segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Toda criança tem direito a uma Educação Física de qualidade


Uma criança não pode ter menos oportunidades simplesmente porque nasceu em outro município, estado ou região do Brasil. A Educação Física é parte fundamental da educação e contribui diretamente para a saúde, o desenvolvimento, a inclusão e a formação das nossas crianças.

 

Mas, ainda convivemos com desigualdades que precisam ser enfrentadas. Precisamos garantir Educação Física de qualidade desde os primeiros anos escolares, com profissionais devidamente qualificados, espaços adequados, materiais, equipamentos e formação continuada. Não basta reconhecer a importância da nossa profissão. É preciso criar condições para que esse direito chegue, de verdade, a todas as escolas.

 

Essa responsabilidade é de todos nós. Pais, cobrem esse direito. Políticos e gestores, transformem discursos em investimentos e políticas públicas. Profissionais, vamos fortalecer essa luta. Não estamos falando apenas de esporte. Estamos falando de saúde, aprendizagem, inclusão e qualidade de vida. Toda criança, em qualquer lugar do Brasil, merece Educação Física de qualidade. O futuro delas não pode esperar!

 

Por Professor Gilson Dória - Membro do CONFEF

Quanto de exercícios físicos devo fazer por semana para reduzir o risco cardiovascular?


Um estudo da Universidade Politécnica de Macau com mais de 17 mil adultos revelou que praticar de 560 a 610 minutos de exercícios físicos por semana reduz o risco cardiovascular em mais de 30% em relação ao sedentarismo. O volume supera a recomendação tradicional de 150 minutos semanais, que garante uma redução modesta de 8% a 9%. A pesquisa, que acompanhou participantes por quase 8 anos, mostrou que apenas 12% atingiram esse patamar ideal para máxima proteção cardíaca.

 

Estudo realizado na Universidade Politécnica de Macau, na China, sugere que adultos que completaram de 560 a 610 minutos - algo entre 80 e 90 minutos, sete dias por semana - de exercícios moderados a vigorosos por semana apresentaram um risco 30% menor de doenças cardiovasculares do que indivíduos sedentários.

 

As diretrizes atuais de 150 minutos de exercícios semanais foram associadas a uma redução mais modesta, de 8 a 9%, no risco cardiovascular.

 

Os pesquisadores analisaram dados de saúde e atividade física de mais de 17.000 adultos participantes do estudo UK Biobank. A idade média dos participantes era de 57 anos, 56% eram mulheres e 96% eram brancos.

 

Os participantes usaram monitores de atividade física no pulso continuamente por 7 dias e realizaram testes de exercício projetados para estimar seu VO2 máximo. Essa é uma medida da aptidão cardiorrespiratória que reflete o volume máximo de oxigênio que o corpo pode utilizar durante exercícios intensos. A análise também incluiu dados sobre tabagismo, consumo de álcool, autopercepção de saúde e dieta, índice de massa corporal, frequência cardíaca em repouso e pressão arterial.

 

Durante quase 8 anos de acompanhamento, os pesquisadores registraram mais de 1.200 eventos cardiovasculares, incluindo fibrilação atrial, ataques cardíacos, insuficiência cardíaca e acidentes vasculares cerebrais.

 

Adultos que atingiram a recomendação atual de 150 minutos de atividade física apresentaram uma redução de 8% a 9% no risco cardiovascular, independentemente do nível de condicionamento físico. No entanto, os pesquisadores relataram que benefícios substancialmente maiores só foram observados com volumes de exercício muito mais elevados.

 

Notavelmente, adultos que completaram entre 560 e 610 minutos de atividade física moderada a vigorosa por semana obtiveram proteção substancial contra o risco cardiovascular, classificada como uma redução de risco superior a 30%. No entanto, os pesquisadores acrescentam que apenas 12% das pessoas no estudo atingiram esse nível de exercício.

 

Fonte: British Journal of Sports Medicine. DOI: 10.1136/bjsports-2025-111351.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quanto-de-exercicios-fisicos-devo-fazer-por-semana-para-reduzir-o-risco-cardiovascular,9a6672cc4fe7bd82e3f4afbc32fc238ek4djla3i.html?utm_source=clipboard - Foto: nutthasethw/Evanto / Boa Saúde

domingo, 30 de agosto de 2026

Tratamento da apneia do sono pode ajudar no controle da hipertensão


Há evidências de que a melhora da qualidade do sono pode reduzir a pressão arterial mesmo em indivíduos que já utilizam remédios

 

O tratamento da apneia do sono é um aliado crucial no controle da hipertensão arterial. As frequentes pausas respiratórias noturnas reduzem a oxigenação e sobrecarregam o sistema cardiovascular, elevando a pressão sanguínea. Ao tratar a condição adequadamente, normaliza-se o fluxo de oxigênio, o que ajuda a estabilizar os níveis pressóricos, potencializa o efeito de medicamentos e reduz de forma significativa o risco de infartos e derrames.

 

A apneia obstrutiva do sono ocorre quando os músculos da garganta relaxam, estreitando as vias respiratórias e dificultando a passagem do ar para os pulmões. Além de comprometer a qualidade do sono, a condição está associada a uma série de problemas de saúde, incluindo doenças cardiovasculares.

 

O problema é especialmente frequente entre pessoas hipertensas — afeta entre 30% e 50% de quem tem pressão alta. Nos casos de hipertensão resistente, a prevalência sobe para 60% a 90%, enquanto na hipertensão refratária pode chegar a 95%. "Estudos mostram que esse problema é um fator de risco independente para hipertensão, com aproximadamente duas vezes maior risco comparado a indivíduos sem ele", destaca o cardiologista Eduardo Segalla de Mello, do Einstein Hospital Israelita.

 

A relação entre as duas condições está ligada a alterações fisiológicas provocadas pelas interrupções da respiração durante o sono. Ao parar de respirar momentaneamente, a taxa de oxigênio cai e depois sobe, levando a microdespertares. Esse esforço respiratório pode  alterar a pressão arterial.

 

Há evidências de que tratar a apneia obstrutiva do sono pode somar ao tratamento convencional da hipertensão. Um estudo brasileiro publicado em 2025 mostra que o controle do distúrbio contribui para reduzir a pressão arterial em pacientes com hipertensão não controlada, mesmo com uso adequado de medicamentos.

 

A pesquisa acompanhou 123 pacientes com apneia e pressão arterial acima dos níveis considerados saudáveis. Os participantes foram divididos em dois grupos: 64 indivíduos utilizaram tiras dilatadoras nasais, enquanto os demais receberam tratamento com CPAP, aparelho que fornece fluxo contínuo de ar por meio de uma máscara acoplada ao nariz ou à boca. O equipamento mantém as vias respiratórias abertas durante o sono, evitando as pausas respiratórias características da doença.

 

"Fizemos a contagem dos remédios anti-hipertensivos utilizados pelos pacientes com o objetivo de nos certificar de que todos tomavam a medicação corretamente e que eram casos resistentes ao tratamento", explica o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, diretor do Laboratório do Sono do Instituto do Coração, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que coordenou o projeto.

 

Além da aferição da pressão arterial periférica, aquela que normalmente é feita em consultórios, foram feitas outras avaliações. "Foi realizada também a medição de 24 horas e uma medida de pressão central, exercida pelo sangue diretamente na raiz da aorta, na saída do coração, e nas artérias próximas aos órgãos vitais, como o cérebro e os rins", detalha Lorenzi.

 

Após seis meses, observou-se que os pacientes tratados com CPAP apresentaram redução significativa da pressão arterial. Segundo os autores, a melhora pode contribuir para diminuir o risco de complicações cardiovasculares associadas à hipertensão, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

 

Além do tratamento específico para a apneia, mudanças no estilo de vida também podem ajudar a controlar o problema. Entre elas, destaca-se a perda de peso. "Nesse cenário, a prática de atividades físicas é muito bem-vinda. Ela ajuda a baixar o ponteiro da balança e melhorar a qualidade do sono", conclui Lorenzi Filho.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/tratamento-da-apneia-do-sono-pode-ajudar-no-controle-da-hipertensao,3f2b71e9cb7bb646ee7d74fa4f1b5959yluzxk48.html?utm_source=clipboard - Por: Por Thais Szegö, da Agência Einstein - Foto: Agência Einstein

sábado, 29 de agosto de 2026

Quais frutas e vegetais são os melhores para a saúde do coração e por quê?


Estudo da Universidade de Reading revelou que menos de 20% das pessoas consomem a dose diária ideal de flavonóis (400 a 600 mg), compostos antioxidantes que reduzem o risco cardíaco. Mesmo ingerindo a quantidade recomendada de vegetais, a maioria não atinge a meta protetora. Para suprir essa carência e proteger o coração, especialistas orientam priorizar alimentos ricos na substância, como maçãs com casca, amoras, mirtilos, uvas, cacau, chocolate amargo e chás verde e preto.

 

As doenças cardíacas ainda são uma das principais causas de problemas de saúde e morte — e, portanto, é importante identificar maneiras de reduzir o risco da doença. A dieta é um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças cardíacas e, embora alguns fatores de risco sejam bem conhecidos — sódio, gordura saturada ou baixa ingestão de fibras —, existem outros para os quais há muito menos dados.

 

Estudo realizado na Universidade de Reading, no Reino Unido, analisou dados dietéticos de mais de 30.000 participantes nos Estados Unidos e no Reino Unido, por meio de medições de biomarcadores. Os resultados mostraram que menos de uma em cada cinco pessoas atingiu a ingestão diária de flavonóis recomendada para ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

 

A Academia Americana de Nutrição e Dietética recomenda uma ingestão de 400 a 600 mg/dia de flavonóis. Esses são um tipo de composto vegetal que pode oferecer diversos benefícios à saúde devido às suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Eles são encontrados em uma variedade de frutas e vegetais, bem como em cacau, leguminosas, vinho tinto e chás verde e preto.

 

Segundo os pesquisadores, se as pessoas não estão atingindo um nível suficientemente alto de flavonóis para reduzir o risco de desenvolver doenças cardíacas, mesmo consumindo as cinco porções diárias recomendadas de frutas e vegetais, então pode ser necessário melhorar o conhecimento público sobre quais alimentos são mais ricos em flavonóis.

 

Para aqueles que desejam aumentar a ingestão diária de flavonóis para potencialmente se protegerem de doenças cardíacas e desfrutarem dos outros benefícios do composto para a saúde, os autores recomendam o consumo de alimentos como maçãs com casca, amoras, mirtilos, uvas, chá (especialmente chá verde e preto), cacau, chocolate amargo (com no mínimo 70% de cacau), peras e certas leguminosas, como favas.

 

Fonte: Food & Function. DOI: 10.1039/d6fo00867d.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quais-frutas-e-vegetais-sao-os-melhores-para-a-saude-do-coracao-e-por-que,40548060661e5e95c4a7c66fdc35e71aj854orey.html?utm_source=clipboard - Foto: lucigerma/Evanto / Boa Saúde

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

O corpo avisa antes de uma emergência? 7 sinais para procurar um médico imediatamente


Dor no peito, falta de ar, desmaio e alterações neurológicas podem ser confundidos com problemas passageiros, mas também podem indicar situações que exigem atendimento imediato

 

Identificar alterações súbitas no organismo é essencial para socorrer emergências a tempo. Sintomas fora do padrão habitual — como dor no peito, falta de ar repentina, sinais neurológicos de AVC, desmaios, dores de cabeça intensas, confusão mental e rápida piora do quadro geral — exigem atenção médica imediata. Diante de manifestações graves ou com risco iminente à vida, o tempo de resposta é crucial e a orientação fundamental é acionar o SAMU pelo 192 sem hesitar.

 

Nem toda emergência médica começa de maneira dramática. Em alguns casos, o organismo apresenta sinais que podem ser percebidos horas ou até mesmo antes de uma piora importante. Em outros, porém, a situação pode surgir de forma repentina, sem dar tempo para a pessoa reconhecer previamente o risco.

 

Por isso, mais importante do que esperar por um "aviso" do corpo é saber identificar mudanças súbitas ou sintomas fora do padrão habitual, principalmente quando aparecem com intensidade, persistem ou vêm acompanhados de outros sinais.

 

Segundo o médico emergencista Dr. Yuri Castro, reconhecer essas alterações pode fazer diferença na busca por atendimento e, em determinadas situações, ajudar a evitar complicações.

 

Abaixo, confira alguns sinais que merecem atenção.

 

1. Dor ou pressão no peito que não melhora

Uma dor no peito não deve ser automaticamente atribuída à ansiedade, má digestão ou esforço físico. Quando há sensação de pressão, aperto ou peso no peito, especialmente se o sintoma for persistente ou vier acompanhado de falta de ar, suor frio, náusea, tontura ou mal-estar intenso, é importante considerar a possibilidade de uma emergência cardiovascular.

 

A intensidade também não deve ser o único parâmetro: problemas cardíacos podem se manifestar de maneiras diferentes, principalmente em mulheres, idosos e pessoas com diabetes.

 

2. Falta de ar que aparece de repente ou foge do habitual

Ficar ofegante após um esforço intenso pode ser esperado. O sinal de alerta aparece quando a falta de ar é desproporcional à atividade realizada, surge repentinamente ou acontece mesmo em repouso. A situação merece ainda mais atenção quando vem acompanhada de dor no peito, lábios arroxeados, tontura, confusão, desmaio ou piora rápida do estado geral.

Por ser um sintoma também associado à ansiedade e crises de pânico, a falta de ar pode ser subestimada. A diferença é que não é seguro presumir a causa sem avaliar o contexto e os demais sintomas.

 

3. Rosto torto, fraqueza ou dificuldade para falar

Alterações neurológicas súbitas estão entre os sinais que exigem maior rapidez. Assimetria no rosto, fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender, alteração repentina da visão, perda de equilíbrio e confusão podem indicar um acidente vascular cerebral (AVC).

Mesmo que o sintoma desapareça depois de alguns minutos, ele não deve ser ignorado. Uma melhora espontânea não significa necessariamente que o risco passou. Nesse tipo de situação, tempo é fundamental, e a recomendação é procurar atendimento emergencial imediatamente.

 

4. Desmaio ou perda súbita de consciência

Um desmaio pode ter causas relativamente simples, mas também pode estar relacionado a alterações cardíacas, neurológicas ou metabólicas. Por isso, perder a consciência sem uma explicação clara merece avaliação, principalmente quando o episódio acontece durante esforço físico ou é acompanhado por dor no peito, palpitações, falta de ar, convulsão, confusão após o episódio ou dificuldade para recuperar a consciência normalmente. A orientação é ainda mais importante quando o desmaio ocorre pela primeira vez ou se repete.

 

5. Uma dor de cabeça que surge de forma súbita e muito intensa

Nem toda dor de cabeça representa uma emergência. Porém, uma cefaleia que aparece abruptamente, com intensidade muito elevada e diferente do padrão habitual, deve ser investigada. O alerta aumenta quando a dor vem acompanhada de vômitos persistentes, desmaio, confusão, rigidez na nuca, alterações na visão, dificuldade para falar, fraqueza ou perda de sensibilidade. A chamada "pior dor de cabeça da vida", especialmente quando surge de maneira explosiva, é um sinal que não deve ser banalizado.

 

6. Confusão mental ou mudança repentina de comportamento

Uma pessoa que passa subitamente a não saber onde está, não reconhece familiares, apresenta dificuldade para responder perguntas simples, fica excessivamente sonolenta ou demonstra uma alteração importante de comportamento pode estar apresentando uma emergência.

Esse tipo de mudança pode estar relacionado a diferentes condições, como alterações neurológicas, infecções graves, alterações metabólicas ou intoxicações. Quando a mudança é repentina e não existe uma explicação evidente, é importante procurar atendimento.

 

7. Piora rápida de um quadro que parecia comum

Talvez um dos sinais mais importantes seja justamente a mudança de padrão. Uma infecção que evolui rapidamente com prostração intensa, dificuldade para respirar, confusão, desmaio ou piora importante do estado geral, por exemplo, merece atenção imediata. Isso também vale para uma pessoa que, mesmo sem apresentar inicialmente um sintoma considerado grave, passa a demonstrar uma deterioração rápida do estado de saúde.

Mais do que decorar uma lista de doenças, observar a evolução do quadro ajuda a reconhecer quando uma situação deixou de ser algo que pode ser acompanhado em casa.

 

Quando chamar o SAMU?

Em situações de suspeita de infarto, AVC, perda de consciência, falta de ar importante, convulsões ou outras condições em que exista risco de morte ou agravamento rápido, a orientação é acionar o SAMU pelo telefone 192.

Também é importante evitar transportar por conta própria uma pessoa que esteja inconsciente, com dificuldade importante para respirar ou apresentando sinais neurológicos súbitos, especialmente quando há possibilidade de piora durante o deslocamento.

 

O principal sinal de alerta é a mudança

O corpo nem sempre consegue "avisar" com antecedência que uma emergência está prestes a acontecer. Algumas condições evoluem silenciosamente e outras começam de maneira abrupta.

Por isso, segundo o médico emergencista Dr. Yuri Castro, reconhecer sintomas novos, intensos, súbitos ou diferentes do padrão habitual é uma das principais atitudes para não atrasar a procura por atendimento. Em uma emergência, esperar para ver se passa pode custar tempo precioso.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-corpo-avisa-antes-de-uma-emergencia-7-sinais-para-procurar-um-medico-imediatamente,e5302a9b213f68e34ef46bf4b96e0b41nt6gl8k8.html?utm_source=clipboard - Por Adriana Quintairos - Foto: PeopleImages | Shutterstock / Portal EdiCase

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Estes alimentos são ricos em antioxidantes e ajudam a proteger as células: veja como incluí-los na alimentação


Uma dieta variada e rica em alimentos de origem vegetal ajuda a combater os danos causados pelos radicais livres

 

Os antioxidantes protegem as células contra os danos dos radicais livres e o estresse oxidativo. Obtidos em frutas, legumes, sementes e azeite, compostos como vitaminas C e E, carotenoides e polifenóis atuam em conjunto no organismo. Por isso, especialistas recomendam variar as cores dos alimentos no dia a dia, destacando que a dieta equilibrada é superior ao uso de suplementos, os quais só devem ser consumidos com indicação profissional específica.


Presentes em frutas, verduras, legumes, sementes e diversos outros alimentos, os antioxidantes são importantes aliados de uma alimentação equilibrada e contribuem para a proteção das células contra os danos provocados pelos radicais livres. Entre os principais, estão a vitamina C, a vitamina E, o betacaroteno e os flavonoides, encontrados naturalmente em diferentes alimentos.

 

"Antioxidantes são substâncias que ajudam a proteger nossas células contra o excesso de radicais livres, moléculas produzidas naturalmente pelo organismo e favorecidas por fatores como poluição, exposição solar, tabagismo, consumo excessivo de álcool, estresse e alimentação desequilibrada, principalmente com alimentos ultraprocessados", explica a nutricionista Juliana Vieira.

 

Segundo a especialista, quando existe um desequilíbrio entre a produção de radicais livres e as defesas antioxidantes do organismo, ocorre o chamado estresse oxidativo. "Por isso, uma alimentação rica em compostos antioxidantes faz parte de um padrão alimentar associado à proteção da saúde."

 

Alimentos antioxidantes para consumir

Juliana Vieira ressalta que não existe apenas um tipo de antioxidante e que nenhum alimento, isoladamente, é capaz de oferecer todos esses benefícios. "Não tem superalimento. Temos vitaminas, minerais e diversos compostos bioativos." Por isso, ela explica que a melhor estratégia é variar as cores dos alimentos ao longo do dia.

 

Entre as principais fontes alimentares antioxidantes, a nutricionista destaca:

 

Vitamina C: acerola, goiaba, laranja, kiwi, morango, mamão, pimentão e brócolis são fontes de vitamina C. Como esse nutriente é sensível ao calor, também é interessante incluir frutas e vegetais frescos ou pouco cozidos na alimentação.

Vitamina E: castanhas, amêndoas, sementes, abacate e azeite de oliva.

Carotenoides: cenoura, abóbora, tomate, mamão e vegetais verde-escuros. Por serem lipossolúveis, o consumo com uma pequena quantidade de gordura saudável pode favorecer sua absorção.

Polifenóis: frutas vermelhas e roxas, uvas, cacau, café, chá, ervas, especiarias e azeite de oliva.

 

Minerais antioxidantes para proteger o organismo

Entre os minerais envolvidos nas defesas antioxidantes do organismo, estão selênio, zinco, cobre e manganês, encontrados em alimentos como castanhas, sementes, cereais integrais, leguminosas, carnes, peixes e frutos do mar.

 

Diferenças entre antioxidantes da alimentação e suplementos

De acordo com Juliana Vieira, há diferenças entre obter antioxidantes por meio da alimentação e recorrer a suplementos. "Nos alimentos, os antioxidantes são consumidos dentro de uma matriz alimentar, acompanhados de fibras, vitaminas, minerais e inúmeros compostos bioativos que podem atuar em conjunto", explica.

 

Os suplementos, por outro lado, geralmente fornecem um ou alguns nutrientes de maneira isolada e, muitas vezes, em doses superiores às encontradas naturalmente nos alimentos. "Por isso, suplementação não é automaticamente melhor e doses elevadas de antioxidantes não significam maior proteção. Em determinadas situações, o excesso pode inclusive ser indesejável."

 

Assim, segundo Juliana Vieira, a suplementação não deve ser encarada como substituta de uma alimentação equilibrada. "De forma geral, a prioridade deve ser uma alimentação variada e equilibrada. A suplementação pode ser útil quando existe deficiência, necessidade específica ou indicação individualizada por um profissional de saúde", conclui.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/estes-alimentos-sao-ricos-em-antioxidantes-e-ajudam-a-proteger-as-celulas-veja-como-inclui-los-na-alimentacao,e0d3ecc2e077323ba229a6e7f46917120v11iw9a.html?utm_source=clipboard - Por Thiago Martins - Foto: Max Acronym | Shutterstock / Portal EdiCase

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Emagrecimento sem promessas milagrosas: estes alimentos realmente fazem diferença na dieta


Eles não queimam gordura, mas podem ajudar a controlar a fome e facilitar a perda de peso quando inseridos em uma estratégia adequada

 

O emagrecimento saudável depende de estratégia e consistência, não de soluções milagrosas. Alimentos como abacate, ovos e chia são aliados por aumentarem a saciedade e fornecerem nutrientes de qualidade, mas não queimam gordura isoladamente. Conforme especialistas, a perda de peso eficaz exige um plano personalizado que integre alimentação equilibrada ao controle do sono, estresse e hábitos de vida, garantindo resultados sustentáveis a longo prazo.

 

A busca pelo alimento "perfeito" para emagrecer continua sendo uma das principais armadilhas para quem deseja perder peso. Nas redes sociais, é comum encontrar listas com ingredientes considerados milagrosos, mas a ciência mostra que o processo de emagrecimento é muito mais complexo do que incluir ou excluir um único item da alimentação.

 

Certos alimentos podem contribuir para perda de peso, mas os benefícios estão relacionados à forma como eles participam de uma rotina alimentar equilibrada

 

Alimentos como abacate, ovos, chia e outras fontes de fibras, proteínas e gorduras boas podem, sim, contribuir para a perda de peso. No entanto, o benefício está relacionado à forma como eles participam de uma rotina alimentar equilibrada, e não a uma suposta capacidade de "queimar gordura".

 

"Não existe um alimento capaz de emagrecer sozinho. O que existe são alimentos que podem favorecer o processo de emagrecimento por diferentes mecanismos, como aumento da saciedade, melhor controle glicêmico, aporte adequado de nutrientes e maior adesão ao plano alimentar. O resultado acontece quando essas escolhas fazem parte de uma estratégia individualizada, considerando a rotina, o metabolismo e as necessidades de cada pessoa", explica a nutricionista Mariane Alves.

 

Abaixo, veja alimentos que ajudam no emagrecimento sem promessas milagrosas.

 

1. Abacate

Entre os exemplos mais conhecidos está o abacate. Apesar de ser considerado calórico quando comparado a outras frutas, ele é rico em gorduras monoinsaturadas, associadas ao aumento da saciedade e ao melhor controle do apetite ao longo do dia.

"Muitas pessoas ainda associam emagrecimento apenas à redução de calorias, mas o corpo não funciona como uma simples calculadora. O abacate é um exemplo disso. Apesar de ser uma fruta mais calórica, ele fornece gorduras monoinsaturadas, fibras e compostos bioativos que contribuem para a saciedade e para um melhor equilíbrio metabólico, fatores importantes durante o processo de perda de peso", explica Mariane Alves.

 

2. Ovos

Os ovos também costumam aparecer entre os aliados do emagrecimento por serem uma fonte acessível de proteína de alta qualidade. A proteína demanda maior tempo de digestão e contribui para a sensação de plenitude após as refeições.

"Os ovos são uma excelente fonte de proteína de alta qualidade e desempenham um papel importante não apenas na saciedade, mas também na manutenção da massa muscular. Durante o emagrecimento, preservar músculo é fundamental para manter um metabolismo mais eficiente e favorecer resultados sustentáveis no longo prazo", ressalta a profissional.

 

3. Chia

A chia ganha destaque pelo alto teor de fibras solúveis e pela sua capacidade de formar um gel quando hidratada, o que contribui para o aumento da saciedade e para um maior controle do apetite ao longo do dia.

"A chia é um alimento interessante para estratégias de emagrecimento devido ao seu alto teor de fibras. Quando hidratada, forma um gel que retarda o esvaziamento gástrico e contribui para uma sensação de saciedade mais prolongada. Além disso, auxilia na saúde intestinal, um fator que também influencia o bem-estar e a adesão ao plano alimentar", destaca a nutricionista.

 

Alimentos saudáveis não são suficientes para emagrecer

Apesar dos benefícios mencionados, Mariane Alves ressalta que, embora uma alimentação equilibrada seja importante, outros aspectos da rotina também podem interferir na perda de peso.  "Um dos erros mais comuns é acreditar que basta incluir alimentos saudáveis para emagrecer. Muitas mulheres comem alimentos nutritivos, mas continuam enfrentando dificuldade para perder peso porque fatores como sono, estresse, hormônios, saúde intestinal, rotina e comportamento alimentar também influenciam diretamente os resultados", destaca.

 

A nutricionista ressalta que o emagrecimento sustentável não é construído com soluções rápidas. "Ele acontece quando entendemos o contexto de vida da pessoa, sua rotina, seus desafios, e criamos uma estratégia que ela consiga manter no longo prazo. Não é sobre comer menos ou viver em restrição permanente, mas sobre fazer escolhas inteligentes e consistentes", pontua.

 

Mariane Alves finaliza alertando que trocar a busca por fórmulas mágicas por um planejamento alimentar personalizado é o caminho mais seguro para alcançar resultados duradouros. "Quando a alimentação deixa de ser uma sequência de tentativas e passa a seguir uma estrutura bem definida, o processo se torna mais leve, previsível e sustentável. O alimento ajuda, mas é a estratégia que transforma", conclui.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/emagrecimento-sem-promessas-milagrosas-estes-alimentos-realmente-fazem-diferenca-na-dieta,e62a602b841556e65badd0554fd668b0d9eoaeja.html?utm_source=clipboard - Por Beatriz Pinheiro - Foto: Andrii Iemelianenko | Shutterstock / Portal EdiCase

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Insônia: 7 hábitos que podem estar prejudicando o seu sono


Veja quais hábitos podem prejudicar a qualidade do sono e veja como melhorar a rotina para dormir melhor e reduzir os episódios de insônia

 

A insônia prejudica a disposição e a saúde, sendo frequentemente agravada por hábitos da rotina. Fatores como o uso de telas antes de dormir, consumo tardio de cafeína e álcool, horários irregulares, refeições pesadas, treinos intensos à noite e o estresse afetam a qualidade do descanso. Embora ajustes no estilo de vida ajudem a amenizar o problema, casos persistentes de dificuldade para dormir exigem investigação e orientação médica profissional.

 

A insônia é caracterizada pela dificuldade para iniciar ou manter o sono. Também pode ocorrer quando a pessoa acorda antes do horário desejado e não consegue voltar a dormir.

 

O problema pode afetar a disposição, a concentração e o desempenho durante o dia. Em alguns casos, também está relacionado a outras condições de saúde.

 

A rotina tem papel importante na qualidade do descanso. Alguns hábitos podem dificultar o sono sem que a pessoa perceba.

 

Confira sete comportamentos que merecem atenção.

 

1. Usar celular e outros dispositivos antes de dormir

O uso de celulares, tablets e computadores pode manter o cérebro em estado de alerta. Além disso, a exposição à luz das telas pode interferir no ciclo natural de sono e vigília.

Por isso, reduzir o uso desses dispositivos próximo ao horário de dormir pode ajudar a preparar o organismo para o descanso.

 

2. Consumir cafeína no fim do dia

Café, energéticos, chás com cafeína e alguns refrigerantes podem dificultar o sono.

A sensibilidade varia de uma pessoa para outra. Ainda assim, consumir essas bebidas próximo ao horário de dormir pode aumentar a dificuldade para adormecer.

Quem apresenta insônia deve observar se existe relação entre o consumo de cafeína e a qualidade do sono.

 

3. Manter horários muito irregulares

Dormir e acordar em horários diferentes todos os dias pode desorganizar o ritmo circadiano.

Sempre que possível, manter uma rotina regular ajuda o organismo a reconhecer os períodos destinados ao sono e à vigília.

Esse cuidado também deve ser mantido nos fins de semana.

 

4. Fazer refeições muito pesadas à noite

Refeições volumosas ou muito próximas do horário de dormir podem causar desconforto e dificultar o descanso.

Azia, refluxo e sensação de estômago cheio podem interromper o sono.

Por isso, é recomendável evitar refeições muito pesadas antes de se deitar.

 

5. Fazer exercícios intensos muito perto de dormir

A atividade física é importante para a saúde e pode favorecer uma boa noite de sono.

Porém, exercícios muito intensos próximos ao horário de dormir podem deixar algumas pessoas mais alertas.

Quem percebe dificuldade para relaxar depois do treino pode testar horários diferentes e observar a resposta do organismo.

 

6. Consumir álcool para tentar dormir

O álcool pode causar sonolência inicialmente. Isso não significa que melhore a qualidade do sono.

A bebida pode deixar o descanso mais fragmentado e favorecer despertares durante a noite.

Usar álcool como estratégia para combater a insônia não é recomendado.

 

7. Levar preocupações para a cama

Estresse, ansiedade e excesso de pensamentos podem dificultar o relaxamento.

Ficar conferindo o relógio ou tentando forçar o sono também pode aumentar a preocupação.

Uma rotina tranquila antes de dormir pode ajudar. Técnicas de relaxamento, leitura e respiração são algumas alternativas.

 

Quando procurar ajuda para a insônia?

Mudanças de hábitos podem contribuir para melhorar o sono. No entanto, a insônia persistente precisa de avaliação profissional.

Se a dificuldade para dormir acontece com frequência e interfere nas atividades durante o dia, é importante buscar orientação médica.

O profissional poderá investigar possíveis causas e indicar o tratamento adequado.

A qualidade do sono é parte importante da saúde. Por isso, observar a rotina e identificar comportamentos que prejudicam o descanso pode ser um primeiro passo para noites melhores.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/insonia-7-habitos-que-podem-estar-prejudicando-o-seu-sono,f468f1324debcfd49e643cc841668aecn9kqjg7u.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Consumo elevado de café deve ser evitado por hipertensos


Quem não gosta de uma boa xícara de café? Há alguns que gostam tanto que acabam tomando doses excessivas da bebida ao longo do dia. O café pode ter efeitos muito positivos na promoção da saúde, já que ajuda a melhorar o humor, o foco e o estado de alerta, mas precisa ser consumido com parcimônia por alguns indivíduos.

 

De acordo com Gleison Guimarães, médico especialista em Pneumologia pela UFRJ e pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a dose e o tempo fazem o veneno quando se trata de cafeína. “Novos dados indicam que tomar duas ou mais xícaras de café por dia pode dobrar o risco de mortalidade quando se trata de pessoas com pressão alta. Por outro lado, tomar apenas uma xícara por dia ainda reduz o risco”, explica.

 

O especialista conta que um estudo recente observou mulheres e homens japoneses entre 40 e 79 anos por cerca de 18 anos. Entre os que tinham hipertensão de grau 2 a grau 3, notou-se que, entre os que bebiam duas ou mais xícaras diariamente, houve o dobro de mortalidade por doença cardiovascular (DCV). “Por outro lado, esse risco não foi constatado em pessoas com pressão arterial normal ou com hipertensão de grau 1. O mesmo estudo também mostrou que, no caso do chá verde, não houve associação a um risco aumentado de mortalidade por DCV em nenhuma categoria”, relata o médico.

 

Ele afirma, porém, que é preciso considerar algumas limitações do estudo. “Entre elas, é preciso entender que o consumo de café ou chá verde foi autorreferido, de forma que pode haver relatos falsos”, diz.

 

De forma geral, porém, a indicação é que o elevado consumo de café pode estar relacionado a um aumento do risco de mortalidade por problemas cardiovasculares naqueles que já possuem mais risco, principalmente nos casos de hipertensão grave, mas serve para alertar principalmente se o indivíduo precisa de quatro, cinco ou seis xícaras de café por dia. Isso é um sinal de que ele deve estar dormindo mal. “A qualidade do sono, com sua profundidade, continuidade e regularidade adequadas somados a um tempo total entre sete e nove horas durante a noite, precisa oferecer o que nenhuma substância estimulante extra, precisa te ofertar”, aleta o especialista.

 

O estudo também serve para apoiar a afirmação de que o excesso de café, além de impactar a saúde cardiovascular, também a gastrointestinal, pode ainda mais atrapalhar a continuidade e o sono mais profundo, num looping que as pessoas bebem café para ficar acordadas de dia e pelo excesso e não respeitar o limite de 15 horas para a última xícara. Esses, não dormem bem também por isso. Sabemos, porém, que são necessárias mais pesquisas para confirmar os efeitos do consumo entre pessoas com e sem hipertensão arterial”, conclui.

 

Fonte: https://vidaplenaebemestar.com.br/bem-estar/alimentacao/consumo-elevado-de-cafe-deve-ser-evitado-por-hipertensos

domingo, 23 de agosto de 2026

Pilates e hábitos saudáveis ajudam a prevenir a sarcopenia


A sarcopenia compromete a força, o equilíbrio e a independência ao longo dos anos


A sarcopenia é a perda progressiva de massa muscular, comum após os 60 anos, mas que pode ser prevenida com hábitos saudáveis. Práticas como Pilates se destacam por fortalecer músculos, melhorar o equilíbrio e reduzir o risco de quedas, promovendo envelhecimento ativo. Alimentação balanceada e atividade física regular são aliados essenciais nesse processo.

 

Envelhecer faz parte da vida, mas perder força e autonomia não precisa ser inevitável. Com o avanço da idade, é comum ocorrer uma redução gradual da massa muscular.

 

Quando essa perda se torna acentuada, ela recebe o nome de sarcopenia.

 

A boa notícia é que hábitos saudáveis e a prática regular de exercícios podem retardar esse processo.

 

Entre eles, o Pilates se destaca por fortalecer os músculos, melhorar o equilíbrio e favorecer um envelhecimento mais ativo.

 

O que é sarcopenia?

A sarcopenia é uma condição caracterizada pela perda progressiva de massa, força e desempenho muscular.

Ela costuma se tornar mais frequente a partir dos 60 anos, mas o processo de perda muscular pode começar décadas antes, principalmente em pessoas sedentárias.

Sem tratamento, a condição pode afetar a qualidade de vida e aumentar o risco de quedas e limitações físicas.

 

Quais são os sinais de alerta?

Os sintomas podem surgir de forma lenta e passar despercebidos.

 

Entre os principais sinais estão:

Diminuição da força.

Dificuldade para subir escadas.

Cansaço ao realizar tarefas simples.

Perda de equilíbrio.

Redução da massa muscular.

Maior risco de quedas.

Ao perceber essas mudanças, é importante procurar orientação médica para avaliação.

 

Por que perder músculos é perigoso?

A musculatura participa de praticamente todos os movimentos do corpo.

Quando ela diminui, tarefas do dia a dia, como levantar da cadeira, carregar compras ou caminhar, tornam-se mais difíceis.

Além disso, a perda muscular aumenta o risco de fraturas, internações e perda da independência, especialmente entre idosos.

 

Como o Pilates ajuda?

O Pilates trabalha força, estabilidade, coordenação e consciência corporal.

Os exercícios utilizam o peso do próprio corpo e equipamentos específicos para fortalecer diferentes grupos musculares de maneira gradual e segura.

 

Entre os benefícios estão:

 

Fortalecimento muscular.

Melhora do equilíbrio.

Aumento da flexibilidade.

Correção da postura.

Mais estabilidade nas articulações.

Redução do risco de quedas.

Outro diferencial é que a modalidade pode ser adaptada para diferentes idades e níveis de condicionamento físico.

 

Pilates substitui a musculação?

Não necessariamente.

O Pilates pode fazer parte de um programa completo de exercícios, mas, dependendo da pessoa, pode ser interessante associá-lo a treinos de força, como a musculação, sempre com orientação profissional.

O mais importante é manter uma rotina ativa para estimular os músculos continuamente.

 

Outros cuidados para prevenir a sarcopenia

A atividade física é apenas um dos pilares da prevenção.

 

Também é importante:

Consumir proteínas em quantidade adequada.

Manter uma alimentação equilibrada.

Dormir bem.

Evitar o sedentarismo.

Fazer acompanhamento médico regular.

Esses hábitos ajudam a preservar a massa muscular ao longo dos anos.

 

Envelhecer bem é possível

A sarcopenia não deve ser encarada como uma consequência inevitável da idade.

Com exercícios regulares, alimentação adequada e acompanhamento profissional, é possível preservar a força, a mobilidade e a autonomia por muito mais tempo.

Nesse contexto, o Pilates se torna um grande aliado para quem deseja envelhecer com saúde, equilíbrio e qualidade de vida, mantendo o corpo ativo e preparado para os desafios do dia a dia.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/pilates-e-habitos-saudaveis-ajudam-a-prevenir-a-sarcopenia,18b02348e16e28c3a1a34c3eeb8d72d40fxf99ru.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sábado, 22 de agosto de 2026

Gordura no fígado: veja quais alimentos priorizar e quais evitar no tratamento da doença


Escolhas alimentares equilibradas podem contribuir para a saúde metabólica e reduzir fatores associados à progressão da esteatose

 

A esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, ocorre quando há acúmulo excessivo de gordura nas células do órgão. Muitas vezes, a condição não provoca sintomas no início, mas pode evoluir para inflamação, fibrose e outras complicações quando não é acompanhada e tratada adequadamente. Por isso, identificar o quadro e adotar mudanças no estilo de vida são medidas importantes.

 

Segundo a nutróloga Dra. Mariana Wogel, o fígado é um órgão diretamente influenciado pelo padrão alimentar. Dietas ricas em açúcar, ultraprocessados, bebidas adoçadas e gordura em excesso favorecem o acúmulo de gordura hepática e pioram a resistência à insulina, um dos mecanismos mais associados à doença.

 

A médica explica que a alimentação tem papel central nesse processo e pode ser decisiva na melhora do quadro. "O tratamento começa pela rotina alimentar. Não existe fórmula isolada capaz de reverter a gordura no fígado se a pessoa continua comendo de forma desorganizada e mantendo sobrecarga metabólica", afirma.

 

Alimentação aliada no controle da doença

Na avaliação da nutróloga, a base da alimentação deve ser formada por alimentos in natura ou minimamente processados. Verduras, legumes, frutas, feijões e grãos integrais ajudam no controle da glicemia, aumentam a saciedade e fornecem fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes que favorecem a saúde hepática.

 

As proteínas também ocupam lugar importante no manejo da esteatose. Ovos, peixes, frango e cortes magros de carne contribuem para preservar a massa muscular durante o emagrecimento e fornecem nutrientes envolvidos no metabolismo das gorduras, como colina e metionina. Para a médica, esse equilíbrio é essencial porque o tratamento da gordura no fígado não depende só de perder peso, mas de melhorar a composição corporal.

 

Gorduras que podem fazer parte da dieta

Embora o excesso de gordura saturada deva ser evitado, isso não significa cortar toda a gordura da alimentação. Azeite de oliva extravirgem, abacate, amêndoas, sardinha e salmão podem fazer parte da dieta em quantidades adequadas, por reunirem gorduras de melhor qualidade e perfil mais favorável ao metabolismo.

 

"Quando bem ajustadas, algumas fontes de gordura ajudam no equilíbrio da alimentação e podem contribuir dentro de um plano alimentar estruturado. O problema está no excesso e na escolha frequente de produtos ultraprocessados", explica a Dra. Mariana Wogel.

 

Alimentos que devem ser evitados

Na lista do que merece redução, estão refrigerantes, sucos industrializados, doces, biscoitos recheados, frituras, embutidos, carnes muito gordurosas, queijos amarelos e álcool. Esses itens favorecem inflamação, picos de glicemia, resistência à insulina e maior depósito de gordura no fígado.

 

A especialista reforça que as bebidas alcoólicas merecem atenção especial. Em pacientes com esteatose, o consumo costuma ser reduzido ao máximo ou suspenso, a depender da avaliação clínica.

 

Atividade física também é importante

Além da alimentação, a prática regular de atividade física é parte importante da estratégia para reverter a gordura no fígado. Exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida e bicicleta, contribuem para a melhora da saúde metabólica e podem reduzir a gordura acumulada no fígado. Quando combinados com treino de força, também contribuem para preservar músculos e melhorar o metabolismo.

 

A perda de peso gradual, quando indicada, é outro fator que pode trazer melhora significativa. Mesmo reduções moderadas já podem impactar positivamente o fígado e outros marcadores metabólicos. "Não se trata de uma mudança pontual, mas de um conjunto de ajustes que precisam ser sustentáveis. A melhora do fígado acompanha a melhora do estilo de vida como um todo", diz a Dra. Mariana Wogel.

 

Acompanhamento médico é fundamental

A esteatose hepática muitas vezes é descoberta em exames de rotina, sem sintomas no início. Quando o quadro aparece associado a sobrepeso, diabetes, colesterol alto ou triglicerídeos elevados, a investigação precisa ser mais ampla, segundo a médica.

 

O ponto central, destaca a Dra. Mariana Wogel, é entender que a gordura no fígado costuma ser um sinal de desequilíbrio metabólico. Por isso, o tratamento exige olhar para alimentação, composição corporal, atividade física e acompanhamento médico individualizado.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/gordura-no-figado-veja-quais-alimentos-priorizar-e-quais-evitar-no-tratamento-da-doenca,fa737d9bec0adfc43d7da7b025eb71a12hvil9o4.html?utm_source=clipboard - Por Paulo Novais - Foto: RossHelen | Shutterstock / Portal EdiCase