Especialista destaca a importância de manter hábitos saudáveis desde cedo para favorecer a capacidade funcional e diminuir o risco de perda de autonomia
O envelhecimento reduz a mobilidade, mas o estilo de
vida é o fator decisivo para manter a autonomia ao longo dos anos. Segundo o
ortopedista Emerson Garms, hábitos saudáveis iniciados precocemente, como
exercícios regulares, musculação e alongamentos, são fundamentais em todas as
fases da vida. Aos 30 anos constroem-se reservas, aos 50 mantém-se a força e
aos 70 preserva-se a independência, prevenindo quedas graves. Manter o corpo
sempre em movimento é a chave para a longevidade funcional.
Chegar à velhice com autonomia para cuidar de si e
manter as atividades da rotina é um desejo comum, mas essa realidade não
acontece da mesma forma para todas as pessoas. O envelhecimento provoca
mudanças naturais no organismo, com a redução da mobilidade, que pode afetar a
capacidade funcional ao longo do tempo. Ainda assim, a idade cronológica não é
o único elemento que determina como o corpo responderá a essa transformação.
De acordo com o ortopedista Dr. Emerson Garms, do
Hospital Santa Catarina - Paulista, o envelhecimento pode estar associado à
redução da mobilidade, mas o estilo de vida exerce papel decisivo nesse
processo. "O envelhecimento pode levar a uma perda de mobilidade, mas
geralmente isso está diretamente relacionado aos hábitos de vida diária",
afirma.
O que fazer para manter a mobilidade?
A recomendação é que os cuidados com a mobilidade
comecem cedo e sejam mantidos em todas as fases da vida. Independentemente da
idade, a combinação entre exercícios físicos regulares e alongamentos ajuda a
preservar a capacidade funcional do corpo.
Aos 30 anos, o objetivo é construir reservas
musculares e articulares para o futuro. Aos 50, manter a força e prevenir
perdas naturais do envelhecimento. Já aos 70 anos e além, a atividade
física torna-se uma importante aliada para preservar a independência e reduzir
o risco de quedas.
As quedas, aliás, representam uma das maiores ameaças
à saúde da população idosa. Além das fraturas, elas podem desencadear longos
períodos de recuperação, perda de massa muscular, redução da mobilidade e até
impactos na saúde emocional e social. Em muitos casos, uma única queda pode
marcar o início de um ciclo de perda de autonomia.
Hábitos ao longo da vida fazem diferença
Para o Dr. Emerson Garms, o que diferencia as pessoas
que envelhecem com independência daquelas que perdem autonomia mais cedo é a
soma de escolhas feitas ao longo da vida. A prática regular de atividade
física, alimentação equilibrada, controle do peso corporal e sono de qualidade
são fatores que ajudam a preservar músculos, articulações e equilíbrio,
reduzindo o risco de limitações futuras e formando a base para um
envelhecimento saudável.
Se fosse preciso resumir em uma única recomendação,
ela seria simples: manter o corpo em movimento. "As caminhadas e a prática
da musculação são ótimas opções. Se puder fazer o que mais gosta, melhor ainda,
respeitando sempre os próprios limites", conclui o ortopedista do Hospital
Santa Catarina - Paulista.
https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-que-muda-na-mobilidade-com-a-idade-veja-como-cuidar-do-corpo-dos-30-aos-70-anos,12738de544f4da13c2128190cae0ffcd27e7xy6y.html?utm_source=clipboard
- Por Nadja Cortes - Foto: Lordn | Shutterstock / Portal EdiCase

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