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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Fibromialgia: a dor invisível que afeta milhões de brasileiros


Reconhecida como deficiência no Brasil, a síndrome exige atenção, diagnóstico correto e cuidados multidisciplinares

 

A fibromialgia é uma síndrome crônica marcada por dor generalizada, fadiga e distúrbios do sono, afetando sobretudo mulheres. De diagnóstico difícil por não constar em exames de imagem, a doença gera estigma, mas seu manejo com remédios e exercícios melhora a qualidade de vida. No Brasil, seu recente enquadramento como deficiência assegura direitos e políticas públicas aos pacientes, marcando um avanço contra o preconceito e na garantia de suporte social a essa condição invisível e debilitante.

 

A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dores musculares generalizadas, fadiga intensa, distúrbios do sono e problemas de memória. Apesar de afetar cerca de 3% da população mundial, sendo em sua maioria mulheres, a doença ainda é cercada por preconceito e falta de conhecimento. No Brasil, um avanço significativo ocorreu recentemente com o reconhecimento oficial da fibromialgia como uma condição que pode ser enquadrada como deficiência, o que garante às pessoas afetadas o acesso a direitos e políticas públicas específicas.

 

Entre os principais sintomas da fibromialgia estão dores persistentes por todo o corpo, sensibilidade exagerada ao toque, cansaço extremo mesmo após uma noite de sono e alterações no humor. Muitos pacientes também relatam episódios de depressão e ansiedade. A origem da síndrome ainda não é completamente compreendida, mas especialistas apontam que fatores genéticos, traumas físicos e emocionais, além de desequilíbrios nos neurotransmissores, podem estar envolvidos no desenvolvimento da condição.

 

Fibromialgia

Por ser uma doença de difícil diagnóstico — já que não aparece em exames laboratoriais ou de imagem —, muitos pacientes enfrentam anos de sofrimento até receberem o diagnóstico correto. A falta de marcadores objetivos faz com que a dor e o sofrimento de quem tem fibromialgia sejam, muitas vezes, subestimados, o que contribui para o estigma social.

 

O tratamento da fibromialgia é multidisciplinar e envolve a combinação de medicamentos, fisioterapia, atividade física regular e acompanhamento psicológico. Embora não haja cura, é possível controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Recomenda-se medicamentos como analgésicos, antidepressivos e relaxantes musculares. Porém, médicos também indicam exercícios físicos de baixo impacto, como caminhada, pilates e hidroginástica como parte essencial da abordagem terapêutica.

 

O reconhecimento da fibromialgia como uma condição que pode gerar deficiência reforça a importância de políticas públicas que acolham e protejam os pacientes. Além do acesso à saúde, isso inclui o direito a aposentadoria por invalidez, isenção de impostos e prioridade em processos seletivos, concursos públicos e programas de inclusão.

 

A luta de pacientes e entidades médicas para legitimar a fibromialgia como uma condição séria e debilitante avança. No entanto, ainda há muito a ser feito em termos de conscientização. Entender a síndrome e apoiar quem convive com ela é fundamental para construir uma sociedade mais empática e justa.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/fibromialgia-a-dor-invisivel-que-afeta-milhoes-de-brasileiros,1648bedd28de3332f22e6ddf1172baa4tnw9p0bf.html?utm_source=clipboard - Por: Lilian Coelho Maffei / Licenciado de Bons Fluidos - Foto: depositphotos.com / Sasha2109 / Bons Fluidos

domingo, 27 de setembro de 2026

O que causa o autismo? Especialistas explicam o papel da genética e outros fatores


Autismo é genético? Entenda o que a ciência já sabe sobre os genes, a família, a gravidez e outros fatores ligados à condição.

 

O autismo tem como base primária uma arquitetura genética complexa, envolvendo múltiplas combinações genéticas herdadas ou espontâneas, e não um gene único. Fatores gestacionais, como infecções ou uso de ácido valproico, podem elevar os riscos, mas em menor grau e sem agir isoladamente. A ciência descarta mitos como a influência de vacinas ou da criação familiar, reforçando que essa heterogeneidade genética e biológica faz com que cada indivíduo no espectro se desenvolva de maneira única.


Quando uma criança recebe o diagnóstico de autismo, é comum que a família tente entender por que isso aconteceu.

 

Pare de tentar adivinhar. Aprenda a entender o autismo, reconhecer os sinais e agir com segurança no dia a dia, mesmo que você ainda esteja perdido ou sem apoio profissional.

 

A dúvida pode levar a perguntas sobre a gravidez, o parto, doenças, medicamentos ou até mudanças percebidas nos primeiros anos de vida.

 

Uma revisão recente da National Autistic Society, baseada em dezenas de trabalhos científicos, reforçou uma informação importante sobre essa pergunta. A entidade passou a afirmar de forma explícita que o autismo é genético.

 

Mas o que isso significa na prática? Se os genes têm um papel tão importante, por que nem sempre existe outra pessoa autista na família? E por que irmãos, inclusive gêmeos, podem apresentar desenvolvimentos tão diferentes?

 

O que significa dizer que o autismo é genético

A resposta não está em um único ponto do DNA.

"Não há um único gene que possa prever ou explicar o autismo", afirma Fabricia Signorelli, psiquiatra especialista em TEA, TDAH e outros transtornos do neurodesenvolvimento.

Segundo a médica, o autismo envolve uma combinação de diferentes características genéticas. Algumas são comuns e podem atuar juntas. Outras são mais raras e podem ser herdadas da família ou surgir durante o desenvolvimento.

"O autismo tem uma arquitetura genética complexa", explica.

Em linguagem simples, isso significa que diferentes combinações de genes podem participar do desenvolvimento do autismo, e essa combinação não é igual em todas as pessoas.

É por isso que não existe um exame genético simples capaz de dizer se uma criança terá autismo.

Em algumas situações, porém, a investigação genética consegue identificar uma alteração específica. O resultado pode ajudar os médicos a compreender melhor aquele caso, acompanhar possíveis condições associadas e orientar a família.

A National Autistic Society ressalta que a ciência ainda não identificou todos os genes envolvidos no autismo. Portanto, afirmar que o autismo é genético não significa que já exista uma fórmula capaz de prever quem será autista.

 

E quando ninguém na família é autista

Se não há outro caso conhecido na família, ainda assim pode haver uma participação genética no autismo.

Algumas alterações genéticas surgem durante a formação do óvulo ou do espermatozoide ou nas primeiras etapas do desenvolvimento. São as chamadas alterações de novo, que não foram herdadas diretamente dos pais.

A National Autistic Society inclui essas alterações entre as possibilidades relacionadas ao autismo, embora sejam menos comuns.

Já ter um familiar autista aumenta a possibilidade de outro membro da família também estar no espectro. Isso não significa, porém, que o diagnóstico necessariamente se repetirá.

"Uma investigação genética bem indicada pode ajudar a refinar o aconselhamento sobre o risco de recorrência", afirma Fabricia.

A especialista cita uma estimativa média de recorrência entre irmãos de cerca de 10%. O risco pode ser maior quando já existem dois ou mais filhos autistas.

Isso significa que ter um filho autista aumenta a possibilidade de outro também estar no espectro, mas não permite prever o que acontecerá em uma próxima gestação.

 

Por que irmãos e gêmeos podem ser diferentes

Se a genética tem um papel tão importante no autismo, por que irmãos da mesma família podem ter desenvolvimentos tão diferentes?

Os gêmeos idênticos ajudam a entender essa questão. Eles compartilham praticamente todo o material genético, mas isso não significa que terão exatamente o mesmo desenvolvimento.

A National Autistic Society destaca que, mesmo entre eles, um pode ser autista e o outro não.

Mayra Gaiato, psicóloga e neurocientista especializada em autismo e desenvolvimento infantil, chama atenção para essa diferença. Segundo ela, mesmo quando a genética é praticamente a mesma, cada pessoa tem experiências e formas próprias de se desenvolver.

"Eles são pessoas diferentes, pensamentos diferentes, ações diferentes. E mesmo sendo criados pelos mesmos pais no mesmo lugar, o ambiente de cada um, a experiência de cada um, a forma como cada um recebe os estímulos também é diferente", afirma.

Em outras palavras, os genes têm um papel importante, mas não funcionam como um roteiro que determina sozinho como cada criança vai se desenvolver.

 

A gravidez também pode aumentar o risco?

A genética é a principal peça dessa história, mas alguns fatores relacionados à gestação também podem aumentar a probabilidade de autismo.

Isso não significa, porém, que esses fatores provoquem o autismo de forma isolada.

Entre os fatores com evidências mais fortes estão a rubéola durante o primeiro trimestre e a exposição ao ácido valproico durante a gravidez. A National Autistic Society destaca especificamente essas duas situações.

O ácido valproico, também chamado de valproato, é usado no tratamento de algumas condições, como epilepsia.

Segundo Fabrícia Signorelli, a associação entre a exposição ao medicamento durante a gestação e o aumento do risco de autismo é consistente nos estudos.

"A exposição ao valproato durante a gravidez está associada a cerca de três vezes mais risco de autismo", aponta.

Isso não significa que uma gestante deva interromper o medicamento por conta própria. Qualquer mudança no tratamento precisa ser discutida com o médico, considerando os riscos e benefícios para mãe e bebê.

Outros fatores também aparecem nas pesquisas, como prematuridade, baixo peso ao nascer, algumas infecções, idade parental mais avançada e determinadas complicações no nascimento.

Nesses casos, a relação é mais complexa. A presença de um desses fatores não permite afirmar que ele tenha causado o autismo.

A National Autistic Society ressalta que a contribuição desses fatores é muito menor do que a genética e que, na maioria das situações, eles não podem ser apontados isoladamente como responsáveis pelo autismo.

 

Vacina causa autismo?

Não há evidências científicas de que vacinas causem autismo.

A National Autistic Society inclui essa associação entre os mitos sobre as causas do autismo e destaca que a preocupação ganhou força nos anos 1990 a partir de uma pesquisa que posteriormente foi considerada fraudulenta.

 

Por que os sinais podem ficar mais claros por volta dos 2 anos?

Algumas crianças apresentam sinais desde os primeiros meses de vida. Em outras, as diferenças ficam mais perceptíveis conforme aumentam as expectativas sobre fala, interação social e desenvolvimento.

Também existem casos de regressão, quando a criança perde habilidades que já havia adquirido.

Quando isso acontece, os pais podem tentar encontrar uma explicação para a mudança.

"Muitas vezes, eles procuram um acontecimento para explicar aquilo que estão vendo naquele momento", afirma Mayra Gaiato.

É nesse contexto que entra a chamada poda sináptica. Durante o desenvolvimento, o cérebro fortalece algumas conexões entre as células nervosas e elimina outras. Esse processo faz parte da reorganização cerebral ao longo do crescimento.

Mayra relaciona esse período às mudanças que podem ficar mais evidentes por volta de 1 ano e meio a 2 anos. Na explicação da especialista, a poda não cria o autismo naquele momento, mas pode tornar mais visíveis dificuldades que já estavam presentes.

"Essa não é a causa, a poda só mostrou mais as dificuldades que já existiam", explica.

A regressão no autismo é reconhecida, mas os mecanismos envolvidos ainda são estudados. Por isso, essa explicação deve ser entendida dentro desse contexto.

Perceber os sinais com mais clareza nessa idade, portanto, não significa necessariamente que o autismo tenha começado naquele momento.

 

Os pais podem causar o autismo?

Não. A ideia de que a criação dos filhos provocaria autismo já foi abandonada pela ciência. Uma das teorias mais conhecidas do passado, a chamada "mãe-geladeira", chegou a atribuir a condição à falta de afeto materno.

Essa explicação não tem respaldo científico, mas a culpa familiar pode aparecer de outras formas até hoje.

Lucelmo Lacerda de Brito, doutor em Educação e pesquisador na área de autismo, chama atenção para esse problema.

"A ideia de que o autismo está relacionado diretamente à criação da família é um mito que historicamente produziu muita culpa", afirma.

Segundo o pesquisador, essa interpretação também pode aparecer no ambiente escolar, quando comportamentos de uma criança autista são atribuídos simplesmente à falta de limites ou de atenção dos pais.

"Muitas vezes, comportamentos considerados problemáticos acabam sendo atribuídos à família, especialmente quando a criança apresenta maiores necessidades de apoio", diz.

Para Lucelmo, essa interpretação pode dificultar a relação entre escola e família. Em vez de procurar o que está por trás de determinado comportamento e quais apoios podem ajudar, a discussão acaba concentrada na maneira como a criança é criada.

 

O que a genética explica sobre o autismo?

A ciência não aponta uma causa única para todos os casos.

O que a pesquisa recente reforça é o peso da genética. Não existe um único gene responsável, mas uma combinação complexa de características genéticas pode participar do desenvolvimento do autismo. Algumas são herdadas e outras podem surgir durante o desenvolvimento.

Alguns fatores relacionados à gestação também podem aumentar o risco, mas não devem ser confundidos com causas isoladas.

Essa complexidade ajuda a explicar por que pessoas autistas podem apresentar características e necessidades muito diferentes.

"O autismo é altamente heterogêneo", resume Lucelmo.

Em outras palavras, não existe uma única forma de ser autista. A genética ajuda a explicar como a condição se desenvolve, mas não permite prever exatamente como ela vai se manifestar em cada pessoa.

Por isso, entender a origem do autismo não deveria levar a família a procurar um culpado. O conhecimento sobre a genética é mais útil quando ajuda a compreender a condição e a identificar as necessidades específicas de cada criança.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-que-causa-o-autismo-especialistas-explicam-o-papel-da-genetica-e-outros-fatores,3cdd1c34c4a64b62f2d8dccd0d788ee9wjo2z2z3.html#google_vignette - Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Infarto: sinais de alerta e a importância do socorro imediato


Cardiologista explica por que a suspeita de infarto exige atendimento imediato e quais sinais devem acender o alerta

 

O socorro imediato é vital na suspeita de infarto, pois quanto mais rápido o fluxo sanguíneo for restabelecido, menor será o dano ao coração. Além do aperto no peito, os sinais incluem dores nos braços, costas ou mandíbula, falta de ar, náuseas e suor frio, que costumam ser subestimados. Diagnosticado por eletrocardiograma e exames de sangue, o quadro pode exigir angioplastia e medicamentos. Os sintomas não devem ser ignorados, mesmo por pessoas jovens ou sem histórico de fatores de risco.

 

Quando há suspeita de infarto, não é recomendado esperar para ver se os sintomas passam. A orientação é procurar atendimento médico imediatamente, principalmente diante de dor, pressão ou desconforto persistente no peito, com ou sem outros sinais.

 

Segundo a cardiologista intervencionista Dra. Denise Pellegrini, diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), o ideal é buscar socorro nos primeiros minutos.

 

"O ideal é procurar socorro nos primeiros minutos. No infarto, quanto mais tempo a artéria permanece obstruída, maior é a quantidade de músculo cardíaco que pode ser lesionada. Por isso, diante de sintomas sugestivos, não devemos esperar para ver se eles desaparecem espontaneamente."

 

O infarto agudo do miocárdio acontece, na maioria dos casos, quando uma artéria que leva sangue ao coração fica obstruída. Isso geralmente ocorre pela formação de um coágulo sobre uma placa de gordura.

 

Com a redução ou interrupção do fluxo sanguíneo, o músculo cardíaco deixa de receber oxigênio adequadamente e pode começar a sofrer lesões.

 

Quais são os principais sinais de um infarto?

O sintoma mais conhecido é a dor, pressão ou desconforto no peito. A sensação pode ser descrita como aperto, peso ou compressão no centro do tórax.

No entanto, o infarto não se manifesta da mesma maneira em todas as pessoas. Outros sinais podem aparecer, como:

 

dor ou desconforto que se espalha para um ou ambos os braços;

dor ou desconforto na mandíbula, queixo, pescoço, ombros ou costas;

desconforto na região do estômago;

falta de ar;

suor frio;

náuseas ou vômitos;

tontura ou sensação de desmaio;

cansaço intenso e desproporcional ao esforço;

mal-estar, inquietação ou ansiedade.

 

A especialista destaca que alguns desses sintomas podem ser confundidos com problemas menos graves, o que pode atrasar a procura por atendimento.

"Um dos grandes problemas é que alguns sintomas são pouco reconhecidos como manifestações cardíacas. A pessoa pode pensar que está com indigestão, estresse, ansiedade ou apenas cansada e acaba postergando a busca por atendimento", explica Dra. Denise.

 

Quando é hora de pedir ajuda?

A orientação é não esperar a dor ficar intensa ou insuportável. Diante de sintomas sugestivos de infarto, principalmente quando surgem de forma súbita ou são diferentes do habitual, a avaliação médica deve acontecer o mais rápido possível.

O atendimento de emergência é importante porque o tempo influencia diretamente a quantidade de músculo cardíaco que pode ser preservada.

"O tempo para o tratamento de um infarto com uma artéria obstruída é muito importante. Quanto mais cedo o paciente chega a um serviço de emergência, recebe o diagnóstico e, quando indicado, tem a artéria desobstruída, maiores são as chances de limitar o dano ao coração e reduzir complicações", reforça a cardiologista.

 

Como o infarto é identificado?

No hospital, a avaliação começa pela história clínica e pelo exame físico. Um dos primeiros exames realizados é o eletrocardiograma (ECG), que ajuda a identificar alterações características de determinados tipos de infarto e a orientar a estratégia inicial de tratamento.

Também são feitos exames de sangue, especialmente a dosagem de troponina, marcador de lesão do músculo cardíaco.

Dependendo do quadro, outros exames de imagem e avaliações da circulação das artérias coronárias podem ser necessários.

É importante lembrar que nem todo infarto apresenta alterações típicas no primeiro eletrocardiograma. Por isso, diante de uma suspeita clínica, a avaliação médica e, quando necessário, a repetição dos exames são fundamentais.

 

Como o infarto é tratado?

O tratamento depende do tipo de infarto e das características de cada paciente. Quando existe uma obstrução aguda de uma artéria coronária e há indicação de reperfusão imediata, uma das principais estratégias é a angioplastia coronária.

O procedimento é realizado por cateterismo para identificar e tratar a obstrução, restabelecendo o fluxo sanguíneo. Em muitos casos, é implantado um stent.

Medicamentos também podem fazer parte do tratamento, incluindo antiagregantes plaquetários, anticoagulantes e outras terapias, conforme o tipo de infarto e a avaliação da equipe médica.

"A prioridade é restabelecer o fluxo de sangue para o coração o mais rapidamente possível quando há uma artéria obstruída. Cada minuto de atraso pode representar mais músculo cardíaco lesionado", destaca Dra. Denise.

 

Fatores de risco não são os únicos responsáveis

Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar estão entre os fatores associados ao aumento do risco de doença cardiovascular.

Ainda assim, não ter esses fatores conhecidos não significa estar livre do risco de sofrer um infarto.

Por isso, sintomas sugestivos não devem ser minimizados apenas porque a pessoa é jovem, pratica atividade física ou nunca recebeu um diagnóstico de doença cardiovascular.

"O infarto é uma emergência médica em que a informação pode salvar vidas. Reconhecer os sintomas, não minimizar os sinais e procurar ajuda imediatamente são atitudes simples, mas fundamentais. A mensagem é clara: diante da suspeita, não espere", conclui a cardiologista.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/infarto-sinais-de-alerta-e-a-importancia-do-socorro-imediato,8a5f1948882cd5120f068a121d08efab3mdbv2bs.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

AVC: sintomas atípicos que exigem atenção imediata


A doença nem sempre causa paralisia evidente. Conheça os sintomas menos comuns e saiba quando buscar ajuda

 

O AVC nem sempre se manifesta por paralisia evidente ou fala alterada. Sinais atípicos e súbitos, como alterações na visão, tontura intensa, perda de equilíbrio e formigamentos, exigem socorro imediato para reduzir o risco de sequelas graves. Associado a fatores como hipertensão e diabetes, o evento neurológico requer atendimento médico rápido para o diagnóstico e tratamento corretos, sendo essencial não esperar a manifestação de múltiplos sintomas para buscar ajuda especializada.

 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) nem sempre começa com sintomas muito intensos. Muitas vezes, ele não causa uma paralisia evidente no corpo do paciente.

 

Alterações súbitas na visão e dificuldade para engolir merecem a sua atenção. Tontura intensa, perda de equilíbrio e formigamentos repentinos também são sinais perigosos. O atendimento médico rápido é fundamental para reduzir o risco de sequelas graves.

 

O perigo dos sintomas atípicos

O neurologista da Rede de Hospitais São Camilo, Paulo Takeshi Nakano explica o grande desafio dessa perigosa doença no dia a dia.

O médico afirma que "nem sempre os sinais aparecem da forma mais conhecida". A doença pode surgir sem "uma paralisia evidente em um lado do corpo", alerta.

Também pode não ocorrer "uma dificuldade importante para falar", pontua o especialista. Sinais como "alterações visuais súbitas, desequilíbrio e tontura intensa" exigem atenção imediata.

Esses sintomas "podem indicar um evento neurológico e precisam ser avaliados rapidamente", conclui.

 

Fatores de risco conhecidos

O AVC ocorre quando um vaso sanguíneo entope ou rompe no nosso cérebro. Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado e obesidade são grandes fatores de risco.

Tabagismo, sedentarismo e consumo excessivo de álcool também prejudicam a saúde vascular. Condições cardíacas prévias e o histórico familiar aumentam bastante as chances.

 

Como agir em caso de emergência?

A presença isolada de um sintoma não confirma o quadro de AVC. Porém, "é importante não esperar que todos os sintomas apareçam ao mesmo tempo", orienta.

Um sinal neurológico súbito "deve ser encarado como uma situação de emergência". Isso vale "principalmente quando a pessoa nunca apresentou aquilo antes", diz o médico.

"Quanto mais cedo o paciente chega ao hospital, maiores são as possibilidades", ensina. A rapidez ajuda a "identificar o tipo de AVC e iniciar o tratamento adequado".

 

Estalar o pescoço causa AVC?

Movimentos bruscos no pescoço exigem bastante cautela no dia a dia. Porém, "estalar o pescoço não significa que a pessoa vá provocar um AVC", destaca.

A dissecção de uma artéria cervical "é uma condição rara", explica o especialista. A lesão "pode acontecer espontaneamente ou estar relacionada a determinados movimentos", completa.

"Quando existe uma lesão na parede da artéria, pode haver formação de coágulo", alerta. Isso pode causar "uma obstrução do fluxo sanguíneo para o cérebro. Por isso, diante de dor cervical persistente, é fundamental buscar avaliação médica", avisa.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/avc-sintomas-atipicos-que-exigem-atencao-imediata,36ef1e3819510a103e425712b685dd08j6d3a0lq.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Os sinais do corpo que podem indicar problemas de saúde


Cansaço persistente, alterações no sono, mudanças na pele e outros sintomas podem indicar que algo não vai bem

 

O corpo muitas vezes dá sinais antes de uma doença, como cansaço persistente, mudanças na pele, no sono, no peso ou no funcionamento intestinal. Embora nem todo sintoma indique um problema sério, alterações frequentes ou sem causa aparente merecem atenção médica para diagnóstico adequado. Entender os sinais do corpo é essencial para cuidar da saúde.

 

O corpo está sempre enviando sinais.

 

Alguns são passageiros. Outros podem indicar que existe algo errado.

 

Por isso, perceber mudanças no funcionamento do organismo é importante. Um sintoma isolado nem sempre significa uma doença. Mas alterações persistentes merecem atenção.

 

O corpo pode dar sinais antes de uma doença?

Sim, em alguns casos.

 

Mudanças no organismo podem aparecer antes de um diagnóstico. Isso acontece porque determinadas doenças provocam alterações que podem ser percebidas no dia a dia.

 

Porém, esses sinais não são específicos.

 

Cansaço, por exemplo, pode estar relacionado a noites mal dormidas. Também pode aparecer em quadros de anemia, alterações hormonais, infecções ou outras condições.

 

Por isso, não é possível identificar uma doença apenas pelos sintomas.

 

A avaliação médica é fundamental.

 

Cansaço que não passa

Sentir cansaço depois de um dia intenso é normal.

O alerta aparece quando a falta de energia persiste mesmo após períodos adequados de descanso.

O cansaço constante pode estar relacionado ao estresse e à falta de sono. Também pode acompanhar problemas como anemia, alterações da tireoide, infecções e outras condições de saúde.

Se o sintoma persiste ou interfere na rotina, procure avaliação profissional.

 

Mudanças no sono

Dormir demais ou ter dificuldade frequente para dormir também merece atenção.

Alterações no sono podem estar relacionadas ao estresse, ansiedade e mudanças na rotina.

Mas também podem aparecer em alguns problemas de saúde.

Roncar muito, acordar várias vezes durante a noite ou sentir sono excessivo durante o dia também são sinais que devem ser observados.

 

Alterações na pele

A pele pode apresentar mudanças quando algo está acontecendo no organismo.

Palidez, coceira persistente, manchas que surgem de forma inesperada ou feridas que não cicatrizam precisam ser avaliadas.

Uma mudança isolada não significa necessariamente doença.

O mais importante é observar evolução, duração e outros sintomas associados.

 

Mudanças no peso sem explicação

Perder ou ganhar peso sem alterar alimentação ou rotina pode ser um sinal importante.

A alteração pode ter diferentes causas.

Entre elas estão mudanças hormonais, problemas metabólicos, medicamentos e condições que afetam o apetite ou a absorção de nutrientes.

Por isso, mudanças significativas e sem explicação devem ser investigadas.

 

Alterações no intestino

O funcionamento intestinal também pode mudar.

Prisão de ventre, diarreia frequente, mudança persistente no formato das fezes ou presença de sangue são sinais que merecem atenção.

Essas alterações podem ter causas simples. Mas também podem estar relacionadas a doenças que precisam de diagnóstico.

 

Dores frequentes ou diferentes

Uma dor ocasional pode fazer parte da rotina.

Já uma dor persistente, intensa ou diferente do padrão habitual merece avaliação.

O mesmo vale para dores acompanhadas de febre, perda de peso, fraqueza ou outros sintomas.

Evite mascarar o problema constantemente com medicamentos sem orientação.

 

Falta de ar e palpitações

Falta de ar sem motivo aparente, palpitações frequentes ou dor no peito exigem atenção.

Em algumas situações, esses sintomas podem indicar problemas cardiovasculares ou respiratórios.

Dor no peito intensa, falta de ar importante, desmaio ou sinais de emergência exigem atendimento imediato.

 

Nem todo sinal significa doença

É importante evitar o autodiagnóstico.

Um sintoma pode ter muitas causas. Além disso, ansiedade e estresse também podem provocar manifestações físicas.

O acompanhamento médico ajuda a entender o que realmente está acontecendo.

 

Quando procurar ajuda?

Observe principalmente sintomas que:

 

Persistem por vários dias ou semanas.

Estão piorando.

Aparecem repetidamente.

Interferem nas atividades diárias.

Surgem acompanhados de outros sinais.

Não têm uma causa evidente.

Conhecer o próprio corpo não significa tentar descobrir doenças sozinho.

 

Significa perceber mudanças e buscar orientação quando necessário.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/os-sinais-do-corpo-que-podem-indicar-problemas-de-saude,81e1b9f88b3bdd505b015135d1252abfxxfwa63h.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sábado, 1 de agosto de 2026

Você sabia que alimentos podem auxiliar a prevenir o câncer?


Sem causa única, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres do mundo e no Brasil. Segundo dados da pesquisa realizada pela American Cancer Society, em 2018, uma em cada oito mulheres que viverem até os 75 anos terão o diagnóstico da doença.

 

A incidência do câncer de mama tem aumentado nos países ocidentais e no Brasil, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o câncer de mama afetará mais de 85 mil mulheres, em especial aquelas que vivem nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste.

 

Sabe-se que após os 50 anos, a incidência do câncer de mama é maior. Sendo assim, a nutricionista do Instituto Lerner, Kheyt Fernandes, explica que é possível ter hábitos saudáveis que podem prevenir a doença tendo “uma alimentação correta e balanceada durante toda a vida!”.

 

Vale lembrar que determinados tipos de câncer levam a alterações metabólicas onde há um aumento do gasto energético do organismo, ocasionando a perda de peso progressiva e tornando mais instável o equilíbrio nutricional.

 

Porém, o que muitas vezes a sociedade não sabe é que há um risco de desnutrição três vezes maior nos pacientes oncológicos se comparado aos portadores de outras doenças.

 

A nutricionista explica que o desenvolvimento dessa doença pode ser combatido pela alimentação de duas formas, a primeira é não comer em excesso substâncias que são cancerígenas (embutidos e frituras, por exemplo) e a segunda é acrescentar a dieta os alimentos que possuem substâncias anticancerígenas, como:

 

Substâncias anticancerígenas

Frutas vermelhas e roxas: fontes de antocianinas e elagitanos, que regulam o ciclo celular das células de câncer, inibindo seu crescimento e proliferação

Canela – rica em polifenóis e cinamaldeído – que possuem ação anti-inflamatória e antitumoral

Alho – compostos organossulfurados – propriedades antioxidantes e inibição do crescimento tumoral

Gengibre – gingerois, shogaois, paradois – atividade antimoduladora e antitumoral

Chá verde – flavonoides – combatem os radicais livres e inibe o crescimento do tumor

Peixes (atum e salmão) – Ômega 3 (EPA E DHA) – anti-inflamatórios e antitumoral

Vegetais Crucíferos (Brócolis, couve-flor) – fonte de isotiocianatos – inibem o desenvolvimento de células cancerígenas em vários órgãos

Açafrão – contem curcumina, desmetoxicurcumina e bisdemetoxicurcumina – propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e anticancerígenas

Uvas (Resveratrol) – reduz a atividade das células tumorais, inibe o crescimento do tumor e de metástases

Maça com casca, cereja (Quercetina) – substância antioxidante que elimina os radicais livres do organismo, evita o surgimento de câncer

 

O que não se deve consumir?

“Os alimentos potencialmente carcinogênicos e que devem ser evitados são: refrigerantes, açúcares e cereais refinados, frituras, gordura saturada, carne vermelha e processada, embutidos e suco de frutas processadas” explica a nutricionista, Kheyt Fernandes.

 

Prevenir com o autoexame, também, é essencial

Além da alimentação, a prevenção ao câncer de mama começa no autoexame que deve ser praticado mensalmente, principalmente entre o 7º e 10º dia contados a partir do 1º dia da menstruação. O autoexame pode ser feito em 3 etapas:

 

1ª etapa – Mama: examine a mama esquerda, colocando a mão esquerda atrás da cabeça e apalpando com a mão direita. Para examinar a mama direita, coloque a mão direita atrás da cabeça e apalpe com a mão esquerda.

2ª etapa – Mamilo: pressione os mamilos suavemente, observando se há alguma secreção.

3ª etapa – Axilas: examinado as mamas, apalpe toda área debaixo do braço.

 

Em casos que o paciente sentir algo ‘errado’, procure seu médico!

 

Fonte: https://vidaplenaebemestar.com.br/bem-estar/alimentacao/voce-sabia-que-alimentos-podem-auxiliar-a-prevenir-o-cancer - Imagem Freepik

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Alzheimer silencioso: doença pode dar sinais 20 anos antes dos sintomas


Alterações biológicas podem surgir décadas antes do esquecimento; entenda por que o diagnóstico ainda é demorado

 

O Alzheimer é a maior causa de demência no mundo. No Brasil, mais de 1 milhão de pessoas vivem com a condição.

 

Estudos mostram que a doença dá sinais biológicos muito cedo. Essas alterações surgem até 20 anos antes dos sintomas clínicos aparecerem.

 

Nesta fase, chamada de pré-clínica, o cérebro já sofre mudanças. Porém, o paciente ainda não apresenta falhas de memória evidentes.

 

Apesar disso, o diagnóstico no país costuma ser tardio. Muitas vezes, a descoberta só ocorre quando a autonomia já está comprometida.

 

Por que o diagnóstico do Alzheimer ainda é demorado?

O atraso ocorre porque muitos sinais são vistos como “normais”. As famílias tendem a banalizar pequenos esquecimentos do envelhecimento.

 

O neurologista Diogo Haddad alerta que o esquecimento recorrente não é normal. Ter dificuldade para organizar tarefas habituais também merece investigação.

 

“A identificação precoce depende de uma avaliação estruturada”, afirma o médico. O uso de biomarcadores ajuda a detectar a doença nessa janela estratégica.

 

As três fases da evolução da doença

Entender como o Alzheimer progride ajuda a identificar o problema cedo. A evolução costuma ocorrer em três estágios principais:

 

Fase pré-clínica: alterações silenciosas no cérebro e sem sintomas.

Fase leve: falhas de memória recente e mudanças de comportamento.

Fase moderada a avançada: perda de autonomia e dependência total.

 

Papel da genética e dos novos exames

 

A ciência avançou muito no diagnóstico de casos precoces. Isso é fundamental para quem apresenta sintomas antes dos 60 anos.

 

O médico geneticista de Doenças Raras da Dasa Genômica, Roberto Giugliani, explica que alguns casos possuem origem genética. Para esse grupo, a investigação do DNA é essencial.

 

Atualmente, o Brasil já conta com o Painel NGS para Alzheimer. O exame analisa genes ligados às formas hereditárias da doença.

 

O teste utiliza uma coleta simples de sangue ou saliva. Ele identifica mutações associadas à predisposição genética de forma precisa.

 

Sinais de alerta para famílias e profissionais

 

O Alzheimer não é uma consequência natural do envelhecimento. É uma doença que exige cuidado, planejamento e tratamento adequado.

 

Identificar os sinais iniciais permite intervenções mais oportunas. Além disso, ajuda a família a se preparar para o futuro.

 

Fique atento a mudanças de humor sem explicação clara. Dificuldade em reconhecer compromissos recentes também é um alerta importante.

 

A busca por um especialista deve acontecer aos primeiros sinais. O diagnóstico precoce é uma prioridade estratégica de saúde pública.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/alzheimer-silencioso-doenca-pode-dar-sinais-20-anos-antes-dos-sintomas.phtml - Foto: Shutterstock

domingo, 10 de maio de 2026

Infarto em mulheres nem sempre causa dor no peito; veja os sinais de alerta


O público feminino apresenta um risco de mortalidade 30% maior após um infarto; aprenda a identificar os sintomas atípicos e saiba como agir

 

O Infarto Agudo do Miocárdio é uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil.

 

Embora a doença seja estatisticamente mais frequente em homens, o cenário para o público feminino é mais crítico.

 

As mulheres apresentam um risco cerca de 30% maior de mortalidade após sofrerem um ataque cardíaco.

 

O grande desafio está no diagnóstico. Muitas vezes, o infarto feminino não segue o padrão clássico da dor intensa que irradia para o braço esquerdo.

 

Por isso, conhecer os sinais atípicos é fundamental para salvar vidas.

 

Sintomas que podem ser confundidos

Diferente dos homens, as mulheres podem manifestar sinais que facilmente se confundem com outros problemas, como crises de ansiedade ou mal-estar digestivo. Fique atenta se sentir:

 

Cansaço extremo e sem explicação.

 

Falta de ar e náuseas.

 

Tontura ou desmaios.

 

Dor nas costas, no pescoço ou na mandíbula.

 

Sensação de pressão ou desconforto no peito (mesmo que leve).

 

O papel da menopausa no risco cardíaco

 

A Dra. Denise Pellegrini, cardiologista intervencionista e Diretora de Comunicação da SBHCI, explica que a menopausa é um divisor de águas na saúde da mulher.

 

A queda do estrogênio, que funciona como um “escudo” natural, altera a saúde vascular.

 

“A queda do estrogênio faz com que os vasos sanguíneos endureçam, o que aumenta o risco de doenças do coração. Dessa forma, o acúmulo de gordura nas artérias acontece de forma mais rápida”, ressalta a especialista.

 

Cerca de dez anos após a menopausa, o risco cardiovascular da mulher se iguala ao do homem.

 

Outros fatores de risco importantes

Além das questões hormonais, outros hábitos e condições potencializam o risco de infarto. O tabagismo, a hipertensão arterial e o diabetes são grandes vilões.

 

O colesterol elevado, a obesidade e o estresse crônico também contribuem para o entupimento das artérias coronárias.

 

Como prevenir o infarto feminino

A prevenção passa obrigatoriamente por mudanças no estilo de vida. A Dra. Denise Pellegrini recomenda a prática regular de atividades físicas: no mínimo 5 vezes na semana, por pelo menos 30 minutos.

 

A alimentação deve ser rica em carnes magras, peixes, fibras e vegetais. É essencial evitar alimentos ultraprocessados.

 

“Manter uma boa qualidade do sono é importante, assim como o controle da obesidade e evitar o tabagismo”, reforça a cardiologista.

 

Quando procurar ajuda imediata?

 

No infarto, o tempo é o seu maior aliado. Se você sentir dor no peito persistente por mais de 15 a 20 minutos, não ignore. Ligue imediatamente para o SAMU (192).

 

O sinal de alerta máximo inclui suor frio, náusea e dor irradiada para as costas ou mandíbula.

 

“O tempo ideal para tratamento é de até 90 minutos após o início dos sintomas. Não espere para ver se passa”, alerta a Dra. Denise.

 

Um atendimento rápido reduz drasticamente as chances de sequelas graves e óbito.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/infarto-em-mulheres-nem-sempre-causa-dor-no-peito-veja-os-sinais-de-alerta.phtml - Foto: Shutterstock