ciclo perigoso.

 

Pessoas com problemas decorrentes do uso de álcool podem ter um quadro mais grave da COVID-19?

Sim. O consumo pesado e crônico de álcool prejudica o sistema imunológico, tornando o corpo um alvo mais fácil para doenças, inclusive infecciosas, como é o caso da COVID-19. Além disso, pessoas com transtorno por uso de álcool podem apresentar outros problemas de saúde, o que as tornaria mais vulneráveis ou até poderia piorar a evolução da doença, por exemplo, no caso de Síndrome de Abstinência.

 

Para finalizar, quero reforçar algumas orientações gerais sobre o consumo de álcool durante a pandemia:

 

Condições de álcool zero continuam valendo: menores de 18 anos, gestantes, pessoas que vão dirigir, que apresentam alguma condição de saúde que possa ser agravada pelo álcool ou não conseguem controlar o seu consumo não devem consumir bebidas alcoólicas.

 

Se você é adulto, fora das condições acima e opta por beber, não ultrapasse uma dose* por dia se for mulher ou duas doses por dia se for homem. Evite intoxicação!

 

Certifique-se de que crianças e jovens não tenham acesso a bebidas alcoólicas e aproveite a convivência mais próxima para conversar sobre os problemas associados à bebida e à COVID-19.

 

Se faz uso de medicamentos que possam interagir com o álcool, mesmo remédios à base de plantas ou sem receita, não misture com bebidas alcoólicas. Isso pode reduzir o efeito dos remédios, aumentar os efeitos do álcool ou gerar reações perigosas.

 

Ao trabalhar em casa, siga as regras usuais do local de trabalho e não beba.

 

E lembre-se: não compartilhe fake news, compartilhe informação de qualidade e embasada em ciência.

 

* Uma dose padrão equivale a 14 g de álcool puro, o que corresponde a 350 mL de cerveja (5% de álcool), 150 mL de vinho (12% de álcool) ou 45 mL de destilado (vodca, uísque, cachaça, gin, tequila, com 40% de álcool).

 

Fonte: https://professorjosecosta.blogspot.com/2020/10/superando-desafios.html - Escrito por Arthur Guerra de Andrade

sábado, 23 de janeiro de 2021

Estudos alertam para consumo excessivo de álcool por jovens na pandemia


Tendência ocorre em todas as idades, mas aumento do consumo entre jovens e adolescentes oferece ainda mais riscos e requer atenção dos pais

 

Consumo de bebidas alcóolicas aumentou entre jovens

Levantamentos realizados após o início da pandemia em diferentes países reforçam um alerta sobre a saúde mental e física de jovens e adolescentes. O consumo precoce e excessivo de álcool , que já preocupava profissionais de saúde, intensificou-se durante o período.

 

De acordo com a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), 35% dos entrevistados adultos, com idades entre 30 e 39 anos, aumentaram a frequência de consumo alcoólico em grandes quantidades. Entre adolescentes, porém, o risco é ainda maior: no Canadá, o percentual de jovens que consumiam álcool dentro de casa passou de 20,6% para 30,1% no período atual, indicando uma mudança de hábitos nociva especialmente na fase de desenvolvimento.

 

De acordo com o psiquiatra e coordenador do Núcleo de Álcool e Drogas do Hospital Sírio-Libanês, Arthur Guerra, a realidade pode ser facilmente percebida no Brasil, onde quase 40% das crianças tem o primeiro contato com as bebidas desse tipo aos 13 anos, como aponta o Manual de Orientação sobre Bebidas Alcoólicas.

 

“Os jovens têm deixado de lado um comportamento chamado de beber pesado episódico (BPE), que é o consumo nocivo de grande quantidade de álcool em uma única ocasião. Mas isso não é motivo para comemorar já que a frequência tem crescido em uma idade tão precoce", destaca o profissional de saúde.

 

Embora ofereça riscos à saúde de pessoas em qualquer idade, o consumo de bebidas alcoólicas é ainda mais prejudicial durante a adolescência já que, além da interferência nociva ao desenvolvimento cerebral, a fase é mais suscetível à  dependência , conforme mostra a pesquisa realizada pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), que aponta 22% dos jovens sob o risco de alcoolismo. 

 

O psiquiatra Arthur Guerra também destaca que os efeitos - mesmo os imediatos - do alcóol são prejudiciais à saúde mental , especialmente durante a pandemia. “Apesar de a maioria das pessoas atribuírem a sensação de relaxamento ao consumo de álcool, ele intensifica sentimentos como medo e ansiedade, além da depressão . Isso contribui de forma negativa para a saúde mental daqueles que estão cumprindo o distanciamento social, tornando tudo mais difícil”, finaliza.

 

Link deste artigo: https://saude.ig.com.br/2021-01-21/estudos-alertam-para-consumo-excessivo-de-alcool-por-jovens-na-pandemia.html