domingo, 10 de maio de 2026

Infarto em mulheres nem sempre causa dor no peito; veja os sinais de alerta


O público feminino apresenta um risco de mortalidade 30% maior após um infarto; aprenda a identificar os sintomas atípicos e saiba como agir

 

O Infarto Agudo do Miocárdio é uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil.

 

Embora a doença seja estatisticamente mais frequente em homens, o cenário para o público feminino é mais crítico.

 

As mulheres apresentam um risco cerca de 30% maior de mortalidade após sofrerem um ataque cardíaco.

 

O grande desafio está no diagnóstico. Muitas vezes, o infarto feminino não segue o padrão clássico da dor intensa que irradia para o braço esquerdo.

 

Por isso, conhecer os sinais atípicos é fundamental para salvar vidas.

 

Sintomas que podem ser confundidos

Diferente dos homens, as mulheres podem manifestar sinais que facilmente se confundem com outros problemas, como crises de ansiedade ou mal-estar digestivo. Fique atenta se sentir:

 

Cansaço extremo e sem explicação.

 

Falta de ar e náuseas.

 

Tontura ou desmaios.

 

Dor nas costas, no pescoço ou na mandíbula.

 

Sensação de pressão ou desconforto no peito (mesmo que leve).

 

O papel da menopausa no risco cardíaco

 

A Dra. Denise Pellegrini, cardiologista intervencionista e Diretora de Comunicação da SBHCI, explica que a menopausa é um divisor de águas na saúde da mulher.

 

A queda do estrogênio, que funciona como um “escudo” natural, altera a saúde vascular.

 

“A queda do estrogênio faz com que os vasos sanguíneos endureçam, o que aumenta o risco de doenças do coração. Dessa forma, o acúmulo de gordura nas artérias acontece de forma mais rápida”, ressalta a especialista.

 

Cerca de dez anos após a menopausa, o risco cardiovascular da mulher se iguala ao do homem.

 

Outros fatores de risco importantes

Além das questões hormonais, outros hábitos e condições potencializam o risco de infarto. O tabagismo, a hipertensão arterial e o diabetes são grandes vilões.

 

O colesterol elevado, a obesidade e o estresse crônico também contribuem para o entupimento das artérias coronárias.

 

Como prevenir o infarto feminino

A prevenção passa obrigatoriamente por mudanças no estilo de vida. A Dra. Denise Pellegrini recomenda a prática regular de atividades físicas: no mínimo 5 vezes na semana, por pelo menos 30 minutos.

 

A alimentação deve ser rica em carnes magras, peixes, fibras e vegetais. É essencial evitar alimentos ultraprocessados.

 

“Manter uma boa qualidade do sono é importante, assim como o controle da obesidade e evitar o tabagismo”, reforça a cardiologista.

 

Quando procurar ajuda imediata?

 

No infarto, o tempo é o seu maior aliado. Se você sentir dor no peito persistente por mais de 15 a 20 minutos, não ignore. Ligue imediatamente para o SAMU (192).

 

O sinal de alerta máximo inclui suor frio, náusea e dor irradiada para as costas ou mandíbula.

 

“O tempo ideal para tratamento é de até 90 minutos após o início dos sintomas. Não espere para ver se passa”, alerta a Dra. Denise.

 

Um atendimento rápido reduz drasticamente as chances de sequelas graves e óbito.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/infarto-em-mulheres-nem-sempre-causa-dor-no-peito-veja-os-sinais-de-alerta.phtml - Foto: Shutterstock

Nenhum comentário:

Postar um comentário