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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Os sinais do corpo que podem indicar problemas de saúde


Cansaço persistente, alterações no sono, mudanças na pele e outros sintomas podem indicar que algo não vai bem

 

O corpo muitas vezes dá sinais antes de uma doença, como cansaço persistente, mudanças na pele, no sono, no peso ou no funcionamento intestinal. Embora nem todo sintoma indique um problema sério, alterações frequentes ou sem causa aparente merecem atenção médica para diagnóstico adequado. Entender os sinais do corpo é essencial para cuidar da saúde.

 

O corpo está sempre enviando sinais.

 

Alguns são passageiros. Outros podem indicar que existe algo errado.

 

Por isso, perceber mudanças no funcionamento do organismo é importante. Um sintoma isolado nem sempre significa uma doença. Mas alterações persistentes merecem atenção.

 

O corpo pode dar sinais antes de uma doença?

Sim, em alguns casos.

 

Mudanças no organismo podem aparecer antes de um diagnóstico. Isso acontece porque determinadas doenças provocam alterações que podem ser percebidas no dia a dia.

 

Porém, esses sinais não são específicos.

 

Cansaço, por exemplo, pode estar relacionado a noites mal dormidas. Também pode aparecer em quadros de anemia, alterações hormonais, infecções ou outras condições.

 

Por isso, não é possível identificar uma doença apenas pelos sintomas.

 

A avaliação médica é fundamental.

 

Cansaço que não passa

Sentir cansaço depois de um dia intenso é normal.

O alerta aparece quando a falta de energia persiste mesmo após períodos adequados de descanso.

O cansaço constante pode estar relacionado ao estresse e à falta de sono. Também pode acompanhar problemas como anemia, alterações da tireoide, infecções e outras condições de saúde.

Se o sintoma persiste ou interfere na rotina, procure avaliação profissional.

 

Mudanças no sono

Dormir demais ou ter dificuldade frequente para dormir também merece atenção.

Alterações no sono podem estar relacionadas ao estresse, ansiedade e mudanças na rotina.

Mas também podem aparecer em alguns problemas de saúde.

Roncar muito, acordar várias vezes durante a noite ou sentir sono excessivo durante o dia também são sinais que devem ser observados.

 

Alterações na pele

A pele pode apresentar mudanças quando algo está acontecendo no organismo.

Palidez, coceira persistente, manchas que surgem de forma inesperada ou feridas que não cicatrizam precisam ser avaliadas.

Uma mudança isolada não significa necessariamente doença.

O mais importante é observar evolução, duração e outros sintomas associados.

 

Mudanças no peso sem explicação

Perder ou ganhar peso sem alterar alimentação ou rotina pode ser um sinal importante.

A alteração pode ter diferentes causas.

Entre elas estão mudanças hormonais, problemas metabólicos, medicamentos e condições que afetam o apetite ou a absorção de nutrientes.

Por isso, mudanças significativas e sem explicação devem ser investigadas.

 

Alterações no intestino

O funcionamento intestinal também pode mudar.

Prisão de ventre, diarreia frequente, mudança persistente no formato das fezes ou presença de sangue são sinais que merecem atenção.

Essas alterações podem ter causas simples. Mas também podem estar relacionadas a doenças que precisam de diagnóstico.

 

Dores frequentes ou diferentes

Uma dor ocasional pode fazer parte da rotina.

Já uma dor persistente, intensa ou diferente do padrão habitual merece avaliação.

O mesmo vale para dores acompanhadas de febre, perda de peso, fraqueza ou outros sintomas.

Evite mascarar o problema constantemente com medicamentos sem orientação.

 

Falta de ar e palpitações

Falta de ar sem motivo aparente, palpitações frequentes ou dor no peito exigem atenção.

Em algumas situações, esses sintomas podem indicar problemas cardiovasculares ou respiratórios.

Dor no peito intensa, falta de ar importante, desmaio ou sinais de emergência exigem atendimento imediato.

 

Nem todo sinal significa doença

É importante evitar o autodiagnóstico.

Um sintoma pode ter muitas causas. Além disso, ansiedade e estresse também podem provocar manifestações físicas.

O acompanhamento médico ajuda a entender o que realmente está acontecendo.

 

Quando procurar ajuda?

Observe principalmente sintomas que:

 

Persistem por vários dias ou semanas.

Estão piorando.

Aparecem repetidamente.

Interferem nas atividades diárias.

Surgem acompanhados de outros sinais.

Não têm uma causa evidente.

Conhecer o próprio corpo não significa tentar descobrir doenças sozinho.

 

Significa perceber mudanças e buscar orientação quando necessário.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/os-sinais-do-corpo-que-podem-indicar-problemas-de-saude,81e1b9f88b3bdd505b015135d1252abfxxfwa63h.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sábado, 1 de agosto de 2026

Você sabia que alimentos podem auxiliar a prevenir o câncer?


Sem causa única, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres do mundo e no Brasil. Segundo dados da pesquisa realizada pela American Cancer Society, em 2018, uma em cada oito mulheres que viverem até os 75 anos terão o diagnóstico da doença.

 

A incidência do câncer de mama tem aumentado nos países ocidentais e no Brasil, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o câncer de mama afetará mais de 85 mil mulheres, em especial aquelas que vivem nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste.

 

Sabe-se que após os 50 anos, a incidência do câncer de mama é maior. Sendo assim, a nutricionista do Instituto Lerner, Kheyt Fernandes, explica que é possível ter hábitos saudáveis que podem prevenir a doença tendo “uma alimentação correta e balanceada durante toda a vida!”.

 

Vale lembrar que determinados tipos de câncer levam a alterações metabólicas onde há um aumento do gasto energético do organismo, ocasionando a perda de peso progressiva e tornando mais instável o equilíbrio nutricional.

 

Porém, o que muitas vezes a sociedade não sabe é que há um risco de desnutrição três vezes maior nos pacientes oncológicos se comparado aos portadores de outras doenças.

 

A nutricionista explica que o desenvolvimento dessa doença pode ser combatido pela alimentação de duas formas, a primeira é não comer em excesso substâncias que são cancerígenas (embutidos e frituras, por exemplo) e a segunda é acrescentar a dieta os alimentos que possuem substâncias anticancerígenas, como:

 

Substâncias anticancerígenas

Frutas vermelhas e roxas: fontes de antocianinas e elagitanos, que regulam o ciclo celular das células de câncer, inibindo seu crescimento e proliferação

Canela – rica em polifenóis e cinamaldeído – que possuem ação anti-inflamatória e antitumoral

Alho – compostos organossulfurados – propriedades antioxidantes e inibição do crescimento tumoral

Gengibre – gingerois, shogaois, paradois – atividade antimoduladora e antitumoral

Chá verde – flavonoides – combatem os radicais livres e inibe o crescimento do tumor

Peixes (atum e salmão) – Ômega 3 (EPA E DHA) – anti-inflamatórios e antitumoral

Vegetais Crucíferos (Brócolis, couve-flor) – fonte de isotiocianatos – inibem o desenvolvimento de células cancerígenas em vários órgãos

Açafrão – contem curcumina, desmetoxicurcumina e bisdemetoxicurcumina – propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e anticancerígenas

Uvas (Resveratrol) – reduz a atividade das células tumorais, inibe o crescimento do tumor e de metástases

Maça com casca, cereja (Quercetina) – substância antioxidante que elimina os radicais livres do organismo, evita o surgimento de câncer

 

O que não se deve consumir?

“Os alimentos potencialmente carcinogênicos e que devem ser evitados são: refrigerantes, açúcares e cereais refinados, frituras, gordura saturada, carne vermelha e processada, embutidos e suco de frutas processadas” explica a nutricionista, Kheyt Fernandes.

 

Prevenir com o autoexame, também, é essencial

Além da alimentação, a prevenção ao câncer de mama começa no autoexame que deve ser praticado mensalmente, principalmente entre o 7º e 10º dia contados a partir do 1º dia da menstruação. O autoexame pode ser feito em 3 etapas:

 

1ª etapa – Mama: examine a mama esquerda, colocando a mão esquerda atrás da cabeça e apalpando com a mão direita. Para examinar a mama direita, coloque a mão direita atrás da cabeça e apalpe com a mão esquerda.

2ª etapa – Mamilo: pressione os mamilos suavemente, observando se há alguma secreção.

3ª etapa – Axilas: examinado as mamas, apalpe toda área debaixo do braço.

 

Em casos que o paciente sentir algo ‘errado’, procure seu médico!

 

Fonte: https://vidaplenaebemestar.com.br/bem-estar/alimentacao/voce-sabia-que-alimentos-podem-auxiliar-a-prevenir-o-cancer - Imagem Freepik

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Alzheimer silencioso: doença pode dar sinais 20 anos antes dos sintomas


Alterações biológicas podem surgir décadas antes do esquecimento; entenda por que o diagnóstico ainda é demorado

 

O Alzheimer é a maior causa de demência no mundo. No Brasil, mais de 1 milhão de pessoas vivem com a condição.

 

Estudos mostram que a doença dá sinais biológicos muito cedo. Essas alterações surgem até 20 anos antes dos sintomas clínicos aparecerem.

 

Nesta fase, chamada de pré-clínica, o cérebro já sofre mudanças. Porém, o paciente ainda não apresenta falhas de memória evidentes.

 

Apesar disso, o diagnóstico no país costuma ser tardio. Muitas vezes, a descoberta só ocorre quando a autonomia já está comprometida.

 

Por que o diagnóstico do Alzheimer ainda é demorado?

O atraso ocorre porque muitos sinais são vistos como “normais”. As famílias tendem a banalizar pequenos esquecimentos do envelhecimento.

 

O neurologista Diogo Haddad alerta que o esquecimento recorrente não é normal. Ter dificuldade para organizar tarefas habituais também merece investigação.

 

“A identificação precoce depende de uma avaliação estruturada”, afirma o médico. O uso de biomarcadores ajuda a detectar a doença nessa janela estratégica.

 

As três fases da evolução da doença

Entender como o Alzheimer progride ajuda a identificar o problema cedo. A evolução costuma ocorrer em três estágios principais:

 

Fase pré-clínica: alterações silenciosas no cérebro e sem sintomas.

Fase leve: falhas de memória recente e mudanças de comportamento.

Fase moderada a avançada: perda de autonomia e dependência total.

 

Papel da genética e dos novos exames

 

A ciência avançou muito no diagnóstico de casos precoces. Isso é fundamental para quem apresenta sintomas antes dos 60 anos.

 

O médico geneticista de Doenças Raras da Dasa Genômica, Roberto Giugliani, explica que alguns casos possuem origem genética. Para esse grupo, a investigação do DNA é essencial.

 

Atualmente, o Brasil já conta com o Painel NGS para Alzheimer. O exame analisa genes ligados às formas hereditárias da doença.

 

O teste utiliza uma coleta simples de sangue ou saliva. Ele identifica mutações associadas à predisposição genética de forma precisa.

 

Sinais de alerta para famílias e profissionais

 

O Alzheimer não é uma consequência natural do envelhecimento. É uma doença que exige cuidado, planejamento e tratamento adequado.

 

Identificar os sinais iniciais permite intervenções mais oportunas. Além disso, ajuda a família a se preparar para o futuro.

 

Fique atento a mudanças de humor sem explicação clara. Dificuldade em reconhecer compromissos recentes também é um alerta importante.

 

A busca por um especialista deve acontecer aos primeiros sinais. O diagnóstico precoce é uma prioridade estratégica de saúde pública.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/alzheimer-silencioso-doenca-pode-dar-sinais-20-anos-antes-dos-sintomas.phtml - Foto: Shutterstock

domingo, 10 de maio de 2026

Infarto em mulheres nem sempre causa dor no peito; veja os sinais de alerta


O público feminino apresenta um risco de mortalidade 30% maior após um infarto; aprenda a identificar os sintomas atípicos e saiba como agir

 

O Infarto Agudo do Miocárdio é uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil.

 

Embora a doença seja estatisticamente mais frequente em homens, o cenário para o público feminino é mais crítico.

 

As mulheres apresentam um risco cerca de 30% maior de mortalidade após sofrerem um ataque cardíaco.

 

O grande desafio está no diagnóstico. Muitas vezes, o infarto feminino não segue o padrão clássico da dor intensa que irradia para o braço esquerdo.

 

Por isso, conhecer os sinais atípicos é fundamental para salvar vidas.

 

Sintomas que podem ser confundidos

Diferente dos homens, as mulheres podem manifestar sinais que facilmente se confundem com outros problemas, como crises de ansiedade ou mal-estar digestivo. Fique atenta se sentir:

 

Cansaço extremo e sem explicação.

 

Falta de ar e náuseas.

 

Tontura ou desmaios.

 

Dor nas costas, no pescoço ou na mandíbula.

 

Sensação de pressão ou desconforto no peito (mesmo que leve).

 

O papel da menopausa no risco cardíaco

 

A Dra. Denise Pellegrini, cardiologista intervencionista e Diretora de Comunicação da SBHCI, explica que a menopausa é um divisor de águas na saúde da mulher.

 

A queda do estrogênio, que funciona como um “escudo” natural, altera a saúde vascular.

 

“A queda do estrogênio faz com que os vasos sanguíneos endureçam, o que aumenta o risco de doenças do coração. Dessa forma, o acúmulo de gordura nas artérias acontece de forma mais rápida”, ressalta a especialista.

 

Cerca de dez anos após a menopausa, o risco cardiovascular da mulher se iguala ao do homem.

 

Outros fatores de risco importantes

Além das questões hormonais, outros hábitos e condições potencializam o risco de infarto. O tabagismo, a hipertensão arterial e o diabetes são grandes vilões.

 

O colesterol elevado, a obesidade e o estresse crônico também contribuem para o entupimento das artérias coronárias.

 

Como prevenir o infarto feminino

A prevenção passa obrigatoriamente por mudanças no estilo de vida. A Dra. Denise Pellegrini recomenda a prática regular de atividades físicas: no mínimo 5 vezes na semana, por pelo menos 30 minutos.

 

A alimentação deve ser rica em carnes magras, peixes, fibras e vegetais. É essencial evitar alimentos ultraprocessados.

 

“Manter uma boa qualidade do sono é importante, assim como o controle da obesidade e evitar o tabagismo”, reforça a cardiologista.

 

Quando procurar ajuda imediata?

 

No infarto, o tempo é o seu maior aliado. Se você sentir dor no peito persistente por mais de 15 a 20 minutos, não ignore. Ligue imediatamente para o SAMU (192).

 

O sinal de alerta máximo inclui suor frio, náusea e dor irradiada para as costas ou mandíbula.

 

“O tempo ideal para tratamento é de até 90 minutos após o início dos sintomas. Não espere para ver se passa”, alerta a Dra. Denise.

 

Um atendimento rápido reduz drasticamente as chances de sequelas graves e óbito.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/infarto-em-mulheres-nem-sempre-causa-dor-no-peito-veja-os-sinais-de-alerta.phtml - Foto: Shutterstock

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Dezembro Laranja: 5 informações importantes sobre o câncer de pele


Reconhecer os sinais precocemente pode facilitar o diagnóstico e o tratamento da doença

 

O câncer de pele é o tipo de tumor mais comum no Brasil e representa cerca de 30% de todos os diagnósticos oncológicos do país, conforme o Ministério da Saúde. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a estimativa anual ultrapassa 220 mil novos casos da doença, número que cresce nos meses de verão devido ao aumento expressivo da exposição solar. 

 

Neste cenário, a campanha "Dezembro Laranja" reforça a necessidade de reconhecer precocemente alterações suspeitas, compreender os riscos e adotar medidas de proteção eficazes para evitar danos cumulativos causados pela radiação ultravioleta.

 

Abaixo, o oncologista Mateus Marinho, da Croma Oncologia, rede especializada em tratamentos oncológicos integrados e humanizados, reúne cinco informações essenciais sobre a doença, com foco na prevenção, diagnóstico e as opções de tratamento disponíveis atualmente. Confira! 

 

1. Existem dois grupos principais de câncer de pele

O câncer de pele é dividido em dois grandes grupos: o melanoma e o não melanoma. O subtipo não melanoma, que inclui o carcinoma basocelular e o espinocelular, é o mais comum no Brasil. Ele costuma aparecer em pessoas de pele clara, idosos ou quem passou muitos anos exposto ao sol. A boa notícia é que, quando descoberto no início, as chances de cura ultrapassam 90%, reforçando a importância de reconhecer mudanças na pele.

O câncer de pele do subtipo melanoma, por sua vez, é menos comum, mas muito mais agressivo, com maior chance de gerar metástases, ou seja, espalhar para outros órgãos. Novas lesões de pele ou lesões que mudam seu comportamento com o tempo podem ser consideradas suspeitas. Neste cenário, é sempre importante procurar um dermatologista para investigação.

A confirmação do tipo de tumor é feita por meio de uma biópsia, analisada em laboratório de patologia, o que garante um diagnóstico preciso e possibilita iniciar o tratamento o mais precoce possível.

 

2. Regra do ABCDE para identificar pinta suspeita

A regra ABCDE ajuda a diferenciar uma pinta comum de uma lesão suspeita:

 

A: significa assimetria, quando uma metade da pinta é diferente da outra; 

B: representa bordas irregulares ou mal definidas; 

C: indica variação de cor dentro da mesma pinta; 

D: se refere ao diâmetro, geralmente maior que 6 milímetros;

E: aponta para evolução, que é qualquer mudança rápida em tamanho, forma, cor ou sintomas. 

 

Além disso, existem sinais que merecem atenção imediata: manchas que sangram sem motivo, doem, ardem, coçam persistentemente ou simplesmente não cicatrizam em até quatro semanas. 

Muitos melanomas podem surgir em áreas pouco lembradas no dia a dia, como couro cabeludo, unhas, palmas das mãos e sola dos pés, o que reforça a importância do autoexame completo e da avaliação dermatológica sempre que algo parecer fora do padrão.

 

3. Exposição solar acumulada é o principal fator de risco

A radiação ultravioleta não vem apenas de momentos de lazer na praia ou na piscina; ela está presente no dia a dia, durante caminhadas curtas, no trajeto até o trabalho e até dentro do carro, quando a pele fica próxima às janelas. Com o passar dos anos, esse somatório silencioso de exposição repetida danifica as células e favorece o surgimento de lesões.

 

Alguns grupos merecem atenção ainda maior: 

 

Pessoas de pele e olhos claros;

Idosos;

Quem tem histórico de câncer de pele na família;

Indivíduos diagnosticados muito jovens ou com episódios recorrentes da doença. 

Em todos esses casos, o risco é amplificado porque a pele pode ser mais sensível aos efeitos da radiação ou porque há uma predisposição genética envolvida. 

O bronzeamento artificial também entra nessa lista de cuidados. As câmaras de bronzeamento utilizam radiação ultravioleta em intensidade elevada, o que acelera o dano celular e aumenta de maneira significativa a probabilidade de aparecimento de tumores. Por isso, especialistas reforçam que esse método não é recomendado e pode trazer prejuízos importantes para a saúde da pele.

 

4. Uso de protetor solar é essencial

O uso diário de protetor solar é uma das medidas mais eficazes para reduzir o risco de câncer de pele, principalmente quando combinado com barreiras físicas como bonés, chapéus, roupas com proteção UV e óculos escuros. Essa proteção forma um conjunto que bloqueia boa parte da radiação ultravioleta, responsável pelos danos acumulados ao longo dos anos.

Outra dúvida comum é sobre a vitamina D. O protetor solar não impede a produção do nutriente, já que a pele continua recebendo radiação suficiente para mantê-la em níveis adequados durante a rotina normal. 

Além disso, evitar a exposição solar entre 10h e 16h é fundamental. Nesse período, principalmente no verão, o índice UV fica muito elevado, aumentando o risco de queimaduras, danos celulares e o surgimento de alterações suspeitas na pele.

 

5. Diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento

Quando o câncer de pele é descoberto no início, as chances de cura são muito altas, ultrapassando 90% nos casos de tumores não melanoma. Nessas situações, o tratamento costuma ser simples, geralmente por meio de cirurgia para remover totalmente a lesão. 

Em regiões delicadas, como rosto e orelhas, pode ser indicada a cirurgia de Mohs, um procedimento que retira o tumor camada por camada, analisando cada parte no microscópio durante a operação. Isso permite remover exatamente o que é necessário, preservando o máximo de pele saudável e garantindo um resultado mais preciso. 

No melanoma, que é o subtipo mais agressivo, o acompanhamento precisa ser mais cuidadoso porque existe risco maior de o tumor se espalhar para outros órgãos, ou seja, gerar metástases. Para avaliar isso, podem ser solicitados exames de imagem como a tomografia ou um exame que combina a tomografia computadorizada com a medicina nuclear (PET-CT), que permitem uma avaliação completa do corpo e identificar possíveis áreas suspeitas.

 

Avanços no tratamento ampliam as chances de controle da doença

Os tratamentos também evoluíram muito nos últimos anos. As chamadas terapias alvo são medicamentos que agem em mutações específicas das células cancerígenas, como a mutação BRAF, que é uma alteração genética presente em parte dos melanomas e faz as células se multiplicarem de forma descontrolada. Quando essa mutação é identificada no exame, existem medicamentos capazes de bloquear esse "motor" da célula tumoral, reduzindo o avanço da doença. 

 

Outra grande revolução é a imunoterapia, que funciona estimulando o próprio sistema imunológico a reconhecer e atacar as células do câncer. Ela pode ser usada tanto em casos mais avançados quanto após a cirurgia, individualizando cada caso, e assim reduzir uma possível recorrência do tumor. Com esses avanços, somados ao diagnóstico precoce, grande parte dos pacientes consegue resultados duradouros e tratamentos menos agressivos.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/dezembro-laranja-5-informacoes-importantes-sobre-o-cancer-de-pele,f9a470d65eacc5f9fe9d0822fce9f5cbzmfdcqaf.html?utm_source=clipboard - Por Pamela Moraes - Foto: RysaVector | Shutterstock / Portal EdiCase

domingo, 2 de novembro de 2025

Cardiologista ensina segredos para prevenir pressão alta


Além de ser uma doença silenciosa, a pressão alta é fator de risco para condições graves de saúde. Veja como prevenir

 

A pressão alta, ou hipertensão, é uma doença que ataca os vasos sanguíneos e pode comprometer o funcionamento de vários órgãos, como coração, cérebro e rins. Aliás, sem o diagnóstico e tratamento adequados, a condição pode ser fatal.

 

Ao aferir a pressão arterial, o ideal é que os marcadores fiquem próximos de 120 por 80 mmHg. No entanto, quando o número é igual ou maior do que 140 por 90 mmHg, considera-se que o paciente está com a pressão alta.

 

E o grande problema é que a hipertensão não costuma provocar grandes sintomas. Segundo o Dr. Celso Amodeo, cardiologista do sono e especialista em hipertensão arterial do Hcor, chamamos a doença de 'inimigo silencioso' porque ela provoca danos no organismo sem dar sinais.

 

"São cerca de 300 mil mortes registradas por ano no Brasil devido às doenças no coração e cérebro, segundo o Ministério da Saúde. Por conta desses quadros, podemos certificar que 80% dos óbitos por acidente vascular cerebral (AVC) e 60% dos infartos agudos do miocárdio foram causados pela pressão arterial elevada", revela o cardiologista

 

9 dicas para prevenir a pressão alta

Pensando nos altos riscos, o Dr. Amodeo ensina 9 maneiras de evitar o desenvolvimento da hipertensão. Confira:

 

Manter uma alimentação saudável e equilibrada;

Consumir pouco sal;

Praticar exercícios físicos;

Não fumar;

Reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas;

Ter uma boa qualidade de sono;

Usar anti-inflamatórios não hormonais apenas com prescrição médica;

Fugir de pílulas anticoncepcionais;

Evitar sprays nasais com vasoconstritores.

 

Diagnóstico

Mas, mesmo seguindo à risca todas essas recomendações, ainda é possível que, por algum outro motivo, o seu organismo desenvolva uma hipertensão arterial. Por isso, as consultas médicas e a realização de exames são fundamentais para identificar um possível problema ainda no início e aumentar as chances de reverter o quadro.

 

"Temos casos de hipertensão noturna, durante o sono, que também trazem um risco cardiovascular aumentado aos pacientes, mesmo quando a pressão arterial de vigília está dentro dos valores aceitáveis. Devido às diversas causas da pressão alta, a conduta é baseada em múltiplos medicamentos que agem em diferentes sistemas do organismo", finaliza o Dr. Amodeo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cardiologista-ensina-segredos-para-prevenir-pressao-alta,3284e0f929870f440d9b4c489602905fdv3c2sh2.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Pesquisa aponta combinação de fatores que aumenta em 83% o risco de morte após os 50 anos


Estudo também mostra que é possível diagnosticar as condições com medidas simples, abrindo caminho para o maior acesso ao diagnóstico

 

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em parceria com a University College London, no Reino Unido, concluiu que o acúmulo de gordura abdominal associado à perda de massa muscular representa um aumento de 83% no risco de morte em comparação a pessoas que não apresentam as duas condições.

 

A combinação é tão perigosa que, de acordo com o estudo, identifica um problema ainda maior, conhecido como obesidade sarcopênica e caracterizado pela perda de massa muscular, ao mesmo tempo em que ocorre o ganho de gordura em todo o corpo. Trata-se de uma condição difícil de ser diagnosticada e está relacionada à perda de autonomia e piora na qualidade de vida da pessoa idosa, à chamada síndrome da fragilidade e ao aumento do risco de quedas, entre outras comorbidades.

 

"Além de avaliar o risco de morte associado à obesidade abdominal e à baixa massa muscular, conseguimos comprovar que com métodos simples é possível detectar a obesidade sarcopênica. Isso é importante, pois a falta de consenso sobre critérios diagnósticos dessa doença dificulta sua detecção e tratamento", afirma Tiago da Silva Alexandre, professor do Departamento de Gerontologia da UFSCar e um dos autores do estudo, apoiado pela Fapesp. "Dessa forma, nossos achados permitem ampliar o acesso das pessoas idosas a intervenções antecipadas, como acompanhamento nutricional e exercícios físicos, garantindo melhora na qualidade de vida."

 

Os resultados, publicados na revista Aging Clinical and Experimental Research, foram obtidos a partir do acompanhamento durante 12 anos de 5.440 participantes do English Longitudinal Study of Ageing (ELSA) com 50 anos ou mais de idade.

 

Dispensando o diagnóstico dispendioso

A obesidade sarcopênica costuma ser diagnosticada por meio de exames complexos, como ressonância magnética, tomografia computadorizada, bioimpedância elétrica ou densitometria, que identificam o excesso de gordura corporal e a redução da massa e função muscular. No entanto, apesar da alta precisão, eles são onerosos e estão restritos a poucos serviços de saúde, o que torna o diagnóstico da doença um grande desafio na prática clínica.

 

"Ao correlacionar os dados dos participantes do Estudo ELSA verificamos que medidas simples, como medir a circunferência abdominal e estimar a massa magra (por meio de uma equação consolidada que utiliza variáveis clínicas como idade, sexo, peso, raça e estatura), mostraram pela primeira vez que é possível triar esses indivíduos precocemente", celebra Alexandre.

 

A relação entre perda de massa muscular e obesidade abdominal tem um efeito amplificado sobre o metabolismo. "O estudo revelou que indivíduos com ambas as condições apresentaram um risco de morte 83% maior em comparação àqueles que não as possuíam. Constatamos também que o risco de morte foi reduzido em 40% entre aqueles com baixa massa muscular e sem obesidade abdominal, dado que reforça o potencial perigo da coexistência das condições. Curiosamente, indivíduos com obesidade abdominal, mas com massa muscular adequada não foram associados ao maior risco de morte", detalha Valdete Regina Guandalini, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), pesquisadora do Departamento de Gerontologia da UFSCar e primeira autora do artigo.

 

Guandalini explica que o excesso de gordura intensifica processos inflamatórios que desencadeiam alterações metabólicas e catabólicas, agravando ainda mais a perda muscular. "Além de uma condição interferir na outra, a gordura infiltra-se no músculo, ocupando seu espaço. Trata-se de uma inflamação sistêmica e progressiva que afeta diretamente o tecido muscular, comprometendo suas funções metabólicas, endócrinas, imunológicas e funcionais", afirma.

 

Como a definição de obesidade sarcopênica ainda não é um consenso entre os pesquisadores da área em todo o mundo, o estudo utilizou medidas mais simples para definir o que é obesidade abdominal e perda de massa muscular. Dessa forma, para predizer o risco de obesidade sarcopênica, os pesquisadores identificaram obesidade abdominal como circunferência abdominal maior que 102 centímetros para homens e 88 centímetros para mulheres. Simultaneamente, a baixa massa muscular foi definida a partir de um índice de massa muscular esquelética (obtida pela equação) menor que 9,36 kg/m2 para homens e menor que 6,73 kg/m2 para mulheres.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/pesquisa-aponta-combinacao-de-fatores-que-aumenta-em-83-o-risco-de-morte-apos-os-50-anos,bc24d88cf13ac5632b8b166388eb6b70iayn73d4.html?utm_source=clipboard - Maria Fernanda Ziegler - Foto: missty/Adobe Stock

domingo, 26 de janeiro de 2025

Sintoma de câncer de pele grave se manifesta nas unhas; entenda


A prevenção e o diagnóstico precoce podem ser essenciais no combate à doença.

 

Prevenir e diagnosticar o câncer o mais cedo possível reduz o risco de mortalidade. Geralmente, a doença se manifesta quando já está em um estágio avançado. E, embora a maioria dos sintomas possa ser inicialmente silenciosa, existem outros que podem até ser visíveis nas unhas.

 

Ao jornal Metrópoles, o oncologista Márcio Almeida faz um alerta: manchas nas unhas não devem ser ignoradas. "Caso apareça uma mancha marrom, azul ou preta no formato de uma faixa, que vá da base até a ponta da unha, é imprescindível procurar um dermatologista. O profissional fará exames para analisar se há um tumor no local", explica.

 

Outros sintomas incluem, segundo o Hospital da Luz, "a presença de múltiplos sinais, ou sinais que sofreram alterações na forma, no tamanho ou na cor, além de lesões cutâneas ulceradas que não cicatrizam, frequentemente cobertas por crosta".

 

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2254103/sintoma-de-cancer-de-pele-grave-se-manifesta-nas-unhas-entenda - © Shutterstock

sábado, 14 de dezembro de 2024

Dezembro Laranja: perguntas fundamentais para fazer sobre o câncer de pele


Especialistas reforçam a importância da prevenção no mês de conscientização da doença

 

O câncer de pele é o tipo de carcinoma mais comum no Brasil: o não melanoma corresponde a 31,3% do total dos casos oncológicos no país. Dados do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam o surgimento de 220 mil novos casos para o triênio de 2023 a 2025. A dermatologista Isabele Santos, do Alta Diagnóstico, no Rio de Janeiro, explica que a incidência da doença entre os brasileiros tem como principal fator de risco a exposição ao sol sem proteção.

 

“A radiação ultravioleta (UV) danifica o DNA das células da pele, o que pode levar ao desenvolvimento de tumores. Quanto maior a exposição, maior o risco. Contudo, o envelhecimento e o histórico familiar também podem contribuir para o surgimento do câncer de pele”, explica a médica, que também esclarece quando se deve procurar um dermatologista ou suspeitar de uma lesão na pele.

 

Tenho uma lesão na pele. Quando devo suspeitar de câncer?

 

A dra. Isabele Santos conta que as lesões cancerígenas podem aparecer em qualquer parte do corpo, seja na pele, seja em mucosas, em forma de manchas, pintas ou sinais, e dá a dica para observar o ABCDE das pintas:

 

Assimetria – uma parte da lesão é diferente da outra;

Borda irregular – o contorno da lesão é irregular ou mal definido;

Cor – apresenta várias cores, como preto, marrom, vermelho, branco;

Diâmetro – a lesão tem mais de 6 milímetros de diâmetro;

Evolução– a lesão cresce, muda de cor, coça ou sangra.

Na presença desses sinais, é preciso buscar ajuda médica especializada.

 

É possível prevenir o câncer de pele?

 

Com hábitos de vida saudáveis e cuidados adequados, é possível reduzir significativamente o risco de desenvolvimento da doença. Medidas básicas como evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, usar um bom filtro solar, utilizar roupas e acessórios com proteção UV e evitar técnicas de bronzeamento artificial ou produtos químicos são exemplos, para acelerar o processo, pois podem provocar queimaduras graves.

 

Existe um check-up dermatológico?

 

De acordo com a dermatologista Isabele Santos, o check-up dermatológico é uma consulta focada no rastreamento e na detecção precoce de câncer. A médica explica ainda que existe o mapeamento corporal, indicado para diagnóstico e acompanhamento de pacientes com maior risco de desenvolverem um tumor cutâneo. Nele, é utilizado um equipamento chamado dermatoscópio digital, que amplia de 20 a 140 vezes uma pinta e tira diversas fotos do paciente que servem para monitoramento e comparação das lesões ao longo do tempo.

 

Esse mapeamento é indicado para quem tem histórico prévio de melanoma, pessoas que se expõem muito ao sol, para quem tem muitas sardas, aqueles com história familiar de melanoma ou alguma mutação genética ou lesão suspeita.

 

“O ideal é que, pelo menos uma vez ao ano, todos consultem um dermatologista. Para quem tem algum fator de risco associado ou lesão que precise de acompanhamento, a frequência do mapeamento corporal pode aumentar. Nesse caso, é indicada também a realização de exames mais aprofundados”, comenta a especialista.

 

Quais são os exames que ajudam a confirmar o diagnóstico de câncer de pele?

 

A biópsia é o principal teste para fechar o diagnóstico, contudo, os exames de imagem também desempenham um papel importante na identificação do quadro, especialmente quando se trata de avaliar a profundidade da lesão e a presença de metástases e planejar e analisar a resposta ao tratamento.

 

“A utilização da ultrassonografia de alta frequência de pele para a avaliação pré-operatória da profundidade do câncer de pele é essencial para otimizar a abordagem terapêutica em nossos pacientes. Temos usado também a ressonância magnética com bobina de superfície, impressão 3D de biomodelos e realidade virtual para planejar cuidadosamente cirurgias de casos complexos principalmente nas recidivas da doença”, explica dra. Clarissa Canella, radiologista da CDPI.

 

Fonte: https://diariodorio.com/dezembro-laranja-perguntas-fundamentais-para-fazer-sobre-o-cancer-de-pele/?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral - Por Renata Granchi


“Não há nada escondido que não venha a ser revelado nem oculto que não venha a ser conhecido. O que vocês disseram no escuro será ouvido à luz do dia; o que sussurraram nos ouvidos dentro de casa será proclamado dos telhados.” (Evangelho de Lucas 12:2).


terça-feira, 17 de setembro de 2024

14 sintomas de depressão (que não deve ignorar)


Os principais sintomas que marcam o início da depressão são falta de vontade para realizar atividades que davam prazer, energia reduzida e cansaço constante.

 

Estes sintomas surgem em baixa intensidade, mas pioram ao longo do tempo, causando sofrimento e incapacidade de trabalhar ou manter interações com outras pessoas, por exemplo.

 

No entanto, a depressão tem cura e pode ser alcançada com o diagnóstico e tratamento correto indicado pelo psiquiatra, que pode ser feito com o uso de antidepressivos, ansiolíticos e sessões de psicoterapia. Confira como é feito o diagnóstico e tratamento da depressão.

 

Os principais sintomas de depressão são:

 

1. Sensação de vazio ou tristeza

A sensação de vazio ou tristeza, geralmente, se manifesta através de um rosto triste, olhos caídos olhando para o nada, sem brilho e tronco curvado.

As pessoas que possuem depressão referem sentir uma tristeza diferente do "normal", que não melhora com a adoção de atitudes que a aliviam e que é normalmente acompanhada por uma sensação de vazio, apatia, desinteresse e falta de vontade para realizar as atividades.

 

2. Crises de choro

É frequente que a pessoa com depressão tenha crises de choro ou que chore muito facilmente, tendo falas voltadas para o pessimismo, culpa e baixa autoestima.

 

3. Sentimento de inutilidade

É comum a pessoa com depressão apresentar um sentimento de inutilidade e, por isso, pessoas que estão desenvolvendo a depressão apresentam vontade de isolar-se dos amigos e da família, antes de pensar em "soluções" mais severas como o suicídio.

 

4. Falta de vontade para realizar atividades que davam prazer

Este é o principal sintoma da depressão e está presente desde o início da doença, podendo agravar-se à medida que o transtorno evolui.

Nessa situação a vontade de realizar atividades que antes eram motivo de alegria, como tocar instrumentos, ver filmes e séries, estar com amigos ou ir a festas, por exemplo, desaparece sem que a pessoa consiga explicar o motivo, sentindo apenas vontade de não fazer nada.

 

5. Mudanças de humor

O transtorno depressivo pode fazer com que a pessoa tenha mudanças repentinas e transitórias do estado de humor, podendo ficar mais susceptível ao choro, por exemplo.

 

6. Falta de energia e cansaço constante

A falta de energia e o cansaço constante, que impedem a realização de atividades diárias como higiene pessoal, se alimentar, ir à escola ou trabalho, podem indicar depressão.

Além disso, a falta de motivação por não querer fazer nenhuma atividade é um sinal que a depressão está evoluindo.

 

7. Irritabilidade

Devido à tristeza profunda é comum manifestar irritabilidade, ataques de raiva, causando sintomas como tremores, vontade incontrolável de gritar e até suor em excesso.

Além disso, podem estar associados alguns sintomas de ansiedade e angústia.

 

8. Dores e alterações no corpo

A depressão também pode causar dor de cabeça constante, devido às noites mal dormidas e às alterações do humor, podendo ainda ocorrer sensação de aperto no peito e peso nas pernas.

Em alguns casos, pode acontecer queda de cabelo, unhas fracas, pernas inchadas e dor nas costas e estômago, devido à baixa de hormônios. Além de vômitos e tremores, conhecidos como sintomas psicossomáticos.

 

9. Problemas de sono

É comum que em casos de depressão a pessoa tenha insônia terminal, um tipo de insônia que não causa não problemas para adormecer, mas a pessoa acorda de madrugada, por volta das 3 ou 4 da manhã e não consegue voltar a dormir pelo menos até as 10 da manhã novamente.

Isso também faz com que a pessoa com depressão acorde muito cansada. Conheça outras causas de acordar cansado.

 

10. Alterações do peso

As alterações do peso durante a depressão são resultado de todos os outros sintomas juntos, pois a pessoa não tem energia para se levantar, sente dores, está irritada e com sono, por exemplo.

Algumas pessoas com depressão podem perder o apetite e resultar em perda de peso, pois a pessoa pode fazer apenas uma refeição ao dia, e geralmente pela insistência de familiares.

No entanto, outras pessoas com depressão podem aumentar o peso, pois podem sentir mais fome devido ao aumento do hormônio leptina, ou ter desejo por carboidratos, que são alimentos que aumentam os níveis de serotonina no corpo.

Assim, a pessoa com depressão pode ganhar ou perder peso, o que varia de uma pessoa para outra. 

 

11. Falta de concentração

Durante a depressão, pode surgir a falta de concentração, acompanhada de perda de memória, pensamentos negativos persistentes e indecisão com momentos de enorme desconcentração que afeta o trabalho, escola e interações pessoais.

Este sintoma pode ser facilmente notado, pois as pessoas costumam não responder perguntas e olharem para o nada durante longos períodos de tempo, o que leva também a perda do senso de temporalidade.

 

12. Pensamento de morte e suicídio

O conjunto de todos os sintomas da depressão pode fazer com que a pessoa tenha pensamentos de morte e suicídio ou mesmo vontade de acabar com a própria vida.

Isso porque os sentimentos experimentados nesta doença passam a sensação de que não vale a pena estar vivo, que a vida não tem sentido, considerando a morte uma solução para o que sente. Entenda melhor o que pode significar a vontade de morrer.

 

13. Abuso de álcool e drogas

O abuso no uso de álcool e drogas acontece pela presença de sentimentos como a tristeza e angústia profunda.

A pessoa neste caso pode ter a necessidade de sentir alegria e se desligar dos sentimentos causados pela depressão, o que pode ser perigoso, pois o abuso destas substâncias pode levar dependência química e overdose.

No entanto, nem todas as pessoas com depressão desenvolvem esse sintoma e, por isso, é importante estar atento a qualquer mudança repentina do estado de ânimo que poderia indicar uma atitude aditiva.

 

14. Lentidão

O transtorno depressivo pode, algumas vezes, interferir na atividade mental e motora, o que pode fazer com que a pessoa fique mais agitada ou mais lenta, sendo esta última mais comum.

Dessa forma, a depressão pode afetar o pensamento, movimentos e a forma de falar, em que a pessoa apresenta pausas quando fala e respostas curtas, ou o contrário, em que apresenta uma fala mais rápida e movimentos repetitivos com as mãos e pernas, por exemplo.

 

Fonte: https://www.tuasaude.com/sintomas-de-depressao/ - Revisão médica: Dr. Gonzalo Ramirez Psicólogo e Clínico Geral

 

Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês.

1 Pedro 5:7