O que não pode comer quem tem gordura no fígado? Alguns alimentos merecem atenção especial. Veja o que reduzir e o que pode entrar no lugar.
Para combater a gordura no fígado, especialistas
recomendam reduzir bebidas açucaradas, ultraprocessados, embutidos e gorduras
saturadas, além de moderar ou evitar o álcool. Em vez de dietas restritivas, a
prioridade deve ser a qualidade alimentar, adotando padrões como a dieta
mediterrânea, rica em vegetais, frutas, peixes e azeite. A perda sustentável de
ao menos 5% do peso corporal já diminui a esteatose, dispensando métodos
radicais ou supostos produtos milagrosos de efeito "detox".
O que não pode comer quem tem gordura no fígado?
Depois de receber o diagnóstico de esteatose hepática, é comum ficar em dúvida
sobre o que precisa mudar na alimentação.
Não existe uma lista de alimentos proibidos. Mas
alguns devem ser reduzidos, principalmente bebidas açucaradas,
ultraprocessados, alimentos ricos em gordura saturada e carnes processadas. O
álcool também merece atenção.
Isso não significa que a pessoa precise transformar as
refeições em uma sequência de restrições. As recomendações atuais dão mais
importância à qualidade da alimentação como um todo e às mudanças que podem ser
mantidas no dia a dia.
Refrigerante é um dos primeiros itens a reduzir
Refrigerantes, energéticos, chás prontos adoçados e
outras bebidas com açúcar podem fazer o consumo diário de açúcar subir
rapidamente, muitas vezes sem que a pessoa perceba.
O excesso de açúcar, especialmente na forma líquida,
está associado a um maior risco de acúmulo de gordura no fígado. Por isso,
trocar essas bebidas por água é uma das mudanças mais simples para começar.
Vale o mesmo cuidado com bebidas industrializadas que
parecem mais saudáveis, mas também podem conter bastante açúcar.
Doces e ultraprocessados pesam na rotina
Biscoitos recheados, bolos industrializados,
salgadinhos e sobremesas prontas costumam combinar açúcar, gordura saturada e
muitas calorias em pequenas porções.
Não é necessário transformar um doce ocasional em
alimento proibido. O problema aparece quando esse tipo de produto passa a fazer
parte da alimentação todos os dias.
As diretrizes atuais orientam reduzir ultraprocessados
ricos em açúcar e gordura saturada e priorizar alimentos in natura ou
minimamente processados.
Nem toda gordura precisa sair do prato
Frituras, bacon e carnes muito gordurosas podem
aumentar o consumo de gordura saturada. Mas isso não significa que seja preciso
retirar toda a gordura da dieta.
A diferença está também na fonte. Azeite, castanhas,
sementes e peixes fornecem gorduras insaturadas e podem fazer parte de uma
alimentação equilibrada.
É por isso que padrões alimentares como o mediterrâneo
aparecem nas recomendações para pessoas com esteatose: há mais vegetais,
frutas, leguminosas, cereais integrais, peixes e azeite, enquanto açúcar,
carnes processadas e ultraprocessados ficam em segundo plano.
Embutidos: quanto menos, melhor
Salsicha, linguiça, salame, presunto e outros
embutidos são carnes processadas. Em vez de aparecerem com frequência, podem
dar lugar a opções como peixe, frango, ovos e feijão.
Essa troca também ajuda a variar as fontes de proteína
sem depender tanto de produtos industrializados.
O álcool exige um cuidado diferente
O álcool merece uma atenção especial porque o fígado
precisa metabolizá-lo, e seu consumo pode contribuir para a progressão da
doença hepática.
Para quem já apresenta fibrose avançada ou cirrose, a
recomendação é evitar completamente o álcool. Nesses casos, não há espaço para
tratar vinho ou outra bebida alcoólica como uma exceção supostamente saudável.
Mesmo antes de chegar a esse estágio, vale discutir o
consumo com o médico, principalmente quando a esteatose está acompanhada de
diabetes, excesso de peso ou outras alterações metabólicas.
O que entra no lugar desses alimentos?
Em vez de pensar apenas no que precisa sair da dieta,
vale saber o que pode ocupar esse espaço.
No dia a dia, a prioridade pode ser para verduras, legumes,
feijão e outras leguminosas, frutas inteiras, aveia e outros cereais integrais.
Peixes, frango, ovos, castanhas, sementes e azeite também podem fazer parte das
refeições.
Uma dica simples é olhar para o prato como um
conjunto. Quanto maior a presença de alimentos naturais ou pouco processados,
menor tende a ser o espaço para refrigerantes, doces, embutidos e outros
produtos ultraprocessados.
A forma de consumo também faz diferença. A fruta
inteira é diferente de uma bebida açucarada ou de um suco industrializado. Ao
comer a fruta, você também consome suas fibras e precisa mastigá-la. Já as
bebidas podem concentrar açúcar e ser consumidas rapidamente, sem causar a
mesma sensação de saciedade.
E vale desconfiar das promessas de produtos
"detox" ou suplementos que dizem limpar o fígado.
Não há evidência de que eles façam essa limpeza ou
substituam as mudanças na alimentação. Para quem tem esteatose, o
acompanhamento médico continua sendo importante.
Emagrecer pode reduzir a gordura no fígado
Quando existe excesso de peso, perder alguns quilos
pode trazer benefícios para o fígado. A recomendação não é fazer uma dieta
radical, mas buscar uma perda de peso que possa ser mantida.
As diretrizes indicam que uma redução sustentada de
pelo menos 5% do peso corporal pode diminuir a gordura no fígado. Perdas
maiores podem proporcionar benefícios adicionais em alguns pacientes.
Por isso, quem recebeu o diagnóstico não precisa
montar uma dieta baseada em proibições.
O caminho costuma ser mais simples. Reduzir os
alimentos que favorecem o excesso de açúcar, gordura saturada e calorias e
abrir espaço para comida de melhor qualidade.
Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/4-tipos-de-alimentos-para-reduzir-se-voce-tem-gordura-no-figado,242afda82d1227308733bc5d3c27ad68cn7onvwa.html?utm_source=clipboard
- Por: Enf. Raquel Souza de Faria / Licenciado de SaúdeLAB - Foto: SaúdeLab /
SaúdeLAB

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