Usar o aparelho antes de dormir pode dificultar o relaxamento, prejudicar a qualidade do descanso e afetar o bem-estar emocional
O uso do celular antes de dormir prejudica o sono e a
saúde emocional, alerta a psicóloga Claudia Melo. A luz das telas e os
estímulos constantes inibem a melatonina, gerando insônia, sono fragmentado,
ansiedade e cansaço diurno. Para evitar esses impactos negativos, a
especialista recomenda criar uma rotina de relaxamento, desligar as
notificações e afastar o aparelho da cama ao menos trinta minutos antes de se
deitar, garantindo o descanso necessário para o bem-estar físico e mental.
Conferir mensagens, navegar pelas redes sociais ou
assistir a vídeos antes de dormir faz parte da rotina de muitas pessoas. Mas
manter o celular ao lado da cama e continuar conectado até os últimos minutos
do dia pode prejudicar a qualidade do sono e o bem-estar emocional.
Segundo Claudia Melo, coordenadora do curso de Psicologia
da Faculdade Anhanguera, a exposição constante aos estímulos do aparelho pode
dificultar o relaxamento necessário para uma noite de descanso reparadora.
"O cérebro precisa entender que está chegando o
momento de desacelerar. Quando a pessoa permanece conectada até os últimos
minutos antes de dormir, ela continua recebendo estímulos que podem aumentar o
estado de alerta e prejudicar o início e a profundidade do sono", explica.
Além da dificuldade para adormecer, o hábito pode
afetar o descanso ao longo da noite e influenciar a disposição no dia seguinte.
Confira cinco impactos que merecem atenção.
1. Dificuldade para pegar no sono
A luz emitida pelas telas pode interferir na produção
de melatonina, hormônio envolvido na regulação do ciclo de sono e vigília.
Dependendo da intensidade da exposição e do horário de uso, esse efeito pode
dificultar o início do sono.
Além disso, acompanhar vídeos, mensagens e publicações
mantém a atenção voltada para novos estímulos, em vez de favorecer a
desaceleração necessária antes de dormir.
2. Sono mais leve e fragmentado
O descanso também pode ser interrompido por
notificações, vibrações e sons do aparelho. Mesmo quando o celular não chega a
despertar completamente a pessoa, esses estímulos podem atrapalhar a continuidade
do sono.
A expectativa de receber mensagens ou a vontade de
conferir o que aconteceu nas redes sociais também pode levar a despertares
durante a noite. Com isso, o período reservado ao descanso pode se tornar menos
reparador.
3. Aumento da ansiedade
Acompanhar notícias, conversas e atualizações nas
redes sociais até a hora de dormir pode manter a mente em estado de alerta.
Dependendo do conteúdo e da relação de cada pessoa com a tecnologia, esse
hábito pode favorecer preocupações e sentimentos de ansiedade.
A dificuldade de se desconectar também pode prolongar
a preocupação com situações do dia a dia, reduzindo o tempo dedicado ao
relaxamento antes de dormir.
4. Maior dependência das telas
Levar o celular para a cama pode reforçar o hábito de
recorrer ao aparelho sempre que surge um momento livre. Com o tempo, a pessoa
pode ter mais dificuldade para interromper o uso, mesmo quando precisa
descansar.
Essa rotina reduz as oportunidades de desconexão e
pode fazer com que o período antes de dormir seja ocupado por estímulos
constantes. Estabelecer limites para o uso do aparelho ajuda a criar uma
separação entre as atividades digitais e o momento de repouso.
5. Cansaço e irritabilidade durante o dia
Quando o sono é insuficiente ou sofre interrupções frequentes,
os efeitos podem aparecer no dia seguinte. Cansaço, dificuldade de
concentração, redução da produtividade e alterações de humor estão entre as
consequências possíveis de noites mal dormidas.
Se o uso do celular atrasa o horário de dormir ou interrompe
o descanso, a pessoa também pode acabar dormindo menos do que precisa. Por
isso, observar a rotina noturna é importante para identificar hábitos que
possam estar prejudicando a recuperação física e mental.
Como evitar que o celular prejudique o sono?
Claudia Melo recomenda adotar uma rotina de higiene do
sono, com mudanças simples para reduzir os estímulos antes de dormir.
"O ideal é evitar o uso do celular pelo menos 30
minutos antes de dormir e deixar o aparelho em um local mais distante da cama,
preferencialmente com as notificações desativadas. Pequenas mudanças de hábito
podem trazer benefícios importantes para a saúde física e mental",
orienta.
Além dessa recomendação, algumas medidas podem ajudar
a tornar o ambiente mais favorável ao descanso:
Reduza a iluminação: prefira um ambiente com pouca luz
nos momentos que antecedem o sono.
Escolha atividades relaxantes: ler ou fazer exercícios
de respiração pode ajudar a desacelerar antes de dormir.
Desative as notificações: diminuir os alertas reduz a
possibilidade de interrupções durante a noite.
Deixe o aparelho longe da cama: manter o celular fora
do alcance imediato pode facilitar a redução do uso noturno.
Crie uma rotina: procure reservar um período para
desacelerar antes de se deitar, evitando atividades que mantenham a atenção
constantemente estimulada.
"Descansar adequadamente é fundamental para a
saúde emocional e para a qualidade de vida. Estabelecer limites no uso da
tecnologia é uma forma de cuidar de si mesmo", conclui a coordenadora.
Fonte:
https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/uso-do-celular-antes-de-dormir-afeta-sono-e-bem-estar-alerta-especialista,11ae20c02445e16e0d839d8240d906ach70c9zz7.html?utm_source=clipboard
- Foto: Divulgação / Saúde em Dia

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