Conhecida como eflúvio telógeno, a condição pode alterar temporariamente o ciclo de crescimento dos fios após diferentes alterações no organismo
A queda acentuada de cabelo semanas ou meses após
episódios de estresse, doenças ou dietas restritivas é chamada de eflúvio
telógeno, uma alteração temporária no ciclo de crescimento dos fios. Diferente
de calvícies como a alopecia androgenética, essa perda é difusa e reversível,
com recuperação gradual. No entanto, o médico Alan Wells alerta que falhas
localizadas, afinamento progressivo e quedas persistentes exigem avaliação
especializada para identificar a causa real e iniciar o tratamento.
Encontrar muitos fios no travesseiro, no banho ou na
escova pode assustar, principalmente quando a queda surge algumas semanas ou
meses depois de um período de estresse intenso. Em muitos casos, porém, o
organismo está respondendo a um episódio que alterou temporariamente o ciclo de
crescimento dos cabelos.
Esse quadro é conhecido como eflúvio telógeno. No
entanto, essa queda acentuada de cabelo nem sempre acontece imediatamente após
o gatilho. O intervalo pode fazer com que a pessoa nem associe uma coisa à
outra.
"É comum o paciente perceber uma queda importante
semanas ou alguns meses depois de um período de estresse, uma doença, uma
cirurgia ou uma perda significativa de peso. Isso acontece porque o ciclo do
cabelo é alterado e uma quantidade maior de fios entra simultaneamente na fase
de queda", explica o médico especialista em transplante capilar Dr. Alan
Wells, referência internacional e criador da técnica de transplante capilar sem
raspar os cabelos.
Cuidado com dietas muito restritivas e emagrecimento
rápido
Dietas muito restritivas e perdas rápidas de peso
podem representar um estresse para o organismo. A redução importante da
ingestão de calorias e nutrientes pode interferir no ciclo capilar e contribuir
para a queda.
"Quando existe emagrecimento acelerado,
precisamos avaliar como foi conduzido o processo e se houve deficiência
nutricional. Não é apenas o número de quilos perdidos que importa, mas também a
qualidade da alimentação e as condições clínicas do paciente", ressalta o
especialista.
Nem toda queda de cabelo significa calvície
O eflúvio telógeno costuma provocar uma queda mais
difusa, enquanto algumas alopecias apresentam padrões específicos e
progressivos. Por isso, identificar apenas a quantidade de fios que estão
caindo não é suficiente para determinar a causa.
"Precisamos observar o padrão da queda, a
densidade dos cabelos e o histórico do paciente. Uma queda difusa e temporária
pode ter um comportamento completamente diferente de uma alopecia
androgenética, por exemplo. São situações que precisam ser diferenciadas
durante a avaliação", orienta o Dr. Alan Wells.
O cabelo pode voltar a crescer após o eflúvio telógeno
Quando o gatilho é identificado e não existe outra
doença associada, o eflúvio telógeno costuma apresentar recuperação gradual. O
crescimento, entretanto, não acontece de um dia para o outro. "O folículo
não desaparece simplesmente porque o cabelo caiu. Em muitos casos de eflúvio
telógeno, ele continua capaz de produzir um novo fio. A recuperação acontece
progressivamente e pode levar meses; por isso, é importante ter paciência e
acompanhar a evolução", afirma o médico.
Quando a queda de cabelo precisa ser investigada?
Queda persistente, redução progressiva da densidade,
falhas localizadas, alterações no couro cabeludo ou ausência de melhora ao
longo do tempo são sinais que justificam uma avaliação especializada. "Se
a queda continua por muito tempo, existem áreas ficando mais aparentes ou o
paciente percebe que os fios estão progressivamente mais finos, não devemos
assumir que seja apenas estresse. Existem diferentes tipos de alopecia e,
quanto antes identificarmos a causa, mais cedo podemos iniciar o tratamento
adequado", conclui Dr. Alan Wells.
Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/seu-cabelo-comecou-a-cair-apos-um-periodo-de-estresse-entenda-o-que-pode-estar-acontecendo,6305dd29961f013a3745d27444eee300t9s7pagg.html?utm_source=clipboard
- Por Sarah Carvalho - Foto: Kmpzzz | Shutterstock / Portal EdiCase

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