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sábado, 18 de julho de 2026

Sete exercícios que ajudam a aliviar sintomas de ansiedade


Caminhada, yoga, musculação e outras atividades físicas podem contribuir para reduzir o estresse e promover sensação de bem-estar

 

A prática de atividade física pode ajudar a controlar a ansiedade, liberando endorfinas e reduzindo o estresse. Caminhada, yoga, musculação e outras atividades oferecem benefícios físicos e mentais. Contudo, exercícios devem ser aliados de tratamentos médicos e psicológicos, com foco na constância e no prazer da prática para resultados duradouros.

 

A prática regular de atividade física pode ajudar a aliviar os sintomas da ansiedade. Isso porque o exercício contribui para a liberação de substâncias relacionadas à sensação de bem-estar, reduz o estresse, melhora a qualidade do sono e ainda ajuda a aliviar tensões acumuladas no dia a dia.

 

Apesar desses benefícios, vale lembrar que a atividade física não substitui o acompanhamento médico ou psicológico quando ele é necessário. Ela deve ser vista como uma aliada dentro de um cuidado mais amplo com a saúde mental.

 

Se você está procurando uma forma de desacelerar a mente e cuidar do corpo, confira sete exercícios que podem fazer a diferença.

 

Como os exercícios ajudam quem tem ansiedade?

Durante a prática de atividade física, o organismo passa por mudanças que beneficiam não apenas o corpo, mas também a mente.

 

Entre os principais efeitos estão:

 

Estímulo à liberação de endorfinas, associadas à sensação de prazer e bem-estar.

Redução da tensão muscular.

Diminuição dos níveis de estresse.

Melhora da qualidade do sono.

Aumento da disposição no dia a dia.

Maior concentração.

Sensação de relaxamento após o treino.

Além disso, criar uma rotina de exercícios ajuda a organizar a semana e oferece um momento para desconectar das preocupações diárias.

 

1. Caminhada

A caminhada continua sendo uma das atividades mais indicadas para quem deseja começar a se exercitar.

Além de ser acessível, ela pode ser feita em parques, praças, ruas ou na esteira. Quando realizada em ambientes ao ar livre, ainda proporciona contato com a natureza, fator que muitas pessoas associam a uma maior sensação de tranquilidade.

Uma caminhada de 30 minutos já pode fazer parte de uma rotina saudável.

 

2. Yoga

O yoga combina exercícios físicos, técnicas de respiração e meditação.

Essa união favorece o relaxamento, melhora a consciência corporal e ajuda a manter o foco no momento presente. Com a prática frequente, muitas pessoas também percebem ganhos na flexibilidade, no equilíbrio e na qualidade do sono.

 

3. Musculação

Engana-se quem pensa que a musculação traz benefícios apenas para os músculos.

Treinar regularmente também ajuda a aliviar o estresse, melhora a autoestima e proporciona uma sensação de evolução a cada objetivo alcançado. Além disso, a concentração exigida durante os exercícios pode ajudar a afastar pensamentos repetitivos.

 

4. Pilates

O pilates trabalha força, mobilidade, postura, equilíbrio e respiração de forma integrada.

Como os movimentos exigem atenção e controle, a prática favorece a concentração e ajuda a reduzir a sensação de sobrecarga mental.

Outro benefício é o fortalecimento da musculatura, especialmente da região do core.

 

5. Corrida

Para quem já está acostumado com atividades de maior intensidade, a corrida pode ser uma excelente opção.

Ela melhora o condicionamento cardiorrespiratório, aumenta a resistência física e costuma proporcionar uma sensação de bem-estar após o treino.

O ideal é começar de forma gradual e respeitar os próprios limites.

 

6. Natação

A natação movimenta praticamente todos os grupos musculares e ainda tem baixo impacto sobre as articulações.

Além dos benefícios físicos, o ritmo da respiração durante a atividade pode favorecer o relaxamento e ajudar a aliviar as tensões do dia a dia.

 

7. Dança

Se a ideia é cuidar da saúde sem abrir mão da diversão, a dança pode ser a escolha perfeita.

Ela melhora o condicionamento físico, trabalha coordenação motora, equilíbrio e resistência. De quebra, ainda permite expressar emoções e transformar o exercício em um momento prazeroso.

 

Como escolher o melhor exercício?

Não existe uma modalidade considerada a melhor para aliviar a ansiedade. O mais importante é escolher uma atividade que combine com a sua rotina e que seja prazerosa.

Na hora de decidir, vale seguir algumas dicas:

 

Escolha um exercício que você goste.

Comece de forma gradual.

Respeite o seu nível de condicionamento físico.

Mantenha uma rotina regular.

Busque orientação de um profissional de Educação Física sempre que possível.

A constância costuma ser mais importante do que a intensidade nos primeiros meses.

 

A atividade física substitui o tratamento?

Não. Embora os exercícios tragam benefícios importantes para a saúde mental, eles não substituem tratamentos indicados por médicos ou psicólogos.

Se a ansiedade é frequente, intensa ou interfere na rotina, é fundamental procurar ajuda profissional. O tratamento pode incluir psicoterapia, medicamentos, mudanças no estilo de vida ou uma combinação dessas estratégias.

 

Pequenos hábitos fazem diferença

Além de manter uma rotina de exercícios, outros cuidados podem contribuir para o bem-estar físico e emocional:

 

Dormir entre 7 e 9 horas por noite.

Manter uma alimentação equilibrada.

Reservar momentos de lazer durante a semana.

Evitar o consumo excessivo de álcool e cafeína.

Praticar técnicas de respiração ou meditação.

Manter contato com familiares e amigos.

Quando inserida em uma rotina saudável, a atividade física pode se tornar uma importante aliada no controle da ansiedade. Mais do que buscar desempenho, movimentar o corpo de forma regular é um investimento na saúde, na qualidade de vida e no equilíbrio entre corpo e mente.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sete-exercicios-que-ajudam-a-aliviar-sintomas-de-ansiedade,70b54dd8db23e95698b301e7401ec22avvpmcgcq.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Sport Life

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Ansiedade e nervosismo? 5 calmantes naturais que podem ajudar a relaxar


Com uso consciente, algumas plantas medicinais podem ajudar a aliviar o estresse, promover relaxamento e até favorecer o sono

 

Tem dias em que a mente não desacelera. A ansiedade aparece, o nervosismo aumenta e até dormir parece mais difícil.

 

Nessas horas, algumas plantas medicinais com propriedades calmantes podem ajudar a promover sensação de relaxamento e bem-estar.

 

Mas atenção: apesar de serem naturais, elas também exigem cuidado no uso. Especialmente quando consumidas com frequência ou em grandes quantidades.

 

A seguir, veja 5 calmantes naturais conhecidos por ajudar em momentos de ansiedade, nervosismo e agitação.

 

1. Passiflora (flor do maracujá)

A Passiflora incarnata, conhecida como flor do maracujá, é uma das plantas mais lembradas quando o assunto é relaxamento.

Ela possui propriedades sedativas ligadas à presença de flavonoides, que atuam no sistema nervoso.

Por isso, costuma ser associada à sensação de calma e ao favorecimento do sono.

Ela pode ser consumida em forma de chá.

 

2. Valeriana

A valeriana é bastante conhecida por seu efeito calmante.

A raiz da planta tem ação relacionada ao relaxamento e ao estímulo do sono.Ela é frequentemente usada em casos de agitação, nervosismo, ansiedade e dificuldade para dormir.

Inclusive, costuma ser uma das opções mais citadas quando o objetivo é relaxar antes de dormir.

 

3. Camomila

Clássica e fácil de encontrar, a camomila vai além do famoso chá.

Ela possui ação calmante no sistema digestivo e nervoso, ajudando a promover sensação de conforto e tranquilidade. Por isso, pode ser uma aliada em momentos de estresse, tensão ou nervosismo.

Além disso, muita gente aposta na bebida como parte da rotina noturna.

 

4. Melissa (cidreira)

A melissa, também conhecida como cidreira, tem propriedades calmantes e costuma ser utilizada em situações de ansiedade, nervosismo e perturbações do sono.

Seu chá é bastante popular justamente pela sensação de relaxamento que pode proporcionar.

Em alguns casos, ela também aparece associada a rotinas voltadas ao descanso.

 

5. Alfazema

A alfazema é rica em óleos essenciais e cumarina, compostos ligados às propriedades relaxantes da planta.

Por isso, costuma ser associada ao alívio da tensão nervosa e ao relaxamento.

Além do chá, seu aroma também é bastante utilizado em ambientes voltados ao bem-estar.

 

Como fazer um chá calmante para ansiedade?

Uma forma comum de consumo dessas plantas é o chá.

 

A orientação geral é:

 

Usar 1 sachê ou cerca de 20 gramas da planta em uma xícara de água fervente.

Depois, basta deixar a infusão descansar por 5 a 10 minutos.

O consumo pode acontecer ao longo do dia ou em momentos de maior estresse.

No caso da valeriana, o chá costuma ser consumido de 15 a 30 minutos antes de dormir. Nesse período, vale evitar telas, como celular e televisão, pois podem atrapalhar o descanso.

 

Natural também exige cuidado

Mesmo sendo naturais, essas plantas não devem ser usadas sem atenção. Isso porque o consumo excessivo pode trazer riscos. Além disso, dependendo da situação, elas podem não ser indicadas.

Por isso, o ideal é buscar orientação de um médico, nutricionista ou fitoterapeuta. Principalmente em casos de ansiedade persistente, insônia frequente ou uso contínuo.

 

Afinal, cuidar da saúde mental também passa por entender a causa dos sintomas.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/ansiedade-e-nervosismo-5-calmantes-naturais-que-podem-ajudar-a-relaxar,e4e262802045aa260845d6054d211644c5gx4nxi.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

domingo, 30 de março de 2025

Ansiedade ou pressão alta? Saiba como identificar e o que fazer


Os sintomas da ansiedade e da depressão costumam ser distintos, mas podem se confundir em alguns pacientes

 

As emoções podem ter um impacto direto na saúde do coração, levando a problemas crônicos que causam danos em todo o organismo. Pressão alta, também conhecida como hipertensão arterial, e ansiedade, são duas condições clínicas distintas que, frequentemente, caminham lado a lado e podem afetar significativamente o bem-estar das pessoas.

 

Pressão alta x ansiedade

A pressão alta é uma doença crônica caracterizada pelo aumento da pressão sanguínea nas artérias. Esse aumento pode resultar em problemas cardiovasculares graves, como infarto, AVC e insuficiência cardíaca, alerta o coordenador do curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera, LincoIn Cardoso. 

 

A ansiedade, por outro lado, é uma resposta emocional a diversas condições do comportamento humano, incluindo angústia, aflição, incerteza, sensação de perigo e insegurança. O que muitos não sabem é que essas duas condições podem estar interligadas. 

 

LincoIn explica que a ansiedade crônica pode desencadear respostas fisiológicas que afetam diretamente o sistema cardiovascular, temporariamente elevando a pressão arterial. Já a pressão alta pode agravar os sintomas de ansiedade, criando um ciclo contínuo de influência mútua.

 

Os fatores de risco de cada um

Entre os fatores de risco para hipertensão arterial estão idade avançada, histórico familiar, obesidade, sedentarismo, má alimentação, consumo de álcool e tabaco, estresse crônico, diabetes, hipercolesterolemia, apneia do sono, doenças renais e uso de certos medicamentos. 

 

Já para ansiedade, destacam-se traumas ou eventos estressantes, personalidade suscetível, doenças físicas ou crônicas, uso de substâncias, desequilíbrios químicos no cérebro, histórico de outras doenças mentais, estresse crônico no trabalho ou vida pessoal, fatores socioeconômicos e traços de personalidade específicos.

 

Ansiedade ou pressão alta? Saiba diferenciar

Identificar se a pressão alta é emocional ou fruto de outros fatores requer atenção. Segundo Lincoln, os sintomas da pressão alta incluem dores de cabeça, tonturas, visão embaçada e palpitações no coração. Já a ansiedade pode apresentar agitação, sudorese, tremores, irritabilidade e dificuldade em dormir. Porém, em algumas pessoas, a ansiedade intensa pode temporariamente elevar a pressão arterial, tornando difícil identificar a causa raiz. 

 

"Para um diagnóstico adequado de pressão alta e ansiedade, é essencial acompanhamento especializado. Médicos e farmacêuticos são profissionais preparados para ajudar nessa jornada de cuidado, realizando monitoramentos da pressão arterial ao longo do dia, inclusive em momentos de estresse ou ansiedade, para identificar possíveis ligações emocionais", alerta o professor.

 

Exames adicionais, como monitoramento ambulatorial da pressão arterial (MAPA) e testes de estresse, podem avaliar a influência das emoções na pressão arterial. Além disso, a avaliação psicológica pode fornecer insights sobre a relação entre a ansiedade e a pressão alta, conforme recomenda Lincoln.

 

Tratamento

O profissional aponta ainda que a hipertensão arterial geralmente tem causas multifatoriais, envolvendo combinações de fatores genéticos, comportamentais e ambientais. Portanto, o tratamento deve ser conduzido por um profissional de saúde qualificado, considerando os aspectos clínicos e emocionais. Durante a terapia, mudanças no estilo de vida, como dieta saudável, exercícios físicos e redução do estresse, são fundamentais. Em alguns casos pode ser necessário o uso de medicação.

 

"O tratamento adequado da pressão alta relacionada à ansiedade requer abordagem integrada. Mudanças no estilo de vida, como prática regular de exercícios físicos, alimentação balanceada e controle do estresse, são fundamentais. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode auxiliar no controle da ansiedade, promovendo pensamentos e comportamentos adaptativos. Em alguns casos, a medicação também pode ser necessária, seguindo orientações de profissionais de saúde", recomenda.

 

Um problema pode agravar o outro

O professor alerta ainda que o estresse e a ansiedade podem afetar os níveis de pressão arterial de várias maneiras. Ativação do sistema nervoso simpático, contração dos vasos sanguíneos, liberação de hormônios do estresse, retenção de sódio e água, padrões alimentares pouco saudáveis e falta de sono adequado são alguns exemplos.

 

O farmacêutico explica que a pressão alta não tratada pode levar a graves consequências a longo prazo, como doenças cardiovasculares, danos aos órgãos, insuficiência renal, problemas visuais, cognitivos, complicações na gravidez, vasculares e aumento do risco de morte. "Buscar diagnóstico precoce e tratamento adequado é essencial para melhorar a qualidade de vida", destaca.

 

Por fim, o professor da Faculdade Anhanguera ressalta a importância de cuidar da saúde do coração, não se limitando a medir a pressão arterial. Atentar-se à saúde emocional e buscar formas saudáveis de lidar com estresse e ansiedade é o primeiro passo para uma jornada rumo a um coração mais saudável e uma vida plena de bem-estar.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/ansiedade-ou-pressao-alta-saiba-como-identificar-e-o-que-fazer,f1d11419fc035e7ad5c104bffe55c5f1j2rdx48v.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Janeiro Branco: a depressão pode ser genética? Médica responde


Especialista destaca o impacto da genética na depressão, promovendo reflexões e estratégias para prevenção e tratamento integrativo

 

O Janeiro Branco é uma campanha dedicada à conscientização sobre a saúde mental, incentivando reflexões e diálogos acerca de transtornos como a depressão. A Dra. Fernanda Ayala, médica geneticista, explica a questão: a depressão pode ter origem genética?

 

"A depressão é uma condição multifatorial, resultante da interação entre fatores genéticos, biológicos, ambientais e psicológicos", afirma a Dra. Fernanda. Pesquisas sugerem que indivíduos com histórico familiar de depressão têm um risco aumentado de desenvolver a doença. "Embora a hereditariedade contribua para a vulnerabilidade, não é determinante isolado; fatores ambientais e experiências de vida também são cruciais", ressalta a geneticista.

 

É possível investigar a predisposição a depressão

A medicina genética oferece ferramentas para avaliar a predisposição a transtornos mentais. "Através do aconselhamento genético, é possível analisar o histórico familiar e identificar riscos potenciais, auxiliando na adoção de medidas preventivas e intervenções precoces", destaca a Dra. Fernanda. Além disso, o aconselhamento proporciona suporte informativo e emocional para indivíduos e famílias. "Compreender os riscos genéticos permite decisões informadas sobre saúde mental, promovendo estratégias de prevenção e manejo adequados", explica.

 

A Dra. Fernanda enfatiza a importância de uma abordagem integrativa que considere aspectos genéticos, ambientais e psicológicos. "Intervenções personalizadas, incluindo terapia, mudanças no estilo de vida e, quando necessário, medicação, são fundamentais para o tratamento eficaz da depressão", conclui.

 

Como tratar

Abaixo, ela sugere 7 dicas práticas para tratar a depressão com foco na genética:

 

Conheça seu histórico familiar: Mapeie os casos de depressão ou outros transtornos mentais na sua família. Essa informação pode ajudar médicos a identificar possíveis riscos e a personalizar o tratamento.

Faça o aconselhamento genético: Um geneticista pode orientar sobre o impacto dos genes na saúde mental e sugerir medidas preventivas baseadas em predisposições.

Adote uma alimentação equilibrada: Dietas ricas em ômega-3, antioxidantes e triptofano podem ajudar a regular neurotransmissores como a serotonina, influenciando positivamente o humor.

Pratique atividades físicas regularmente: O exercício estimula a liberação de endorfinas e melhora a neuroplasticidade, fatores que compensam desequilíbrios genéticos.

Invista no manejo do estresse: Técnicas como meditação, yoga e mindfulness ajudam a reduzir o impacto dos fatores externos que interagem com predisposições genéticas.

Aposte em terapias personalizadas: Psicoterapia aliada a tratamentos farmacológicos, quando necessários, pode ser mais eficaz em pessoas com predisposição genética.

Mantenha o sono regulado: A qualidade do sono é essencial para o equilíbrio hormonal e a saúde cerebral, ajudando a minimizar os efeitos da predisposição genética na depressão.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/janeiro-branco-a-depressao-pode-ser-genetica-medica-responde,9661d70dcb0913bffbd39a357e1a9a6fqyqadefc.html?utm_source=clipboard - Foto: Reprodução/Internet / Revista Malu

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Alimentos que combatem a ansiedade, estresse e depressão


O estresse também pode se manifestar fisicamente através do ganho de peso.

 

Sintomas de depressão e ansiedade, assim como altos níveis de estresse, têm atingido cada vez mais pessoas em todo o mundo. Esses males não apenas causam um grande impacto na saúde mental como também podem se manifestar fisicamente. O ganho de peso é um dos exemplos mais comuns.

 

Quando o organismo está sob uma grande quantidade de estresse acaba por liberar o cortisol, hormônio que leva ao aumento do apetite. Mas como isso acontece exatamente? Em resumo, um nível mais alto de cortisol cria maiores taxas de insulina no organismo, levando a uma queda na taxa de açúcar no sangue, o que é a combinação perfeita para o surgimento daqueles desejos por fast food.

 

Em entrevista ao WebMD, o Dr. Jason Perry Block afirma que 'isso acontece, em parte, porque o corpo libera substâncias químicas em resposta aos alimentos que podem ter um efeito calmante direto'.

 

Evite estes hábitos!

 

Além do mais, de acordo com a revista Women's Health, há vários outros hábitos comuns entre as pessoas que sofrem de estresse e que levam ao ganho de peso. Indivíduos ansiosos costumam não dormir a quantidade suficiente de horas. A falta de sono, como o estresse, contribui para que o organismo produza mais cortisol.

 

Existem ainda outras atitudes que fazem mal à saúde, como pular refeições e o sedentarismo, que estão associadas a pessoas com estresse. Esquecer de comer, quando se está muito ocupado no trabalho, retarda o seu metabolismo e também lhe deixa mais suscetível a excessos, sejam eles de comidas ou de bebidas.

 

Mas você sabia que alguns tipos de comida podem ser grandes aliados para amenizar esses sintomas e ainda melhorar o seu humor? Na galeria, conheça os alimentos que combatem o estresse, a ansiedade e a depressão.

 

Sintomas de depressão e ansiedade, assim como altos níveis de estresse, têm atingido cada vez mais pessoas em todo o mundo. Esses males não apenas causam um grande impacto na saúde mental como também podem se manifestar fisicamente. O ganho de peso é um dos exemplos mais comuns.

 

 Quando o organismo está sob uma grande quantidade de estresse acaba por liberar o cortisol, hormônio que leva ao aumento do apetite. Mas como isso acontece exatamente? Em resumo, um nível mais alto de cortisol cria maiores taxas de insulina no organismo, levando a uma queda na taxa de açúcar no sangue, o que é a combinação perfeita para o surgimento daqueles desejos por fast food.

 

Em entrevista ao WebMD, o Dr. Jason Perry Block afirma que 'isso acontece, em parte, porque o corpo libera substâncias químicas em resposta aos alimentos que podem ter um efeito calmante direto'.

 

Evite estes hábitos!

 

Além do mais, de acordo com a revista Women's Health, há vários outros hábitos comuns entre as pessoas que sofrem de estresse e que levam ao ganho de peso. Indivíduos ansiosos costumam não dormir a quantidade suficiente de horas. A falta de sono, como o estresse, contribui para que o organismo produza mais cortisol.

 

Existem ainda outras atitudes que fazem mal à saúde, como pular refeições e o sedentarismo, que estão associadas a pessoas com estresse. Esquecer de comer, quando se está muito ocupado no trabalho, retarda o seu metabolismo e também lhe deixa mais suscetível a excessos, sejam eles de comidas ou de bebidas.

 

Mas você sabia que alguns tipos de comida podem ser grandes aliados para amenizar esses sintomas e ainda melhorar o seu humor? Na galeria, conheça os alimentos que combatem o estresse, a ansiedade e a depressão.

 

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2238622/alimentos-que-combatem-a-ansiedade-estresse-e-depressao - © Shutterstock


Disse-lhe Jesus: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?"

João 11:25-26


terça-feira, 17 de setembro de 2024

14 sintomas de depressão (que não deve ignorar)


Os principais sintomas que marcam o início da depressão são falta de vontade para realizar atividades que davam prazer, energia reduzida e cansaço constante.

 

Estes sintomas surgem em baixa intensidade, mas pioram ao longo do tempo, causando sofrimento e incapacidade de trabalhar ou manter interações com outras pessoas, por exemplo.

 

No entanto, a depressão tem cura e pode ser alcançada com o diagnóstico e tratamento correto indicado pelo psiquiatra, que pode ser feito com o uso de antidepressivos, ansiolíticos e sessões de psicoterapia. Confira como é feito o diagnóstico e tratamento da depressão.

 

Os principais sintomas de depressão são:

 

1. Sensação de vazio ou tristeza

A sensação de vazio ou tristeza, geralmente, se manifesta através de um rosto triste, olhos caídos olhando para o nada, sem brilho e tronco curvado.

As pessoas que possuem depressão referem sentir uma tristeza diferente do "normal", que não melhora com a adoção de atitudes que a aliviam e que é normalmente acompanhada por uma sensação de vazio, apatia, desinteresse e falta de vontade para realizar as atividades.

 

2. Crises de choro

É frequente que a pessoa com depressão tenha crises de choro ou que chore muito facilmente, tendo falas voltadas para o pessimismo, culpa e baixa autoestima.

 

3. Sentimento de inutilidade

É comum a pessoa com depressão apresentar um sentimento de inutilidade e, por isso, pessoas que estão desenvolvendo a depressão apresentam vontade de isolar-se dos amigos e da família, antes de pensar em "soluções" mais severas como o suicídio.

 

4. Falta de vontade para realizar atividades que davam prazer

Este é o principal sintoma da depressão e está presente desde o início da doença, podendo agravar-se à medida que o transtorno evolui.

Nessa situação a vontade de realizar atividades que antes eram motivo de alegria, como tocar instrumentos, ver filmes e séries, estar com amigos ou ir a festas, por exemplo, desaparece sem que a pessoa consiga explicar o motivo, sentindo apenas vontade de não fazer nada.

 

5. Mudanças de humor

O transtorno depressivo pode fazer com que a pessoa tenha mudanças repentinas e transitórias do estado de humor, podendo ficar mais susceptível ao choro, por exemplo.

 

6. Falta de energia e cansaço constante

A falta de energia e o cansaço constante, que impedem a realização de atividades diárias como higiene pessoal, se alimentar, ir à escola ou trabalho, podem indicar depressão.

Além disso, a falta de motivação por não querer fazer nenhuma atividade é um sinal que a depressão está evoluindo.

 

7. Irritabilidade

Devido à tristeza profunda é comum manifestar irritabilidade, ataques de raiva, causando sintomas como tremores, vontade incontrolável de gritar e até suor em excesso.

Além disso, podem estar associados alguns sintomas de ansiedade e angústia.

 

8. Dores e alterações no corpo

A depressão também pode causar dor de cabeça constante, devido às noites mal dormidas e às alterações do humor, podendo ainda ocorrer sensação de aperto no peito e peso nas pernas.

Em alguns casos, pode acontecer queda de cabelo, unhas fracas, pernas inchadas e dor nas costas e estômago, devido à baixa de hormônios. Além de vômitos e tremores, conhecidos como sintomas psicossomáticos.

 

9. Problemas de sono

É comum que em casos de depressão a pessoa tenha insônia terminal, um tipo de insônia que não causa não problemas para adormecer, mas a pessoa acorda de madrugada, por volta das 3 ou 4 da manhã e não consegue voltar a dormir pelo menos até as 10 da manhã novamente.

Isso também faz com que a pessoa com depressão acorde muito cansada. Conheça outras causas de acordar cansado.

 

10. Alterações do peso

As alterações do peso durante a depressão são resultado de todos os outros sintomas juntos, pois a pessoa não tem energia para se levantar, sente dores, está irritada e com sono, por exemplo.

Algumas pessoas com depressão podem perder o apetite e resultar em perda de peso, pois a pessoa pode fazer apenas uma refeição ao dia, e geralmente pela insistência de familiares.

No entanto, outras pessoas com depressão podem aumentar o peso, pois podem sentir mais fome devido ao aumento do hormônio leptina, ou ter desejo por carboidratos, que são alimentos que aumentam os níveis de serotonina no corpo.

Assim, a pessoa com depressão pode ganhar ou perder peso, o que varia de uma pessoa para outra. 

 

11. Falta de concentração

Durante a depressão, pode surgir a falta de concentração, acompanhada de perda de memória, pensamentos negativos persistentes e indecisão com momentos de enorme desconcentração que afeta o trabalho, escola e interações pessoais.

Este sintoma pode ser facilmente notado, pois as pessoas costumam não responder perguntas e olharem para o nada durante longos períodos de tempo, o que leva também a perda do senso de temporalidade.

 

12. Pensamento de morte e suicídio

O conjunto de todos os sintomas da depressão pode fazer com que a pessoa tenha pensamentos de morte e suicídio ou mesmo vontade de acabar com a própria vida.

Isso porque os sentimentos experimentados nesta doença passam a sensação de que não vale a pena estar vivo, que a vida não tem sentido, considerando a morte uma solução para o que sente. Entenda melhor o que pode significar a vontade de morrer.

 

13. Abuso de álcool e drogas

O abuso no uso de álcool e drogas acontece pela presença de sentimentos como a tristeza e angústia profunda.

A pessoa neste caso pode ter a necessidade de sentir alegria e se desligar dos sentimentos causados pela depressão, o que pode ser perigoso, pois o abuso destas substâncias pode levar dependência química e overdose.

No entanto, nem todas as pessoas com depressão desenvolvem esse sintoma e, por isso, é importante estar atento a qualquer mudança repentina do estado de ânimo que poderia indicar uma atitude aditiva.

 

14. Lentidão

O transtorno depressivo pode, algumas vezes, interferir na atividade mental e motora, o que pode fazer com que a pessoa fique mais agitada ou mais lenta, sendo esta última mais comum.

Dessa forma, a depressão pode afetar o pensamento, movimentos e a forma de falar, em que a pessoa apresenta pausas quando fala e respostas curtas, ou o contrário, em que apresenta uma fala mais rápida e movimentos repetitivos com as mãos e pernas, por exemplo.

 

Fonte: https://www.tuasaude.com/sintomas-de-depressao/ - Revisão médica: Dr. Gonzalo Ramirez Psicólogo e Clínico Geral

 

Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês.

1 Pedro 5:7

terça-feira, 21 de março de 2023

Entenda o que é ansiedade, estresse e depressão


Conheça os principais sintomas de cada uma dessas doenças

 

Entenda o que é ansiedade, estresse e depressão

A ansiedade, o estresse e a depressão são três condições que atingem boa parte da sociedade. Apesar de apresentarem características e sintomas diferentes, podem ser confundidos por algumas pessoas. A seguir, Margareth Signorelli, terapeuta em EFT (Técnica de Liberação Emocional), explica as principais diferenças entre essas condições.

 

O que é ansiedade?

A ansiedade é uma característica biológica do ser humano, que pode desencadear, dependendo do grau de intensidade e da frequência que ocorre, sensações corporais desagradáveis.

 

Sintomas da ansiedade

Os principais sintomas da ansiedade podem ser: falta de ar, angústia, medos exagerados e o não relaxamento corporal e mental.

 

O que é estresse?

O estresse é uma defesa natural do organismo que nos ajuda a sobreviver. Contudo, a cronicidade do estímulo estressante acarreta consequências danosas ao corpo e à mente. Caso não consiga reverter os momentos estressantes, algumas desvantagens, como aumento da pressão arterial, dores musculares e alterações na pele, podem aparecer a curto ou longo prazo.

 

Sintomas do estresse

Os principais sintomas do estresse podem ser: aumento da pressão arterial, cansaço extremo e mudanças bruscas de humor.

 

O que é depressão?

A depressão é uma doença que provoca alterações cerebrais no paciente. Existem várias causas e vários níveis depressivos. Pode ser desencadeada por fatores psicológicos ou mesmo genéticos. É imprescindível o acompanhamento de um médico especialista, tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento.

 

Sintomas da depressão

Os principais sintomas da depressão podem ser: apatia, problemas com o sono, tristeza profunda e pensamentos negativos. 

É importante lembrar que só um especialista em saúde mental pode dar o diagnóstico para qualquer uma dessas doenças, mesmo que você tenha os sintomas citados.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/parceiros/edicase/2023-03-20/entenda-o-que-e-ansiedade--estresse-e-depressao.html - Redação EdiCase


Então eles clamaram ao Senhor em sua angústia, e ele os salvou de sua angústia. Ele enviou sua palavra e os curou; ele os resgatou da sepultura. Que eles deem graças ao Senhor por seu amor infalível e suas obras maravilhosas para a humanidade. (Salmos 107: 19-21)


sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Você está ansioso ou estressado? Saiba a diferença


Reconhecer os sintomas de cada quadro emocional ajuda no processo de autoconhecimento

 

Muitas pessoas usam os termos ansiedade e estresse como se fossem sinônimos, mas, na verdade, não são. Embora nos dois casos possa acontecer a experiência de sintomas físicos e emocionais parecidos (por isso a possível confusão), eles não são necessariamente iguais.

 

A ansiedade é uma emoção. Sentir ansiedade como resposta aos estímulos do dia a dia pode fazer parte de um traço de personalidade ou ser uma resposta pontual a algo. Mas o que, afinal, a pessoa com ansiedade sente?

 

Seja por um aspecto, traço de personalidade ou por uma resposta pontual a um determinado estímulo, essa pessoa vivencia alterações no corpo e na mente. Os sintomas mais comuns de ansiedade são:

 

Respiração curta

Coração acelerado

Tremor no corpo

Dificuldade para relaxar

Tensão no corpo

Insônia

Pensamento acelerado

Medo

Preocupação exacerbada com o futuro (aquilo que está por vir, ainda que seja algo eminente)

Pensamento catastrófico

Senso de urgência.

 

Nem todas as pessoas vão sentir todos os sintomas ao mesmo tempo. A intenção de descrever esses sinais é para iniciar o autoconhecimento - jamais para o autodiagnóstico. Portanto, se você se identificou com esses sintomas, procure uma orientação médica e psicológica, pois a ansiedade pode fazer parte de outros quadros emocionais e/ou físicos, como, por exemplo, alterações hormonais.

 

Quando pensamos em personalidade com traço de ansiedade, entendemos que a pessoa com estas características vivencia a ansiedade como sendo um dos pilares do seu ser ao responder muitos dos estímulos da vida. Mas atenção: nem tudo será ansiedade na vida desta pessoa!

 

Pessoas assim tendem a ter, constantemente, uma resposta mais exacerbada aos estímulos do cotidiano. Com isso, entende-se que podem ser pessoas mais "sensíveis", assim, rapidamente interpretam e percebem situações, coisas, lugares e pessoas, como potencialmente "ameaçadoras".

 

O desdobramento disso é "ligar" o senso de proteção interno para se cuidar, se proteger e escapar, se necessário. Em outras pessoas, há ainda uma resposta emocional desproporcional (RED) ao interpretar o mundo - dos próprios pensamentos e também do que acontece fora da mente.

 

Em relação à resposta de ansiedade, que seria um estado momentâneo de ansiedade, algo do momento, e não um padrão de resposta, entende-se que houve um aprendizado prévio por experiência (vivida ou imaginária) para aquela situação. Por exemplo, uma pessoa que ficou presa em um elevador pode ter resposta de ansiedade ao ter que usar o dispositivo novamente. Se a resposta for impeditiva de ação, talvez, seja um trauma ou um medo maior. Mas, de qualquer forma, a pessoa tende a responder com ansiedade sobre este estímulo.

 

Para todos estes temas: ansiedade (traço ou estado), trauma e medo é possível tratamento, cura e bem-estar do paciente. E você pode pensar sobre diferentes estímulos da sua história de vida que lhe despertam reações de ansiedade.

 

Como resposta de ansiedade, é possível senti-la também em situações de risco, como um precipício. Ainda que a pessoa nunca tenha chegado perto de nenhum, é possível que ela sinta uma certa apreensão (entendemos como saudável) para sua autoproteção. E alguns "alarmes" internos podem ser ativados para ajudar a se afastar, se proteger e se cuidar, evitando um acidente.

 

Agora, quando pensamos em estresse, que está relacionado a desgaste, excessos e acúmulos, ele seria um estímulo percebido como negativo que, possivelmente, perdurou muito e levou a um estado emocional e/ou físico de "esgotamento".

 

Para entender melhor, o estresse tem ligação com o processo de adaptação. Ou seja, com a resposta frente a certos estímulos que são entendidos como ameaçadores, teríamos que mudar, sair do "piloto automático", sair da "homeostase" e ter que se reorganizar frente a uma situação.

 

A questão do estresse não é apenas a resposta emocional e física, nem somente os sintomas sentidos no momento, mas tem a ver com o grau de facilidade ou dificuldade de adaptar-se ao novo, quando a pessoa sai do equilíbrio da homeostase e acaba entrando no processo de entropia ("caos" e "desordem" até que possa se estabelecer).

 

O estresse tem ligação direta com aquilo que precisamos nos adaptar; situações que entendemos que são esperadas e planejadas e também aqueles momentos que nunca se imaginou viver, mas precisamos superar e seguir em frente, sempre. Para se adaptar, o corpo e a mente desencadeiam diversas reações na busca de retornar ao processo de equilíbrio, gerando um estado de alerta. Todo estado de alerta prolongado gera desgaste e estresse.

 

Agora que você sabe a diferença entre ansiedade e estresse, pense sobre sua vida, suas escolhas e como está vivendo o momento do agora. Você está em harmonia com suas emoções? Aqui, a pergunta não tem ligação com a felicidade plena e máxima, mas com a capacidade de passear pelos sentimentos positivos ou negativos sem se perder.

 

Siga bem, siga na direção dos seus objetivos e busque ajuda profissional se necessário. Afinal, um bom psicólogo clínico pode lhe auxiliar neste momento de autodesenvolvimento e crescimento pessoal!

 

Fonte: https://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/38152-voce-esta-ansioso-ou-estressado-saiba-a-diferenca - Escrito por Adriana de Araújo

 

Por isso, vos digo que tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis e tê-lo-eis.

Marcos 11:24

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Álcool e ansiedade: como a bebida pode agravar o distúrbio?


Beber para lidar com emoções negativas não é a melhor alternativa para quem vive com o transtorno e pode ser muito perigoso

 

O Brasil é o país com a maior taxa de transtorno de ansiedade no mundo, com 9,3% da população vivendo com esta condição, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso representaria cerca de 18,6 milhões de brasileiros acometidos pela doença.

 

Importante: não se trata daquele tipo de ansiedade que nos mantém alertas para possíveis situações perigosas e que, além de saudável, é natural. Trata-se de um transtorno mental, no qual a ansiedade é exacerbada e gera sintomas como preocupação excessiva, dificuldade de concentração e problemas no sono. Em ambos os cenários, associar o uso de álcool é muito preocupante.

 

Beber para lidar com as emoções ou com a expectativa de aliviar ou reduzir a ansiedade é uma escolha perigosa. Já falamos por aqui que bebida não é remédio e beber com essa motivação é um sinal de alerta. Inclusive, pesquisas indicam que esse comportamento está associado a uma maior possibilidade de problemas atuais e futuros com o álcool.

 

Além dos quadros de ansiedade serem agravados com o uso abusivo de álcool, existe o risco de ocorrer uma mudança no padrão de consumo: para ter os mesmos efeitos de relaxamento, a pessoa passa a beber cada vez mais, aumentando as chances de desenvolver dependência. Outro aspecto a ser considerado nesses casos é o adiamento da busca por um profissional da saúde e de um tratamento, prolongando ou piorando o sofrimento.

 

Dependência de álcool e ansiedade

A ocorrência simultânea desses transtornos é mais frequente do que se imagina. Estimativas indicam que ela varia de 20% a 40% entre países. Isso quer dizer que, no mínimo, um em cada cinco pacientes com transtorno de ansiedade faz consumo nocivo de álcool. E o contrário também acontece.

 

Um número significativo de pessoas que têm problemas com o álcool também apresenta fortes problemas de ansiedade e humor. Estudos psiquiátricos e epidemiológicos mostram que ter um diagnóstico relacionado à ansiedade ou ao álcool aumenta o risco potencial de desenvolver o outro transtorno, ou seja, um pode levar à piora do outro.

 

Além disso, há também evidências de que a depressão e a ansiedade combinadas com o uso de álcool podem criar um ciclo, contribuindo para lapsos, recaídas e fissura, que é um desejo intenso pela substância.

 

Diagnóstico e sinais de alerta

A combinação do álcool com a ansiedade nunca é benéfica. Portanto, a prevenção e a identificação precoce são fundamentais, tanto para evitar os efeitos danosos para a saúde física e mental provocados pela ansiedade, como para a prevenção de comorbidades.

 

Como não há exames que permitam o diagnóstico conclusivo, a identificação do transtorno de ansiedade é feita a partir das queixas e da gravidade dos sintomas relatados pelo paciente.

 

Ao perceber mudanças de humor, dificuldade de manter o foco ou de dormir, preocupação excessiva, presença de sintomas físicos, como tremores, boca seca, tontura ou coração acelerado, procure um profissional da saúde. É possível lançar mão de medidas mais saudáveis para enfrentar os momentos difíceis e lidar com as emoções negativas.

 

Fonte: https://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/37084-alcool-e-ansiedade-como-a-bebida-pode-agravar-o-disturbio?utm_source=news_mv&utm_medium=BE&utm_campaign=9099887 - Escrito por Arthur Guerra de Andrade