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sábado, 5 de setembro de 2026

O que muda na mobilidade com a idade? Veja como cuidar do corpo dos 30 aos 70 anos


Especialista destaca a importância de manter hábitos saudáveis desde cedo para favorecer a capacidade funcional e diminuir o risco de perda de autonomia

 

O envelhecimento reduz a mobilidade, mas o estilo de vida é o fator decisivo para manter a autonomia ao longo dos anos. Segundo o ortopedista Emerson Garms, hábitos saudáveis iniciados precocemente, como exercícios regulares, musculação e alongamentos, são fundamentais em todas as fases da vida. Aos 30 anos constroem-se reservas, aos 50 mantém-se a força e aos 70 preserva-se a independência, prevenindo quedas graves. Manter o corpo sempre em movimento é a chave para a longevidade funcional.


Chegar à velhice com autonomia para cuidar de si e manter as atividades da rotina é um desejo comum, mas essa realidade não acontece da mesma forma para todas as pessoas. O envelhecimento provoca mudanças naturais no organismo, com a redução da mobilidade, que pode afetar a capacidade funcional ao longo do tempo. Ainda assim, a idade cronológica não é o único elemento que determina como o corpo responderá a essa transformação.

 

De acordo com o ortopedista Dr. Emerson Garms, do Hospital Santa Catarina - Paulista, o envelhecimento pode estar associado à redução da mobilidade, mas o estilo de vida exerce papel decisivo nesse processo. "O envelhecimento pode levar a uma perda de mobilidade, mas geralmente isso está diretamente relacionado aos hábitos de vida diária", afirma.

 

O que fazer para manter a mobilidade?

A recomendação é que os cuidados com a mobilidade comecem cedo e sejam mantidos em todas as fases da vida. Independentemente da idade, a combinação entre exercícios físicos regulares e alongamentos ajuda a preservar a capacidade funcional do corpo. 

 

Aos 30 anos, o objetivo é construir reservas musculares e articulares para o futuro. Aos 50, manter a força e prevenir perdas naturais do envelhecimento. Já aos 70 anos e além, a atividade física torna-se uma importante aliada para preservar a independência e reduzir o risco de quedas.

 

As quedas, aliás, representam uma das maiores ameaças à saúde da população idosa. Além das fraturas, elas podem desencadear longos períodos de recuperação, perda de massa muscular, redução da mobilidade e até impactos na saúde emocional e social. Em muitos casos, uma única queda pode marcar o início de um ciclo de perda de autonomia.

 

Hábitos ao longo da vida fazem diferença

Para o Dr. Emerson Garms, o que diferencia as pessoas que envelhecem com independência daquelas que perdem autonomia mais cedo é a soma de escolhas feitas ao longo da vida. A prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do peso corporal e sono de qualidade são fatores que ajudam a preservar músculos, articulações e equilíbrio, reduzindo o risco de limitações futuras e formando a base para um envelhecimento saudável.

 

Se fosse preciso resumir em uma única recomendação, ela seria simples: manter o corpo em movimento. "As caminhadas e a prática da musculação são ótimas opções. Se puder fazer o que mais gosta, melhor ainda, respeitando sempre os próprios limites", conclui o ortopedista do Hospital Santa Catarina - Paulista.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-que-muda-na-mobilidade-com-a-idade-veja-como-cuidar-do-corpo-dos-30-aos-70-anos,12738de544f4da13c2128190cae0ffcd27e7xy6y.html?utm_source=clipboard - Por Nadja Cortes - Foto: Lordn | Shutterstock / Portal EdiCase

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

O que muda com seu corpo quando chega a terceira idade


Diante dessas mudanças, é fundamental adotar um estilo de vida que favoreça o envelhecimento saudável

 

A chegada da terceira idade traz consigo uma série de transformações no corpo, resultado do processo natural de envelhecimento. Essas mudanças afetam a estrutura física, o funcionamento dos órgãos, e até mesmo a saúde mental, influenciando diretamente a qualidade de vida dos idosos.

 

Compreender essas transformações é essencial para que os indivíduos possam se preparar e adotar medidas que promovam um envelhecimento saudável e ativo.

 

Uma das primeiras mudanças notadas na terceira idade está relacionada à musculatura e ao esqueleto. A partir dos 30 anos, o corpo começa a perder massa muscular, mas esse processo se intensifica após os 60.

 

A diminuição da força e da mobilidade, resultado da sarcopenia, é comum, tornando atividades cotidianas mais desafiadoras. Além disso, os ossos se tornam mais frágeis devido à perda de densidade óssea, o que aumenta o risco de fraturas, especialmente em casos de osteoporose.

 

Outro aspecto importante é a mudança nas articulações. Com o passar dos anos, as cartilagens que revestem as articulações podem se desgastar, levando a condições como a osteoartrite.

 

Isso provoca dor, rigidez e limitações nos movimentos, afetando a capacidade de realizar tarefas simples, como caminhar ou subir escadas. Para minimizar esses impactos, a prática regular de exercícios físicos, como musculação leve e alongamentos, é altamente recomendada.

 

"Com o envelhecimento, vem um processo de sarcopenia, que é a perda de força e massa muscular. A rigidez articular e a redução de flexibilidade são características comuns do envelhecimento, mas podem ser revertidas com a prática regular de exercícios físicos", explica a geriatra Alessandra Ferrarese, geriatra do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP-RJ).

 

O sistema cardiovascular também passa por alterações significativas. A elasticidade dos vasos sanguíneos diminui, o que pode resultar em pressão alta e maior esforço para o coração bombear o sangue.

 

Esse cenário aumenta o risco de doenças cardíacas, como infartos e insuficiência cardíaca. Além disso, o metabolismo desacelera, facilitando o ganho de peso, o que pode agravar problemas como diabetes e colesterol alto.

 

A terceira idade também é marcada por mudanças nos sentidos. A visão e a audição tendem a se deteriorar com o tempo, dificultando a percepção do ambiente ao redor.

 

Catarata e degeneração macular são condições comuns que afetam a visão, enquanto a perda auditiva pode dificultar a comunicação e aumentar o isolamento social.

 

Saúde mental

Além das mudanças físicas, o envelhecimento afeta a saúde mental. A diminuição da produção de neurotransmissores, como a serotonina, pode levar a quadros de depressão e ansiedade.

 

A memória e a capacidade cognitiva também podem ser impactadas, tornando tarefas que antes eram simples mais complexas e desafiadoras.

 

Diante dessas mudanças, é fundamental adotar um estilo de vida que favoreça o envelhecimento saudável. A prática de atividades físicas, uma alimentação balanceada e o acompanhamento médico regular são medidas que podem retardar o avanço das alterações no corpo e garantir uma melhor qualidade de vida na terceira idade.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/2024-08-11/como-o-corpo-muda-com-o-passar-do-tempo.html - Por Naian Lucas Lopes - Ana Paula Ferreira


Jesus respondeu: "Está escrito: 'Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus'".

Mateus 4:4