Embora o esporte seja um aliado do coração, o esforço excessivo sem acompanhamento pode esconder perigos fatais; entenda como treinar com segurança
Praticar exercícios é um dos pilares para uma vida
longa e saudável. No entanto, notícias sobre pessoas que sofrem infarto
durante treinos ou competições geram medo e dúvidas. O exercício não é o vilão.
O risco real mora na falta de preparo e na negligência
com os sinais do corpo.
O infarto agudo do miocárdio durante o esforço físico
acontece, geralmente, quando há uma doença cardíaca pré-existente e
desconhecida.
Para quem já tem obstruções nas artérias, o aumento
súbito da frequência cardíaca pode ser o gatilho para um evento grave. Saber
diferenciar o cansaço normal de um alerta do coração pode salvar sua vida.
Por que o infarto acontece no treino?
Durante a atividade física, o coração precisa
trabalhar mais para bombear sangue aos músculos. Isso exige que o próprio
músculo cardíaco receba mais oxigênio.
Se as artérias coronárias estiverem obstruídas por
placas de gordura, o oxigênio não chega como deveria.
Em exercícios de altíssima intensidade, a pressão
arterial sobe e o fluxo de sangue fica turbulento. Isso pode causar o
rompimento de uma placa de gordura, formando um coágulo que bloqueia a artéria.
É nesse momento que ocorre o infarto. Em jovens, a
causa mais comum costuma ser a cardiomiopatia hipertrófica (coração crescido)
ou anomalias congênitas.
Sinais de alerta: Não ignore estes sintomas
Muitas vezes, o corpo avisa que algo está errado antes
do colapso. Fique atento a estes sinais durante o exercício:
Dor ou pressão no peito: Pode irradiar para os braços,
pescoço, mandíbula ou costas.
Falta de ar desproporcional: Quando o fôlego não volta
mesmo após diminuir o ritmo.
Tonturas ou desmaios: Sentir a vista escurecer ou
instabilidade súbita.
Suor frio e náuseas: Sudorese intensa que não parece
relacionada ao calor do treino.
Palpitações irregulares: Sentir que o coração está
"tropeçando" ou batendo fora de ritmo.
Se sentir qualquer um desses sintomas, pare
imediatamente. Não tente "vencer a dor" ou terminar a série. O
descanso imediato reduz a carga de trabalho do coração.
Quem está no grupo de risco?
O risco de um evento cardíaco é maior para quem decide
sair do sedentarismo direto para treinos intensos. Homens acima de 45 anos e
mulheres acima de 55 anos devem ter atenção redobrada. Outros fatores de risco
incluem:
Tabagismo e uso de estimulantes: Substâncias que
aceleram o coração artificialmente.
Histórico familiar: Parentes próximos que sofreram
infarto precoce.
Hipertensão e Colesterol alto: Doenças que
silenciosamente danificam as artérias.
Diabetes: Afeta a sensibilidade à dor, podendo
camuflar os sinais de infarto.
Como treinar com segurança total
A solução não é parar de treinar, mas sim treinar com
inteligência. O esporte protege o coração a longo prazo, desde que respeite os
limites biológicos.
Check-up anual: Realize o teste ergométrico (teste de
esforço) e o ecocardiograma. Eles avaliam como seu coração reage sob carga.
Evolução gradual: Não tente correr uma maratona na
primeira semana. Aumente o volume e a intensidade aos poucos.
Cuidado com suplementos pré-treino: Muitos contêm
altas doses de cafeína e substâncias que elevam a pressão arterial.
Monitore sua frequência cardíaca: Use smartwatches
para garantir que você não está ultrapassando sua zona de segurança.
Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/infarto-durante-exercicio-quando-a-atividade-fisica-vira-um-risco,062e0b5fb694cf06c217198680362ecblx7k512l.html?utm_source=clipboard
- Foto: Shutterstock / Sport Life

Nenhum comentário:
Postar um comentário