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segunda-feira, 9 de março de 2026

O que você deve comer em cada fase da vida


Manter uma alimentação saudável é importante em qualquer idade, mas as necessidades de nutrientes variam ao longo da vida. Por isso, é preciso adaptar os nossos pratos à medida que envelhecemos.

 

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo do Reino Unido criou uma política de racionamento, que oferecia provisões semanais às famílias britânicas.

 

A ideia era permitir que as pessoas satisfizessem suas necessidades nutricionais, garantindo que os alimentos fossem distribuídos igualmente em todo o país.

 

Um dos alimentos racionados foi o açúcar. Cada indivíduo podia receber cerca de 227 g do produto por semana. Mas, para sua tristeza, crianças abaixo de dois anos de idade não tinham esse direito.

 

Com o fim do racionamento de açúcar, em 1953, a ingestão média do produto dobrou entre os adultos britânicos.

 

Na época, as pessoas mal sabiam, mas este fato histórico ofereceu aos cientistas do futuro uma ótima oportunidade de determinar os efeitos do consumo de açúcar para a saúde na fase inicial da vida.

 

Em um estudo de 2025, uma equipe global de pesquisadores vasculhou os registros médicos de 63 mil pessoas nascidas no Reino Unido entre 1951 e 1956, quando o racionamento de açúcar estava em vigor.

 

Eles descobriram que as crianças expostas a menos açúcar no útero e nos primeiros 1 mil dias de vida apresentaram 20% menos propensão a desenvolver doenças cardiovasculares com mais idade; 25% menos de desenvolver paradas cardíacas; e 31% menos de ter AVC do que crianças que se alimentaram com doces após o fim do racionamento.

 

Provavelmente não surpreende que esta forte relação entre a ingestão de açúcar e a saúde persista depois que nascemos. Resumidamente, comer muitos doces faz mal para nós, independentemente da idade.

 

Mas, como ocorre com outros alimentos, os benefícios nutricionais dependem do estágio da vida. Bebês e crianças precisam muito da gordura presente no leite integral e seus derivados, por exemplo, mas essa alimentação não seria considerada tão saudável para alguém na casa dos 20 ou 30 anos de idade.

 

Para a cientista nutricional Federica Amati, do Imperial College de Londres, as grandes necessidades de energia das crianças fazem com que elas precisem de alimentos ricos em nutrientes.

 

"Na infância, os alimentos estão literalmente construindo o corpo e o cérebro", explica ela.

"Além das calorias saudáveis, as crianças também precisam de ferro, iodo e uma ampla variedade de vitaminas para aumentar a imunidade, o desenvolvimento cerebral e o crescimento dos músculos."

Isso significa muitas frutas e legumes, grãos integrais, feijões e lentilhas, gorduras de boa qualidade como nozes e sementes e o mínimo de alimentos ultraprocessados.

"Da concepção até os primeiros 1 mil dias de vida e na idade escolar, as crianças crescem rapidamente e formam a maior parte da sua massa óssea futura", prossegue Amati.

"É por isso que o cálcio e a vitamina D são nutrientes prioritários nesta fase. Eles são essenciais para o desenvolvimento normal dos ossos e para atingir um pico saudável da massa óssea, o que reduz o risco de osteoporose e fraturas em idade avançada."

Na prática, segundo Almati, isso significa fontes regulares de cálcio, como leite, iogurte, queijo, tofu enriquecido com cálcio ou bebidas vegetais fortificadas, além de vitamina D da exposição ao sol e de alimentos como peixes e ovos.

Existem boas evidências de que comer os alimentos certos na infância pode beneficiar a saúde na idade adulta.

Em um estudo de 2023, pesquisadores analisaram a alimentação de crianças e a compararam com sua saúde, tanto na infância quanto ao se tornarem adultos.

Eles concluíram que as crianças que atenderam a três ou mais recomendações alimentares do Guia Coma Bem do NHS (o serviço público de saúde britânico) aos sete anos de idade apresentaram menos marcadores de risco de doenças cardíacas aos 24 anos, em comparação com as que não seguiram nenhuma das orientações.

 

Adolescentes e jovens adultos

A infância é uma fase importante, mas os alimentos que ingerimos na adolescência e na casa dos 20 anos de idade também formam a base para a saúde no futuro.

Segundo Amati, é nesta etapa da vida que terminamos de construir os ossos e os músculos e começamos a passar horas estudando, trabalhando e nos socializando. Todas estas atividades aumentam a necessidade de nutrientes.

"A adolescência e o início da idade adulta formam outra grande janela de oportunidades para a nutrição", afirma ela.

"Na casa dos 20 anos, o crescimento perde a velocidade, mas esta ainda é uma década fundamental para estabelecer hábitos que irão proteger a saúde do coração e do cérebro com mais idade. Observamos que grande parte das bases para doenças cardiovasculares já se forma nesta faixa etária, embora os sintomas só apareçam muito depois."

Na adolescência, o corpo precisa de vários nutrientes em maior quantidade, em comparação com a idade adulta.

Eles incluem cálcio, vitamina D e ferro, que é especialmente importante para a menstruação. Proteínas e vitaminas do complexo B também são importantes, destaca Amati.

 

Mas que forma tem essa alimentação?

Amati explica que os adolescentes e jovens adultos devem seguir uma dieta, em grande parte, à base de plantas e evitar alimentos ultraprocessados. Ou seja, com muitas frutas, verduras, cereais integrais, feijões, nozes, lentilhas e sementes.

Também é importante incluir uma quantidade apropriada de proteína em cada refeição, que pode ser de origem vegetal, segundo ela.

Estudos demonstram que essa alimentação não beneficia apenas o corpo. Ela também pode influenciar a saúde mental.

"Existem cada vez mais evidências de que os padrões alimentares da adolescência podem influenciar o risco de problemas de saúde mental", explica Amati.

"Dietas com alto teor de alimentos ultraprocessados e poucos alimentos vegetais integrais são associadas a maiores índices de depressão e ansiedade, enquanto os padrões no estilo mediterrâneo parecem oferecer proteção."

A dieta mediterrânea é rica em verduras, legumes, nozes e azeite de oliva, com pequenas quantidades de aves, peixes e laticínios.

A dieta mediterrânea também pode beneficiar homens e mulheres que desejem formar família, o que costuma acontecer na casa dos 20, 30 e 40 anos.

Estudos demonstram que a dieta mediterrânea pode influenciar positivamente a fertilidade. Já a dieta ocidental (que tende a ser rica em gorduras saturadas, carne e carboidratos brancos) é correlacionada à infertilidade masculina e feminina.

Para as mulheres, estudos também demonstram que uma dieta rica em folato pode ajudar no tratamento da fertilidade. Alimentos com alto teor de folato incluem folhas verdes e escuras, brotos, brócolis e grão-de-bico.

 

Meia-idade

Na meia-idade, devemos começar a pensar em otimizar nossa alimentação para termos saúde na idade avançada, segundo a professora de nutrição humana Elizabeth Williams, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido.

Isso vale principalmente para as mulheres perto da menopausa, "quando há perda acelerada de densidade óssea, sarcopenia [perda muscular relativa à idade] e osteoporose", explica ela.

Além da osteoporose, a menopausa é associada ao aumento do risco de obesidade, doenças cardíacas e diabetes tipo 2.

Nas mulheres em idade reprodutiva, o estrogênio age sobre o sistema nervoso central para reduzir o apetite. Ele também aumenta a sensibilidade à insulina e a absorção de glicose nos músculos.

Mas, na menopausa, o fluxo de estrogênio no corpo é menor. Por isso, o peso e a gordura visceral tendem a aumentar.

Mas este risco pode ser significativamente reduzido seguindo-se uma boa alimentação.

Em um estudo populacional recente, pesquisadores examinaram a alimentação e a saúde de mais de 100 mil homens e mulheres americanos com pelo menos 39 anos de idade.

Eles concluíram que uma dieta saudável, consistindo de frutas, verduras, cereais integrais, gorduras insaturadas, nozes, legumes e laticínios com baixo teor de gordura, é fortemente associada ao envelhecimento saudável, definido como viver até pelo menos 70 anos sem doenças crônicas, boas funções físicas e cognitivas e com boa saúde mental.

"À medida que as mulheres chegam à casa dos 40 e 50 anos de idade, surgem duas grandes prioridades nutricionais: a saúde cardíaca e a saúde dos ossos e músculos", segundo Amati.

"A transição da menopausa é associada a um forte aumento do risco cardiovascular, em parte porque a perda de estrogênio afeta os lipídios do sangue, os vasos sanguíneos e a distribuição da gordura do corpo."

As gorduras ômega-3 são úteis, especialmente os tipos encontrados em peixes gordurosos, como salmão e cavalinha. Elas reduzem os fatores de risco de doenças cardíacas, segundo Almati, e apresentam efeitos anti-inflamatórios.

Paralelamente, Amati recomenda leve aumento da ingestão de proteínas, para combater os efeitos da perda de massa muscular, e seguir dieta em estilo mediterrâneo, para melhorar a saúde cardiometabólica — e, possivelmente, também a saúde intestinal e mental.

Por fim, ela orienta que é importante buscar uma alimentação em estilo mediterrâneo variada e rica em vegetais, com quantidades suficientes de proteína, cálcio, vitamina D e ômega-3 para manter a saúde do coração, ossos e cérebro, limitando a ingestão de alimentos ultraprocessados.

 

Idade avançada

À medida que envelhecemos, a composição do nosso corpo se altera e as necessidades de energia diminuem. Por isso, necessitamos de menos calorias.

Mas ainda precisamos garantir a ingestão de nutrientes em quantidade suficiente para manter nossa resistência óssea e muscular.

Segundo Williams, os dois principais nutrientes na terceira idade são o cálcio e a vitamina D. Idosos que não conseguem esses dois nutrientes em quantidade suficiente apresentam risco maior de osteoporose e fraturas por fragilidade.

O cálcio é encontrado no leite e em bebidas fortificadas alternativas, queijo curado, iogurte, sardinhas, tofu e espinafre. Alimentos ricos em vitamina D incluem peixes gordurosos, gema de ovo e alimentos fortificados.

A ingestão de proteínas com qualidade suficiente também é muito importante à medida que envelhecemos, segundo a nutricionista Jane Murphy, uma das líderes do Centro de Pesquisa em Envelhecimento e Demência da Universidade de Bournemouth, no Reino Unido.

"À medida que envelhecemos, a nossa forma e as funções se deterioram, perdemos força e massa muscular e precisamos de proteína para evitar a sarcopenia", explica ela.

Mas, para garantir que o nosso corpo use a proteína adequadamente, ela deve fazer parte de uma dieta equilibrada, que inclua carboidratos, gorduras de boa qualidade (como gorduras insaturadas, incluindo azeite de oliva, abacate, nozes e peixes gordurosos), vitaminas e sais minerais, destaca Murphy.

Conforme envelhecemos, nossa microbiota também muda. Ela é marcada pela perda de bactérias benéficas, como Firmicutes e Bifidobacterium, e pelo aumento de espécies potencialmente prejudiciais, como Clostridium.

Este desequilíbrio é associado a diversas condições de saúde, como Alzheimer, AVCs e doenças cardíacas.

Os pesquisadores ainda não sabem ao certo a relação entre a microbiota intestinal e cada processo de doença específico. Mas podemos aprender muito com os centenários, segundo a professora de medicina geriátrica Mary Ni Lochlainn, do King's College de Londres.

"As pessoas que vivem até os 100 anos parecem desafiar muitos outros aspectos do envelhecimento que são comuns às demais pessoas", explica ela. "Elas têm microbiota diversa, que parece diferente dos outros idosos."

De forma geral, não existe uma definição de bactérias intestinais saudáveis ou não saudáveis. É mais questão de ter um equilíbrio de micróbios que trabalham juntos para promover a saúde.

Mas foram identificadas algumas espécies bacterianas específicas que parecem proteger a saúde, como Faecalibacterium prausnitzii.

As pessoas que envelhecem bem são muito mais propensas a ter F. prausnitzii, segundo Ni Lochlainn. Os pesquisadores determinaram que esta espécie tem qualidades protetoras positivas, mas eles não entendem ao certo como ela funciona.

Se você quiser incentivar F. prausnitzii a viver no seu intestino, a melhor forma é consumir uma alimentação rica em fibras e polifenóis, que são abundantes em frutas e verduras.

O intestino saudável também pode ajudar a gerenciar algumas das deficiências de nutrientes que podem ser associadas à idade avançada, pois os idosos têm menos capacidade de absorver as vitaminas dos alimentos que as pessoas mais jovens.

Estudos demonstram que bactérias intestinais saudáveis podem ser capazes de produzir vitamina B12 em quantidade suficiente para as necessidades da pessoa, enquanto certas bactérias podem produzir ácido fólico.

Uma microbiota intestinal saudável também pode ajudar a evitar o risco de perda muscular e sarcopenia entre os idosos.

 

Por fim, certos suplementos podem ser benéficos na terceira idade.

As pesquisas de Ni Lochlainn indicam que suplementos pré-bióticos — compostos naturais que incentivam o crescimento de micro-organismos benéficos — podem melhorar a cognição em idosos após um período de 12 semanas.

Os pré-bióticos de Ni Lochlainn contêm inulina (um tipo de fibra alimentar) e fruto-oligossacarídeos, que são açúcares encontrados nas plantas.

Outras pesquisas indicam que as pessoas idosas podem se beneficiar de suplementos de vitamina D, especialmente os que moram em casas de repouso.

 

Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Health.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-que-voce-deve-comer-em-cada-fase-da-vida,e0a88d2e746230b94e442ee127e8b3fbshh4os7r.html?utm_source=clipboard - Por: Jessica Bradley - BBC Future - Foto: Getty Images / BBC News Brasil

quinta-feira, 3 de julho de 2025

10 alimentos que ajudam a controlar o diabetes


Veja como uma alimentação saudável e variada pode beneficiar pacientes com a condição

 

O diabetes é uma condição crônica que afeta a maneira como o corpo processa o açúcar no sangue, a glicose. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença no Brasil, representando 6,9% da população nacional.

 

Conforme o médico Dr. Christian Aguiar, especialista em medicina natural e pós-graduado em nutrologia, a glicose é vital para a saúde, pois se trata de uma fonte importante de energia para as células que formam músculos e tecidos. Ela também se configura como a principal fonte de combustível para o cérebro.

 

Não é novidade que quem convive com diabetes precisa de ter alguns cuidados especiais, como acompanhamento regular com médico, gerenciamento de peso, uso de medicações prescritas e, claro, manter uma rotina de exercícios e uma dieta balanceada.

 

O Dr. Christian Aguiar lista, no entanto, alguns alimentos essenciais no plano alimentar dos diabéticos. "Tudo o que você come deve ter densidade nutricional, isto é, ser rico em nutrientes com o mínimo de calorias possível, além de conter substâncias anti-inflamatórias e antioxidantes junto", ressalta.

 

Confira, abaixo, quais são esses alimentos!

 

1. Peixes gordurosos

Conforme o médico, é importante ingerir com frequência peixes ricos em ômega 3, que promovem a saúde cardiovascular e ajudam a reduzir a inflamação do corpo. São eles: sardinha, salmão, cavala, truta, anchova.

 

2. Folhas verdes-escuras

Espinafre, agrião e couve são cheios de vitaminas como metilfolato, minerais como magnésio, nitratos para controlar a pressão arterial e antioxidantes como a luteína e a vitamina C. E o melhor, segundo o Dr. Christian Aguiar, isso tudo tem uma baixíssima densidade calórica.

 

3. Abacate

O Dr. Christian Aguiar diz que o abacate é baixo em carboidratos; por isso, ajuda a manter o peso sob controle. Além disso, ele contém uma substância chamada avocatina-B, que ajuda a melhorar a produção de energia mitocondrial.

 

4. Ovos

O ovo é muito rico do ponto de vista nutricional e, se combinado bem com o plano alimentar, auxilia no controle do diabetes. Mas, claro, deve-se evitar a versão frita e sempre preferir os ovos mexidos, cozidos ou pochê. "[Os ovos] melhoram a resistência à insulina, diminuem os triglicerídeos e aumentam o HDL colesterol", pontua o especialista em medicina natural.

 

5. Sementes de chia

Conforme o profissional, a chia é alta em fibras e minerais que ajudam no controle da glicemia. Isso porque ela lentifica a absorção de carboidratos ingeridos.

 

6. Nozes

Conforme o Dr. Christian Aguiar, as nozes são anti-inflamatórias naturais e auxiliam no controle do peso. "Elas têm um baixo índice glicêmico e podem ajudar a regular os níveis de açúcar no sangue. Além disso, seu consumo pode melhorar a sensibilidade à insulina, o que é benéfico para pessoas com diabetes tipo 2", explica.

 

7. Brócolis

O especialista em nutrologia explica que o brócolis é um vegetal rico em sulforafano, um poderoso antioxidante que reduz a glicose no sangue. Além disso, melhora as defesas anti-inflamatórias do organismo.

 

8. Azeite de oliva extravirgem

Conforme o médico, existem estudos recentes que demonstram que o uso de azeite de oliva extravirgem, quando usado como principal fonte de gordura adicionada aos alimentos, é um forte aliado para auxiliar no controle do diabetes. "Essa gordura melhora o controle glicêmico e reduz os triglicerídeos", afirma.

 

9. Frutas vermelhas

O Dr. Christian Aguiar explica que as frutas vermelhas são ricas em antocianinas e ajudam a melhorar a sensibilidade à insulina. Isso porque possuem quantidades de fibras suficientes que vão ajudar a diminuir a velocidade de absorção do açúcar dos alimentos.

 

10. Quinoa

A quinoa tem baixo índice glicêmico, o que favorece uma digestão mais lenta e a liberação gradual da glicose no sangue, evitando picos de açúcar. Além disso, é rica em proteínas vegetais, que ajudam a manter os níveis de glicose estáveis e garantem uma oferta de energia mais equilibrada ao organismo.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/10-alimentos-que-ajudam-a-controlar-o-diabetes,dd92307594103c188874138068b94092ss6850wa.html?utm_source=clipboard - Por Yasmin Santos e Redação EdiCase - Foto: monticello | Shutterstock / Portal EdiCase

quarta-feira, 7 de maio de 2025

7 nutrientes que você precisa consumir todos os dias


O Dia Mundial da Saúde promove uma reflexão importante sobre a nutrição e sua relação com a saúde geral. A data é um lembrete de que a alimentação saudável é fundamental para prevenir doenças e manter a saúde em equilíbrio.

 

Afinal, o corpo precisa de uma mistura complexa de nutrientes diários nas quantidades certas, incluindo proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais, água e fibras, para ter uma boa aparência, saúde e bem-estar.

 

Existem algumas maneiras fáceis de combinar alimentos saudáveis e suplementos para atender às suas necessidades diárias e encontrar o equilíbrio calórico certo.

 

“A filosofia global de nutrição da Herbalife enfatiza um equilíbrio de 40-30-30 (carboidratos – proteínas – gorduras saudáveis), juntamente com exercícios físicos e descanso suficientes todos os dias.

 

Encontrar esse equilíbrio e desenvolver rotinas saudáveis realmente ajudará você a viver sua melhor vida”, coloca a mestre em nutrição Susan Bowerman, Diretora Sênior Global de Educação e Treinamento em Nutrição da Herbalife.

 

A seguir, conheça o papel dos sete nutrientes essenciais para compor uma dieta equilibrada:

 

1. Proteína

Esse macronutriente é vital para praticamente todas as células do corpo. Você usa proteína para fabricar moléculas importantes, como hormônios e enzimas, e para construir e manter o tecido muscular. A proteína também é ótima para dar saciedade.

Seu corpo está constantemente sintetizando, degradando e usando proteína, então é importante incluir quantidades suficientes todos os dias para substituir o que você usou. A indicação é a de que até 30% da sua ingestão diária de calorias venha de proteína magra de planta ou animal.

Consuma:

Base animal: aves, laticínios, peixes e ovos

Base vegetal: nozes, lentilhas e feijões (incluindo soja) ou tofu

Pós de proteína e shakes de proteína

 

2. Carboidratos

Seu corpo prefere os carboidratos como combustível, então é importante consumi-los diariamente. A recomendação é a de que você obtenha cerca de 40% das suas calorias de carboidratos de grãos integrais, vegetais e frutas — não de refrigerantes ou doces.

Consuma:

Frutas

Vegetais

Grãos integrais, como arroz integral, quinoa ou cevada; massas integrais (pães, macarrão e biscoitos) e granola.

 

3. Gordura

Seu corpo também requer pequenas quantidades de gorduras boas, como as de peixes, nozes, azeite de oliva e abacate. Como elas são calóricas, limite a ingestão de gorduras a 30% ou menos do total de calorias diárias.

Consuma:

Peixes

Nozes

Óleos saudáveis, como azeite de oliva e girassol

Abacates

 

4. Vitaminas e minerais

Esses nutrientes estão envolvidos em muitas reações químicas que acontecem em seu organismo todos os dias, e muitos minerais, como cálcio e magnésio, por exemplo, têm funções estruturais no corpo. Uma dieta bem equilibrada ajuda a fornecer as vitaminas e minerais de que você precisa, e tomar um suplemento multivitamínico diário também contribui para alcançar as quantidades adequadas.

 

5. Fitonutrientes

Os vegetais produzem uma ampla gama de compostos naturais chamados fitonutrientes, que fornecem benefícios, como a prevenção de doenças, melhora da imunidade e reparação de danos ao DNA. Seus pigmentos dão às frutas e verduras suas belas cores. É por isso que é importante comer refeições coloridas e cheias de plantas.

Consuma:

4 e ½ xícaras de frutas e vegetais coloridos todos os dias

Pelo menos 3 cores diferentes em cada refeição

Uma ampla variedade ao longo da semana

 

6. Fibras

Elas apoiam o processo digestivo, ajuda a saciar e promove o crescimento de bactérias amigáveis no trato digestivo. Frutas inteiras, vegetais, grãos integrais e feijões são as melhores fontes de fibras. Mas, se você não conseguir obter os 25 gramas recomendados todos os dias, também pode incluir suplementos de fibra.

Consuma:

Frutas e vegetais

Grãos integrais

Leguminosas

 

7. Água

O corpo humano é constituído por 70% de água, então não é surpresa que precisamos nos manter hidratados para permanecer saudáveis. Seu corpo precisa de água para transportar nutrientes para as células e se livrar dos produtos residuais. O líquido também ajuda a controlar a temperatura do corpo e lubrificar as articulações, órgãos e tecidos. A recomendação geral é de cerca de oito copos de 8 copos (de 240 ml cada) por dia. A água deve ser a primeira escolha, mas outras bebidas também podem contar para atender às suas necessidades diárias de líquidos.

Consuma:

Água pura, com gás ou aromatizada com frutas

Chás

Café

 

Fonte: https://vidaplenaebemestar.com.br/bem-estar/alimentacao/7-nutrientes-que-voce-precisa-consumir-todos-os-dias

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Oftalmologista aponta os melhores alimentos para a visão


Uma alimentação saudável é poderosa na proteção da visão e saúde dos olhos. Oftalmologista aponta o que incluir na dieta

 

Assim como todo o nosso corpo, os olhos também são atingidos por uma variedade de doenças, que limitam a visão e, com isso, a qualidade de vida. Contudo, nos casos em que a genética não é imbatível, é possível prevenir esses problemas com um estilo de vida saudável. Isso inclui adicionar alguns alimentos na dieta.

 

Nubia Vanessa, médica oftalmologista do CBV-Hospital de Olhos, destaca que uma alimentação saudável é boa para qualquer tipo de comorbidades, como diabetes, hipertensão arterial. Além disso, uma dieta balanceada pode proteger a visão.

 

"Se você tem uma boa alimentação balanceada, com todos os grupos de alimentos, e associada a exercício físico, isso diminui a quantidade de radicais livres, melhorando a saúde ocular", diz a profissional.

 

Alimentos que fazem bem a visão

A oftalmologista aponta algumas opções alimentares que fazem especialmente bem para os olhos. Confira:

 

Alimentos ricos em ômega 3 como os peixes, como o salmão e a cavalinha;

Legumes, leguminosas e folhas verdes, pois são ricos em vitamina e vitamina C. Além disso, alguns têm substratos como a luteína e a zeaxantina que são excelentes para a mácula (retina);

Oleaginosas, como linhaça, castanhas, pistache e amêndoas, ricas em zinco, o que ajuda na prevenção de degeneração macular, bem como da catarata;

Carne vermelha, que contêm ferro e zinco, nutrientes que ajudam na absorção de vitaminas.

Nubia aponta ainda que é possível encontrar esses nutrientes em suplementos. Porém, é necessário consultar um profissional para prescrição médica.

 

"Lembrando que a gente precisa ter todos os grupos dos alimentos para ter uma alimentação saudável. E, caso você tenha algum tipo de problema de saúde, o ideal é procurar um profissional adequado", conclui a oftalmologista.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/oftalmologista-aponta-os-melhores-alimentos-para-a-visao,ad0488dd5fe7d7dc1e4d1202bc152d8e0m7wa6a4.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Sete alimentos que ajudam a amenizar a celulite


Além de atividade física e tratamentos estéticos, seguir uma alimentação saudável e escolher bem os alimentos que são colocados no prato ajudam a amenizar os temidos furinhos

 

A celulite, sem dúvida, é o grande pesadelo feminino. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o incômodo afeta oito em cada dez mulheres. Além de atividade física e tratamentos estéticos, seguir uma alimentação saudável e escolher bem os alimentos que são colocados no prato ajudam a amenizar os temidos furinhos.

 

De acordo com a nutricionista Ione Leandro, da ONODERA Estética, para combater e amenizar a celulite, uma ótima opção são alimentos ricos em fibras e vitaminas, com antioxidantes e propriedades anti-inflamatórias.

 

“Como as toxinas se alojam no tecido adiposo, o consumo de alimentos que promovem a desintoxicação ajuda bastante no funcionamento do intestino, eliminamos as substâncias que podem se acumular entre as células e causar inflamações, destaca a profissional.

 

Abaixo, a especialista separou alguns alimentos que ajudam a eliminar as toxinas retidas e reduzem o volume das células.

 

Alimentos integrais - Ricos em fibras, melhoram o funcionamento intestinal, o que inibe a absorção de toxinas e ainda elimina as impurezas que podem prejudicar o quadro da celulite.

 

Folhas verdes escuras – Verduras como rúcula, almeirão e espinafre melhoram a circulação e ajudam a desintoxicar o organismo. Por serem antioxidantes, ainda combatem os radicais livres e evitam o envelhecimento precoce.

 

Gengibre - Acelera o metabolismo e tem propriedades anti-inflamatória e antioxidante, beneficiando a absorção de gorduras.

 

Vitamina C – Presente no limão, laranja, tangerina e acerola é um poderoso antioxidante, anti-inflamatório e reduz as lesões celulares causadas pelos radicais livres, eliminando as toxinas e diminuindo o volume das células.

 

Banana - Por conter potássio, a fruta ajuda no processo de drenagem linfática, além de regular o intestino e diminuir a absorção de gorduras.

 

Frutas vermelhas - Morango, framboesa, amora, cranberry, mirtilo, goji berry e açaí são riquíssimas em vitamina C e A e, por serem antioxidantes, combatem os radicais livres, fortalecem os vasos sanguíneos e diminuem a produção de insulina.

 

Chá verde - O chá verde é famoso pela sua ação antioxidante e diurética, sendo um ótimo aliado no controle da celulite. Caso sinta muito amargo, misture com hortelã, erva-cidreira ou erva-doce.

 

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2233515/sete-alimentos-que-ajudam-a-amenizar-a-celulite - © Shutterstock

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

20 alimentos que podem causar câncer e fazem parte do seu dia a dia: veja a lista


Embutidos, fast food e bebidas açucaradas estão entre os principais vilões apontados por especialistas.

 

Uma alimentação saudável é um dos pilares essenciais para a prevenção de doenças, incluindo o câncer. No entanto, muitos alimentos presentes no cotidiano podem, quando consumidos em excesso ou preparados de forma inadequada, representar riscos para a saúde a longo prazo.  

 

De acordo com investigações do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Governo do México, alguns ingredientes e processos de preparo aumentam o potencial cancerígeno de certos alimentos. Confira a lista:  

 

1. Embutidos (presunto, bacon, salsichas) – Contêm nitritos e nitratos que, ao serem cozidos em altas temperaturas, formam nitrosaminas, associadas ao câncer colorretal.  

 

2. Carnes defumadas – O processo de defumação expõe os alimentos a hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAHs), substâncias cancerígenas.  

 

3. Carnes vermelhas (bovina, suína, cordeiro) – O consumo excessivo, especialmente em altas temperaturas, pode elevar o risco de câncer colorretal.  

 

4. Fast food (hambúrgueres, pizzas processadas) – Ricos em gorduras saturadas, trans, açúcares e sódio, estão relacionados à obesidade e ao câncer.  

 

5. Salgadinhos processados (batatas fritas, biscoitos) – Contêm gorduras trans, acrilamida e aditivos potencialmente prejudiciais.  

 

6. Bebidas alcoólicas – O consumo excessivo aumenta o risco de câncer de boca, fígado, esôfago, mama e outros órgãos.  

 

7. Bebidas açucaradas (refrigerantes, sucos industrializados) – O alto teor de açúcar contribui para a obesidade, fator de risco para diversos cânceres.  

 

8. Alimentos fritos em óleo reaquecido – Geram acrilamida e compostos tóxicos.  

 

9. Alimentos queimados ou carbonizados – O cozimento excessivo pode produzir substâncias cancerígenas, como PAHs e aminas heterocíclicas.  

 

10. Açúcares refinados e xaropes de frutose – Associados à obesidade e inflamação crônica.  

 

11. Adoçantes artificiais – Alguns estudos sugerem riscos potenciais, embora mais pesquisas sejam necessárias.  

 

12. Alimentos defumados (peixes, queijos) – Semelhante às carnes defumadas, contêm PAHs.  

 

13. Óleos vegetais reaquecidos repetidamente – Produzem compostos tóxicos prejudiciais.  

 

14. Alimentos enlatados com bisfenol A (BPA) – O revestimento das latas pode ter efeitos hormonais relacionados ao câncer.  

 

15. Alimentos mofados – Certos tipos de mofo produzem aflatoxinas, substâncias altamente cancerígenas.  

 

16. Dietas ricas em gorduras saturadas e trans – Ligadas à obesidade e ao risco aumentado de câncer.  

 

17. Dietas pobres em fibras – A fibra protege contra o câncer colorretal.  

 

18. Excesso de sal e alimentos muito salgados – Associados ao câncer de estômago.  

 

19. Alimentos processados com aditivos e conservantes artificiais – Alguns aditivos podem ter efeitos nocivos.  

 

20. Alimentos irradiados – Apesar de seguros para conservação, há estudos que sugerem possíveis riscos, embora inconclusivos.  

 

Moderação é a chave  

Especialistas alertam que esses alimentos não devem ser totalmente eliminados, mas consumidos com moderação e equilíbrio. Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, a relação entre dieta e risco de câncer não é direta, mas há uma forte associação.  

 

Portanto, a recomendação é priorizar uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes e grãos integrais, evitando excessos e optando por preparações mais saudáveis. O equilíbrio continua sendo a melhor estratégia para uma vida longa e saudável.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/degusta/alimentacao-com-saude/20-alimentos-que-podem-causar-cancer-e-fazem-parte-do-seu-dia-a-dia-veja-a-lista,90f90b9a83c8f00b11cdd6357c9974edq52js3hg.html?utm_source=clipboard - Foto: Freepik

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Por que os alimentos ultraprocessados fazem mal para a saúde?


Confira 3 motivos (validados pela ciência) para você reduzir o consumo desses itens

 

Se você busca manter uma alimentação saudável, já deve ter ouvido falar que é interessante reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados . Mas será que você sabe os motivos?

 

Alimentos ultraprocessados são produtos alimentícios que passaram por inúmeros processos industriais. Eles normalmente contêm vários aditivos químicos e conservantes para melhorar o sabor, a aparência, a textura e a vida útil. Por isso, são geralmente ricos em gorduras, açúcares, sódio e carboidratos, e pobres em vitaminas e minerais.

 

Para entender melhor o impacto da ingestão frequente desses itens, a ciência vem fazendo estudos com eles há tempos. A seguir, separamos três achados que te ajudarão a repensar a presença dos ultraprocessados no seu armário:

 

Os principais malefícios à saúde

 

Eles favorecem o risco de depressão

De acordo com um estudo publicado no Journal of Affective Disorders , os alimentos ultraprocessados são potencialmente perigosos à saúde psicológica .

 

“O estudo descobriu que essas comidas, que também trazem maior densidade calórica , além de descontrolarem a dieta, uma vez que podem desencadear adaptações neurobiológicas e levar a um comportamento cada vez mais compulsivo, também estão associados a quadros de tristeza ”, explica a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez , diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

 

A especialista conta que os indivíduos que comem mais alimentos ultraprocessados acabam tendo uma dieta de má qualidade (pobre em proteínas, fibras, gorduras saudáveis, vegetais e frutas), o que representa um fator de risco para a depressão .

 

“Tanto macronutrientes (proteínas, carboidratos e gorduras) quanto micronutrientes (vitaminas e minerais) podem ter impactos positivos no humor das pessoas que os consomem. Enquanto a ausência de determinados alimentos na dieta pode contribuir para deixar o indivíduo cabisbaixo, a presença de outros pode potencializar estresses e ansiedades”, diz.

 

Na pesquisa, 24.674 participantes completaram as avaliações de ingestão alimentar e o questionário de sofrimento psicológico no segundo acompanhamento. Os estudiosos também calcularam o consumo diário médio de alimentos ultraprocessados em termos de energia e peso, convertendo as frequências relatadas de consumo em gramas utilizando tamanhos de porções de alimentos específicos para o sexo e multiplicando-o pela frequência diária.

 

Com o objetivo de medir a aflição psicológica, foi usada a Escala de Angústia Psicológica de Kessler (K10), sendo que pontuações elevadas nessa medida apontam a presença de doenças mentais típicas.

 

“Um total de 13.876 mulheres e 9.423 homens foram incluídos na análise final. Indivíduos que consumiam a maior quantidade de alimentos ultraprocessados ​​eram mais propensos a morar sozinhos. Também eram menos propensos a relatar educação superior, ser casados ou estar em um relacionamento de fato. Também eram menos propensos a se envolver em altos níveis de atividade física”.

 

Como detalha a médica nutróloga, as pessoas com o consumo mais alto de alimentos ultraprocessados ajustados para a energia apresentaram uma probabilidade 1,14 vez maior de sofrimento psicológico em comparação com aqueles que consumiam menos.

 

Essa associação, segundo ela, foi observada apenas em indivíduos que comeram uma quantidade significativa desses alimentos. “ Eles não precisam ser completamente proibidos, mas o ideal é que o seu consumo seja minimizado ”, aponta.

 

Também estão ligados a um risco aumentado de demência

Estudiosos da China decidiram investigar se alimentos ultraprocessados causam demência. Realizado pela Universidade Médica de Tianjin, na China, a pesquisa acompanhou mais de 72 mil pessoas acima de 55 anos.

 

A equipe de pesquisadores analisou dados obtidos do UK Biobank de uma base de informações de saúde de meio milhão de residentes no Reino Unido.

 

Os participantes, livres de demência no início do estudo, foram monitorados ao longo de cerca de 10 anos, resultando em 518 casos diagnosticados com o quadro ao término da investigação.

 

Assim, os resultados, publicados na revista científica Neurology , apontaram que a dieta composta por alimentos ultratransformados – ou seja, carregados de açúcar, gordura e sal adicionados, mas carentes de proteínas e fibras –, está associada ao risco de desenvolvimento de diversas formas de demência.

 

De acordo com Jéssica Martani, médica psiquiatra especialista em comportamento humano e saúde mental, não é de hoje que os holofotes estão voltados para este tipo de alimentos, cujas características sedutoras podem esconder perigos inesperados.

 

A psiquiatra comenta, com base no estudo, que cada aumento de 10% no consumo desses alimentos ultraprocessados apresentou uma alarmante correlação com um aumento de 25% no risco geral de demência, 28% de acréscimo no risco específico de demência vascular e 14% risco de doença de Alzheimer.

 

Por fim, já foram associados ao câncer

Recusar os alimentos ultraprocessados é importante para evitar um aumentado no risco de câncer, como o de mama, segundo um estudo francês publicado na revista médica British Medical Journal .

 

Batizada de NutriNet-Santé, a pesquisa baseada em questionários preenchidos por 105 mil pessoas (a maioria mulheres) com idade média de 43 anos, entre 2009 e 2017, constatou um risco mais elevado de câncer em geral (entre 6% e 18%) e de mama (entre 2% e 22%) em decorrência de uma dieta à base de macarrão instantâneo, bebidas açucaradas , salgadinhos, nuggets, almôndegas, embutidos (salame, presunto com aditivos) e pratos congelados.

 

Ainda são necessários estudos complementares para confirmar o vínculo entre causa e efeito. Mas, para especialistas na área da saúde, os resultados da pesquisa francesa são bastante relevantes. “Eles reforçaram a percepção médica sobre os impactos negativos à saúde provocados pelo consumo frequente e excessivo de ingredientes artificiais”, diz o oncologista Andrey Soares, do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/parceiros/boa-forma/2024-11-01/por-que-os-alimentos-ultraprocessados-fazem-mal-para-a-saude-.html - Amanda Panteri


Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.

Efésios 2:8-9


sexta-feira, 14 de junho de 2024

10 alimentos para abolir e ter uma alimentação saudável


Ter uma alimentação saudável também é sobre excluir do prato alimentos que fazem mal à saúde. Veja as opções para abolir

 

Comer bem é o primeiro passo para ter mais disposição, melhorar a saúde física e, consequentemente, impulsionar a saúde mental. No entanto, algumas opções que fazemos no dia a dia nos afastam de uma alimentação saudável, colocando nosso organismo em risco.

 

Especialmente para quem quer perder peso, fazer a escolha certa na hora de se alimentar é imprescindível. Pensando nisso, a nutróloga Ana Luisa Vilela, médica especialista em emagrecimento, separou os 10 alimentos que devem ser riscados da lista do supermercado e do dia a dia.

 

Ela conta que esses 10 itens não servem apenas para preservar a saúde, mas também colabora para evitar algumas doenças. Além disso, ajuda a perder peso de maneira bem mais simples do que se imagina.

 

Tirando do prato alguns alimentos que são ricos em sódio, gorduras e calorias vazias, por exemplo, a médica afirma que é possível melhorar muito a qualidade de vida.

 

10 alimentos para abolir e ter uma alimentação saudável

A médica nutróloga aponta quais tipos de alimentos devem ficar longe do seu prato para ter uma alimentação mais saudável. Confira:

 

1- Embutidos e defumados. Eles são ricos em sais e gorduras e podem induzir doenças no trato gastrointestinal se consumidos em excesso.

 

2 – Sal de adição. Colocar sal a mais em pratos prontos colabora para a retenção de líquidos e é o inimigo de quem tem pressão alta e problemas cardíacos.

 

3 – Corantes sintéticos. São normalmente encontrados em alimentos industrializados com pigmento forte, como balas e sucos em pó. Por isso, podem causar alergias graves.

 

4 – Frituras em óleo. O óleo oxidado usado em frituras é um veneno para nosso colesterol, aumentando muito o risco de distúrbios cardiovasculares.

 

5 – Salsicha. Este é um alimento rico em gorduras, corantes e possui baixa qualidade. Se for consumir, dê preferência para as salsichas artesanais, com alimentos selecionados.

 

Diversas opções do dia a dia fazem mal à saúde

6 – Biscoitos industrializados, margarina e sanduíches fast food. Todas essas opções são ricas em gorduras e carnes processadas muito calóricas. Além disso, elas estimulam a comer rápido, pois são macios e deixam o ato de mastigar em segundo plano, explica a nutróloga.

“Os biscoitos são recheados com recheios artificiais ricos em gorduras, açúcares e corantes e você nunca come um só, o que aumenta ainda mais a ingestão de gorduras ruins e calorias. Isso também induz as crianças a só comer besteiras, deixando de lado os bons alimentos como frutas e legumes”, enfatiza.

 

7 – Macarrão instantâneo. Este é um alimento que já vem industrializado e é pré-frito, rico em sal, gorduras e calorias. Também proporciona baixa ingestão de nutrientes. Famoso por ser uma opção barata e rápida, porém pouco saudável.

 

8 – Açúcar branco. Além de ter calorias vazias, este alimento engorda e aumenta o risco de diabetes quando consumido em grande quantidade.

 

9 – Balas e marshmallow. Essas são opções ricas em gorduras, que aumentam o ganho de peso e não possuem nenhum nutriente. Também pioram a qualidade dos dentes.

 

10 – Gordura visível em carnes de origem animal. “Mesmo sabendo a delícia que é um torresmo ou aquela gordurinha da picanha, ou a pele crocante do frango, todas são maléficas para a saúde. É melhor investir em carnes magras como filé de frango ou peixes e sempre tirar aquelas gordurinhas visíveis. Esses excessos prejudicam o bom funcionamento do coração”, finaliza a nutróloga.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/10-alimentos-para-abolir-e-ter-uma-alimentacao-saudavel.phtml - By Milena Vogado - Foto: Shutterstock


"E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos." Mateus 24:4